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Unidade 2 | Introdução aos Mecanismos de Governança da Internet no Brasil
Site: Faculdade Sensu
Curso: Direito Cibernético
Livro:
Unidade 2 | Introdução aos Mecanismos de Governança da
Internet no Brasil
Impresso por: Ednan Francisco Coutinho
Data: segunda, 11 nov 2024, 18:41
https://ava.faculdadesensu.edu.br/
Índice
Apresentação
Capítulo 1
Capítulo 2
Capítulo 3
Capítulo 4
Considerações Finais
Vídeos Complementares
Para saber mais
Infográfico
Apresentação
A internet é, sem sombra de dúvida, um “divisor de águas” na humanidade, por todos os benefícios que sobrevieram após a sua invenção de
desenvolvimento, contudo nesse “campo” virtual é possível que se ultrapasse limites de bom senso, de convivência urbana, incidindo em
ilícitos civis e até mesmo de natureza penal.
Certamente que, com a grande concentração de usuários em ambiente virtual, urgiu a necessidade de se regulamentar as relações sociais
nessa nova modalidade, a dita: Governança da Internet.
Nesta unidade será detalhada a introdução aos Mecanismos de Governança da Internet no Brasil, e as medidas estabelecidas que
culminaram no Marco Civil da Internet.
 
Capítulo 1
Conceito
Governança da Internet, segundo a Cúpula Mundial sobre a Sociedade da Informação (CMSI),  “é o desenvolvimento e a execução pelos
Governos, sociedade civil e iniciativa privada, em seus respectivos papéis, de princípios, normas, regras, procedimentos decisórios e
programas compartilhados que delineassem a evolução e o uso da  Internet”, isto é, a forma que a internet é abordada, utilizada e
desenvolvida necessita de regramentos e diretrizes como qualquer âmbito de convívio social, ainda que de forma virtual. Por óbvio, um
conceito muito genérico e amplo, que necessita ser aprofundado.
Sendo assim, o termo “Governança” não quer dizer necessariamente “governo” da internet por um Estado, mas sim a administração não só
pelo poder público, mas também por diversos setores da sociedade como por exemplo a comunidade técnica.
Capítulo 2
Evolução Histórica
O início de toda a internet se deu como um projeto de governo. Nos anos 60, o governo dos Estados Unidos financiou um recurso de
comunicação muito eficiente chamado Defense Advanced Research Project Agency Network (DARPANet).
Na metade dos anos 70, foi inventado o TCP/IP (Transmission Control Protocol/Internet Protocol), o que desde então é a conhecida internet que
usamos até os dias de hoje.
Em 1986 foi desenvolvida uma semelhante abordagem de regulação da Internet, conduzindo o avanço da Internet Engineering Task Force
(IETF) que envolveu o consenso e cooperação na tomada de decisões envolvendo uma grande variedade de pessoas, pois não havia, até
então uma centralização de governo, nem centralização de planejamento, e sequer um projeto grandioso.
A mudança de fato desta abordagem descentralizada de governança da Internet veio somente nos anos 90 quando os governos e setores
privados principalmente os empresariais perceberam a importância desta rede mundial. Em 1994 aconteceu a famora “guerra do DNS”
quando a US National Science Foundation que administrava a a estrutura-chave da Internet, terceirizou a administração dos DNS e pela
péssima repercussão, foi criado em 1998 a ICANN, para promover os debates sobre a governança da Internet na atualidade.
Em 2003, em Genebra e em 2005 em Túnis, A CMSI (Cúpula Mundial sobre a Sociedade da Informação) colocou oficialmente a questão da
governança da Internet na agenda diplomática.
Após a reunião da Cúpula em Túnis, vários outros acontecimentos importantes marcaram os debates sobre a Governança na internet, e como
passar dos anos o ponto nevrálgico da discussão é o sigilo em ferramentas de pesquisa e algoritmos de redes sociais.
Capítulo 3
Da Infraestrutura da Internet
Para o bom funcionamento da Internet há que se ter uma infraestrutura complexa tanto para a qualidade, quanto para a segurança.
E quando se fala em infraestrutura é impossível dissociar as questões tecnológicas das questões de política pública, isto é, não adianta se
desenvolver equipamentos e apenas uma parcela da sociedade ter acesso, pois para o funcionamento da internet fibra ótica por exemplo,
necessita de um cabeamento estar passado naquela determinada região, ter energia elétrica estável e de boa qualidade, e ter um preço
acessível à população de baixa renda.
Para isso é necessário que o Governo viabilize tal acesso a todas as pessoas, facilitando tanto para as empresas prestadoras de serviço,
quanto para os usuários, sobretudo os mais carentes que não possuem condições nem de adquirir os equipamentos e até mesmo pagar pelo
fornecimento da internet.
No Brasil, como é grande a desigualdade social algumas cidades como por exemplo Aparecida de Goiânia/GO, aderiram a um projeto de levar
internet às regiões mais carentes da cidade, instalando 200 pontos de internet sem fio para dar acesso gratuito aos moradores à rede mundial
de computadores. Tal ação já é costumeiro das cidades europeias onde as pessoas têm acesso gratuito à internet e só pagam pelo aumento
da velocidade dos dados.
Para tudo isso ter um funcionamento pleno e eficaz é necessário que haja segurança pois como em todos os âmbitos sociais, onde há
possibilidade de crimes, eles existem.
 
Capítulo 4
Cibersegurança
 
Na criação da Internet, em sua origem primária, o projeto era exclusivo em ciclos de uso fechado, com usuários principalmente acadêmicos e
tinha a comunicação aberta, portanto a segurança não era uma preocupação.
Quando a Internet foi aberta para o mundo, por óbvio a principal preocupação principalmente governamental sempre foi a cibersegurança
que se destacou substancialmente com a expansão global superando aquele círculo dos pioneiros da Internet.
A Internet reafirmou o antigo truísmo de que a tecnologia pode ser facilitadora e ao mesmo tempo ameaçadora. As questões de
cibersegurança podem ser classificadas em três critérios: Tipo de Ação, Tipo de Perpetrador e Tipo de Alvo.
Com isso, foram criadas várias iniciativas governamentais para priorizar a cibersegurança, tanto nacionais quanto internacionais.
No âmbito Nacional, legislações e precedentes tratam da cibersegurança, com foco no combate aos crimes cibernéticos, e recentemente,
com a Lei 13.964/19, o conhecido pacote anticrime, alterou inúmeros artigos do Código Penal, Código de Processo Penal e legislações
extravagantes. Mas o verdadeiro divisor de águas no que se refere a políticas públicas de regulamentação do uso da internet é, sem dúvidas, o
Marco Civil da Internet, que inclusive será objeto da próxima Unidade de Aprendizagem.
A nível internacional, a organização mais ativa é a I.T.U (International Telecommunication Union) que elaborou relevantíssimos quadros de
segurança, arquiteturas e padrões para melhorar a cibersegurança, como pro exemplo o padrão X.509.
A Criptografia hoje é a principal aliada dos usuários e fornecedores de serviços on-line tendo em vista que desde a criação do spam como
forma de captura ilegal de dados e invasão de dispositivos, é o assunto mais desenvolvido em cibersegurança.
 
 
Considerações Finais
Essa unidade apresenta as questões relacionadas à governança de Internet, e aprendemos que dentre vários assuntos, a segurança é e
continuará sendo a principal pauta de deliberação para garantir o fornecimento da Internet e dos serviços e funções que nela há.
 
Vídeos Complementares
;
CIBERSEGURANÇA: Muito Além do Login e Senha – Canal Código Fonte TV
;
Por onde vem a internet? Seguimos a fibra até sua casa! – Canal Manual do Mundo
Para saber mais
 
https://www.nucleodoconhecimento.com.br/ciencia-da-computacao/crimes-virtuais
https://www.nucleodoconhecimento.com.br/ciencia-da-computacao/crimes-virtuais
Infográfico

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