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Questões
1. (CESPE / CEBRASPE - 2021 - Agente de Polícia Federal)
Texto 2A1-II
Cresce rapidamente, em quase todos os países, o número de pessoas na prisão ou que esperam prováveis sentenças de prisão.
Em quase toda parte, a rede de prisões está se ampliando intensamente. Os gastos orçamentários do Estado com as forças da lei
e da ordem, principalmente os efetivos policiais e os serviços penitenciários, crescem em todo o planeta. Mais importante, a
proporção da população em conflito direto com a lei e sujeita à prisão cresce em ritmo que indica uma mudança mais que
meramente quantitativa e sugere uma “significação muito ampliada da solução institucional como componente da política criminal”
— e assinala, além disso, que muitos governos alimentam a pressuposição, que goza de amplo apoio na opinião pública, de que
“há uma crescente necessidade de disciplinar importantes grupos e segmentos populacionais”.
A proporção da população que cumpre sentenças de prisão é distinta em cada país, refletindo idiossincrasias de tradições culturais
e histórias de pensamento e de práticas penais, mas o rápido crescimento parece ser um fenômeno universal em toda a ponta
“mais desenvolvida” do mundo.
BAUMAN, Zygmunt. Globalização: as consequências humanas. Tradução: Marcus Penchel. Rio de Janeiro: Zahar, 1999. p. 122-
123 (com adaptações).
No que se refere às ideias e aos aspectos linguísticos do texto 2A1-II, julgue o item.
A forma verbal “crescem” (terceiro período do primeiro parágrafo) está flexionada no plural para concordar com o sujeito composto
cujos núcleos são “gastos”, “efetivos” e “serviços”.
Certo ( ) Errado ( )
2. (CESPE / CEBRASPE - 2021 - Agente de Polícia Federal)
Texto 2A1-II
Cresce rapidamente, em quase todos os países, o número de pessoas na prisão ou que esperam prováveis sentenças de prisão.
Em quase toda parte, a rede de prisões está se ampliando intensamente. Os gastos orçamentários do Estado com as forças da lei
e da ordem, principalmente os efetivos policiais e os serviços penitenciários, crescem em todo o planeta. Mais importante, a
proporção da população em conflito direto com a lei e sujeita à prisão cresce em ritmo que indica uma mudança mais que
meramente quantitativa e sugere uma “significação muito ampliada da solução institucional como componente da política criminal”
— e assinala, além disso, que muitos governos alimentam a pressuposição, que goza de amplo apoio na opinião pública, de que
“há uma crescente necessidade de disciplinar importantes grupos e segmentos populacionais”.
A proporção da população que cumpre sentenças de prisão é distinta em cada país, refletindo idiossincrasias de tradições culturais
e histórias de pensamento e de práticas penais, mas o rápido crescimento parece ser um fenômeno universal em toda a ponta
“mais desenvolvida” do mundo.
BAUMAN, Zygmunt. Globalização: as consequências humanas. Tradução: Marcus Penchel. Rio de Janeiro: Zahar, 1999. p. 122-
123 (com adaptações).
No que se refere às ideias e aos aspectos linguísticos do texto 2A1-II, julgue o item.
Seria mantida a correção gramatical do texto caso a forma verbal “esperam” (primeiro período do texto) fosse substituída por
espera.
Certo ( ) Errado ( )
3. (CESPE / CEBRASPE - 2018 - Escrivão de Polícia Federal)
LÍNGUA PORTUGUESA • CONCORDÂNCIA VERBAL (SUJEITO COMPOSTO)
CONCORDÂNCIA
Exercícios da aula CONCORDÂNCIA do professor(a) Giancarla Bombonato • 2
1 Como se pode imaginar, não foi o latim clássico,
dos grandes escritores romanos e latinos e falado pelas
classes romanas mais abastadas, que penetrou na Península
4 Ibérica e nos demais espaços conquistados pelo Império
Romano. Foi o latim popular, falado pelas tropas invasoras,
que fez esse papel. Essa variante vulgar sobrepôs-se
7 às línguas dos povos dominados e com elas caldeou-se, dando
origem aos dialetos que viriam a se chamar genericamente
de romanços ou romances (do latim romanice, isto é,
10 à moda dos romanos).
No século V d.C., o Império Romano ruiu e os
romanços passaram a diferenciar-se cada vez mais,
13 dando origem às chamadas línguas neolatinas ou românicas:
francês, provençal, espanhol, português, catalão, romeno,
rético, sardo etc.
16 Séculos mais tarde, Portugal fundou-se como nação,
ao mesmo tempo em que o português ganhou seu estatuto
de língua, da seguinte forma: enquanto Portugal estabelecia
19 as suas fronteiras no século XIII, o galego-português
patenteava-se em forma literária.
Cerca de três séculos depois, Portugal lançou-se
22 em uma expansão de conquistas que, à imagem do que
Roma fizera, levou a língua portuguesa a remotas regiões:
Guiné-Bissau, Angola, Moçambique, Cingapura, Índia
25 e Brasil, para citar uns poucos exemplos em três continentes.
Muito mais tarde, essas colônias tornaram-se
independentes — o Brasil no século XIX, as demais
28 no século XX —, mas a língua de comunicação foi mantida
e é hoje oficial em oito nações independentes: Brasil,
Portugal, Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau,
31 São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.
LÍNGUA PORTUGUESA • CONCORDÂNCIA VERBAL (SUJEITO COMPOSTO)
CONCORDÂNCIA
Exercícios da aula CONCORDÂNCIA do professor(a) Giancarla Bombonato • 3
Instituto Antônio Houaiss. José Carlos de Azevedo (Coord.). Escrevendo pela nova ortografia: como usar as regras do Novo
Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. São Paulo: Publifolha, 2008. p. 16-7 (com adaptações).
Com relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o item.
A correção gramatical e a coerência do texto seriam preservadas caso a forma verbal “levou” (L. 23) fosse substituída por levaram.
Certo ( ) Errado ( )
4. (CESPE / CEBRASPE - 2021 - Agente de Polícia)
Tudo o que vem do povo tem uma lógica, uma razão, uma função. Ele nada faz sem motivo, e o que produz está geralmente ligado
ao comportamento do grupo ou a uma norma social ou de cunho psíquico e religioso, um traço que vem de tempos longínquos, lá
do fundo de nossas raízes, perdidas na noite dos tempos, quando estávamos em formação. Pastoril, Quilombo, Reisado, Coco-de-
Roda, literatura de cordel, festas, tradições, superstições, contos, mitos, lendas não aparecem por acaso. São elementos da
memória popular, que engloba sentimentos e reações diante da história e das transformações.
 Quais as origens do folclore alagoano, quais os componentes culturais que o forjaram? Théo Brandão, com a autoridade de quem
estudou a vida inteira e deixou uma obra irrepreensível sobre o assunto, diz que são muitas as contribuições na formatação do
nosso folclore. E que não é fácil nem simples demarcar a que grupo pertence uma de suas variantes ou estabelecer com precisão a
fronteira de determinada manifestação folclórica. Afirma que há dúvidas em alguns casos e em outros é inteiramente impossível
chegar a uma conclusão única e definitiva. Cita como exemplo concreto dessas incertezas o caso da dança existente em várias
unidades nordestinas, que aparece ora como Coco, ora como Pagode, ora como Samba.
INSTITUTO ARNON DE MELLO. Alagoas popular: folguedos e danças de nossa gente.
Maceió: IAM, 2013. p. 24 (com adaptações).
Julgue o item, referente às ideias, aos sentidos e às construções linguísticas do texto apresentado.
Estaria gramaticalmente correta a substituição de “há” por existe em “Afirma que há dúvidas em alguns casos”.
Certo ( ) Errado ( )
5. (CESPE / CEBRASPE - 2021 - Agente de Polícia)
A manhã desta segunda-feira foi diferente para boa parte dos moradores do Jacintinho, um dos bairros mais populosos de Maceió.
O Ronda no Bairro, programa do Governo de Alagoas que combina policiamento de proximidade com ações sociais, promoveu
uma série de ações culturais e de cidadania no bairro.
Há pouco mais de um ano atuando no Jacintinho, o Ronda no Bairro já contribui efetivamente para a redução dos índices de
violência na região, sempre aliando as ações sociais — como aulas de judô, tae kwon do, assistênciaprimeiro parágrafo, seria gramaticalmente correto incluir acento diferencial na forma verbal “tem” –
escrevendo-se têm –, a fim de que a concordância verbal passasse a ser estabelecida com os termos “da informação” e “da
comunicação”.
Certo ( ) Errado ( )
LÍNGUA PORTUGUESA • CONCORDÂNCIA VERBAL (SUJEITO COMPOSTO)
CONCORDÂNCIA
Exercícios da aula CONCORDÂNCIA do professor(a) Giancarla Bombonato • 25
http://www.nationalgeographicbrasil.com
http://www.scielo.br
A questão trata de concordância verbal. Isso significa que é preciso identificar o núcleo do sujeito e a forma verbal que a ele se
relaciona para analisar a respectiva concordância em número. Vamos ao texto: “A inclusão da informação e da comunicação nas
estratégias bélicas tem aumentado no correr de milênios.”
A forma verbal “têm” com acento circunflexo é usada para se referir à 3ª pessoa do plural do presente do indicativo. No trecho em
análise, esta forma verbal corresponde ao núcleo do sujeito, “inclusão”, o que segue na oração – “da informação e da
comunicação” – é complemento nominal de “inclusão”. Dessa forma, a proposta de acentuação prejudicaria a correção
gramatical, pois o verbo “tem” precisa concordar com o sujeito “inclusão”, o qual, no contexto, não pode ser flexionado no plural.
GABARITO: Errado
12. (CESPE / CEBRASPE - 2020 - Auditor de Controle Externo)
Texto CB1A2
1 O mundo urbano já abriga mais da metade da
população do planeta, e os processos de urbanização espalham
globalmente, mas de forma desigual, tanto os benefícios quanto
4 as crises da ocupação urbana do espaço. Com isso, o
planejamento urbano e a gestão das cidades e áreas
metropolitanas vêm sendo inseridos em discussões na busca de
7 alternativas para a urbanização e para o desenvolvimento
urbano, a fim de mitigar os impactos nocivos e adaptar o
ordenamento territorial e a distribuição socioespacial das
10 cidades às condições de ambiente e clima locais e regionais.
O movimento de (re)pensar o planejamento das cidades para
que se obtenha um modelo em que o desenvolvimento urbano
13 possa ser mais social e ambientalmente sustentável passará a
ser essencial daqui a alguns anos, considerando-se tanto as
desigualdades que esses processos carregam em si quanto os
16 problemas ambientais e climáticos desencadeados por eles.
Por um lado, uma parcela da população urbana usufrui
dos avanços técnico-científicos, da infraestrutura e do conforto
19 que a vida urbana e sua produção econômica disponibilizam;
por outro lado, grande parte do mundo sofre com as
consequências socioeconômicas das políticas econômicas e de
22 expansão de mercados, que promovem exclusão, desigualdade
LÍNGUA PORTUGUESA • CONCORDÂNCIA VERBAL (SUJEITO COMPOSTO)
CONCORDÂNCIA
Exercícios da aula CONCORDÂNCIA do professor(a) Giancarla Bombonato • 26
e vulnerabilidade no mercado de trabalho e na gestão e no
planejamento urbanos. As cidades, sejam elas grandes
25 aglomerados, como metrópoles, ou pequenas comunidades,
enquanto aglomerações urbanas, são permeadas, em diversos
níveis, por questões de desigualdade socioeconômica e
28 questões que envolvem uma mudança de discurso para
melhorar as condições ambientais, como propostas de consumo
consciente e saneamento básico: o meio urbano e o padrão do
31 desenvolvimento urbano são um desafio quando se considera
promover mudanças nos padrões insustentáveis de consumo.
Ana Célia Baía Araújo e Zoraide Souza Pessoa. O desafio das cidades sustentáveis: prós e contras de
uma proposta para o desenvolvimento urbano. Internet: http://anpur.org.br (com adaptações).
Com relação aos aspectos linguísticos e aos sentidos do texto CB1A2, julgue o item.
A forma verbal “vêm” (L.6) é acentuada devido à concordância que estabelece com o termo “o planejamento urbano e a gestão das
cidades e áreas metropolitanas” (L. 4 a 6).
Certo ( ) Errado ( )
“Com isso, o planejamento urbano e a gestão das cidades e áreas metropolitanas vêm sendo inseridos em discussões na busca
de alternativas para a urbanização e para o desenvolvimento urbano” - Quem vem sendo inserido? O planejamento urbano e a
gestão das cidades e áreas metropolitanas - as palavras em destaque são núcleos do sujeito composto, por isso temos o verbo
no plural.
GABARITO: Certo
13. (CESPE / CEBRASPE - 2015 - Técnico do Seguro Social)
Texto I
1 Naquele novo apartamento da rua Visconde de Pirajá
pela primeira vez teria um escritório para trabalhar. Não era um
cômodo muito grande, mas dava para armar ali a minha tenda
4 de reflexões e leitura: uma escrivaninha, um sofá e os livros.
Na parede da esquerda ficaria a grande e sonhada estante
onde caberiam todos os meus livros. Tratei de encomendá-la a
7 seu Joaquim, um marceneiro que tinha oficina na rua Garcia
D’Ávila com Barão da Torre.
O apartamento não ficava tão perto da oficina. Era
LÍNGUA PORTUGUESA • CONCORDÂNCIA VERBAL (SUJEITO COMPOSTO)
CONCORDÂNCIA
Exercícios da aula CONCORDÂNCIA do professor(a) Giancarla Bombonato • 27
10 quase em frente ao prédio onde morava Mário Pedrosa, entre
a Farme de Amoedo e a antiga Montenegro, hoje Vinicius de
Moraes. Estava ali havia uma semana e nem decorara ainda o
13 número do prédio. Tanto que, quando seu Joaquim, ao
preencher a nota de encomenda, perguntou-me onde seria
entregue a estante, tive um momento de hesitação. Mas foi só
16 um momento. Pensei rápido: “Se o prédio do Mário é 228,
o meu, que fica quase em frente, deve ser 227”. Mas
lembrei-me de que, ao ir ali pela primeira vez, observara que,
19 apesar de ficar em frente ao do Mário, havia uma diferença na
numeração.
― Visconde de Pirajá, 127 ― respondi, e seu
22 Joaquim desenhou o endereço na nota.
― Tudo bem, seu Ferreira. Dentro de um mês estará
lá sua estante.
25 ― Um mês, seu Joaquim! Tudo isso? Veja se reduz
esse prazo.
― A estante é grande, dá muito trabalho... Digamos,
28 três semanas.
Ferreira Gullar. A estante. In: A estranha vida banal. Rio de Janeiro: José Olympio, 1989 (com adaptações).
Julgue os seguintes itens, a respeito de aspectos linguísticos do texto I.
Seria mantida a correção do texto caso o trecho “onde caberiam” (L.6) fosse substituído por que caberia.
Certo ( ) Errado ( )
Na substituição proposta, há duas incoerências: a primeira é em relação ao uso do pronome “onde”. Na substituição deste, seria
necessário acrescentar a preposição “em”, uma vez que ele indica “lugar”. A segunda refere-se à concordância do verbo “caber”,
que tem como sujeito “livros”; dessa forma, precisa concordar em número com este núcleo, isto é, no plural.
GABARITO: Errado
14. (CESPE / CEBRASPE - - Assistente em Administração)
Texto CB2A1-I
1
 
Ciência e tecnologia são potentes motores do 
desenvolvimento da sociedade moderna, pois produzem 
LÍNGUA PORTUGUESA • CONCORDÂNCIA VERBAL (SUJEITO COMPOSTO)
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conhecimentos e inovações que transformam a vida de 
bilhões de pessoas. Da Internet à agricultura, da automação 
à indústria farmacêutica, o investimento em pesquisa científica
viabilizou melhorias significativas no nosso dia a dia. 
A revolução nas comunicações, na produção de alimentos, 
na diversificação de máquinas e equipamentos e na
sofisticação 
da medicina atesta avanços extraordinários alcançados 
pela sociedade na transição do século XX para o atual. 
Além disso, a complexidade dos desafios do mundo 
moderno coloca a ciência cada vez mais em evidência. 
A Organização Mundial de Saúde, em 2016, declarou 
o vírus zika uma emergência de saúde pública internacional. 
Esse vírus se espalhou de forma muito rápida em toda 
a América do Sul e na América Central e foi detectado 
em mais de 20 países. Àépoca, não havia ainda vacina 
ou cura para a zika, o que exigiu de governos e autoridades 
sanitárias enorme esforço para gerir a adversidade, 
enquanto mais conhecimento sobre o vírus e seu controle 
fosse produzido. Em momentos como esse, fica claro 
quão imperativo é o investimento em pesquisa científica. 
Conhecimento novo deveria ser gerado com rapidez para 
se conter a propagação do vírus e de seu vetor — o mosquito 
Aedes aegypti — em todo o globo. 
Ainda assim, há uma crítica recorrente do setor 
de ciência e tecnologia à crescente dificuldade de se garantir 
mais constância no apoio à pesquisa científica brasileira, 
seja pela limitação e instabilidade no fluxo dos recursos, 
seja pela percepção de que pouco uso é feito dos 
conhecimentos gerados. Quando recursos são mais escassos, 
acirra-se a discussão acerca da efetividade dos investimentos 
LÍNGUA PORTUGUESA • CONCORDÂNCIA VERBAL (SUJEITO COMPOSTO)
CONCORDÂNCIA
Exercícios da aula CONCORDÂNCIA do professor(a) Giancarla Bombonato • 29
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públicos em pesquisa científica e crescem comparações 
e oposição entre a pesquisa acadêmica, sem aplicação 
imediata, e a pesquisa aplicada, orientada à solução 
de problemas do mercado e da sociedade. Soma-se a isso 
o debate sobre os papéis dos setores público e privado 
na pesquisa científica e tecnológica. As pressões impostas 
pelo vírus zika ilustram bem quão estéreis são muitas 
dessas discussões, pois, sem sintonia entre a geração de 
conhecimento fundamental e aplicado e entre o investimento 
público e o privado, muitos problemas da sociedade ficarão 
sem solução. 
Internet: www.embrapa.br (com adaptações).
Com relação a aspectos linguísticos do texto CB2A1-I, julgue o item.
A correção gramatical e o sentido original do texto seriam mantidos se o trecho “A revolução [...] para o atual” (L. 7 a 10) fosse
reescrito da seguinte forma: “A revolução nas comunicações, na produção de alimentos, na diversificação de máquinas, nos
equipamentos e na sofisticação da medicina atestam avanços extraordinários alcançados pela sociedade, na transição do século
XX para o atual.”
Certo ( ) Errado ( )
A reescrita proposta apresenta duas alterações no texto original: a primeira é o plural da forma verbal “atestar”, e a segunda
refere-se à enumeração da revolução na diversificação de máquinas e equipamentos, na qual a conjunção “e” foi substituída por
vírgula. Vamos à análise de cada uma delas.
Para a análise da concordância verbal, é preciso que o sujeito da oração seja identificado. O sujeito é um dos termos essenciais
da oração e, normalmente, vem antes do predicado. Para identificá-lo, é necessário buscar o termo sobre o qual se diz alguma
coisa e verificar se ele concorda com o verbo. No texto original, ao fazermos a pergunta ao verbo: quem atesta avanços?
Teremos a resposta: a revolução. Assim, sujeito simples, verbo no singular concordando com o sujeito. Na reescrita, há falta de
concordância verbal, uma vez que “atestam” está no plural.
Segunda alteração: a substituição da conjunção “e” por uma vírgula no trecho: “[...] na diversificação de máquinas e
equipamentos [...]” altera o sentido do texto, uma vez que deixa de restringir a diversificação nos elementos enumerados e passa
a caracterizar a “revolução” não apenas na “diversificação das máquinas e equipamentos”, mas no termo “equipamentos”
especificamente. Dessa forma, tanto a correção gramatical quanto o sentido do texto seriam alterados.
GABARITO: Errado
15. (CESPE / CEBRASPE - - Técnico do Seguro Social)
Texto CB1A1
Cresce, no mundo todo, o número de pessoas que demandam serviços de cuidado. De acordo com o último relatório da
LÍNGUA PORTUGUESA • CONCORDÂNCIA VERBAL (SUJEITO COMPOSTO)
CONCORDÂNCIA
Exercícios da aula CONCORDÂNCIA do professor(a) Giancarla Bombonato • 30
http://www.embrapa.br
Organização Internacional do Trabalho (OIT), esse universo deverá ser de 2,3 bilhões de pessoas em 2030 — há cinco anos, eram
2,1 bilhões. O envelhecimento da população e as novas configurações familiares, com mulheres mais presentes no mercado de
trabalho e menos disponíveis para assumir encargos com parentes sem autonomia, têm levado os países a repensar seus
sistemas de atenção a populações vulneráveis. Partindo desse panorama, as sociólogas Nadya Guimarães, da Universidade de
São Paulo (USP), e Helena Hirata, do Centro de Pesquisas Sociológicas e Políticas de Paris, na França, identificaram, em estudo, o
surgimento, nos últimos vinte anos, de arranjos que visam amparar indivíduos com distintos níveis de dependência, como crianças,
idosos e pessoas com deficiência. Enquanto, em algumas nações, o papel do Estado é preponderante, em outras, a atuação de
instituições privadas se sobressai. Na América Latina, o protagonismo das famílias representa o aspecto mais marcante.
Conforme definição da OIT, o trabalho de cuidado, que pode ou não ser remunerado, envolve dois tipos de atividades: as diretas,
como alimentar um bebê ou cuidar de um doente, e as indiretas, como cozinhar ou limpar. “É um trabalho que tem uma forte
dimensão emocional, se desenvolve na intimidade e, com frequência, envolve a manipulação do corpo do outro”, diz Guimarães.
Ela relata que o conceito de cuidado surgiu como categoria relevante para as ciências sociais há cerca de trinta anos e, desde
então, tem sido crescente a sua presença em linhas de investigação em áreas como economia, antropologia, psicologia e filosofia
política. “Com isso, a discussão sobre essa concepção ganhou corpo. Os estudos iniciais do cuidado limitavam-se à ideia de que
ele era uma necessidade nas situações de dependência, mas tal entendimento se ampliou. Hoje, ele é visto como um trabalho
fundamental para assegurar o bem-estar de todos, na medida em que qualquer pessoa pode se fragilizar e se tornar dependente
em algum momento da vida”, explica a socióloga. Os avanços da pesquisa levaram à constatação de que a oferta de cuidados é
distribuída de forma desigual na sociedade, recaindo, de forma mais intensa, sobre as mulheres.
Ao refletir sobre esse desequilíbrio, a socióloga Heidi Gottfried, da Universidade Estadual Wayne, nos Estados Unidos da América,
explica que persiste, nas sociedades, a noção arraigada de que o trabalho de cuidado seria uma manifestação de amor e, por essa
razão, deveria ser prestado gratuitamente. Conforme Gottfried, a ideia decorre, entre outros aspectos, de construção cultural a
respeito da maternidade e de que cuidar seria um talento feminino.
Por outro lado, Guimarães lembra que, a partir de 1970, as mulheres aumentaram sua participação no mercado de trabalho
brasileiro. Em cinco décadas, a presença feminina saltou de 18% para 50%, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística. “Consideradas provedoras naturais dos serviços de cuidado, as mulheres passaram a trabalhar mais intensamente fora
de casa. Esse fato, aliado ao envelhecimento da população, gerou o que tem sido analisado como uma crise no provimento de
cuidados que, em países do hemisfério norte, tem se resolvido com uma mercantilização desses serviços, além de uma maior
atuação do Estado, por meio da criação de instituições públicas de acolhimento, expansão de políticas de financiamento, formação
e regulação do trabalho de cuidadores”, conta a socióloga.
Na América Latina, entretanto, o fornecimento de cuidados é tradicionalmente feito pelas famílias, nas quais mulheres
desempenham gratuitamente papel central como cuidadoras de crianças, idosos e pessoas com deficiência. Para a minoria que
pode pagar, o mercado oferece serviços de cuidado que compensam a escassa presença do Estado.
Christina Queiroz. Revista Pesquisa FAPESP. Ed. 299, jan./ 2021. Internet: (com adaptações).
Julgue o item a seguir, relativo a aspectos estruturais e gramaticais do texto CB1A1.
Seria mantida a correção gramatical do texto caso o termo ‘analisado’ (quarto parágrafo) fosse flexionado no feminino— analisada
—, dada a possibilidade de sua concordância com o termo subsequente ‘crise’, com o qual estabelece relação sintático-semântica.
Certo ( ) Errado ( )
16. (CESPE / CEBRASPE - - Técnico do Seguro Social)
Texto CB1A1-I
As pessoas que driblaram o desemprego trabalhando por conta própria desde o início da pandemia estão ganhando 31% menos
em comparação com as que optaram por esse tipo de trabalho dois anos antes da covid-19. Entre estas, o rendimento médio
mensal era de R$ 2.074, enquanto, entre aquelas, o rendimento é de R$ 1.434. Os dados, publicados no Boletim Emprego em
Pauta, são do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) e foram obtidos a partir de uma
análise comparativa que levou em conta os resultados referentes ao quarto trimestre de 2021 da Pesquisa Nacional por Amostra
LÍNGUA PORTUGUESA • CONCORDÂNCIA VERBAL (SUJEITO COMPOSTO)
CONCORDÂNCIA
Exercícios da aula CONCORDÂNCIA do professor(a) Giancarla Bombonato • 31
de Domicílio, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
Ao final de 2021, o número de trabalhadores por conta própria havia crescido 6,6%. A maioria não tem nenhuma proteção social, o
que confirma a precarização do trabalho até mesmo para quem conseguiu se manter no mercado por conta própria. Três em cada
quatro pessoas que trabalham por conta própria deixam de contribuir para a previdência social, ou seja, apenas 12,7% desses
trabalhadores conseguem pagar a contribuição previdenciária para o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), para terem alguma
segurança no futuro com a aposentadoria e outros benefícios. Entre os mais antigos, o percentual era de 58,3%.
Os técnicos do DIEESE sugerem as seguintes hipóteses para explicar esse percentual menor de inscrição no cadastro nacional da
pessoa jurídica (CNPJ) entre aqueles que começaram a trabalhar mais recentemente por conta própria: a baixa remuneração e a
incerteza do negócio, assim como a preocupação com o endividamento que a regularização do trabalho pode gerar.
Internet: (com adaptações).
Julgue o item que se segue, relativo a aspectos linguísticos do texto CB1A1-I.
O vocábulo “obtidos” (terceiro período do primeiro parágrafo) e o vocábulo “crescido” (primeiro período do segundo parágrafo)
constituem adjetivos nos contextos sintáticos em que se inserem, haja vista a concordância dos referidos termos, respectivamente,
com “dados” (terceiro período do primeiro parágrafo) e com “número” (primeiro período do segundo parágrafo).
Certo ( ) Errado ( )
17. (CESPE / CEBRASPE - - Técnico do Seguro Social)
Texto CB1A1-I
As pessoas que driblaram o desemprego trabalhando por conta própria desde o início da pandemia estão ganhando 31% menos
em comparação com as que optaram por esse tipo de trabalho dois anos antes da covid-19. Entre estas, o rendimento médio
mensal era de R$ 2.074, enquanto, entre aquelas, o rendimento é de R$ 1.434. Os dados, publicados no Boletim Emprego em
Pauta, são do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) e foram obtidos a partir de uma
análise comparativa que levou em conta os resultados referentes ao quarto trimestre de 2021 da Pesquisa Nacional por Amostra
de Domicílio, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
Ao final de 2021, o número de trabalhadores por conta própria havia crescido 6,6%. A maioria não tem nenhuma proteção social, o
que confirma a precarização do trabalho até mesmo para quem conseguiu se manter no mercado por conta própria. Três em cada
quatro pessoas que trabalham por conta própria deixam de contribuir para a previdência social, ou seja, apenas 12,7% desses
trabalhadores conseguem pagar a contribuição previdenciária para o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), para terem alguma
segurança no futuro com a aposentadoria e outros benefícios. Entre os mais antigos, o percentual era de 58,3%.
Os técnicos do DIEESE sugerem as seguintes hipóteses para explicar esse percentual menor de inscrição no cadastro nacional da
pessoa jurídica (CNPJ) entre aqueles que começaram a trabalhar mais recentemente por conta própria: a baixa remuneração e a
incerteza do negócio, assim como a preocupação com o endividamento que a regularização do trabalho pode gerar.
Internet: (com adaptações).
Julgue o item que se segue, relativo a aspectos linguísticos do texto CB1A1-I.
Seria mantida a correção gramatical do último período do segundo parágrafo caso a forma verbal “era” fosse flexionada no plural —
eram —, dada a possibilidade de concordância verbal com a expressão de porcentagem que aparece logo em seguida. 
Certo ( ) Errado ( )
18. (CESPE / CEBRASPE - - Técnico do Seguro Social)
Ora, graças a Deus, lá se foi mais um. Um ano, quero dizer. Menos um na conta, mais uma prestação paga. E tem quem fique
melancólico. Tem quem deteste ver à porta a cara do mascate em cada primeiro do mês, cobrando o vencido. Quando compram
fiado, têm a sensação de que o homem deu de presente, e se esquecem das prestações, que serão, cada uma, uma facada. Nem
se lembram dessa outra prestação que se paga a toda hora, tabela Price insaciável comendo juros de vida, todo dia um pouquinho
LÍNGUA PORTUGUESA • CONCORDÂNCIA VERBAL (SUJEITO COMPOSTO)
CONCORDÂNCIA
Exercícios da aula CONCORDÂNCIA do professor(a) Giancarla Bombonato • 32
http:
http:
mais; um cabelo que fica branco, mais um milímetro de pele que enruga, uma camada infinitesimal acrescentada à artéria que
endurece, um pouco mais de fadiga no coração, que também é carne e se cansa com aquele bater sem folga. E o olho que enxerga
menos, e o dente que caria e trata de abrir lugar primeiro para o pivô, depois para a dentadura completa.
O engraçado é que muito poucos reconhecem isso. Convencem-se de que a morte chega de repente, que não houve desgaste
preparatório, e nos apanha em plena flor da juventude, ou em plena frutificação da maturidade; se imaginam uma rosa que foi
colhida em plena beleza desabrochada. Mas a rosa, se a não apanha o jardineiro, que será ela no dia seguinte, após o mormaço
do sol e a friagem do sereno? A hora da colheita não interessa ― de qualquer modo, o destino dela era murchar, perder as pétalas,
secar, sumir-se.
A gente, porém, não pode pensar muito nessas coisas. Tem que pensar em alegrias, sugestionar-se, sugestionar os outros. Vamos
dar festas, vamos aguardar o ano novo com esperanças e risadas e beijos congratulatórios. Desejar uns aos outros saúde, riqueza
e venturas. Fazer de conta que não se sabe; sim, como se a gente nem desconfiasse. Tudo que nos espera: dentro do corpo o que
vai sangrar, doer, inflamar, envelhecer. As cólicas de fígado, as dores de cabeça, as azias, os reumatismos, as gripes com febre,
quem sabe o tifo, o atropelamento. Tudo escondido, esperando. Sem falar nos que vão ficar tuberculosos, nas mulheres que vão
fazer cesariana. Os que vão perder o emprego, os que se verão doidos com as dívidas, os que hão de esperar nas filas ― que
seremos quase todos. E os que, não morrendo, hão de ver a morte lhes entrando de casa adentro, carregando o filho, pai, amor,
amizade. As missas de sétimo dia, as cartas de rompimento, os bilhetes de despedida. E até guerra, quem sabe? Desgostos,
desgostos de toda espécie. Qual de nós passa um dia, dois dias, sem um desgosto? Quanto mais um ano!
Rachel de Queiroz. Um ano de menos. In: O Cruzeiro, Rio de Janeiro, dez./1951 (com adaptações).
Acerca das ideias e de aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o item que se segue.
No trecho “os que hão de esperar nas filas” (último parágrafo), o termo “hão” corresponde a uma forma abreviada de *haverão *e,
como tal, diz respeito ao tempo futuro. 
Certo ( ) Errado ( )
19. (CESPE / CEBRASPE - - Técnico Administrativo)
1471013161922
Ao combater a febre amarela, Oswaldo Cruz enfrentouvários problemas. Grande parte dos médicos e da
populaçãoacreditava que a doença se transmitia pelo contato com roupas,suor, sangue e secreções dedoentes.
No entanto, Oswaldo Cruzacreditava em uma nova teoria: o transmissor da febre amarelaera um mosquito.
Assim, suspendeu as desinfecções, métodoentão tradicional no combate à moléstia, e implantou
medidassanitárias com brigadas que percorreram casas, jardins, quintaise ruas, para eliminar focos de insetos.
Sua atuação provocouviolenta reação popular.Em 1904, a oposição a Oswaldo Cruz atingiu seuápice. Com o
recrudescimento dos surtos de varíola, osanitarista tentou promover a vacinação em massa dapopulação. Os
jornais lançaram uma campanha contra amedida. O congresso protestou e foi organizada a Liga Contraa
Vacinação Obrigatória. No dia 13 de novembro, estourou arebelião popular e, no dia 14, a Escola Militar da
PraiaVermelha se levantou. O governo derrotou a rebelião, massuspendeu a obrigatoriedade da vacina.Oswaldo
Cruz acabou vencendo a batalha. Em 1907,a febre amarela estava erradicada do Rio de Janeiro. Em 1908,uma
epidemia de varíola levou a população aos postos devacinação. O Brasil finalmente reconhecia o valor
dosanitarista.
Osvaldo Cruz. Internet: (com adaptações).
Acerca dos sentidos e de aspectos linguísticos do texto, julgue o item.
A forma verbal “acreditava” (L.3) está flexionada no singular para concordar com a palavra “parte” (L.2), mas poderia ser substituída
sem prejuízo à correção gramatical pela forma verbal acreditavam, que estabeleceria concordância com o termo composto “dos
médicos e da população” (L.2). 
Certo ( ) Errado ( )
LÍNGUA PORTUGUESA • CONCORDÂNCIA VERBAL (SUJEITO COMPOSTO)
CONCORDÂNCIA
Exercícios da aula CONCORDÂNCIA do professor(a) Giancarla Bombonato • 33
20. (CESPE / CEBRASPE - 2015 - Agente Federal de Execução Penal)
Texto II
1 Os condenados no Brasil são originários, na maioria
das vezes, das classes menos favorecidas da sociedade. Esses
indivíduos, desde a mais tenra infância, são pressionados e
4 oprimidos pela sociedade, vivem nas favelas, nos morros, nas
regiões mais pobres, em precárias condições de vida, em meio
ao esgoto, à discriminação social, à completa ausência de
7 informações e de escolarização.
Sem o repertório de uma mínima formação
educacional e social, o preso, mesmo antes de se tornar um
10 delinquente, já ocupa uma posição social inferior.
O regime penitenciário deve empregar os meios
curativos, educativos, morais, espirituais, e todas as formas de
13 assistência de que possa dispor com o intuito de reduzir o
máximo possível as condições que enfraquecem o sentido de
responsabilidade do recluso, o respeito à dignidade de sua
16 pessoa e a sua capacidade de readaptação social.
Internet: www.joaoluizpinaud.com (com adaptações).
Relativos às ideias e às estruturas linguísticas do texto II, julgue o item.
A forma verbal “são” (L.3) está no plural porque concorda com “Esses indivíduos” (L. 2 e 3).
Certo ( ) Errado ( )
O verbo “ser” deve concordar com o sujeito da oração: “Esses indivíduos”, assim, a conjugação adequada é “são”.
GABARITO: Certo
LÍNGUA PORTUGUESA • CONCORDÂNCIA VERBAL (SUJEITO COMPOSTO)
CONCORDÂNCIA
Exercícios da aula CONCORDÂNCIA do professor(a) Giancarla Bombonato • 34
http://www.joaoluizpinaud.com
	Sumário
	Questões
	Gabarito
	Questões comentadasescolar, música, pintura e
desenho — com o policiamento de proximidade, feito por quase cinquenta agentes todos os dias.
“O programa teve início aqui no Jacintinho, sempre conciliando o operacional com o social. Felizmente, com isso, conseguimos
contribuir ativamente com a redução dos índices de criminalidade como, por exemplo, no que se refere aos assaltos a coletivos. Em
novembro de 2018, chegamos a zerar as ocorrências desse tipo no Jacintinho e isso já é uma grande vitória. O policiamento de
proximidade tem feito a diferença na vida das pessoas”, conta o capitão subcomandante do Ronda no Bairro.
Internet: agenciaalagoas.al.gov.br (com adaptações).
Julgue o item, acerca das ideias e dos aspectos linguísticos do texto precedente.
A correção gramatical e o sentido do texto seriam preservados caso o “para a redução dos índices de violência na região” (segundo
parágrafo) fosse substituído por para que se reduzisse os índices de violência na região.
Certo ( ) Errado ( )
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CONCORDÂNCIA
Exercícios da aula CONCORDÂNCIA do professor(a) Giancarla Bombonato • 4
https://agenciaalagoas.al.gov.br
6. (CESPE / CEBRASPE - 2021 - Agente de Polícia)
O século XIX constituiu-se em marco fundamental para o desenvolvimento das instituições de segurança pública, com as polícias
buscando maior legitimidade e profissionalização. Como referência ocidental, a Polícia Metropolitana da Inglaterra, fundada em
1829, mudou paradigmas, dando preponderância ao papel preventivo de suas ações e foco à proteção da comunidade.
O consenso, em detrimento do poder de coerção, e a prevenção, em detrimento da repressão, reforçaram a proximidade da polícia
com a sociedade, com atenção integral ao cidadão. O modelo inglês retirou as polícias do isolamento, apresentando-as à
comunidade como importante parceira da segurança pública e elemento fundamental para a redução da violência. Com isso, surgiu
o conceito de uma organização policial moderna, estatal e pública, em oposição ao controle e à subordinação política da polícia.
No Brasil, as primeiras iniciativas de implantação da polícia comunitária ocorreram com a Constituição Federal de 1988 e a
necessidade de uma nova concepção para as atividades policiais. Foram adotadas estratégias de fortalecimento das relações das
forças policiais com a comunidade, com destaque para a conscientização sobre a importância do trabalho policial e sobre o valor da
participação do cidadão para a construção de um
sistema que busca a melhoria da qualidade de vida de todos.
BRASIL. Ministério da Justiça e Segurança Pública. Secretaria Nacional de Segurança Pública (SENASP).
Diretriz Nacional de Polícia Comunitária. Brasília-DF, 2019. p. 11-12 (com adaptações).
Com relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto anterior, julgue o item.
Mantendo-se a correção gramatical e o sentido original do texto, o primeiro período do terceiro parágrafo poderia ser reescrito da
seguinte maneira: No Brasil, as primeiras iniciativas de implantação da polícia comunitária ocorreu com a Constituição Federal de
1988, em que se enxergou a necessidade de uma nova concepção para as atividades policiais.
Certo ( ) Errado ( )
7. (CESPE / CEBRASPE - 2021 - Oficial da Polícial Militar)
Texto CB1A1-I
Tradicionalmente, as conquistas democráticas nas sociedades modernas estiveram associadas à organização de movimentos
sociais que buscavam a expansão da cidadania. Foi assim durante as revoluções burguesas clássicas nos séculos XVII e XVIII.
Também a organização dos trabalhadores industriais nos séculos XIX e XX foi responsável pela ampliação dos direitos civis e
sociais nas democracias liberais do Ocidente. De igual maneira, as demandas dos chamados novos movimentos sociais, nos anos
70 e 80 do século XX, foram responsáveis pelo reconhecimento dos direitos das minorias sociais (grupos étnicos minoritários,
mulheres, homossexuais) nas sociedades contemporâneas.
Em todos esses casos, os espaços privilegiados das ações dos grupos organizados eram os Estados nacionais, espaços
privilegiados de exercício da cidadania. Contudo, a expansão do conjunto de transformações socioculturais, tecnológicas e
econômicas, conhecido como globalização, nas últimas décadas, tem limitado de forma significativa os poderes e a autonomia dos
Estados (pelo menos os dos países periféricos), os quais se tornam reféns da lógica do mercado em uma época de extraordinária
volatilidade dos capitais.
MENDONÇA FILHO, Manoel Carlos et al. Polícia, direitos humanos e educação para a cidadania. Internet: (com adaptações).
Considerando as ideias do texto CB1A1-I, julgue o item.
A correção gramatical do terceiro período do primeiro parágrafo seria mantida caso os termos no trecho “foi responsável” fossem
reescritos no plural – foram responsáveis –, de forma que concordassem com “trabalhadores industriais”.
Certo ( ) Errado ( )
8. (CESPE / CEBRASPE - 2018 - Analista Judiciário - Área Judiciária)
LÍNGUA PORTUGUESA • CONCORDÂNCIA VERBAL (SUJEITO COMPOSTO)
CONCORDÂNCIA
Exercícios da aula CONCORDÂNCIA do professor(a) Giancarla Bombonato • 5
Texto CB1A1BBB 
1 O conceito de direitos humanos assenta em um bem
conhecido conjunto de pressupostos, todos eles tipicamente
ocidentais: existe uma natureza humana universal que pode ser
4 conhecida racionalmente; a natureza humana é essencialmente
diferente e superior à restante realidade; o indivíduo possui
uma dignidade absoluta e irredutível que tem de ser defendida
7 da sociedade ou do Estado; a autonomia do indivíduo exige que
a sociedade esteja organizada de forma não hierárquica, como
soma de indivíduos livres. Uma vez que todos esses
10 pressupostos são claramente ocidentais e facilmente
distinguíveis de outras concepções de dignidade humana em
outras culturas, teremos de perguntar por que motivo a questão
13 da universalidade dos direitos humanos se tornou tão
acesamente debatida.
Boaventura de Sousa Santos. Por uma concepção multicultural dos direitos humanos. Internet: www.dhnet.org.br (com
adaptações).
Acerca do texto CB1A1BBB e de seus aspectos linguísticos, julgue o item.
Mantendo-se a correção gramatical e os sentidos do texto, o último período poderia ser reescrito da seguinte forma: “Considerando
esses pressupostos como obviamente ligados à noção ocidental de dignidade humana, que se diferencia das de outras culturas, a
pergunta a ser feita é: porque a universalidade dos direitos humanos é uma questão que tornou-se tão inflamadamente debatida?”
Certo ( ) Errado ( )
9. (CESPE / CEBRASPE - 2018 - Analista Judiciário - Área Judiciária)
Texto CB1A1CCC 
1 As audiências de segunda a sexta-feira muitas vezes
revelaram o lado mais sórdido da natureza humana. Eram
relatos de sofrimento, dor, angústia que se transportavam da
4 cadeira das vítimas, testemunhas e réus para minha cadeira de
juíza. A toga não me blindou daqueles relatos sofridos, aflitos.
As angústias dos que se sentavam à minha frente, por diversas
7 vezes, me escoltaram até minha casa e passaram a ser
companheiras de noites de insônia. Não havia outra solução a
LÍNGUA PORTUGUESA • CONCORDÂNCIA VERBAL (SUJEITO COMPOSTO)
CONCORDÂNCIA
Exercícios da aula CONCORDÂNCIA do professor(a) Giancarla Bombonato • 6
http://www.dhnet.org.br
não ser escrever. Era preciso colocar no papel e compartilhar
10 a dor daquelas pessoas que, mesmo ao fim do processo e com
a sentença prolatada, não me deixavam esquecê-las.
Foram horas, dias, meses, anos de oitivas de mães,
13 filhas, esposas, namoradas, companheiras, todas tendo em
comum a violência no corpo e na alma sofrida dentro de casa.
O lar, que deveria ser o lugar mais seguro para essas mulheres,
16 havia se transformado no pior dos mundos.
Quando finalmente chegavam ao Judiciário e se
sentavam à minha frente, os relatos se transformavam em 
19 desabafos de uma vida inteira.Era preciso explicar, justificar
e muitas vezes se culpar por terem sido agredidas. A culpa por
ter sido vítima, a culpa por ter permitido, a culpa por não ter
22 sido boa o suficiente, a culpa por não ter conseguido manter a
família. Sempre a culpa.
Aquelas mulheres chegavam à Justiça buscando uma
25 força externa como se somente nós, juízes, promotores e
advogados, pudéssemos não apenas cessar aquele ciclo de
violência, mas também lhes dar voz para reagir àquela
28 violência invisível.
Rejane Jungbluth Suxberger. Invisíveis Marias: histórias além das quatro paredes. Brasília: Trampolim, 2018 (com adaptações).
Com base no texto CB1A1CCC, escrito por uma juíza acerca de casos de violência doméstica, julgue o item.
A alteração da forma verbal “deixavam” (L.11) para o singular – deixava – não comprometeria a correção gramatical do período em
que tal forma aparece, mas modificaria seu sentido original.
Certo ( ) Errado ( )
10. (CESPE / CEBRASPE - 2021 - Soldado Bombeiro Militar)
Assim como todas as florestas, os trechos arborizados do Ártico às vezes se incendeiam. Mas, ao contrário de muitas florestas
localizadas em latitudes médias, que prosperam ou até mesmo necessitam de fogo para preservar sua saúde, as florestas árticas
evoluíram para que queimassem apenas esporadicamente.
As mudanças climáticas, contudo, estão remodelando essa frequência. Na primeira década do novo milênio, os incêndios
queimaram, em média, 50% mais área plantada no Ártico por ano do que em qualquer outra década do século XX. Entre 2010 e
2020, a área queimada continuou a aumentar, principalmente no Alasca, tendo 2019 sido um ano ruim em relação aos incêndios na
região; além disso, o ano de 2015 foi o segundo pior ano da história do local. Os cientistas descobriram que a frequência de
incêndios atual é mais alta do que em qualquer outro momento desde a formação das florestas boreais, há cerca de três mil anos, e
LÍNGUA PORTUGUESA • CONCORDÂNCIA VERBAL (SUJEITO COMPOSTO)
CONCORDÂNCIA
Exercícios da aula CONCORDÂNCIA do professor(a) Giancarla Bombonato • 7
possivelmente seja a maior nos últimos 10 mil anos.
Os incêndios nas florestas boreais podem liberar ainda mais carbono do que incêndios semelhantes em locais como Califórnia ou
Europa, porque os solos sob as florestas em latitude elevada costumam ser compostos por turfa antiga, que possui carbono em
abundância. Em 2020, os incêndios no Ártico liberaram quase 250 megatoneladas de dióxido de carbono, cerca da metade emitida
pela Austrália em um ano em decorrência das atividades humanas e cerca de 2,5 vezes mais do que a histórica temporada
recordista de incêndios florestais de 2020 na Califórnia.
Internet: www.nationalgeographicbrasil.com (com adaptações).
No que se refere às ideias e aos aspectos linguísticos do texto anterior, julgue o item.
No primeiro período do terceiro parágrafo, a forma verbal “podem” está flexionada no plural porque concorda com “florestas
boreais”.
Certo ( ) Errado ( )
11. (CESPE / CEBRASPE - 2021 - Técnico em Gestão de Telecomunicações - Assistente Administrativo)
Texto CB4A1-I 
A comunicação tem-se transformado em um setor estratégico da economia, da política e da cultura. Da guerra, ela sempre o foi. A
inclusão da informação e da comunicação nas estratégias bélicas tem aumentado no correr de milênios.
No século VII a.C., o chinês Sun Tzu, em A arte da guerra, dizia que “toda guerra é embasada em dissimulação”, referindo-se à
distribuição de informações falsas. Contudo, quem mais desenvolveu esse conceito foi o general prussiano Carl von Clausewitz, em
seu amplo tratado Da guerra (Vom Kriege), publicado em 1832. No capítulo VI, Clausewitz afirma: “Grande parte das notícias
recebidas na guerra é contraditória, uma parte ainda maior é falsa e a maior parte de todas é incerta. Em suma, a maioria das
notícias é falsa, e o medo do ser humano reforça a mentira e a inverdade. As pessoas conscientes que seguem as insinuações
alheias tendem a permanecer indecisas no lugar; acreditam ter encontrado as circunstâncias distintas do que imaginavam. Na
guerra, tudo é incerto, e os cálculos devem ser feitos com meras grandezas variáveis. Eles direcionam a observação apenas para
magnitudes materiais, enquanto todo o ato de guerra está imbuído de forças e efeitos espirituais”.
Trata-se de desinformar, e não de informar. A desinformação é a informação falsa, incompleta, desorientadora. É propagada para
enganar um público determinado. Seu fim último é o isolamento do inimigo em um conflito concreto, é o de mantê-lo em um cerco
informativo. Os nazistas levaram essa estratégia do engano quase à perfeição.
Atualmente, pratica-se tanto o cerco econômico, militar e diplomático quanto o informativo. Já não se trata apenas de isolar o
inimigo. As novas tecnologias permitem aos militares intervir nos conflitos bélicos a distância, direcionando até mesmo os foguetes
com a ajuda de GPS, a partir de um satélite. A telecomunicação militar apoiada em satélites e a eletrônica determinarão as guerras
do futuro imediato. Fala-se já de bombas eletrônicas (E) que podem paralisar estabelecimentos neurais da sociedade moderna,
como hospitais, centrais elétricas, oleodutos etc., destruindo os seus circuitos eletrônicos. Parece que hoje já se pode fazer a
guerra sem bombas atômicas. As bombas E do tipo FCG (flux compression generator — gerador de compressão de fluxo), cujo
emprego não está limitado às grandes potências bélicas, têm o mesmo efeito e fazem parte dos arsenais de alguns exércitos, e
consistem em comprimir, mediante uma explosão, um campo eletromagnético, como um raio, sem os custos, os efeitos colaterais
ou o enorme alcance de um dispositivo de pulso eletromagnético nuclear.
Vicente Romano. Presente e futuro imediato das telecomunicações.
São Paulo em Perspectiva. Internet: www.scielo.br (com adaptações).
Com relação aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto CB4A1-I, julgue o próximo item.
No terceiro período do primeiro parágrafo, seria gramaticalmente correto incluir acento diferencial na forma verbal “tem” –
escrevendo-se têm –, a fim de que a concordância verbal passasse a ser estabelecida com os termos “da informação” e “da
comunicação”.
LÍNGUA PORTUGUESA • CONCORDÂNCIA VERBAL (SUJEITO COMPOSTO)
CONCORDÂNCIA
Exercícios da aula CONCORDÂNCIA do professor(a) Giancarla Bombonato • 8
http://www.nationalgeographicbrasil.com
http://www.scielo.br
Certo ( ) Errado ( )
12. (CESPE / CEBRASPE - 2020 - Auditor de Controle Externo)
Texto CB1A2
1 O mundo urbano já abriga mais da metade da
população do planeta, e os processos de urbanização espalham
globalmente, mas de forma desigual, tanto os benefícios quanto
4 as crises da ocupação urbana do espaço. Com isso, o
planejamento urbano e a gestão das cidades e áreas
metropolitanas vêm sendo inseridos em discussões na busca de
7 alternativas para a urbanização e para o desenvolvimento
urbano, a fim de mitigar os impactos nocivos e adaptar o
ordenamento territorial e a distribuição socioespacial das
10 cidades às condições de ambiente e clima locais e regionais.
O movimento de (re)pensar o planejamento das cidades para
que se obtenha um modelo em que o desenvolvimento urbano
13 possa ser mais social e ambientalmente sustentável passará a
ser essencial daqui a alguns anos, considerando-se tanto as
desigualdades que esses processos carregam em si quanto os
16 problemas ambientais e climáticos desencadeados por eles.
Por um lado, uma parcela da população urbana usufrui
dos avanços técnico-científicos, da infraestrutura e do conforto
19 que a vida urbana e sua produção econômica disponibilizam;
por outro lado, grande parte do mundo sofre com as
consequências socioeconômicas das políticas econômicas e de
22 expansão de mercados, que promovem exclusão, desigualdade
e vulnerabilidade no mercado de trabalho e na gestão e no
planejamento urbanos. As cidades, sejam elas grandes25 aglomerados, como metrópoles, ou pequenas comunidades,
enquanto aglomerações urbanas, são permeadas, em diversos
níveis, por questões de desigualdade socioeconômica e
28 questões que envolvem uma mudança de discurso para
LÍNGUA PORTUGUESA • CONCORDÂNCIA VERBAL (SUJEITO COMPOSTO)
CONCORDÂNCIA
Exercícios da aula CONCORDÂNCIA do professor(a) Giancarla Bombonato • 9
melhorar as condições ambientais, como propostas de consumo
consciente e saneamento básico: o meio urbano e o padrão do
31 desenvolvimento urbano são um desafio quando se considera
promover mudanças nos padrões insustentáveis de consumo.
Ana Célia Baía Araújo e Zoraide Souza Pessoa. O desafio das cidades sustentáveis: prós e contras de
uma proposta para o desenvolvimento urbano. Internet: http://anpur.org.br (com adaptações).
Com relação aos aspectos linguísticos e aos sentidos do texto CB1A2, julgue o item.
A forma verbal “vêm” (L.6) é acentuada devido à concordância que estabelece com o termo “o planejamento urbano e a gestão das
cidades e áreas metropolitanas” (L. 4 a 6).
Certo ( ) Errado ( )
13. (CESPE / CEBRASPE - 2015 - Técnico do Seguro Social)
Texto I
1 Naquele novo apartamento da rua Visconde de Pirajá
pela primeira vez teria um escritório para trabalhar. Não era um
cômodo muito grande, mas dava para armar ali a minha tenda
4 de reflexões e leitura: uma escrivaninha, um sofá e os livros.
Na parede da esquerda ficaria a grande e sonhada estante
onde caberiam todos os meus livros. Tratei de encomendá-la a
7 seu Joaquim, um marceneiro que tinha oficina na rua Garcia
D’Ávila com Barão da Torre.
O apartamento não ficava tão perto da oficina. Era
10 quase em frente ao prédio onde morava Mário Pedrosa, entre
a Farme de Amoedo e a antiga Montenegro, hoje Vinicius de
Moraes. Estava ali havia uma semana e nem decorara ainda o
13 número do prédio. Tanto que, quando seu Joaquim, ao
preencher a nota de encomenda, perguntou-me onde seria
entregue a estante, tive um momento de hesitação. Mas foi só
16 um momento. Pensei rápido: “Se o prédio do Mário é 228,
o meu, que fica quase em frente, deve ser 227”. Mas
lembrei-me de que, ao ir ali pela primeira vez, observara que,
19 apesar de ficar em frente ao do Mário, havia uma diferença na
LÍNGUA PORTUGUESA • CONCORDÂNCIA VERBAL (SUJEITO COMPOSTO)
CONCORDÂNCIA
Exercícios da aula CONCORDÂNCIA do professor(a) Giancarla Bombonato • 10
numeração.
― Visconde de Pirajá, 127 ― respondi, e seu
22 Joaquim desenhou o endereço na nota.
― Tudo bem, seu Ferreira. Dentro de um mês estará
lá sua estante.
25 ― Um mês, seu Joaquim! Tudo isso? Veja se reduz
esse prazo.
― A estante é grande, dá muito trabalho... Digamos,
28 três semanas.
Ferreira Gullar. A estante. In: A estranha vida banal. Rio de Janeiro: José Olympio, 1989 (com adaptações).
Julgue os seguintes itens, a respeito de aspectos linguísticos do texto I.
Seria mantida a correção do texto caso o trecho “onde caberiam” (L.6) fosse substituído por que caberia.
Certo ( ) Errado ( )
14. (CESPE / CEBRASPE - - Assistente em Administração)
Texto CB2A1-I
1
 
 
4
 
 
7
 
 
10
 
 
13
 
 
16
Ciência e tecnologia são potentes motores do 
desenvolvimento da sociedade moderna, pois produzem 
conhecimentos e inovações que transformam a vida de 
bilhões de pessoas. Da Internet à agricultura, da automação 
à indústria farmacêutica, o investimento em pesquisa científica
viabilizou melhorias significativas no nosso dia a dia. 
A revolução nas comunicações, na produção de alimentos, 
na diversificação de máquinas e equipamentos e na
sofisticação 
da medicina atesta avanços extraordinários alcançados 
pela sociedade na transição do século XX para o atual. 
Além disso, a complexidade dos desafios do mundo 
moderno coloca a ciência cada vez mais em evidência. 
A Organização Mundial de Saúde, em 2016, declarou 
o vírus zika uma emergência de saúde pública internacional. 
Esse vírus se espalhou de forma muito rápida em toda 
LÍNGUA PORTUGUESA • CONCORDÂNCIA VERBAL (SUJEITO COMPOSTO)
CONCORDÂNCIA
Exercícios da aula CONCORDÂNCIA do professor(a) Giancarla Bombonato • 11
 
 
19
 
 
22
 
 
25
 
 
28
 
 
31
 
 
34
 
 
37
 
 
40
 
 
43
a América do Sul e na América Central e foi detectado 
em mais de 20 países. À época, não havia ainda vacina 
ou cura para a zika, o que exigiu de governos e autoridades 
sanitárias enorme esforço para gerir a adversidade, 
enquanto mais conhecimento sobre o vírus e seu controle 
fosse produzido. Em momentos como esse, fica claro 
quão imperativo é o investimento em pesquisa científica. 
Conhecimento novo deveria ser gerado com rapidez para 
se conter a propagação do vírus e de seu vetor — o mosquito 
Aedes aegypti — em todo o globo. 
Ainda assim, há uma crítica recorrente do setor 
de ciência e tecnologia à crescente dificuldade de se garantir 
mais constância no apoio à pesquisa científica brasileira, 
seja pela limitação e instabilidade no fluxo dos recursos, 
seja pela percepção de que pouco uso é feito dos 
conhecimentos gerados. Quando recursos são mais escassos, 
acirra-se a discussão acerca da efetividade dos investimentos 
públicos em pesquisa científica e crescem comparações 
e oposição entre a pesquisa acadêmica, sem aplicação 
imediata, e a pesquisa aplicada, orientada à solução 
de problemas do mercado e da sociedade. Soma-se a isso 
o debate sobre os papéis dos setores público e privado 
na pesquisa científica e tecnológica. As pressões impostas 
pelo vírus zika ilustram bem quão estéreis são muitas 
dessas discussões, pois, sem sintonia entre a geração de 
conhecimento fundamental e aplicado e entre o investimento 
público e o privado, muitos problemas da sociedade ficarão 
sem solução. 
Internet: www.embrapa.br (com adaptações).
Com relação a aspectos linguísticos do texto CB2A1-I, julgue o item.
A correção gramatical e o sentido original do texto seriam mantidos se o trecho “A revolução [...] para o atual” (L. 7 a 10) fosse
LÍNGUA PORTUGUESA • CONCORDÂNCIA VERBAL (SUJEITO COMPOSTO)
CONCORDÂNCIA
Exercícios da aula CONCORDÂNCIA do professor(a) Giancarla Bombonato • 12
http://www.embrapa.br
reescrito da seguinte forma: “A revolução nas comunicações, na produção de alimentos, na diversificação de máquinas, nos
equipamentos e na sofisticação da medicina atestam avanços extraordinários alcançados pela sociedade, na transição do século
XX para o atual.”
Certo ( ) Errado ( )
15. (CESPE / CEBRASPE - - Técnico do Seguro Social)
Texto CB1A1
Cresce, no mundo todo, o número de pessoas que demandam serviços de cuidado. De acordo com o último relatório da
Organização Internacional do Trabalho (OIT), esse universo deverá ser de 2,3 bilhões de pessoas em 2030 — há cinco anos, eram
2,1 bilhões. O envelhecimento da população e as novas configurações familiares, com mulheres mais presentes no mercado de
trabalho e menos disponíveis para assumir encargos com parentes sem autonomia, têm levado os países a repensar seus
sistemas de atenção a populações vulneráveis. Partindo desse panorama, as sociólogas Nadya Guimarães, da Universidade de
São Paulo (USP), e Helena Hirata, do Centro de Pesquisas Sociológicas e Políticas de Paris, na França, identificaram, em estudo, o
surgimento, nos últimos vinte anos, de arranjos que visam amparar indivíduos com distintos níveis de dependência, como crianças,
idosos e pessoas com deficiência. Enquanto, em algumas nações, o papel do Estado é preponderante, em outras, a atuação de
instituições privadas se sobressai. Na América Latina, o protagonismo das famílias representa o aspecto mais marcante.
Conforme definição da OIT, o trabalho de cuidado, que pode ou não ser remunerado, envolve dois tipos de atividades: as diretas,
como alimentar um bebê ou cuidar de um doente, e as indiretas, como cozinhar ou limpar. “É um trabalho que tem uma fortedimensão emocional, se desenvolve na intimidade e, com frequência, envolve a manipulação do corpo do outro”, diz Guimarães.
Ela relata que o conceito de cuidado surgiu como categoria relevante para as ciências sociais há cerca de trinta anos e, desde
então, tem sido crescente a sua presença em linhas de investigação em áreas como economia, antropologia, psicologia e filosofia
política. “Com isso, a discussão sobre essa concepção ganhou corpo. Os estudos iniciais do cuidado limitavam-se à ideia de que
ele era uma necessidade nas situações de dependência, mas tal entendimento se ampliou. Hoje, ele é visto como um trabalho
fundamental para assegurar o bem-estar de todos, na medida em que qualquer pessoa pode se fragilizar e se tornar dependente
em algum momento da vida”, explica a socióloga. Os avanços da pesquisa levaram à constatação de que a oferta de cuidados é
distribuída de forma desigual na sociedade, recaindo, de forma mais intensa, sobre as mulheres.
Ao refletir sobre esse desequilíbrio, a socióloga Heidi Gottfried, da Universidade Estadual Wayne, nos Estados Unidos da América,
explica que persiste, nas sociedades, a noção arraigada de que o trabalho de cuidado seria uma manifestação de amor e, por essa
razão, deveria ser prestado gratuitamente. Conforme Gottfried, a ideia decorre, entre outros aspectos, de construção cultural a
respeito da maternidade e de que cuidar seria um talento feminino.
Por outro lado, Guimarães lembra que, a partir de 1970, as mulheres aumentaram sua participação no mercado de trabalho
brasileiro. Em cinco décadas, a presença feminina saltou de 18% para 50%, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística. “Consideradas provedoras naturais dos serviços de cuidado, as mulheres passaram a trabalhar mais intensamente fora
de casa. Esse fato, aliado ao envelhecimento da população, gerou o que tem sido analisado como uma crise no provimento de
cuidados que, em países do hemisfério norte, tem se resolvido com uma mercantilização desses serviços, além de uma maior
atuação do Estado, por meio da criação de instituições públicas de acolhimento, expansão de políticas de financiamento, formação
e regulação do trabalho de cuidadores”, conta a socióloga.
Na América Latina, entretanto, o fornecimento de cuidados é tradicionalmente feito pelas famílias, nas quais mulheres
desempenham gratuitamente papel central como cuidadoras de crianças, idosos e pessoas com deficiência. Para a minoria que
pode pagar, o mercado oferece serviços de cuidado que compensam a escassa presença do Estado.
Christina Queiroz. Revista Pesquisa FAPESP. Ed. 299, jan./ 2021. Internet: (com adaptações).
Julgue o item a seguir, relativo a aspectos estruturais e gramaticais do texto CB1A1.
Seria mantida a correção gramatical do texto caso o termo ‘analisado’ (quarto parágrafo) fosse flexionado no feminino — analisada
—, dada a possibilidade de sua concordância com o termo subsequente ‘crise’, com o qual estabelece relação sintático-semântica.
LÍNGUA PORTUGUESA • CONCORDÂNCIA VERBAL (SUJEITO COMPOSTO)
CONCORDÂNCIA
Exercícios da aula CONCORDÂNCIA do professor(a) Giancarla Bombonato • 13
Certo ( ) Errado ( )
16. (CESPE / CEBRASPE - - Técnico do Seguro Social)
Texto CB1A1-I
As pessoas que driblaram o desemprego trabalhando por conta própria desde o início da pandemia estão ganhando 31% menos
em comparação com as que optaram por esse tipo de trabalho dois anos antes da covid-19. Entre estas, o rendimento médio
mensal era de R$ 2.074, enquanto, entre aquelas, o rendimento é de R$ 1.434. Os dados, publicados no Boletim Emprego em
Pauta, são do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) e foram obtidos a partir de uma
análise comparativa que levou em conta os resultados referentes ao quarto trimestre de 2021 da Pesquisa Nacional por Amostra
de Domicílio, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
Ao final de 2021, o número de trabalhadores por conta própria havia crescido 6,6%. A maioria não tem nenhuma proteção social, o
que confirma a precarização do trabalho até mesmo para quem conseguiu se manter no mercado por conta própria. Três em cada
quatro pessoas que trabalham por conta própria deixam de contribuir para a previdência social, ou seja, apenas 12,7% desses
trabalhadores conseguem pagar a contribuição previdenciária para o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), para terem alguma
segurança no futuro com a aposentadoria e outros benefícios. Entre os mais antigos, o percentual era de 58,3%.
Os técnicos do DIEESE sugerem as seguintes hipóteses para explicar esse percentual menor de inscrição no cadastro nacional da
pessoa jurídica (CNPJ) entre aqueles que começaram a trabalhar mais recentemente por conta própria: a baixa remuneração e a
incerteza do negócio, assim como a preocupação com o endividamento que a regularização do trabalho pode gerar.
Internet: (com adaptações).
Julgue o item que se segue, relativo a aspectos linguísticos do texto CB1A1-I.
O vocábulo “obtidos” (terceiro período do primeiro parágrafo) e o vocábulo “crescido” (primeiro período do segundo parágrafo)
constituem adjetivos nos contextos sintáticos em que se inserem, haja vista a concordância dos referidos termos, respectivamente,
com “dados” (terceiro período do primeiro parágrafo) e com “número” (primeiro período do segundo parágrafo).
Certo ( ) Errado ( )
17. (CESPE / CEBRASPE - - Técnico do Seguro Social)
Texto CB1A1-I
As pessoas que driblaram o desemprego trabalhando por conta própria desde o início da pandemia estão ganhando 31% menos
em comparação com as que optaram por esse tipo de trabalho dois anos antes da covid-19. Entre estas, o rendimento médio
mensal era de R$ 2.074, enquanto, entre aquelas, o rendimento é de R$ 1.434. Os dados, publicados no Boletim Emprego em
Pauta, são do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) e foram obtidos a partir de uma
análise comparativa que levou em conta os resultados referentes ao quarto trimestre de 2021 da Pesquisa Nacional por Amostra
de Domicílio, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
Ao final de 2021, o número de trabalhadores por conta própria havia crescido 6,6%. A maioria não tem nenhuma proteção social, o
que confirma a precarização do trabalho até mesmo para quem conseguiu se manter no mercado por conta própria. Três em cada
quatro pessoas que trabalham por conta própria deixam de contribuir para a previdência social, ou seja, apenas 12,7% desses
trabalhadores conseguem pagar a contribuição previdenciária para o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), para terem alguma
segurança no futuro com a aposentadoria e outros benefícios. Entre os mais antigos, o percentual era de 58,3%.
Os técnicos do DIEESE sugerem as seguintes hipóteses para explicar esse percentual menor de inscrição no cadastro nacional da
pessoa jurídica (CNPJ) entre aqueles que começaram a trabalhar mais recentemente por conta própria: a baixa remuneração e a
incerteza do negócio, assim como a preocupação com o endividamento que a regularização do trabalho pode gerar.
Internet: (com adaptações).
Julgue o item que se segue, relativo a aspectos linguísticos do texto CB1A1-I.
LÍNGUA PORTUGUESA • CONCORDÂNCIA VERBAL (SUJEITO COMPOSTO)
CONCORDÂNCIA
Exercícios da aula CONCORDÂNCIA do professor(a) Giancarla Bombonato • 14
http:
http:
Seria mantida a correção gramatical do último período do segundo parágrafo caso a forma verbal “era” fosse flexionada no plural —
eram —, dada a possibilidade de concordância verbal com a expressão de porcentagem que aparece logo em seguida. 
Certo ( ) Errado ( )
18. (CESPE / CEBRASPE - - Técnico do Seguro Social)
Ora, graças a Deus, lá se foi mais um. Um ano, quero dizer. Menos um na conta, mais uma prestação paga. E tem quem fique
melancólico. Tem quem deteste ver à porta a cara do mascate em cada primeiro do mês,cobrando o vencido. Quando compram
fiado, têm a sensação de que o homem deu de presente, e se esquecem das prestações, que serão, cada uma, uma facada. Nem
se lembram dessa outra prestação que se paga a toda hora, tabela Price insaciável comendo juros de vida, todo dia um pouquinho
mais; um cabelo que fica branco, mais um milímetro de pele que enruga, uma camada infinitesimal acrescentada à artéria que
endurece, um pouco mais de fadiga no coração, que também é carne e se cansa com aquele bater sem folga. E o olho que enxerga
menos, e o dente que caria e trata de abrir lugar primeiro para o pivô, depois para a dentadura completa.
O engraçado é que muito poucos reconhecem isso. Convencem-se de que a morte chega de repente, que não houve desgaste
preparatório, e nos apanha em plena flor da juventude, ou em plena frutificação da maturidade; se imaginam uma rosa que foi
colhida em plena beleza desabrochada. Mas a rosa, se a não apanha o jardineiro, que será ela no dia seguinte, após o mormaço
do sol e a friagem do sereno? A hora da colheita não interessa ― de qualquer modo, o destino dela era murchar, perder as pétalas,
secar, sumir-se.
A gente, porém, não pode pensar muito nessas coisas. Tem que pensar em alegrias, sugestionar-se, sugestionar os outros. Vamos
dar festas, vamos aguardar o ano novo com esperanças e risadas e beijos congratulatórios. Desejar uns aos outros saúde, riqueza
e venturas. Fazer de conta que não se sabe; sim, como se a gente nem desconfiasse. Tudo que nos espera: dentro do corpo o que
vai sangrar, doer, inflamar, envelhecer. As cólicas de fígado, as dores de cabeça, as azias, os reumatismos, as gripes com febre,
quem sabe o tifo, o atropelamento. Tudo escondido, esperando. Sem falar nos que vão ficar tuberculosos, nas mulheres que vão
fazer cesariana. Os que vão perder o emprego, os que se verão doidos com as dívidas, os que hão de esperar nas filas ― que
seremos quase todos. E os que, não morrendo, hão de ver a morte lhes entrando de casa adentro, carregando o filho, pai, amor,
amizade. As missas de sétimo dia, as cartas de rompimento, os bilhetes de despedida. E até guerra, quem sabe? Desgostos,
desgostos de toda espécie. Qual de nós passa um dia, dois dias, sem um desgosto? Quanto mais um ano!
Rachel de Queiroz. Um ano de menos. In: O Cruzeiro, Rio de Janeiro, dez./1951 (com adaptações).
Acerca das ideias e de aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o item que se segue.
No trecho “os que hão de esperar nas filas” (último parágrafo), o termo “hão” corresponde a uma forma abreviada de *haverão *e,
como tal, diz respeito ao tempo futuro. 
Certo ( ) Errado ( )
19. (CESPE / CEBRASPE - - Técnico Administrativo)
1471013161922
Ao combater a febre amarela, Oswaldo Cruz enfrentouvários problemas. Grande parte dos médicos e da
populaçãoacreditava que a doença se transmitia pelo contato com roupas,suor, sangue e secreções de doentes.
No entanto, Oswaldo Cruzacreditava em uma nova teoria: o transmissor da febre amarelaera um mosquito.
Assim, suspendeu as desinfecções, métodoentão tradicional no combate à moléstia, e implantou
medidassanitárias com brigadas que percorreram casas, jardins, quintaise ruas, para eliminar focos de insetos.
Sua atuação provocouviolenta reação popular.Em 1904, a oposição a Oswaldo Cruz atingiu seuápice. Com o
recrudescimento dos surtos de varíola, osanitarista tentou promover a vacinação em massa dapopulação. Os
jornais lançaram uma campanha contra amedida. O congresso protestou e foi organizada a Liga Contraa
Vacinação Obrigatória. No dia 13 de novembro, estourou arebelião popular e, no dia 14, a Escola Militar da
PraiaVermelha se levantou. O governo derrotou a rebelião, massuspendeu a obrigatoriedade da vacina.Oswaldo
Cruz acabou vencendo a batalha. Em 1907,a febre amarela estava erradicada do Rio de Janeiro. Em 1908,uma
epidemia de varíola levou a população aos postos devacinação. O Brasil finalmente reconhecia o valor
dosanitarista.
LÍNGUA PORTUGUESA • CONCORDÂNCIA VERBAL (SUJEITO COMPOSTO)
CONCORDÂNCIA
Exercícios da aula CONCORDÂNCIA do professor(a) Giancarla Bombonato • 15
Osvaldo Cruz. Internet: (com adaptações).
Acerca dos sentidos e de aspectos linguísticos do texto, julgue o item.
A forma verbal “acreditava” (L.3) está flexionada no singular para concordar com a palavra “parte” (L.2), mas poderia ser substituída
sem prejuízo à correção gramatical pela forma verbal acreditavam, que estabeleceria concordância com o termo composto “dos
médicos e da população” (L.2). 
Certo ( ) Errado ( )
20. (CESPE / CEBRASPE - 2015 - Agente Federal de Execução Penal)
Texto II
1 Os condenados no Brasil são originários, na maioria
das vezes, das classes menos favorecidas da sociedade. Esses
indivíduos, desde a mais tenra infância, são pressionados e
4 oprimidos pela sociedade, vivem nas favelas, nos morros, nas
regiões mais pobres, em precárias condições de vida, em meio
ao esgoto, à discriminação social, à completa ausência de
7 informações e de escolarização.
Sem o repertório de uma mínima formação
educacional e social, o preso, mesmo antes de se tornar um
10 delinquente, já ocupa uma posição social inferior.
O regime penitenciário deve empregar os meios
curativos, educativos, morais, espirituais, e todas as formas de
13 assistência de que possa dispor com o intuito de reduzir o
máximo possível as condições que enfraquecem o sentido de
responsabilidade do recluso, o respeito à dignidade de sua
16 pessoa e a sua capacidade de readaptação social.
Internet: www.joaoluizpinaud.com (com adaptações).
Relativos às ideias e às estruturas linguísticas do texto II, julgue o item.
A forma verbal “são” (L.3) está no plural porque concorda com “Esses indivíduos” (L. 2 e 3).
Certo ( ) Errado ( )
Gabarito
1. E
2. C
LÍNGUA PORTUGUESA • CONCORDÂNCIA VERBAL (SUJEITO COMPOSTO)
CONCORDÂNCIA
Exercícios da aula CONCORDÂNCIA do professor(a) Giancarla Bombonato • 16
http://www.joaoluizpinaud.com
3. C
4. E
5. E
6. E
7. E
8. E
9. C
10. E
11. E
12. C
13. E
14. E
15. E
16. E
17. E
18. E
19. C
20. C
Questões comentadas
1. (CESPE / CEBRASPE - 2021 - Agente de Polícia Federal)
Texto 2A1-II
Cresce rapidamente, em quase todos os países, o número de pessoas na prisão ou que esperam prováveis sentenças de prisão.
Em quase toda parte, a rede de prisões está se ampliando intensamente. Os gastos orçamentários do Estado com as forças da lei
e da ordem, principalmente os efetivos policiais e os serviços penitenciários, crescem em todo o planeta. Mais importante, a
proporção da população em conflito direto com a lei e sujeita à prisão cresce em ritmo que indica uma mudança mais que
meramente quantitativa e sugere uma “significação muito ampliada da solução institucional como componente da política criminal”
— e assinala, além disso, que muitos governos alimentam a pressuposição, que goza de amplo apoio na opinião pública, de que
“há uma crescente necessidade de disciplinar importantes grupos e segmentos populacionais”.
A proporção da população que cumpre sentenças de prisão é distinta em cada país, refletindo idiossincrasias de tradições culturais
e histórias de pensamento e de práticas penais, mas o rápido crescimento parece ser um fenômeno universal em toda a ponta
“mais desenvolvida” do mundo.
BAUMAN, Zygmunt. Globalização: as consequências humanas. Tradução: Marcus Penchel. Rio de Janeiro: Zahar, 1999. p. 122-
123 (com adaptações).
No que se refere às ideias e aos aspectos linguísticos do texto 2A1-II, julgue o item.
LÍNGUA PORTUGUESA • CONCORDÂNCIA VERBAL (SUJEITO COMPOSTO)
CONCORDÂNCIA
Exercícios da aula CONCORDÂNCIA do professor(a) Giancarla Bombonato • 17
A forma verbal “crescem” (terceiro período do primeiro parágrafo) está flexionada no plural para concordar com o sujeito composto
cujos núcleos são “gastos”, “efetivos” e “serviços”.
Certo ( ) Errado ( )
No trecho: “[...] Os gastosorçamentários do Estado com as forças da lei e da ordem, principalmente os efetivos policiais e os
serviços penitenciários, crescem em todo o planeta [...]”, o verbo em destaque está no plural para concordar com o sujeito
simples “gastos” – “O que crescem? Os gastos”.
GABARITO: Errado
2. (CESPE / CEBRASPE - 2021 - Agente de Polícia Federal)
Texto 2A1-II
Cresce rapidamente, em quase todos os países, o número de pessoas na prisão ou que esperam prováveis sentenças de prisão.
Em quase toda parte, a rede de prisões está se ampliando intensamente. Os gastos orçamentários do Estado com as forças da lei
e da ordem, principalmente os efetivos policiais e os serviços penitenciários, crescem em todo o planeta. Mais importante, a
proporção da população em conflito direto com a lei e sujeita à prisão cresce em ritmo que indica uma mudança mais que
meramente quantitativa e sugere uma “significação muito ampliada da solução institucional como componente da política criminal”
— e assinala, além disso, que muitos governos alimentam a pressuposição, que goza de amplo apoio na opinião pública, de que
“há uma crescente necessidade de disciplinar importantes grupos e segmentos populacionais”.
A proporção da população que cumpre sentenças de prisão é distinta em cada país, refletindo idiossincrasias de tradições culturais
e histórias de pensamento e de práticas penais, mas o rápido crescimento parece ser um fenômeno universal em toda a ponta
“mais desenvolvida” do mundo.
BAUMAN, Zygmunt. Globalização: as consequências humanas. Tradução: Marcus Penchel. Rio de Janeiro: Zahar, 1999. p. 122-
123 (com adaptações).
No que se refere às ideias e aos aspectos linguísticos do texto 2A1-II, julgue o item.
Seria mantida a correção gramatical do texto caso a forma verbal “esperam” (primeiro período do texto) fosse substituída por
espera.
Certo ( ) Errado ( )
No trecho: “[...] o número de pessoas na prisão ou que esperam prováveis sentenças de prisão [...]”, o verbo destacado pode ser
colocado no singular concordando com “o número” também no singular. Apesar de não ser uma expressão partitiva, “o número”
 entra na regra das expressões partitivas no que diz respeito à concordância.
GABARITO: Certo
3. (CESPE / CEBRASPE - 2018 - Escrivão de Polícia Federal)
1 Como se pode imaginar, não foi o latim clássico,
dos grandes escritores romanos e latinos e falado pelas
classes romanas mais abastadas, que penetrou na Península
4 Ibérica e nos demais espaços conquistados pelo Império
Romano. Foi o latim popular, falado pelas tropas invasoras,
LÍNGUA PORTUGUESA • CONCORDÂNCIA VERBAL (SUJEITO COMPOSTO)
CONCORDÂNCIA
Exercícios da aula CONCORDÂNCIA do professor(a) Giancarla Bombonato • 18
que fez esse papel. Essa variante vulgar sobrepôs-se
7 às línguas dos povos dominados e com elas caldeou-se, dando
origem aos dialetos que viriam a se chamar genericamente
de romanços ou romances (do latim romanice, isto é,
10 à moda dos romanos).
No século V d.C., o Império Romano ruiu e os
romanços passaram a diferenciar-se cada vez mais,
13 dando origem às chamadas línguas neolatinas ou românicas:
francês, provençal, espanhol, português, catalão, romeno,
rético, sardo etc.
16 Séculos mais tarde, Portugal fundou-se como nação,
ao mesmo tempo em que o português ganhou seu estatuto
de língua, da seguinte forma: enquanto Portugal estabelecia
19 as suas fronteiras no século XIII, o galego-português
patenteava-se em forma literária.
Cerca de três séculos depois, Portugal lançou-se
22 em uma expansão de conquistas que, à imagem do que
Roma fizera, levou a língua portuguesa a remotas regiões:
Guiné-Bissau, Angola, Moçambique, Cingapura, Índia
25 e Brasil, para citar uns poucos exemplos em três continentes.
Muito mais tarde, essas colônias tornaram-se
independentes — o Brasil no século XIX, as demais
28 no século XX —, mas a língua de comunicação foi mantida
e é hoje oficial em oito nações independentes: Brasil,
Portugal, Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau,
31 São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.
Instituto Antônio Houaiss. José Carlos de Azevedo (Coord.). Escrevendo pela nova ortografia: como usar as regras do Novo
Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. São Paulo: Publifolha, 2008. p. 16-7 (com adaptações).
Com relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o item.
A correção gramatical e a coerência do texto seriam preservadas caso a forma verbal “levou” (L. 23) fosse substituída por levaram.
Certo ( ) Errado ( )
LÍNGUA PORTUGUESA • CONCORDÂNCIA VERBAL (SUJEITO COMPOSTO)
CONCORDÂNCIA
Exercícios da aula CONCORDÂNCIA do professor(a) Giancarla Bombonato • 19
A forma verbal “levou” está se referindo à expressão “expansão de conquistas” e concorda com o núcleo “expansão”. É possível
também concordar com o determinante “conquistas”, por isso, o verbo poderia ser substituído por “levaram”.
GABARITO: Certo
4. (CESPE / CEBRASPE - 2021 - Agente de Polícia)
Tudo o que vem do povo tem uma lógica, uma razão, uma função. Ele nada faz sem motivo, e o que produz está geralmente ligado
ao comportamento do grupo ou a uma norma social ou de cunho psíquico e religioso, um traço que vem de tempos longínquos, lá
do fundo de nossas raízes, perdidas na noite dos tempos, quando estávamos em formação. Pastoril, Quilombo, Reisado, Coco-de-
Roda, literatura de cordel, festas, tradições, superstições, contos, mitos, lendas não aparecem por acaso. São elementos da
memória popular, que engloba sentimentos e reações diante da história e das transformações.
 Quais as origens do folclore alagoano, quais os componentes culturais que o forjaram? Théo Brandão, com a autoridade de quem
estudou a vida inteira e deixou uma obra irrepreensível sobre o assunto, diz que são muitas as contribuições na formatação do
nosso folclore. E que não é fácil nem simples demarcar a que grupo pertence uma de suas variantes ou estabelecer com precisão a
fronteira de determinada manifestação folclórica. Afirma que há dúvidas em alguns casos e em outros é inteiramente impossível
chegar a uma conclusão única e definitiva. Cita como exemplo concreto dessas incertezas o caso da dança existente em várias
unidades nordestinas, que aparece ora como Coco, ora como Pagode, ora como Samba.
INSTITUTO ARNON DE MELLO. Alagoas popular: folguedos e danças de nossa gente.
Maceió: IAM, 2013. p. 24 (com adaptações).
Julgue o item, referente às ideias, aos sentidos e às construções linguísticas do texto apresentado.
Estaria gramaticalmente correta a substituição de “há” por existe em “Afirma que há dúvidas em alguns casos”.
Certo ( ) Errado ( )
O verbo “haver” com sentido de “existir” é impessoal e, assim, fica no singular. Na oração: “[...] Afirma que há (existem) dúvidas
em alguns casos [...]”, o verbo “existir” deve estar no plural para concordar com “dúvidas”.
GABARITO: Errado
5. (CESPE / CEBRASPE - 2021 - Agente de Polícia)
A manhã desta segunda-feira foi diferente para boa parte dos moradores do Jacintinho, um dos bairros mais populosos de Maceió.
O Ronda no Bairro, programa do Governo de Alagoas que combina policiamento de proximidade com ações sociais, promoveu
uma série de ações culturais e de cidadania no bairro.
Há pouco mais de um ano atuando no Jacintinho, o Ronda no Bairro já contribui efetivamente para a redução dos índices de
violência na região, sempre aliando as ações sociais — como aulas de judô, tae kwon do, assistência escolar, música, pintura e
desenho — com o policiamento de proximidade, feito por quase cinquenta agentes todos os dias.
“O programa teve início aqui no Jacintinho, sempre conciliando o operacional com o social. Felizmente, com isso, conseguimos
contribuir ativamente com a redução dos índices de criminalidade como, por exemplo, no que se refere aos assaltos a coletivos. Em
novembro de 2018, chegamos a zerar as ocorrências desse tipo no Jacintinho e isso já é uma grande vitória. O policiamento de
proximidadetem feito a diferença na vida das pessoas”, conta o capitão subcomandante do Ronda no Bairro.
Internet: agenciaalagoas.al.gov.br (com adaptações).
Julgue o item, acerca das ideias e dos aspectos linguísticos do texto precedente.
A correção gramatical e o sentido do texto seriam preservados caso o “para a redução dos índices de violência na região” (segundo
LÍNGUA PORTUGUESA • CONCORDÂNCIA VERBAL (SUJEITO COMPOSTO)
CONCORDÂNCIA
Exercícios da aula CONCORDÂNCIA do professor(a) Giancarla Bombonato • 20
https://agenciaalagoas.al.gov.br
parágrafo) fosse substituído por para que se reduzisse os índices de violência na região.
Certo ( ) Errado ( )
“[...] o Ronda no Bairro já contribui efetivamente para a redução dos índices de violência na região, sempre aliando as ações
sociais […]”.
Ao substituir o substantivo “redução” pelo verbo “reduzir”, é necessário que o verbo concorde com o núcleo do sujeito
(“índices”) que está no plural. Dessa forma, o verbo deveria ser “reduzissem”. Além disso, o verbo no subjuntivo tem sentido de
hipótese, dúvida.
GABARITO: Errado
6. (CESPE / CEBRASPE - 2021 - Agente de Polícia)
O século XIX constituiu-se em marco fundamental para o desenvolvimento das instituições de segurança pública, com as polícias
buscando maior legitimidade e profissionalização. Como referência ocidental, a Polícia Metropolitana da Inglaterra, fundada em
1829, mudou paradigmas, dando preponderância ao papel preventivo de suas ações e foco à proteção da comunidade.
O consenso, em detrimento do poder de coerção, e a prevenção, em detrimento da repressão, reforçaram a proximidade da polícia
com a sociedade, com atenção integral ao cidadão. O modelo inglês retirou as polícias do isolamento, apresentando-as à
comunidade como importante parceira da segurança pública e elemento fundamental para a redução da violência. Com isso, surgiu
o conceito de uma organização policial moderna, estatal e pública, em oposição ao controle e à subordinação política da polícia.
No Brasil, as primeiras iniciativas de implantação da polícia comunitária ocorreram com a Constituição Federal de 1988 e a
necessidade de uma nova concepção para as atividades policiais. Foram adotadas estratégias de fortalecimento das relações das
forças policiais com a comunidade, com destaque para a conscientização sobre a importância do trabalho policial e sobre o valor da
participação do cidadão para a construção de um
sistema que busca a melhoria da qualidade de vida de todos.
BRASIL. Ministério da Justiça e Segurança Pública. Secretaria Nacional de Segurança Pública (SENASP).
Diretriz Nacional de Polícia Comunitária. Brasília-DF, 2019. p. 11-12 (com adaptações).
Com relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto anterior, julgue o item.
Mantendo-se a correção gramatical e o sentido original do texto, o primeiro período do terceiro parágrafo poderia ser reescrito da
seguinte maneira: No Brasil, as primeiras iniciativas de implantação da polícia comunitária ocorreu com a Constituição Federal de
1988, em que se enxergou a necessidade de uma nova concepção para as atividades policiais.
Certo ( ) Errado ( )
“No Brasil, as primeiras iniciativas de implantação da polícia comunitária ocorreu (sujeito no plural – “iniciativas” e verbo no plural
– “ocorreram”) com a Constituição Federal de 1988, em que se enxergou (não foi depois que fizeram a Constituição – ocorreram
com a Constituição e a necessidade) a necessidade de uma nova concepção para as atividades policiais.”
GABARITO: Errado
7. (CESPE / CEBRASPE - 2021 - Oficial da Polícial Militar)
Texto CB1A1-I
Tradicionalmente, as conquistas democráticas nas sociedades modernas estiveram associadas à organização de movimentos
sociais que buscavam a expansão da cidadania. Foi assim durante as revoluções burguesas clássicas nos séculos XVII e XVIII.
LÍNGUA PORTUGUESA • CONCORDÂNCIA VERBAL (SUJEITO COMPOSTO)
CONCORDÂNCIA
Exercícios da aula CONCORDÂNCIA do professor(a) Giancarla Bombonato • 21
Também a organização dos trabalhadores industriais nos séculos XIX e XX foi responsável pela ampliação dos direitos civis e
sociais nas democracias liberais do Ocidente. De igual maneira, as demandas dos chamados novos movimentos sociais, nos anos
70 e 80 do século XX, foram responsáveis pelo reconhecimento dos direitos das minorias sociais (grupos étnicos minoritários,
mulheres, homossexuais) nas sociedades contemporâneas.
Em todos esses casos, os espaços privilegiados das ações dos grupos organizados eram os Estados nacionais, espaços
privilegiados de exercício da cidadania. Contudo, a expansão do conjunto de transformações socioculturais, tecnológicas e
econômicas, conhecido como globalização, nas últimas décadas, tem limitado de forma significativa os poderes e a autonomia dos
Estados (pelo menos os dos países periféricos), os quais se tornam reféns da lógica do mercado em uma época de extraordinária
volatilidade dos capitais.
MENDONÇA FILHO, Manoel Carlos et al. Polícia, direitos humanos e educação para a cidadania. Internet: (com adaptações).
Considerando as ideias do texto CB1A1-I, julgue o item.
A correção gramatical do terceiro período do primeiro parágrafo seria mantida caso os termos no trecho “foi responsável” fossem
reescritos no plural – foram responsáveis –, de forma que concordassem com “trabalhadores industriais”.
Certo ( ) Errado ( )
No trecho: “[...] Também a organização dos trabalhadores industriais nos séculos XIX e XX foi responsável pela ampliação dos
direitos civis e sociais nas democracias liberais do Ocidente [...]”, o sujeito da oração é “a organização”, que está no singular.
Assim, a estrutura “foi responsável” também deve ficar no singular, concordando com o sujeito.
GABARITO: Errado
8. (CESPE / CEBRASPE - 2018 - Analista Judiciário - Área Judiciária)
Texto CB1A1BBB 
1 O conceito de direitos humanos assenta em um bem
conhecido conjunto de pressupostos, todos eles tipicamente
ocidentais: existe uma natureza humana universal que pode ser
4 conhecida racionalmente; a natureza humana é essencialmente
diferente e superior à restante realidade; o indivíduo possui
uma dignidade absoluta e irredutível que tem de ser defendida
7 da sociedade ou do Estado; a autonomia do indivíduo exige que
a sociedade esteja organizada de forma não hierárquica, como
soma de indivíduos livres. Uma vez que todos esses
10 pressupostos são claramente ocidentais e facilmente
distinguíveis de outras concepções de dignidade humana em
outras culturas, teremos de perguntar por que motivo a questão
13 da universalidade dos direitos humanos se tornou tão
acesamente debatida.
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Boaventura de Sousa Santos. Por uma concepção multicultural dos direitos humanos. Internet: www.dhnet.org.br (com
adaptações).
Acerca do texto CB1A1BBB e de seus aspectos linguísticos, julgue o item.
Mantendo-se a correção gramatical e os sentidos do texto, o último período poderia ser reescrito da seguinte forma: “Considerando
esses pressupostos como obviamente ligados à noção ocidental de dignidade humana, que se diferencia das de outras culturas, a
pergunta a ser feita é: porque a universalidade dos direitos humanos é uma questão que tornou-se tão inflamadamente debatida?”
Certo ( ) Errado ( )
Na reescrita, podem-se perceber alguns erros gramaticais, como:
1. O termo “porque” deve ser separado, já que faz parte de uma pergunta (por que).
2. No trecho “que tornou-se” está incorreto, pois o “que” é um pronome relativo e fator atrativo de próclise (“que se tornou”).
3. O termo “ligados” pede a preposição “a” ligada ao artigo definido “a”, logo, há crase (ligados à noção).
4. No trecho “que se diferencia das de outras culturas”, a preposição “das” refere-se ao termo “dignidade humana”, portanto, deve
estar no singular (“da”).
GABARITO: Errado
9. (CESPE / CEBRASPE - 2018- Analista Judiciário - Área Judiciária)
Texto CB1A1CCC 
1 As audiências de segunda a sexta-feira muitas vezes
revelaram o lado mais sórdido da natureza humana. Eram
relatos de sofrimento, dor, angústia que se transportavam da
4 cadeira das vítimas, testemunhas e réus para minha cadeira de
juíza. A toga não me blindou daqueles relatos sofridos, aflitos.
As angústias dos que se sentavam à minha frente, por diversas
7 vezes, me escoltaram até minha casa e passaram a ser
companheiras de noites de insônia. Não havia outra solução a
não ser escrever. Era preciso colocar no papel e compartilhar
10 a dor daquelas pessoas que, mesmo ao fim do processo e com
a sentença prolatada, não me deixavam esquecê-las.
Foram horas, dias, meses, anos de oitivas de mães,
13 filhas, esposas, namoradas, companheiras, todas tendo em
comum a violência no corpo e na alma sofrida dentro de casa.
O lar, que deveria ser o lugar mais seguro para essas mulheres,
16 havia se transformado no pior dos mundos.
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http://www.dhnet.org.br
Quando finalmente chegavam ao Judiciário e se
sentavam à minha frente, os relatos se transformavam em 
19 desabafos de uma vida inteira. Era preciso explicar, justificar
e muitas vezes se culpar por terem sido agredidas. A culpa por
ter sido vítima, a culpa por ter permitido, a culpa por não ter
22 sido boa o suficiente, a culpa por não ter conseguido manter a
família. Sempre a culpa.
Aquelas mulheres chegavam à Justiça buscando uma
25 força externa como se somente nós, juízes, promotores e
advogados, pudéssemos não apenas cessar aquele ciclo de
violência, mas também lhes dar voz para reagir àquela
28 violência invisível.
Rejane Jungbluth Suxberger. Invisíveis Marias: histórias além das quatro paredes. Brasília: Trampolim, 2018 (com adaptações).
Com base no texto CB1A1CCC, escrito por uma juíza acerca de casos de violência doméstica, julgue o item.
A alteração da forma verbal “deixavam” (L.11) para o singular – deixava – não comprometeria a correção gramatical do período em
que tal forma aparece, mas modificaria seu sentido original.
Certo ( ) Errado ( )
A forma verbal “deixavam” concorda com “daquelas pessoas”, expondo que são as pessoas que não podem ser esquecidas.
Substituindo pela forma verbal “deixava” no singular, concorda com “dor”, expondo que é a dor daquelas pessoas que não pode
ser esquecida. Logo, a correção gramatical estaria correta, mas modificaria o sentido original.
GABARITO: Certo
10. (CESPE / CEBRASPE - 2021 - Soldado Bombeiro Militar)
Assim como todas as florestas, os trechos arborizados do Ártico às vezes se incendeiam. Mas, ao contrário de muitas florestas
localizadas em latitudes médias, que prosperam ou até mesmo necessitam de fogo para preservar sua saúde, as florestas árticas
evoluíram para que queimassem apenas esporadicamente.
As mudanças climáticas, contudo, estão remodelando essa frequência. Na primeira década do novo milênio, os incêndios
queimaram, em média, 50% mais área plantada no Ártico por ano do que em qualquer outra década do século XX. Entre 2010 e
2020, a área queimada continuou a aumentar, principalmente no Alasca, tendo 2019 sido um ano ruim em relação aos incêndios na
região; além disso, o ano de 2015 foi o segundo pior ano da história do local. Os cientistas descobriram que a frequência de
incêndios atual é mais alta do que em qualquer outro momento desde a formação das florestas boreais, há cerca de três mil anos, e
possivelmente seja a maior nos últimos 10 mil anos.
Os incêndios nas florestas boreais podem liberar ainda mais carbono do que incêndios semelhantes em locais como Califórnia ou
Europa, porque os solos sob as florestas em latitude elevada costumam ser compostos por turfa antiga, que possui carbono em
abundância. Em 2020, os incêndios no Ártico liberaram quase 250 megatoneladas de dióxido de carbono, cerca da metade emitida
pela Austrália em um ano em decorrência das atividades humanas e cerca de 2,5 vezes mais do que a histórica temporada
recordista de incêndios florestais de 2020 na Califórnia.
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Internet: www.nationalgeographicbrasil.com (com adaptações).
No que se refere às ideias e aos aspectos linguísticos do texto anterior, julgue o item.
No primeiro período do terceiro parágrafo, a forma verbal “podem” está flexionada no plural porque concorda com “florestas
boreais”.
Certo ( ) Errado ( )
“[...] Os incêndios nas florestas boreais podem liberar ainda mais carbono do que incêndios semelhantes em locais como
Califórnia ou Europa […]”. A forma verbal “podem” está no plural porque concorda com “Os incêndios”. “Quem pode liberar ainda
mais carbono? Os incêndios.”
GABARITO: Errado
11. (CESPE / CEBRASPE - 2021 - Técnico em Gestão de Telecomunicações - Assistente Administrativo)
Texto CB4A1-I 
A comunicação tem-se transformado em um setor estratégico da economia, da política e da cultura. Da guerra, ela sempre o foi. A
inclusão da informação e da comunicação nas estratégias bélicas tem aumentado no correr de milênios.
No século VII a.C., o chinês Sun Tzu, em A arte da guerra, dizia que “toda guerra é embasada em dissimulação”, referindo-se à
distribuição de informações falsas. Contudo, quem mais desenvolveu esse conceito foi o general prussiano Carl von Clausewitz, em
seu amplo tratado Da guerra (Vom Kriege), publicado em 1832. No capítulo VI, Clausewitz afirma: “Grande parte das notícias
recebidas na guerra é contraditória, uma parte ainda maior é falsa e a maior parte de todas é incerta. Em suma, a maioria das
notícias é falsa, e o medo do ser humano reforça a mentira e a inverdade. As pessoas conscientes que seguem as insinuações
alheias tendem a permanecer indecisas no lugar; acreditam ter encontrado as circunstâncias distintas do que imaginavam. Na
guerra, tudo é incerto, e os cálculos devem ser feitos com meras grandezas variáveis. Eles direcionam a observação apenas para
magnitudes materiais, enquanto todo o ato de guerra está imbuído de forças e efeitos espirituais”.
Trata-se de desinformar, e não de informar. A desinformação é a informação falsa, incompleta, desorientadora. É propagada para
enganar um público determinado. Seu fim último é o isolamento do inimigo em um conflito concreto, é o de mantê-lo em um cerco
informativo. Os nazistas levaram essa estratégia do engano quase à perfeição.
Atualmente, pratica-se tanto o cerco econômico, militar e diplomático quanto o informativo. Já não se trata apenas de isolar o
inimigo. As novas tecnologias permitem aos militares intervir nos conflitos bélicos a distância, direcionando até mesmo os foguetes
com a ajuda de GPS, a partir de um satélite. A telecomunicação militar apoiada em satélites e a eletrônica determinarão as guerras
do futuro imediato. Fala-se já de bombas eletrônicas (E) que podem paralisar estabelecimentos neurais da sociedade moderna,
como hospitais, centrais elétricas, oleodutos etc., destruindo os seus circuitos eletrônicos. Parece que hoje já se pode fazer a
guerra sem bombas atômicas. As bombas E do tipo FCG (flux compression generator — gerador de compressão de fluxo), cujo
emprego não está limitado às grandes potências bélicas, têm o mesmo efeito e fazem parte dos arsenais de alguns exércitos, e
consistem em comprimir, mediante uma explosão, um campo eletromagnético, como um raio, sem os custos, os efeitos colaterais
ou o enorme alcance de um dispositivo de pulso eletromagnético nuclear.
Vicente Romano. Presente e futuro imediato das telecomunicações.
São Paulo em Perspectiva. Internet: www.scielo.br (com adaptações).
Com relação aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto CB4A1-I, julgue o próximo item.
No terceiro período do