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METODOLOGIA DA GEOGRAFIA DAS 
POPULAÇÕES 
 
 
 
2 
Sumário 
NOSSA HISTÓRIA ..................................................................................................... 3 
Introdução .................................................................................................................. 4 
Conceitos fundamentais para estudar uma população ......................................... 6 
Os refugiados – um problema global .................................................................................... 11 
Teorias demográficas, pirâmide etária e o envelhecimento da população ........ 15 
Teorias demográficas ............................................................................................................ 15 
Malthusianismo ................................................................................................................. 15 
Teoria reformista ou marxista ........................................................................................... 16 
Teoria neomalthusiana ..................................................................................................... 16 
Transição demográfica ...................................................................................................... 17 
Pirâmide Etária x envelhecimento da população ................................................................. 18 
Evolução demográfica ....................................................................................................... 20 
Censo demográfico ................................................................................................. 25 
História dos censos ............................................................................................................... 25 
Censo Demográfico no Brasil ................................................................................................ 26 
Trabalhando a Geografia das populações no Ensino Médio ............................... 28 
Referências .............................................................................................................. 30 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3 
 
 
NOSSA HISTÓRIA 
 
 
A nossa história inicia com a realização do sonho de um grupo de 
empresários, em atender à crescente demanda de alunos para cursos de Graduação 
e Pós-Graduação. Com isso foi criado a nossa instituição, como entidade 
oferecendo serviços educacionais em nível superior. 
A instituição tem por objetivo formar diplomados nas diferentes áreas de 
conhecimento, aptos para a inserção em setores profissionais e para a participação 
no desenvolvimento da sociedade brasileira, e colaborar na sua formação contínua. 
Além de promover a divulgação de conhecimentos culturais, científicos e técnicos 
que constituem patrimônio da humanidade e comunicar o saber através do ensino, 
de publicação ou outras normas de comunicação. 
A nossa missão é oferecer qualidade em conhecimento e cultura de forma 
confiável e eficiente para que o aluno tenha oportunidade de construir uma base 
profissional e ética. Dessa forma, conquistando o espaço de uma das instituições 
modelo no país na oferta de cursos, primando sempre pela inovação tecnológica, 
excelência no atendimento e valor do serviço oferecido. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
4 
 
Introdução 
A estruturação moderna pela qual passaram basicamente todas as ciências 
levou à compartimentalização. 
No caso da Geografia, no geral, ela tem por objetivo estudar a superfície 
terrestre e a distribuição espacial de fenômenos significativos na paisagem, além de 
estudar a relação recíproca entre o homem e o meio ambiente. 
Como ramos da Geografia teremos dentre outros a geografia física, geografia 
humana, geografia ambiental, geografia matemática. 
A geografia das populações se encaixa na geografia humana que analisa, 
descreve e interpreta a composição, a distribuição, as migrações e o crescimento da 
população, em relação com o espaço. 
 
Figura 1 – Estudo das populações 
 
O estudo da população é fundamental para podermos verificar a realidade 
quantitativa e qualitativa da mesma. Para governantes, em especial, é de 
fundamental importância, pois permite traçar planos e estratégias de atuação, além 
de poder desenvolver um planejamento de interesse social. 
 
 
5 
A população deve ser entendida como um recurso na medida em que 
representa mão-de-obra para o mercado de trabalho, soldados para a defesa 
nacional, dentre outras coisas. 
O ramo do conhecimento que estuda a população chama-se Demografia, 
portanto o profissional da área é o demógrafo (VESENTINI, 2005). 
Pois bem, que os estudos baseados na Geografia proporcionam a aquisição e 
o aperfeiçoamento de determinados conceitos que contribuem de forma significativa 
para o desenvolvimento do aluno não só como indivíduo no seu meio ambiente, mas 
também como cidadão em seu meio social já sabemos. Portanto, ao propor um 
trabalho partindo da realidade do aluno dentro das problemáticas apresentadas da 
sociedade atual o conteúdo População, nos permite interferir em questões que 
fazem parte do dia a dia da escola. O estudo populacional, especificamente sob o 
olhar geográfico é, de fato, um aprendizado que possibilita aos alunos uma 
capacidade de interpretação crítica em relação às condições de vida das pessoas 
(OLIVEIRA, 2014). 
Esta breve introdução deixa clara o que veremos ao longo do caderno, não é 
verdade?! Então vamos começar por conceitos básicos usados no seu estudo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
6 
 
Conceitos fundamentais para estudar uma população 
São conceitos demográficos para analisar uma população: 
 
Taxa de Natalidade: corresponde a relação entre o número de nascimentos 
ocorridos em um ano e a população absoluta, o resultado em geral é expresso por 
mil. 
nº de nascimentos x 1000 (‰) ou x 100 (%) / população total. 
Taxa de Mortalidade: corresponde a relação entre o número de óbitos 
ocorridos em um ano e a população absoluta, o resultado é expresso por mil nº de 
mortes. 
x 1000 (‰) ou x 100 (%) / população total. 
Taxa de mortalidade infantil: corresponde ao número de crianças de 0 à 1 
ano que morrem para cada grupo de mil nascidas vivas. 
Taxa de fecundidade: média de número de filhos das mulheres entre 15 e 45 
anos, ou seja, em idade de reprodução. 
Mortalidade infantil: número de crianças que morreram antes de completar 1 
ano de vida, medida a cada 100 ou a cada 1000 crianças nascidas. 
Expectativa de vida: idade média que a população alcança. Corresponde a 
quantidade de anos que vive em média a população. Este é um indicador muito 
utilizado para se verificar o nível de desenvolvimento dos países. 
Crescimento vertical: diferença entre o número de nascimentos e o número 
de mortes. 
Migrações: movimentos duradouros da população. 
1. Imigração: entrada de população; 
2. Emigração: saída de população. 
 
 
 
7 
Crescimento horizontal ou saldo migratório: diferença entre imigrações 
(entradas) e emigrações (saídas). 
Crescimento Vegetativo: diferença entre as taxas de natalidade e de 
mortalidade. 
C.V. = natalidade - mortalidade 
O crescimento vegetativo corresponde a única forma possível de crescimento 
ou redução da população mundial, quando analisamos o crescimento de áreas 
específicas temos que levar em consideração também as migrações. 
Bônus Demográfico: situação em que a população ativa, com potencial para 
ocupar postos de trabalho e mercado consumidor, supera os inativos (crianças e 
idosos). 
Crescimento Total: diferença entre o crescimento vegetativo e o saldo 
migratório. 
Transição demográfica: passagem de uma situação de alta taxa de 
natalidade e de alta taxa de mortalidade para uma situação de estabilidade, através 
de baixos índices de natalidade e de mortalidade. O Japão é um exemplo de país 
que apresenta um estágio avançadode transição demográfica, com grande 
envelhecimento. 
 
Figura 2 – Mapa mental para estudo das populações 
 
 
8 
 
Para o conceito migração devemos considerar: 
Migrações externas: movimentos intracontinentais ou intercontinentais. 
Migrações internas: movimentos intrarregionais ou inter-regionais. 
 
Figura 3 – Principais fluxos migratórios por grandes regiões do Brasil (1999-2004) 
 
Migração de retorno: regresso e restabelecimento de uma população 
migrante no seu país ou área de residência originais. 
Migração definitiva: deslocação definitiva de uma população para uma nova 
região ou país. 
Migração econômica: deslocação da população motivada pela procura de 
melhores condições de vida. 
Migração forçada: deslocação da população motivada por razões de ordem 
religiosa ou política, por guerras ou catástrofes. 
Migração intercontinental: deslocação da população de um continente para 
outro. 
 
 
9 
Migração interna: deslocação da população de umas regiões para outras no 
interior do mesmo país, com o objetivo de se fixar temporário ou definitivamente, 
num outro local. 
Migração intranacional: deslocação de indivíduos entre regiões do mesmo 
país. 
Migrações intracontinental: deslocação da população dentro de um 
continente. 
Migração Irregular: instalação num país de imigrantes internacionais, os 
quais não respeitam as formalidades legais inerentes ao processo migratório. A 
imigração irregular pode resultar do prolongamento no Estado e território estrangeiro 
para lá dos prazos fixados, ou da ocorrência de migrações clandestinas. 
Êxodo rural: movimentos duradouros no sentido campo-cidade. 
Êxodo urbano: movimentos duradouros no sentido cidade-campo. 
Migrações pendulares: deslocação cotidiana entre o local de residência e o 
local de trabalho e vice-versa. 
1. sazonais: realizadas em determinado período do ano em virtude de fatores 
naturais e/ou econômicos, como os agricultores do sertão do Nordeste que migram 
sazonalmente de acordo com o período de seca mais intensa; 
2. Transumância: deslocamento relacionado aos pastoreios que migram de 
acordo com as necessidades dos rebanhos e a oferta de recursos como água e 
pastagens; 
3. Diários: 
3.1: urbano-urbano: movimentos realizados a partir das chamadas cidades-
dormitório em direção ao local de trabalho; 
3.2: urbano-rural: movimentos realizados pelos trabalhadores volantes, 
também conhecidos como boias-frias. 
4. Recreação e turismo: movimentos diários, semanais ou mensais, com o 
objetivo de lazer, encontros familiares ou círculo de amizades (GARRIDO; COSTA, 
1996). 
 
 
10 
População absoluta: corresponde à população total de um determinado 
território. 
População relativa ou densidade demográfica: é a média de habitantes por 
quilômetros quadrado. É obtida através da divisão da população absoluta pela área 
de um determinado território. 
Total de População: crescimento total somado à população residente. 
Populoso – é um território que apresenta sua população absoluta elevada. 
Povoado – é um território que apresenta sua densidade demográfica elevada. 
Em outras palavras, quando a população relativa de um local é numerosa dizemos 
que esse local é muito povoado. 
Superpovoamento – corresponde a um descompasso entre as condições 
socioeconômicas da população e a área ocupada. Isso quer dizer que, 
superpovoamento não depende apenas da densidade demográfica, mas 
principalmente das condições de vida da população. Alguns países com grande 
densidade demográfica podem não ser considerados superpovoados, enquanto 
outros com densidade baixa assim o podem ser classificados. 
Censo – corresponde à coleta periódica de dados estatísticos dos habitantes 
de um determinado local. (Deixamos um tópico final para falar exclusivamente dos 
recenseamentos). 
No Brasil, os recenseamentos são feitos de 10 em 10 anos, o último foi feito 
em 20101, pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), órgão estatal. 
Os estudos de população são realizados a partir dos dados coletados pelos 
censos demográficos e pesquisas de campo, que são organizados e interpretados 
por instituições oficiais do governo e universidades. O IBGE (Instituto Brasileiro de 
Geografia e Estatística) acumula uma grande quantidade de pesquisas e dados 
estatísticos sobre a população brasileira. 
É importante ressaltar que mais do que uma série de observações e dados 
quantitativos, as informações do censo são utilizadas como referência para a 
 
1 Em 2020 teríamos um novo CENSO, mas devido a Pandemia do Novo Coronavirus, foi adiado. 
 
 
11 
formação de políticas públicas nas mais diferentes áreas da sociedade e segmentos 
da economia, apontando as fragilidades, potenciais e a evolução histórica dos 
aspectos mais importantes de nossa sociedade (SILVA, 2020). 
 
Anote aí: 
População é um conjunto de seres humanos, cuja atividade vital transcorre 
sob a marca de uma sociedade determinada. A população é sempre um conjunto 
complexo de indivíduos residentes em determinados território, que formam a base 
natural de uma comunidade social. No curso da produção estabelecem-se entre os 
indivíduos, relações sociais que na dependência do modo de produção dominante 
na sociedade, podem ser as de dominação de uns e subordinação de outros, como 
ocorre na dominação das classes antagônicas (RUA et al,1993). 
 
Os refugiados – um problema global 
 
Na atualidade não podemos nos furtar a falar dos refugiados! Um problema 
mundial que afeta a todos e nos exige muita atenção. 
Refugiados são pessoas forçadas a fugirem de seus países, individualmente 
ou parte de evasão em massa, devido a questões políticas, religiosas, militares ou 
quaisquer outros problemas. 
Como definido na Convenção Relativa ao Estatuto dos Refugiados das 
Nações Unidas - 1951 (A Convenção dos Refugiados), um refugiado é toda pessoa 
que: “devido a fundados temores de ser perseguida por motivos de raça, religião, 
nacionalidade, por pertencer a determinado grupo social e por suas opiniões 
políticas, se encontre fora do país de sua nacionalidade e não possa ou, por causa 
dos ditos temores, não queira recorrer a proteção de tal país; ou que, carecendo de 
nacionalidade e estando, em consequência de tais acontecimentos, fora do país 
onde tivera sua residência habitual, não possa ou, por causa dos ditos temores, não 
queira a ele regressar”. 
Segundo a Agência da ONU para Refugiados (UNHCR/ACNUR): 
 
 
12 
A Síria foi o país que mais gerou refugiados no mundo. Cerca de 824.400 
pessoas foram forçadas a fugir dos conflitos que assolam o país. As crises na África 
subsaariana também levaram a novos deslocamentos. Quase 737.400 pessoas 
deixaram o Sudão do Sul para escapar de uma crise humanitária que cresceu 
consideravelmente em 2016. Burundi, Iraque, Nigéria e Eritréia também geraram 
grande número de refugiados. 
Os 5,5 milhões de sírios que foram forçados a fugir constituem o maior grupo 
de refugiados do mundo. Os refugiados do Afeganistão aparecem em segundo lugar 
se considerado o país de origem. 
A Turquia recebeu o maior número de refugiados – um total de 2,9 milhões, 
vindos principalmente da Síria. O país também abriga cerca de 30.400 refugiados do 
Iraque. As crises na África subsaariana tendem a forçar as pessoas a fugir para os 
países vizinhos e, como resultado, esta região continua a acolher um número cada 
vez maior de refugiados do Sudão do Sul, Somália, Sudão, República Democrática 
do Congo, República Centro-Africana, Eritréia e Burundi. 
 
Figura 4 – Campo de refugiados 
O Paquistão acolheu a segunda maior população de refugiados no final de 
2016: 1,4 milhão de pessoas vindas principalmente do Afeganistão. Esse número 
diminuiu ligeiramente devido aos refugiados que regressaram para casa. Cerca de 
um milhão de refugiados buscaram segurança no Líbano e 979.400 no Irã. 
 
 
13 
Uganda vivenciouum aumento dramático da população de refugiados que 
saltou de 477.200 no final de 2015 para 940.800 no final de 2016. Esta população 
era constituída por pessoas vindas principalmente do Sudão do Sul (68%), mas 
também contava com números significativos de pessoas vindas da República 
Democrática do Congo, Burundi, Somália e Ruanda. Na verdade, Uganda registrou 
o maior número de novos refugiados em 2016. 
O número de refugiados também aumentou na Etiópia, Jordânia e República 
Democrática do Congo. Na Alemanha, a população de refugiados mais do que 
duplicou em 2016 e chegou a 669.500 pessoas. O principal motivo para esse 
aumento foi o reconhecimento de solicitações de refúgio apresentadas em 2015 
principalmente por sírios. 
 
Figura 5 – Símbolo de acolhimento a refugiados 
 
Refugiado Ambiental: “A Conferência da ONU, em Estocolmo (1972) 
produziu a Declaração de Estocolmo sobre o Ambiente Humano e criou o Programa 
das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente (PNUMA), com o objetivo de monitorar o 
avanço dos problemas ambientais do mundo. No documento que aprovou a criação 
 
 
14 
do PNUMA, foi introduzida a expressão Environmental Refugees – Refugiados 
ambientais, que se caracterizou-se como “pessoas que foram obrigadas a 
abandonar temporária ou definitivamente a zona onde tradicionalmente vivem, 
devido ao visível declínio do ambiente (por razoes naturais ou humanas) 
perturbando a sua existência e/ou a qualidade da mesma de tal maneira que a 
subsistência desses indivíduos se torna perigosa”. 
Xenofobia: “Medo aversão ou desconfiança relativamente a estrangeiros ou a 
coisas estrangeiras” (GARRIDO; COSTA, 1996). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
15 
Teorias demográficas, pirâmide etária e o envelhecimento 
da população 
 
Teorias demográficas 
As teorias demográficas versam sobre o comportamento da população e os 
seus ciclos de crescimento. As principais teorias são a malthusiana, a 
neomalthusiana, a reformista e a da transição demográfica. Com esses 
conhecimentos, é possível entender melhor as características da população 
brasileira, mundial e de vários pontos do planeta, como a China, a Índia e a Europa. 
 
Malthusianismo 
Thomas Robert Malthus (1766-1834), economista liberal e historiador inglês, 
elaborou ao final do século XVIII uma teoria populacional que apontava para o 
desequilíbrio existente entre os crescimentos demográficos e a disponibilidade de 
recursos na Terra. Em seu livro ‘Ensaio sobre o princípio da população’, ele afirmava 
categoricamente que o planeta, em pouco tempo, não seria capaz de atender ao 
número de habitantes existentes. 
De acordo com a Teoria Malthusiana, as populações aceleravam sempre o 
seu ritmo de crescimento, que seguia a linha de uma progressão geométrica (1, 2, 4, 
8, 16, 32, 64, 128, 256, …), enquanto a disponibilidade de recursos e de alimentos 
aumentaria conforme uma progressão aritmética (1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, …), sendo 
menor, portanto. 
Como solução, Malthus apontava para o controle moral da população. Em 
virtude de sua filiação religiosa, ele era contra a adoção de qualquer tipo de método 
contraceptivo, dizendo que os casais só deveriam procriar caso houvesse condições 
para sustentar seus filhos. Além disso, Malthus também dizia que os trabalhadores 
mais pobres deveriam apenas receber o mínimo para o seu sustento, pois 
acreditava que a melhoria nas condições sociais elevaria ainda mais o número de 
nascimentos. 
 
 
16 
Apesar de suas previsões serem fundamentadas em dados demográficos de 
sua época, Malthus errou em subestimar os avanços tecnológicos nos processos de 
produção, que fizeram com que a oferta de recursos e alimentos se ampliasse muito 
acima do previsto. Além disso, observa-se atualmente que a tendência é que as 
sociedades mais desenvolvidas gerem menos filhos, ao contrário do que o 
economista inglês imaginava (PENA, 2020). 
 
Teoria reformista ou marxista 
Muitas contestações foram feitas ao pensamento de Malthus, frequentemente 
acusado de legitimar os efeitos perversos da economia capitalista sobre a 
desigualdade social e favorecer os ideais da burguesia. Afinal, a teoria malthusiana 
sugeria que a miséria e a disseminação de doenças, catástrofes e guerras ajudariam 
a conter o crescimento populacional acentuado. 
O socialista utópico do século XIX, Pierre-Joseph Proudhon, afirmava: “Há 
somente um homem excedente na Terra: Malthus”. E nessa mesma linha seguiam 
muitos teóricos que acreditavam que a desigualdade na relação entre recursos 
naturais, alimentos e o crescimento populacional não estava no número de 
habitantes, mas na distribuição de renda. Em geral, muitas dessas ideias 
aproximavam-se dos ideais defendidos por Karl Marx, sendo então relacionadas 
com o que se chamou de Teoria Marxista ou Reformista da população. 
Assim, para essa concepção, não é o “controle moral” da população o 
necessário para combater a ocorrência da fome e da miséria, mas a adoção de 
políticas sociais de combate à pobreza, com a aplicação de leis trabalhistas que 
assegurem a melhoria na renda do trabalhador. A democratização dos meios sociais 
e de produção também é considerada uma estratégia nesse mesmo sentido. 
 
Teoria neomalthusiana 
Logo após o final da Segunda Guerra Mundial (1939-1945), os principais 
países desenvolvidos do mundo iniciaram um processo de explosão demográfica, 
com um aumento rápido e repentino de sua população. Da mesma forma, nos anos 
 
 
17 
seguintes, muitos países subdesenvolvidos (incluindo o Brasil) passaram pelo 
mesmo processo, sobretudo porque nesses países, com históricos de altas 
natalidades e mortalidades, o número de óbitos foi reduzido e a expectativa de vida, 
elevada. 
Por isso, a população do planeta novamente começou a crescer, por isso as 
teorias de Malthus ganharam um novo eco entre muitos pensadores e governantes. 
O Neomalthusianismo é, pois, a retomada desse pensamento, com diferenças no 
que diz respeito às formas de controle do crescimento populacional. 
Para o neomalthusianismo, as populações, sobretudo as de baixa renda, 
deveriam ter os seus índices de natalidade controlados. Para isso, a difusão dos 
métodos contraceptivos tornou-se fundamental. Em alguns países, governos 
adotaram medidas de esterilização em massa sobre pessoas pobres, além de 
distribuírem anticoncepcionais gratuitamente e promover campanhas de 
conscientização. Difundem-se, até os dias atuais, muitas campanhas ou imagens 
publicitárias com o modelo ideal de família formado pelos pais e dois filhos apenas. 
 
Transição demográfica 
A concepção da transição demográfica é uma proposição mais atual que 
afirma que todos os países, cedo ou tarde, apresentarão padrões gerais no que diz 
respeito à ordem do crescimento demográfico. 
A transição demográfica considera que a explosão demográfica é um 
fenômeno transitório, geralmente causado pelo desenvolvimento econômico e social 
das nações, o que resulta na queda imediata das taxas de mortalidade, o que eleva 
o número de habitantes. Por outro lado, a natalidade também diminui, mas em um 
ritmo mais lento, o que faz com que a explosão demográfica inicial seja substituída 
gradativamente por uma diminuição no ritmo de crescimento do número de 
habitantes. 
Foi assim, por exemplo, que ocorreu na Europa, que hoje apresenta 
baixíssimos crescimentos populacionais. No Brasil também não foi diferente, pois a 
população aumentou rapidamente ao longo do século XX, mas teve seu crescimento 
 
 
18 
diminuído nas últimas décadas. O principal efeito disso – e também o principal 
motivo de preocupações – é o envelhecimento populacional. 
O Brasil, até pouco tempo atrás, era considerado um país jovem, com boa 
parte da população com média de idades baixas. Atualmente, passou a ser 
considerado um país adulto, com potencial para tornar-se um país idoso nas 
próximas décadas. Na Europa, o envelhecimentopopulacional já é uma realidade, o 
que ocasiona uma série de problemas relacionados com a previdência social e com 
a diminuição da PEA (população economicamente ativa). 
Ironicamente, no continente europeu, o problema atual é exatamente o 
contrário imaginado por Malthus, pois não é o crescimento acelerado da população a 
principal tônica da questão, mas o crescimento moderado além da conta. Em países 
como França e Alemanha, políticas de incentivos à natalidade são realizadas, 
incluindo o pagamento de bolsas e benefícios para casais que tiverem um terceiro 
filho (PENA, 2020). 
 
Pirâmide Etária x envelhecimento da população 
 
A estrutura etária da população corresponde à sua distribuição por faixas de 
idades; jovem, adulta e idosa. Os intervalos que compreendem as faixas etárias 
podem variar de acordo com os objetivos e conveniências de organismos 
internacionais ou mesmo dos países. As classificações mais utilizadas são: 
a)Jovens (0 a 14 anos); adultos (15 a 59 anos) e idosos (60 anos e mais); 
b)Jovens (0 a 14 anos); adultos (15 a 64 anos) e idosos (65 anos e mais); 
c)Jovens (0 a 19 anos); adultos (20 a 59 anos) e idosos (60 anos e mais). 
 
Uma forma interessante de visualizar o perfil da estrutura da população por 
idade é através da pirâmide etária. Nessa representação gráfica, é possível observar 
a estrutura da população por idade e sexo de determinado país. 
 
 
19 
A pirâmide etária é formada por um eixo horizontal, chamado abscissa, que 
indica a quantidade de pessoas, em valor absoluto ou porcentagem; à direita estão 
representadas as mulheres, e à esquerda, os homens. Um eixo vertical, identificado 
por ordenada, representa as faixas de idade. As partes que a compõem são: base - 
parte inferior, que corresponde à população jovem; corpo - parte intermediária, que 
equivale à população adulta, e ápice ou topo - parte superior, que representa a 
população idosa, como no exemplo abaixo. 
 
Figura 6 – Pirâmides etárias 
 
A análise de uma pirâmide etária permite inferir conclusões sobre natalidade, 
expectativa de vida, proporção de homens e mulheres na população, dentre outros. 
Se a pirâmide apresenta base larga, indica que a taxa de natalidade é alta e a 
população jovem é numerosa. Se o topo é estreito, indica uma pequena participação 
percentual de idosos no conjunto total da população e, portanto, a expectativa de 
vida é baixa. A alta taxa de natalidade e a baixa expectativa de vida são 
características de subdesenvolvimento. 
 
 
20 
Por outro lado, caso a base da pirâmide seja estreita, indicando baixa taxa de 
natalidade, e o topo apresente-se com certa largura, apontando maior expectativa de 
vida, a pirâmide sinaliza características de desenvolvimento. 
A despeito disso, é importante ressaltar que não se pode classificar um país 
em desenvolvido ou subdesenvolvido apenas pela pirâmide etária, pois esta 
classificação exige que sejam considerados vários indicadores sociais e 
econômicos, além dos demográficos (DANTAS; MORAIS; FERNANDES, 2011). 
 
Anote aí: 
As pirâmides etárias são importantes no estudo da geografia das populações 
porque revelam tendências de comportamento de sua dinâmica populacional, uma 
vez que refletem a estrutura da população por idade e sexo de determinado país. 
Analisadas historicamente, ou seja, ao longo de um tempo, evidenciam 
alterações relativas à quantidade da população total, proporção entre os sexos e as 
faixas de idade, expectativa de vida da população e deformações provocadas por 
guerras ou outras catástrofes. 
Elas também demonstram as principais etapas da evolução demográfica, 
indicando se a população se encontra nas fases de expansão, declínio ou 
estabilidade. 
 
Evolução demográfica 
 
O regime demográfico de população envelhecida é verificado em países 
que apresentam elevada expectativa de vida, baixas taxas de natalidade e 
mortalidade e, consequentemente, baixo crescimento vegetativo. Esse padrão de 
comportamento das variáveis demográficas é encontrado em países desenvolvidos 
que já realizaram sua transição demográfica. 
O regime demográfico de população em fase de envelhecimento (madura 
ou intermediária) inclui duas situações específicas que estão atreladas aos níveis de 
 
 
21 
desenvolvimento dos países. Assim, nessa categoria, estão os países desenvolvidos 
novos e os países subdesenvolvidos industrializados. Antes de adentrarmos nessa 
questão, é preciso esclarecer que, entre os países desenvolvidos, são considerados 
antigos aqueles que promoveram inicialmente a Revolução Industrial (século XIX) e 
chegaram a obter elevados índices de desenvolvimento econômico e social (por 
exemplo, Inglaterra e França). São identificados como novos ou recentes aqueles 
que alcançaram indicadores de desenvolvimento econômico e social mais 
expressivos após a II Guerra Mundial, como por exemplo Austrália e EUA. 
Os chamados países desenvolvidos novos possuem um percentual de 
idosos inferior ao dos países desenvolvidos antigos, posto que a natalidade declinou 
somente após a II Guerra Mundial, e apresentam uma grande porcentagem de 
população adulta, caracterizando-se pelo processo de envelhecimento da 
população. Entre os países desenvolvidos que assumem esse perfil estão Austrália, 
EUA, Canadá e Nova Zelândia. 
Os países subdesenvolvidos industrializados, representados pelas nações 
que promoveram a industrialização, mas não atingiram um nível de desenvolvimento 
econômico e social capaz de erradicar a pobreza, a dependência econômica e 
tecnológica, entre outros problemas do subdesenvolvimento, registraram diminuição 
nas taxas de mortalidade, natalidade e crescimento vegetativo após 1970. Nesses 
países, o comportamento declinante das variáveis anteriormente citadas repercutiu 
sobre a distribuição da população por faixas de idade, de modo que os jovens 
passaram a corresponder a aproximadamente 20% e os idosos ficaram entre 5% e 
15%. Avaliando esses índices historicamente, observa-se que há uma tendência à 
redução da proporção de jovens e aumento do percentual de idosos no conjunto da 
população, o que denota o envelhecimento demográfico. São representativos desse 
grupo de países China, Cuba, Armênia e Brasil. 
A pirâmide a seguir apresenta o regime demográfico do Brasil. Observe como 
se comportam os indicadores de expectativa de vida, taxas de natalidade e 
mortalidade e crescimento vegetativo. 
 
 
 
 
22 
 
 
 
 
 
Figura 7 – Pirâmides etárias do Brasil 
 
 
 
23 
O regime demográfico de população jovem ocorre em países que, em 
geral, apresentam elevadas taxas de natalidade e mortalidade, embora seja 
pertinente considerar que o número de nascimentos é bem superior ao de mortes. 
Como resultado dessa equação demográfica, tem-se um elevado crescimento 
vegetativo e a configuração de uma alta proporção de jovens no conjunto da 
população. 
Esse perfil demográfico está presente em um numeroso grupo de países, que, 
a despeito da heterogeneidade que apresentam, têm como característica comum as 
precárias condições de vida, traduzidas em baixa expectativa de vida e uma 
porcentagem de idosos relativamente pequena. Este grupo abrange países 
subdesenvolvidos e não- industrializados da África, América Latina, Ásia e Oceania 
(DANTAS; MORAIS; FERNANDES, 2011). 
A tendência ao envelhecimento populacional inicialmente verificada entre os 
países desenvolvidos, vem se configurando em escala mundial, sendo decorrente da 
redução nas taxas de natalidade e mortalidade que, embora mais tarde, também vai 
ocorrer em países subdesenvolvidos. 
Dentre as consequências acarretadas pelo crescente envelhecimento 
demográfico, destacam-se aquelas que dizem respeito ao mercado de trabalho e às 
condições de vida que uma população nessa faixa de idade necessita. 
O mercado de trabalho é afetado pelo envelhecimento da população no 
sentido em que, atualmente, ao aumentar a proporção de idososna população total, 
cresce também o número de aposentados. Desse modo, vem declinando a relação 
entre o número de trabalhadores que são necessários para sustentar o número de 
aposentados. 
Para efeito ilustrativo, ressalta-se que há algumas décadas existiam cerca de 
seis trabalhadores para cada aposentado e, hoje, em alguns países, essa proporção 
já é de dois para um. Qual a implicação desse fato? A problemática reside no fato de 
que a qualidade da aposentadoria pode ser reduzida, visto que será necessário um 
maior volume de recursos para manter o crescente número de aposentados, em um 
contexto onde a percentagem de adultos diminui simultaneamente ao aumento de 
idosos. 
 
 
24 
A melhoria nas condições de vida do idoso, em um cenário de 
envelhecimento populacional, tornou-se um imperativo para o governo e a sociedade 
em geral. Essa melhoria não pressupõe apenas mudanças em termos de políticas 
públicas e ações governamentais, mas também na forma de perceber e tratar o 
idoso no ambiente familiar. 
Ideias, valores e práticas carecem de redefinições urgentes para que a 
sociedade aprenda a lidar e a conviver com essa nova realidade demográfica. Todos 
os setores da sociedade estão sendo afetados, de forma que se faz necessário 
readequar os sistemas de saúde, educação, transportes, lazer, produção, comércio, 
publicidade, entre outros, para assegurar melhores condições de vida para o idoso. 
A economia de mercado, que até pouco tempo somente enxergava o idoso 
como uma representação de custos, hoje já vislumbra nessa parcela da população 
um potencial de consumo, reconhecidamente existente nos países desenvolvidos, 
onde eles podem pagar por viagens, programações sociais e culturais, aquisição de 
produtos eletrônicos etc. (DANTAS; MORAIS; FERNANDES, 2011). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
25 
Censo demográfico 
 
História dos censos 
 
A palavra Censo origina-se do latim census, que quer dizer “conjunto dos 
dados estatísticos dos habitantes de uma cidade, província, estado, nação etc.” 
A história dos censos remonta aos tempos antigos, e o mais remoto deles, 
que se tem notícia, é o da China. Em 2238 a.C., o imperador Yao mandou realizar 
um censo da população e das lavouras cultivadas. 
Há também registros de um censo realizado no tempo de Moisés, cerca de 
1700 a.C., e de que os egípcios faziam recenseamentos anualmente, no século XVI 
a.C. 
Os romanos e os gregos realizaram censos por volta dos séculos VIII ao IV 
a.C. Em 578-534 a.C., o imperador Sérvio Tulio mandou realizar um censo de 
população e riqueza que serviu para estabelecer o recrutamento para o exército, 
para o exercício dos direitos políticos e para o pagamento de impostos. Os romanos 
fizeram 72 censos entre 555 a.C. e 72 d.C. 
Como se pode verificar, a função primordial, naquela época, era conhecer os 
quantitativos de população para fazer a guerra e cobrar impostos. A punição para 
quem não respondia, geralmente era a morte. 
A Bíblia conta que José e a Virgem Maria saíram de Nazareth, na Galileia, 
para Belém, na Judeia, para responder ao Censo ordenado por César Augusto (as 
pessoas tinham que ser entrevistadas no local de sua origem). Foi enquanto 
estavam na cidade que Jesus nasceu. 
Na Idade Média, na Europa, houve diversos recenseamentos: na Península 
Ibérica durante a dominação muçulmana (séculos VII ao XV); no reinado de Carlos 
Magno (712-814); e ainda o Doomaday Book, que é o maior registro estatístico feito 
na época, na Inglaterra, por ordem de Guilherme, o Conquistador. E nas repúblicas 
italianas nos séculos XII e XIII. 
 
 
26 
Nas Américas, muito antes de Cristóvão Colombo, os Incas já mantinham um 
registro numérico de dados da população em quipus, um engenhoso sistema de 
cordas com nós que representavam números no sistema decimal. 
Assim, pode-se verificar que desde épocas remotas os governos se 
preocupam em realizar censos (IBGE, 2007). 
 
Censo Demográfico no Brasil 
Constitui a principal fonte de referência para o conhecimento das condições 
de vida da população em todos os municípios do País e em seus recortes territoriais 
internos, tendo como unidade de coleta a pessoa residente, na data de referência, 
em domicílio do Território Nacional (IBGE, 2020). 
O primeiro recenseamento da população do Brasil foi efetuado em 1808, 
visando atender especificamente a interesses militares, de recrutamento para as 
Forças Armadas, o que enseja suspeitas de que seus resultados tenham ficado 
aquém da realidade, seja em razão da natural prevenção do povo contra as 
operações censitárias, seja, principalmente, em razão de seus objetivos. Para efeito 
de registro histórico, porém, em virtude de sua maior complexidade e, sobretudo, do 
controle a que foi submetida toda a operação, o recenseamento realizado em 1872, 
denominado Censo Geral do Império, é considerado o primeiro efetuado no País, 
tendo sido conduzido pela então Directoria-Geral de Estatística. 
Em 1940, após a radical transformação da estrutura dos serviços de 
estatística no País – criação do Conselho Nacional de Estatística - CNE e do 
Conselho Nacional de Geografia - CNG, que, juntos, passaram a integrar o IBGE por 
força do Decreto-Lei n. 218, de 26.01.1938 – o Instituto realizou, em 1º de setembro, 
o V Recenseamento Geral do Brasil, que correspondeu ao quinto censo 
populacional. Desde então, ocorreram alterações e aprimoramentos em variados 
aspectos técnicos, tecnológicos e operacionais da pesquisa, que lhe conferiram um 
salto de qualidade. Dentre eles, se destacam a instituição de parcerias, visando 
ampliar a integração entre o IBGE e as comunidades locais, bem como a utilização, 
de forma intensiva, de tecnologias digitais que permitem levar a cada segmento de 
usuários as mídias mais apropriadas. 
 
 
27 
O Questionário Básico da pesquisa investiga informações sobre as 
características do domicílio e dos moradores. A investigação nos domicílios 
selecionados, efetuada por meio do Questionário da Amostra, inclui, além dos 
quesitos presentes no Questionário Básico, outros mais detalhados, bem como 
quesitos sobre temas específicos. 
A periodicidade da pesquisa é decenal, excetuando-se os anos de 1910 e 
1930, em que o levantamento foi suspenso, e 1990, quando a operação foi adiada 
para 1991. Sua abrangência geográfica é nacional, com resultados divulgados para 
Brasil, Grandes Regiões, Unidades da Federação, Mesorregiões, Microrregiões, 
Regiões Metropolitanas, Municípios, Distritos, Subdistritos e Setores Censitários 
(IBGE, 2020). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
28 
Trabalhando a Geografia das populações no Ensino Médio 
Os caminhos didáticos percorridos na abordagem dos conteúdos relacionados 
à Geografia da População podem ser organizados em duas etapas. Em cada uma 
destas traçam-se os objetivos a serem atingidos e habilidades a ser adquiridas pelos 
alunos durante o processo. Para tanto, são propostas atividades específicas para 
cada conteúdo trabalhado (AIRES, 2012). As especificidades das etapas dessa 
experiência didática encontram-se sintetizadas no Quadro abaixo. 
Plano sequencial para abordar conteúdos de geografia da população no 2º ano 
do Ensino Médio 
 
Etapa 1 – Construir as noções e os conceitos e geografia da população 
Objetivos Habilidades Conteúdos Atividades 
Identificar semelhanças 
e diferenças entre as 
famílias dos colegas da 
sala, dos seus pais e 
avós; 
Leitura de esquemas; 
Comparações através 
do tempo. 
Características das famílias 
de ontem e de hoje. 
Construção de 
Árvore genealógica 
individual. 
Entender as causas da 
distribuição 
desigualdade da 
população mundial: 
Leitura e interpretação 
de textos e mapas: 
Arcas Ecúmcnas c 
Anccúmas: 
Países mais populosos do 
mundo. 
Texto "mundo de 
gente” 
Análise de mapas 
demográficos 
mundiais 
Perceber os pontos 
positivos e negativos 
das teoriasdemográficas, 
intencionalidades e 
ideologias contidas. 
Análises e 
comparações; 
Discussões em grupos; 
Elaboração de texto. 
Aspectos das Teorias 
demográficas: 
Malthusianismo e 
Neomalthusianismo; 
Noção do gênero textual 
dissertativo. 
Leitura e 
interpretação de 
textos: 
Produção textual 
com o tema: 
Controle da 
natalidade – pontos 
positivos e negativos. 
 
 
 
29 
Etapa 2 - Trabalhar com tabelas e mapas demográficos do Brasil 
Objetivos Habilidades Conteúdos Atividades 
Apresentar e distinguir os 
conceitos de população 
absoluta e relativa e de 
densidade demográfica. 
Identificar as grandes 
concentrações e os vazios 
demográficos no Brasil. 
Relacionar a história da 
ocupação do território 
brasileiro às concentrações 
regionais e estaduais 
desiguais. 
Análise e 
interpretação de 
dados em mapas e 
tabelas. 
Raciocínio lógico. 
Leitura. 
Interpretação e 
utilização de 
legendas. 
Percepção espacial 
Desenvolver relações 
em grupos. 
População relativa e 
absoluta. 
Densidade demográfica. 
Distribuição da população 
Brasileira. 
Cheios e vazios 
demográficos regionais e 
estaduais no Brasil. 
Causas e consequências da 
distribuição desigual da 
população. 
Discussão sobre a 
área da sala de aula 
e a distribuição dos 
alunos. 
Utilização de mapas 
para responder as 
seguintes questões. 
Onde está a 
população? 
Quais os cheios e 
vazios 
demográficos? 
Quais os fatores 
atrativos e repulsivos 
dessa população? 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
30 
Referências 
AIRES, R. Abordagens dos conteúdos de geografia da população no ensino 
médio: possibilidades do uso de dados do censo 2010 em sala de aula (2012). 
Disponível em: http://www.revistaensinogeografia.ig.ufu.br/N.5/Art1v3n5final.pdf 
 
DANTAS, E. M.; MORAIS, I. R. D.; FERNANDES, M. J. da C. Geografia da 
população. Natal: UFRN, 2011. 
 
GARRIDO, D.; COSTA, R. Dicionário breve de geografia. Lisboa: Editorial 
Presença, 1996. 
 
INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA (IBGE). Censo 
Demográfico O que é? (2020). Disponível em: 
https://www.ibge.gov.br/estatisticas/sociais/populacao/9662-censo-demografico-
2010.html?=&t=o-que-e 
 
INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA (IBGE). Para que 
serve o Censo (2010). Disponível em: 
http://www.ibge.gov.br/ibgeteen/censo2k/paraquecensos.html 
 
INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA (IBGE). Síntese dos 
indicadores sociais. Uma análise das condições de vida da população brasileira 
2007. Rio de Janeiro: IBGE, 2007. 
 
OLIVEIRA, V. A. B. O estudo da população na geografia escolar, com o uso de 
tecnologias e metodologias diferenciadas. (2014). Disponível em: 
http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/portals/cadernospde/pdebusca/producoes_pd
e/2014/2014_ufpr_geo_pdp_vilma_aparecida_barszcz.pdf 
 
 
31 
 
PENA, R. F. A. Teorias demográficas; Brasil Escola (2020). Disponível em: 
https://brasilescola.uol.com.br/geografia/teorias-demograficas.htm. 
 
RUA, J. et al. Para ensinar Geografia. Rio de Janeiro: Acess, 1993. 
 
SILVA, J. C. L. da. Conceitos de População; Brasil Escola (2020). Disponível em: 
https://brasilescola.uol.com.br/geografia/conceitos-populacao.htm. 
 
UNHCR/ACNUR. Refugiados (2020). Disponível em: 
https://www.acnur.org/portugues/quem-ajudamos/refugiados/ 
 
VESENTINI, J. W. Sociedade e Espaço: geografia geral e do Brasil. São Paulo: 
Ática, 2005.

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