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Roteiro de monitoria sobre o Romantismo (séculos XVIII–XIX): contexto histórico, características, autores nacionais e estrangeiros; gerações românticas no Brasil; vertentes da prosa romântica com exemplos; questões e trechos de Iracema, I-Juca Pirama e Camilo.

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Questões resolvidas

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PAG
MONITORIA 
 
 
 
ROMANTISMO 
 
• Séculos XVIII e XIX; 
• Contexto Histórico: Revolução Industrial e 
Revolução Francesa, valores da burguesia; 
• O sentimento é mais importante que a razão 
(exagero sentimental); 
• Idealização do amor e da mulher; 
• Subjetividade; 
• Principais autores: Goethe, Lord Byron, 
Camilo Castelo Branco, Almeida Garret, 
Victor Hugo, Gonçalves Dias, Álvares de 
Azevedo, Casimiro de Abreu, Castro Alves, 
José de Alencar; 
 
ROMANTISMO NO BRASIL 
 
1° GERAÇÃO 
• Nacionalista; 
• Indianista (índio como herói); 
• Lusófoba; 
• Floresta como símbolo nacional; 
• Traços religiosos (resquícios do Barroco); 
• Principais autores: Gonçalves Dias, 
Gonçalves de Magalhães; 
 
2° GERAÇÃO 
• Byroniana; 
• Ultrarromântica; 
• Imatura; 
• Morbidez, evasão na morte; 
• Pessimismo, escapismo (fuga da realidade), 
saudosismo; 
• Temáticas principais: amor, sofrimento 
amoroso e morte; 
• Principais autores: Álvares de Azevedo 
(“Noite na Taverna”), Casimiro de Abreu, 
Fagundes Varela. 
 
3° GERAÇÃO 
• Condoreira (liberdade); 
• Crítica social e política; 
• Sem fuga da realidade; 
• Principais autores: Castro Alves e 
Sousândrade. 
 
PROSA ROMÂNTICA 
• 4 vertentes: 
a) Urbana: espaço de ação era o Rio 
de Janeiro, valores burgueses, 
costumes da elite burguesa. Ex: 
Senhora (1875), de José de Alencar e 
A moreninha (1844) de Joaquim 
Manuel de Macedo; 
b) Regionalista: uso de termos 
regionais, cultura regional, 
sociedade rural e patriarcal, home 
do interior. Ex.: Inocência (1872) 
de Visconde de Taunay; 
c) Histórica: nacionalista, tempo 
no passado, fatos históricos. Ex.: 
Iracema (1863) de José de 
Alencar; 
d) Indianista: índio como herói, 
floresta como símbolo nacional, 
reconstituição do passado 
histórico brasileiro. Ex.: O 
Guarani (1857) de José de 
Alencar. 
OBSERVAÇÃO IMPORTANTE: Observando as 
características da geração de cada autor, é possível 
interpretar os poemas de forma mais direta. 
 
 
QUESTÃO 01 
A alegria ainda morou na cabana, todo o tempo que as 
espigas de milho levaram para amarelecer. 
Uma alvorada, caminhava o cristão pela borda do mar. 
Sua alma estava cansada. O colibri sacia-se de mel e 
perfume; depois adormece em seu branco ninho de 
cotão, até que volta no outro ano a lua das flores. Como 
o colibri, a alma do guerreiro também satura-se de 
felicidade, e carece de sono e repouso. 
A caça e as excursões pelas montanhas em companhia 
do amigo, as caricias da terna esposa que o esperavam 
na volta, e o doce carbeto no copiar da cabana, já não 
acordavam nele as emoções de outrora. Seu coração 
ressonava. 
Quando Iracema brincava pela praia, os olhos do 
guerreiro retiravam-se dela para se estenderem pela 
imensidade dos mares. 
 
LINGUAGENS 3°ANO/ 
Pré – Júlia Pimentel 
 
PAG
MONITORIA 
 
Viram umas asas brancas, que adejavam pelos campos 
azuis. Conheceu o cristão que era uma grande igara de 
muitas velas, como construíam seus irmãos; e a saudade 
da pátria apertou-lhe no seio. 
 
O trecho acima integra o romance Iracema, de José de 
Alencar. Dele não se pode afirmar que 
a) revela o arrefecimento das emoções do personagem, 
acometido por um sentimento que o distancia das ações 
cotidianas de seu grupo. 
b) indicia a duração e a passagem do tempo, marcadas 
por fenômeno da natureza. 
c) revela mudança dos humores causada pelo 
sentimento de saudade por um bem antigo e distante. 
d) caracteriza um texto cuja linguagem se marca pela 
função emotiva, já que trata dos sentimentos do 
personagem. 
 
QUESTÃO 02 
Leia o trecho abaixo, retirado de I-Juca Pirama, obra de 
Gonçalves Dias: 
Da tribo pujante, 
Que agora anda errante 
Por fado inconstante, Guerreiros, nasci: 
Sou bravo, sou forte, 
sou filho do norte, 
Meu canto de morte, 
Guerreiros, ouvi. 
 
Trata-se de um: 
a) poema lirico 
b) poema épico 
c) cantiga de amigo 
d) novela de cavalaria 
 
e) auto de fundo religioso 
 
QUESTÃO 03 
 "Picado pelo ciúme, abriu o ourives seu peito à órfã, 
ofereceu-lhe a mão, e uma pulseira de brilhantes nela, 
com a condição de me esquecer. 
 Leontina disse que sim, cuidando que mentia; mas 
passados oito dias admirou-se de ter dito a verdade. 
Nunca mais soube de mim, nem eu dela; até que, um 
ano depois, a criada, que a servia, me contou que a 
menina casara com o padrinho e que as enteadas, 
coagidas pelo pai, se tinham ido para o recolhimento do 
Grilo com uma pequena mesada e a esperança de 
ficarem pobres. Não sei mais nada a respeito da 
primeira das sete mulheres que amei, em Lisboa." 
(Camilo Castelo Branco, Coração, cabeça e estômago, p. 4. Disponivel em 
www.dominiopublico.gov.br. Acessado em 20/05/2018.) 
O excerto anterior apresenta uma síntese acerca do 
primeiro dos setes amores da personagem Silvestre da 
Silva. Considere essa experiência amorosa no contexto 
da primeira parte da narrativa e assinale a alternativa 
correta. 
a) A mulher é idealizada em cada caso relatado, não 
havendo espaço para uma ótica realista. 
b) A experiência amorosa recebe tratamento solene e 
sublime por parte das personagens. 
c) A personagem masculina se caracteriza pelo interesse 
sexual; a feminina, pela devoção ao marido. 
d) O protagonista da narrativa se frustra em sua crença 
amorosa a cada vez que se apaixona. 
 
QUESTÃO 04 
Considere os versos do poema "As trevas", que integra 
a obra Espumas flutuantes, de Castro Alves, para 
responder à(s) questão(ões) a seguir. 
"Tive um sonho em tudo não foi sonho!... 
O sol brilhante se apagava: e os astros, 
Do eterno espaço na penumbra escura, 
Sem raios, e sem trilhos, vagueavam. 
 
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MONITORIA 
 
 
A terra fria balouçava cega 
E tétrica no espaço ermo de lua. 
A manhã ia... vinha... e regressava... 
Mas não trazia o dia! Os homens pasmos 
Esqueciam no horror dessas ruinas 
Suas paixões: E as almas conglobadas 
Gelavam-se num grito de egoismo 
Que demandava "luz'. Junto às fogueiras 
Abrigavam-se... e os tronos e os palácios, 
Os palácios dos reis, o albergue e a choça 
Ardiam por fanais. Tinham nas chamas 
As cidades morrido. Em tomo às brasas 
Dos seus lares os homens se grupavam, 
P'ra á vez extrema se fitarem juntos. 
Feliz de quem vivia junto às lavas 
Dos vulcões sob a tocha alcantilada!" 
Sobre o poema de Castro Alves, assinale a alternativa 
correta. 
a) Há a presença marcante de elementos que remetem 
a um sentimento pessimista, melancólico e desolador, 
conforme ilustram as expressões: "Mas não trazia o 
dia!", "E as almas conglobadas/Gelavam-se num grito de 
egoismo" e "Tinham nas chamas/As cidades morrido". 
b) O eu lírico narra a crueldade sofrida pelos escravos, 
de acordo com a descrição do espaço e do enredo, ao 
longo dos versos. 
c) Percebe-se uma sensualidade feminina, como se 
percebe na construção das figuras associadas ao fogo do 
vulcão, às lavas e à felicidade daqueles que a elas 
sobreviviam. 
d) O poema é de caráter social e denuncia as injustiças 
cometidas pelos reis e demais integrantes da corte, 
segundo se percebe pelo emprego dos vocábulos 
"tronos" e "palácios". 
 
e) As "almas" as quais o eu lírico faz menção pertencem 
aos escravos que, acorrentados, morriam de sede e de 
fome, enquanto remavam, amontoados no ambiente 
insalubre da embarcação. 
 
QUESTÃO 05 
 Nessa obra, que retrata uma cena de Caramuru, célebre 
poema épico brasileiro, a filiação à estética romântica 
manifesta-se na 
a) exaltação do retrato fiel da beleza feminina. 
b) tematização da fragilidade humana diante da morte. 
c) ressignificação de obras do canone literário nacional. 
d) representação dramática e idealizada do corpo da 
india. 
e) oposição entre a condição humana e a natureza 
primitiva. 
 
QUESTÃO 06 
 
O laço de fita 
Não sabes, criança? 'Stou louco de amores... 
Prendi meus afetos, formosa Pepita. 
 
Mas onde? No templo, no espaço, nas nevoas?! 
Não rias, prendi-mePAG
MONITORIA 
 
Num laço de fita. 
 Na selva sombria de tuas madeixas, 
Nos negros cabelos de moça bonita, 
Fingindo a serpente qu'enlaça a folhagem, 
 
Formoso enroscava-se 
O laço de fita. 
[...] 
Pois bem! Quando um dia na sombra do vale 
Abrirem-me a cova... formosa Pepita! 
 
Ao menos arranca meus louros da fronte, 
E dá-me por c'roa.... 
Teu laço de fita. 
ALVES, C. Espumas flutuantes. Disponivel em: www.dominiopublico.gov.br. 
Acesso em: 8 ago. 2015 (fragmento). 
Exemplo da lirica de temática amorosa de Castro Alves, 
o poema constrói imagens caras ao Romantismo. Nesse 
fragmento. o lirismo romântico se expressa na 
a) representação infantilizada da figura feminina. 
b) criatividade inspirada em elementos da natureza. 
c) opção pela morte como solução para as frustrações. 
d) ansiedade com as atitudes de indiferença da mulher. 
e) fixação por signos de fusão simbólica com o ser 
amado. 
 
QUESTÃO 07 
 
Leito de folhas verdes 
Brilha a lua no céu, brilham estrelas, 
Correm perfumes no correr da brisa, 
A cujo influxo mágico respira-se 
Um quebranto de amor, melhor que a vida! 
 
A flor que desabrocha ao romper d'alva 
Um só giro do sol, não mais, vegeta: 
Eu sou aquela flor que espero ainda 
Doce raio do sol que me de vida. 
DIAS, G. Antologia poètica. Rio de Janeiro: Agir, 1979 (fragmento). 
Na perspectiva do Romantismo, a representação 
feminina espelha concepções expressas no poema pela 
a) reprodução de estereótipos sociais e de gênero. 
b) presença de traços marcadores de nacionalidade. 
c) sublimação do desejo por meio da espiritualização. 
d) correlação feita entre estados emocionais e natureza. 
e) mudança de paradigmas relacionados à sensibilidade. 
 
QUESTÃO 08 
Talvez julguem que isto são voos de imaginação: é 
possível. Como não dar largas à imaginação, quando a 
realidade vai tomando proporções quase fantásticas, 
quando a civilização faz prodigios, quando no nosso 
próprio país a inteligência, o talento, as artes, o 
comércio, as grandes ideias, tudo pulula, tudo cresce e 
se desenvolve? Na ordem dos melhoramentos 
materiais, sobretudo, cada dia fazemos um passo, e em 
cada passo realizamos uma coisa útil para o 
engrandecimento do país. 
ALENCAR, J. Ao correr da pena. Disponível em: www.dominiopublico.gov.br. 
Acesso em: 12 ago. 2013. 
No fragmento da crônica de José de Alencar, publicada 
em 1854, a temática nacionalista constrói-se pelo elogio 
ao(a) 
a) passado glorioso. 
b) progresso nacional. 
c) inteligência brasileira. 
d) imponência civilizatória. 
e) imaginação exacerbada. 
http://www.dominiopublico.gov.br/
 
PAG
MONITORIA 
 
 
QUESTÃO 09 
Leia as duas estrofes do poema Lembrança de morrer, 
de Álvares de Azevedo: 
[...] 
Eu deixo a vida como deixa o tédio 
Do deserto o poento caminheiro... 
Como as horas de um longo pesadelo 
Que se desfaz ao dobre de um sineiro... 
[…] 
Só levo uma saudade — é dessas sombras 
Que eu sentia velar nas noites minhas... 
E de ti, ó minha mãe! pobre coitada 
Que por minhas tristezas te definhas! 
(AZEVEDO, A. Lira dos vinte anos. São Paulo: Martins Fontes, 1996, p. 115-
116.) 
Nessas estrofes, uma característica da Segunda Geração 
do Romantismo está evidente. Assinale a única 
alternativa correta que apresenta essa característica: 
a) Figura materna. 
b) Tom sarcastico dos versos. 
c) Presença de tédio sentido pelo eu lírico. 
d) Ideia de morte do eu lírico. 
 
QUESTÃO 10 
"D. Carolina é o prazer em ebulição; se é inquieta e 
buliçosa, está em sê-lo a sua maior graça; aquele rosto 
moreno, vivo e delicado, aquele corpinho, ligeiro como 
a abelha, perderia metade do que vale, se não estivesse 
em continua agitação. O beija-flor nunca se mostra tão 
belo como quando se pendura na mais tenue flor e voeja 
nos ares. D. Carolina é um beija-flor completo." 
MACEDO, J.M. de. A moreninha. Rio de Janeiro: Tecnoprint, s/d. p.77. 
A moreninha, de Joaquim Manuel de Macedo, é o 
primeiro romance do Romantismo brasileiro. Nessa 
 
 
passagem, evidenciam-se as seguintes características 
desse movimento: 
a) Sentimentalismo exacerbado e linguagem próxima ao 
coloquial. 
b) Aproximação da leitora e ambientação no contexto 
burguês. 
c) Narrador em primeira pessoa e predominio do sonho. 
d) Idealização feminina e metaforização da natureza. 
e) Eu lirico introspectivo e representações vagas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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 GABARITO 
1. D 
[A] Verdadeiro. "Como o colibri, a alma do guerreiro 
também satura-se de felicidade, e carece de sono e 
repouso" indica o arrefecimento do personagem. 
[B] Verdadeiro. A passagem de tempo é medida pela 
natureza, como se verifica em "A alegria ainda morou na 
cabana, todo o tempo que as espigas de milho levaram 
para amarelecer". 
[C] Verdadeiro. A saudade é revelada em "A caça e as 
excursões pelas montanhas em companhia do amigo, as 
carícias da terna esposa que o esperavam na volta, e o 
doce carbeto no copiar da cabana, já não acordavam 
nele as emoções de outrora". 
[D] Falso. Há predominio da função poética, uma vez 
que o autor emprega expressões metafóricas para 
ilustrar não apenas a passagem do tempo como 
também os sentimentos das personagens. 
 
2. B 
[A] INCORRETO. Poema lírico tem como característica 
principal a exaltação da subjetividade, do estado de 
alma do eu lirico. 
[B] CORRETO. Trata-se de poema épico, uma vez que as 
aventuras de um herói, no caso l-Juca Pirama, são 
narradas ao longo da obra de Gonçalves Dias. 
[C] INCORRETO. As cantigas de amigo são produção 
medieval portuguesa, caracterizadas por eu lírico 
feminino em coita de amor por sentir saudades do 
amigo. 
[D] INCORRETO. A novela de cavalaria também é uma 
produção medieval, cujo herói é um cavaleiro medieval 
que parte em busca de um objetivo e entra em conflito, 
muitas vezes, em questões amorosas. 
[E] INCORRETO. Os autos são peças teatrais. 
 
3. D 
É correta a opção [D], pois Silvestre Silva, sempre que se 
relacionava com uma mulher, idealizava-a, para, em 
seguida, se decepcionar e ser obrigado a adotar uma 
perspectiva realista sobre cada uma. 
 
4. A 
O poema "As Trevas" dissocia-se da poética social 
escravocrata ou lírico-amorosa de Castro Alves, como 
sugerido em todas as opções exceto [A]. Nele, o eu lírico 
expressa um profundo sentimento pessimista, o 
desespero de quem apela para a Natureza que, como 
uma projeção do seu estado de espírito, se mostra 
sombria e o abandona à própria sensação de melancolia 
e desolação: "Mas não trazia o dia!", "E as almas 
conglobadas/Gelavam-se num grito de egoismo" e 
"Tinham nas chamas/As cidades morrido". 
5. D 
[Resposta do ponto de vista da disciplina de Artes] 
A dramatização na representação da morte de Moema 
è tipica do estilo romântico. Nota-se a ênfase na beleza 
do corpo da indigena associada à dramaticidade da 
morte por afogamento da mesma. 
[Resposta do ponto de vista da disciplina de Português] 
Moema, pintura a óleo do pintor brasileiro Victor 
Meirelles. estabelece intertextualidade com a obra 
Caramuru de Frei Santa Rita Durão, em que a 
personagem se deixa engolir pelas águas do mar depois 
de ser abandonada pelo seu amado. A paisagem 
exuberante da floresta tropical ao fundo e a figura da 
india de face serena e com o corpo abandonado no areal 
da praia formam um cenário idealizado correspondente 
ao imaginário brasileiro da época pautado na exaltação 
da pátria, da figura do indio e na sua idealização de herói 
nacional. Assim, é correta a opção [D]. 
6. E 
O signo do laço de fita, presente no titulo e ao longo do 
poema, representa o corpo da amada, que o seduz e o 
envolve tal como a serpente que aprisiona a sua vitima 
("Fingindo a serpente qu'enlaça a folhagem") e o 
acompanhará até o momento da morte: "Pois bem! 
Quando um dia na sombra do vale/Abrirem-me a cova... 
dá-mepor c'roa (...) Teu laço de fita". Na idealização 
romântica, amor e morte se interligam, por isso o eu 
lírico se entrega à cova aberta, submisso, porque 
 
PAG
MONITORIA 
 
coroado pelo amor da amada, simbolizado no laço de 
fita. Assim, é correta a opção [E]. 
7. D 
No poema, os elementos da natureza aparecem como 
imagens que se desdobram em estados emocionais. 
Para exemplificar, podemos pensar nos raios de sol que, 
no poema, são associados a um estado de alegria, ou na 
brisa que aparece associada ao amor. 
8. B 
No fragmento da crônica de José de Alencar, "Ao correr 
da pena", publicada em 1854, são inúmeras as 
referências ao crescimento cultural, social e econômico 
experimentado pela sociedade brasileira da época, o 
que permite deduzir que a temática nacionalista vai 
sendo construída pelo elogio ao progresso nacional, 
como se transcreve em [B]. 
9. D 
O poema, a começar pelo titulo "Lembrança de morrer", 
deixa evidente uma das características da Segunda 
Geração do Romantismo: a ideia de morte do eu lírico, 
que passa a ser desenvolvida ao longo dos versos, como 
em "Eu deixo a vida como deixa o tédio". 
10. D 
No trecho, vemos a idealização da figura feminina por 
meio da sua caracterização como "o prazer em 
ebulição" e por meio da sua comparação com um beija-
flor completo. A partir dessas duas imagens, o narrador 
descreve D. Carolina como uma figura idealizada. Além 
disso, a natureza é metaforizada, como vemos na 
caracterização do beija-flor seguida da comparação de 
Carolina com ele. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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