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OS 5 GIGANTES DA GERIATRIA 
Fragilidade
Vulnerabilidade excessiva a estressores, com reduzida capacidade de 
manter ou retornar a homeostase após um evento desestabilizador. A 
vulnerabilidade, pode existir na presença ou ausência de doença ou 
incapacidade.
Dimensões do processo 
de envelhecimento
Cronologia
Biológica
Psicológica
Social
Funcional
Sinais e sintomas da 
fragilidade
– Fraqueza;
– Fadiga;
– Perda de peso;
– Perda do equilíbrio;
– Baixos níveis de atividade física;
– Lento desempenho e processamento motor;
– Isolamento social;
– Alterações cognitivas leves;
– Crescente vulnerabilidade a estressores.
Preditores da 
fragilidade
Idade muito avançada
Perda visual Comprometimento da cognição Alterações de humor
Fraqueza de membros
Anormalidades na marcha e equilíbrio Uso de medicação sedativa
Múltiplas patologias crônicas
Envelhecimento bem 
sucedido
Baixo risco de doenças e de incapacidades;
Funcionamento físico e mental excelentes;
Envolvimento ativo com a vida;
Capacidade de adaptação às mudanças físicas, emocionais e sociais;
Substituição simbólica das perdas pelos ganhos em outras dimensões;
Atendimento às necessidades sociais:
boas condições de vida e oportunidades sócio-culturais.
A renovação dos projetos de vida.
Determinantes do 
envelhecimento bem 
sucedido
– longevidade
– saúde biológica
– saúde mental
– satisfação com a vida
– controle cognitivo
– competência social
– produtividade
– atividade
– eficácia cognitiva
– status social
– renda
– papéis familiares
– ocupação
– relacionamentos
– condições ambientais
– qualidade de vida percebida – bem-estar subjetivo.
Envelhecimento mal 
sucedido
Perdas dos projetos de vida
Falta de reconhecimento
Dificuldade de satisfazer necessidades
Sentimentos de fragilidade, incapacidade, baixa estima, dependência, 
desamparo, solidão, desesperança;
Ansiedade, depressão, hipocondria, fobias.
Riscos do 
envelhecimento mal 
sucedido
Doenças que coloquem a vida em risco;
Morte de pessoa próxima; 
Saída dos filhos; 
Mudanças de residência; 
Perda da autonomia; 
Perdas materiais.
Envelhecimento 
biológico
Processo de deterioração física geral.
Irreversível e progressivo que ocorre ao longo do tempo.
Compreende: os processos de transformação do organismo que ocorrem 
após a maturação sexual e que implicam a diminuição gradual da 
probabilidade de sobrevivência.
Envelhecimento normal: está associado à redução das reservas fisiológicas 
nos tecidos e órgãos.
Processo que faz parte do ciclo vital. 
À medida que a idade avança vai ficando mais evidente a redução na 
capacidade de utilizar as reservas fisiológicas para dar conta dos desafios do 
meio ambiente.
Mudanças relacionadas 
a idade (senescência)
Reduzem a funcionalidade;
São progressivas;
Não resultam de um componente ambiental modificável;
São universais para todos os membros da espécie. 
SENILIDADE = estágio final da senescência.
Instabilidade postural
A instabilidade postural e o desequilíbrio são comumente demonstrados como 
aumento da oscilação do corpo em situações de desequilíbrio entre a visão, 
audição e o sistema neurológico. Isso gera comprometimento na estabilidade 
e alterações na marcha,  que podem gerar quedas. 
Quedas em idosos
Definição: Deslocamento Não-Intencional Do Corpo Para Um Nível Inferior À 
Posição Inicial Com Incapacidade De Correção Em Tempo Hábil, 
Determinado Por Circunstâncias Multifatoriais Comprometendo A 
Estabilidade.
5% Das Quedas Resultam Em Fraturas.
5 A 10N% Resultam Em Ferimentos Importantes.
Mais De 2/3 Cairão Novamente Nos Seis Meses Subsequentes.
Consequências: institucionalização precoce, maior mortalidade e morbidade.
Fatores intrínsecos: Perda da função sensorial, Falhas do sistema nervoso 
central em reconhecer e transmitir a resposta postural e Alterações 
neuromusculares.
Fatores extrínsecos: relacionados ao ambiente. 
Síndrome pós-queda
Conjunto de características observadas em idosos com história recente de 
queda que, na ausência de qualquer anormalidade neurológica ou 
ortopédica, não conseguem levantar-se ou caminhar sem suporte.
Gera MEDO.
Prevenção para quedas
PROGRAMAS RECOMENDADOS: exercícios especificamente elaborados 
com múltiplas intervenções para idosos com déficits específicos; exercícios 
ministrados por educadores físicos, fisioterapeutas, médicos, assistentes 
sociais, voluntários, etc.
PROGRAMAS DE EXERCÍCIOS GENÉRICOS: Não recomendados para 
população heterogênea de idosos.
A CASA SEGURA: Boa iluminação nas escadas e corredores,Retirar tapetes 
soltos, móveis baixos e obstáculos do chão, Colocar piso antiderrapante, 
especialmente no banheiro e tapete antiderrapante no box, Um banquinho no 
box auxilia ensaboar e enxaguar os pés durante o banho, Suportes de 
parede no box e ao lado do vaso sanitário para auxiliar o equilíbrio, Não usar 
chaves na porta do banheiro, local de acidentes frequentes.
Síncope
É a perda SÚBITA e MOMENTÂNEA da consciência e do tônus postural, 
seguida de sRECUPERAÇÃO ESPONTÂNEA, não necessitando de manobras 
de ressuscitação e sem seqüelas neurológicas. 
Fisiopatologia: É ocasionada por QUEDA SÚBITA da oxigenação cerebral, 
mais comumente relacionada com redução do fluxo sanguíneo cerebral. 
Além disso, mesmo que o FLUXO SANGUÍNEO CEREBRAL seja 
quantitativamente normal, pode ocorrer síncope por falta mais ou menos 
rápida de nutrientes cerebrais, dentre os quais o principal é a glicose.
Distúrbios básicos: Queda súbita do débito cardíaco. Queda súbita da 
pressão arterial por redução da resistência vascular periférica. Aumento 
brusco da resistência vascular cerebral. Redução significativa da glicemia.
Cardíacas: bradiarritimias e taquiarritmias.
Não cardíacas : Os exemplos mais t íp icos são a SÍNCOPE 
NEUROCARDIOGÊNICA e a SÍNDROME DO SEIO CAROTÍDEO, mas existem 
outras menos frequentes, como síncope da deglutição, síncope do espirro, 
da micção, da defecção, tosse.
Hipotensão ortostática: queda da pressão sistólica igual ou maior que 20 
mmHg; queda da pressão diastólica igual ou maior 10 mmHg relacionada à 
mudança postural de decúbito para ortostatismo. MUITO COMUM EM 
IDOSOS POR EFEITO DE DROGAS: tranqüilizantes, antidepressivos, 
diuréticos, betabloqueadores, nitratos, vasodilatadores, antiarrítmicos.
Hipotensão pós-prandial: definida como queda igual ou superior a 20 
mmHg da pressão sistólica após ingesta de uma refeição. Os mecanismos 
fisiopatológicos não estão bem definidos sendo o sequestro de sangue na 
circulação esplâncnica, o fator mais provável. Idoso tem redução da 
sensibilidade pelos pressoreceptores, por depleção de volume. Tem fluxo 
sanguíneo cerebral menor.
Enxaqueca: Espasmo da artéria basilar leva à síncope por isquemia 
vertebrobasilar ou por reação vasovagal em decorrência da dor.
Doença cerebrovascular: pode ser provocada por acidentes isquêmicos 
devidos a doenças dos vasos cerebrais. SComumente existe envolvimento 
do sistema vertebrobasilar demonstrando que o mecanismo principal é a 
obstrução da irrigação nas áreas responsáveis pelo equilíbrio e tônus 
postural.
Metabólica: Existem muitas condições que, mesmo sem modificar o fluxo 
sanguíneo cerebral, mas alterando a constituição bioquímica sanguínea, 
podem levar a estados progressivos de torpor e perda de consciência. Perda 
de consciência por hipoglicemia em diabéticos. 
Diagnóstico de síncope
Palpitação, dispnéia, dor torácica: origem cardíaca
Fome, sudorese e mudança de comportamento: Endócrinas
Náusea, sonolência e sudorese: Vasovagal e Distúrbio cerebrovascular
Palpitações de início e término abruptos, mal toleradas e associadas com 
disfunção ventricular ou com insuficiência coronária: taquicardia ventricular
De origem súbita: Bloqueio AV
Com déficit motor: distúrbio cerebrovascular
Bloquedores enzimáticos: captopril, enalapril, lisinopril
Hipotensores centrais: clonidina, metildopa
Vasodilatadores: bloqueadores de cálcio
Antidepressivos tricíclicos; Tranqüilizantes: fenotiazinas, barbitúricosDiuréticos.
Exames 
complementares em 
caso de síncope
ECG EM TODOS OS PACIENTES 
Massagem doo seio carotídeo: A síncope do seio carotídeo é suspeitada 
quando os episódios espontâneos estão relacionados a atividades que 
comprimam ou distendam o seio carotídeo. A massagem está recomendada 
se o idoso apresentar: Sopro carotídeo, história de taquicardia ventricular, 
infarto do miocárdio ou AVC recente.
Testes neurológicos: EEG, radiografia do crânio, punção liquórica, Doppler 
de carótidas, angiografia cerebral, tomografia cerebral e ressonância 
magnética: não acrescentam informação diagnóstica na ausência de 
achados sugestivos de processo neurológico específico. Estes exames 
devem ser reservados para os pacientes com alterações neurológicas focais 
ou sintomas convulsivos.
Avaliação psiquiátrica: Ansiedade intensa, Doença do pânico, Depressão, 
Somatização, Abuso de drogas ou álcool.
Tratamento da síncope
Depende da sua etiologia.
No idoso múltiplos fatores estão envolvidos e, dessa forma, uma série de 
medidas deve ser tomada, objetivando a redução dos riscos.
Controle minucioso na administração de drogas diuréticas e vasodilatadoras.
Correção de anemia e hipoxemia.
Manutenção do volume plasmático adequado pela hidratação e ingestão 
salina apropriadas evitando a hipotensão ortostática. Evitar ingestão copiosa 
de alimentos nas principais refeições. Evitar ingesta exagerada de bebidas 
alcoólicas.
Repouso após refeições.
Hipotensão
Alteração da neurotransmissão noradrenergica nas quais os neurônios 
simpáticos pós ganglionáres não liberam noradrenalina, levando a alterações 
da vasomotricidade e redução do volume plasmático dando em 
conseqüência: HIPOTENSÃO POSTURAL.
Evolução da espécie humana;
A adoção da postura em pé;
Desafio do sistema de controle;
Susceptibilidade aos efeitos gravitacionais na circulação.
ALTERAÇÕES DO SISTEMA NERVOSO AUTÔNOMO: Hipotensão Postural, 
Hipoperfusão Cerebral e Eventualmente Síncope.
Sintomas de hipotesão: fraqueza, tontura, perturbações visuais, síncope, 
IAM, AVE. 
Diagnóstico da 
hipotensão
Quando dentro de 01 a 05 minutos temos: Diminuição de 20mm Hg/pressão 
sistólica, Diminuição de 10mm Hg/pressão diastólica, Sintomas de 
Hipoperfusão Cerebral.
Imobilidade
Também conhecida como Síndrome da Imobilidade (si): problema geriátrico 
caracterizado por uma redução marcante da tolerância ao exercício;
PRINCIPAIS CONSEQUÊNCIAS: Taquicardia, hipertensão arterial, dispnéia, 
enfraquecimento muscular progressivo e, em casos extremos, perda dos 
automatismos e reflexos na postura que impossibilita perambular.
Complexo de sinais e sintomas resultantes da supressão de todos os 
movimentos articulares e, por conseguinte, da incapacidade da mudança 
postural. 
Não se pode dizer que todo paciente confinado ao leito tenha SI. 
Critérios para identificar 
SI
CRITÉRIO MAIOR:
Déficit cognitivo médio a grave 
Múltiplas contraturas
CRITÉRIO MENOR:
Sinais de sofrimento cutâneo ou úlcera de decúbito 
Disfagia leve à grave
Dupla incontinência 
Afasia
CARACTERÍSTICAS DO CRITÉRIO MAIOR + DUAS DO CRITÉRIO MENOR
Mortalidade da SI
Todos os pacientes são de alta complexidade, exigindo equipe 
multidisciplinar para seus cuidados: Fonoaudiólogo, geriatra, internista, 
fisioterapeuta, nutricionista, enfermagem, assistente social etc
TM entre os idosos imobilizados no leito = 40% em estudos controlados.
Causa mortis: PNEUMONIA, ITU, ESCARAS INFECTADAS, FMO e 
SEPTICEMIA.
Causas de imobilidade
DOENÇA OSTEOARTICULAR: Osteoartrose, sequelas de fratura, doenças 
reumáticas, osteoporose, deformidade plantar, metástases
DOENÇA CARDIORRESPIRATÓRIA: DPOC, ICC, C. isquêmica
DOENÇA VASCULARES: Sequelas de trombose venosa e insuficiência 
arterial
DOENÇA MUSCULAR: Polimilgia, fibrosite
DÉFICIT NEUROSSENSORIAL: Cegueira e surdez
DOENÇA DOS PÉS: Calosidade e cravo, onicogrifose, úlcera plantar
IATROGENIA MEDICAMENTOSA: Neurolépticos, ansiolíticos, hipnóticos, 
anti-hipertensivos
DOENÇA NEUROLÓGICA: Neuropatia periférica, AVC, demência, parkinson, 
ELA
DOENÇA PSÍQUICA: Depressão grave, Isolamento social e inadequação do 
espaço físico.
Sistemas atingidos pela 
SI
SISTEMA TEGUMENTAR: A pele senil apresenta um declínio na produção de 
células epiteliais, causando adelgaçamento de 20 a 30% na espessura da 
epiderme, redução do número, tamanho e secreção das glândulas 
sudoríparas e escasso tecido de sustentação; A derme se desidrata, 
perdendo seu vigor e elasticidade nos pacientes acamados. 
COMPLICAÇÕES TEGUMENTARES: Micoses (mamária, axilar, inguinal) 
Xerose, ressecamento da pele pelo prurido, Laceração, atrito do paciente 
sobre o leito, Dermatite amoniacal/fecal, Úlcera de decúbito, Equimoses, 
pela fragilidade capilar associada à falta de tec. de sustentação para os 
vasos sangüíneos.
SISTEMA ESQUELÉTICO:
Alterações articulares: Uma série de alterações mecânicas e físico-químicas 
atingem as articulações, levando à contratura; Flexão dos joelhos, quadril e 
cotovelos são uma característica comum.
Osteoporose: A imobilidade produz intensa e rápida perda de massa óssea 
(em torno de 0,9% de massa óssea total/semana até o 6° mês, quando se 
estabiliza). Pode ser medida pelo aumento da calciúria e pela densitometria 
óssea. 
SISTEMA URINÁRIO:
Incontinência Urinária: Podemos observar que praticamente todos os 
pacientes são incontinentes O paciente responde pouco às medidas 
terapêuticas, restando então o uso de fraldas geriátricas. ATENTAR: 
Bexigoma causado por HBP, fecaloma, uso de diuréticos: pode apresentar-
se clinicamente como um quadro súbito de delirium, já que dor suprapúbica 
pode não ser expressa pelo paciente.
SISTEMA CARDIOVASCULAR:
TVP: Embolia Pulmonar, Responsável por 20% das causas de morte do 
paciente acamado. Isquemia Arterial Aguda dos MMII; Hipotensão postural.
SISTEMA DIGESTIVO
Desnutrição: A desnutrição proteico-calórica associada à deficiência de 
oligoelementos, minerais (Ca+, Fe+, Zn+) e vitaminas levam a um estado de 
caquexia, resultando em alto índice de morbi- mortalidade. Na imobilidade 
há um aumento na eliminação urinária e fecal de Ca+, P+, Zn+, N+. 
Constipações: Menor sensação de plenitude retal ou desejo de evacuar, 
trânsito intestinal mais lento, menos ingestão de líquidos e fibras, depressão, 
a própria imobilidade, fraqueza da musculatura abdominal. 
Disfagia: Presente em quase todos os pacientes com SI, ela antecede a SI, 
sendo o resultado de déficits neurológicos importantes. Complicações: 
Desnutrição e pneumonia aspirativa.
SISTEMA RESPIRATÓRIO:
Pneumonia: Principal causa de morte em idosos acamados; Cerca de 50% 
dos mortos, por outros motivos, mostram à autópsia algum grau de 
acometimento pulmonar; O reflexo de tosse é 6x menor que no adulto; A 
capacidade elástica do pulmão está diminuída devido à degeneração do 
colágeno e da elastina. O quadro clínico no idoso da pneumonia caracteriza- 
se pela sintomatologia atípica e polimórfica, o que pode levar a erros no 
diagnóstico ou nem mesmo ser percebida.
Situações que 
contribuem na 
formação da ulcera 
Desnutrição e/ou Desidratação 
Má higiene
Anemia
Obesidade
Sedação excessiva 
Predisposição individual 
Doenças crônicas
Colchão inadequado
Doença cardiorrespiratória 
Perda da sensibilidade dolorosa
Exercícios
Diminuem fatores de risco para doença crônica (Hiperlipidemias, Resistência 
insulínica, Osteoporose)
Diminuem risco de quedas
Índices menores de doença física, fraturas da bacia
Melhora: Capacidade aeróbica, equilíbrio, flexibilidade em qualquer idade.
Iatrogenia
Todo malefício provocado ao paciente, decorrente do seu tratamento, seja 
ele medicamentoso, ou simplesmente no âmbito das relações humanas. 
Fruto de ATITUDES PRECONCEITUOSAS em relação à velhice e ao idoso, 
que é visto como SER INÚTIL excluído socialmente. Decorre na maioria das 
vezes de NEGLIGÊNCIA no cuidado cotidiano, principalmente de pacientes 
dependentes. Os idosos são também muitas vezes vítimas de MAUS 
TRATOS e EXPLORAÇÃO FINANCEIRApor parte de filhos, netos e até 
mesmo cuidadores formais.
Iatrogenia do cuidado
– Quedas
– Contenções físicas
– Úlceras de decúbito
– Delirium
– Infecções nosocomiais
– Complicações perioperatórias
Indicadores de maus 
tratos
Hematomas bilaterais em MMSS, resultado de agarramento à força
Fraturas, deslocamentos e distensão musculares 
Lesões com a forma de objetos contusos 
Queimaduras por corda em tornozelos e punhos 
Queimaduras em locais como costas
Ausência localizada de cabelos
Arranhaduras em locais que não hajam lesões pruriginosas da pele
Desnutrição e desidratação 
Úlceras de decúbito 
Contraturas musculares 
Higiene mal feita
Dermatite amoniacal por urina
Manifestações de problemas médicos não tratados por prescrição 
incompleta
Iatrogenia 
medicamentosa
Além de efeitos colaterais decorrentes de doses inadequadas, metabolismo 
diferenciado ou apresentações atípicas de várias doenças, o idoso está mais 
susceptível à iatrogenia pela multiplicidade de patologias que pode 
apresentar. O uso concomitante de várias drogas pode levar a interações 
nocivas das substâncias entre si. Seu uso contínuo e indiscriminado coloca 
muitas vezes os idosos em risco e pioram sua situação funcional, colocando-
os em risco de quedas, incontinências, desidratação, favorecendo infecções 
respiratórias etc. Muitas vezes estes medicamentos são usados 
indiscriminadamente no que se chama de “contenção química”, numa 
justificativa de modificar o comportamento do idoso.
Medidas para a redução 
da iatrogenia
Estabelecer protocolos padronizados
Realizar revisões periódicas da terapêutica instituída
Discutir a terapia e seus efeitos esperados com os familiares
Educação da equipe de saúde quanto aos sintomas clínicos e principais 
fatores de risco
Incapacidade cerebral
10 SINAIS MAIS COMUNS
1) Esquece coisas com maior frequência 
2) Coloca coisas em lugares estranhos
3) Esquece palavras comuns ou utiliza palavras incorretas
4) Perda de interesse em fazer algo
5) Alterações repentinas de humor e comportamento
6) Dificuldade com atividades diárias
7) Problemas frequentes com tarefas complicadas
8) Alteração na personalidade (confuso, desconfiado ou assustado)
9) Sente-se confuso em relação ao local, do ou horário
10) Faz coisas que não tem sentido
Tipologia
A manifestação da incapacidade cognitiva no idoso pode se dar de 
diferentes formas, em diversos tipos de quadros.
DELIRIUM, DEMÊNCIA, DEPRESSÃO.
Delírio 
X 
DELIRIUM
DELÍRIO: sintoma observado principalmente nas esquizofrenias, alteração do 
juízo de realidade (capacidade de distinguir o falso do verdadeiro), implica 
em lucidez da consciência.
DELIRIUM: categoria diagnóstica da Classificação Internacional de Doenças, 
a CID-10 (OMS, 1993) e do DSM-IV (Manual Diagnóstico e Estatístico da 
Associação Psiquiátrica Americana- APA, 1994). Quando a alteração de juízo 
é decorrente de um distúrbio da consciência, chamamos de “delirium”. 
Delirium
Síndrome neurocomportamental decorrente da quebra transitória da 
homeostase cerebral;
É uma das complicações mais comuns entre pacientes idosos 
hospitalizados;
Estima-se que 20% a 60% dos idosos admitidos em serviços de emergência 
clínica ou cirúrgica apresentem delirium;
Estado clínico caracterizado por: distúrbios da cognição, pensamento torna-
se desorganizado, incoerente e torna-se difícil direcionar seu curso para a 
solução de problemas e definir ações, desordem global da atenção, 
dificuldade no entendimento da situação, distinção entre imagens do 
pensamento/sonhos e fatos, e de relacionar novas informações ao 
conhecimento prévio, memória recente prejudicada (retrógrada e 
anterógrada), linguagem perturbada, disgrafia, de início agudo ou em 
sobreposição a distúrbios crônicos da cognição. 
Principais etiologias: lesões neurológicas estruturais, doenças sistêmicas que 
comprometem secundariamente o cérebro, agentes tóxicos externos, 
abstinência pela suspensão de substâncias (álcool, barbitúricos, etc.) Outras 
condições que parecem estar associadas: privação de sono, prejuízo 
sensorial, incontinência urinária e fecal e mudanças ambientais (LEVKOFF et 
al., 1986)..
Fatores de risco: Idade avançada, Presença de doença clínica com 
comprometimento do estado geral de saúde (WAKER et al., 2005), Presença 
de demência ou outros acometimentos do Sistema Nervoso Central - SNC 
(ERKINJUNTTI et al., 1986) Polifarmacoterapia (CANTU e KOREK, 1991).
Tratamento do Delirium
FARMACOLÓGICO: quadro de delirium acompanhado de agitação ou com 
sérias alterações da percepção ou pensamento: uso de sedativos poderá ser 
importante. Não existe um sedativo ideal, e drogas diferentes poderão ser 
indicadas conforme a situação específica.
NÃO-FARMACOLÓGICO: estimulação sensorial ao paciente, reorientando-o 
com freqüência, porém evitando-se sobrecarga sensorial e ruídos 
desnecessários. Ambiente silencioso, mantendo similaridade com o ciclo 
dia-noite, com iluminação suave, deixando cuidados não essenciais para o 
período diurno. Objetos conhecidos do paciente devem estar à disposição, 
bem como outros meios através do qual o mesmo possa estabelecer 
vínculos com a realidade, companhia de um parente ou amigo, bem como 
empatia entre o pessoal médico e enfermagem, dando espaço para o 
paciente extravasar seus pensamentos, sentir-se seguro e simultaneamente 
ser reorientado. Tratamento da dor e outras medidas de conforto do paciente 
não devem ser esquecidas.
Prognóstico do Delirium Mortalidade intra e extra-hospitalar é grande nos pacientes com delirium; 
Não parece que o delirium em si seja a causa do pior prognóstico.
Demência
“Demência é um diagnóstico baseado no comportamento e não pode ser 
determinado por tomografia computadorizada, eletroencefalografia ou outro 
instrumento laboratorial, apesar de que causas específicas de demência 
podem ser identificadas por esses meios”.
Diagnóstico dos 
transtornos cognitivos
Requer que o paciente esteja alerta e atento (excluindo delirium); Que haja 
comprometimento de domínios múltiplos de função cognitiva; Que a 
disfunção seja clinicamente significativa.
Critérios diagnósticos 
para demência
DSM-IV: “Demência é uma síndrome decorrente de uma doença cerebral, 
usualmente de natureza crônica e progressiva, na qual há perturbação de 
múltiplas funções corticais superiores, incluindo memória, pensamento, 
orientação, compreensão, cálculo, capacidade de aprendizado, linguagem e 
julgamento, comumente acompanhado ou precedido por deterioração no 
controle emocional, comportamento social ou motivação. Não há 
obnubilação da consciência. A demência produz um declínio apreciável no 
funcionamento intelectual e usualmente alguma interferência com atividades 
de vida diária.”
Mini Mental State Examination - MMSE (FOLSTEIN e cols, 1975): O MMSE é 
uma escala de rastreamento cognitivo com boa correlação com a evolução 
do processo demencial, desde que levado em conta o nível educacional do 
indivíduo para o ajuste dos pontos de corte.
AVALIAÇÃO DAS ATIVIDADES DE VIDA DIÁRIA (AVDs): São caracterizadas 
pela capacidade de auto-cuidado e de atenção às necessidades básicas 
diárias, como a capacidade para alimentar-se, ter continência, locomover-se, 
tomar banho, vestir-se e usar corretamente o toalete.
AVALIAÇÃO DAS ATIVIDADES INSTRUMENTAIS DE VIDA DIÁRIA (AIVDs) 
AVALIAÇÃO DO COMPORTAMENTO
Instrumentos de avaliação: escala de depressão geriátrica, avaliação da 
cognição, avaliação da comunicação. 
Depressão 
A depressão é uma doença que afeta o humor, a disposição e os 
sentimentos;
Prevalência alta;
Várias formas clínicas;
Predisposição genética;
Intensidade variável
Exógena ou endógena?
Quadro clínico da 
depressão
Tristeza
Angústia, ansiedade
Irritabilidade
Anedonia, diminuição da capacidade de sentir alegria
Astenia e falta de energia
Diminuição da libido
Alterações do sono e do apetite;
Dores pelo corpo e outras somatizações;
Dificuldade de concentração, memória e raciocínio;
Pensamentos de culpa, morte, fracasso,medo e outros pensamentos 
negativos.
Depressão secundária
AVC
Demência
Doença de Parkinson 
Distúrbio tireoideano 
Vasculites 
Coronariopatias e ICC 
Câncer
Dor crônica
Indometacina, Opióides
Sulfonamida, Etambutol
Digital, Clonidina, Metildopa, Reserpina, Hidralazina, Metoprolol, Propranolol, 
Indapamida, Prazosin, Procainamida
Álcool, Anfetaminas
Barbitúricos, Benzodiazepínicos, Haloperidol, Fenotiazídicos, L-Dopa
Corticosteróides, Cimetidina Agentes antineoplásicos
Tratamento
Não-medicamentoso: Psicoterapia, Suporte familiar, Terapia ocupacional, 
Atividades físicas, Religião. Nos casos graves, com risco de morte: 
eletroconvulsoterapia
Medicamentoso: Longa duração, Efeitos colaterais precoces, Efeito 
terapêutico tardio, Resposta muito individual
Apatia
“Ausência ou falta de sentimento, emoções, interesse ou preocupações”;
Muitas vezes associada à disfunção frontal, ou lesões vasculares na região 
posterior da cápsula interna;
Existe grande prevalência de depressão pós-AVC;
Conceito de “depressão vascular”.
Incontinência Urinária
Perda involuntária de urina em qualquer quantidade. A incontinência urinária 
determina grande impacto individual e famil iar: Modificações 
comportamentais, Prejuízo emocional, Financeiro, Isolamento, Depressão
Doença ou sintoma?
É um SINTOMA, não uma doença. 
Problema de saúde pública.
Diagnóstico adequado: frequentemente oferece melhora e muitas vezes 
restabelece a continência.
A IU predispõe: Dermatite amoniacal, Fraturas, Úlceras de decúbito, Infeção 
urinária, Urosepsis e Perdas física e econômica.
Nos HOMENS: aumento do volume da próstata;
Nas MULHERES: redução dos níveis de estrogênio;
As modificações no trato urinário inferior (TU): verificadas em todos idosos;
Distúrbios funcionais do TU: criam diferenciais pressóricos; Aumento da 
absorção líquida noturna; Maior incidência de distúrbios vasculares.
Fatores importantes
A adequada MOBILIDADE e CONDIÇÃO COGNITIVA são os dois fatores 
mais importantes para manutenção da continência urinária nos idosos, 
barreiras ambientais e comportamento hostil exacerbam a instabilidade do 
complexo vésico-uretral, precipitando a incontinência com maior facilidade.
Tratamento da IU
A incontinência de urina pode ser tratada em qualquer idade, entretanto: a 
continência não depende apenas da integridade do complexo urinário 
inferior; depende também do status mental, desejo pessoal, habilidade 
manual e mobilidade adequada. ANTIGAMENTE: cirurgias! 
ATUALIDADE: tratamentos cirúrgicos e conservadores (reeducação 
miccional, medicamentos, fisioterapia).

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