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VERSÃO PARA COMENTÁRIOS PROCEDIMENTO PR-TEC-011 REALIZAÇÃO DE INSPEÇÃO TÉCNICA EM MEDIDORES ULTRASSÔNICOS MODELO: FEFM 240 FABRICANTE: CAMERON Revisão: 00 Data: 21/06/2023 Páginas: 1 de 19 Elaboração/Revisão Análise Crítica Aprovação Davi Henry Moreira Cristian Bessa Roney Barbosa Técnico de Instrumentação Engenheiro Gerente operacional Ass.: Ass.: Ass.: HISTÓRICO DAS REVISÕES REVISÃO DATA RESUMO DAS REVISÕES 00 21/06/2023 Emissão inicial PROCEDIMENTO PR-TEC-011 REALIZAÇÃO DE INSPEÇÃO TÉCNICA EM MEDIDORES ULTRASSÔNICOS MODELO: FEFM 240 FABRICANTE: CAMERON Revisão: 00 Data: 21/06/2023 Páginas: 2 de 19 1. OBJETIVO Definir as instruções básicas para realização de serviços de Inspeção Técnica em medidores de vazão ultrassônicos, modelo LEFM 240, fabricante Cameron. 2. APLICAÇÃO Aplica-se ao setor de Assistência Técnica 3. DOCUMENTOS CORRELACIONADOS PR-SGM-009: Recebimento e Preservação; 4. DEFINIÇÕES Assistec: Assistência Técnica. 5. RESPONSABILIDADE E AUTORIDADE É de responsabilidade do técnico e/ou engenheiro da assistência técnica realizar os serviços de Inspeção Técnica dos equipamentos conforme instruções definidas neste procedimento; Realizar registro fotográfico da inspeção técnica; Preencher os relatórios FR-LOG-002 (Relatório de Análise Crítica de Recebimento – RACR); Emitir, quando aplicável, o FR-TEC-001 (Guia da Assistência Técnica). 6. DESCRIÇÃO DAS ATIVIDADES 6.1 PRINCÍPIO DE FUNCIONAMENTO O medidor de vazão ultrassônico funciona conforme o princípio de medição do tempo de trânsito de uma onda sonora ultrassônica. Numa secção do tubo, dois transdutores A e B criam um caminho acústico, o qual na imagem acima, é um caminho reto, como uma corda. Esta corda é a distância entre o transdutor A e B e tem um comprimento fixo, medido durante a fabricação do equipamento. Essa corda possui um ângulo ϕ com a parede do tubo. PROCEDIMENTO PR-TEC-011 REALIZAÇÃO DE INSPEÇÃO TÉCNICA EM MEDIDORES ULTRASSÔNICOS MODELO: FEFM 240 FABRICANTE: CAMERON Revisão: 00 Data: 21/06/2023 Páginas: 3 de 19 Fig. 1 – Medição por diferença de tempo de trânsito Os dois sensores são capazes de transmitir e receber o sinal ultrassônico. Primeiro, um transdutor age como um transmissor e o outro como receptor, depois inverte-se essa ordem. O tempo de trânsito de um sinal ultrassônico é diretamente influenciado pela velocidade do fluxo (1). Se o fluxo do fluido é zero, o tempo de trânsito do transdutor A para B é exatamente o mesmo que o tempo de trânsito do transdutor B para A. Neste exemplo, o fluxo (1) irá contribuir positivamente para o sinal enviado de A para B, acelerando a onda ultrassônica e diminuindo o tempo de trânsito do sinal. Já para o sinal enviado de B para A, o sinal será contribuído negativamente pelo fluxo, e o tempo de trânsito do sinal será maior. Portanto, a vazão lida pelo medidor é diretamente proporcional à diferença de tempo de trânsito entre os sinais ultrassônicos de ida (de A para B) e volta (de B para A). 6.2 INSPEÇÃO VISUAL A primeira etapa da análise é fazer uma inspeção visual do equipamento. Faça registros fotográficos do sensor, do conversor e dos cabos, incluindo suas plaquetas de identificação. Fig. 2 – Interior do tubo sensor PROCEDIMENTO PR-TEC-011 REALIZAÇÃO DE INSPEÇÃO TÉCNICA EM MEDIDORES ULTRASSÔNICOS MODELO: FEFM 240 FABRICANTE: CAMERON Revisão: 00 Data: 21/06/2023 Páginas: 4 de 19 Fig. 3 - Bornes de conexão dos cabos de interligação sensor/conversor Fig. 4 - Cabos de interligação sensor/conversor Fig. 5 - Invólucro do conversor PROCEDIMENTO PR-TEC-011 REALIZAÇÃO DE INSPEÇÃO TÉCNICA EM MEDIDORES ULTRASSÔNICOS MODELO: FEFM 240 FABRICANTE: CAMERON Revisão: 00 Data: 21/06/2023 Páginas: 5 de 19 Fig. 6 e 7 - Bornes de conexão do conversor Fig. 8 e 9 - Plaquetas de identificação do sensor e do conversor Apesar das partes acimas serem essenciais, a inspeção visual deve englobar outros pontos, como conferir a presença de prensa cabos, olhais de içamento, sinais de choques mecânicos, estado geral de componentes eletrônicos, entre outras coisas. Caso o medidor possua montagem compacta, prosseguir para o tópico 4 deste procedimento. Se a montagem for remota, siga as instruções contidas no próximo tópico. PROCEDIMENTO PR-TEC-011 REALIZAÇÃO DE INSPEÇÃO TÉCNICA EM MEDIDORES ULTRASSÔNICOS MODELO: FEFM 240 FABRICANTE: CAMERON Revisão: 00 Data: 21/06/2023 Páginas: 6 de 19 6.3 COMUNICAÇÃO SENSOR/CONVERSOR Após a descontaminação, para iniciar os testes, deve-se ter certeza de que os cabos de interligação estão devidamente conectados, tanto no sensor, quanto no conversor. Para isso, seguem-se as indicações presentes em cada cabo. No exemplo abaixo, conecta-se o cabo preto (BK) no terminal 01 do borne, e o cabo vermelho (RD) no terminal 02. Deve-se repetir esta etapa até que todos os cabos estejam conectados em ambos os bornes. Fig. 10 - Exemplo de identificação presente nos cabos Fig. 11 – Interligações no borne do sensor Para fins de testes, costuma-se posicionar o equipamento verticalmente, selando-o ao chão com o auxílio de massa calafetar, que percorre o diâmetro da tubulação em sua extremidade inferior. Assim, para conferir o funcionamento dos canais ultrassônicos, deve-se encher o tubo sensor com água e energizar o conversor. PROCEDIMENTO PR-TEC-011 REALIZAÇÃO DE INSPEÇÃO TÉCNICA EM MEDIDORES ULTRASSÔNICOS MODELO: FEFM 240 FABRICANTE: CAMERON Revisão: 00 Data: 21/06/2023 Páginas: 7 de 19 6.4 ENERGIZAÇÃO E COMUNICAÇÃO SENSOR/CONVERSOR Primeiramente, deve-se checar se o software de comunicação LEFMLink 2G está instalado no notebook. A partir dele será possível avaliar a integridade dos canais ultrassônicos, dos terminais I/O e dos cabos de interligação sensor/conversor, além de conferir se as leituras do equipamento estão condizentes com o fluido do processo. Caso o programa não esteja instalado, informe ao responsável da assistência técnica. Fig. 12 - Ícone do software de comunicação Fig. 13 - Bornes de energização e I/O do conversor PROCEDIMENTO PR-TEC-011 REALIZAÇÃO DE INSPEÇÃO TÉCNICA EM MEDIDORES ULTRASSÔNICOS MODELO: FEFM 240 FABRICANTE: CAMERON Revisão: 00 Data: 21/06/2023 Páginas: 8 de 19 - Bornes 1 (TB1): Responsável pela entrada e saída de dados analógicos (ANALOG I/O). - Bornes 2 (TB2): Responsável pela comunicação utilizando protocolo RS-422 ou RS-485. - Bornes 3 (TB3): Responsável pelos sinais de saída de status e pulsos. - Bornes 4 (TB4): Responsável pela energização do equipamento. Para dar início ao processo de comunicação, conecta-se a energização conforme tabela abaixo: Fig. 14 – Indicações para energização do conversor Então, deve-se escolher o tipo de comunicação que será utilizada durante o processo de análise. O protocolo RS-422 usa quatro vias em sua conexão: TX+, TX-, RX+ e RX-. Fig. 15 - Modem de comunicação USB/RS-422 As indicações para conexão no borne TB2 são: PROCEDIMENTO PR-TEC-011 REALIZAÇÃO DE INSPEÇÃO TÉCNICA EM MEDIDORES ULTRASSÔNICOS MODELO: FEFM 240 FABRICANTE: CAMERON Revisão: 00 Data: 21/06/2023 Páginas: 9 de 19 Fig. 16 – Indicações para a comunicação RS-422 Já a comunicação RS-485 usa apenas duas vias, A e B. Fig. 17 – Modem de comunicação RS-485 Para estes medidores, basta conectar o terminal A do comunicador ao terminal TX+, e o terminal B ao TX-. Fig. 18 – Indicações para a comunicação RS-485 PROCEDIMENTO PR-TEC-011 REALIZAÇÃO DE INSPEÇÃO TÉCNICA EM MEDIDORES ULTRASSÔNICOS MODELO: FEFM 240 FABRICANTE: CAMERON Revisão: 00 Data: 21/06/2023 Páginas: 10de 19 Com a energização e conexões sensor/conversor estabelecidas, basta abrir o software de comunicação LEFMLink 2G, e pressionar o botão ‘Connect’: Fig. 19 – Tela inicial do software de comunicação Configurar os parâmetros de conexão conforme a figura abaixo, para então pressionar o botão ‘Connect Now’. O parâmetro ‘Com Port’ está relacionado à porta USB que está interligada com o modem de comunicação e, contato que o computador esteja conectado a um dos modems citado no tópico anterior, sempre será preenchido automaticamente. Fig. 20 - Configurações de conexão PROCEDIMENTO PR-TEC-011 REALIZAÇÃO DE INSPEÇÃO TÉCNICA EM MEDIDORES ULTRASSÔNICOS MODELO: FEFM 240 FABRICANTE: CAMERON Revisão: 00 Data: 21/06/2023 Páginas: 11 de 19 Caso a tentativa de conexão resulte em falha, confira as conexões entre o modem e os bornes TB2. Se o erro persistir, os parâmetros slave address e baud rate podem ter sidos alterados pelo cliente. Neste caso, entre em contato com o coordenador de contratos, para obter os dados corretos. 6.5 TESTE INTEGRADO Após o estabelecimento da conexão, será exibida a interface inicial, que exibe algumas características do processo, como densidade, velocidade do som no fluido, temperatura, vazão volumétrica e viscosidade. Fig. 21 – Interface inicial após o estabelecimento da comunicação MODBUS Deve-se comparar os valores obtidos pelo equipamento com os valores reais do fluido. Como o fluido utilizado nos testes integrados é a água, estima-se que sua densidade é de 995 kg/m³ e a velocidade do som é de 1485 m/s. Portanto, idealmente, o medidor deve indicar valores próximos a estes. Para obter mais detalhes do funcionamento do medidor, basta pressionar os botões presentes na barra de navegação: ‘Signal Diagnostics’, ‘Calc. Diagnostics’, ‘Transducer’, ‘Test/Echo Paths’, ‘Trending’ e ‘Health Audit’. PROCEDIMENTO PR-TEC-011 REALIZAÇÃO DE INSPEÇÃO TÉCNICA EM MEDIDORES ULTRASSÔNICOS MODELO: FEFM 240 FABRICANTE: CAMERON Revisão: 00 Data: 21/06/2023 Páginas: 12 de 19 Fig. 22 – Abas disponíveis durante o teste integrado Ao clicar em Signal Diagnostics, será possível ver alguns dados importantes como: tempo de trânsito da onda ultrassônica, status de funcionamento e ganho. Fig. 23 – Dados disponíveis na janela Signal Diagnostics Ainda na aba de Signal Diagnostics, é possível acompanhar os alarmes que o equipamento emite em caso de falhas ou intermitências: Fig. 24 – Alarmes emitidos em casos de falhas PROCEDIMENTO PR-TEC-011 REALIZAÇÃO DE INSPEÇÃO TÉCNICA EM MEDIDORES ULTRASSÔNICOS MODELO: FEFM 240 FABRICANTE: CAMERON Revisão: 00 Data: 21/06/2023 Páginas: 13 de 19 Ao clicar em ‘Calc. Diagnostics’, será possível ver alguns dados importantes como: velocidade de escoamento do fluido, velocidade do som, fator de calibração e número de Reynolds. Fig. 25 – Dados disponíveis na aba Calculation Diagnostics Para fins de análise e comprovação, é necessário registrar todos os dados indicados nas telas Signal Diagnostics, Calc. Diagnostics, Transducer, Test/Echo Paths, Trending e Health Audit durante o teste integrado, na respectiva pasta de análise do equipamento. Caso o equipamento apresente alguma falha durante o teste integrado, será necessário investigar a causa da anomalia. Pelo display, é possível identificar o status de cada canal: Fig. 26 – Exemplo de falha nos quatro canais ultrassônicos PROCEDIMENTO PR-TEC-011 REALIZAÇÃO DE INSPEÇÃO TÉCNICA EM MEDIDORES ULTRASSÔNICOS MODELO: FEFM 240 FABRICANTE: CAMERON Revisão: 00 Data: 21/06/2023 Páginas: 14 de 19 Os dígitos que fazem referência às condições dos canais podem variar de acordo com a lista abaixo: - 0: Canal está operacional; - 1: Canal inoperante; - 6: A diferença da velocidade do som entre os canais superou o limite máximo de 2%; - 7: A velocidade de escoamento lida pelo canal não condiz com o restante do perfil de fluxo; - I: O canal identifica uma diferença na impedância do cabo (provável mau contato ou baixa isolação); - F: O canal falhou no autoteste no clock de referência (provável falha na placa de sinais do conversor). Para checar a integridade dos sensores ultrassônicos, deve-se abrir as tampas laterais do tubo sensor utilizando uma chave allen compatível: Fig. 27 – Tampa lateral do tubo sensor Após a abertura, verificar se todos os cabos de sinal dos sensores estão em ordem e operacionais, se existe excesso de umidade nas cavidades, e se todos os sensores estão presentes, etc. PROCEDIMENTO PR-TEC-011 REALIZAÇÃO DE INSPEÇÃO TÉCNICA EM MEDIDORES ULTRASSÔNICOS MODELO: FEFM 240 FABRICANTE: CAMERON Revisão: 00 Data: 21/06/2023 Páginas: 15 de 19 Fig. 28 - Sensores ultrassônicos (azul e preto) e temperatura (vermelho e branco) conectados Fig. 29 – Exemplo de ausência de sensor ultrassônico Fig. 30 – Cabos de interligações desconectados do borne do sensor PROCEDIMENTO PR-TEC-011 REALIZAÇÃO DE INSPEÇÃO TÉCNICA EM MEDIDORES ULTRASSÔNICOS MODELO: FEFM 240 FABRICANTE: CAMERON Revisão: 00 Data: 21/06/2023 Páginas: 16 de 19 Caso o medidor apresente uma dessas irregularidades, o teste integrado não poderá ser realizado. 6.6 TESTE DE SAÍDA DE FREQUÊNCIA Após a obtenção dos dados do teste integrado, é necessário checar o funcionamento da saída de pulsos do equipamento. Para isso, clique na aba Tools, na parte superior da janela, e então selecione a opção Output Forcing: Fig. 31 – Canto superior esquerdo do software de comunicação Na nova aba aberta, digitar a senha do equipamento. O padrão de fábrica é 1234. Caso esta combinação não funcione, deve-se solicitar ao cliente a senha modificada. Fig. 32 – Aba referente à simulação de frequência Pressionar a opção Calibrate, para então utilizar o multímetro na escala de frequência (Hz) e realizar a medição nos terminais 1 (positivo) e 2(negativo) do borne 3. PROCEDIMENTO PR-TEC-011 REALIZAÇÃO DE INSPEÇÃO TÉCNICA EM MEDIDORES ULTRASSÔNICOS MODELO: FEFM 240 FABRICANTE: CAMERON Revisão: 00 Data: 21/06/2023 Páginas: 17 de 19 Fig. 33 – Indicação dos terminais para a medição de frequência Checar se o valor medido pelo multímetro é semelhante ao simulado pelo equipamento, e então fazer o devido registro fotográfico dos valores: Fig. 34 – Teste de saída de frequência. 1000 Hz foram simulados 6.7 COLETA DE PARÂMETROS Ao fim de todos os testes operacionais, é necessário fazer a coleta de parâmetros do medidor. A partir do documento gerado nesta etapa, é possível checar diversas especificações do equipamento, como fatores de correção, fator de pulso, entre outros. Para isso, clique na aba Tools, na parte superior da janela, escolha a opção Meter Configuration Settings: PROCEDIMENTO PR-TEC-011 REALIZAÇÃO DE INSPEÇÃO TÉCNICA EM MEDIDORES ULTRASSÔNICOS MODELO: FEFM 240 FABRICANTE: CAMERON Revisão: 00 Data: 21/06/2023 Páginas: 18 de 19 Fig. 35 – Opção ‘Meter Configuration Settings’, contida no menu ‘Tools’ O programa irá abrir uma nova janela, mostrando todas as configurações do conversor. Para gerar um arquivo em excel contendo estes dados, selecione a opção Export Grid To Excel. Fig. 36 – Criação do arquivo em Excel contendo os parâmetros Chega ao fim o procedimento de análise do medidor ultrassônico LEFM 240, da Cameron. É importante lembrar que o responsável pela análise deve fazer todo o processo com a devida segurança, preservando assim a sua integridade e a do equipamento. PROCEDIMENTO PR-TEC-011 REALIZAÇÃO DE INSPEÇÃO TÉCNICA EM MEDIDORES ULTRASSÔNICOS MODELO: FEFM 240 FABRICANTE: CAMERON Revisão: 00 Data: 21/06/2023 Páginas: 19 de 19 Em caso de dúvidas na execução de alguma das tarefas citadas nodocumento, favor informar o responsável pela assistência técnica. Dessa forma, além de esclarecer o assunto em questão, o procedimento poderá passar por alguma revisão em seu conteúdo, para garantir o pleno entendimento a todos os leitores. 7 REGISTROS FR-LOG-002: Registro de Análise Crítica de Recebimento - RACR FR-TEC-001: Guia da assistência técnica.