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DENGUE
por
Tiago Rodrigues
Câncer
Zona
Tropical
Equador
Capricórnio
INTRODUÇÃO:
•Arbovirose mais importante;
1. Mais frequente: 80 milhões/ano (!);
2. Síndrome febril aguda debilitante;
3. Mortalidade: 5 – 50% (!).
AGENTE ETIOLÓGICO:
•Arbovírus;
•Gênero Flavivirus;
•Família Flaviviridae;
•5 sorotipos:
• DENV-1;
• DENV-2;
• DENV-3;
• DENV-4;
• DENV-5.
EPIDEMIOLOGIA:
•Ocorre em cerca de 110 países;
•Acompanha a distribuição do vetor;
•Maior incidência no verão.
TRANSMISSÃO PELO VETOR:
•Aedes aegypti;
AEDES AEGYPTI
•Adquire o vírus se alimentando do sangue;
•Após 8 – 12 dias já pode transmitir;
•Hábitos diurnos;
•Autonomia de voo de 200m.
PATOGÊNESE:
• Inoculação pela picada;
• 1ª replicação: linfonodos e células musculares esqueléticas;
• Viremia;
• Penetra nos monócitos: 2ª replicação;
• Dissemina por todo organismo;
• Tropismo por:
1. Monócitos/macrófagos;
2. Células musculares esqueléticas (“febre quebra-ossos”).
PATOGÊNESE: RESPOSTA IMUNE
•Começa na 1ª semana;
•Replicação estimula produção de citocinas;
•Humoral e celular;
•4 – 6º dia de doença => IgM (dura alguns
meses);
•5 – 7º dia de doença => IgG (dura vida toda).
PATOGÊNESE: FORMA GRAVE
•Dengue “hemorrágica”;
• Infecção prévia por um sorotipo, e atual por
novo sorotipo;
•> chances quando 2ª infecção pelo DENV-2;
•Virulência:
•DENV- 2 > DENV-3 > DENV-4 > DENV-1.
COMO EXPLICAR ISSO?
•1ª infecção DENV-1:
• Produção de ac neutralizantes (homólogos);
• Oferece proteção cruzada (heteróloga) de meses a poucos
anos.
•2ª infecção DENV-2:
• Ac heterólogos oferecem proteção subneutralizante;
• Facilitam a entrada do vírus nos macrófagos.
TEORIA DE HALSTEAD:
•Penetração do vírus no macrófago facilitada;
•Maior proliferação viral;
•Aumento da viremia;
•Tempestade de citocinas;
•Aumento da permeabilidade capilar;
•Extravasamento de líquido.
OUTRAS TEORIAS:
•Teoria de Rosen;
•Teoria da Multicausalidade;
•Antígeno NS1:
•Neutralizam GLICOCÁLIX.
QUADRO CLÍNICO:
•Após infecção pelo vírus, pode ocorrer:
1. Infecção assintomática;
2. Dengue clássica (DC);
3. Dengue hemorrágica (DH);
4. Síndrome do choque da dengue;
5. Dengue com complicações (hepatite, encefalite,
miocardite, etc.).
QUADRO CLÍNICO:
• Incubação 5 – 6 dias (3 – 15);
•Pode evoluir de forma rápida;
•Podendo transitar de forma clínica em poucos
dias (!);
•Protocolo de atendimento ao CASO SUSPEITO
DE DENGUE.
CASO SUSPEITO DE DENGUE:
• Febre com até 7 dias;
• +
• 2 ou mais destes:
• Cefaleia;
• Dor retrorbitária;
• Mialgia;
• Artralgia;
• Prostração;
• Exantema.
• +
• Estado numa área com transmissão.
DENGUE CLÁSSICA:
• Febre alta (39 – 40ºC);
• Cefaleia;
• Dor retrorbitária;
• Mialgia intensa;
• Artralgia;
• Náuseas, vômitos, anorexia;
• Prostração.
DENGUE CLÁSSICA:
• Exantema;
• Dor abdominal;
• Fenômenos hemorrágicos:
• Petéquias;
• Equimoses;
• Epistaxe;
• Gengivorragia.
CUIDADO:
•Pequenas hemorragias não são exclusividade
da dengue hemorrágica.
•Assim como,
•Nem toda dengue hemorrágica apresenta
sangramento.
LABORATÓRIO:
•Leucopenia é o achado mais comum;
•Linfocitose;
•Trombocitopenia leve;
•Transaminases podem elevar.
DENGUE HEMORRÁGICA:
• Fatores de risco:
• Dengue prévia;
• Infecção atual pelo DENV-2;
• Lactentes de mãe com passado de dengue;
• Menores de 12 anos;
• Sexo feminino;
• Raça branca.
DENGUE HEMORRÁGICA:
•Não são as hemorragias que definem;
•Extravasamento plasmático:
• Edema;
• Derrames cavitários;
• Hipovolemia;
• Choque.
DENGUE HEMORRÁGICA:
•Eventos hemorrágicos costumam ser mais 
graves;
•Letalidade 5 – 50%;
• Na dependência da rapidez e adequação do tto.
•Maioria melhora e 7 – 10 dias.
• Sintomas iniciais semelhantes aos da DC;
• 2º - 3º dia podem surgir fenômenos hemorrágicos e
derrames cavitários:
• Derrame pleural (80%);
• Ascite.
• Prova do laço costuma ser POSITIVA;
• Hepatomegalia.
DENGUE HEMORRÁGICA:
PROVA DO LAÇO:
• DEVE ser feito em todo caso suspeito de dengue, sem
sangramento espontâneo, sem sinais de alarme;
• Sinais hemodinâmicos surgem geralmente entre 3º e 7º dias;
• Sinais de alarme prenunciam a forma grave;
• Evolução para estado de choque é muito rápida:
• PA convergente;
• Hipotensão;
• Letargia;
• Acidose metabólica.
• Óbito em 12 – 24h, se nada for feito (!).
DENGUE HEMORRÁGICA:
OUTRAS COMPLICAÇÕES:
• Encefalopatia (com convulsões);
• Insuficiência hepática fulminante;
• Disfunção miocárdica;
• Insuficiência renal;
• Disfunção orgânica múltipla.
CONFIRMAÇÃO DIAGNÓSTICA:
•Sorologia IgM => positivo no 5 – 6º dia até 3
meses;
•Sorologia IgG => positivo no 5 – 6º dia, por toda a
vida (provavelmente);
•NS1 => deve ser realizado nos primeiros 5 dias.
TRATAMENTO:
•Não há um antiviral específico;
•Alívio sintomático;
•Hidratação vigorosa;
•Não usar AINEs (!).
SINAIS DE ALARME:
• Indicativos que o paciente VAI evoluir para o
choque;
•Sempre devem ser pesquisados e explicados
ao paciente e familiares;
•Sempre rever os pacientes no período de
“melhora”;
SINAIS DE ALARME:
• Abordagem clínico-evolutiva;
• Divide os pacientes em 4 grupos (A, B, C e D);
• Através da anamnese e exame físico;
• Possibilitando conduta adequada, evitando mortes;
• Mortalidade reduz para 1%;
SINAIS DE ALARME:
• Dor abdominal intensa e
contínua;
• Vômitos persistentes;
• Hipotensão e/ou lipotimia;
• Hepatomegalia dolorosa;
• Hemorragias importantes;
• Sonolência e/ou irritabilidade;
• Diminuição da diurese;
• Hipotermia;
• Desconforto respiratório;
• Aumento repentino do
hematócrito;
• Queda abrupta das
plaquetas.
GRUPO A:
Caso suspeito
+
Ausência de sinais de alarme
+
Ausência de sangramentos espontâneos
+
Prova do laço negativa
+
Ausência de comorbidades
GRUPO A:
•Propedêutica:
• Confirmação sorológica obrigatória somente fora de
epidemia;
• Hemograma e demais exames à critério médico.
•Tratamento:
• Ambulatorial;
• Hidratação oral;
• 60 a 80mL/kg/dia;
• 1/3 SRO + 2/3 líquidos caseiros;
• Hidratação oral deve estar na prescrição, por escrito.
GRUPO A:
GRUPO B:
Caso suspeito
+
Ausência de sinais de alarme
+
PRESENÇA de sangramento 
espontâneo
ou
Prova do laço POSITIVA
Caso suspeito
+
Ausência de sinais de alarme
+
PRESENÇA de comorbidades
ou
 65 anos ou gestantes
GRUPO B:
•Propedêutica:
• Sorologia SEMPRE;
• Hemograma SEMPRE;
• Demais exames à critério médico;
• Paciente deve aguardar o HMG sob observação.
GRUPO B:
•Tratamento:
• Enquanto aguarda o HMG, recebe hidratação oral
conforme grupo A;
• Se Ht normal, tratamento ambulatorial, reavaliando
diariamente;
• Se Ht > 10%, manter internado para hidratação oral;
• Hidratação venosa se recusa ou vômitos.
GRUPO C:
Caso suspeito
+
PRESENÇA de algum sinal de alarme
+
PRESENÇA ou AUSÊNCIA de sangramentos
GRUPO C:
•Propedêutica:
• Sorologias SEMPRE;
• Hemograma SEMPRE;
• Demais exames SEMPRE:
• Transaminases;
• Albumina;
• Rx de tórax em PA, perfil e Laurell;
• USG de abdome.
GRUPO C:
•Tratamento:
• Deve ser internado por pelo menos 48h;
• TODOS devem receber hidratação venosa.
GRUPO D:
Caso suspeito
+
PRESENÇA de sinais de choque
ou
Desconforto respiratório grave
ou
Disfunção grave de órgãos
+
PRESENÇA ou AUSÊNCIA de sangramentos
GRUPO D:
•Propedêutica:
• Sorologias SEMPRE;
• Hemograma SEMPRE;
• Demais exames SEMPRE:
• Transaminases;
• Albumina;
• Rx de tórax em PA, perfil e Laurell;
• USG de abdome.
GRUPO D:
•Tratamento:
• Internar em UTI;
• Hidratação Venosa.
VACINA:
VACINA:
VACINAS DISPONÍVEIS:
• Dengvaxia:
• crianças a partir de 6 anos de idade, adolescentes e adultos até 45
anos;
• É recomendada somente para pessoas previamente infectadas por
um dos vírus da dengue (soropositivos).
• QDenga:
• crianças a partir de 4 anos de idade, adolescentes e adultos até 60
anos;
• Tanto soronegativos como soropositivos para dengue.
VACINA:
OBRIGADO

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