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Sumário
AULA 01 - DIREITO DE NACIONALIDADE...........................................................3
AULA 02 - DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS......................................8
AULA 03 - DIREITOS E DEVERES INDIVIDUAIS E COLETIVOS – PARTE I. .13
AULA 04 – DIREITO E DEVERES INDIVIDUAIS E COLETIVOS – PARTE II...24
AULA 05 – REMÉDIOS CONSTITUCIONAIS........................................................36
AULA 06 - DIREITOS SOCIAIS............................................................................... 46
AULA 07 - CIDADANIA E DIREITOS POLÍTICOS...............................................53
AULA 08 – PODER EXECUTIVO............................................................................65
AULA 09 – DEFESA DO ESTADO E DAS INSTITUIÇÕES DEMOCRÁTICAS. .74
AULA 10 – ORDEM SOCIAL...................................................................................77
AULA 11 – SEGURIDADE SOCIAL........................................................................82
AULA 05 – REMÉDIOS CONSTITUCIONAIS
Os remédios constitucionais são garantias instrumentais destinadas à proteção dos direitos 
fundamentais previstos na Constituição Federal. Servem como instrumentos à disposição das 
pessoas para reclamarem, em juízo, uma proteção a seus direitos, motivo pelo qual são também 
conhecidos como ações constitucionais
Podem ser divididos em dois grupos: os de natureza jurisdicional e os de 
natureza não-jurisdicional (administrativo)
Jurisdicional: habeas corpus, habeas data, mandado de 
segurança, mandado de injunção e ação popular
Administrativo: Direito de petição e direito à obtenção de 
certidões
Comecemos com os de natureza administrativa
Direito de petição: São a todos assegurados, independentemente do pagamento de taxas: a) o 
direito de petição aos Poderes Públicos em defesa de direitos ou contra ilegalidade ou abuso de 
poder.
O objetivo da petição é comunicar ao Poder Público a realização de um ato 
ilícito ou praticado com abuso, para que as medidas sejam tomadas
É um instrumento informal, de índole democrática
Deve ser escrito
Erro de endereçamento não o torna nulo
Não precisa de advogado
Pode ser feito para defender direito de interesse público (não 
apenas individual)
Pode ser peticionado por nacionais, estrangeiros e pessoas 
jurídicas
Independe de taxas
Se o Estado não responder a petição, nada acontece (ele não 
possui esse dever). Caso isso aconteça, a solução será impetrar 
um mandado de segurança
Direito à obtenção de certidões: Assegura a todas a obtenção de certidões em repartições públicas, 
para defesa de direitos e esclarecimentos de situações de interesse pessoal
Tem por objetivo conseguir do Poder Público uma certificação formal que 
comprove alguma situação ou que valide um fato
Independe de taxas
Pode ser manejado por pessoa nacionais, estrangeiros e 
pessoas jurídicas
Tem por destinatário qualquer órgão da Administração Pública
Abrange somente fatos já ocorridos
A certidão solicitada deve ser produzida e entregue no prazo 
máximo de 15 dias
Caso houver negativa ilegal da produção da certidão, deverá 
ser impetrado mandado de segurança
Agora vejamos os de natureza jurisdicional
Habeas Corpus: conceder-se-á “habeas-corpus” sempre que alguém sofrer ou se achar ameaçado 
de sofrer violência ou coação em sua liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder
Tutela a liberdade de locomoção, pois, de acordo com a CF: “É livre a 
locomoção no território nacional em tempo de paz, podendo qualquer pessoa, 
nos termos da lei, nele entrar, permanecer ou dele sair com seus bens”
Possui natureza penal
É um procedimento especial – rito sumário (rápido)
Isento de custas (gratuito)
Pode ser impetrado por nacional ou estrangeiro
Pessoas jurídicas podem impetrar, porém em benefício de 
terceiros que sejam pessoas físicas (empresa não se locomove)
Não precisa de advogado
Ministério Público é legitimado para impetrar HC em favor de 
pessoa física
O juiz pode concedê-lo de ofício
Normalmente o impetrado (autoridade coatora) é uma 
autoridade (magistrado, delegado, membro do MP..). Porém, 
pode ser impetrado contra particulares, como no caso de um 
hospital que condiciona a liberação do paciente mediante 
pagamento das despesas
Pode-se dizer que existem 3 espécies de habeas corpus: repressivo, o 
preventivo e o suspensivo
Repressivo: também conhecido como liberatório. Possui o 
intuito de conseguir um alvará de soltura (a pessoa já está 
presa)
Preventivo: usado quando se existir um risco iminente à 
liberdade. Possui o intuito de se obter um salvo conduto, para 
evitar que esse risco se concretize
Suspensivo: aplicável quando uma ordem de prisão já houver 
sido decretada, porém, o mandado ainda estar pendente de 
cumprimento (seria um contramandado de prisão)
Quais são as hipóteses de cabimento do Habeas Corpus?
Quando não houver justa causa para a coação da liberdade
Quando alguém estiver preso por mais tempo do que determina 
a lei
Quando quem ordenar a coação não tiver competência para 
fazê-lo
Quando houver cessado o motivo que autorizou a coação
Quando não for admitida a prestação de fiança, nos casos em 
que a lei autoriza
Quando o processo for manifestamente nulo
Quando extinta a punibilidade
Procedimento
O HC segue um rito especial, extramente informal e célere, em 
razão da importância do direito que ele defende.
O Judiciário já aceitou HC escrito à mão em um papel 
higiênico. Também já aconteceu de ser impetrado um Corpus 
Christ pedindo a liberdade de uma pessoa (e foi aceito). Tem-
se, com isso, que a formalidade é o de menos
Habeas Corpus coletivo
Não há previsão do HC coletivo em nosso ordenamento 
jurídico. Porém, o STF entende que essa omissão não é um 
impedimento para esse remédio. Portante, na prática, pode!
Aprofundando
O HC pode ser impetrado quando a ofensa à liberdade de locomoção for 
indireta. É o caso de ser usado para impedir eventual decisão judicial de 
quebra de sigilo fiscal ou bancário que poderia resultar em prisão do 
indivíduo
Se a quebra do sigilo for determinada em curso de 
procedimento administrativo, não pode ser usado o HC (nesse 
caso, usa o mandado de segurança)
Não é cabível HC quando se tratar de punição disciplinar militar
É cabível o HC para impugnar medidas cautelares de natureza pessoal que 
poderiam resultar em prisão caso fossem descumpridas
É aceito liminar em HC, apesar de este não ter previsão na CF
Liminar é uma ordem judicial precária (não definitiva) 
que é proferida rápida e imediatamente no intuito de 
proteger com urgência um direito que, sem a liminar, 
pode sofrer danos de impossível ou difícil reparação.
Mandado de segurança: conceder-se-á mandado de segurança para proteger direito líquido e certo, 
não amparado por habeas corpus ou habeas data, quando o responsável pela ilegalidade ou abuso de 
poder for autoridade pública ou agente de pessoa jurídica no exercício de atribuições do Poder 
Público.
Tem por finalidade a proteção de direitos líquidos e certos contra ato de 
autoridade ou de quem exerça funções públicas. Logo, não se admite MS em 
face de particular.
É uma ação constitucional de viés civil
Independe da natureza do ato que está sendo impugnado (pode 
ser administrativo, judicial, criminal, eleitoral ou trabalhista)
É um procedimento especial, de rito sumaríssimo
Tem carácter residual (só pode ser usado se não for a respeito 
ao direito de locomoção(h. corpus) e ao direito de acesso e/ou 
retificação de informações pessoas (h. data)
O que é considerado direito líquido e certo?
É o direito que pode ser demonstrado independentemente de 
posterior dilação probatória (a prova é pré-constituída). Ele se 
apresenta manifesto na sua existência, delimitado na extensão 
e apto a ser exercido no momento da impetração
Se houver dúvida quanto a existência do direito, este não 
poderá ser defendido por MS, mas por outros meios judiciais
A exceção se dá quando o documento necessário à prova do 
alegado se ache em repartição ouestabelecimento público ou 
em poder de autoridade que se recuse a fornecê-lo
Controvérsia sobre matéria de direito não impede concessão de 
mandado de segurança.
Quanto a legitimidade ativa e passiva
A legitimidade ativa pertence ao detentor do direito líquido e 
certo não amparado por HC ou HD, podendo ser qualquer 
pessoa física (nacional ou estrangeiros) ou pessoa jurídica 
(nacional, estrangeira, pública ou privada)
Órgãos públicos como Casas Legislativas, chefias do 
Executivo e dos tribunais de contas também são legítimos
Os legitimados passivos serão aqueles que praticam ou ordem 
a execução ou inexecução do ato a ser impugnado via MS
Prazo para impetrar MS
O prazo será de 120 dias, contado do conhecimento oficial 
pelo interessado do ato a ser impugnado
É um prazo decadencial, logo, após iniciado o trâmite 
processual, não se interrompe nem se suspende mais.
Se perder o prazo, o direito poderá ainda ser defendido por 
outra forma que não MS
Em caso MS preventivo, não há prazo decadencial, visto que, 
enquanto perdurar a ameaça, haverá possibilidade de 
impetração
Liminar
A concessão de liminar em MS é direito subjetivo do autor. Se 
preenchidos os requisitos, o juiz será obrigada a concedê-la
Casos em que não se pode haver liminar em 
MS: 
Para compensação de créditos 
tributários. 
Para entrega de mercadorias e bens 
provenientes do exterior
Para reclassificação ou equiparação de 
servidores públicos e a concessão de 
aumento ou extensão de vantagens ou 
pagamento de qualquer natureza
Desistência
Em maio de 2013 o STF decidiu que a desistência do MS é 
possível, sendo uma prerrogativa de quem o propõe e pode 
ocorrer a qualquer momento, sem anuência da parte contrária e 
independentemente de já ter havido decisão de mérito.
Saiba também que caso o impetrante perca o processo num 
MS, ele não será condenado ao ônus de sucumbência, ou seja, 
não precisará pagar as despesas com advogados da parte 
contrária
Mandado de segurança coletivo
É possível e se conceitua de forma idêntica ao individual. É de 
natureza civil, procedimento especial e visa tutelar um direito 
líquido e certo.
A doutrina diz que o MS coletivo é a possibilidade de impetrar 
o MS individual por intermédio da tutela jurisdicional coletiva
O MS coletivo não precisa ser impetrado para toda a 
coletividade, basta que uma parcela daquele coletivo possua o 
direito líquido e certo. 
Ex. Entidade de classe impetra MS para 
defender direito de aposentadoria (só abrange os 
filiados inativos, não todos)
Poderá ser impetrado por: partido político com 
representação no Congresso Nacional, por organização 
sindical, por entidade de classe ou por associação legalmente 
constituída e em funcionamento há, pelo menos, um ano, em 
defesa dos interesses de seus membros ou associados. (isso cai 
muito em prova)
• Partido político (congresso)
• Organização sindical
• Entidade de classe
• Associação (1 ano)
O Congresso é formado pela Câmera e pelo 
Senado, logo, basta que haja um único 
parlamentar em algum desses (Dep. Federal ou 
Senador) para haver a representação
A impetração do MS coletivo por entidade de 
classe em favor dos associados independe de 
autorização (substituição processual)
Mandado de injunção: Conceder-se-á mandado de injunção sempre que a falta total ou parcial de 
norma regulamentadora torne inviável o exercício dos direitos e liberdades constitucionais e das 
prerrogativas inerentes à nacionalidade, à soberania e à cidadania. 
O MI discute a falta de norma regulamentadora que inviabiliza o exercício de 
um direito/ liberdade/ prerrogativa previsto na Constituição Federal
Possui natureza civil e procedimento especial
Mandado de injunção coletivo: A CF não prevê expressamente essa 
possibilidade. Porém, é uma modalidade que foi construída doutrinária e 
jurisprudencialmente. Ademais, em 2016 foi editada uma lei regulamentadora 
que previu o MI coletivo
Existem 3 requisitos para o MI:
Estar diante de uma norma constitucional que, sozinha, não é 
capaz de produzir todos os seus efeitos essenciais
Efetiva omissão, total ou parcial, do Poder Público, em editar 
as normais infraconstitucionais regulamentadoras
Nexo entre a a falta da norma e o não exercício do 
direito/liberdade constitucional.
Legitimidade: Qualquer pessoa, física ou jurídica, que esteja impedida de 
exercer os direitos e as liberdades constitucionais em razão da omissão do 
Poder Público em editar normas regulamentadoras poderá figurar no polo 
ativo do mandado de injunção
As coletividades também tem legitimidade (sindicatos e 
associações), assim como o MP a Defensoria Pública
Cuidado para não confundir! MP e DP só são legitimados no 
MI, no MS não!
A legitimidade passiva será sempre o órgão, autoridade ou 
entidade pública responsável por viabilizar os direitos 
Efeitos da concessão do mandado de injunção
Teoria não concretista: O Poder judiciário se limita a, tao 
somente, reconhecer que há inercia do Poder Público em 
regulamentar o tema e comunicar ao órgão competente a 
existência de uma omissão. Até 2007 seguia-se essa vertente.
Teoria concretista: O poder judiciário deverá reconhecer a 
omissão e, na sequência, viabilizar o exercício e a efetiva 
concretização do direito. Subdivide-se em geral e individual:
Geral: a decisão deverá produzir efeitos erga omnes 
(para todos), permitindo a viabilização do 
direito/liberdade para todos os titulares
Individual: a decisão somente alcançará aquele que 
impetrou o MI, ou seja, efeito inter partes. Subdivide-
se em direta e intermediária:
Direta: Ao julgar o MI, o próprio Judiciário 
concretiza o direito de forma direta e imediata
Intermediária: O Judiciário fixa um prazo para 
que possam apresentar a regulamentação da 
norma. Findo o prazo, se ainda não houver 
norma, o órgão julgador poderá tomar os 
providências cabíveis.
Habeas Data: conceder-se-á habeas data: (A) para assegurar o conhecimento de informações 
relativas à pessoa do impetrante, constantes de registros ou bancos de dados de entidades 
governamentais ou de caráter público”; e “(B) para a retificação de dados, quando não se prefira 
fazê-lo por processo sigiloso, judicial ou administrativo”.
Possui duas finalidades: permitir que a pessoa tenha acesso as informações 
relativas a si mesmo e permitir que a pessoa corrija os dados
Possui natureza civil e procedimento especial
É gratuito
Precisa de advogado
Cuidado!! O direito genérico de obter informações do Poder 
Público é exercitado em via administrativa, e as informações 
podem ser de interesse particular ou coletivo. Já para conhecer 
ou retificar informações de relativas a si mesmo, usa-se o 
Habeas Data.
Cabimento: O HD serve em três hipóteses
1. Conhecer informações próprias (personalíssimo, não pode 
ser de terceiros) 
Exceção: falecimento do titular
2. Retificar informações
3. Anotação de contestação ou explicação sobre dado 
verdadeiro, mas justificável, e que esteja sob pendência 
judicial ou amigável
Além das hipóteses listadas acima, é necessário que tais 
informações estejam “guardadas” em registros ou banco de 
dados de entidades governamentais ou de caráter público. Ou 
seja, se tais informações não forem de caráter público e 
estiverem em órgão privado, não cabe HD.
Ex.: Serviço de proteção ao crédito (SPC ou 
Serasa) são feitos por pessoas jurídicas privadas 
(não é órgão público), porém, são informações 
de caráter público, logo, cabe HD.
Outro ponto importante é que só cabe HD quando o impetrante 
já houver requerido as informações e estas não foram a ele 
dadas.
Portanto, a petição inicial do HD deve ter prova de que 
houve:
1. Recusa ao acesso às informações ou decurso de 
mais de 10 dias sem decisão
2. Recusa em fazer-se a retificação ou decurso de 
mais de 15 dias sem decisão
3. Recusa em fazer-se a anotação ou decurso de 
mais de 15 dias sem decisão
Legitimidade ativa e passiva: Pode ser impetrado por qualquer pessoa, tanto 
natural quanto jurídica, nacional ou estrangeira
Veja que aqui, diferentedo Habeas Corpus, a pessoa jurídica 
pode ser impetrante para buscar informações sobre si mesmo
O polo passivo será uma entidade governamental ou uma 
entidade privada que possui informações de caráter público
Procedimento: O HD possui duas fases: a primeira é a administrativa, que 
deve ser prévia à propositura da ação judicial. Nesta, o impetrante solicita 
administrativamente a informação, retificação, anotação ou explicação de 
certo dado. Se a entidade recusar ou demorar muito (10 ou 15 dias, depende 
da hipótese), será viável impetrar o HD (segunda fase)
Ação Popular: qualquer cidadão é parte legítima para propor ação popular que vise a anular ato 
lesivo ao patrimônio público ou de entidade de que o Estado participe, à moralidade administrativa, 
ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural, ficando o autor, salvo comprovada má-fé, 
isento de custas judiciais e do ônus da sucumbência
Atribui aos cidadãos o direito de pleitar a proteção jurisdicional de interesse 
que não lhe pertence individualmente, mas sim à coletividade. É um 
instrumento de exercício da soberania, que permite o controle dos atos 
administrativos e impede as lesividades
Natureza civil e rito ordinário (único dentre os remédios. Os 
outros eram especial)
Espécies: A ação popular pode ser preventiva, quando for ajuizada antes da 
efetivação dos efeitos danosos ao patrimônio público, ou repressiva, quando 
o intuito é anular os atos lesivos, conseguir os ressarcimentos dos danos e a 
recomposição do patrimônio público lesado
Requisitos: o requisito subjetivo é ser cidadão, que é o nacional que possui 
capacidade eleitoral ativa. E o requisito objetivo é a lesão ao patrimônio 
público, por ilegalidade ou imoralidade
Legitimidade: apenas o cidadão pode ajuizar ação popular. Logo, não 
poderão figurar no polo ativo da ação:
• Apátridas
• Estrangeiros – mesmo que residentes no Brasil
• Ministério Público
• Pessoas jurídicas
• Brasileiros com direitos políticos suspensos ou perdidos
• Partido político
A legitimidade passiva fica (I) para as pessoas jurídicas de 
direito público, cujo patrimônio se procura proteger; (II) para 
os responsáveis pelo ato lesivo e (III) para os beneficiários de 
diretos do ato ou contrato lesivo
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