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2023
800 Anos do Presépio
Novena de 
Natal
Novena de Natal – 2023
Província Santa Cruz
Rua Sabinópolis, 50A
Carlos Prates – Belo Horizonte – MG
CEP: 30710-340
www.ofm.org.br
Equipe Responsável
Frei Adelmo Francisco Gomes da Silva
Frei Celso Márcio Teixeira
Frei Eduardo Vely de Mesquita
Frei Higor Ferreira de Oliveira
Frei Oton da Silva Araújo Júnior
Diagramação
Márcia Gomes Mafi a Mendes
Ilustração
Zé Vitor Rabelo – advogado e ilustrador de São Francisco | www.zevitor.com
Capa: a ilustração da capa teve colorização com Inteligência Artifi cial
Revisão
Paula Zaidan Leite
Guilherme Cunha Ribeiro
Montagem e Impressão
Gráfi ca do Colégio Santo Antônio
Coordenação Gráfi ca
Denilson Fonseca de Souza
Expedição
Secretaria Provincial
Acesse as músicas:
2023
800 Anos do Presépio
Novena de Natal
3
Em 1223, há 800 anos, Francisco de Assis mobilizou a cidade de 
Greccio a fi m de recriar o Natal do Menino Deus, junto aos habitantes 
daquela pequena localidade. Para Francisco, era muito importante 
reviver o evento fundamental da humanidade, quando o Senhor Deus 
Todo-Poderoso assumiu a forma de um ser frágil e necessitado dos 
cuidados humanos. O Secretariado de Missão e Evangelização da 
Província Santa Cruz achou por bem elaborar uma novena de Natal 
para fazer memória dessa importante intuição franciscana.
A grande palavra desta novena é FESTA, uma vez que, para Francisco 
de Assis, o natal é a “festa das festas”, a qual congrega ao redor da 
manjedoura de Belém as crianças, as mulheres, os povos, as criaturas 
todas, para dançarem e brindarem o Menino Deus. Já não estamos 
mais sozinhos, conosco está o Senhor do universo (Sl 46,11), que 
passa a ser Deus-conosco (Mt 1,23).
 Após o triste lamaçal da pandemia da covid-19, que ceifou tantos 
irmãos e irmãs nossas, queremos celebrar como nossos pais e mães 
na fé, após a travessia do Mar Vermelho: “O Senhor é minha força, 
é a razão do meu cantar, pois foi ele neste dia para mim libertação!” 
(Ex 15, 2).
 A segunda intuição de nossa novena está apresentada no nosso pri-
meiro encontro: o Menino Deus concre za toda a nossa ESPERANÇA 
em um mundo novo, em uma sociedade nova, de novas relações 
nas quais habitem a jus ça e a paz.
Desejamos que nossa preparação para o Natal do Senhor faça de 
nós homens e mulheres dispostos ao diálogo, ao acolhimento do 
Senhor, dos irmãos e irmãs que caminham conosco, de mãos dadas 
com todas as criaturas, assim como foi para Francisco de Assis.
Fraternalmente,
Equipe responsável
NOVENA DE NATAL 2023 - 800 ANOS DO PRESÉPIO
APRESENTAÇÃO
5
SUMÁRIO
APRESENTAÇÃO
Abertura para todos os dias da novena ................................................. 7
1o Encontro - Natal, festa da esperança ................................................. 8
2o Encontro - Natal, festa dos pobres ................................................. 13
3o Encontro - Natal, festa das criaturas ................................................. 17
4o Encontro - Natal, festa da paz ................................................. 22
5o Encontro - Natal, humildade da encarnação ............................ 27
6o Encontro - Natal, festa do encontro ................................................. 32
7o Encontro - Natal, festa da maternidade ...................................... 36
8o Encontro - Natal, festa das crianças ................................................. 41
9o Encontro - Natal, festa dos povos ...................................... 47
Celebração fi nal - Natal, festa das festas ................................. 52
Oração fi nal para todos os dias da novena ................................. 57
NOVENA DE NATAL 2023 - 800 ANOS DO PRESÉPIO
7
UMA PESSOA ENTOA E TODOS REPETEM
— Vem, ó Deus da vida, vem nos ajudar!
Vem, não demores mais, vem nos libertar!
— Venham, adoremos a nosso Senhor, (bis)
Vem vindo em sua glória, nosso Salvador. (bis)
— Já chegou o tempo, o Senhor vem vindo! (bis)
Venham, pelo deserto, um caminho abrindo! (bis)
— O Senhor nos chama para a conversão, (bis)
A ele preparemos nosso coração! (bis)
— Glória ao Pai, e ao Filho, e ao Santo Espírito. (bis)
Glória à Trindade Santa, glória ao Deus bendito. (bis)
— Aleluia, irmãs, aleluia, irmãos! (bis)
Nosso Senhor vem vindo, a Deus louvação! (bis)
— Em pé, vigilantes, juntos na oração, (bis)
Vamos ao seu encontro, lâmpadas nas mãos! (bis)
ABERTURA PARA TODOS OS DIAS DA NOVENA 
8
1º ENCONTRO
NATAL, FESTA DA ESPERANÇA
Irmãs e irmãos, hoje estamos iniciando uma caminhada que nos 
levará até a gruta de Belém, onde encontraremos, na simplicidade 
de uma família, a realização das promessas de Deus na fragilidade 
de um bebê recém-nascido.
O caminho que vamos fazer não será como em noite escura, em 
que nossos passos tropeçam e não sabemos qual direção tomar. 
Somos guiados pela luminosidade de uma estrela fulgente no céu. 
O grande combus vel que mo va os nossos passos é a experiência 
que guiou todo o An go Israel: a esperança. Foi a esperança que 
mo vou Abraão e Sara e todas as pessoas ao seu redor a buscarem 
a terra de Canaã. Foi a esperança que fez com que, sob a liderança 
de Moisés, o povo transpusesse o Mar Vermelho. Em todo o An go 
Testamento, vemos como as grandes conquistas do povo só foram 
possíveis pela esperança depositada no Senhor Deus.
Resta-nos saber em quem depositamos a nossa esperança: em nós 
mesmos, em nossa força e capacidade, ou no Senhor Deus, criador 
do céu e da terra, presente e atuante em nossa história. Deus não 
age por cima de nós, mas conta conosco para que seu Reino de paz 
e jus ça se implante no mundo. 
9
Várias pessoas foram responsáveis por manter viva a esperança do 
povo, mas vamos considerar aqui a importância do profeta Isaías, 
ao depositar a esperança do povo no Messias que haveria de vir.
Na história de Israel, podemos reconhecer sobretudo duas concep-
ções diferentes para imaginar o Messias que viria: ou como um herói 
forte e potente, capaz de derrotar os inimigos, ou como um servo 
sofredor, limitado, mas forte na força de Deus. Bem sabemos que 
Jesus se reconhecerá muito mais nesta segunda concepção. 
O profeta Isaías, ao anunciar a esperança messiânica ao povo, atribui 
a esse enviado dos céus algumas caracterís cas muito inspiradoras: 
“maravilhoso, conselheiro, Deus Forte, Pai da eternidade, Príncipe 
da Paz” (Is 9,6).
No contexto das novas comunidades cristãs, Paulo, ao escrever a 
Timóteo, diz uma frase que fi cou muito conhecida: “eu sei em quem 
eu coloquei a minha esperança” (2Tm 1,12). 
Irmãs e irmãos, tenhamos a mesma fé que as pessoas que nos ante-
cederam. Caminhemos na esperança rumo a Belém. Nós não vamos 
sozinhos, à nossa frente está a Estrela, a guiar nossos passos; ao 
nosso lado estão nossos irmãos e irmãs de caminhada; entre nós, o 
Deus que se fará Menino e fi cará para sempre conosco, o Emanuel.
É TEMPO DO MEU ADVENTO... 
h ps://youtu.be/BikdNTOd2rE?si=pShjofG_QPSSvGQk 
1. É tempo do meu advento, 
Da vinda surpresa no meio de vós,
Por isso conclamo profetas
Que ao longo da terra elevem sua voz.
É tempo de um novo Isaías,
Que, atento aos rumos da vida,
10
Indique um caminho novo
E a libertação para todo o meu povo!
Isaías, Isaías! Anuncia o Messias
E consola o povo meu.
Anuncia o Messias e consola o povo meu.
2. Que eleve sua voz contra todos
Aqueles que levam uma vida maldosa.
Que aja uma grande energia,
Que implante a jus ça e aos pobres console.
Que anuncie uma nova esperança
E um Deus que é sempre presença.
Que a todos os homens conteste
E no meio dos povos se torne um profeta.
3. Eu quero que todos os homens
Caminhem segundo os critérios de Deus.
Eu quero uma tal comunhão,
Que eu possa chamá-los de fi lhos meus!
Eu quero as crianças sorrindo
Sempre ao ver novo mundo surgindo.
Eu quero esperança maior
Para aqueles que lutam por um mundo melhor.
LER NA BÍBLIA: IS 9,1 6
11
LEITURA FRANCISCANA LOUVORES A DEUS ALTÍSSIMO
Vós sois santo, Senhor Deus único, que fazeis maravilhas (Sl 74,15).Vós sois forte, vós sois grande (cf. Sl 85, l0), vós sois al ssimo, vós 
sois rei onipotente, vós, Pai Santo (Jo 17, 11), rei do céu e da terra 
(cf. Mt 11, 25). Vós sois trino e uno, Senhor Deus dos deuses (cf. Sl 
135, 2), vós sois o bem, todo bem, o sumo bem, Senhor Deus vivo e 
verdadeiro (cf. 1Ts 1, 9). Vós sois amor, caridade; vós sois sabedoria, 
vós sois humildade, vós sois paciência (Sl 70, 5), vós sois beleza, vós 
sois mansidão, vós sois segurança, vós sois descanso, vós sois gozo, 
vós sois nossa esperança e alegria, vós sois jus ça, vós sois tempe-
rança, vós sois toda nossa riqueza e sa sfação. Vós sois beleza, vós 
sois mansidão, vós sois protetor (Sl 30, 5), vós sois guarda e defensor 
nosso; vós sois fortaleza (cfr. Sl 42, 2), vós sois refrigério. Vós sois 
nossa esperança, vós sois nossa fé, vós sois nossa caridade, vós sois 
toda doçura nossa, vós sois nossa vida eterna:
Grande e admirável Senhor, Deus onipotente, misericordioso Sal-
vador.
VAMOS CONVERSAR
1. Em nossos tempos, temos muitos mo vos para desanimar e perder 
a esperança. Quais são os sinais de Deus em nossa vida, na vida da 
Igreja e na sociedade que mais nos dão esperança?
2. O povo de Israel depositou toda a sua esperança em Deus. Quando 
não o fez, percebeu o grande erro que estava cometendo. Temos 
colocado nossa esperança em Deus ou em nós mesmos?
3. Complete a frase: neste Natal tenho esperança de que...
12
REZEMOS, EM DOIS COROS, UM SALMO QUE SÃO FRANCISCO 
COMPÔS PARA O TEMPO DO ADVENTO: 
— Rendo-vos graças, Senhor, Pai santo, Rei do céu e da terra, 
— porque me consolastes (Is 12,1).
— Vós sois meu Salvador, ó Deus, — confi ante agirei e não terei 
medo (Is 12,2).
— O Senhor, minha fortaleza e meu louvor, — e tornou-se a minha 
salvação (Is 12,3).
— Vossa destra, Senhor, assinalou-se pela fortaleza, vossa destra, 
Senhor, destruiu o inimigo, — e na grandeza da vossa glória aniqui-
lastes os meus adversários (Ex 15,6-7).
— Vejam-no os pobres e se regozijem; — buscai a Deus e vossa alma 
viverá (Sl 68,33). 
— Louvem-no o céu e a terra, — o mar e tudo o que nele se move 
(Sl 68,35).
— Porque Deus salvará Sião — e as cidades de Judá serão edifi cadas 
(Sl 68,35).
— E ali hão de morar — e adquiri-la por herança (Sl 68,36).
— E a linhagem de seus servos a possuir — e os que amam o seu 
nome hão de residir nela (Sl 68,37).
Todos: Glória ao Pai, e ao Filho, e ao Espírito Santo
Como era no princípio, agora e sempre. Amém!
ORAÇÃO FINAL: PÁG. 57.
13
2º ENCONTRO
NATAL, FESTA DOS POBRES
Queridas irmãs e irmãos, sejam todos bem-vindos a este nosso 
segundo encontro. Hoje vamos meditar sobre o nascimento do Me-
nino Deus no meio dos pobres. Infelizmente, muitas comemorações 
durante o ano foram sequestradas pela mentalidade consumista, em 
que as roupas a serem u lizadas, os enfeites, os presentes tomam o 
lugar da centralidade daquilo que celebramos. A imagem que a mídia 
nos apresenta com relação ao Natal, muitas vezes, é inundada por 
costumes e comportamentos que pouco tem a ver com o Menino 
de Belém, fi lho de Maria e José.
No caso da espiritualidade franciscana, sabemos que a proximida-
de de Francisco com os pobres se deu durante toda a sua vida e se 
tornou um dos traços da iden dade franciscana mais conhecidos. 
Um dos apelidos dados a Francisco foi justamente o de Poverello, 
Pobrezinho, o que demonstra que ele não simplesmente convivia 
com os pobres, mas se tornou um deles.
Na Regra de 1221, Francisco exortou os Frades sobre a importância 
de eles manterem sempre uma proximidade com os pobres: “Todos 
os irmãos se empenhem em seguir a humildade e a pobreza de nosso 
Senhor Jesus Cristo e lembrem que não convém termos mais nada 
do mundo inteiro, senão, como diz o apóstolo, tendo alimentos e 
14
com que nos cobrir, com isso estamos contentes. E devem alegrar-
-se quando convivem com pessoas vis e desprezadas, com pobres e 
fracos e doentes e leprosos e os que mendigam à beira da estrada. 
E quando for necessário vão pela esmola” (RnB 9,1-3).
A predileção pelos pobres, no entanto, já vinha anunciada por Jesus 
ou mesmo pelos profetas do An go Testamento. Em sua primeira 
bem-aventurança, segundo o evangelho de Lucas, Jesus proclama: 
“Bem-aventurados vós, os pobres, porque vosso é o reino de Deus” 
(Lc 6, 20).
Tomás de Celano, ao descrever a celebração do Natal em Greccio, diz 
que “Greccio tornou-se uma nova Belém, honrando a simplicidade, 
louvando a pobreza e recomendando a humildade” (1Cel 85,5).
O Papa Francisco há dez anos já alertava: “O grande risco do mundo 
atual, com sua múl pla e avassaladora oferta de consumo, é uma 
tristeza individualista que brota do coração comodista e mesquinho, 
da busca desordenada de prazeres superfi ciais, da consciência iso-
lada. Quando a vida interior se fecha nos próprios interesses, deixa 
de haver espaço para os outros, já não entram os pobres, já não 
se ouve a voz de Deus, já não se goza da doce alegria do seu amor, 
nem fervilha o entusiasmo de fazer o bem. Este é um risco, certo 
e permanente, que correm também os crentes. Muitos caem nele, 
transformando-se em pessoas ressen das, queixosas, sem vida. Esta 
não é a escolha duma vida digna e plena, este não é o desígnio que 
Deus tem para nós, esta não é a vida no Espírito que jorra do coração 
de Cristo ressuscitado” (Evangelii Gaudium, n. 2). 
Façamos hoje de nossa casa uma nova Belém, uma nova Greccio, 
onde o Menino Deus possa nascer. Comemoremos com simplicidade 
e devoção a chegada de um Deus feito criança, acolhido entre as pa-
lhas de um cocho, e reconheçamos a presença de Deus no co diano 
de nossas vidas: “Jesus está aqui, tão certo como a manhã que se 
levanta, tão certo como eu te falo e podes me ouvir”.
Ao mesmo tempo, que a contemplação do Menino Pobre de Belém 
faça de nós homens e mulheres mo vados pela jus ça do Reino, em 
que ninguém seja excluído. 
15
ELA ERA POBRE, SILENCIOSA E ATÉ SOFRIDA
h ps://youtu.be/FPr7dO5-xws?si=IC4PHt8Xb_YHz7Oh
1. Ela era pobre, silenciosa e até sofrida;
Olhava com ternura a rosa e amava a vida.
2. Ao receber o mensageiro inesperado
Ficou surpresa, o dia inteiro, com seu recado.
3. Ofereceu-se, então, sozinha, ao bom mistério,
Sabendo que era Deus quem vinha a seu critério.
4. Disse que ele os prepotentes esvaziaria
E que aos mais pobres e carentes elevaria.
5. Sen u que nessa tão secreta maternidade
Nascia a compreensão completa da liberdade.
6. Cantemos hoje, com Maria, a esperança,
Louvando a Deus com alegria, que foi criança.
LER NA BÍBLIA: 1RS 17, 8 24
VAMOS CONVERSAR
1. Que sen mentos a contemplação de um Deus feito Criança, dei-
tado na manjedoura, nos traz?
2. Que lugar os pobres têm em nossa vida, em nossas celebrações?
3. Quais ações concretas podemos fazer aqui onde moramos a fi m 
de aliviar os sofrimentos dos pobres e sofredores?
16
REZEMOS COMO SÃO FRANCISCO
1 — Em vós, Senhor, pus minha confi ança, não perecerei por toda 
a eternidade, — por vossa jus ça livrai-me, libertai-me (Sl 70,2).
2 — Inclinai para mim vossos ouvidos — e salvai-me (Sl 70,2).
3 — Sede-me um Deus protetor e uma cidadela forte — para me 
salvardes (Sl 70,3).
4 — Porque vós sois, ó meu Deus, minha esperança; — Senhor, desde 
a juventude vós sois minha confi ança (Sl 70,5).
5 — Em vós me foi dada forra desde o seio de minha Mãe, desde 
o seio materno sois meu protetor, — a vós ressoa sempre o meu 
louvor (Sl 70,6).
6 — Minha boca se encha de vossos louvores para que eu cante 
sempre vossa glória, con nuamente vossa grandeza (Sl 70,8).
7 — Ouvi-me, Senhor, pois vossa bondade é compassiva; — em nome 
de vossa misericórdia voltai-vos para mim (Sl 68,17).
8 — Não escondais ao vosso servo o aspecto de vossa face — atendei-
-me logo, porque estou muito atormentado (Sl 68,18).
9 — Bendito seja o Senhor Deus meu, porque se tornou o meu am-
paro, — o meu refúgio no dia da tribulação (Sl 58,17).
10 — A vós, meu Deus, cantarei salmos, porque sois minha defesa, 
— vós sois omeu Deus, sois minha misericórdia (Sl 58,18).
Todos: Glória ao Pai, e ao Filho, e ao Espírito Santo,
Como era no princípio, agora e sempre. Amém.
ORAÇÃO FINAL: PÁG. 57.
17
3º ENCONTRO
NATAL, FESTA DAS CRIATURAS
Irmãos, irmãs, sejam todos bem-vindos a este nosso terceiro en-
contro. As comemorações do Natal geralmente reúnem as pessoas 
da família. Algumas reúnem também parentes próximos, amigos e 
até amigos dos amigos. Uma qualidade importante da festa é que 
ela tende a expandir-se: quanto mais pessoas par ciparem da fes-
ta, mais festa ela será, como no caso da parábola em que o senhor 
manda aos servos que vão pelos caminhos e convidem “os pobres, 
os estropiados, os cegos e os coxos” até que a casa fi que repleta (cf. 
Lc 14, 21.23).
São Francisco pensava exatamente assim a respeito da festa do Na-
tal. Por isso, quando quis celebrar com grande solenidade o Natal 
do Senhor, ele não se limitou a convidar os frades, mas também as 
pessoas do lugarejo e os habitantes dos arredores. Mais ainda, ele 
quis que par cipassem também o boi e o burro, representantes de 
todos os animais. O Natal de Cristo devia ser celebrado por todas as 
criaturas. Todo ser criado devia entoar louvores ao Senhor na noite 
em que se comemora o nascimento do Deus que se fez criança.
O Cân co do Irmão Sol, composto por São Francisco, é um poema 
em que ele convida todas as criaturas a louvar e bendizer o Al ssimo: 
“Louvai e bendizei a meu Senhor e rendei-lhe graças e servi-lo com 
18
grande humildade”. Ele queria que todas as criaturas par cipassem 
de tão grande festa com uma boa alimentação, como fazem os seres 
humanos.
Nesse mesmo espírito de São Francisco, também nós hoje quere-
mos celebrar a festa do Natal, não somente louvando a Deus com 
todas as criaturas, mas também tratando bem a todos os animais, 
as plantas, os rios e toda a nossa Casa Comum.
CÂNTICO DAS CRIATURAS
h ps://youtu.be/z6u7ebQ3k2E?si=MNFr1YzbrbRzUNwq
Onipotente e bom Senhor,
A a honra, glória e louvor;
Todas as bênçãos de nos vêm
E todo o povo te diz: Amém!
1. Louvado sejas nas criaturas,
Primeiro o sol lá nas alturas
Clareia o dia, grande esplendor,
Radiante imagem de , Senhor.
2. Louvado sejas pela irmã lua,
No céu criaste, é obra tua,
Pelas estrelas claras e belas,
Tu és a fonte do brilho delas.
3. Louvado sejas pelo irmão vento
E pelas nuvens, o ar e o tempo,
19
E pela chuva que cai no chão
Nos dás sustento, Deus da Criação.
4. Louvado sejas, meu bom Senhor,
Pela irmã água e seu valor.
Preciosa e casta, humilde e boa,
Se corre, um canto a entoa.
5. Louvado sejas, ó meu Senhor,
Pelo irmão fogo e seu calor
Clareia a noite, robusto e forte,
Belo e alegre, bendita sorte.
6. Sejas louvado pela irmã terra,
Mãe que sustenta e nos governa
Produz os frutos, nos dá o pão,
Com fl ores e ervas sorri o chão.
7. Louvado sejas, meu bom Senhor,
Pelas pessoas que em teu amor
Perdoam e sofrem tribulação,
Felicidade em encontrarão.
8. Louvado sejas pela irmã morte
Que vem a todos, ao fraco e ao forte;
Feliz aquele que te amar,
A morte eterna não o matará.
20
9. Bem-aventurado quem guarda a paz
Pois o Al ssimo o sa sfaz.
Vamos louvar e agradecer,
Com humildade, ao Senhor bendizer.
LEITURA BÍBLICA
Comentário: O profeta Isaías sonhava com um mundo reconciliado, 
em que todas as criaturas se unissem num congraçamento universal. 
Esse era também o sonho de São Francisco.
Ler na Bíblia: Isaías 11, 1-9 
LEITURA FRANCISCANA: 2CEL 199 200
São Francisco celebrava com inefável alegria, mais do que as outras 
solenidades, o Natal do Menino Jesus, afi rmando que é a festa das 
festas, em que Deus, tornando-se criança pequenina, dependeu de 
peitos humanos. Dizia: “Quero que até as paredes comam carne 
neste dia e, se não podem, pelo menos sejam esfregadas com carne 
por fora!” (2Cel 199, 6). Queria que nesse dia os pobres e famintos 
fossem saciados pelos ricos e que aos bois e aos burros fossem con-
cedidos ração e feno mais do que de costume. Disse: “Se eu pudesse 
falar com o imperador, pediria que se fi zesse uma lei geral para que 
todos aqueles que podem a rem pelas ruas trigo e grãos, a fi m de 
que, no dia de tão grande solenidade, os pássaros tenham fartura, 
principalmente as irmãs cotovias”. Recordava, não sem lágrimas, 
de quanta penúria a Virgem pobrezinha fora circundada naquele 
dia (2Cel 200, 1-3).
21
VAMOS CONVERSAR
1 – Que preocupação temos com as criaturas que estão no nosso 
entorno? Animais, plantas, rios, nossa casa comum?
2 – Até que ponto permi mos que as criaturas de Deus par cipem 
de nossa vida?
3 – O que podemos fazer para melhorar nossa relação com as cria-
turas de Deus?
REZEMOS COM SÃO FRANCISCO EM DOIS COROS
Temei ao Senhor e prestai-lhe honra. Digno é o Senhor de receber 
o louvor e a honra. Todos vós, que temeis o Senhor, louvai-o. Céu e 
terra, louvai-o. Rios todos, louvai o Senhor. Filhos de Deus, bendizei 
o Senhor.
Este é o dia que o Senhor fez, exultemos e alegremo-nos nele.
Tudo o que respira louve o Senhor. Louvai o Senhor, porque ele é 
bom; todos vós que ledes estas coisas, bendizei o Senhor. Criaturas 
todas, bendizei o Senhor. Pássaros todos do céu, louvai o Senhor. 
Crianças todas, louvai o Senhor. Moços e moças, louvai o Senhor 
(ELD 5-14.16). 
Obras todas do Senhor, bendizei o Senhor. Louvai o nosso Deus, vós 
todos, os seus servos, e vós que temeis a Deus, pequenos e grandes. 
Louvem-no glorioso, céus e terra. E toda criatura que há no céu e 
sobre a terra, que há debaixo da terra e no mar e as que nele existem.
Glória ao Pai, e ao Filho, e ao Espírito Santo. Como era no princípio, 
agora e sempre e pelos séculos dos séculos. Amém. (LH 5-8).
ORAÇÃO FINAL: PÁG. 57.
22
4º ENCONTRO
NATAL, FESTA DA PAZ
Queridas irmãs e irmãos, sejam bem-vindos a este nosso quarto 
dia em preparação ao Natal do Senhor. Hoje vamos meditar sobre a 
paz, prome da e concre zada na pessoa do Filho de Deus e que nos 
leva a nos comprometer em favor de uma sociedade mais pacífi ca 
e pacifi cadora. 
Francisco de Assis é conhecido como o santo da paz. Todos nós 
sabemos de cor a oração atribuída a ele: “Senhor, fazei-me instru-
mento de vossa paz”. Ao lado da proximidade com os pobres, talvez 
a paz seja um dos frutos mais concretos da conversão de Francisco, 
afi nal, quando jovem, nha o desejo de ser herói de guerra. Após 
ter sido feito prisioneiro numa batalha, começou a refl e r sobre 
sua vida e, a par r de sua conversão, tornou-se Arauto da Paz com 
vários episódios que mostram concretamente como o Francisco se 
posicionava diante dos confl itos, a fi m de restabelecer as relações. 
Disse o Papa Francisco: em meio ao cenário de guerra, “Lá, Francisco 
recebeu no seu ín mo a verdadeira paz, libertou-se de todo o desejo 
de domínio sobre os outros, fez-se um dos úl mos e procurou viver 
em harmonia com todos” (Fratelli Tu , n. 4).
Para a Sagrada Escritura, paz não é simplesmente uma saudação ou 
um sen mento, mas o entendimento da realidade como plenitude, 
23
completude, o contrário de algo quebrado, corrompido. Desejar a paz, 
desta forma, é querer que as pessoas estejam inteiras reconciliadas 
plenas de si. Em tempos de ódio e violência, erguer a bandeira da 
Paz em nossos pensamentos, palavras e ações nos aproximará do 
mistério de Deus, revelado no Menino de Belém, príncipe da paz. 
SENHOR, FAZEI DE MIM UM INSTRUMENTO DE VOSSA PAZ 
h ps://youtu.be/a4n1x6gD1QQ?si=-HCFTGPfBtgo1hRx
Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz!
Onde houver ódio, que eu leve o amor.
Onde houver ofensa que eu leve o perdão.
Onde houver discórdia, que eu leve a união.
Onde houver dúvida, que eu leve a fé.
Onde houver erro, que eu leve a verdade.
Onde houver desespero, que eu leve a esperança.
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria.
Onde houver trevas, que eu leve a luz.
Ó Mestre, fazei que eu procure mais consolar, que ser consolado,
Compreender, que ser compreendido,
Amar que ser amado.
Pois é dando que se recebe,
É perdoandoque se é perdoado
E é morrendo que se vive
Para a vida eterna.
24
LER NA BÍBLIA: IS 52,7 10
Hoje vamos perceber como Francisco de Assis nha tanto apreço 
pela paz, revisitando algumas frases de seus escritos. Cada pessoa 
pode ler uma:
Bem-aventurados os pacífi cos, porque serão chamados fi lhos de 
Deus. Verdadeiramente pacífi cos são aqueles que, com todas as 
coisas que sofrem neste mundo, por amor de nosso Senhor Jesus 
Cristo guardam a paz na alma e no corpo. (Admoestações 15)
Como saudação me revelou o Senhor que disséssemos: O Senhor te 
dê a paz. (Testamento 23)
Este é o dia que o Senhor fez; nele exultemos e nos alegremos. Porque 
um san ssimo menino amado nos foi dado, e nasceu por nós no ca-
minho e foi posto num presépio porque não nha lugar na pousada. 
Glória ao Senhor Deus nas alturas, e na terra paz aos homens da boa 
vontade. Alegrem-se os céus e exulte a terra, comova-se o mar com 
tudo que contém, rejubilem-se os campos e tudo que neles existe. 
(Salmo XV da Paixão do Senhor)
Louvado sejas, meu Senhor, pelos que perdoam por teu amor, e 
suportam enfermidades e tribulações. Bem-aventurados os que as 
suportam em paz, que por , Al ssimo, serão coroados. Enquanto 
cantamos “Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz”, vamos nos 
saudar com um gesto de comunhão fraterna. (Cân co das Criaturas)
VAMOS CONVERSAR
1. As Escrituras entendem a paz como vida plena; dessa forma, o 
que é preciso para que tenhamos paz?
25
2. O Messias foi aclamado como Príncipe da Paz. O que temos feito 
pela paz, sendo discípulos e discípulas de um Messias pacifi cador?
3. Diz o Papa Francisco: “Aqueles que pretendem pacifi car uma socie-
dade não devem esquecer que a desigualdade e a falta de desenvol-
vimento humano integral impedem que se gere a paz. Na verdade, 
sem igualdade de oportunidades, as várias formas de agressão e de 
guerra encontrarão um terreno fér l que, mais cedo ou mais tarde, 
há de provocar a explosão. Quando a sociedade – local, nacional 
ou mundial – abandona na periferia uma parte de si mesma, não 
há programas polí cos nem forças da ordem ou serviços secretos 
que possam garan r indefi nidamente a tranquilidade. Se se trata de 
recomeçar, sempre há de ser a par r dos úl mos” (Fratelli Tu , n. 
235). O que você acha desse pensamento?
REZEMOS COMO SÃO FRANCISCO
1 - Aclamai a Deus, terras todas, cantai a glória do seu nome; —
rendei-lhe glorioso louvor (Sl 65,1).
2 - Dizei a Deus: Como são estupendas vossas obras! — Tal é o vosso 
poder que os próprios inimigos vos glorifi cam (Sl 65,2).
3 - Diante de vós se prosterne toda a terra — e cante em vossa honra 
a glória de vosso nome (Sl 65,3).
4 - Vinde ouvi, vós todos que temeis a Deus, eu vos narrarei — quão 
grandes coisas Ele fez à minha alma (Sl 65,16).
5 - A Ele clamei com minha boca, — com minha língua o louvei (Sl 
65,17).
6 - Do seu templo santo ouviu a minha voz, — meu clamor chegou 
aos seus ouvidos (Sl 17,7).
7 - Bendizei, ó povos, ao nosso Deus, — publicai os seus louvores (Sl 
658).
26
8 - Nele serão abençoadas todas as raças da terra, — e todos os 
povos hão de bendizê-lo (Sl 71,17).
9 - Bendito seja o Senhor Deus de Israel, — que só Ele faz maravilhas 
(Sl 71,18).
10 - Bendito seja eternamente seu nome glorioso, — e toda a terra 
se encha de sua glória. Assim seja. Assim seja (Sl 71,19).
Todos: Glória ao Pai, e ao Filho, e ao Espírito Santo.
Como era no princípio, agora e sempre. Amém.
ORAÇÃO FINAL: PÁG. 57.
27
5º ENCONTRO
NATAL, HUMILDADE DA ENCARNAÇÃO
Irmãos, irmãs, sejam bem-vindos a este nosso quinto encontro em 
preparação ao Natal. 
No tempo de Jesus, as pessoas simples e humildes procuravam a 
proximidade dele. Também hoje são os humildes que buscam estar 
próximos a Jesus para escutar a palavra dele e buscar junto a ele o 
apoio e consolo em seus sofrimentos. Jesus Cristo era humilde, e 
seu caminho foi sempre o da humildade. São Francisco e Santa Clara 
trilharam o mesmo caminho. E a humildade de Cristo foi de modo 
especial comemorada por esses dois santos na festa do Natal. Assim, 
o presépio se tornou o símbolo da humildade do Filho de Deus.
São Francisco, ao celebrar o Natal com toda a solenidade na vila 
de Greccio, dando assim início à tradição do presépio, destacava a 
humildade do nascimento do Filho de Deus. Santa Clara, numa de 
suas cartas, escrevia assim sobre a humildade de Jesus Cristo: “Preste 
atenção... à pobreza daquele que, envolto em panos, foi posto no 
presépio! Admirável humildade, estupenda pobreza! O Rei dos anjos, 
o Senhor do céu e da terra repousa numa manjedoura” (4In 19-21)!
E São Francisco também sublinha de maneira enfá ca a humidade 
de Deus: “Ó admirável grandeza e estupenda dignidade! Ó sublime 
humildade! Ó humilde sublimidade! O Senhor do Universo, Deus e 
28
Filho de Deus, tanto se humilha... pela nossa salvação. Vede, irmãos, 
a humildade de Deus e derramai diante dele os vossos corações; 
humilhai-vos também vós, para serdes exaltados por ele” (Ord 27-28).
VEM, SENHOR!
h ps://youtu.be/NzgASISDCTc?si=qKG0QtjVxSwSliKj
1. Senhor, vem salvar teu povo 
das trevas da escravidão!
Só Tu és nossa esperança,
és nossa libertação.
Vem, Senhor, 
vem nos salvar!
Com teu povo vem caminhar! (Bis)
2. Con go o deserto é fér l,
a terra se abre em fl or,
da rocha brota a água viva,
Da treva nasce o esplendor.
3. Tu marchas à nossa frente,
és força, caminho e luz.
Vem logo salvar o teu povo,
não tardes, Senhor Jesus!
29
LEITURAS BÍBLICAS
PRIMEIRA LEITURA: Ele nha a condição divina e não considerou 
o ser igual a Deus como algo a que se apegar ciosamente. Mas 
esvaziou-se a si mesmo e assumiu a condição de servo, tomando a 
semelhança humana. E, achado em fi gura humana, humilhou-se e 
foi obediente até a morte, e morte de cruz (Fl 2, 6-8).
SEGUNDA LEITURA: No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com 
Deus, e o Verbo era Deus. No princípio, ele estava com Deus. Tudo foi 
feito por ele, e sem ele nada foi feito... o Verbo era a luz verdadeira 
que ilumina todo homem... Ele estava no mundo, e o mundo foi feito 
por meio dele, mas o mundo não o reconheceu. Veio para o que era 
seu, e os seus não o receberam... E o Verbo se fez carne e habitou 
entre nós; e nós vimos a sua glória, glória que ele tem junto ao Pai 
como Filho único, cheio de graça e de verdade (Jo 1, 1-3.9-11.14).
LEITURA FRANCISCANA 
A mais sublime vontade, o principal desejo e supremo propósito dele 
era observar em tudo e por tudo o santo Evangelho, seguir perfeita-
mente a doutrina e imitar e seguir os passos de Nosso Senhor Jesus 
Cristo com toda a vigilância, com todo o empenho, com todo o desejo 
da mente e com todo o fervor do coração. Recordava-se em assídua 
meditação das palavras e com penetrante consideração rememo-
rava as obras dele. Principalmente a humildade da encarnação e a 
caridade da paixão de tal modo ocupavam a sua memória que mal 
queria pensar outra coisa. Deve-se, por isso, recordar e cul var em 
reverente memória o que ele fez no dia do Natal de Nosso Senhor 
Jesus Cristo, no terceiro ano antes do dia de sua gloriosa morte, na 
aldeia que se chama Greccio. Havia naquela terra um homem de nome 
João, de boa fama, mas de vida melhor, a quem o bem-aventurado 
30
Francisco amava com especial afeição, porque, como fosse muito 
nobre e louvável em sua terra, tendo desprezado a nobreza da 
carne, seguiu a nobreza do espírito. E o bem-aventurado Francisco, 
como muitas vezes acontecia, quase quinze dias antes do Natal do 
Senhor, mandou que ele fosse chamado e disse-lhe: “Se desejas que 
celebremos em Greccio a presente fes vidade do Senhor, apressa-te 
e prepara diligentemente as coisas que te digo. Pois quero celebrar 
a memória daquele menino que nasceu em Belém e ver de algum 
modo com os olhos corporais os apuros e necessidades da infância 
dele, como foi reclinado no presépio e como, estando presentes 
o boi e o burro, foi colocado sobre o feno”. O bom e fi el homem, 
ouvindo isso, correu mais apressadamente epreparou no predito 
lugar tudo o que o santo dissera.
E aproximou-se o dia da alegria, chegou o tempo da exultação. Os 
irmãos foram convocados de muitos lugares; homens e mulheres 
daquela terra, com ânimos exultantes, preparam, segundo suas 
possibilidades, velas e tochas para iluminar a noite que com o as-
tro cin lante iluminou todos os dias e os anos. Veio fi nalmente o 
santo de Deus e, encontrando tudo preparado, viu e alegrou-se. 
E, de fato, prepara-se o presépio, traz-se o feno, são conduzidos o 
boi e o burro. Ali se honra a simplicidade, se exalta a pobreza, se 
elogia a humildade; e de Greccio se fez como que uma nova Belém. 
Ilumina-se a noite como dia e torna-se deliciosa para os homens 
e animais. As pessoas chegam ao novo mistério e alegram-se com 
novas alegrias. O bosque faz ressoar as vozes, e as rochas respon-
dem aos que se rejubilam. Os irmãos cantam, rendendo os devidos 
louvores ao Senhor, e toda noite dança de júbilo. O santo de Deus 
está de pé diante do presépio, cheio de suspiros, contrito de piedade 
e transbordante de admirável alegria. Celebra-se a solenidade da 
missa sobre o presépio (1Cel 84-85).
31
VAMOS CONVERSAR
1 – Como nos relacionamos com as pessoas mais humildes? 
2 – Procuramos seguir a humildade de Jesus Cristo?
3 – O que podemos fazer para estar a serviço dos mais pobres?
REZEMOS COM SÃO FRANCISCO
Onipotente, san ssimo, al ssimo e sumo Deus, Pai santo e justo, 
Senhor do céu e de terra, nós vos rendemos graças por causa de vós 
mesmo, porque pela vossa santa vontade e pelo vosso único Filho 
com o Espírito Santo criastes todos os seres espirituais e corporais e a 
nós, feitos à vossa imagem e semelhança, nos colocastes no paraíso... 
E rendemo-vos graças, porque, como por vosso Filho nos criastes, 
do mesmo modo, pelo santo amor com que nos amastes, o fi zestes 
nascer como verdadeiro Deus e verdadeiro homem da gloriosa sem-
pre Virgem, a bea ssima Santa Maria, e quisestes que nós, ca vos, 
fôssemos remidos por sua cruz, sangue e morte (RnB 23, 1-3).
Ó Pai, neste tempo de Natal, nós vos agradecemos e vos louvamos 
especialmente pela vossa Palavra que se humilhou e se fez carne. 
Esta Palavra do Pai tão digna e tão santa, o al ssimo Pai a enviou do 
céu por meio de seu santo anjo Gabriel ao útero da santa e gloriosa 
Virgem Maria, de cujo útero a Palavra recebeu a verdadeira carne 
da nossa humanidade e fragilidade. Ele, sendo rico acima de todas 
as coisas, quis neste mundo, com a bea ssima Virgem, sua Mãe, 
escolher a pobreza (2Fi 4-5).
ORAÇÃO FINAL: PÁG 57.
32
6º ENCONTRO
NATAL, FESTA DO ENCONTRO
Irmãos e irmãs, sejam todos bem-vindos a este nosso encontro. Hoje, 
nosso tema será justamente este: o encontro. A grande alegria da vida 
humana consiste no encontrar-se com o outro. Essa dimensão da vida 
carregada de afeto e sen ndo, nos anos de 2020 a 2022, foi-nos re ra-
da devido à pandemia. Como foi triste não poder nos encontrarmos!
Encontrar-se é a parte mais nobre que carregamos como pessoas 
ba zadas, que buscam em Deus a forma perfeita do amor. A maior 
dimensão desse encontro é a relação trinitária do Deus Uno e Tri-
no, que se desdobra em perfeito modo de encontro. É o Deus Uno 
e Trino que deseja encontrar-se conosco, habitar no nosso meio e 
morar conosco (cf. Ap 21,3). 
O modo de Deus se encontrar conosco se dá plenamente na encar-
nação: Deus se faz gente e quer morar conosco, quer ter uma família 
e fazer de nós partes do seu Reino. 
Seja com os discípulos, com os pobres, os sofredores, os doentes, 
as mulheres, as crianças e os pecadores, o desejo de encontrar-se 
com o outro é expresso pelo próprio Cristo em diversas passagens 
dos evangelhos. Essa forma de fraternidade expressada por Cristo 
Jesus é confi rmada pela ação do Espírito Santo, o Paráclito, que nos 
ensinará todas as coisas e confi rmando a presença de Jesus conosco 
até o fi m dos tempos!
33
Para São Francisco, devemos nos encontrar com o Cristo, pobre e 
humilde que veio ao nosso meio como uma criança. O Natal é a 
festa do encontro, do encontro com Deus-Menino, com os irmãos e 
irmãs e comigo mesmo. É a festa do deixar-se encontrar, se abrir ao 
mistério do amor do Deus Trindade, que, por meio de uma família 
humana, quer-se encontrar também com nossas famílias e fazer 
morada em nosso meio! 
OH! VEM, SENHOR, NÃO TARDES MAIS 
h ps://youtu.be/GV-waMJLivY?si=5lSZudFeiw1jWWPj
Oh! Vem, Senhor, não tardes mais,
Vem saciar nossa sede de paz!
1. Oh! Vem, como chega a brisa do vento
Trazendo aos pobres jus ça e bom tempo!
2. Oh! Vem, como chega a chuva no chão
Trazendo fartura de vida e de pão!
3. Oh! Vem, como chega a luz que faltou
Só tua palavra nos salva, Senhor!
4. Oh! Vem, como chega a carta querida
Bendito carteiro do reino da vida!
5. Oh! Vem, como chega o fi lho esperado
Caminha conosco, Jesus bem-amado!
6. Oh! Vem, como chega o libertador
Das mãos do inimigo, nos salva, Senhor!
34
LER NA BÍBLIA: ISAÍAS 25,6 12 
LEITURA FRANCISCANA 
E, onde quer que estão e se encontrarem os frades, mostrem-se 
familiares mutuamente entre si. E com segurança manifeste um ao 
outro sua necessidade, porque, se a mãe ama e nutre o seu fi lho 
carnal, quanto mais diligentemente deve cada um amar e nutrir seu 
irmão espiritual? E se algum deles cair na doença, os outros frades 
devem servi-lo como queriam ser servidos. (Regra Bulada 6, 7-9)
REFLEXÃO 
1- Quando nos encontramos, quais sen mentos brotam em nossos 
corações?
2- Ao andarmos pelas ruas e cidades, encontramos com quais pes-
soas? Essas pessoas nos revelam o rosto de Deus?
3- A família é o local primordial de encontrar-se. Em quais momentos 
as nossas famílias têm se encontrado? 
CANTEMOS O SALMO 133
"Se vocês verem amor uns para com os outros, todos reconhecerão 
que vocês são meus discípulos" (Jo 13,35).
Nesse salmo, inspirado numa velha canção, cantemos a alegria da 
fraternidade e bendigamos ao Senhor pela nossa comunhão.
35
 OI, QUE PRAZER SL 132
h ps://youtu.be/j0__P7TauqU?si=Un4DGLjZgli-DonS
Oi, que prazer, que alegria
o nosso encontro de irmãos! (bis)
1. É óleo que nos consagra,
que ungiu teu servo Aarão.
- É como um banho perfumado,
gostosa é nosso união!
2. Orvalho de alta montanha
que desce sobre Sião.
- Sereno da madrugada
gostosa é nossa união!
3. Senhor, tu nos abençoas,
e a vida vem de porção.
- É vida que dura sempre,
gostosa é nossa união!
4. Ao Deus de todas a crenças,
a glória e a louvação.
- No amor da Santa Trindade,
gostosa é nossa união!
ORAÇÃO FINAL: PÁG. 57.
36
7º ENCONTRO
NATAL, FESTA DA MATERNIDADE
Quando uma nova vida está por nascer em uma família, toda a 
atenção se volta para ela, e por mais que todas as pessoas estejam 
atentas ao bem-estar do bebê, sabemos que a mãe tem uma relação 
especial para com a criança. 
O vínculo entre mãe e fi lho ultrapassa a alimentação umbilical, a 
amamentação e os demais cuidados. Hoje sabemos que os afetos 
e as emoções criam um grande vínculo entre a mãe e o(a) fi lho(a).
Graças ao desenvolvimento da medicina, os cuidados pré-natais 
tornaram o parto algo muito mais seguro para ambos. Infelizmente, 
nem sempre a situação da gravidez é vivida com alegria e roman-
 smo, mas pode ser causa de muitos confl itos familiares e sociais.
Se até certo tempo os cuidados para com o recém-nascido eram 
algo que dizia respeito ao universo feminino, hoje os homens exer-
cem cada vez mais esse papel: cuidam, acordam à noite, tornam-se 
próximos, acompanham todo o desenvolvimento da criança. Dessa 
forma, a maternidade e a paternidade são expressões de cuidado 
para com a nova vida frágil. 
Francisco de Assis tem uma visão muito interessante a respeito dos 
vínculos familiares: ao escrever a Frei Leão, assume o lugar de mãe: 
“Assim te digo, meu fi lho, como uma mãe: porque todas as palavras 
37
que dissemos no caminho, quero dispor em breve essas palavras e 
aconselho, e se depois te parecer oportuno vir a mim por causa de 
conselho [...] e quiseres vir a mim, Leão, vem!” (Bilhetea Frei Leão).
Os frades deveriam ter a mesma liberdade de se manifestar entre si, 
da mesma forma que um fi lho se dirige à sua mãe: “E com segurança 
manifeste um ao outro sua necessidade, porque, se a mãe ama e 
nutre o seu fi lho (cfr. 1Ts 2,7) carnal, quanto mais diligentemente deve 
cada um amar e nutrir seu irmão espiritual? (Regra Bulada, 10,8).
No Cân co das Criaturas, estende o vínculo familiar para todas as 
demais criaturas: “Louvado sejas, meu Senhor, por nossa Irmã a 
mãe Terra, que nos sustenta e governa, e produz frutos diversos e 
coloridas fl ores e ervas” (Ct 9).
Na carta aos fi éis, vê o vínculo familiar de modo curioso: “Oh! como 
são bem-aventurados e benditos, eles e elas, enquanto fazem essas 
coisas e nelas perseveram, porque descansará sobre eles o espírito 
do Senhor e neles fará sua casa e morada, e são fi lhos do Pai celeste, 
cujas obras fazem, e são esposos, irmãos e mães de nosso Senhor 
Jesus Cristo. Somos esposos, quando pelo Espírito Santo une-se a 
alma fi el a nosso Senhor Jesus Cristo. Somos seus irmãos quando 
fazemos a vontade do Pai que está nos céus. Mães, quando o le-
vamos em nosso coração e em nosso corpo, pelo amor divino e a 
consciência pura e sincera; e o damos à luz pela santa operação, que 
deve iluminar os outros com o exemplo” (1Fi 5-10).
Dessa forma, para Francisco, a maternidade não tem a ver somente 
com a pessoa da mulher, mas refere-se ao cuidado como um todo, 
ao qual também os homens são chamados.
Neste encontro, queremos apresentar ao Senhor a realidade das 
mulheres, mães ou não, em suas conquistas e lutas, juntamente com 
nosso compromisso por uma sociedade mais respeitosa e atenta ao 
cuidado pela fragilidade da vida.
38
SALVE, MARIA
h ps://youtu.be/8VOMdEg-EVU?si=mgQ_NVPQM0uaiy6m
Salve, Maria,
Tu és a estrela virginal de Nazaré,
És a mais bela entre as mulheres,
Cheia de graça, esposa de José.
1. O anjo Gabriel foi enviado
À vilazinha de Nazaré,
Para dar um recado lá do céu
Àquela moça que casara com José.
2. Maria, ao ver o anjo, se espantou
E o anjo disse nada temer,
Pois ela tem cartaz lá pelo céu
E o próprio Deus, um dia, dela irá nascer.
3. Maria acha di cil esta mensagem
E o anjo afi rma que Deus fará
E sua prima Isabel, embora velha,
Vai ter um fi lho que João se chamará.
4. Maria fez-se serva do Senhor
E apresentou-se para a missão,
De ser a imaculada mãe de Deus
Contribuindo para nossa salvação.
39
LER NA BÍBLIA: LC 2, 39 56 VISITA DE MARIA A ISABEL
LEITURA FRANCISCANA
Ave Senhora, Rainha santa, santa Mãe de Deus Maria, que és virgem 
feita Igreja. E escolhida pelo san ssimo Pai do céu, que Ele consagrou 
com seu san ssimo dileto Filho e com o Espírito Santo Paráclito, na 
qual esteve e está toda a plenitude da graça e todo bem. Ave, palácio 
dele; ave tabernáculo dele; ave casa dele. Ave veste dele: ave serva 
dele; ave mãe dele. E vós todas santas virtudes, que pela graça e 
iluminação do Espírito Santo sois infundidas nos corações dos fi éis, 
para que os façais de infi éis fi éis a Deus. (Saudação à Virgem Maria)
VAMOS CONVERSAR
1. Em sua família, os homens também assumem os cuidados por 
seus fi lhos e suas fi lhas?
2. Maria, mesmo grávida, se dispôs aos cuidados de Isabel, preocu-
pada por sua prima ser mais velha. Hoje em dia, temos exemplos 
de ações parecidas, alguém que sai de si e se dispõe a ajudar outra 
pessoa?
3. Francisco de Assis inclui o ser mãe em toda a dinâmica que gera 
vida e cuida dela. Como temos exercido essa nossa maternidade em 
nossos dias?
40
REZEMOS COM SÃO FRANCISCO
Santa Virgem Maria, não há mulher nascida no mundo semelhante 
a vós, fi lha e serva do al ssimo Rei e Pai celes al, Mãe de nosso 
san ssimo Senhor Jesus Cristo, esposa do Espírito Santo: rogai por 
nós com São Miguel Arcanjo e todas as Virtudes do céu e todos 
os santos junto a vosso san ssimo e dileto Filho, Nosso Senhor e 
Mestre.
Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo, assim como era no prin-
cípio, agora e sempre, e por toda a eternidade. Amém.
ORAÇÃO FINAL: PÁG. 57.
Maria é uma mãe que contempla o seu Menino e O mostra a quan-
tos vêm visitá-Lo. A sua fi gura faz pensar no grande mistério que 
envolveu esta jovem, quando Deus bateu à porta do seu coração 
imaculado. (...) N’Ela, vemos a Mãe de Deus que não guarda o seu 
Filho só para Si mesma, mas pede a todos que obedeçam à palavra 
d’Ele e a ponham em prática (cf. Jo 2, 5). (Francisco, ADMIRABILE 
SIGNUM, 2019, n.7)
41
8º ENCONTRO
NATAL, FESTA DAS CRIANÇAS
Queridas irmãs e irmãos, sejam bem-vindos a este nosso encontro. 
Hoje, vamos refl e r sobre o Natal como festa das crianças. O mais 
sublime acontecimento no seio de uma família é o nascimento de uma 
criança! Essa presença pequena, simples, dependente e vulnerável 
exige de seus responsáveis cuidados especiais, exige mudança de vida 
e de toda a ro na. Um recém-nascido é perpassado por uma dupla 
dimensão. Ora chora, ora sorri; por vezes está adoentado, por vezes 
com plena saúde. Começa a dar os primeiros passos, balbuciar as 
primeiras palavras. Aos poucos vai deixando o leite materno e sendo 
introduzido numa alimentação sólida. Nascem os primeiros dentes, 
recebe as primeiras doses de vacinas e aos poucos vai crescendo 
essa criança, ganhando força e vitalidade. Tudo isso acontece por 
essa criança estar cercada de amor e afeto. 
A vida é assim, nasce frágil e, aos poucos, vai criando força e se tornan-
do robusta e fi rme. Não se mede com uma régua ou com um relógio 
esse alvorecer, mas se olha com ternura este ser que nasce e vem 
morar conosco, tudo nasce, tudo cresce e cumpre um determinado 
tempo. Porém, antes de nascer, há um advento, uma feliz espera, 
uma audaciosa alegria e um renovado vigor. Permeado muitas vezes 
pelo medo, pelas incertezas da vida e do tempo presente, tudo isso 
vai se formando e construído. É uma plena gestação. 
42
Deus se manifestou plenamente em Jesus Cristo, que se fez criança, 
habitou o seio de uma família, teve um pai e uma mãe, parentes. 
Quando pensamos na encarnação, não podemos nos esquecer de 
que Deus se apequenou, igualou-se à nossa humanidade para se 
tornar como nós, e assim nos demonstrar seu amor. É di cil pensar 
um Deus que deixa seu trono para deitar no rudimentar capim em 
uma manjedoura. Deus é assim, se faz pequeno e simples, tudo em 
prol deste amor que nos ca va e nos faz irmãos e irmãs. 
Francisco não teve dúvidas desse amor, também ele foi criança e 
experimentou as fragilidades de um pequeno nascente. Nasceu no 
seio de uma família rica, fi lho de comerciantes, no auge da ascensão 
econômica do seu pai, com a venda de tecidos. O nascimento de 
Clara, fi lha da nobreza, é visto de modo belo pelo seu biógrafo. “Em 
seu tempo, chovendo os céus os seus dons, Assis produziu uma fl or e 
astro novo, Clara, pela qual fl oresce e clareia o mundo, e a ordem de 
virgens, outrora quase morta, reviveu com o seu perfume novo, com 
o seu esplendor feliz. Ficou toda cheirosa a pátria, brilhou a província 
inteira. A terra fér l e a vinha generosa de Assis, alegrando-se com 
dois frutos, enriquecida com dupla palma, brilhou no mundo como 
uma mís ca Belém.” (Cf.2LV)
EU CREIO NUM MUNDO NOVO
h ps://youtu.be/2coG8R7Pmhk?si=hETZuxTd8PX_oSTi
Eu creio num mundo novo,
Pois Cristo ressuscitou!
Eu vejo sua luz no povo,
Por isso alegre sou.
1. Em toda pequena oferta,
Na força da união,
43
No pobre que se liberta,
Eu vejo ressurreição!
2. Na mão que foi estendida
No dom da libertação,
Nascendo uma nova vida,
Eu vejo ressurreição!
3. Nas fl ores oferecidas
E quando se dá perdão,
Nas dores compadecidas,
Eu vejo ressurreição!
4. Nas pessoas que estão unidas,
Com outros par ndo o pão,
Nos fracos fortalecidos,
Eu vejo ressurreição!
5. Na fé dos que estão sofrendo,
No riso do meu irmão,
Na hora em que está morrendo,
Eu vejo ressurreição!
LER NA BÍBLIA: 1 SAMUEL 1,1 20
44
LEITURA FRANCISCANA 
A árvore se conhece pelo fruto, e o fruto é recomendado pela árvo-
re. Já houveabundância de dons divinos na raiz para que houvesse 
abundância de san dade no ramo pequeno. A mãe, grávida, próxima 
de dar à luz, estava orando ao Crucifi cado diante da cruz, na igreja, 
para passar saudavelmente pelos perigos do parto, quando ouviu 
uma voz que dizia: Não temas, mulher, porque, salva, vais dar ao 
mundo uma luz que vai deixar a própria luz mais clara. Instruída pelo 
oráculo, quis que a fi lhinha, ao renascer pelo sagrado ba smo, se 
chamasse Clara, esperando que se cumprisse de algum modo, pelo 
beneplácito da vontade divina, a claridade da luz prome da.
Apenas dada à luz, a pequena Clara começou a brilhar com lumi-
nosidade muito precoce nas sombras do século e a resplandecer 
na tenra infância pelos bons costumes. De coração dócil, recebeu 
primeiro dos lábios da mãe os rudimentos da fé e, inspirando-a e 
formando-a interiormente o espírito, esse vaso, em verdade purís-
simo, revelou-se vaso de graças. 
Estendia a mão com prazer para os pobres e, da abundância de sua 
casa, supria a indigência de muitos. [...] Assim cresceu a misericórdia 
com ela desde a infância e nha um coração compassivo, movido 
pela miséria dos infelizes. (Legenda de Santa Clara, 2-3)
VAMOS CONVERSAR
1- Como a nossa comunidade reage diante do nascimento de uma 
criança? 
2- Quando vemos crianças serem abandonadas ou vivendo em con-
dições de vulnerabilidade social e econômica, o que fazemos?
3- Como fazer com que a vida de cada criança seja uma verdadeira 
festa? 
45
CANTEMOS O SALMO 8 TEU NOME SENHOR 
h ps://youtu.be/ImDAuao0rzs?si=C3wS1Xc_4n_unlpg
"Eu digo a vocês: Se eles se calarem, as pedras gritarão" (Lc 19,40).
Cantemos a grandeza de Deus e a dignidade imensa que ele deu à 
pessoa humana. Adoremos o Cristo ressuscitado, imagem da nova 
humanidade, senhor do Universo.
1. Teu nome é, Senhor, maravilhoso,
por todo o universo conhecido;
O céu manifesta a tua glória;
com teu resplendor, é reves do.
2. Até por crianças pequeninas
perfeito louvor te é cantado;
é força que barra o inimigo,
reduz ao silêncio o adversário.
3. Olhando este céu que modelaste,
a lua e as estrelas a conter;
que é, ó Senhor, o ser humano
pra tanto cuidado merecer?
4. A um Deus semelhante o fi zeste,
coroado de glória e de valor;
de recebeu poder e força
de tudo vencer e ser senhor.
5. Dos bois, das ovelhas nos currais,
das feras que vivem pelas matas;
46
dos peixes do mar, dos passarinhos,
de tudo o que corta o ar e as águas.
Repe r o verso 1 antes de cantar o verso 6.
6. A seja dada toda a glória,
Deus, fonte de vida e verdade,
amor maternal que rege a história,
vem, fi ca pra sempre ao nosso lado.
ORAÇÃO FINAL: PÁG. 57.
O nascimento duma criança suscita alegria e encanto, porque nos 
coloca perante o grande mistério da vida. Quando vemos brilhar os 
olhos dos jovens esposos diante do seu fi lho recém-nascido, com-
preendemos os sentimentos de Maria e José que, olhando o Menino 
Jesus, entreviam a presença de Deus na sua vida. [...] Que surpresa 
ver Deus adotar os nossos próprios comportamentos: dorme, mama 
ao peito da mãe, chora e brinca, como todas as crianças. (Francisco, 
ADMIRABILE SIGNUM, 2019, n. 8)
47
9º ENCONTRO
NATAL, FESTA DOS POVOS
Queridas irmãs e irmãos, sejam bem-vindos a este nosso nono en-
contro. Ofi cialmente, hoje concluímos nossa novena, mas, como o 
Natal é uma grande festa, vamos nos encontrar ainda mais uma vez! 
Neste encontro, vamos acolher o Messias como Senhor de todos os 
povos, num grande congraçamento de alegria e amizade.
A expecta va do povo judeu com relação ao Messias, com raríssi-
mas exceções, era marcada por uma valorização exagerada do lugar 
onde viviam. O Messias seria libertador do povo judeu. Na época 
do nascimento de Jesus, a concepção do Messias se afunilava mais 
ainda: signifi cava a libertação de Israel do domínio dos romanos. 
Nesse momento da história de Israel, não se pensava que o Messias 
seria libertador de todos os povos, de todas as nações.
No entanto, alguns profetas já haviam tentado romper essa visão 
reduzida, anunciando o signifi cado e a missão universal do Messias. 
O velho Simeão, quando Jesus-criança foi apresentado no templo, era 
um dos poucos que esperavam o Messias libertador de todos os povos 
e nações. Tomando o Menino Jesus em seus braços, rezou: “Agora, 
Senhor, podeis deixar o vosso servo ir em paz, segundo a tua palavra, 
porque meus olhos viram tua salvação que preparaste diante de todos 
os povos, uma luz para iluminar todas as nações” (Lc 2, 29-31).
48
São Francisco nha uma visão da universalidade da salvação trazida 
por Jesus Cristo. Seu convite a louvar a Deus se estendia a “todos os 
povos, raças, tribos e línguas, a todas as nações e a todos os homens 
de qualquer parte da terra, aos que existem e exis rão” (RnB 23, 
7c). E para não ater-se a generalidades, ele especifi cava: “todos os 
pequeninos, pobres e indigentes, reis e príncipes, trabalhadores e 
agricultores, servos e senhores, todas as virgens e solteiras e casadas, 
leigos, homens e mulheres, todas as crianças, adolescentes, jovens e 
velhos, sãos e enfermos, todos os pequenos e grandes” (RnB 23, 7b).
O nascimento de Jesus Cristo ultrapassa, portanto, qualquer limite 
geográfi co; é uma festa a ser comemorada por todos os povos, 
nações e culturas.
SALMO 98 ENTOAI AO SENHOR NOVO CANTO 
h ps://youtu.be/MubTLWNdtew?si=0Gh8gRP9ktoTbKwn
1. Entoai ao Senhor novo canto
pois prodígios foi ele quem fez.
Sua mão e o seu santo braço
salvação nos trouxeram de vez.
Então, os povos viram
foi Deus que nos salvou.
Por isso, ó terra inteira,
cantai o seu louvor.
2. Salvação o Senhor manifesta,
sua jus ça às nações demonstrou.
Recordando sua fi delidade
pelo povo do seu grande amor.
49
3. Celebrai o Senhor com tambores,
com violões e pandeiros cantai,
com atabaques, cornetas e fl autas,
ao Senhor, Deus e Rei, aclamai!
4. Batam palmas o mar e os peixes,
todo o mundo e o que ele contém;
que os rios alegres aclamem
e as montanhas bendigam também.
5. Ante a face de Deus alegrai-vos,
ele vem para nos governar,
guiará com jus ça os povos,
as nações no direito e na paz.
6. Glória a Deus do universo presente,
no louvor das três raças também,
e que desça a paz sobre a terra
desde agora e pra sempre. Amém.
LER NA BÍBLIA: MT 2, 1 12
(Os magos simbolizam a des nação da salvação a todos os povos)
50
LEITURA FRANCISCANA 
(São Francisco queria que a salvação fosse anunciada a todos os 
povos)
 São Francisco, como já es vesse cheio da graça do Espírito Santo, 
congregando junto a si seus irmãos, predisse-lhes as coisas que have-
riam de suceder. Disse: “Consideremos, irmãos, nossa vocação com 
a qual Deus misericordiosamente nos chamou não somente para a 
nossa salvação, mas para a salvação de muitos, para andarmos pelo 
mundo, exortando a todos, mais pelo exemplo do que pela palavra, 
a fi m de que façam penitência de seus pecados e se recordem dos 
mandamentos de Deus... Depois de não muito tempo, virão a vós 
muitos sábios e nobres, e estarão conosco, pregando aos reis e aos 
príncipes e a muitos povos. Muitos, na verdade, se converterão ao 
Senhor” (Legenda dos Três Companheiros 36, 1-2.6-7a).
VAMOS CONVERSAR
1 – Pensamos que Jesus Cristo é só “nosso”, de um pequeno grupo?
2 – O que fazemos para que ele seja anunciado a todas as nações?
3 – Se não podemos ir a todos os povos, somos capazes de anunciar 
Jesus Cristo aos que estão próximos de nós pelo nosso exemplo e 
modo de vida?
Rezemos com São Francisco alguns trechos do O cio que ele com-
pôs sobre a paixão do Senhor, no qual ele dedica algumas partes 
à celebração do Natal. Façamos em dois coros:
Nações todas, batei palmas, aclamai a Deus com gritos de exultação, 
pois o Senhor é excelso, grande Rei sobre toda a terra (OP 7, 1-2a). 
Cantai-lhe um cân co novo, cantai ao Senhor, ó terra inteira, porque 
o Senhor é grande e muito digno de louvor (5-6a). 
51
Dai ao Senhor, ó famílias das nações, dai ao Senhor glória e honra,dai ao Senhor a glória de seu nome; e segui seus san ssimos man-
damentos até ao fi m (7.8b).
O Senhor deu a conhecer a sua salvação, diante das nações revelou 
sua jus ça. Naquele dia, o Senhor enviou sua misericórdia e de noite 
seu cân co (9, 3.5-6).
Reinos da terra, cantai para Deus, salmodiai ao Senhor; salmodiai a 
Deus que se eleva acima dos céus (9, 9.10a). 
Nações, bendizei o nosso Senhor e fazei ressoar a voz para seu louvor. 
E nele sejam abençoadas todas as tribos da terra, todas as nações 
hão de engrandecê-lo (10, 7-8).
Pois o San ssimo Pai do céu, nosso Rei antes dos séculos, enviou do 
alto seu dileto Filho, e este nasceu da bem-aventurada Virgem Santa 
Maria. Naquele dia, ele enviou sua misericórdia (15,3-5a).
Porque um Menino san ssimo e dileto nos foi dado e nasceu para 
nós no caminho, porque ele não nha um lugar na hospedaria (15, 7).
Dai ao Senhor, ó família das nações, dai ao Senhor glória e honra, 
dai ao Senhor a glória de seu nome (15, 12).
ORAÇÃO FINAL: PÁG. 57.
A partir da infância e, depois, em cada idade da vida, educa-nos 
para contemplar Jesus, sentir o amor de Deus por nós, sentir e 
acreditar que Deus está conosco e nós estamos com Ele, todos fi lhos 
e irmãos graças àquele Menino Filho de Deus e da Virgem Maria. 
E educa para sentir que nisto está a felicidade. Na escola de São 
Francisco, abramos o coração a esta graça simples, deixemos que 
do encanto nasça uma prece humilde: o nosso "obrigado" a Deus, 
que tudo quis partilhar conosco para nunca nos deixar sozinhos. 
(Francisco, ADMIRABILE SIGNUM, 2019, n.10)
52
CELEBRAÇÃO FINAL
NATAL, FESTA DAS FESTAS
Caríssimos irmãos e irmãs, chegamos ao fi nal de nosso percurso. Du-
rante estes dias nós percorremos, ansiosos, o caminho que leva até a 
manjedoura. Nesse caminho, a estrela de Deus guiou nossos passos, 
e São Francisco de Assis foi nosso companheiro de peregrinação. 
De fato, para Francisco de Assis o natal ocupa um lugar de destaque 
na caminhada espiritual; ele a chamava de “A Festa das Festas”. 
Afi nal, Francisco nutria uma especial devoção pela vida humana de 
Jesus. Além do mais, Francisco fi cava imensamente admirado que 
um Deus tão grande e poderoso pudesse se fazer pequeno como 
uma criança; ainda mais por ser uma criança humilde e despojada 
de todas as pompas e riquezas desse mundo. E realizou isso tudo 
por amor à criação.
É verdade que as crianças são nossas esperanças em um futuro me-
lhor, mas, para Francisco, o nascimento do Menino Deus representou 
algo muito maior e extraordinário. Para ele, o nascimento de Jesus 
signifi cou que a esperança da humanidade já estava sendo realizada.
O natal revelava a Francisco que Deus quis se fazer criança pequena 
para se aproximar da humanidade. Quando ele se reves u da carne 
e da fraqueza humana, Ele se igualou a um de nós.
Por isso, o natal signifi ca que cada um de nós deve enxergar na vida 
53
do próximo, e em toda a criação, o mistério do amor de Deus que 
se fez nosso irmão, por amor das criaturas. 
Por nutrir um amor tão profundo pelo mistério da encarnação, Fran-
cisco desejou reviver aquele momento único na história da salvação. 
Por isso ele convidou seus frades, amigos, camponeses e toda a cria-
ção para recriar o momento do presépio. Assim que os personagens 
estavam a postos, a alma de Francisco irrompeu em alegres cantares 
por estar diante do amor despojado, na festa das festas. 
O mistério do natal, que o Santo de Assis amou de todo coração, 
nos ensina que fomos irmanados quando Deus se fez um de nós. E 
este fato exige de nós uma abertura para acolher o dom da vida do 
outro e respeitar a dignidade de toda a criação. 
Dessa forma, depois de percorrido este percurso de nove encontros, 
estamos agora mais perto do presépio, mais perto da manjedoura 
onde repousa o Príncipe da Paz. Nesta criança pequenina são re-
novadas as nossas esperanças, na certeza de que “Deus armou sua 
tenda entre nós, e vimos sua glória, e da sua plenitude TODOS nós 
recebemos graça sobre graça” (Jo 1,14.16).
LER NA BÍBLIA: LC 2, 1 20
LEITURA FRANCISCANA (Vida de São Francisco por Juliano de 
Espira. Nº 53-55)
Três anos antes da morte do bem-aventurado Francisco, aconteceu 
um outro fato maravilhoso, que penso dever narrar, embora deixe 
outros de lado. O santo homem meditava sempre e com assiduida-
de os fatos rela vos à vida de Cristo e, enquanto lhe fosse possível, 
não queria deixar passar nem um jota ou um ponto daquilo que é 
narrado nos livros do santo Evangelho. Ao contrário, dentre todas as 
54
coisas que foram escritas sobre Cristo, além daquelas que acontecem 
na instabilidade da nossa vida, desejava ardentemente carregar o 
suavíssimo jugo e o peso levíssimo do Senhor. Por isso, uma vez, ao 
aproximar-se a festa do Natal do Senhor e querendo representar 
da maneira mais verossímil possível a humildade e a pobreza do 
menino salvador que nasceu em Belém, o homem de Deus preveniu 
um homem devoto e nobre, de nome João, na vila de Greccio. Este 
lhe preparou o boi e o asno com o presépio em vista das futuras 
alegrias da festa.
Enfi m, chegou a solene noite, e o bem-aventurado Francisco estava 
presente com muitos irmãos que vieram com ele. No presépio foi 
colocado o feno, trouxeram o boi e o asno e com alegria começa-
ram as celebrações da vigília. Tendo acorrido muita gente de todas 
as partes, a noite foi passada em meio a uma insólita alegria, toda 
iluminada por velas e fachos, e as solenidades da nova Belém foram 
celebradas com um novo rito. Os irmãos cantavam os devidos lou-
vores do Senhor, e todos os que estavam presentes aplaudiam com 
novos cantos de alegria. O bem-aventurado Francisco estava diante 
do presépio; repito, estava ali entre suspiros de imensa alegria; esta-
va ali inundado de indizível suavidade. Finalmente, sobre o mesmo 
presépio celebrou-se o rito da Missa, e o próprio santo, como levita, 
ves ndo os solenes paramentos, cantou com voz sonora o Evangelho 
e depois pregou docemente ao povo sobre o pobre Rei nascido em 
Belém. Sen a tanta doçura e piedade pelo nascimento do referido 
Rei que, quando devia nomear Jesus Cristo, por sua excessiva ternura 
de amor, como que balbuciando, o chamava de “menino de Belém”.
Mas para que não se pense que todos esses fatos tenham acontecido 
sem a vontade divina, havia lá um homem virtuoso que teve uma 
admirável visão. Ele viu o bem-aventurado Francisco aproximar-se 
do mencionado presépio e despertar do sono a criancinha que nele 
parecia jazer aparentemente morta. Por isso, com razão se acredita 
que esta foi a maneira pela qual o Senhor Jesus se tenha revelado 
merecidamente àquele que recordava a sua infância: isto é, se pelo 
esquecimento ele estava quase adormecido e morto nos corações 
de muitos, assim, pela doutrina e pelo exemplo do bem-aventurado 
55
Francisco, ele foi novamente trazido à memória. Terminadas com 
alegria tão solenes celebrações, cada qual voltou feliz para a sua casa. 
Todavia, o feno do presépio foi conservado e serviu para, de diver-
sos modos, afastar muitos males de homens e mulheres e também 
para preparar remédios para animais doentes. No lugar do presépio 
foi consagrado um templo ao Senhor (1Rs 8,63), e o altar sobre o 
presépio foi dedicado à honra do santo pai e à memória do fato.
VAMOS CONVERSAR
1. Durante esta novena, nós fomos convidados a refl e r sobre muitos 
temas importantes para a nossa realidade. Qual foi a contribuição 
desta novena em nossas vidas?
2. A espiritualidade franciscana busca enxergar que o meu próximo 
é um irmão em Jesus. Hoje quem são os irmãos e irmãs que neces-
sitam da minha ajuda?
3. Como eu posso contribuir para que o Natal se torne uma grande 
festa para os meus irmãos mais necessitados?
CANTEMOS...
Noite feliz, noite feliz
Ó Senhor, Deus de amor
Pobrezinho nasceu em Belém
Eis, na lapa, Jesus nosso bem
Dorme em paz, ó Jesus
Dorme em paz, ó Jesus
Noite feliz, noite feliz
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Eis que no ar vem cantar
Aos pastores, os anjos dos céus
Anunciando a chegadade Deus
De Jesus, Salvador
De Jesus, Salvador
Noite feliz, noite feliz
Ó Jesus, Deus da luz
Quão afável é Teu coração
Que quiseste nascer nosso irmão
E a nós todos salvar
E a nós todos salvar
GESTO CONCRETO
O natal de Jesus nos ensina que Deus é amor e veio habitar em nossa 
carne por amor. Por isso, devemos pensar o Natal como uma grande 
festa da solidariedade, a festa das festas. Francisco de Assis sempre 
olhou para o próximo e para a criação com um olhar de misericórdia, 
pois acreditava que somos todos fi lhos do Único Deus e irmãos do 
menino Jesus. 
Mo vados pela espiritualidade própria dessa grande festa, cada um 
de nós é convidado a pra car uma ação que seja símbolo do amor 
de Deus e da solidariedade de São Francisco. Essa é uma ação que 
pode ser realizada individualmente, em família ou em comunidade. 
Que Deus lhes recompense! 
ORAÇÃO FINAL: PÁG. 57.
57
ORAÇÃO FINAL PARA TODOS OS DIAS DA NOVENA
D. Santo, santo, santo é o Senhor Deus todo-poderoso, que é e que 
era e que virá (cf. Ap 4,8).
T. Louvai-o e exaltai-o pelos séculos sem fi m! (cf. Dn 3,57).
D. “Digno sois, Senhor, nosso Deus, de receber o louvor, a glória, 
e a honra, e o poder” (cf. Ap 4,11).
T. Louvai-o e exaltai-o pelos séculos sem fi m! (cf. Dn 3,57).
D. Digno é o Cordeiro que foi imolado, de receber o poder e a rique-
za, a sabedoria e a fortaleza, a honra, a glória e a bênção (Ap 5,12).
T. Louvai-o e exaltai-o pelos séculos sem fi m! (cf. Dn 3,57).
D. Bendigamos ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo! (breviário ro-
mano).
T. Louvai-o e exaltai-o pelos séculos sem fi m! (cf. Dn 3,57).
D. Obras do Senhor, bendizei todas o Senhor! (Dn 3,57).
T. Louvai-o e exaltai-o pelos séculos sem fi m! (cf. Dn 3,57).
D. Louvai o nosso Deus, vós todos, seus servos, vós que o temeis, 
pequenos e grandes! (cf. Ap 19,5).
T. Louvai-o e exaltai-o pelos séculos sem fi m! (cf. Dn 3,57).
D. Celebrem-no em sua glória os céus e a terra (cf. Sl 68,5).
T. Louvai-o e exaltai-o pelos séculos sem fi m! (cf. Dn 3,57).
D. Toda criatura que há na terra, no céu, debaixo da terra e no mar, 
e tudo quanto nele existe! (cf. Ap 5,13).
T. Louvai-o e exaltai-o pelos séculos sem fi m! (cf. Dn 3,57).
58
D. Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo.
T. Louvai-o e exaltai-o pelos séculos sem fi m! (cf. Dn 3,57).
D. Assim como era no princípio, agora e sempre, e pelos séculos 
dos séculos.
T. Louvai-o e exaltai-o pelos séculos sem fi m! (cf. Dn 3,57).
D. Onipotente, san ssimo, al ssimo e soberano Deus, que sois todo 
o bem, o sumo bem, a plenitude do bem, que só vós sois bom (cf. 
Lc 18-19), nós vos tributamos todo o louvor, toda a glória, toda a 
ação de graças, toda a exaltação e todo o bem. 
T. Assim seja! Assim seja! Amém.
PAI NOSSO 
(cada pessoa pode trazer uma intenção para este momento)
Senhor nosso Deus, ao nos preparar para a chegada de Teu Filho 
no meio de nós, te pedimos que desperte nosso coração a fi m de 
fazermos de nossas famílias, de nossa Igreja e de nossa sociedade 
uma manjedoura digna de Tua presença. Ao acolhermos Teu Amado 
Filho, como fez Francisco de Assis há oitocentos anos, nos dispomos 
,como mulheres e homens, discípulos do Deus da vida, a semear a 
paz, a bondade e a jus ça por todos os caminhos onde formos. Fica 
conosco, Senhor.
Isso Te pedimos, por Teu Filho, Deus Menino, na unidade do Espírito 
Santo. Amém.
BÊNÇÃO FINAL
O Senhor nos abençoe e nos guarde.
O Senhor nos mostre sua face e tenha misericórdia de nós.
O Senhor volva para nós o seu rosto e nos dê a paz.
O Senhor nos abençoe, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
Amém!
2023
800 Anos do Presépio
Novena de 
Natal

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