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Processos clínicos
-Sigilo profissional: pode quebrar o sigilo?
-Contrato terapêutico: quando ele vai ser estabelecido 
-A escolha da abordagem é exclusiva do terapeuta?
-Fatores comuns, quais são 
-Expectativas do paciente (irrealista), como se deve trabalhar? (Quais são os fatores comuns?)
-Responsabilidade do terapeuta, o que depende do terapeuta na psicoterapia 
-Quais são os fatores do paciente que podem afetar a terapia? 
-O que envolve a escolha da abordagem? (Como as intervenções das técnicas específicas podem ser eficazes?)
-O quanto que a gravidade do paciente influencia na psicoterapia?
-Aliança terapêutica: na tcc, na psicanálise, e na acp
-Fatores do paciente e fatores do terapeuta 
-Psicoeducação 
-Fatores específicos/ técnicas específicas: qual o peso disso na hora da psicoterapia.
-Sinergica 
-O que uma boa aliança terapêutica proporciona?
A Relação Terapêutica na Psicoterapia
A relação terapêutica é um elemento fundamental na psicoterapia, dependendo de aspectos tanto do paciente quanto do terapeuta para se estabelecer e sustentar o tratamento. Esta relação envolve todos os elementos, sentimentos, pensamentos e atitudes que ocorrem a partir do momento em que se forma uma dupla terapeuta-paciente, sendo crucial para o sucesso do processo terapêutico.
Fatores Não Específicos na Relação Terapêutica
Fatores Rogerianos = Também conhecidos como fatores não específicos ou fatores comuns, são determinantes dos resultados de todas as terapias, especialmente as terapias cognitivocomportamentais (TCCs).
2 Importância nas Terapias Psicodinâmicas = Nas terapias psicodinâmicas, a relação terapêutica assume uma importância ainda maior, pois o paciente repete padrões de relacionamentos primitivos com o terapeuta.
3 Identificação e Tratamento = A repetição de padrões de relacionamento permite sua identificação e seu tratamento no contexto terapêutico.
Componentes da Relação Terapêutica
Elementos da Relação = A relação terapêutica envolve todos os elementos, sentimentos, pensamentos e atitudes que ocorrem a partir do momento em que se forma uma dupla terapeuta-paciente.
Aliança de Trabalho = A aliança de trabalho diz respeito aos aspectos mais maduros e colaborativos de cada dupla.
Campo para Mudança = Quando bem construída, a aliança cria o campo para que os elementos da relação terapêutica sejam examinados e utilizados como instrumentos para a mudança psíquica.
A Sessão de Psicoterapia
Estrutura = A sessão de psicoterapia é um encontro estruturado, com objetivos específicos e papéis distintos e definidos.
2 Papel do Terapeuta = Cabe ao terapeuta aplicar determinadas técnicas e oferecer-se como objeto para que o paciente possa projetar seus conflitos.
3 Experiência do Paciente = O paciente pode experimentar uma vivência distinta da que habitualmente encontra em seus relacionamentos.
4 Colaboração = Terapeuta e paciente trabalham em colaboração com vistas a atingir os objetivos do paciente, desde aqueles conscientes e bem definidos até os que possam emergir ao longo do processo terapêutico.
A Natureza Humana da Relação Terapêutica
Relação Humana = Não podemos ignorar que se trata de uma relação humana, em que ambas as partes são, felizmente, passíveis de emoções e limitações.
Assimetria de Papéis = O encontro terapêutico envolve assimetria de papéis, na qual o terapeuta deve sentir-se responsável pelo processo.
Foco no Paciente
O terapeuta deve estar focado nas necessidades de seu paciente e criar um ambiente de acolhimento.
Liberdade de Expressão = O ambiente deve permitir que o paciente possa se manifestar com liberdade e sem temer julgamentos.
Formação da Organização Psíquica
Características Herdadas = A organização psíquica de cada pessoa é resultado de características herdadas.
2 História de Vida = A história de vida do indivíduo contribui para sua organização psíquica.
3 Melhor Arranjo = Representa o melhor arranjo que aquele indivíduo conseguiu desenvolver até então.
4 Entendimento de Si e do Mundo = Influencia o modo de entender a si mesmo e ao mundo a seu redor.
Aliança Terapêutica: Conceito e Importância
Definição = A aliança terapêutica representa o componente do relacionamento entre o paciente e seu terapeuta não impactado pela transferência; corresponde aos elementos da relação real que atuam na direção dos objetivos terapêuticos.
2 Elemento Comum = É um elemento determinante e comum a todas as formas de psicoterapias.
3 Vínculo Fundamental = Refere-se ao vínculo estabelecido entre paciente e terapeuta, o qual é fundamental para o trabalho psicoterapêutico.
Perspectiva Histórica da Aliança Terapêutica
Freud (1912)
Descreveu o surgimento espontâneo de um sentimento afetuoso amigável da parte saudável do paciente por seu médico, se ele apresentasse interesse e adotasse certos cuidados pelo paciente.
2 Bibring (1937)
Descreve que a situação terapêutica representa uma "nova relação de objeto", qualitativamente diferente das experiências de primeira infância, chamando-a de aliança terapêutica.
3 Greenson (1960)
Introduz o termo "aliança de trabalho", correspondendo à "habilidade do paciente de trabalhar na situação analítica", situando-a entre a relação transferencial e a relação real com o terapeuta.
Bases para a Aliança de Trabalho segundo Greenson
Motivação = A motivação do paciente para superar sua doença.
Desamparo = Sua sensação de desamparo. 
Cooperação = Sua disposição consciente e racional para Cooperar 
Capacidade de Seguir = Sua capacidade de seguir as instruções e os insights do analista.
Perspectiva de Bordin sobre a Aliança de Trabalho
Elemento Comum = Bordin considera a aliança de trabalho como elemento comum a todas as técnicas psicoterapêuticas.
Variações por Abordagem = Há diferentes maneiras de como se espera que terapeuta e paciente trabalhem juntos, de acordo com cada abordagem teórica.
Força da Aliança = Para que o trabalho seja efetivo e a mudança esperada seja alcançada, a força da aliança é um determinante.
Elementos Essenciais da Aliança segundo Bordin
1 Vínculo Pessoal = O desenvolvimento de vínculo pessoal composto por sentimentos positivos recíprocos.
2 Acordo sobre Objetivos = O acordo sobre os objetivos do tratamento.
3 Acordo sobre Tarefas = O acordo sobre as tarefas que cabem ao terapeuta e ao paciente no processo psicoterapêutico
Teoria de Carl Rogers sobre o Relacionamento Terapêutico
Centralidade do Relacionamento = O relacionamento entre terapeuta e paciente é central para o processo de mudança na psicoterapia.
Estado do Paciente = É esperado que o paciente esteja em um estado de incongruência ou desconforto em sua maneira de ser ou estar no mundo.
Atitude do Terapeuta = É esperada do terapeuta uma atitude de autenticidade na relação e que apresente uma postura não julgadora de acolhimento, compreensão empática e sentimentos positivos em relação ao paciente.
Mecanismo de Mudança = A habilidade natural de mudança que o paciente apresenta é reforçada pela atitude empática, congruente e de consideração positiva por parte do terapeuta, mecanismo considerado central em todas as formas de psicoterapia por Rogers.
Diferença entre Técnica Psicoterapêutica e Aliança
Técnica Psicoterapêutica = A técnica é baseada e norteada pela teoria clínica que referencia o tratamento.
Aliança = A aliança representa o quão terapeuta e paciente estão conseguindo caminhar juntos no processo terapêutico.
Elemento Comum = A aliança é um elemento comum a todas as técnicas psicoterapêuticas.
Fatores que Interferem na Qualidade da Aliança = Fatores do Terapeuta Fatores do Paciente Percepção do progresso da terapia
Processo de avaliação = Relação com a teoria que norteia sua prática 
Ideias sobre o que a terapia deve proporcionar = Adesão à técnica Experiência de ser atendido Capacidade de abordar eventos carregados de afeto
Confiança no terapeuta = Habilidades terapêuticas 
Avaliação das intenções do terapeuta = Capacidade de acolher e metabolizar emoções evocadas
Avaliação do valor do método do terapeuta
Flexibilidade na Condução da Terapia
Avaliação do Paciente = O pacienteavalia a terapia com base em suas ideias e experiências.
2 Contribuição do Paciente = O paciente pode contribuir para a forma como a terapia deve ser conduzida.
3 Adaptação das Técnicas = As técnicas podem ser adaptadas conforme o conforto do paciente (p. ex., iniciar com visualização em vez de exposição in vivo para pacientes com fobia).
A Relação Terapêutica Parte 2 TCC
A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) é uma abordagem terapêutica que foca na redução direta dos sintomas e na instrumentalização do paciente para lidar com suas dificuldades. 
Objetivos da TCC
1 Redução de Sintomas = A TCC direciona seus esforços para a redução direta dos sintomas apresentados pelo paciente.
2 Instrumentalização do Paciente = Seu pressuposto é o de que a terapia deve instrumentalizar o paciente para lidar com suas dificuldades na ausência do terapeuta.
3 Aprendizado Prático Baseada na teoria do aprendizado = A TCC busca proporcionar ferramentas práticas para o paciente aplicar em seu cotidiano.
Evolução da Relação Terapêutica na TCC
Início da TCC
Inicialmente, a relação terapêutica não foi descrita como fator terapêutico, além de servir de base para operacionalizar o aprendizado.
2 Década de 1970
Foi descrito o proveito de o terapeuta agir de forma calorosa e empática com seu paciente e de ser percebido como um ser humano honesto e confiável, com bons valores sociais e éticos.
3 Atualidade
A aliança é vista de forma diferente, enfatizando-se a colaboração e o trabalho conjunto, em um modelo de "empiricismo colaborativo".
Características do Terapeuta na TCC
Caloroso = O terapeuta deve agir de forma calorosa com seu paciente, criando um ambiente acolhedor.
Empático = A empatia é uma característica fundamental para o terapeuta na TCC.
Honesto = O terapeuta deve ser percebido como um ser humano honesto e confiável.
Ético = Possuir bons valores sociais e éticos é essencial para o terapeuta na TCC.
Benefícios da Relação Terapêutica segundo Wilson e Evans
Reforço Social = A relação proporciona reforço social, abrindo espaço para a mudança de comportamento do paciente em sessão.
Aumento da Eficácia = Aumenta a eficácia do terapeuta, permitindo que sirva de modelo para o paciente.
Melhora da Expectativa = A relação terapêutica melhora a expectativa terapêutica do paciente em relação ao tratamento.
Empiricismo Colaborativo na TCC
Definição = Na TCC, a aliança é vista de forma diferente, enfatizando-se a colaboração e o trabalho conjunto, em um modelo de "empiricismo colaborativo".
Papel do Terapeuta = O terapeuta atua como um colaborador, trabalhando em conjunto com o paciente para alcançar os objetivos terapêuticos.
Papel do Paciente = O paciente é visto como um participante ativo no processo terapêutico, contribuindo com suas experiências e insights.
Objetivo = O empiricismo colaborativo visa criar uma parceria terapêutica eficaz para a resolução de problemas e mudança de comportamentos.
Fatores Não Específicos do Tratamento
Importância Mesmo dentro da visão da TCC, pode-se identificar um papel importante também dos chamados fatores não específicos do tratamento.
2 Percepção do Paciente Provavelmente, quando perguntarmos aos pacientes que completaram a TCC o que os ajudou a superar seus problemas, eles responderão: "Conversar com alguém que escuta e entende".
3 Além das Técnicas Esses fatores não específicos complementam as técnicas estruturadas da TCC, contribuindo para o sucesso terapêutico.
Neutralidade e Abstinência: Origens
Desenvolvimento Inicial = Os conceitos de neutralidade e abstinência foram inicialmente desenvolvidos por Freud.
Adaptação para TCC Na TCC, esses elementos são menos relevantes, e o papel do terapeuta é mais ativo (chamado de empiricismo colaborativo).
Aplicação na Psicanálise
Esses conceitos norteiam a técnica psicoterapêutica dirigida ao insight, sendo mais importantes em terapias como a psicanálise ou psicoterapia de orientação analítica (POA).
Neutralidade na Terapia
Definição = A neutralidade do terapeuta não significa distanciamento; objetiva criar um campo em que o que irá se manifestar é o mundo interno do paciente.
Objetivo = O objetivo de uma postura neutra é estimular o paciente a mobilizar recursos próprios para a solução de problemas, evitando uma postura regressiva e dependente em relação ao terapeuta.
Aplicação = Em vez de permitir que o paciente permaneça em um papel passivo, o terapeuta o estimula para uma busca colaborativa na solução de problemas.
Diferenciação = Neutralidade não deve ser confundida com distanciamento e indiferença em relação ao paciente.
Exemplo de Neutralidade na Prática
Apresentação do Problema = Um paciente traz dúvidas a respeito de uma mudança em sua atividade profissional.
2 Postura do Terapeuta = O terapeuta evita emitir juízos, mas propõe um exame da situação com o paciente.
3 Abordagem Psicodinâmica = Em uma linha psicodinâmica, podem examinar sentimentos ligados às relações de trabalho e aos conflitos relacionados.
4 Abordagem Cognitiva = Em uma terapia cognitiva, ambos podem fazer uma avaliação objetiva do mercado de trabalho e dos prós e contras daquela decisão que o paciente está pensando em tomar.
Abstinência na Terapia
Definição = A abstinência diz respeito à postura adotada pelo terapeuta no intuito de não interferir diretamente naquilo que está ocorrendo na sessão.
Relação com Neutralidade = É um conceito bem articulado com o conceito de neutralidade.
Objetivo = O terapeuta se abstém de fazer julgamentos e de revelar impressões de sua vida pessoal, com o objetivo de que os assuntos que aparecem na sessão tenham origem no mundo interno do paciente.
Aplicação = Na prática, nenhum terapeuta é totalmente neutro ou abstinente, mas busca-se manter essa postura o máximo possível.
Limites da Neutralidade e Abstinência
Intervenções Inevitáveis = Quando faz qualquer intervenção, mesmo que de conteúdo neutro, a maneira de vestir, cumprimentar, o tom de voz, o momento em que resolveu intervir, o tópico que resolveu interpretar revelam algo do terapeuta ao paciente.
2 Flexibilidade na TCC = Na TCC, diferentemente da terapia psicodinâmica, a ferramenta de trabalho utilizada com mais frequência é a reestruturação cognitiva, bem como a análise de comportamento e a validação experiencial.
3 Autorrevelação Estratégica = A autorrevelação de acontecimentos da vida pessoal do terapeuta pode ser útil em alguns momentos, quando a função dessa estratégia é evidenciar que compartilhamos experiências comuns à natureza humana.
Função da Autorrevelação na TCC
Validação Emocional = Essa é uma estratégia que tem a função específica de validar as emoções e sensações que determinadas vivências evocam no paciente.
Compartilhamento de Experiências = A autorrevelação pode ser usada para mostrar que certas experiências são comuns à natureza humana.
Limites = A autorrevelação é feita sem sugerir de que maneira o paciente irá lidar com suas emoções ou experiências.
Aplicação Cuidadosa = Cabe ao terapeuta verificar o grau em que aquele determinado paciente tolera uma postura mais neutra e abstinente do terapeuta e os momentos em que se requer uma atitude de apoio ou de esclarecimentos.
Criação de um Ambiente Terapêutico Neutro
1 Isenção de Julgamentos = Criar um ambiente neutro, isento de julgamentos.
2 Foco no Paciente = Centrar-se nas características do paciente.
3 Facilitação da Transferência = Favorecer o surgimento e a abordagem da transferência.
4 Observação da Contratransferência = Permitir a observação e abordagem da contratransferência.
Transferência na Relação Terapêutica
Definição = A transferência é um elemento fundamental da relação terapêutica, onde o paciente projeta sentimentos e expectativas no terapeuta.
Importância = É um dos elementos que surge em um ambiente terapêutico neutro e isento de julgamentos.
Abordagem = A transferência é observada e trabalhada pelo terapeuta como parte do processo terapêutico.
Papel na TCC = Embora menos enfatizada que na psicanálise, a transferência também é considerada na TCC como umaspecto importante da relação terapêuta.
Contratransferência na Relação Terapêutica
1 Definição = A contratransferência refere-se aos sentimentos e reações do terapeuta em relação ao paciente.
2 Importância = É um dos elementos fundamentais da relação terapêutica que surge em um ambiente neutro e centrado nas características do paciente.
3 Utilização = A contratransferência pode ser uma ferramenta valiosa para o terapeuta entender melhor o paciente e o processo terapêutico.
4 Manejo = O terapeuta deve estar atento à sua contratransferência e saber manejá-la de forma adequada para benefício do tratamento.
Comparação entre TCC e Terapias Psicodinâmicas
	Aspecto
	TCC
	Terapias Psicodinâmicas 
	Foco 
	Redução direta de sintomas
	Insight e
compreensão
profunda
	Papel do terapeuta 
	Mais ativo e
colaborativo
	Mais neutro e
abstinente
	Duração 
	Geralmente mais curta
	Geralmente mais longa
	Técnicas principais 
	Reestruturação
cognitiva, análise
comportamental
	Interpretação,
análise da
transferência
Reestruturação Cognitiva na TCC
1 Identificação = Identificar pensamentos automáticos e crenças disfuncionais.
2 Análise = Examinar a validade e utilidade desses pensamentos.
3 Desafio = Questionar e desafiar pensamentos não adaptativos.
4 Substituição = Desenvolver pensamentos mais adaptativos e realistas.
Análise de Comportamento na TCC
Observação = Observar e registrar comportamentos problemáticos.
Identificação de Gatilhos = Identificar situações que desencadeiam comportamentos indesejados.
Consequências = Analisar as consequências dos comportamentos.
Planejamento = Desenvolver estratégias para modificar comportamentos problemáticos.
Validação Experiencial na TCC
1 Definição = A validação experiencial é uma técnica que reconhece e aceita as experiências emocionais do paciente.
2 Objetivo = Visa criar um ambiente de aceitação e compreensão, facilitando a abertura do paciente.
3 Aplicação = O terapeuta demonstra empatia e compreensão pelas experiências do paciente, sem necessariamente concordar com suas interpretações.
4 Benefícios = Ajuda a construir uma forte aliança terapêutica e prepara o terreno para intervenções mais desafiadoras.
Autorrevelação do Terapeuta na TCC
Propósito = A autorrevelação de acontecimentos da vida pessoal do terapeuta pode ser útil em alguns momentos, quando a função dessa estratégia é evidenciar que compartilhamos experiências comuns à natureza humana.
Limitações = Essa estratégia tem a função específica de validar as emoções e sensações que determinadas vivências evocam no paciente, sem sugerir de que maneira ele irá lidar com elas.
Cuidados = O terapeuta deve usar a autorrevelação com cautela, sempre focando no benefício do paciente e não em suas próprias necessidades.
Adaptação da Postura do Terapeuta
Avaliação Individual = Cabe ao terapeuta verificar o grau em que aquele determinado paciente tolera uma postura mais neutra e abstinente do terapeuta.
Flexibilidade = O terapeuta deve ser capaz de adaptar sua abordagem conforme as necessidades do paciente.
Momentos de Apoio = Identificar os momentos em que se requer uma atitude de apoio ou de esclarecimentos.
Equilíbrio = Buscar um equilíbrio entre neutralidade e suporte emocional conforme necessário
Importância da Escuta na TCC
Percepção do Paciente= Provavelmente, quando perguntarmos aos pacientes que completaram a TCC o que os ajudou a superar seus problemas, eles responderão: "Conversar com alguém que escuta e entende".
2 Habilidade Fundamental = A escuta ativa é uma habilidade crucial para o terapeuta na TCC, permitindo uma compreensão profunda das experiências do paciente.
3 Base para Intervenções= Uma escuta atenta fornece a base para intervenções mais eficazes e personalizadas.
4 Fortalecimento da Aliança = A capacidade de escutar e entender contribui significativamente para o fortalecimento da aliança terapêutica.
A PSICOTERAPIA
Origem, relacionada à “cura da alma Cordioli (2008, p. 19), a psicoterapia “tem suas origens na medicina antiga, na religião, na cura pela fé, no hipnotismo”.
• Era uma atividade cercada por crenças e misticismo. A psicologia clínica - clínica médica - observação clínica e a anamnese, criadas por Hipócrates, o pai da Medicina.
• No século XIX a psicoterapia passou a ser utilizada para tratar os transtornos mentais e as chamadas doenças nervosas - atividade restrita aos médicos psiquiatras.
• A psicoterapia, assim como Freud, adotou a hipnose como método para tratar os pacientes. Logo em seguida, Freud descartou a hipnose ao não encontrar efetividade em seus resultados. Dessa insatisfação nasceu a psicanálise.
O que diferencia, na atualidade, a psicanálise das psicoterapias é o fato destas não empregarem o método psicanalítico.
Sigmund Freud quem contribuiu significativamente com avanços na clínica psicológica ao introduzir novas técnicas.
• A mudança do paradigma da observação para o da escuta, a importância da resistência e, em última instância, a perspectiva de tratar o cliente como um sujeito de sua história de adoecimento, e não como mero objeto.
Freud provocou o desligamento da psicoterapia da Medicina.
• Exclusão do uso dos termos médicos “paciente” e “cura” do contexto psicoterápico. 
QUESTÃO POLEMICA ATÉ OS DIASATUAIS.
• Na atualidade, a psicoterapia está relacionada ao trabalho terapêutico constituído por diversos procedimentos e técnicas clínicas que são aplicados observando as particularidades da situação terapêutica que se apresenta em dado momento.
- reconhecimento da psicologia enquanto ciência - a psicoterapia foi reconhecida como um método que possibilita conhecer em profundidade o funcionamento da mente humana, o que proporciona ao indivíduo conhecimento profundo sobre si mesmo
Psicoterapia é compreendida como “[...] qualquer procedimento que tenha ação sobre a psique do indivíduo.
O resultado do processo psicoterapêutico é a mudança ou alteração na conduta, nos sentimentos e nos pensamentos do indivíduo. De modo restrito, psicoterapia está associada à ideia de “[...] um processo sistemático, com fundamentação no conhecimento dos psicodinamismos da mente [...]”, o que ocorrerá por meio da relação estabelecida entre psicoterapeuta e paciente. 
A psicoterapia ocorre apoiada em pressupostos teóricos e técnicos que caracterizam a atividade clínica.
• A psicoterapia se configura enquanto um processo da área clínica cujo principal objetivo é a resolução de questões relativas ao psiquismo.
• A psicoterapia é composta por etapas que avançam em função da interação entre os sujeitos envolvidos: o psicoterapeuta e o paciente
Na atualidade, a psicoterapia é compreendida como um processo clínico constituído de etapas estruturadas a partir de determinado referencial teórico.
• É uma atividade da área clínica cujas técnicas atuam sobre a psique e produzem mudança no comportamento do indivíduo
Psicoterapia é uma prática de intervenção sustentada por um campo de conhecimentos teóricos e técnicos fundamentados cientificamente, embasada por princípios éticos da profissão, que se desenvolve em contexto clínico e em um relacionamento interpessoal, junto a indivíduos, casais, famílias e demais grupos, decorrente de uma demanda psicológica com o objetivo de promover a saúde mental e propiciar condições para o enfrentamento de conflitos ou transtornos psíquicos.
Psicoterapia: Do ponto de vista Epistemológico
1950 - Observa-se a preocupação em comprovar a eficácia, o alcance e os limites dos diversos métodos e técnicas psicoterápicas.
• A dificuldade para definir tais critérios e a falta de consenso em torno dos conceitos e da aplicação das diversas teorias psicoterápicas mostram-se uma limitação de todo o processo de validação das psicoterapias.
Psicoterapia: Do ponto de vista epistemológico Enquanto a psicologia clínica ganhou espaços sociais e reconhecimento científico, ela jamais pôde atingir, como não o puderam as ciências humanas e sociais, o status da confiabilidade científica das ciências duras, permanecendo a meio caminho de um reconhecimento integral. 
• Esse autorreconhece que a psicologia clínica conquistou importantes espaços sociais e institucionais e é reconhecida como um tipo de ciência. O desejado consenso em torno da indicação, métodos, técnicas e eficácia da psicoterapia ainda não foi encontrado. Essas questões continuam alimentando a discussão entre os profissionais da área clínica e entre a psicologia e a ciência como um todo.
• Se a eficácia das psicoterapias não pode ser comprovada de modo definitivo, é possível considerar tais métodos psicológicos como instrumentos científico
O princípio fundamental da psicoterapia encontra-se na ética que deve caracterizar o acolhimento (dar morada ou assento) que o psicoterapeuta oferece ao paciente
• Princípio IV (Código de ético do Psicólogo):
• “O psicólogo atuará com responsabilidade, por meio do contínuo aprimoramento profissional, contribuindo para o desenvolvimento da Psicologia como campo científico de conhecimento e de prática”. 
A ausência da atualização e da ampliação do conhecimento reduziria significativamente a oferta de um atendimento de qualidade às demandas da clínica psicológica em função da extensão e complexidade das questões que o paciente pode apresentar ao longo da psicoterapia.
• Estima-se que o avanço científico nesse campo impactará a ética esperada na atuação do psicólogo, em especial o que trabalha na área clínica.
A formação do psicoterapeuta
• As habilidades ou a formação do psicoterapeuta se estabelecem apoiadas:
1. na formação em determinada abordagem teórica;
2. na supervisão de casos clínicos; e
3. na psicoterapia pessoal do profissional da área clínica.
Formação em determinada abordagem teórica;
Há ampla variedade de abordagens teóricas/técnicas na área da psicologia.
• O psicólogo escolherá a teoria que dialoga com suas percepções acerca do sujeito e da coerência que o conjunto de técnicas mostra ter em relação à sua visão de psicoterapia e de sujeito.
• A importância desta capacitação reside em adquirir um referencial teórico que amplie a capacidade de perceber e compreender as questões que o paciente apresenta durante o processo psicoterápico.
• Sem capacitar-se, o psicólogo teria importante dificuldade para identificar e compreender a demanda apresentada pelos pacientes e a psicoterapia ficaria estagnada e, portanto, não progrediria.
Supervisão de casos clínicos
• Supervisão de estágio clínico recurso oferece um espaço de reflexão, transformação e construção do conhecimento” e estimula o desenvolvimento, a iniciativa e a autoconfiança no exercício da prática clínica.
• Supervisão do recém-formado - o supervisor tem o papel de apontar outros aspectos da sessão, além dos percebidos pelo jovem psicoterapeuta, e mostrar a relação entre a teoria, a técnica e os conteúdos da sessão.
Psicoterapia pessoal do profissional da área clínica
A psicoterapia pessoal do psicoterapeuta permite conhecer as principais dificuldades que cerceiam sua personalidade e seu comportamento.
• Além de poder elaborar tais questões, o psicoterapeuta passará a compreender como tais dificuldades foram elaboradas, o que leva a entender como ocorre na prática a transformação psíquica durante a psicoterapia.
• Esse tripé reúne os instrumentos essenciais para o desenvolvimento da identidade de psicoterapeuta e capacita para o efetivo exercício desse papel.
Psicoterapia pessoal do profissional da área clínica.
Os resultados que se pode obter no processo psicoterápico são proporcionais à formação do psicoterapeuta.
• A competência técnica, a experiência clínica e o estilo pessoal do profissional, o que inclui características como autenticidade e empatia, como elementos que compõem a formação clínica - favorecem o fortalecimento das habilidades do psicoterapeuta, aumentando, desta forma, o grau de sucesso que pode obter em seu trabalho.
Os aspectos legais do exercício da Psicoterapia No que diz respeito às responsabilidades do psicólogo:
• Art. 1º - deveres fundamentais dos psicólogos”:
• “Estabelecer acordos de prestação de serviços que respeitem os direitos do usuário ou beneficiário de serviços de psicologia. 
• “Sugerir serviços de outros psicólogos, sempre que, por motivos justificáveis, não puderem ser continuados pelo profissional que os assumiu inicialmente, fornecendo ao seu substituto as informações necessárias à continuidade do trabalho. 
• “Art. 2º – Ao psicólogo é vedado”:
• “Praticar ou ser conivente com quaisquer atos que caracterizem negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade ou opressão”. 
• “Induzir a convicções políticas, filosóficas, morais, ideológicas, religiosas, de orientação sexual ou a qualquer tipo de preconceito, quando do exercício de suas funções profissionais” 
• “Ser conivente com erros, faltas éticas, violação de direitos, crimes ou contravenções penais praticadas por psicólogos na prestação de serviços profissionais” 
• “Induzir qualquer pessoa ou organização a recorrer a seus serviços”. 
Os aspectos legais do exercício da Psicoterapia
• “Estabelecer com a pessoa atendida, familiar ou terceiro, que tenha vínculo com o atendido, relação que possa interferir negativamente nos objetivos do serviço prestado. 
• “Prolongar, desnecessariamente, a prestação de serviços profissionais”. 
Os aspectos legais do exercício da Psicoterapia
• “Art. 6º – O psicólogo, no relacionamento com profissionais não psicólogos”:
• “Encaminhará a profissionais ou entidades habilitados e qualificados demandas que extrapolem seu campo de atuação”. 
• “Compartilhará somente informações relevantes para qualificar o serviço prestado, resguardando o caráter confidencial das comunicações, assinalando a responsabilidade, de quem as receber, de preservar o sigilo”. 
Os aspectos legais do exercício da Psicoterapia
• Art. 8º – “Para realizar atendimento não eventual de criança, adolescente ou interdito, o psicólogo deverá obter autorização de ao menos um de seus responsáveis, observadas as determinações da legislação vigente:
• §1° – No caso de não se apresentar um responsável legal, o atendimento deverá ser efetuado e comunicado às autoridades competentes;
• §2° – O psicólogo responsabilizar-se-á pelos encaminhamentos que se fizerem necessários para garantir a proteção integral do atendido.”
Os aspectos legais do exercício da Psicoterapia
• Art. 9º – É dever do psicólogo respeitar o sigilo profissional a fim de proteger, por meio da confidencialidade, a intimidade das pessoas, grupos ou organizações, a que tenha acesso no exercício profissional”. 
Cabe ao Psicólogo...
• Preparar o paciente para a alta sempre que as questões que o levaram à psicoterapia (e outras diretamente relacionadas à queixa) foram modificadas.
• Mesmo quando o vínculo entre psicoterapeuta e paciente é positivo, faz-se necessário conceder alta ao paciente.
• O encaminhamento a outro psicoterapeuta torna-se imperativo quando:
• a demanda do paciente vai além de seu campo de atuação;
• houver vínculo com o paciente ou qualquer relação que possa interferir negativamente nos objetivos da psicoterapia;
• o psicoterapeuta não puder continuar o atendimento, por motivo justificável.
ABRAP
• 2004 - Associação Brasileira de Psicoterapia (ABRAP) - objetivo de reunir e promover troca entre psicoterapeutas dos diversos modelos de psicoterapia.
• ABRAP é entidade de supra abordagens, portanto, abraça todas as linhas existentes, como: corporais, sistêmicas, comportamentais, psicanalítica, psicodramáticas, cognitivo-comportamental, comunitária, analíticas, entre outras.
Objetivos; 
• (a) apoiar o desenvolvimento das bases conceituais e científicas da psicoterapia geral e enfatizar a reflexão sobre os fatores terapêuticos comuns a todas as abordagens;
• (b) servir como um centro de recursos e informações sobre assuntos relativos à psicoterapia para quem a ela recorrer;
• (c) promover regularmente eventos científicos na área de psicoterapia, brasileiros e internacionais;
• (d) promover a integração de profissionais de diversas áreas;
• (e) divulgar a psicoterapia e favorecer sua presença nos processos de transformações sociais e organizacionaisem que seja relevante;
• (f) criar parcerias com entidades nacionais e internacionais e governamentais;
• (g) premiar trabalhos individuais e de organizações que se destacarem na área.
FATORES DE MUDANÇA EM PSICOTERAPIA
A psicoterapia é um processo complexo que envolve diversos fatores responsáveis pelas mudanças terapêuticas. 
Classificação dos fatores de Mudança:
Técnicas utilizadas (fatores específicos) englobam as diferentes intervenções do terapeuta e a estruturação das sessões. São particulares de cada modelo de psicoterapia. 
Relação Paciente-terapeuta (fatores não-específicos) incluem fenômenos transferenciais, aspectos lógicos e racionais (aliança terapêutica) e aspectos reais da relação, como o vínculo afetivo. 
Agentes de mudança comuns à psicoterapia;
1- Experiência afetiva clima favorável para expressar e compartilhar emoções, realizar catarse e tornar o paciente mais influenciável pelo terapeuta
2- Aumento das habilidades aquisição e integração de pensamentos e percepção promovendo o autoconhecimento
3- Regulação do comportamento aprendizagem de controle de ações, regulação emocional e mudanças de hábitos e comportamentos. 
Fatores sociais, grupais e sistêmicos:
Grupo 1 Fatores comuns recebeu intervenções psicoterápicas apenas com fatores comuns
Grupo 2 tratamento Ativo recebeu tratamento psicoterápico completo
Grupo 3 Sem tratamento lista de espera, não recebeu tratamento
IMPORTANCIA DA RELAÇÃO PACIENTE- TERAPEUTA
1- Reconhecimento 
2- Ênfase no tratamento 
3- Processo colaborativo 
Fatores cognitivos na psicoterapia:
1- Ampliação das habilidades cognitivas
2- Aumento do autoconhecimento 
3- Melhora no controle 
4- Planejamento e tomada de decisões 
IMPORTANCIA DA CAPACIDADE INTROSPECTIVA:
1- Recurso essencial = a capacidade de ser introspectivo é fundamental para lidar com conflitos psicológicos 
2- Associação de eventos mentais = permite associar pensamentos, emoções e condutas
3- Percepção realista = auxilia na percepção realista da realidade externa
4- Desenvolvimento de empatia = contribui para ter empatia em relação aos outros
*PSICOEDUCAÇÃO – objetivos principais
1- Aumento do conhecimento informar sobre sintomas, mecanismos do transtorno, prevenção de recaídas, recursos para lidar com déficits, tratamentos disponíveis e efeitos colaterais. 
2- Familiarização com o modelo terapêutico 
ESTRATEGIAS DA PSICOEDUÇÃO
1- Educação durantes as sessões o terapeuta educa o paciente sobre o seu transtorno e como vencê-lo utilizando gráficos e desenhos como recursos auxiliares
2- Material complementar fornecimento de folhetos explicativos para leituras e consultas à internet 
3- Envolvimento familiar extensão da psicoeducação aos familiares do paciente
APLICAÇÃO DA PSICOEDUCAÇÃO 
1- Terapia cognitiva = essencial para a abordagem cognitiva 
2- Terapia comportamental = componente importante na mudança de comportamentos 
3- Grupos de auto-ajuda = suporte mútuo
4- Terapias de apoio = auxilia na compreensão e enfrentamento 
REESTRUTURAÇÃO COGNITIVA
1- Correções de distorções = modificação de percepções e interpretações erradas ou distorcidas 
2- Mudança de pensamento automático = alteração de ideias prontamente disponíveis sobre acontecimentos ou situações 
3- Transformação de crenças subjacentes = modificação de crenças intermediárias ou nucleares e esquemas cognitivos disfuncionais. 
PENSAMENTOS AUTOMÁTIVOS E CRENÇAS SUBJACENTES 
1- PA = ideias prontamente disponíveis sobre um acontecimento ou uma situação. Podem ser realísticos ou distorcidos, gerando emoções e comportamentos perturbadores quando disfuncionais
2- CRENÇAS SUBJACENTES = estruturas cognitivas organizadas desde a infância, formando um corpo coeso de afirmações, suposições ou regras a respeito de si mesmo, da realidade e do futuro. Guiam percepções, interpretações e tomadas de decisão 
INSIGHT NA PSICOTERAPIA 
1- Definição = ampliação do autoconhecimento ou da capacidade de observação, aproximando-se da verdade sobre si mesmo
2- Conexões temporais = percepção das conexões entre emoções e comportamentos do presente e do passado 
3- Importância nas abordagens = essencial para psicoterapias de orientação familiar e psicanálise
4- Preditor de resposta = a capacidade do paciente de ter insight é um importante preditor de resposta à psicoterapia. 
PROCESSO DE ELABORAÇÃO
1- Associações = o paciente se dá conta de associações entre fatos de sua vida mental 
2- Modificação de narrativas = alteração das próprias narrativas e memórias sobe fatos e pessoas 
3- Domínio sobre conflitos = aquisição de domínio sobre conflitos internos e emoções patogênicas associadas 
INTERVENÇÕES PARA OBTENÇÃO DE INSIGTH
1- Observação = chamar atenção para comportamentos ou emoções 
2- Confrontação = levar o paciente a se defrontar com algo evitado 
3- Interpretação = propor novas explicações para sintomas e comportamentos 
OBSERVAÇÃO COMO INTERVENÇÃO TERAPEUTICA
Objetivo motivar o paciente a explorar o significado de comportamentos ou emoções 
Foco na introspecção estimular o paciente a ser mais introspectivo e atento aos seus pensamentos e emoções perturbadoras
Preparação para insight preparar o terreno para a interpretação, o insight e a elaboração
Confrontação na terapia 
Definição tentativas de levar o paciente a se defrontar com algo que está sendo evitado 
Abordagem deve ser feita de forma gentil para não aumentar as defesas do paciente
Objetivo trazer à tona emoções desagradáveis que estão sendo evitadas
Interpretação na Psicanálise
1 Novas Explicações = Proposta de novas explicações para sintomas, emoções, pensamentos, comportamentos e motivações.
2 Conscientização = Tornar conscientes desejos, fantasias, impulsos, emoções reprimidas e mecanismos de defesa inconscientes.
3 Foco na Transferência = Ênfase na manifestação do material inconsciente na relação transferencial.
4 Trabalho Terapêutico = Oportunidade de trabalhar com o material inconsciente ao vivo na relação terapêutica 
FATORES COMPORTAMENTAIS: APRENDIZAGEM 
Aprendizagem Social = O comportamento de um indivíduo pode ser influenciado por observação e imitação de outros.
Condicionamento Operante = Comportamentos podem ser reforçados ou extintos dependendo das consequências que seguem o comportamento.
Condicionamento Clássico = Uma resposta natural é evocada por um estímulo previamente neutro associado a um estímulo que já evocava a resposta.
A escola comportamental tem oferecido uma importante contribuição para o tratamento de diversos transtornos mentais ao formular hipóteses testáveis sobre o surgimento e a manutenção dos sintomas de várias psicopatologias. Tanto os comportamentos “normais” quanto os “patológicos” são entendidos como resultantes dos diversos processos de aprendizagem e das leis que os regem. A escola comportamental tem dado importância a algumas formas definidas de aprendizagem: o condicionamento clássico, o condicionamento operante, a aprendizagem social e o fenômeno da habituação e da extinção
Fatores comportamentais: aprendizagens
As diferentes modalidades de aprendizagem deram origem a uma enorme gama de intervenções e técnicas que se têm mostrado efetivas no tratamento de diversos sintomas e transtornos. Intervenções comportamentais são focadas em sintomas específicos e apresentam objetivos claramente definidos. Alguns exemplos de tratamentos incluem: esquiva fóbica nas fobias específicas, transtorno de pânico e agorafobia; sintomas obsessivo-compulsivos no TOC; décits em habilidades sociais na ansiedade social; adição a substâncias; evitações no transtorno de estresse póstraumático (TEPT); comportamentos evitativos e compulsivos nos transtornos alimentares (bulimia); e disfunções sexuais.
Fatores sociais, grupais ou sistêmicos
As terapias de grupo e a terapia familiar reconhecem a inuência do contexto social e familiar na saúde mental individual. O objetivo é modificar o ambiente para auxiliar os indivíduos em seu crescimento emocional e superação de diculdades. As psicoterapias familiares sistêmicas veem a família como um sistemainterdependente, onde cada membro inuencia e é inuenciado pelos demais. A conduta de um membro não é isolada da conduta dos outros, e a família é mais que a soma de suas partes. A psicoterapia de casal também considera as inuências recíprocas entre os indivíduos, com intervenções baseadas em diferentes referenciais teóricos.
Fatores sociais, grupais ou sistêmicos
A terapia em grupo valoriza o contexto grupal como fator de mudança. Na situação de grupo, ocorrem diversos mecanismos psicológicos que podem influenciar seus membros: 
· Identificação, tanto projetiva como introjetiva, com os demais membros e com o líder;
· Comportamento imitativo e aprendizagem interpessoal, pela observação dos outros participantes (aprendizagem social);
· Correção de percepções distorcidas, por meio de uma visão mais realista, pela constatação da universalidade de seus problemas e pelo compartilhamento de informações; 
· Catarse, pela possibilidade de obter alívio com a ventilação de emoções e com a instilação da esperança;
· Desenvolvimento do altruísmo (vontade de ajudar os outros);
· Apoio decorrente do fato de se sentir parte de um grupo (coesão grupal) e ter afinidade com seus membros e com as tarefas;
· Melhora da autoestima;
· Socialização desenvolvida pelo convívio em grupo (contato visual, aperto de mãos).
Fatores sociais, grupais ou sistêmicos
Além dos fatores grupais, podem ocorrer fenômenos típicos das terapias individuais, como insight sobre aspectos inconscientes e fenômenos transferenciais. A situação de grupo favorece, ainda, fenômenos que nas terapias individuais seriam mais difíceis de ser percebidos, na medida em que a situação grupal pode favorecer a recapitulação de situações vividas em família, trazendo à tona questões que envolvem inveja, ciúmes e rivalidades. Tais recapitulações de situações e conflitos vividos em família podem ser utilizadas pelo terapeuta com vistas ao seu insight e ao seu controle. A TIP valoriza o contexto social e procura alterá-lo como forma de modificar os sintomas. Parte do princípio de que problemas que envolvem as relações interpessoais influenciam o ajustamento social e podem contribuir para a ocorrência de quadros depressivos. Quatro áreas de problema são exploradas com maior ênfase:
· Luto por morte de pessoa significativa;
· Mudança de papel (p. ex., casamento, aposentadoria, diagnóstico de doença médica);
· Disputa interpessoal (conflitos conjugais);
· Déficit interpessoal (isolamento social).
Como estratégia básica, a TIP identifica a área problemática que mais se relaciona ao quadro depressivo atual e procura melhorar a capacidade do paciente de lidar com ela. As intervenções terapêuticas são semelhantes às utilizadas por outros modelos de terapia: ventilação de emoções (catarse), exame de alternativas, confrontação, solução de problemas e apoio.
FATORES COMUNS
Existem várias denições e classicações dos fatores comuns às psicoterapias na literatura, além da proposta por Frank em seu trabalho original. Uma das conceituações apresentadas é a de Miller e colaboradores, que diferenciam os fatores responsáveis pela mudança em psicoterapia em quatro áreas independentes: 
1) fatores do paciente; 
2) fatores da relação terapêutica;
3) placebo, esperança e expectativa positiva; e 
4) fatores técnicos. 
Para esses autores, os fatores do paciente (p. ex., motivação e capacidade para estabelecer boa relação terapêutica) são os que exercem a maior inuência nos resultados da psicoterapia. Os fatores da relação terapêutica são considerados como o segundo aspecto mais importante para a mudança em psicoterapia, seguidos dos fatores como placebo, esperança e expectativa positiva e dos fatores técnicos. Estes dois últimos têm atribuição similar. Tais fatores, provavelmente, têm maior impacto quando determinadas características do paciente estão presentes (p. ex., motivação) e a relação terapêutica mostra-se saudável e produtiva.
*FATORES COMUNS 
CINCO CATEGORIAS 
· CARACTERISTICA DO PACIENTE = expectativa positiva e esperança na mudança 
· CARACTERISTICA DO TERAPEUTA = traços de caráter como honestidade, integridade, calor humano, empatia, entusiasmo e capacidade de escuta terapêutica e de incutir expectativas positivas e terapia. 
· PROCESSOS DE MUDANÇA EM PSICOTERAPIA = oportunidade para catarse e ventilação, aquisição e prática de novos comportamentos, formulação de uma base lógica, aprendizado emocional 
· ASPECTO DA ESTRUTURA DO TRATAMENTO = uso adequado de técnicas, foco nas experiências emocionais, setting curativo e comunicação verbal e não verbal. 
· ELEEMENTOS DA RELAÇÃO TERAPEUTICA = desenvolvimento da aliança paciente-terapeuta, envolvimento emocional e reações transferenciais. 
Outros fatores comuns;
1 Apoio = catarse, alívio de tensão
2 Aprendizagem = aconselhamento
3 Ação = enfrentamento dos medos
FATORES COMUNS:
1 – Fatores do paciente 
A - Paciente Motivado = A motivação é o desejo e a disposição consciente de fazer mudanças na vida. O paciente motivado busca espontaneamente o tratamento, e não por imposição de outras pessoas, reconhecendo sua responsabilidade, e não só a do terapeuta, no desfecho da psicoterapia.
Vínculo e Aliança = A capacidade de estabelecer vínculo e aliança de trabalho com o terapeuta é outro fator relacionado ao paciente fundamental para o bom andamento da psicoterapia. Do paciente, exige-se que tenha interesse em falar com a outra pessoa, em ser ouvido, valorizado e compreendido.
2 – Fatores do terapeuta 
a. Empatia = Entendimento do ponto de vista e visão de mundo do paciente, expressa de diversas maneiras.
b. Calor Humano = Atitudes de aceitação, respeito, afirmação, apoio, compaixão, carinho e elogios por parte do terapeuta.
c. 3 Autenticidade = Autoconsciência do terapeuta e disposição para compartilhar essa consciência, permitindo que o paciente exponha suas ideias e sentimentos.
d. Importância da Relação = A conexão entre terapeuta e paciente é o ingrediente mais importante para o sucesso do tratamento.
Enquanto muitos focam nos métodos e técnicas da psicoterapia, a verdade é que a conexão entre o terapeuta e o paciente é o ingrediente mais importante para o sucesso do tratamento. Estudos mostram que terapeutas com habilidades interpessoais e a capacidade de formar vínculos colaborativos com seus pacientes, obtêm melhores resultados, independente da abordagem teórica utilizada. Mais do que idade, sexo, experiência ou personalidade, o que realmente faz a diferença é a habilidade do terapeuta de se conectar com o paciente, entender seu mundo interno e criar um ambiente de confiança e empatia. Isso envolve perceber e expressar emoções, estabelecer uma relação genuína e ajudar o paciente a se sentir ouvido, valorizado e compreendido. Essa conexão terapêutica não só facilita a abertura e a honestidade do paciente, mas também permite que ele reviva emoções difíceis e explore aspectos relevantes da sua vida de forma segura. Assim, o paciente fica mais motivado e engajado no processo, aumentando as chances de uma psicoterapia bem-sucedida.
Fatores do terapeuta
1 Relação Terapêutica = A conexão entre terapeuta e paciente é o fator mais importante para o sucesso do tratamento.
2 Expectativas e Preferências = Os melhores terapeutas proporcionam um tratamento condizente com as expectativas e preferências dos pacientes.
3 Criatividade e Percepção = Os melhores terapeutas são criativos e percebem novas formas de lidar com os problemas dos pacientes.
4 Integração Pessoal = Os melhores terapeutas são bem integrados em âmbito pessoal.
5 Modelo para o Paciente = O terapeuta deve servir como modelo, agindo de forma mais madura que o paciente.
6 Proximidade Sociocultural = O terapeuta deve ter uma distância sociocultural não muito grande em relação ao paciente.
7 Intervenção Ativa = O terapeuta deve ter uma postura ativa, com persuasão e dominância.
8 Resistência do Paciente = Reações negativas do paciente sinalizam resistência ao tratamento, exigindo do terapeuta uma reavaliação de suas próprias atitudes.
3 – Fatores da dupla terapeuta-paciente
1Conexão Paciente-Terapeuta = A relação terapêutica é o fator mais importante para o sucesso do tratamento. Uma conexão de confiança e empatia é essencial.
2 Expectativas e Preferências = Os melhores terapeutas personalizam o tratamento de acordo com as necessidades e preferências de cada paciente.
3 Criatividade e Percepção = Terapeutas criativos e perceptivos conseguem enxergar novas formas de lidar com os problemas dos pacientes. 
1 - Conexão Paciente-Terapeuta = A relação terapêutica é o fator mais importante para o sucesso do tratamento.
2 Objetivos e Tarefas = Concordância entre paciente e terapeuta sobre os objetivos e tarefas da terapia é essencial.
3 Preditor de Resultados = A aliança terapêutica é o melhor preditor de resultados, exceto a gravidade dos sintomas.
Fatores do Paciente:
Frank enfatizou o papel das expectativas do paciente na resposta ao tratamento psicoterapêutico. Ele observou que as crenças ou expectativas do paciente sobre a psicoterapia podem influenciar o resultado do tratamento e que, quanto maior forem o sofrimento psíquico e a expectativa de cura, maiores serão as possibilidades de melhora.
2 Greencavage e Norcross verificaram, em revisão de 50 publicações, que a expectativa positiva era citada por 26% dos autores, sendo, entre os fatores relacionados à melhora, o mais citado. Outras características do paciente associadas aos resultados em psicoterapia são a qualidade das relações de objeto e a qualidade das relações interpessoais. Frank acreditava que o estilo da personalidade do paciente poderia ser um fator limitante do tratamento. Isso incluía a facilidade de estabelecer relação terapêutica, a habilidade de resolução de problemas e o grau de reatividade emocional. 
3 algumas características de personalidade poderiam tornar os pacientes quase inacessíveis à intervenção psicoterapêutica. A combinação de pouca motivação, baixa tolerância à ansiedade e déficits nas relações interpessoais indicaria prognóstico ruim. História de trauma na infância, inclusive abuso sexual, e traços de psicopatia e narcisismo também seriam preditores de pior resposta à psicoterapia. São cruciais, ainda, a capacidade do paciente de ser honesto em suas comunicações, de confiar no terapeuta e de ser capaz de compartilhar segredos e emoções íntimas dos quais tem vergonha. Também é essencial que o paciente tolere reviver emoções desagradáveis como ansiedade, culpa ou tristeza e que tenha disposição tanto para examinar fatos relevantes de sua vida atual e passada como para abandonar formas erradas de lidar com medos e ansiedades, como, por exemplo, os comportamentos evitativos.

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