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Índice 
Introdução	1
Povos de Origem Bantu	2
Expansão e Fixação Bantu	2
Causas da Expansão Bantu	2
Características da Comunidade de Agricultores e Pastores	2
Teorias de Expansão Bantu – Localização do Núcleo Bantu	3
1º Aspecto – Teoria Rácica	3
2º Aspecto – Teoria Linguística	3
3º Aspecto – Teoria da Domesticação dos Animais e Flora e o Uso da Tecnologia de Ferro	4
A Expansão da Técnica do Ferro	4
O Povoamento Bantu em Moçambique	5
As Sociedades Moçambicanas Após a Fixação Bantu	6
Os Grupos Etno-Linguísticos Mocambicanos:	6
As Diferenças Norte/Sul	6
Conclusão	8
Referências bibliográficas	9
Introdução
O presente trabalho de carácter avaliativo, tendo como tema a debruçar sobre a teoria da expansão bantu, segundo o histórico Martin hell, diz que A palavra bantu tem uma conotação exclusivamente linguística e surgiu dos estudos entre 1851 e 1869 do linguista alemão Wilhelm Bleek, para assinalar o grande parentesco de cerca de 300 línguas as quais utilizavam esse vocábulo para designar “os homens” (singular muntu).
A base fundamental da economia na agricultura de cereais, principalmente da Mapira e Mexoeira. Em algumas regiões a sul do rio Zambeze, essa actividade económica era acompanhada pela criação de gado bovino. A norte daquele rio, a recolecção constituía um contributo indispensável à dieta alimentar. 
Objectivos
Específicos:
· Falar sobre a teoria da expansão Bantu
· Suas causa e características
· Dizer quais são as suas etapas e sua localização
Gerais:
· Descrever quais foram as formas de convivência
· Falar dos seus aspectos
· Saber e aprender como o povo Bantu formou-se
· Falar da breve história de Moçambique
Povos de Origem Bantu
Expansão e Fixação Bantu
Já na Idade de Ferro, vários povos com uma língua comum, o Bantu, emigraram, de forma paulatina e seguidas de um processo de ocupação. A fixação destes povos fez nascer as primeiras sociedades moçambicanas com tendências para a criação de riquezas e centralização do poder.
Substituindo a “comunidade primitiva” e o predomínio da caça e recolecção, vários grupos populacionais foram chegando a Moçambique desde há cerca de 1700 anos, povoando gradualmente as bacias fluviais costeiras e, quase ao mesmo tempo as encostas e os planaltos do interior. Esse processo de expansão ficou conhecido por Expansão Bantu.
Causas da Expansão Bantu
· Alargamento do deserto de Saara;
· Aumento populacional na orla noroeste da floresta equatorial;
· A falta de terras cultiváveis;
· A difusão da tecnologia de ferro;
· A prática da actividade agro-pecuária.
O que se pode ter como certo, é que a expansão demográfica bantu em Moçambique ocorreu como consequência do conhecimento da agricultura e do processo do fabrico de ferro.
Características da Comunidade de Agricultores e Pastores	
· Introdução e desenvolvimento das actividades agrícolas, pecuária, metalurgia, artesanato e pesca;
· Desenvolvimento das comunidades sedentárias semi-permanentes;
· Organização das comunidades em linhagens onde o poder dos chefes era de ordem moral e não político;
· Surgimento das primeiras comunidades sedentárias;
· Aparecimento do excedente de produção;
· Assiste-se uma transição da economia recolectora para uma economia produtiva o que permitiu o crescimento da população;
· Estes homens viviam em aldeias perto dos cursos das águas.
A base da sua economia era a agricultura. Essa actividade incompatibiliza-se com o nomadismo.
Exigia uma longa permanência num determinado espaço (sedentarismo) para a prestação dos cuidados que os campos e as culturas reclamam durante o ciclo agrícola (lavoura, sementeiras, sacha, colheita, armazenamento, selecção de sementes, etc.).
Teorias de Expansão Bantu – Localização do Núcleo Bantu
De entre vários autores consagrados, destaque particular para o trabalho realizado por Martin Hall, que resumiu em três aspectos fundamentais as grandes discussões de linguistas, arqueológicos e historiadores têm realizado sobre a expansão bantu:
1º Aspecto – Teoria Rácica
Os povos bantu eram uma nova raça que teria imigrado para o sul, substituindo ou absorvendo as comunidades primitivas que habitavam a África Austral – é a concepção rácica da expansão, prontamente criticada e abandonada;
2º Aspecto – Teoria Linguística
Os povos bantu não eram uma nova raça, mas sim povos falantes de línguas aparentadas entre si –o bantu - É a chamada teoria linguística. O termo bantu passou a ser utilizado a partir de 1862, graças ao trabalho do linguista alemão Wilhelm Bleek, que descobriu um grande parentesco em cerca de 300 línguas faladas na região Austral.
Esta teoria tem várias vertentes para explicar a expansão bantu, a saber:
I. Para GREENBERG, Joseph, “a migração bantu deu-se em direcção ao sul a partir da zonada fronteira entre os Camarões e a Nigéria.”
II. Segundo GUTHRIE, Malcom, “o centro da expansão teria sido a região de Luba, na província de Shoba no Zaire.”
III. OLIVER, Roland, concorda com ambos, defendendo que “suas teorias se complementam e acrescenta um novo dado – a expansão obedeceu a quatro fases distintas”.
IV. PHILLPSON, David, defende que “a origem da expansão se encontra na floresta dos Camarões, com dois movimentos distintos: um que contornou a grande floresta para a região dos Grandes Lagos (oriente) e o outro que o seguiu, atravessando a floresta em direcção ao Zaire e Angola.” O segundo movimento defendido por Phillpson, teria sido aquele que refere o grupo que, contornadas as grandes florestas equatoriais para oriente, penetrou no Quénia, Tanzânia e atravessou o rio Rovuma e outro entrou de Zâmbia depois o norte de Tete, chegando ocupando todo território moçambicano.
V. EHRET, Cristopher, acredita que “as línguas bantu espalharam-se através da zona tropical, com um período de diferenciação local na região da floresta de Savana, antes da sua expansão final para oriente e região sul oriental”
Em suma, podemos concluir que os que defendem a teoria linguística concordam que o centro da expansão bantu, o núcleo porto - bantu, estaria na orla noroeste da floresta equatorial e que em vagas sucessivas teriam chegado à África Austral.
3º Aspecto – Teoria da Domesticação dos Animais e Flora e o Uso da Tecnologia de Ferro
A expansão bantu estaria ligada à domesticação dos animais e plantas, à cerâmica e ao trabalho de ferro. O desenvolvimento desta economia mista (agricultura, pastorícia e metalurgia), permitiu a sedentarização das populações, especialização no trabalho e o surgimento da desigualdade social.
Os Bantu já dominavam a técnica da metalurgia de ferro. Com a utilização de instrumentos feitos de ferro, a vida das populações na África Austral melhorou consideravelmente.
A Expansão da Técnica do Ferro
No que se refere a nova tecnologia de ferro, teve sua importância na migração Bantu, uma vez que a descoberta deste metal permitiu a esta população o fabrico de instrumentos mais cortantes, resistentes e eficazes, contribuindo desta maneira no aumento da produção e da productividade o que criou condições para o surgimento do excedente. Dentre os vários cereais cultivados pelo povo Bantu pode-se destacar a Mapira e a Mexoeira.
O ferro foi descoberto na Ásia a.n.e., provavelmente pelos Hititas. Em África as rotas de ferro seguiram três caminhos:
1. Em 1700 a.C. o ferro foi introduzido no Egipto pelos Hicsos (vindos da Ásia). No primeiro milénio a.C. os meroenos (sul do Egipto) divulgaram a técnica para a África Central.
2. Séc. IX a.C., os fenícios já faziam o uso de ferro. Ao fundar a cidade de Cartago, divulgaram a técnica do uso de ferro aos cartagineses e berberes e no séc. V a.C., era já conhecida pelas populações de Nok (África Ocidental).
3. Os Bantu aprenderam a trabalhar o ferro com as populações de Nok e divulgaram a técnica na África Subequatorial.
O Povoamento Bantu em Moçambique
O povoamento de Moçambique resultou de maior sedentarização da expansão demográfica de povos Bantu e do processo de fabrico de ferro. O estudo arqueológico sobre o povoamento da região é limitado. No entanto, algumas hipóteses têm sido avançadas, em particular aexistência de duas rotas de penetração e de povoamento:
1. As populações Bantu teriam atravessado o Rovuma em direcção ao sul, ocupando
progressivamente as terras do interior até ao rio Zambeze.
2. A segunda via situava-se nos planaltos do interior africano, tendo um grupo de populações contornado o lago Niassa, pelo Sul e povoando as terras para o norte, primeiro os planaltos e depois as planícies costeiras dos vales do rio Lúrio e do Lugenda. O estudo da Idade de Ferro em Moçambique, ao longo dos vários anos, foi sempre realizado com múltiplas interpretações através das poucas informações disponíveis e onde a arqueologia é, na essência, tida como a única fonte.
Em Moçambique, evidências da expansão bantu, teriam sido gradualmente reveladas em diversas estações arqueológicas, na Matola, em Xai-xai, Vilanculos (Chibuene, Bazaruto), Marrape, Hola-hola (Save), Mavita (Manica), Chongoene, Bilene, Zitundo, Serra Maúa, Monte Mtukwe (Niassa), entre outros locais. A maior parte destas estações arqueológicas, são testemunhos de um conjunto populacional que escolheu as planícies costeiras para sua gradual progressão, em relação ao sula tingindo a Baia do Maputo e Mpumalanga na R.S.A por volta dos anos 200 n.e. Estas evidências provam a migração populacional a partir das planícies da costa oriental em direcção ao sul cerca do ano 200. Ocuparam a costa, prolongando-se para o interior ao longo de uma estreita faixa de terra nas margens do rio Incomati e Limpopo.
As Sociedades Moçambicanas Após a Fixação Bantu
Durante a expansão, atendendo ao tipo da sua economia, os bantu preferiram localizar as suas aldeias em terras férteis e junto de cursos permanentes de água. A base económica era a agricultura (mapira e mexoeira). Por isso, eram sedentários. A caça, a pesca, olaria, tecelagem e a metalurgia do ferro, eram actividades complementares da agricultura. A terra, meio de trabalho principal era património da comunidade. Todos tinham acesso a ela, mas cabia aos membros seniores a distribuição e o controlo da sua correcta exploração. O exercício de tarefas não produtivas por um grupo reduzido da população e o aparecimento do excedente contribuíram para o surgimento da exploração do homem pelo homem. Estas relações de produção, expressas em tributos quer em trabalho quer em espécie, por exercidas no quadro das relações de parentesco, eram conscientemente assumidas pelos produtores directos, como manifestação de reconhecimento pelas valiosas actividades propiciatórias que chefes desempenham.
O sistema de parentesco, assente em linhagens e clãs, desempenhava um importante papel nas esferas política, económica, religiosa e social. Era como parente que o indivíduo tinha acesso aos recursos económicos e demais direitos da comunidade. Os parentes mais velhos, herdeiros e guardiões das experiencias e tradições comunidade, portanto, os únicos detentores do saber, monopolizavam o exercício das tarefas técnico-administrativas e mágico-religiosas. Orientavam as cerimónias da invocação da chuva pediam aos antepassados a fertilidade do solo, a estabilidade política e o sucesso das actividades económicas. Detinham igualmente, o poder de decisão sobre as alianças matrimoniais e políticas. Estes membros seniores, como chefes religiosos, eram considerados os elos de ligação entre vivos e os mortos.
Os Grupos Etno-Linguísticos Mocambicanos: 
As Diferenças Norte/Sul
Em Moçambique, localizamos dois tipos de linhagens: ao norte do rio Zambeze, predomina a linhagem matrilinear e ao sul do mesmo rio, a patrilinear.
a) Linhagem matrilinear: neste sistema, o filho nascido de um casamento pertence a família da mãe; pratica-se a uxorilocalidade, isto é, com o casamento o homem transfere-se da povoação para a da mulher. O dote (mahari, em emakua) de maior significado, é entregue pelo homem a mulher. A educação dos filhos não e assegurada pelo pai, mas sim pelo tio materno. A transmissão do poder, obedece mais ou menos a mesma regra: com a morte de um chefe, o poder não passa para o filho mais velho, mas sim para o sobrinho, filho da irmã mais velha. A caça, a pesca e a construção de casa eram as únicas actividades masculinas relevantes. As mulheres, praticando a agricultura, é que asseguravam o sustento das comunidades.
b) Linhagem patrilinear: o filho nascido de um casamento pertence à família do pai. Pratica-se a viro-localidade, isto é, a transferência da mulher para a povoação do marido por ocasião do casamento, e um indicador do papel preponderante que os homens desempenhavam na vida económica e social. O dote (lobolo) pago pelo noivo aos sogros aparece como um mecanismo de estabilidade dos casamentos e de subordinação da mulher em relação ao homem. A transmissão da herança é de pai para o filho mais velho. A prática da pastorícia, actividade masculina por excelência, conferia aos homens o acesso a um bem duradouro, principalmente expresso em gado bovino. O gado era o principal meio de pagamento de lobolo e simbolizava o poder económico, ou melhor, representava a capacidade de adquirir esposas.
Conclusão
Durante as pesquisas e da estimativa esforço, conclui que a Os primitivos habitantes de Moçambique foram os KHOISAN. Estes povos eram caçadores, reco1ectores e pescadores; tinham um modo de vida nómada. Os seus instrumentos de trabalho eram muito primitivos; estavam organizados socialmente em bandos; O trabalho era dividido por sexo e idade e o produto final distribuído equitativamente para todos que tinham trabalhado. Eram, pois, sociedades sem exploração do homem pelo homem. Mas, por volta dos séculos II/III, povos provenientes da orla noroeste da Grande Floresta Equatorial, em vagas sucessivas, chegam à região austral de África - os povos Bantu.
Referências bibliográficas
1. JOSÉ, A. e MENEZES, Paula M. G., Moçambique 16 anos de Historiografia: Focos, Problemas, Metodologia, Desafios para a década de 90, Maputo: 1991.
2. PEREIRA, J. L. Barbosa, História 12 – Pré-Universitário, Longman Moçambique, 2010.
3. SERRA, Carlos (ed), História de Moçambique – Parte I – Primeiras sociedades sedentárias e impacto dos mercadores, 200/300 – 1885, Vol 1, Maputo, Universidade Eduardo Mondlane, 2000.
4. SOUTO, Amélia Neves de Guia Bibliográfico para Estudantes de História de Moçambique, Maputo, UEM/CEA, 1996.
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