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Fisioterapia em Saúde da Mulher A Fisioterapia em Saúde da Mulher (FISM) é uma especialidade profissional da Fisioterapia, reconhecida pela resolução do COFFITO nº. 372/2009, que tem como finalidade a ampla atuação fisioterapêutica ao longo do ciclo vital feminino: na infância, na gravidez, no trabalho de parto, no pós-parto, no puerpério, no climatério e na terceira idade. PUBERDADE Processo que conduz o corpo humano à maturidade sexual, tornando o indivíduo capaz de se reproduzir Meninas : 09 a 11 anos Meninos : 11 a 13 anos Os hormônios são mensageiros químicos dentro do nosso corpo que mandam sinais específicos paras as células receptoras. Produzidos na hipófise HORMÔNIOS A hipófise produz o GH, o hormônio do crescimento, muito importante na puberdade. SISTEMA REPRODUTOR FEMININO O sistema reprodutor feminino é formado pelos seguintes órgãos: ovários, tubas uterinas, útero e vagina. HORMÔNIOS FEMININOS Os principais hormônios femininos são o estrogênio e a progesterona, que são fabricados nos ovários, entram em atividade na adolescência e sofrem variações constantes durante o dia a dia da mulher. A progesterona é um hormônio que é responsável por regular o ciclo menstrual da mulher e prepara o útero para receber o óvulo fertilizado, deixando a parede do útero espessa e irrigada, preparando para a gravidez. ● Estrogênios também são responsáveis pela regulação do ciclo hormonal, durante a idade fértil. ● Durante a puberdade, os estrogênios estimulam o desenvolvimento dos seios e maturação do aparelho reprodutor, assim como o crescimento, e alteram a distribuição na gordura do corpo na mulher, geralmente depositado em torno do quadril, nádegas e coxas. CICLO MENSTRUAL 1- Ocorre a liberação do FSH, que estimula o folículo ovariano, aumentando assim seu tamanho. 2- Nos primeiros 14 dias, são os hormônios FSH(Hormônio Folículo estimulante), que estimulam o crescimento do óvulo e consequentemente aumentando a espessura do endométrio, aumentando também a produção do Estrógeno. No 14 dia ocorre o aumento do Hormônio LH ( hormônio luteinizante)que faz com que o óvulo saia do folículo. A partir do 14 dia é formado o corpo lúteo que é responsável pela produção de progesterona e também pelo aumento da espessura do endométrio. Depois de liberado, o óvulo viaja pelas trompas até chegar ao útero. Normalmente, o óvulo sobrevive por 24 horas fora do ovário e, por isso, se entrar em contato com espermatozoides, pode ser fecundado. Se o óvulo não for fecundado, a progesterona para de ser produzida. Assim, termina o estímulo que mantém a parede do útero espessa, ocorrendo a menstruação. Infecções Sexualmente Transmissíveis A terminologia Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) passa a ser adotada em substituição à expressão Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST), porque destaca a possibilidade de uma pessoa ter e transmitir uma infecção, mesmo sem sinais e sintomas. Uma infecção ocorre quando os micróbios patogênicos começam a se replicar. Em vez disso, a doença surge quando as células do corpo são danificadas. (IST) são causadas por vírus, bactérias ou outros microrganismos e são transmitidas, principalmente, por meio do contato sexual (oral, vaginal, anal) sem o uso de camisinha masculina ou feminina, com uma pessoa que esteja infectada. A transmissão de uma IST pode acontecer, ainda, da mãe para a criança durante a gestação, o parto ou a amamentação. De maneira menos comum, as IST também podem ser transmitidas por meio não sexual, pelo contato de mucosas ou pele não íntegra com secreções corporais contaminadas Sintomas As IST podem se manifestar por meio de feridas, corrimentos e verrugas anogenitais, entre outros possíveis sintomas, como dor pélvica, ardência ao urinar, lesões de pele e aumento de ínguas. Existem diversos tipos de infecções sexualmente transmissíveis - Mais comuns ❑ Sífilis ❑ Herpes genital ❑ Gonorreia ❑ DIP ❑ Infecção pelo HIV ❑ Infecção pelo papilomavírus humano HPV ❑ Hepatites virais B e C SÍFILIS Originada na Idade Média causada pela bactéria Treponema Pallidum e apresenta 3 estágios: na primeira fase, os sintomas ficam mais evidentes e há maior risco de transmissão; no segundo estágio, a bactéria fica latente no organismo e no terceiro, a doença volta mais agressiva, causando cegueira, paralisia, doenças cardíacas, transtornos mentais e pode levar à morte. HERPES GENITAL É uma infecção sexualmente transmissível. o vírus do herpes que provoca lesão labial é diferente do vírus que provoca lesão genital. Por isso, eles são classificados como herpes simplex vírus 1 (VHS-1), causador do herpes labial, e herpes simplex vírus 2 (VHS-2), causador do herpes genital. Apesar de ser uma infecção que pode ser tratada e controlada, não existe cura para o herpes genital. Quem teve contato com o herpes simplex vírus 2 ficará contaminado pelo resto da vida, podendo ou não ter sintomas recorrentes da infecção. GONORREIA É uma infecção sexualmente transmissível causada pela bactéria Neisseria gonorrhoeae que infecta o revestimento da uretra, do colo do útero, do reto ou da garganta ou das membranas que cobrem a parte frontal do olho (conjuntiva e córnea). FATORES DE RISCO •IST anterior •Atividades sexuais arriscadas (como ter muitos parceiros sexuais ou múltiplos parceiros sexuais, usar preservativos de forma inconsistente quando não estiver em um relacionamento mutuamente monogâmico ou se envolver em trabalho sexual) •Histórico de encarceramento •Ter um parceiro sexual que participa em atividades sexuais arriscadas ou tem uma IST. DOENÇA INFLAMATÓRIA PÉLVICA (DIP) É uma síndrome clínica causada por vários microrganismos, que ocorre devido à entrada de agentes infecciosos pela vagina em direção aos órgãos sexuais internos, atingindo útero, trompas e ovários, causando inflamações. Esse quadro acontece principalmente quando a gonorreia e a infecção por clamídia não são tratadas. Não existem dados sobre a realidade brasileira, mas nos EUA, a doença inflamatória pélvica acomete cerca de 1 milhão de mulheres todos os anos. Estima-se que a doença acometa entre 2 a 10% das mulheres sexualmente ativas. PRINCIPAIS FATORES DE RISCO PARA DIP •DIP anterior (1 em 4 mulheres voltam a ter um segundo episódio de DIP). •Idade entre 15 e 25 anos. •Vida sexual ativa. •Múltiplos parceiros. •Hábito de ter relações sexuais sem camisinha. •Ter um parceiro infiel. •Ter uma DST. •Hábito de fazer ducha vaginal (a ducha empurra as bactérias para o interior da vagina). Doença inflamatória pélvica aguda e sintomática A DIP aguda e sintomática caracteriza-se por um quadro de dor abdominal ou pélvica de início súbito. A intensidade da dor é variável, mas é muito comum o fato dela se agravar durante as relações sexuais. Duas complicações possíveis da doença inflamatória pélvica aguda são a síndrome de Fitz- Hugh Curtis, que é a inflamação da cápsula do fígado, e a formação de um abscesso tubo- ovariano, uma massa inflamatória que envolve a trompa de Falópio, ovário e, ocasionalmente, outros órgãos pélvicos adjacentes. SINTOMAS COMUNS DA DIP •Corrimento vaginal amarelado ou esverdeado e com forte odor •Sangramento vaginal fora do período menstrual. •Sangramento vaginal após coito. •Menstruação irregular. •Disúria (dor para urinar). •Febre acima de 38ºC. •Intensa dor ao exame ginecológico. DIAGNÓSTICO Não há um exame específico para diagnosticar a DIP. O diagnóstico costuma serfeito após a avaliação dos dados obtidos na história clínica, no exame ginecológico, nas análises de sangue e urina e na avaliação laboratorial do corrimento vaginal. TRATAMENTO O tratamento é feito de preferência com antibióticos que sejam efetivos tanto contra gonorreia quanto clamídia. Em princípio, o tratamento pode ser feito em casa, com antibióticos por via oral ou intramuscular