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Você já ouviu falar que determinado produto está em falta no mercado? 
Percebeu que alguns produtos, durante a pandemia, aumentaram 
exageradamente de preços? Esses fenômenos podem ser explicados através 
da Lei da Oferta e Demanda. Neste conteúdo, a gente te explica como funciona 
essa lei e qual o impacto dela no seu dia a dia. 
O que é a Lei da Oferta e Demanda? 
A Lei da Oferta e Demanda – também chamada de Lei da Oferta e Procura – é 
uma lei da economia clássica, criada por Adam Smith. Essa lei 
busca explicar como funciona um mercado: o que determina o preço e a 
quantidade de um produto no mercado. 
Como coloca Adam Smith: 
O preço de mercado de uma mercadoria específica é regulado pela 
proporção entre a quantidade que é efetivamente colocada no 
mercado [oferta] e a demanda daqueles que estão dispostos a pagar o 
preço natural da mercadoria, ou seja, o valor total da renda fundiária, do 
trabalho e do lucro que devem ser pagos para levá-la ao mercado. 
Bom, o que é oferta e o que é demanda? 
Antes de tudo, precisamos entender o que significa falar em mercado. 
Basicamente, mercado é como se denomina um grupo de compradores e 
vendedores de determinado bem ou serviço. 
Assim, a oferta se refere à quantidade que os vendedores querem e estão 
dispostos a vender um produto, portanto, a oferta é determinado pelos 
vendedores. Ela é influenciada pelos insumos, tecnologias, custos de produção, 
etc. 
Já a demanda se refere à quantidade que os consumidores querem e estão 
dispostos a comprar determinado bem, ou seja, a demanda é determinado 
pelos consumidores. Ela é influenciada pela renda dos cidadãos, preços, 
produtos similares, substitutos, entre diversos outros exemplos. 
 
 
 
Então, como funciona a Lei da Oferta e Demanda? 
Para começarmos, é necessário salientar que iremos utilizar o método Ceteris 
Paribus para explicar o funcionamento da Lei da Oferta e Demanda. 
E o que é Ceteris Paribus? 
No estudo da economia, os economistas utilizam o Ceteris Paribus, da 
tradução “todo o resto é constante”, que é um método que considera inalterados 
outros fatores que possam influenciar nos modelos e teorias no resultado de 
alguma coisa. 
No caso da Lei da Oferta e Demanda, são múltiplos os fatores que podem 
influenciar na demanda e na oferta do mercado, como o poder aquisitivo da 
população, implementação de um imposto, o fator clima, custos de produção, 
tecnologias, insumos, entre outros. Utilizando o Ceteris Paribus, assim, 
conseguimos explicar como é o funcionamento do mercado usando somente o 
ponto de vista da oferta e da demanda. 
Portanto, nesse artigo, não iremos abordar os outros fatores que possam 
influenciar a demanda e a oferta com o intuito de simplificar a explicação. 
Lei da Demanda 
A Lei da Demanda diz que quanto menor for o preço, maior a quantidade de 
consumidores procurando no mercado os produtos que desejam comprar; da 
mesma forma, quanto maior for o preço, menor a quantidade de consumidores 
procurando no mercado os produtos que desejam comprar. 
Portanto, a curva da procura/demanda representada graficamente é 
uma curva negativa, ou seja, decrescente. Ela relaciona a quantidade de 
consumidores à procura de determinado bem ou produto no mercado com o 
preço desse bem ou produto. 
 
Vejamos um exemplo! 
Três compradores estão diferentemente dispostos à comprar um fone de ouvido, 
dependendo do preço do produto. Vamos supor que em um mercado, se o preço 
for 20, os três compradores não estarão dispostos a comprar. Agora, se o preço 
for 15, um deles irá comprar; se o preço for 10, dois deles irão comprar; e se o 
preço for 5, os três irão comprar. 
Simplificando, se o preço for 20, a quantidade demandada é 0 – ou seja, 
nenhuma pessoa está disposta a comprar o fone de ouvido por aquele preço. Se 
o preço for 15, a quantidade demandada é 1 – ou seja, uma pessoa está disposta 
a comprar por esse preço. E assim por diante, como pode ser visto no gráfico 
abaixo. 
 
Agora, imagine se o preço do fone de ouvido custasse R$3,00? O número de 
consumidores iria aumentar ou a quantidade comprada de fone de ouvido seria 
mais do que um por pessoa. Isso significa que dentro desse mercado, com a 
redução do preço, os consumidores estariam mais dispostos a comprar ele, 
aumentando assim a quantidade comprada desse produto ou o número de 
consumidores. Significa que com o fone de ouvido à esse preço, isso ocasionaria 
um “excesso de demanda“. 
Lei da Oferta 
A Lei da Oferta explica que quanto maior for o preço de determinado produto, 
mais os vendedores estarão dispostos a vender seu produto, pois assim irão 
obter mais lucros. Por outro lado, quanto menor for o preço de determinado 
produto em um mercado, menos os vendedores estarão dispostos a ofertar 
esse produto. 
Portanto, a curva da oferta representada graficamente é uma curva positiva, 
ou seja, crescente. Ela relaciona a quantidade do produto colocado no mercado 
e o quanto os produtores recebem por ele. 
 
Vejamos um exemplo! 
Um vendedor oferta coxinhas pelo preço de R$3,00 a unidade; se ele vender 5 
quantidades, ele receberá R$15; se ele vender 10 unidades, ele receberá R$30; 
se ele vender 15 unidades, ele receberá R$45. 
 
Agora, imagine se o preço da coxinha custasse R$5,00? O vendedor estaria mais 
disposto a ofertar mais quantidades do bem para aumentar seus lucros, portanto, 
iria produzir mais coxinhas para vender. Essa situação provocaria, 
provavelmente, um “excesso de oferta”. 
Vale lembrar que se ocorresse o contrário – se o preço fosse muito baixo -, o 
vendedor não estaria disposto a produzir mais, pois iria lucrar pouco ou nada 
vendendo o produto. 
Equilíbrio de mercado 
Agora, vamos pôr em prática os dois conceitos juntos. Vamos ver dois 
exemplos! Imagine que o preço unitário da coxinha em determinado mercado 
custasse 0,50 (exemplo 1). E em outro custasse R$10,00 (exemplo 2). O que 
aconteceria em cada um desses casos? 
Como explicado anteriormente: quanto menor o preço de um produto, maior 
é a quantidade da demanda. Quanto maior o preço de um produto, maior é 
a quantidade da oferta. 
Portanto, com essas afirmações, poderíamos prever o que provavelmente 
aconteceria. 
No exemplo 1, é bem provável que não existisse mais coxinha para ser 
vendida no mercado, pois a demanda seria muito grande, enquanto que a oferta 
seria praticamente inexistente. Lembre-se: com um preço baixo, os 
consumidores procuram mais o produto; mas por o preço de venda do produto 
ser baixo, os vendedores não ficam tão dispostos a produzi-lo. 
Aqui temos um exemplo do chamado “excesso de demanda”. Quando isso 
acontece, o mercado precisa encontrar um ponto de equilíbrio para que tanto 
a demanda quanto a oferta se estabilizem, de forma que não falte esse produto 
no mercado. O movimento natural do mercado é de aumento dos preços. Isso 
porque com a demanda muito grande e a oferta muito baixa, os vendedores 
aumentarão os preços para conseguirem lucrar, estabilizando, assim, a a 
demanda e a oferta. 
No exemplo 2, é bem provável que não existisse consumidores dispostos a 
pagar o preço de R$10 por uma coxinha. Nesse caso, a demanda seria 
praticamente inexistente, enquanto a oferta seria alta. Afinal, aqui os vendedores 
teriam estímulo para produção, pensando no lucro, mas os consumidores 
provavelmente não estariam dispostos a pagar o produto por esse preço. 
Aqui temos um exemplo do chamado “excesso de oferta”. Do mesmo modo 
como o exemplo anterior, é também necessário que o mercado encontre 
o ponto de equilíbrio para que tanto a oferta quanto a demanda se estabilizem, 
de forma que haja consumidores dispostos à pagar pela coxinha. O movimento 
natural do mercado seria de reduzir os preços, aumentando a demanda pelo 
produto e reduzindo o interesse dos vendedores em produzir a coxinha – ou seja, 
diminuindo a oferta. 
Portanto, equilíbrio é uma situação na qual o preço atingiu o nível em que a 
quantidade ofertada é igual a quantidade demandada. Assim, em teoria, opróprio mercado, naturalmente, tende a estabilizar os preços dos produtos por 
causa da lei da oferta e da demanda. 
O ponto do gráfico onde a curva da oferta e a curva da procura se cruzam é 
chamado de ponto de equilíbrio. Ele indica o preço que o produto precisa ter para 
que sua oferta no mercado seja igual à sua procura. 
 
Vamos considerar um exemplo em que a demanda e a oferta da coxinha seja: 
(Na demanda) 
Se o preço for 0,00, a quantidade demandada é 20 
Se o preço for 0,50, a quantidade demandada é 18 
Se o preço for 1,00, a quantidade demandada é 16 
Se o preço for 1,50, a quantidade demandada é 14 
Se o preço for 2,00, a quantidade demandada é 12 
Se o preço for 2,50, a quantidade demandada é 10 
[…] Se o preço for 5,00, a quantidade demandada é 0,00 = inexistente 
(Na oferta) 
Se o preço for 4,50 a quantidade ofertada é 18 
Se o preço for 4,00, a quantidade ofertada é 16 
Se o preço for 3,50 a quantidade ofertada é 14 
Se o preço for 3,00, a quantidade ofertada é 12 
Se o preço for 2,50, a quantidade ofertada é 10 
[…] Se o preço for 0,00, a quantidade ofertada é 0 = inexistente. 
Sabendo disso, qual é o ponto de equilíbrio, nesse caso? 
A resposta é o preço de R$2,50, pois tanto a quantidade ofertada e demandada 
é a mesma pros dois nesse preço. 
Isso significa que se o preço da coxinha for R$2,50, o mercado de coxinhas seria, 
teoricamente, perfeita, ou seja, a coxinha, no preço de R$2,50, iria suprir 
perfeitamente a necessidade do mercado. 
E como a Lei da Oferta e Demanda aparece no 
nosso cotidiano? 
Agora, vamos desenvolver como encontramos esses conceitos de oferta e 
demanda nas nossas vidas. Essa é uma matéria retirado do Notícias Agrícolas: 
Entre os dias 22 e 26/02, os preços do tomate salada longa vida 3A caíram 
nas principais centrais de abastecimento acompanhadas pelo 
Hortifruti/Cepea. A caixa de 18-20 kg, ficou em R$ 45,26 (-18,8%) na 
Ceagesp, em R$ 53,42 (-17,8%) em Campinas/SP, em R$ 53,29 (-4,6%) 
no Rio de Janeiro/RJ e em R$ 41,56 (-18,9%) em Belo Horizonte/MG. A 
queda nos atacados se deve a diversos fatores: a temporada de verão 
ainda está em pico de colheita; há praças com parte das lavouras em final 
de ciclo e, portanto, gerando uma maior oferta de ponteiros; frutos 
manchados devido às chuvas nas roças, vindos principalmente de 
Caçador (SC), Carmópolis de MG e Ribeirão Branco (SP) e menor 
https://www.noticiasagricolas.com.br/noticias/hortifruti/281358-tomatecepea-oferta-qualidade-e-demanda-resultam-em-queda-dos-precos.html#.YE46n9xv-03
demanda atribuída ao final de mês. Atacadistas disseram, ainda, que a 
maior oferta é de tomates de qualidade mais fraca e maduros. Para a 
próxima semana, ainda deve haver bastante oferta, mas no decorrer do 
mês de março tende a diminuir com a desaceleração da safra de verão. 
Aqui, vemos claramente a queda do preço desse tipo de tomate por causa 
de diversos fatores que ocasionaram o excesso de oferta, enquanto que a 
demanda diminuiu. Aqui, é uma situação diferente da apresentada por nós, 
afinal utilizamos Ceteris Paribus para entender o funcionamento da lei da oferta 
e demanda. 
Outro exemplo: 
O preço da carne de boi subiu 35,22% entre janeiro de 2020 e fevereiro 
último, segundo pesquisa realizada pela Universidade de São 
Paulo (USP). 
De acordo com o estudo, os preços foram puxados por dois motivos: 
aumento do gasto do produtor com rações e alta na exportação. 
A maior escassez de chuva nos últimos cinquenta anos no centro-oeste, 
em 2020, reduziu o pasto no campo, segundo Instituto Nacional de 
Pesquisas Espaciais (Inpe). Com isso, o agricultor precisou investir mais 
em ração. 
[…] Mas, com os preços altos, o consumo tende a diminuir. Este é o 
caso do motorista de aplicativo, Adão Arruda, que tirou a carne bovina da 
sua lista de compras: 
“Um dia come filé de frango, peito de frango, faz alguma coisa com frango. 
Outro dia omelete bem feitinho, janta… Comprando carne duas, três vezes 
na semana, nunca como era antigamente… Todo dia comprava carne… 
Hoje não dá mais, não dá.” comenta. 
Este movimento pode incentivar uma queda nos preços, segundo o 
economista Thiago Carvalho. 
Já nessa outra reportagem, vemos um exemplo de redução da demanda por 
causa do aumento do preço da carne. Nesse caso, o economista diz que é 
provável que tenha uma queda nos preços por causa da redução da demanda. 
Ou seja, aqui temos um exemplo prático do equilíbrio de mercado. 
 
https://g1.globo.com/educacao/universidade/usp/
https://g1.globo.com/educacao/universidade/usp/
https://g1.globo.com/educacao/universidade/usp/
https://g1.globo.com/tudo-sobre/inpe/
https://g1.globo.com/tudo-sobre/inpe/
Um outro exemplo: 
A cesta básica teve alta em 13 das 17 capitais pesquisadas no último mês 
[janeiro] 
[…] Principais variações [de preço] 
Açúcar: com aumento em 15 cidades, o valor cresceu até 12,58% 
pela redução na oferta por causa da entressafra e da pressão das usinas 
para manter a cotação; 
Banana: também com valor maior em 15 capitais de até 20%, as bananas 
prata e nanica também passam pela entressafra. Com isso, a oferta é 
reduzida, e o preço sobe; 
Batata: o tubérculo registrou grandes variações, com alta de até 18,6% e 
queda de até 10,71%. O fim da colheita de inverno elevou os preços. Em 
Santa Catarina, Paraná e Minas Gerais, mesmo com a intensificação da 
safra, a colheira foi dificultada pelas chuvas, afetando também os preços; 
Carne bovina: o alimento teve altas de até 6%, mas também registrou 
quedas de até 3% pelo país. Para o Dieese, o aumento reflete a 
demanda externa elevada e uma baixa disponibilidade de animais para 
abate no campo; 
Feijão: os aumentos de até 9% podem ser explicados por problemas 
climáticos que acabaram reduzindo a disponibilidade do feijão. Além disso, 
pela redução na oferta, grãos importados foram colocados no mercado. 
Aqui, vemos que diversos fatores influenciaram na oferta e demanda, mas basta 
analisarmos simplificadamente que quando a oferta é reduzida, o preço sobe, 
e vice versa. De modo contrário funciona a demanda: quando a demanda 
aumenta, o preço sobe, e vice-versa. 
Outro exemplo que pode estar bem próximo de você é o mercado de cadeiras 
de escritório ou gamers. Durante a pandemia de coronavírus, diversos produtos 
aumentaram de preço, principalmente desse mercado. Afinal, houve o aumento 
da demanda desses bens por conta da modalidade de trabalho adotada durante 
o período: o home office.

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