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Prévia do material em texto

O conto é um gênero 
literário ficcional que 
possui narrativa curta e 
tem sua origem da 
necessidade humana 
de contar e ouvir 
histórias. 
O conto passou por diversas transformações ao longo
da história, originando diferentes tipos:
➢ conto de ficção científica
➢ conto infantil juvenil
➢ conto fantástico
➢ conto de fadas
Vamos identificar contos 
famosos através dos 
personagens?
A ESTRUTURA DO CONTO
Situação inicial: evidencia a situação que dará início à
narrativa, apresentando os personagens, o tempo e o
espaço descrevendo-os.
Desenvolvimento: é nesse momento que surge a
quebra do aspecto predominantemente descritivo e o
conflito começa a ser percebido pelo leitor.
Situação final: é o momento de desfecho do conto,
quando o conflito é resolvido.
ELEMENTOS DA NARRATIVA
Apesar de o conto ser uma narrativa curta, esse
gênero apresenta elementos como:
➢ Narrador;
➢ Personagens;
➢ Espaço;
➢ Tempo;
➢ Problema/conflito.
Narrador → o narrador é quem conta a história. Há
três tipos de narrador, o que permite que os
acontecimentos possam ser contados sob ângulos
diversos.
➢Narrador personagem;
➢Narrador observador;
➢Narrador onisciente.
Narrador personagem – é uma
das personagens, principal
(protagonista ou antagonista) ou
secundária da sua história; ele
está ‘dentro’ da história e vê os
acontecimentos de dentro para
fora. Nesse caso, a narrativa é feita
em primeira pessoa, isto é, os
verbos deverão estar na primeira
pessoa do singular (eu).
“Vivi portanto só, sem amigo com quem pudesse
realmente conversar, até o dia, cerca de seis anos
atrás, em que tive uma pane no deserto do Saara.
Alguma coisa se quebrara no motor. E como não
tinha comigo mecânico ou passageiro, preparei-me
para empreender sozinho o difícil conserto. Era, para
mim, questão de vida ou de morte.“
Fragmento do livro “O pequeno príncipe”
Exemplo de narrador personagem:
Narrador observador – ele
não participa da história, ele
simplesmente conta a história,
o que as personagens
disseram e, principalmente, as
ações e os acontecimentos.
Nesse caso, a narrativa é feita
em terceira pessoa e, os
verbos, geralmente, estão no
passado porque o narrador
conta o que já aconteceu.
O narrador onisciente - é uma
espécie de testemunha invisível
de tudo quanto ocorre, em todos
os lugares e em todos os
momentos; ele não só se
preocupa em dizer o que as
personagens fazem ou falam,
mas também traduz o que
pensam e sentem.
E não se esqueçam: ele não faz
parte da história.
Personagem → é uma pessoa como nós ou um ser
personificado (um animal, como nas fábulas e nos
desenhos da Disney, ou ainda um objeto).
As personagens podem ser principais ou secundárias. As
principais, podem ser “protagonistas” ou “antagonistas” e
são adversárias: se um está do lado do ‘bem’, o outro está do
lado do ‘mal’.
x
Espaço→ é o lugar em que ocorrem as ações, onde se
movimentam as personagens. Trata-se do cenário da
história. Para caracterizar o espaço de cada história,
utiliza-se a descrição do lugar, geralmente, feita pelo
narrador da história.
Tempo → se refere à duração das ações da narrativa e
desenrolar dos fatos na história. Ele pode ser
cronológico, quando se trata de acontecimentos
marcados pelas horas, dias e anos, ou pode ser
psicológico, quando se refere às lembranças e às
vivências das personagens.
Conflito → é o desafio que os personagens principais
precisam resolver para atingir seus objetivos.
Exemplo de conto popular:
A menina dos brincos de ouro
Uma mãe que era muito severa para os filhos fez presente a sua
filhinha de uns brincos de ouro. Quando a menina ia à fonte buscar
água e tomar banho, costumava tirar os brincos e botá-los em cima de
uma pedra. Um dia ela foi à fonte, tomou banho, encheu a cabaça e
voltou para casa, esquecendo-se dos brincos. Chegando em casa, deu
por falta deles e com medo da mãe ralhar com ela e castigá-la correu
à fonte a buscar os brincos. Chegando lá, encontrou um velho muito
feio que a agarrou, botou nas costas e levou consigo. O velho pegou
na menina, meteu dentro de um surrão, coseu o surrão e disse à
menina que ia sair com ela de porta em porta para ganhar a vida e
que, quando ele ordenasse, ela cantasse dentro do surrão, senão ele
bateria com o bordão.
Em todo o lugar que chegava, botava o surrão no chão e dizia:
“Canta, canta meu surrão, Senão te meto este bordão.”
E o surrão cantava:
“Neste surrão me meteram, neste surrão hei de morrer, por causa de
uns brincos d’ouro que na fonte eu deixei.”
Todo mundo ficava admirado e dava dinheiro ao velho. Quando foi um
dia, ele chegou à casa da mãe da menina que reconheceu logo a voz
da filha. Então convidaram o velho para comer e beber e, como já era
tarde, instaram muito com ele para dormir. De noite, como ele tinha
bebido demais, ferrou num sono muito pesado. As moças foram,
abriram o surrão e tiraram a menina que já estava fraquinha, quase
para morrer. Em lugar da menina, encheram o surrão de excrementos.
No dia seguinte, o velho acordou, pegou no surrão, botou às costas e
foi-se embora. Adiante, em uma casa, perguntou se queriam ouvir um
surrão cantar.
Botou o surrão no chão e disse: - Canta, canta meu surrão / Senão te
meto esse bordão.
Nada. O surrão calado. Repetiu ainda. Nada.
Então o velho meteu o cacete no surrão que se arrebentou todo e
mostrou a peça que as moças tinham pregado no velho, o qual ficou
possesso.
(Recontado por Nina Rodrigues – Contos Tradicionais do Brasil,
Câmara Cascudo)

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