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ESTRADAS: PAVIMENTAÇÃO Engenharia Civil Prof. Me. Raphael Santos Materiais betuminosos Asfalto: Material de consistência variável, cor pardo-escura, ou negra, e no qual o constituinte predominante é o BETUME, podendo ocorrer na natureza em jazidas ou ser obtido pela refinação do Petróleo. Betume: Mistura de hidrocarbonetos pesados, obtidos em estado natural ou por diferentes processos físicos ou químicos, com seus derivados de consistência variável e com poder aglutinante e impermeabilizante, sendo completamente solúvel no bissulfeto de carbono (CS2) ou tetracloreto de carbono (CCL4). Asfaltos naturais: Ocorrem em depressões da crosta terrestre, constituindo lagos de asfalto. Possuem de 60 a 80% de betume. Asfaltos de petróleo: São obtidos da destilação fracionada do petróleo. Devem ser aquecidos para serem aplicados, apresentam teor mais elevado de betume e são mais voláteis. Alcatrão: Proveniente do refino do alcatrão bruto, que se origina da destilação dos carvões durante a fabricação de gás e coque. Estão em desuso. Tipos de materiais betuminosos Materiais betuminosos para pavimentação: ➢ Cimentos Asfálticos de Petróleo (CAP) ➢ Asfaltos Diluídos (AD) ➢ Emulsões Asfálticas (EA) ➢ Asfaltos Modificados (Asfaltos Polímeros) CAP 30 - 45 Imprimação com CM-30 Cimento Asfáltico de Petróleo (CAP) O derivado de petróleo usado como ligante dos agregados minerais denomina-se cimento asfáltico de petróleo (CAP). É um material semi-sólido, de cor marrom escura a preta, impermeável à água, viscoelástico, pouco reativo, com propriedades adesivas e termoplásticas. Cimento Asfáltico de Petróleo (CAP) ➢ COMPORTAMENTO ELÁSTICO – deformações são recuperáveis ao cessar a aplicação do esforço. ➢ COMPORTAMENTO VISCOSO – deformações aumentam continuamente com a ação de um esforço externo. Cimento Asfáltico de Petróleo (CAP) Classificação: De acordo com sua consistência (ensaio de penetração) ➢ CAP 30 - 45 ➢ CAP 50 - 70 ➢ CAP 85 - 100 ➢ CAP 150 - 200 Cimento Asfáltico de Petróleo (CAP) Asfalto Diluído de Petróleo (ADP) Resultam da diluição do cimento asfáltico por destilados leves de petróleo. Os diluentes funcionam como veículos proporcionando produtos menos viscosos que podem ser aplicados a temperaturas mais baixas que o CAP. Asfalto Diluído de Petróleo (ADP) Diluentes ou solventes: Produtos menos viscosos que permitem a aplicação em temperaturas mais baixas, reduzindo a necessidade de aquecimento demorado. Após a aplicação o solvente evapora, resultando em uma película sólida, muito aderente e impermeável. Asfalto Diluído de Petróleo (ADP) Os diluentes evaporam-se após a aplicação e o tempo necessário para evaporar chama-se “Cura”. Podem ser classificados em: CR Cura Rápida Solvente: Gasolina CM Cura Média Solvente: Querosene CL Cura Lenta Solvente: Gasóleo (não se usa mais) Diferentes valores viscosidade cinemática determinadas em função da quantidade de diluente: CR-70; CR-250; CR-800; CR-3000 CM-30; CM-70; CM-250; CM-800; CM-3000 Asfalto Diluído de Petróleo (ADP) Asfalto Diluído de Petróleo (ADP) Em países desenvolvidos, seu uso em imprimação está sendo substituído por emulsões asfálticas devido a problemas ambientais. Emulsão asfáltica (EA) É um sistema constituído pela dispersão de uma fase asfáltica em uma fase aquosa (direta) ou de uma fase aquosa em uma fase asfáltica (inversa): CAP + Água + Agente Emulsivo. Emulsão asfáltica (EA) Emulsão asfáltica (EA) A ruptura das emulsões ocorre quando são colocadas em contato com agregados e o equilíbrio que mantinha os glóbulos do asfalto em suspensão na água é rompido. A água evapora e o asfalto flocula se fixando no agregado. As emulsões asfálticas normalmente utilizadas em pavimentação são as catiônicas diretas. Ruptura Rápida (RR-1C e RR-2C) Ruptura Média (RM-1C e RM-2C) Ruptura Lenta (RL-1C) Emulsão asfáltica (EA) NORMAS: http://ipr.dnit.gov.br/normas-e- manuais/normas/relacao_de_normas_vigentes.pdf http://ipr.dnit.gov.br/normas-e-manuais/normas/relacao_de_normas_vigentes.pdf Vantagens da EA em relação ao ADP ➢ Regulamentações ambientais: emulsão não polui pois há uma pequena quantidade de voláteis (em relação ao ADP) que evapora além da água; ➢ Perda de produtos valiosos: na cura do ADP, os diluentes, que demandam grande energia para serem produzidos, são perdidos para a atmosfera; ➢ Segurança: o uso de emulsão é seguro. Há pouco risco de incêndio comparando com ADP (baixo ponto de fulgor); ➢ Aplicação a temperaturas ambientes: emulsão pode ser aplicada a temperatura mais baixa comparativamente ao ADP, economizando combustível. São obtidos a partir da dispersão do Cimento Asfáltico de Petróleo (CAP) com polímero, em unidade apropriada. ASFALTOS MODIFICADOS (ASFALTO POLÍMEROS) ASFALTOS MODIFICADOS (ASFALTO POLÍMEROS) POLÍMEROS DISPONÍVEIS ➢ SBS (Copolímero de Estireno Butadieno); ➢ SBR (Borracha de Butadieno Estireno); ➢ EVA (Copolímero de Etileno Acetato de Vinila); ➢ EPDM (Tetrapolímero Etileno Propileno Diesso); ➢ APP (Polipropileno Atático); ➢ Polipropileno; Borracha vulcanizada; Resinas; Epoxi; Poliuretanas; etc. ASFALTOS MODIFICADOS (ASFALTO POLÍMEROS) Art. 1º - Na construção e na recuperação de vias públicas, o Estado utilizará preferencialmente massa asfáltica produzida com borracha de pneumáticos inservíveis, observados os percentuais de mistura definidos em norma técnica de engenharia. Parágrafo único. Nos processos licitatórios de obras que envolvam a utilização de asfalto, o Estado estabelecerá a utilização preferencial da massa asfáltica a que se refere o caput, bem como especificará a norma técnica de engenharia a ser adotada para a composição. Lei Estadual 18.719/2010 ASFALTOS MODIFICADOS (ASFALTO POLÍMEROS) ASFALTOS MODIFICADOS COM POLÍMEROS VANTAGENS • maior coesão • melhor adesão • alta viscosidade • resistência ao envelhecimento • maior elasticidade • resistência a tensões cisalhantes • maior benefício/custo PRINCIPAIS FUNÇÕES DE MATERIAIS BETUMINOSOS EM PAVIMENTAÇÃO ➢ Aglutinadora: Proporciona íntima ligação entre agregados, resistindo à ação mecânica de desagregação produzida pelas cargas dos veículos. ➢ Impermeabilizante: Garante ao revestimento vedação eficaz contra penetração da água proveniente da precipitação. ➢ Flexibilidade: Permite ao revestimento sua acomodação sem fissuramento a eventuais recalques das camadas subjacentes do pavimento. IMPRIMAÇÃO Consiste na aplicação de um banho de material asfáltico, sobre a superfície de uma base concluída. Finalidade: ➢ Aumentar a coesão superficial da base ➢ Promover aderência entre a base e o revestimento; ➢ Impermeabilizar a base. Asfaltos diluídos CM-30 IMPRIMAÇÃO Antes da aplicação Após a aplicação PINTURA DE LIGAÇÃO É a aplicação de um banho de material asfáltico sobre a superfície de uma base imprimada ou de um revestimento. Finalidade: ➢ Promover a ligação entre a base e/ou revestimento existentes, com a camada a ser executada. Emulsão asfáltica tipo Ruptura Rápida RR-1C REVESTIMENTO É a camada do pavimento destinada a receber diretamente a ação do tráfego, devendo ser, tanto quanto possível, impermeável, resistente ao desgaste e suave ao rolamento. - Melhorar as condições de rolamento quanto ao conforto; - Resistir às cargas horizontais, tornando a superfície de rolamento mais durável. As cargas horizontais são ocasionadas pela frenagem e aceleração; - Tornar o conjunto impermeável, mantendo a estabilidade. REVESTIMENTO MACADAME BETUMINOSO São os revestimentos betuminosos por penetração direta que consiste no espalhamento e compressão de uma camada de brita de granulometria apropriada seguida de aplicação do material betuminoso. O material betuminoso penetra nos vazios do agregado e um novo espalhamento de brita é feito, para preenchimento dos vazios superficiais,seguido de nova compressão. Materiais betuminosos mais empregados: CAP 150/200 RR-1C e RR-2C Agregados: Pedra britada, cascalho ou seixo rolado. MACADAME BETUMINOSO TRATAMENTO SUPERFICIAL É o revestimento que consiste na aplicação de um ligante betuminoso sobre uma superfície devidamente preparada, seguida da cobertura com brita de graduação adequada e rolagem. SIMPLES (TSS) - DUPLO (TSD) - TRIPLO (TST) Utilização: - Camada de rolamento (Tráfego leve ou médio). - Melhorar condições de um pavimento existente (Liso derrapante). - Rejuvenescer e enriquecer um pavimento antigo ressecado e gasto. TRATAMENTO SUPERFICIAL Os fatores que mais influenciam na escolha dos ligantes são: temperatura da superfície de aplicação, temperatura ambiente, umidade e vento, condições da superfície, tipos e condições do agregado e equipamento utilizado. Materiais betuminosos mais empregados: CAP-150/200 RR-1C e RR-2C TRATAMENTO SUPERFICIAL TRATAMENTO SUPERFICIAL SIMPLES (TSS) TRATAMENTO SUPERFICIAL DUPLO (TSD) TRATAMENTO SUPERFICIAL TRIPLO (TST) APLICAÇÃO DE TRATAMENTO SUPERFICIAL IMPRIMAÇÃO REALIZADA COM CAMINHÃO ESPAGIDOR APLICAÇÃO DE TRATAMENTO SUPERFICIAL BANHO DE LIGANTE ASFÁLTICO E DISTRIBUIÇÃO DOS AGREGADOS APLICAÇÃO DE TRATAMENTO SUPERFICIAL COMPACTAÇÃO COM ROLO DE PNEU MISTURAS BETUMINOSAS As misturas asfálticas são tradicionalmente classificadas em: Misturas a quente: realizadas com CAP ou CAN, que são produtos semi-sólidos na temperatura ambiente, sendo confeccionadas, espalhadas e compactadas em temperaturas bem acima da ambiente (T > 90ºC). Os agregados também são aquecidos. Misturas a frio: Realizadas com asfaltos liquefeitos (Emulsão asfálticas e asfaltos diluídos) que podem ser ligeiramente aquecidos (T ~ 50º C). Os agregados normalmente não são aquecidos e a mistura é sempre espalhada e compactada à temperatura ambiente. MISTURAS A QUENTE MISTURAS A FRIO VANTAGENS - Mais duráveis - Menos sensíveis a ação da água - Apresentam envelhecimento lento - Suportam bem o tráfego pesado - Não exigem cura - Não se aquece o agregado - Permitem estocagem - Simplicidade de instalação - Baixo custo de fabricação - Simplicidade no processo construtivo DESVANTAGENS - Difícil fabricação - Exigem aquecimento do agregado - Alto custo de fabricação - Equipamento especial no processo construtivo - Não permitem estocagem - Maior desgaste - Envelhecimento mais rápido - Exigem cura da mistura MISTURAS BETUMINOSAS A QUENTE Graduação densa: Contínua e bem-graduada, com poucos vazios visto que os agregados de dimensões menores preechem os vazios dos maiores. Exemplo: concreto asfáltico (CA). Graduação aberta: curva granulométrica com grande quantidades de agregados graúdos praticamente do mesmo tamanho e uma quantidade pequena de finos drenante, possibilitando a percolação de água no interior da mistura asfáltica. Exemplo: Camada Porosa de Atrito (CPA). Graduação descontínua: Grãos de maiores dimensões em quantidade dominante, completados por certa quantidade de finos, de forma a ter uma curva descontínua em certas peneiras. Exemplo: matriz pétrea asfáltica (Stone Matrix Asphalt – SMA); mistura sem agregados de certa graduação (gap-graded). CONCRETO BETUMINOSO USINADO A QUENTE Por CBUQ subentende-se o produto resultante de uma mistura em usina apropriada de agregado graúdo, agregado miúdo, filler e cimento asfáltico de acordo com proporções definidas em laboratório de forma atender requisitos granulométricos, de densidade, vazios e resistência. É a mistura de mais alta qualidade, em que um controle rígido na dosagem, mistura e execução deve atender a exigências de estabilidade, durabilidade, flexibilidade e resistência ao deslizamento preconizados pelas Normas Construtivas. CONCRETO BETUMINOSO USINADO A QUENTE Principais materiais utilizados: ➢ Materiais betuminosos: CAP 30/45, 50/70, 85/100. ➢ Agregados graúdos: Pedra Britada, escória britada, seixo rolado britado. ➢ Agregados miúdos: areia, pó de pedra ou mistura de ambos. ➢ Filer: Cimento Portland, cal, pó calcário. Peneira de Malha Quadrada % em massa, passando Série ASTM Abertura (mm) A B C Tolerâncias 2” 50,8 100 - - - 1 ½” 38,1 95-100 100 - +/- 7% 1” 25,4 75-100 95-100 - +/- 7% ¾” 19,1 60-90 80-100 100 +/- 7% ½” 12,7 - - 80-100 +/- 7% 3/8 9,5 35-65 45-80 70-90 +/- 7% Nº 4 4,8 25-50 28-60 44-72 +/- 5% Nº10 2,0 20-40 20-45 22-50 +/- 5% Nº40 0,42 10-30 10-32 8-26 +/- 5% Nº80 0,18 5-20 8-20 4-16 +/- 3% Nº200 0,075 1-8 3-8 2-10 +/- 2% Camada de Ligação (Binder) Camada de Ligação e rolamento Camada de Rolamento FAIXA GRANULOMÉTRICA ESPECIFICADA Características Método de ensaio Camada de Rolamento Camada de Ligação (Binder) Porcentagem de vazios, % DNER-ME 043 3 a 5 4 a 6 Relação betume/vazios DNER-ME 043 75-82 65-72 Estabilidade mínima (Kgf) (75 golpes) DNER-ME 043 500 500 Resistência a Tração por Compressão Diametral estática a 25°C, mínima Mpa DNER-ME 138 0,65 0,65 VALORES ESPECIFICADOS EXEMPLO DE DOSAGEM DE CBUQ NA FAIXA C 5 B-1 B-0 Pó Areia 446 447 448 0 Granul. Granul. Granul. Granul. Granul. Granul. Poleg. mm % pass. % pass. % pass. % pass. % pass. % pass. 2" 50,8 100,0 100,0 100,0 100,0 0,0 100,0 100 100 1 1/2" 38,1 100,0 100,0 100,0 100,0 0,0 100,0 100 100 1" 25,4 100,0 100,0 100,0 100,0 0,0 100,0 100 100 3/4" 19,1 100,0 100,0 100,0 100,0 0,0 100,0 100 100 1/2" 12,7 57,7 100,0 100,0 92,8 2,8 90,0 80 100 3/8" 9,5 22,1 99,9 100,0 86,7 6,7 80,0 70 90 n. 4 4,8 2,3 28,5 99,7 59,6 1,6 58,0 44 72 n. 10 2,0 1,3 1,6 72,3 36,9 0,9 36,0 22 50 n. 40 0,42 1,2 0,9 33,3 17,2 0,2 17,0 8 26 n. 80 0,18 1,2 0,9 19,4 10,2 0,2 10,0 4 16 n. 200 0,075 1,0 0,7 10,4 5,6 -0,4 6,0 2 10 10,0 2,1 6,0% % na Mistura PENEIRAS Média Faixa C = Desvio padrão Desvio absol. em rel. à média ESPECIFICAÇÃO SOLUÇÕES ALTERNATIVAS 100% Observação Teor de CAP teórico (Duriez) = (Dosar com +/- 0,5% e +/- 1%) Diâmetro máx. (abert. em que passa 90% do mat.)- mm = DER-MG 50,017,0 33,0 DOSAGEM DE CBUQ - COMPOSIÇÃO GRANULOMÉTRICA MATERIAL MISTURA Registro DNIT 031/2004 ES Granulometria 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 0,0 0,1 1,0 10,0 100,0 Peneira (mm) % p a s s a n d o Faixa C Média MISTURA # 200 #80 #40 #10 #4 3/8 1/2 3/4 1 11/2 2" USINA DE CBUQ CONCRETO BETUMINOSO USINADO A QUENTE ACABADORA DE ASFALTO CONCRETO BETUMINOSO USINADO A QUENTE COMPACTAÇÃO COM ROLO DE PNEUS CONCRETO BETUMINOSO USINADO A QUENTE PRÉ-MISTURADO A QUENTE São as misturas asfálticas constituídas por agregados e argamassa asfáltica. Se forem preparados com especificações mais exigentes recebem o nome de concreto asfáltico (CBUQ). Se as características desta mistura forem menos nobres recebem o nome de pré-misturado a quente (PMQ). Não confundir Concreto Betuminoso mal executado com PMQ. O PMQ é um CBUQ sem controle, de características menos nobres. ARGAMASSA ASFÁLTICA (AREIA ASFALTO) Consiste na mistura, a quente, em usina apropriada de agregado miúdo, cimento asfáltico, com presença ou não de material de enchimento (filer). O espalhamento e compressão são feitos a quente. O processo construtivo é idêntico ao do CBUQ, podendo ser distribuídas em duas camadas, e os controles também são os mesmos. CAMADA POROSA DE ATRITO (CPA) As misturas asfálticas abertas do tipo CPA – camada porosa de atrito mantêm uma grande porcentagem de vazios com ar não preenchidos graças às pequenas quantidades de fíler, de agregado miúdo e de ligante asfáltico. A CPA é empregada como camada de rolamento com a finalidade funcional de aumento de aderência pneu-pavimento em dias de chuva. Esse revestimento é responsável pela coleta da água de chuva para o seu interior e é capaz de promover uma rápida percolação da mesma devido à sua elevada permeabilidade, até a água alcançaras sarjetas. CAMADA POROSA DE ATRITO (CPA) STONE MATRIX ASPHALT (SMA) O SMA é um revestimento asfáltico, usinado a quente, concebido para maximizar o contato entre os agregados graúdos, aumentando a interação grão/grão; a mistura se caracteriza por conter uma elevada porcentagem de agregados graúdos e, devido a essa particular graduação, forma-se um grande volume de vazios entre os agregados graúdos. Esses vazios, por sua vez, são preenchidos por um mástique asfáltico, constituído pela mistura da fração areia, fíler, ligante asfáltico e fibras. STONE MATRIX ASPHALT (SMA) As principais características de desempenho do SMA são: ➢ Boa estabilidade a elevadas temperaturas; ➢ Boa flexibilidade a baixas temperaturas; ➢ Elevada resistência ao desgaste; ➢ Boa resistência à derrapagem devido à macrotextura da superfície de rolamento; ➢ Redução do spray ou cortina de água durante a chuva; ➢ Redução do nível de ruído ao rolamento. STONE MATRIX ASPHALT (SMA) PRÉ-MISTURADO A FRIO (PMF) É a mistura preparada, em usina apropriada, com agregado mineral e ligante asfáltico liquefeito (geralmente emulsão asfáltica catiônica), espalhada e compactada na pista a temperatura ambiente, podendo ser usada em revestimento e base. O PMF pode ser usado como revestimento de ruas e estradas de baixo volume de tráfego, ou ainda como camada intermediária (com CA superposto) e em operações de conservação e manutenção, podendo ser: ➢ Denso – graduação contínua e bem-graduada, com baixo volume de vazios; ➢ Aberto – graduação aberta, com elevado volume de vazios. PRÉ-MISTURADO A FRIO (PMF) MATERIAIS ➢ Agregado mineral: Mistura de materiais que atendam as especificações próprias, constituída de agregado graúdo, agregado miúdo e filer. ➢ Ligante: normalmente são utilizadas Emulsões asfálticas do tipo: RL-1C, RM-1C e RM-2C. PRÉ-MISTURADO A FRIO (PMF) PRÉ-MISTURADO A FRIO (PMF) ESQUEMA DE USINA DE PMF PRÉ-MISTURADO A FRIO (PMF) A produção de PMF em usinas é realizada em equipamentos onde não há a preocupação com temperatura e secagem dos componentes. LAMA ASFÁLTICA As lamas asfálticas consistem basicamente de uma associação, em consistência fluida, de agregados minerais, material de enchimento ou fíler, emulsão asfáltica e água, uniformemente misturadas e espalhadas no local da obra, à temperatura ambiente. A lama asfáltica tem sua aplicação principal em manutenção de pavimentos, especialmente nos revestimentos com desgaste superficial e pequeno grau de trincamento, sendo nesse caso um elemento de impermeabilização e rejuvenescimento da condição funcional do pavimento. LAMA ASFÁLTICA EXECUÇÃO DE LAMA ASFÁLTICA EM VIA URBANA LAMA ASFÁLTICA MICRO REVESTIMENTO ASFÁLTICO Esta é uma técnica que pode ser considerada uma evolução das lamas asfálticas, pois usa o mesmo princípio e concepção, porém utiliza emulsões modificadas com polímero para aumentar a sua vida útil. O micro revestimento é uma mistura a frio processada em usina móvel especial, de agregados minerais, fíler, água e emulsão com polímero, e eventualmente adição de fibras. MICRO REVESTIMENTO ASFÁLTICO Há vantagens em se aplicar o microrrevestimento com emulsão asfáltica de ruptura controlada modificada por polímero. A emulsão é preparada de tal forma que permita sua mistura aos agregados como se fosse lenta e em seguida sua ruptura torna-se rápida para permitir a liberação do tráfego em pouco tempo, por exemplo, duas horas. O micro revestimento é utilizado em: ➢ Recuperação funcional de pavimentos deteriorados; ➢ Capa selante; ➢ Revestimento de pavimentos de baixo volume de tráfego; ➢ Camada intermediária anti-reflexão de trincas em projetos de reforço estrutural. MISTURAS GRADUADAS Consiste em mistura, na própria pista, de agregados de granulometria específica com um produto betuminoso líquido. São utilizados emulsões asfálticas. Similar às misturas graduadas, porém usa-se apenas agregado miúdo (areia) e o material betuminoso (Emulsão Asfáltica). AREIA-ASFALTO NO LEITO Os requisitos técnicos e de qualidade de um pavimento asfáltico serão atendidos com um projeto adequado da estrutura do pavimento e com o projeto de dosagem da mistura asfáltica compatível com as outras camadas escolhidas.