Prévia do material em texto
1 AULA 2- CADEIAS MUSCULARES E A NOÇÃO DE GLOBALIDADE Prof. M.Sc. Klebson Almeida Mestre em Gerontologia - UNICAMP/Sp Doutorando em Fisioterapia – UNiCID -Sp Membro do NPBOQV-UNIMEP/Sp klebsonphysical@hotmail.com @klebsonalmeida klebson almeida klebson almeida @klebsonalmeida2 1 GLOBALIDADE §Princípio do “tudo ligado a tudo” §Sistema fascial: o elemento de conexão §Cadeias musculares 2 A FÁSCIA 3 FÁSCIA 4 A FÁSCIA Bainha elástica de contenção e que facilita o deslizamento dos músculos entre si. 5 FUNÇÃO � Proteção e revestimento � Nutrição � Facilita o deslizamento dos tecidos durante o movimento. � Na estrutura musculo-esqueletica manuntenção e direção da força contratil - 6 2 PATOLOGIA DA FÁSCIA • Os traumas, os desequilíbrios estruturais e os processos inflamatórios geram esforço fascial inadequado. • A fáscia reorganiza-se ao longo das linhas de tensão impostas ao corpo, dando suporte ao mau-alinhamento. 7 • A tensão fascial, pela deposição de colágeno imaturo e formação de pontes cruzadas, transforma-se em rigidez, com conseqüente perda da capacidade adaptativa. PATOLOGIA DA FÁSCIA 8 • O enrijecimento da fáscia ocorre ainda em função da solidificação da substância fundamental com obstrução dos canais de circulação lacunar. PATOLOGIA DA FÁSCIA 9 • O congestionamento do espaço intersticial gera compressão sobre pequenos vasos e terminações nervosas, dando origem a sintomas dolorosos mal localizados e de caráter tensional. PATOLOGIA DA FÁSCIA 10 PATOLOGIA DA FÁSCIA • A rigidez localizada é disseminada ao longo das linhas miofasciais havendo perda de flexibilidade 11 PATOLOGIA DA FÁSCIA • As restrições fasciais alteram o alinhamento postural e contribuem para o desequilíbrio de forças antagonistas 12 3 A lesão deste tecido resulta na FIBROGÊNESE ADESIVA, que leva à perda da elasticidade normal. PATOLOGIA DA FÁSCIA 13 PATOLOGIA DA FÁSCIA TRAUMA Desequilíbrio Estrutural ►INFLAMAÇÃO Trilhos Fásciais Deposito de Colágeno: SÉRIE / PARALELO RIGIDEZ e perda da capacidade adaptativa Solidificação do liquido lacunar. OBSTRUÇÃO DOS CANAIS ORIGEM DE SINTOMAS DOLOROSOS MAL LOCALIZADOS. 14 PATOLOGIA DA FÁSCIA 15 • O componente elástico cede facilmente à tração até alcançar a R do colágeno; • O colágeno possui grande R à tração não sendo possível vencer sua barreira; BASES DA TERAPÊUTICA: 16 • A substância fundamental possui a propriedade de viscoelasticidade, sofrendo o fenômeno de arrasto, segundo o qual uma carga constante mantida por um tempo determinado gera deformação até atingir um estado de equilíbrio BASES DA TERAPÊUTICA: 17 ALTERAÇÕES NO SISTEMA FASCIAL PODEM GERAR ALTERAÇÕES NAS... 18 4 CADEIAS MUSCULARES 19 LINHA SUPERFICIAL POSTERIOR • Fáscia plantar • Tendão calcâneo – gastrocnêmio • Isquiotibiais • Ligamento sacrotuberoso • Fáscia sacrolombar • Eretores da espinha • Aponeurose epicrânica 20 LINHA SUPERFICIAL POSTERIOR INDICADORES DE ALTERAÇÃO • Limitação dorsiflexão tornozelo; • Hiperextensão do joelho; • Encurtamento dos isquiotibiais (relação com rot e ext quadril); • Posteroversão Pelve; • Hiperlordose; • Hiperextensão cervical (limitação dos m. suboccipitais). 21 LINHA SUPERFICIAL ANTERIOR • Extensores dos dedos – tibial anterior • Tendão subpatelar • Reto femoral • Reto abdominal • Esternal • ECM • Fáscia do couro cabeludo 22 LINHA SUPERFICIAL ANTERIOR 23 LINHA SUPERFICIAL ANTERIOR • INDICADORES DE ALTERAÇÃO • Flexão plantar limitada (dorsiflexão excessiva); • Hiperextensão do joelho; • Anteriorização - Pelve; • Restrição da mobilidade torácica - respiração; • Anteriorização - cabeça; 24 5 RELAÇÃO DE RECIPROCIDADE ENTRE A LSP E A LSA 25 LINHA ESPIRAL • Esplênios • Rombóides • Serrátil anterior • Oblíquos do abdome • TFL – TIT • Tibial anterior 26 • Fibular longo • Bíceps femoral • Ligamento sacrotuberal • Eretor da espinha LINHA ESPIRAL A LE conecta os arcos dos pés ao ângulo pélvico, e ajuda a promover um alinhamento eficiente dos joelhos durante o caminhar 27 LINHA ESPIRAL GRANDE FUNÇÃO NO CONTROLE POSTURAL 28 LINHA ESPIRAL • INDICADORES DE ALTERAÇÃO • Sustentação da cabeça; • Sustentação do tronco/rotações; • Posicionamento escapular(aladas); • Joelhos desalinhados (Geno valgo) • Arco medial e lateral do pé, caídos 29 LINHA PROFUNDA ANTERIOR • Masseter • Supra e infra Hioideos • Escalenos • Intercostais • Diafragma • Transverso abdominal-TVA • Psoas • Quadrado lombar • Ilíaco • Adutores • Fáscia poplítea • Tibial posterior • Flexor longo dos dedos (pé) 30 6 LINHA PROFUNDA ANTERIOR 31 LINHA PROFUNDA ANTERIOR • Masseter • Supra e infra Hioideos • Escalenos • Intercostais • Diafragma • Transverso abdominal-TVA • Psoas • Quadrado lombar • Ilíaco • Adutores • Fáscia poplítea • Tibial posterior • Flexor longo dos dedos (pé) 32 LINHA PROFUNDA ANTERIOR • Masseter • Supra e infra Hioideos • Escalenos • Intercostais • Diafragma • Transverso abdominal-TVA • Psoas • Quadrado lombar • Ilíaco • Adutores • Fáscia poplítea • Tibial posterior • Flexor longo dos dedos (pé) 33 LINHA PROFUNDA ANTERIOR • Masseter • Supra e infra Hioideos • Digástrico • Escalenos 34 LINHA PROFUNDA ANTERIOR 35 LINHA PROFUNDA ANTERIOR • INDICADORES DE ALTERAÇÃO • Respiração • Deglutição; • Voz; • Conexão visceral; • Extensão do quadril limitada; • Retroversão da pelve; • Arco medial do pé alterado 36 7 LINHA SUPERFICIAL ANTERIOR DO BRAÇO • Peitoral Maior • Grande dorsal • Septo Intermuscular; • Flexores dos dedos (Flexor radial do carpo; Flexor superficial e profundo dos dedos; flexor longo do polegar; Palmar longo) 37 LINHA SUPERFICIAL ANTERIOR DO BRAÇO 38 LINHA SUPERFICIAL POSTERIOR DO BRAÇO •Ligamento nucal •Trapézio; •Deltoide; •Romboídes •Septo intermuscular lateral; •Extensores . 39 LINHA PROFUNDA POSTERIOR DO BRAÇO • Elevador escapular • Romboides • Manguito rotador • Tríceps braquial • Periósteo ulnar • Lig. colateral ulnar • Músc. hipotenares 40 LINHA PROFUNDA POSTERIOR DO BRAÇO 41 LINHA PROFUNDA POSTERIOR DO BRAÇO 42 8 LINHA PROFUNDA POSTERIOR DO BRAÇO 43 LINHA PROFUNDA ANTERIOR DO BRAÇO • Peitoral menor*** • Trapézio- superior • F. Clavicopeitoral • Bíceps braquial • Periósteo radial • Lig. Radial colateral • Músculos tenares 44 LINHA PROFUNDA ANTERIOR DO BRAÇO 45 LINHA PROFUNDA ANTERIOR DO BRAÇO 46 •Possíveis alterações na região dos Ombros: •Protraídos; •Retraídos; •Levantados ou “curvados”; •Rotação medial; •Inclinação anterior da escápula. As falhas posturais e de sustentação dessa cadeia darão surgimento a: •Lesões nas regiões do túnel do carpo; •Lesões no cotovelo e ombro; •Dor muscular; •Pontos-gatilho. 47 DESEQUILIBRIO POSTURAL 48 9 PLANO SAGITAL A BOA POSTURA PLANO FRONTAL PLANO TRANSVERSO 49 ORIGEM DAS MÁS POSTURAS 50 O CAPTOR PODAL 51 O CAPTOR OCULAR 52 O CAPTOR DENTO-OCLUSAL 53 54 10 55 CADEIAS ASCENDENTES X DESCENDENTES 56 PADRÃO VALGO-RI DO MEMBRO INFERIOR 57 PADRÃO VALGO-RI DO MEMBRO INFERIOR 58 PADRÃO VALGO-RI DO MEMBRO INFERIOR 59 PADRÃO VALGO-RE DO MEMBRO INFERIOR 60 11 PADRÃO VALGO-RE DO MEMBRO INFERIOR 61 PADRÃO VALGO-RE DO MEMBRO INFERIOR 62 FATORES ASSOCIADOS À MÁ POSTURA 63 DESALINHAMENTO DE PEÇAS ÓSSEAS 64 ALTERAÇÕES DA MECÂNICA ARTICULAR 65 DESEQUILÍBRIO DE TENSÕES ANTAGONISTAS 66 12 SÍNDROMES DOLOROSAS DO APARELHO LOCOMOTOR 67 REFERÊNCIAS § HALL, Susan. J. Biomecânica Básica. 7 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan,2016; § KAPANDJI, I. A. Fisiologia articular: esquemas comentados de mecânica humana. São Paulo: Ed. Médica Panamericana. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2007 ; § MYERS, Thomas. W. Trilhos Anatômicos. 2 ed. São Paulo: Elevier.2010; § VOIGHT, Michael L.; HOOGENBOOM, Barbara J.; PRENTICE, William E.(ed.). Técnicas de exercícios terapêuticos: estratégias de intervenção musculoesquelética.São Paulo: Manole, 2014; 68