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10/10/2019
1
Abordagem Clássica da 
Administração 
Prof. João Gabriel Missia da Silva
UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO
CENTRO DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS E ENGENHARIAS
DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS FLORESTAIS E DA MADEIRA
Alegre – ES
2019
Introdução
• No inicio do século XX, dois engenheiros desenvolveram
os primeiros trabalhos sobre ADM.
• O americano Frederick W. Taylor, que desenvolveu a
Escola da ADM científica, preocupada em aumentar a
eficiência da indústria por meio da racionalização do
trabalho do operário.
• O francês Henri Fayol, que desenvolveu a Teoria
Clássica, preocupada em aumentar a eficiência da
empresa por meio da sua organização e da aplicação de
princípios gerais da adm. em bases científicas.
Introdução
 ADM científica: abordagem de baixo para cima
(operário  gerente) e das partes (operários e seus
cargos) para o todo (organização).
 Teoria clássica: abordagem de cima para baixo (direção
 execução) e do todo (organização) para as partes
(departamentos).
Taylor 
Fayol
Ênfase nas 
tarefas
Ênfase na 
estrutura
ADM. 
científica
Teoria 
clássica
Abordagem 
clássica
Introdução
 Origens da Abordagem Clássica da ADM:
• Remontam às consequências da Revolução Industrial e
podem ser resumidas em 2 fatos genéricos, a saber:
i. O crescimento acelerado e desorganizado das empresas;
e
ii. A necessidade de aumentar a eficiência e a competência
das organizações.
Administração Científica
• Tentativa de aplicar os métodos da ciência - observação
e mensuração – aos trabalhos operacionais a fim de
aumentar a eficiência industrial.
 Frederick W. Taylor (1856-1915) nasceu na Filadélfia –
educado sob princípios rígidos e pela disciplina, tendo
devoção ao trabalho e a poupança.
• Apesar de sua atitude pessimista a respeito da natureza
humana, se preocupou em criar um sistema educativo:
 Tendo por base a intensificação do ritmo de trabalho em
busca da eficiência empresarial e, em uma visão mais
ampla, reduzir a enorme perda que o país vinha sofrendo
com a vadiagem e a ineficiência dos operários.
• Na época de Taylor, vigorava o sistema de pagamento
por peça ou por tarefa.
Administração Científica
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• Os patrões procuravam ganhar o máximo na hora de fixar
o preço da tarefa, enquanto os operários reduziam o
ritmo de produção para contrabalançar o pagamento por
peça.
• Taylor: o primeiro a realizar uma análise completa do
trabalho, incluindo tempos e movimentos, a estabelecer
padrões de execução, treinar o pessoal, inclusive o de
direção e instalar uma sala de planejamento.
• Eficiência industrial vista como resultado da eficiência
das tarefas elementares.
Administração Científica
 Primeiro período de Taylor
• Livro Shop Management (1903)  sobre as técnicas de
racionalização do trabalho do operário, por meio do
Estudo de Tempos e Movimentos.
• Operário médio produzia muito menos que a sua
capacidade com o equipamento disponível.
• Visão do operário mais produtivo.
Administração Científica
 Taylor diz em sua obra, que:
i. O objetivo da ADM é pagar salários melhores e reduzir custos
unitários de produção.
ii. ADM deve aplicar métodos científicos de pesquisa e
experimentos  Estabelecer processos padronizados e o
controle das operações fabris.
iii. Empregados cientificamente colocados em seus postos de
trabalho com recursos apropriados para executar uma tarefa.
iv. Empregados cientificamente treinados para aperfeiçoamento
de suas aptidões.
v. Atmosfera de íntima e cordial cooperação com os
trabalhadores.
Administração Científica
 Segundo período de Taylor
• Livro Princípios da Administração Científica - The
Principles of Scientific Management (1911).
• Conclui que a racionalização do trabalho do operário
deveria ser acompanhada de uma estruturação geral
para tornar coerente a aplicação dos seus princípios na
empresa como um todo.
Administração Científica
 Segundo período de Taylor
• Para Taylor, as indústrias de sua época padeciam de três
males:
1. Vadiagem sistemática dos operários  receio do
desemprego + métodos empíricos + ociosidade do
trabalhador.
2. Desconhecimento, pela gerência, das rotinas de
trabalho e do tempo necessário para sua realização.
3. Falta de uniformidade das técnicas e dos métodos de
trabalho.
Administração Científica
 Administração como ciência
• Para Taylor, a aplicação da ADM científica deve ser gradual e
obedecer um período de 4 a 5 anos, para evitar alterações
bruscas que causem descontentamento por parte de
empregados e prejuízos aos patrões.
• A organização e a ADM devem ser estudadas e tratadas
cientificamente e não empiricamente.
• ADM científica é uma combinação de: Ciência em lugar de
empirismo. Harmonia em vez de discórdia. Cooperação e não
individualismo. Rendimento máximo em vez de produção
reduzida. Desenvolvimento de cada homem a fim de alcançar
maior eficiência e prosperidade.
Administração Científica
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 Os elementos de aplicação da Adm. Científica são:
a) Estudo de tempos e padrões de produção;
b) Supervisão funcional;
c) Padronização de máquinas, ferramentas, etc..;
d) Planejamento do desenho de tarefas e cargos;
e) Princípio da exceção;
f) Prêmios de produção para incentivar a produtividade;
g) Definição da rotina de trabalho.
 Principal objetivo da Adm. é assegurar o máximo de
prosperidade ao patrão e, ao mesmo tempo, o máximo
de prosperidade ao empregado. (????)
Administração Científica
 Organização Racional do Trabalho (ORT)
• É a tentativa de substituir os métodos empíricos e
rudimentares de trabalho pelos métodos científicos.
• Para Taylor, o operário não tem capacidade, nem
formação, nem meios para analisar cientificamente seu
trabalho e estabelecer racionalmente o método ou
processo mais eficiente.
• Geralmente, o supervisor deixa a seu critério a escolha
do método de execução do trabalho, para encorajar sua
iniciativa.
Administração Científica
 A ORT se fundamenta nos seguintes aspectos:
1. Análise do trabalho e estudo dos tempos e
movimentos.
• Decompor cada tarefa e cada operação da tarefa em
uma série ordenada de movimentos simples.
• Determinação do tempo médio de execução de tarefas
com cronômetros.
• O estudo de tempo e movimentos permite a
racionalização dos métodos de trabalho do operário e a
fixação de tempos padrões para a execução de tarefas.
Administração Científica
 A ORT se fundamenta nos seguintes aspectos:
2. Estudo da fadiga humana
• Fadiga é um redutor da eficiência (Frank Gilbreth). 
• Classificação dos Princípios de economia de movimentos:
 Relativos ao uso do corpo humano; 
 Relativos ao arranjo material do local de trabalho.
 Relativos ao desempenho das ferramentas e do
equipamento.
Administração Científica
 A ORT se fundamenta nos seguintes aspectos:
3. Divisão do trabalho e especialização do operário
• Reestruturação das operações industriais, eliminando os
movimentos desnecessários e economizando energia e
tempo.
• Uma das decorrências do estudo de tempos e
movimentos foi a divisão do trabalho e especialização a
fim de elevar a produtividade do operário.
• Operário como mero apertador de botão.
Administração Científica
 A ORT se fundamenta nos seguintes aspectos:
4. Desenho de cargos e de tarefas
• Tarefa: toda atividade executada por uma pessoa no seu
trabalho dentro da organização.
• Cargo: conjunto de tarefas executadas de maneira cíclica ou
repetitiva.
• Desenhar um cargo é especificar seu conteúdo, os métodos
de executar as tarefas e as relações com os demais cargos
existentes. O desenho de cargos é a maneira pela qual um
cargo é criado, projetado e combinado com outros cargos para
a execução das tarefas.
Administração Científica
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 A ORT se fundamenta nos seguintes aspectos:
5. Incentivos salariais e prêmios de produção
• Após análise do trabalho, racionalização das tarefas,
padronização do tempo, seleção científica e treinamento
do operário de acordo com o método, basta fazê-lo
colaborarcom a empresa dentro dos padrões e tempo
previstos.
• Taylor e seus seguidores desenvolveram planos de
incentivos salariais e prêmios de produção.
• Remuneração por produção.
Administração Científica
 A ORT se fundamenta nos seguintes aspectos:
6. Conceito de homo economicus
• Toda pessoa é concebida como influenciada
exclusivamente por recompensas salariais, econômicas e
materiais.
• Em outros termos, o homem procura o trabalho não
porque gosta dele, mas como um meio de ganhar a vida
por meio do salário que o trabalho proporciona.
• Necessidade do dinheiro para viver = trabalho.
Administração Científica
 A ORT se fundamenta nos seguintes aspectos:
6. Conceito de homo economicus
• Essa visão estreita da natureza humana não se limitava,
apenas a ver o homem como um empregado por dinheiro.
Pior ainda, via no operário da época um indivíduo limitado
e mesquinho, preguiçoso e culpado pela vadiagem e
desperdício das empresas e que deveria ser controlado
por meio do trabalho racionalizado e do tempo padrão.
• FAZER CORPO MOLE!
Administração Científica
 A ORT se fundamenta nos seguintes aspectos:
7. Condições de trabalho
• Verificou-se que a eficiência depende não somente do
método de trabalho e do incentivo salarial, mas também
de um conjunto de condições de trabalho que garantem o
bem estar físico do trabalhador e diminuam a fadiga.
• Preocupação com a ergonomia, layout, ambiente físico e
projetos eficientes.
Administração Científica
 A ORT se fundamenta nos seguintes aspectos:
8. Padronização de métodos e de máquinas
• A ORT passou a se preocupar com a padronização dos
métodos e processos de trabalho, máquinas e
equipamentos, ferramentas e instrumentos de trabalho,
matérias-primas no intuito de reduzir a variabilidade e
diversidade no processo produtivo e daí, eliminar o
desperdício e aumentar a eficiência.
• Padronização foi vital na ADM. científica.
Administração Científica
 A ORT se fundamenta nos seguintes aspectos:
9. Supervisão funcional
• A especialização do operário deve ser acompanhada da
especialização do supervisor.
• Taylor era contrário à centralização da autoridade e
propunha a chamada supervisão funcional, que nada
mais é do que a existência de diversos supervisores,
cada qual especializado em determinada área e que tem
autoridade funcional sobre os mesmos subordinados.
• A autoridade funcional é relativa e parcial.
Administração Científica
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 Princípios da Administração Científica
• Para Taylor, a gerência deve seguir quatro princípios a
saber:
1. Princípio de planejamento.
2. Princípio de preparo.
3. Princípio do controle.
4. Princípio da execução. 
Administração Científica
 Princípios básicos de Ford
• Provavelmente, o mais conhecido de todos
os precursores da Administração Científica,
Henry Ford (1863-1947) iniciou sua vida
como mecânico.
• Fundou, em 1903, a Ford Motor Co.
• Sua ideia: popularizar um produto antes
artesanal e destinado a milionários, ou seja,
vender carros a preços populares, com
assistência técnica garantida,
revolucionando a estratégia comercial da
época.
Administração Científica
• Entre 1905 e 1910, Ford promoveu a grande inovação
do século XX: a produção em massa.
• Utilizou um sistema de concentração vertical, produzindo
desde a matéria-prima inicial ao produto final acabado,
além da concentração horizontal através de uma cadeia
de distribuição comercial por meio de agências próprias.
• Fordismo  A racionalização da produção proporcionou
a linha de montagem que permitiu a produção em série.
• Produção em série ou em massa = produto padronizado,
custo mínimo, em grandes quantidades e consumo em
massa.
Administração Científica
• A condição-chave da produção em massa é a
simplicidade.
 Três aspectos suportam o sistema:
1. A progressão do produto através do processo produtivo é
planejada, ordenada e contínua.
2. O trabalho é entregue ao trabalhador em vez de deixá-lo
com a iniciativa de ir buscá-lo.
3. As operações são analisadas em seus elementos
constituintes.
Administração Científica
 Princípios básicos de Ford
• Princípio de intensificação  Diminuir o tempo de
duração com a utilização imediata dos equipamentos e
matéria-prima e a rápida colocação do produto no
mercado.
• Princípio de economicidade  Reduzir ao mínimo o
volume do estoque de matéria-prima em transformação,
fazendo com que o automóvel fosse pago à empresa
antes de vencido o prazo de pagamento dos salários e da
matéria-prima adquirida. Para isso a velocidade de
produção precisa ser rápida.
Administração Científica
 Princípios básicos de Ford
• Princípio de produtividade  Aumentar a capacidade
de produção do homem no mesmo período
(produtividade) por meio da especialização e da linha de
montagem. O operário ganha mais e o empresário tem
maior produção.
Administração Científica
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 Apreciação Crítica da Administração Científica
1. Mecanicismo da administração científica
• A ADM. Científica restringiu-se às tarefas e aos fatores
diretamente relacionados com o cargo e a função do
operário.
• Embora a organização seja constituída de pessoas, deu-
se pouca atenção ao elemento humano.
• Daí a denominação "teoria da máquina” dada à ADM.
Científica.
Administração Científica
2. Superespecialização do operário
• ADM. Científica preconizava a especialização do
operário por meio da divisão e da subdivisão de toda
operação em seus elementos constitutivos.
• As tarefas mais simples como resultado da subdivisão
puderam ser mais facilmente ensinadas e a perícia do
operário pode ser incrivelmente aumentada.
• Essas "formas de organização de tarefas privam os
operários da satisfação no trabalho, e, o que é pior,
violam a dignidade humana".
Administração Científica
3. Visão microscópica do homem
• A teoria visualiza cada empregado individualmente,
ignorando que o trabalhador é um ser humano e social.
• A partir da concepção negativista do homem - na qual as
pessoas são preguiçosas e ineficientes - Taylor enfatiza o
papel monocrático do administrador:
• "A aceleração do trabalho só pode ser obtida por meio da
padronização obrigatória dos métodos, da adoção
obrigatória de instrumentos e das condições de trabalho
e cooperação obrigatórias”.
Administração Científica
4. Ausência de comprovação científica
• A teoria é criticada por pretender criar uma ciência sem o
cuidado de apresentar comprovação científica das suas
proposições e princípios.
• Uma experimentação científica limitada foi utilizada para
comprovar essa teoria.
• Seu método é empírico e concreto, no qual o
conhecimento é alcançado pela evidência e não pela
abstração.
Administração Científica
5. Abordagem incompleta da organização
• A ADM. Científica é incompleta, parcial e inacabada, por
se limitar apenas aos aspectos formais da organização,
omitindo a organização informal e os aspectos humanos
da organização.
• Essa perspectiva incompleta ignora a vida social interna
dos participantes da organização.
• As pessoas são tomadas como indivíduos isolados e
arranjados de acordo com suas habilidades pessoais e
com as demandas da tarefa a ser executada.
Administração Científica
6. Limitação do campo de aplicação
• A teoria ficou restrita aos problemas de produção na
fábrica, não considerando os demais aspectos da vida da
organização, como financeiros, comerciais, logísticos...
• Além disso, o desenho de cargos e tarefas retrata suas
concepções a respeito da natureza humana e se
fundamenta em uma expectativa de estabilidade e
previsibilidade das operações da organização.
Administração Científica
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7. Abordagem prescritiva e normativa
• A ADM. Científica se caracteriza pela preocupação em
prescrever princípios normativos aplicados como
receituário em todas as circunstâncias.
8. Abordagem de sistema fechado
• A teoria visualiza as organizações como se elas
existissem no vácuo ou como entidades autônomas,
absolutas e hermeticamente fechadas a qualquer
influência externa.Administração Científica Teoria Clássica da Administração
 Surgiu na França (1916) e se caracterizava pela ênfase
na estrutura que a organização deveria possuir para ser
eficiente.
• O objetivo das teorias científica e clássica é a busca da
eficiência das organizações.
• Na teoria clássica, partia-se do todo organizacional e da
sua estrutura para garantir eficiência a todas as partes
envolvidas, fossem elas órgãos ou pessoas.
• A preocupação com a organização como um todo
constitui uma substancial ampliação do objeto de estudo
da TGA.
Teoria Clássica
 Henri Fayol (1841-1925): nasceu em Constantinopla.
Expôs duas teoria no livro Administration Industrielle et
Générale (1916).
Teoria Clássica
• Segundo Fayol, toda empresa apresenta 6 funções
básicas:
 Técnicas (produção de bens e serviços)
 Comerciais (compra, venda e permutação)
 Financeiras (procura e gerência de capitais)
 De segurança (proteção e preservação dos bens e das pessoas)
 Contábeis (inventários, registros, balanços, custos e estatísticas)
Administrativas (coordenam e sincronizam as demais)
Teoria Clássica
• A visão de Fayol sobre as funções básicas das empresas
está ultrapassada. Pois, hoje, elas recebem os nomes de
áreas da ADM.
• Funções administrativas área de ADM geral;
• Funções técnicas  área de produção, manufatura ou
operações;
• Funções comerciais área de vendas/marketing;
• Funções de segurança  passaram para um nível mais
baixo.
• E, finalmente, surgiu a área de RH ou gestão de pessoas.
Teoria Clássica
 Conceito de ADM
• Fayol define o ato de administrar como: prever, organizar,
comandar, coordenar e controlar.
1. Prever: visualizar o futuro e traçar o programa de ação;
2. Organizar: constituir o duplo organismo material e
social da empresa;
3. Comandar: dirigir e orientar o pessoal;
4. Coordenar: ligar, unir, harmonizar todos os atos e
esforços coletivos;
5. Controlar: verificar que tudo ocorra de acordo com as
regras estabelecidas e as ordens dadas.
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Teoria Clássica
• Para Fayol existe uma proporcionalidade da função
administrativa, isto é ela reparte por todos os níveis da
hierarquia da empresa e não é privativa da alta gerência.
Mais altos
Mais baixos
Funções 
administrativas 
Outras funções
Níveis Hierárquicos 
Teoria Clássica
 Princípios gerais da ADM para Fayol
• Tudo em Adm. é questão de medida, de ponderação e
bom senso. Seus princípios são maleáveis e adaptam-se
a qualquer circunstância, tempo ou lugar.
• Os 14 princípios gerais da ADM, segundo Fayol são:
1. Divisão do trabalho – especialização de tarefas e pessoas
2. Autoridade e responsabilidade – equilibradas entre si.
3. Disciplina – respeito aos acordos estabelecidos.
4. Unidade de comando – autoridade única.
Teoria Clássica
 Princípios gerais da ADM para Fayol
5. Unidade de direção – uma cabeça e um plano para atividades
6. Subordinação dos interesses individuais ao gerais
7. Remuneração do pessoal - justa e garantida satisfação com a
retribuição
8. Centralização – concentração da autoridade no topo
9. Cadeia escolar – linha de autoridade de cima p/ baixo
10. Ordem – material e humana
Teoria Clássica
 Princípios gerais da ADM para Fayol
11. Equidade – amabilidade e justiça para alcançar lealdade.
12. Estabilidade do pessoal – tempo de serviço
13. Iniciativa – capacidade de visualizar um plano e garantir seu
sucesso.
14. Espírito de equipe – a união faz a força.
Teoria Clássica
 Teoria da organização
• Para Fayol, a organização abrange o estabelecimento da
estrutura e da forma, sendo portanto, estática e limitada.
• A organização militar é o modelo do comportamento
administrativo. Assim, a preocupação com a estrutura e a
forma da organização marcam a essência da teoria
clássica.
• A estrutura organizacional constitui um cadeia de
comando, ou seja, uma linha de autoridade que interliga
as posições e define quem se subordina a quem.
• Pelo principio de unidade de comando, cada empregado
deve se reportar a um superior.
Teoria Clássica
 Divisão do trabalho e especialização
• Pela Teoria clássica a divisão do trabalho pode ser por
duas formas:
• Verticalmente  segundo níveis de autoridade e
responsabilidade.
• Horizontalmente  em um mesmo nível hierárquico, cada
departamento ou seção passa a ser responsável por um
atividade especifica e própria (departamentalização).
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Teoria Clássica
 Apreciação crítica da Teoria Clássica
• As críticas à Teoria Clássica são numerosas e
generalizadas, sendo:
1. Abordagem simplificada da organização formal
• Concepção da organização apenas em termos lógicos,
formais, rígidos e abstratos, sem considerar o seu
conteúdo psicológico e social com a devida importância.
• Pela teoria clássica, a simples adoção dos princípios
gerais da adm. permite uma organização formal da
empresa, capaz de proporcionar sua máxima eficiência.
Uma visão simplória e reducionista da atividade
organizacional.
Teoria Clássica
2. Ausência de trabalhos experimentais
• Os autores da teoria clássica fundamentam seus
conceitos na observação e senso comum.
• Seus métodos são empíricos e concretos, embasados na
experiência direta e no pragmatismo, e não confrontam a
teoria com elementos de prova.
• Suas afirmações se dissolvem quando postas em
experimentação.
Teoria Clássica
3. O extremo racionalismo na concepção da ADM
• Os autores se preocupam com a apresentação racional e
lógica de suas proposições, sacrificando a clareza de
suas ideias.
• O abstracionismo e o formalismo são criticados por
levaram a análise da ADM à superficialidade, à
supersimplificação e à falta de realismo.
Teoria Clássica
4. “Teoria da máquina”
• A teoria clássica recebeu esse nome pelo fato de
considerar a organização sob o prisma do
comportamento mecânico de uma máquina.
• A determinadas ações ou causas decorrerão
determinados efeitos ou consequências dentro de uma
correlação determinística.
Teoria Clássica
5. Abordagem incompleta da organização
• Preocupação apenas com a organização formal.
• A teoria da organização formal não ignorava os
problemas humanos da organização, porém não
conseguiu dar um tratamento sistemático à interação
entre as pessoas e os grupo informais, nem aos conflitos
intra-organizacionais.
Teoria Clássica
6. Abordagem de sistema fechado
• Trata a organização como um sistema fechado, composto
por poucas variáveis perfeitamente conhecidas e
previsíveis de alguns aspectos que podem ser
manipulados por meio de princípios gerais e universais
da ADM.
• Filosofia de fatores básicos da ADM, a escola clássica
permite uma abordagem simplificada.
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Taylor
Adm. 
científica
Ênfase nas 
tarefas
Aumentar a 
eficiência ao nível 
operacional
Fayol
Teoria 
Clássica
Ênfase na 
estrutura
Aumentar a 
eficiência por meio 
da organização da 
estrutura
Confronto das 
teorias de Taylor e 
Fayol
Abordagem Humanística da 
Administração 
Prof. João Gabriel Missia da Silva
UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO
CENTRO DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS E ENGENHARIAS
DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS FLORESTAIS E DA MADEIRA
Jerônimo Monteiro – ES
2019
Introdução
• Com a abordagem humanística, a TGA passa por uma
revolução conceitual.
• A transferência da ênfase antes colocadas nas tarefas e
na estrutura organizacional para a ênfase nas pessoas
que trabalham ou que participam nas organizações.
• Essa abordagem faz com que a preocupação com a
máquina, método de trabalho e com a organização formal
e os princípios da ADM cedam prioridade para a
preocupação com as pessoas e grupos sociais.
Introdução
• De aspectos técnicos e formais para aspectos
psicológicos e sociológicos.
• A abordagem humanística da ADM começou logo após a
morte de Taylor, mas foi somente a partir da década de
1930 que encontrou enorme aceitação nos Estados
Unidos, principalmente por suas características
democráticas.
• Sua divulgação fora dos EUA somente ocorreu bem
depois da Segunda Guerra Mundial.Teoria das relações Humanas
 Ou escola humanística da ADM.
 Surgiu nos EUA, como consequência das conclusões da
Experiência Hawthorne, desenvolvida por Elton Mayo
e colaboradores.
• Movimento de reação e oposição a Teoria Clássica da
ADM.
• Em um país democrático, como o EUA, os trabalhadores
e sindicatos passaram a visualizar a ADM científica com
um meio sofisticado de exploração dos empregados a
favor dos interesses dos patrões.
Teoria das relações 
Humanas
• Assim, esta teoria nasceu da necessidade de corrigir a
tendência à desumanização do trabalho com a aplicação
de métodos científicos precisos.
 Origens da teoria das Relações Humanas
1. A necessidade de se humanizar e democratizar a ADM.
2. O desenvolvimento das ciências humanas.
3. As ideias da filosofia pragmática de John Dewey e da
Psicologia Dinâmica de Kurt Lewin.
4. As conclusões da experiência de Hawthorne (1927-1932)
por Elton Mayo, que puseram em xeque os principais
postulados da Teoria Clássica da ADM.
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 A Experiência de Hawthorne
• Em 1927, o Conselho Nacional de Pesquisa iniciou uma
experiência na fábrica Hawthorne da Western Electric
Company, em Chicago, para avaliar a correlação entre a
iluminação e a eficiência dos operários, medida por meio
da produção.
• A experiência foi coordenada por Elton Mayo, e estendeu-
se à fadiga, acidentes de trabalho, rotatividade de
pessoal, e ao efeito das condições de trabalho sobre a
produtividade do pessoal.
Teoria das relações 
Humanas
 A Experiência de Hawthorne
• Os pesquisadores observaram que os resultados da
experiência eram prejudicados por variáveis de natureza
psicológica.
• Tentaram, então, eliminar ou neutralizar o fator
psicológico, então estranho e impertinente, o que fez a
experiência se prolongar até 1932.
• A empresa Western Eletric, valorizava o bem-estar dos
colaboradores e não estava interessada em aumentar a
produção, mas em conhecer melhor seus empregados.
Teoria das relações 
Humanas
 1ª fase da Experiência de Hawthorne
• Objetivo: conhecer o efeito da iluminação sobre o
rendimento dos operários.
• Foram escolhidos 2 grupos de funcionários que faziam
mesmo trabalho em condições idênticas.
• Um grupo de observação trabalhava sob intensidade de
luz variável.
• Um grupo controle tinha intensidade constante.
• Conclusão: Não houve correlação direta entre as
variáveis, pela existência de uma variável difícil ser
controlada que é o fator psicológico.
Teoria das relações 
Humanas
 1ª fase da Experiência de Hawthorne
• Comprovou-se a preponderância do fator psicológico
sobre o fisiológico.
• A eficiência dos operários é afetada por condições
psicológicas.
 2ª fase da Experiência de Hawthorne
• Começou em 1927. Foi criado um grupo de observação/
experimental: 5 moças montavam os relés, enquanto
uma sexta fornecia as peças para abastecer o trabalho.
Teoria das relações 
Humanas
 2ª fase da Experiência de Hawthorne
• A sala de prova era separada do departamento, onde
estava o grupo controle.
• O equipamento era o mesmo em ambos os setores,
apenas incluindo um plano inclinado com um contador de
peças que marcava a produção em fita perfurada.
• A produção foi o índice de comparação entre os grupos.
• Grupo experimental: tinha um supervisor (como no
controle) e um observador, que assegurava o espírito de
cooperação.
Teoria das relações 
Humanas
 2ª fase da Experiência de Hawthorne
• As moças eram informadas a respeito dos resultados e as
modificações eram comunicadas para a sua aprovação.
• Essa experiência trouxe as seguintes conclusões:
 Sala de relés era divertida e a supervisão branda
permitia trabalhar com liberdade e menor ansiedade.
 Havia um ambiente amistoso e sem pressões, na qual a
conversa era permitida.
 Não havia temor ao supervisor.
Teoria das relações 
Humanas
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 2ª fase da Experiência de Hawthorne
• Conclusões (continuação):
 Houve um desenvolvimento social do grupo
experimental. As moças fizeram amizades entre si e
tornaram-se uma equipe.
 O grupo desenvolveu objetivos comuns, como o de
aumentar o ritmo de produção, embora fosse solicitado
trabalhar normalmente.
Teoria das relações 
Humanas
 Conclusões da Experiência de Hawthorne
A) O nível de produção é resultante da Integração Social.
B) Comportamento social dos empregados.
C) Recompensas e Sanções Sociais.
D) Grupos informais.
E) Relações humanas.
F) Importância do Conteúdo do cargo.
G) Ênfase nos Aspectos Emocionais.
Teoria das relações 
Humanas