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Material de Apoio – Disciplina Gestão Empresarial Curso Técnico em Administração 1 Gestão Empresarial I Evolução do Pensamento Administrativo Material de Apoio – Disciplina Gestão Empresarial Curso Técnico em Administração 2 Sumário ................................................................................................................................................................. 3 Abordagem Clássica ................................................................................................................................ 4 Administração Científica - Frederick Winslow Taylor ....................................................................... 4 Organização Racional do Trabalho – ORT ......................................................................................... 5 Princípios da Administração Científica ............................................................................................... 6 Henry Ford .......................................................................................................................................... 7 Princípios Adotados por Ford ............................................................................................................. 8 Teoria das Relações Humanas – Elton Mayo ........................................................................................ 14 Abordagem Estruturalista ...................................................................................................................... 19 Teoria Estruturalista – Etzioni / Blau e Scott ........................................................................................ 19 Burocracia – Weber ............................................................................................................................... 19 Teoria da Burocracia ......................................................................................................................... 19 Teoria Estruturalista .......................................................................................................................... 23 Abordagem Neoclássica ........................................................................................................................ 30 Teoria Neoclássica ................................................................................................................................ 30 Abordagem Comportamental ................................................................................................................ 38 Teoria Comportamental......................................................................................................................... 38 Abraham Maslow .................................................................................................................................. 38 Abordagem Sistêmica ........................................................................................................................... 41 Teoria de Sistemas- Von Bertalanffy .................................................................................................... 41 Abordagem Contingencial..................................................................................................................... 44 Teoria da Contingência ......................................................................................................................... 44 Material de Apoio – Disciplina Gestão Empresarial Curso Técnico em Administração 3 Data Abordagem/Precursores Abordagem Clássica 1903 Frederick Winslow Taylor (1856-1915) Shop Management ( Administração de Oficinas) 1911 The Principles of Scientific Management (Princípios de Administração Científica) Administração Científica 1905/1911 Henry Ford (1863-1947) Linha de Montagem 1916 Henri Fayol (1841-1925) Industrial and General Administration Teoria Clássica da Administração Abordagem das Relações Humanas 1927-1932 Elton Mayo (1880-1949) Experiência de Hawthorne(1927-1932) Teoria das Relações Humanas Decorrência da Teoria: motivação, liderança, comunicação, dinâmica de grupo. Abordagem Estruturalista 1947 Max Weber (1864- 1920) Burocracia 1947 Amitai Etzioni / Blau e Scott Teoria Estruturalista Abordagem Neoclássica 1954 Peter F. Drucker, Ernest Dale, Harold Kontz, Cyril O' Donnel, Michal Jucius, William Newman... Teoria Neoclássica Abordagem Comportamental Abraham Maslow (1908-1970) 1957 Teoria Comportamental Abordagem Sistêmica 1950 / 1968 Von Bertalanffy (1901-1972) Teoria de Sistemas Abordagem Contingencial 1972 Teoria da Contingência Material de Apoio – Disciplina Gestão Empresarial Curso Técnico em Administração 4 Abordagem Clássica Administração Científica - Taylor /Henry Ford Teoria Clássica da Administração – Henri Fayol Com o advento da Revolução Industrial, houve grandes modificações no modelo produtivo da época desencadeando o crescimento desenfreado das fábricas e indústrias. As origens da Abordagem Clássica da Administração remontam as consequências geradas pela Revolução Industrial, sendo possível destacar dois fatores: • O crescimento acelerado e desorganizado das empresas, ocasionando uma gradativa complexidade em sua administração e exigindo uma abordagem científica e mais apurada que substituísse o empirismo e a improvisação. • A necessidade de aumentar a eficiência e a competência das organizações, no sentido de se obter o melhor rendimento possível dos recursos e fazer face à concorrência e à competição que se avolumavam entre as empresas. Administração Científica - Frederick Winslow Taylor Frederick Winslow Taylor (1856-1915), o fundador da Administração Científica, nasceu na Filadélfia, nos Estados Unidos. A abordagem básica da Escola da Administração Científica se baseia na ênfase colocada nas tarefas sendo o nome Administração Científica devido à tentativa de aplicação dos métodos da ciência aos problemas da Administração a fim de aumentar a eficiência industrial. Os principais métodos científicos aplicáveis aos problemas da administração são a observação e a mensuração. O objetivo inicial foi eliminar o fantasma do desperdício e das perdas sofridas pelas indústrias e elevar os níveis de produtividade por meio da aplicação de métodos e técnicas da engenharia industrial. Material de Apoio – Disciplina Gestão Empresarial Curso Técnico em Administração 5 1º Período de Taylor (1903):O primeiro período de Taylor corresponde à época da publicação do seu livro Shop Management (Administração de Oficinas). Nesta época desenvolveu o estudo de tempos e movimentos, o qual analisava as tarefas de cada operário, decompondo os seus movimentos e processos de trabalho para aperfeiçoá-los e racionalizá-los. Organização Racional do Trabalho – ORT A ORT se fundamenta nos seguintes aspectos: 1. Análise do trabalho e do estudo dos tempos e movimentos. 2. Estudo da fadiga humana. 3. Divisão do trabalho e especialização do operário. 4. Desenho de cargos e de tarefas. 5. Incentivos salariais e prêmios de produção. 6. Conceito de homo economicus. 7. Condições ambientais de trabalho, como iluminação, conforto etc. 8. Padronização de métodos e de máquinas. 9. Supervisão funcional. 2º Período de Taylor (1911):O segundo período de Taylor corresponde à época da publicação do seu livro Princípios de Administração Científica. Ciência em lugar de empirismo. Conhecimento Empírico: Conhecimento empírico é uma expressão cujo significado reporta ao conhecimento adquirido através da observação. É uma forma de conhecimento resultante do senso comum, por vezes baseado na experiência, sem necessidade de comprovação científica, com base em deduções simples. ConhecimentoCientífico: é a informação e o saber que parte do princípio das análises dos fatos reais e cientificamente comprovados. Para ser reconhecido como um conhecimento Material de Apoio – Disciplina Gestão Empresarial Curso Técnico em Administração 6 científico, este deve ser baseado em observações e experimentações, que servem para atestar a veracidade ou falsidade de determinada teoria. Possui três características: • Sistematização: pois é ordenado, formado a partir de um conjunto de ideias que são formadoras de uma teoria. • Verificabilidade: determinada ideia deve ser verificada e comprovada sob a ótica da ciência para que possa fazer parte do conhecimento científico. • Falível: não é definitivo, pois determinada ideia ou teoria pode ser derrubada e substituída por outra, a partir de novas comprovações e experimentações científicas. Para Taylor, a organização e a administração devem ser estudadas e tratadas cientificamente e não empiricamente, com a substituição dos métodos empíricos e rudimentares pelos métodos científicos. Método é a maneira de se fazer algo para obter um determinado resultado. Os elementos de aplicação da Administração Científica nos padrões de produção são: • Padronização de máquinas e ferramentas; • Métodos e rotinas para execução de tarefas; • Prêmios de produção para incentivar a produtividade. Princípios da Administração Científica A preocupação de racionalizar, padronizar e prescrever normas de conduta ao administrador levou os engenheiros da Administração Científica a pensar que tais princípios pudessem ser aplicados a todas as situações possíveis. Um princípio é uma afirmação válida para uma determinada situação; é uma previsão antecipada do que deverá ser feito quando ocorrer determinada situação. Material de Apoio – Disciplina Gestão Empresarial Curso Técnico em Administração 7 1º Princípio de planejamento: substituir no trabalho, o critério individual do operário, a improvisação e a atuação empírica, por métodos baseados em procedimentos científicos. Substituir a improvisação pela ciência através do planejamento do método de trabalho. 2º Princípio de preparo: selecionar cientificamente os trabalhadores de acordo com suas aptidões e prepará-los e treiná-los para produzirem mais e melhor, de acordo com o método planejado. Preparar máquinas e equipamentos em um arranjo físico e disposição racional. 3º Princípio do controle: controlar o trabalho para se certificar de que está sendo executado de acordo com os métodos estabelecidos e segundo o plano previsto. A gerência deve cooperar com os trabalhadores para que a execução seja a melhor possível. 4º Princípio da execução: distribuir atribuições e responsabilidades para que a execução do trabalho seja disciplinada. Conceito de homo Economicus.( Homem econômico) • Visto como ser simples e previsível, cujo comportamento não varia muito. • Incentivos Financeiros adequados, constante vigilância e treinamento eram ações consideradas suficientes para garantir boa produtividade. • O operário é um indivíduo limitado e mesquinho, preguiçoso e culpado pela vadiagem e pelo desperdício das empresas e que deveria ser controlado por meio do trabalho racionalizado e do tempo padrão. Henry Ford Provavelmente, o mais conhecido de todos os precursores da Administração Científica, Henry Ford (1863-1947) iniciou sua vida como mecânico. Projetou um modelo de carro e em 1899 fundou sua primeira fábrica de automóveis, que logo depois foi fechada. Sem desanimar, fundou, em 1903, a Ford Motor Co. Sua idéia: popularizar um produto antes artesanal e destinado a milionários, ou seja, vender carros a preços populares, com assistência técnica garantida, revolucionando a estratégia comercial da época. Entre 1905 e 1910, Ford promoveu a grande inovação do século XX: a produção em massa. Embora não tenha inventado o automóvel nem mesmo a linha de montagem, Ford inovou na organização do trabalho: a produção de maior número de produtos acabados com a maior garantia de qualidade e pelo menor custo possível. E essa inovação teve maior impacto sobre a maneira de viver do homem do que muitas das maiores invenções do passado da humanidade. Em Material de Apoio – Disciplina Gestão Empresarial Curso Técnico em Administração 8 1913 já fabricava 800 carros por dia. Em 1914, repartiu com seus empregados uma parte do controle acionário da empresa. Estabeleceu o salário mínimo de cinco dólares por dia e jornada diária de oito horas, quando, na época, a jornada variava entre dez e doze horas. Em 1926, já tinha 88 fábricas e empregava150.000 pessoas, fabricando 2.000.000 carros por ano. Utilizou um sistema de concentração vertical, produzindo desde a matéria-prima inicial ao produto final acabado, além da concentração horizontal através de uma cadeia de distribuição comercial por meio de agências próprias. Ford fez uma das maiores fortunas do mundo graças ao constante aperfeiçoamento de seus métodos e processos de trabalho. Administração para administradores. Disponível em:< http://www.portaleducacao.com.br/pedagogia/artigos/48764/referencias-bibliograficas- tiradas-na-internet-como-colocar-no-trabalho>. Acesso em 20 de Agosto de 2016. Princípios Adotados por Ford 1º Intensificação: diminuição do tempo de produção. 2º Economicidade: redução ao mínimo do estoque de matéria-prima em transformação. 3º Produtividade: especialização do trabalhador ao máximo aumentando a capacidade de produção. Críticas ao modelo da Administração científica. • Mecanicismo da administração científica: pouca atenção ao elemento humano e concebeu-se a organização como "um arranjo rígido e estático de peças; Material de Apoio – Disciplina Gestão Empresarial Curso Técnico em Administração 9 • Superespecialização do operário: a Administração Científica preconizava a especialização do operário por meio da divisão e da subdivisão de toda operação em seus elementos constitutivos. • Visão microscópica do homem: A Administração Científica visualiza cada empregado individualmente, ignorando que o trabalhador é um ser humano e social. • Ausência de comprovação científica: Em outros termos, os engenheiros americanos utilizaram pouquíssima pesquisa e experimentação científica para comprovar suas teses. • Abordagem incompleta da organização: A Administração Científica é incompleta, parcial e inacabada, por se limitar apenas aos aspectos formais da organização, omitindo a organização informal e os aspectos humanos da organização. • Limitação do campo de aplicação: Administração Científica também ficou restrita aos problemas de produção na fábrica, não considerando os demais aspectos da vida da organização, como financeiros, comerciais, logísticos etc. • Abordagem de sistema fechado: A Administração Científica visualiza as organizações como se elas existissem no vácuo ou como se fossem entidades autônomas, absolutas e hermeticamente fechadas a qualquer influência vinda de fora delas. Teoria Clássica da Administração – Heri Fayol Enquanto Taylor e outros engenheiros desenvolviam a Administração Científica nos Estados Unidos, em 1916 surgia na França, espalhando-se rapidamente pela Europa, a Teoria Clássica da Administração, desenvolvida por Fayol (1841–1925). A necessidade de aumentar a eficiência e a competência das organizações, no sentido de se obter o melhor rendimento possível dos recursos, e fazer face à concorrência e à competição que crescia entre as empresas. Enquanto a Administração Científica se preocupava com a divisão do trabalho no nível dos operários, do “chão de fábrica”, fragmentando as tarefas, a Teoria Clássica se preocupava com a divisão no nível dos órgãos que compõem a organização, isto é, com os departamentos, divisões, seções, unidades. Material de Apoio – Disciplina GestãoEmpresarial Curso Técnico em Administração 10 Funções básicas da Empresa Fayol estabeleceu as funções básicas da empresa. • Funções técnicas: relacionadas com a produção de bens ou de serviços da empresa. • Funções comerciais: relacionadas com compra, venda e permutação. • Funções financeiras: relacionadas com procura e gerência de capitais. • Funções de segurança: relacionadas com proteção e preservação dos bens e das pessoas. • Funções contábeis: relacionadas com inventários, registros, balanços, custos e estatísticas. • Funções administrativas: relacionadas com a integração de cúpula das outras cinco funções. Funções Administrativas Prever: visualizar o futuro e traçar o programa de ação. Organizar: constituir o duplo organismo material e social da empresa. Comandar: dirigir e orientar o pessoal. Coordenar: Ligar, unir, harmonizar todos os atos e esforços coletivos. Controlar: Verificar que tudo ocorra de acordo com as regras estabelecidas e as ordens dadas. Princípios Gerais da Administração Para Fayol 1.Divisão do trabalho:consiste na especialização das tarefas e das pessoas para aumentar a eficiência. 2. Autoridade e responsabilidade: autoridade é o direito de dar ordens e o poder de esperar obediência. A responsabilidade é uma conseqüência natural da autoridade e significa o dever de prestar contas. Ambas devem estar equilibradas entre si. 3. Disciplina: depende de obediência, aplicação, energia, comportamento e respeito aos acordos estabelecidos. 4. Unidade de comando: cada empregado deve receber ordens de apenas um superior. É o princípio da autoridade única. Material de Apoio – Disciplina Gestão Empresarial Curso Técnico em Administração 11 5. Unidade de direção: uma cabeça e um plano para cada conjunto de atividades que tenham o mesmo objetivo. 6. Subordinação dos interesses individuais aos gerais:os interesses gerais da empresa devem sobrepor-se aos interesses particulares das pessoas. 7. Remuneração do pessoal: deve haver justa e garantida satisfação para os empregados e para a organização em termos de retribuição. 8. Centralização: Refere-se à concentração da autoridade no topo da hierarquia da organização. 9. Cadeia escalar: é a linha de autoridade que vai do escalão mais alto ao mais baixo em função do princípio do comando. 10. Ordem: um lugar para cada coisa e cada coisa em seu lugar. É a ordem material e humana. 11. Equidade: Amabilidade e justiça para alcançar a lealdade do pessoal. 12. Estabilidade do pessoal: a rotatividade do pessoal é prejudicial para a eficiência da organização. Quanto mais tempo uma pessoa permanecer no cargo, tanto melhor para a empresa. 13. Iniciativa: a capacidade de visualizar um plano e assegurar pessoalmente o seu sucesso. 14. Espírito de equipe: a harmonia e a união entre as pessoas são grandes forças para a organização. A Teoria Clássica A Teoria Clássica concebe a organização como se fosse uma ESTRUTURA. A preocupação com a forma e disposição das partes que a constituem, marca a essência da Teoria. Cadeia de Comando: a teoria constitui uma cadeia de comando, ou seja, uma linha de autoridade que interliga as posições da organização e define quem se subordina a quem sendo esta estrutura analisada de cima para baixo. Divisão do Trabalho: para a Teoria Clássica, a divisão do trabalho pode ser em duas direções: Vertical: segundo os níveis de autoridade e responsabilidade. (hierarquia). Horizontal: no mesmo nível hierárquico cada departamento ou seção passa a ser responsável por uma atividade. Refere-se à especialização horizontal da organização. (departamentalização). Material de Apoio – Disciplina Gestão Empresarial Curso Técnico em Administração 12 Organização Linear: é um dos tipos mais simples de organização. É um tipo de estrutura que apresenta uma forma piramidal. Nela o ocorre a supervisão linear, baseada na unidade de comando, que é o oposto da supervisão funcional proposta pela administração científica. Supervisão Funcional: a especialização do operário deve ser acompanhada da especialização do supervisor. Taylor era contrário à centralização da autoridade e propunha chamada supervisão funcional, que nada mais é do que a existência de diversos supervisores. Cada qual especializado em determinada área e que tem autoridade funcional (relativa somente a sua especialidade) sobre os mesmos subordinados. Supervisão Linear: a estrutura organizacional constitui uma cadeia de comando, ou seja, uma linha de autoridade que interliga as posições da organização e define quem se subordina a quem. A cadeia de comando - também denominado cadeia escalar - baseia-se no princípio da unidade de comando, que significa que cada empregado deve se reportar a um só superior. Sistema Fechado: a Teoria Clássica trata a organização como se ela fosse um sistema fechado, composto de algumas variáveis perfeitamente conhecidas e previsíveis e de alguns aspectos que são manipulados por meio de princípios gerais e universais. Organização Formal: a organização formal é a organização oficialmente adotada e é geralmente caracterizada pelo organograma e pelos manuais de organização. Os principais aspectos apresentados pela organização formal são: Os órgãos, com departamentos, divisões, seções, etc. Os autores clássicos concebem a organização em termos lógicos, formais, rígidos e abstratos, sem considerar seu conteúdo psicológico e social. Nesse sentido são prescritivos e normativos, ou seja, o administrador deve conduzir-se em todas as situações através do processo administrativo e princípios gerais. Críticas à Teoria Clássica de Fayol Abordagem simplificada da Organização Formal: não considera o conteúdo psicológico e social. Ausência de Trabalhos Experimentais: conceitos fundamentais em observações e senso comum. Extremo Racionalismo na Concepção da ADM: visa apenas a eficiência do ponto de vista técnico e econômico. Material de Apoio – Disciplina Gestão Empresarial Curso Técnico em Administração 13 “Teoria da Máquina”: enxerga organização sob o prisma do comportamento mecânico. Abordagem Incompleta da Organização: preocupação com o lado formal, esquecendo-se do informal. Abordagem de Sistema Fechado: poucas variáveis perfeitamente conhecidas e previsíveis. Referências Bibliográficas: Administração para administradores. Disponível em:< http://www.portaleducacao.com.br/pedagogia/artigos/48764/referencias-bibliograficas- tiradas-na-internet-como-colocar-no-trabalho>. Acesso em 20 de Agosto de 2016. CHIAVENATO, Idalberto. Introdução à Teoria Geral da administração. 3.ed. Rio de Janeiro:Elsevier, 2004. VASCONCELOS, I. F. F. G.; MOTTA, F. C. P. . Teoria Geral da Administração. 3. ed. São Paulo: Thomson Learning, 2006. v. 3. Material de Apoio – Disciplina Gestão Empresarial Curso Técnico em Administração 14 Abordagem das Relações Humanas Teoria das Relações Humanas – Elton Mayo A teoria das Relações Humanas teve o grande mérito de quebrar, ou pelo menos atenuar, o mecanicismo presente na Teoria Clássica, deslocando-se para outro extremo. O foco que anteriormente estava nas tarefas, níveis hierárquicos e estrutura, passou para o indivíduo. A abordagem das relações humanas é baseada em uma nova concepção de ser humano: o homem social. Elton Mayo (1880-1949), cientista Social Australiano é conhecido como “o pai das relações humanas” por causa da sua liderança na condução da pesquisa de Hawthorne e outras investigações no campo do comportamento humano. O ponto essencial de suas descobertas foi a identificação da relevância de fatores não econômicos em especial os sociais na motivação dos trabalhadores. Origens • A Escola das Relações Humanas teve sua origem em um movimento que surgiu da necessidadede humanizar e democratizar a administração libertando-a dos conceitos rígidos da abordagem Clássica. • A escola como tal nasceu como consequência imediata das conclusões obtidas por Elton Mayo em sua experiência em Hawthorne. • O indivíduo passa a ser considerado como ser humano. A Experiência de Hawthorne (1927-1932) Cenário: 1927- Wester Eletric Company (fábrica de equipamentos e componentes telefônicos), bairro de Hawthorne, Chicago; Finalidade Inicial: determinar a relação entre a intensidade da iluminação e a eficiência dos operários, medida através da produção. Experiência sob a direção de Elton Mayo. Material de Apoio – Disciplina Gestão Empresarial Curso Técnico em Administração 15 Conclusões • O nível de produção é determinado pela integração social e não pela capacidade física dos operários. • O operário não reage como indivíduo isolado, mas como membro de um grupo social. • A empresa passou a ser vista como um conjunto de grupos informais cuja estrutura nem sempre coincide com a organização formal. • Os elementos emocionais e mesmo irracionais passam a merecer uma maior atenção. • As pessoas são motivadas principalmente pela necessidade de reconhecimento, de aprovação social e de participação nas atividades dos grupos sociais (Conceito de Homem Social). Homo Socialis (Homem Social) A escola de Relações Humanas sugeriu com outra perspectiva para a definição do homem, substituindo o homo economicus pelo homo socialis. • O homem é apresentado como um ser cujo comportamento não pode ser reduzido a esquemas simples e mecanicistas; • O homem é condicionado pelo sistema social; • Todo homem possui necessidade de segurança, afeto, aprovação social, prestígio e autorrealização. Ideias Principais • O trabalho é uma atividade tipicamente grupal: produção sofre a influência do grupo de trabalho mais do que incentivos financeiros; • O operário não reage como indivíduo isolado, mas como membro de um grupo social: as mudanças tecnológicas e a abordagem mecanicista tentam romper essas relações sociais. Material de Apoio – Disciplina Gestão Empresarial Curso Técnico em Administração 16 • “O “ser humano é motivado essencialmente pela necessidade de “estar junto”, “ser reconhecido”: só alcança a eficiência considerando as necessidades sociais e psicológicas dos trabalhadores. Novas orientações A Teoria das Relações Humanas trouxe uma nova linguagem que passou a dominar o repertório administrativo: fala-se agora em motivação, liderança, comunicação, organização informal e dinâmica de grupo. 1- Motivação: O estudo da motivação busca explicar o comportamento das pessoas. Indica o processo pelo qual o comportamento humano é incentivado, estimulado por um algum tipo de motivo ou razão. 2- Liderança: Para os humanistas, é um fenômeno de influência interpessoal, um processo de redução de incerteza do grupo, uma relação funcional entre líder e subordinados. A experiência de Hawthorne identificou a existência de líderes informais que mantinham o controle do grupo. Estilos de Liderança: • Autocrático: o líder fixa as diretrizes, sem qualquer participação do grupo. • Democrático: As diretrizes são debatidas, decididas pelo grupo, estimulado e assistido pelo grupo. • Liberal: Há liberdade total para as decisões grupais ou individuais. A participação do líder é limitada apresentando apenas sugestões. 3- Comunicação: é a troca de informações entre pessoas. Significa tornar comum uma mensagem ou informação. A Teoria das Relações Humanas identificou que o processo de comunicação entre as empresas era falho e que a troca de informações entre operários e supervisores, a respeito das questões organizacionais, proporcionaria um ambiente de maior cooperação e melhor desempenho. Material de Apoio – Disciplina Gestão Empresarial Curso Técnico em Administração 17 A comunicação é importante no relacionamento entre as pessoas e na explicação das orientações tomadas, ela possui dois propósitos principais: • Proporcionar informação e compreensão necessárias para que as pessoas possam se conduzir em suas tarefas; • Proporcionar atitudes que promovem um ambiente que conduz a um espírito de equipe e um melhor desempeno nas tarefas. Os subordinados devem receber continuamente um fluxo de comunicações capaz de suprir-lhes as necessidades. Os superiores devem receber dos subordinados um fluxo de comunicação capaz de lhes fornecer uma idéia do que esta acontecendo. Organização Informal: é o conjunto de relações sociais não previstas em regulamentos e organogramas. A organização informal é especificada por seu caráter espontâneo e extra- oficial. Os grupos sociais estão condicionados a dois tipos de organização: a organização formal (ou racional) e a organização informal (ou natural). A organização formal é conduzida pelas práticas estabelecidas pela empresa. A organização informal é consequência do conjunto de interações e relacionamentos espontâneos entre as pessoas. Concretiza-se nos usos e costumes, tradições, idéias e normas sociais. 4- Dinâmica de Grupo: o que descreve um grupo humano é o fato de seus membros terem um objetivo em comum. Apresentam-se como uma estrutura, uma organização dinâmica e coesão interna. A dinâmica de “um grupo é a “soma de interesses” dos componentes do grupo, que pode ser “ativada” por meio de estímulos e motivações no intuito de maior harmonia e melhor relacionamento. O conhecimento da dinâmica grupal dentro da organização ajuda o administrador, pois o grupo não é apenas um conjunto de pessoas, mas sim um conjunto de indivíduos que interagem entre si, sendo as atitudes desses, baseadas nas atitudes dos demais. Material de Apoio – Disciplina Gestão Empresarial Curso Técnico em Administração 18 Abordagem Clássica Abordagem das Relações Humanas Organização como máquina. Organização como grupo de Pessoas. Enfatiza as tarefas ou estrutura. Enfatiza as pessoas. Inspirada em sistemas de engenharia. Inspirada em sistemas de psicologia. Autoridade centralizada. Delegação de autoridade. Confiança nas regras e nos regulamentos. Confiança nas Pessoas. Homo economicus. Homo socialis. Críticas • A pesquisa se deteve ao ambiente restrito das fábricas, deixando de verificar outros tipos de organizações. • Na primeira fase das pesquisas as amostras eram muito pequenas, dentro de uma situação específica (parcialidade das conclusões). • Concentrou exageradamente nos grupos informais, relegou a organização formal a um segundo plano. Referências Bibliográficas: CHIAVENATO, Idalberto. Introdução à Teoria Geral da administração. 3.ed. Rio de Janeiro:Elsevier, 2004. VASCONCELOS, I. F. F. G.; MOTTA, F. C. P. . Teoria Geral da Administração. 3. ed. São Paulo: Thomson Learning, 2006. v. 3. Material de Apoio – Disciplina Gestão Empresarial Curso Técnico em Administração 19 Abordagem Estruturalista Teoria Estruturalista – Etzioni / Blau e Scott Burocracia – Weber A abordagem estruturalista pode ser considerada como uma tentativa de abranger aspectos da Abordagem Clássica e da Escola das Relações Humanas. Para a Administração Científica, a organização seria mais eficiente se possuísse uma estrutura formal e racional, com ênfase nas tarefas. A padronização dos processos permitiria o controle das operações das fábricas e dos operários levando-os a uma maior produção. Tal perspectiva acabou tratando o ser humano como o complemento da máquina. Já para os humanistas, na abordagem das Relações humanas, tal posicionamento era errôneo, ou seja, era necessário avaliar outra variável além das tarefas e níveis hierárquicos. O foco passou para o outro extremo, o indivíduo. O Estruturalismo introduz uma nova lógica,visando tratar tanto a organização e o indivíduo, tornando o campo de análise administrativa muito mais rica, proporcionando uma melhor compreensão das organizações. Figura 1. Os desdobramentos da abordagem estruturalista, CHIAVENATO, 2004, p. 207. O estruturalismo é um método analítico e comparativo que estuda os elementos ou fenômenos com relação a uma totalidade. Está voltado para o todo e para o relacionamento entre as partes. Teoria da Burocracia A teoria da burocracia desenvolveu-se na Administração por volta da década de 1940, em função dos seguintes aspectos: Material de Apoio – Disciplina Gestão Empresarial Curso Técnico em Administração 20 • Fragilidade e a parcialidade da Teoria Clássica e da Teoria das Relações Humanas; • A necessidade de um modelo de organização racional; • O crescente tamanho e complexidade das empresas. A burocracia é uma forma de organização humana que se baseia na racionalidade, isto é, na adequação dos meios aos objetivos pretendidos, a fim de garantir a máxima eficiência possível. É a organização típica da sociedade moderna e das empresas. Max Weber (1864-1920) foi o criador da Sociologia da Burocracia. Weber distingue três tipos de sociedade e autoridade: Tipos de Sociedade – Weber Sociedade Tradicional Predominância de características patriarcais e patrimonialistas. Ex: Família, o Clã, a Sociedade Medieval etc. Sociedade Carismática Predominância de características místicas, arbitrárias e personalística. Ex: Partidos Políticos, Nações em Revolução. Sociedade Legal/ Racional/ Burocrática Predominância de normas impessoais e racionalidade na escolha. Ex: Grandes Empresas, Estado Moderno e Exército. Tipos de Autoridade – Weber Autoridade Tradicional Não é racional. Poder herdado ou delegado. Baseado no “senhor”. Ex: Tradições, hábitos, usos e costumes. Autoridade Carismática Não é racional, nem herdada, nem delegável. Baseada no carisma. Ex: Características pessoais e carismáticas do líder. Autoridade Racional Racional, legal, impessoal, formal. Baseada no mérito. Ex: Justiça da lei. Promulgação e regulamentação de normas legais previamente definidas. Material de Apoio – Disciplina Gestão Empresarial Curso Técnico em Administração 21 Características da Burocracia segundo Weber Características 1- Organização fundada em normas e procedimentos escritos; 2- Caráter Formal das comunicações; 3- Caráter racional e divisão do trabalho; 4- Impessoalidade das relações; 5- Hierarquia da autoridade; 6- Rotinas e procedimentos estandardizados; 7- Escolha de pessoal baseada no mérito; 8- Separação entre propriedade e administração; 9- Profissionalização dos seus colaboradores; 10- Completa previsibilidade de funcionamento. Consequências Previstas Previsibilidade do comportamento humano. Padronização do desempenho dos participantes. Objetivo Máxima eficiência da organização Vantagens da Burocracia Weber percebeu inúmeras razões para explicar o avanço da burocracia sobre as outras formas de associação. Vantagens 1- Racionalidade; 2- Precisão na definição do cargo e na operação; 3- Rapidez nas decisões; 4- Univocidade de interpretação; 5- Uniformidade de rotinas e procedimentos; 6- Continuidade da Organização; 7- Redução do atrito entre as pessoas; 8- Constância; Material de Apoio – Disciplina Gestão Empresarial Curso Técnico em Administração 22 9- Confiabilidade; 10- Benefícios para as pessoas na organização. Disfunções da Burocracia Segundo Merton, existem condições imprevistas (ou não desejadas) que levam à ineficiência e as imperfeições. Para essas imperfeições, deu o nome de disfunções da burocracia designando as anomalias de funcionamento responsáveis pelo sentido pejorativo que o termo burocracia adquiriu junto aos leigos no assunto. Para tal estudioso, os cientistas somente deram ênfase aos resultados positivos da organização burocrática. Desta forma, cada disfunção é uma conseqüência não prevista pelo modelo weberiano, um desvio ou exagero. As causas destas disfunções decorrem do fato da burocracia não considerar a chamada organização informal, nem se preocupar com as diferenças individuais entre as pessoas, o que gera a variações no desempenho das atividades organizacionais. Disfunções da Burocracia 1- Interiorização das regras e apego aos regulamentos; 2- Excesso de formalismo e de papelório; 3- Resistência às mudanças; 4- Despersonalização do relacionamento; 5- Categorização como base do processo decisório; 6- Conformismo às rotinas e aos procedimentos; 7- Exibição de sinais de autoridade; 8- Dificuldade no atendimento a clientes e conflitos com o público. Material de Apoio – Disciplina Gestão Empresarial Curso Técnico em Administração 23 Graus de Burocratização Figura 2. Graus de Burocratização, CHIAVENATO, 2004 p. 222. Recapitulando • Ênfase na estrutura organizacional; • Aborda a organização como uma organização Formal; • Conceito de Organização como sistema social composto por conjunto de funções oficializadas; Críticas à Teoria da Burocracia • O excessivo racionalismo da burocracia; • Mecanicismo e as limitações da “teoria da máquina”; • Conservantismo da burocracia; • Abordagem de sistema fechado. Teoria Estruturalista A Teoria Estruturalista pretende ser uma síntese da Teoria Clássica (formal) e da Teoria das Relações Humanas (informal). Os estruturalistas utilizaram alguns conceitos de outras Escolas da Administração para o estudo das organizações. Por isso, é considerada uma abordagem múltipla. 1. Organização Formal e Informal; 2. Recompensas Salariais/ Materiais, Sociais e Simbólicas; 3. Diferentes Níveis Hierárquicos; Material de Apoio – Disciplina Gestão Empresarial Curso Técnico em Administração 24 4. Diferentes tipos de organização; 5. Análise intraorganizacional e interorganizacional. Tipologias das Organizações Para facilitar a análise comparativa das organizações, os estruturalistas desenvolvem tipologias de organizações, classificando-as de acordo com certas características. 1º Tipologia de Etzioni Para Etzioni as organizações possuem as seguintes características: Características das Organizações Divisão do trabalho, atribuição de poder e responsabilidade De acordo com planejamento intencional para intensificar a realização de objetivos específicos. Centros de Poder Controle e direção para que os objetivos sejam atendidos. Substituição do Pessoal As pessoas podem ser demitidas ou substituídas por outras pessoas. Nesta Tipologia, as organizações são “artificiais”, ou seja, planejadas e deliberadamente estruturadas; revêem constantemente as suas realizações e se reestruturam de acordo com os resultados. Nas organizações, o controle informal não é adequado, pois não se pode confiar na identificação dos seus participantes com as tarefas que devem realizar. Desta forma, as organizações definem formas de controle. Para Etzioni, os meios de controle utilizados pela organização podem ser classificados em físico, material e normativo. Tipos de Controle Físico Controle baseado na aplicação de meios físicos ou de sanções e ameaças físicas. Procura fazer com que as pessoas obedeçam por meio de ameaças. Material de Apoio – Disciplina Gestão Empresarial Curso Técnico em Administração 25 Ex: Prisões e Penitenciárias. Material Controle baseado na aplicação de meios materiais e de recompensas materiais. É o controle baseado no interesse, na vantagem desejada e nos incentivos econômicos e materiais. Ex: Empresas em Geral. Normativo Controle baseado em símbolos puros ou em valores sociais. É o controle moral e ético, por excelência, e baseia-se em convicção, fé, crença e ideologia.Ex: Universidades e empresas. Cada tipo de controle provoca um padrão de obediência em função do tipo de interesse em obedecer ao controle. Interesse ou Envolvimento dos Participantes Alienatório: O indivíduo não está psicologicamente interessado em participar, mas é coagido e forçado a permanecer na organização. Calculista O indivíduo sente-se interessado na medida em que seus esforços tenham uma vantagem. Moral O indivíduo atribui valor à missão da organização e ao trabalho dela, cumprindo-o da melhor forma possível porque lhe atribui valor. Classificação das Organizações-Etzioni Coercitiva O poder é imposto pela força física ou controles baseados em prêmios ou punições. O envolvimento dos participantes tende a ser “ alienativo” Material de Apoio – Disciplina Gestão Empresarial Curso Técnico em Administração 26 em relação aos objetivos da organização. Ex: Campos de Concentração, prisões, instituições penais, etc. Utilitárias O poder baseia-se no controle dos incentivos econômicos. Utiliza a remuneração como base principal de controle. Ex: Empresas e comércio. Normativas O poder baseia-se no consenso sobre objetivos e métodos da organização. Utiliza o controle moral como a principal influência sobre os participantes, porque esses têm elevado envolvimento “moral” e motivacional. Ex: Igrejas, Universidades, hospitais e organizações políticas e sociais. A tipologia de Etzini é considerada uma tipologia simples, unidimensional e baseada exclusivamente nos tipos de controle. 2º Tipologia Blau e Scott Para Blau e Scott, as organizações estão inseridas em comunidades, se relacionando com outras organizações e com clientes. Apresentam uma tipologia das organizações baseada no beneficiário principal, ou seja, quem se beneficia com a organização. Para eles, há quatro categoriais de participantesque se beneficiam de uma organização formal. 1. Os próprios membros da organização. 2. Os proprietários, dirigentes ou acionistas da organização. 3. Os clientes da Organização. 4. O público em Geral. Material de Apoio – Disciplina Gestão Empresarial Curso Técnico em Administração 27 Diante disto, para Blau e Scott existem quatro tipos básicos de organizações, visando atender as categorias dos beneficiários citados. Tipos de Organização – Blau e Scott Associações de Benefícios Mútuos Os beneficiários principais são os próprios membros da organização, como as associações profissionais, as cooperativas, os sindicatos, os fundos mútuos, os consórcios etc. Organizações de Interesses comerciais Proprietários ou acionistas são os principais beneficiários da organização, como a maior parte das empresas privadas. Ex: empresas familiares. Organizações de Serviços O grupo de clientes é o beneficiário principal. Ex: hospitais, escolas, organizações religiosas e agências sociais. Organizações de Estado O beneficiário é o publico em geral. Ex: organização militar, correios, instituições jurídicas e penais, segurança pública, saneamento básico. Trata-se de uma tipologia simples e unidimensional. Objetivos Organizacionais As organizações são unidades sociais que procuram atingir objetivos específicos: a sua razão de ser é servir a esses objetivos. Objetivo organizacional é uma situação desejada que a organização tenta atingir. Uma empresa pode ter mais de um objetivo, em um mesmo tempo e como há várias organizações no mercado, pode ocorrer de algumas terem objetivos semelhantes, tornando-as concorrentes diretas. A eficiência de uma organização é medida pelo alcance dos objetivos propostos. Objetivos são ideias que a organização pretende atingir e transformar em realidade. Material de Apoio – Disciplina Gestão Empresarial Curso Técnico em Administração 28 Ambiente Organizacional As organizações vivem em um mundo humano, social, político econômico. Elas existem em um contexto ao qual denominamos ambiente. Ambiente é tudo que envolve externamente uma organização. Para os estruturalistas, o ambiente é constituído pelas outras organizações que formam a sociedade. Eles ultrapassam as fronteiras da organização para ver o que existe externamente ao seu redor: as outras organizações que formam a sociedade. A análise interorganizacional está voltada para as relações externas entre uma organização e outras organizações no ambiente. Há uma interdependência, em que toda organização depende de outra organização e da sociedade em geral. Cada organização ou classe de organizacional tem interações com uma cadeia de organizações em seu ambiente, formando um conjunto organizacional. Homo Organizacional (Homem Organizacional) Para os estruturalistas há uma nova abordagem do homem, o Homo Organizacional que desempenha diferentes papéis em várias organizações. O homem organizacional necessita ter as seguintes características: 1- Flexibilidade: em face das constantes mudanças que ocorrem na vida moderna, bem como da diversidade dos papéis desempenhados nas diversas organizações. 2- Tolerância às frustrações: para evitar o desgaste emocional decorrente do conflito entre necessidades organizacionais e necessidades individuais. 3- Capacidade de adiar as recompensas: poder compensar o trabalho rotineiro dentro da organização, em detrimento das preferências e vocações pessoais por outros tipos de atividade profissional. 4- Permanente desejo de realização: para garantir a conformidade e a cooperação com as normas. Críticas • Convergências de várias abordagens diferentes; • Ênfase na organização: sua estrutura e interação com o ambiente. Material de Apoio – Disciplina Gestão Empresarial Curso Técnico em Administração 29 • Análise Organizacional ampla. Referências Bibliográficas: CHIAVENATO, Idalberto. Introdução à Teoria Geral da administração. 3.ed. Rio de Janeiro:Elsevier, 2004. VASCONCELOS, I. F. F. G.; MOTTA, F. C. P. . Teoria Geral da Administração. 3. ed. São Paulo: Thomson Learning, 2006. v. 3. Material de Apoio – Disciplina Gestão Empresarial Curso Técnico em Administração 30 Abordagem Neoclássica Teoria Neoclássica A abordagem Neoclássica trabalha com os princípios da Teoria Clássica devidamente atualizada e redimensionada aos problemas administrativos atuais e ao tamanho das organizações de hoje. Principais Características 1- Ênfase na prática da administração: ênfase nos aspectos práticos da Administração. Os neoclássicos desenvolvem seus conceitos de forma prática e utilizável, visando à ação administrativa. 2- Reafirmação dos princípios da Teoria Clássica: Os neoclássicos retomam grande parte do material desenvolvido pela Teoria Clássica, redimensionando-o e reestruturando-o de acordo com as condições da época atual, dando-lhe uma configuração mais ampla e flexível. 3- Ênfase nos princípios gerais da administração: Os neoclássicos definem normas de comportamento administrativo. Os princípios de Administração, que os clássicos utilizavam como “leis” são retomados como critérios elásticos para a busca de soluções práticas. 4- Ênfase nos objetivos e resultados organizacionais: Toda organização existe, não para si mesma, mas para alcançar objetivos e produzir resultados. É em função dos objetivos e resultados que a organização deve ser dimensionada, estruturada e orientada. 5- Ecletismo no conceito: Os autores neoclássicos são ecléticos, absorvendo o conteúdo de outras teorias administrativas mais recentes. Devido a esse ecletismo, a Teoria Neoclássica se afigura como uma Teoria Clássica atualizada e dentro do figurino eclético que define a formação do administrador na metade final do século XX.Material de Apoio – Disciplina Gestão Empresarial Curso Técnico em Administração 31 Para os Neoclássicos, as organizações possuem alguns aspectos comuns: • Quanto aos Objetivos: as organizações não vivem para si próprias, mas são meios, são órgãos sociais que visam à realização de uma tarefa social. • Quanto a Administração: todas as grandes organizações são diferentes em seus objetivos, seus propósitos, mas são essencialmente semelhantes na área administrativa. • Desempenho individual: é a eficácia do pessoal que trabalha dentro das organizações. Eficácia: Atingir os objetivos; fazer as coisas certas. Relação entre resultados alcançados e objetivos planejados. Eficiência: Usar os recursos da MELHOR MANEIRA possível; minimizar perdas, fazer de maneira correta as coisas. Princípios Básicos da Organização Para os neoclássicos, os princípios formais da organização são: 1- Divisão do trabalho - Decomposição do trabalho em atividades menores; -Surgem os níveis hierárquicos: institucional, funcional e hierárquico. 2- Especialização -Consequência da divisão do trabalho; -Cada nível ou departamento possui funções específicas. 3- Hierarquia -Consequência da divisão do trabalho e da especialização; - A existência de diversas tarefas exige a diferenciação de poder. -Quanto maior a organização, normalmente maior é o nível hierárquico. -Aplicação dos conceitos de autoridade, responsabilidade e delegação. 4- Autoridade -Alocada em Cargos, e não em pessoas: Os administradores têm autoridade devido às posições que ocupam. Outros administradores nas mesmas posições têm a mesma autoridade. Material de Apoio – Disciplina Gestão Empresarial Curso Técnico em Administração 32 - Aceita pelos subordinados: Os subordinados aceitam a autoridade dos superiores porque acreditam que eles têm o direito legítimo, transmitido pela organização, de dar ordens e esperar o seu cumprimento. -Flui de cima para baixo: A autoridade flui do topo até a base da organização, e as posições do topo têm mais autoridade do que as posições da base. 5- Responsabilidade A responsabilidade é o outro lado da moeda. Significa o dever de desempenhar a tarefa ou atividade para a qual a pessoa foi designada. -Inerente das pessoas e não dos cargos; -Dever de desempenhar o cargo ou a tarefa entregue; 6- Delegação -Alocado o cargo; -Processo de transferir autoridade ou responsabilidade para níveis inferiores da hierarquia. Deve-se: • delegar a tarefa inteira; • delegar à pessoa certa; • proporcionar informação constante e adequada; • avaliar e recompensar o desempenho. 7- Amplitude administrativa Em decorrência do princípio da distribuição de autoridade e responsabilidade surge o conceito de amplitude administrativa (ou amplitude de comando ou amplitude de controle): significa o número de subordinados que o administrador pode dirigir. 8- Centralização: Unidade de comando A organização é desenhada dentro da premissa de que o indivíduo no topo possui a mais alta autoridade e que a autoridade dos demais. Refere-se à alocação da autoridade nos indivíduos, quanto à tomada de decisão. Vantagens: • Decisões são tomadas por indivíduos com visão global da empresa; • Tomadores de decisão são mais experientes, capacitados; • Decisões são mais consistentes com planejamento. Desvantagens: • as decisões tomadas na cúpula estão distanciadas dos fatos locais e das circunstâncias; Material de Apoio – Disciplina Gestão Empresarial Curso Técnico em Administração 33 • os tomadores de decisão no topo têm pouco contato com as pessoas e situações envolvidas; • as linhas de comunicação ao longo da cadeia escalar provocam demoras e maior custo operacional. Descentralização A descentralização faz com que as decisões sejam pulverizadas para os níveis mais baixos da organização. A tendência moderna é descentralizar para dar melhor utilização dos recursos humanos. O princípio que rege a descentralização é assim definido: a autoridade para tomar ou iniciar a ação deve ser delegada tão próximo da cena quanto possível. Vantagens: • Gerentes mais próximos do ponto onde se deve tomar as decisões; • Mais eficiência e mais motivação, pois aproveita melhor o tempo e aptidão dos funcionários; • Melhor qualidade das decisões, pois o volume e complexidade são menores. Desvantagens: • Falta de uniformidade nas decisões; • Mais necessidade de treinamento; • Falta de equipe apropriada no campo de atividades. Funções do Administrador 1º Planejar: • É definir objetivos ou resultados a serem alcançados. • É definir um objetivo, avaliar as alternativas para realizá-lo e escolher um curso específico de ação. Planejamento Estratégico É o planejamento mais amplo e abrange toda a organização. • é projetado no longo prazo; • envolve a empresa como uma totalidade; • é definido pela cúpula da organização Material de Apoio – Disciplina Gestão Empresarial Curso Técnico em Administração 34 Planejamento Tático É o planejamento que abrange cada departamento ou unidade da organização. • é projetado para o médio prazo; • envolve cada departamento; • é definido no nível intermediário. Planejamento Operacional É o planejamento que abrange cada tarefa ou atividade específica. • é projetado para o curto prazo; • envolve cada tarefa ou atividade isoladamente; • é definido no nível operacional, para cada tarefa ou atividade. 2º Organizar: É estruturar os recursos da organização a fim de que alcancem os objetivos propostos: • Determinar atividades; • Agrupá-las em estrutura lógica; • Alocar responsáveis por desempenhá-las. 3º Dirigir Refere-se à ação propriamente dita do administrador no dia-a-dia da organização. É garantir que os esforços dos indivíduos caminhem em um único sentido. 4º Controlar Controlar tem por finalidade manter um sistema na direção de um objetivo, com base em informações contínuas sobre as atividades. Processo Administrativo Quando consideradas em um todo integrado, as funções administrativas formam o processo administrativo. De um modo geral, aceita-se hoje o planejamento, a organização, a direção e o controle como as funções básicas do administrador. Referências Bibliográficas: CHIAVENATO, Idalberto. Introdução à Teoria Geral da administração. 3.ed. Rio de Janeiro:Elsevier, 2004. VASCONCELOS, I. F. F. G.; MOTTA, F. C. P. . Teoria Geral da Administração. 3. ed. São Paulo: Thomson Learning, 2006. v. 3. Material de Apoio – Disciplina Gestão Empresarial Curso Técnico em Administração 35 O Modelo Japonês – Taiichi Ohno Do início do século XX até aproximadamente a metade dos anos 1970, o mundo das organizações foi dominado pelos conceitos e técnicas disseminados com a expansão das empresas americanas e européias. A partir dos anos 70, começaram a tornar-se conhecidas palavras e nomes vindos do Japão. Assim como havia acontecido com os americanos e europeus, chegara a vez de os japoneses ocuparem espaço no mundo das organizações e da administração. Sistema Toyota de Produção O Toyotismo é um modo de organização da produção capitalista que se desenvolveu a partir da globalização do capitalismo na década de 1950. Surgiu na fábrica da Toyota no Japão após a II Guerra Mundial. O Toyotismo responde às necessidades das empresas de enfrentar a intensa concorrência, fase recente do capitalismo marcada pela busca, no produto, de qualidade e diferenciação. Foi o Engenheiro OHNO (1912- 1990) que formulou o modelo de administração da Toyota, nos anos 50, consistindo em: 1- Introduzir na indústria automobilística o modelo da indústria têxtil, japonesa, ou seja, o trabalhador deve ser capaz de operar várias máquinas simultaneamente. Processo produtivo flexível, marcado pela desespecialização, onde o trabalhador é multifuncional.2- Aumentar a produção sem aumentar o quadro de pessoal; 3- Kanban: “o ideal seria produzir somente o necessário e fazê-lo no menor tempo. 4- Expandir o Kanban para as empresas subcontratadas e fornecedoras. Eliminar estoques, o próprio fornecedor se encarrega de acoplar as peças no processo de montagem, Just in time. 5- O consumo determina o que será produzido e não o contrário como no modelo fordista americano. 6- Supervisão de grupo, ao invés de uma chefia específica, quando ha uma falha no ritmo, toda equipe perde. Ao invés de produzir um carro para satisfazer o consumidor desconhecido, o operário trabalha para satisfazer a equipe ao qual ele se integra. Material de Apoio – Disciplina Gestão Empresarial Curso Técnico em Administração 36 A partir da crise capitalista da década de 1970 é que foi caracterizado como filosofia orgânica da produção industrial (modelo japonês), adquirindo uma projeção global. O Japão foi o berço da automação flexível, pois apresenta um cenário diferente do dos Estados Unidos e da Europa: um pequeno mercado consumidor. Com capital e matéria-prima escassos, e grande disponibilidade de mão de obra não especializada, impossibilitavam a solução taylorista-fordista de produção em massa. A resposta foi o aumento na produtividade e na fabricação de pequenas quantidades de numerosos modelos de produtos, voltados para o mercado externo. Eliminação do Desperdício Para ser eficiente e competitiva, a Toyota precisaria modificar e simplificar o sistema de Ford, tornando-o mais racional e econômico. Dessa observação nasceu o elemento básico do Sistema Toyota de produção: eliminação de desperdícios. Isso significa reduzir ao mínimo a atividade que não agrega valor ao produto. Após eliminados ou reduzidos ao mínimo indispensável os desperdícios, o que resta é atividade ou esforço para agregar valor ao produto que se destina ao cliente. Agregar valor: significa realizar operações de transformação de materiais e componentes estritamente relacionadas com elaboração do produto. Um produto fabricado ou serviço prestado sem desperdícios tem o máximo de valor agregado para o cliente. Três ideias aplicadas pelo sistema Toyota para eliminar desperdícios 1- Racionalização da força de Trabalho • Agrupou os operários em equipes, com um líder ao invés de um supervisor; • Atribuiu a equipe um conjunto de tarefas de montagem e a missão de trabalhar junto com o grupo e coordená-lo, substituindo qualquer trabalhador que faltasse; • Os grupos recebiam tarefas simples de manutenção de seus próprios equipamentos, consertos de pequenas ferramentas e controle de qualidade. Material de Apoio – Disciplina Gestão Empresarial Curso Técnico em Administração 37 2- Just in time O método que procura reduzir ao mínimo o tempo de fabricação e o volume de estoques. O princípio é estabelecer um fluxo contínuo de materiais, sincronizado com a programação do processo produtivo, para minimizar a necessidade de estoques. Para isso, o fornecedor deve comprometer-se a entregar os suprimentos no momento exato. 3- Produção Flexível O sistema da produção consiste em fabricar produtos, em geral em pequenos lotes, de acordo cm as encomendas dos clientes. A produção flexível do sistema Toyota contrasta com a filosofia ocidental de fabricar lotes de grandes quantidades utilizando máquinas de finalidade única. Fabricação de Qualidade O segundo elemento do sistema Toyota, ao lado da eliminação de desperdícios, é a fabricação com qualidade. A fabricação com qualidade tem por objetivo primordial de identificar, corrigir defeitos e eliminar suas causas. É também uma forma de eliminar desperdícios, porque, quanto menor a quantidade de refugos e retrabalho, mais eficiente é o sistema produtivo. A fabricação com qualidade, por sua vez, tem três elementos: • Fazer certo da primeira vez; • Corrigir os erros em suas causas fundamentais; • Círculos de Qualidade. Ideias Ocidentais e Ideias orientais Figura 2 Apostila - Evolução do Pensamento Administrativo. Material de Apoio – Disciplina Gestão Empresarial Curso Técnico em Administração 38 Abordagem Comportamental Teoria Comportamental Abraham Maslow A Abordagem comportamental, também chamada de behaviorista- marca a mais forte influência das ciências do comportamento na teoria administrativa e busca de novas soluções democráticas, humanas e flexíveis para os problemas organizacionais. A Teoria Comportamental surge no final da década de 1940 por volta de 1957 com uma redefinição dos conceitos administrativos, ao criticar as teorias anteriores. Tal teoria fundamenta-se no comportamento individual das pessoas para explicar o comportamento organizacional. Para analisar como as pessoas se comportam, é necessário o estudo da motivação humana. É importante para o administrador conhecer as necessidades humanas para compreender o comportamento humano e utilizar a motivação como meio de melhorar a qualidade de vida nas organizações. Dentro do campo da motivação humana iremos abordar Abraham Maslow, o qual apresentou uma teoria da motivação pela qual as necessidades humanas estão organizadas em uma hierarquia de importância, como uma pirâmide. Na base estão as necessidades fisiológicas, e no topo, as necessidades de autorrealização. Necessidades fisiológicas: Constituem o nível mais baixo da hierarquia, no qual estão as necessidades de alimentação (fome e sede), sono e repouso (cansaço), abrigo (frio ou calor), desejo sexual etc. Estão relacionadas à sobrevivência do indivíduo e preservação da espécie. São instintivas e já nascem com o indivíduo. São as mais prementes de todas as necessidades humanas; quando não satisfeitas, elas dominam a direção do comportamento. Necessidades de segurança: constituem o segundo nível das necessidades humanas. São necessidades de segurança, estabilidade, busca de proteção contra ameaça ou privação e fuga do perigo. Surgem no comportamento quando as necessidades fisiológicas estão relativamente satisfeitas. Necessidades Sociais: surgem no comportamento, quando as necessidades mais baixas (fisiológicas e de segurança) encontram-se relativamente satisfeitas. Dentre as necessidades sociais estão: a necessidade de associação, de participação, de aceitação por parte dos companheiros, de troca de amizade, de afeto e de amor. Quando as necessidades sociais não Material de Apoio – Disciplina Gestão Empresarial Curso Técnico em Administração 39 estão suficientemente satisfeitas, o indivíduo torna-se resistente, antagônico e hostil em relação às pessoas que o cercam. Em nossa sociedade, a frustração das necessidades de amor e de afeição conduz à falta de adaptação social, ao isolamento e à solidão. Dar e receber afeto são importantes forças motivadoras do comportamento humano. Necessidades de estima: são as necessidades relacionadas com a maneira pela qual o indivíduo se vê e se avalia. Envolve a auto apreciação, a autoconfiança, a necessidade de aprovação social e de respeito, de status, de prestígio e de consideração. Inclui ainda o desejo de força e de adequação, de confiança perante o mundo, independência e autonomia. A satisfação das necessidades de estima conduz a sentimentos de autoconfiança, de valor, força, prestígio, poder, capacidade e utilidade. A sua frustração pode produzir sentimentos de inferioridade, fraqueza, dependência e desamparo que, por sua vez, podem levar ao desânimo ou a atividades compensatórias. Necessidades de autorrealização. São as necessidades humanas mais elevadas e que estão no topo da hierarquia. Estão relacionadas com a realização do próprio potencial e auto desenvolvimento contínuo. Essa tendência se expressa por meio do impulso que a pessoa tem para tornar-se sempre mais do que é e de vir a ser tudo o que pode ser. Figura3 Hierarquia de Necessidades. Fonte: https://psicoativo.com/2019/06/a- autorrealizacao-na-teoria-de-maslow-psicologia-humanista.html. Material de Apoio – Disciplina Gestão Empresarial Curso Técnico em Administração 40 Homem Administrativo Homem Administrativo: procura a maneira satisfatória de realizar as atividades e não a maneira ótima; contenta-se com aquilo que está ao seu alcance, o que pode ser feito, dentro de suas possibilidades. Ao tomar uma decisão, o Homem Administrativo não procura a melhor decisão, mas sim aquela adequada para o momento. Referências Bibliográficas: CHIAVENATO, Idalberto. Introdução à Teoria Geral da administração. 3.ed. Rio de Janeiro:Elsevier, 2004. VASCONCELOS, I. F. F. G.; MOTTA, F. C. P. . Teoria Geral da Administração. 3. ed. São Paulo: Thomson Learning, 2006. v. 3. Material de Apoio – Disciplina Gestão Empresarial Curso Técnico em Administração 41 Abordagem Sistêmica Teoria de Sistemas- Von Bertalanffy Por volta da década de 1950, o biólogo alemão Ludwig Von Bertalanffy(1901-1972) elaborou uma teoria interdisciplinar para transcender os problemas exclusivos de cada ciência e proporcionar princípios gerais e modelos gerais para todas as ciências envolvidas, de modo que as descobertas de uma pudessem ser utilizadas pelas demais. Essa disciplina interdisciplinar foi denominada como Teoria Geral dos Sistemas. Tal teoria se baseia na compreensão da dependência recíproca de todas as disciplinas e da necessidade de sua integração. A teoria de Sistemas (TS), a qual é nosso objeto de estudo, é um ramo específico da Teoria Geral de Sistemas (TGS), chegou à TGA a partir da década de 1960 tornando parte integrante dela. A TGS não busca solucionar problemas ou tentar soluções práticas, mas produzir teorias e formulações conceituais para aplicações na realidade. A TGS fundamenta-se em três premissas básicas: 1- Os sistemas existem dentro de sistemas: cada sistema é constituído de subsistemas e, ao mesmo tempo, faz parte de um sistema maior, o supra sistema. 2- Os sistemas são abertos: cada sistema existe dentro de um meio ambiente constituído por outros sistemas. Os sistemas abertos são caracterizados por um processo infinito de intercâmbio com o seu ambiente para trocar energia e informação. 3- As funções de um sistema dependem de sua estrutura: cada sistema tem um objetivo que constitui seu papel no intercâmbio com outros sistemas no meio ambiente. Definição de Sistema Os sistemas apresentam características próprias. O sistema é um conjunto de elementos interligados para formar um todo. O sistema apresenta propriedades e características próprias que não são encontradas em nenhum dos elementos isolados. https://pt.wikipedia.org/wiki/1901 Material de Apoio – Disciplina Gestão Empresarial Curso Técnico em Administração 42 Tipos de Sistema Figura 4-Apostila Evolução do Pensamento Administrativo. A Organização como Sistema Aberto O conceito de sistema aberto é aplicável à organização. Ela é um sistema criado pelo homem e mantém uma dinâmica interação com o seu meio ambiente, sejam clientes, fornecedores, concorrentes, entidades sindicais, órgãos governamentais e outros agentes externos. Influi sobre o meio ambiente e recebe influência dele. Além disso, é um sistema integrado por diversas partes ou unidades relacionadas entre si, que trabalham em harmonia umas com as outras, com a finalidade de alcançar uma série de objetivos, tanto da organização como de seus participantes. Sistema aberto: conjunto de partes em constante interação e interdependência, constituindo um todo sinérgico (o todo é maior que a soma das partes), orientado para determinados propósitos, com relação de interdependência com o ambiente. Modelos de Organização Existem vários modelos que explicam a organização como um sistema aberto. Katz e Kahn desenvolveram um modelo de organização através da aplicação da teoria dos sistemas à teoria administrativa. No modelo proposto, a organização apresenta as características típicas de um sistema aberto. • Entradas; • Processamento; • Saída; Material de Apoio – Disciplina Gestão Empresarial Curso Técnico em Administração 43 • Equifinalidade; • Limites ou fronteiras. Homem Funcional A teoria dos sistemas baseia-se no conceito de homem funcional, pois o homem comporta-se a partir de um papel que lhe é dado dentro das organizações, relacionando-se com os demais como um sistema aberto. As organizações são sistemas abertos, nas quais as pessoas desempenham papéis. Referências Bibliográficas: CHIAVENATO, Idalberto. Introdução à Teoria Geral da administração. 3.ed. Rio de Janeiro:Elsevier, 2004. VASCONCELOS, I. F. F. G.; MOTTA, F. C. P. . Teoria Geral da Administração. 3. ed. São Paulo: Thomson Learning, 2006. v. 3. Material de Apoio – Disciplina Gestão Empresarial Curso Técnico em Administração 44 Abordagem Contingencial Teoria da Contingência Para a Teoria da Contingência não há nada de absoluto nas organizações ou na teoria administrativa. Tudo é relativo, tudo depende. Pode ser considerada como produto da Teoria de Sistemas, sendo dois de seus princípios básicos: • Não há melhor maneira de organizar; • Uma determinada forma de organizar não será igualmente eficaz em todas as situações. A palavra “contingência” significa algo incerto ou eventual, que pode suceder ou não, dependendo das circunstâncias. Refere-se a uma proposição cuja verdade ou falsidade somente pode ser conhecida pela experiência e pela evidência, e não pela razão. A Teoria da contingência se pauta pela hipótese geral orientadora de que aquelas organizações cujas características internas melhor se adéquam às demandas de um determinado ambiente são as que conseguirão um melhor nível de adaptação, garantindo, assim, sua sobrevivência e êxito. Apresenta os seguintes aspectos básicos: • A organização é de natureza sistêmica, isto é, ela é um sistema aberto. • As características organizacionais apresentam uma interação entre si e com o ambiente. • As características ambientais funcionam como variáveis independentes, enquanto as características organizacionais são variáveis dependentes. O Ambiente Ambiente é o contexto que envolve externamente a organização (ou sistema). É a situação dentro da qual uma organização está inserida. Como a organização é um sistema aberto, ela mantém transações e intercâmbio com seu ambiente. Com isso, tudo o que ocorre externamente no ambiente passa a influenciar internamente o que ocorre na organização. Ambiente Geral: é o que envolve todas as organizações. Ambiente Tarefa: é onde as empresas operam, onde retiram suas saídas e depositam suas entradas. Material de Apoio – Disciplina Gestão Empresarial Curso Técnico em Administração 45 Tipos de Ambiente Quanto à sua Estrutura: • Ambiente Homogêneo: composto de fornecedores, clientes e concorrentes semelhantes. O ambiente é homogêneo quando há pouca segmentação ou diferenciação dos mercados. • Ambiente heterogêneo: quando ocorre muita diferenciação entre fornecedores, clientes e concorrentes, provocando uma diversidade de problemas diferentes à organização. Quanto à sua dinâmica: • Ambiente Estável: é o ambiente caracterizado por pouca ou nenhuma mudança. É onde as mudanças são lentas e previsíveis. • Ambiente Instável: é o ambiente dinâmico que se caracteriza por muitas mudanças. Tecnologia Ao lado do ambiente, a tecnologia constitui outra variável independente que influencia as características organizacionais (variáveis dependentes). Além do impacto ambiental, existe o impacto tecnológico sobre as organizações. As organizações utilizamalguma tecnologia para executar suas operações e realizar suas tarefas. • É um bem de valor econômico, podendo ser negociado; • É garantido pelo direito de propriedade intelectual- mediante o registro de patente; • Aperfeiçoa-se com o uso; • Desenvolve-se pelo processo de pesquisa; • Fator estratégico de competição entre empresas e nações; Impactos da Tecnologia sobre a Organização • Determina a forma de organização- Imperativo tecnológico; • É um dos principais fatores de vantagem competitiva das organizações; Material de Apoio – Disciplina Gestão Empresarial Curso Técnico em Administração 46 • Interfere diretamente no ambiente, sendo um dos principais fatores que alteram sua dinâmica; • Barateia custos de produção e aperfeiçoa a qualidade dos produtos; • Reduz a mão de obra. Homem Complexo • Caracterizado por um sistema complexo de valores, percepções, características e necessidades. Opera como um sistema, buscando equilíbrio interno, diante das demandas do ambiente. • É um ser transacional e tem comportamento dirigido para objetivos. • Vive em contínuo desenvolvimento. É adaptativo, embora mantenha sua identidade e individualidade ao longo do tempo. • É sujeito a múltiplos fatores de motivação, os quais são impelidos por três forças básicas: expectativas, recompensas e relação entre expectativas e recompensas. Considerações Cria novas tendências para as organizações, focadas em: • Amplitude de controle mais amplas; • Maior delegação de Autoridade; • Comunicação mais livre e trabalhos em equipe; • Uso da Administração Estratégica, com alto grau de flexibilidade. Críticas • Mudança planejada: Modelos falham na ênfase das consequências não previstas da mudança planejada; • Fatores de poder: Não determinadas somente por condições situacionais; • Velocidade da mudança organizacional: Dificuldade de mudar com freqüência a intervalos muito curtos. Material de Apoio – Disciplina Gestão Empresarial Curso Técnico em Administração 47 Referências Bibliográficas: CHIAVENATO, Idalberto. Introdução à Teoria Geral da administração. 3.ed. Rio de Janeiro:Elsevier, 2004. VASCONCELOS, I. F. F. G.; MOTTA, F. C. P. . Teoria Geral da Administração. 3. ed. São Paulo: Thomson Learning, 2006. v. 3. Material desenvolvido para disciplina Gestão Empresarial I com base na apostila elaborada pela Professora Fernanda Macedo, da disciplina Evolução do Pensamento Administrativo do curso de Administração da UFOP. Sites: http://www.cfa.org.br/ http://www.anpad.org.br/~anpad/pesquisa_resultado.php http://www.mtecbo.gov.br/cbosite/pages/home.jsf http://www.administradores.com.br/ http://www.cfa.org.br/ http://www.anpad.org.br/~anpad/pesquisa_resultado.php http://www.mtecbo.gov.br/cbosite/pages/home.jsf http://www.administradores.com.br/