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Como avaliar argumentos?
– Lógica proposicional
1
Premissa
Conclusão
A validade ou a força de um argumento reside na relação de justificação entre a(s) premissa(s) e a conclusão.
Válido?
Forte?
1. VALIDADE E FORÇA
Como avaliar argumentos?
2
2
htt
São argumentos não dedutivos.
Os argumentos válidos são aqueles em que é impossível as premissas serem verdadeiras e a conclusão falsa.
São argumentos dedutivos.
Argumentos
Os argumentos fortes são aqueles em que é improvável, mas não impossível, as premissas serem verdadeiras e a conclusão falsa.
Como avaliar argumentos?
3
O argumento é inválido.
Para detetar a VALIDADE de um argumento, devemos perguntar: “Se as premissas fossem verdadeiras, a conclusão seria necessariamente verdadeira?”
Não
Os coelhos são mamíferos.
O animal de estimação da Beatriz é um coelho.
Logo, o animal de estimação da Beatriz é um mamífero.
O argumento é válido.
Sim
VALIDADE
4
O argumento é fraco.
Para detetar a FORÇA de um argumento, devemos perguntar: “Se as premissas fossem verdadeiras, a conclusão seria provavelmente verdadeira?”
Não
A Helena adora papagaios.
Os pais vão oferecer-lhe um novo animal de estimação.
Logo, esse animal de estimação será um papagaio.
O argumento é forte.
Sim
FORÇA
5
A validade não é suficiente para constituir um BOM argumento.
As premissas têm de ser realmente verdadeiras.
Validade
(1) A Pedra de Roseta é um diamante.
(2) Todos os diamantes são valiosos.
(3) Logo, a Pedra de Roseta é valiosa.
Argumento sólido
Este argumento é válido, mas contém uma premissa falsa (1). Por isso, não é um argumento sólido.
Premissas verdadeiras
SOLIDEZ
6
6
Força
(1) Geralmente, aos domingos de manhã, o João toma o pequeno-almoço à beira-mar.
(2) Hoje é domingo de manhã.
(3) Logo, o João irá tomar o pequeno-almoço à beira-mar.
Argumento cogente
Este argumento é forte, mas contém uma premissa falsa (2). Por isso, não é um argumento cogente.
Premissas verdadeiras
A força não é suficiente para constituir um BOM argumento.
As premissas têm de ser realmente verdadeiras.
COGÊNCIA
7
7
Identificar as premissas e a conclusão.
Enunciar e classificar as proposições.
Elaborar um dicionário.
Atribuir as conectivas proposicionais às proposições complexas.
Formalizar todo o argumento.
2. LÓGICA PROPOSICIONAL – AVALIAR ARGUMENTOS DEDUTIVOS
Para usar a Lógica Proposicional, precisamos de traduzir as proposições que constituem o argumento em linguagem simbólica – formalizar o argumento.
2.1. Formalização de argumentos
Como avaliar argumentos?
8
8
Argumento
Avaliar argumentos dedutivos
Se clicares nesse botão, então o computador desliga-se. Como o computador não se desligou, não clicaste nesse botão.
9
9
Identificar as premissas e a conclusão
Se clicares nesse botão, então o computador desliga-se. Como o computador não se desligou, não clicaste nesse botão.
Avaliar argumentos dedutivos
(1) Se clicares nesse botão, o computador desliga-se.
(2) O computador não se desligou.
(3) Logo, não clicaste nesse botão.
10
10
Enunciar e classificar as proposições
Se clicares nesse botão, então o computador desliga-se. Como o computador não se desligou, não clicaste nesse botão.
Avaliar argumentos dedutivos
(1) Se clicares nesse botão, o computador desliga-se. (complexa – condicional)
(2) O computador não se desligou. (complexa – negação)
(3) Logo, não clicaste nesse botão. (complexa – negação)
11
11
Elaborar um dicionário
Se clicares nesse botão, então o computador desliga-se. Como o computador não se desligou, não clicaste nesse botão.
Avaliar argumentos dedutivos
P – Clicar no botão.
Q – O computador desliga-se.
12
12
Atribuir as conectivas proposicionais às proposições complexas
Se clicares nesse botão, então o computador desliga-se. Como o computador não se desligou, não clicaste nesse botão.
Avaliar argumentos dedutivos
(1) Se clicares nesse botão, o computador desliga-se. (P  Q)
(2) O computador não se desligou.  Q___ 
(3) Logo, não clicaste nesse botão.   P
13
13
(P  Q)
e
Platão era grego.
P

Q
Sócrates e Platão eram gregos.
Formalização e argumentos
Sócrates era grego.
14
Aplica os teus conhecimentos nestes argumentos
Avaliar argumentos dedutivos
Tinha de escolher entre comprar os bilhetes para o concerto ou uma camisola nova. Decidi não comprar a camisola, portanto comprei os bilhetes.
Se estudo bastante, alcanço bons resultados nas avaliações. Estudei bastante, logo irei alcançar um bom resultado na avaliação.
15
15
2. LÓGICA PROPOSICIONAL
Como avaliar argumentos dedutivos?
2.2. O método dos inspetores de circunstâncias
O inspetor de circunstâncias é um instrumento que nos ajuda a detetar a validade dos argumentos.
Permite verificar se existe, ou não, algum caso em que as premissas sejam verdadeiras e a conclusão falsa. 
16
16
Avaliar argumentos dedutivos
Uma tabela de verdade é um dispositivo gráfico que elenca, na coluna da esquerda, as combinações possíveis de valores de verdade das proposições simples que a compõem.
Depois, à direita, apresenta o valor de verdade da proposição complexa em cada uma dessas possibilidades (de acordo com a regra do conector).
	P Q	(P  Q)
	V V
V F
F V
F F	V
F
F
F
Exemplo de tabela:
Tabelas de verdade
17
17
Sócrates e Platão eram gregos.
Em que circunstâncias será esta proposição verdadeira?
Neste caso, a proposição complexa por conjunção é verdadeira se ambas as proposições simples que a compõem forem também verdadeiras. 
	P Q	(P  Q)
	V V
V F
F V
F F	V
F
F
F
(P  Q) Proposição complexa por conjunção
Uma tabela de verdade permite responder a esta questão.
18
Platão era grego ou macedónio.
Em que circunstâncias será esta proposição verdadeira?
Neste caso, a proposição complexa por disjunção inclusiva é verdadeira se, pelo menos, uma das proposições simples que a compõem for verdadeira.
	P Q	(P  Q)
	V V
V F
F V
F F	V
V
V
F
(P  Q) Proposição complexa por disjunção inclusiva
19
Camões ou escreveu a Mensagem ou Os Lusíadas.
Em que circunstâncias será esta proposição verdadeira?
Neste caso, a proposição complexa por disjunção exclusiva é verdadeira se as proposições simples que a compõem tiverem valores de verdade diferentes.
	P Q	(P  Q)
	V V
V F
F V
F F	F
V
V
F
(P  Q) Proposição complexa por disjunção exclusiva
20
Se somos livres, então somos responsáveis.
Em que circunstâncias será esta proposição verdadeira?
Neste caso, a proposição complexa condicional é sempre verdadeira, exceto na circunstância em que a antecedente é verdadeira e a consequente é falsa. 
	P Q	(P  Q)
	V V
V F
F V
F F	V
F
V
V
(P  Q) Proposição complexa condicional
21
Uma figura é um pentágono se, e somente se, for um polígono de cinco lados.
Em que circunstâncias será esta proposição verdadeira?
Neste caso, a proposição complexa bicondicional é verdadeira se ambas as proposições simples que a compõem tiverem o mesmo valor de verdade.
	P Q	(P  Q)
	V V
V F
F V
F F	V
F
F
V
(P  Q) Proposição complexa bicondicional
22
Tautologia
Se esta figura é um pentágono, então tem cinco lados, se, e somente se, o facto de esta figura não ter cinco lados for condição suficiente para esta figura não ser um pentágono.
	P Q	(P  Q)  (Q  P)				
	V V
V F
F V
F F	V
F
V
V	V
V
V
V	F
V
F
V	V
F
V
V	F
F
V
V
Tautologias, contradições e contingências
Proposição verdadeira em todas as situações possíveis.
23
Contradição
É verdade que se chover o chão fica molhado, se, e somente se, for falso que se chover o chão fica molhado.
	P Q	(P  Q)   (P  Q) 				
	V V
V F
F V
F F	V
F
V
V	F
F
F
F	F
V
F
F	V
F
V
V	
Tautologias, contradições e contingências
Proposição falsa em todas as situações possíveis.
24
Contingência
Se cair, então magoo-me, se, e somente se, magoar-me implicar cair.
	P Q	(P  Q)  (Q  P)		
	V V
V F
F V
F F	V
F
V
V	V
F
F
V	V
V
F
V
Tautologias, contradições e contingências
Proposição que podeser verdadeira ou falsa consoante as situações.
25
Construir inspetores de circunstâncias
Se este fio é de cobre, então é condutor de eletricidade. No entanto, este fio não conduz a eletricidade, logo concluo que este fio não é de cobre.
Formalização:
	Dicionário	Forma-padrão	Forma lógica
	P: Este fio é de cobre.	Se este fio é de cobre, então é condutor de eletricidade.	 (P Q)
	Q: Este fio é condutor de eletricidade.	Este fio não é condutor de eletricidade.	 Q
		Logo, este fio não é de cobre.	 P 
26
Construir inspetores de circunstâncias
Um inspetor agrega as tabelas de verdade de cada premissa e da conclusão para poderem ser analisadas.
	P Q	 (P  Q)	 Q	  P 
	V V			
	V F			
	F V			
	F F			
2.ª premissa
1.ª premissa
Conclusão
27
Construir inspetores de circunstâncias
Um inspetor agrega as tabelas de verdade de cada premissa e da conclusão para poderem ser analisadas.
	P Q	 (P  Q)	 Q	  P 
	V V	V		
	V F	F		
	F V	V		
	F F	V		
2.ª premissa
1.ª premissa
Conclusão
28
Construir inspetores de circunstâncias
Um inspetor agrega as tabelas de verdade de cada premissa e da conclusão para poderem ser analisadas.
	P Q	 (P  Q)	 Q	  P 
	V V	V	F	
	V F	F	V	
	F V	V	F	
	F F	V	V	
2.ª premissa
1.ª premissa
Conclusão
29
Construir inspetores de circunstâncias
Um inspetor agrega as tabelas de verdade de cada premissa e da conclusão para poderem ser analisadas.
	P Q	 (P  Q)	 Q	  P 
	V V	V	F	F
	V F	F	V	F
	F V	V	F	V
	F F	V	V	V
2.ª premissa
1.ª premissa
Conclusão
30
Construir inspetores de circunstâncias
Para interpretar o inspetor, temos que recordar a definição de validade: 
se as premissas forem verdadeiras, é impossível a conclusão ser falsa.
	P Q	 (P  Q)	 Q	  P 
	V V	V	F	F
	V F	F	V	F
	F V	V	F	V
	F F	V	V	V
2.ª premissa
1.ª premissa
Conclusão
31
Construir inspetores de circunstâncias
Reparamos que, neste argumento, existe apenas uma circunstância em que as premissas são simultaneamente verdadeiras. 
	P Q	 (P  Q)	 Q	  P 
	V V	V	F	F
	V F	F	V	F
	F V	V	F	V
	F F	V	V	V
2.ª premissa
1.ª premissa
Conclusão
32
Construir inspetores de circunstâncias
Reparamos também que, nessa circunstância (em que as premissas são simultaneamente verdadeiras), a conclusão é verdadeira. 
	P Q	 (P  Q)	 Q	  P 
	V V	V	F	F
	V F	F	V	F
	F V	V	F	V
	F F	V	V	V
2.ª premissa
1.ª premissa
Conclusão
33
Construir inspetores de circunstâncias
Concluímos que o argumento tem validade dedutiva, pois não há possibilidade de as premissas serem verdadeiras e a conclusão falsa. 
	P Q	 (P  Q)	 Q	  P 
	V V	V	F	F
	V F	F	V	F
	F V	V	F	V
	F F	V	V	V
2.ª premissa
1.ª premissa
Conclusão
34
Se este fio é de cobre, então é condutor de eletricidade. Este fio conduz a eletricidade, logo concluo que este fio é de cobre.
Formalização:
	Dicionário	Forma-padrão	Forma lógica
	P: Este fio é de cobre.	Se este fio é de cobre, então é condutor de eletricidade.	 (P Q)
	Q: Este fio é condutor de eletricidade.	Este fio é condutor de eletricidade.	 Q
		Logo, este fio é de cobre.	 P 
Construir inspetores de circunstâncias
Analisemos outro argumento
35
Construir inspetores de circunstâncias
De seguida, construímos o inspetor para verificar se existe a possibilidade de as premissas serem verdadeiras e a conclusão falsa. 
	P Q	 (P  Q)	Q	 P 
	V V	V	V	V
	V F	F	F	V
	F V	V	V	F
	F F	V	F	F
Reparamos que, na primeira circunstância, ambas as premissas são verdadeiras e, olhando para a conclusão, verificamos que ela também é verdadeira.
36
Construir inspetores de circunstâncias
Mas não nos apressemos a declarar já o argumento como válido. Ainda temos de analisar as outras circunstâncias (linhas). 
	P Q	 (P  Q)	Q	 P 
	V V	V	V	V
	V F	F	F	V
	F V	V	V	F
	F F	V	F	F
Reparamos que, na terceira circunstância, ambas as premissas são verdadeiras e, olhando para a conclusão, verificamos que ela é falsa.
37
Construir inspetores de circunstâncias
Assim, existe a possibilidade de a conclusão ser falsa, mesmo que as premissas sejam verdadeiras. 
	P Q	 (P  Q)	Q	 P 
	V V	V	V	V
	V F	F	F	V
	F V	V	V	F
	F F	V	F	F
Portanto, temos de declarar o argumento como INVÁLIDO.
38
2. LÓGICA PROPOSICIONAL
Como avaliar argumentos dedutivos?
2.3. Formas de inferência dedutiva válidas
Existem várias formas lógicas válidas frequentemente utilizadas. Iremos estudar algumas delas: modus ponens, modus tollens, silogismo hipotético, silogismo disjuntivo, negação dupla, contraposição e leis de De Morgan.
39
39
Inferências dedutivas válidas
Se te preocupas com o ambiente, então fazes recolha seletiva de lixo. Preocupas-te com o ambiente, logo fazes recolha seletiva de lixo.
MODUS PONENS
	Dicionário	Forma-padrão	Forma lógica
	P: Preocupas-te com o ambiente.	Se te preocupas com o ambiente, então fazes recolha seletiva de lixo. 	 (P  Q)
	Q: Fazes recolha seletiva de lixo.	Preocupas-te com o ambiente.	 P
		Logo, fazes recolha seletiva de lixo.	 Q 
Afirma na segunda premissa a antecedente da condicional que está na primeira premissa; a sua conclusão é a afirmação da consequente dessa condicional.
40
Inferências dedutivas válidas
Em nenhuma circunstância ambas as premissas são verdadeiras e a conclusão falsa. Logo, se as premissas forem verdadeiras, a conclusão será necessariamente verdadeira.
MODUS PONENS
Inspetor de circunstâncias
	P Q	 (P  Q)	P	 Q 
	V V	V	V	V
	V F	F	V	F
	F V	V	F	V
	F F	V	F	F
41
Inferências dedutivas válidas
Se te preocupas com o ambiente, então fazes recolha seletiva de lixo. Não fazes recolha seletiva de lixo, logo não te preocupas com o ambiente.
MODUS TOLLENS
Nega na segunda premissa a consequente da condicional que está na primeira premissa; a sua conclusão é a negação da antecedente dessa condicional.
	Dicionário	Forma-padrão	Forma lógica
	P: Preocupas-te com o ambiente.	Se te preocupas com o ambiente, então fazes recolha seletiva de lixo. 	 (P  Q)
	Q: Fazes recolha seletiva de lixo.	Não fazes recolha seletiva de lixo.	 Q
		Logo, não te preocupas com o ambiente.	 P
42
Inferências dedutivas válidas
Em nenhuma circunstância ambas as premissas são verdadeiras e a conclusão falsa. Logo, se as premissas forem verdadeiras, a conclusão será necessariamente verdadeira.
MODUS TOLLENS
Inspetor de circunstâncias
	P Q	 (P  Q)	 Q	  P 
	V V	V	F	F
	V F	F	V	F
	F V	V	F	V
	F F	V	V	V
43
Inferências dedutivas válidas
Se te preocupas com o ambiente, então fazes recolha seletiva de lixo. Se fazes recolha seletiva de lixo, então diminuis a tua pegada ecológica. Logo, se te preocupas com o ambiente, então diminuis a tua pegada ecológica.
SILOGISMO HIPOTÉTICO
Argumento composto por proposições condicionais. A consequente da primeira premissa é a antecedente da segunda premissa. Conclui-se que a antecedente da primeira premissa implica a consequente da segunda premissa.
	Dicionário	Forma-padrão	Forma lógica
	P: Preocupas-te com o ambiente.	Se te preocupas com o ambiente, então fazes recolha seletiva de lixo. 	(P  Q)
	Q: Fazes recolha seletiva de lixo.	Se fazes recolha seletiva de lixo, então diminuis a tua pegada ecológica.	(Q  R)
	R: Diminuis a tua pegada ecológica.	Logo, se te preocupas com o ambiente, então diminuis a tua pegada ecológica.	  (P  R)
44
Inferências dedutivas válidas
Em nenhuma circunstância ambas as premissas são verdadeiras e a conclusão falsa. Logo, se as premissas forem verdadeiras, a conclusão será necessariamente verdadeira.
SILOGISMO HIPOTÉTICO
Inspetor de circunstâncias
	P Q R	 (P  Q)	(Q  R)	 (P  R) 
	V V V	V	V	V
	V V F	V	F	F
	V F V	F	V	V
	V F F	F	V	F
	F V V	V	V	V
	F V F	V	F	V
	F F V	V	V	V
	F F F	V	V	V
45
Inferências dedutivas válidas
Suspeitava que o Pedro gostasse de cinema ou de teatro. Entretanto, descobri que ele não gosta de cinema, logo gosta de teatro.
SILOGISMO DISJUNTIVO
A primeira premissa é uma disjunção. A segunda premissa é a negação de uma das proposições simples que compõem a primeira premissa;na conclusão afirma-se a outra proposição simples.
	Dicionário	Forma-padrão	Forma lógica
	P: O Pedro gosta de cinema.	Suspeitava que o Pedro gostasse de cinema ou de teatro. 	 (P  Q)
	Q: O Pedro gosta de teatro.	O Pedro não gosta de cinema.	 P
		Logo, o Pedro gosta de teatro.	 Q
46
Inferências dedutivas válidas
SILOGISMO DISJUNTIVO
Inspetor de circunstâncias
	P Q	 (P  Q)	 P	 Q
	V V	V	F	V
	V F	V	F	F
	F V	V	V	V
	F F	F	V	F
Em nenhuma circunstância ambas as premissas são verdadeiras e a conclusão falsa. Logo, se as premissas forem verdadeiras, a conclusão será necessariamente verdadeira.
47
Inferências dedutivas válidas
É falso que o Pedro não goste de cinema; logo, ele gosta de cinema.
DUPLA NEGAÇÃO
A premissa desta inferência é a dupla negação de uma proposição, e a sua conclusão é a afirmação dessa proposição.
48
Inferências dedutivas válidas
DUPLA NEGAÇÃO
Inspetor de circunstâncias
Em nenhuma circunstância as premissas são verdadeiras e a conclusão falsa. Logo, se as premissas forem verdadeiras, a conclusão será necessariamente verdadeira.
49
Inferências dedutivas válidas
Se te preocupas com o ambiente, então fazes recolha seletiva de lixo. Logo, se não fazes recolha seletiva de lixo, então não te preocupas com o ambiente.
CONTRAPOSIÇÃO
A premissa é uma condicional. Dela podemos concluir validamente que a negação da sua consequente implica a negação da sua antecedente.
	Dicionário	Forma-padrão	Forma lógica
	P: Preocupas-te com o ambiente.	Se te preocupas com o ambiente, então fazes recolha seletiva de lixo. 	 (P  Q)
	Q: Fazes recolha seletiva de lixo.	Logo, se não fazes recolha seletiva de lixo, então não te preocupas com o ambiente	 (Q  P)
			
50
Inferências dedutivas válidas
CONTRAPOSIÇÃO
Inspetor de circunstâncias
	P Q	 (P  Q)	(Q  P)		
	V V	V	F	V	F
	V F	F	V	F	F
	F V	V	F	V	V
	F F	V	V	V	V
Em nenhuma circunstância as premissas são verdadeiras e a conclusão falsa. Logo, se as premissas forem verdadeiras, a conclusão será necessariamente verdadeira.
51
Inferências dedutivas válidas
É falso que o Pedro goste de cinema ou de teatro; logo, ele não gosta de cinema nem de teatro.
1.a Lei de 
DE MORGAN
A premissa desta inferência é a negação de uma disjunção entre duas proposições, e a sua conclusão é a afirmação de uma conjunção entre a negação de cada uma dessas proposições.
	Dicionário	Forma-padrão	Forma lógica
	P: O Pedro gosta de cinema.	É falso que o Pedro goste de cinema ou de teatro. 	 (P  Q)
	Q: O pedro gosta de teatro.	Logo, o Pedro não gosta de cinema e não gosta de teatro.	 (P  Q)
			
52
Inferências dedutivas válidas
1.a Lei de 
DE MORGAN
Inspetor de circunstâncias
	P Q	  (P  Q)		 (P  Q)		
	V V	F	V	F	F	F
	V F	F	V	F	F	V
	F V	F	V	V	F	F
	F F	V	F	V	V	V
Em nenhuma circunstância as premissas são verdadeiras e a conclusão falsa. Logo, se as premissas forem verdadeiras, a conclusão será necessariamente verdadeira.
53
Inferências dedutivas válidas
É falso que o Pedro goste de cinema e de teatro; logo, ele não gosta de cinema ou não gosta de teatro.
2.a Lei de 
DE MORGAN
A premissa desta inferência é a negação de uma conjunção entre duas proposições, e a sua conclusão é a afirmação de uma disjunção entre a negação de cada uma dessas proposições.
	Dicionário	Forma-padrão	Forma lógica
	P: O Pedro gosta de cinema.	É falso que o Pedro goste de cinema e de teatro. 	 (P  Q)
	Q: O pedro gosta de teatro.	Logo, o Pedro não gosta de cinema ou não gosta de teatro.	 (P  Q)
			
54
Inferências dedutivas válidas
2.a Lei de 
DE MORGAN
Inspetor de circunstâncias
	P Q	  (P  Q)		 (P  Q)		
	V V	F	V	F	F	F
	V F	V	F	F	V	V
	F V	V	F	V	V	F
	F F	V	F	V	V	V
Em nenhuma circunstância as premissas são verdadeiras e a conclusão falsa. Logo, se as premissas forem verdadeiras, a conclusão será necessariamente verdadeira.
55
2. LÓGICA PROPOSICIONAL
Como avaliar argumentos dedutivos?
2.4. Falácias formais
De entre os erros de raciocínio mais comuns, destacam-se duas falácias formais: a falácia da afirmação da consequente e a falácia da negação da antecedente.
56
56
Inferências dedutivas inválidas
Se te preocupas com o ambiente, então fazes recolha seletiva de lixo. Fazes recolha seletiva de lixo, logo preocupas-te com o ambiente.
Falácia da afirmação da consequente
	Dicionário	Forma-padrão	Forma lógica
	P: Preocupas-te com o ambiente.	Se te preocupas com o ambiente, então fazes recolha seletiva de lixo. 	 (P  Q)
	Q: Fazes recolha seletiva de lixo.	Fazes recolha seletiva de lixo.	 Q
		Logo, preocupas-te com o ambiente.	 P
Afirma na segunda premissa a consequente da condicional que está na primeira premissa; a sua conclusão é a antecedente dessa condicional.
57
Inferências dedutivas inválidas
Existe uma circunstância em que ambas as premissas são verdadeiras e a conclusão é falsa. Logo, se as premissas forem verdadeiras, existe a possibilidade de a conclusão ser falsa.
Falácia da afirmação da consequente
Inspetor de circunstâncias
	P Q	 (P  Q)	Q	 P 
	V V	V	V	V
	V F	F	F	V
	F V	V	V	F
	F F	V	F	F
58
Inferências dedutivas inválidas
Se te preocupas com o ambiente, então fazes recolha seletiva de lixo. Não te preocupas com o ambiente. Logo, não fazes recolha seletiva de lixo.
Falácia da negação da antecedente
	Dicionário	Forma-padrão	Forma lógica
	P: Preocupas-te com o ambiente.	Se te preocupas com o ambiente, então fazes recolha seletiva de lixo. 	 (P  Q)
	Q: Fazes recolha seletiva de lixo.	Não te preocupas com o ambiente.	 P
		Logo, não fazes recolha seletiva de lixo.	 Q
Nega na segunda premissa a antecedente da condicional que está na primeira premissa; a sua conclusão é a negação da consequente dessa condicional.
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Inferências dedutivas inválidas
Existe uma circunstância em que ambas as premissas são verdadeiras e a conclusão é falsa. Logo, se as premissas forem verdadeiras, existe a possibilidade de a conclusão ser falsa.
Falácia da negação da antecedente
Inspetor de circunstâncias
	P Q	 (P  Q)	P	 Q
	V V	V	F	F
	V F	F	F	V
	F V	V	V	F
	F F	V	V	V
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Aplica os teus conhecimentos nestes argumentos
Avaliar argumentos dedutivos
Se a temperatura do planeta aumenta, então o nível médio da água do mar irá subir. Se o nível médio da água do mar subir, então as zonas costeiras estão ameaçadas. Logo, se a temperatura do planeta aumenta, então as zonas costeiras estão ameaçadas.
Se as abelhas são ótimas polinizadoras, são essenciais para a sobrevivência dos ecossistemas. As abelhas são ótimas polinizadoras, logo são essenciais para a sobrevivência dos ecossistemas. 
Aplica os teus conhecimentos nestes argumentos
Avaliar argumentos dedutivos
Se o Pedro for vegetariano, então não come carnes vermelhas. O Pedro não come carnes vermelhas, logo é vegetariano.
Se o Pedro for vegetariano, então não come carnes vermelhas. O Pedro não é vegetariano, logo come carnes vermelhas.
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