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AULA 3 - CONHECENDO O 
ORÇAMENTO PÚBLICO E 
SUAS FASES
• Compreender como é elaborado o orçamento público e quais as legislações pertinentes;
• Entender a LOA (Lei Orçamentária Anual), LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) e o Plano 
Plurianual.
CONTEXTUALIZANDO A APRENDIZAGEM
Seja muito bem-vindo(a) a mais uma Aula de Contabilidade Pública.
Na Aula 1, você pôde estudar sobre a origem da contabilidade pública e as Legislações 
Aplicáveis ao setor Público.
Na Aula passada, conhecemos o Plano de Contas da administração pública e estabelecemos 
conexão para uma análise correta e os registros das informações.
Você já deve ter ouvido falar em Orçamento Público, não é mesmo? Mas o que é Orçamento 
Público? Quais as suas fases? O que são PPA, LOA e LDO? Estas e outras perguntas, serão 
respondidas ao final desta Aula.
Nesta Aula, conheceremos quais os passos do Orçamento Público, um dos instrumentos mais 
importantes da administração pública, pois este direciona onde serão aplicados os recursos. 
O processo de planejamento é muito complexo e envolve várias etapas, porém, destacamos, 
nesta Aula, as três mais importantes: Lei do Plano Plurianual - PPA, Lei de Diretrizes Orçamentárias 
- LDO e a Lei Orçamentária Anual – LOA.
Bons estudos!
Mapa mental panorâmico
Para contextualizar e ajudá-lo(a) a obter uma visão panorâmica dos conteúdos que você estudará na Aula 3, bem como entender a inter-
relação entre eles, é importante que se atente para o Mapa Mental, apresentado a seguir:
CONHECENDO O ORÇAMENTO PÚBLICO E SUAS FASES
1 ORÇAMENTO PÚBLICO 
1.1 ORÇAMENTOS EMPRESARIAIS
1.2 ALTERAÇÕES NO ORÇAMENTO PÚBLICO
1.3 CICLOS ORÇAMENTÁRIOS
2 PLANO PLURIANUAL – PPA
2.1 PRAZOS DO PROCESSO ORÇAMENTÁRIO 
3 LEI ORÇAMENTÁRIA ANUAL – LOA
4 LEI DE DIRETRIZES ORÇAMENTÁRIAS – LDO
CONHECENDO O ORÇAMENTO PÚBLICO E SUAS FASES
Figura 1 - As três Leis Orçamentárias
Fonte: Acervo pessoal da Autora.
Figura 2 - Alinhamento entre as Leis Orçamentárias
Fonte: Acervo pessoal da Autora.
1 ORÇAMENTO PÚBLICO 
O Orçamento Público é um instrumento utilizado pelo Governo Federal com o objetivo de planejar como será gasto ou investido os 
valores arrecadados com os impostos, contribuições de melhorias, taxas etc. O intuito do orçamento é oferecer à população os 
serviços públicos de forma adequada, e também segregar os investimentos e gastos que foram destacados pelos poderes executivo, 
legislativo e judiciário. 
Este instrumento, em relação às receitas, utiliza as estimativas, pois representa o quanto o governo espera arrecadar com os tributos e 
outras fontes, já as despesas são fixas para garantir que os governos não gastem mais do que arrecadam. 
O orçamento tem o objetivo de pormenorizar todas as despesas, devido a esse detalhamento, é possível acompanhar quais serão os 
investimentos priorizados em cada ano. Como exemplo, podemos citar, construção de escolas, gastos com a saúde, rodovias, 
agricultura e tantas outras áreas que são função do governo.
A elaboração do orçamento tem como pano de fundo as prioridades do Brasil. Atualmente, de acordo com o IBGE, o nosso país possui 
mais de 208 milhões de habitantes, imagine como é difícil definir prioridades! Até em nossas casas já é complicado eleger prioridades e 
executar, imagine em um país com extensões continentais!
Para elaboração do orçamento, desde 2006 é disponibilizado o Manual Técnico de Orçamento Federal através de meios eletrônicos. 
Os objetivos principais, de acordo com o Art. 2º, são:
Figura 3 - Objetivos principais do Art. 2.º do Manual Técnico de Orçamento Federal
Fonte: Elaborada pela Autora.
Os princípios orçamentários definem como regras básicas: racionalidade, eficiência, transparência na elaboração e execução. São 
válidos para todos os poderes e entes federativos: União, Estados, Distrito Federal e Municípios.
Estes princípios orçamentários são regras, premissas, padrões e regras básicas que norteiam todo o processo, que são:
Princípio da Universalidade
Integração da fixação das despesas e previsão das receitas, pelos valores totais sem dedução.
Princípio da Anualidade
Estabelece a vigência limitada a um período anual, no Brasil o exercício coincide com o ano civil.
Princípio da Unidade
Todas as receitas e despesas devem estar contidas em uma só lei orçamentária, deve existir apenas um orçamento independente do 
setor.
Para saber mais, consulte o Manual Técnico de Orçamento. 
Clique aqui para acessá-lo.
https://www1.siop.planejamento.gov.br/mto/lib/exe/fetch.php/mto2019:mto2019-versao9.pdf
Princípio da Exclusividade
A Lei Orçamentária deve tratar apenas de assuntos referentes as estimativas de receitas e fixação de despesas.
Princípio do Orçamento Bruto
Todos os valores devem ser brutos tanto para receitas quanto para despesas, objetivando transparência.
Princípio do Equilíbrio
Deve haver um equilíbrio entre as despesas e receitas com objetivo de cumprir as metas.
Princípio da não afetação das Receitas
Nenhuma parcela de receitas de impostos deve estar vinculada ou comprometida com algum gasto.
Princípio da discriminação, especialização ou especificação
Refere-se às classificações de forma pormenorizada, clara e precisa.
Princípio da Reserva Legal
À iniciativa de propor a LOA, LDO e PPA dá-se o nome de Reserva Legal, seria possível citar outros, mas estes são os mais importantes.
Como mencionamos anteriormente, o orçamento é baseado em receitas e despesas. Para conhecer a tabela com as receitas e 
despesas e suas naturezas, acesse o site através do Portal do Governo Brasileiro. Neste link, você tem acesso a 8 tabelas de 
classificações orçamentárias. Clique aqui. 
Assista também ao vídeo a seguir: “A importância do Orçamento”, que mostra como o orçamento está relacionado ao nosso dia a dia. 
https://www.youtube.com/watch?v=u37F1fBwvEU
Você conseguiu compreender as 8 tabelas de classificações orçamentárias? Após assistir ao vídeo, você compreendeu a importância 
do orçamento?
Como foi possível observar no vídeo, quando o orçamento público não está sendo feito de acordo com os princípios e as regras 
básicas, sempre falta algum serviço para a população. Pode ser algo que foi prometido pela administração, como uma quadra de 
esportes, que nunca sai do papel, até material e funcionários insuficientes em um posto de saúde. As escolas também podem ficar sem 
receber orçamentos para reformar suas instalações. Muitas coisas boas também saem destes orçamentos, como o caminhão de lixo 
que passa todos os dias, a iluminação das ruas à noite, os treinamentos dos bombeiros etc.
Como podemos ver, a legislação determina que os órgãos públicos sejam extremamente organizados, não se pode gastar R$ 10,00 na 
compra de um material de limpeza, por exemplo, sem que exista um prévio planejamento para esta despesa.
Temos, então, três pilares para tratar de orçamento público, vamos tratar cada um deles nos próximos tópicos. 
https://www1.siop.planejamento.gov.br/mto/doku.php/mto2019:cap8
https://www.youtube.com/watch?v=u37F1fBwvEU
Figura 5 - Os três pilares do orçamento público
Fonte: Acervo pessoal da Autora.
As Leis são ordinárias e necessitam de maioria simples do legislativo para sua aprovação, entre elas não existe uma hierarquia formal, 
porém, para o funcionamento, a Lei Orçamentária Anual (LOA) deve estar compatível com a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), e 
tanto a LOA quanto a LDO devem estar em consonância com o Plano Plurianual (PPA). Desse modo, podemos fazer a seguinte 
conexão:
Figura 6 - Conexões entre os três pilares do orçamento público
Fonte: Acervo pessoal da Autora.
1.1 ORÇAMENTOS EMPRESARIAIS
Orçamento é a representação das receitas e despesas futuras, sejam elas de uma pessoa física, jurídica, pública, instituições financeiras 
etc., referente a um determinado período. É um processo que visa a integrar o planejamento à gestão do negócio, estabelecendo 
objetivos futuros. 
Quando for possível considerar dados históricos para que as projeções sejam aderentes, a elaboração de um orçamentoé cíclica e 
necessita do envolvimento de todos dentro da organização, quando falamos de empresas, e todos os membros da casa, quando 
falamos de família.
Avalie sempre as sazonalidades existentes, sejam elas em relação às receitas, assim como às despesas. Quando falamos da realidade 
do nosso dia a dia, pensamos no 1º trimestre de todos os anos em que temos mais gastos, como IPTU, IPVA, materiais escolares etc. É 
preciso reservas para fazer frente a estas despesas.
Vale a pena citar que, no âmbito empresarial, temos vários tipos de orçamento, vamos citar alguns deles:
a)   Orçamento Estático: Normalmente aplicado a funções administrativas, as quais não possuem variações.
b)      Orçamento Flexível: Este trata de dois princípios básicos: o cálculo e o controle do custo por produto, avaliando custos fixos e 
variáveis. Ele é eficiente quando é possível identificar o custo de cada máquina, cada colaborador.
O orçamento é baseado em receitas e despesas, e deve ser 
planejado e aprovado pelos poderes legislativos, seja dos 
Municípios, Estados ou Federação. Fazendo uma analogia com 
nossa vida pessoal, precisamos de um orçamento familiar para 
que possa permitir a análise de custos ou investimentos que 
não estão dentro do nosso cotidiano e definir por realizar ou 
não esse novo gasto.
c)      Orçamento Contínuo: Este orçamento é utilizado para vislumbrar vários períodos, neste caso, será permitido revisões, as quais 
podem ser realizadas mensalmente, trimestralmente e semestralmente, de acordo com o negócio.
Revisar este orçamento permite averiguar o que deu certo e o que não ficou de forma correta, e adequar aos próximos períodos.
d)   Orçamento Ajustado: É um plano de negócios para longo prazo que pode ser revisado e ajustado mensalmente, observando o que 
deu certo e corrigindo as falhas para os próximos períodos.
e)   Orçamento de Desempenho: Se o colaborador apresentou um bom resultado em determinado período, ele terá maiores recursos 
para superar os resultados anteriores. Caso o colaborador não tenha conseguido bons resultados, ele terá seu orçamento reduzido. Este 
orçamento de desempenho está focado na produtividade.
f)          Orçamento Colaborativo: Este orçamento está em linha com o orçamento público, em que a comunidade é envolvida no 
processo; levando para o lado empresarial, o engajamento de toda equipe busca uma maior interação com o negócio, de modo que 
todos façam parte da decisão.
g)   Orçamento Base Zero: Normalmente, é utilizado por grandes empresas, porém não há impedimento para empresas de pequeno 
porte realizá-lo; ele mostra uma visão do todo, partindo de qual é o orçamento necessário para atingir um objetivo.
Baseado em orçamentos adequados e coerentes, é possível planejar o futuro; para realizar uma viagem tão desejada que está acima 
do seu orçamento, por exemplo, você terá que realizar alguma poupança antecipada para que não comprometa sua renda, uma vez 
que o princípio fundamental de todo orçamento é o equilíbrio.
Vamos citar alguns fundamentos para deixar o seu orçamento no âmbito empresarial ou pessoal de forma adequada.
a)   Simplicidade: quanto mais detalhes e categorias colocamos, tende-se a complicar o orçamento, então, utilize categorias simples 
do seu dia a dia.
b)   Organização: deixe as informações sempre em uma planilha ou controle manual, de forma que seja possível mensurar os gastos, 
não deixando nada sem controle.
c)   Tenha Metas: sem as metas não vivemos, apenas vemos o tempo passar. Defina a viagem que você tanto deseja, o carro novo, a 
casa nova e foque em seus objetivos; para consegui-los, as suas receitas precisam superar suas despesas.
d)      Foque nos objetivos do dia a dia da vida: sempre haverá tentações, mas lembre-se de que, para atingir seus objetivos, são 
necessários sacrifícios.
e)    Crie hábitos: tudo aquilo que fazemos regularmente começa a fazer parte do seu objetivo; atingir suas metas será gratificante e 
motivará os hábitos.
1.2 ALTERAÇÕES NO ORÇAMENTO PÚBLICO
Enquanto o orçamento ainda é uma proposta, no caso dos municípios, os vereadores podem incluir e fazer sugestões, que são 
chamadas de Emendas; segue o ciclo orçamentário, apresenta-se ao Poder Legislativo a proposta e, sendo aprovada, segue o fluxo.
Para que essa alteração venha da população, é necessário que um vereador, no caso municipal, assuma como autor do projeto e a 
submeta ao Poder Legislativo, para que siga o ciclo orçamentário.
Caso a população não queira ou não tenha o apoio de um vereador, deputado ou outros, esta pode utilizar a Constituição Federal, 
Artigo 14: “Projeto de Lei Iniciativa Popular”, que deve estar acompanhado de 5% dos eleitores da esfera a que é destinada, seja ela 
municipal, estadual ou federal. 
Já quando é uma lei, é necessário seguir os trâmites da Lei Orçamentária, seguindo os ciclos através de decretos, no caso da União, ser 
submetido ao Congresso Nacional.
1.3 CICLOS ORÇAMENTÁRIOS
Veja um vídeo sobre o Orçamento Base Zero. Clique aqui.
https://www.youtube.com/watch?v=KvAqz03vxUM&feature=youtu.be
Os ciclos orçamentários são etapas necessárias que devem ser seguidas como parte do processo.
As fases são:
Figura 7 - Fases dos Ciclos orçamentários
Fonte: Elaborada pela Autora.
a)   Planejamento e elaboração 
Esta primeira etapa é iniciada através da Lei Orçamentária, assim como a União, os Estados e Municípios também elaboram seus 
orçamentos.
Já os órgãos do Judiciário, da Defensoria Pública e Ministério Público realizam seus orçamentos de forma independente, mas todos 
serão tratados pelo Poder Executivo e, em próximos passos, farão parte do Orçamento nacional.
b)   Estudo, discussão e aprovação 
Após a elaboração, segue para o Poder Legislativo, sempre observando os prazos mencionados na Lei. Sendo aprovado a LOA como 
um projeto, é enviada ao Chefe do Executivo que a sanciona, tornando-a Lei Orçamentária Anual.
c)   Execução orçamentária e financeira
Nesta fase, sempre respeitando os prazos determinados por Lei, o Orçamento inicia a execução que fixará as quotas orçamentárias e 
também financeiras para cada unidade.
Toda esta fase estará em linha com a Lei de Diretrizes Orçamentárias – LDO, a qual dá orientação ao exercício. Nessa fase, acontece a 
efetivação da arrecadação de receita pública, e também o processamento da despesa pública.
d)   Avaliar e controlar
Nessa fase, os órgãos internos e externos analisam e julgam se os recursos estão aplicados de acordo com a Lei Orçamentária anual. 
Os órgãos responsáveis pelo controle poderão realizar, a qualquer momento, auditorias, conferências, inspeções, sem nenhum prejuízo 
na análise final das contas.
O controle interno é caracterizado pela própria administração, sendo assim, pelos órgãos do Legislativo, Executivo e Judiciário.
O controle externo, por sua vez, é exercido pelo Poder Legislativo, com a ajuda do Tribunal de Contas.
2 PLANO PLURIANUAL – PPA
O Plano Plurianual está previsto no artigo 165 da Constituição Federal de 1.988. É um plano para o médio prazo o qual tem como 
objetivo definir diretrizes a serem seguidas pelos Governos Federal, Estadual e Municipal ao longo do período de 4 anos.
Com a adoção do plano, passou a ser obrigatório que os governos planejem todas as suas ações de tal forma que não firam as 
diretrizes, desse modo, os investimentos devem ser efetuados de acordo com os programas estratégicos que estão previstos no PPA. Um 
ponto importante é a sugestão da Constituição, que as entidades privadas dirijam suas ações de desenvolvimento para as áreas 
abordadas no Plano Plurianual, permitindo, assim, um desenvolvimento em conjunto com as iniciativas pública e privada.
O PPA é sempre dividido em ações, seguem abaixo algumas delas como exemplo: 
Figura 8 - Algumas ações do PPA
Fonte: Elaborada pela Autora.
Para cada plano, sempre deve haver uma unidade responsável, mesmo que durante sua execução seja necessário envolver outras 
unidades, deverá haver um gerente para cada ação do Plano Plurianual. O   Decreto2.829, de 29 de outubro de 1998, prevê a 
integração de todas as esferas e do setor público.
O Plano Plurianual deve ser encaminhado para o Executivo até 31 de agosto do primeiro ano de cada governo, porém só começará a 
valer a partir do próximo ano. Sua duração será até o final do primeiro ano seguinte; a sequência dada de um governo para o próximo 
busca a continuidade administrativa, para que os novos gestores avaliem e aproveitem os planos que estão em fase de encerramento. 
Após a sua entrega, acontece, no caso da União, a análise dos congressistas, e, em seguida, será enviado ao Poder Executivo.
2.1 PRAZOS DO PROCESSO ORÇAMENTÁRIO 
Figura 9 - Prazos do processo orçamentário
Fonte: Acervo pessoal da Autora.
a)     PPA Plano Plurianual: é enviado ao Poder Executivo até o dia 31 de agosto do primeiro mandato; após analisado e aprovado, 
segue para a sanção do executivo até o dia 15 de dezembro de cada ano.
b)      LDO Lei de Diretrizes Orçamentárias: é enviada até o dia 15 de abril de cada ano; após análise e aprovação do Legislativo, é 
encaminhada para sanção do Executivo até 30 de junho de cada ano.
c)      LOA Lei Orçamentária Anual: é encaminhada ao Poder Legislativo até o dia 31 de agosto de cada ano; após analisada e 
aprovada, é encaminhada ao Executivo até 15 de dezembro de cada ano.
Para a elaboração do PPA do período de 2016 a 2019 da União, houve o envolvimento de mais de 4 mil pessoas, tendo sido realizadas 
120 oficinas governamentais para formular os programas temáticos. O PPA em questão optou por um modelo de desenvolvimento com 
inclusão social e redução das desigualdades sociais, melhorando a qualidade dos serviços públicos e o equilíbrio da economia, e está 
organizado em 2 partes:
• Dimensão estratégica - visão de futuro, 4 eixos estratégicos e 28 diretrizes estratégicas;
• Dimensão tática - programas temáticos e programas de gestão, manutenção e serviços do governo. 
Figura 10 - Planejamento Governo Federal de Programas Temáticos
Fonte: Disponível em Créditos.
Alguns dos programas temáticos do Estado de Minas GERAIS. 
Figura 11 - Alguns programas temáticos de Minas Gerais
Fonte: Disponível em Créditos.
Para a sua construção, em relação ao de 2016 a 2019, foram consideradas 3 fontes:
Figura 12 - As 3 fontes do PPA 2016 a 2019
Fonte: Elaborada pela Autora.
O PPA é um direcionador para a atuação do governo, porém não possui caráter impositivo; em função da complexidade e 
velocidade das transformações, este deve ser ajustado de acordo com as necessidades durante sua vigência. 
Veja abaixo as dimensões do PPA 2016 a 2019 da União:
Figura 13 - Dimensões do PPA 2016-2019.
Fonte: Disponível em Créditos.
O Plano Plurianual pode ser alterado pelo Executivo de acordo com as leis. Para essas alterações terem validade, deve ser 
encaminhado, no caso da União, o projeto lei da revisão ao Congresso Nacional.
3 LEI ORÇAMENTÁRIA ANUAL – LOA
A Lei Orçamentária Anual é uma lei elaborada pelo Poder Executivo a qual define as receitas e despesas que ocorrerão no próximo 
ano. Em relação às receitas, são estimativas, e quanto às despesas, são fixas. Se durante o exercício financeiro as receitas não foram 
suficientes para cumprirem com as despesas, o Poder Executivo tem o poder para emitir uma medida provisória, que deverá ser 
aprovada pelo Congresso Nacional, solicitando créditos suplementares. 
Em casos de catástrofes, calamidades, comoções internas, pode-se emitir créditos extraordinários e solicitar anuência posterior ao 
Poder Legislativo 
Vale lembrar que é sempre necessária a contenção dos gastos e, com isso, são emitidos decretos através do Poder Executivo limitando 
gastos abaixo dos limites autorizados previamente pelo Congresso; são os denominados Decretos de Contingenciamento.
A LOA é um instrumento de planejamento de curto prazo, com duração de 1 ano, e pode ser conhecido também como “Lei dos 
Meios”, apresentando elementos primordiais para a condução e gestão dos recursos públicos, pois, sem tal lei, o administrador público 
não possui autorização do Poder Executivo para realizar pagamentos.
A Lei Orçamentária anual compreenderá em:
Orçamento fiscal: referente aos poderes da União, seus órgãos, fundos, administração direta e indireta, fundações instituídas e 
mantidas pelo Poder Público e estatais chamadas de dependentes; 
Orçamento de investimento de empresas: trata-se de empresas nas quais a União, direta ou indiretamente, possua maioria do capital 
social, com direito a voto;
O orçamento da seguridade social: compreende todas as suas entidades, da administração direta ou indireta, assim como as 
fundações e fundos instituídos e mantidos pelo Poder Público.
Através da LOA é possível analisar a real situação econômico-financeira da União, Estados e Municípios, identificando suas 
arrecadações e como estão distribuídos seus gastos, sejam eles na Saúde, Educação, Obras Públicas, Saneamento, Desenvolvimento 
etc.
Para conhecer melhor sobre a LOA, seguem os sites:
União: LEI Nº 13.808, DE 15 DE JANEIRO DE 2019, referente à União. Para acessar, clique aqui.
Estado: Projeto de Lei Nº 5.406, DE 05 DE NOVEMBRO DE 2018. Para acessar, clique aqui.
Município de Belo Horizonte: LEI Nº 11.145, DE 26 DE DEZEMBRO DE 2018. Para acessar, clique aqui.
Neste caso, vamos utilizar o Estado de Minas Gerais, veja, a seguir, a Previsão de Receitas para o ano de 2019:
Veja, como exemplo, a reportagem sobre o corte no 
orçamento de 2019, que pode atingir 440 mil alunos, 
pesquisadores e professores. Clique aqui.
https://www.camara.leg.br/internet/comissao/index/mista/orca/orcamento/or2019/Lei/Lei13808-2019.pdf
https://www.mg.gov.br/conteudo/transicao/loa-2019/loa-2019
https://prefeitura.pbh.gov.br/sites/default/files/estrutura-de-governo/planejamento/SUPLOR/Diretoria%20Central%20de%20Coordena%C3%A7%C3%A3o%20do%20Or%C3%A7amento/LOA%202019/LOA_2019_Lei_11145_26-12-2018.pdf
https://g1.globo.com/globonews/jornal-das-dez/video/corte-no-orcamento-de-2019-pode-atingir-440-mil-alunos-pesquisadores-e-professores-6918307.ghtml
Figura 14 - Previsão de Receitas de 2019, Estado de Minas Gerais
Fonte: Disponível em Créditos.
Em relação às despesas, temos:
Figura 15 - Despesas totais
Fonte: Disponível em Créditos.
Podemos notar que o total das despesas é igual ao total das receitas. Como vimos anteriormente, as receitas são previstas e, caso não 
ocorram em sua totalidade, medidas provisórias são emitidas para regularizar os débitos, ou até cortes em despesas. 
Em relação às naturezas de despesas e receitas, aqui as estamos vendo de maneira sintetizada, mas vimos, na Aula 1, através do Plano 
de Contas, suas contas contábeis, naturezas e classificações. Acessando o site recomendado anteriormente, conseguimos 
pormenorizar as categorias, objetivando maior transparência nos orçamentos públicos.
Veja o orçamento de 2019 da União, através do Portal da Transparência:
 Figura 16 - Orçamento 2019 da União
Fonte: Disponível em Créditos.
Veja a evolução orçamentária da União ao longo dos anos:
Figura 17 - Orçamento 2019 da União
Fonte: Disponível em Créditos.
Assista ao vídeo para conhecer mais sobre a Lei Orçamentária.
https://www.youtube.com/watch?v=CP0Jz3qA9G8
No vídeo, podemos ver que um bom planejamento depende de um bom orçamento, com suas receitas e suas despesas. O 
Orçamento Federal lembra muito um Orçamento Doméstico. Nele podemos colocar as despesas de pagamento de pessoal, de 
aposentadorias, saúde, educação, até os investimentos das empresas estatais, porque são controladas pelo governo. No Governo 
Federal, temos a LOA, Lei Orçamentária Anual, para o controle dos gastos públicos. 
Após assistir ao vídeo, você conseguiu perceber, nas duas situações, que o principal é o planejamento? É para isso que existem as Leis 
Orçamentárias.
4 LEI DE DIRETRIZES ORÇAMENTÁRIAS – LDO
A Lei de Diretrizes Orçamentárias tem como principal objetivo instruir como elaborar os orçamentos fiscais e da seguridade social, 
investimento do Poder Público, incluindotambém os três poderes, Executivo, Legislativo e Judiciário, as autarquias e empresas públicas. 
Busca-se combinar a Lei Orçamentária Anual - LOA, com os objetivos da administração pública, os quais foram instituídos no Plano 
Plurianual – PPA.
De acordo com o § 2º do artigo 165, a LDO:
• Compreenderá as metas e prioridades da administração pública federal, incluindo as despesas de capital para o exercício 
financeiro subsequente;
• Orientará a elaboração da lei orçamentária anual;
• Disporá sobre as alterações na legislação tributária;
• Estabelecerá a política de aplicação das agências financeiras oficiais de fomento (Banco do Nordeste, Banco do Brasil, BNDES, 
Banco da Amazônia etc.).
A prioridade pode ser entendida como uma preferência ou precedência de uma situação ou ação em relação a outras opções. De 
maneira geral, é definida pela gravidade da situação e também pela necessidade de providência de extinguir pontos extremos. A 
relevância em atingir os objetivos estratégicos de política, sociais e econômicos, também é considerada.
A LDO tem duração de 1 ano. A Lei de Responsabilidade Fiscal definiu outros temas à LDO: política fiscal, contingenciamento dos 
gastos, transferências de recursos para entidades públicas, privadas e políticas. 
Assista ao vídeo para contextualizar a LDO - Lei de Diretrizes 
Orçamentárias. Clique aqui.
A Lei de Diretrizes Orçamentárias é tão importante que define 
o salário mínimo e quais obras públicas o governo deverá 
executar.
https://www.youtube.com/watch?v=CP0Jz3qA9G8
https://www.youtube.com/watch?v=z0PoLMrvcjQ
Prezado(a), Aluno(a), ao final desta Aula, você compreendeu como é elaborado o orçamento público e quais as legislações 
pertinentes? Você entendeu a LOA (Lei Orçamentária Anual), LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) e o Plano Plurianual? Caso você 
consiga responder à essas questões, parabéns! Você atingiu os objetivos desta Aula! Caso tenha dificuldades para responder alguma 
delas, aproveite para reler o conteúdo da Aula, acessar o UNIARAXÁ Virtual e interagir com seus colegas e Tutor(a), a fim de sanar 
todas as suas dúvidas. Você não está sozinho(a) nessa caminhada! Conte conosco!
Chegou o momento de complementar seu conhecimento. Vá até seu Ambiente Virtual de
Aprendizagem e acesse esta aula para assistir a Video Aula
RECAPITULANDO
Nesta Aula, entendemos o processo orçamentário, como ele se inicia e suas fases até o momento da execução. É o documento no 
qual as receitas são estimadas e as despesas são fixadas. 
A partir de 2006, foi disponibilizado, através dos meios eletrônicos, o Manual Técnico de Orçamento, o qual é atualizado anualmente 
para direcionar a União, os Estados e os Municípios na condução da elaboração orçamentária. 
Para elaboração orçamentária, temos que ficar atentos aos princípios, que são:
Figura 18 - Princípios da elaboração orçamentária
Fonte: Elaborada pela Autora.
Vimos que as três leis, LDO, LOA e PPA, não possuem uma hierarquia através da legislação, porém estão interligadas, sendo possível 
fazer uma relação entre elas:
Figura 19 - Relação entre PPA, LDO e LOA
Fonte: Elaborada pela Autora.
Tático é um componente da estratégia, com objetivo de atingir uma meta. Enquanto a Estratégia preocupa-se com o Macro, a Tática 
preocupa-se com o Micro.
Mostramos os prazos de execução, análise e aprovação de cada lei. 
Em relação ao Plano Plurianual, este tem como objetivo definir diretrizes a serem seguidas pelos Governos Federal, Estadual e Municipal 
ao longo do período de 4 anos.
Mencionamos sobre o orçamento na nossa vida pessoal e citamos 5 fatores para controlá-lo, são eles: simplicidade, organização, 
metas , foco e hábito. 
Citamos alguns tipos de orçamentos no meio empresarial, nesta Aula, mencionamos 7 tipos: Orçamento Estático, Orçamento Flexível, 
Orçamento Contínuo, Orçamento Ajustado, Orçamento de Desempenho, Orçamento Colaborativo e Orçamento Base Zero.
Conhecemos os ciclos orçamentários, que devem ser respeitados e seguidos para uma melhor eficiência das Leis Orçamentárias. 
Já a LDO - Lei de Diretrizes Orçamentárias – tem como objetivo instruir como elaborar os orçamentos fiscais e da seguridade social, 
investimento do Poder Público, incluindo também os três poderes, Executivo, Legislativo e Judiciário, as autarquias e empresas públicas. 
Busca-se combinar a Lei Orçamentária Anual – LOA –, com os objetivos da administração pública, os quais foram instituídos no Plano 
Plurianual – PPA.
A LOA, por sua vez, define as receitas e despesas que ocorrerão no próximo ano. Em relação às receitas, elas são estimativas, enquanto 
as despesas são fixas.
Vimos que, em casos de exceções à Lei, como falta de recurso para honrar as despesas, são necessários decretos que a serem 
encaminhados ao Congresso Nacional, no caso da União, para providências. 
Na próxima Aula, veremos as diferenças entre os Balanços Orçamentários, Balanços Financeiros e Balanços Patrimoniais na 
Administração Pública.
Aguardo você para mais este módulo da Contabilidade Pública.
Até lá!
CRÉDITOS
Figura 10: Planejamento Governo Federal de Programas Temáticos - Fonte Disponível em: 
http://www.planejamento.gov.br/assuntos/planeja/plano-plurianual/copy_of_plano-plurianual-2016-2019-antigo. PPA em Números, p. 3. 
Acesso em: 09 out. de 2019.
Figura 11: Alguns programas temáticos de Minas Gerais - Fonte Disponível em: 
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Projeto
Projeto: é uma ação futura, para isso, é necessário o detalhamento de cada ação de caráter operacional, que resulta na realização 
de atividades específicas. Sendo assim, não é possível elaborar e executar um projeto sem objetivos, sem direção. Nesse caso, os 
projetos temáticos tendem a abordar as ações que gravitam em torno deles, têm um público alvo a ser alcançado e objetivos 
específicos.

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