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plural, verbo ser no plural (frases 11, 13 e 14). Se aparecerem no singular, verbo ser no sin- gular (frase 12). Na frase "Hoje são 12 de abril" há a possibilidade de verbo ficar no singular se aparecer a palavra dia: "Hoje é dia 12 de abril". 17.1.2.2. Concordância com a preposição COM Sujeito composto ligado por com: Verbo no plural. Observações: 1. Quando se quiser realçar um dos núcleos (= sujeito simples), com ele concordará O verbo. 2. Se a expressão iniciada por com vier entre vírgulas, verbo concorda com termo que antecede essa expressão. (= sujeito simples) 1. A carta com O anexo está extraviados. 2. O guarda, com os transeuntes, prendeu ladrão. Comentários: Diante de sujeitos ligados pela preposição com, podem-se utilizar duas opções: a primeira que é a mais comum seria verbo no plural, por se considerar sujeito como composto. Assim, na frase "A carta com anexo estão extraviados", a preposição com tem valor de e. É como se fosse "A carta e anexo estão extraviados". É exatamente isso: a prepo- sição com teria, aqui, valor de adição. A segunda opção seria O verbo no singular, por uma questão de ênfase no primeiro núcleo. Assim, na frase "A carta com anexo está extraviada", que se quer é realçar O núcleo "a carta". A preposição teria, então, um valor de companhia. É como se eu dissesse "A carta, em companhia do anexo, está extraviada". Mas atenção: essas duas opções (de verbo concordar com os dois núcleos ou só com pri- meiro) só valem se a expressão iniciada pela preposição com não vier entre vírgulas. Porque, se ela vier isolada pelas vírgulas, verbo só poderá concordar com O primeiro núcleo. Assim, na frase "O guarda, com os transeuntes, prendeu O ladrão", O verbo deverá necessariamente ficar no singular concordando com guarda. A expressão com os transeuntes seria um adjunto ad- verbial de companhia deslocado na frase. Na ordem direta, essa frase ficaria assim: "O guarda prendeu ladrão com os transeuntes" (Você vai aprender no capítulo de análise sintática que na ordem direta adjunto adverbial fica no final da frase). Já que é adjunto adverbial, e não sujeito, O verbo só pode concordar com O primeiro núcleo. Resumindo: Com substantivos ligados pela preposição com, pense da seguinte forma: A expressão iniciada pela preposição com não vem entre vírgulas: cabem as duas opções (o verbo concorda com os dois núcleos ou só com O primeiro). A expressão iniciada pela preposição com vem entre vírgulas: verbo só concorda com O primeiro núcleo. 17.1.2.3. Concordância com pronomes indefinidos a) Sujeito composto resumido por um pronome indefinido: verbo concorda com O pronome indefinido (na função de aposto resumitivo). b) Sujeito composto modificado pelo pronome cada: verbo no singular. 4163. Jovens, trabalhadores, empresários, ninguém acredita em nossos parlamentares. Comentários: Eis um caso especialíssimo de concordância: O verbo deixa de concordar com sujeito para concordar com aposto. Se alguém perguntar se pronome indefinido ninguém é sujeito do verbo, cuidado para não se distrair e dizer que sim! O sujeito da frase é composto ("jovens, trabalhadores, empresários"), mas verbo acredita concorda com O aposto resumitivo ninguém. 4. Cada criança, cada homem, cada mulher ajudava os flagelados. Comentários: Mais uma vez, algo atípico na concordância verbal: apesar de O sujeito ser composto de três núcleos, O verbo fica no singular. Isso ocorre por causa da palavra cada, que enfatiza individualmente os núcleos. É isto mesmo: O sujeito é composto, mas, se verbo fosse ao plural, a frase estaria errada! 17.1.2.4. Concordância com a conjunção OU Sujeito composto ligado por ou: a) Com ideia de exclusão ou retificação: verbo concordará com núcleo mais próximo. b) Se a ideia se refere a todo sujeito: verbo no plural. 5. Pedro ou João casará com Joana. Comentários: O sujeito tem dois núcleos, mas a conjunção ou tem valor de exclusão: só um vai casar com Joana. O verbo fica no singular. 6. O responsável ou os responsáveis cuidarão da festa. Comentários: A conjunção ou tem valor corretivo, de retificação: verbo concorda com núcleo mais próximo. É como se eu dissesse: "O responsável, ou melhor, ou responsáveis cuida- rão da festa". Ou, aqui, é mesmo que ou melhor, digo. 7. Cigarro ou charuto prejudicam igualmente a saúde. Comentários: Nesse caso, não há ideia de exclusão: a conjunção ou tem valor aditivo. É mesmo cigarro e charuto prejudicam igualmente a saúde". 17.1.2.5. Concordância com as expressões um ou outro, um e outro, nem um nem outro a) Sujeito formado pela expressão um ou outro: verbo no singular. b) Sujeito formado pelas expressões um e outro, nem um nem outro, nem nem... verbo no singular ou no plural. 8. Um ou outro estilo agrada. Comentários: Aqui, mais uma vez a conjunção ou tem valor de exclusão: só um dos estilos agrada. 9. Uma e outra forma me fascinam/fascina. Comentários: Nesse caso, as duas opções estão corretas. O verbo no plural enfatiza todo: as duas formas me fascinam. O verbo no singular enfatiza as partes que compõem sujeito. É como se eu dissesse "uma forma me fascina e outra também me fascina" 41710. Nem um nem outro comentou/comentaran O ocorrido. Comentários: Manter O verbo no singular é a opção que soa melhor aos nossos ouvidos, e é, mesmo, a mais adequada. Afinal, quando se diz nem um nem outro, que se quer dizer é que ninguém comentou ocorrido, Entretanto, embora alguns gramáticos discordem quanto a este aspecto, ao se dizer nem um nem outro, pode-se pensar que um não outro também não comentaram ocorrido. Ou seja: pensar no valor de adição que a conjunção nem possui. Então a flexão do verbo no plural também estaria correta ainda que não seja essa a forma mais adequada. Resumindo: Um ou outro: verbo no singular. Um e outro: verbo no plural ou no singular. Nem um nem outro: verbo no singular (mais adequada) ou no plural (menos comum). 17.1.2.6. Concordância com palavras sinônimas ou em gradação e com verbos no infinitivo a) Sujeito composto de palavras sinônimas ou em gradação de ideias: O verbo, de preferência, con- corda com núcleo mais próximo. b) Sujeito composto formado de verbos substantivados no infinitivo: verbo no singular. Se forem antônimos ou vierem determinados, verbo fica no plural. 11. Um olhar, um sorriso, um gesto como alerta para ele. Comentários: Apesar de sujeito ser composto por mais de um núcleo (olhar, sorriso, gesto), a concordância mais adequada é a que enfatiza O valor de gradação que esses núcleos apre- sentam - verbo no singular. Entretanto, plural também está correto, até porque sujeito é composto. 12. Estudar e trabalhar engrandece homem. 13. Rir e chorar fazem parte da vida. 14. O falar e escrever caracterizam homens dinâmicos. Comentários: Na frase 12, apesar de sujeito ser composto, seus núcleos são verbos. Por isso, verbo tem de ficar no singular. Mas na frase 13 os núcleos são antônimos: é oposto de chorar; até para enfatizar a oposição entre os núcleos do sujeito (rir/chorar), ver- bo fica no plural. Na frase 14, artigos determinam, especificam os núcleos: verbo ficará também no plural. Se não houvesse tais artigos, voltaríamos à situação da frase 12: O verbo ficaria no singular. 17.1.2.7. Concordância com sujeito coletivo, com porcentagem e expressões a maioria de, grande parte de... a) Sujeito coletivo: verbo concorda com sujeito coletivo. b) O sujeito é representado pelas expressões: a maioria de, grande parte de, grande número de etc. + nome no plural = verbo fica no singular ou no plural. 418c) Sujeito formado por número percentual: O verbo concorda com numeral ou com O termo posposto. 15. O bando desapareceu. Comentários: Ainda que bando dê uma ideia de pluralidade, coletivo, trata-se de um substan- tivo no singular: daí O verbo ficar no singular. Também que coisa horrível seria dizer bando desapareceram! 16. A maioria das pessoas gostou/gostaram do espetáculo. Comentários: Com as expressões a maioria de, grande parte de etc., verbo pode concordar com núcleo do sujeito que é a forma mais adequada - ou concordar com O termo posposto a ele (adjunto adnominal). Assim, teríamos duas opções: gostou, concordando com maioria, ou gostaram, concordando com pessoas. Repito: a melhor opção é a do verbo no singular, concordando com O núcleo. Pense sempre assim: Quando houver duas opções de concordância, a melhor (a ser utilizada nas reda- ções, em textos mais formais) será sempre aquela com O núcleo 17. Oitenta por cento da população acreditam/acredita na moeda. 18. Os 30% da produção de arroz estragaram. Comentários: Para a frase 17, utilize o mesmo raciocínio da frase 16: verbo pode ficar no plural, concordando com núcleo, que é numeral oitenta; ou pode concordar com O termo posposto a ele população - ficando no singular. Mais uma vez, a melhor opção aqui é a con- cordância com núcleo oitenta: verbo no plural. Já na frase 18, artigo aparece, e verbo só poderá ficar no plural, concordando com esse deter- minante. Por isso, seria erro dizer os 30% da produção de arroz estragou: aqui, verbo não poderia concordar com termo posposto ao núcleo (produção de arroz). Na concordância com numerais, tenha cuidado de observar que até algarismo 2, o verbo fi- cará no singular. Só de 2 em diante, O verbo irá ao plural. Assim, teríamos: O 1,36 kg de queijo que comprei está sobre a mesa. Seu 1,92 m chama a atenção de quem a vê. Seus 2,20 m impõem respeito. 17.1.2.8. Concordância com as expressões qual de nós, quais de vós... a) Sujeito constituído por qual de nós, qual de vós, algum de nós etc.: verbo fica no singular. b) Sujeito constituído por quais de nós, quais de vós, alguns de nós etc.: verbo concorda com os pronomes nós/vós ou vai para a pessoa do plural. 19. Qual de vós encontrará a solução? 20. Quais de nós conscientemente? 21. Nenhum de nós foi capaz de resolver programa. Comentários: Ao se perguntar, na frase 19, qual de encontrará a solução, somente uma pessoa vai encontrar a solução. É por isso que verbo concorda com núcleo qual, ficando no singular, e não pode concordar com pronome posposto ao núcleo, vós. 419Já na frase 20, entende-se que mais de uma pessoa votou conscientemente. Nesse caso, verbo pode concordar com O núcleo ou com termo a ele posposto. Assim, teríamos: votaram con- cordando com quais ou votamos concordando com nós. A frase 21 segue a mesma lógica da frase 20: ao se dizer que nenhum foi capaz, O pronome nenhum no singular exige que verbo também fique no singular, concordando com esse pronome. É a única opção de concordância. 17.1.2.9. Concordância com as expressões mais de, cerca de... a) O sujeito é a expressão mais de um: verbo no singular. se a expressão vier repetida ou hou- ver ideia de reciprocidade, verbo no plural. b) Com as expressões mais de, perto de, cerca de etc.: O verbo concorda com termo que vem após essas expressões. 22. Mais de um aluno obteve boa nota. 23. Mais de um policial, mais de um bandido foram mortos. 24. Mais de um torcedor se agrediram. Comentários: A frase 22 mostra-nos que a lógica da língua portuguesa não é a mesma lógica da matemática. Ainda que, segundo a matemática, mais de um aluno sejam dois, três etc., O verbo deverá ficar no singular, pois núcleo do sujeito (aluno) está no singular. Já a frase 23 apresenta dois núcleos do sujeito: policial e bandido. Então, faz todo sentido manter O verbo no plural. Nesse caso, O sujeito é composto. A frase 24 apresenta um pronome recíproco se, que indica pluralidade (= um ao outro). É por isso que, apesar de O núcleo do sujeito (torcedor) estar no singular, O verbo ficará obrigatoria- mente no plural. É a ideia de reciprocidade do pronome que impõe isso. 25. Cerca de três alunos chegaram. 26. Perto de cem pessoas chegaram. Comentários: Em relação às frases 25 e 26, pense da seguinte forma: os núcleos são, respecti- vamente, alunos e pessoas. Logo, não há outra opção, a não ser a de verbo concordar com esses núcleos. 17.1.2.10. Concordância com as expressões que, quem, um dos que a) Sujeito constituído pelos pronomes que e quem: com O relativo que na função de sujeito, verbo concorda com antecedente desse pronome, com pronome quem, verbo fica na pessoa do singular ou concorda com O antecedente. b) Expressão um dos que: verbo no singular ou plural. 27. Fui eu que li a carta. 28. Fomos nós quem lemos/leu a carta. 29. Aquele romance foi um dos que mais me agradou/agradaram. Comentários: Antes de qualquer explicação, vamos organizar a frase 27: nela há dois verbos, duas orações. Dividindo período, Fui eu /que li a carta. 420A oração é fui eu, que tem como verbo fui e sujeito eu. A oração, que restringe a é que li a carta: seu verbo tem como sujeito pronome relativo que. Vamos estudar esse assunto de forma mais aprofundada no tópico sobre período composto. O fato é que sujeito do verbo ler é pronome relativo que, mas, como o que é pronome relativo (e todo relativo, como já vimos, retoma um antecedente), verbo não concordará com pronome em si, mas com antece- dente que ele retoma. No caso da frase 27, antecedente do relativo é pronome eu. Leia a frase como se relativo não existisse e você não errará a concordância: eu (que) li a carta. Já na frase 28, temos também duas orações: Fomos nós /quem lemos (ou leu) a carta. Só que aqui se trata do pronome quem. Com ele, há duas possibilidades de concordância. Ob- serve: 1. Podemos considerar pronome quem também como relativo (como que da frase 27). Nesse caso, verbo também concordaria com o antecedente do Fomos nós (quem) lemos a carta. 2. Ou podemos classificar o quem como pronome indefinido (= alguém). Nesse caso, O verbo concordaria com o próprio pronome quem: Fomos nós quem leu a carta. Construção estranha, não é? Então, coloque na ordem direta e ela lhe parecerá mais sonora: Quem leu fomos nós. Resumindo (frases 27 e 28): Concordância com a palavra QUE: pronome é classificado como relativo, e O verbo concorda com antecedente desse relativo. Concordância com a palavra QUEM: verbo concordará com O antecedente do quem (nesse caso, quem é pronome relativo); ou verbo concorda com próprio pronome quem (aí, quem será classificado como pronome indefinido). Vamos dividir período da frase 29? Aquele romance foi um dos/que mais me agradou (ou agradaram). Para cada verbo, um sujeito. O sujeito da primeira oração é aquele romance. Já sujeito da se- gunda oração é pronome relativo que. Temos aqui um raciocínio muito parecido com da frase 27: que é pronome relativo na função de sujeito do verbo agradar. O verbo deverá, por- tanto, concordar com antecedente do relativo. Só que, nesse caso, têm-se dois possíveis ante- cedentes do que: um ou dos. É por isso que se aceitam as duas opções: a de singular (nesse caso, o pronome relativo estaria retomando antecedente um) ou a de plural (e, então, pronome relativo retomaria o pronome demonstrativo os, da contração dos). Assim, seriam duas as possibilidades de leitura: Aquele romance foi um (que) me agradou. Dos (que) me agradaram, aquele romance foi um. 421