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AV. PASTOR MARTIN LUTHER KING JR. Nº 126, SALA 300-D, DEL CASTILHO/RJ CEP: 20765-971 – TEL: (21) 3296-6743 EXCELENTÍSSIMO(A) SENHOR(A) MINISTRO(A) PRESIDENTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL CARLOS DE MATOS, já qualificado nos autos da ação popular em epígrafe, movida em face do Presidente do Banco MINAS BOM e SOU DIGITAL, igualmente já qualificados, vem por seu advogado com endereço eletrônico .... e profissional .... para fins do art. 77, V do CPC e conforme procuração em anexo interpor RECURSO EXTRAORDINÁRIO RECURSO EXTRAORDINÁRIO Processo nº: Carlos de Matos, já devidamente qualificado nos autos da ação em epígrafe, por intermédio de seu advogado(a) que este subscreve, vem, respeitosamente, à presença de Vossa Excelência, inconformado com o r. acórdão proferido às fls., interpor **RECURSO EXTRAORDINÁRIO**, com fulcro no artigo 102, inciso III, alínea "a", da Constituição Federal c/c artigo 1.029 e seguintes do Código de Processo Civil, em face de Banco Minas Bom e Sou Digital, também já qualificados nos autos. Evidencia-se que o recorrente é beneficiário da justiça gratuita, deixando, assim, de efetuar o recolhimento de custas e preparo recursal. Desta forma, requer que o presente feito seja recebido e processado, intimando-se a parte contrária para que, caso possua interesse, ofereça, dentro do prazo legal, as contrarrazões e, logo após, seja o recurso encaminhado com as razões inclusas ao Egrégio Supremo Tribunal Federal. RAZÕES DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO RECORRENTE:CARLOS DE MATOS RECORRIDO: PRESIDENTE DO BANCO MINAS BOM E SOU DIGITAL PROCESSO Nº: xxxxxx Ao Egrégio Supremo Tribunal Federal, Ilustre Turma, Dignos Julgadores. AV. PASTOR MARTIN LUTHER KING JR. Nº 126, SALA 300-D, DEL CASTILHO/RJ CEP: 20765-971 – TEL: (21) 3296-6743 O recorrente, insatisfeito com o respeitável acórdão proferido nas folhas, interpôs este recurso, postulando a revisão da decisão mencionada, por entender que ela não deve prevalecer, conforme será demonstrado pelas razões apresentadas. PRELIMINARMENTE DA TEMPESTIVIDADE: Este recurso é tempestivo, uma vez que o prazo de 15 dias úteis para sua interposição ainda não se esgotou, em conformidade com o artigo 1.003, parágrafo 5º, do Código de Processo Civil. DO PREPARO: O recorrente é beneficiário da justiça gratuita, conforme decidido nas folhas dos autos, estando isento do pagamento de custas e preparo recursal. DO PRÉ-QUESTIONAMENTO: Observa-se que o requisito básico do pré-questionamento, necessário para a admissibilidade deste recurso, está presente, uma vez que a matéria abordada foi discutida no tribunal de origem e devidamente debatida no acórdão impugnado, conforme a Súmula 282 do STF. DA REPERCUSSÃO GERAL: Destaca-se que, em conformidade com os preceitos legais, o recorrente demonstra que a questão discutida nos autos possui repercussão geral, apta a ensejar a admissibilidade do recurso extraordinário por este Supremo Tribunal Federal. No caso em questão, é inegável que a matéria constitucional debatida atende ao disposto no art. 1.035 do NCPC, configurando a repercussão geral. Com relação à abrangência da repercussão geral, infere-se que há sua existência naquilo que tem transcendência, ou seja, aquilo que terá relevância e transcende o interesse subjetivo das partes na solução da questão. O presente feito guarda pertinência com a repercussão geral jurídica, política e econômica. Pode-se afirmar que, a princípio, todas as questões envolvendo Direito da Seguridade Social, como é o caso dos autos, possuem repercussão geral, por uma das partes ser uma autarquia, no caso, o Instituto Nacional do Seguro Social. O mesmo ocorre nas demandas de natureza previdenciária, tributária, administrativa, entre outras. envolvam o Poder Público e tenham como objeto alguma prestação pecuniária, uma vez que versam sobre relações jurídicas de tratos sucessivos semelhantes, homogêneas e numerosas. Dessa forma, demonstrada a repercussão geral, o presente Recurso Extraordinário merece ser admitido para análise do mérito da demanda. DO CABIMENTO O presente recurso é cabível, uma vez que houve esgotamento prévio das instâncias ordinárias e a decisão recorrida contrariou dispositivos da Constituição da República Federativa do Brasil, conforme previsto no art. 102, inciso III, alínea "a". O acórdão proferido pela Primeira Turma Recursal dos Juizados Especiais Federais de Minas Gerais contrariou o artigo 203, inciso V, da Constituição Federal. Portanto, este recurso, como todo Recurso Extraordinário, visa proteger o direito de forma objetiva, resguardando a norma jurídica constitucional. Dessa forma, nobres julgadores, o presente Recurso Extraordinário merece ser adequadamente recebido e integralmente provido. BREVE SÍNTESE DOS FATOS AV. PASTOR MARTIN LUTHER KING JR. Nº 126, SALA 300-D, DEL CASTILHO/RJ CEP: 20765-971 – TEL: (21) 3296-6743 A recorrente buscou no Judiciário a ação em que os recorridos realizavam negociações para atualizações de sistemas bancários. Descobriu-se que a empresa pertencia ao filho do presidente do banco e nunca havia prestado esse serviço anteriormente. O pagamento de 30 milhões de reais estava muito acima do valor de mercado. A sentença de 1ª instância julgou improcedente o pedido formulado na petição inicial, afirmando ser válida a lei estadual que autoriza a contratação direta, sem licitação, pelas entidades de direito privado da Administração Pública, ao analisar em face da lei federal, não considerando violados os princípios constitucionais. A decisão foi submetida a recurso, que teve seu provimento negado. Ante o exposto, a parte recorrente pleiteia com o presente recurso a reforma da decisão do acórdão proferido. DO DIREITO Compete à União Federal legislar sobre matéria pertinente a licitações. (art. 22, XXVII da CRFB) A conduta dos recorridos, além de invalidar o negócio jurídico, viola também os princípios da moralidade e da impessoalidade, pois a segunda recorrida foi contratada sem licitação, sendo uma empresa sem experiência na área, por um preço acima do valor de mercado, apenas por pertencer ao filho do dirigente da primeira recorrida. Desta forma, conclui-se que a decisão proferida no acórdão que negou provimento ao pedido da recorrente não merece prosperar, pois deliberadamente viola a Constituição Federal, no que se refere ao artigo 203, inciso V. Referente ao objetivo, fundamentado na lei 14.133/2021, que traz dois novos objetivos: justa competição e evitar contratações com sobrepreço ou com preços manifestamente inexequíveis e superfaturamento na execução dos contratos. Com isso, estando o acórdão recorrente em desacordo com dispositivo da Constituição Federal, a decisão merece ser reformada. DO PEDIDO Perante ao exposto, requer-se que o presente recurso seja CONHECIDO e PROVIDO INTEGRALMENTE, para reformar o acórdão no sentido de invalidar o ato de contratação entre os recorridos, condenando-os em perdas e danos, honorários advocatícios e sucumbenciais. Termos em que pede deferimento. Local, Data. Advogada/OAB