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UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ INSTITUTO DE EDUCAÇÃO FÍSICA E ESPORTES - IEFES CURSO: EDUCAÇÃO FÍSICA Profa. Dra. Nádya dos Santos Moura nadyasantosm@yahoo.com.br HAS, DM, AVC e IAM HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA - HAS HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA Hipertensão arterial (HA) é uma condição clínica crônica e multifatorial caracterizada por elevação sustentada dos níveis pressóricos ≥ 140 x ≥ 90 mmHg. Não transmissível Assintomática HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA Frequentemente se associa a distúrbios metabólicos, alterações funcionais e/ou estruturais de órgãos-alvo (cérebro, rins, coração), sendo agravada pela presença de outros fatores de risco (FR), como dislipidemia, obesidade abdominal, intolerância à glicose e diabetes melito (DM). Mantém associação com eventos como morte súbita, acidente vascular encefálico (AVE), infarto agudo do miocárdio (IAM), insuficiência cardíaca (IC), doença arterial periférica (DAP) e doença renal crônica (DRC), fatal e não fatal. HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA Fatores de risco Idade>= 60 anos Sexo etnia – homens, raça negra Excesso de peso e obesidade – IMC >30kg/m2 Ingestão de sal Ingestão de álcool Sedentarismo Fatores socioeconômicos Genética HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA (HAS) Não Medicamentoso HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA (HAS) Medicamentoso HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA Crise hipertensiva É uma situação caracterizada pela elevação rápida e inapropriada, intensa e sintomática da pressão arterial, na qual há risco de deterioração rápida dos órgãos-alvo da HAS. Cerca de 27% das emergências clínicas. HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA Crise hipertensiva Emergências hipertensivas – Aumento da PA+ Lesão de órgão-alvo+ risco iminente de morte. Urgências hipertensivas - Aumento da PA, sem lesão de órgão-alvo. PA 180X120 mmHg DIABETES MELLITUS - DM DIABETES MELLITUS - DM O termo “diabetes mellitus” (DM) refere-se a um transtorno metabólico de etiologias heterogêneas, caracterizado por hiperglicemia e distúrbios no metabolismo de carboidratos, proteínas e gorduras, resultantes de defeitos da secreção e/ou da ação da insulina. DIABETES MELLITUS (DM) DM Tipo 1 Destruição das células beta pancreáticas produtoras de insulina por mecanismos autoimunes, ocasionando a deficiência absoluta de insulina. DM Tipo 2 Resulta de uma deficiência relativa da secreção ou ação da insulina, acometendo indivíduos com idade superior a 40 anos, obesos, sedentários, dislipidêmicos, hipertensos. (BRASIL, 2013) DIABETES MELLITUS (DM) SINAIS E SINTOMAS Poliúria Polidipsia Polifagia Perca inexplicada de peso Sinais e sintomas menos específicos: Fadiga, fraqueza e letargia; Visão turva (ou melhora temporária da visão para perto); Prurido vulvar ou cutâneo, balanopostite. VALORES DIABETES MELLITUS - DM Complicações agudas Descompensação hiperglicêmica aguda Cetoacidose A cetoacidose é uma emergência endocrinológica decorrente da deficiência absoluta ou relativa de insulina, potencialmente letal, com mortalidade em torno de 5%. A cetoacidose ocorre principalmente em pacientes com DM tipo 1, sendo, diversas vezes, a primeira manifestação da doença. A pessoa com DM tipo 2, que mantém uma reserva pancreática de insulina, raramente desenvolve essa complicação. DIABETES MELLITUS - DM Complicações agudas Descompensação hiperglicêmica aguda Síndrome hiperosmolar hiperglicêmica não cetótica A síndrome hiperosmolar não cetótica é um estado de hiperglicemia grave (superior a 600 mg/dl a 800 mg/dL) acompanhada de desidratação e alteração do estado mental, na ausência de cetose. Ocorre apenas no diabetes tipo 2, em que um mínimo de ação insulínica preservada pode prevenir a cetogênese. A mortalidade é mais elevada que nos casos de cetoacidose diabética devido à idade mais elevada dos pacientes e à gravidade dos fatores precipitantes. DIABETES MELLITUS - DM Complicações agudas Hipoglicemia Hipoglicemia é a diminuição dos níveis glicêmicos – com ou sem sintomas – para valores abaixo de 70 mg/Dl. Geralmente, a queda da glicemia leva a sintomas neuroglicopênicos (fome, tontura, fraqueza, dor de cabeça, confusão, coma, convulsão) e a manifestações de liberação do sistema simpático (sudorese, taquicardia, apreensão, tremor) DIABETES MELLITUS - DM Complicações crônica do diabetes Doença macrovascular As doenças isquêmicas cardiovasculares são mais frequentes e mais precoces em indivíduos com diabetes, comparativamente aos demais. A angina de peito e o IAM podem ocorrer de forma atípica na apresentação e na caracterização da dor (devido à presença de neuropatia autonômica cardíaca do diabetes); As manifestações cerebrais de hipoglicemia podem mimetizar ataques isquêmicos transitórios; A evolução pós-infarto é pior nos pacientes com diabetes. DIABETES MELLITUS - DM Complicações crônica do diabetes Doença microvascular Retinopatia diabética A retinopatia diabética é a primeira causa de cegueira adquirida após a puberdade. é uma complicação microvascular tardia e comum nos indivíduos diabéticos, associada à longa duração da doença e ao controle glicêmico inadequado. É assintomática nas suas fases iniciais, não sendo possível detectá-la sem a realização de fundoscopia. DIABETES MELLITUS - DM Complicações crônica do diabetes Doença microvascular Nefropatia diabética A nefropatia diabética é uma complicação microvascular do diabetes associada com morte prematura por uremia ou problemas cardiovasculares. É a principal causa de doença renal crônica em pacientes que ingressam em serviços de diálise. DIABETES MELLITUS - DM Complicações crônica do diabetes Doença microvascular Neuropatia diabética A neuropatia diabética apresenta um quadro variado, com múltiplos sinais e sintomas, dependentes de sua localização em fibras nervosas sensoriais, motoras e/ou autonômicas. A neuropatia pode variar de assintomática até fisicamente incapacitante. Elementos fundamentais Tratamento Não Medicamentoso Alimentação Adequada Atividade Física Regular Evitar o Fumo e o Excesso de Alcool Controle de Peso TRATAMENTO MEDICAMENTOSO A escolha do medicamento geralmente segue a sequência apresentada a seguir. Tratamento farmacológico: 1ª linha Se a pessoa não alcançar a meta glicêmica em até três meses com as medidas não farmacológicas,o tratamento preferencial é acrescentar a metformina no plano terapêutico. A Metformina aumenta a captação da glicose e sua utilização na musculatura esquelética, reduzindo a resistência à insulina, e diminuindo a produção hepática de glicose Tratamento farmacológico: 2ª linha As sulfonilureias exercem sua principal função sobre as células beta, estimulando a secreção de insulina e reduzindo o nível plasmático de glicose. Ex. Glibenclamida e a Glicazida TRATAMENTO MEDICAMENTOSO Tratamento farmacológico: 3ª linha Se o controle metabólico não for alcançado após o uso de metformina em associação com uma sulfonilureia por três a seis meses, deve ser considerada uma terceira medicação. A insulina também é considerada quando os níveis de glicose plasmática estiverem maiores de 300 mg/dL, na primeira avaliação ou no momento do diagnóstico, principalmente se acompanhado de perda de peso, cetonúria e cetonemia TRATAMENTO MEDICAMENTOSO PORQUE É IMPORTANTE? ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL ACIDENTE VASCULAR ENCEFÁLICO A doença que mais mata 10% de todas as mortes Em 01 ano +-25% ficam dependentes +-17% na internação Primeira causa de incapacidade Em 01 ano +-25% ficam dependentes 70% não retornam ao trabalho Incidência dobra após os 55 anos Mata mais mulheres do que o câncer de mama Mata mais homens do que o câncer de próstata. ACIDENTE VASCULAR ENCEFÁLICO ACIDENTE VASCULAR ENCEFÁLICO QUANTOS TIPOS DE AVC EXISTEM? ACIDENTE VASCULAR ENCEFÁLICO Características marcante: Início SÚBITO dos sintomas ACIDENTE VASCULAR ENCEFÁLICO ACIDENTE ISQUÊMICO TRANSITÓRIO - AIT Caracterizado por uma instalação rápida de um déficit neurológico, com duração entre 1 a 15 min e não mais de 24h, com recuperação completa após esse período. ACIDENTE VASCULAR ENCEFÁLICO Estima-se que 50 milhões de sobreviventes de AVC tenham déficits significativos, sejam físicos, cognitivos ou emocionais. Destes, 25 a 74% necessitam de ajuda ou são completamente dependentes de cuidadores para as atividades de vida diária. A PREVENÇÃO ainda é a estratégia mais efetiva na redução da morbimortalidade, identificando e manejando, precocemente, os fatores de risco a essa condição. ACIDENTE VASCULAR ENCEFÁLICO FATORES DE RISCO NÃO MODIFICÁVEIS Idade Raça Sexo História Familiar de AVC AVC ou AIT prévio ACIDENTE VASCULAR ENCEFÁLICO FATORES DE RISCO MODIFICÁVEIS Hipertensão arterial Fumo Obesidade Dieta inadequada Sedentarismo Colesterol elevado Diabetes mellitus Auso abusivo de álcool Estresse crônico Causas cardíacas ACIDENTE VASCULAR ENCEFÁLICO SUSPEITA DE AVC, O QUE FAZER? Identificar sinais e sintomas de possível de AVC; Realize avaliação pré-hospitalar Estabeleça a hora de início dos sintomas (paciente visto normal pela última vez) Encaminha o paciente, via VAGA ZERO, para serviço de emergência mais próximo, preferencialmente com serviço de Neurologia/Neurocirurgia. ACIDENTE VASCULAR ENCEFÁLICO SUPORTE TERAPÊUTICO NA APS A – Airways (via áerea) B – Breathing (respiração) C – Circulation (circulação) Forneça O2, se necessário (SatO2140mg/dl) Administrar insulina Deve-se ter bastante atenção para que a hipoglicemia seja evitada. ACIDENTE VASCULAR ENCEFÁLICO COMO RECONHECER? PARALISIA FACIAL CENTRAL ACIDENTE VASCULAR ENCEFÁLICO COMO RECONHECER? ALTERAÇÕES SÚBITAS NA VISÃO ACIDENTE VASCULAR ENCEFÁLICO COMO RECONHECER? ALTERAÇÕES SÚBITAS NA FALA ACIDENTE VASCULAR ENCEFÁLICO COMO RECONHECER? PERDA DE SENSIBILIDADE ACIDENTE VASCULAR ENCEFÁLICO COMO RECONHECER? PERDA DE FORÇA ACIDENTE VASCULAR ENCEFÁLICO COMO RECONHECER? ALTERAÇÃO SÚBITA DE EQUILÍBRIO ACIDENTE VASCULAR ENCEFÁLICO ACIDENTE VASCULAR ENCEFÁLICO ZONA DE PENUMBRA ACIDENTE VASCULAR ENCEFÁLICO TEMPO É CÉREBRO! ACIDENTE VASCULAR ENCEFÁLICO TEMPO É CÉREBRO! ACIDENTE VASCULAR ENCEFÁLICO LINHA DE CUIDADO DO AVC INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO - IAM IAM é a necrose das células miocárdicas devido a oferta inadequada de oxigênio ao músculo cardíaco. É causado pela redução do fluxo sanguíneo coronariano de magnitude e duração suficiente para não ser compensado pelas reservas orgânicas, levando a isquemia e por consequente à necrose. INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO - IAM IAM é resultante da ruptura ou erosão de uma placa aterosclerótica, desencadeando um processo em cascata, o qual reduz de forma crítica o fluxo sanguíneo na artéria coronária por espasmo coronário ou formação de trombo. Desencadeando isquemia cardíaca e por fim necrose e fibrose do tecido. INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO - IAM 3 HORAS 6 HORAS TEMPO É MÚSCULO! INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO - IAM INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO - IAM Tecido cardíaco lesionado devido a interrupção do fluxo sanguíneo INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO - IAM INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO - IAM Investigar sobre a característica da dor- localização, irradiação, cronologia, fatores de melhora e de piora, intensidade, fatores associados e tipo É muito importante, uma vez que na grande maioria dos casos a dor torácica do IAM é bem clássica. Apresenta-se como dor retroesternal/precordial esquerda, com possível irradiação para dorso, braços, mandíbulas ou pescoço. Pode ser moderada a intensa (10/10), que piora progressivamente, em aperto. QUADRO CLÍNICO INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO - IAM A dor torácica pode ser classificada em quatro tipos: A, B, C e D; sendo: A: definitivamente anginosa – tem todas as características típicas: dor em aperto ou queimação, com localização precordial ou paraesternal com irradiação para MMSS e/ou mandíbula, de forte intensidade e iniciada na maioria das vezes pelo exercício físico. B: provavelmente anginosa – tem a maioria, mas não todas, as características clássicas de uma dor anginosa. C: provavelmente não anginosa- tem poucas características clássicas de dor anginosa. D: definitivamente não anginosa – nenhuma característica típica. QUADRO CLÍNICO INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO - IAM Obs.: é necessário estar atento a apresentações não clássicas da doença, como: dispneia, diaforese, síncope ou pré-síncope, fadiga, mal estar, fraqueza generalizada, náusea, vômito, desconforto epigástrico, dor isolada no braço ou na mandíbula, palpitações, confusão mental. Mesmo sendo infrequentes, podem ocorrer principalmente em pacientes idosos, obesos, mulheres, portadores de marca-passo ou pacientes com insuficiência cardíaca. QUADRO CLÍNICO INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO - IAM Além da importante caracterização da dor, é importante perguntar sobre comorbidades prévias, como IAM ou acidente vascular cerebral prévio, DM, HAS e cardiopatias; medicações em uso sedentarismo, tabagismo, dislipidemia e história familiar de doenças cardiovasculares. QUADRO CLÍNICO INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO - IAM INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO - IAM INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO - IAM RESUMINDO... OBRIGADA! image1.jpeg image2.jpeg image3.png image4.jpeg image5.png image6.png image7.png image8.png image9.png image10.jpeg image11.jpeg image12.jpeg image13.jpeg image14.jpeg image15.png image16.jpeg image17.jpeg image18.jpeg image19.png image20.png image21.jpeg image22.gif image23.jpeg image24.jpeg image25.jpeg image26.png image27.jpeg image28.jpeg image29.jpeg image30.jpeg image31.jpeg image32.jpeg image33.jpeg image34.jpeg image35.jpeg image36.jpeg image37.jpeg image38.jpeg image39.jpeg image40.png image41.png image42.jpeg image43.jpeg image44.png image45.png image46.png image47.jpeg image48.png image49.png image50.jpeg image51.png image52.png image53.png image54.png image55.jpeg image56.jpeg image57.jpeg image58.png image59.jpeg image60.png image61.png image62.png image63.png image64.jpeg image65.jpeg image66.jpeg