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CLÍNICA MÉDICA
Professora Enfermeira Evelyn Fernanda
PROCESSO SAÚDE-DOENÇA
Fatores Sociais
Fatores Psicológicos
Fatores Ambientais
Fatores Educacionais
Fatores culturais
Fatores Econômicos
Fatores Políticos
Fatores Ecológicos
Fatores Genéticos
ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM 
X 
RELAÇÕES INTERPESSOAIS
Conhecer o outro
Paciente
Conhecer o ambiente
Contexto geral
Conhecer a si
Equipe de Enfermagem
ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM 
X 
RELAÇÕES INTERPESSOAIS
Manter relações interpessoais terapêuticas com o paciente;
Criar e manter um ambiente saudável e terapêutico que facilite e propicie o desenvolvimento do ser humano;
O enfermeiro precisa orientar e supervisionar a equipe de enfermagem para auxiliar as duas primeiras funções através do relacionamento humano.
RELAÇÃO ENFERMEIRO / PACIENTE
Orientação: Informar o paciente sobre seu estado de saúde e sobre; Orientação sobre as necessidades e sentimentos;
Identificação: O profissional precisa se identificar ao paciente antes de realizar os cuidados;
Exploração: Uso de recursos para atender a necessidade.
Resolução: Abono dos laços de dependência.
OBJETIVOS DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM
Identificar a comunicação como instrumento básico na construção de um relacionamento terapêutico entre o enfermeiro e o paciente;
Conhecer os elementos e os tipos de comunicação;
Analisar os fatores que afetam e os que favorecem o processo de comunicação.
DISFUNÇÃO CARDIOCIRCULATÓRIA
DISFUNÇÃO CARDIOCIRCULATÓRIA
CORAÇÃO
É um órgão muscular oco, dividido em 2 átrios e 2 ventrículos, onde o átrio é a câmara superior que coleta o sangue e o bombeia para a câmara inferior e o ventrículo é a câmara inferior que bombeia sangue para fora do coração.
Para que o sangue flua em uma só direção, cada ventrículo tem uma válvula de entrada e outra de saída.
SÍSTOLE: Durante a sístole, os ventrículos se contraem e bombeiam sangue para fora do coração, e os átrios se relaxam e começam a se encher de sangue novamente.
DIÁSTOLE: Durante a diástole, os ventrículos relaxam e se enchem de sangue, fazendo com que os átrios se contraiam, forçando a entrada de mais sangue nos ventrículos.
Ao ouvir o batimento cardíaco com um estetoscópio, o primeiro som que ausculta, é um som mais forte que significa que o som das válvulas mitral e tricúspide se fecha e o som mais fraco são da válvula aórtica e pulmonar se fecha.
HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA (HAS)
HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA (HAS)
É a elevação da pressão arterial devido a quantidade de sangue que o coração bombeia e a resistência das artérias ao fluxo sanguíneo.
As alterações provocadas pela doença hipertensiva aumentam o risco de: Ocorrência de acidente vascular cerebral (AVC), de doenças nos rins e no coração. 
Além disso, facilitam a formação de placas de gordura nas artérias coronárias, elevando a predisposição do paciente hipertenso ao infarto agudo do miocárdio (IAM).
CAUSAS DA HAS
A causa da HAS está relacionada com a perda progressiva da elasticidade da parede das artérias, dificultando a passagem do fluxo sanguíneo.
Este processo gera uma sobrecarga ao coração, comprometendo sua função a longo prazo. 
É possível ter a pressão arterial elevada durante anos sem apresentar nenhum sintoma. 
A hipertensão arterial não controlada aumenta o risco de problemas de saúde graves, incluindo ataque cardíaco e derrame.
Existem dois tipos de pressão arterial elevada: 
PRIMÁRIA 
Desenvolvida ao longo dos anos; 
SECUNDÁRIA 
Pode estar relacionada com diversas doenças ou uso de determinadas medicações. 
Entre as causas de hipertensão arterial secundária podemos citar: anormalidades nos rins, defeitos congênitos do coração, uso de anticoncepcionais orais, medicações utilizadas para gripe, uso de cocaína e anfetaminas.
SINTOMAS DA HAS
Dores de cabeça, principalmente na nuca; 
Tonturas;
Zumbidos no ouvido;
Sangramento nasal.
Estes sintomas são mais frequentes durante as crises hipertensivas, causadas por aumentos bruscos dos valores de pressão arterial. 
Palpitações e dor no peito, além de falta de ar e inchaço nos membros inferiores, sugerem comprometimento cardíaco e maior gravidade da doença.
Pressões arteriais elevadas provocam alterações nos vasos sanguíneos e na musculatura do coração.
Podem ocorrer hipertrofia do ventrículo esquerdo, AVC, IAM, morte súbita, insuficiências renal e cardíaca, entre outras.
CLASSIFICAÇÃO DA P.A EM ADULTOS
DIAGNÓSTICO DA HAS ATENDIMENTO PRIMÁRIO
Exame de urina de rotina (EAS);
Glicemia em jejum;
Hematócrito;
Colesterol total, LDL, HDL e triglicerídeos;
Eletrocardiograma.
DIAGNÓSTICO DA HAS DE ACORDO COM A MONITORIZAÇÃO RESIDENCIAL
Aferir a pressão 3 vezes pela manhã e 3 vezes pela noite em um período de 4-5 dias com o paciente em vigília.
HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA
		RISCO BAIXO	RISCO MODERADO	RISCO ALTO
		Ausência de fatores de risco ou risco pelo escore de Framingham baixo (20%/ano)
	P.A normal (gordura nas artérias coronarianas.
É mais frequente em pessoas com pressão alta, colesterol elevado ou diabetes descompensado. 
ANGINA ESTÁVEL: geralmente ocorre em situações de esforço e a dor desaparece com o repouso.
ANGINA INSTÁVEL: surge de repente e não cessa com o repouso, podendo ser um sinal de ataque cardíaco (infarto do miocárdio).
INFARTO AGUDO DO MIOCARDIO (IAM)
SINTOMAS DE IAM
Dor fixa no peito, que varia de intensidade;
Sensação de compressão no peito que dura por mais de 20 minutos;
Ardor no peito (pode ser confundido com azia);
Dor no peito que chega até a mandíbula ou até os braços (geralmente mais comum no lado esquerdo do corpo);
Excesso de transpiração sem razão aparente;
Falta de ar;
Náuseas, vômitos e tonturas;
Desmaios;
Ansiedade e agitação.
DIAGNÓSTICOS DE IAM
ECG periódicos
Marcadores cardíacos periódicos
Angiografia coronária imediata (a menos que fibrinolíticos sejam administrados) para pacientes com IMCST (infarto do miocárdio com supradesnível do segmento ST) ou complicações (p. ex., dor torácica persistente, hipotensão, marcadores cardíacos acentuadamente elevados, arritmias instáveis)
Angiografia coronária tardia (24 a 48 h) para pacientes com IMSST sem complicações
TRATAMENTOS EM GERAL DE IAM
Cuidados pré-hospitalares: oxigênio, aspirina, nitratos e encaminhamento para um centro médico apropriado
Tratamento medicamentoso: fármacos antiplaquetários, fármacos antianginosos, anticoagulantes e, em alguns casos, outros fármacos
Terapia de reperfusão: fibrinolíticos (medicamento que promove a lise da fibrina e a dissolução do trombo) ou angiografia com intervenção coronária percutânea ou cirurgia de revascularização do miocárdio
Reabilitação pós-alta e tratamento médico crônico da doença coronariana
A escolha da terapia medicamentosa e escolha da estratégia de reperfusão são discutidas em outros locais.
TRATAMENTOS MEDICAMENTOSOS DE IAM
Fármacos antiplaquetários: aspirina, clopidogrel, ou ambos (prasugrel ou ticagrelor são alternativas ao clopidogrel)
Anticoagulantes: heparina A (não fracionada ou de baixo peso molecular) ou bivalirudina
Inibidor da glicoproteína IIb/IIIa quando a ICP é realizada
Terapia antianginosa, geralmente nitroglicerina
Betabloqueador
inibidor da ECA
Estatina
PREVENÇÃO DE IAM
Praticar atividade física;
Manter o peso adequado;
Não fumar;
Prevenção de doenças como a aterosclerose
Evitar alimentos gordurosos;
Mudar hábitos alimentares;
Controlar a diabetes.
FATORES DE RISCO DE IAM
Tabagismo
Estresse
Depressão
Hipertensão
Obesidade
Colesterol alto
Diabéticos tem de 2 a 4 vezes mais chances de sofrer infarto.
INTERVENÇÃO EMERGENCIAL EM CASOS DE IAM
Pacientes com IAM com supra de segmento ST devem ser submetidos à conduta terapêutica básica inicial, salve contraindicações a alguma das condutas. 
A conduta se baseia na sigla MONA: 
Morfina, Oxigênio, Nitrato e AAS.
Morfina: Alivia a dor e reduz a resistência dos vasos sanguíneos.
Oxigenoterapia: Oferta de oxigênio para a circulação que estará comprometida. 
Nitrato: Vasodilatador coronariano.
Aspirina: Anticoagulante plaquetário para auxiliar no desmanche da placa de ateroma ou trombo.
ACIDENTE VASCULAR ENCEFÁLICO (AVE)
ACIDENTE VASCULAR ENCEFÁLICO (AVE)
Os acidentes vasculares cerebrais são um grupo de distúrbios que envolvem interrupção focal e súbita do fluxo sanguíneo encefálico, que causa deficits neurológicos. 
ISQUÊMICOS: resultante de trombose ou embolia
HEMORRÁGICOS: resultante de ruptura vascular, (ex., hemorragia subaracnoide, hemorragia intracerebral)
Tipos de acidentes vasculares: Isquêmicos e Hemorrágicos
ACIDENTE VASCULAR ENCEFÁLICO
ISQUÊMICO E HEMORRÁGICO
ACIDENTE VASCULAR ENCEFÁLICO (AVE)
Hipertensão
Diabetes tipo 2
Colesterol alto
Sobrepeso
Obesidade
Tabagismo
Uso excessivo de álcool
Idade avançada
Sedentarismo
Uso de drogas ilícitas
Histórico familiar
Ser do sexo masculino
SINAIS E SINTOMAS DE AVE
Queda da comissura labial
Qualquer alteração do nível de
Consciência
Dor de cabeça intensa
Alteração da visão
Alteração ou dificuldade para falar
Dormência nos membros
Perda da força muscular
Convulsão
CUIDADOS DE ENFERMAGEM AO PACIENTE COM AVE
Verificar os sinais vitais, como a pressão arterial.
Checar a glicemia.
Colocar a pessoa deitada, exceto se houver vômitos.
Colocar acesso venoso no braço que não estiver paralisado.
OXIGENOTERAPIA
Garantir via aérea
Anticonvulsivantes, se necessário
INTERVENÇÃO EMERGENCIAL EM CASOS DE AVE
MONA
Morfina
alivia a dor e reduz a resistência vasos sanguíneos.
Oxigenoterapia
ofertar oxigênio para a circulação que estará comprometida.
Nitrato
vasodilatador coronariano.
Aspirina
anticoagulante plaquetário para auxiliar no desmanche da placa de ateroma ou trombo. 
ACIDENTE VASCULAR ENCEFÁLICO (AVE)
ATENÇÃO!
Não administrar Aspirina em caso de AVE HEMORRÁGICO!
Poderá agravar mais o quadro hemorrágico.
EDEMA AGUDO DE PULMÃO (EAP)
EDEMA AGUDO DE PULMÃO (EAP)
O EAP é o acúmulo de líquido intersticial e alveolar pulmonar que supera a capacidade de drenagem linfática pulmonar. O EAP pode ser:
CARDIOGÊNICO: É o acúmulo de líquidos nós espaços aéreos e meio extravascular pulmonar, secundária a falência ventricular do coração acarretando em aumento da pressão pulmonar, e com isso, gera-se o extravasamento de líquidos. 
O infarto agudo do miocárdio pode causar o edema agudo de pulmão.
NÃO-CARDIOGÊNICO: Tem como principal fator a alteração na permeabilidade capilar pulmonar, ocasionada por pneumonias, trauma torácico, tumores e entre outros.
EDEMA AGUDO DE PULMÃO (EAP)
CAUSAS DE EDEMA AGUDO DE PULMÃO (EAP)
Insuficiência cardíaca é a principal causa do edema pulmonar.
Essa perda de função cardíaca favorece o acúmulo de sangue nos vasos capilares dos pulmões e, consequentemente, o aumento da pressão sanguínea dentro deles, eventos que facilitam o extravasamento de líquidos e sua retenção no tecido pulmonar.
A I.C. se instala, especialmente, quando o comprometimento afeta o lado esquerdo do coração, área responsável pelo bombeamento do sangue arterial vindo dos pulmões para irrigar todo o organismo.
SINAIS E SINTOMAS DE EDEMA AGUDO DE PULMÃO (EAP)
Dispnéia
Intolerância a decúbito dorsal
Sudorese
Cianose
Turgência de jugular
CUIDADOS DE ENFERMAGEM NO EAP
Manter o paciente em semi-Fowler
Oxigenoterapia
Acesso venoso
administração de medicação
TRATAMENTO FARMACOLÓGICO PARA EAP
Diurético de alça
Morfina
Vasodilatadores
EDEMA PULMONAR
Edema pulmonar pode ocorrer por aumento da pressão nos capilares pulmonares, ou porque os vasos se tornaram mais porosos e permeáveis, episódios que favorecem a passagem da água para o parênquima pulmonar. Ele pode ser de diferentes tipos:
edema agudo de pulmão
edema crônico de pulmão
edema pulmonar de grande altitude (EPGA)
edema pulmonar neurogênico
EDEMA AGUDO DE PULMÃO: é uma emergência médica, de início súbito, causada pelo excesso de líquido proveniente dos vasos sanguíneos, que se deposita nos pulmões. Em geral, afeta pessoas com histórico anterior de distúrbios cardiovasculares.
EDEMA CRÔNICO DE PULMÃO: é um transtorno de evolução mais lenta, com frequência causado por cardiopatias (doenças que acometem o coração), tais como as causadas por hipertensão arterial, infarto do miocárdio, doença das válvulas do coração, entre tantas outras. Nesses casos, a dificuldade para respirar piora com o movimento.
EDEMA PULMONAR DE GRANDE ALTITUDE (EPGA): é uma desordem que se manifesta, especialmente, quando a pessoa se submete a mudanças bruscas de altitude sem respeitar o tempo necessário para adaptar-se às novas exigências do organismo, em virtude da rarefação do ar e da queda na concentraçãode hemoglobina. Também conhecido por “Doença das alturas” e “Mal da montanha”, pode acometer pessoas de todas as idades independentemente do preparo físico e das condições de saúde.
EDEMA PULMONAR NEUROGÊNICO: é um tipo pouco comum de edema pulmonar, causado por lesões neurológicas que comprometem o sistema nervoso central. 
QUESTIONÁRIO
REFERÊNCIAS
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/caderno_atencao_basica15.pdf
https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/edema-pulmonar/
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