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Endodontia - Obturação
periodontia (Faculdade Mato Grosso do Sul)
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Endodontia - Obturação
periodontia (Faculdade Mato Grosso do Sul)
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Baixado por Anne Karoline Sores Olivareira (karooll2202@gmail.com)
lOMoARcPSD|40015493
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@odontodidatica 
 
Obturação: ⤷ Corresponde a conclusão do tratamento endodôntico mas o 
sucesso do tratamento depende da reparação da lesão e de 
uma restauração em resina de acordo com a anatomia 
correspondente ao dente tratado endodonticamente. 
 
Objetivos: 
● Vedar todo o espaço preparado; 
● Manter as condições de saúde conseguidas no preparo do 
canal; 
● Propiciar condições a restauração (sem infiltrações); 
 
 
Tempo: ⤷ Normalmente no início da prática endodôntica se faz o 
tratamento em várias seções, as primeiras seções é onde 
acontece a o preparo do canal e medicação, já a obturação em 
uma última seção. ⤷ Alguns dentistas mais experientes e com materiais mais 
modernos efetuam o tratamento em apenas uma seção. ⤷ Deve ser levado em consideração o caso e a sensibilidade do 
paciente, revisado no pós operatório. 
 
→ Em caso de mais seções: a obturação dever ser feita no 
mínimo 72h após o preparo do canal. 
 
Avaliação do Pós Operatório: ⤷ Avaliado após o preparo químico cirúrgico. 
 
Pós operatório ótimo: Ausência de sinais e sintomas onde 
eventualmente o paciente pode apresentará uma ligeira 
sensibilidade à percussão ou à palpação em nível apical, nas 
primeira doze horas; 
 
Pós operatório bom: Ocorre também a ausência de sinais e 
sintomas mas há a presença de sensibilidade, que dependendo 
da tolerância do paciente exigirá administração por via oral de 
analgésicos comuns nas primeiras 24 horas. 
Pós operatório satisfatório: Apresenta dor intensa e 
necessidade de administração de anti-inflamatório por 2 ou 3 
dias, a medicação deve controla a sensibilidade de palpação e 
percussão. 
Hipótese + → Se a sensibilidade passar depois dos 3 dias e se 
não houver nada além deve-se fechar o canal. 
Hipótese - → Se a sensibilidade a palpação e a percussão não 
passar e ao abrir o canal houver presença de exsudato como 
sangue ou líquido/plasma, canal não está totalmente limpo, 
deve-se refazer o preparo químico e a medicação aumentando o 
nº de seções. 
 
Pós Operatório Ruim: Quando há presença de sinais e 
sintomas como dor, exsudato, presença ou não de edema 
visível, deve-se fazer re-intervenção clínica com a abertura da 
câmara pulpar, drenagem e realização de um novo preparo do 
canal. 
→ Situação que caracteriza um quadro de urgência. 
 
 
Testes do Pós Operatório: 
 ⤷ Avaliam-se as condições de mastigação e sensibilidade a alimentos 
gelados e quentes do paciente. 
Teste de Palpação (presença de edema ou mobilidade dental): 
 
 
 
 
Percussão lateral e vertical: 
 
 
 
 
Vitalidade pulpar (feito com um gás de ação refrigerante e algodão); 
 
 
 
 
→ Se o paciente após o tratamento ainda sente sensibilidade, se 
feito o teste ainda houver essa sensibilidade, é necessário um maior 
trabalho no canal ou a possibilidade de haver sensibilidade em algum 
outro dente. 
 
Baixado por Anne Karoline Sores Olivareira (karooll2202@gmail.com)
lOMoARcPSD|40015493
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@odontodidatica 
Materiais De Obturação: 
 
➠ Todos os materiais devem possuir algumas propriedades 
biológicas, como: 
● Boa tolerância tecidual; 
● Estimular a reparação apical; 
● Ação bactericida ou bacteriostática. 
 
➠ E propriedades Físico/químicas como: 
● Fácil remoção/inserção; 
● Tempo de trabalho adequado; 
● Ter estabilidade dimensional; 
● Ter bom escoamento; 
● Ter aderência/adesividade; 
● Ter radiopacidade; 
● Não provocar manchamento; 
● Ser insolúvel dentro do canal; 
● Ser estéril ou passível de esterilização. 
 
Tipos de Materiais: 
 ⤷ Temos materiais obturadores do tipo sólidos, cimentos e 
pastas medicamentosas e como não há nenhum material 
totalmente ideal para a obturação, se usa a combinação de 
sólido + cimento para que atinja as características 
necessárias para o sucesso da obturação. ⤷ O material em forma de pasta medicamentosa é usada em 
situações ocasionais. 
Sólidos: 
Cones de prata → material antigo e em desuso; 
Cones de resilon → material feito de poliéster termo 
plastificável com vidrobioativo e substância radiopaca. 
Cones hidroscópicos → material feito com dupla camada de 
polímeros que absorvem umidade que dispensa o uso de cones 
secundários e condensação lateral. 
 
 
 
Cones De Guta Percha: ⤷ É o mais utilizado, feito de: látex (base), resinas, óxido de 
zinco (o mais presente e que dá firmeza) e sulfato de 
bário(radiopacidade). ⤷ Dividem-se em uso Principal e Secundário e possuem uma 
forma cônica. 
→ A conicidade usada depende da técnica a ser usada. 
 
Principais : São aqueles que fazem o preenchimento 
principal do canal, que chega no ápice, com diâmetros, 
conicidades e comprimentos padronizadas de D0: 15 a 40/45 a 
80. 
 
 
 
 
 
 
 
Cones principais para sistemas mecanizados. 
 
 
 
Secundárias : São aqueles que complementam o trabalho, 
colocados nas laterais que sobraram do canal. ⤷ Pontas afiliadas com conicidades e diâmetros diferentes. 
 
 
 
 
 
 
 
Vantagens: Plástico, fácil manipulação, mínima toxicidade, boa 
radiopacidade e de fácil remoção, biocompatibilidade, não 
suscetível ao crescimento bacteriano. 
Desvantagens: Falta de aderência na dentina (precisa ser 
usada junto com um cimento) e sofre contração após o 
resfriamento. 
 
Cimentos: ⤷ Tem a finalidade de ocupar os espaços entre a guta-percha e 
as paredes do canal radicular, com a função de aderência. 
Vantagens: Tempo de presa alto, bom escoamento, adesividade, 
ser antimicrobiano, biocompatibilidade e radiopacidade. 
Tipos: a base de óxido de zinco e eugenol, resinosos, 
contendo hidróxido de cálcio, a base de ionômero de vidro, a 
base de silicone e outros. 
 
EX: Base de óxido de zinco EX: Base de Hidróxido de Cálcio 
 
 
 
 
 
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@odontodidatica 
Pastas Medicamentosas: ⤷ São usadas como material obturador provisório ou 
medicação intra e extracanal, com a composição de base de 
hidróxido de cálcio e base de iodofórmio. ⤷ Usada em tratamentos de mais de uma seção ou situações de 
emergência. 
 
 
 
Técnica: 
1 - Seleção e ajuste do cone principal: é baseado no ultimo 
instrumento (lima) usado. É feito o teste táctil, visual e 
radiográfico. 
 
Teste Táctil → Se sente quando a guta/cone chega ao CRT.→ O cone deve travar (ter um sensação de agarrar) no CRT 
para poder prosseguir. 
 
 
 
 
Teste Visual → Mede-se o tamanho do cone e se ele penetrou 
totalmente no canal. EX: um cone de 21mm que realmente 
atingiu os 21mm atingindo o CRT, tendo a sensação de agarrar. 
Para confirmar radiografar. 
 
 
Teste Radiográfico → Feito para a confirmar se realmente o 
cone atingiu o CRT para prosseguir a obturação. 
 
 
 
 
Hipóteses: 
→ Cone não atinge o CRT: Escolher um cone de número menor; 
→ Cone chega no CRT mas não trava: Escolher um cone de 
número maior; 
→ Ou Fazer o ajuste da ponta com a lâmina de Bisturi 
 
 Quando não é possível o ajuste ou há uma variação muito 
grande entre os cones, ou ele não trava, deve-se rever o 
preparo do canal e talvez até refazer o PQC. 
 
EX: um canal onde o cone 35 não atinge e nem o 40 e ajustes 
não solucionam o problema de travar ou de atingir o CRT. 
2- Desinfecção: Antes e após a seleção do cone, deve-se deixa-
lo imerso em hipoclorito de sódio à (1%) ou em clorexidina à 
(2%) por pelo menos 1 minuto. 
 
 
 
3 - Secagem do canal com Cânulas: 
Iniciar aspiração com cânulas de grosso, médio e fino calibre, 
respectivamente, da cervical à proximidades do comprimento 
de trabalho. 
 
 
 
4 - Secagem do canal com cones de papel: 
- De preferência cones de papel absorvente embalados e 
previamente esterilizados. 
- Cone de papel de calibre e comprimento idêntico ao 
instrumento utilizado no preparo apical, no máximo 3 cones de 
papel para secar adequadamente o canal. 
 
 
 
 
 
 
 Se à partir deste número, se os cones de papel ainda 
evidenciarem a presença de umidade-exsudação (serosa, 
hemorrágica ou purulenta), provavelmente estamos diante de 
um processo inflamatório persistente ou contaminação residual 
(REVER O PREPARO). 
 
 
 
5 - Prepara-se o cimento: 
EX: N- Ricket (Base de óxido de zinco); 
- É preparado selecionando uma quantidade de pó em um tubo 
de aplicação de anestésico, seringa normal, mais um menos 1 
cm. 
 
 
 
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@odontodidatica 
- Deposita-se na placa com 4 ou 5 gotas de líquido, espatulando 
até o ponto de fio. 
 
 
EX: Sealer 26 (Base de Hidróxido de Cálcio); 
- Coloca-se um pouco de gel e pó no bloco que vem junto com o 
produto, o gel já possui o ponto então deve-se agregar o pó de 
acordo com a necessidade do cirurgião e deixando a mistura 
homogênea. 
 
 
 
 
6 - Inserção do Cimento e Cone Principal: 
a) Com um cone principal, lima ou cone secundário; 
b) Preenchendo todo o canal; 
c) Após isso se insere o cone principal. 
 
 
 
 
 
 
7 - Inserção do Cone secundário: 
a) Preencher todas as faces laterais; 
b) Introduzir o espaçador digital ao lado dos cones secundários 
por uns minutos; 
c) Retira-se o espaçador; 
d) Introduzir outro cone secundário no lugar do espaçador até 
preencher todo os espaços do canal; 
e) Se faz radiografia para confirmar todo o preenchimento. 
 
 
 
 
→ Se não preencher totalmente deve-se continuar o 
procedimento de colocação dos cones secundários até 
preencher; 
→ Ou refazer todo o processo. 
 
 
8 - Cortes dos cones: 
Seleciona-se um calcador modelo Paiva de tamanho compatível 
à entrada do canal e aquecer em chama e cortar a parte que 
excede à saída do canal. 
 
 
 
 
 
 
 
9 - Fazer condensação vertical com calçador tipo paiva frio. 
 
 
 
 
 
 
10 - Limpar o excesso de cimento da câmara pulpar com 
bolinhas de algodão embebidas em álcool. 
 
 
 
11- Inserir o cimento de ionômero de vidro(ou outros) e a 
resina. 
a) Remover o isolamento e testar a oclusão com tira de 
carbono; 
b) Radiografia final. 
 
 
 
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