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Endodontia - Obturação periodontia (Faculdade Mato Grosso do Sul) Digitalizar para abrir em Studocu A Studocu não é patrocinada ou endossada por nenhuma faculdade ou universidade Endodontia - Obturação periodontia (Faculdade Mato Grosso do Sul) Digitalizar para abrir em Studocu A Studocu não é patrocinada ou endossada por nenhuma faculdade ou universidade Baixado por Anne Karoline Sores Olivareira (karooll2202@gmail.com) lOMoARcPSD|40015493 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=endodontia-obturacao https://www.studocu.com/pt-br/document/faculdade-mato-grosso-do-sul/periodontia/endodontia-obturacao/23031569?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=endodontia-obturacao https://www.studocu.com/pt-br/course/faculdade-mato-grosso-do-sul/periodontia/5223301?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=endodontia-obturacao https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=endodontia-obturacao https://www.studocu.com/pt-br/document/faculdade-mato-grosso-do-sul/periodontia/endodontia-obturacao/23031569?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=endodontia-obturacao https://www.studocu.com/pt-br/course/faculdade-mato-grosso-do-sul/periodontia/5223301?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=endodontia-obturacao 1 @odontodidatica Obturação: ⤷ Corresponde a conclusão do tratamento endodôntico mas o sucesso do tratamento depende da reparação da lesão e de uma restauração em resina de acordo com a anatomia correspondente ao dente tratado endodonticamente. Objetivos: ● Vedar todo o espaço preparado; ● Manter as condições de saúde conseguidas no preparo do canal; ● Propiciar condições a restauração (sem infiltrações); Tempo: ⤷ Normalmente no início da prática endodôntica se faz o tratamento em várias seções, as primeiras seções é onde acontece a o preparo do canal e medicação, já a obturação em uma última seção. ⤷ Alguns dentistas mais experientes e com materiais mais modernos efetuam o tratamento em apenas uma seção. ⤷ Deve ser levado em consideração o caso e a sensibilidade do paciente, revisado no pós operatório. → Em caso de mais seções: a obturação dever ser feita no mínimo 72h após o preparo do canal. Avaliação do Pós Operatório: ⤷ Avaliado após o preparo químico cirúrgico. Pós operatório ótimo: Ausência de sinais e sintomas onde eventualmente o paciente pode apresentará uma ligeira sensibilidade à percussão ou à palpação em nível apical, nas primeira doze horas; Pós operatório bom: Ocorre também a ausência de sinais e sintomas mas há a presença de sensibilidade, que dependendo da tolerância do paciente exigirá administração por via oral de analgésicos comuns nas primeiras 24 horas. Pós operatório satisfatório: Apresenta dor intensa e necessidade de administração de anti-inflamatório por 2 ou 3 dias, a medicação deve controla a sensibilidade de palpação e percussão. Hipótese + → Se a sensibilidade passar depois dos 3 dias e se não houver nada além deve-se fechar o canal. Hipótese - → Se a sensibilidade a palpação e a percussão não passar e ao abrir o canal houver presença de exsudato como sangue ou líquido/plasma, canal não está totalmente limpo, deve-se refazer o preparo químico e a medicação aumentando o nº de seções. Pós Operatório Ruim: Quando há presença de sinais e sintomas como dor, exsudato, presença ou não de edema visível, deve-se fazer re-intervenção clínica com a abertura da câmara pulpar, drenagem e realização de um novo preparo do canal. → Situação que caracteriza um quadro de urgência. Testes do Pós Operatório: ⤷ Avaliam-se as condições de mastigação e sensibilidade a alimentos gelados e quentes do paciente. Teste de Palpação (presença de edema ou mobilidade dental): Percussão lateral e vertical: Vitalidade pulpar (feito com um gás de ação refrigerante e algodão); → Se o paciente após o tratamento ainda sente sensibilidade, se feito o teste ainda houver essa sensibilidade, é necessário um maior trabalho no canal ou a possibilidade de haver sensibilidade em algum outro dente. Baixado por Anne Karoline Sores Olivareira (karooll2202@gmail.com) lOMoARcPSD|40015493 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=endodontia-obturacao 2 @odontodidatica Materiais De Obturação: ➠ Todos os materiais devem possuir algumas propriedades biológicas, como: ● Boa tolerância tecidual; ● Estimular a reparação apical; ● Ação bactericida ou bacteriostática. ➠ E propriedades Físico/químicas como: ● Fácil remoção/inserção; ● Tempo de trabalho adequado; ● Ter estabilidade dimensional; ● Ter bom escoamento; ● Ter aderência/adesividade; ● Ter radiopacidade; ● Não provocar manchamento; ● Ser insolúvel dentro do canal; ● Ser estéril ou passível de esterilização. Tipos de Materiais: ⤷ Temos materiais obturadores do tipo sólidos, cimentos e pastas medicamentosas e como não há nenhum material totalmente ideal para a obturação, se usa a combinação de sólido + cimento para que atinja as características necessárias para o sucesso da obturação. ⤷ O material em forma de pasta medicamentosa é usada em situações ocasionais. Sólidos: Cones de prata → material antigo e em desuso; Cones de resilon → material feito de poliéster termo plastificável com vidrobioativo e substância radiopaca. Cones hidroscópicos → material feito com dupla camada de polímeros que absorvem umidade que dispensa o uso de cones secundários e condensação lateral. Cones De Guta Percha: ⤷ É o mais utilizado, feito de: látex (base), resinas, óxido de zinco (o mais presente e que dá firmeza) e sulfato de bário(radiopacidade). ⤷ Dividem-se em uso Principal e Secundário e possuem uma forma cônica. → A conicidade usada depende da técnica a ser usada. Principais : São aqueles que fazem o preenchimento principal do canal, que chega no ápice, com diâmetros, conicidades e comprimentos padronizadas de D0: 15 a 40/45 a 80. Cones principais para sistemas mecanizados. Secundárias : São aqueles que complementam o trabalho, colocados nas laterais que sobraram do canal. ⤷ Pontas afiliadas com conicidades e diâmetros diferentes. Vantagens: Plástico, fácil manipulação, mínima toxicidade, boa radiopacidade e de fácil remoção, biocompatibilidade, não suscetível ao crescimento bacteriano. Desvantagens: Falta de aderência na dentina (precisa ser usada junto com um cimento) e sofre contração após o resfriamento. Cimentos: ⤷ Tem a finalidade de ocupar os espaços entre a guta-percha e as paredes do canal radicular, com a função de aderência. Vantagens: Tempo de presa alto, bom escoamento, adesividade, ser antimicrobiano, biocompatibilidade e radiopacidade. Tipos: a base de óxido de zinco e eugenol, resinosos, contendo hidróxido de cálcio, a base de ionômero de vidro, a base de silicone e outros. EX: Base de óxido de zinco EX: Base de Hidróxido de Cálcio Baixado por Anne Karoline Sores Olivareira (karooll2202@gmail.com) lOMoARcPSD|40015493 3 @odontodidatica Pastas Medicamentosas: ⤷ São usadas como material obturador provisório ou medicação intra e extracanal, com a composição de base de hidróxido de cálcio e base de iodofórmio. ⤷ Usada em tratamentos de mais de uma seção ou situações de emergência. Técnica: 1 - Seleção e ajuste do cone principal: é baseado no ultimo instrumento (lima) usado. É feito o teste táctil, visual e radiográfico. Teste Táctil → Se sente quando a guta/cone chega ao CRT.→ O cone deve travar (ter um sensação de agarrar) no CRT para poder prosseguir. Teste Visual → Mede-se o tamanho do cone e se ele penetrou totalmente no canal. EX: um cone de 21mm que realmente atingiu os 21mm atingindo o CRT, tendo a sensação de agarrar. Para confirmar radiografar. Teste Radiográfico → Feito para a confirmar se realmente o cone atingiu o CRT para prosseguir a obturação. Hipóteses: → Cone não atinge o CRT: Escolher um cone de número menor; → Cone chega no CRT mas não trava: Escolher um cone de número maior; → Ou Fazer o ajuste da ponta com a lâmina de Bisturi Quando não é possível o ajuste ou há uma variação muito grande entre os cones, ou ele não trava, deve-se rever o preparo do canal e talvez até refazer o PQC. EX: um canal onde o cone 35 não atinge e nem o 40 e ajustes não solucionam o problema de travar ou de atingir o CRT. 2- Desinfecção: Antes e após a seleção do cone, deve-se deixa- lo imerso em hipoclorito de sódio à (1%) ou em clorexidina à (2%) por pelo menos 1 minuto. 3 - Secagem do canal com Cânulas: Iniciar aspiração com cânulas de grosso, médio e fino calibre, respectivamente, da cervical à proximidades do comprimento de trabalho. 4 - Secagem do canal com cones de papel: - De preferência cones de papel absorvente embalados e previamente esterilizados. - Cone de papel de calibre e comprimento idêntico ao instrumento utilizado no preparo apical, no máximo 3 cones de papel para secar adequadamente o canal. Se à partir deste número, se os cones de papel ainda evidenciarem a presença de umidade-exsudação (serosa, hemorrágica ou purulenta), provavelmente estamos diante de um processo inflamatório persistente ou contaminação residual (REVER O PREPARO). 5 - Prepara-se o cimento: EX: N- Ricket (Base de óxido de zinco); - É preparado selecionando uma quantidade de pó em um tubo de aplicação de anestésico, seringa normal, mais um menos 1 cm. Baixado por Anne Karoline Sores Olivareira (karooll2202@gmail.com) lOMoARcPSD|40015493 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=endodontia-obturacao 4 @odontodidatica - Deposita-se na placa com 4 ou 5 gotas de líquido, espatulando até o ponto de fio. EX: Sealer 26 (Base de Hidróxido de Cálcio); - Coloca-se um pouco de gel e pó no bloco que vem junto com o produto, o gel já possui o ponto então deve-se agregar o pó de acordo com a necessidade do cirurgião e deixando a mistura homogênea. 6 - Inserção do Cimento e Cone Principal: a) Com um cone principal, lima ou cone secundário; b) Preenchendo todo o canal; c) Após isso se insere o cone principal. 7 - Inserção do Cone secundário: a) Preencher todas as faces laterais; b) Introduzir o espaçador digital ao lado dos cones secundários por uns minutos; c) Retira-se o espaçador; d) Introduzir outro cone secundário no lugar do espaçador até preencher todo os espaços do canal; e) Se faz radiografia para confirmar todo o preenchimento. → Se não preencher totalmente deve-se continuar o procedimento de colocação dos cones secundários até preencher; → Ou refazer todo o processo. 8 - Cortes dos cones: Seleciona-se um calcador modelo Paiva de tamanho compatível à entrada do canal e aquecer em chama e cortar a parte que excede à saída do canal. 9 - Fazer condensação vertical com calçador tipo paiva frio. 10 - Limpar o excesso de cimento da câmara pulpar com bolinhas de algodão embebidas em álcool. 11- Inserir o cimento de ionômero de vidro(ou outros) e a resina. a) Remover o isolamento e testar a oclusão com tira de carbono; b) Radiografia final. Baixado por Anne Karoline Sores Olivareira (karooll2202@gmail.com) lOMoARcPSD|40015493