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Questões Comentadas 33
d) Nas ações indenizatórias por danos morais decorrentes de atos de tortura ocorridos 
durante o Regime Militar de exceção, correrá o prazo prescricional. (errado)
De acordo com Renato Brasileiro (p.988, 2020) A Constituição Federal prevê tão somente 
duas hipóteses de imprescritibilidade: a) a prática do racismo constitui crime inafiançável e 
imprescritível, sujeito à pena de reclusão, nos termos da lei (art. 5°, XLII); b) constitui crime 
inafiançável e imprescritível a ação de grupos armados, civis ou militares, contra a ordem 
constitucional e o Estado Democrático (art. 5°, XLIV). Não há, pois, qualquer referência à 
imprescritibilidade dos crimes de tortura, nem tampouco dos demais crimes hediondos ou 
equiparados.
A Constituição Federal prevê tão somente duas hipóteses de imprescritibilidade: a) a prática do 
racismo constitui crime inafiançável e imprescritível, sujeito à pena de reclusão, nos termos da 
lei (art. 5°, XLII); b) constitui crime inafiançável e imprescritível a ação de grupos armados, civis 
ou militares, contra a ordem constitucional e o Estado Democrático (art. 5°, XLIV). Não há, pois, 
qualquer referência à imprescritibilidade dos crimes de tortura, nem tampouco dos demais 
crimes hediondos ou equiparados.
e) Prescritibilidade do crime de tortura:
Considerando que a Constituição Federal elencou como crimes imprescritíveis apenas o racismo 
e a ação de grupos armados, civis ou militares, contra a ordem constitucional e o Estado 
Democrático (incisos XLII e XLIV do art. 5°), revela-se indevida a criação de novas hipóteses 
de imprescritibilidade, ainda que por meio de Convenções Internacionais. Afinal, os tratados 
internacionais de direitos humanos são ratificados com status de norma infraconstitucional, 
ainda que supralegal.
Ora, ao tratar dos crimes hediondos e equiparados, sujeitos pela Constituição Federal a uma 
série de ditames gravosos, como, por exemplo, inafiançabilidade e insuscetibilidade de graça e 
anistia, o inciso XLIII do art. 5° da Constituição Federal, inserido exatamente entre os dois incisos 
que versam sobre crimes imprescritíveis (XLII e XLIV), silenciou acerca da imprescritibilidade. Não 
se trata, portanto, de um mero lapso do constituinte originário.
Então, em resumo, o crime de tortura é prescritível por ausência de determinação legal, 
aplicando os prazos prescricionais previstos no Código Penal. Além disso, em relação a 
hediondez, os crimes comissivos da Lei de tortura são equiparados a hediondos, conforme a 
própria lei nº 8.072/90 versa.
Veja o entendimento do STJ a respeito:
ADMINISTRATIVO. RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO. INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. 
PRISÃO POLÍTICA. REGIME MILITAR. IMPRESCRITIBILIDADE. INAPLICABILIDADE DO ART. 1º DO 
DECRETO 20.910/1932. ANISTIADO POLÍTICO. CONDIÇÃO RECONHECIDA. DANOS MORAIS. 
VALOR DA INDENIZAÇÃO.REDUÇÃO. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 7/STJ. ART. 1º-F DA LEI 
9.494/1997. MP 2.180-35/2001. LEI 11.960/2009. NATUREZA PROCESSUAL. APLICAÇÃO 
IMEDIATA. IRRETROATIVIDADE.
As ações indenizatórias por danos morais decorrentes de atos de tortura ocorridos durante o 
Regime Militar de exceção são imprescritíveis. Inaplicabilidade do prazo prescricional do art. 1º 
do Decreto 20.910/1932. Precedentes do STJ.
(2ª Turma STJ. REsp 1374376/CE, Rel. Ministro HERMAN BENJAMIN, julgado em 07/05/2013).
C) Aplicam-se os prazos prescricionais previstos na legislação especial da lei de tortura, Lei 
9.455. (errado)
De acordo com Renato Brasileiro (p.988, 2020) A Constituição Federal prevê tão somente

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