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alfaconcursos.com.br MUDE SUA VIDA! 60 A dosimetria da pena é instituto jurídico pelo qual o juízo, após aferir a tipicidade conglobante, antijuridicidade e a culpabilidade, vai realizar o cálculo da pena. Duas foram as teorias que rivalizaram para serem utilizadas como critério de aplicação de pena: a) modelo trifásico de Nelson Hungria e b) modelo bifásico de Roberto Lyra. O modelo trifásico define que o juízo, ao realizar o cálculo da pena, deverá passar por três momentos: a) circunstâncias judiciais (ou fixação da pena-base); b) circunstâncias legais (agravantes e atenuantes) e c) causas especiais de aumento e diminuição de pena. O modelo bifásico define que o juízo, ao realizar o cálculo da pena, deverá passar por dois momentos: a) circunstâncias judiciais e circunstâncias legais com objetivo de fixar a pena-base e b) causas especiais de aumento e diminuição da pena. O modelo adotado pelo Brasil é o modelo trifásico. A causa de aumento de pena incide, portanto, na terceira-fase da aplicação da pena. Conceitualmente, é uma circunstância que determina o aumento da pena em proporções fixas, em razão de previsão legal. A lei de tortura, em seu artigo 1º, §4º, III, traz expressamente o sequestro como causa de aumento de pena. Vejamos: Lei de tortura Art. 1º [...] §4º Aumenta-se a pena de um sexto até um terço: I – se o crime é cometido por agente público. C) No crime de tortura a morte ou lesão corporal grave ou gravíssima só podem ser alcançadas na modalidade culposa. (Certa) O crime de tortura qualificada pelo resultado morte é de natureza preterdolosa e tem balizamento penal de oito a dezesseis anos. Os crimes são classificados como tipos básicos, tipos qualificados/privilegiados e tipos independentes. Os tipos básicos são a forma elementar do injusto. Ex.: lesão corporal, homicídio simples etc. Os tipos qualificados indicam meio de execução, relação entre autor e vítima, circunstância de tempo etc. Esses tipos indicam novo balizamento penal e são entendidos como lei especial em relação ao tipo básico, entendido como norma geral. Os tipos independentes (ou delitos sui generis) têm seu próprio conteúdo típico. Ex.: o roubo em relação ao furto e ao constrangimento ilegal. Ele tem as características do furto e do constrangimento ilegal. Entretanto, subtrair para si ou para outrem coisa alheia móvel mediante violência ou grave ameaça não constitui furto em concurso com constrangimento ilegal, mas roubo. O crime preterdoloso (ou preterintencional) é o crime cujo resultado é mais grave do que o inicialmente pretendido. A conduta inicial é cometida com consciência e vontade de produzir o fato típico, antijurídico e culpável. O resultado é alcançado através de imperícia, imprudência ou negligência. https://www.alfaconcursos.com.br/