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MUDE SUA VIDA! 
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A dosimetria da pena é instituto jurídico pelo qual o juízo, após aferir a 
tipicidade conglobante, antijuridicidade e a culpabilidade, vai realizar o cálculo da 
pena. 
Duas foram as teorias que rivalizaram para serem utilizadas como critério de 
aplicação de pena: a) modelo trifásico de Nelson Hungria e b) modelo bifásico 
de Roberto Lyra. 
O modelo trifásico define que o juízo, ao realizar o cálculo da pena, deverá 
passar por três momentos: a) circunstâncias judiciais (ou fixação da pena-base); b) 
circunstâncias legais (agravantes e atenuantes) e c) causas especiais de aumento e 
diminuição de pena. 
O modelo bifásico define que o juízo, ao realizar o cálculo da pena, deverá 
passar por dois momentos: a) circunstâncias judiciais e circunstâncias legais com 
objetivo de fixar a pena-base e b) causas especiais de aumento e diminuição da pena. 
O modelo adotado pelo Brasil é o modelo trifásico. 
A causa de aumento de pena incide, portanto, na terceira-fase da aplicação 
da pena. Conceitualmente, é uma circunstância que determina o aumento da pena 
em proporções fixas, em razão de previsão legal. 
A lei de tortura, em seu artigo 1º, §4º, III, traz expressamente o sequestro 
como causa de aumento de pena. Vejamos: 
 
Lei de tortura 
 
Art. 1º [...] 
§4º Aumenta-se a pena de um sexto até um terço: 
I – se o crime é cometido por agente público. 
 
 
C) No crime de tortura a morte ou lesão corporal grave ou gravíssima 
só podem ser alcançadas na modalidade culposa. (Certa) 
 
O crime de tortura qualificada pelo resultado morte é de natureza 
preterdolosa e tem balizamento penal de oito a dezesseis anos. 
Os crimes são classificados como tipos básicos, tipos 
qualificados/privilegiados e tipos independentes. 
Os tipos básicos são a forma elementar do injusto. Ex.: lesão corporal, 
homicídio simples etc. 
Os tipos qualificados indicam meio de execução, relação entre autor e vítima, 
circunstância de tempo etc. Esses tipos indicam novo balizamento penal e são 
entendidos como lei especial em relação ao tipo básico, entendido como norma geral. 
Os tipos independentes (ou delitos sui generis) têm seu próprio conteúdo típico. 
Ex.: o roubo em relação ao furto e ao constrangimento ilegal. Ele tem as 
características do furto e do constrangimento ilegal. Entretanto, subtrair para si ou 
para outrem coisa alheia móvel mediante violência ou grave ameaça não constitui 
furto em concurso com constrangimento ilegal, mas roubo. 
O crime preterdoloso (ou preterintencional) é o crime cujo resultado é mais 
grave do que o inicialmente pretendido. A conduta inicial é cometida com consciência 
e vontade de produzir o fato típico, antijurídico e culpável. O resultado é alcançado 
através de imperícia, imprudência ou negligência. 
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