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Introdução à embriologia e histologia Prof. Jailton Marques da Silva Segmentação Ciências da Natureza e suas Tecnologias Ensino Médio, 2ªSérie Imagem: Ciclo Menstrual / M.Komorniczak / GNU Free Documentation License. Tradução Nossa. ovário Ovulo não fertilizado Fertilização Estágio de 2 células Estágio de 4 célulasEstágio de 8 célulasÚtero Embrião Endométrio Implantação Segmentação ou Clivagem Ciências da Natureza e suas Tecnologias Ensino Médio, 2ªSérie Im a g e m : S E E -P E , re d e s e n h a d o a p a rt ir d e i m a g e m d e A u to r D e s c o n h e c id o . ◼ Processo de Migração dos Blastômeros para periferia celular, decorrentes da entrada do líquido intrauterino. ◼ Nessa fase, formam-se duas camadas: a mais externa é chamada de Trofoblasto > que mais tarde irá dar origem à placenta (nos mamíferos placentários) Blastocisto Ciências da Natureza e suas Tecnologias Ensino Médio, 2ªSérie Formação do Blastocisto Im a g e m : S E E -P E , re d e s e n h a d o a p a rt ir d e i m a g e m d e A u to r D e s c o n h e c id o . ◼ A camada de Blastômeros mais interna chamada de Embrioblasto, dará origem ao embrião propriamente dito. ◼ No trofoblasto, divide-se, originando uma outra camada chamada de Sinciotrofoblasto. Este produz uma substância ou Hormônio: o HCG. Blastocisto • A gastrulação é o processo de formação dos três folhetos embrionários, a endoderme, a mesoderme e a ectoderme. • O embrião sofrerá uma invaginação (embolia), dando início ao processo de gastrulação em si. • Ao fim da gastrulação, o embrião se denomina Gástrula, havendo então a diferenciação dos tecidos (endoderme mesoderme e ectoderme). Gastrulação Ciências da Natureza e suas Tecnologias Ensino Médio, 2ªSérie Processo de Grastrulação Im a g e m : S E E -P E , re d e s e n h a d o a p a rt ir d e i m a g e m d e A u to r D e s c o n h e c id o . • O tubo neural é formado a partir da invaginação do folheto embrionário ectoderme. • Fases: Invaginação do Ectoderme > formação do suco neural > separação de células > formação do tubo neural e o ectoderme volta ao normal. Formação do tubo Neural Ciências da Natureza e suas Tecnologias Ensino Médio, 2ªSérie Formação do Tubo Neural Ciências da Natureza e suas Tecnologias Ensino Médio, 2ªSérie Im a g e m : F o rm a ti o n o f th e n e u ra l tu b e ( c ro s s v ie w ). E a rl y in a n e m b ry o ’s d e v e lo p m e n t, a s tr ip o f s p e c ia liz e d c e lls c a lle d t h e n o to c h o rd ( A ) in d u c e s t h e c e lls o f th e e c to d e rm d ir e c tl y a b o v e i t to b e c o m e t h e p ri m it iv e n e rv o u s s y s te m ( i. e ., n e u ro e p it h e liu m ). T h e n e u ro e p it h e liu m t h e n w ri n k le s a n d f o ld s o v e r (B ). A s t h e t ip s o f th e f o ld s f u s e t o g e th e r, a h o llo w t u b e ( i. e ., t h e n e u ra l tu b e ) fo rm s ( C )— th e p re c u rs o r o f th e b ra in a n d s p in a l c o rd . M e a n w h ile , th e e c to d e rm a n d e n d o d e rm c o n ti n u e t o c u rv e a ro u n d a n d f u s e b e n e a th t h e e m b ry o t o c re a te t h e b o d y c a v it y , c o m p le ti n g t h e t ra n s fo rm a ti o n o f th e e m b ry o f ro m a f la tt e n e d d is k t o a t h re e – d im e n s io n a l b o d y. C e lls o ri g in a ti n g f ro m t h e f u s e d t ip s o f th e n e u ro e c to d e rm ( i. e ., n e u ra l c re s t c e lls ) m ig ra te t o v a ri o u s l o c a ti o n s t h ro u g h o u t th e e m b ry o , w h e re t h e y w ill i n it ia te t h e d e v e lo p m e n t o f d iv e rs e b o d y s tr u c tu re s ( D ). R e s e a rc h e rs in v e s ti g a ti n g f e ta l a lc o h o l s y n d ro m e h a v e e x te n s iv e ly s tu d ie d n e u ra l c re s t c e lls , b e c a u s e t h e y a re p a rt ic u la rl y s e n s it iv e t o a lc o h o l– in d u c e d i n ju ry a n d c e ll d e a th / G o o d le tt , C .R ., a n d H o rn , K .H . M e c h a n is m s o f a lc o h o l– in d u c e d d a m a g e t o t h e d e v e lo p in g n e rv o u s s y s te m . A lc o h o l R e s e a rc h & H e a lt h 2 5 (3 ): 1 7 5 – 1 8 4 , 2 0 0 1 / P u b lic D o m a in . Precursores da Crista Neural Precursor do Tubo Neural Crista Neural Tubo Neural Ectoderma Mesoderma Notocorda Dobras Neurais Endoderma Ectoderma Células da Crista Neural Cavidade do Corpo ◼ Estrutura presente em todos os cordados e em alguns protocordados. ◼ “Juntamente” com a formação do tubo neural forma-se a notocorda que mais tarde será substituída pela coluna vertebral. Notocorda Ciências da Natureza e suas Tecnologias Ensino Médio, 2ªSérie ◼ Processo de formação dos órgãos que compõem o organismo (neste caso o ser humano). ◼ Durante a organogênese, ocorrem divisões e especializações celulares. Os três folhetos embrionários dão origem a órgãos e estruturas do corpo do embrião. Organogênese Ciências da Natureza e suas Tecnologias Ensino Médio, 2ªSérie A ectoderme origina: ◼ A epiderme e seus anexos (pelos, unhas, cascos, chifres etc.); ◼ Três mucosas corpóreas (oral, anal e nasal), o esmalte dos dentes; ◼ O sistema nervoso (através do tubo neural), a retina, o cristalino, a córnea (esses três últimos no olho), a hipófise, entre outros. Ectoderme Ciências da Natureza e suas Tecnologias Ensino Médio, 2ªSérie • A mesoderme é dividida em epímero, mesômero e hipômero. • O epímero forma o esqueleto axial, a derme (tecido conjuntivo) e o tecido muscular. • O mesômero dá origem aos rins, gônadas e ureteres. • O hipômero origina os músculos lisos e cardíacos, além de três serosas: pleura (reveste externamente o pulmão), o pericárdio (revestimento cardíaco) e o peritônio (abdomem). Mesoderme ◼ A endoderma é o folheto do qual surgem os alvéolos pulmonares e as glândulas (como o fígado, por exemplo). ◼ Também é básica à formação do revestimento interno dos tratos digestório e respiratório. Endoderme Ciências da Natureza e suas Tecnologias Ensino Médio, 2ªSérie Imagem: SEE-PE, redesenhado a partir de imagem de Autor Desconhecido. Histologia ◼ histologia é a ciência que estuda os tecidos do corpo humano. ◼ Os tecidos são formados por grupos de células de forma e função semelhantes. http://www.icb.usp.br/mol/images/8-mesq1- 20xbl33.jpg Histologia CÉLULAS TECIDOS ORGÃOS SISTEMAS ORGANISMOS Histologia CÉLULA • É a unidade fundamental do corpo TECIDOS • São a associação de várias células semelhantes ORGÃOS • São a junção de vários tecidos que realizam uma determinada função http://thumbs.dreamstime.com/z/c%C3%A9lula-epitelial-12884050.jpg https://estudandoabiologia.files.wordpress.com/2013/01/histologia-080- cc3b3pia1.jpg http://veja.abril.com.br/blog/ricardo-setti/files/2012/11/orgao-coracao.jpg Histologia Os tecidos de nosso corpo podem ser classificados em: ◼ tecido epitelial ◼ tecido conjuntivo ◼ tecido muscular ◼ tecido nervoso. Histologia Animal ◼ Tecido Epitelial: ◼ Formado por células poliédricas justapostas com matriz intercelular reduzida ou ausente. Histologia Animal ◼ Tipos de Tecido Epitelial: 1. Revestimento: recobrem a superfície externa do corpo e o interior de órgãos cavitários. Podem ser: a) Simples (uma camada de células). Ex: Endotélio (vasos sanguíneos), Epitélio Intestinal (com Microvilosidades), Epitélio dos Túbulos Renais (com Invaginações). b) Estratificados (mais de uma camada de células). Ex: Epiderme. c) Pseudo-estratificados (uma camada de células de diferentes alturas).Ex: Epitélio Traqueal. ◼ Foto: Corte Transversal de Secção de Pele Grossa mostrando Tecido Epitelial Estratificado. ◼ Foto: Corte Transversal de Secção do Lábio mostrando Tecido epitelial Estratificado Pavimentoso. ◼ Foto: Corte Transversal da Traquéia mostrando Tecido Epitelial Pseudo- Estratificado. Histologia Animal ◼ Tipos de Tecido Epitelial: 2. Glandular: especializadas na produção e secreção de substâncias, formando glândulas. Podem ser: a) Exócrinas: eliminam secreções para fora do corpo ou para o interior do tubo digestório através de ductos. Ex: Sudoríparas, Salivares, Sebáceas, Gástricas, Entéricas. b) Endócrinas: eliminam suas secreções, os hormônios, diretamente no sangue. Ex: Hipófise, Tireóide, Paratireóides, Supra-renais ou Adrenais. c) Anfícrinas ou Mistas: eliminam secreções exócrinas e endócrinas. Ex: Pâncreas (Suco Pancreático no Duodeno; e Insulina e Glucagon no Sangue). ◼ Foto: Corte Transversal do Ducto Secretor de Glândula Salivar. Histologia Animal ◼ Tecido Conjuntivo: ◼ Formado por células amorfas com abundante matriz intercelular, sendo responsável pelo preenchimento, sustentação e transporte de substâncias pelo corpo. ◼ Tipos de Tecido Conjuntivo: 1. Propriamente Dito (TCPD): apresenta células típicas (Fibroblastos, Macrófagos, Mastócitos, Plasmócitos e Adipócitos) imersas em uma matriz gelatinosa com fibras de Colágeno (resistência) e Elastina (elasticidade). Pode ser Frouxo (Derme, Hipoderme) ou Denso (Tendões). ◼ Foto à Esquerda: Tecido Conjuntivo Frouxo. ◼ Foto à Direita: Tecido Conjuntivo Denso. ◼ Foto: Tecido Conjuntivo Adiposo. Histologia Animal ◼ Tipos de Tecido Conjuntivo: 2. Cartilaginoso: apresenta células especializadas (Condrócitos) que secretam uma rede compacta de fibras Colágenas em uma matriz gelatinosa consistente sem vascularização. Pode ser Hialina (Articulações), Elástica (Ouvido Externo e Epiglote) e Fibrosa (Discos Intervertebrais). Obs: Forma o esqueleto de alguns vertebrados (Agnatos e Condríctes). ◼ Fotos: Tecido Conjuntivo Cartilaginoso. Histologia Animal ◼ Tipos de Tecido Conjuntivo: 3. Ósseo: formado por células (Osteócitos) localizadas em cavidades (Osteoplastos) existentes no interior de uma matriz intercelular extremamente rígida de natureza orgânica (Fibras Colágenas) e inorgânica (Fosfato de Cálcio), que apresenta canais de ligação (Havers e Volkmann) permitindo a nutrição destas células. Forma o esqueleto encontrado na maioria dos Vertebrados. ◼ Foto à Esquerda: Tecido Conjuntivo Ósseo. ◼ Esquema à Direita: Estrutura Interna de um Osso. Histologia Animal ◼ Tipos de Tecido Conjuntivo: 4. Hematopoiético: responsável pela formação dos Elementos Figurados do Sangue (Hemácias, Leucócitos e Plaquetas) através da Hematopoese (diferenciação em células sanguíneas a partir de Células-Tronco pluripotentes). Pode ser Mielóide (Medula Óssea Vermelha) e Linfóide (Baço e Gânglios Linfáticos). ◼ Esquema: Tecido Conjuntivo Hematopoiético e a diferenciação dos elementos Figurados do Sangue. Histologia Animal ◼ Tecido Muscular: ◼ Células alongadas denominadas Fibras Musculares; ◼ Capacidade de contração (gasto de energia) e relaxamento; ◼ Sarcoplasma (Citoplasma) com Miofibrilas de natureza protéica (Actina e Miosina). ◼ Figura: Estrutura geral de uma Fibra Muscular (Célula) com Miofibrilas protéicas. Histologia Animal ◼ Tipos de Músculos: 1. Liso ou Visceral: com fibras uninucleadas sem estrias transversais e com contração lenta e involuntária. Ex: Revestimento de órgãos ocos (tubo digestório, brônquios e bronquíolos, vasos sanguíneos, útero etc.). 2. Estriado Esquelético: com fibras plurinucleadas, estrias transversais e contração rápida e voluntária. Ex: Bíceps, Tríceps etc. 3. Estriado Cardíaco: com fibras plurinucleadas, estrias transversais e contração rápida e involuntária. Ex: Miocárdio (Coração). ◼ Figura: Tipos de Músculos. ◼ Foto à Esquerda: Tecido Muscular Liso. ◼ Foto à Direita: Tecido Muscular Cardíaco. ◼ Foto Central: Tecido Muscular Estriado Esquelético. Histologia Animal ◼ Energia para a Contração Muscular: ◼ Fonte primária de energia: ATP (Respiração Celular ou Fermentação Láctica). ◼ Reposição imediata do ATP: Creatina-Fosfato ou CP. ◼ Reserva energética primária: Glicogênio (polissacarídeo de reserva animal encontrado nos músculos). ◼ Reserva energética secundária: Lipídios (Gorduras). Histologia Animal ◼ Tecido Nervoso: ◼ Responsável pela percepção de estímulos externos (ambientais) e internos (órgãos) além do controle das atividades do organismo através de respostas “rápidas” desencadeadas por células especializadas na condução de uma mensagem específica (Impulso Nervoso) ao longo de suas membranas plasmáticas e por mediadores químicos (Neurotransmissores) que permitem a continuidade desta mensagem de uma célula para outra. Histologia Animal ◼ Principais Células componentes do Tecido Nervoso: ◼ Neurônios: responsáveis pela condução e continuidade do Impulso Nervoso. ◼ Células da Glia ou Neuróglia: responsáveis pela nutrição, sustentação e proteção dos neurônios. Podem ser Astrócitos, Oligodendrócitos e Microgliais. Ex: Células de Schwann (sintetizam a Bainha de Mielina). ◼ Figura: Estrutura geral de um neurônio. ◼ Foto: Corte Longitudinal do Córtex Cerebral Histologia Animal ◼ Impulso Nervoso: ◼ Propagação de uma “onda” de despolarização ao longo da membrana plasmática de um neurônio devido ao transporte ativo de íons (com gasto de ATP). ◼ Sentido do Impulso Nervoso: Dendrito Corpo Celular Axônio ◼ Figura à Esquerda: Sentido de Condução do Impulso Nervoso ◼ Figura à Direita: Detalhe da Bainha de Mielina ao redor de um Axônio. Histologia Animal ◼ Tipos de Neurônios: ◼ Sensoriais ou aferentes: conduzem impulsos dos receptores de estímulos ambientais ou internos para o sistema nervoso central (cérebro, medula). ◼ Efetuadores, motores ou eferentes: conduzem impulsos do sistema nervoso central aos órgãos efetuadores de respostas, tais como músculos ou glândulas. ◼ Associativos (ou interneurônios): estabelecem a ligação entre os dois tipos precedentes (não são obrigatórios; em certos casos a conexão é direta). Histologia Animal ◼ Nervo: feixe de prolongamentos de neurônios (axônios, dendritos ou ambos), como fios reunidos num cabo elétrico, localizado fora das partes centrais do sistema nervoso. ◼ Gânglio Nervoso: dilatação que contém corpos celulares de neurônios, situada em um nervo, fora das partes centrais do sistema nervoso. ◼ Figura: Estrutura de um Nervo e de Gânglios Nervosos. ATIVIDADES 1. Quais as fases de desenvolvimento do embrião? 2. Quais os são os três folhetos embrionários e quais estruturas eles irão formar no indivíduo adulto? 3. Como são classificados os principais tecidos do corpo? 4. Diferencie os tecidos epiteliais. 5. Diferencie os tecidos conjuntivos.