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Aula 03
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário -
Oficial de Justiça) Direito Civil - 2023
Autor:
Paulo H M Sousa
31 de Dezembro de 2022
05218773182 - Isabelle Timo
Paulo H M Sousa
Aula 03
Índice
..............................................................................................................................................................................................1) Bens - Dos bens imóveis e móveis 4
..............................................................................................................................................................................................2) Questões Comentadas - Bens - Cebraspe 6
..............................................................................................................................................................................................3) Lista de Questões - Bens - Cebraspe 10
..............................................................................................................................................................................................4) Questões Comentadas - Bens - FCC 12
..............................................................................................................................................................................................5) Lista de Questões - Bens - FCC 26
..............................................................................................................................................................................................6) Questões Comentadas - Bens - Vunesp 30
..............................................................................................................................................................................................7) Lista de Questões - Bens - Vunesp 34
..............................................................................................................................................................................................8) Questões Comentadas - Bens - Multibancas 38
..............................................................................................................................................................................................9) Lista de Questões - Bens - Multibancas 61
..............................................................................................................................................................................................10) Questões Comentadas - Bens - FGV 72
..............................................................................................................................................................................................11) Lista de Questões - Bens - FGV 80
..............................................................................................................................................................................................12) Bens - Dos bens fungíveis e infungíveis 84
..............................................................................................................................................................................................13) Bens - Dos bens tangíveis e intangíveis 85
..............................................................................................................................................................................................14) Bens - Dos bens consumíveis e inconsumíveis 86
..............................................................................................................................................................................................15) Bens - Dos bens divisíveis e indivisíveis 87
..............................................................................................................................................................................................16) Bens - Dos bens singulares e coletivos 88
..............................................................................................................................................................................................17) Questões Comentadas - Demais bens considerados - Vunesp 89
..............................................................................................................................................................................................18) Questões Comentadas - Bens - Demais Bens Considerados Em Si Mesmos - Cebraspe 90
..............................................................................................................................................................................................19) Lista de Questões - Bens - Demais Bens Considerados Em Si Mesmos - Cebraspe 94
..............................................................................................................................................................................................20) Questões Comentadas - Bens - Demais Bens Considerados Em Si Mesmos - FCC 95
..............................................................................................................................................................................................21) Lista de Questões - Bens - Demais Bens Considerados Em Si Mesmos - FCC 98
..............................................................................................................................................................................................22) Questões Comentadas - Bens - Demais Bens Considerados Em Si Mesmos - FGV 100
..............................................................................................................................................................................................23) Lista de Questões - Bens - Demais Bens Considerados Em Si Mesmos - FGV 103
..............................................................................................................................................................................................24) Bens - Dos bens reciprocamente considerados 104
..............................................................................................................................................................................................25) Questões Comentadas - Bens - Dos bens reciprocamente considerados - Cebraspe 107
..............................................................................................................................................................................................26) Lista de Questões - Bens - Dos bens reciprocamente considerados - Cebraspe 114
..............................................................................................................................................................................................27) Questões Comentadas - Questões comentadas - Bens - Dos bens reciprocamente considerados - FCC 117
..............................................................................................................................................................................................28) Lista de Questões - Bens - Dos bens reciprocamente considerados - FCC 123
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Índice
..............................................................................................................................................................................................29) Questões Comentadas - Questões comentadas - Bens - Dos bens reciprocamente considerados - Vunesp 125
..............................................................................................................................................................................................30) Lista de Questões - Bens - Dos bens reciprocamente considerados - Vunesp 127
..............................................................................................................................................................................................31)ações. 
c) São consumíveis os bens móveis destinados à alienação. 
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d) Consideram-se móveis para os efeitos legais o direito à sucessão aberta. 
e) Os bens naturalmente divisíveis não podem se tornar indivisíveis pela vontade das partes, mas 
apenas por força de lei. 
GABARITO 
1. TRT - 6ª Região (PE) B 
2. Câm. Legislativa do DF B 
3. Câm. Legislativa do DF B 
4. TRT - 15ª REGIÃO D 
5. TRF - 5ª REGIÃO A 
6. TRT - 14ª REGIÃO B 
7. TRT - 9ª REGIÃO A 
8. TRE-SE B 
9. TRT - 1ª REGIÃO C 
 
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VUNESP 
Bens Móveis E Imóveis (Art. 79 Ao 84) 
1. (VUNESP - Prefeitura de Osasco - SP - Fiscal Tributário – 2019) No que diz respeito às 
diferentes classes de bens, assinale a alternativa que corresponde às suas respectivas 
características. 
a) Para os efeitos legais, consideram-se bens imóveis o direito à sucessão aberta e bens móveis os 
direitos pessoais de caráter patrimonial e suas respectivas ações. 
b) São fungíveis os bens móveis ou imóveis que podem substituir-se por outros de mesma espécie, 
qualidade e quantidade e consumíveis aqueles cujo uso importa destruição imediata da própria 
substância, não sendo assim considerados os destinados à alienação. 
c) Bens divisíveis são os que se podem fracionar sem alteração na sua substância, diminuição 
considerável de valor ou prejuízo do uso a que se destinam. Estes bens só podem tornar-se indivisíveis 
por determinação legal. 
d) São singulares os bens que, embora dependam dos demais, reunidos, consideram-se de per si. São 
coletivos os bens que constituem universalidade de fato ou de direito, sendo que estes podem ser objeto 
de relações jurídicas próprias. 
e) Principal é o bem que existe sobre si, abstrata ou concretamente; acessório, aquele cuja existência 
supõe a do principal; e são pertenças os bens que, constituindo partes integrantes, destinam-se, de 
modo duradouro, ao uso, ao serviço ou ao aformoseamento de outro. 
Comentários 
A alternativa A está correta, dado que, de fato, para os efeitos legais são considerados bens imóveis o direito à 
sucessão aberta e bens móveis os direitos pessoais de caráter patrimonial e suas respectivas ações. Dispõe deste 
modo os Arts. 80 e 83 do CC: 
80. Consideram-se imóveis para os efeitos legais: 
 I - os direitos reais sobre imóveis as ações que os asseguram; 
 II - o direito à sucessão aberta. 
Conforme o dispositivo supracitado, são conferidos os bens que o legislador deu a natureza de imóveis. Os 
direitos são bens imateriais, não lhes cabendo a condição de bens imóveis. No entanto, diante das formalidades, 
ser atribuído aos direitos a natureza de imóveis gerou uma maior segurança jurídica nas relações em que tais 
direitos sejam objeto. 
O direito à sucessão aberta se refere ao complexo de bens que o de cujus (falecido) deixou, sendo considerado de 
forma universal. Sendo assim, não importa se são móveis ou imóveis os bens deixados. Somente após a partilha 
os bens serão individualmente considerados. 
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83. Consideram-se móveis para os efeitos legais: 
 III - os direitos pessoais de caráter 
patrimonial e respectivas ações. 
O Art. 83 descreve bens que não seriam móveis conforme o atributo de mobilidade, mas foram conferidos com 
tal natureza pelo legislador. Os direitos pessoais de caráter patrimonial é um desses bens, ficando excluídos os 
direitos pessoais que não concernem a família, os direitos da personalidade e os demais direitos que não tiverem 
conteúdo econômico. 
A alternativa B está incorreta, visto que os bens fungíveis os bens móveis, não podendo ser imóveis que podem 
substituir-se por outros de mesma espécie, qualidade e quantidade. Já os consumíveis são aqueles cujo uso 
importa destruição imediata da própria substância, podendo ser considerados os destinados à alienação. Dispõe 
deste modo os Arts. 85 e 86 do CC: 
Art. 85. São fungíveis os móveis que podem substituir-se por outros da mesma espécie, qualidade e quantidade. 
A fungibilidade é o resultado da comparação entre duas coisas, que se consideram equivalentes. Os bens fungíveis 
são substituíveis porque são idênticos, econômica, social e juridicamente. A fungibilidade é característica dos 
bens móveis, no entanto pode ocorrer que em certos negócios venha a alcançar os bens imóveis. 
Art. 86. São consumíveis os bens móveis cujo uso importa destruição imediata da própria substância, sendo 
também considerados tais os destinados à alienação. 
A alternativa C está incorreta, pois os bens divisíveis podem se tornar indivisíveis também por vontade das 
partes, não somente por determinação legal. 
Bens divisíveis são os que se podem fracionar sem alteração na sua substância, diminuição considerável de valor, 
ou prejuízo do uso a que se destinam. Os bens naturalmente divisíveis podem tornar-se indivisíveis por 
determinação da lei ou por vontade das partes. 
A alternativa D está incorreta, dado que são considerados singulares os bens que, mesmo quando reunidos, não 
sendo dependentes dos demais, consideram-se de per si. São coletivos os bens que constituem universalidade de 
fato ou de direito, sendo que estes podem ser objeto de relações jurídicas próprias (no caso de serem universais 
de fato). Dispõe acerca dos bens singulares o Art. 80 e acerca dos bens coletivos os Arts. 90 e 91 do CC: 
Art. 89. Bens singulares são os bens que, embora reunidos, se consideram de per si, independentemente dos 
demais. 
Art. 90. Constitui universalidade de fato a pluralidade de bens singulares que, pertinentes à mesma pessoa, 
tenham destinação unitária. 
Art. 91. Constitui universalidade de direito o complexo de relações jurídicas, de uma pessoa, dotadas de valor 
econômico. 
Bens coletivos são os resultantes da união de diferentes objetos, em um só todo, sem que desapareça a condição 
particular de cada um. 
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A alternativa E está incorreta, pois são pertenças os bens que, não constituindo partes integrantes, destinam-se, 
de modo duradouro, ao uso, ao serviço ou ao aformoseamento de outro. Dispõe deste modo o Art. 93 do CC: 
Art. 93. São pertenças os bens que, não constituindo partes integrantes, se destinam, de modo duradouro, ao uso, 
ao serviço ou ao aformoseamento de outro. 
As afirmações acerca do bem principal e acessório estão corretas, conforme o Art. 92 do CC: 
Art. 92. Principal é o bem que existe sobre si, abstrata ou concretamente; acessório, aquele cuja existência supõe 
a do principal. 
Bens principais sãos bens que tem existência própria, autônoma, que existe por si só, abstrata ou concretamente. 
Bens acessórios, por sua vez, são aqueles cuja existência depende do principal. 
2. (VUNESP/ CÂMARA MUNICIPAL DE POÁ-SP – 2016) As telhas da igreja matriz no centro de 
Poá foram retiradas para reforma e restauração. Diante dessa situação, acerca da tutela de 
bens jurídicos, é correto afirmar que as telhas do caso 
(A) Serão sempre consideradas bens móveis, independentemente de estarem fora da construção 
durante a reforma. 
(B) Serão consideradas como bens móveis somente durante o prazo da restauração. 
(C) Retiradas do teto da igreja, caso se resolva descartá-las na qualidade de materiais de demolição, 
serão consideradas bens móveis. 
(D)Serão sempre consideradas bens fungíveis. 
(E) Serão sempre consideradas bens móveis, mesmo que já estivessem recolocadas após a restauração. 
Comentários: 
As telhas que foram retiradas para serem recolocadas na igreja, de acordo com o CC/2002 não perderão 
o caráter de imóveis, quando forem separadas da igreja provisoriamente e, desde que posteriormente 
sejam reempregadas. Agora, se as telhas forem descartadas, elas perdem seu caráter de imóveis, 
readquirindo, assim, a características de móveis. Além do mais, as telhas ainda podem ser consideradas 
como bens infungíveis, contudo, desde que não possam ser substituídas por outras, pois, o CC/2002 
determina como sendo fungíveis, aqueles bens móveis que podem ser substituídos por outro da mesma 
espécie, qualidade e quantidade, sendo assim, os infungíveis são insubstituíveis. No caso, para 
exemplificar, suponhamos que a telha seja de louça e alaranjada, neste caso, fungível seria esta telha 
pudesse ser substituída por qualquer outra alaranjada e de louça. Infungível, portanto, seria a telha que 
não poderia ser substituída por nenhuma outra em hipótese alguma. Vejamos os artigos do código 
normativo que representam as situações descritas: Art. 81. Não perdem o caráter de imóveis: II - os 
materiais provisoriamente separados de um prédio, para nele se reempregarem. Art. 84. Os materiais 
destinados a alguma construção, enquanto não forem empregados, conservam sua qualidade de móveis; 
readquirem essa qualidade os provenientes da demolição de algum prédio. Art. 85. São fungíveis os 
móveis que podem substituir-se por outros da mesma espécie, qualidade e quantidade. 
Sendo assim: 
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A alternativa A está incorreta. De acordo com o CC/2002, as telhas, quando na construção ou quando 
retiradas temporariamente para depois serem reempregadas não perdem seu caráter de imóveis, 
contudo, caso o prédio seja demolido ou, não sejam reempregadas, adquirem novamente o caráter de 
móveis. 
A alternativa B está incorreta. De acordo com o CC/2002, as telhas, quando na construção ou quando 
retiradas temporariamente para depois serem reempregadas não perdem seu caráter de imóveis, 
contudo, caso o prédio seja demolido ou, não sejam reempregadas, adquirem novamente o caráter de 
móveis. 
A alternativa C está correta e, é o gabarito da questão. De acordo com o CC/2002, as telhas, quando na 
construção ou quando retiradas temporariamente para depois serem reempregadas não perdem seu 
caráter de imóveis, contudo, caso o prédio seja demolido ou, não sejam reempregadas, adquirem 
novamente o caráter de móveis. 
A alternativa D está incorreta. Nem sempre as telhas serão consideradas fungíveis, uma vez que, após 
alocadas em determinado local, de modo a não mais ser possível a sua substituição, podem adquirir 
caráter infungível. 
A alternativa D está incorreta. De acordo com o CC/2002, as telhas, quando na construção ou quando 
retiradas temporariamente para depois serem reempregadas não perdem seu caráter de imóveis, 
contudo, caso o prédio seja demolido ou, não sejam reempregadas, adquirem novamente o caráter de 
móveis. 
Gabarito: Letra C. 
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Bens Móveis E Imóveis (Art. 79 Ao 84) 
1. (VUNESP - Prefeitura de Osasco - SP - Fiscal Tributário – 2019) No que diz respeito às 
diferentes classes de bens, assinale a alternativa que corresponde às suas respectivas 
características. 
a) Para os efeitos legais, consideram-se bens imóveis o direito à sucessão aberta e bens móveis os 
direitos pessoais de caráter patrimonial e suas respectivas ações. 
b) São fungíveis os bens móveis ou imóveis que podem substituir-se por outros de mesma espécie, 
qualidade e quantidade e consumíveis aqueles cujo uso importa destruição imediata da própria 
substância, não sendo assim considerados os destinados à alienação. 
c) Bens divisíveis são os que se podem fracionar sem alteração na sua substância, diminuição 
considerável de valor ou prejuízo do uso a que se destinam. Estes bens só podem tornar-se indivisíveis 
por determinação legal. 
d) São singulares os bens que, embora dependam dos demais, reunidos, consideram-se de per si. São 
coletivos os bens que constituem universalidade de fato ou de direito, sendo que estes podem ser objeto 
de relações jurídicas próprias. 
e) Principal é o bem que existe sobre si, abstrata ou concretamente; acessório, aquele cuja existência 
supõe a do principal; e são pertenças os bens que, constituindo partes integrantes, destinam-se, de 
modo duradouro, ao uso, ao serviço ou ao aformoseamento de outro. 
Comentários 
A alternativa A está correta, dado que, de fato, para os efeitos legais são considerados bens imóveis o direito à 
sucessão aberta e bens móveis os direitos pessoais de caráter patrimonial e suas respectivas ações. Dispõe deste 
modo os Arts. 80 e 83 do CC: 
80. Consideram-se imóveis para os efeitos legais: 
 I - os direitos reais sobre imóveis as ações que os asseguram; 
 II - o direito à sucessão aberta. 
Conforme o dispositivo supracitado, são conferidos os bens que o legislador deu a natureza de imóveis. Os 
direitos são bens imateriais, não lhes cabendo a condição de bens imóveis. No entanto, diante das formalidades, 
ser atribuído aos direitos a natureza de imóveis gerou uma maior segurança jurídica nas relações em que tais 
direitos sejam objeto. 
O direito à sucessão aberta se refere ao complexo de bens que o de cujus (falecido) deixou, sendo considerado de 
forma universal. Sendo assim, não importa se são móveis ou imóveis os bens deixados. Somente após a partilha 
os bens serão individualmente considerados. 
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 III - os direitos pessoais de caráter 
patrimonial e respectivas ações. 
O Art. 83 descreve bens que não seriam móveis conforme o atributo de mobilidade, mas foram conferidos com 
tal natureza pelo legislador. Os direitos pessoais de caráter patrimonial é um desses bens, ficando excluídos os 
direitos pessoais que não concernem a família, os direitos da personalidade e os demais direitos que não tiverem 
conteúdo econômico. 
A alternativa B está incorreta, visto que os bens fungíveis os bens móveis, não podendo ser imóveis que podem 
substituir-se por outros de mesma espécie, qualidade e quantidade. Já os consumíveis são aqueles cujo uso 
importa destruição imediata da própria substância, podendo ser considerados os destinados à alienação. Dispõe 
deste modo os Arts. 85 e 86 do CC: 
Art. 85. São fungíveis os móveis que podem substituir-se por outros da mesma espécie, qualidade e quantidade. 
A fungibilidade é o resultado da comparação entre duas coisas, que se consideram equivalentes. Os bens fungíveis 
são substituíveis porque são idênticos, econômica, social e juridicamente. A fungibilidade é característica dos 
bens móveis, no entanto pode ocorrer que em certos negócios venha a alcançar os bens imóveis. 
Art. 86. São consumíveis os bens móveis cujo uso importa destruição imediata da própria substância, sendo 
também considerados tais os destinados à alienação. 
A alternativa C está incorreta, pois os bens divisíveis podem se tornar indivisíveis também por vontade das 
partes, não somente por determinação legal. 
Bens divisíveis são os que se podem fracionar sem alteração na sua substância, diminuição considerável de valor, 
ou prejuízo do uso a que se destinam. Os bens naturalmente divisíveis podem tornar-seindivisíveis por 
determinação da lei ou por vontade das partes. 
A alternativa D está incorreta, dado que são considerados singulares os bens que, mesmo quando reunidos, não 
sendo dependentes dos demais, consideram-se de per si. São coletivos os bens que constituem universalidade de 
fato ou de direito, sendo que estes podem ser objeto de relações jurídicas próprias (no caso de serem universais 
de fato). Dispõe acerca dos bens singulares o Art. 80 e acerca dos bens coletivos os Arts. 90 e 91 do CC: 
Art. 89. Bens singulares são os bens que, embora reunidos, se consideram de per si, independentemente dos 
demais. 
Art. 90. Constitui universalidade de fato a pluralidade de bens singulares que, pertinentes à mesma pessoa, 
tenham destinação unitária. 
Art. 91. Constitui universalidade de direito o complexo de relações jurídicas, de uma pessoa, dotadas de valor 
econômico. 
Bens coletivos são os resultantes da união de diferentes objetos, em um só todo, sem que desapareça a condição 
particular de cada um. 
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A alternativa E está incorreta, pois são pertenças os bens que, não constituindo partes integrantes, destinam-se, 
de modo duradouro, ao uso, ao serviço ou ao aformoseamento de outro. Dispõe deste modo o Art. 93 do CC: 
Art. 93. São pertenças os bens que, não constituindo partes integrantes, se destinam, de modo duradouro, ao uso, 
ao serviço ou ao aformoseamento de outro. 
As afirmações acerca do bem principal e acessório estão corretas, conforme o Art. 92 do CC: 
Art. 92. Principal é o bem que existe sobre si, abstrata ou concretamente; acessório, aquele cuja existência supõe 
a do principal. 
Bens principais sãos bens que tem existência própria, autônoma, que existe por si só, abstrata ou concretamente. 
Bens acessórios, por sua vez, são aqueles cuja existência depende do principal. 
2. (VUNESP/ CÂMARA MUNICIPAL DE POÁ-SP – 2016) As telhas da igreja matriz no centro de 
Poá foram retiradas para reforma e restauração. Diante dessa situação, acerca da tutela de 
bens jurídicos, é correto afirmar que as telhas do caso 
(A) Serão sempre consideradas bens móveis, independentemente de estarem fora da construção 
durante a reforma. 
(B) Serão consideradas como bens móveis somente durante o prazo da restauração. 
(C) Retiradas do teto da igreja, caso se resolva descartá-las na qualidade de materiais de demolição, 
serão consideradas bens móveis. 
(D) Serão sempre consideradas bens fungíveis. 
(E) Serão sempre consideradas bens móveis, mesmo que já estivessem recolocadas após a restauração. 
Comentários: 
As telhas que foram retiradas para serem recolocadas na igreja, de acordo com o CC/2002 não perderão 
o caráter de imóveis, quando forem separadas da igreja provisoriamente e, desde que posteriormente 
sejam reempregadas. Agora, se as telhas forem descartadas, elas perdem seu caráter de imóveis, 
readquirindo, assim, a características de móveis. Além do mais, as telhas ainda podem ser consideradas 
como bens infungíveis, contudo, desde que não possam ser substituídas por outras, pois, o CC/2002 
determina como sendo fungíveis, aqueles bens móveis que podem ser substituídos por outro da mesma 
espécie, qualidade e quantidade, sendo assim, os infungíveis são insubstituíveis. No caso, para 
exemplificar, suponhamos que a telha seja de louça e alaranjada, neste caso, fungível seria esta telha 
pudesse ser substituída por qualquer outra alaranjada e de louça. Infungível, portanto, seria a telha que 
não poderia ser substituída por nenhuma outra em hipótese alguma. Vejamos os artigos do código 
normativo que representam as situações descritas: Art. 81. Não perdem o caráter de imóveis: II - os 
materiais provisoriamente separados de um prédio, para nele se reempregarem. Art. 84. Os materiais 
destinados a alguma construção, enquanto não forem empregados, conservam sua qualidade de móveis; 
readquirem essa qualidade os provenientes da demolição de algum prédio. Art. 85. São fungíveis os 
móveis que podem substituir-se por outros da mesma espécie, qualidade e quantidade. 
Sendo assim: 
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A alternativa A está incorreta. De acordo com o CC/2002, as telhas, quando na construção ou quando 
retiradas temporariamente para depois serem reempregadas não perdem seu caráter de imóveis, 
contudo, caso o prédio seja demolido ou, não sejam reempregadas, adquirem novamente o caráter de 
móveis. 
A alternativa B está incorreta. De acordo com o CC/2002, as telhas, quando na construção ou quando 
retiradas temporariamente para depois serem reempregadas não perdem seu caráter de imóveis, 
contudo, caso o prédio seja demolido ou, não sejam reempregadas, adquirem novamente o caráter de 
móveis. 
A alternativa C está correta e, é o gabarito da questão. De acordo com o CC/2002, as telhas, quando na 
construção ou quando retiradas temporariamente para depois serem reempregadas não perdem seu 
caráter de imóveis, contudo, caso o prédio seja demolido ou, não sejam reempregadas, adquirem 
novamente o caráter de móveis. 
A alternativa D está incorreta. Nem sempre as telhas serão consideradas fungíveis, uma vez que, após 
alocadas em determinado local, de modo a não mais ser possível a sua substituição, podem adquirir 
caráter infungível. 
A alternativa D está incorreta. De acordo com o CC/2002, as telhas, quando na construção ou quando 
retiradas temporariamente para depois serem reempregadas não perdem seu caráter de imóveis, 
contudo, caso o prédio seja demolido ou, não sejam reempregadas, adquirem novamente o caráter de 
móveis. 
Gabarito: Letra C. 
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CETRO 
Bens Móveis E Imóveis (Art. 79 Ao 84) 
1. (CONSULPAM/PREF VIANA-ES – 2019) De acordo com o Código Civil, no que se refere à 
classificação dos bens, assinale a alternativa CORRETA: 
a) As edificações que, separadas do solo, mesmo que conservando a sua unidade, forem removidas para 
outro local perdem o caráter de bens imóveis. 
b) Os materiais destinados a alguma construção, enquanto não forem empregados, conservam sua 
qualidade de bens móveis; readquirem essa qualidade os provenientes da demolição de algum prédio. 
c) São consumíveis os bens móveis cujo uso importa destruição imediata da própria substância, não 
sendo considerados tais os destinados à alienação. 
d) Em hipótese alguma os bens públicos dominicais poderão ser alienados. 
Comentários: 
A alternativa A está incorreta. De acordo com o CC/2002, as edificações que, separadas do solo, de 
modo que seja conservada a sua unidade, forem removidas para outro local, não perdem seu caráter de 
imóvel, por exemplo, uma casa, que é um bem imóvel, casos seja removida de um local para o outro, sem 
ser destruída, ou sem sofrer alteração, permanece sendo imóvel, mesmo que separada do chão, vejamos: 
art. 81. Não perdem o caráter de imóveis: I - as edificações que, separadas do solo, mas conservando a 
sua unidade, forem removidas para outro local. 
A alternativa B está correta e é o gabarito da questão. De acordo com o CC/2002, os materiais quando 
destinados a alguma construção, enquanto não forem empregados, conservam sua qualidade de bens 
móveis, de maneira que readquirem essa qualidade os provenientes da demolição de algum prédio, por 
exemplo, uma janela na loja, ou seja, que não faz parte de nenhum edifico ainda, é considerada um bem 
móvel. Caso ela venha a fazer parte de um prédio, ela adquire a característica de imóvel. Contudo, se 
esseprédio vier a ser demolido e a janela removida dele, ela readquire o caráter de bem móvel, vejamos: 
art. 84. Os materiais destinados a alguma construção, enquanto não forem empregados, conservam sua 
qualidade de móveis; readquirem essa qualidade os provenientes da demolição de algum prédio. 
A alternativa C está incorreta. São consumíveis os bens que terão destruição imediata, como por 
exemplo uma fruta, é um bem móvel que logo será destruído, pois, será consumido. Contudo, a lei atribui 
aos bens alienáveis tal característica, como é possível perceber no art. 86, do CC/2002, vejamos: art. 86. 
São consumíveis os bens móveis cujo uso importa destruição imediata da própria substância, sendo 
também considerados tais os destinados à alienação. 
A alternativa D está incorreta. De acordo com o CC/2002, os bens dominicais são passíveis de serem 
alienados, vejamos: art. 101. Os bens públicos dominicais podem ser alienados, observadas as 
exigências da lei. 
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2. (CONSULPAM/ADV-PREF OLINDA-2015) São móveis os bens suscetíveis de movimento 
próprio, ou de remoção por força alheia, sem alteração da substância ou da destinação 
econômico-social. Consideram-se móveis para os efeitos legais, EXCETO: 
a) Os direitos reais sobre objetos móveis e as ações correspondentes. 
b) As energias que tenham valor econômico. 
c) Os direitos pessoais de caráter patrimonial e respectivas ações. 
d) O direito à sucessão aberta. 
Comentários: 
A alternativa A está correta. De acordo com o CC/2002, os direitos reais sobre objetos móveis e as 
ações correspondentes fazem parte do rol dos bens móveis, vejamos: art. 83. Consideram-se móveis 
para os efeitos legais: II - os direitos reais sobre objetos móveis e as ações correspondentes. 
A alternativa B está correta. De acordo com o CC/2002, as energias que tenham valor econômico fazem 
parte do rol de bens móveis, vejamos: art. 83. Consideram-se móveis para os efeitos legais: I - as energias 
que tenham valor econômico. 
A alternativa C está correta. De acordo com o CC/2002, os direitos pessoais de caráter patrimonial e 
respectivas ações fazem parte do rol de bens móveis, vejamos: art. 83. Consideram-se móveis para os 
efeitos legais: III - os direitos pessoais de caráter patrimonial e respectivas ações. 
A alternativa D está incorreta e é o gabarito da questão. De acordo com o CC/2002, o direito à sucessão 
aberta faz parte do rol dos bens imóveis, vejamos: Art. 80. Consideram-se imóveis para os efeitos legais: 
II - o direito à sucessão aberta. 
CONSULPLAN 
Bens Móveis E Imóveis (Art. 79 Ao 84) 
3. (CONSULPLAN - MPE-PA - Estagiário - Direito- 2019) Os bens jurídicos podem ser definidos, 
na lição de Pablo Stolze Gagliano e Rodolfo Pamplona Filho, “como toda a utilidade física ou 
ideal, que seja objeto de um direito subjetivo”. Segundo o Código Civil, tais bens podem ser 
classificados de diferentes maneiras. Acerca dessas classificações, assinale a alternativa 
correta. 
(A) Os bens infungíveissão aqueles que não podem ser substituídos por outros da mesma espécie, 
quantidade e qualidade. Desta forma, apenas os bens imóveis podem ser classificados como bens 
infungíveis. 
(B) Os bens fungíveissão aqueles que podem ser substituídos por outros da mesma espécie, qualidade 
e quantidade. Desta forma, pode-se afirmar que um automóvel não é bem fungível, por se tratar de bem 
complexo e possuir número de identificação (chassi). 
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==1027f2==
 
 
 
 
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(C) Os bens imóveis são aqueles que não podem ser removidos ou transportados sem a sua deterioração 
ou destruição. Desta forma, a edificação que, separada do solo, conservando-se a sua unidade, for 
removida para outro local, perde temporariamente sua natureza de bem imóvel. 
(D) Os bens móveis são aqueles que podem ser transportados, por força própria ou de terceiro, sem a 
deterioração, destruição e alteração da substância ou da destinação econômico-social. Desta forma, os 
materiais destinados a alguma construção, enquanto não forem empregados, conservam sua qualidade 
de móveis. Uma vez empregados ao bem imóvel, em caso de demolição, não readquirem a qualidade de 
bens móveis. 
Comentário: 
A alternativa A está incorreta. Quando se fala de bens infungíveis, fala-se, na verdade, de bens que são 
móveis, porém, que não podem ser substituídos por outro na mesma qualidade e quantidade, pois, 
possuem alguma característica que os torna únicos, como por exemplo, uma moeda para um 
colecionador, cada moeda terá um valor e uma característica que a torna insubstituível e valiosa. 
Portanto, não há o que se falar na necessidade de bens infungíveis serem imóveis. 
A alternativa B está correta e, é o gabarito da questão. Como se pode perceber, a afirmativa traz a 
definição correta de bens fungíveis, ou seja, aqueles que podem ser substituídos por outros da mesma 
espécie, qualidade e quantidade. Por esse motivo é que o automóvel não pode ser considerado com 
fungível, pois, a numeração do chassi o torna único. 
A alternativa C está incorreta. CC/2002 traz que os bens imóveis são aqueles que não podem ser 
removidos ou transportados sem a sua deterioração ou destruição, contudo, as edificações que, 
separadas do solo, conservando-se a sua unidade, for removida para outro local, não perde sua natureza 
de imóvel, vejamos: Art. 81. Não perdem o caráter de imóveis: I - as edificações que, separadas do solo, 
mas conservando a sua unidade, forem removidas para outro local; 
A alternativa D está incorreta. De acordo com o CC/2002, os bens móveis são aqueles que podem ser 
transportados, por força própria ou de terceiro, sem a deterioração, destruição e alteração da substância 
ou da destinação econômico-social. Desta forma, os materiais destinados a alguma construção, 
enquanto não forem empregados, conservam sua qualidade de móveis, contudo, readquirem sim a 
qualidade de móveis quando forem retirados de um bem imóvel por conta de uma demolição, vejamos: 
Art. 84. Os materiais destinados a alguma construção, enquanto não forem empregados, conservam sua 
qualidade de móveis; readquirem essa qualidade os provenientes da demolição de algum prédio. 
4. (CONSULPLAN / TJ-MG – 2018) Uma casa modular, que pode ser retirada de seus alicerces, 
para ser fixada em local diferente do original, sem perder sua natureza e finalidade é 
considerada 
(A) bem imóvel. 
(B) bem semovente. 
(C) bem móvel por natureza. 
(D) bem móvel por antecipação. 
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Comentários: 
A alternativa A está correta. A edificação que, apesar de separada do solo, conservar sua unidade e for 
removida para outro local, de acordo com o CC/2002, não perderá seu caráter de bem imóvel, vejamos: 
art. 81. Não perdem o caráter de imóveis: I - as edificações que, separadas do solo, mas conservando a 
sua unidade, forem removidas para outro local. 
A alternativa B está incorreta. Um bem semovente, é aquele que pode se mover por si só, ou seja, é um 
bem móvel passível de movimento próprio, como por exemplo, o gado de um fazendeiro. 
A alternativa C está incorreta. Um bem móvel por natureza é aquele que, sem a deterioração de sua 
substância, podem ser deslocados de um lugar para outro, como por exemplo, uma cadeira. Assim dita 
o CC/2002: Art. 82. São móveis os bens suscetíveis de movimento próprio, ou de remoção por força 
alheia, sem alteração da substância ou da destinação econômico-social. 
A alternativa D está incorreta. Um bem móvel por antecipaçãosão aqueles suscetíveis a movimento de 
acordo com a vontade humana, se modo a atender uma finalidade econômica. Normalmente são bens 
que eram aderidos a bens imóveis, que quando separados do imóvel, tornam-se móveis, desde que 
atendam a finalidade a que se destinam. 
5. (CONSULPLAN / PREFEITURA DE SABARÁ - MG – 2017) O Código Civil Brasileiro trata das 
diferentes classes de bens. NÃO é(são) considerado(s) móvel(is) para efeitos legais: 
(A) O direito à sucessão aberta 
(B) As energias que tenham valor econômico. 
(C) Os direitos pessoais de caráter patrimonial e respectivas ações. 
(D) Os direitos reais sobre objetos móveis e as ações correspondentes. 
Comentários: 
A alternativa A está correta e, é o gabarito da questão. De acordo com o CC/2002, o direito à sucessão 
aberta é considerado um bem imóvel, vejamos: art. 80. Consideram-se imóveis para os efeitos legais: II 
- o direito à sucessão aberta. 
As demais alternativas estão incorretas, pois se enquadram no rol dos bens móveis do art. 83 do 
CC/2002, vejamos: art. 83. Consideram-se móveis para os efeitos legais: I - as energias que tenham valor 
econômico; II - os direitos reais sobre objetos móveis e as ações correspondentes; III - os direitos 
pessoais de caráter patrimonial e respectivas ações. 
6. (CONSULPLAN / TJ-MG – 2015) Nos termos do Código Civil, consideram-se imóveis para os 
efeitos legais, ou não perdem o caráter de imóveis, EXCETO: 
(A) Os direitos reais sobre imóveis e as ações que os asseguram. 
(B) O direito à sucessão aberta. 
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(C) As energias que tenham valor econômico. 
(D) Os materiais provisoriamente separados de um prédio, para nele se reempregarem. 
Comentários: 
A alternativa A está correta. De acordo com o CC/2002, os direitos reais sobre imóveis e as ações que 
os asseguram são considerados para efeitos legais imóveis, vejamos: art. 80. Consideram-se imóveis 
para os efeitos legais: I - os direitos reais sobre imóveis e as ações que os asseguram. 
A alternativa B está correta. De acordo com CC/2002, o direito à sucessão aberta e considerado, para 
fins legais, um bem imóvel, vejamos: art. 80. Consideram-se imóveis para os efeitos legais: II - o direito 
à sucessão aberta. 
A alternativa C está incorreta e, é o gabarito da questão. De acordo com o CC/2002, as energias que 
tenham valor econômico são consideradas, para efeitos legais bens móveis, vejamos: art. 83. 
Consideram-se móveis para os efeitos legais: I - as energias que tenham valor econômico. 
A alternativa D está correta. De acordo com o CC/2002, os materiais provisoriamente separados de um 
prédio, para nele se reempregarem, continuam sendo bens imóveis, vejamos: art. 81. Não perdem o 
caráter de imóveis: II - os materiais provisoriamente separados de um prédio, para nele se 
reempregarem. 
COPS-UEL 
Bens Móveis E Imóveis (Art. 79 Ao 84) 
7. (COPS-UEL /PC-PR – 2013) Sobre as diferentes classes de bens previstas no Código Civil, 
considere as afirmativas a seguir. 
I. São bens imóveis os direitos reais sobre imóveis, as ações que os asseguram, a sucessão aberta 
e os materiais provisoriamente separados de um prédio, para nele se reempregarem. 
II. Constitui universalidade de fato a pluralidade de bens singulares que, pertinentes à mesma 
pessoa, tenham destinação unitária. Esses bens podem ser objeto de relações jurídicas próprias. 
III. O uso comum dos bens públicos pode ser gratuito ou mediante retribuição, conforme for 
estabelecido legalmente pela entidade a cuja administração pertencerem. 
IV. Os bens públicos dominicais são insuscetíveis de cessão, doação, constituição de garantia e 
alienação. Por serem essenciais ao serviço público, seu uso por particular deve ser temporário 
e mediante remuneração. 
Assinale a alternativa correta. 
a)Somente as afirmativas I e II são corretas. 
b)Somente as afirmativas I e IV são corretas. 
c)Somente as afirmativas III e IV são corretas. 
d)Somente as afirmativas I, II e III são corretas. 
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e)Somente as afirmativas II, III e IV são corretas. 
Comentários 
Aafirmativa Iestá correta, visto que, de fato, são bens imóveis os direitos reais sobre imóveis, as ações 
que os asseguram, a sucessão aberta e os materiais provisoriamente separados de um prédio, para nele 
se reempregarem, conforme o Art. 80 e 81 do CC: 
Art. 80. Consideram-se imóveis para os efeitos legais: 
I - os direitos reais sobre imóveis e as ações que os asseguram; 
II - o direito à sucessão aberta. 
Os direitos são bens imateriais, e portanto não lhe caberiam a condição de bens móveis. Entretanto, é 
desta forma considerado para que haja maior segurança jurídica nas relações que tenham por objeto 
tais direitos. 
O direito à sucessão aberta é referente a conjunto de bens transmitido pelo de cujus, sendo considerado 
em sua universalidade. Pouco importa se a pessoa deixa bens móveis, imóveis ou ambos, sendo feita a 
distinção conceitual apenas depois de feita a partilha. 
Art. 81. Não perdem o caráter de imóveis: 
II - os materiais provisoriamente separados de um prédio, para nele se reempregarem. 
Sendo ressalvado o solo e os bens imóveis por atribuição legal, os demais bens podem ser destacados 
do solo ou de um prédio sem que sejam destruídos, sendo considerados bens móveis. 
Aafirmativa IIestá correta, dado que realmente constitui universalidade de fato a pluralidade de bens 
singulares que, pertinentes à mesma pessoa, tenham destinação unitária. Esses bens podem ser objeto 
de relações jurídicas próprias, conforme os Arts. 90 e 91 do CC: 
 Art. 90. Constitui universalidade de fato a pluralidade de bens singulares que, pertinentes à mesma 
pessoa, tenham destinação unitária. 
É formada a universalidade de fato pela reunião de bens homogêneos, pertencentes a uma mesma 
pessoa, tendo uma só finalidade econômica. É necessário que a reunião de bens homogêneos esteja 
coordenada, organizada pela vontade humana para a realização de uma mesma finalidade. 
Art. 91. Constitui universalidade de direito o complexo de relações jurídicas, de uma pessoa, dotadas de 
valor econômico. 
As relações jurídicas também podem adquirir valor econômico, sendo comum que as relações jurídicas 
sejam objeto de negócios jurídicos. 
Aafirmativa IIIestá correta, pois realmente o uso comum dos bens públicos pode ser gratuito ou 
mediante retribuição, conforme for estabelecido legalmente pela entidade a cuja administração 
pertencerem, conforme o Art. 103 do CC: 
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Art. 103. O uso comum dos bens públicos pode ser gratuito ou retribuído, conforme for estabelecido 
legalmente pela entidade a cuja administração pertencerem. 
Quando se configura os bens públicos como “livres e indiscriminados” não é implicado que não possa 
sofrer restrições ou que não possa haver cobrança para seu uso, somente se implica que a utilização não 
depende de autorização ou licença administrativa para tal. 
Aafirmativa IVestá incorreta, dado que os bens públicos dominicais podem ser alienados. 
Art. 101. Os bens públicos dominicais podem ser alienados, observadas as exigências da lei. 
Quando livres de destinação específica, pode a administração pública fazer desses bens uso que melhor 
lhe aprouver, inclusive podendo dispor de tais bens, como se fossem bens particulares. 
Art. 103. O uso comum dos bens públicos pode ser gratuito ou retribuído, conforme for estabelecido 
legalmentepela entidade a cuja administração pertencerem.A disposição dos bens públicos como “livres e indiscriminados” não implica que não possa sofrer 
restrições ou que não possa haver cobrança para seu uso, somente se implica que a utilização não 
depende de autorização ou licença administrativa para tal. 
A alternativa D está correta. 
As alternativa A, B, Ce Eestão incorretas, consequentemente. 
FAURGS 
Bens Móveis E Imóveis (Art. 79 Ao 84) 
8. (FAURGS - HCPA - Advogado I (Trabalhista) – 2016) Sobre os bens no Código Civil, assinale a 
alternativa que apresenta afirmação correta. 
(A) São bens imóveis o solo e tudo quanto se lhe incorporar natural ou artificialmente. 
(B) Considera-se bem móvel para os efeitos legais o direito à sucessão aberta. 
(C) Consideram-se imóveis para os efeitos legais os direitos reais sobre objetos móveis e as ações 
correspondentes. 
(D) São consumíveis os móveis que podem substituir-se por outros da mesma espécie, qualidade e 
quantidade. 
(E) Constitui universalidade de direito o complexo de relações jurídicas, de uma pessoa, desprovidas 
de valor econômico. 
Comentários: 
A alternativa A está correta e, é o gabarito da questão. De acordo com o CC/2002, o solo e tudo quanto 
se lhe incorporar natural ou artificialmente, são bens imóveis: art. 79 São bens imóveis o solo e tudo 
quanto se lhe incorporar natural ou artificialmente. 
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A alternativa B está incorreta. O direito à sucessão aberta, de acordo com o CC/2002, para fins legais, 
é considerado como sendo bem imóvel, como expressa o art. 80: art. 80. Consideram-se imóveis para os 
efeitos legais: 
II - o direito à sucessão aberta. 
A alternativa C está incorreta. De acordo com o CC/2002, os direitos reais sobre objetos móveis e as 
ações correspondentes são considerados, para efeitos legais como sendo bens imóveis: art. 80. 
Consideram-se imóveis para os efeitos legais: I - os direitos reais sobre imóveis e as ações que os 
asseguram; 
A alternativa D está incorreta. De acordo com o CC/2002, são consumíveis, na verdade, os bens 
móveis cujo uso importa destruição imediata da própria substância, sendo também considerados tais 
os destinados à alienação, vejamos: art. 86. São consumíveis os bens móveis cujo uso importa destruição 
imediata da própria substância, sendo também considerados tais os destinados à alienação. 
A alternativa E está incorreta. De acordo com o CC/2002, constitui universalidade de direito o 
complexo de relações jurídicas, de uma pessoa, dotadas e, não desprovidas, de valor econômico: art. 91. 
Constitui universalidade de direito o complexo de relações jurídicas, de uma pessoa, dotadas de valor 
econômico. 
9. (FAURGS / TJ-RS – 2013) Assinale a alternativa que apresenta afirmação correta a respeito 
da disciplina dos bens no Código Civil. 
a) São bens imóveis o solo e tudo quanto se lhe incorporar natural ou artificialmente. 
b) Consideram-se móveis, para os efeitos legais, os direitos reais sobre imóveis e as ações que os 
asseguram. 
c) Consideram-se imóveis, para os efeitos legais, os direitos pessoais de caráter patrimonial e 
respectivas ações. 
d) São consumíveis os móveis que podem ser substituídos por outros da mesma espécie, qualidade e 
quantidade. 
e) Constitui universalidade de direito a pluralidade de bens singulares que, pertinentes à mesma pessoa, 
tenham destinação unitária. 
Comentários 
A alternativa A está correta e é o gabarito da questão. O art. 79 do Código Civil consagra a conceituação 
de bem aceita pelo código, trazendo em sua redação que: "São bens imóveis o solo e tudo quanto se lhe 
incorporar naturalmente ou artificialmente.". 
A alternativa B está incorreta. O art. 80 do Código Civil, acrescentando ao que foi exposto pelo art. 79, 
traz em seu texto o rol do que é considerado como imóveis para os efeitos legais, trazendo que: 
Art. 80. Consideram-se imóveis para os efeitos legais: 
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I - os direitos reais sobre imóveis e as ações que os asseguram; 
II - o direito à sucessão aberta. 
Art. 81. Não perdem o caráter de imóveis: 
I - as edificações que, separadas do solo, mas conservando a sua unidade, forem removidas para outro 
local; 
A alternativa C está incorreta. O art. 83 do Código Civil traz o rol e conceituação do que se consideram 
bens móveis, ao dizer que: 
Art. 83. Consideram-se móveis para os efeitos legais: 
I - as energias que tenham valor econômico; 
II - os direitos reais sobre objetos móveis e as ações correspondentes; 
III - os direitos pessoais de caráter patrimonial e respectivas ações. 
A alternativa D está incorreta. Moveis fungíveis são os que podem ser substituídos por outros de 
mesma qualidade, ao contrário dos infungíveis que são únicos, não podendo ser substituídos pois não 
contemplam as mesmas características ou mesmo apreço. De acordo com o art. 85 do Código Civil: "São 
fungíveis os móveis que podem substituir-se por outros da mesma espécie, qualidade e quantidade.". Já 
os bens consumíveis, são os que se destinam a alienação de forma a destruir-se imediatamente a própria 
forma, assim versa o art. 86 trazendo que: "São consumíveis os bens móveis cujo uso importa destruição 
imediata da própria substância, sendo também considerados tais os destinados à alienação.". 
A alternativa E está incorreta. A universalidade de fato contempla os bens singulares destinados ou 
pertencentes a uma pessoa que tenham destinação unitária, podendo ser objeto de relações jurídicas 
próprias como traz o art. 90, caput e Parágrafo Único do Código Civil. Já a universalidade de direito se 
dá no conjunto de relações jurídicas com valor econômico conforme exposto no art. 91: "Constitui 
universalidade de direito o complexo de relações jurídicas, de uma pessoa, dotadas de valor 
econômico.". 
10. (FAURGS / TJ– 2010) Assinale a afirmação correta em relação aos bens, de acordo com o 
Código Civil. 
a) Os bens naturalmente divisíveis podem tornar-se indivisíveis por determinação da lei ou por vontade 
das partes. 
b) As edificações que, separadas do solo, mas conservando a sua unidade, forem removidas para outro 
local são consideradas bens móveis. 
c) São fungíveis os bens imóveis que se pode substituir por outros da mesma espécie, qualidade e 
quantidade. 
d) São consumíveis os bens capazes de configurar uma relação jurídica como de consumo, sujeita ao 
Código de Defesa do Consumidor. 
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e) Os direitos pessoais de caráter patrimonial e as respectivas ações são considerados bens imóveis para 
efeitos legais. 
Comentários 
A alternativa A está correta e é o gabarito da questão. Os bens naturalmente divisíveis são os que não 
perdem sua característica ou qualidade com a divisão, sendo ainda naturalmente divisíveis para esse 
sentido, no entanto, podem tornar-se bens indivisíveis por determinação da lei ou acordo entre as 
partes. Assim, de acordo com o art. 88 do Código Civil: "Os bens naturalmente divisíveis podem tornar-
se indivisíveis por determinação da lei ou por vontade das partes.". 
A alternativa B está incorreta. O art. 81 traz as hipóteses em que os bens não perdem o caráter de 
imóvel, entre estas estão as edificações separadas do solo: 
Art. 81. Não perdem o caráter de imóveis: 
I - as edificações que, separadas do solo, mas conservando a sua unidade, forem removidas para outro 
local; 
A alternativa C está incorreta. A característica de fungibilidade se dispõe a compreender bens móveis 
pela própria definição e não bens imóveis, portantoestá errada a alternativa em considerar essa 
hipótese. 
A alternativa D está incorreta. Os bens consumíveis, são os que se destinam a alienação de forma a 
destruir-se imediatamente a própria forma, assim versa o art. 86 trazendo que: "São consumíveis os 
bens móveis cujo uso importa destruição imediata da própria substância, sendo também considerados 
tais os destinados à alienação.". 
A alternativa E está incorreta. Traz o texto do art. 83 do Código Civil o rol e conceituação do que se 
consideram bens móveis, ao dizer que: 
Art. 83. Consideram-se móveis para os efeitos legais: 
I - as energias que tenham valor econômico; 
II - os direitos reais sobre objetos móveis e as ações correspondentes; 
III - os direitos pessoais de caráter patrimonial e respectivas ações. 
11. (FAURGS / TJ– 2010) Assinale a afirmação INCORRETA sobre bens públicos, segundo o Código 
Civil. 
a) Os bens do domínio nacional pertencentes às pessoas jurídicas de direito público interno são 
públicos. 
b) Os bens de uso comum do povo, tais como rios, mares, estradas, ruas e praças, são bens públicos. 
c) Não dispondo a lei em contrário, consideram-se dominicais os bens pertencentes às pessoas jurídicas 
de direito público a que se tenha dado estrutura de direito privado. 
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d) Os bens de uso especial são inalienáveis enquanto conservarem a sua qualificação, na forma que a lei 
determinar. 
e) Os bens públicos do domínio nacional podem ser alienados, observadas as exigências da lei, e estão 
sujeitos a usucapião. 
Comentários 
A alternativa E está incorreta e é o gabarito da questão. Não podem ser usucapidos os bens públicos, 
mesmo os dominicais, anteriormente permitidos, foram vedados pelo código vigente, contemplando os 
bens públicos como um todo nesta definição. (Súmula 340, STF). Assim traz o texto do art. 102 do Código 
Civil, que deixa claro: "Os bens públicos não estão sujeitos a usucapião.". 
IADES 
Bens Móveis E Imóveis (Art. 79 Ao 84) 
12. (IADES/ AL-GO – 2019) Com relação ao regramento dos bens, assinale a alternativa correta. 
(A) Consideram-se móveis, para os efeitos legais, os direitos reais sobre imóveis e as ações que os 
asseguram. 
(B) São infungíveis os móveis que podem se substituir por outros da mesma espécie, qualidade e 
quantidade. 
(C) Os bens naturalmente divisíveis não podem se tornar indivisíveis por vontade das partes 
(D) Consideram-se móveis, para os efeitos legais, as energias que tenham valor econômico. 
(E) São necessárias as benfeitorias que aumentam ou facilitam o uso do bem. 
Comentários: 
A alternativa A está incorreta. De acordo com o CC/2002, para os efeitos legais, os direitos reais 
sobre imóveis e as ações que os asseguram, são considerados como bens imóveis e, não móveis, 
vejamos: art. 80. Consideram-se imóveis para os efeitos legais: I - os direitos reais sobre imóveis e 
as ações que os asseguram. 
A alternativa B está incorreta. De acordo com o CC/2002, os móveis que podem se substituir por 
outros da mesma espécie, qualidade e quantidade, são, na verdade, considerados como fungíveis e, 
não infungíveis, vejamos: art. 85. São fungíveis os móveis que podem substituir-se por outros da 
mesma espécie, qualidade e quantidade. 
A alternativa C está incorreta. De acordo com o CC/2002, os bens naturalmente divisíveis, na 
verdade, podem sim se tornar indivisíveis por vontade das partes, vejamos: art. 88. Os bens 
naturalmente divisíveis podem tornar-se indivisíveis por determinação da lei ou por vontade das 
partes. 
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A alternativa D está correta e, é o gabarito da questão, De acordo com o CC/2002, consideram-se 
móveis, para os efeitos legais, as energias que tenham valor econômico, vejamos: art. 83. 
Consideram-se móveis para os efeitos legais: I - as energias que tenham valor econômico. 
A alternativa E está incorreta. De acordo com o CC/2002, as benfeitorias que aumentam ou 
facilitam o uso do bem são classificadas como úteis e não necessárias, vejamos: art. 96. §2º. São 
úteis as benfeitorias que aumentam ou facilitam o uso do bem. 
13. (IADES/ METRÔ-DF – 2014) A respeito da disciplina dos bens no Código Civil e na 
jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, assinale a alternativa correta. 
(A) Separados da coisa que os tiver produzido, os frutos são considerados pertenças. 
(B) O direito à sucessão aberta é considerado bem móvel. 
(C) Quando pertencentes às pessoas jurídicas de direito público a que se tenha dado estrutura de 
direito privado, são classificados, em regra, como bens de uso especial. 
(D) São bens imóveis o solo e tudo quanto se lhe incorporar natural ou artificialmente. 
(E) A vaga de garagem, ainda que possua matrícula própria no registro de imóveis, constitui bem 
de família para efeito de penhora. 
Comentários: 
A alternativa A está incorreta. Quando separados da coisa que os tiver produzido, os frutos são 
considerados, na verdade bens acessórios e não pertenças. 
A alternativa B está incorreta. De acordo com o CC/2002, o direito à sucessão aberta é considerado 
bem imóvel e, não móvel, vejamos: art. 80. Consideram-se IMÓVEIS para os efeitos legais: II - o 
direito à sucessão aberta. 
A alternativa C está incorreta. De acordo com o CC/2002, quando pertencentes às pessoas jurídicas 
de direito público a que se tenha dado estrutura de direito privado, são classificados, em regra, 
como bens dominicais e, não de uso especial, vejamos: art. 99. São bens públicos: Parágrafo único. 
Não dispondo a lei em contrário, consideram-se dominicais os bens pertencentes às pessoas 
jurídicas de direito público a que se tenha dado estrutura de direito privado. 
A alternativa D está correta e, é o gabarito da questão. A assertiva é a transcrição do art. 79, do 
CC/2002, vejamos: art. 79. São bens imóveis o solo e tudo quanto se lhe incorporar natural ou 
artificialmente. 
A alternativa E está incorreta. De acordo com entendimento do STJ, a vaga de garagem, ainda que 
possua matrícula própria no registro de imóveis, na verdade, não constitui bem de família para 
efeito de penhora, vejamos: Súmula nº 449 do STJ: "A vaga de garagem que possui matrícula própria 
no registro de imóveis não constitui bem de família para efeito de penhora." 
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IBFC 
Bens Móveis E Imóveis (Art. 79 Ao 84) 
14. (IBFC / SAEB-BA – 2015) Considerando as disposições do código civil brasileiro sobre os bens, 
assinale a alternativa correta. 
(A) São bens imóveis o solo e tudo quanto se lhe incorporar, desde que seja de forma natural. 
(B) Considera-se imóvel para os efeitos legais, o direito à sucessão aberta. 
(C) Os direitos reais sobre imóveis são considerados móveis. 
(D) As edificações, separadas do solo sempre perdem o caráter de imóveis. 
(E) Os materiais separados de um prédio, ainda que provisoriamente para nele se reempregarem, 
perdem o caráter de imóveis. 
Comentários: 
A alternativa A está incorreta. De acordo com o CC/2002, são bens móveis o solo e tudo quanto se lhe 
incorporar natural ou artificialmente, e não de forma natural, vejamos: art. 79. São bens imóveis o solo 
e tudo quanto se lhe incorporar natural ou artificialmente. 
A alternativa B está correta e, é o gabarito da questão. De acordo com o CC/2002, realmente considera-
se imóvel para os efeitos legais, o direito à sucessão aberta, vejamos: art. 80. Consideram-se imóveis 
para os efeitos legais: II - o direito à sucessão aberta. 
A alternativaC está incorreta. De acordo com o CC/2002, os direitos reais sobre imóveis são 
considerados bens imóveis, vejamos: art. 80. Consideram-se imóveis para os efeitos legais: I - os direitos 
reais sobre imóveis e as ações que os asseguram. 
A alternativa D está incorreta. De acordo com o CC/2002, as edificações, separadas do solo, na verdade, 
não perde, o caráter de imóveis, vejamos: art. 81. Não perdem o caráter de imóveis: I - as edificações 
que, separadas do solo, mas conservando a sua unidade, forem removidas para outro local. 
A alternativa E está incorreta. De acordo com o CC/2002, os materiais separados de um prédio, ainda 
que provisoriamente para nele se reempregarem, na verdade, não perdem o caráter de imóveis, 
vejamos: art. 81. Não perdem o caráter de imóveis: II - os materiais provisoriamente separados de um 
prédio, para nele se reempregarem. 
15. (IBFC / TRE-AM – 2014) Analise as seguintes afirmativas: 
I. São bens públicos de uso comum do povo, os edifícios destinados a serviço da administração 
federal, inclusive os de suas autarquias. 
II. Os bens públicos dominicais podem ser alienados, observadas as exigências da lei. 
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III. O uso comum dos bens públicos pode ser gratuito ou retribuído, conforme for estabelecido 
legalmente pela entidade a cuja administração pertencerem. 
NÃO está correto o que se afirma em: 
(A) I, apenas. 
(B) II, apenas. 
(C) I e III, apenas. 
(D) II e III, apenas. 
Comentários: 
A afirmativa I está incorreta. De acordo com o CC/2002, são bens públicos de uso comum do povo os 
rios, mares, estradas, ruas e praças, enquanto que os edifícios destinados a serviço da administração 
federal, inclusive os de suas autarquias são considerados como sendo bens públicos de uso especial, 
vejamos: art. 99. São bens públicos: I - os de uso comum do povo, tais como rios, mares, estradas, ruas e 
praças. II - os de uso especial, tais como edifícios ou terrenos destinados a serviço ou estabelecimento 
da administração federal, estadual, territorial ou municipal, inclusive os de suas autarquias. 
A afirmativa II está correta. De acordo com o CC/2002, os bens públicos dominicais podem ser 
alienados, observadas as exigências da lei, vejamos: art. 101. Os bens públicos dominicais podem ser 
alienados, observadas as exigências da lei. 
A afirmativa III está correta. De acordo com o CC/2002, o uso comum dos bens públicos pode ser 
gratuito ou retribuído, conforme for estabelecido legalmente pela entidade a cuja administração 
pertencerem, vejamos: art. 103. O uso comum dos bens públicos pode ser gratuito ou retribuído, 
conforme for estabelecido legalmente pela entidade a cuja administração pertencerem. 
UFMT 
Bens Móveis E Imóveis (Art. 79 Ao 84) 
16. (UFMT / TJ-MT – 2016) A coluna da esquerda apresenta o conceito de diferentes classes de 
bens e a da direita, a denominação de cada classe, em conformidade com a Lei n.º 10.406, de 
10 de janeiro de 2002, Código Civil. Numere a coluna da direita de acordo com a da esquerda. 
1 - São bens o solo e tudo quanto se lhe incorporar artificialmente. 
2 - São bens os móveis que podem substituir-se por outros da mesma espécie, qualidade e quantidade. 
3 - Bens que, embora reunidos, se considerem de per si, independente dos demais. 
4 - Bens que se podem fracionar sem alteração na sua substância, diminuição considerável de valor. 
( ) Bens divisíveis 
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( ) Bens singulares 
( ) Bens imóveis 
( ) Bens fungíveis 
Assinale a sequência correta. 
(A) 3, 4, 2, 1 
(B) 1, 3, 2, 4 
(C) 2, 1, 4, 3 
(D) 4, 3, 1, 2 
Comentários: 
A alternativa D está correta e, é o gabarito da questão. A assertiva traz a sequência correta, uma vez 
que, de acordo com o CC/2002: 
4 - Os bens que se podem fracionar sem alteração na sua substância, diminuição considerável de valor, 
são bens divisíveis: art. 87. Bens divisíveis são os que se podem fracionar sem alteração na sua 
substância, diminuição considerável de valor, ou prejuízo do uso a que se destinam. 
3 – Os bens que, embora reunidos, se considerem de per si, independente dos demais, são bens 
singulares: art. 89. São singulares os bens que, embora reunidos, se consideram de per si, 
independentemente dos demais. 
1 - O solo e tudo quanto se lhe incorporar artificialmente, são bens imóveis: art. 79. São bens imóveis o 
solo e tudo quanto se lhe incorporar natural ou artificialmente. 
2 - Os bens móveis que podem substituir-se por outros da mesma espécie, qualidade e quantidade, são 
bens fungíveis: art. 85. São fungíveis os móveis que podem substituir-se por outros da mesma espécie, 
qualidade e quantidade. 
17. (UFMT / TJ-MT – 2016) Sobre as espécies de bens, analise as seguintes afirmativas. 
I - São bens imóveis as edificações que, separadas do solo, conservam sua unidade, ainda que 
removidas para outro local. 
II - São bens móveis os materiais destinados à construção, ainda que empregados para tal 
finalidade. 
III - São bens divisíveis os que podem ser fracionados sem prejuízo do uso a que se destinam. 
IV - São bens públicos os de domínio nacional que pertencem às pessoas jurídicas de direito 
público, sujeitos à usucapião. 
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Estão corretas as afirmativas 
(A) I, II e IV, apenas. 
(B) I e III, apenas. 
(C) III e IV, apenas. 
(D) I, II e III, apenas. 
Comentários: 
A afirmativa I está correta. De acordo com o CC/2002, são bens imóveis as edificações que, separadas 
do solo, conservam sua unidade, ainda que removidas para outro local, vejamos: art. 81. Não perdem o 
caráter de imóveis: I - as edificações que, separadas do solo, mas conservando a sua unidade, forem 
removidas para outro local. 
A afirmativa II está incorreta. De acordo com o CC/2002, os materiais destinados à construção, ainda 
que empregados para tal finalidade, na verdade, não perdem o caráter de imóveis, vejamos: art. 81. Não 
perdem o caráter de imóveis: II - os materiais provisoriamente separados de um prédio, para nele se 
reempregarem. 
A afirmativa III está correta. De acordo com o CC/2002, são bens divisíveis os que podem ser 
fracionados sem prejuízo do uso a que se destinam, vejamos: art. 87. Bens divisíveis são os que se podem 
fracionar sem alteração na sua substância, diminuição considerável de valor, ou prejuízo do uso a que 
se destinam. 
A afirmativa IV está incorreta. De acordo com o CC/2002, os bens públicos de domínio nacional que 
pertencem às pessoas jurídicas de direito público, na verdade, não são sujeitos à usucapião, vejamos: 
art. 102. Os bens públicos não estão sujeitos a usucapião. 
Sendo assim, a alternativa B está correta e, é o gabarito da questão. 
18. (UFMT / TJ-MT – 2012) Considerando o que dispõe o Código Civil em vigor sobre bens 
imóveis e bens móveis, analise as assertivas. 
I - Não perdem o caráter de bens imóveis as edificações que, separadas do solo, mas conservando 
a sua unidade, forem removidas para outro local. 
II - Os materiais destinados a alguma construção, enquanto não forem empregados, conservam 
sua qualidade de bens móveis, readquirindo essa qualidade os provenientes da demolição de 
algum prédio. 
III - Os direitos pessoais de caráter patrimonial e respectivas ações consideram-se bens imóveis. 
IV - Os materiais provisoriamente separados de um prédio, para nele se reempregarem, são 
considerados bens móveis. 
Estão corretas as afirmativas 
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(A) I e III, apenas. 
(B) III e IV, apenas. 
(C) II e III, apenas. 
(D) I e II, apenas. 
Comentários: 
A afirmativa I está correta. De acordo com o CC/2002, não perdem o caráter de bens imóveis as 
edificações que, separadas do solo, mas conservando a sua unidade, forem removidas para outro local, 
vejamos: art. 81. Não perdem o caráter de imóveis: I - as edificações que, separadas do solo, mas 
conservando a sua unidade, forem removidas para outro local. 
A afirmativa II está correta. De acordo com o CC/2002, os materiais destinados a alguma construção, 
enquanto não forem empregados, conservam sua qualidade de bens móveis, readquirindo essa 
qualidade os provenientes da demolição de algum prédio, vejamos: art. 84. Os materiais destinados a 
alguma construção, enquanto não forem empregados, conservam sua qualidade de móveis; readquirem 
essa qualidade os provenientes da demolição de algum prédio. 
A alternativa III está incorreta. De acordo com o CC/2002, os direitos pessoais de caráter patrimonial 
e respectivas ações consideram-se, na verdade, bens móveis, vejamos: art. 83. Consideram-se móveis 
para os efeitos legais: III - os direitos pessoais de caráter patrimonial e respectivas ações. 
A afirmativa IV está incorreta. De acordo com o CC/2002, os materiais provisoriamente separados de 
um prédio, para nele se reempregarem, são considerados, na verdade, bens imóveis, vejamos: art. 81. 
Não perdem o caráter de imóveis: II - os materiais provisoriamente separados de um prédio, para nele 
se reempregarem. 
Sendo assim, a alternativa D está correta e, é o gabarito da questão. 
CETAP 
19. (CETAP / AL-RR – 2010) Quanto aos bens, assinale a alternativa CORRETA: 
a) Os direitos reais sobre imóveis são considerados bens imóveis por determinação legal. Todavia, as 
ações que os asseguram são consideradas bens móveis. 
b) Os materiais provisoriamente separados de uma construção, ainda que estejam destinados a nela se 
reempregarem, perdem a qualidade de bens imóveis. 
c) As energias que tenham valor econômico são consideradas bens móveis. 
d) O direito brasileiro somente admite a consuntibilidade física dos bens, sendo, portanto, impossível 
falar em consuntibilidade jurídica. 
e) As pertenças são bens imóveis por acessão intelectual. 
Comentários 
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A alternativa A está incorreta, segundo o art. 80, inc. I: “Consideram-se imóveis para os efeitos legais 
os direitos reais sobre imóveis e as ações que os asseguram”. 
A alternativa B está incorreta, conforme o art. 81, inc. II: “Não perdem o caráter de imóveis os materiais 
provisoriamente separados de um prédio, para nele se reempregarem”. 
A alternativa C está correta, consoante o art. 83, inc. I: “Consideram-se móveis para os efeitos legais as 
energias que tenham valor econômico”. 
A alternativa D está incorreta, de acordo com o art. 86: “São consumíveis os bens móveis cujo uso 
importa destruição imediata da própria substância, sendo também considerados tais os destinados à 
alienação”. Disso se conclui que a consuntibilidade jurídica existe porque são consumíveis os bens 
destinados à alienação. 
A alternativa E está incorreta, segundo dispõe o art. 93: “São pertenças os bens que, não constituindo 
partes integrantes, se destinam, de modo duradouro, ao uso, ao serviço ou ao aformoseamento de 
outro”. De outro lado, “bem imóvel por acessão intelectual”, de acordo com Cesar Fiúza, “É tudo aquilo 
que se mantém intencionalmente no imóvel para sua exploração, aformoseamento ou comodidade. A 
categoria dos bens imóveis por acessão intelectual foi retirada do Código, que a substituiu pela categoria 
das pertenças”. Ou seja, a categoria pertenças é mais recente, oriunda do atual Código Civil. Além disso, 
de acordo com o Enunciado 11 da I Jornada de Direito Civil: “Não persiste no novo sistema legislativo a 
categoria dos bens imóveis por acessão intelectual”. 
UFPR 
Bens Móveis E Imóveis (Art. 79 Ao 84) 
20. (UFPR / COREN-PR – 2018) Acerca da classificação de bens no Direito Civil brasileiro, assinale 
a alternativa INCORRETA. 
a) São bens móveis para os efeitos legais os direitos reais sobre objetos móveis e as ações 
correspondentes. 
b) Constitui universalidade de direito o complexo de relações jurídicas, de uma pessoa, dotadas de valor 
econômico. 
c) Tanto os bens públicos de uso especial quanto os dominicais podem ser alienados sem o 
procedimento de desafetação. 
d) Os negócios jurídicos que dizem respeito ao bem principal não abrangem as pertenças, salvo se o 
contrário resultar da lei, da manifestação de vontade, ou das circunstâncias do caso. 
e) Os bens naturalmente divisíveis podem tornar-se indivisíveis por determinação da lei ou por vontade 
das partes. 
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A alternativa A está correta. Traz o art. 83, caput e Inc. II: "Consideram-se móveis para os efeitos 
legais:". "[...] os direitos reais sobre objetos móveis e as ações correspondentes". 
Direitos reais: de modo geral, abrange todos os bens materiais e diz respeito a propriedade e as relações 
jurídicas que emanam destes. O principal rol de direitos reais encontra-se elencado no art. 1225 do 
Código Civil. 
A alternativa B está correta. Não apenas as coisas, mas também as relações jurídicas podem conter 
valor econômico, assim o Código Civil busca facilitar, através da universalidade de direito, conferir 
unidade ao complexo de direitos, como herança, patrimônio, etc. Institui assim o art. 91 do Código Civil 
"Constitui universalidade de direito o complexo de relações jurídicas, de uma pessoa, dotadas de valor 
econômico." 
A alternativa C está incorreta e é o gabarito da questão. Quanto aos bens de uso comum e especial, o 
art. 100 do Código Civil traz que: "Os bens públicos de uso comum do povo e os de uso especial são 
inalienáveis, enquanto conservarem a sua qualificação, na forma que a lei determinar.". Porém, traz o 
art. 101, sobre os bens dominicais: "Os bens públicos dominicais podem ser alienados, observadas as 
exigências da lei.". Sobre a classificação de bens públicos versa o art. 99: 
Art. 99. São bens públicos: 
I - os de uso comum do povo, tais como rios, mares, estradas, ruas e praças; 
II - os de uso especial, tais como edifícios ou terrenos destinados a serviço ou estabelecimento da 
administração federal, estadual, territorial ou municipal, inclusive os de suas autarquias; 
III - os dominicais, que constituem o patrimônio das pessoas jurídicas de direito público, como objeto 
de direito pessoal, ou real, de cada uma dessas entidades. 
Parágrafo único. Não dispondo a lei em contrário, consideram-se dominicais os bens pertencentes às 
pessoas jurídicas de direito público a que se tenha dado estrutura de direito privado. 
A alternativa D está correta. Quanto a pertença (bem de uso duradouro) trata o art. 94 do Código Civil, 
dispondo que: "Os negócios jurídicos que dizem respeito ao bem principal não abrangem as pertenças, 
salvo se o contrário resultar da lei, da manifestação de vontade, ou das circunstâncias do caso." 
Em regra geral, a obrigação de dar a coisa certa comtempla o bem principal e seus acessórios, no 
entanto, este é regido por um princípio, o da gravitação jurídica, dispondo que o bem acessório segue a 
sorte do principal, desde que não haja disposição em contrário. 
A alternativa E está correta. Bem divisível é aquele que quanto segregado não perde sua identidade, 
característica constitutiva ou valor. Para os bens que, embora divisíveis, percamsua forma ou 
desvalorizem no ato de fraciona-los, são abarcados pelo art. 88 do Código Civil, que diz: "Os bens 
naturalmente divisíveis podem tornar-se indivisíveis por determinação da lei ou por vontade das 
partes." 
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QUADRIX 
Bens móveis e imóveis (79 ao 84) 
21. (Quadrix - CODHAB-DF - Analista - Direito e Legislação- 2018) Considerando as normas 
referentes aos bens, aos negócios jurídicos e aos contratos, julgue o item. 
 
As energias que tenham valor econômico são consideradas como bens imóveis. 
Comentários: 
 
A afirmativa está incorreta. Conforme dispõe o CC/2002, as energias que tenham valor econômico são 
consideradas como bens móveis e, não imóveis: 
 
Art. 83. Consideram-se móveis para os efeitos legais: 
 
I - as energias que tenham valor econômico; 
 
22. (Quadrix - CODHAB-DF - Analista - Direito e Legislação- 2018) Considerando as normas 
referentes aos bens, aos negócios jurídicos e aos contratos, julgue o item. 
 
São considerados como bens as coisas materiais, concretas, úteis aos homens, de expressão econômica 
e suscetíveis de apropriação, bem como as de existência imaterial economicamente apreciáveis. 
Comentário: 
 
A afirmativa está correta. Como é possível depreender, a questão traz aquilo que o doutrinador Carlos 
Roberto Gonçalves dita: 
 “Bens, portanto, são coisas materiais, concretas, úteis aos homens e de expressão econômica, 
suscetíveis de apropriação, bem como as de existência imaterial economicamente apreciáveis.”. 
CESGRANRIO 
Bens móveis e imóveis (79 ao 84) 
23. (CESGRANRIO - EPE - Advogado- 2012) À luz do paradigma da essencialidade, quanto aos 
bens, constata-se que a(o) 
(A) transcendência, ou seja, a existência de um valor para além do valor de troca não tem relevo para 
a teoria dos contratos. 
(B) utilidade dos bens contratados é critério juridicamente relevante para o exame das questões 
contratuais. 
(C) essencialidade impede a classificação dos bens, reciprocamente considerados, em ordem de 
relevância. 
(D) valor de troca só é garantido para os bens que atendem aos interesses creditícios. 
(E) valor de uso não se confunde com o valor de troca, sendo este último o que preserva o paradigma 
da essencialidade. 
Comentários: 
 
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A alternativa B está correta e, é o gabarito da questão. O paradigma da essencialidade é uma vertente 
do pensamento doutrinário acerca dos bens e dos contratos. A partir da interpretação do raciocínio 
desenvolvido por Teresa Negreiros, tal paradigma tem como objetivo principal, alterar o eixo seguido 
pelo direito civil clássico cujo enfoque principal decai sobre as questões patrimoniais, enquanto que o 
moderno deveria recair sobre questões existenciais, especialmente aquelas relacionada à dignidade da 
pessoa humana. Com base nessa teoria, os bens devem ser avaliados, portanto, não apenas com base em 
seus valores patrimoniais, como também em seu valor, função e utilidade social. Assim, seria possível a 
efetivação do princípio da função social do contrato. 
 
Sendo assim, as alternativas A, C, D e E estão incorretas. 
AOCP 
Bens móveis e imóveis (79 ao 84) 
24. (AOCP - FUNDASUS - Analista - Advogado- 2015) Em relação ao regime civil de bens, 
assinale a alternativa correta. 
A) Consideram-se bens móveis, para os efeitos legais, os direitos pessoais de caráter patrimonial e 
respectivas ações. 
B) Considera-se bem móvel, para os efeitos legais, o direito à sucessão aberta. 
C) Perdem o caráter de imóveis os materiais provisoriamente separados de um prédio, ainda que 
para nele se reempregarem. 
D) São consumíveis os móveis que podem substituir-se por outros da mesma espécie, qualidade e 
quantidade. 
E) Não dispondo a lei em contrário, consideram-se de uso especial os bens pertencentes às pessoas 
jurídicas de direito público a que se tenha dado estrutura de direito privado. 
Comentários: 
 
A alternativa A está correta e, é o gabarito da questão. De fato, o CC/2002 classifica os direitos pessoais 
de caráter patrimonial e respectivas ações como sendo bens móveis: 
 
Art. 83. Consideram-se móveis para os efeitos legais 
 
III - os direitos pessoais de caráter patrimonial e respectivas ações. 
 
A alternativa B está incorreta. Conforme expressa o CC/2002, o direito real à sucessão é considerado 
bem IMÓVEL e, não móvel: 
 
Art. 80. Consideram-se imóveis para os efeitos legais 
 
II - o direito à sucessão aberta. 
 
A alternativa C está incorreta. Os materiais provisoriamente separados de um prédio, que nele se 
reempregarem, conforme o CC, NÃO perdem a característica de imóvel: 
 
Art. 81. Não perdem o caráter de imóveis: 
 
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II - os materiais provisoriamente separados de um prédio, para nele se reempregarem 
 
A alternativa D está incorreta. Os bens móveis que podem substituir-se por outros da mesma espécie, 
qualidade e quantidade são denominados fungíveis e, não consumíveis, conforme determina o CC/2002: 
 
Art. 85. São fungíveis os móveis que podem substituir-se por outros da mesma espécie, qualidade e 
quantidade 
 
A alternativa E está incorreta. Os bens pertencentes às pessoas jurídicas de direito público a que se 
tenha dado estrutura de direito privado são os dominicais, conforme dita o CC/2002: 
 
Art. 99 Parágrafo único. Não dispondo a lei em contrário, consideram-se dominicais os bens 
pertencentes às pessoas jurídicas de direito público a que se tenha dado estrutura de direito privado. 
 
25. (AOCP - BRDE - Analista de Projetos - Jurídica- 2012) Consideram-se imóveis, para os 
efeitos legais, 
(A) as energias que tenham valor econômico. 
(B) os direitos reais sobre objetos móveis e as ações correspondentes. 
(C) os direitos pessoais de caráter patrimonial e respectivas ações. 
(D) o direito à sucessão aberta. 
(E) os materiais destinados a alguma construção, enquanto não forem empregados. 
Comentários: 
 
A alternativa A está incorreta. De acordo com o CC/2002, as energias que tenham valor econômico são 
consideradas, para efeitos legais, bens móveis: 
Art. 83. Consideram-se móveis para os efeitos legais: 
I - as energias que tenham valor econômico; 
A alternativa B está incorreta. Para o CC os direitos reais sobre objetos móveis e as ações 
correspondentes, são considerados, para os efeitos legais, bens móveis: 
Art. 83. Consideram-se móveis para os efeitos legais: 
II - os direitos reais sobre objetos móveis e as ações correspondentes; 
 
A alternativa C está incorreta. O CC determina que os direitos pessoais de caráter patrimonial e 
respectivas ações, são, para os efeitos legais, considerados bens móveis: 
Art. 83. Consideram-se móveis para os efeitos legais: 
III - os direitos pessoais de caráter patrimonial e respectivas ações. 
 
A alternativa D está correta e, é o gabarito da questão. Eis que o CC determina que o direito à sucessão 
aberta é considerado, para os efeitos legais, bem imóvel: 
 
Art. 80. Consideram-se imóveis para os efeitos legais: 
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II - o direito à sucessão aberta. 
 
A alternativa E está incorreta. Os materiais destinados a alguma construção, enquanto não forem 
empregados, conforme expresso no CC, são considerados bens materiais: 
IDIB 
Bens móveis e imóveis (79 ao 84) 
26. (IDIB - CREMERJ - Advogado- 2019) Acerca dos bens imóveis, móveis e públicos,Questões Comentadas - Questões comentadas - Bens - Dos bens reciprocamente considerados - FGV 128
..............................................................................................................................................................................................32) Lista de Questões - Bens - Dos bens reciprocamente considerados - FGV 131
..............................................................................................................................................................................................33) Bens - Dos bens públicos 132
..............................................................................................................................................................................................34) Questões Comentadas - Bens - Dos bens públicos - Cebraspe 133
..............................................................................................................................................................................................35) Lista de Questões - Bens - Dos bens públicos - Cebraspe 134
..............................................................................................................................................................................................36) Questões Comentadas - Bens - Dos bens públicos - FCC 135
..............................................................................................................................................................................................37) Lista de Questões - Bens - Dos bens públicos - FCC 143
..............................................................................................................................................................................................38) Questões Comentadas - Bens - Dos bens públicos - Vunesp 145
..............................................................................................................................................................................................39) Lista de Questões - Bens - Dos bens públicos - Vunesp 149
..............................................................................................................................................................................................40) Questões Comentadas - Bens - Dos bens públicos - FGV 151
..............................................................................................................................................................................................41) Lista de Questões - Bens - Dos bens públicos - FGV 157
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Capítulo I – Bens considerados em si mesmos 
Em regra, todos os bens podem ser apropriados, alienados. Porém, alguns bens estão fora do 
comércio, são inalienáveis. A inalienabilidade pode decorrer da natureza ou da lei. 
Naturalmente inalienáveis são os bens que não permitem alienação, por si só, como os raios solares, a 
lua ou o ar (sem que haja intervenção humana). Legalmente inalienáveis são os bens que não permitem 
alienação pela presença de alguma justificativa socioeconômica, como órgãos e partes destacáveis do 
corpo humano, as terras ocupadas pelos indígenas ou o bem de família. 
1 – Bens imóveis 
A noção de bens imóveis está no art. 79 do Código Civil: o solo e tudo quanto se lhe incorporar natural ou 
artificialmente. Ainda, consideram-se imóveis para os efeitos legais outros bens e direitos relativos a imóveis, 
segundo os arts. 80 e 81: 
I - os direitos reais sobre imóveis e as ações que os asseguram; 
II - o direito à sucessão aberta. 
III - as edificações que, separadas do solo, mas conservando a sua unidade, forem removidas para outro local; 
IV - os materiais provisoriamente separados de um prédio, para nele se reempregarem. 
São bens imóveis por sua natureza o solo, compreendendo as árvores e frutos pendentes, o espaço aéreo e o 
subsolo. De maneira artificial temos como exemplo sementes, edifícios, muros, entre outros. 
Quando se fala das árvores com seus frutos, os frutos serão bens imóveis somente 
enquanto não retirados da árvore. De outro lado, se uma pessoa compra sementes e 
as planta, a fim de cultivo, essas sementes, plantadas, são consideradas bens imóveis. 
Quanto ao direito à sucessão aberta destacado no inc. II do art. 80, podemos visualizar a herança, que mesmo 
composta de bens móveis, será considerada imóvel. Isso quando já aberta a sucessão, ou seja, quando a 
pessoa já tiver morrido. 
 
2 – Bens móveis 
Já no conceito do art. 82 do Código Civil, são móveis os bens suscetíveis de movimento próprio, ou de 
remoção por força alheia, sem alteração da substância ou da destinação econômico-social. 
• O solo e tudo o que nele se incorporar
• Os direitos reais sobre imóveis e as ações que os asseguram
• O direito à sucessão aberta
• As edificações que, separadas do solo, mas conservando a sua unidade, forem
removidas para outro local
• Os materiais provisoriamente separados de um prédio, para nele se reempregarem
BENS IMÓVEIS
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==1027f2==
 
 
 
 
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Ao lado dos bens móveis por natureza ou essência, existem os bens móveis por antecipação. Os bens móveis 
por antecipação são aqueles que eram imóveis, mas foram mobilizados por ação humana, como a maçã 
retirada da árvore, a soja colhida ou a colheita de uma plantação. 
Por outro lado, um automóvel com defeito no motor continua sendo um bem móvel, pois pode ser removido por 
força alheia sem a alteração na sua substância, mesmo que esteja imobilizado. Cuidado, portanto, para não 
pensar que imóvel é o bem que não se mexe. 
Ademais, ainda que não sejam visivelmente móveis, consideram-se móveis para os efeitos legais (bens 
móveis por força de lei), segundo os arts. 83 e 84 do Código Civil: 
I - as energias que tenham valor econômico; 
II - os direitos reais sobre objetos móveis e as ações correspondentes; 
III - os direitos pessoais de caráter patrimonial e respectivas ações. 
IV - os materiais destinados a alguma construção, enquanto não forem empregados, conservam sua qualidade de 
móveis; 
V - os materiais provenientes da demolição de algum prédio. 
 
Apesar de não parecer, as energias com valor econômico são consideradas bens 
móveis. O gás, que pode ser transportado por tubulação ou em botijão, a energia 
elétrica, a energia hidrelétrica etc., são exemplos desse caso. 
Assim como os direitos reais sobre imóveis são considerados bens imóveis, os direitos reais sobre 
objetos móveis são considerados bens móveis. Isso acontece com os direitos pessoais de caráter 
patrimonial, como o direito de receber uma dívida vencida e não paga. 
Os materiais de construção, enquanto não empregados na construção de um prédio são considerados bens 
móveis. Mas se esses materiais foram apenas retirados provisoriamente, para depois serem recolocados, 
são bens imóveis. 
 
• Os bens suscetíveis de movimento próprio, ou de remoção por força alheia, sem
alteração da substância ou da destinação econômico-social
• As energias que tenham valor econômico
• Os direitos reais sobre objetos móveis e as ações correspondentes
• Os direitos pessoais de caráter patrimonial e respectivas ações
• Os materiais destinados a alguma construção, enquanto não forem empregados,
conservam sua qualidade de móveis
• Os materiais provenientes da demolição de algum prédio
BENS MÓVEIS
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CEBRASPE 
Bens Móveis E Imóveis (Art. 79 Ao 84) 
1. (CEBRASPE – SEFAZ/AL – 2020) Com base no Código Civil, julgue osassinale 
a alternativa correta: 
(A) Consideram-se bens imóveis, para os efeitos legais, os direitos reais sobre objetos móveis e as 
ações correspondentes. 
(B) Consideram-se bens móveis, para os efeitos legais, as energias que tenham valor econômico. 
(C) Perdem o caráter de imóveis as edificações que, separadas do solo, mas conservando a sua 
unidade, forem removidas para outro local. 
(D) Os bens públicos dominicais estão sujeitos a usucapião especial. 
Comentário: 
 
A alternativa A está incorreta. De acordo com o CC/2002, os direitos reais sobre objetos móveis e as 
ações correspondentes são bens móveis: 
 
Art. 83. Consideram-se móveis para os efeitos legais: 
 
II - os direitos reais sobre objetos móveis e as ações correspondentes; 
 
A alternativa B está correta e, é o gabarito da questão. Conforme se depreende a partir da dicção do 
art. 80, inc. I: 
Art. 83. Consideram-se móveis para os efeitos legais: 
 
I - as energias que tenham valor econômico; 
 
A alternativa C está incorreta. De acordo com o CC/2002, os imóveis as edificações que, separadas do 
solo, mas conservando a sua unidade, forem removidas para outro local: 
Art. 81. Não perdem o caráter de imóveis: 
 
I - as edificações que, separadas do solo, mas conservando a sua unidade, forem removidas para outro 
local; 
 
A alternativa D está incorreta. Os bens públicos dominicais, pelo fato de serem bens públicos, não estão 
sujeitos à usucapião, conforme o CC determina: 
 
Art. 102. Os bens públicos não estão sujeitos a usucapião. 
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BANCAS DIVERSAS 
CETRO 
Bens Móveis E Imóveis (Art. 79 Ao 84) 
1. (CONSULPAM/PREF VIANA-ES – 2019) De acordo com o Código Civil, no que se refere à 
classificação dos bens, assinale a alternativa CORRETA: 
a) As edificações que, separadas do solo, mesmo que conservando a sua unidade, forem removidas para 
outro local perdem o caráter de bens imóveis. 
b) Os materiais destinados a alguma construção, enquanto não forem empregados, conservam sua 
qualidade de bens móveis; readquirem essa qualidade os provenientes da demolição de algum prédio. 
c) São consumíveis os bens móveis cujo uso importa destruição imediata da própria substância, não 
sendo considerados tais os destinados à alienação. 
d) Em hipótese alguma os bens públicos dominicais poderão ser alienados. 
2. (CONSULPAM/ADV-PREF OLINDA-2015) São móveis os bens suscetíveis de movimento 
próprio, ou de remoção por força alheia, sem alteração da substância ou da destinação 
econômico-social. Consideram-se móveis para os efeitos legais, EXCETO: 
a) Os direitos reais sobre objetos móveis e as ações correspondentes. 
b) As energias que tenham valor econômico. 
c) Os direitos pessoais de caráter patrimonial e respectivas ações. 
d) O direito à sucessão aberta. 
CONSULPLAN 
Bens Móveis E Imóveis (Art. 79 Ao 84) 
3. (CONSULPLAN - MPE-PA - Estagiário - Direito- 2019) Os bens jurídicos podem ser definidos, 
na lição de Pablo Stolze Gagliano e Rodolfo Pamplona Filho, “como toda a utilidade física ou 
ideal, que seja objeto de um direito subjetivo”. Segundo o Código Civil, tais bens podem ser 
classificados de diferentes maneiras. Acerca dessas classificações, assinale a alternativa 
correta. 
(A) Os bens infungíveissão aqueles que não podem ser substituídos por outros da mesma espécie, 
quantidade e qualidade. Desta forma, apenas os bens imóveis podem ser classificados como bens 
infungíveis. 
(B) Os bens fungíveissão aqueles que podem ser substituídos por outros da mesma espécie, qualidade 
e quantidade. Desta forma, pode-se afirmar que um automóvel não é bem fungível, por se tratar de bem 
complexo e possuir número de identificação (chassi). 
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(C) Os bens imóveis são aqueles que não podem ser removidos ou transportados sem a sua deterioração 
ou destruição. Desta forma, a edificação que, separada do solo, conservando-se a sua unidade, for 
removida para outro local, perde temporariamente sua natureza de bem imóvel. 
(D) Os bens móveis são aqueles que podem ser transportados, por força própria ou de terceiro, sem a 
deterioração, destruição e alteração da substância ou da destinação econômico-social. Desta forma, os 
materiais destinados a alguma construção, enquanto não forem empregados, conservam sua qualidade 
de móveis. Uma vez empregados ao bem imóvel, em caso de demolição, não readquirem a qualidade de 
bens móveis. 
4. (CONSULPLAN / TJ-MG – 2018) Uma casa modular, que pode ser retirada de seus alicerces, 
para ser fixada em local diferente do original, sem perder sua natureza e finalidade é 
considerada 
(A) bem imóvel. 
(B) bem semovente. 
(C) bem móvel por natureza. 
(D) bem móvel por antecipação. 
Comentários: 
A alternativa A está correta. A edificação que, apesar de separada do solo, conservar sua unidade e for 
removida para outro local, de acordo com o CC/2002, não perderá seu caráter de bem imóvel, vejamos: 
art. 81. Não perdem o caráter de imóveis: I - as edificações que, separadas do solo, mas conservando a 
sua unidade, forem removidas para outro local. 
A alternativa B está incorreta. Um bem semovente, é aquele que pode se mover por si só, ou seja, é um 
bem móvel passível de movimento próprio, como por exemplo, o gado de um fazendeiro. 
A alternativa C está incorreta. Um bem móvel por natureza é aquele que, sem a deterioração de sua 
substância, podem ser deslocados de um lugar para outro, como por exemplo, uma cadeira. Assim dita 
o CC/2002: Art. 82. São móveis os bens suscetíveis de movimento próprio, ou de remoção por força 
alheia, sem alteração da substância ou da destinação econômico-social. 
A alternativa D está incorreta. Um bem móvel por antecipação são aqueles suscetíveis a movimento de 
acordo com a vontade humana, se modo a atender uma finalidade econômica. Normalmente são bens 
que eram aderidos a bens imóveis, que quando separados do imóvel, tornam-se móveis, desde que 
atendam a finalidade a que se destinam. 
5. (CONSULPLAN / PREFEITURA DE SABARÁ - MG – 2017) O Código Civil Brasileiro trata das 
diferentes classes de bens. NÃO é(são) considerado(s) móvel(is) para efeitos legais: 
(A) O direito à sucessão aberta 
(B) As energias que tenham valor econômico. 
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(C) Os direitos pessoais de caráter patrimonial e respectivas ações. 
(D) Os direitos reais sobre objetos móveis e as ações correspondentes. 
Comentários: 
A alternativa A está correta e, é o gabarito da questão. De acordo com o CC/2002, o direito à sucessão 
aberta é considerado um bem imóvel, vejamos: art. 80. Consideram-se imóveis para os efeitos legais: II 
- o direito à sucessão aberta. 
As demais alternativas estão incorretas, pois se enquadram no rol dos bens móveis do art. 83 do 
CC/2002, vejamos: art. 83. Consideram-se móveis para os efeitos legais: I - as energias que tenham valor 
econômico; II - os direitos reais sobre objetos móveis e as ações correspondentes; III - os direitos 
pessoais de caráter patrimonial e respectivas ações. 
6. (CONSULPLAN / TJ-MG – 2015) Nos termos do Código Civil, consideram-se imóveis para os 
efeitos legais, ou não perdem o caráter de imóveis, EXCETO: 
(A) Os direitos reais sobre imóveis e as ações que os asseguram. 
(B) O direito à sucessão aberta. 
(C) As energias que tenham valor econômico. 
(D) Os materiais provisoriamente separados de um prédio, para nele se reempregarem. 
COPS-UEL 
Bens Móveis E Imóveis (Art. 79 Ao 84) 
7. (COPS-UEL /PC-PR – 2013)Sobre as diferentes classes de bens previstas no Código Civil, 
considere as afirmativas a seguir. 
I. São bens imóveis os direitos reais sobre imóveis, as ações que os asseguram, a sucessão aberta 
e os materiais provisoriamente separados de um prédio, para nele se reempregarem. 
II. Constitui universalidade de fato a pluralidade de bens singulares que, pertinentes à mesma 
pessoa, tenham destinação unitária. Esses bens podem ser objeto de relações jurídicas próprias. 
III. O uso comum dos bens públicos pode ser gratuito ou mediante retribuição, conforme for 
estabelecido legalmente pela entidade a cuja administração pertencerem. 
IV. Os bens públicos dominicais são insuscetíveis de cessão, doação, constituição de garantia e 
alienação. Por serem essenciais ao serviço público, seu uso por particular deve ser temporário 
e mediante remuneração. 
Assinale a alternativa correta. 
a)Somente as afirmativas I e II são corretas. 
b)Somente as afirmativas I e IV são corretas. 
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c)Somente as afirmativas III e IV são corretas. 
d)Somente as afirmativas I, II e III são corretas. 
e)Somente as afirmativas II, III e IV são corretas. 
FAURGS 
Bens Móveis E Imóveis (Art. 79 Ao 84) 
8. (FAURGS - HCPA - Advogado I (Trabalhista) – 2016) Sobre os bens no Código Civil, assinale a 
alternativa que apresenta afirmação correta. 
(A) São bens imóveis o solo e tudo quanto se lhe incorporar natural ou artificialmente. 
(B) Considera-se bem móvel para os efeitos legais o direito à sucessão aberta. 
(C) Consideram-se imóveis para os efeitos legais os direitos reais sobre objetos móveis e as ações 
correspondentes. 
(D) São consumíveis os móveis que podem substituir-se por outros da mesma espécie, qualidade e 
quantidade. 
(E) Constitui universalidade de direito o complexo de relações jurídicas, de uma pessoa, desprovidas 
de valor econômico. 
9. (FAURGS / TJ-RS – 2013) Assinale a alternativa que apresenta afirmação correta a respeito 
da disciplina dos bens no Código Civil. 
a) São bens imóveis o solo e tudo quanto se lhe incorporar natural ou artificialmente. 
b) Consideram-se móveis, para os efeitos legais, os direitos reais sobre imóveis e as ações que os 
asseguram. 
c) Consideram-se imóveis, para os efeitos legais, os direitos pessoais de caráter patrimonial e 
respectivas ações. 
d) São consumíveis os móveis que podem ser substituídos por outros da mesma espécie, qualidade e 
quantidade. 
e) Constitui universalidade de direito a pluralidade de bens singulares que, pertinentes à mesma pessoa, 
tenham destinação unitária. 
10. (FAURGS / TJ– 2010) Assinale a afirmação correta em relação aos bens, de acordo com o 
Código Civil. 
a) Os bens naturalmente divisíveis podem tornar-se indivisíveis por determinação da lei ou por vontade 
das partes. 
b) As edificações que, separadas do solo, mas conservando a sua unidade, forem removidas para outro 
local são consideradas bens móveis. 
c) São fungíveis os bens imóveis que se pode substituir por outros da mesma espécie, qualidade e 
quantidade. 
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d) São consumíveis os bens capazes de configurar uma relação jurídica como de consumo, sujeita ao 
Código de Defesa do Consumidor. 
e) Os direitos pessoais de caráter patrimonial e as respectivas ações são considerados bens imóveis para 
efeitos legais. 
11. (FAURGS / TJ– 2010) Assinale a afirmação INCORRETA sobre bens públicos, segundo o Código 
Civil. 
a) Os bens do domínio nacional pertencentes às pessoas jurídicas de direito público interno são 
públicos. 
b) Os bens de uso comum do povo, tais como rios, mares, estradas, ruas e praças, são bens públicos. 
c) Não dispondo a lei em contrário, consideram-se dominicais os bens pertencentes às pessoas jurídicas 
de direito público a que se tenha dado estrutura de direito privado. 
d) Os bens de uso especial são inalienáveis enquanto conservarem a sua qualificação, na forma que a lei 
determinar. 
e) Os bens públicos do domínio nacional podem ser alienados, observadas as exigências da lei, e estão 
sujeitos a usucapião. 
IADES 
Bens Móveis E Imóveis (Art. 79 Ao 84) 
12. (IADES/ AL-GO – 2019) Com relação ao regramento dos bens, assinale a alternativa correta. 
(A) Consideram-se móveis, para os efeitos legais, os direitos reais sobre imóveis e as ações que os 
asseguram. 
(B) São infungíveis os móveis que podem se substituir por outros da mesma espécie, qualidade e 
quantidade. 
(C) Os bens naturalmente divisíveis não podem se tornar indivisíveis por vontade das partes 
(D) Consideram-se móveis, para os efeitos legais, as energias que tenham valor econômico. 
(E) São necessárias as benfeitorias que aumentam ou facilitam o uso do bem. 
13. (IADES/ METRÔ-DF – 2014) A respeito da disciplina dos bens no Código Civil e na 
jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, assinale a alternativa correta. 
(A) Separados da coisa que os tiver produzido, os frutos são considerados pertenças. 
(B) O direito à sucessão aberta é considerado bem móvel. 
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(C) Quando pertencentes às pessoas jurídicas de direito público a que se tenha dado estrutura de 
direito privado, são classificados, em regra, como bens de uso especial. 
(D) São bens imóveis o solo e tudo quanto se lhe incorporar natural ou artificialmente. 
(E) A vaga de garagem, ainda que possua matrícula própria no registro de imóveis, constitui bem 
de família para efeito de penhora. 
IBFC 
Bens Móveis E Imóveis (Art. 79 Ao 84) 
14. (IBFC / SAEB-BA – 2015) Considerando as disposições do código civil brasileiro sobre os bens, 
assinale a alternativa correta. 
(A) São bens imóveis o solo e tudo quanto se lhe incorporar, desde que seja de forma natural. 
(B) Considera-se imóvel para os efeitos legais, o direito à sucessão aberta. 
(C) Os direitos reais sobre imóveis são considerados móveis. 
(D) As edificações, separadas do solo sempre perdem o caráter de imóveis. 
(E) Os materiais separados de um prédio, ainda que provisoriamente para nele se reempregarem, 
perdem o caráter de imóveis. 
15. (IBFC / TRE-AM – 2014) Analise as seguintes afirmativas: 
I. São bens públicos de uso comum do povo, os edifícios destinados a serviço da administração 
federal, inclusive os de suas autarquias. 
II. Os bens públicos dominicais podem ser alienados, observadas as exigências da lei. 
III. O uso comum dos bens públicos pode ser gratuito ou retribuído, conforme for estabelecido 
legalmente pela entidade a cuja administração pertencerem. 
NÃO está correto o que se afirma em: 
(A) I, apenas. 
(B) II, apenas. 
(C) I e III, apenas. 
(D) II e III, apenas. 
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UFMT 
Bens Móveis E Imóveis (Art. 79 Ao 84) 
16. (UFMT / TJ-MT – 2016) A coluna da esquerda apresenta o conceito de diferentes classes de 
bens e a da direita, a denominação de cada classe, em conformidade com a Lei n.º 10.406, de 
10 de janeiro de 2002, Código Civil. Numere a coluna da direita de acordo com a da esquerda. 
1 - São bens o solo e tudo quanto se lhe incorporar artificialmente. 
2 - São bens os móveis que podem substituir-se por outros da mesma espécie, qualidade e quantidade. 
3 - Bens que, embora reunidos, se considerem de per si, independente dos demais. 
4 - Bens quese podem fracionar sem alteração na sua substância, diminuição considerável de valor. 
( ) Bens divisíveis 
( ) Bens singulares 
( ) Bens imóveis 
( ) Bens fungíveis 
Assinale a sequência correta. 
(A) 3, 4, 2, 1 
(B) 1, 3, 2, 4 
(C) 2, 1, 4, 3 
(D) 4, 3, 1, 2 
17. (UFMT / TJ-MT – 2016) Sobre as espécies de bens, analise as seguintes afirmativas. 
I - São bens imóveis as edificações que, separadas do solo, conservam sua unidade, ainda que 
removidas para outro local. 
II - São bens móveis os materiais destinados à construção, ainda que empregados para tal 
finalidade. 
III - São bens divisíveis os que podem ser fracionados sem prejuízo do uso a que se destinam. 
IV - São bens públicos os de domínio nacional que pertencem às pessoas jurídicas de direito 
público, sujeitos à usucapião. 
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Estão corretas as afirmativas 
(A) I, II e IV, apenas. 
(B) I e III, apenas. 
(C) III e IV, apenas. 
(D) I, II e III, apenas. 
18. (UFMT / TJ-MT – 2012) Considerando o que dispõe o Código Civil em vigor sobre bens imóveis 
e bens móveis, analise as assertivas. 
I - Não perdem o caráter de bens imóveis as edificações que, separadas do solo, mas conservando 
a sua unidade, forem removidas para outro local. 
II - Os materiais destinados a alguma construção, enquanto não forem empregados, conservam 
sua qualidade de bens móveis, readquirindo essa qualidade os provenientes da demolição de 
algum prédio. 
III - Os direitos pessoais de caráter patrimonial e respectivas ações consideram-se bens imóveis. 
IV - Os materiais provisoriamente separados de um prédio, para nele se reempregarem, são 
considerados bens móveis. 
Estão corretas as afirmativas 
(A) I e III, apenas. 
(B) III e IV, apenas. 
(C) II e III, apenas. 
(D) I e II, apenas. 
CETAP 
19. (CETAP / AL-RR – 2010) Quanto aos bens, assinale a alternativa CORRETA: 
a) Os direitos reais sobre imóveis são considerados bens imóveis por determinação legal. Todavia, as 
ações que os asseguram são consideradas bens móveis. 
b) Os materiais provisoriamente separados de uma construção, ainda que estejam destinados a nela se 
reempregarem, perdem a qualidade de bens imóveis. 
c) As energias que tenham valor econômico são consideradas bens móveis. 
d) O direito brasileiro somente admite a consuntibilidade física dos bens, sendo, portanto, impossível 
falar em consuntibilidade jurídica. 
e) As pertenças são bens imóveis por acessão intelectual. 
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UFPR 
Bens Móveis E Imóveis (Art. 79 Ao 84) 
20. (UFPR / COREN-PR – 2018) Acerca da classificação de bens no Direito Civil brasileiro, assinale 
a alternativa INCORRETA. 
a) São bens móveis para os efeitos legais os direitos reais sobre objetos móveis e as ações 
correspondentes. 
b) Constitui universalidade de direito o complexo de relações jurídicas, de uma pessoa, dotadas de valor 
econômico. 
c) Tanto os bens públicos de uso especial quanto os dominicais podem ser alienados sem o 
procedimento de desafetação. 
d) Os negócios jurídicos que dizem respeito ao bem principal não abrangem as pertenças, salvo se o 
contrário resultar da lei, da manifestação de vontade, ou das circunstâncias do caso. 
e) Os bens naturalmente divisíveis podem tornar-se indivisíveis por determinação da lei ou por vontade 
das partes. 
QUADRIX 
Bens móveis e imóveis (79 ao 84) 
21. (Quadrix - CODHAB-DF - Analista - Direito e Legislação- 2018) Considerando as normas 
referentes aos bens, aos negócios jurídicos e aos contratos, julgue o item. 
 
As energias que tenham valor econômico são consideradas como bens imóveis. 
22. (Quadrix - CODHAB-DF - Analista - Direito e Legislação- 2018) Considerando as normas 
referentes aos bens, aos negócios jurídicos e aos contratos, julgue o item. 
 
São considerados como bens as coisas materiais, concretas, úteis aos homens, de expressão econômica 
e suscetíveis de apropriação, bem como as de existência imaterial economicamente apreciáveis. 
CESGRANRIO 
Bens móveis e imóveis (79 ao 84) 
23. (CESGRANRIO - EPE - Advogado- 2012) À luz do paradigma da essencialidade, quanto aos 
bens, constata-se que a(o) 
(A) transcendência, ou seja, a existência de um valor para além do valor de troca não tem relevo para 
a teoria dos contratos. 
(B) utilidade dos bens contratados é critério juridicamente relevante para o exame das questões 
contratuais. 
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(C) essencialidade impede a classificação dos bens, reciprocamente considerados, em ordem de 
relevância. 
(D) valor de troca só é garantido para os bens que atendem aos interesses creditícios. 
(E) valor de uso não se confunde com o valor de troca, sendo este último o que preserva o paradigma 
da essencialidade. 
AOCP 
Bens móveis e imóveis (79 ao 84) 
24. (AOCP - FUNDASUS - Analista - Advogado- 2015) Em relação ao regime civil de bens, 
assinale a alternativa correta. 
A) Consideram-se bens móveis, para os efeitos legais, os direitos pessoais de caráter patrimonial e 
respectivas ações. 
B) Considera-se bem móvel, para os efeitos legais, o direito à sucessão aberta. 
C) Perdem o caráter de imóveis os materiais provisoriamente separados de um prédio, ainda que 
para nele se reempregarem. 
D) São consumíveis os móveis que podem substituir-se por outros da mesma espécie, qualidade e 
quantidade. 
E) Não dispondo a lei em contrário, consideram-se de uso especial os bens pertencentes às pessoas 
jurídicas de direito público a que se tenha dado estrutura de direito privado. 
 
25. (AOCP - BRDE - Analista de Projetos - Jurídica- 2012) Consideram-se imóveis, para os 
efeitos legais, 
(A) as energias que tenham valor econômico. 
(B) os direitos reais sobre objetos móveis e as ações correspondentes. 
(C) os direitos pessoais de caráter patrimonial e respectivas ações. 
(D) o direito à sucessão aberta. 
(E) os materiais destinados a alguma construção, enquanto não forem empregados. 
IDIB 
Bens móveis e imóveis (79 ao 84) 
26. (IDIB - CREMERJ - Advogado- 2019) Acerca dos bens imóveis, móveis e públicos, assinale 
a alternativa correta: 
(A) Consideram-se bens imóveis, para os efeitos legais, os direitos reais sobre objetos móveis e as 
ações correspondentes. 
(B) Consideram-se bens móveis, para os efeitos legais, as energias que tenham valor econômico. 
(C) Perdem o caráter de imóveis as edificações que, separadas do solo, mas conservando a sua 
unidade, forem removidas para outro local. 
(D) Os bens públicos dominicais estão sujeitos a usucapião especial. 
GABARITO 
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11 
11 
1. B 
2. D 
3. B 
4. A 
5. A 
6. C 
7. D 
8. A 
9. A 
10. A 
11. E 
12. D 
13. D 
14. B 
15. D 
16. D 
17. B 
18. D 
19. C 
20. C 
21. C 
22. A 
23. B 
24. A 
25. D 
26. B 
 
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FGV 
Bens Móveis E Imóveis (Art. 79 AO 84) 
1. (FGV - TJ-RO - Técnico Judiciário – 2021) Gilvan resolveu adaptar um antigo moinho para, 
mantendo-o com sua arquitetura histórica, transformá-lo também em uma turbina eólica. 
Para tanto, chamou a restauradora de vidros de janelas antigas Maria, que os retirou para 
depois reinseri-los nasmesmas janelas, realizando a sua manutenção. Contratou também 
Roberto para fabricar tijolos artesanais idênticos aos originais, mas no final não foi 
necessário empregá-los na construção. No que concerne à classificação dos bens 
considerados em si mesmos, a energia eólica, os vidros em restauração e os tijolos artesanais 
podem ser classificados, respectivamente, como: 
A) bem imóvel, bens imóveis, bens móveis; 
B) bem móvel, bens móveis, bens imóveis; 
C) bem imóvel, bens imóveis, bens imóveis; 
D) bem móvel, bens imóveis e bens móveis; 
E) bem móvel, bens móveis e bens móveis. 
Comentários: 
A alternativa D está correta e, é o gabarito da questão. De acordo com o Código Civil, a identificação 
dos bens será a seguinte: 
1. Energia eólica: trata-se de bem móvel, conforme inciso I do art. 83 do CC: " Art. 83. Consideram-se 
móveis para os efeitos legais: I - as energias que tenham valor econômico" 
2. Vidros em restauração: trata-se de vidros que foram retirados das janelas do moinho (imóvel), para 
serem restaurados e na sequência, reinseridos no imóvel, portanto, são bens imóveis, nos termos do art. 
81, inc. II, do CC: " Art. 81. Não perdem o caráter de imóveis: II - os materiais provisoriamente separados 
de um prédio, para nele se reempregarem". 
3. Tijolos artesanais: serão fabricados para serem incorporados ao imóvel, logo, trata-se de bens móveis, 
até que sejam incorporados, nos termos do art. 84 do CC: "Art. 84. Os materiais destinados a alguma 
construção, enquanto não forem empregados, conservam sua qualidade de móveis; readquirem essa 
qualidade os provenientes da demolição de algum prédio". 
Assim, a ordem correta é bens móveis, bens imóveis e bens móveis. 
2. (TJ/SC – Juiz Substituto - 2022) Tício decidiu modernizar sua fazenda. Seus planos consistem 
em: instalar energia elétrica; empenhar um relógio de família para obter um empréstimo; 
demolir o antigo celeiro, não mais utilizado, e doar aos empregados os materiais resultantes 
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da demolição, que não serão reutilizados; e contratar uma equipe especializada para retirar 
os vitrais da capela construída há dois meses para limpeza e, posteriormente, os recolocar. 
Para passar as informações à sua advogada para providenciar as contratações, quer 
determinar a natureza jurídica de tais bens. Assim, no que concerne aos bens considerados 
em si mesmos, com relação à classificação quanto à mobilidade, a energia elétrica, o penhor, 
os materiais resultantes da demolição do antigo celeiro e os vitrais da capela são, 
respectivamente: 
a) bem móvel, bem imóvel, bem móvel e bem móvel; 
b) bem móvel, bem móvel, bem imóvel e bem móvel; 
c) bem imóvel, bem imóvel, bem móvel e bem móvel; 
d) bem imóvel, bem móvel, bem imóvel e bem imóvel; 
e) bem móvel, bem móvel, bem móvel e bem imóvel. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, porque, o penhor é classificado como bem móvel (“Art. 83. Consideram-
se móveis para os efeitos legais: II – os direitos reais sobre objetos móveis e as ações correspondentes”). 
Já os vitrais são considerados pelo CC como sendo bens imóveis (“Art. 81. Não perdem o caráter de 
imóveis: II – os materiais provisoriamente separados de um prédio, para nele se reempregarem”). 
A alternativa B está incorreta, pois os materiais resultantes de demolição são classificados como bens 
móveis (“Art. 84. Os materiais destinados a alguma construção, enquanto não forem empregados, 
conservam sua qualidade de móveis; readquirem essa qualidade os provenientes da demolição de 
algum prédio”). Já os vitrais são considerados pelo CC como sendo bens imóveis (“Art. 81. Não perdem 
o caráter de imóveis: II – os materiais provisoriamente separados de um prédio, para nele se 
reempregarem”). 
A alternativa C está incorreta, pois as energias são consideradas pelo CC como bem móvel (“Art. 83. 
Consideram-se móveis para os efeitos legais: I – as energias que tenham valor econômico”). Assim 
também é classificado o penhor (“Art. 83. Consideram-se móveis para os efeitos legais: II – os direitos 
reais sobre objetos móveis e as ações correspondentes”). Já os vitrais são considerados pelo CC como 
sendo bens imóveis (“Art. 81. Não perdem o caráter de imóveis: II – os materiais provisoriamente 
separados de um prédio, para nele se reempregarem”). 
A alternativa D está incorreta, pois as energias são consideradas pelo CC como bem móvel (“Art. 83. 
Consideram-se móveis para os efeitos legais: I – as energias que tenham valor econômico”). Assim 
também são classificados os materiais resultantes de demolição (“Art. 84. Os materiais destinados a 
alguma construção, enquanto não forem empregados, conservam sua qualidade de móveis; readquirem 
essa qualidade os provenientes da demolição de algum prédio”). 
A alternativa E está correta, pois as energias são consideradas pelo CC como bem móvel (“Art. 83. 
Consideram-se móveis para os efeitos legais: I – as energias que tenham valor econômico”). Assim 
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também é classificado o penhor (“Art. 83. Consideram-se móveis para os efeitos legais: II – os direitos 
reais sobre objetos móveis e as ações correspondentes”) e os materiais resultantes de demolição (“Art. 
84. Os materiais destinados a alguma construção, enquanto não forem empregados, conservam sua 
qualidade de móveis; readquirem essa qualidade os provenientes da demolição de algum prédio”). Já os 
vitrais são considerados pelo CC como sendo bens imóveis (“Art. 81. Não perdem o caráter de imóveis: 
II – os materiais provisoriamente separados de um prédio, para nele se reempregarem”). 
3. (FGV - TJ-TO - Técnico Judiciário – 2022) Após ganhar uma soma em dinheiro inesperada, 
Ademir decidiu realizar uma reforma completa na sua casa. Em primeiro lugar, plantou uma 
cerca-viva nos limites do terreno, para aumentar sua privacidade. Colocou também vários 
vasos de plantas na entrada da casa. Em seguida, mandou construir uma piscina no quintal. 
Por fim, retirou cuidadosamente todas as telhas que revestiam o telhado da casa, descartou 
as que estavam quebradas e armazenou as demais provisoriamente na garagem, para colocá-
las de volta assim que acabar de reforçar a estrutura do telhado, o que está fazendo no 
momento. À luz do direito civil brasileiro, é correto considerar como bens imóveis nesse caso, 
entre outros: 
(A) a cerca-viva e as plantas nos vasos, mas não as telhas armazenadas; 
(B) a piscina no quintal e as telhas quebradas, mas não as plantas nos vasos; 
(C) a cerca-viva e as telhas armazenadas, mas não as telhas quebradas; 
(D) a piscina no quintal e o terreno da casa, mas não as telhas armazenadas; 
(E) o terreno da casa e as telhas quebradas, mas não a cerca viva. 
Comentários: 
A alternativa A está incorreta, pois as plantas nos vasos consideram-se bens móveis, uma vez que são 
imóveis tudo o que for incorporado ao solo, natural ou artificialmente, segundo o art. 79 do CC/2002: 
“Art. 79. São bens imóveis o solo e tudo quanto se lhe incorporar natural ou artificialmente”. Ademais, 
as telhas armazenadas são consideradas bens imóveis, por força do inc. II do art. 81 do CC/2002: “Art. 
81. Não perdem o caráter de imóveis: II - os materiais provisoriamente separados de um prédio, para 
nele se reempregarem”. 
A alternativa B está incorreta, pois as telhas quebradas são consideradas bens móveis, uma vez que 
foram separadas do prédio com o intuito de descarte. Isso ocorre por força do art. 84 do CC/2002: “Art. 
84. Os materiais destinados a alguma construção, enquanto não forem empregados, conservam sua 
qualidade de móveis; readquirem essa qualidade os provenientes da demolição de algumprédio”. 
A alternativa C está correta, pois conforme já analisado, a cerca viva tal qual as telhas, consideram-se 
bens imóveis, por força do expresso pelo art. 79 e 81 inc. II, do CC/2002. Já os vasos, por não estarem 
incorporados ao solo e estarem suscetíveis ao movimento, porém, sem perderem a sua substância, 
consideram-se bens móveis, por força do art. 82 do CC/2002: “Art. 82. São móveis os bens suscetíveis 
de movimento próprio, ou de remoção por força alheia, sem alteração da substância ou da destinação 
econômico-social”. 
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A alternativa D está incorreta, pois conforme já analisado, as telhas armazenadas consideram-se bens 
imóveis. 
A alternativa E está incorreta, pois conforme já analisado, a cerca viva considera-se bem imóvel. 
4. (X Exame da OAB) Os vitrais do Mercado Municipal de São de Paulo, durante a reforma feita 
em 2004, foram retirados para limpeza e restauração da pintura. Considerando a hipótese e 
as regras sobre bens jurídicos, assinale a afirmativa correta. 
A) Os vitrais, enquanto separados do prédio do Mercado Municipal durante as obras, são classificados 
como bens móveis. 
B) Os vitrais retirados na qualidade de material de demolição, considerando que o Mercado Municipal 
resolva descartar-se deles, serão considerados bens móveis. 
C) Os vitrais do Mercado Municipal, considerando que foram feitos por grandes artistas europeus, são 
classificados como bens fungíveis. 
 D) Os vitrais retirados para restauração, por sua natureza, são classificados como bens móveis. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, pois como os vitrais foram retirados apenas temporariamente para as 
obras, presume-se que serão recolocados no lugar, pelo que não perdem o caráter de imóveis (art. 81, 
inc. II: “Não perdem o caráter de imóveis os materiais provisoriamente separados de um prédio, para 
nele se reempregarem”). 
A alternativa B está correta, pois se os vitrais foram retirados definitivamente como material de 
demolição e não serão recolocados no lugar, perdem o caráter de imóveis (art. 81, inc. II: “Não perdem 
o caráter de imóveis os materiais provisoriamente separados de um prédio, para nele se 
reempregarem”). 
A alternativa C está incorreta, pois, como veremos adiante, se os vitrais foram feitos por grandes 
artistas, não podem ser substituídos por outros iguais, pelas peculiaridades (art. 85) 
A alternativa D está incorreta, pois como os vitrais foram retirados para restauração, presume-se que 
serão recolocados no lugar, pelo que não perdem o caráter de imóveis (art. 81, inc. II: “Não perdem o 
caráter de imóveis os materiais provisoriamente separados de um prédio, para nele se reempregarem”). 
Gabarito: B 
5. (FGV - TCE-AM - Auditor Técnico de Controle Externo – 2021) Quando os credores de Mariana 
investigaram o seu patrimônio, identificaram os seguintes bens: crédito decorrente de 
contrato de empréstimo feito a sua irmã; automóvel ano 2018 placa XXX9999; material de 
construção que adquirira para construir um casebre no terreno de sua irmã; direito à 
sucessão aberta de sua mãe, pois ainda se encontra em andamento o respectivo inventário e 
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partilha; usufruto de ações de titularidade de sua irmã. Entre esses bens, considera-se 
imóvel: 
A) o crédito decorrente de contrato de empréstimo feito a sua irmã; 
B) o automóvel ano 2018 placa XXX9999; 
C) o material de construção que adquirira para construir um casebre no terreno de sua irmã; 
D) o direito à sucessão aberta de sua mãe, pois ainda se encontra em andamento o respectivo inventário 
e partilha; 
E) o usufruto de ações de titularidade de sua irmã. 
Comentários: 
A alternativa A está incorreta, pois o crédito decorrente de contrato de empréstimo é considerado bem 
móvel nos art. 83, inc. III do CC: “Art. 83. Consideram-se móveis para os efeitos legais: III - os direitos 
pessoais de caráter patrimonial e respectivas ações”. 
A alternativa B está incorreta, pois o automóvel ano 2018 placa XXX9999 é um bem móvel, de acordo 
com o art. 82 do CC: “Art. 82. São móveis os bens suscetíveis de movimento próprio, ou de remoção por 
força alheia, sem alteração da substância ou da destinação econômico-social”. 
A alternativa C está incorreta, pois o material de construção que adquirira para construir um casebre 
no terreno de sua irmã é considerado bem móvel, conforme dispõe o art. 84 do CC: “Art. 84. Os materiais 
destinados a alguma construção, enquanto não forem empregados, conservam sua qualidade de móveis; 
readquirem essa qualidade os provenientes da demolição de algum prédio”. 
A alternativa D está correta e, é o gabarito da questão. O direito à sucessão aberta tem natureza jurídica 
de bem imóvel, segundo o art. 80, II do CC: “Art. 80. Consideram-se imóveis para os efeitos legais: II - o 
direito à sucessão aberta”. 
A alternativa E está incorreta, pois as ações são consideradas bens móveis, incorpóreos. O usufruto de 
ações, por sua vez, é considerado bem móvel, de acordo com o art. 83, II do CC: “Art. 83. Consideram-se 
móveis para os efeitos legais: II - os direitos reais sobre objetos móveis e as ações correspondentes”. 
6. (FGV / PREFEITURA DE SALVADOR-BA – 2019) Gilberto, divorciado, pai de três filhos, 
faleceu aos 81 anos, deixando três imóveis e dois veículos. 
Segundo o Código Civil, 
(A) apenas os imóveis, individualmente considerados, são bens imóveis, diferentemente da totalidade 
do patrimônio do falecido. 
(B) todos os bens do patrimônio do falecido, inclusive os imóveis, são considerados bens fungíveis. 
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(C) não se considera o patrimônio total do falecido uma universalidade de direitos dotada de valor 
econômico. 
(D) o direito à sucessão aberta, atribuído aos herdeiros de Gilberto em relação à universalidade de 
patrimônio deste, é considerado bem imóvel. 
(E) não se pode dizer que os imóveis, considerados em si, são bens singulares. 
Comentários: 
Antes de iniciar a análise das alternativas, é importante entender o que são bens imóveis para o 
CC/2002. O art. 79, classifica bens imóveis como o solo e tudo quanto de lhe incorpora natural ou 
artificialmente, como por exemplo uma casa, um prédio, ou até mesmo o próprio solo. O art. 80, traz que 
para efeitos legais, considera-se imóveis os direitos reais sobre imóveis e as ações que os asseguram, 
bem como, o direito à sucessão aberta. 
É importante também, definir sucessão aberta. Esta caracteriza-se como sendo o início da sucessão, ou 
seja, quando uma pessoa que tem herdeiros, vem a óbito, inicia-se a sucessão, sendo assim, a sucessão 
está aberta e os bens que a integram, sejam móveis ou imóveis, passam a integrar uma universalidade 
de direitos dotada de valor econômico. 
A alternativa A está incorreta. Não há o que se falar em diferença entre os bens móveis e imóveis, 
quando estes compõem a totalidade da herança de alguém, pois, nestes casos, o CC/2002 determina que 
para fins legais, estes são bens imóveis, já que como passam a integrar uma herança, passam a ser uma 
universalidade de direitos, que serão chamados de direito a sucessão aberta a partir do falecimento de 
Gilberto. Vejamos: Art. 80. Consideram-se imóveis para os efeitos legais: II - o direito à sucessão aberta. 
A alterativa B está incorreta. O CC/2002 em seu art. 85, classifica como fungíveis os bens móveis que 
podem ser substituídos por outros da mesma espécie, qualidade e quantidade. Sendo assim, não é 
possível afirmar queos bens que, agora integram uma herança, são fungíveis, já que, a partir da morte 
de Gilberto e, aberta a sucessão, tais bens passam a ser classificados, pelo mesmo código, como bens 
imóveis, vejamos: Art. 80. Consideram-se imóveis para os efeitos legais: II - o direito à sucessão aberta. 
A alternativa C está incorreta. O correto é na verdade o contrário do que afirma a assertiva. Quando se 
fala em herança, o patrimônio total do falecido passa a ser uma universalidade de direitos dotados de 
valor econômico, pois, instaurou-se o direito a sucessão aberta, considerada pelo CC/2002 como bens 
imóveis, mesmo que dentre o total, existam bens móveis. Vejamos: Art. 80. Consideram-se imóveis para 
os efeitos legais: II - o direito à sucessão aberta. 
A alternativa D está correta e, é o gabarito da questão. O direito à sucessão aberta, atribuído aos 
herdeiros de Gilberto em relação à universalidade de patrimônio deste, é considerado bem imóvel como 
determina o art. 80, Inc. II do CC/2002: “Consideram-se imóveis para os efeitos legais: o direito à 
sucessão aberta”. 
A alternativa E está incorreta. Os imóveis, quando considerados em si, ou seja, quando analisados 
apenas como imóveis, mesmo que parte de uma herança, direito universal, podem sim ser considerados 
bens singulares, uma vez que, a definição destes, de acordo com o art. 89 do CC/2002 é: bens que, 
embora reunidos, se consideram de per si, independentemente dos demais. Ou seja, uma casa, mesmo 
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que faça parte de um único bem, que é o direito a sucessão aberta, ainda assim será uma casa, 
independente dos demais bens que integram a herança. 
Gabarito: Letra D. 
7. (FGV / PREFEITURA DE SALVADOR-BA – 2019) A concessionária WYZ instalou algumas 
torres em imóvel concedido pelo Estado, as quais têm utilidade de transmitir energia para 
as residências de determinado bairro. 
A energia transmitida, segundo o que dispõe o Código Civil, é considerada 
(A) bem móvel. 
(B) bem dominical. 
(C) bem acessório às torres. 
(D) bem público de uso comum. 
(E) bem imóvel. 
Comentários: 
A alternativa A está correta e, é o gabarito da questão. De acordo com o art. 82 do CC/2002, “são 
considerados bens móveis aqueles suscetíveis de movimento próprio, ou de remoção por força alheia, 
sem alteração da subsistência ou da destinação econômico-social”, e, para efeitos legais, o art. 83 
determina que são consideram-se móveis, dentre outros, as energias que tenham valor econômico. 
Sendo assim, a energia transmitida pelas torres são bens móveis. 
A alternativa B está incorreta. São bens dominicais, de acordo com o art. 99, Inc. III do CC/2002 os bens 
públicos que “constituem o patrimônio das pessoas jurídicas de direito público, como o objetivo de 
direito pessoal, ou real, de cada uma dessas entidades”. Ou seja, os bens dominicais são aqueles que 
fazem parte dos bens das pessoas jurídicas de direito público, como por exemplo os Estados, Municípios, 
etc., que possuem a finalidade de direito pessoal ou real de cada uma dessas entidades, como por 
exemplo, os terrenos de marinha, as terras devolutas, título de dívida pública, dentre outros. A partir do 
exposto, não há como dizer que as energias distribuídas são bens dominicais, quando na verdade, além 
de não se enquadrarem em tal definição, o CC/2002 ainda o determina como sendo um bem móvel. 
A alternativa C está incorreta. O CC/2002, em seu art. 92, classifica os bens acessórios como sendo 
aqueles cuja existência supõe a de um principal, um exemplo simples e, muito utilizado pela doutrina, é 
o solo e uma árvore, neste caso, fica claro que a árvore depende do solo para poder existir, não sendo 
possível desvincular a ideia da existência da árvore sem o solo. No caso em tela, não se pode falar que a 
energia é um bem acessório das torres, pois a existência dela não depende da existência das torres de 
energia. 
A alternativa D está incorreta. Os bens públicos de uso comum, de acordo com o art. 99, Inc. I do 
CC/2002 são tais como os rios, mares, estradas, ruas e praças. Dado o exposto, não há o que se falar que 
as energias transmitidas são bens públicos de uso comum. 
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A alternativa E está incorreta. Bens imóveis de acordo com o art. 79 do CC/2002, são “o solo e tudo 
quanto se lhe incorpora natural ou artificialmente”. Sendo assim, frente ao exposto, as energias não 
podem ser consideradas como imóveis e, sim móveis, já que possuem movimento próprio, sem alteração 
de substancia ou da destinação econômica-social. 
Gabarito: Letra A. 
8. (FGV / PREFEITURA DE SALVADOR-BA – 2019) Um determinado prédio histórico de 
Salvador passa por reformas. Para tanto, são retiradas algumas de suas janelas e partes do 
piso de algumas áreas. Após determinados procedimentos, tais materiais serão 
reintegrados ao imóvel. Segundo o Código Civil, essas janelas e partes do piso são bens 
(A) móveis 
(B) imóveis. 
(C) consumíveis 
(D) imóveis, mas, durante o período de retirada, móveis. 
(E) Coletivos 
Comentários: 
A alternativa B está correta e, é o gabarito da questão. O CC/2002, em seu art. 81, Inc. II, determina que 
os materiais separados provisoriamente de um prédio, para nele se reempregarem, não perdem o 
caráter de imóveis. Sendo assim, frente ao caso em tela, as janelas e partes do piso de algumas áreas, 
quando retirados para reforma, de maneira que há a intenção de serem reempregados, continuarão 
sendo considerados imóveis. Dessa forma, não há o que se falar na possibilidade de serem considerados 
móveis; nem consumíveis, já que não sofrerão destruição imediata de sua substancia; nem móveis no 
período de retirada; nem coletivos. 
Gabarito: Letra B. 
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FGV 
Bens Móveis e Imóveis (Art. 79 Ao 84) 
1. (FGV - TJ-RO - Técnico Judiciário – 2021) Gilvan resolveu adaptar um antigo moinho para, 
mantendo-o com sua arquitetura histórica, transformá-lo também em uma turbina eólica. 
Para tanto, chamou a restauradora de vidros de janelas antigas Maria, que os retirou para 
depois reinseri-los nas mesmas janelas, realizando a sua manutenção. Contratou também 
Roberto para fabricar tijolos artesanais idênticos aos originais, mas no final não foi 
necessário empregá-los na construção. No que concerne à classificação dos bens 
considerados em si mesmos, a energia eólica, os vidros em restauração e os tijolos artesanais 
podem ser classificados, respectivamente, como: 
A) bem imóvel, bens imóveis, bens móveis; 
B) bem móvel, bens móveis, bens imóveis; 
C) bem imóvel, bens imóveis, bens imóveis; 
D) bem móvel, bens imóveis e bens móveis; 
E) bem móvel, bens móveis e bens móveis. 
2. (TJ/SC – Juiz Substituto - 2022) Tício decidiu modernizar sua fazenda. Seus planos consistem 
em: instalar energia elétrica; empenhar um relógio de família para obter um empréstimo; 
demolir o antigo celeiro, não mais utilizado, e doar aos empregados os materiais resultantes 
da demolição, que não serão reutilizados; e contratar uma equipe especializada para retirar 
os vitrais da capela construída há dois meses para limpeza e, posteriormente, os recolocar. 
Para passar as informações à sua advogada para providenciar as contratações, quer 
determinar a natureza jurídica de tais bens. Assim, no que concerne aos bens considerados 
em si mesmos, com relação à classificação quanto à mobilidade, a energia elétrica, o penhor, 
os materiais resultantes da demolição do antigo celeiro e osvitrais da capela são, 
respectivamente: 
a) bem móvel, bem imóvel, bem móvel e bem móvel; 
b) bem móvel, bem móvel, bem imóvel e bem móvel; 
c) bem imóvel, bem imóvel, bem móvel e bem móvel; 
d) bem imóvel, bem móvel, bem imóvel e bem imóvel; 
e) bem móvel, bem móvel, bem móvel e bem imóvel. 
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3. (FGV - TJ-TO - Técnico Judiciário – 2022) Após ganhar uma soma em dinheiro inesperada, 
Ademir decidiu realizar uma reforma completa na sua casa. Em primeiro lugar, plantou uma 
cerca-viva nos limites do terreno, para aumentar sua privacidade. Colocou também vários 
vasos de plantas na entrada da casa. Em seguida, mandou construir uma piscina no quintal. 
Por fim, retirou cuidadosamente todas as telhas que revestiam o telhado da casa, descartou 
as que estavam quebradas e armazenou as demais provisoriamente na garagem, para colocá-
las de volta assim que acabar de reforçar a estrutura do telhado, o que está fazendo no 
momento. À luz do direito civil brasileiro, é correto considerar como bens imóveis nesse caso, 
entre outros: 
(A) a cerca-viva e as plantas nos vasos, mas não as telhas armazenadas; 
(B) a piscina no quintal e as telhas quebradas, mas não as plantas nos vasos; 
(C) a cerca-viva e as telhas armazenadas, mas não as telhas quebradas; 
(D) a piscina no quintal e o terreno da casa, mas não as telhas armazenadas; 
(E) o terreno da casa e as telhas quebradas, mas não a cerca viva. 
4. (X Exame da OAB) Os vitrais do Mercado Municipal de São de Paulo, durante a reforma feita 
em 2004, foram retirados para limpeza e restauração da pintura. Considerando a hipótese e 
as regras sobre bens jurídicos, assinale a afirmativa correta. 
A) Os vitrais, enquanto separados do prédio do Mercado Municipal durante as obras, são classificados 
como bens móveis. 
B) Os vitrais retirados na qualidade de material de demolição, considerando que o Mercado Municipal 
resolva descartar-se deles, serão considerados bens móveis. 
C) Os vitrais do Mercado Municipal, considerando que foram feitos por grandes artistas europeus, são 
classificados como bens fungíveis. 
 D) Os vitrais retirados para restauração, por sua natureza, são classificados como bens móveis. 
5. (FGV - TCE-AM - Auditor Técnico de Controle Externo – 2021) Quando os credores de Mariana 
investigaram o seu patrimônio, identificaram os seguintes bens: crédito decorrente de 
contrato de empréstimo feito a sua irmã; automóvel ano 2018 placa XXX9999; material de 
construção que adquirira para construir um casebre no terreno de sua irmã; direito à 
sucessão aberta de sua mãe, pois ainda se encontra em andamento o respectivo inventário e 
partilha; usufruto de ações de titularidade de sua irmã. Entre esses bens, considera-se 
imóvel: 
A) o crédito decorrente de contrato de empréstimo feito a sua irmã; 
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==1027f2==
 
 
 
 
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B) o automóvel ano 2018 placa XXX9999; 
C) o material de construção que adquirira para construir um casebre no terreno de sua irmã; 
D) o direito à sucessão aberta de sua mãe, pois ainda se encontra em andamento o respectivo inventário 
e partilha; 
E) o usufruto de ações de titularidade de sua irmã. 
6. (FGV / PREFEITURA DE SALVADOR-BA – 2019) Gilberto, divorciado, pai de três filhos, faleceu 
aos 81 anos, deixando três imóveis e dois veículos. 
Segundo o Código Civil, 
(A) apenas os imóveis, individualmente considerados, são bens imóveis, diferentemente da totalidade 
do patrimônio do falecido. 
(B) todos os bens do patrimônio do falecido, inclusive os imóveis, são considerados bens fungíveis. 
(C) não se considera o patrimônio total do falecido uma universalidade de direitos dotada de valor 
econômico. 
(D) o direito à sucessão aberta, atribuído aos herdeiros de Gilberto em relação à universalidade de 
patrimônio deste, é considerado bem imóvel. 
(E) não se pode dizer que os imóveis, considerados em si, são bens singulares. 
7. (FGV / PREFEITURA DE SALVADOR-BA – 2019) A concessionária WYZ instalou algumas torres 
em imóvel concedido pelo Estado, as quais têm utilidade de transmitir energia para as 
residências de determinado bairro. 
A energia transmitida, segundo o que dispõe o Código Civil, é considerada 
(A) bem móvel. 
(B) bem dominical. 
(C) bem acessório às torres. 
(D) bem público de uso comum. 
(E) bem imóvel. 
8. (FGV / PREFEITURA DE SALVADOR-BA – 2019) Um determinado prédio histórico de Salvador 
passa por reformas. Para tanto, são retiradas algumas de suas janelas e partes do piso de 
algumas áreas. Após determinados procedimentos, tais materiais serão reintegrados ao 
imóvel. Segundo o Código Civil, essas janelas e partes do piso são bens 
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(A) móveis 
(B) imóveis. 
(C) consumíveis 
(D) imóveis, mas, durante o período de retirada, móveis. 
(E) Coletivos 
GABARITO 
1. TJ-RO D 
2. TJ/SC E 
3. TJ-TO C 
4. X Exame da OAB C 
5. TCE-AM C 
6. Pref. de Salvador/BA D 
7. Pref. de Salvador/BA A 
8. Pref. de Salvador/BA B 
 
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A) Fungíveis e infungíveis 
São fungíveis os móveis que podem substituir-se por outros da mesma espécie, qualidade e quantidade. 
Infungíveis, portanto, serão aqueles que, ao contrário, possuem peculiaridades próprias que os tornam 
únicos, insubstituíveis, como explícito nos art. 85 do Código Civil. 
Atente, pois essa classificação vale somente para os bens móveis, dado que os bens 
imóveis são, essencialmente, infungíveis, já que não permitem sua substituição por 
outro de mesma espécie. 
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6 - Bens corpóreos e incorpóreos 
Bens corpóreos, também chamados de materiais ou tangíveis, são os bens que têm existência 
material, física; são, portanto, palpáveis aos sentidos humanos. Já os bens incorpóreos, 
chamados de imateriais ou intangíveis, ao contrário, não têm existência material, física, ainda 
que possam ser materializados, sem que, contudo, sua essência possa ser materializada. A 
matéria, nesse caso, é mero instrumento do bem. 
São exemplos de bens corpóreos: os veículos automotores, uma residência, uma pintura famosa, uma 
camiseta comum, uma maçã, um cavalo, uma coleção de livros etc. Contrariamente, são bens 
incorpóreos: o direito autoral, os direitos de personalidade, o direito de ação, a saúde, a intimidade, o 
crédito, o débito, a liberdade etc. 
 
• Derivam periodicamente do bem principal
Frutos
• A obtenção reduz o valor do bem principal
Produtos
• Acréscimos num bem preexistente
Benfeitorias
• Destinadas de modo duradouro ao uso, serviço ou aformoseamento, sem ser parte
integrante
Pertenças
• Ligados de tal modo ao principal que sua remoção tornaria ele incompleto
Partes integrantes
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3 – Bens fungíveis e consumíveis 
B) Consumíveis e inconsumíveis 
São consumíveis os bens móveis cujo uso importa destruição imediata da própria substância, 
segundo o art. 86 do Código Civil. Consideram-seconsumíveis os bens destinados à alienação, enquanto 
inconsumíveis são aqueles que proporcionam reiterados usos, permitindo que se retire toda sua 
utilidade sem atingir sua integridade. 
Os bens consumíveis são aqueles que no seu primeiro uso já serão consumidos, ou seja, há 
destruição imediata da própria substância. É o caso de uma maçã, por exemplo. Essa classificação só 
vale para bens móveis, já que os imóveis são de fato inconsumíveis. 
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4 – Bens divisíveis 
Os bens divisíveis são os que se podem fracionar sem alteração na sua substância, diminuição 
considerável de valor, ou prejuízo do uso a que se destinam, como mostra o art. 87 do Código Civil. Além 
disso, os bens naturalmente divisíveis podem tornar-se indivisíveis por determinação da lei ou 
por vontade das partes (art. 88 do Código Civil). 
De outro lado, bem indivisível é aquele que perde a identidade ou o valor, quando fracionado. A parte 
não é capaz de manter as mesmas características do todo. Como um diamante, que perde parte do seu 
valor se for dividido. Os bens indivisíveis por determinação legal são aqueles que a lei não admite 
divisão (exemplos são a herança, as servidões, as hipotecas etc.). 
Ainda que divisível, podem as partes optar pela indivisibilidade do bem, por numerosas razões. 
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5 – Bens singulares e coletivos 
São bens singulares, ou individuais, os bens que são considerados independentes dos demais, mesmo 
que possam ser reunidos, segundo o art. 89 do Código Civil. Podem os bens singulares serem simples ou 
compostos. 
Simples são os bens singulares cujos elementos se ligam naturalmente, como ocorre com uma árvore. 
Compostos são os bens singulares cujos elementos estão unidos pela vontade humana, como um veículo. 
Já os bens coletivos ou universais são os bens singulares – iguais ou diferentes – reunidos em um 
todo individualizado. É o caso de um pomar ou uma frota de veículos. 
Os bens podem ser coletivos por consequência de fato ou jurídica. A universalidade de fato ocorre 
quando reunida uma pluralidade de bens singulares que, pertinentes à mesma pessoa, tenham 
destinação unitária, conforme o art. 90 do Código Civil. É o caso de uma biblioteca que, apesar de poder 
ser compreendida em cada um dos livros, constitui uma destinação unitária, um todo maior. 
Já a universalidade de direito, é o quando uma pessoa realiza um complexo de relações jurídicas com 
valor econômico, segundo o art. 91 do Código Civil. É o caso, por exemplo, da herança ou do patrimônio. 
6 - Bens corpóreos e incorpóreos 
Bens corpóreos, também chamados de materiais ou tangíveis, são os bens que têm existência 
material, física; são, portanto, palpáveis aos sentidos humanos. Já os bens incorpóreos, 
chamados de imateriais ou intangíveis, ao contrário, não têm existência material, física, ainda 
que possam ser materializados, sem que, contudo, sua essência possa ser materializada. A 
matéria, nesse caso, é mero instrumento do bem. 
São exemplos de bens corpóreos: os veículos automotores, uma residência, uma pintura famosa, uma 
camiseta comum, uma maçã, um cavalo, uma coleção de livros etc. Contrariamente, são bens 
incorpóreos: o direito autoral, os direitos de personalidade, o direito de ação, a saúde, a intimidade, o 
crédito, o débito, a liberdade etc. 
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VUNESP 
DEMAIS BENS CONSIDERADOS EM SI MESMOS (ART. 85 AO 91) 
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CEBRASPE 
DEMAIS BENS CONSIDERADOS EM SI MESMOS (ART. 85 AO 91) 
1. (CESPE / MPE-PI – 2019) A respeito da classificação dos bens, é correto afirmar que 
(A) são fungíveis os bens móveis ou imóveis que possam ser substituídos por outros da mesma espécie, 
qualidade e quantidade. 
(B) os bens podem ser divididos em consumíveis e não consumíveis; contudo, esses últimos, quando 
sofrem deteriorações devido ao uso, passam a ser incluídos no conceito de bens consumíveis. 
(C) os bens naturalmente divisíveis podem tornar-se indivisíveis apenas por determinação legal, não se 
admitindo, assim, que um negócio jurídico estabeleça a indivisibilidade da coisa. 
(D) a lei, ao tratar dos bens reciprocamente considerados, determina que os seus frutos e produtos 
possam ser objeto de negócio jurídico desde que separados do bem principal. 
(E) a aquisição de bens móveis se dá por simples tradição, enquanto a de bens imóveis exige escritura 
pública e registro em cartório, com exceção daqueles cujo valor atinja até trinta vezes o maior salário 
mínimo do país. 
Comentários: 
A alternativa A errada, pois são fungíveis os bens Móveis que possam ser substituídos por outros da 
mesma espécie, qualidade e quantidade, conforme dispõe o art. 85 I do Código Civil: "São fungíveis os 
móveis que podem substituir-se por outros da mesma espécie, qualidade e quantidade". A fungibilidade 
é própria dos bens móveis. Os bens fungíveis são os que podem ser substituídos por outros da mesma 
espécie, qualidade e quantidade (p. ex., dinheiro, café, lenha etc.). Os bens infungíveis são os que, pela 
sua qualidade individual, têm valor especial, não podendo, por este motivo, ser substituídos sem que 
isso acarrete a alteração de seu conteúdo, como um quadro de Renoir. A infungibilidade pode 
apresentar-se em bens imóveis e móveis. 
A alternativa B está errada, já que, os bens podem não consumíveis, quando sofrem deteriorações 
devido ao uso, não perdem sua característica de inconsumíveis. Enquanto os bens consumíveis, o uso 
importa em destruição imediata da própria substância, conforme dispõe o art. 86 do Código Civil: "São 
consumíveis os bens móveis cujo uso importa destruição imediata da própria substância, sendo também 
considerados tais os destinados à alienação". Os bens consumíveis são os que terminam logo com o 
primeiro uso, havendo imediata destruição de sua substância (p. ex., os alimentos, o dinheiro etc.). Os 
bens inconsumíveis, por sua vez, são os que podem ser usados continuadamente, possibilitando que se 
retirem todas as suas utilidades sem atingir sua integridade. 
A alternativa C errada, dado que, os bens naturalmente divisíveis podem tornar-se indivisíveis apenas 
por determinação da lei OU por vontade das partes, conforme dispõe o art. 88 do Código Civil: "Os bens 
naturalmente divisíveis podem tornar-se indivisíveis por determinação da lei ou por vontade das 
partes". Os bens serão indivisíveis: 1por natureza, se não puderem ser partidos sem alteração na sua 
substância ou no seu valor (p. ex., um cavalo vivo dividido ao meio deixa de ser semovente); 2 por 
determinação legal, se a lei estabelecer sua indivisibilidade; 3por vontade das partes, pois uma coisa 
divisível poderá transformar-se em indivisível se assim o acordarem as partes, mas a qualquer tempo 
poderá voltar a ser divisível. 
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A alternativa D errada, pois os frutos e produtos, mesmo não separados do bem principal, podem ser 
objeto de negócio jurídico, conforme dispõe o art. 95 do Código Civil: "Apesar de ainda não separados 
do bem principal, os frutos e produtos podem ser objeto de negócio jurídico". 
A alternativa E correta, porque umnegócio jurídico que vise constituir, transferir , modificar ou 
renunciar direitos reais sobre imóveis de valor superior a trinta vezes o maior salário mínimo vigente 
no País, exige-se que ele se efetive mediante escritura pública, sob pena de invalidade, desde que inscrita 
em registro competente para dar-lhe publicidade e oponibilidade contra terceiro, conforme dispõe o 
art. 108 do Código Civil: "Não dispondo a lei em contrário, a escritura pública é essencial à validade dos 
negócios jurídicos que visem à constituição, transferência, modificação ou renúncia de direitos reais 
sobre imóveis de valor superior a trinta vezes o maior salário mínimo vigente no País". A tradição é o 
ato da entrega da coisa vendida, conforme dispõe o art. 1.267 do Código Civil: "A propriedade das coisas 
não se transfere pelos negócios jurídicos antes da tradição". É modo de aquisição da propriedade móvel. 
No caso de bens imóveis, a aquisição da propriedade móvel com o registro do título aquisitivo no 
Registro Imobiliário competente. 
2. (CESPE / TJ-AM – 2016) A propósito dos bens, julgue o item a seguir com fundamento nos 
dispositivos legais, na doutrina e no entendimento jurisprudencial pátrio. 
O atributo da fungibilidade de um bem decorre exclusivamente de sua natureza. 
Comentários: 
A assertiva está errada, eis que, o atributo da fungibilidade de um bem pode decorrer da sua natureza 
ou da vontade das partes, conforme dispõe o art. 85 do Código Civil: "São fungíveis os móveis que podem 
substituir-se por outros da mesma espécie, qualidade e quantidade". ATENÇÃO: para saber se um bem 
possui a característica da fungibilidade, devemos comparar com outro que seja equivalente. Pois a 
fungibilidade deriva da própria natureza do bem. No entanto, pode acontecer de um bem, que por sua 
natureza seja fungível, tornar-se infungível por vontade das partes. Pode ser o exemplo de uma moeda 
que é um bem fungível, mas que para um colecionador pode tornar-se infungível. Outro exemplo, uma 
cesta de frutas é coisa fungível, mas, emprestada ad pompam vel ostentationem, ou seja, para 
ornamentação, transformar-se-á em coisa infungível. 
3. (CESPE / TCU – 2015) No que se refere aos bens, julgue o item a seguir. 
A fungibilidade dos bens está diretamente relacionada à consuntibilidade, pois não há bem consumível 
que seja infungível. 
Comentários: 
A assertiva está errada, dado que, geralmente os bens consumíveis são fungíveis. No entanto, a 
afirmativa está errada porque generaliza. Existem casos de bens consumíveis (recebem esta 
característica porque foram postos a venda) e ao mesmo tempo infungíveis, como a obra de arte, que é 
personalizada/individualizada por ter sido feita por um pintor célebre. Art. 85: "São fungíveis os móveis 
que podem substituir-se por outros da mesma espécie, qualidade e quantidade". Art. 86: "São 
consumíveis os bens móveis cujo uso importa destruição imediata da própria substância, sendo também 
considerados tais os destinados à alienação". 
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4. (CESPE / TJ-DFT – 2015) A respeito dos bens, assinale a opção correta à luz da 
jurisprudência pertinente. 
(A) Os bens naturalmente divisíveis não se podem tornar indivisíveis. 
(B) É possível a cobrança de retribuição pecuniária pelo uso comum dos bens públicos. 
(C) Considera-se bem infungível a produção agrícola tanto de pessoa física quanto de pessoa jurídica. 
(D) Com a abertura da sucessão, a herança incorpora-se ao patrimônio do herdeiro na qualidade de bem 
imóvel divisível. 
(E) São considerados bens imóveis os direitos pessoais de caráter patrimonial e as respectivas ações. 
Comentários: 
A alternativa A errada, pois os bens naturalmente divisíveis podem tornar indivisíveis, conforme 
dispõe o art. 88 do Código Civil: "Os bens naturalmente divisíveis podem tornar-se indivisíveis por 
determinação da lei ou por vontade das partes". Os bens serão indivisíveis quando por natureza não 
puderem ser partidos sem alteração na sua substância ou no seu valor (p. ex., um cavalo vivo dividido 
ao meio deixa de ser semovente); por determinação legal, se a lei estabelecer sua indivisibilidade ou 
por vontade das partes, pois uma coisa divisível poderá transformar-se em indivisível se assim o 
acordarem as partes, mas a qualquer tempo poderá voltar a ser divisível. 
A alternativa B correta, porque, é possível a cobrança de retribuição pecuniária pelo uso comum dos 
bens públicos, conforme dispõe o art. 103 do Código Civil: "O uso comum dos bens públicos pode ser 
gratuito ou retribuído, conforme for estabelecido legalmente pela entidade a cuja administração 
pertencerem". O Poder Público pode exigir o pagamento de tarifa para a utilização de eventuais bens 
públicos. É o chamado pagamento de retribuição, contemplado no art. 103, de que é exemplo o pedágio 
em estradas ou a cobrança de ingresso em museus, para contribuir para sua conservação ou custeio. Os 
bens podem ser utilizados gratuita ou onerosamente, conforme for estabelecido, por lei, pela entidade 
a cuja administração pertencerem. A regra geral é o seu uso gratuito, dado que são destinados ao serviço 
do povo ou da comunidade, que para tanto paga impostos. Todavia, não perderão a natureza de bens 
públicos se leis ou regulamentos administrativos condicionarem ou restringirem o seu uso a certos 
requisitos ou mesmo se instituírem pagamento de retribuição. 
A alternativa C errada, pois a produção agrícola é considerada bem fungível, conforme dispõe o art. 85 
do Código Civil: "São fungíveis os móveis que podem substituir-se por outros da mesma espécie, 
qualidade e quantidade". Os bens fungíveis são os que podem ser substituídos por outros da mesma 
espécie, qualidade e quantidade. 
A alternativa D errada, eis que, com a abertura da sucessão, a herança incorpora-se ao patrimônio do 
herdeiro na qualidade de bem imóvel indivisível, conforme dispõe o art. 80, II do Código Civil: 
"Consideram-se imóveis para os efeitos legais: II - o direito à sucessão aberta". Para os casos de 
alienação e pleitos judiciais a legislação considera o direito à sucessão aberta como bem imóvel, ainda 
que a herança só seja formada por bens móveis ou abranja apenas direitos pessoais. Ter-se-á a abertura 
da sucessão no instante da morte do de cujus; daí, então, seus herdeiros poderão ceder seus direitos 
hereditários, que são tidos como imóveis. O direito abstrato à sucessão aberta é considerado bem 
imóvel, ainda que os bens deixados pelo de cujus sejam todos móveis. Neste caso, o que se considera 
imóvel não é o direito aos bens componentes da herança, mas o direito a esta, como uma unidade. A lei 
não cogita das coisas que estão na herança, mas do direito a esta. Somente depois da partilha é que se 
poderá cuidar dos bens individualmente. Ainda, consoante ao STJ: "PROCESSO CIVIL. AÇÃO DE 
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EXECUÇÃO DE ALIMENTOS. PENHORA DOS DIREITOS HEREDITÁRIOS DO DEVEDOR NO ROSTO DOS 
AUTOS DO INVENTÁRIO. ADJUDICAÇÃO PELOS ALIMENTANDOS. POSSIBILIDADE. COMPETÊNCIA. 
JUÍZO DA FAMÍLIA. ART. ANALISADO: 876, NCPC. 1. Ação de execução de alimentos distribuída em 
22/08/1996, da qual foi extraído o presente recurso especial, concluso ao Gabinete em 30/05/2012. 2. 
Discute-se a possibilidade de adjudicação, pelos credores de alimentos, dos direitos hereditários do 
devedor, penhorados no rosto dos autos de inventário, bem como qual o Juízo competente para fazê-lo. 
3. Considerando-se que "O devedor responde com todos os seus bens presentes e futuros para o 
cumprimento de suas obrigações, salvo as restrições estabelecidas em lei”. (art. 789 do NCPC); que, 
desde a abertura da sucessão, a herança incorpora-seao patrimônio do herdeiro, como bem imóvel 
indivisível; e que a adjudicação de bem imóvel é técnica legítima de pagamento, produzindo o mesmo 
resultado esperado com a entrega de certa quantia; exsurge, como corolário, a conclusão de que os 
direitos hereditários do recorrido podem ser adjudicados para a satisfação do crédito dos recorrentes. 
4. Ante a natureza universal da herança, a adjudicação dos direitos hereditários não pode ser de um ou 
alguns bens determinados do acervo, senão da fração ideal que toca ao herdeiro devedor. 5. Na espécie, 
a adjudicação do quinhão hereditário do recorrido, até o quanto baste para o pagamento do débito, 
autoriza a participação dos recorrentes no processo de inventário, sub-rogando-se nos direitos do 
herdeiro, e se dá pro soluto até o valor do bem adjudicado. 6. Assim como o Juízo de Família determinou, 
por carta precatória, a penhora dos direitos hereditários no rosto dos autos do inventário, que tramita 
perante o Juízo de Órfãos e Sucessões, incumbe-lhe o prosseguimento da execução, com a prática dos 
demais atos necessários à satisfação do crédito, adjudicando aos credores, se o caso, a cota-parte do 
devedor de alimentos, limitado ao valor do débito. 7. Recurso especial conhecido e provido.(STJ, Relator: 
Ministra NANCY ANDRIGHI, Data de Julgamento: 13/05/2014, T3 - TERCEIRA TURMA)". 
A alternativa E errada, porque são considerados bens móveis os direitos pessoais de caráter 
patrimonial e as respectivas ações, conforme dispõe o art. 83, III do Código Civil: "Consideram-se móveis 
para os efeitos legais: III - os direitos pessoais de caráter patrimonial e respectivas ações". 
 
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CEBRASPE 
Demais Bens Considerados Em Si Mesmos (Art. 85 Ao 91) 
1. (CESPE / MPE-PI – 2019) A respeito da classificação dos bens, é correto afirmar que 
(A) são fungíveis os bens móveis ou imóveis que possam ser substituídos por outros da mesma espécie, 
qualidade e quantidade. 
(B) os bens podem ser divididos em consumíveis e não consumíveis; contudo, esses últimos, quando 
sofrem deteriorações devido ao uso, passam a ser incluídos no conceito de bens consumíveis. 
(C) os bens naturalmente divisíveis podem tornar-se indivisíveis apenas por determinação legal, não se 
admitindo, assim, que um negócio jurídico estabeleça a indivisibilidade da coisa. 
(D) a lei, ao tratar dos bens reciprocamente considerados, determina que os seus frutos e produtos 
possam ser objeto de negócio jurídico desde que separados do bem principal. 
(E) a aquisição de bens móveis se dá por simples tradição, enquanto a de bens imóveis exige escritura 
pública e registro em cartório, com exceção daqueles cujo valor atinja até trinta vezes o maior salário 
mínimo do país. 
2. (CESPE / TJ-AM – 2016) A propósito dos bens, julgue o item a seguir com fundamento nos 
dispositivos legais, na doutrina e no entendimento jurisprudencial pátrio. 
O atributo da fungibilidade de um bem decorre exclusivamente de sua natureza. 
3. (CESPE / TCU – 2015) No que se refere aos bens, julgue o item a seguir. 
A fungibilidade dos bens está diretamente relacionada à consuntibilidade, pois não há bem consumível 
que seja infungível. 
4. (CESPE / TJ-DFT – 2015) A respeito dos bens, assinale a opção correta à luz da jurisprudência 
pertinente. 
(A) Os bens naturalmente divisíveis não se podem tornar indivisíveis. 
(B) É possível a cobrança de retribuição pecuniária pelo uso comum dos bens públicos. 
(C) Considera-se bem infungível a produção agrícola tanto de pessoa física quanto de pessoa jurídica. 
(D) Com a abertura da sucessão, a herança incorpora-se ao patrimônio do herdeiro na qualidade de bem 
imóvel divisível. 
(E) São considerados bens imóveis os direitos pessoais de caráter patrimonial e as respectivas ações. 
GABARITO 
1. MPE-PI E 
2. TJ-AM E 
3. TCU E 
4. TJ-DFT B 
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FCC 
DEMAIS BENS CONSIDERADOS EM SI MESMOS (ART. 85 AO 91) 
1. (FCC / TRT - 20ª REGIÃO – 2016) Marcos ganhou como presentes de casamento, um quadro 
assinado por seu autor; um liquidificador de marca conhecida e disponível no mercado, um 
relógio de parede, único, que havia pertencido a seu bisavô, e certa quantia em dinheiro. 
São considerados bens infungíveis o 
a) quadro, o relógio e o dinheiro. 
b) dinheiro, apenas. 
c) relógio, apenas. 
d) relógio e o liquidificador. 
e) quadro e o relógio. 
Comentários: 
São considerados bens infungíveis apenas o quadro e o relógio de parede. 
O Código Civil em seu art. 85 nos fala o que são os bens fungíveis: 
Art. 85. São fungíveis os móveis que podem substituir-se por outros da mesma espécie, qualidade e 
quantidade. 
A alternativa A está incorreta, visto que o dinheiro é um bem fungível. 
De acordo com o disposto no artigo 85 do Código Civil, serão equivalentes entre si os bens que forem da 
mesma espécie, qualidade e quantidade. 
A alternativa B está incorreta, pois cita um único bem, esse por sua vez, o qual é fungível já que pode 
ser substituído por outro. 
A fungibilidade se caracteriza como atributo dos bens que possibilitam ser substituídos por outros 
equivalentes. 
A alternativa C está incorreta, o relógio é um bem infungível, porém, na questão há mais de um bem 
infungível. 
A alternativa D está incorreta, pois o liquidificador é um bem fungível, podendo ser substituído por 
outro equivalente. 
A alternativa E está correta, segundo o art. 85 do CC, ambos são considerados bens infungíveis, já que 
o quadro assinado pelo autor é considerado insubstituível e individualizado e o relógio de parede, único, 
que pertencia ao seu bisavô é um bem insubstituível. 
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2. (FCC / TCE-PI – 2014) Considere: 
I. Dinheiro. 
II. Sacos de Arroz. 
III. Dois kilos de banana prata. 
IV. Quadro do Pintor “X” já falecido. 
De acordo com o Código Civil brasileiro, são considerados bens fungíveis os indicados APENAS 
em 
a) I, II e IV. 
b) II e III. 
c) I e IV. 
d) I, II e III. 
e) III e IV. 
Comentários: 
A alternativa A está incorreta, pois o quadro do pinto já falecido, não pode ser substituído sendo assim 
um bem infungível. 
A alternativa B está incorreta, pois faltou acrescentar o dinheiro uma vez que este também é fungível, 
ele pode ser substituído por outro da mesma espécie, quantia e qualidade. 
A alternativa C está incorreta, pois acrescenta o quadro do pintor morto que é infungível, e não 
acrescenta o saco de arroz nem os dois kg de banana o quais são fungíveis. 
A alternativa D está correta, de acordo com o Código Civil: 
Art. 85. São fungíveis os móveis que podem substituir-se por outros da mesma espécie, qualidade e 
quantidade. 
Desta forma são bens fungíveis: dinheiro, sacos de arroz, dois kg de banana prata. 
A alternativa E está incorreta, pois acrescenta a IV e exclui a I e II. 
3. (FCC / TRT - 19ª REGIÃO – 2014) Por ocasião da morte de Benedita, um de seus herdeiros, 
Bento, propõe que seu anel de noivado, que compõe um dos bens da herança, seja dividido 
entre ele e o irmão, Sebastião, com o derretimento do ouro e o fracionamento de um grande 
diamante que o ornamenta. Sebastião se opõe, no que 
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a) Não está certo, pois os bens móveis são divisíveis poritens a seguir. 
O direito à sucessão aberta é considerado, para os efeitos legais, bem imóvel, ainda que os bens deixados 
pela pessoa falecida sejam todos móveis. 
Resolução: CORRETA 
Art. 80. Consideram-se imóveis para os efeitos legais: 
II - o direito à sucessão aberta. 
O direito à sucessão aberta se refere ao complexo de bens que se transmite do de cujus (falecido) os 
seus sucessores, sendo este complexo compreendido em sua universalidade. Sendo assim, pouco 
importa se os bens deixados são todos imóveis ou todos móveis, ou mistos, pois serão considerados 
imóveis até que se dê a partilha dos bens. 
2. (CEBRASPE – TJAM – 2019) De acordo com o Código Civil, julgue os próximos itens, acerca 
de classes de bens, associações, fundações, prova do fato jurídico e atos jurídicos. 
O espólio e a massa falida são exemplos de bens coletivos classificados como universalidade de fato. 
JUSTIFICATIVA: INCORRETA 
 A assertiva está incorreta, pois o espólio e a massa falida são considerados universalidade de direito, e 
não de fato, conforme disposto pelo art. 91:“Constitui universalidade de direito o complexo de relações 
jurídicas, de uma pessoa, dotadas de valor econômico”. 
A universalidade de fato se configura como um complexo de bens corpóreos qual o titular resolve reunir 
de forma que seja tratado como um todo ou de forma individual, por exemplo: uma biblioteca, uma 
coleção ou um rebanho. 
Por sua vez, a universalidade de direito se configura como um conjunto de relações jurídicas que 
envolvem bens corpóreos ou incorpóreos e, consequentemente, os direitos e obrigações que forem 
apreciáveis economicamente. Por exemplo: o espólio e a massa falida. 
3. (CESPE / TJ-BA – 2019) De acordo com o Código Civil, são bens móveis 
(A) os direitos à sucessão aberta. 
(B) os materiais que estejam separados provisoriamente de um prédio, para nele serem reempregados. 
(C) os materiais provenientes da demolição de um prédio. 
(D) as edificações que, estando separadas do solo, puderem ser movimentadas para outro local, 
conservando sua unidade. 
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(E) os materiais empregados em alguma construção. 
Comentários: 
A alternativa errada, pois para os casos de alienação e pleitos judiciais, a legislação considera o direito 
à sucessão aberta como bem imóvel, ainda que a herança só seja formada por bens móveis ou abranja 
apenas direitos pessoais. São bens Imóveis os direitos à sucessão aberta, conforme dispõe o art. 80, inc. 
II do Código Civil, art. 80: "Consideram-se imóveis para os efeitos legais: II - o direito à sucessão aberta". 
A alternativa errada, já que, considerar-se-á imóvel qualquer material retirado provisoriamente de 
uma construção, como tijolo, telha, madeira etc., para ser nela reempregado após o conserto ou reparo. 
São bens Imóveis os materiais que estejam separados provisoriamente de um prédio, para nele serem 
reempregados, conforme dispõe o art. 81, inc. II do Código Civil, art. 81, II: "Não perdem o caráter de 
imóveis: II - os materiais provisoriamente separados de um prédio, para nele se reempregarem". 
A alternativa C correta, pois os materiais empregados numa construção, como madeiras, telhas, 
azulejos, tijolos, enquanto não aderirem ao prédio, constituindo parte integrante do imóvel, 
conservarão a natureza de bens móveis por natureza. São bens Móveis os materiais provenientes da 
demolição de um prédio, conforme dispõe o art. 84 do Código Civil: "Os materiais destinados a alguma 
construção, enquanto não forem empregados, conservam sua qualidade de móveis; readquirem essa 
qualidade os provenientes da demolição de algum prédio". 
A alternativa D errada, já que, a edificação que, apesar de separada do solo, conservar sua unidade e 
for removida para outro local, não perderá seu caráter de bem imóvel. São bens Imóveis as edificações 
que, estando separadas do solo, puderem ser movimentadas para outro local, conservando sua unidade, 
conforme dispõe o art. 81, inc. I do Código Civil: "Não perdem o caráter de imóveis: I - as edificações que, 
separadas do solo, mas conservando a sua unidade, forem removidas para outro local". 
A alternativa errada, porque, o material que já está empregado em bem imóvel, também é considerado 
bem imóvel, conforme dispõe o art. 79 do Código Civil: "São bens imóveis o solo e tudo quanto se lhe 
incorporar natural ou artificialmente". Os bens imóveis são aqueles que não se podem transportar, sem 
destruição, de um lugar para outro, ou seja, são os que não podem ser removidos sem alteração de sua 
substância. 
4. (CEBRASPE – MPPI – ANALISTA – 2018) Julgue os itens a seguir acerca de direitos da 
personalidade, de registros públicos, de obrigações e de bens. 
 O uso comum dos bens públicos deve ser sempre gratuito; por isso, a cobrança de valores por sua 
utilização caracteriza violação ao interesse social. 
JUSTIFICATIVA: INCORRETA 
A assertiva está incorreta, dado que é permitida a cobrança pela utilização de um bem público. Ocorre, 
nesses casos, o "uso anormal ou especial", mais especificamente "utilização especial privativa". Exemplo 
disso é a utilização, de modo particular, de certa área de uma praia para a celebração de casamento. 
Nesse caso, a autorização poderá ser feita a título gratuito ou oneroso. 
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Art. 103. O uso comum dos bens públicos pode ser gratuito ou retribuído, conforme for estabelecido 
legalmente pela entidade a cuja administração pertencerem. 
Conforme o dispositivo, expressar que o uso dos bens públicos de uso comum é livre e indiscriminado, 
significa apenas que esse uso não depende de nenhuma autorização ou licença administrativa para 
tanto. No entanto, isso não significa que o uso desses ambientes não possa ser restringido ou cobrado. 
Na maioria dos casos, a manutenção e conservação de tais locais públicos são a justificativa para a 
onerosidade da utilização. 
5. (CESPE / PC-MA – 2018) Determinado indivíduo tinha direito de usufruto de uma casa. Tal 
direito era transmissível a seus sucessores que com ele habitassem à época de sua morte. 
Além disso, ele era proprietário de um pequeno barco. Quando de seu falecimento, foi 
aberta a sucessão. De acordo com o Código Civil, os referidos bens — direito real de 
usufruto; direito real sobre o barco; direito à sucessão aberta — são classificados, 
respectivamente, como bens 
(A) imóvel, móvel e imóvel. 
(B) móvel, imóvel e móvel. 
(C) imóvel, imóvel e imóvel. 
(D) móvel, móvel e móvel. 
(E) imóvel, móvel e móvel. 
Comentários: 
A alternativa A correta, pois de acordo com o Código Civil, os referidos bens — direito real de usufruto; 
direito real sobre o barco; direito à sucessão aberta — são classificados, respectivamente, como bens 
imóvel, móvel e imóvel. Direito real de usufruto – imóvel, conforme dispõe o art. 80, inc. I do Código 
Civil: "Consideram-se Imóveis para os efeitos legais: I - os direitos reais sobre imóveis e as ações que os 
asseguram". Os direitos reais sobre imóveis, de gozo (servidão, usufruto etc.) ou de garantia (penhor, 
hipoteca), são considerados imóveis pela lei, bem como as ações que os asseguram. Direito real sobre o 
barco – Móvel, conforme dispõe o art. 83, inc. II do Código Civil: "Consideram-se móveis para os efeitos 
legais: II - os direitos reais sobre objetos móveis e as ações correspondentes" Os direitos reais , 
mencionados no inc. II do citado art. 83 do Código Civil, compreendem tanto os de gozo e fruição sobre 
objetos móveis (propriedade, usufruto etc.), como os de garantia (penhor, hipoteca etc.) e as ações a 
eles correspondentes. Os navios e as aeronaves são bens móveis propriamente ditos.natureza. 
b) Está certo, pois os bens infungíveis não podem ser alienados. 
c) Não está certo, pois, com o emprego da técnica correta, este anel pode ser dividido em partes iguais. 
d) Está certo, pois este anel é um bem indivisível, vez que o fracionamento causaria diminuição 
considerável de seu valor. 
e) Não está certo, pois, com a morte de Benedita, este anel passou a ser um bem fungível. 
Comentários: 
A alternativa A está incorreta, a única coisa que podemos afirmar é que os bens móveis são fungíveis 
por natureza, podendo, por vontade das partes ou da lei, tornar-se assim de outro modo. 
A alternativa B está incorreta, pois quando dizemos que um bem é consumível, este deve sofrer 
destruição logo que utilizado. Ele pode ter consuntibilidade física ou jurídica. Por sua vez, um par de 
tênis é móvel, mas não é consuntível, porque não sofre destruição imediata. A Consuntibilidade Jurídica 
fica por conta dos bens que podem ser alienados. No mundo jurídico, bens que não podem ser alienados 
jamais possuirão consuntibilidade. 
A alternativa C está incorreta, pois não é possível conservar o anel da Benedita em partes iguais. 
A alternativa D está correta, segundo o Código civil, em seu Art. 87: 
Art. 87. Bens divisíveis são os que se podem fracionar sem alteração na sua substância, diminuição 
considerável de valor, ou prejuízo do uso a que se destinam. 
Desta forma, pode-se dizer que bens divisíveis são aqueles que podem ser partidos, ou repartidos, sem 
que com isso se perca sua substância, e importa que esta divisão também não implique a sua 
desvalorização econômica. A divisibilidade jurídica não se confunde com a divisibilidade física. 
Os bens Indivisíveis são os bens que se opõem à definição de bens divisíveis. 
Portanto, ao dividir o anel, como foi proposto por Bento, este perderia o uso a que se destina (deixaria 
de ser um anel). Além do que, a divisão do diamante, acarretaria a perda de seu valor. 
Assim, temos que o anel é um bem indivisível, uma vez que dividi-lo em partes causaria diminuição 
considerável de seu valor. 
A alternativa E está incorreta, dado que a morte não transforma um bem de fungível para infungível e 
vice-versa. O que determina se um bem é infungível é fato de ele não poder ser substituído por outro de 
mesma qualidade, quantidade e mesma espécie. 
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FCC 
Demais Bens Considerados Em Si Mesmos (Art. 85 Ao 91) 
1. (FCC / TRT - 20ª REGIÃO – 2016) Marcos ganhou como presentes de casamento, um quadro 
assinado por seu autor; um liquidificador de marca conhecida e disponível no mercado, um 
relógio de parede, único, que havia pertencido a seu bisavô, e certa quantia em dinheiro. São 
considerados bens infungíveis o 
a) quadro, o relógio e o dinheiro. 
b) dinheiro, apenas. 
c) relógio, apenas. 
d) relógio e o liquidificador. 
e) quadro e o relógio. 
2. (FCC / TCE-PI – 2014) Considere: 
I. Dinheiro. 
II. Sacos de Arroz. 
III. Dois kilos de banana prata. 
IV. Quadro do Pintor “X” já falecido. 
De acordo com o Código Civil brasileiro, são considerados bens fungíveis os indicados APENAS 
em 
a) I, II e IV. 
b) II e III. 
c) I e IV. 
d) I, II e III. 
e) III e IV. 
3. (FCC / TRT - 19ª REGIÃO – 2014) Por ocasião da morte de Benedita, um de seus herdeiros, 
Bento, propõe que seu anel de noivado, que compõe um dos bens da herança, seja dividido 
entre ele e o irmão, Sebastião, com o derretimento do ouro e o fracionamento de um grande 
diamante que o ornamenta. Sebastião se opõe, no que 
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a) Não está certo, pois os bens móveis são divisíveis por natureza. 
b) Está certo, pois os bens infungíveis não podem ser alienados. 
c) Não está certo, pois, com o emprego da técnica correta, este anel pode ser dividido em partes iguais. 
d) Está certo, pois este anel é um bem indivisível, vez que o fracionamento causaria diminuição 
considerável de seu valor. 
e) Não está certo, pois, com a morte de Benedita, este anel passou a ser um bem fungível. 
GABARITO 
1. TRT - 20ª REGIÃO E 
2. TCE-PI D 
3. TRT - 19ª REGIÃO D 
 
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FGV 
DEMAIS BENS CONSIDERADOS EM SI MESMOS (ART. 85 AO 91) 
1. (FGV - TJ-RS - Oficial de Justiça- 2020) O direito civil identifica e classifica os diferentes tipos 
de bens, com o objetivo de facilitar a aplicação do direito ao caso concreto. De acordo com o 
Código Civil brasileiro, é correto afirmar que os bens: 
(A) fungíveis e móveis podem ser substituídos por outros de mesma espécie e quantidade; 
(B) singulares incluem os que se consideram de per si independentemente dos demais, embora 
reunidos; 
(C) imóveis incluem tudo que for incorporado ao solo, desde que seja de forma natural, inclusive o 
próprio solo; 
(D) móveis são suscetíveis de movimento próprio sem alteração da substância ou destinação econômica 
e social, exceto os bens de remoção por força alheia; 
(E) divisíveis podem ser fracionados sem alterar sua substância, mesmo com diminuição considerável 
de valor, desde que sem prejuízo do uso a que se destina. 
Comentários: 
A alternativa A está incorreta. O art. 85 do Código Civil traz a definição do que se considera bem 
fungível, trazendo que: “São fungíveis os móveis que podem substituir-se por outros da mesma espécie, 
qualidade e quantidade.”. Ou seja, são bens substituíveis por bens de mesma natureza. 
A alternativa B está correta e é o gabarito da questão. De acordo com o art. 89 do Código Civil: “São 
singulares os bens que, embora reunidos, se consideram de per si, independentemente dos demais.”. Ou 
seja, mesmo reunidos mantém sua independência, sua autonomia. Essa classificação se dá para 
distinção dos bens simples, que são os que dependem de um todo para tornar-se identificável. 
A alternativa C está incorreta. O art. 79 do Código Civil consagra a conceituação bem aceita pelo código, 
trazendo em sua redação que: "São bens imóveis o solo e tudo quanto se lhe incorporar naturalmente 
ou artificialmente.". 
A alternativa D está incorreta. O art. 82 do Código Civil define os bens móveis ao dizer que: “São móveis 
os bens suscetíveis de movimento próprio, ou de remoção por força alheia, sem alteração da substância 
ou da destinação econômico-social.”. Dividem-se em bens móveis propriamente ditos, como os trazidos 
pelo artigo; e semoventes, categoria de bens que tem movimentação própria, como animais. 
A alternativa E está incorreta. Diferentemente da fungibilidade, que trata da possibilidade de 
substituição do bem, ou seja, de ser único ou não. A Indivisibilidade trata da substância do item, sendo 
que o bem indivisível perde sua essência ao ser fracionado, causando perda de valor, prejuízo ou 
impossibilidade ao que se destinava. De acordo com o art. 87 do Código Civil: “Bens divisíveis são os que 
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se podem fracionar sem alteração na sua substância, diminuição considerável de valor, ou prejuízo do 
uso a que se destinam.”. 
GABARITO: B 
2. (FGV / PREFEITURA DE PAULÍNIA – SP – 2015) Quanto à classificação dos bens, é correto 
afirmar que: 
(A) Um veículo é considerado uma universalidade de fato; 
(B) Um jogo de pneus é considerado uma universalidade de direito; 
(C) Uma frota de veículos, coletivamenteconsiderada, é uma universalidade de fato; 
(D) Um veículo emplacado e cadastrado individualmente, é um bem fungível; 
(E) Um caminhão é considerado consumível. 
 Comentários: 
A alternativa A está incorreta. Em se tratando de veículo este na verdade é considerado, de acordo com 
o art. 89 do CC/2002 como sendo um bem singular, já que é considerado per si, independente dos 
demais, vejamos: art. 89. São singulares os bens que, embora reunidos, se consideram de per si, 
independentemente dos demais. 
A alternativa B está incorreta. Os pneus são uma universalidade de fato, uma vez que constituem um 
conjunto de bens singulares, como dita o art. 90 do CC/2002, vejamos: art. 90. Constitui universalidade 
de fato a pluralidade de bens singulares que, pertinentes à mesma pessoa, tenham destinação unitária. 
A alternativa C está correta. Uma frota de veículos, quando coletivamente considerados, constituem 
uma universalidade de fato. Como exemplo, pode-se citar uma galeria de obras de arte, onde, 
dependendo da vontade de seu dono, pode ser vendida a totalidade da universalidade, ou ainda, de 
acordo com o parágrafo único do art. 90, do CC/2002, cada bem pode ser considerado individualmente 
e vendido separadamente. Vejamos: Art. 90. Constitui universalidade de fato a pluralidade de bens 
singulares que, pertinentes à mesma pessoa, tenham destinação unitária. Parágrafo único. Os bens que 
formam essa universalidade podem ser objeto de relações jurídicas próprias. 
A alternativa D está incorreta. Neste ponto, a doutrina diverge em alguns aspectos. Alguns autores 
defendem que os carros são considerados infungíveis por conta de sua numeração de chassi e/ou de 
motor, outros afirmam que um carro pode ser fungível, se for de série normal, mas que pode, também, 
ser infungível se tiver “certa preparação de motor, certas adaptações e certos acessórios” (Venosa). De 
toda sorte, o CC/2002 descreve os bens fungíveis como sendo aqueles móveis que podem substituir-se 
por outros da mesma espécie, qualidade e quantidade. Vejamos: art. 85. São fungíveis os móveis que 
podem substituir-se por outros da mesma espécie, qualidade e quantidade. 
A alternativa E está incorreta. Um caminhão é considerado inconsumível. Bens inconsumíveis são 
aqueles bens que podem ser usados de forma continuada e mesmo assim não perderão sua substância, 
nem serão destruídos. Claro que, se analisarmos rigorosamente, toda coisa um dia irá se consumir, 
acabar-se, mas, aqui, o que levamos em consideração é se esta destruição se dá no primeiro uso ou não. 
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Sendo assim, de acordo com o art. 86 do CC/2002, são consumíveis, na verdade, “os bens móveis cujo 
uso importa destruição imediata da própria substância, sendo também considerados tais os destinados 
à alienação”. 
Gabarito: Letra C. 
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FGV 
Demais Bens Considerados Em Si Mesmos (Art. 85 Ao 91) 
1. (FGV - TJ-RS - Oficial de Justiça- 2020) O direito civil identifica e classifica os diferentes tipos 
de bens, com o objetivo de facilitar a aplicação do direito ao caso concreto. De acordo com o 
Código Civil brasileiro, é correto afirmar que os bens: 
(A) fungíveis e móveis podem ser substituídos por outros de mesma espécie e quantidade; 
(B) singulares incluem os que se consideram de per si independentemente dos demais, embora 
reunidos; 
(C) imóveis incluem tudo que for incorporado ao solo, desde que seja de forma natural, inclusive o 
próprio solo; 
(D) móveis são suscetíveis de movimento próprio sem alteração da substância ou destinação econômica 
e social, exceto os bens de remoção por força alheia; 
(E) divisíveis podem ser fracionados sem alterar sua substância, mesmo com diminuição considerável 
de valor, desde que sem prejuízo do uso a que se destina. 
2. (FGV / PREFEITURA DE PAULÍNIA – SP – 2015) Quanto à classificação dos bens, é correto 
afirmar que: 
(A) Um veículo é considerado uma universalidade de fato; 
(B) Um jogo de pneus é considerado uma universalidade de direito; 
(C) Uma frota de veículos, coletivamente considerada, é uma universalidade de fato; 
(D) Um veículo emplacado e cadastrado individualmente, é um bem fungível; 
(E) Um caminhão é considerado consumível. 
GABARITO 
1. TJ-RS B 
2. Pref. de Paulínia/SP C 
 
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Capítulo II – Bens reciprocamente considerados 
Os bens tratados de maneira recíproca são aqueles que são considerados uns em 
relação aos outros. O art. 92 estabelece que principal é o bem que existe sobre si, 
abstrata ou concretamente. Exemplo é o solo, ou um veículo automotor. 
Já o bem acessório é aquele cuja existência pressupõe a existência do principal. 
Exemplo é a casa que se liga ao solo ou os pneus de um carro. No caso dos acessórios, 
em regra, segue-se um antigo ditado jurídico: “o acessório segue o principal”, ou seja, 
o que acontece com o principal, acontece também com o acessório. Assim, quando eu vendo o terreno, 
vendo a casa; quando vendo o carro, vendo os pneus. 
Quais são os acessórios? 
1 – Pertenças 
Segundo dispõe o art. 93 do Código Civil, são pertenças os bens que, não constituindo partes 
integrantes, se destinam, de modo duradouro, ao uso, ao serviço ou ao aformoseamento de 
outro. É o caso, por exemplo, do equipamento de adaptação veicular para pessoa com deficiência do 
carro ou de um piano numa casa. 
Em regra, o negócio estipulado entre as partes não abrange as pertenças, salvo se o contrário 
resultar da lei, da manifestação de vontade, ou das circunstâncias do caso, segundo o art. 94 do Código 
Civil. 
2 – Partes integrantes 
As partes integrantes são bens acessórios tão ligados ao bem principal que sua 
remoção tornaria o bem principal incompleto. Estão unidos de maneira que formam 
um todo independente. 
A regra é, assim, exatamente invertida. As pertenças não seguem, em regra, o bem 
principal (mas podem seguir, se assim previsto no negócio), ao passo que as partes integrantes seguem 
em regra, o bem principal (mas podem não seguir, se assim previsto no negócio). 
A) Frutos 
Frutos são os bens resultantes de um bem principal, sem que este se destrua, mesmo que 
aos poucos diminua sua substância ou quantidade. Ainda que não separados do bem 
principal, os frutos podem ser objeto de negócio jurídico, como dispõe o art. 95 do Código 
Civil. 
Os frutos podem ser classificados como: 
a. naturais: decorrem da essência de um bem principal (como as frutas de uma árvore); 
b. industriais: decorrem da atividade humana (como os produtos de uma fábrica); 
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c. civis: decorrem de uma situação jurídica (como o aluguel de um imóvel). 
B) Produtos 
Assim como os frutos, os produtos também podem ser objeto de negócio jurídico. Contudo, 
diferentemente dos frutos, a obtenção dos produtos significa redução do valor, quantidade ou qualidade 
do bem principal, pois não são produzidos periodicamente. 
C) Benfeitorias 
As benfeitorias são agregadas ao bem principal, ao contrário dos frutos e produtos, que dele se 
originam. Elas são acréscimos num bem já existente. De acordo com o art. 96 do Código Civil, as 
benfeitorias podem ser voluptuárias, úteis ou necessárias. 
São voluptuárias as de mero deleite ou recreio, ou seja, para o prazer, que não aumentam o usohabitual 
do bem, ainda que o tornem mais agradável ou sejam de elevado valor. Exemplificativamente, uma 
piscina residencial ou uma cornija de uma lareira. 
São úteis as benfeitorias que aumentam ou facilitam o uso do bem. Como, por exemplo, a construção de 
uma calçada ou a colocação de telas na varanda em uma casa. 
São necessárias as benfeitorias que têm por fim conservar o bem ou evitar que se deteriore. É o caso, 
por exemplo, da recolocação de uma viga deteriorada pela chuva, a reconstrução de um muro ou a 
substituição da fiação elétrica de um apartamento. 
3 – Acessões 
O art. 97 do Código Civil estabelece que não se consideram benfeitorias os 
melhoramentos ou acréscimos sobrevindos ao bem sem a intervenção do 
proprietário, possuidor ou detentor. Essas seriam as acessões. 
Relembre, na distinção entre os bens principais e os bens acessórios, as subcategorias de bens 
acessórios: 
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• Derivam periodicamente do bem principal
Frutos
• A obtenção reduz o valor do bem principal
Produtos
• Acréscimos num bem preexistente
Benfeitorias
• Destinadas de modo duradouro ao uso, serviço ou aformoseamento, sem ser parte
integrante
Pertenças
• Ligados de tal modo ao principal que sua remoção tornaria ele incompleto
Partes integrantes
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CEBRASPE 
BENS RECIPROCAMENTE COMSIDERADOS (ART. 92 AO 97) 
1. (CEBRASPE/ ISS- Aracajú - 2021) De acordo com o Código Civil, os bens quem não 
constituindo partes integrantes, se destinem, de modo duradouro, ao uso de outros são 
a) acessórios. 
b) imóveis, para os efeitos legais. 
c) pertenças 
d) não fungíveis. 
e) singulares. 
Comentários: 
A alternativa A está incorreta, pois bens acessórios são aqueles cuja existência supõe a do principal, 
conforme art. 92 do CC/2002: “Principal é o bem que existe sobre si, abstrata ou concretamente; 
acessório, aquele cuja existência supõe a do principal”. 
A alternativa B está incorreta, já que são imóveis, para os efeitos legais, apenas os direitos reais sobre 
imóveis e as ações que os asseguram e, o direito à sucessão aberta, conforme o art. 80, caput e incisos, 
do CC/2002: “Art. 80. Consideram-se imóveis para os efeitos legais: os direitos reais sobre imóveis e as 
ações que os asseguram; o direito à sucessão aberta”. 
A alternativa C está correta, uma vez que o enunciado traz exatamente a descrição de pertenças, 
conforme o art. 93 do CC/2002: “São pertenças os bens que, não constituindo partes integrantes, se 
destinam, de modo duradouro, ao uso, ao serviço ou ao aformoseamento de outro”. 
A alternativa D está incorreta, porque infungíveis são os bens móveis que não podem ser substituídos 
por outro, ainda que na mesma quantidade, qualidade e espécie. É o que se depreende da dicção do art. 
85 do CC/2002: “São fungíveis os móveis que podem substituir-se por outros da mesma espécie, 
qualidade e quantidade”. 
A alternativa E está incorreta, tendo em vista que os bens singulares são aqueles que, ainda que 
reunidos, são considerados em sua individualidade, conforme art. 89 do CC/2002: “São singulares os 
bens que, embora reunidos, se consideram de per si , independentemente dos demais”. 
2. (CESPE / PGE-SE – 2017) De acordo com a classificação doutrinária dos bens, o valor pago a 
título de aluguel ao proprietário de um imóvel é denominado 
(A) fruto. 
(B) pertença. 
(C) benfeitoria. 
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(D) imóvel por acessão. 
(E) produto. 
Comentários: 
A alternativa A certa, pois o valor pago a título de aluguel ao proprietário de um imóvel é denominado 
fruto, mais especificamente um fruto civil. O aluguel é um exemplo de bem acessório. Considerados uns 
em relação aos outros, os bens podem ser principais e acessórios. Os bens principais são os que existem 
por si, os bens acessórios são aqueles que cuja existência depende do bem principal. Por exemplo, o solo 
é bem principal, porque existe por si próprio, a árvore é bem acessório, porque sua existência depende 
do bem principal, que no caso é o solo. Dentre as classes de bens acessórios temos os frutos e produtos. 
Os frutos são as utilidades que uma coisa periodicamente produz sem, com isso, sofrer alteração em sua 
substância. Como exemplos, o leite das vacas e as frutas que uma árvore dá. Para se reconhecer um fruto 
devemos observar três elementos: periodicidade; inalterabilidade da substância da coisa principal e a 
separabilidade desta. O conceito de produto parte da ideia de algo que pode ser retirado do principal 
diminuindo-lhe a quantidade, porque não se reproduzem periodicamente. Como os metais, por 
exemplo. 
A alternativa B errada, dado que, pertença é um bem que é acrescido a outro, que é o principal, sem, no 
entanto, ser parte integrante deste. São coisas móveis que são postas de modo estável a serviço de 
outras coisas móveis ou, então, imóveis. Como exemplos, podemos citar: a moldura de um quadro que 
é usado na sala de uma residência; os tratores que são usados para melhorar a exploração de 
propriedade rural. 
A alternativa C errada, pois benfeitorias são obras ou despesas feitas em bem já existente. 
A alternativa D errada, pois os imóveis por acessão natural é tudo que se adere naturalmente ao solo, 
como as árvores, os frutos pendentes, os acessórios etc. E imóveis por acessão artificial ou industrial é 
a aderência de um bem ao solo por força humana, como as construções e as plantações. 
A alternativa E errada, pois os produtos são as utilidades que se retiram da coisa, diminuindo -lhe a 
quantidade, porque não se reproduzem periodicamente, como as pedras e os metais, que se extraem 
das pedreiras e das minas. 
3. (CESPE / TCE-PA – 2016) A respeito dos bens, julgue o item a seguir. 
Para serem objeto de negócio jurídico, os frutos devem estar já separados do bem principal. 
Comentários: 
A assertiva está errada, eis que, os frutos e produtos não precisam estar separados do bem principal 
para que sejam objeto de negócio jurídico, conforme art. 95 do Código Civil: "Apesar de ainda não 
separados do bem principal, os frutos e produtos podem ser objeto de negócio jurídico". Os frutos e 
produtos, mesmo não separados do bem principal, podem ser objeto de negócio jurídico. 
4. (CESPE / TCE-SC – 2016) Com relação à vigência das leis, às pessoas naturais, às pessoas 
jurídicas e aos bens, julgue o item subsequente. 
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O valor decorrente do aluguel de determinado imóvel é considerado bem acessório. 
Comentários: 
A assertiva está certa, pois o valor decorrente do aluguel de determinado imóvel é considerado bem 
acessório, de acordo com o art. 95 do Código Civil: "Apesar de ainda não separados do bem principal, os 
frutos e produtos podem ser objeto de negócio jurídico". Bem principal é o bem que tem existência 
própria, autônoma, que existe por si. Enquanto o Bem acessório é aquele cuja existência depende do 
principal. Os frutos são as utilidades produzidas com periodicidade pela coisa principal, cuja percepção 
mantém intacta a substância do bem. Como exemplos, o leite das vacas e as frutas que uma árvore dá. 
Para se reconhecer um fruto devemos observar três elementos: periodicidade; inalterabilidade da 
substância da coisa principal e a separabilidade desta. Podem ser civis, naturais ou industriais,a 
depender da sua origem. Os frutos civis nada mais são do que verdadeiros rendimentos, como um 
aluguel, enquanto os frutos industriais decorrem da atuação humana e os frutos naturais proveem da 
força animal ou vegetal da natureza. Importante registrar que os frutos naturais e industriais são 
adquiridos com a simples separação da coisa (salvo na hipótese de colheita antecipatória, quando o 
possuidor deverá indenizar o proprietário por ter colhido antecipadamente fruto que ainda não estava 
no tempo de ser separado), enquanto os frutos civis são colhidos dia a dia, com o seu vencimento. 
Rendimentos são os frutos civis, as prestações periódicas em dinheiro, decorrentes da concessão do uso 
e gozo, de que é exemplo o aluguel. 
5. (CESPE / TRT - 8ª REGIÃO – 2016) Com referência aos bens, assinale a opção correta. 
(A) As benfeitorias úteis são aquelas indispensáveis à conservação do bem ou para evitar sua 
deterioração, acarretando ao mero possuidor que as realize o direito à indenização e retenção do bem 
principal. 
(B) Um bem divisível por natureza não pode ser considerado indivisível pela simples vontade das 
partes, devendo tal indivisibilidade ser determinada por lei. 
(C) O direito à sucessão aberta é considerado bem imóvel, ainda que todos os bens deixados pelo 
falecido sejam móveis. 
(D) Bens infungíveis são aqueles cujo uso importa sua destruição. 
(E) Os frutos são as utilidades que não se reproduzem periodicamente; por isso, se os frutos são 
retirados da coisa, a sua quantidade diminui. 
Comentários: 
A alternativa A errada, eis que, conforme dispõe o art. 96 do Código Civil: "As benfeitorias podem ser 
voluptuárias, úteis ou necessárias. § 1º São voluptuárias as de mero deleite ou recreio, que não 
aumentam o uso habitual do bem, ainda que o tornem mais agradável ou sejam de elevado valor § 2º 
São úteis as que aumentam ou facilitam o uso do bem. § 3º São necessárias as que têm por fim conservar 
o bem ou evitar que se deteriore". Logo, as benfeitorias NECESSÁRIAS são aquelas indispensáveis à 
conservação do bem ou para evitar sua deterioração, acarretando ao mero possuidor que as realize o 
direito à indenização e retenção do bem principal. 
A alternativa B errada, uma vez que, um bem divisível por natureza pode ser considerado indivisível 
pela simples vontade das partes ou por determinação da lei. Indivisíveis são os bens que se opõe a 
definição de bens divisíveis, além disso, o art. 88 do código civil dispõe o seguinte: "Os bens 
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naturalmente divisíveis podem tornar-se indivisíveis ¹por determinação da lei ou ²por vontade das 
partes". 
A alternativa C correta, porque o direito à sucessão aberta é considerado bem imóvel, ainda que todos 
os bens deixados pelo falecido sejam móveis, conforme dispõe o art. 80 do Código Civil: "Consideram-
se imóveis para os efeitos legais: II - o direito à sucessão aberta". 
A alternativa D errada, pois são os bens fungíveis, conforme dispõe o art. 85 do Código Civil: "São 
fungíveis os móveis que podem substituir-se por outros da mesma espécie, qualidade e quantidade". 
Como principal exemplo de coisa fungível, nós temos o dinheiro – que é o bem fungível por excelência. 
Qualquer nota de R$ 10,00 pode ser substituída por outra de R$ 10,00. Ambas apresentam as mesmas 
características, são da mesma espécie, qualidade e quantidade. Outro exemplo é o atribuído aos gêneros 
alimentícios em geral. A contrário sensu dos bens fungíveis, temos que os bens infungíveis são aqueles 
que não podem ser substituídos por outros da mesma espécie, qualidade e quantidade. Ou seja, são 
aqueles que são únicos, são personalizados. Como exemplo, temos um determinado quadro ou uma 
escultura de alguém famoso. 
A alternativa E errada dado que, os frutos são as utilidades que uma coisa periodicamente produz sem, 
com isso, sofrer alteração em sua substância. Como exemplos, o leite das vacas e as frutas que uma 
árvore dá. Para se reconhecer um fruto devemos observar três elementos: periodicidade; 
inalterabilidade da substância da coisa principal e a separabilidade desta. O conceito de produto parte 
da ideia de algo que pode ser retirado do principal diminuindo-lhe a quantidade, porque não se 
reproduzem periodicamente. Como os metais, por exemplo. 
6. (CESPE / TJ-AM – 2016) A propósito dos bens, julgue o item a seguir com fundamento nos 
dispositivos legais, na doutrina e no entendimento jurisprudencial pátrio. 
 Pelo princípio da gravitação jurídica, a propriedade dos bens acessórios segue a sorte do bem principal, 
podendo, entretanto, haver disposição em contrário pela vontade da lei ou das partes. 
Comentários: 
A assertiva está certa, pois pelo princípio da gravitação jurídica, a propriedade dos bens acessórios 
segue a sorte do bem principal, podendo, entretanto, haver disposição em contrário pela vontade da lei 
ou das partes conforme dispõe o art. 92 do Código Civil: "Principal é o bem que existe sobre si, abstrata 
ou concretamente; acessório, aquele cuja existência supõe a do principal". A natureza do acessório é a 
mesma natureza do principal, princípio da gravitação jurídica, onde, um bem atrai o outro para sua 
órbita estabelecendo o mesmo regime jurídico (bonito isso, né? ☺). Assim, se o solo é imóvel a casa que 
está ligada a ele também o é. No entanto, pode ser convencionado pela vontade das partes que isso não 
ocorra. O princípio da gravitação jurídica - “o acessório segue o principal, salvo disposição especial em 
contrário”. 
7. (CESPE / TJ-AM – 2016) A propósito dos bens, julgue o item a seguir com fundamento nos 
dispositivos legais, na doutrina e no entendimento jurisprudencial pátrio. 
Os rendimentos são considerados produto da coisa, já que sua extração e sua utilização não diminuem 
a substância do bem principal. 
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Comentários: 
A assertiva está errada, dado que, quanto à sua origem os frutos podem ser naturais – quando se 
desenvolvem e se renovam periodicamente pela própria força orgânica da própria coisa; industriais – 
são aqueles que têm a sua origem vinculada a alguma ação humana sobre a natureza; civis – quando se 
tratar de rendimentos oriundos da utilização de coisa frutífera por outrem que não o proprietário. Como 
exemplos de frutos naturais, citamos: os ovos e as crias dos animais. Dos frutos industriais temos a 
produção de uma fábrica. Como exemplo de frutos civis, temos o aluguel. Em suma, os frutos civis nada 
mais são do que verdadeiros rendimentos, como um aluguel, enquanto os frutos industriais decorrem 
da atuação humana e os frutos naturais proveem da força animal ou vegetal da natureza. 
8. (CESPE / TCE-PA – 2016) A respeito da aplicação da lei civil, da pessoa natural e dos bens, 
julgue o item a seguir. 
Para serem objeto de negócio jurídico, os frutos devem estar já separados do bem principal. 
 
Comentários 
O item está incorreto, a teor do art. 95: “Apesar de ainda não separados do bem principal, os frutos e produtos podem 
ser objeto de negócio jurídico”. 
9. (CESPE / TCE-RN – 2015) A respeito das pessoas, dos bens e dos fatos jurídicos, julgue o 
item a seguir. 
As pertenças, em regra, não seguem o bem principal posto que não se constituem em partes integrantes. 
Comentários: 
A assertiva está certa, eis que, as pertenças não se confundem com as coisas acessórias, visto que a 
definição de pertença não pressupõe que sua existência esteja subordinada à do principal. O art. 94 traz 
a distinção entre parte integrante e pertenças: "Os negócios jurídicos que dizem respeito ao bem 
principal não abrangem as pertenças, salvo se o contrário resultar da ¹lei, da ²manifestaçãode vontade, 
ou das ³circunstâncias do caso". Assim, as pertenças não obedecem à regra de que o acessório segue o 
principal, porque são coisas que não formam partes integrantes e não são fundamentais para a 
utilização do bem principal. Parte integrante é o acessório que, unido ao principal, forma com ele um 
todo, sendo desprovida de existência material própria, embora mantenha sua identidade. Exemplo de 
parte integrante já citado em provas foi o dos dutos e estações de compressão de um gasoduto. 
10. (CESPE / TJ-PB – 2015) Julgue o item com relação a bens. 
A infungibilidade de um bem pode decorrer da manifestação de vontade da parte. 
Comentários: 
A assertiva está certa, já que, pode acontecer de um bem, que por sua natureza seja fungível, tornar-se 
infungível por vontade das partes. Pode ser o exemplo de uma moeda que é um bem fungível, mas que 
para um colecionador pode tornar-se infungível. Outro exemplo, uma cesta de frutas é coisa fungível, 
mas, emprestada ad pompam vel ostentationem, ou seja, para ornamentação, transformar-se-á em coisa 
infungível. 
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11. (CESPE / TJ-PB – 2015) Julgue o item com relação a bens. 
Os produtos são acessórios produzidos com periodicidade, e sua retirada não prejudica a substância da 
coisa principal. 
Comentários: 
A assertiva está errada, eis que, o conceito de produto parte da ideia de algo que pode ser retirado do 
principal diminuindo-lhe a quantidade, porque não se reproduzem periodicamente. Como os metais, 
por exemplo. 
12. (CESPE / TRF - 5ª REGIÃO – 2015) No que se refere a bens, assinale a opção correta. 
(A) Os bens dominicais, diferentemente dos demais bens públicos, se submetem primordialmente às 
regras do direito privado. 
(B) Os bens incorpóreos não admitem usucapião, mas, como regra, admitem tutela possessória. 
(C) A consuntibilidade que um bem gera é incompatível com a infungibilidade. 
(D) A divisibilidade, ou não, de uma coisa, sob o aspecto jurídico, decorre de um critério utilitarista. 
(E) Os bens acessórios são aqueles que, não sendo partes integrantes do bem principal, se destinam de 
modo duradouro ao uso de outro. 
Comentários: 
A alternativa A errada, pois os bens públicos são bens de titularidade do Estado, necessários ao 
desempenho de funções públicas, submetidos a um regime jurídico de direito público. Os Bens públicos 
são os que pertencem ao domínio nacional, ou seja, à União, aos Estados ou aos municípios, conforme 
dispõe o art. 98 do Código Civil: "São públicos os bens do domínio nacional pertencentes às pessoas 
jurídicas de direito público interno; todos os outros são particulares, seja qual for a pessoa a que 
pertencerem". Bens dominicais são os que pertencem ao Estado, conforme dispõe o art. 99, III do Código 
Civil: Art. 99. São bens públicos: "III - os dominicais, que constituem o patrimônio das pessoas jurídicas 
de direito público, como objeto de direito pessoal, ou real, de cada uma dessas entidades". 
A alternativa B errada, dado que, os bens incorpóreos, como os direitos autorais, por exemplo, não 
admitem usucapião e nem a tutela possessória. Bens incorpóreos – que são aqueles que têm existência 
abstrata ou ideal, são, portanto, entendidos como abstrações do direito, possuem existência jurídica, 
mas não física, a exemplo das propriedades literária, científica ou artística. Atente para a seguinte 
súmula 228 do STJ: “É inadmissível o interdito proibitório para a proteção do direito autoral”. 
A alternativa C errada, pois no geral, temos que os bens consumíveis são também fungíveis, tendo em 
vista os alimentos. No entanto, podemos ter bens consumíveis e infungíveis como uma obra de arte que 
foi posta à venda. Os bens consumíveis são os que terminam logo com o primeiro uso, havendo imediata 
destruição de sua substância (p. ex., os alimentos, o dinheiro etc.). Enquanto os bens fungíveis são os 
que podem ser substituídos por outros da mesma espécie, qualidade e quantidade. 
A alternativa D correta, porque, a divisibilidade é própria de todos os corpos, admitindo-se, 
fisicamente, o fracionamento das coisas até a partícula do átomo. Juridicamente, no entanto, a 
divisibilidade, ou não, de uma coisa decorre de um critério utilitarista, ou seja, da manutenção do seu 
valor econômico proporcionalmente às coisas divididas. Art. 87: "Bens divisíveis são os que se podem 
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fracionar sem alteração na sua substância, diminuição considerável de valor, ou prejuízo do uso a que 
se destinam". 
A alternativa E errada, pois as pertenças são aquelas que, não sendo partes integrantes do bem 
principal, se destinam de modo duradouro ao uso de outro, conforme dispõe o art. 93 do Código Civil: 
"São pertenças os bens que, não constituindo partes integrantes, se destinam, de modo duradouro, ao 
uso, ao serviço ou ao aformoseamento de outro". Pertenças são coisas auxiliares das outras. 
Diferentemente do que ocorre na regra do acessório, as pertenças não estão abrangidas nos negócios 
jurídicos pertinentes ao bem principal. Não se confundem necessariamente, com as coisas acessórias, 
visto que a definição de “pertença” não pressupõe que sua existência esteja subordinada à do principal. 
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CEBRASPE 
Bens Reciprocamente Considerados (Art. 92 Ao 97) 
1. (CEBRASPE/ ISS- Aracajú - 2021) De acordo com o Código Civil, os bens quem não 
constituindo partes integrantes, se destinem, de modo duradouro, ao uso de outros são 
a) acessórios. 
b) imóveis, para os efeitos legais. 
c) pertenças 
d) não fungíveis. 
e) singulares. 
2. (CESPE / PGE-SE – 2017) De acordo com a classificação doutrinária dos bens, o valor pago a 
título de aluguel ao proprietário de um imóvel é denominado 
(A) fruto. 
(B) pertença. 
(C) benfeitoria. 
(D) imóvel por acessão. 
(E) produto. 
3. (CESPE / TCE-PA – 2016) A respeito dos bens, julgue o item a seguir. 
Para serem objeto de negócio jurídico, os frutos devem estar já separados do bem principal. 
4. (CESPE / TCE-SC – 2016) Com relação à vigência das leis, às pessoas naturais, às pessoas 
jurídicas e aos bens, julgue o item subsequente. 
O valor decorrente do aluguel de determinado imóvel é considerado bem acessório. 
5. (CESPE / TRT - 8ª REGIÃO – 2016) Com referência aos bens, assinale a opção correta. 
(A) As benfeitorias úteis são aquelas indispensáveis à conservação do bem ou para evitar sua 
deterioração, acarretando ao mero possuidor que as realize o direito à indenização e retenção do bem 
principal. 
(B) Um bem divisível por natureza não pode ser considerado indivisível pela simples vontade das 
partes, devendo tal indivisibilidade ser determinada por lei. 
(C) O direito à sucessão aberta é considerado bem imóvel, ainda que todos os bens deixados pelo 
falecido sejam móveis. 
(D) Bens infungíveis são aqueles cujo uso importa sua destruição. 
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(E) Os frutos são as utilidades que não se reproduzem periodicamente; por isso, se os frutos são 
retirados da coisa, a sua quantidade diminui. 
6. (CESPE / TJ-AM – 2016) A propósito dos bens, julgue o item a seguir com fundamento nos 
dispositivos legais, na doutrina e no entendimento jurisprudencial pátrio. 
 Pelo princípio da gravitação jurídica, a propriedade dos bens acessórios segue a sorte do bem principal,podendo, entretanto, haver disposição em contrário pela vontade da lei ou das partes. 
7. (CESPE / TJ-AM – 2016) A propósito dos bens, julgue o item a seguir com fundamento nos 
dispositivos legais, na doutrina e no entendimento jurisprudencial pátrio. 
Os rendimentos são considerados produto da coisa, já que sua extração e sua utilização não diminuem 
a substância do bem principal. 
8. (CESPE / TCE-PA – 2016) A respeito da aplicação da lei civil, da pessoa natural e dos bens, 
julgue o item a seguir. 
Para serem objeto de negócio jurídico, os frutos devem estar já separados do bem principal. 
 
9. (CESPE / TCE-RN – 2015) A respeito das pessoas, dos bens e dos fatos jurídicos, julgue o item 
a seguir. 
As pertenças, em regra, não seguem o bem principal posto que não se constituem em partes integrantes. 
10. (CESPE / TJ-PB – 2015) Julgue o item com relação a bens. 
A infungibilidade de um bem pode decorrer da manifestação de vontade da parte. 
11. (CESPE / TJ-PB – 2015) Julgue o item com relação a bens. 
Os produtos são acessórios produzidos com periodicidade, e sua retirada não prejudica a substância da 
coisa principal. 
12. (CESPE / TRF - 5ª REGIÃO – 2015) No que se refere a bens, assinale a opção correta. 
(A) Os bens dominicais, diferentemente dos demais bens públicos, se submetem primordialmente às 
regras do direito privado. 
(B) Os bens incorpóreos não admitem usucapião, mas, como regra, admitem tutela possessória. 
(C) A consuntibilidade que um bem gera é incompatível com a infungibilidade. 
(D) A divisibilidade, ou não, de uma coisa, sob o aspecto jurídico, decorre de um critério utilitarista. 
(E) Os bens acessórios são aqueles que, não sendo partes integrantes do bem principal, se destinam de 
modo duradouro ao uso de outro. 
GABARITO 
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1. ISS- Aracajú C 
2. PGE-SE A 
3. TCE-PA E 
4. TCE-SC C 
5. TRT - 8ª REGIÃO C 
6. TJ-AM C 
7. TJ-AM E 
8. TCE-PA E 
9. TCE-RN C 
10. TJ-PB C 
11. TJ-PB E 
12. TRF - 5ª REGIÃO D 
 
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FCC 
Bens Reciprocamente Considerados (Art. 92 AO 97) 
1. (FCC / DPE-RS – 2018) Sobre os bens, é correto afirmar: 
a) O direito de habitação é um bem móvel. 
b) Segundo o Superior Tribunal de Justiça, os aparelhos de adaptação para direção por deficiente físico 
são pertenças. 
c) A energia extraída de uma usina hidrelétrica é um bem imóvel. 
d) Não é possível convencionar a indivisibilidade de bens naturalmente divisíveis e fungíveis. 
e) O imóvel financiado pelo Sistema Financeiro de Habitação, de titularidade da Caixa Econômica 
Federal, mas ocupado por particular há mais de 15 (quinze) anos, considera-se bem particular, 
consoante jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça. 
Comentários: 
A alternativa A está incorreta, pois o direito de habitação é um direito real, e estes direitos são 
considerados bens imóveis. 
Art. 80. Consideram-se imóveis para os efeitos legais: 
I - os direitos reais sobre imóveis e as ações que os asseguram; 
O Art. 80 dispõe sobre os bens imóveis por determinação legal. Acerca dos direitos reais sobre imóveis 
e as ações que os asseguram, temos um rol disposto pelo Art. 1225, sendo os bens imóveis: A 
propriedade, a superfície, as servidões, o usufruto, o uso, a habitação, o direito do promitente 
comprador do imóvel, o penhor, a hipoteca, a anticrese, a concessão de uso especial para fins de 
moradia, a concessão de direito real de uso e as enfiteuses ainda existentes. Bem como as ações que os 
asseguram, sendo elas: as ações promissórias, as reivindicatórias, as hipotecários, as pignoratícias, etc. 
A alternativa B está correta, visto que o Informativo 594 do STJ: “Havendo adaptação de veículo, em 
momento posterior à celebração do pacto fiduciário, com aparelhos para direção por deficiente físico, o 
devedor fiduciante tem direito a retirá-los quando houver o descumprimento do pacto e a consequente 
busca e apreensão do bem”. STJ. 4ª Turma. REsp 1.305.183-SP, Rel. Min. Luis Felipe Salomão, julgado 
em 18/10/2016 
Quanto as pertenças, existe uma certa divergência na doutrina. Alguns autores consideram que as 
pertenças são coisas acessórias que conservam sua individualidade e autonomia, mas tem com a coisa 
principal, de modo duradouro, uma subordinação econômica, para atingir uma finalidade. 
No entanto, a pertença não segue a sorte do bem principal, como os bens acessórios. Vide art. 94 do CC: 
Art. 94. Os negócios jurídicos que dizem respeito ao bem principal não abrangem as pertenças, salvo se 
o contrário resultar da lei, da manifestação de vontade, ou das circunstâncias do caso. 
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A regra é o que está no caput do artigo. O “salvo se” é uma exceção. Desta forma, a afirmativa II não 
poderia afirmar que “Os negócios jurídicos que dizem respeito ao bem principal abrangem as pertenças 
de acordo com as circunstâncias do caso”. 
O correto seria dizer que os negócios jurídicos podem abranger as pertenças. 
Quanto as pertenças o que você tem que saber é que o termo “não pressupõe” foi empregado mais para 
diferenciar as pertenças dos bens acessórios. É importante que você entenda que as pertenças não são 
bens acessórios. Pertenças recebem a denominação de res anexa (coisa anexada). 
Bens acessórios ≠ Pertenças 
1. Bens acessórios. 
Art. 92. Principal é o bem que existe sobre si, abstrata ou concretamente; acessório, aquele cuja 
existência supõe a do principal. 
Não há bem acessório sem o principal, a sua existência supõe a do principal. O bem acessório depende 
do principal. Dentre os bens acessórios, por exemplo, estão os frutos e os produtos. 
Existe um princípio utilizado no direito civil (princípio da gravitação jurídica) que estabelece que o bem 
acessório segue o principal, salvo disposição especial em contrário. 
2. Pertenças. 
Art. 93. São pertenças os bens que, não constituindo partes integrantes, se destinam, de modo 
duradouro, ao uso, ao serviço ou ao aformoseamento de outro. 
Art. 94. Os negócios jurídicos que dizem respeito ao bem principal não abrangem as pertenças, salvo se 
o contrário resultar da lei, da manifestação de vontade, ou das circunstâncias do caso. 
A existência deste bem não está subordinada a existência de um bem principal. Um trator destinado à 
exploração de atividade agrícola em uma fazenda é um exemplo de uma pertença. (Veja que o trator 
pode existir independentemente da fazenda). Na presença de pertenças pode ou não haver um bem tido 
como principal (lembrando apenas que pertenças não são consideradas bens acessórios). 
Memorize esta associação: 
Acessório = subordinado à existência do principal. 
Pertenças = não subordinado à existência do principal. 
A alternativa C está incorreta, dado que o Código Civil dispõe em seu art. 83 que as energias que tenham 
valor econômico são consideradas bens móveis. 
Art. 83. Consideram-se móveis para os efeitos legais: 
I - as energias que tenham valor econômico; 
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A alternativa D está incorreta, porque por determinação da lei ou por vontade das partes um bem pode 
se tonar indivisível. 
Indivisíveis por determinação legal 
Os bens indivisíveis por determinação legal são aqueles que a lei não admite divisão (ex.: as servidões,as hipotecas etc.). A indivisibilidade, nessa hipótese, é jurídica. 
Indivisíveis por vontade das partes 
Os bens indivisíveis por vontade das partes são os transformados em indivisíveis por convenção das 
partes. 
Nesse caso, a indivisibilidade é convencional e o acordo tornará a coisa indivisa por prazo não superior 
a 5 anos, suscetível de prorrogação ulterior (art. 1.320, §1º - cc). 
Se a indivisão for estabelecida pelo doador ou testador, não poderá exceder de 5 anos (art. 1320, §2º - 
cc). 
Art. 88. Os bens naturalmente divisíveis podem tornar-se indivisíveis por determinação da lei ou por 
vontade das partes. 
A alternativa E está incorreta, pois o informativo 594 do STJ: “O imóvel da Caixa Econômica Federal 
vinculado ao Sistema Financeiro de Habitação, como está afetado à prestação de um serviço público, 
deve ser tratado como bem público, sendo, pois, imprescritível (insuscetível de usucapião)”. STJ. 3ª 
Turma. REsp 1.448.026-PE, Rel. Min. Nancy Andrighi, julgado em 17/11/2016 
2. (FCC / TRT - 11ª REGIÃO – 2017) A respeito dos bens, é correto afirmar que 
a) constitui universalidade de fato o complexo de relações jurídicas de uma pessoa, dotadas de valor 
econômico. 
b) os materiais provisoriamente separados de um prédio, mesmo que sejam nele reempregados, 
perdem o caráter de imóveis. 
c) constitui universalidade de direito a pluralidade de bens singulares que, pertinentes à mesma pessoa, 
tenham destinação unitária. 
d) os bens naturalmente divisíveis podem tornar-se indivisíveis por determinação da lei ou por vontade 
das partes. 
e) as energias que tenham valor econômico são consideradas bens imóveis para os efeitos legais. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, visto que a inversão da palavra direito por fato, invalidando assim a 
alternativa. 
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Art. 91. Constitui universalidade de direito o complexo de relações jurídicas, de uma pessoa, dotadas de 
valor econômico. 
De acordo com o art. 91 não só as coisas, mas também as relações jurídicas podem adquirir valor 
econômico, sendo comum que as relações jurídicas venham a ser objeto de negócios jurídicos. 
Igualmente como fez com as universalidades de fato, buscando desenvolver mais facilmente os negócios 
jurídicos que apresentem essas universalidades de direito como objeto. 
A alternativa B está incorreta, uma vez que não perderão o caráter de imóveis. 
Art. 81. Não perdem o caráter de imóveis: 
II - os materiais provisoriamente separados de um prédio, para nele se reempregarem. 
O Art. 81 dispõe acerca da imobilização de edificações separadas do solo e dos materiais separados de 
um prédio, ressalvando-se o solo em si e os bens imóveis por atribuição legal. Eventualmente os demais 
bens contidos podem ser destacados do solo sem serem destruídos, dando a este bem um caráter móvel 
até que seja novamente aderido em outro lugar, recuperando sua natureza como bem imóvel. 
A alternativa C está incorreta, visto que apresentou o conceito de universalidade de fato e não 
universalidade do direito. 
Art. 90. Constitui universalidade de fato a pluralidade de bens singulares que, pertinentes à mesma 
pessoa, tenham destinação unitária. 
Forma-se a universalidade de fato pela reunião de bens homogêneos, pertencentes a uma mesma 
pessoa, que tenham uma só finalidade econômica. Não sendo toda reunião de bens capazes de 
configurar uma universalidade de fato. Sendo necessários que esses bens homogêneos estejam 
coordenados, orientados, organizados pela vontade humana para a realização de uma mesma finalidade 
econômica. 
A alternativa D está correta, dado que está em sintonia com o Código Civil. 
Art. 88. Os bens naturalmente divisíveis podem tornar-se indivisíveis por determinação da lei ou por 
vontade das partes. 
O art. 88 admite o legislador que a vontade das partes ou mesmo a lei determine que um bem 
naturalmente divisível torne-se indivisível. Porém é mais comum que a indivisibilidade do bem decorra 
de sua própria natureza 
A alternativa E está incorreta, porque as energias com valor econômico são consideradas bens móveis 
para efeitos legais. 
Art. 83. Consideram-se móveis para os efeitos legais: 
I - as energias que tenham valor econômico; 
De acordo com o art. 83 toda e qualquer forma de energia que tenha valor econômico, tem a natureza 
jurídica de bem móvel. 
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3. (FCC / SEGEP-MA – 2016) Um diamante de formato e brilho únicos, exposto em museu de 
artes, e uma piscina que adorna uma casa de veraneio são considerados, pelo Código Civil, 
respectivamente, um bem 
a) Fungível e indivisível, no caso do diamante, e uma benfeitoria voluptuária, no caso da piscina. 
b) Fungível e divisível, no caso do diamante, e uma benfeitoria voluptuária, no caso da piscina. 
c) Fungível e indivisível, no caso do diamante, e uma benfeitoria útil, no caso da piscina. 
d) Infungível e indivisível, no caso do diamante, e uma benfeitoria útil, no caso da piscina. 
e) Infungível e indivisível, no caso do diamante, e uma benfeitoria voluptuária, no caso da piscina. 
Comentários: 
A alternativa A está incorreta, uma vez que o diamante não é fungível ele não pode ser substituído por 
outro devido ao seu formato e brilho único, as demais definições estão corretas. 
Os Bens Infungíveis são aqueles que não podem ser substituídos por outros da mesma espécie, 
qualidade e quantidade. Ou seja, são aqueles que são únicos, são personalizados. Diferente dos bens 
fungíveis, especificados no art. 85 que trata dos bens que podem ser substituídos por outros 
equivalentes. 
A alternativa B está incorreta, dado que o diamante não pode ser fungível nem divisível. 
Art. 85. São fungíveis os móveis que podem substituir-se por outros da mesma espécie, qualidade e 
quantidade. 
De acordo com o disposto no artigo 85 do Código Civil, serão equivalentes entre si os bens que forem da 
mesma espécie, qualidade e quantidade. 
 Art. 87. Bens divisíveis são os que se podem fracionar sem alteração na sua substância, diminuição 
considerável de valor, ou prejuízo do uso a que se destinam. 
Segundo o art. 87 são bens divisíveis aqueles que mesmo estando fracionados não perdem e nem 
alteram a sua substância, sendo assim não há uma considerável diminuição de valor ou prejuízo do uso 
a que se destinam. 
A alternativa C está incorreta, como já visto o diamante não pode ser fungível, pois este é insubstituível, 
outro erro está ao classificar a piscina como benfeitoria útil uma vez que está é benfeitoria voluptuária. 
Art. 96. § 2º. São úteis as que aumentam ou facilitam o uso do bem. 
Benfeitoria útil é a benfeitoria que não é necessária e que aumente o valor do bem. Tem o caráter de 
melhoramento do uso, não apenas por prazer. A construção de um novo quarto ou banheiro é um 
exemplo. 
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Art. 96. § 1º. São voluptuárias as de mero deleite ou recreio, que não aumentam o uso habitual do bem, 
ainda que o tornem mais agradável ou sejam de elevado valor. 
De acordo com o art. 96 as benfeitorias voluptuárias, diferente das benfeitorias úteis e necessárias, são 
feitas para o prazer, mesmo que o valor da coisa seja elevado e torne a coisa mais agradável, o seu uso 
habitual não é alterado. 
A alternativa D está incorreta, a classificação do diamante está correta, mas a da piscina está incorreta 
pois está classificada como benfeitoria útil e o correto é benfeitoria voluptuária.Art. 96. § 2º. São úteis as que aumentam ou facilitam o uso do bem. 
Benfeitoria útil é a benfeitoria que não é necessária e que aumente o valor do bem. Tem o caráter de 
melhoramento do uso, não apenas por prazer. A construção de um novo quarto ou banheiro é um 
exemplo. 
Art. 96. § 1º. São voluptuárias as de mero deleite ou recreio, que não aumentam o uso habitual do bem, 
ainda que o tornem mais agradável ou sejam de elevado valor. 
De acordo com o art. 96 as benfeitorias voluptuárias, diferente das benfeitorias úteis e necessárias, são 
feitas para o prazer, mesmo que o valor da coisa seja elevado e torne a coisa mais agradável, o seu uso 
habitual não é alterado. 
A alternativa E está correta, porque é correto afirmar que o diamante é infungível e indivisível, e a 
piscina é uma benfeitoria voluptuária. 
Os Bens Infungíveis são aqueles que não podem ser substituídos por outros da mesma espécie, 
qualidade e quantidade. Ou seja, são aqueles que são únicos, são personalizados. Diferente dos bens 
fungíveis, especificados no art. 85 que trata dos bens que podem ser substituídos por outros 
equivalentes. 
Art. 87. Bens divisíveis são os que se podem fracionar sem alteração na sua substância, diminuição 
considerável de valor, ou prejuízo do uso a que se destinam. 
Segundo o art. 87 são bens divisíveis aqueles que mesmo estando divididos não perdem e nem há a 
alteração de sua substância, sendo assim não há uma considerável diminuição de valor ou prejuízo do 
uso a que se destinam. Sendo assim o diamante é indivisível pois perde parte do seu valor se fracionado. 
 Art. 96. § 1º. São voluptuárias as de mero deleite ou recreio, que não aumentam o uso habitual do bem, 
ainda que o tornem mais agradável ou sejam de elevado valor. 
De acordo com o art. 96 as benfeitorias voluptuárias, diferente das benfeitorias úteis e necessárias, são 
feitas para o prazer, mesmo que o valor da coisa seja elevado e torne a coisa mais agradável, o seu uso 
habitual não é alterado. 
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FCC 
Bens Reciprocamente Considerados (Art. 92 Ao 97) 
1. (FCC / DPE-RS – 2018) Sobre os bens, é correto afirmar: 
a) O direito de habitação é um bem móvel. 
b) Segundo o Superior Tribunal de Justiça, os aparelhos de adaptação para direção por deficiente físico 
são pertenças. 
c) A energia extraída de uma usina hidrelétrica é um bem imóvel. 
d) Não é possível convencionar a indivisibilidade de bens naturalmente divisíveis e fungíveis. 
e) O imóvel financiado pelo Sistema Financeiro de Habitação, de titularidade da Caixa Econômica 
Federal, mas ocupado por particular há mais de 15 (quinze) anos, considera-se bem particular, 
consoante jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça. 
2. (FCC / TRT - 11ª REGIÃO – 2017) A respeito dos bens, é correto afirmar que 
a) constitui universalidade de fato o complexo de relações jurídicas de uma pessoa, dotadas de valor 
econômico. 
b) os materiais provisoriamente separados de um prédio, mesmo que sejam nele reempregados, 
perdem o caráter de imóveis. 
c) constitui universalidade de direito a pluralidade de bens singulares que, pertinentes à mesma pessoa, 
tenham destinação unitária. 
d) os bens naturalmente divisíveis podem tornar-se indivisíveis por determinação da lei ou por vontade 
das partes. 
e) as energias que tenham valor econômico são consideradas bens imóveis para os efeitos legais. 
3. (FCC / SEGEP-MA – 2016) Um diamante de formato e brilho únicos, exposto em museu de 
artes, e uma piscina que adorna uma casa de veraneio são considerados, pelo Código Civil, 
respectivamente, um bem 
a) Fungível e indivisível, no caso do diamante, e uma benfeitoria voluptuária, no caso da piscina. 
b) Fungível e divisível, no caso do diamante, e uma benfeitoria voluptuária, no caso da piscina. 
c) Fungível e indivisível, no caso do diamante, e uma benfeitoria útil, no caso da piscina. 
d) Infungível e indivisível, no caso do diamante, e uma benfeitoria útil, no caso da piscina. 
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e) Infungível e indivisível, no caso do diamante, e uma benfeitoria voluptuária, no caso da piscina.
 
GABARITO 
1. DPE-RS B 
2. TRT - 11ª REGIÃO D 
3. SEGEP-MA E 
 
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VUNESP 
Bens Reciprocamente Considerados (Art. 92 Ao 97) 
1. (VUNESP/ PC-SP – 2018) Sobre as diferentes classes de bens, assinale a alternativa correta. 
(A) Constitui universalidade de direito a pluralidade de bens singulares que, pertinentes à mesma 
pessoa, tenham destinação unitária. 
(B) Os bens naturalmente divisíveis só podem tornar-se indivisíveis por determinação legal. 
(C) São bens imóveis o solo, o subsolo e o espaço aéreo e apenas o que se lhe incorporar artificialmente. 
(D) Consideram-se bens móveis as energias que tenham valor econômico e o direito à sucessão aberta. 
(E) Apesar de ainda não separados do bem principal, os frutos e produtos podem ser objeto de negócio 
jurídico. 
Comentários: 
A alternativa A está incorreta. De acordo com o CC/2002, constitui universalidade de direito, na 
verdade, o complexo de relações jurídicas, ou seja, o conjunto de relações jurídicas (vínculo entre duas 
ou mais pessoas, ao qual as normas jurídicas acarretam efeitos) que pertencem a uma pessoa, porém, 
não as que tenham destinação unitária e, sim econômico, como determina o art. 91. Constitui 
universalidade de direito o complexo de relações jurídicas, de uma pessoa, dotadas de valor econômico. 
A alternativa B está incorreta. De acordo com o CC/2002, os bens naturalmente divisíveis (aqueles que 
podem ser divididos naturalmente sem perder a sua substancia, por exemplo, herança), podem tornar-
se indivisíveis (aqueles que naturalmente não pode ser divisíveis, pois, perderiam a sua substancia, por 
exemplo uma mesa, um computador, etc.), por determinação legal, ou seja, quando a lei assim o ordenar 
ou ainda, por vontade das partes, como seria o caso de as partes requererem a alteração de modalidade 
dos bens, vejamos: Art. 88. Os bens naturalmente divisíveis podem tornar-se indivisíveis por 
determinação da lei ou por vontade das partes. 
A alternativa C está incorreta. De acordo com o CC/2002, são considerados bens imóveis o solo e tudo 
aquilo que o incorpora natural ou artificialmente, não havendo o que se falar em espaço aéreo e o que 
lhe incorpora natural ou artificialmente. Vejamos: art. 79. São bens imóveis o solo e tudo quanto se lhe 
incorporar natural ou artificialmente. 
A alternativa D está incorreta. De acordo com o CC/2002, as energias que possuem valor econômico 
(ou seja, as energias que geram valor econômico, como hidrelétrica, eólica, etc.), realmente são 
consideradas como sendo bens móveis, contudo, o direito à sucessão aberta (ou seja, o direito à herança) 
é caracterizada como sendo bens imóveis para fins legais, vejamos: Art. 80. Consideram-se imóveis para 
os efeitos legais: II - o direito à sucessão aberta. Art. 83. Consideram-se móveis para os efeitos legais: I - 
as energias que tenham valor econômico. 
A alternativa E está correta e, é o gabarito da questão. De acordo com o CC/2002, mesmo que ainda 
não separados do bem principal, os frutos e produtos podem ser objeto de um negócio jurídico, como 
por exemplo, uma laranjeira (bem principal), pode ter seus frutos (laranjas) como sendo objetos de uma 
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negociação de compra e venda. Vejamos: Art. 95. Apesar de ainda não separados do bem principal, os 
frutos e produtos podem ser objeto de negócio jurídico. 
Gabarito: Letra E. 
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==1027f2==
 
 
 
 
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1 
VUNESP 
Bens Reciprocamente Considerados (Art. 92 Ao 97) 
1. (VUNESP/ PC-SP – 2018) Sobre as diferentes classes de bens, assinale a alternativa correta. 
(A) Constitui universalidade de direito a pluralidade de bens singulares que, pertinentes à mesma 
pessoa, tenham destinação unitária. 
(B) Os bens naturalmente divisíveis só podem tornar-se indivisíveis por determinação legal. 
(C) São bens imóveis o solo, o subsolo e o espaço aéreo e apenas o que se lhe incorporar artificialmente. 
(D) Consideram-se bens móveis as energias que tenham valor econômico e o direito à sucessão aberta. 
(E) Apesar de ainda não separados do bem principal, os frutos e produtos podem ser objeto de negócio 
jurídico. 
GABARITO 
1. PC-SP E 
 
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==1027f2==
 
 
 
 
1 
3 
FGV 
Demais Bens Considerados Em Si Mesmos (Art. 85 Ao 91) 
1. (FGV - MPE-BA - Estagiário de Direito - 2022) Araújo ficou admirado com o caminhão de um 
colega e fez uma proposta para comprá-lo, que foi prontamente aceita pelo vendedor. Ocorre 
que, quando o veículo foi entregue, não estava mais com o equipamento de monitoramento 
eletrônico por GPS, que, quando examinado por Araújo, estava encaixado no painel. Como 
eles não tinham combinado nada sobre o equipamento, o vendedor o retirou antes de fazer a 
entrega do bem. O vendedor agiu: 
A) corretamente, pois o equipamento é uma pertença; 
B) corretamente, pois o equipamento é um fruto; 
C) equivocadamente, pois o equipamento é uma parte integrante; 
D) equivocadamente, pois o equipamento é um produto; 
E) equivocadamente, pois o equipamento é um acessório. 
2. (FGV / TJDFT – Oficial de Justiça Avaliador Federal- 2022) Matos, animado com a herança que 
recebeu, decidiu realizar algumas obras na sua casa: construiu uma piscina no jardim, trocou 
a fiação elétrica deteriorada da cozinha, com risco de curto-circuito, construiu um banheiro 
no quarto da filha, instalou corrimãos nas escadas e, por fim, ia construir um lago, mas 
desistiu quando verificou que um já havia se formado naturalmente, com a depressão natural 
da terra e as águas das intensas chuvas dos últimos meses. Diante disso, é correto afirmar 
que: 
(A) o lago e a piscina, por tornarem mais agradável o uso do bem, são considerados benfeitorias 
voluptuárias; 
(B) a troca da fiação elétrica e a construção do banheiro no quarto da filha são consideradas benfeitorias 
necessárias; 
(C) o banheiro construído no quarto da filha e a instalação de corrimãos são considerados benfeitorias 
úteis; 
(D) a piscina e a troca da fiação elétrica podem ser consideradas benfeitorias necessárias; 
(E) o lago e a instalação de corrimãos podem ser considerados benfeitorias úteis. 
3. (FGV/TJDFT - Técnico Judiciário – 2022) Viriato é proprietário de uma casa de vila na cidade 
de Teresina. Desde quando se mudou para o imóvel, há cerca de vinte anos, realizou algumas 
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melhorias no local. Logo de início, plantou uma árvore frutífera no quintal da casa. Alguns 
anos depois, após uma infiltração, trocou o piso do banheiro por lajotas novas. Há três anos, 
instalou na esquadria da janela da sala um aparelho de arcondicionado. Recentemente, 
Viriato recebeu um visitante interessado em comprar o imóvel; após conhecer a casa, o 
comprador ofereceu um preço atrativo e ambos celebraram o contrato de compra e venda. 
Considerando que nenhum acordo específico tenha sido feito entre as partes a respeito das 
melhorias feitas por Viriato, é correto considerar que, antes de entregar a casa ao comprador, 
Viriato poderá, se quiser: 
(A) derrubar a árvore do quintal e desinstalar o aparelho de arcondicionado; 
(B) desinstalar o aparelho de ar-condicionado e quebrar as lajotas do piso do banheiro; 
(C) quebrar as lajotas do piso do banheiro e colher para si os frutos já maduros da árvore; 
(D) colher para si os frutos já maduros da árvore e em seguida derrubá-la; 
(E) desinstalar o aparelho de ar-condicionado e colher para si os frutos já maduros da árvore. 
4. (FGV - TJ-RS - Oficial de Justiça- 2020) O direito civil identifica e classifica os diferentes tipos 
de bens, com o objetivo de facilitar a aplicação do direito ao caso concreto. De acordo com o 
Código Civil brasileiro, é correto afirmar que os bens: 
(A) fungíveis e móveis podem ser substituídos por outros de mesma espécie e quantidade; 
(B) singulares incluem os que se consideram de per si independentemente dos demais, embora 
reunidos; 
(C) imóveis incluem tudo que for incorporado ao solo, desde que seja de forma natural, inclusive o 
próprio solo; 
(D) móveis são suscetíveis de movimento próprio sem alteração da substância ou destinação econômica 
e social, exceto os bens de remoção por força alheia; 
(E) divisíveis podem ser fracionados sem alterar sua substância, mesmo com diminuição considerável 
de valor, desde que sem prejuízo do uso a que se destina. 
GABARITO 
1. MPE-BA A 
2. TJDFT C 
3. TJDFT E 
4. TJ-RS B 
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FGV 
Demais Bens Considerados Em Si Mesmos (Art. 85 Ao 91) 
1. (FGV - TJ-RS - Oficial de Justiça- 2020) O direito civil identifica e classifica os diferentes tipos 
de bens, com o objetivo de facilitar a aplicação do direito ao caso concreto. De acordo com o 
Código Civil brasileiro, é correto afirmar que os bens: 
(A) fungíveis e móveis podem ser substituídos por outros de mesma espécie e quantidade; 
(B) singulares incluem os que se consideram de per si independentemente dos demais, embora 
reunidos; 
(C) imóveis incluem tudo que for incorporado ao solo, desde que seja de forma natural, inclusive o 
próprio solo; 
(D) móveis são suscetíveis de movimento próprio sem alteração da substância ou destinação econômica 
e social, exceto os bens de remoção por força alheia; 
(E) divisíveis podem ser fracionados sem alterar sua substância, mesmo com diminuição considerável 
de valor, desde que sem prejuízo do uso a que se destina. 
GABARITO 
1. TJ-RS B 
 
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Capítulo III – Bens públicos 
Os bens públicos são aqueles que pertencem às pessoas jurídicas de direito público interno, além de 
serem de domínio nacional, segundo o art. 98 do Código Civil. Nesse sentido, são bens públicos, como 
expõe o art. 99 do Código Civil: 
I - os de uso comum do povo, tais como rios, mares, estradas, ruas e praças; 
II - os de uso especial, tais como edifícios ou terrenos destinados a serviço ou estabelecimento da administração 
federal, estadual, territorial ou municipal, inclusive os de suas autarquias; 
III - os dominicais, que constituem o patrimônio das pessoasjurídicas de direito público, como objeto de direito 
pessoal, ou real, de cada uma dessas entidades. 
Por exclusão, todos os demais bens são particulares, seja qual for a pessoa a que pertencerem. 
Contundo, podem ser classificados como bens públicos aqueles pertencentes a pessoa jurídica de direito 
privado que estejam afetados à prestação de serviços públicos. 
Outra distinção é que os bens públicos em geral não estão sujeitos a usucapião, 
conforme regra do art. 102 do Código Civil. Além disso, o art. 100 do Código Civil dispõe 
que os bens públicos de uso comum do povo e os de uso especial são inalienáveis, 
enquanto conservarem tal qualificação. Já os bens públicos dominicais podem ser 
alienados, observadas as exigências da lei, segundo dispõe o art. 101 do Código Civil. 
De qualquer forma, prevê o art. 103 do Código Civil que o uso comum dos bens públicos pode ser 
gratuito ou retribuído, conforme for estabelecido legalmente pela entidade a cuja administração 
pertencerem. 
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CEBRASPE 
BENS PÚBLICOS (98 ao 103) 
1. (CESPE - PG - DF - Analista Jurídico 2021) Os bens públicos de uso especial e os dominicais 
podem ser alienados independentemente da demonstração de desafetação. 
Comentário 
O item está errado, pois a alienação dos bens públicos de uso especial é vedada pelo CC, conforme o art. 
100: “Os bens públicos de uso comum do povo e os de uso especial são inalienáveis, enquanto 
conservarem a sua qualificação, na forma que a lei determinar”. Já os bens públicos dominicais podem 
ser alienados, porém, desde que observadas as exigências legais, conforme o art. 101: “Os bens públicos 
dominicais podem ser alienados, observadas as exigências da lei”. 
 
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==1027f2==
 
 
 
 
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CEBRASPE 
Bens Públicos (98 Ao 103) 
1. (CESPE - PG - DF - Analista Jurídico 2021) Os bens públicos de uso especial e os dominicais 
podem ser alienados independentemente da demonstração de desafetação. 
GABARITO 
1. PG – DF E 
 
 
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FCC 
Bens Públicos (Art. 98 AO 103) 
1. (FCC / SEAD-AP – 2018) De acordo com o Código Civil, são bens públicos: 
a) os dominicais, tais como os edifícios ou terrenos destinados a serviço ou estabelecimento da 
administração federal, estadual, territorial ou municipal, inclusive os de suas autarquias. 
b) os de uso comum do povo, tais como edifícios ou terrenos destinados a serviço ou estabelecimento 
da administração federal, estadual, territorial ou municipal, inclusive os de suas autarquias. 
c) os de uso especial, tais como edifícios ou terrenos destinados a serviço ou estabelecimento da 
administração federal, estadual, territorial ou municipal, inclusive os de suas autarquias. 
d) os dominicais, que constituem o patrimônio das pessoas jurídicas de direito privado, como objeto de 
direito pessoal, ou real, de cada uma dessas entidades. 
e) os de uso comum do povo, apenas. 
Comentários: 
A alternativa A está incorreta, pois os bens públicos dominicais são os que constituem o patrimônio 
das pessoas jurídicas de direito público, como objeto de direito pessoal, ou real, de cada uma dessas 
entidades. Como disposto no CC: 
Art. 99. São bens públicos: 
III - os dominicais, que constituem o patrimônio das pessoas jurídicas de direito público, como objeto 
de direito pessoal, ou real, de cada uma dessas entidades. 
Segundo o art. 99, os bens dominicais são aqueles bens destinados ao uso exclusivo de pessoas jurídicas 
de direito público e que se encontram livres de qualquer afetação específica. Os bens dominicais são 
caracterizados pela ausência de afetação e justamente por não estarem afetados a qualquer destinação 
específica é que a administração pública pode fazer desses bens o uso que melhor lhe aprouver. 
 A alternativa B está incorreta, pois são bens de uso comum do povo, os rios, mares, ruas e praças. 
Art. 99. São bens públicos: 
I - os de uso comum do povo, tais como rios, mares, estradas, ruas e praças; 
De acordo com o art. 99, são bens públicos de uso comum do povo todos os bens destinados ao uso 
indiscriminado e geral do povo. Podem ter essa destinação tanto por um ato formal de afetação quanto 
pela sua destinação natural, como os rios e mares. Não sendo o rol trazido pelo inciso I meramente 
exemplificativo. O que importa para essa classificação é a destinação a que se dá ao bem. O uso comum 
desses bens, pode ser feito independentemente de qualquer autorização da administração pública, já o 
uso especial de bem de uso comum do povo exige autorização ou licença da administração. Havendo, 
então, uso especial de bem de uso comum do povo. 
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A alternativa C está correta, uma vez que está em perfeita concordância com o CC: 
Art. 99. São bens públicos: 
II - os de uso especial, tais como edifícios ou terrenos destinados a serviço ou estabelecimento da 
administração federal, estadual, territorial ou municipal, inclusive os de suas autarquias; 
O art. 99 II dispõe sobre os bens públicos de uso especial, sendo considerados como tal, os bens que 
pertencem a uma pessoa jurídica e que se encontram afetados para a prestação de determinado serviço 
ou para a realização de determinada função estatal. Sendo diferenciados dos bens de uso comum do 
povo pois são utilizados pelo próprio ente público, e não pela coletividade direta. 
A alternativa D está incorreta, porque os dominicais constituem patrimônio das pessoas jurídicas de 
direito público e não pessoas jurídicas de direito privado como traz a alternativa. 
Art. 99. São bens públicos: 
III - os dominicais, que constituem o patrimônio das pessoas jurídicas de direito público, como objeto 
de direito pessoal, ou real, de cada uma dessas entidades. 
Segundo o art. 99, os bens dominicais são aqueles bens destinados ao uso exclusivo de pessoas jurídicas 
de direito público e que se encontram livres de qualquer afetação específica. Os bens dominicais são 
caracterizados pela ausência de afetação e justamente por não estarem afetados a qualquer destinação 
específica é que a administração pública pode fazer desses bens o uso que melhor lhe aprouver. 
 A alternativa E está incorreta, pois não são os de uso comum ao povo apenas, mas também os de uso 
especial e os dominicais. 
Art. 99. São bens públicos: 
I - os de uso comum do povo, tais como rios, mares, estradas, ruas e praças; 
II - os de uso especial, tais como edifícios ou terrenos destinados a serviço ou estabelecimento da 
administração federal, estadual, territorial ou municipal, inclusive os de suas autarquias; 
III - os dominicais, que constituem o patrimônio das pessoas jurídicas de direito público, como objeto 
de direito pessoal, ou real, de cada uma dessas entidades. 
Parágrafo único. Não dispondo a lei em contrário, consideram-se dominicais os bens pertencentes às 
pessoas jurídicas de direito público a que se tenha dado estrutura de direito privado. 
O artigo 99 do CC, caracteriza as destinações pelas quais os bens públicos podem ser classificados. Sendo 
de uso comum do povo os bens os públicos afetados para serem usados por todos, em igualdade de 
condições. Os bens de uso especial são os bens públicos afetados para utilização um determinado 
serviço público ou que tenham uma destinação específicaDireito a sucessão 
aberta – Imóvel, conforme dispõe o art. 80, inc. II do Código Civil: "Consideram-se imóveis para os efeitos 
legais: II - o direito à sucessão aberta". Para os casos de alienação e pleitos judiciais a legislação 
considera o direito à sucessão aberta como bem imóvel, ainda que a herança só seja formada por bens 
móveis ou abranja apenas direitos pessoais. 
As alternativas B, C, D e E estão incorretas, portanto. 
6. (CESPE / TCE-PB – 2018) Bens que podem ser deslocados de posição sem perda de sua 
constituição física e não podem ser transformados em produtos finais para o mercado são 
classificados como bens 
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(A) intangíveis. 
(B) móveis. 
(C) semoventes. 
(D) imóveis. 
(E) depreciados. 
Comentários: 
A alternativa A errada, eis que, os bens intangíveis são aqueles incorpóreos, que possuem uma 
existência abstrata. Enquanto os bens finais são aqueles que já sofreram as transformações necessárias 
para seu uso ou consumo. Embora não contemplada na lei com dispositivos específicos, a classificação 
dos bens em corpóreos e incorpóreos tem a sua importância, porque a relação jurídica pode ter por 
objeto uma coisa de existência material ou um bem de existência abstrata. 
A alternativa B correta, pois os bens móveis são os que, sem deterioração na substância ou na forma, 
podem ser transportados de um lugar para outro, por força própria (animais) ou estranha (coisas 
inanimadas). Bens que podem ser deslocados de posição sem perda de sua constituição física e não 
podem ser transformados em produtos finais para o mercado são classificados como bens móveis, 
conforme dispõe o art. 82 do Código Civil: "São móveis os bens suscetíveis de movimento próprio, ou de 
remoção por força alheia, sem alteração da substância ou da destinação econômico-social". Os bens 
finais são aqueles que já sofreram as transformações necessárias para seu uso ou consumo. 
A alternativa C errada, já que, os bens semoventes são aqueles susceptíveis de movimento próprio, 
como os animais. É uma das classificações possíveis para os bens móveis. 
A alternativa D errada, pois os bens imóveis são aqueles que não se podem transportar, sem destruição, 
de um lugar para outro, ou seja, são os que não podem ser removidos sem alteração de sua substância, 
conforme dispõe o art. 79 do Código Civil: "São bens imóveis o solo e tudo quanto se lhe incorporar 
natural ou artificialmente". 
A alternativa E errada, porque esta classificação não faz parte da matéria de bens. A depreciação é a 
perda de valor de um bem decorrente de seu uso, do desgaste natural ou de sua obsolescência. 
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CEBRASPE 
Bens Móveis e Imóveis (Art. 79 Ao 84) 
1. (CEBRASPE – SEFAZ/AL – 2020) Com base no Código Civil, julgue os itens a seguir. 
O direito à sucessão aberta é considerado, para os efeitos legais, bem imóvel, ainda que os bens deixados 
pela pessoa falecida sejam todos móveis. 
2. (CEBRASPE – TJAM – 2019) De acordo com o Código Civil, julgue os próximos itens, acerca de 
classes de bens, associações, fundações, prova do fato jurídico e atos jurídicos. 
O espólio e a massa falida são exemplos de bens coletivos classificados como universalidade de fato. 
3. (CESPE / TJ-BA – 2019) De acordo com o Código Civil, são bens móveis 
(A) os direitos à sucessão aberta. 
(B) os materiais que estejam separados provisoriamente de um prédio, para nele serem reempregados. 
(C) os materiais provenientes da demolição de um prédio. 
(D) as edificações que, estando separadas do solo, puderem ser movimentadas para outro local, 
conservando sua unidade. 
(E) os materiais empregados em alguma construção. 
4. (CEBRASPE – MPPI – ANALISTA – 2018) Julgue os itens a seguir acerca de direitos da 
personalidade, de registros públicos, de obrigações e de bens. 
 O uso comum dos bens públicos deve ser sempre gratuito; por isso, a cobrança de valores por sua 
utilização caracteriza violação ao interesse social. 
5. (CESPE / PC-MA – 2018) Determinado indivíduo tinha direito de usufruto de uma casa. Tal 
direito era transmissível a seus sucessores que com ele habitassem à época de sua morte. 
Além disso, ele era proprietário de um pequeno barco. Quando de seu falecimento, foi aberta 
a sucessão. De acordo com o Código Civil, os referidos bens — direito real de usufruto; direito 
real sobre o barco; direito à sucessão aberta — são classificados, respectivamente, como bens 
(A) imóvel, móvel e imóvel. 
(B) móvel, imóvel e móvel. 
(C) imóvel, imóvel e imóvel. 
(D) móvel, móvel e móvel. 
(E) imóvel, móvel e móvel. 
6. (CESPE / TCE-PB – 2018) Bens que podem ser deslocados de posição sem perda de sua 
constituição física e não podem ser transformados em produtos finais para o mercado são 
classificados como bens 
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(A) intangíveis. 
(B) móveis. 
(C) semoventes. 
(D) imóveis. 
(E) depreciados. 
GABARITO 
1. SEFAZ/AL C 
2. TJAM E 
3. TJ-BA C 
4. MPPI E 
5. PC-MA A 
6. TCE-PB B 
 
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FCC 
Bens Móveis E Imóveis (Art. 79 Ao 84) 
1. (FCC - TRT - 6ª Região (PE) - Analista Judiciário - Oficial de Justiça Avaliador Federal- 2018) 
Em relação aos bens, 
a) os materiais destinados a alguma construção, mesmo que ainda não empregados, já são considerados 
imóveis em razão de sua finalidade. 
b) consideram-se imóveis para os efeitos legais o direito à sucessão aberta. 
c) são consumíveis os bens móveis que podem substituir-se por outros da mesma espécie, qualidade e 
quantidade. 
d) os naturalmente divisíveis conservam sua divisibilidade em qualquer situação, nada obstante a lei ou 
a vontade das partes em sentido contrário. 
e) os negócios jurídicos que dizem respeito ao bem principal como regra abrangem as pertenças, salvo 
disposição da lei ou do contrato em sentido diverso. 
Comentários: 
A alternativa A está incorreta. 
Art. 84, CC: Os materiais destinados a alguma construção, enquanto não forem empregados, conservam 
sua qualidade de móveis; readquirem essa qualidade os provenientes da demolição de algum prédio. 
A alternativa B está correta e é o gabarito da questão. O art. 80 do Código Civil, traz em seu texto o rol 
do que é considerado como imóveis para os efeitos legais, trazendo que: 
Art. 80. Consideram-se imóveis para os efeitos legais: 
I - os direitos reais sobre imóveis e as ações que os asseguram; 
II - o direito à sucessão aberta. 
A alternativa C está incorreta. Os bens consumíveis são os que se destinam a alienação de forma a 
destruir-se imediatamente a própria forma, assim versa o art. 86 trazendo que: "São consumíveis os 
bens móveis cujo uso importa destruição imediata da própria substância, sendo também considerados 
tais os destinados à alienação.". 
A alternativa D está incorreta. Os bens naturalmente divisíveis são os que não perdem sua 
característica ou qualidade com a divisão, sendo ainda naturalmente divisíveis para esse sentido, no 
entanto, podem tornar-se bens indivisíveis por determinação da lei ou acordo entre as partes. Assim, de 
acordo com o art. 88 do Código Civil: "Os bens naturalmente divisíveis podem tornar-se indivisíveis por 
determinação da lei ou por vontade das partes.". 
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TJs - Curso Regular (Analista Judiciáriopara cumprir uma função estatal. E bens 
dominicais são os bens pertencentes às pessoas jurídicas de direito público que o Estado pode usar, 
fruir e dispor livremente por não estarem afetados a nenhum uso especial, tampouco destinados ao uso 
comum do povo. 
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2. (FCC / ALESE – 2018) De acordo com o Código Civil, uma praça, um quadro assinado por 
renomado pintor e as energias que tenham valor econômico são considerados, 
respectivamente, bem 
a) público de uso especial, bem fungível e bem imóvel. 
b) público de uso comum do povo, bem infungível e bem móvel. 
c) particular dominical, bem infungível e bem imóvel. 
d) público de uso comum do povo, bem infungível e bem imóvel. 
e) público de uso comum do povo, bem fungível e bem móvel. 
Comentários: 
A alternativa A está incorreta, visto que a praça não é bem público de uso especial em razão de que 
estes são os edifícios ou terrenos destinados a serviço ou estabelecimento da administração federal, 
estadual, territorial ou municipal, inclusive os de suas autarquias; sendo assim a praça se enquadra em 
bens públicos de uso comum do povo. 
Art. 99. São bens públicos: 
II - os de uso especial, tais como edifícios ou terrenos destinados a serviço ou estabelecimento da 
administração federal, estadual, territorial ou municipal, inclusive os de suas autarquias; 
O art. 99 II dispõe sobre os bens públicos de uso especial, sendo considerados como tal os bens que 
pertencem a uma pessoa jurídica e que se encontram afetados para a prestação de determinado serviço 
ou para a realização de determinada função estatal. Sendo diferenciados dos bens de uso comum do 
povo pois são utilizados pelo próprio ente público, e não pela coletividade direta. 
Art. 85. São fungíveis os móveis que podem substituir-se por outros da mesma espécie, qualidade e 
quantidade. 
De acordo com o disposto no artigo 85 do Código Civil, serão equivalentes entre si os bens que forem da 
mesma espécie, qualidade e quantidade. Já o quadro não é fungível visto que ele foi assinado por um 
renomado autor, sendo assim não podendo ser substituído tornando-se um bem infungível. 
E por último a energia, a qual é trazida como bem imóvel, entretanto ela é um bem móvel. 
Art. 83. Consideram-se móveis para os efeitos legais: 
I - As energias que tenham valor econômico; 
De acordo com o art. 83 toda e qualquer forma de energia que tenha valor econômico 
(independentemente das eventuais dificuldades de quantificar esse valor), tem a natureza jurídica de 
bem móvel. 
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A alternativa B está correta, de acordo com o Código Civil, uma praça, um quadro assinado por 
renomado pintor e as energias que tenham valor econômico são considerados, respectivamente, bem 
público de uso comum do povo, bem infungível e bem móvel. 
Uma praça é considerada como bem público, de acordo com o art. 99, inciso I: 
Art. 99. São bens públicos: 
I - os de uso comum do povo, tais como rios, mares, estradas, ruas e praças; 
De acordo com o art. 99, são bens públicos de uso comum do povo todos os bens destinados ao uso 
indiscriminado e geral do povo. Podem ter essa destinação tanto por um ato formal de afetação quanto 
pela sua destinação natural, como os rios e mares. Não sendo o rol trazido pelo inciso I meramente 
exemplificativo. O que importa para essa classificação é a destinação a que se dá ao bem. O uso comum 
desses bens, pode ser feito independentemente de qualquer autorização da administração pública, já o 
uso especial de bem de uso comum do povo exige autorização ou licença da administração. Havendo, 
então, uso especial de bem de uso comum do povo. 
Um quadro assinado por renomado pintor é considerado um bem infungível. 
Os Bens Infungíveis são aqueles que não podem ser substituídos por outros da mesma espécie, 
qualidade e quantidade. Ou seja, são aqueles que são únicos, são personalizados. Diferente dos bens 
fungíveis, especificados no art. 85 que trata dos bens que podem ser substituídos por outros 
equivalentes. 
As energias que tenham valor econômico são consideradas como bens móveis, de acordo com o art. 83, 
inciso I: 
Art. 83. Consideram-se móveis para os efeitos legais: 
I - as energias que tenham valor econômico; 
De acordo com o art. 83 toda e qualquer forma de energia que tenha valor econômico 
(independentemente das eventuais dificuldades de quantificar esse valor), tem a natureza jurídica de 
bem móvel. 
A alternativa C está incorreta, visto a praça não é particular dominical e sim público de uso comum do 
povo. E as energias são bens móveis, não imóveis conforme já explicado anteriormente. 
Art. 99. São bens públicos: 
III - os dominicais, que constituem o patrimônio das pessoas jurídicas de direito público, como objeto 
de direito pessoal, ou real, de cada uma dessas entidades. 
Segundo o art. 99, os bens dominicais são aqueles bens destinados ao uso exclusivo de pessoas jurídicas 
de direito público e que se encontram livres de qualquer afetação específica. Os bens dominicais são 
caracterizados pela ausência de afetação e justamente por não estarem afetados a qualquer destinação 
específica é que a administração pública pode fazer desses bens o uso que melhor lhe aprouver. 
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A alternativa D está incorreta, porque as duas primeiras classificações estão corretas, já a última – das 
energias – está incorreta está é um bem móvel não imóvel como é constado na alternativa. 
Art. 83. Consideram-se móveis para os efeitos legais: 
I - As energias que tenham valor econômico; 
De acordo com o art. 83 toda e qualquer forma de energia que tenha valor econômico 
(independentemente das eventuais dificuldades de quantificar esse valor), tem a natureza jurídica de 
bem móvel. 
A alternativa E está incorreta, pois apesar das classificações da praça e das energias estarem corretas, 
a classificação do quadro está errada, sendo ele um bem infungível visto que não pode ser substituído. 
Os Bens Infungíveis são aqueles que não podem ser substituídos por outros da mesma espécie, 
qualidade e quantidade. Ou seja, são aqueles que são únicos, são personalizados. Diferente dos bens 
fungíveis, especificados no art. 85 que trata dos bens que podem ser substituídos por outros 
equivalentes. 
3. (FCC / DPE-BA – 2016) Segundo o Código Civil de 2002, os bens públicos são 
I. inalienáveis, os dominicais. 
II. alienáveis, desde que haja prévia justificativa e autorização do Poder Legislativo. 
III. inalienáveis, os bens de uso comum, enquanto conservar a sua qualificação; e inalienáveis os 
bens dominicais, observadas as determinações legais. 
IV. alienáveis, os bens dominicais, observadas as determinações legais. 
V. inalienáveis, os bens públicos de uso comum do povo na forma que a lei determinar. 
Está correto o que se afirma APENAS em 
a) I, II e V. 
b) I, II e III. 
c) I, III e IV. 
d) II e IV. 
e) IV e V. 
Comentários: 
O item I está incorreto, pois como disposto no art. 101 do CC os bens públicos dominicais são passíveis 
de alienação. 
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Art. 101. Os bens públicos dominicais podem ser alienados, observadas as exigências da lei. 
De acordo com o art. 101 desde que os bens públicos dominicais estejam livresde destinação específica, 
a administração pública pode fazer uso e até mesmo dispor desses bens. Porém, deve sempre seguir as 
exigências legais para praticar esses atos de disposição. 
O item II está incorreto, de acordo com os artigos 100 e 101 do CC, os bens públicos de uso comum do 
povo e os de uso especial não podem ser alienados, apenas os bens públicos dominicais podem sofrer 
alienação 
Art. 100 - Os bens públicos de uso comum do povo e os de uso especial são inalienáveis, enquanto 
conservarem a sua qualificação, na forma que a lei determinar. 
Segundo o art. 100 pelo fato de os bens públicos de uso comum do povo e os de uso especial, estarem 
afetados para determinada finalidade ou serviço, esses bens não são passíveis de alienação ou qualquer 
tipo de disposição. 
Art. 101 - Os bens públicos dominicais podem ser alienados, observadas as exigências da lei. 
De acordo com o art. 101 desde que os bens públicos dominicais estejam livres de destinação específica, 
a administração pública pode fazer uso e até mesmo dispor desses bens. Porém, deve sempre seguir as 
exigências legais para praticar esses atos de disposição. 
O item III está incorreto, referindo se à segunda parte da questão, de acordo com o art. 101 do CC, os 
bens dominicais são passiveis de serem alienáveis. 
De acordo com o art. 101 desde que os bens públicos dominicais estejam livres de destinação específica, 
a administração pública pode fazer uso e até mesmo dispor desses bens. Porém, deve sempre seguir as 
exigências legais para praticar esses atos de disposição. 
O item IV está correto, em conformidade com o Art. 101 do CC: “Os bens públicos dominicais podem ser 
alienados, observadas as exigências da lei.” 
De acordo com o art. 101 desde que os bens públicos dominicais estejam livres de destinação específica, 
a administração pública pode fazer uso e até mesmo dispor desses bens. Porém, deve sempre seguir as 
exigências legais para praticar esses atos de disposição. 
O item V está correto, pois de acordo com o Art. 100 do Código Civil, os bens públicos de uso comum do 
povo e os de uso especial não são passíveis de alienação. 
Art. 100 - Os bens públicos de uso comum do povo e os de uso especial são inalienáveis, enquanto 
conservarem a sua qualificação, na forma que a lei determinar. 
Segundo o art. 100 pelo fato de os bens públicos de uso comum do povo e os de uso especial, estarem 
afetados para determinada finalidade ou serviço, esses bens não são passíveis de alienação ou qualquer 
tipo de disposição. 
A alternativa A está incorreta, pois os itens I e II estão incorretos. 
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A alternativa B está incorreta, já que todos os itens estão incorretos. 
A alternativa C está incorreta, os itens I e III estão incorretos. 
A alternativa D está incorreta, porque o item II está incorreto. 
A alternativa E está correta. 
4. (FCC / AL-MS – 2016) Donizete passou a residir no subsolo de prédio público onde funciona 
posto de atendimento de saúde, ali permanecendo por onze anos, com ânimo definitivo e 
sem oposição. O bem onde reside Donizete é classificado como bem público 
a) dominical, que não pode ser objeto de usucapião. 
b) dominical, que pode, no caso, ser objeto de usucapião extraordinária, tendo em vista que Donizete 
nele estabeleceu sua moradia habitual por mais de 10 anos, sem oposição. 
c) de uso especial, que pode, no caso, ser objeto de usucapião extraordinária, tendo em vista que 
Donizete nele estabeleceu sua moradia habitual por mais de 10 anos, sem oposição. 
d) que pode, no caso, ser objeto de usucapião ordinária, tendo em vista que Donizete nele estabeleceu 
sua moradia habitual por mais de 10 anos, sem oposição. 
e) de uso especial, que não pode ser objeto de usucapião. 
Comentários: 
A alternativa A está incorreta, pois, segundo o art. 99 do CC, o prédio público onde funciona o posto de 
atendimento de saúde é um bem de uso especial e não dominical. 
Art. 99. São bens públicos: 
II - os de uso especial, tais como edifícios ou terrenos destinados a serviço ou estabelecimento da 
administração federal, estadual, territorial ou municipal, inclusive os de suas autarquias; 
III - os dominicais, que constituem o patrimônio das pessoas jurídicas de direito público, como objeto 
de direito pessoal, ou real, de cada uma dessas entidades. 
O art. 99 II dispõe sobre os bens públicos de uso especial, sendo considerados como tal os bens que 
pertencem a uma pessoa jurídica e que se encontram afetados para a prestação de determinado serviço 
ou para a realização de determinada função estatal. Sendo diferenciados dos bens de uso comum do 
povo pois são utilizados pelo próprio ente público, e não pela coletividade direta. 
A alternativa B está incorreta, pois, segundo o art. 99 do CC, não é caracterizado como bem público 
dominical, mas sim bem público de uso especial, além de não estar sujeito a usucapião como diz o art. 
102 do CC. 
Art. 99: “São bens públicos: III - os dominicais, que constituem o patrimônio das pessoas jurídicas de 
direito público, como objeto de direito pessoal, ou real, de cada uma dessas entidades.”. Os bens públicos 
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não podem ser adquiridos por usucapião, de acordo com o Art. 102: “Os bens públicos não estão sujeitos 
a usucapião.”. 
Sendo assim, segundo o art. 102 do CC, nenhum bem público pode ser sujeito de usucapião. 
A alternativa C está incorreta, pois, de acordo com os artigos 99 e 102 do CC os bens públicos não estão 
sujeitos a usucapião, inclusive os de uso especial, 
Art. 99 - São bens públicos: 
II - os de uso especial, tais como edifícios ou terrenos destinados a serviço ou estabelecimento da 
administração federal, estadual, territorial ou municipal, inclusive os de suas autarquias; 
Art. 102 - Os bens públicos não estão sujeitos a usucapião. 
A alternativa D está incorreta, pois, como estabelecido no art. 102 do CC, nenhum bem público pode 
ser sujeito de usucapião. 
Art. 102 - Os bens públicos não estão sujeitos a usucapião. 
A alternativa E está correta, pois, de acordo com os artigos 99 e 102 do CC, o prédio público onde 
funciona posto de atendimento de saúde é caracterizado como um bem público de uso especial, e, assim 
como os outros bens púbicos, não pode ser objeto de usucapião. 
Art. 99 - São bens públicos: 
II - os de uso especial, tais como edifícios ou terrenos destinados a serviço ou estabelecimento da 
administração federal, estadual, territorial ou municipal, inclusive os de suas autarquias; 
Art. 102 - Os bens públicos não estão sujeitos a usucapião. 
 
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FCC 
Bens Públicos (Art. 98 Ao 103) 
1. (FCC / SEAD-AP – 2018) De acordo com o Código Civil, são bens públicos: 
a) os dominicais, tais como os edifícios ou terrenos destinados a serviço ou estabelecimento da 
administração federal, estadual, territorial ou municipal, inclusive os de suas autarquias. 
b) os de uso comum do povo, tais como edifícios ou terrenos destinados a serviço ou estabelecimento 
da administração federal, estadual, territorial ou municipal, inclusive os de suas autarquias. 
c) os de uso especial, tais como edifícios ou terrenos destinados a serviço ou estabelecimento da 
administração federal, estadual, territorial ou municipal, inclusive os de suas autarquias. 
d) os dominicais, que constituem o patrimônio das pessoas jurídicas de direito privado, como objeto de 
direito pessoal,ou real, de cada uma dessas entidades. 
e) os de uso comum do povo, apenas. 
2. (FCC / ALESE – 2018) De acordo com o Código Civil, uma praça, um quadro assinado por 
renomado pintor e as energias que tenham valor econômico são considerados, 
respectivamente, bem 
a) público de uso especial, bem fungível e bem imóvel. 
b) público de uso comum do povo, bem infungível e bem móvel. 
c) particular dominical, bem infungível e bem imóvel. 
d) público de uso comum do povo, bem infungível e bem imóvel. 
e) público de uso comum do povo, bem fungível e bem móvel. 
3. (FCC / DPE-BA – 2016) Segundo o Código Civil de 2002, os bens públicos são 
I. inalienáveis, os dominicais. 
II. alienáveis, desde que haja prévia justificativa e autorização do Poder Legislativo. 
III. inalienáveis, os bens de uso comum, enquanto conservar a sua qualificação; e inalienáveis os 
bens dominicais, observadas as determinações legais. 
IV. alienáveis, os bens dominicais, observadas as determinações legais. 
V. inalienáveis, os bens públicos de uso comum do povo na forma que a lei determinar. 
Está correto o que se afirma APENAS em 
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a) I, II e V. 
b) I, II e III. 
c) I, III e IV. 
d) II e IV. 
e) IV e V. 
4. (FCC / AL-MS – 2016) Donizete passou a residir no subsolo de prédio público onde funciona 
posto de atendimento de saúde, ali permanecendo por onze anos, com ânimo definitivo e sem 
oposição. O bem onde reside Donizete é classificado como bem público 
a) dominical, que não pode ser objeto de usucapião. 
b) dominical, que pode, no caso, ser objeto de usucapião extraordinária, tendo em vista que Donizete 
nele estabeleceu sua moradia habitual por mais de 10 anos, sem oposição. 
c) de uso especial, que pode, no caso, ser objeto de usucapião extraordinária, tendo em vista que 
Donizete nele estabeleceu sua moradia habitual por mais de 10 anos, sem oposição. 
d) que pode, no caso, ser objeto de usucapião ordinária, tendo em vista que Donizete nele estabeleceu 
sua moradia habitual por mais de 10 anos, sem oposição. 
e) de uso especial, que não pode ser objeto de usucapião. 
GABARITO 
1. SEAD-AP C 
2. ALESE B 
3. DPE-BA E 
4. AL-MS E 
 
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VUNESP 
BENS PÚBLICOS (ART. 98 AO 103) 
1. (VUNESP - IPREMM - SP - Procurador Jurídico - 2019) Conforme disciplina do Código Civil, os 
bens pertencentes às pessoas jurídicas de direito público a que se tenha dado estrutura de 
direito privado, salvo disposição legal em sentido contrário, são bens 
a) dominicais. 
b) particulares. 
c) de uso comum do povo. 
d) de uso especial. 
e) públicos de natureza privada. 
Comentários 
A alternativa A está correta, dado que os bens pertencentes às pessoas jurídicas de direito público a que se tenha 
dado estrutura de direito privado, salvo disposição legal em sentido contrário, são bens dominicais, conforme 
disposto pelo Art. 99 do CC: 
Art. 99. São bens públicos: 
III - os dominicais, que constituem o patrimônio das pessoas jurídicas de direito público, como objeto de direito 
pessoal, ou real, de cada uma dessas entidades. 
Parágrafo único. Não dispondo a lei em contrário, consideram-se dominicais os bens pertencentes às pessoas 
jurídicas de direito público a que se tenha dado estrutura de direito privado. 
São bens dominicais aqueles que são destinados ao uso exclusivo de pessoas jurídicas de direito público que se 
encontram livres de qualquer afetação específica. Sendo assim, a administração pública pode dar a tais bens o 
uso que for mais conveniente. O elemento que caracteriza os bens dominicais é não terem afetação (determinação 
de uso específico) 
A alternativa B está incorreta, pois os bens em questão não são particulares, e sim dominicais. 
Os bens particulares são aqueles pertencentes a um dos cônjuges, com relação ao seu título aquisitivo. Se tratando 
da comunhão parcial, se configuram como particulares os bens que foram adquiridos antes e depois do 
casamento, por herança ou doação, tanto quanto os adquiridos com o produto da venda de outros bens 
particulares. Os demais bens, que foram adquiridos pelos cônjuges durante o tempo em que se der o matrimônio, 
são classificados como aquestos, e constituem acervo comum. São tais bens comuns que dão direito à meação, 
divisão em duas partes iguais na partilha, que acontece após a dissolução do casamento. As mesmas regras valem 
para os companheiros, pois a união estável atende ao regime da comunhão parcial de bens, exceto se houver 
contrato escrito dispondo de forma diversa. 
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Os bens dominicais são aqueles que, mesmo constituindo parte do patrimônio público, não possuem uma 
destinação pública determinada ou um fim administrativo específico (por exemplo, prédios públicos 
desativados). 
A alternativa C está incorreta, visto que os bens definidos pelo enunciado são os bens dominicais, e não de uso 
comum do povo. 
Os bens de uso comum do povo são bens do Estado, mas destinados ao uso da população. Ex.: praias, ruas, praças 
etc. As regras para o uso desses bens serão determinadas na legislação de cada um dos entes proprietários. 
Os bens dominicais são aqueles que fazem parte do patrimônio público, mas não possuem uma finalidade 
específica, podendo a administração direcioná-los de forma que melhor for conveniente. 
A alternativa D está incorreta, pois o enunciado não classifica os bens de uso especial, e sim os bens dominicais. 
Os bens de uso especial são bens, móveis ou imóveis, que se destinam ao uso pelo próprio Poder Público para a 
prestação de serviços. A população os utiliza na qualidade de usuários daquele serviço. Ex.: hospitais, automóveis 
públicos, fórum etc. Assim, compete a cada ente definir os critérios de utilização desses bens. 
Os bens dominicais são aqueles que, mesmo fazendo parte dos bens públicos, não têm uma determinação 
específica de utilização, portanto são destinados ao que a administração melhor achar conveniente. 
A alternativa E está incorreta, dado que o enunciado não trata de bens públicos de natureza privada, e sim dos 
bens dominicais. 
Os bens públicos os bens do domínio nacional pertencentes às pessoas jurídicas de direito público interno 
(estados, união, DF, autarquias e fundações de direito público). Todos os outros bens que pertencem às outras 
pessoas são particulares. 
Os bens dominicais constituem o patrimônio disponível, exercendo o Poder Público os poderes de proprietário 
como se particular fosse. São bens desafetados, ou seja, não possuem destinação pública. 
2. (VUNESP - IPREMM - SP - Procurador Jurídico - 2019) Acerca dos bens públicos, pode-se 
corretamente afirmar que 
a) todos bens públicos são inalienáveis. 
b) somente os bens de uso comum do povo são alienáveis, observadas as exigências da lei. 
c) somente os bens dominicais são alienáveis, observadas as exigências da lei. 
d) somente os bens de uso especial são inalienáveis, observadas as exigências da lei. 
e) todos os bens públicos são alienáveis, observadas as exigências da lei. 
Comentários 
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A alternativa A está incorreta, dado que não são todos os bens públicos inalienáveis. Os bens de uso comum e de 
uso especial são inalienáveis,porém os dominicais podem ser alienados, desde que de modo legal. Dispõe deste 
modo o Arts. 100 e 101 do CC: 
Art. 100. Os bens públicos de uso comum do povo e os de uso especial são inalienáveis, enquanto conservarem a 
sua qualificação, na forma que a lei determinar. 
Art. 101. Os bens públicos dominicais podem ser alienados, observadas as exigências da lei. 
A alternativa B está incorreta, pois os bens de uso comum do povo são inalienáveis. Dispõe deste modo o Art. 
100 do CC: 
Art. 100. Os bens públicos de uso comum do povo e os de uso especial são inalienáveis, enquanto conservarem a 
sua qualificação, na forma que a lei determinar. 
A alternativa C está correta, visto que de fato somente os bens públicos dominicais são alienáveis. Dispõe acerca 
o Art. 101 do CC: 
Art. 101. Os bens públicos dominicais podem ser alienados, observadas as exigências da lei. 
A alternativa D está incorreta, pois são inalienáveis os bens públicos de uso comum do povo e os de uso especial. 
Dispõe deste modo o Art. 100 do CC: 
Art. 100. Os bens públicos de uso comum do povo e os de uso especial são inalienáveis, enquanto conservarem a 
sua qualificação, na forma que a lei determinar. 
A alternativa E está incorreta, dado que não são alienáveis todos os bens públicos. Os bens de uso comum do 
povo e os de uso especial são inalienáveis. Dispõe deste modo o Art. 100 do CC: 
Art. 100. Os bens públicos de uso comum do povo e os de uso especial são inalienáveis, enquanto conservarem a 
sua qualificação, na forma que a lei determinar. 
3. (VUNESP/ PREF. DE SERTÃOZINHO-SP – 2016) Sobre os bens dominicais, é correto afirmar 
que 
(A) Podem ser adquiridos por particulares, por meio da prescrição aquisitiva extraordinária. 
(B) São aqueles destinados a serviço ou estabelecimento da Administração Pública, inclusive autarquias. 
(C) Não podem ser utilizados por particular, com exclusividade, por meio de institutos típicos de direito 
privado. 
(D) Constituem o patrimônio das pessoas jurídicas de direito público e podem ser alienados. 
(E) São aqueles pertencentes às pessoas jurídicas de direito privado que prestam serviços de interesse 
público. 
Comentários: 
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A alternativa A está incorreta. Quando se fala em bens adquiridos por particulares, por meio da 
prescrição aquisitiva extraordinária, está se falando em usucapião, ou seja, quando um particular ocupa 
um bem dominical (bens públicos que constituem o patrimônio das pessoas jurídicas de direito público, 
como objeto de direito pessoal, ou real, de cada uma dessas entidades), ali produz e gera vínculos e 
dentro de um prazo adquire o direito de o adquirir. Contudo, o CC/2002 determina que os bens públicos 
não estão sujeitos a usucapião, vejamos: art. 102. Os bens públicos não estão sujeitos a usucapião. 
A alternativa B está incorreta. De acordo com o CC/2002, os bens dominicais são os bens públicos que 
constituem o patrimônio das pessoas jurídicas de direito público, como objeto de direito pessoal, ou 
real, de cada uma dessas entidades. Enquanto que aqueles destinados a serviço ou estabelecimento da 
Administração Pública, inclusive autarquias, são os bens públicos de uso especial, vejamos: art. 99. São 
bens públicos: II - os de uso especial, tais como edifícios ou terrenos destinados a serviço ou 
estabelecimento da administração federal, estadual, territorial ou municipal, inclusive os de suas 
autarquias. 
A alternativa C está incorreta. De acordo com o CC/2002, os bens públicos dominicais são aqueles que 
constituem o patrimônio das pessoas jurídicas de direito público, como objeto de direito pessoal, ou 
real, de cada uma dessas entidades e, ainda o mesmo código normativo determina que caso a lei não 
disponha o contrário, consideram-se dominicais, ainda, os bens pertencentes às pessoas jurídicas de 
direito público a que se tenha dado estrutura de direito privado, vejamos: art. 99. São bens públicos: III 
- os dominicais, que constituem o patrimônio das pessoas jurídicas de direito público, como objeto de 
direito pessoal, ou real, de cada uma dessas entidades. Parágrafo único. Não dispondo a lei em contrário, 
consideram-se dominicais os bens pertencentes às pessoas jurídicas de direito público a que se tenha 
dado estrutura de direito privado. 
A alternativa D está correta e, é o gabarito da questão. De acordo com o CC/2002, os dominicais são os 
bens públicos que constituem o patrimônio das pessoas jurídicas de direito público, como objeto de 
direito pessoal, ou real, de cada uma dessas entidades. Além do mais, o mesmo código normativo 
determina que estes bens públicos podem ainda, ser alienados, desde que observem as exigências legais, 
vejamos: art. 99. São bens públicos: III - os dominicais, que constituem o patrimônio das pessoas 
jurídicas de direito público, como objeto de direito pessoal, ou real, de cada uma dessas entidades. Art. 
101. Os bens públicos dominicais podem ser alienados, observadas as exigências da lei. 
A alternativa E está incorreta. De acordo com o CC/2002, as domínicas são os bens públicos que 
constituem o patrimônio das pessoas jurídicas de direito público, como objeto de direito pessoal, ou 
real, de cada uma dessas entidades. Já aqueles pertencentes às pessoas jurídicas de direito privado que 
prestam serviços de interesse público,(por exemplo o SESI, SENAIS, etc.) são denominados como bens 
particulares, visto que a lei determina que são públicos os bens de domínio nacional(domínio estatal, 
ou municipal, por exemplo) pertencentes às pessoas jurídicas de direito público interno(Estados, 
Municípios, etc.), enquanto que os demais, que não se encontram no referido rol, independentemente 
da pessoa a que pertencerem, serão considerados bens privados, vejamos: art. 98. São públicos os bens 
do domínio nacional pertencentes às pessoas jurídicas de direito público interno; todos os outros são 
particulares, seja qual for a pessoa a que pertencerem. 
Gabarito: Letra D. 
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VUNESP 
Bens Públicos (Art. 98 Ao 103) 
1. (VUNESP - IPREMM - SP - Procurador Jurídico - 2019) Conforme disciplina do Código Civil, os 
bens pertencentes às pessoas jurídicas de direito público a que se tenha dado estrutura de 
direito privado, salvo disposição legal em sentido contrário, são bens 
a) dominicais. 
b) particulares. 
c) de uso comum do povo. 
d) de uso especial. 
e) públicos de natureza privada. 
2. (VUNESP - IPREMM - SP - Procurador Jurídico - 2019) Acerca dos bens públicos, pode-se 
corretamente afirmar que 
a) todos bens públicos são inalienáveis. 
b) somente os bens de uso comum do povo são alienáveis, observadas as exigências da lei. 
c) somente os bens dominicais são alienáveis, observadas as exigências da lei. 
d) somente os bens de uso especial são inalienáveis, observadas as exigências da lei. 
e) todos os bens públicos são alienáveis, observadas as exigências da lei. 
3. (VUNESP/ PREF. DE SERTÃOZINHO-SP – 2016) Sobre os bens dominicais, é correto afirmar 
que 
(A) Podem ser adquiridos por particulares, por meio da prescrição aquisitiva extraordinária. 
(B) São aqueles destinados a serviço ou estabelecimento da Administração Pública, inclusive autarquias. 
(C) Não podem ser utilizados por particular, com exclusividade, por meio de institutos típicos de direito 
privado. 
(D) Constituem o patrimônio das pessoas jurídicas de direito público e podem ser alienados. 
(E) São aqueles pertencentes às pessoas jurídicas de direito privado que prestam serviços de interesse 
público. 
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GABARITO 
1. IPREMM – SP A 
2. IPREMM – SP C 
3. PREF. DE SERTÃOZINHO-SP D 
 
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QUESTÕES COMENTADAS 
FGV 
BENS PÚBLICOS (ART. 98 AO 103) 
1. (XXXIII Exame da OAB) Bruna visitou a mansão neoclássica que André herdara de seu tio e 
cuja venda estava anunciando. Bruna ficou fascinada com a sala principal, decorada com um 
piano do século XIX e dois quadros do conhecido pintor Monet, e com os banheiros, ornados 
com torneiras desenhadas pelos melhores profissionais da época. Diante disso, decidiu 
comprá-la. 
Na ausência de acordo específico entre Bruna e André, por ocasião da transferência da 
propriedade, Bruna receberá 
A) a mansão com os quadros, o piano e as torneiras, pois todos esses bens são classificados como 
benfeitorias, que seguem o destino do bem principal vendido. 
B) apenas a mansão, eis que o princípio da gravitação jurídica não é aplicável aos demais bens citados 
no caso. 
C) a mansão juntamente com as torneiras dos banheiros, consideradas partes integrantes, mas não os 
quadros e o piano, considerados pertenças. 
D) a mansão e os quadros, pois, sendo considerados pertenças, impõe-se a regra de que o acessório deve 
seguir o destino do principal, mas o piano e as torneiras poderão ser removidos por André antes da 
transferência. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, pois as torneiras são partes integrantes e os quadros e piano são 
pertenças, não se classificando como benfeitorias, definida no art. 96. 
A alternativa B está incorreta, pois as partes integrantes, como as torneiras, acompanham o bem 
principal. Apenas as pertenças estão excluídas, salvo disposição em contrário. 
A alternativa C está correta, pois as torneiras são consideradas partes integrantes, acompanhando a 
mansão. Contudo, os quadros e pianos são considerados pertenças e não acompanham o principal, em 
regra, conforme o art. 93: “São pertenças os bens que, não constituindo partes integrantes, se destinam, 
de modo duradouro, ao uso, ao serviço ou ao aformoseamento de outro" e art. 94: “os negócios jurídicos 
que dizem respeito ao bem principal não abrangem as pertenças, salvo se o contrário resultar da lei, da 
manifestação de vontade, ou das circunstâncias do caso" 
A alternativa D está incorreta, uma vez que, conforme o art. 94, as pertenças não acompanham o bem 
principal. 
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Gabarito: C 
2. (XXII Exame da OAB) Ricardo realizou diversas obras no imóvel que Cláudia lhe emprestou: 
reparou um vazamento existente na cozinha; levantou uma divisória na área de serviço para 
formar um novo cômodo, destinado a servir de despensa; ampliou o número de tomadas 
disponíveis; e trocou o portão manual da garagem por um eletrônico. 
Quando Cláudia pediu o imóvel de volta, Ricardo exigiu o ressarcimento por todas as 
benfeitorias realizadas, embora sequer a tenha consultado previamente sobre as obras. 
Somente pode-se considerar benfeitoria necessária, a justificar o direito ao ressarcimento, 
A) o reparo do vazamento na cozinha. 
B) a formação de novo cômodo, destinado a servir de despensa, pelo levantamento de divisória na área 
de serviço. 
C) a ampliação do número de tomadas. 
D) a troca do portão manual da garagem por um eletrônico. 
Comentários 
A alternativa A está correta, já que, segundo o art. 96, §3º, “São necessárias as benfeitorias que têm por 
fim conservar o bem ou evitar que se deteriore”. 
A alternativa B está incorreta, dado que a formação de um novo cômodo é benfeitoria útil, que, 
conforme o art. 96, §2º “São úteis as benfeitorias que aumentam ou facilitam o uso do bem”. Veja que 
sem a inclusão do novo cômodo não seria a casa destruída, mas apenas fica mais “usável”. 
A alternativa C está incorreta, porque as tomadas também são benfeitorias úteis, pois com mais 
tomadas, “usa-se mais a casa”, mas a casa não cairá se tiver apenas uma tomada. 
A alternativa D está incorreta, mais uma vez, por se tratar a troca do portão como uma benfeitoria útil, 
pois a casa com portão manual é tão “bem acabada” e não corre risco de cair quanto a casa com portão 
automático. Não é voluptuária porque não se volta ao mero deleite ou recreio. 
Gabarito: A 
3. (FGV - IMBEL – Advogado - 2021) Segundo o Código Civil, os bens que compõem o patrimônio 
das pessoas jurídicas de direito público, como objeto de direito pessoal, ou real, são 
A) bens particulares afetados ao serviço público. 
B) bens públicos de uso comum não sujeitos a usucapião. 
C) bens públicos dominicais que estão sujeitos a usucapião. 
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D) bens públicos de uso especial que podem ser alienados, observadas as exigências legais. 
E) bens públicos dominicais que podem ser alienados, observadas as exigências legais. 
Comentários: 
A alternativa A está incorreta, pois segundo o art. 98 do CC, todos os bens que não são do domínio 
nacional pertencentes às pessoas jurídicas de direito público interno são privados: Art. 98. São públicos 
os bens do domínio nacional pertencentes às pessoas jurídicas de direito público interno; todos os 
outros são particulares, seja qual for a pessoa a que pertencerem". Assim, os bens pertencentes às 
pessoas jurídicas de direito privado seriam considerados apenas bens particulares. 
A alternativa B está incorreta. Os bens de uso comum são aqueles que podem ser utilizados por 
qualquer um, como por exemplo as praças, ruas, mares, rios. É o que dita o art. 99, inc. I do CC: “Art. 99. 
São bens públicos: I - os de uso comum do povo, tais como rios, mares, estradas, ruas e praças”. Estes 
bens, não podem ter sua natureza jurídica alterada, não havendo, portanto, a possibilidade de 
condizerem com a definição dada pelo enunciado. 
A alternativa C está incorreta, pois os bens dominicais constituem patrimônio disponível e alienável, 
porém, tal fato não gera alteração da sua natureza jurídica, ou seja, permanece, então, sendo 
considerado um bem público. 
A alternativa D está incorreta, pois os bens de uso especial são aqueles que se destinam especialmente 
à execução de serviços públicos, nos termos do art. 100 do CC: “Art. 100. Os bens públicos de uso comum 
do povo e os de uso especial são inalienáveis, enquanto conservarem a sua qualificação, na forma que a 
lei determinar”. No entanto, a sua inalienabilidade não é absoluta, de maneira que pode perder tal 
característica em razão de desafetação. Em suma, há a mudança de destinação do bem, visando incluir 
bens de uso comum do povo ou especial na categoria de bens dominicais. 
A alternativa E está correta e, é o gabarito da questão, pois vai de encontro com o expresso pelo art. 99, 
inc. III do CC: “Art. 99. São bens públicos: III - os dominicais, que constituem o patrimônio das pessoas 
jurídicas de direito público, como objeto de direito pessoal, ou real, de cada uma dessas entidades”. 
4. (FGV - Prefeitura de Salvador - BA - Guarda Civil Municipal- 2019) Em relação aos bens 
públicos municipais do Município de Salvador, de acordo com o Código Civil e a doutrina de 
Direito Administrativo, assinale a opção que apresenta exemplos de bens de uso especial. 
(A) Correios e garagem de veículos de transporte coletivo privado. 
(B) Postos de saúde, creches e cemitérios municipais. 
(C) Estabelecimentos privados que prestam serviços de educação. 
(D) Praças, estradas e ruas municipais. 
(E) Lagoas,rios e mares que banham a cidade. 
Comentários: 
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A alternativa B está correta e é o gabarito da questão. Os bens de uso especial são os relacionados 
diretamente a prestação dos serviços e as demais prestações da administração pública, sendo eles 
divididos em diretos e indiretos. 
Diretos: de modo geral, a estrutura física para a prestação dos serviços públicos: edificação, veículos, no 
caso do cemitério trata-se de bem público especial por concessão de uso. 
Indiretos: são bens que o poder público não utiliza diretamente de fato, mas tem legalmente o dever de 
conservar: reservas ambientais, reservas indígenas. 
De acordo com o art. 99, Inc. II do Código Civil, são bens públicos: 
II - os de uso especial, tais como edifícios ou terrenos destinados a serviço ou estabelecimento da 
administração federal, estadual, territorial ou municipal, inclusive os de suas autarquias; 
GABARITO: B 
5. (FGV / DPE-RJ – 2019) O Prefeito do Município Alfa comunicou à sua assessoria que 
almejava criar um serviço de assistência social destinado à população carente. Ao analisar 
os três bens públicos disponíveis, consistentes em (I) uma praça pública; (II) uma 
repartição pública, vinculada à Secretaria Municipal de Fazenda, em pleno funcionamento; 
e (III) um prédio desocupado, que há muitas décadas sediara uma inspetoria fiscal, 
determinou que o serviço fosse instalado no bem dominical. Preenche(m) a característica 
indicada pelo Prefeito Municipal o(s) bem(ns) referido(s) somente em: 
(A) I; 
(B) II; 
(C) III; 
(D) I e II; 
(E) II e III. 
Comentários: 
A alternativa C está correta e, é o gabarito da questão. Levando-se em consideração que o prefeito do 
Município Alfa quer criar um serviço de assistência social e, determinou que tal serviço deve ser 
instalado em um bem dominical, então, de acordo com o art. 99, Inc. III, do CC/2002, a melhor opção é 
o prédio desocupado, que há muitas décadas sediaria uma inspetoria fiscal, já que, este se enquadra na 
definição de bem público dominical, pois, constitui o patrimônio de uma pessoa jurídica de direito 
público (o Município Alfa), como objeto de direito pessoal, ou real, dessa entidade, ou seja, tal prédio 
pertence ao Município, por isso, é um objeto que deve servir ao município, o que se entende como objeto 
de direito pessoal, ou real. Sendo assim, automaticamente é possível descartar as outras duas 
possibilidades, que seria uma praça pública, já que esta na verdade, de acordo com o mesmo art. 99, Inc. 
I é um bem público de uso comum do povo e, não do Município. Por fim, é possível também descartar a 
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segunda opção, pois, uma repartição pública vinculada à secretaria Municipal da Fazenda, em pleno 
funcionamento é, de acordo com o Inc. II do art. 99, um bem público de uso especial, como por exemplo, 
edifícios ou terrenos destinados a serviço ou estabelecimento da administração, dentre outras, a 
municipal. Vejamos a literalidade da lei: 
Art. 99. São bens públicos: 
I - os de uso comum do povo, tais como rios, mares, estradas, ruas e praças; 
II - os de uso especial, tais como edifícios ou terrenos destinados a serviço ou estabelecimento da 
administração federal, estadual, territorial ou municipal, inclusive os de suas autarquias; 
III - os dominicais, que constituem o patrimônio das pessoas jurídicas de direito público, como objeto 
de direito pessoal, ou real, de cada uma dessas entidades. 
Gabarito: Letra C. 
6. (FGV/ TJ-SC – 2018) A Câmara Municipal de Palhoça é estabelecida em bem próprio do 
referido ente federativo. Esse bem deve ser considerado: 
(A) popular; 
(B) dominical; 
(C) de uso privativo; 
(D) de uso especial; 
(E) de uso comum do povo. 
Comentários: 
A alternativa A está incorreta. Um bem popular se equipararia a um bem de uso comum do povo, 
descrito no art. 99, Inc. I do CC/2002, que dentre os quais citam-se os rios, mares, estradas, ruas e praças, 
ou seja, são bens públicos de uso comum da população em geral, por esse motivo não é possível afirmar 
que um bem próprio de um ente federativo é de uso popular. 
A alternativa B está incorreta. Dominical são, de acordo com o art. 99, Inc. III, os bens que constituem 
o patrimônio das pessoas jurídicas de direito público, como objeto de direito público, como objeto de 
direito pessoal, ou real de cada uma das entidades de direito público, sendo assim, não é possível afirmar 
que um bem próprio do ente federativo é um bem que será usado como objeto de um direito pessoal, 
ou real da entidade, como por exemplo, seria utilizar um prédio desocupado que serviria para abrigar 
um órgão de um ente público com objetivo de servir à comunidade. 
A alternativa C está incorreta. Não há o que se falar em uso privativo de um bem público, quando se 
trata de bens públicos. 
A alternativa D está correta e, é o gabarito da questão. Como a Câmara Municipal é estabelecida em 
bem próprio do ente federativo, esta se enquadra na característica do art. 99, Inc. II: é um bem público 
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de uso especial, como por exemplo, os edifícios ou terrenos destinados a serviço ou estabelecimento da 
administração federal, estadual, territorial ou municipal, inclusive os de suas autarquias. 
A alternativa E está incorreta. Bens de uso comum do povo são aqueles descritos no art. 99, Inc. I: rios, 
mares, estradas, ruas e praças. Por essa razão, não há como afirmar que um bem próprio de um ente 
federativo é de uso popular. 
Gabarito: Letra D. 
7. (FGV / TJ-AL– 2018) Determinada sociedade empresarial recebeu autorização do Poder 
Executivo municipal para manter uma praça pública, onde poderia, inclusive, divulgar 
publicidade de sua marca. 
Diante dessa situação, afirma-se que a praça é um bem público: 
(A) de uso comum; 
(B) alienável; 
(C) de uso especial; 
(D) dominical; 
(E) de uso privado. 
Comentários: 
A alternativa A está correta e, é o gabarito da questão. Em se tratando de praças, essas são 
caracterizadas pelo CC/2002, em seu art. 99, Inc. I como sendo bens públicos de uso comum do povo, 
não havendo o que se falar de se tratar de bem público alienável, uma vez que o art. 100 do mesmo 
código normativo determina que são inalienáveis os bens públicos de uso comum do povo enquanto 
conservarem a sua qualificação. Ademais, não há o que se falar, também em bem público de uso especial, 
pois, de acordo com o art. 99, Inc. II, estes bens são como edifícios ou terrenos destinados a serviço ou 
estabelecimento da administração federal, estadual, territorial ou municipal. Também não é possível 
afirmar que as praças são bens dominicais, pois, apesar de serem bens públicos, estes são de acordo 
com o art. 99, Inc. III, aqueles constituem o patrimônio das pessoas jurídicas de direito público, como 
objeto de direito pessoal, ou real, de cada uma dessas entidades. Por fim, não se pode afirmar que as 
praças são bens de uso privativo, uma vez que já se abordou, exaustivamente que estas são bens 
públicos. 
Gabarito: Letra A. 
 
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FGV 
Bens Públicos (Art. 98 Ao 103) 
1. (XXXIII Exame da OAB) Bruna visitou a mansão neoclássica que André herdara de seu tio e 
cuja venda estava anunciando. Bruna ficou fascinada com a sala principal, decorada com umpiano do século XIX e dois quadros do conhecido pintor Monet, e com os banheiros, ornados 
com torneiras desenhadas pelos melhores profissionais da época. Diante disso, decidiu 
comprá-la. 
Na ausência de acordo específico entre Bruna e André, por ocasião da transferência da 
propriedade, Bruna receberá 
A) a mansão com os quadros, o piano e as torneiras, pois todos esses bens são classificados como 
benfeitorias, que seguem o destino do bem principal vendido. 
B) apenas a mansão, eis que o princípio da gravitação jurídica não é aplicável aos demais bens citados 
no caso. 
C) a mansão juntamente com as torneiras dos banheiros, consideradas partes integrantes, mas não os 
quadros e o piano, considerados pertenças. 
D) a mansão e os quadros, pois, sendo considerados pertenças, impõe-se a regra de que o acessório deve 
seguir o destino do principal, mas o piano e as torneiras poderão ser removidos por André antes da 
transferência. 
2. (XXII Exame da OAB) Ricardo realizou diversas obras no imóvel que Cláudia lhe emprestou: 
reparou um vazamento existente na cozinha; levantou uma divisória na área de serviço para 
formar um novo cômodo, destinado a servir de despensa; ampliou o número de tomadas 
disponíveis; e trocou o portão manual da garagem por um eletrônico. 
Quando Cláudia pediu o imóvel de volta, Ricardo exigiu o ressarcimento por todas as 
benfeitorias realizadas, embora sequer a tenha consultado previamente sobre as obras. 
Somente pode-se considerar benfeitoria necessária, a justificar o direito ao ressarcimento, 
A) o reparo do vazamento na cozinha. 
B) a formação de novo cômodo, destinado a servir de despensa, pelo levantamento de divisória na área 
de serviço. 
C) a ampliação do número de tomadas. 
D) a troca do portão manual da garagem por um eletrônico. 
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3. (FGV - IMBEL – Advogado - 2021) Segundo o Código Civil, os bens que compõem o patrimônio 
das pessoas jurídicas de direito público, como objeto de direito pessoal, ou real, são 
A) bens particulares afetados ao serviço público. 
B) bens públicos de uso comum não sujeitos a usucapião. 
C) bens públicos dominicais que estão sujeitos a usucapião. 
D) bens públicos de uso especial que podem ser alienados, observadas as exigências legais. 
E) bens públicos dominicais que podem ser alienados, observadas as exigências legais. 
4. (FGV - Prefeitura de Salvador - BA - Guarda Civil Municipal- 2019) Em relação aos bens 
públicos municipais do Município de Salvador, de acordo com o Código Civil e a doutrina de 
Direito Administrativo, assinale a opção que apresenta exemplos de bens de uso especial. 
(A) Correios e garagem de veículos de transporte coletivo privado. 
(B) Postos de saúde, creches e cemitérios municipais. 
(C) Estabelecimentos privados que prestam serviços de educação. 
(D) Praças, estradas e ruas municipais. 
(E) Lagoas, rios e mares que banham a cidade. 
5. (FGV / DPE-RJ – 2019) O Prefeito do Município Alfa comunicou à sua assessoria que almejava 
criar um serviço de assistência social destinado à população carente. Ao analisar os três bens 
públicos disponíveis, consistentes em (I) uma praça pública; (II) uma repartição pública, 
vinculada à Secretaria Municipal de Fazenda, em pleno funcionamento; e (III) um prédio 
desocupado, que há muitas décadas sediara uma inspetoria fiscal, determinou que o serviço 
fosse instalado no bem dominical. Preenche(m) a característica indicada pelo Prefeito 
Municipal o(s) bem(ns) referido(s) somente em: 
(A) I; 
(B) II; 
(C) III; 
(D) I e II; 
(E) II e III. 
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6. (FGV/ TJ-SC – 2018) A Câmara Municipal de Palhoça é estabelecida em bem próprio do 
referido ente federativo. Esse bem deve ser considerado: 
(A) popular; 
(B) dominical; 
(C) de uso privativo; 
(D) de uso especial; 
(E) de uso comum do povo. 
7. (FGV / TJ-AL– 2018) Determinada sociedade empresarial recebeu autorização do Poder 
Executivo municipal para manter uma praça pública, onde poderia, inclusive, divulgar 
publicidade de sua marca. 
Diante dessa situação, afirma-se que a praça é um bem público: 
(A) de uso comum; 
(B) alienável; 
(C) de uso especial; 
(D) dominical; 
(E) de uso privado. 
GABARITO 
1. XXXIII Exame da OAB C 
2. XXII Exame da OAB A 
3. IMBEL E 
4. Prefeitura de Salvador – BA B 
5. DPE-RJ C 
6. TJ-SC D 
7. TJ-AL A 
 
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A alternativa E está incorreta. Temos que as pertenças são acessório da coisa, fazendo sorte desta, 
mesmo que separados, pertencendo ambos ao mesmo proprietário, havendo exceções no entanto do 
que trata a literalidade do texto do art. 94 do Código Civil, mas sendo parte integrante no caso de 
convenção das partes. O art. 94 do Código Civil traz que: “Os negócios jurídicos que dizem respeito ao 
bem principal não abrangem as pertenças, salvo se o contrário resultar da lei, da manifestação de 
vontade, ou das circunstâncias do caso.”. 
2. (FCC / CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL – 2018) Em relação aos bens, sua 
classificação e espécies, 
a) consideram-se bens móveis, para os efeitos legais, o direito à sucessão aberta. 
b) conservam sua qualidade de bens móveis os materiais destinados a alguma construção, enquanto 
não forem empregados; readquirem essa qualidade de bens móveis os provenientes da demolição de 
algum prédio. 
c) não perdem o caráter de bens móveis as edificações que, separadas do solo, mas conservando sua 
unidade, forem removidas para outro local. 
d) entre outros, consideram-se bens imóveis para efeitos legais os direitos pessoais de caráter 
patrimonial e ações respectivas. 
e) são divisíveis os bens móveis cujo uso importa destruição imediata da própria substância, sendo 
também considerados tais os destinados à alienação. 
Comentários: 
A alternativa A está incorreta, pois o direito à sucessão aberta é considerado bem imóvel, não os 
móveis, de acordo com o Art. 80, inciso II: 
Art. 80. Consideram-se imóveis para os efeitos legais: 
II - O direito à sucessão aberta. 
O Art. 80 dispõe sobre os bens imóveis por determinação legal. O direito a sucessão aberta dispõe sobre 
um complexo de bens que é transferido de cujus, sendo este compreendido em sua universalidade. 
Dados os fatos, não importa se a pessoa falecida deixou bens móveis ou imóveis, pois, antes da partilha 
de bens, tais bens se enquadram todos no Art. 80, sendo considerados imóveis. Obviamente, após a 
partilha os bens retomam a ser novamente considerados separadamente. 
A alternativa B está correta, dado o fato de que é certo afirmar que conservam sua qualidade de bens 
móveis os materiais destinados a alguma construção, enquanto não forem empregados, como previsto 
no Art. 84: 
Art. 84. Os materiais destinados a alguma construção, enquanto não forem empregados, conservam sua 
qualidade de móveis; readquirem essa qualidade os provenientes da demolição de algum prédio. 
Analisando-se o artigo, temos que de fato se consideram bens móveis os materiais destinados a alguma 
construção, bem como os provenientes da demolição de algum prédio. Abstrai-se desse conceito que os 
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materiais têm autonomia enquanto não estiverem empregados, mas após a sua utilização perdem a 
existência autônoma e passam a constituir parte do prédio (por exemplo), sendo este um bem imóvel. 
A alternativa C está incorreta, pois o correto seria afirmar que estes não perdem o caráter de bens 
imóveis, como disposto pelo Art. 81: 
Art. 81. Não perdem o caráter de imóveis: 
I - as edificações que, separadas do solo, mas conservando a sua unidade, forem removidas para outro 
local; 
O Art. 81 dispõe acerca da imobilização de edificações separadas do solo e dos materiais separados de 
um prédio, ressalvando-se o solo em si e os bens imóveis por atribuição legal. Eventualmente os demais 
bens contidos podem ser destacados do solo sem serem destruídos, dando a este bem um caráter móvel 
até que seja novamente aderido em outro lugar, recuperando sua natureza como bem imóvel. No 
entanto, nessa hipótese trazida pelo Art. 81 os referidos bens, mesmo se descartados do solo, não 
perdem seu caráter de bem imóvel. 
A alternativa D está incorreta, pois o correto seria afirmar que os direitos pessoais são bens móveis, e 
não imóveis, de acordo com o Art. 83: 
Art. 83. Consideram-se móveis para os efeitos legais: 
III - os direitos pessoais de caráter patrimonial e respectivas ações. 
O Art. 83 descreve os bens que não são móveis em sua natureza, seguindo o atributo de mobilidade, mas 
ainda são conferidos com a natureza de bens móveis. No caso do inciso III, temos que todo direito 
pessoal (direito de crédito), tendo caráter patrimonial, é um bem móvel. Se excluem, portanto, os 
direitos pessoais que não se relacionam com o caráter patrimonial (guarda de filhos, por exemplo), os 
direitos de personalidade e todos os demais direitos desprovidos de conteúdo econômico. 
A alternativa E está incorreta, o correto é dizer que são consumíveis os bens cujo uso importa em 
destruição imediata da própria substância, e a alternativa traz tais bens como divisíveis deixando assim 
a mesma inválida. 
Art. 86. São consumíveis os bens móveis cujo uso importa destruição imediata da própria substância, 
sendo também considerados tais os destinados à alienação. 
De acordo com o Art. 86, se faz importante acrescentar na definição de bens consumíveis que a 
destruição imediata de sua própria substância deve ser analisada de acordo com a utilização do bem de 
acordo com os fins que lhe são conferidos. Por exemplo, um vinho que foi bebido cumpriu seu fim como 
bem consumível, mas uma garrafa de vinho ser utilizada como decoração não implica em seu consumo, 
ou destruição. 
3. (FCC / CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL – 2018) Em relação aos bens, sua 
classificação e espécies, 
a) consideram-se bens móveis, para os efeitos legais, o direito à sucessão aberta. 
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b) conservam sua qualidade de bens móveis os materiais destinados a alguma construção, enquanto 
não forem empregados; readquirem essa qualidade de bens móveis os provenientes da demolição de 
algum prédio. 
c) não perdem o caráter de bens móveis as edificações que, separadas do solo, mas conservando sua 
unidade, forem removidas para outro local. 
d) entre outros, consideram-se bens imóveis para efeitos legais os direitos pessoais de caráter 
patrimonial e ações respectivas. 
e) são divisíveis os bens móveis cujo uso importa destruição imediata da própria substância, sendo 
também considerados tais os destinados à alienação. 
Comentários: 
A alternativa A está incorreta, pois o direito à sucessão aberta é considerado bem imóvel, não os 
móveis, de acordo com o Art. 80, inciso II: 
Art. 80. Consideram-se imóveis para os efeitos legais: 
II - O direito à sucessão aberta. 
O Art. 80 dispõe sobre os bens imóveis por determinação legal. O direito a sucessão aberta dispõe sobre 
um complexo de bens que é transferido de cujus, sendo este compreendido em sua universalidade. 
Dados os fatos, não importa se a pessoa falecida deixou bens móveis ou imóveis, pois, antes da partilha 
de bens, tais bens se enquadram todos no Art. 80, sendo considerados imóveis. Obviamente, após a 
partilha os bens retomam a ser novamente considerados separadamente. 
A alternativa B está correta, dado o fato de que é certo afirmar que conservam sua qualidade de bens 
móveis os materiais destinados a alguma construção, enquanto não forem empregados, como previsto 
no Art. 84: 
Art. 84. Os materiais destinados a alguma construção, enquanto não forem empregados, conservam sua 
qualidade de móveis; readquirem essa qualidade os provenientes da demolição de algum prédio. 
Analisando-se o artigo, temos que de fato se consideram bens móveis os materiais destinados a alguma 
construção, bem como os provenientes da demolição de algum prédio.Abstrai-se desse conceito que os 
materiais têm autonomia enquanto não estiverem empregados, mas após a sua utilização perdem a 
existência autônoma e passam a constituir parte do prédio (por exemplo), sendo este um bem imóvel. 
A alternativa C está incorreta, pois o correto seria afirmar que estes não perdem o caráter de bens 
imóveis, como disposto pelo Art. 81: 
Art. 81. Não perdem o caráter de imóveis: 
I - as edificações que, separadas do solo, mas conservando a sua unidade, forem removidas para outro 
local; 
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O Art. 81 dispõe acerca da imobilização de edificações separadas do solo e dos materiais separados de 
um prédio, ressalvando-se o solo em si e os bens imóveis por atribuição legal. Eventualmente os demais 
bens contidos podem ser destacados do solo sem serem destruídos, dando a este bem um caráter móvel 
até que seja novamente aderido em outro lugar, recuperando sua natureza como bem imóvel. No 
entanto, nessa hipótese trazida pelo Art. 81 os referidos bens, mesmo se desatados do solo, não perdem 
seu caráter de bem imóvel. 
A alternativa D está incorreta, pois o correto seria afirmar que os direitos pessoais são bens móveis, e 
não imóveis, de acordo com o Art. 83: 
Art. 83. Consideram-se móveis para os efeitos legais: 
III - os direitos pessoais de caráter patrimonial e respectivas ações. 
O Art. 83 descreve os bens que não são móveis em sua natureza, seguindo o atributo de mobilidade, mas 
ainda são conferidos com a natureza de bens móveis. No caso do inciso III, temos que todo direito 
pessoal (direito de crédito), tendo caráter patrimonial, é um bem móvel. Se excluem, portanto, os 
direitos pessoais que não se relacionam com o caráter patrimonial (guarda de filhos, por exemplo), os 
direitos de personalidade e todos os demais direitos desprovidos de conteúdo econômico. 
A alternativa E está incorreta, o correto é dizer que são consumíveis os bens cujo uso importa em 
destruição imediata da própria substância, e a alternativa traz tais bens como divisíveis deixando assim 
a mesma inválida. 
Art. 86. São consumíveis os bens móveis cujo uso importa destruição imediata da própria substância, 
sendo também considerados tais os destinados à alienação. 
De acordo com o Art. 86, se faz importante acrescentar na definição de bens consumíveis que a 
destruição imediata de sua própria substância deve ser analisada de acordo com a utilização do bem de 
acordo com os fins que lhe são conferidos. Por exemplo, um vinho que foi bebido cumpriu seu fim como 
bem consumível, mas uma garrafa de vinho ser utilizada como decoração não implica em seu consumo, 
ou destruição. 
4. (FCC / TRT - 15ª REGIÃO – 2018) Em relação aos bens, 
a) consideram-se como benfeitorias mesmo os melhoramentos ou acréscimos sobrevindos ao bem sem 
a intervenção do proprietário, possuidor ou detentor. 
b) os naturalmente divisíveis podem tornar-se indivisíveis somente por vontade das partes. 
c) os negócios jurídicos que dizem respeito ao bem principal como regra abrangem as pertenças, salvo 
as exceções legais. 
d) os materiais destinados a alguma construção, enquanto não forem empregados, conservam sua 
qualidade de móveis; readquirem essa qualidade os provenientes da demolição de algum prédio. 
e) são consumíveis os bens móveis que podem substituir-se por outros da mesma espécie, qualidade e 
quantidade. 
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Comentários: 
A alternativa A está incorreta, pois o Código Civil esclarece que não se consideram benfeitorias os atos 
descritos na alternativa. 
Art. 97. Não se consideram benfeitorias os melhoramentos ou acréscimos sobrevindos ao bem sem a 
intervenção do proprietário, possuidor ou detentor. 
O art. 97 considera como benfeitorias apenas os melhoramentos e acréscimos feitos ao bem por força 
da ação humana. Melhoramentos ou acréscimos decorrentes de eventos naturais ficam excluídos desse 
conceito. 
A alternativa B está incorreta, pois não é se tornam indivisíveis somente por vontade das partes, se 
tornam também por determinação legal. 
Art. 88. Os bens naturalmente divisíveis podem tornar-se indivisíveis por determinação da lei ou por 
vontade das partes. 
O art. 88 admite o legislador que a vontade das partes ou mesmo a lei determine que um bem 
naturalmente divisível torne-se indivisível. Porém é mais comum que a indivisibilidade do bem decorra 
de sua própria natureza. 
A alternativa C está incorreta, pois os negócios jurídicos que dizem respeito ao bem principal, como 
regra não abrangem as pertenças, salvo as exceções legais. 
Art. 94. Os negócios jurídicos que dizem respeito ao bem principal não abrangem as pertenças, salvo se 
o contrário resultar da lei, da manifestação de vontade, ou das circunstâncias do caso. 
O art. 94 faz uma inversão da regra de que o acessório segue o principal. Pois a relação que se estabelece 
entre a pertença e o principal não é lógica, mas sim econômica, diferente do que ocorre com os bens 
acessórios. A simples existência de um bem acessório já pressupõe a existência de um bem principal. O 
mesmo não ocorre com as pertenças. 
A alternativa D está correta, uma vez que está em concordância com a redação do art. 84 do Código Civil. 
Art. 84. Os materiais destinados a alguma construção, enquanto não forem empregados, conservam sua 
qualidade de móveis; readquirem essa qualidade os provenientes da demolição de algum prédio. 
Analisando-se o artigo, temos que de fato se consideram bens móveis os materiais destinados a alguma 
construção, bem como os provenientes da demolição de algum prédio. Abstrai-se desse conceito que os 
materiais têm autonomia enquanto não estiverem empregados, mas após a sua utilização perdem a 
existência autônoma e passam a constituir parte do prédio (por exemplo), sendo este um bem imóvel. 
A alternativa E está incorreta, visto que a definição que se traz é dos bens fungíveis, não dos 
consumíveis. 
Art. 86. São consumíveis os bens móveis cujo uso importa destruição imediata da própria substância, 
sendo também considerados tais os destinados à alienação. 
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De acordo com o Art. 86, se faz importante acrescentar na definição de bens consumíveis que a 
destruição imediata de sua própria substância deve ser analisada de acordo com a utilização do bem de 
acordo com os fins que lhe são conferidos. Por exemplo, um vinho que foi bebido cumpriu seu fim como 
bem consumível, mas uma garrafa de vinho ser utilizada como decoração não implica em seu consumo, 
ou destruição. 
5. (FCC / TRF - 5ª REGIÃO – 2017) Considera-se bem imóvel, para os efeitos legais, 
a) o direito à sucessão aberta. 
b) o automóvel que, por defeito irreparável do motor, é insuscetível de movimento próprio. 
c) a energia que tenha valor econômico. 
d) o direito pessoal de caráter patrimonial. 
e) o direito real sobre objetos móveis. 
Comentários: 
A alternativa A está correta, em virtude de que se considera bem imóvel, para os efeitos legais, o direito 
à sucessão aberta. 
Art. 80. Consideram-se imóveis para os efeitos legais: 
II - o direito à sucessão aberta. 
O Art. 80 dispõe sobre os bens imóveis por determinação legal. O direito a sucessão aberta dispõe sobre 
um complexo de bens que é transferido de cujus, sendo este compreendido em sua universalidade. 
Dados os fatos, não importa se a pessoa falecida deixou bens móveis ou imóveis, pois, antes da partilha 
de bens, tais bens se enquadram todos no Art.80, sendo considerados imóveis. Obviamente, após a 
partilha os bens retomam a ser novamente considerados separadamente. 
A alternativa B está incorreta, uma vez que o automóvel com defeito no motor, continua sendo um bem 
móvel, pois pode ser removido por força alheia sem alteração na sua substância. 
Art. 82. São móveis os bens suscetíveis de movimento próprio, ou de remoção por força alheia, sem 
alteração da substância ou da destinação econômico-social. 
Segundo o art. 82 são bens móveis por sua própria natureza, aqueles as coisas inanimadas que podem 
ser movidas sem alteração da substância ou da destinação econômico-social. 
A alternativa C está incorreta, visto que as energias que tenham valor econômico consideram-se bem 
móvel, para os efeitos legais. 
Art. 83. Consideram-se móveis para os efeitos legais: 
I - as energias que tenham valor econômico; 
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De acordo com o art. 83 toda e qualquer forma de energia que tenha valor econômico 
(independentemente das eventuais dificuldades de quantificar esse valor), tem a natureza jurídica de 
bem móvel. 
A alternativa D está incorreta, porque considera-se bem móvel, para os efeitos legais, o direito pessoal 
de caráter patrimonial. 
Art. 83. Consideram-se móveis para os efeitos legais: 
III - os direitos pessoais de caráter patrimonial e respectivas ações. 
O Art. 83 descreve os bens que não são móveis em sua natureza, seguindo o atributo de mobilidade, mas 
ainda são conferidos com a natureza de bens móveis. No caso do inciso III, temos que todo direito 
pessoal (direito de crédito), tendo caráter patrimonial, é um bem móvel. Se excluem, portanto, os 
direitos pessoais que não se relacionam com o caráter patrimonial (guarda de filhos, por exemplo), os 
direitos de personalidade e todos os demais direitos desprovidos de conteúdo econômico. 
A alternativa E está incorreta, já que se considera bem móvel, para os efeitos legais, o direito real sobre 
objetos móveis. 
Art. 83. Consideram-se móveis para os efeitos legais: 
II - os direitos reais sobre objetos móveis e as ações correspondentes; 
Os direitos reais podem incidir tanto sobre os bens móveis quanto sobre os bens imóveis. Da mesma 
forma, portanto, que o legislador atribui a natureza de bens imóveis aos direitos reais sobre bens 
imóveis (CC, art. 80, inc. I), optou por atribuir aos direitos reais e às respectivas ações relativas a bens 
móveis a natureza jurídica de bens móveis 
6. (FCC / TRT - 14ª REGIÃO – 2016) Nos termos preconizados pelo Código Civil são 
considerados bens imóveis para os efeitos legais, dentre outros, 
a) Os direitos pessoais de caráter patrimonial e respectivas ações. 
b) O direito à sucessão aberta. 
c) Os direitos reais sobre objetos móveis e respectivas ações. 
d) As energias que tenham valor econômico. 
e) Os materiais provenientes da demolição de algum prédio. 
Comentários: 
A alternativa A está incorreta, pois, de acordo com o art. 83 do CC, os direitos pessoais de caráter 
patrimonial e respectivas ações são bens móveis. 
Art. 83. Consideram-se móveis para os efeitos legais: 
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III - os direitos pessoais de caráter patrimonial e respectivas ações. 
O Art. 83 descreve os bens que não são móveis em sua natureza, seguindo o atributo de mobilidade, mas 
ainda são conferidos com a natureza de bens móveis. No caso do inciso III, temos que todo direito 
pessoal (direito de crédito), tendo caráter patrimonial, é um bem móvel. Se excluem, portanto, os 
direitos pessoais que não se relacionam com o caráter patrimonial (guarda de filhos, por exemplo), os 
direitos de personalidade e todos os demais direitos desprovidos de conteúdo econômico 
A alternativa B está correta, pois, de acordo com o art. 80 do CC, o direito a sucessão aberta é imóvel. 
Art. 80. Consideram-se imóveis para os efeitos legais: 
 II – o direito à sucessão aberta 
O Art. 80 dispõe sobre os bens imóveis por determinação legal. O direito a sucessão aberta dispõe sobre 
um complexo de bens que é transferido de cujus, sendo este compreendido em sua universalidade. 
Dados os fatos, não importa se a pessoa falecida deixou bens móveis ou imóveis, pois, antes da partilha 
de bens, tais bens se enquadram todos no Art. 80, sendo considerados imóveis. Obviamente, após a 
partilha os bens retomam a ser novamente considerados separadamente. 
A alternativa C está incorreta, pela literalidade do art. 83 do Código Civil: “Consideram-se móveis para 
os efeitos legais: II - os direitos reais sobre objetos móveis e as ações correspondentes;”. 
A alternativa D está incorreta, pois, de acordo com o art. 83, as energias que tenham valor econômico 
são móveis. 
Art. 83. Consideram-se móveis para os efeitos legais: 
I - As energias que tenham valor econômico; 
De acordo com o art. 83 toda e qualquer forma de energia que tenha valor econômico, tem a natureza 
jurídica de bem móvel. 
A alternativa E está incorreta, pois, segundo o art. 84 do CC, os materiais provenientes da demolição 
de algum prédio são bens móveis. 
Art. 83. Consideram-se móveis para os efeitos legais: 
II - os direitos reais sobre objetos móveis e as ações correspondentes; 
Os direitos reais podem tratar sobre os bens móveis e também sobre os bens imóveis. Sendo assim, o 
legislador atribui a natureza de bens imóveis aos direitos reais sobre bens imóveis (CC, art. 80, inc. I), 
decidiu conferir aos direitos reais e às respectivas ações relativas a bens móveis a natureza jurídica de 
bens móveis 
Art. 84. Os materiais destinados a alguma construção, enquanto não forem empregados, conservam sua 
qualidade de móveis; readquirem essa qualidade os provenientes da demolição de algum prédio. 
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Analisando-se o artigo, temos que de fato se consideram bens móveis os materiais destinados a alguma 
construção, bem como os provenientes da demolição de algum prédio. Abstrai-se desse conceito que os 
materiais têm autonomia enquanto não estiverem empregados, mas após a sua utilização perdem a 
existência autônoma e passam a constituir parte do prédio (por exemplo), sendo este um bem imóvel. 
7. (FCC / TRT - 9ª REGIÃO – 2015) De acordo com o Código Civil, 
a) É considerado imóvel o direito à sucessão aberta. 
b) São considerados imóveis as energias que tenham valor econômico. 
c) São considerados imóveis os direitos pessoais de caráter patrimonial. 
d) São considerados imóveis os direitos reais sobre objetos móveis. 
e) São consideradas imóveis as ações correspondentes a direitos reais sobre objetos móveis ou imóveis. 
Comentários: 
A alternativa A está correta, pois, de acordo com o art. 80 do CC, o direito a sucessão aberta é um bem 
imóvel. 
Art. 80 do Código Civil: " Consideram-se imóveis para os efeitos legais: 
I - os direitos reais sobre imóveis e as ações que os asseguram; 
II - o direito à sucessão aberta.”. 
O Art. 80 dispõe sobre os bens imóveis por determinação legal. O direito a sucessão aberta dispõe sobre 
um complexo de bens que é transferido de cujus, sendo este compreendido em sua universalidade. 
Dados os fatos, não importa se a pessoa falecida deixou bens móveis ou imóveis, pois, antes da partilha 
de bens, tais bens se enquadram todos no Art. 80, sendo considerados imóveis. Obviamente, após a 
partilha os bens retomam a ser novamente considerados separadamente. 
A alternativa B está incorreta, pois está explicito no Art. 83 do CC que energiasque tenham valor 
econômico são consideradas móveis: 
Art. 83 - “Consideram-se móveis para os efeitos legais: 
I - as energias que tenham valor econômico;”. 
De acordo com o art. 83 toda e qualquer forma de energia que tenha valor econômico, tem a natureza 
jurídica de bem móvel. 
A alternativa C está incorreta, de forma clara no Art. 83 do Código Civil está que os direitos pessoais de 
caráter patrimonial são considerados móveis: 
Art. 83 - “Consideram-se móveis para os efeitos legais: 
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III - os direitos pessoais de caráter patrimonial e respectivas ações.”. 
O Art. 83 descreve os bens que não são móveis em sua natureza, seguindo o atributo de mobilidade, mas 
ainda são conferidos com a natureza de bens móveis. No caso do inciso III, temos que todo direito 
pessoal (direito de crédito), tendo caráter patrimonial, é um bem móvel. Se excluem, portanto, os 
direitos pessoais que não se relacionam com o caráter patrimonial (guarda de filhos, por exemplo), os 
direitos de personalidade e todos os demais direitos desprovidos de conteúdo econômico. 
A alternativa D está incorreta, evidente no Art. 83 do CC está que os direitos reais sobre objetos móveis 
são móveis. 
Art. 83 - “Consideram-se móveis para os efeitos legais: 
II - os direitos reais sobre objetos móveis e as ações correspondentes;”. 
Os direitos reais podem incidir tanto sobre os bens móveis quanto sobre os bens imóveis. Da mesma 
forma, portanto, que o legislador atribui a natureza de bens imóveis aos direitos reais sobre bens 
imóveis (CC, art. 80, inc. I), optou por atribuir aos direitos reais e às respectivas ações relativas a bens 
móveis a natureza jurídica de bens móveis 
A alternativa E está incorreta, pois está nítido nos artigos 80 e 83 do CC, que as ações correspondentes 
a direitos reais sobre objetos imóveis são imóveis e os direitos reais sobre objetos móveis são móveis. 
Art. 80. Consideram-se imóveis para os efeitos legais: 
I – os direitos reais sobre imóveis e as ações que os asseguram 
Art. 83 - “Consideram-se móveis para os efeitos legais: 
II - os direitos reais sobre objetos móveis e as ações correspondentes;”. 
8. (FCC / TRE-SE – 2015) No tocante as diferentes classes de bens, considere: 
I. Os direitos pessoais de caráter patrimonial e respectivas ações são considerados bens imóveis 
para os efeitos legais. 
II. As energias que possuam valor econômico são consideradas bens móveis para os efeitos 
legais. 
III. Os títulos de dívida pública e de dívida particular são considerados bens móveis para os 
efeitos legais. 
IV. As árvores e os frutos pendentes não destinados ao corte são considerados bens imóveis por 
acessão natural. 
De acordo com o Código Civil brasileiro, está correto o que se afirma APENAS em 
a) I e III. 
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b) II, III e IV 
c) I e IV. 
d) I, II e IV. 
e) II e III. 
Comentários: 
Afirmativa I está incorreta, pois, segundo o art. 83 do CC, os direitos pessoais de caráter patrimonial e 
respectivas ações são considerados bens móveis para os efeitos legais. 
Art. 83 do Código Civil: “Consideram-se móveis para os efeitos legais: 
III - os direitos pessoais de caráter patrimonial e respectivas ações.”. 
O Art. 83 descreve os bens que não são móveis em sua natureza, seguindo o atributo de mobilidade, mas 
ainda são conferidos com a natureza de bens móveis. No caso do inciso III, temos que todo direito 
pessoal (direito de crédito), tendo caráter patrimonial, é um bem móvel. Se excluem, portanto, os 
direitos pessoais que não se relacionam com o caráter patrimonial (guarda de filhos, por exemplo), os 
direitos de personalidade e todos os demais direitos desprovidos de conteúdo econômico. 
Afirmativa II está correta, é o que dispõe a literalidade do Art. 83 do Código Civil: “Consideram-se 
móveis para os efeitos legais: 
I - as energias que tenham valor econômico;”. 
De acordo com o art. 83 toda e qualquer forma de energia que tenha valor econômico, tem a natureza 
jurídica de bem móvel. 
Afirmativa III está correta, os títulos de dívida pública e de dívida particular são considerados bens 
móveis para os efeitos legais, pois são bens móveis propriamente ditos. 
Art. 82. São móveis os bens suscetíveis de movimento próprio, ou de remoção por força alheia, sem 
alteração da substância ou da destinação econômico-social 
Segundo o art. 82 são bens móveis propriamente ditos, aqueles que podem ser aqueles que podem 
sofrer movimentação se que haja a alteração da sua substância ou sua destinação econômico-social. 
Afirmativa IV está correta, pois, de acordo com o art. 79 do CC, são imóveis por acessão natural: as 
árvores com seus frutos, desde que ainda pendentes (enquanto não se destacarem da árvore); as águas, 
as pedras, as fontes (naturais). Enfim, tudo que for ligado ao solo de forma natural entra nesta 
classificação. 
Art. 79. São bens imóveis o solo e tudo quanto se lhe incorporar natural ou artificialmente. 
Segundo o art. 79 são bens imóveis os bens que sofrem alteração de sua substância caso sejam 
transportados, são caracterizados pela imobilidade. 
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A alternativa A está incorreta, pois a afirmativa I está incorreta. 
A alternativa B está correta. 
A alternativa C está incorreta, visto que a afirmativa I está incorreta. 
A alternativa D está incorreta, já que a afirmativa I está incorreta. 
A alternativa E está incorreta, porque além das afirmativas II e III, a afirmativa IV também está correta. 
9. (FCC / TRT - 1ª REGIÃO – 2015) Relativamente aos bens, o Código Civil estabelece que 
a) Constituem-se em bens móveis os materiais provisoriamente separados de um prédio, para nele se 
reempregarem. 
b) Consideram-se imóveis para os efeitos legais os direitos pessoais de caráter patrimonial e respectivas 
ações. 
c) São consumíveis os bens móveis destinados à alienação. 
d) Consideram-se móveis para os efeitos legais o direito à sucessão aberta. 
e) Os bens naturalmente divisíveis não podem se tornar indivisíveis pela vontade das partes, mas 
apenas por força de lei. 
Comentários: 
A alternativa A está incorreta, pois conforme o expresso no art. 81, inciso II do Código Civil, os materiais 
provisoriamente separados de um prédio, para nele se reempregarem, constituem-se em bens imóveis: 
Art. 81. Não perdem o caráter de imóveis: 
II - os materiais provisoriamente separados de um prédio, para nele se reempregarem. 
O Art. 81 dispõe acerca da imobilização de edificações separadas do solo e dos materiais separados de 
um prédio, ressalvando-se o solo em si e os bens imóveis por atribuição legal. Eventualmente os demais 
bens contidos podem ser destacados do solo sem serem destruídos, dando a este bem um caráter móvel 
até que seja novamente aderido em outro lugar, recuperando sua natureza como bem imóvel. 
A alternativa B está incorreta, dado que os direitos pessoais de caráter patrimonial e respectivas ações, 
consideram-se móveis para os efeitos legais, como disposto pelo Art. 83 do código civil: 
Art. 83. Consideram-se móveis para os efeitos legais: 
III - os direitos pessoais de caráter patrimonial e respectivas ações. 
O Art. 83 descreve os bens que não são móveis em sua natureza, seguindo o atributo de mobilidade, mas 
ainda são conferidos com a natureza de bens móveis. No caso do inciso III, temos que todo direito 
pessoal (direito de crédito), tendo caráterpatrimonial, é um bem móvel. Se excluem, portanto, os 
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direitos pessoais que não se relacionam com o caráter patrimonial (guarda de filhos, por exemplo), os 
direitos de personalidade e todos os demais direitos desprovidos de conteúdo econômico. 
A alternativa C está correta, dado que o art. 86 do Código Civil dispõe que são consumíveis os bens 
móveis destinados à alienação: 
Art. 86. São consumíveis os bens móveis cujo uso importa destruição imediata da própria substância, 
sendo também considerados tais os destinados à alienação. 
Deste conceito podemos perceber que existem duas espécies de bens consumíveis: 
Os consumíveis de fato: aqueles que no seu primeiro uso já serão consumidos, ou seja, há a destruição 
imediata da própria substância, como um picolé J, por exemplo; 
Os consumíveis de direito: São aqueles bens destinados à venda (alienação), como os remédios de uma 
farmácia, um livro posto em uma loja, enfim os bens enquanto destinados à alienação. 
A alternativa D está incorreta, pois conforme dispõe o art. 80, inciso II do Código Civil, o direito à 
sucessão aberta é considerado imóvel para os efeitos legais: 
Art. 80. Consideram-se imóveis para os efeitos legais: 
II - o direito à sucessão aberta. 
E a alternativa traz móveis, invertendo os conceitos, ficando assim invalida. 
A alternativa E está incorreta, pois consta a afirmativa de que os bens divisíveis só podem tornar-se 
indivisíveis por força da lei, mas isto é errôneo, porque podem além dessa opção, se tornarem 
indivisíveis por vontade das partes, conforme disposto pelo art. 88 do Código Civil” os bens 
naturalmente divisíveis podem se tornar indivisíveis por determinação da lei ou por vontade das 
partes”. 
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FCC 
Bens Móveis e Imóveis (Art. 79 Ao 84) 
1. (FCC - TRT - 6ª Região (PE) - Analista Judiciário - Oficial de Justiça Avaliador Federal- 2018) 
Em relação aos bens, 
a) os materiais destinados a alguma construção, mesmo que ainda não empregados, já são considerados 
imóveis em razão de sua finalidade. 
b) consideram-se imóveis para os efeitos legais o direito à sucessão aberta. 
c) são consumíveis os bens móveis que podem substituir-se por outros da mesma espécie, qualidade e 
quantidade. 
d) os naturalmente divisíveis conservam sua divisibilidade em qualquer situação, nada obstante a lei ou 
a vontade das partes em sentido contrário. 
e) os negócios jurídicos que dizem respeito ao bem principal como regra abrangem as pertenças, salvo 
disposição da lei ou do contrato em sentido diverso. 
2. (FCC / CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL – 2018) Em relação aos bens, sua 
classificação e espécies, 
a) consideram-se bens móveis, para os efeitos legais, o direito à sucessão aberta. 
b) conservam sua qualidade de bens móveis os materiais destinados a alguma construção, enquanto 
não forem empregados; readquirem essa qualidade de bens móveis os provenientes da demolição de 
algum prédio. 
c) não perdem o caráter de bens móveis as edificações que, separadas do solo, mas conservando sua 
unidade, forem removidas para outro local. 
d) entre outros, consideram-se bens imóveis para efeitos legais os direitos pessoais de caráter 
patrimonial e ações respectivas. 
e) são divisíveis os bens móveis cujo uso importa destruição imediata da própria substância, sendo 
também considerados tais os destinados à alienação. 
3. (FCC / CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL – 2018) Em relação aos bens, sua 
classificação e espécies, 
a) consideram-se bens móveis, para os efeitos legais, o direito à sucessão aberta. 
b) conservam sua qualidade de bens móveis os materiais destinados a alguma construção, enquanto 
não forem empregados; readquirem essa qualidade de bens móveis os provenientes da demolição de 
algum prédio. 
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c) não perdem o caráter de bens móveis as edificações que, separadas do solo, mas conservando sua 
unidade, forem removidas para outro local. 
d) entre outros, consideram-se bens imóveis para efeitos legais os direitos pessoais de caráter 
patrimonial e ações respectivas. 
e) são divisíveis os bens móveis cujo uso importa destruição imediata da própria substância, sendo 
também considerados tais os destinados à alienação. 
4. (FCC / TRT - 15ª REGIÃO – 2018) Em relação aos bens, 
a) consideram-se como benfeitorias mesmo os melhoramentos ou acréscimos sobrevindos ao bem sem 
a intervenção do proprietário, possuidor ou detentor. 
b) os naturalmente divisíveis podem tornar-se indivisíveis somente por vontade das partes. 
c) os negócios jurídicos que dizem respeito ao bem principal como regra abrangem as pertenças, salvo 
as exceções legais. 
d) os materiais destinados a alguma construção, enquanto não forem empregados, conservam sua 
qualidade de móveis; readquirem essa qualidade os provenientes da demolição de algum prédio. 
e) são consumíveis os bens móveis que podem substituir-se por outros da mesma espécie, qualidade e 
quantidade. 
5. (FCC / TRF - 5ª REGIÃO – 2017) Considera-se bem imóvel, para os efeitos legais, 
a) o direito à sucessão aberta. 
b) o automóvel que, por defeito irreparável do motor, é insuscetível de movimento próprio. 
c) a energia que tenha valor econômico. 
d) o direito pessoal de caráter patrimonial. 
e) o direito real sobre objetos móveis. 
6. (FCC / TRT - 14ª REGIÃO – 2016) Nos termos preconizados pelo Código Civil são considerados 
bens imóveis para os efeitos legais, dentre outros, 
a) Os direitos pessoais de caráter patrimonial e respectivas ações. 
b) O direito à sucessão aberta. 
c) Os direitos reais sobre objetos móveis e respectivas ações. 
d) As energias que tenham valor econômico. 
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e) Os materiais provenientes da demolição de algum prédio. 
7. (FCC / TRT - 9ª REGIÃO – 2015) De acordo com o Código Civil, 
a) É considerado imóvel o direito à sucessão aberta. 
b) São considerados imóveis as energias que tenham valor econômico. 
c) São considerados imóveis os direitos pessoais de caráter patrimonial. 
d) São considerados imóveis os direitos reais sobre objetos móveis. 
e) São consideradas imóveis as ações correspondentes a direitos reais sobre objetos móveis ou imóveis. 
8. (FCC / TRE-SE – 2015) No tocante as diferentes classes de bens, considere: 
I. Os direitos pessoais de caráter patrimonial e respectivas ações são considerados bens imóveis 
para os efeitos legais. 
II. As energias que possuam valor econômico são consideradas bens móveis para os efeitos 
legais. 
III. Os títulos de dívida pública e de dívida particular são considerados bens móveis para os 
efeitos legais. 
IV. As árvores e os frutos pendentes não destinados ao corte são considerados bens imóveis por 
acessão natural. 
De acordo com o Código Civil brasileiro, está correto o que se afirma APENAS em 
a) I e III. 
b) II, III e IV 
c) I e IV. 
d) I, II e IV. 
e) II e III. 
9. (FCC / TRT - 1ª REGIÃO – 2015) Relativamente aos bens, o Código Civil estabelece que 
a) Constituem-se em bens móveis os materiais provisoriamente separados de um prédio, para nele se 
reempregarem. 
b) Consideram-se imóveis para os efeitos legais os direitos pessoais de caráter patrimonial e respectivas

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