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Predicação nominal e complementos nominais Apresentação A relação entre classes de palavras e funções sintáticas é uma área de estudo da Morfossintaxe, dedicada à interpretação das relações entre Morfologia e Sintaxe. Analisar, de forma isolada, as classes gramaticais é o campo de estudo da Morfologia. Analisar as relações que essas classes estabelecem com os outros elementos em uma oração se dá no contexto da Sintaxe. Nesta Unidade de Aprendizagem, você vai compreender como determinar a relação entre as classes de palavras e suas funções sintáticas, além de estabelecer a relação entre Morfologia e Sintaxe e analisar a construção do predicado nominal e seus papéis temáticos. Bons estudos. Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados: Identificar a relação entre as classes de palavras e suas funções sintáticas.• Reconhecer a relação entre Morfologia e Sintaxe.• Analisar a construção do predicado nominal e seus papéis temáticos.• Infográfico Complemento nominal ou adjunto adnominal? Qual é a diferença entre eles? Essa é uma das tarefas importantes na análise sintática. A solução é diferenciar cada uma dessas categorias de acordo com a relação estabelecida entre os elementos da oração. Esse exercício pode se tornar simples, a partir do entendimento das conexões entre os elementos. Está o elemento conectado a um adjetivo ou a um advérbio? Está conectado a um substantivo concreto ou abstrato? As respostas norteiam a indicação dos adjuntos e dos complementos. No Infográfico a seguir, aprenda sobre a diferenciação entre complementos e adjuntos e descubra dicas para o reconhecimento de cada um, de acordo com algumas especificações. Por fim, analise os exemplos e habilite-se para a diferenciação entre os elementos. Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar. https://statics-marketplace.plataforma.grupoa.education/sagah/77c14791-17ba-4450-b993-a0083c89295e/8f6055f9-ed24-4d88-a010-4fa8faf88eff.png Conteúdo do Livro Em língua portuguesa, são identificadas dez classes de palavras. Cada uma dessas classes é integrada por elementos distintos, os quais apresentam funções específicas. No entanto, as classes de palavras (classes gramaticais) são definidas de forma isolada, ou seja, são estabelecidas a partir da análise morfológica. Agora, quando aproximadas com outros elementos na oração, passa-se a analisá-las em uma perspectiva sintática; então é possível indicar as respectivas funções sintáticas que elas podem desempenhar com a língua em uso. No capítulo Predicação nominal e complementos nominais, da obra Morfossintaxe, você vai identificar como determinar as relações entre as classes de palavras e suas funções sintáticas. Dessa forma, vai estabelecer as relações entre Morfologia e Sintaxe. Além disso, você vai analisar a construção do predicado nominal e seus papéis temáticos. Boa leitura. MORFOSSINTAXE I Nádia Castro Predicação nominal e complementos nominais Objetivos de aprendizagem Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados: � Identificar a relação entre as classes de palavras e suas funções sintáticas. � Reconhecer a relação entre morfologia e sintaxe. � Analisar a construção do predicado nominal e seus papéis temáticos. Introdução Com a leitura deste capítulo, você vai compreender cada vez mais a morfossintaxe. Você vai conhecer alguns aspectos referentes às classes de palavras, sobretudo no contexto da predicação nominal e dos com- plementos nominais. Os objetivos estão centrados na determinação da relação entre as classes de palavras e suas funções sintáticas; no estabelecimento da relação entre morfologia e sintaxe e também na análise da construção dos elementos que compõem o predicado nominal e seus papéis temáticos na estruturação dos textos em língua portuguesa. Classes de palavras e funções sintáticas As classes de palavras, também denominadas categorias lexicais, são elementos que pertencem ao léxico. Dessa forma, em língua portuguesa, são encontradas dez diferentes classes de palavras. São elas: � Substantivo � Adjetivo � Artigo � Pronome � Numeral � Verbo � Advérbio � Preposição � Conjunção � Interjeição A classe de palavras denominada substantivo, por exemplo, é definida desta forma por sua propriedade semântica de designar seres ou entidades. Pela sua propriedade morfológica, apresenta determinação de flexão de gênero e número e pela propriedade sintática ocupa o núcleo do sujeito e complementos. Portanto, cada uma das categorias lexicais é denominada de acordo com os três critérios: morfológico, semântico e sintático. Nesta análise, vamos nos valer do critério sintático para a caracterização das dez classes gramaticais. Logo, o substantivo é um termo determinado e ocupa o núcleo de uma expressão, ou seja, é sintagma nominal. Os adjetivos, como segunda classe lexical, é composta de termos determinantes, ou seja, é representada por termos que qualificam o substantivo a que fazem referência, portanto, concordam em gênero e número com ele. Substantivo: termo determinado com posição de núcleo (N) de uma expressão (sintagma nominal). Exemplo: A bola (N) caiu. Adjetivo: termo determinante do substantivo a que se refere; termos, estes, que qualificam o substantivo e concordam em gênero e número com N. Exemplo: A pequena (adjetivo feminino singular que determina o substantivo feminino bola) bola caiu. A terceira classe de palavras engloba outros termos determinantes, são eles os artigos. Estes determinam ou indeterminam o substantivo (N) a que se referem. Esta classe de palavras também concorda em gênero e número com o núcleo do sintagma nominal. Em seguida, temos os pronomes, como quarta classe de palavras. Estes itens especificam o substantivo, e nesta situação são determinantes, ou substituem o substantivo, nesta situação passam a ser termos determinados (BECHARA, 2005). Predicação nominal e complementos nominais2 Artigo: termo (in)determinante do substantivo; concorda em gênero e número. Exemplo: A (artigo feminino singular, determina o substantivo feminino bola) bola (N) caiu. Pronome: termo determinante do substantivo a que se refere; termo, este, que qualifica o substantivo e concorda em gênero e número com N. Exemplo: A minha (pronome feminino singular que determina o substantivo fe- minino bola) pequena bola caiu. Pode substituir o substantivo. Exemplo: Ela caiu. Os verbos como classe de palavras, do ponto de vista sintático, são predi- cadores que selecionam e relacionam os termos da oração. Mas, podem ser, também, de ligação, e expressar noções gramaticais de tempo, modo, aspecto número e pessoa. Dessa forma, junto com o nome, compõem a predicação. Após os verbos, temos o advérbio como sétima classe lexical. Como termos determinantes, os advérbios especificam a significação do termo a que se referem (BECHARA, 2005). Verbo: predicadores (selecionam e relacionam os termos da oração) ou de ligação (expressam noções gramaticais). Exemplos: A bola quebrou (verbo predicador) o vidro. A bola é (verbo de ligação) pesada. Advérbio: termo determinante do substantivo a que se refere; este tipo de classe, especifica a significação do termo a que se refere. Exemplo: A bola furou ontem (noção de tempo para o verbo furar). A preposição, como classe de palavras, é identificada pela sua característica sintática de conexão dos elementos da oração, subordinando-os. A conjunção também conecta termos, mas pode subordinar ou coordenar elementos. Já a classe lexical composta pelas interjeições tem função sintática de frase, pois apresenta sentido completo (BECHARA, 2005). 3Predicação nominal e complementos nominais Preposição: conecta e subordina elementos da oração. Exemplo: A bola da Joana furou. (preposição de + artigo a = da, preposição que subordina o elemento bola à Joana) Conjunção: responsável por conectar termos, mas pode subordinarou coor- denar os elementos. Exemplos: Ela perdeu a bola porque foi desatenta. (conjunção subordinativa adver- bial causal; logo, a causa de perder a bola foi a desatenção) Julia gosta de jogar bola, mas também de ler. (conjunção coordenativa: Julia gosta de jogar bola/Julia gosta de ler; logo, conjunção coordenativa aditiva) Interjeição: estes termos apresentam sentido completo, logo, têm função sintática de frase. Exemplo: Puxa! A bola furou! (puxa = interjeição que sintetiza uma frase exclamativa) Conforme você pode identificar, as classes de palavras em língua portu- guesa são representadas por dez grupos específicos. Cada um deles apresenta determinada classificação conforme critérios semânticos, morfológicos e sintáticos. Nesta etapa de leitura, o estudo está concentrado na análise sintática das classes lexicais. Certo? Com relação às funções sintáticas desempenhadas pelas diferentes classes gramaticais temos algumas definições. Os substantivos exercem por excelência a função de sujeito (ou núcleo do sujeito) da oração e, no domínio da cons- tituição do predicado, podem exercer função de objeto direto, complemento relativo, objeto indireto, predicativo, adjunto adnominal e adjunto adverbial. Os adjetivos, como classe de palavras que se relaciona diretamente com os substantivos, podem desempenhar função sintática de adjunto adnominal ou de predicativo. Como predicativo ele é necessário para completar o sentido da oração. Observe: O dia está bonito. (O dia está . Neste caso, o adjetivo funciona como predicativo, completa o sentido da oração e qualifica o substantivo dia.) Predicação nominal e complementos nominais4 O dia belo começava com o raiar no horizonte. (Neste caso, o adjetivo desempenha função sintática de adjunto adnominal, não sendo um termo necessário — O dia começava com o raiar no horizonte — e qualifica o substantivo dia.) Os artigos, como terceira classe de palavras, conforme ordem de apresen- tação neste material, são termos que sintaticamente desempenham função de adjunto adnominal, uma vez que sempre se referem a um substantivo — ou a uma palavra por ele substantivada — e indicam seu gênero e seu número. Exemplo: Ninguém entendeu o porquê dessa fúria. O pronomes, como classe de palavras que reúne termos que especifi- cam e que substituem o substantivo, podem desempenhar diversas funções quando estabelecidas relações sintáticas entre os elementos que compõem as orações. Entre elas, podem desempenhar papel de sujeito. Por exemplo, em uma estrutura como: Eles chegaram cedo. Mas o pronome também pode ser classificado sintaticamente como objeto indireto. Exemplo: Não fale nada para ele. E também como predicativo do sujeito: As culpadas foram elas. Em tempo: os pronomes podem desempenhar função sintática de adjunto adnominal. Exemplo: Muitos viajantes desistiram da viagem por causa do preço do dólar. Com relação aos numerais, é preciso observar, primeiramente, se eles estão substituindo ou acompanhando o substantivo. Nas orações em que o numeral é substantivo, ele pode desempenhar as mesmas funções do substantivo. Logo, pode ser sujeito, objeto direto, complemento relativo, objeto indireto, 5Predicação nominal e complementos nominais predicativo, adjunto adnominal e adjunto adverbial. Nesta primeira situação, temos o seguinte exemplo de numeral substantivo: Um é pouco e três é demais. Agora, o numeral adjetivo, como aquele que acompanha um substantivo, a função sintática possível é de adjunto adnominal. Neste segundo caso, temos o exemplo: Duas pessoas compareceram à aula. Os verbos, como uma extensa classe de palavras, desempenham função sintática de núcleo do predicado verbal. Todas as orações são organizadas em torno de um verbo (ou ausência de um) ou de uma locução verbal e o verbo sempre faz parte do predicado. Logo, os verbos desempenham função sintática de núcleo do predicado verbal. Nos casos dos verbos de ligação eles não desempenham papel de núcleo do predicado. Neste caso, eles ligam dois elementos da oração: o sujeito e o seu predicativo. Advérbio desempenha na oração papel de adjunto adverbial. Estes termos são de natureza nominal ou pronominal e se referem ao verbo, ou ainda, dentro de um grupo nominal unitário, a um adjetivo ou um outro advérbio (nesse caso como intensificador). Exemplo: Maria é muito boa escritora. (o advérbio refere-se ao adjetivo boa) Maria escreve muito bem. (o advérbio refere-se ao advérbio bem) A preposição não desempenha papel sintático nas orações. Elas estabelecem conexão entre elementos (próximo do descrito anteriormente para os verbos de ligação). É por este fato que são classificadas como conectivas ou palavras relacionais. Mas lembre-se de que as preposições são fundamentais para a coesão textual. Além dessas, as conjunções também desempenham papel de elementos de ligação. Nesse caso, a morfossintaxe da língua identifica as conjunções como conectivos. A última classe de palavras, ou seja, a das interjeições, faz o fechamento desta etapa da leitura. Esse grupo lexical abrange as expressões com que os indivíduos traduzem os seus estados emotivos. As interjeições têm existência autônoma e, a rigor, constituem verdadeiras orações. Elas podem assumir papel de unidades interrogativas-exclamativas e também de chamamento, desempenhando, neste caso, papel de vocativo. Predicação nominal e complementos nominais6 Relação entre morfologia e sintaxe Conforme vimos até o momento, a análise desenvolvida para a interpretação das possíveis funções sintáticas das classes de palavras está diretamente rela- cionada com a análise sintática e morfológica dos elementos que compõem a língua portuguesa. Apenas é possível delimitar a função sintática das palavras, a partir da relação que elas estabelecem com os outros termos da oração. À morfologia cabe o estudo da estrutura, da formação e da classificação das palavras. Neste campo de estudo, olhamos para as palavras de forma isolada. É no contexto da morfologia que identificamos as dez classes de palavras, os seus respectivos integrantes e as suas especificidades (ROCHA, 1998). À sintaxe, por sua vez, investiga a disposição das palavras que compõem as frases e as orações. Ou seja, na relação entre os elementos (relações sintáticas) podemos identificar diferentes funções sintáticas para uma mesma classe gramatical. É por este caráter de análise relacional que um substantivo pode desempenhar função de sujeito e em outra situação pode ser classificado sintaticamente como objeto direto. Logo, a relação entre morfologia e sintaxe é denominada morfossintaxe, ou seja, neste contexto, analisamos as palavras e identificamos as classes as quais elas pertencem (substantivo, artigo, adjetivo, pronome, numeral, verbo, advérbio, preposição, conjunção e interjeição), mas, uma vez complementada pela análise sintática, os elementos das classes de palavras podem ser: sujeito, predicado, objeto direto, objeto indireto, predicativo do sujeito, predicativo do objeto, complemento nominal, agente da passiva, adjunto adnominal, adjunto adverbial e aposto. Dessa forma, é na análise simultânea que podemos delimitar as funções sintáticas das classes gramaticais. Morfologicamente, as classes são estáticas, mas sintaticamente se movimentam e um mesmo elemento pode desempenhar diferentes funções. A função sintática que a palavra desempenha é definida pela relação que ela esta- belece com os outros elementos da oração. Podemos definir essa função apenas por meio da análise sintática. É a língua em uso! A classe gramatical da palavra é definida de forma isolada. Ou seja, é a análise morfológica da palavra independentemente da posição dela na oração. É a língua fora do uso! 7Predicação nominal e complementos nominais Predicado nominal Na relação entre sujeito e predicado temos que o primeiro grupo, corretamente identificado, exerce função sintático-semântica chamando-se sujeito, e o se- gundo grupo exercefunção sintático-semântica chamada de predicado. Logo: Sujeito Predicado As mulheres desejam paz. Eu estudo língua portuguesa. Muitas crianças viram os brinquedos. O sol é um astro luminoso. O bom filho reconhece o esforço dos pais. Neste momento, vamos concentrar a nossa análise para conhecer melhor o predicado com seu núcleo e determinantes. A primeira informação que você precisa destacar é a de que o núcleo do predicado é constituído pela classe de palavras denominada verbo. Segundo, o predicado de uma oração pode ser simples ou complexo, conforme o conteúdo léxico do verbo que lhe serve de núcleo (BECHARA, 2005, p. 414). Não detalharemos os predicados complexos, apenas os citamos, pois nosso objetivo é olhar para a construção do predicado nominal e os papéis temáticos que ele pode assumir. Dessa forma, como tipos de argumentos determinantes do predicado complexo temos o complemento direto ou objeto direto, o objeto direto preposicionado, a preposição como posvérbio, o complemento relativo. O complemento objeto indireto, o complemento predicativo, entre alguns outros. Mas é válido diferenciar o predicado verbal do predicado nominal. O que acontece é um esvaziamento do signo léxico representado pelo verbo. O que é superado pela inserção de um nome (substantivo ou adjetivo) e a concordância do predicativo em gênero e número com o sujeito. Assim, tem-se predicado verbal (Paula dança) e predicado nominal (Paula é dançarina). Nos predicados nominais retira-se do verbo o status de verbo, pois a sua missão gramatical se restringiria a ligar o predicativo ao sujeito. Por este fato, denominados copulativos, de ligação ou relacionais. Conclui-se que o predicado nominal é composto de um verbo de ligação e do seu complemento, denominado predicativo (ALMEIDA, 2009, p. 418). Predicação nominal e complementos nominais8 Nesse contexto, a realidade comunicada residiria no nome predicativo e o verbo seria apenas o marcador do tempo, modo e aspecto da oração. As- sim, é possível definir que o predicado do tipo nominal apresenta a seguinte constituição: Predicado nominal: � Tem como núcleo um nome (substantivo ou adjetivo). � Um verbo de ligação e um predicativo do sujeito fazem parte da sua formação. � Tem função de indicar estado ou qualidade dos nomes (dos núcleos). Nos exemplos a seguir, destaca-se o predicado nominal, conforme exigên- cias de constituição. Observe: Ela está feliz. está = verbo de ligação feliz = predicativo do sujeito A natureza é imprevisível. é = verbo de ligação imprevisível = predicativo do sujeito O homem parecia calmo. parecia = verbo de ligação calmo = predicativo do sujeito Nos predicados nominais percebemos, conforme exemplos acima, um núcleo que é sempre um nome, desempenhando a função de predicativo do sujeito. Como intermediário dos dois, temos um verbo de ligação que, conforme o nome enuncia, estabelece a ligação entre o sujeito e o predicado nominal. Agora, é importante destacar a questão do papel temático desempenhado pelo predicado nominal. Parte-se do pressuposto de que o sujeito é o ponto de partida 9Predicação nominal e complementos nominais e o que se diz dele é o predicado. Dessa forma, conforme Câmara Jr. (2001), mesmo sem uma posição extremamente rígida, há colocações mais usuais. Ou seja, o princípio básico é a articulação sujeito-predicado, em que se atribui ao segundo (predicado) a responsabilidade do valor informativo. O sujeito, por esta interpretação, é o tema da informação que está contida no predicado. ALMEIDA, N. M. Gramática metódica da língua portuguesa. 46. ed. São Paulo: Saraiva, 2009. BECHARA, E. Moderna gramática portuguesa. 37. ed. Rio de Janeiro: Lucerna, 2005. CAMARA JR., J. M. Estrutura da língua portuguesa. 34. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2001. ROCHA, L. C. A. Estruturas morfológicas do português. Belo Horizonte: UFMG, 1998. Leituras recomendadas BECHARA, E. Gramática escolar da língua portuguesa. 2. ed. Rio de Janeiro: Nova Fron- teira, 2010. CEGALLA, D. P. Novíssima gramática da língua portuguesa. 47. ed. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 2008. MIOTO, C.; SILVA, M. C. F.; LOPES, R. E. V. Novo manual de sintaxe. Florianópolis: Insular, 2005. Predicação nominal e complementos nominais10 Conteúdo: Dica do Professor Em língua portuguesa, existem dez classes gramaticais diferenciadas. Conforme o critério de análise, elas são definidas de forma específica. Os critérios que definem as classes gramaticais estão relacionados com a análise isolada ou relacional dos elementos, seja na presença apenas da palavra ou na relação que ela estabelece com as outras no contexto da oração. Dessa forma, os critérios de análise são semânticos, morfológicos ou sintáticos. Cada um deles delimita especificações para as palavras da língua portuguesa, incluindo as posições possíveis e o caráter variável ou não. Portanto, para conhecer as especificidades de algumas das classes gramaticais da língua portuguesa, assista à Dica do Professor e descubra as definições morfológicas, semânticas e sintáticas de algumas delas. Contudo, não limite o seu estudo. Amplie o seu saber e busque reconhecer as especificidades de todas as classes gramaticais. Confira. Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar. https://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/cee29914fad5b594d8f5918df1e801fd/f7b585d05c2ea28c47506625c9b5f65b Exercícios 1) Assinale a alternativa que indica a classe de palavras que se caracteriza por significar, em primeiro lugar, substâncias e, em segundo lugar, quaisquer outros objetos mentalmente apreendidos como substâncias, quais sejam: qualidades, estados ou processos. A) Adjetivos. B) Substantivos. C) Preposições. D) Advérbios. E) Conjunções. 2) Sobre classes de palavras e funções sintáticas, assinale a alternativa que indica a classe de palavras que podem desempenhar função sintática de adjunto adnominal ou de predicativo apenas. A) Adjetivos. B) Advérbios. C) Substantivos. D) Interjeições. E) Preposições. 3) Com relação às classes de palavras da língua portuguesa, assinale a alternativa que apresenta a classe das palavras que se caracterizam por não desempenhar papel sintático nas orações. A) Advérbios. B) Interjeições. C) Adjetivos. D) Preposições. E) Substantivos. 4) Sobre as classes gramaticais, assinale a alternativa correta. A) A classe gramatical é estabelecida pela relação que estabelece com os outros elementos da oração. Essa função pode ser definida por meio da análise morfológica. B) A classe da palavra é estabelecida de forma isolada. Essa função pode ser definida por meio da análise semântica da palavra e depende de sua posição na oração. C) A classe gramatical é estabelecida pela relação que estabelece com os outros elementos da oração. Essa função pode ser definida por meio da análise sintática. D) A classe gramatical é estabelecida de forma isolada com relação aos outros elementos da oração. Essa função pode ser definida por meio da análise semântica. E) A classe gramatical da palavra é estabelecida de forma isolada. Essa função pode ser definida por meio da análise morfológica da palavra, independentemente de sua posição na oração. 5) Com relação ao predicado nominal, assinale a alternativa que descreve a sua constituição. A) Tem como núcleo um nome. Um verbo de ligação e um predicativo do sujeito fazem parte da sua formação, com a função de indicar estado ou qualidade dos nomes. B) Tem como núcleo um advérbio. Um verbo de ligação e um predicativo do sujeito fazem parte da sua formação, com a função de indicar estado ou qualidade dos nomes. C) Tem como núcleo um nome. Um verbo transitivo e um predicativo do sujeito fazem parte da sua formação, com a função de indicar estado ou qualidade dos nomes. D) Tem como núcleo um nome. Um verbo de ligação e um predicativo do objeto fazem parte da sua formação, com a função de indicar estado ou qualidade dos nomes. E) Temcomo núcleo um verbo. Um verbo de ligação e um predicativo do sujeito fazem parte da sua formação, com a função de indicar estado ou qualidade dos nomes. Na prática A diferenciação entre adjuntos adnominais e complementos nominais é uma tarefa complexa. Como estudioso da língua portuguesa, você precisa estar habilitado para reconhecer cada um desses elementos sintáticos de forma assertiva. Para classificar cada um deles de forma correta, é necessário conhecer as especificidades de cada um. Um é termo acessório, enquanto o outro é integrante; um deles completa o sentido do substantivo abstrato, de um adjetivo ou de um advérbio, enquanto o outro acompanha e indica uma característica a um substantivo, que pode ser concreto ou abstrato. Ou seja, há especificidades para cada um deles e o reconhecimento dessas características facilita a diferenciação entre adjunto e complemento nominal. Na prática, essa tarefa é um desafio em sala de aula. Veja, a seguir, como um professor desenvolveu esse conteúdo com os seus alunos. Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar. https://statics-marketplace.plataforma.grupoa.education/sagah/c9034415-2cb0-4f8b-a4a6-e9d08117f201/6b31a542-d483-45ce-98cb-99ea30e6b8be.png Saiba mais Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do professor: Termos integrantes da oração: complementos verbais Neste vídeo, do canal Brasil Escola, você poderá compreender um pouco mais sobre os termos integrantes das orações em língua portuguesa. Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar. Substantivo Neste vídeo, você vai aprender um pouco mais sobre os substantivos, classe gramatical que abrange uma grande diversidade de vocábulos na língua portuguesa. Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar. Adjunto adnominal, adjunto adverbial e aposto: termos acessórios? Adjuntos, complementos e apostos: você sabe identificar suas características? Este artigo traz considerações importantes para diferenciar cada um desses elementos sintáticos. Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar. https://www.youtube.com/embed/QFBwIsUcxb8 https://www.youtube.com/embed/nwteBZCKxyo http://www.filologia.org.br/cluerj-sg/anais/ii/completos/comunicacoes/milenatorresaguiar.pdf