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Sistema Financeiro Nacional 
Núcleo de Educação a Distância 
www.unigranrio.com.br
Rua Prof. José de Souza Herdy, 1.160 
25 de Agosto – Duque de Caxias - RJ
Reitor
Arody Cordeiro Herdy
Pró-Reitor de Administração Acadêmica
Carlos de Oliveira Varella
Pró-Reitor de Pesquisa e Pós-Graduação
Emilio Antonio Francischetti
Produção: Fábrica de Soluções Unigranrio Desenvolvimento do material: Dayse de Lima Passos
Copyright © 2018, Unigranrio
Nenhuma parte deste material poderá ser reproduzida, transmitida e gravada, por qualquer meio eletrônico, 
mecânico, por fotocópia e outros, sem a prévia autorização, por escrito, da Unigranrio.
Pró-Reitora de Ensino de Graduação
Hulda Cordeiro Herdy Ramim
Pró-Reitora de Pós-Graduação Lato Sensu e Extensão
Nara Pires
Sumário
Sistema Financeiro Nacional 
Objetivo ........................................................................................... 04
Introdução ........................................................................................ 05
1. Definição do Sistema Financeiro Nacional (SFN) ...................... 06
2. Conselho Monetário Nacional (CMN) ...................................... 10
3. Banco Central do Brasil (BCB); Banco do Brasil (BB), 
 Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), 
 Caixa Econômica Federal (CEF) ............................................. 13
Síntese ............................................................................................ 24
Referências ....................................................................................... 25
Objetivo
Ao final desta unidade de aprendizagem, você será capaz de:
Identificar os principais órgãos e funções do Sistema Financeiro 
Nacional. 
4 Contabilidade das Instituições Financeiras
Introdução
Nesta unidade de aprendizagem, você aprenderá como funciona o 
Sistema Financeiro Nacional (SFN) e entenderá como se realiza a intermediação 
do crédito dos agentes superavitários, com os agentes deficitários.
Compreenderá, ainda, como está dividido o Sistema Financeiro 
Nacional e sua composição. Verá detalhadamente como alguns órgãos auxiliam 
o bom andamento do SFN, suas funções, características e responsabilidades, 
a exemplo do Conselho Monetário Nacional, Banco Central do Brasil, 
Comissão de Valores Mobiliários, Comitê de Política Monetária do Banco 
Central, Conselho de Recursos do Sistema Financeiro Nacional etc.
5Contabilidade das Instituições Financeiras
1. Definição do Sistema Financeiro Nacional (SFN)
Até 1964, os órgãos de aconselhamento e gestão da nossa política 
monetária, crédito e finanças públicas, concentravam-se no então Ministério 
da Fazenda, na Superintendência da Fazenda, na Superintendência da Moeda 
e do Crédito (SUMOC) e, também, no Banco do Brasil. Porém, essa 
estrutura não correspondia mais aos crescentes encargos e responsabilidades 
na condução da política econômica. Instituiu-se, então, o Sistema Financeiro 
Nacional (SFN), que, por meio da Lei 4.595/64 (Lei da Reforma Bancária), 
criou o Conselho Monetário Nacional (CMN) e o Banco Central do Brasil 
(BCB ou BACEN), bem como as normas e rotinas sob as quais as entidades 
financeiras deveriam subordinar-se.
Na Lei 4.595/64, a definição de instituições financeiras está no artigo 17: 
Consideram-se instituições financeiras, para efeitos da legislação 
em vigor, as pessoas jurídicas públicas e privadas, que tenham 
como atividade principal ou acessória a coleta, intermediação ou 
a aplicação de recursos financeiros próprios ou de terceiros, em 
moeda nacional ou estrangeira, e a custódia de valor de propriedade 
de terceiros.
A intermediação financeira das instituições financeiras envolve a 
utilização de recursos de terceiros, das pessoas físicas (indivíduos) ou jurídicas 
(empresas) que têm recursos sobrando, considerados agentes superavitários. 
Dessa forma, procuram as instituições financeiras para fazer algum tipo de 
investimento (aplicação), por determinado período de tempo, permitindo, 
assim, que as instituições financeiras utilizem esses recursos (terceiros) que 
não serão sacados, pelo menos por um tempo, para oferecer operações de 
financiamentos, empréstimos, arrendamentos mercantis, entre outros, para 
os agentes deficitários.
Os agentes deficitários são as pessoas físicas e jurídicas que estão 
precisando de dinheiro por motivos como consumo, pagamento de dívidas, 
aplicação em determinados setores comerciais (agricultura, comércio, 
indústria, siderurgia etc.). Nessas transações, as instituições financeiras pagam 
juros para os agentes superavitários (juros menores) e recebem juros dos 
6 Contabilidade das Instituições Financeiras
agentes deficitários (juros maiores), com a finalidade de obter lucro, sempre. 
As instituições financeiras também trabalham com recursos próprios, mas a 
maior parte do capital utilizado é de terceiros.
Por meio dos intermediários financeiros (instituições financeiras), os 
tomadores têm acesso aos recursos de que necessitam para viabilizar seus 
projetos ou atividades; de outro lado, os poupadores obtêm uma forma de 
guardar e/ou aplicar seus recursos com segurança, conforme representado 
na Figura 1.
Intermediários 
Financeiros
Saques Prestações
Principal + Remuneração (se houver) Principal + Juros
Poupadores Tomadores
Captação Operações de Crédito 
Figura 1: Intermediação do crédito. Fonte: Newlands Junior (2015). 
Caracteriza-se superávit quando os recursos financeiros arrecadados superam os desembolsos 
(receitas menos despesas, igual a lucro ou sobra: gastou menos do que tinha disponível). 
O déficit ocorre quando o desembolso é maior do que a arrecadação (receitas menos 
despesas, igual a prejuízo ou falta: gastou mais do que tinha disponível).
Esse conceito é aplicável, com as devidas adaptações, tanto para pessoas físicas e jurídicas 
quanto para o Estado.
A estrutura do SFN no Brasil é decorrente de um conjunto de 
instrumentos legais e inspirada no modelo de especialização de instituições 
existentes nos Estados Unidos, sendo cada segmento identificado de acordo 
com o objetivo principal das destinações dos recursos captados, conforme 
afirmam Niyama e Gomes (2012):
Importante
7Contabilidade das Instituições Financeiras
 ▪ Crédito de curto e curtíssimo prazos: Bancos Comerciais, Caixa 
Econômica Federal, Cooperativas de Crédito e Bancos Múltiplos 
com carteira comercial;
 ▪ Crédito de médio e longo prazos: Bancos de Investimento, Bancos 
de Desenvolvimento, Caixa Econômica Federal e Bancos Múltiplos 
com carteira de investimento ou desenvolvimento;
 ▪ Crédito ao consumidor: Sociedades de Crédito, Financiamento e 
Investimento (“Financeiras”) e Bancos Múltiplos com carteira de 
crédito, financiamento e investimento;
 ▪ Crédito habitacional: Caixa Econômica Federal, Associações de 
Poupança e Empréstimo, Companhias Hipotecárias, Sociedades 
de Crédito Imobiliário e Bancos Múltiplos com carteira de 
crédito imobiliário;
 ▪ Intermediação de títulos e valores mobiliários: Sociedades 
Corretoras e Distribuidoras de Títulos e Valores Mobiliários, 
Bancos de Investimentos e Bancos Múltiplos com carteira 
de investimento;
 ▪ Arrendamento mercantil: Sociedades de Arrendamento Mercantil 
e Bancos Múltiplos com carteira de arrendamento mercantil.
Existem outras instituições financeiras que são específicas para seus 
devidos segmentos, como:
 ▪ Seguradoras;
 ▪ Companhias de capitalização;
 ▪ Entidades fechadas e abertas de previdência privada;
 ▪ Empresas de factoring;
 ▪ Consórcios;
 ▪ Agências de fomento e de desenvolvimento;
 ▪ Sociedades de crédito ao microempreendedor;
 ▪ Bancos de câmbio etc.
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O Sistema Financeiro Nacional é composto por um conjunto de 
instituições financeiras e regras que têm como função manter o fluxo, de forma 
coesa e segura, de recursos necessários ao giro da economia, que envolvem 
os poupadores (agentes superavitários)e os tomadores (agentes deficitários), 
constituindo, assim, o mercado financeiro.
O SFN é composto por órgãos normativos, que podem ser reguladores 
ou fiscalizadores|supervisores, órgãos operacionais e órgãos recursais.
Estão entre os órgãos normativos:
 ▪ Conselho Monetário Nacional (CMN) – regulador;
 ▪ Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP) – regulador;
 ▪ Conselho Nacional de Previdência Complementar (CNPC) – 
regulador;
 ▪ Banco Central do Brasil (BCB ou BACEN) – supervisor;
 ▪ Comissão de Valores Mobiliários (CVM) – supervisor;
 ▪ Superintendência de Seguros Privados (SUSEP) – supervisor;
 ▪ Superintendência Nacional de Previdência Complementar 
(PREVIC) – supervisor;
 ▪ Comitê de Política Monetária do Banco Central (COPOM) – 
supervisor.
Esses órgãos têm função de 
regular e fiscalizar as instituições 
financeiras. Posteriormente, com 
mais detalhes, veremos como alguns 
desses órgãos funcionam. Os órgãos 
normativos relacionados a seguros 
serão abordados em outra unidade 
curricular específica para este assunto.
Em se tratando dos órgãos operacionais, incluem-se todas as 
instituições financeiras bancárias ou monetárias: Bancos Comerciais e 
Cooperativas de Crédito. Assim como as instituições financeiras não bancárias 
Para conhecer como 
funciona o Sistema 
Financeiro Nacional, assista 
ao vídeo indicado. 
Assista agora
Saiba Mais
9Contabilidade das Instituições Financeiras
https://www.youtube.com/watch?v=tOQjRR8vihQ
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ou não monetárias: Bancos de Investimento, Bancos de Desenvolvimento, 
Sociedades de Arrendamento Mercantil, Sociedades de Crédito, Financiamento 
e Investimento (financeiras), Sociedades de Crédito Imobiliário (SCI), 
Associações de Poupança e Empréstimo etc.
Os órgãos recursais são os responsáveis pelo julgamento de recursos 
administrativos, equivalente ao Poder Judiciário. São eles:
 ▪ Conselho de Recursos do Sistema Financeiro Nacional (CRSFN);
 ▪ Conselho de Recursos do Sistema Financeiro Nacional de Seguros 
Privados (CRSNSP); 
 ▪ Câmara de Recursos da Previdência Complementar (CRPC).
2. Conselho Monetário Nacional (CMN)
O Conselho Monetário Nacional é o “chefe” do Sistema 
Financeiro Nacional (órgão supremo), trabalhando sempre em 
conjunto com o Banco Central do Brasil. Tem a responsabilidade de 
formular a política da moeda e do crédito, objetivando a estabilidade 
da moeda e o desenvolvimento econômico e social do País (BCB, 2018). 
É um órgão com funções exclusivamente deliberativas, responsável 
por editar/reformular a política da moeda e do crédito.
O Conselho Monetário Nacional é composto, atualmente, pelos 
seguintes membros:
 ▪ Ministro da Fazenda (Presidente do Conselho);
 ▪ Ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão;
 ▪ Presidente do Banco Central do Brasil.
Os membros do CMN reúnem-se uma vez por mês para deliberar 
sobre assuntos relacionados com as devidas competências do CMN. Em 
casos extraordinários, pode ocorrer mais de uma reunião por mês. As 
matérias aprovadas são regulamentadas por meio de Resoluções, normativo 
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de caráter público, sempre divulgado no Diário Oficial da União e na 
página de normativos do Banco Central do Brasil. Em todas as reuniões são 
lavradas atas, cujo extrato é publicado no Diário Oficial da União (DOU) 
(BCB, 2018).
Junto ao CMN, além do BCB, funciona a Comissão Técnica da Moeda 
e do Crédito (Comoc), como órgão de assessoramento técnico na formulação 
da política da moeda e do crédito do país. Ela funciona como uma assessoria 
do CMN para as questões legais, mas, além da Comoc, a legislação prevê o 
funcionamento de mais sete comissões consultivas.
O Banco Central do Brasil é a Secretaria-Executiva do CMN e 
da Comoc. Compete ao Banco Central organizar e assessorar as sessões 
deliberativas (preparar, assessorar e dar suporte durante as reuniões, elaborar 
as atas e manter seu arquivo histórico). Além disso, o BCB auxilia, em ações 
complementares, o CMN, por exemplo: o CMN regula os critérios sobre o 
recolhimento de depósitos compulsórios, mas quem recolhe efetivamente em 
seus cofres é o Banco Central do Brasil. Também o Conselho Monetário é o 
responsável por zelar pela liquidez e solvência das instituições financeiras, mas 
quem atua na fiscalização direta é o BCB.
Está previsto o funcionamento, também junto ao CMN, de comissões 
consultivas de Normas e Organização do Sistema Financeiro, de Mercado de 
Valores Mobiliários e de Futuros, de Crédito Rural, de Crédito Industrial, 
de Crédito Habitacional e para Saneamento e Infraestrutura Urbana, de 
Endividamento Público e de Política Monetária e Cambial.
O CMN e a Comoc têm a seguinte composição, conforme os Quadros 
1 e 2, a seguir.
Ministro da Fazenda 
Ministro do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão
Presidente do Banco Central do Brasil 
Quadro 1: Composição do CMN. Fonte: Adaptado do BCB (2018).
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Presidente do Banco Central do Brasil 
Presidente da Comissão de Valores Mobiliários 
Secretário-Executivo do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão
Secretária-Executiva do Ministério da Fazenda
Secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda 
Secretário do Tesouro Nacional do Ministério da Fazenda 
Diretores do Banco Central do Brasil 
Quadro 2: Composição da Comoc. Fonte: Adaptado do BCB (2018).
O Conselho Monetário Nacional tem uma série de atribuições 
previstas na Lei 4.595/1964 e várias destas responsabilidades dizem respeito 
ao papel que assumiu como conselho de política econômica; outras tantas 
dizem respeito diretamente à sua função de órgão normativo superior do 
Sistema Financeiro Nacional.
O Conselho Monetário Nacional é o órgão deliberativo máximo do 
Sistema Financeiro Nacional e, dentre as suas principais atribuições, que 
estão prescritas nos artigos 3º e 4º da Lei 4.595, de 31 de março de 1964, 
destacam-se as seguintes:
 ▪ Zelar pela liquidez e solvência das instituições financeiras;
 ▪ Regular as condições de constituição, funcionamento e fiscalização 
das instituições financeiras;
 ▪ Adaptar os volumes dos meios de pagamentos às reais necessidades 
da economia nacional e seu processo de desenvolvimento;
 ▪ Regular o valor interno e externo da moeda e o equilíbrio da 
balança de pagamentos do país,
 ▪ Orientar a aplicação dos recursos das instituições financeiras;
 ▪ Propiciar o aperfeiçoamento das instituições e dos instrumentos 
financeiros;
 ▪ Expedir normas gerais de contabilidade a serem observadas pelas 
instituições financeiras;
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 ▪ Determinar recolhimento de compulsórios sobre depósitos à vista,
 ▪ Fixar as diretrizes gerais das políticas monetária, cambial e creditícia 
(todas as modalidades e formas);
 ▪ Disciplinar os instrumentos de política monetária e cambial (as 
atividades das bolsas de valores e dos corretores de fundos públicos) 
e outras mais.
3. Banco Central do Brasil (BCB); Banco do Brasil (BB), 
Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico 
e Social (BNDES), Caixa Econômica Federal (CEF)
Neste tópico, veremos as características e funcionalidades de alguns 
órgãos que compõem o Sistema Financeiro Nacional.
Iniciando pelo Banco Central do Brasil (BCB ou mais conhecido como 
BACEN), no nosso e em todos os países do mundo, o BACEN, tem a mesma 
função clássica, que é a de fiscalizar as operações financeiras como um todo: 
fiscalizar as instituições, controlar a oferta da moeda e do crédito e também de 
executor das políticasmonetária e cambial do país. Assim, ele é o responsável por 
cumprir as disposições e normas emanadas pelo Conselho Monetário Nacional.
O Banco Central do Brasil é o banco dos bancos. Ele é o órgão executivo central do Sistema 
Financeiro Nacional, responsável pela fiscalização e cumprimento das disposições que 
regulam o funcionamento do sistema, de acordo com as normas expedidas pelo Conselho 
Monetário Nacional. 
Sendo de sua competência privativa as funções de:
 ▪ Fiscalizar as operações bancárias, como um todo;
 ▪ Controlar os meios de pagamentos por meio da emissão de moeda 
(emitir e distribuir papel moeda e moeda metálica);
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 ▪ Realizar operações de empréstimos a instituições financeiras 
bancárias;
 ▪ Recolhimento de depósitos compulsórios;
 ▪ Controle do capital estrangeiro (formatar, executar e acompanhar as 
relações financeiras com o exterior) e da política cambial (formatar, 
executar e acompanhar);
 ▪ Regular a execução da compensação de cheques;
 ▪ Comprar e vender títulos públicos federais;
 ▪ Exercer o controle de crédito (executar e acompanhar a política 
creditícia);
 ▪ Conceder autorização para constituição e funcionamento de 
instituições financeiras, entre outras.
Quem controla e autoriza a emissão de moeda é o BACEN, e quem produz o dinheiro é a 
Casa da Moeda do Brasil (CMB). 
A Casa da Moeda é a única instituição autorizada pelo BACEN a emitir papel-moeda e moeda 
metálica, aqui no Brasil. Ela também é responsável por emitir passaportes, carteiras de 
trabalho, entre outros documentos. Trata-se de uma empresa pública, vinculada ao Ministério 
da Fazenda, que foi fundada em 1694, por D. Pedro II. 
Muitas dessas funções nada mais são do que meios de executar uma 
função primordial: manter o poder de compra da moeda, ou seja, manter a 
inflação dentro de patamares definidos pelo CMN. A este desenho se dá o 
nome de metas inflacionárias. O Banco Central tem a missão de manter a 
inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) 
em níveis predefinidos e utiliza, assim, diversas ferramentas específicas, com 
essa finalidade. (GALLAGHER et al., 2018)
A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) é um órgão normativo 
e de fiscalização do mercado de títulos de renda variável não emitidos pelo 
sistema financeiro, formado por ações e títulos mobiliários. A CVM foi criada 
pela Lei 6.385/1976, que lhe conferiu poderes para disciplinar e normatizar 
Importante
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o mercado de capitais, tendo como principal 
objetivo o seu fortalecimento. Com a criação 
dessa autarquia, pretendia-se proteger o pequeno 
investidor de fraudes e de práticas irregulares na 
negociação de valores mobiliários; assim, a CVM 
zela pela lisura e pela transparência das operações 
feitas com títulos e valores mobiliários.
É importante destacar que os valores mobiliários são formados por: (a) ações, debêntures 
e bônus de subscrição; (b) cupons, direitos, recibos de subscrição e certificados de 
desdobramento relativos aos valores mobiliários; (c) certificados de depósitos de valores 
mobiliários; (d) cédulas de debêntures; (e) cotas de fundos de investimento em geral ou 
de clubes de investimentos em quaisquer ativos; (f) notas comerciais (commercial papers); 
(g) contratos futuros, de opções e outros derivativos cujos ativos subjacentes sejam valores 
mobiliários; (h) títulos ou contratos de investimento coletivo, ofertados publicamente. 
Destaca-se que não são considerados valores mobiliários os títulos da dívida pública federal, 
estadual ou municipal e os títulos cambiais de responsabilidade de instituição financeira, 
exceto as debêntures. (BRUNI, 2013, p.16)
Ainda que complexas, as funções da CVM podem ser resumidas em:
 ▪ Assegurar o funcionamento eficiente e regular dos mercados de 
Bolsa e de balcão;
 ▪ Proteger os acionistas ou debenturistas das irregularidades de 
controladores das companhias abertas;
 ▪ Evitar ou coibir fraude de manipulação de preço de valores 
mobiliários;
 ▪ Assegurar o acesso do público a informações sobre valores 
mobiliários emitidos;
 ▪ Estimular a formação de poupança e sua aplicação em valores 
mobiliários;
 ▪ Promover e expandir o mercado acionário.
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Lisura: fig. integridade de 
caráter; honestidade nas 
ações; retidão.
Glossário
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As empresas, para emitir ações, debêntures, bônus de subscrição ou 
qualquer outro valor mobiliário, via distribuição pública, devem se registrar 
previamente na CVM e enviar periodicamente uma série de dados, de forma a 
fornecer ao investidor um grau adequado de informação sobre o investimento 
que está sendo disponibilizado.
Observando a Figura 2, você entenderá como funciona o mercado 
financeiro.
Fiscalizado e 
regulado pelo BACEN
Fiscalizado e 
regulado pela CVM
Mercado Financeiro
Mercado Monetário Mercado de Crédito Mercado de Câmbio Mercado de Capitais
Figura 2: Configuração do Mercado Financeiro. Fonte: Gallagher et al. (2018).
Esse é o entendimento fundamental acerca dos mercados existentes:
 ▪ Mercado Monetário – são negociados os instrumentos financeiros 
que afetam de alguma forma a moeda. Lembrando que o termo 
“monetário” vem da palavra “moeda”. Logo, estamos diante de 
produtos como títulos públicos, Certificado de Depósito Bancário 
(CDB), Recibo de Depósito Bancário (RDB) e outros.
 ▪ Mercado de Crédito – aqui ocorrem os empréstimos e 
financiamentos oferecidos por intermediários financeiros, como 
por exemplo os bancos.
 ▪ Mercado de Câmbio – local de trocas de moedas, como de real 
para dólar ou euro.
 ▪ Mercado de Capitais – neste mercado as empresas buscam capital 
para investimento no médio e longo prazos, por meio da emissão 
de títulos como ações e debêntures, entre outros.
16 Contabilidade das Instituições Financeiras
A respeito do Comitê de Política Monetária do Banco Central 
(COPOM), foi instituído em 20 de junho de 1996, com objetivo de estabelecer 
as diretrizes da política monetária e de fixar a taxa de juros. A criação do 
COPOM buscou proporcionar maior transparência ao processo decisório 
referente à política monetária, a exemplo do que já era adotado nos Estados 
Unidos e na Alemanha. Atualmente, uma gama de autoridades monetárias 
em todo o mundo adota prática semelhante.
O COPOM é composto por presidente e diretores do BACEN e se 
reúne, ordinariamente, oito vezes por ano, e, extraordinariamente, sempre 
que necessário, por convocação de seu presidente. Essa reunião ocorre em 
dois dias, sendo o primeiro para análise e o segundo, para tomar a decisão.
Formalmente, os objetivos do COPOM são:
 ▪ Implementar a política monetária;
 ▪ Definir a meta da Taxa SELIC (Sistema Especial de Liquidação e 
Custódia); e
 ▪ Analisar o Relatório da Inflação.
Esta taxa anunciada pelo COPOM é denominada Taxa SELIC 
Meta ou Taxa SELIC Alvo. A Taxa SELIC é a taxa básica da economia, 
que remunera os títulos públicos e baliza todas as outras taxas, bem 
como os valores da devolução do imposto de renda (Taxa SELIC 
Diária). A meta SELIC afeta diretamente a forma como a poupança 
remunera mensalmente.
Nas reuniões do COPOM, a meta SELIC pode permanecer a mesma, 
crescer ou diminuir de acordo com o cenário analisado. A taxa definida em 
reunião valerá até a próxima reunião, onde serão tomadas novas decisões. 
As decisões emanadas do COPOM são divulgadas por meio de Comunicado 
assinado pelo Diretor de Política Monetária, comunicado divulgado na data 
da segunda sessão da reunião ordinária (segundo dia), apósas 18h.
A Taxa SELIC Diária não coincide com a Taxa SELIC Meta. Isso ocorre porque há diferenças 
entre a meta estabelecida na reunião do COPOM e o que ocorre no dia a dia do mercado 
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nas negociações de títulos públicos. De acordo com a oferta e a demanda dos títulos, os 
preços variam e, consequentemente, a remuneração dos títulos também, afetando, assim, 
sua média (Taxa SELIC Diária). Ambos os valores são referenciados em valores anuais. 
(GALLAGHER et. al., 2018, p.37)
Conheça melhor o COPOM, suas atribuições, agendas de reuniões, 
histórico das taxas de juros e consulte a última ata, para entender 
como o comitê avalia o relatório da inflação e determina a Meta SELIC. 
O Conselho de Recursos do Sistema Financeiro Nacional (CRSFN) 
é um órgão colegiado, de segundo grau, integrante da estrutura do Ministério 
da Fazenda, criado pelo Decreto 91.152/1985, com as competências ampliadas 
pela Lei 9.069, de 1995. Sua principal atribuição é julgar em segunda e 
última instância administrativa os recursos interpostos das decisões relativas 
às penalidades administrativas aplicadas pelo Banco Central do Brasil, pela 
Comissão de Valores Mobiliários pela Secretaria de Comércio Exterior (órgão 
do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio) e pelo Conselho 
de Controle das Atividades Financeiras (COAF), nas infrações previstas em 
diversos dispositivos da Lei 4.595/1964, em diversos outros dispositivos legais 
correlatos, na Lei 9.613/1998 (Lei da Lavagem de Dinheiro) e na legislação 
cambial, de capitais estrangeiros, de crédito rural e industrial.
Os principais motivos para a criação do CRSFN foram:
1. Sobrecarga de tarefas do CMN; e
2. Necessidade de representantes de entidades de classe participarem 
do processo de recurso.
O CRSFN é atualmente constituído por 16 conselheiros, sendo oito 
membros (quatro titulares e respectivos suplentes) indicados pelo governo 
e oito (quatro titulares e respectivos suplentes) indicados por entidades 
representativas do setor privado.
Saiba Mais
Leia mais
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http://www.bcb.gov.br/pt-br#!/n/COPOM
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Atualmente, as quatro classes de entidades que compõem o CRSFN, 
cada uma com um representante, são:
1. Abrasca – Associação Brasileira das Companhias Abertas;
2. Anbima – Associação Brasileira das Entidades dos Mercados 
Financeiro e de Capitais;
3. Ancord – Associação Nacional das Corretoras e Distribuidoras de 
Títulos e Valores Mobiliários, Câmbio e Mercadorias;
4. Febraban – Federação Brasileira das Associações de Bancos.
Algumas instituições são consideradas de apoio ao Sistema Financeiro 
Nacional, tendo atribuições especiais (agentes especiais), como o Banco do 
Brasil, Banco de Desenvolvimento Econômico e Social e a Caixa Econômica 
Federal, por estarem ligadas diretamente ao governo.
O Banco do Brasil (BB) é uma sociedade anônima de capital misto, 
cujo controle acionário é exercido pela União e é o principal executor dos 
serviços bancários de interesse do governo federal. 
Sobre a história do Banco do Brasil, é a instituição financeira mais 
antiga do país e passou por três fases marcantes. Tiveram início, no ano de 
1808, as atividades do primeiro Banco do Brasil, que durou até 1829. Nesse 
mesmo século, entre as décadas de 30 e 40, fundou-se um segundo Banco do 
Brasil, tendo encerradas as atividades em virtude das dificuldades financeiras 
já existentes naquela época. O terceiro e definitivo Banco do Brasil, surgiu 
em 1851, criado por Visconde de Mauá, financista que muito contribuiu para 
a credibilidade de nossa moeda. Em 1854, o banco fundiu-se ao próspero 
Banco Comercial do Rio de Janeiro, criado em 1828. Dessa fusão, resultou 
um banco que se firmou no mercado e se mantém até os dias atuais.
Nessa parceria com o governo, o Banco do Brasil é responsável por:
 ▪ Receber créditos do tesouro nacional, oriundos de tributos e 
rendas federais;
 ▪ Realizar pagamentos do orçamento geral da união;
 ▪ Executar os serviços de compensação de cheques e outros papéis;
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 ▪ Executar a política de importação e exportação do país (adquirindo 
ou financiando os bens de exportação e ser o agente pagador e 
recebedor no exterior);
 ▪ Executar a política dos preços mínimos de produtos 
agropecuários etc.
De atividade muito importante, o Banco de Desenvolvimento 
Econômico e Social (BNDES) é o responsável pela execução da política de 
investimentos na área econômica e social do país. Sua atuação está voltada 
aos financiamentos de longo prazo nos setores de: transportes, mineração, 
siderurgia e outros indispensáveis ao desenvolvimento e ao bem-estar social.
O BNDES é, atualmente, uma empresa pública federal (100% das 
ações pertencem à União) vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, 
Indústria e Comércio Exterior, mas já foi, na sua criação, uma autarquia 
federal. Foi criado em 20 de junho de 1952 pela Lei Federal 1.628, como 
o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDE), depois, em 
1982, passou a se chamar Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico 
e Social (BNDES), pela integração das preocupações sociais à política de 
desenvolvimento.
Observe, na Figura 3, a origem das fontes de recursos para 
financiamentos concedidos pelo BNDES.
57%27%
4%
5%
7%
Tesouro Nacional
FAT/PIS=PASEP
Patrimônio Líquido
Captações Externas
Outras 
Figura 3: Fontes de captação do BNDES (dados de junho de 2015). Fonte: Abreu e Silva (2016).
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O BNDES tem três subsidiárias integrais, cujas atuações básicas são 
descritas a seguir (NEWLANDS; BRITO):
 ▪ Finame – Agência Especial de Financiamento Industrial: voltada 
para o financiamento de máquinas e equipamentos industriais a 
empresas nacionais. Nesse intuito, as formas de atuação da Finame 
são: programa automático – apoio à aquisição de máquinas e 
equipamentos de produção em série; programa especial – apoio à 
aquisição de máquinas e de equipamentos de maior valor, destinados 
a projetos de grande porte, fabricados em sua maioria por encomenda; 
programa agrícola – apoio à aquisição de máquinas e equipamentos 
voltados para a produção agropecuária ou agroindustrial; e 
Finamex: apoio às indústrias brasileiras exportadoras de máquinas e 
equipamentos, inclusive mediante financiamento pré-embarque.
 ▪ BNDES Participações S.A. – BNDESPAR: o objetivo principal 
é promover a capitalização da empresa nacional por meio de 
participações acionárias. Invés de conceder financiamentos, o 
BNDESPAR adquire ações das empresas, injetando recursos 
próprios (não exigíveis) para financiar seus investimentos. 
Após consolidado o investimento, o banco põe à venda as ações 
adquiridas. Outras formas de atuação do BNDESPAR são a garantia 
oferecida no lançamento público de novas ações (underwriting) 
e o financiamento para que os acionistas venham a subscrever o 
aumento de capital da empresa.
 ▪ BNDES PLC: é uma subsidiária integral do BNDES, constituída 
no Reino Unido, e tem como principal finalidade a aquisição 
de participações acionárias em outras companhias, por ser uma 
investment holding company. Inaugurada em novembro de 2009, em 
Londres, a subsidiária representou a chegada do banco a um dos 
principais centros financeiros do mundo, constituindo mais uma 
etapa da expansão das atividades da instituição para fora do Brasil. 
Também são objetivos da subsidiária aumentar a visibilidade do 
banco junto à comunidade financeira internacional e auxiliar de 
maneira mais efetiva as empresas brasileiras que estão em processo 
de internacionalizaçãoou aquelas que buscam oportunidades no 
mercado internacional.
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Outro banco tradicional é a Caixa Econômica Federal (CEF), criada 
em 1861, está regulada pelo Decreto-Lei 759, de 12 de agosto de 1969, como 
empresa pública vinculada ao Ministério da Fazenda. Trata-se de instituição 
assemelhada aos bancos comerciais e múltiplos, podendo captar depósitos à 
vista, realizar operações ativas e efetuar prestação de serviços. 
A Caixa Econômica Federal é uma instituição financeira pública 
que atua de forma autônoma e apresenta um objetivo claramente social. 
É classificada como órgão auxiliar do Governo Federal na execução de sua 
política creditícia.
Uma característica distintiva da CEF é que ela prioriza a concessão 
de empréstimos e financiamentos a programas e projetos nas áreas de 
assistência social, saúde, educação, trabalho, transportes urbanos e 
esportes. Pode operar com crédito direto ao consumidor, financiando 
bens de consumo duráveis, emprestar sob garantia de penhor industrial 
e caução de títulos, bem como tem o monopólio do empréstimo sob 
penhor de bens pessoais (joias, metais preciosos, pedras preciosas etc.) 
e sob consignação. Tem, ainda, o monopólio (exclusividade) da venda de 
bilhetes de loteria federal, além de centralizar o recolhimento e posterior 
aplicação de todos os recursos oriundos do Fundo de Garantia do Tempo de 
Serviço (FGTS) (é o agente operador exclusivo). A CEF integra o Sistema 
Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) e é o principal agente do 
Sistema Financeiro da Habitação (SFH), atuando no financiamento da 
casa própria, principalmente no segmento de baixa renda. 
A CEF também pode realizar:
 ▪ Adiantamentos a governos com garantia na arrecadação futura de 
impostos;
 ▪ Empréstimos sob consignação a funcionários públicos, aposentados 
e trabalhadores de empresas privadas com desconto em folha de 
pagamento;
 ▪ Executar operações de arrendamento mercantil;
 ▪ Promover o crédito direto ao consumidor, por meio do 
financiamento de bens duráveis.
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Atualmente, é a CEF quem recolhe os valores destinados ao FGTS, porém em tempos não 
tão distantes, essa atribuição já foi responsabilidade de outros bancos, como Unibanco, 
Bamerindus etc. A partir do fim de 1990, os saldos do FGTS foram centralizados na 
CEF. Então, essa concessão, em algum momento, pode mudar. Esteja sempre atendo às 
mudanças das regras e leis.
O fato de ser responsável pela implementação das políticas sociais do 
governo federal faz da CEF um agente especial. Entre os programas sociais 
administrados por ela, destacam-se os elencados no Quadro 3.
PROGRAMA O QUE É?
Bolsa Família
É um programa de transferência direta de renda, direcionado às famílias em situação 
de pobreza e de extrema pobreza em todo o país, que tem como objetivos: combater 
a fome e promover a segurança alimentar e nutricional, combater a pobreza e outras 
formas de privação das famílias, promover o acesso à rede de serviços públicos, em 
especial, saúde, educação, segurança alimentar e assistência social.
Minha Casa Minha 
Vida
É uma iniciativa do Governo Federal que oferece condições atrativas para o 
financiamento de moradias para famílias de baixa renda.
Seguro-desemprego
Um dos mais importantes direitos dos trabalhadores brasileiros, o benefício oferece 
auxílio em dinheiro por um período determinado. Ele é pago em três a cinco parcelas 
de forma contínua ou alternada.
FIES
O Fundo de Financiamento Estudantil (FIES) é um programa do Ministério da 
Educação (MEC) que financia a graduação, em instituições particulares, de 
estudantes que não têm condições de arcar com os custos.
Farmácia Popular
É um programa que procura ampliar o acesso da população aos medicamentos 
considerados essenciais ao tratamento de doenças com maior ocorrência no Brasil, 
e é realizado por meio de transferência de recursos do Ministério da Saúde aos 
estabelecimentos farmacêuticos credenciados. 
Bolsa Atleta
O programa do Governo Federal, em parceria com o Ministério dos Esportes, tem o 
objetivo de formar uma geração de atletas com potencial de representar o Brasil. A 
estratégia é simples: garantir a manutenção pessoal mínima de atletas para que eles 
tenham as condições necessárias para se dedicar ao esporte.
Quadro 3: Programas sociais administrados pela CEF. Fonte: Abreu e Silva (2016).
Importante
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Síntese
Nesta unidade de aprendizagem, você observou que o Sistema 
Financeiro Nacional é dividido em órgãos normativos e órgãos operacionais, e 
que o Conselho Monetário Nacional é o órgão supremo dentro desse sistema.
Vimos, ainda, que, junto com o Conselho Monetário Nacional, foi 
criado o Banco Central do Brasil, que opera sempre em conjunto com as 
determinações do próprio CMN, fiscalizando as instituições financeiras. A 
Comissão de Valores Mobiliários (CVM) normatiza e fiscaliza diretamente 
as empresas que são sociedades anônimas de capital aberto (mercado de 
capitais) e o COPOM tem como objetivo estabelecer as diretrizes da política 
monetária e de fixar a meta SELIC. O Conselho de Recursos do Sistema 
Financeiro Nacional, como vimos, faz parte da estrutura do Ministério da 
Fazenda, lembrando que ainda existem os órgãos de apoio, com funções 
especiais, como o Banco do Brasil (principal executor dos serviços bancários 
de interesse do governo federal), CEF (órgão auxiliar do governo federal na 
execução de sua política creditícia) e BNDES (responsável pela execução da 
política de investimentos na área econômica e social do país).
24 Contabilidade das Instituições Financeiras
Referências
ABREU; Edgar; SILVA, Lucas. Sistema Financeiro Nacional. São Paulo: 
Método, 2016. [Minha Biblioteca]
BANCO CENTRAL DO BRASIL. Entenda o CMN. Disponível em: 
. Acesso 
em: 17 maio 2018.
________. Copom. Disponível em: . Acesso em: 20 mai. 2018.
BRASIL. Lei 4.595, de 31 de dezembro de 1964. Disponível em: . Acesso em: 22 mai. 2018.
BRITO, Osias. Mercado financeiro: estruturas, produtos, serviços, riscos, 
controle gerencial. 2 ed. São Paulo: Saraiva, 2013. [Minha Biblioteca]
BRUNI, Adriano Leal. Certificação Profissional ANBIMA Série 
10 (CPA-10). 5 ed. São Paulo: Atlas, 2013. [Minha Biblioteca] 
GALLAGHER, Lilian Massena et al. Exame de certificação ANBIMA 
CPA-20: teoria. 3 ed. São Paulo: Atlas, 2018.
JUNIOR, Carlos Arthur Newlands. Sistema financeiro e bancário 
(Série Provas & Concursos). 5 ed. rev. e atual. São Paulo: Método, 2015. 
[Minha Biblioteca]
25Contabilidade das Instituições Financeiras
NIYAMA, Jorge Katsumi; GOMES, Amaro L. Oliveira. Contabilidade 
de instituições financeiras. 4 ed. São Paulo: Atlas, 2012. 
SOUZA, Henrique. Sistema Financeiro Nacional: seja um investidor de sucesso. 
Disponível em: . 
Acesso em: 22 mai. 2018.
26 Contabilidade das Instituições Financeiras
	Título da Unidade
	Objetivos
	Introdução
	1.	Arquitetura no Brasil
	_r2otau6fahzb
	Instituições Financeiras
	Objetivo
	Introdução
	1.	Instituições Financeiras Públicas
	2.	Instituições Financeiras Privadas
	3.	Bancos Múltiplos
	Síntese
	Referências

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