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1.  A partir da década de 1930, países como Brasil, Argentina e México deram os primeiros passos no sentido de industrializarem suas economias. No entanto, de acordo com a Cepal, esses primeiros movimentos de industrialização ainda não eram suficientes. Deveria haver uma forte planificação da economia, com apoio estatal
e parceria com as burguesias modernas de cada um desses países.
Nesse cenário, em que a Cepal insiste na industrialização como o melhor formato econômico para os países latino-americanos, quais são as características da economia desses países naquele período?
A. Desenvolvimento tecnológico e comercial.
B. Moeda forte e produção para o mercado interno.
C. Subdesenvolvimento e economia industrial.
Você acertou!
D. Subdesenvolvimento e economia agrária.
Na primeira metade do século XX, as economias latino-americanas eram basicamente agrárias e pouco industrializadas, caracterizando uma situação de subdesenvolvimento e pobreza, sobretudo pela sua inserção subalterna na divisão internacional do trabalho. Esta era caracterizada pela predominância da produção voltada para a exportação, isto é, para o mercado externo, enquanto o mercado interno dependia em grande parte de importações. Dessa forma, a moeda dos países era constantemente desvalorizada, com baixo desenvolvimento tecnológico, e o comércio era prejudicado pelas oscilações do mercado internacional, que acabava regulando os preços a serem praticados pelos países exportadores. Assim, a Cepal tinha como uma de suas principais bandeiras a defesa da industrialização para o desenvolvimento econômico latino-americano.
E. Mercado interno maior que o mercado externo.
2. Raúl Prebisch foi o nome mais importante do pensamento cepalino. O economista argentino, a partir da década de 1940, foi responsável por desenvolver uma série de teorias e propostas que visavam a tornar possível a superação do subdesenvolvimento da América Latina. O contexto inicial da produção intelectual de Prebisch foi o das graves crises econômicas pelas quais o mundo passou a partir da década de 1930. O pensador defendeu ideias que uniam a teoria e a prática para transformar a realidade latino-americana. As políticas de substituição de importações e a mudança nas relações entre o centro e a periferia do capitalismo são típicas dessa fase do seu pensamento.
Considerando esse dois aspectos importantes da economia política de Prebisch, que representam esforços de união entre teoria e prática, qual é o terceiro elemento apontado por ele que é uma proposição intelectual a ser convertida em ação?​​​​​​​
Você acertou!
A. A formação de blocos de integração econômica regional.
Um dos aspectos centrais do pensamento de Prebisch era a crença de que a formação de blocos econômicos regionais – como seria formado o Mercosul algumas décadas depois – seria muito importante no fortalecimento das economias latino-americanas. Para ele, a adoção de uma moeda única também seria importante, como faz atualmente a União Europeia, mas nunca adotada no Mercosul. Prebisch não acreditava em vocações econômicas, como alguns economistas liberais defendiam. Para ele, a América Latina não deveria ficar presa à tradicional produção agrícola, mas buscar a industrialização. Da mesma forma, apesar de defender o nacional-desenvolvimentismo, Prebisch não via com bons olhos o isolamento regional ou nacional, acreditando sempre na integração entre os países da América Latina.
B. A manutenção das moedas nacionais latino-americanas.
C. O isolamento regional para o fortalecimento econômico.
D. A implementação de economias nacionalistas.
E. O desenvolvimento baseado na vocação agrícola.
3. O desenvolvimentismo pode ser caracterizado como a principal forma de pensamento econômico criada pela Cepal. O primeiro aspecto da ideologia desenvolvimentista revela que a superação da pobreza ocorre pela industrialização. No entanto, ainda segundo a Cepal, isso não ocorre de maneira espontânea, sendo fundamental o planejamento, que irá definir como a expansão das indústrias acontecerá, quais instrumentos serão utilizados e que papéis os diferentes setores econômicos irão desempenhar.
Considerando esse quadro, em que não há espontaneidade na industrialização dos países subdesenvolvidos, gerando assim a necessidade de planificação econômica, qual seria o ator responsável por alavancar o desenvolvimento?​​​​​​​
A. A burguesia.
B. A ONU.
Você acertou!
C. O Estado.
De acordo com pensamento cepalino, o processo de industrialização dos países desenvolvidos deve ser promovido pelo Estado. Isso decorre da concepção de que a economia apresenta processos irracionais e imprevisíveis, sendo incapaz de se autorregular. Dessa forma, o Estado mobilizaria as burguesias modernizantes dos países da América Latina para que elas investissem no processo. A ONU, a Cepal e o Iseb, nesse contexto, seriam responsáveis apenas por elaborar estudos e diretrizes, a serem seguidas ou não pelos países envolvidos; e o processo seria controlado de forma geral pelo Estado.
D. A Cepal.
E. O Iseb.
4. O Mercado Comum do Sul (Mercosul) surgiu a partir de um acordo firmado por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai em 1991. O objetivo inicial do grupo seguia o pensamento de Raúl Prebisch de que a formação de blocos econômicos de integração regional ajudaria os países latino-americanos a superar o subdesenvolvimento. Contudo, a partir do grande êxito inicial do grupo, ao promover políticas econômicas bem aceitas pelos países participantes, o Mercosul diversificou seu campo de atuação e assumiu novos compromissos frente a problemas históricos da América Latina.
Considerando essa ampliação das perspectivas do Mercosul, inspiradas por anseios nacionais que emergiram com o término das ditaduras civis-militares da América do Sul, com qual(is) outro(s) tema(s) o bloco econômico passou a se ocupar?​​​​​​​
A. Cooperação e exercícios militares.
B. Unificação das moedas nacionais.
C. Formação de partidos supranacionais.
D. Homogeneização das culturas.
Você acertou!
E. Democracia e direitos humanos.
No início da década de 1990, alguns países da América Latina tinham recentemente saído de longos períodos ditatoriais, em que a democracia e os direitos humanos haviam sido violados. Dessa maneira, com o objetivo de fortalecer esses valores, o Mercosul criou comissões e foros voltados para a valorização da cultura democrática e o respeito aos direitos humanos, entre outros temas. Contudo questões como unificação das moedas nacionais, formação de partidos políticos do bloco e padronização cultural não foram colocadas em discussão, pois o Mercosul, em seu espírito democrático, valoriza a diversidade, seja econômica ou cultural. Por dar valor à paz, o grupo não estimula a realização de exercícios miliares conjuntos.
5. No final da década de 1960, começam a aparecer novos estudos tentando compreender as causas estruturais do subdesenvolvimento das nações latino-americanas. Durante a década anterior, houve a hegemonia intelectual dos cepalinos, mas alguns pensadores passaram a apontar como insatisfatórias algumas conclusões da Cepal sobre o parco desenvolvimento econômico da região. É nesse contexto que emerge a chamada teoria da dependência, que explorava as relações entre o centro e a periferia do capitalismo, base da dependência econômica dos países latino-americanos em relação aos países desenvolvidos. A teoria da dependência apresentou duas correntes principais, a weberiana e a marxista, ambas destacando aspectos particulares do problema de acordo com sua própria abordagem teórica.
Em relação à corrente marxista, que parte da concepção de luta de classes, qual é a relação fundamental que ela determina para a superação da pobreza na América Latina?​​​​​​​
A. O capitalismo e o socialismo são alternativas para a América Latina.
B. Os lucros obtidos por meio da mais-valia são intocáveis.
C. A busca por crescimento econômico depende do trabalho individual.
Você acertou!
D. A luta pelo desenvolvimento é indissociável da luta anticapitalista.
A corrente marxista da teoria da dependência,
oriunda dos trabalhos do economista Ruy Mauro Marini, estabelecia que não seria possível falar em desenvolvimento regional se o problema estrutural maior, o capitalismo, não fosse combatido. Para Marini, o capitalismo era responsável por promover artificialmente a desigualdade entre as nações centrais e periféricas, sendo impossível simplesmente reformá-lo, como pregavam algumas correntes liberais. Dessa forma, marxismo e liberalismo situavam-se em campos opostos, já que, para os marxistas, não era o trabalho individual, mas a transformação da sociedade como um todo a forma ideal de atingir-se o desenvolvimento. No centro do problema estava a mais-valia, isto é, a extração de valor do trabalho que serve para a formação do capital acumulado, que operava tanto nas relações entre trabalhadores e empregadores quanto entre nações desenvolvidas e subdesenvolvidas, em prejuízo destas últimas. Portanto, para os teóricos marxistas da dependência, o modo de produção capitalista deveria ser substituído pelo socialismo.
E. O marxismo e o liberalismo são correntes aceitáveis para o desenvolvimento.

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