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PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 2 EMPRESA GAÚCHA DE RODOVIAS PROJETO EXECUTIVO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE LOCALIZADO NA ERS-122 KM 7+600 (LADO ESQUERDO) 1. (RELATÓRIO) RODOVIA: ERS-122 TRECHO: SÃO SEBASTIÃO DO CAÍ – PORTÃO EXTENSÃO: 150 m na ERS-122 km 7+600 JUNHO/2016 PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 3 Sumário 1. APRESENTAÇÃO ............................................................................... 7 2. MAPA DE SITUAÇÃO ......................................................................... 9 3. DIAGNÓSTICO DA INSTABILIDADE ................................................ 10 3.1. Presença de solos residuais de arenito arcosiano ...................... 13 3.2. Influência da precipitação ........................................................... 14 3.3. Conclusão do diagnóstico ........................................................... 15 4. CONCEPÇÃO DA SOLUÇÃO ........................................................... 16 5. ESTUDOS TOPOGRÁFICOS ........................................................... 18 5.1. Cadastramento topográfico ......................................................... 18 5.2. Homologação dos Marcos de Referência ................................... 18 6. ESTUDOS GEOLÓGICOS ................................................................ 20 7. INVESTIGAÇÃO GEOTÉCNICA ....................................................... 21 7.1. Ensaios de campo ...................................................................... 21 7.2. Ensaios de laboratório ................................................................ 21 7.2.1. Caracterização do solo rompido .............................................. 22 7.2.2. Caracterização de possível material de jazida ........................ 22 7.2.1. Representatividade dos ensaios de laboratório ...................... 23 7.2.1. Comentários sobre a análise granulométrica .......................... 23 8. ESTUDOS HIDROLÓGICOS E HIDRÁULICOS................................ 25 8.1. Estudos hidrológicos ................................................................... 25 8.1.1. Características das Bacias de Contribuição ............................ 25 8.1.2. Tempo de Recorrência (Tr) ..................................................... 26 8.1.3. Tempo de concentração (Tc) .................................................. 26 8.1.4. Vazão de Dimensionamento ................................................... 27 PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 4 8.2. Dimensionamento Hidráulico ...................................................... 27 8.2.1. Valetas e sarjetas .................................................................... 28 8.2.2. Bueiros .................................................................................... 30 8.2.3. Descidas d’água ...................................................................... 32 9. DIMENSIONAMENTO GEOTÉCNICO .............................................. 33 9.1. Retroanálise de estabilidade ....................................................... 33 9.2. Fatores de Segurança ................................................................ 35 9.3. Sobrecargas ................................................................................ 36 9.4. Análise de estabilidade da escavação ........................................ 36 9.5. Análise de estabilidade do Setor 1 .............................................. 39 a) Estabilidade global ...................................................................... 40 b) Estabilidade interna .................................................................... 42 c) Verificação como muro de contenção ......................................... 43 d) Verificação contra o deslizamento .............................................. 45 9.6. Análise de estabilidade do Setor 2 .............................................. 45 9.6.1. Análise do muro de contenção ................................................ 46 a) Estabilidade global ...................................................................... 46 b) Estabilidade interna .................................................................... 48 c) Verificação como muro de contenção ......................................... 49 d) Verificação contra o deslizamento .............................................. 51 9.6.2. Dimensionamento da Cortina Atirantada ................................. 52 a) Seção de referência .................................................................... 52 b) Parâmetros do solo ..................................................................... 52 c) Sobrecarga devida à residência .................................................. 52 d) Cálculo do acréscimo de tensão vertical devido à residência ..... 52 e) Cálculo das tensões verticais efetivas ........................................ 53 PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 5 f) Coeficiente de empuxo ao repouso ............................................ 53 g) Cálculo da tensão horizontal ....................................................... 53 h) Empuxo lateral ............................................................................ 54 i) Tirante ......................................................................................... 54 9.7. Análise de estabilidade do Setor 3 .............................................. 57 a) Estabilidade global ...................................................................... 58 b) Estabilidade interna .................................................................... 59 c) Estabilidade como muro de contenção ....................................... 60 10. DIMENSIONAMENTO ESTRUTURAL .............................................. 66 10.1. Geometria e Modelos Adotados .................................................. 66 10.2. Propriedades dos Materiais ........................................................ 67 10.3. Carregamentos e Combinações ................................................. 68 10.4. Dimensionamento da Cortina (ELU) ........................................... 68 10.5. Verificação da Punção ................................................................ 72 10.6. Verificação dos Estados Limites de Serviço ............................... 73 11. TABELA DE QUANTIDADES ............................................................ 76 12. ESPECIFICAÇÕES DE SERVIÇOS .................................................. 80 12.1. Introdução ................................................................................... 80 12.2. Especificações prevalentes......................................................... 80 12.2.1. EC-01 – SISTEMA DE CONTENÇÃO EM SOLO REFORÇADO 83 12.2.2. EC-02 – ESTRUTURAS DE ARRIMO COM GABIÃO ........... 87 12.2.3. EC-03 – FORNECIMENTO E COMPACTAÇÃO DE ATERRO DE ARGILA 92 12.2.4. EC-04 – FORNECIMENTO E INSTALAÇÃO DE GEOTÊXTIL 95 12.2.5. EC-05 – DRENO DE AREIA OU PEDRISCO ....................... 97 PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 6 12.2.6. EC-06 – TUBOS PERFURADOS .......................................... 98 12.2.7. EC-07 – EXECUÇÃO DE CHAVES GRANULARES DRENANTES 99 12.2.8. EC-08 – FORNECIMENTO, BENEFICIAMENTO E INSTALAÇÃO DE TIRANTE PERMANENTE, INCLUSIVE INJEÇÕES ...... 104 12.2.9. EC-09 – PERFURAÇÃO PARA ELEMENTOS DE ANCORAGEM 109 12.2.10. EC-10 – DRENO TIPO BARBACÃ .................................... 110 12.2.11. EC-11 – SINALIZAÇÃO TEMPORÁRIA DA OBRA ...........estabilidade do Setor 3 As análises de estabilidade do setor 3 foram realizadas através dos programas computacionais Slope/W e GawaWin 2003 da empresa Maccaferri. Nas análises não se conta com o empuxo passivo na frente do muro promovido pelo reaterro. Os parâmetros utilizados nas análises estão apresentados na Tabela 10.5. Tabela 10.5 – Parâmetros geotécnicos adotados. Camada γ (kN/m³) c (kPa) ϕ (°) ru Solo mais poroso 17 16 30 0,1 Solo menos poroso 18 25 32 0,1 Pavimento 18 10 40 0,1 Gabião 20 100 45 0 Rachão 19 0 45 0 Reaterro 17 4 32 0,05 PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 58 A coesão do elemento “Gabião” não tem sentido real no software Slope/W, sendo considerada somente para que a superfície de ruptura crítica não intercepte o muro. Os resultados das análises para a geometria do muro de contenção definido são apresentados a seguir. É possível observar que a análise crítica é a de estabilidade interna, uma vez que o material do reaterro apresenta parâmetros inferiores ao de um reaterro granular. Assim, o muro precisa ser alto o suficiente para que não ocorra ruptura do reaterro. a) Estabilidade global A análise de estabilidade global foi realizada com software Slope/W por possibilitar melhor precisão no desenho da geometria do problema, além de utilizar métodos de cálculos mais precisos com possibilidade de consideração da razão de poropressão. A representação gráfica da análise pode ser visualizada na Figura 10-5. PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 59 Figura 10-5 – Análise de estabilidade global na seção crítica do setor 3. b) Estabilidade interna A análise de estabilidade interna também foi realizada com software Slope/W. A representação gráfica da análise pode ser visualizada na Figura 10-6. Rocha Solo menos poroso Gabião Solo mais poroso Pavimento Reaterro 1,637 Name: Rocha Ru: 0,1 Name: Solo menos poroso Unit Weight: 18 kN/m³ Cohesion': 25 kPa Phi': 32 ° Ru: 0,1 Name: Solo mais poroso Unit Weight: 17 kN/m³ Cohesion': 16 kPa Phi': 30 ° Ru: 0,1 Name: Gabião Unit Weight: 19 kN/m³ Cohesion': 100 kPa Phi': 45 ° Ru: 0 Name: Reaterro Unit Weight: 17 kN/m³ Cohesion': 4 kPa Phi': 32 ° Ru: 0,05 Name: Pavimento Unit Weight: 18 kN/m³ Cohesion': 5 kPa Phi': 40 ° Ru: 0,1 PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 60 Figura 10-6 – Análise de estabilidade interna na seção crítica do setor 3. c) Estabilidade como muro de contenção A análise de estabilidade como muro de contenção, com verificações quanto ao deslizamento, ao tombamento e a pressões excessivas na fundação, foi realizada com software GawacWin 2003. A máxima pressão disponível na fundação foi calculada a partir da Teoria de Terzaghi, em que a capacidade de carga última da fundação (qult) é regida pela equação: 𝑞𝑢𝑙𝑡 = 𝑐 ∙ 𝑁𝑐 + 𝛾 ∙ 𝐷 ∙ 𝑁𝑞 + 𝛾 ∙ 𝐵 2 ∙ 𝑁𝛾 Adotou-se γ=17kN/m³, ϕ=30, c=16kPa, B=5,0m, D=0. Os fatores de capacidade de carga calculados valem Nc=30,14, Nq=18,40 e Nγ=22,40. Assim, qult=1434kPa, e de acordo com a NBR 6122/2010, a capacidade de carga admissível qadm=qult/3. Logo qadm=478kPa. O relatório gerado pelo software para a geometria do muro de contenção definido é apresentado a seguir. Rocha Solo menos poroso Gabião Solo mais poroso Pavimento Reaterro 1,511 Name: Rocha Ru: 0,1 Name: Solo menos poroso Unit Weight: 18 kN/m³ Cohesion': 25 kPa Phi': 32 ° Ru: 0,1 Name: Solo mais poroso Unit Weight: 17 kN/m³ Cohesion': 16 kPa Phi': 30 ° Ru: 0,1 Name: Gabião Unit Weight: 19 kN/m³ Cohesion': 100 kPa Phi': 45 ° Ru: 0 Name: Reaterro Unit Weight: 17 kN/m³ Cohesion': 4 kPa Phi': 32 ° Ru: 0,05 Name: Pavimento Unit Weight: 18 kN/m³ Cohesion': 5 kPa Phi': 40 ° Ru: 0 PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 61 PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 62 PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 63 PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 64 PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 65 PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 66 11. DIMENSIONAMENTO ESTRUTURAL A presente memoria de cálculo estrutural trata do dimensionamento de cortina atirantada inclinada. 11.1. Geometria e Modelos Adotados A obtenção das solicitações da superestrutura da ponte foi feita com a modelagem numérica computacional através de elementos finitos. Para tanto foi utilizado o programa computacional STRAP 2011. A seguir é apresentada a geometria do modelo adotado. Figura 11-1 – Geometria do Modelo Nas figuras a seguir são apresentados os modelos em elementos finitos com as cargas de trabalho. Figura 11-2 – Modelo numérico com cargas PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 67 O modelo é elaborado como grelha. Nele a cortina é modelada em elementos de placa. A cortina foi definida com 15cm de espessura. A cortina será protendida contra o solo que será simulado com a utilização de molas elásticas unidirecionais. A seguir são definidas suas propriedades. 11.2. Propriedades dos Materiais Segundo os critérios de durabilidade estabelecidos pela NBR6118 a obra de arte se localiza em um ambiente com classe de agressividade ambiental moderada (Classe II) caracterizado pelo ambiente urbano e pequeno risco de deterioração. Dentro deste conceito os concretos utilizados deverão ter uma relação de água/cimento na massa ≤0,60 e uma classe de resistência ≥25MPa. Será adotado um concreto de 25 MPa com as seguintes características. Resistência à compressão característica fck = 25MPa Resistência de cálculo à compressão fcd=17,86MPa Módulo de Elasticidade Ec = 23.800MPa Resistência à tração fctm=2,6MPa Coeficiente de Poisson = 0,2 Coeficiente de dilatação térmica = 1x10-5 /°C O cobrimento nominal das armaduras correspondente à classe de agressividade classificada é o seguinte: Lajes 30mm para a face em contato com o solo As armaduras são do tipo CA-50 com as seguintes características: Resistência a Tração característica fyk=500MPa Resistência a Tração de cálculo fyd=434,8MPa Módulo de Elasticidade Es = 210 GPa Coeficiente de dilatação térmica = 1x10-5 /°C O solo foi simulado como molas unidirecionais cujo coeficiente de recalque adotado, referente a um solo de argila arenosa de 3 golpes foi de 10.000kN/m³ PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 68 11.3. Carregamentos e Combinações A presente cortina apresenta tirantes com carga de trabalho de 114 kN que serão ensaiados um a um até um carregamento de 199,5 kN, representando 1,75 vezes a carga de trabalho. As cargas foram aplicadas de forma distribuída na placa de ancoragem de 14x14cm que resultou na seguinte carga distribuída na cortina: Carga de trabalho: 114/(0,14*0,14) = 5816,33kN/m² Carga de ensaio: 199,5/(0,14*0,14) = 10.178,57kN/m² A cortina será dimensionada para três condições de carregamento: Todos tirantes atuando com a carga de trabalho; Aplicação da carga de ensaio em um tirante de cada vez; Todos tirantes com carga de trabalho com a falha de 1 dos tirantes. As protensões dos tirantes serão tratadas como cargas variáveis com os seguintes coeficientes de ponderação: Todos tirantes atuando com a carga de trabalho: Ação normal q=1,4 Aplicação da carga de ensaio em um tirante de cada vez: Ação excepcional q=1,0 Todos tirantes com carga de trabalho com a falha de 1 dos tirantes. Ação Especial q=1,2 11.4. Dimensionamento da Cortina (ELU) Aseguir são presentados os resultados para cada um dos casos estudados, finalizando com apresentação das envoltórias de todas as combinações que será utilizada para o dimensionamento último da cortina. Figura 11-3 – Momentos na direção x – Combinação carga de trabalho PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 69 Figura 11-4 – Momentos na direção y – Combinação carga de trabalho Figura 11-5 – Momentos na direção x – Combinação falha de 1 tirante Figura 11-6 – Momentos na direção y – Combinação falha de 1 tirante Figura 11-7 – Momentos na direção x – Combinação carga de ensaio PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 70 Figura 11-8 – Momentos na direção y – Combinação carga de ensaio Figura 11-9 – Momentos na direção x: envoltória de combinações mínimas Figura 11-10 – Momentos na direção x: envoltória de combinações máximas Figura 11-11 – Momentos na direção y: envoltória de combinações mínimas PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 71 Para a face externa foi adorada armadura geral que atende o momento máximo e a armadura mínima de pele respectivamente: Tabela 11.1 – Dimensionamento da armadura da face externa e interna da cortina respectivamente Armadura de pele: 𝐴𝑠𝑝𝑒𝑙𝑒 = 0,10% × 𝐴𝑐,𝑎ç𝑚𝑎 = 0,001 × 15 × 100 = 1,5𝑐𝑚2 Armadura externa: Adotado 8c/20 (2,51cm²/m). Armadura interna máxima: Adotado 12,5c/20 (12,28cm²/m). Para a armadura da interna da cortina (junto ao solo) foram adotados reforços junto aos tirantes e faixas de armadura de 8c/20 e 12,5c/20. Foram determinados os momentos resistentes de 3 níveis de amaduras afim de determinar as faixas de reforço. A seguir é apresentado o resultado da solução. Figura 11-12 – Definição de faixas de armadura Faixa 1: 8c/20 (2,51cm²/m) Faixa 2 :12,5c/20 (6,14cm²/m) Md= 1020 KN.cm/m Aço 50 fck= 25 Mpa E 2380,00 KN/cm² b= 100 cm fctm= 0,26 KN/cm² h= 15 cm fctk= 0,18 KN/cm² c= 3 cm fyd= 43,48 KN/cm² d= 12 cm Asmin= 2,25 cm²/m x= 0,717143 cm As= 2,00 cm²/m Md= 5460 KN.cm/m Aço 50 fck= 25 Mpa E 2380,00 KN/cm² b= 100 cm fctm= 0,26 KN/cm² h= 15 cm fctk= 0,18 KN/cm² c= 3 cm fyd= 43,48 KN/cm² d= 12 cm Asmin= 2,25 cm²/m x= 4,38924 cm As= 12,26 cm²/m PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 72 Faixa 3 :12,5c/10 (12,28cm²/m) (reforços com armaduras de 1,0m de comprimento Tabela 11.2 – Cálculo dos momentos resistentes das faixas 1 e 2 Faixa 8c/20 e Faixa 12,5c/20. 11.5. Verificação da Punção Verificado conforme prescrição da NBR6118:2014: a) Verificação da tensão de compressão diagonal do concreto no contorno crítico fcdvrdsd 27,02 b) Verificação da tensão resistente na superfície do contorno crítico 3 1 1 10020113,0 fckdrdsd Md= 1270,335 KN.cm/m Aço 50 fck= 25 Mpa E 2380,00 KN/cm² b= 100 cm fctm= 0,26 KN/cm² h= 15 cm fctk= 0,18 KN/cm² c= 3 cm fyd= 43,48 KN/cm² d= 12 cm Asmin= 2,25 cm²/m x= 0,898722 cm As= 2,51 cm²/m Md= 2968,531 KN.cm/m Aço 50 fck= 25 Mpa E 2380,00 KN/cm² b= 100 cm fctm= 0,26 KN/cm² h= 15 cm fctk= 0,18 KN/cm² c= 3 cm fyd= 43,48 KN/cm² d= 12 cm Asmin= 2,25 cm²/m x= 2,198313 cm As= 6,14 cm²/m PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 73 Tabela 11.3 – Verificação da Punção 11.6. Verificação dos Estados Limites de Serviço Os estados limites de serviço serão verificados apenas para a condição de carga de trabalho. Figura 11-13 – Momento na direção x: Combinação de serviço para a carga de trabalho Verificação da punção Vd= 199,5 KN fctm= 0,256 KN/cm² fck= 25 Mpa fcd= 1,79 KN/cm² Perimetro Crítico fctd= 0,128 KN/cm² u0= 56 cm u= 206,8 cm placa quadrada 14 cm d= 12 cm placa cicular 0 cm a) verificação da tensão de compressão diagonal do concreto no contorno crítico C sd= 0,297 KN/cm² rd2= 0,434 KN/cm² VERIFICAÇÃO b) verificação da tensão resistente na superfície do contorno crítico C' sd= 0,080 KN/cm² rd1= 0,093 KN/cm² área de armadura frente= 2,51 cm² fundo = 12,28 cm² = VERIFICAÇÃO OK! 0,0123 Lado/raio OK! PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 74 Figura 11-14 – Momento na direção Y: Combinação de serviço para a carga de trabalho Verificação a Abertura de Fissuras Classe de agressividade ambiental CAII: W≤0,3mm. A grandeza abertura de fissuras, W, é a menor entre as obtidas pelas expressões que seguem: fctmEi i w si si si 3 5,12 1 45 4 5,12 2 risi si Ei i w Onde: Acri é a área de região de envolvimento protegida pela barra Øi; Esi é o módulo de elasticidade do aço; Øi é o diâmetro da barra; cri é a taxa de armadura em relação à área de região de envolvimento (Acri) si é a tensão de tração do aço considerada, calculada no estádio II. Serão verificadas as três faixas de armadura: Faixa 1: M=9,8kN.m Faixa 2: M=20,0kN.m Faixa 3: M=32,7kN.m PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 75 Tabela 11.4 – Verificação do estado limite de fissuração de cada uma das faixas de armadura. b= 100 cm M= 980 KN.cm s= 8,82 fck= 25 MPa As= 2,51 cm² fctm= 0,26 KN/cm² d= 12 cm Ec= 2380,00 KN/cm² A B C X1= 2,09 50 22 -266 X2= -2,54 X= 2,09 cm Ø= 0,8 cm I2= 2479 cm4 Acr= 150 cm² W i= 250,30 cm3 Es= 21000 KN/cm² Ws= 1183,66 cm3 r= 0,003351 s= 34,55 KN/cm² s= 34,55 KN/cm² c= 0,83 KN/cm² i= 2,25 ABERTURA DE FISSURAS Limite de Fissuração Wmax= 0,3 mm W1= 0,19 mm W2= 0,58 mm FISSURÇÃO OK! b= 100 cm M= 2000 KN.cm s= 8,82 fck= 25 MPa As= 6,14 cm² fctm= 0,26 KN/cm² d= 12 cm Ec= 2380,00 KN/cm² A B C X1= 3,10 50 54 -650 X2= -4,19 X= 3,10 cm Ø= 1,25 cm I2= 5284 cm4 Acr= 150 cm² W i= 594,05 cm3 Es= 21000 KN/cm² Ws= 1702,11 cm3 r= 0,008181 s= 29,71 KN/cm² s= 29,71 KN/cm² c= 1,18 KN/cm² i= 2,25 ABERTURA DE FISSURAS Limite de Fissuração Wmax= 0,3 mm W1= 0,22 mm W2= 0,34 mm FISSURÇÃO OK! b= 100 cm M= 3270 KN.cm s= 8,82 fck= 25 MPa As= 12,28 cm² fctm= 0,26 KN/cm² d= 12 cm Ec= 2380,00 KN/cm² A B C X1= 4,13 50 108 -1300 X2= -6,30 X= 4,13 cm Ø= 1,25 cm I2= 9059 cm4 Acr= 75 cm² W i= 1151,08 cm3 Es= 21000 KN/cm² Ws= 2193,62 cm3 r= 0,016362 s= 25,07 KN/cm² s= 25,07 KN/cm² c= 1,49 KN/cm² i= 2,25 ABERTURA DE FISSURAS Limite de Fissuração Wmax= 0,3 mm W1= 0,16 mm W2= 0,15 mm FISSURÇÃO OK! PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 76 12. TABELA DE QUANTIDADES Neste item apresenta-se a tabela de quantidades. RODOVIA: ERS-122 TRECHO: São Sebastião do Caí - Portão SUB-TRECHO: km 7+600 EXTENSÃO: 150m REFERÊNCIA: ITEM CÓDIGO SERVIÇO ESPECIFICAÇÃO DMT (km) UND QUANT. 1.0 MOBILIZAÇÃO E INSTALAÇÃO DE CANTEIRO 1.1 ***** MOBILIZAÇÃO, DESMOBILIZAÇÃO DE EQUIPAMENTOS, INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE CANTEIRO DE OBRAS DAER-ES-COMPLEM 03/91 % 4.0% 2.0 SERVIÇOS PRELIMINARES 2.1 1 DESMATAMENTO, DESTOCAMENTO C/D30cm DAER-ES-T 01/91 und 24.00 2.3 2511 DEMOLIÇÃO CONCRETO SIMPLES DAER-ES-COMPLEM 07/91 m³ 24.68 2.4 2671 REMOÇÃO TUBOS D=0,40m DAER-ES-D 13/91 m 7.20 2.5 2673 REMOÇÃO TUBOS D=0,60m DAER-ES-D 13/91 m 137.70 2.6 547 REMOÇÃO MANUAL REVESTIMENTO - INCLUSIVE TRANSPORTE DAER-ES-COMPLEM 09/91 m³ 35.29 2.7 8002 TRANSPORTE CAMINHÃO BASCULANTE 10,00m³ Y=2,77Xs+1,18Xr+0,82Xp+1,73(Xp =1,00 Km ) - 100.0 m³ 45.88 2.8 ***** DISPOSIÇÃO DE MATERIAL BETUMINOSO REMOVIDO EM ATERRO INDUSTRIAL - m³ 35.29 2.9 546 REMOÇÃO MECÂNICA PAVIMENTO - INCLUSIVE TRANSPORTE DAER-ES-COMPL 09/91 m³ 176.47 2.10 1000 ESCAVAÇÃO MECÂNICA VALAS 1ª CAT DRENAGEM DAER-ES-T 03/91 m³5,708.14 2.11 7040 ENLEIVAMENTO DAER-ES-OC 04/91 m² 603.50 2.12 CCU-001 TRANSPORTE BOTA-FORA PARA 3,000KMR - m³ 6,352.49 2.13 CCU-029 LASTRO BRITA - inclusive transporte EC-05 18.8 m³ 108.96 2.14 1081 REATERRO C/TRATOR C/MATERIAL VALA DAER-ES-T 05/91 m³ 506.85 3.0 DRENAGEM 3.1 1360 SARJETA TRAPEZOIDAL CONCRETO - SZC02 DAER-ES-D 01/91 m 124.40 3.2 1240 SARJETA TRIANGULAR CONCRETO - STC02 DAER-ES-D 01/91 m 152.50 3.3 1220 VALETA PROTEÇÃO ATERRO - VPA04 DAER-ES-D 01/91 m 142.86 3.4 2610 BOCA BSTC D=0,80m DAER-ES-D 11/91 und 1.00 3.5 1030 ESCAVAÇÃO MECÂNICA VALAS 1ª CAT BUEIROS DAER-ES-T 03/91 m³ 1,540.23 3.6 1080 REATERRO VALAS BUEIROS DAER-ES-T 05/91 m³ 1,425.57 3.7 2530 BSTC D=0,80m DAER-ES-D 11/91 m 132.00 3.8 2263 CAIXA COLETORA SARJETA E TALVEGUE - CCS10 DAER-ES-D 07/91 und 5.00 3.9 2267 CAIXA COLETORA SARJETA E TALVEGUE - CCS14 DAER-ES-D 06/91 und 1.00 3.10 1893 DISSIPADOR ENERGIA APLICÁVEL EM SAÍDA BUEIRO - DEB04 DAER-ES-D 06/91 und 1.00 3.11 2274 GRELHA CONCRETO CAIXA COLETORA SARJETA - TCC01 DAER-ES-D 07/91 und 6.00 3.12 6020 CONCRETO fck=15 MPa P/DRENAGEM E OAC - INCLUSIVE TRANSPORTE DAER-ES-OA 01/91 m³ 23.91 3.13 6100 FORMAS COMPENSADO (aproveitamento=3) - INCLUSIVE TRANSPORTE DAER-ES-OA 03/91 m² 184.89 3.14 1083 COMPACTAÇÃO ÁREAS CONFINADAS DAER-ES-T 05/91 m³ 40.89 3.15 1000 ESCAVAÇÃO MECÂNICA VALAS 1ª CAT DRENAGEM DAER-ES-T 03/91 m³ 78.64 3.16 CCU-020 CONCRETO FCK=25MPA - INCLUSIVE TRANSPORTE DAER-ES-OA 01/91 e DAER-ES-OA 04/91 m³ 1.24 3.17 6080 AÇO CA-50 - fornec dobr coloc - inclusive transporte DAER-ES-OA 02/91 32 kg 221.14 Projeto de Estabilização e Reconstrução de Talude de Corte QUADRO DE QUANTIDADES PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 77 RODOVIA: ERS-122 TRECHO: São Sebastião do Caí - Portão SUB-TRECHO: km 7+600 EXTENSÃO: 150m REFERÊNCIA: ITEM CÓDIGO SERVIÇO ESPECIFICAÇÃO DMT (km) UND QUANT. 4.0 OBRAS DE CONTENÇÃO 4.1 CCU-002 SOLO REFORÇADO COM MALHA HEXAGONAL DE DUPLA TORÇÃO - H=0,50 L=5,00m - INCLUSO TRANSPORTE EC-01 18.8 m² 92.00 4.2 CCU-003 SOLO REFORÇADO COM MALHA HEXAGONAL DE DUPLA TORÇÃO - h=1,00m, l=5,00m - INCLUSO TRANSPORTE EC-01 18.8 m² 56.00 4.3 CCU-004 SOLO REFORÇADO COM MALHA HEXAGONAL DE DUPLA TORÇÃO - h=1,00m, l=6,00m - INCLUSO TRANSPORTE EC-01 18.8 m² 24.00 4.4 CCU-005 SOLO REFORÇADO COM MALHA HEXAGONAL DE DUPLA TORÇÃO - h=0,50m, l=7,00m - INCLUSO TRANSPORTE EC-01 18.8 m² 148.00 4.5 CCU-006 SOLO REFORÇADO COM MALHA HEXAGONAL DE DUPLA TORÇÃO - h=1,00m, l=8,00m - INCLUSO TRANSPORTE EC-01 18.8 m² 148.00 4.6 CCU-007 SOLO REFORÇADO COM MALHA HEXAGONAL DE DUPLA TORÇÃO - h=1,00m, l=9,00m - INCLUSO TRANSPORTE EC-01 18.8 m² 132.00 4.7 CCU-008 EXECUÇÃO GABIÃO CAIXA H=0,50m - INCLUSO TRANSPORTE EC-02 18.8 m³ 1,522.00 4.8 CCU-009 EXECUÇÃO GABIÃO CAIXA H=1,00m - INCLUSO TRANSPORTE EC-02 18.8 m³ 627.00 4.9 CCU-010 ESC CARGA E TRANSP MAT 1ª CAT C/ESCAVADEIRA 40026kN/m - FORNECIMENTO MATERIAL PREPARO E COLOCAÇÃO EC-04 m² 3,049.83 4.13 CCU-012 CAMADA DRENANTE AREIA - INCLUSIVE TRANSPORTE EC-05 23.8 m³ 568.19 4.14 CCU-013 PEDRA JOGADA - INCLUSIVE TRANSPORTE EC-02/EC-07 18.8 m³ 1,456.24 4.15 840 EXECUÇÃO RACHÃO - EXCLUSIVE MAT E TRANSPORTE EC-02/EC-07 m³ 1,456.24 4.16 7189 DRENO PVC D=150MM - OAE EC-06 und 154.00 4.17 CCU-014 GABIÃO FALSO (APENAS TELA METÁLICA) - 1,0X0,5X1,0 EC-02 18.8 m³ 127.00 4.18 CCU-015 MANTA GEOTÊXTIL RT>14kN/m - FORNECIMENTO MATERIAL PREPARO E COLOCAÇÃO EC-04 m² 1,066.80 4.19 CCU-016 FORNECIMENTO E LANÇAMENTO DE COMPOSTO ORGÂNICO DAER-ES-OC 04/91 m³ 140.50 4.20 CCU-017 PLANTIO MUDAS ARVORES E ARBUSTOS h>=0,50m DAER-ES-OC 04/91 und 202 4.21 CCU-018 PLANTIO AMENDOIM FORRAGEIRO - m² 1220 4.22 7060 PLANTIO MUDAS ARVORES E ARBUSTOS 0,30mEC-11 e DAER-ES-OC 03/91 und 26.00 8.3 CCU-031 CONFECÇÃO DE BARREIRAS DE SINALIZAÇÃO TIPO III EC-11 e DAER-ES-OC 03/91 und 2.00 8.4 7741 CONE DE BORRACHA COM FAIXA REFLETIVA 75cm EC-11 e DAER-ES-OC 03/91 und 1.00 8.5 7315 SINAL LUMINOSO INTERMITENTE EM ALUMÍNIO EC-11 e DAER-ES-OC 03/91 und 2.00 9.0 SINALIZAÇÃO DEFINITIVA 9.1 7278 SINALIZAÇÃO HORIZONTAL TERMOPLÁSTICA HOT SPRAY 1,50mm DAER-ES-OC 03/91 m² 30.28 Projeto de Estabilização e Reconstrução de Talude de Corte QUADRO DE QUANTIDADES PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 79 PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 80 13. ESPECIFICAÇÕES DE SERVIÇOS 13.1. Introdução Para a execução da obra de contenção da ERS-122 no km 7+600, foram utilizadas e elaboradas especificações técnicas de execução. Independentemente das especificações técnicas adotadas, os serviços a realizar deverão atender, ainda, o que está especificado nas plantas do Projeto Final de Engenharia. Independentemente do que consta no item relativo às medições e pagamentos em todas as especificações técnicas, os preços unitários propostos para cada serviço deverão incluir, de forma direta e indireta, todos os insumos (materiais e mão-de-obra), os custos de todos os equipamentos e aparelhagens a serem empregados e as despesas com as atividades especializadas ou não, necessárias para executar os serviços correspondentes. 13.2. Especificações prevalentes Os trabalhos de execução das obras de estabilização deverão obedecer à ordem de prevalência, a seguir apresentada, toda a vez que houver conflitos de Especificações: 1º Especificações Técnicas constantes das Plantas dos Projetos; 2º Especificações Técnicas Complementares, constantes do Relatório de Projeto; 3º Normas da ABNT; 4º Especificações Técnicas do DAER/RS. As especificações do DAER são válidas para as atividades desta obra, à exceção de especificidades de serviços não constante, ou seja, mérito de especificações particulares. As especificações técnicas de execução do DAER utilizadas neste projeto são: TERRAPLENAGEM DAER-ES-T 01/91 - Serviços Preliminares DAER-ES-T 03/91 - Cortes PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 81 DAER-ES-T 05/91 - Aterros PAVIMENTAÇÃO DAER-ES-P 08/91 - Base Granular DAER-ES-P 12/91 - Imprimação DAER-ES-P 18/91 - Pré-Misturado a Quente DAER-ES-P 22/91 - Materiais Asfálticos DRENAGEM DAER-ES-D 01/91 - Valetas e Sarjetas DAER-ES-D 04/91 - Meios-Fios DAER-ES-D 05/91 - Entradas e Descidas D'Água em Taludes DAER-ES-D 06/91 - Dissipadores de Energia DAER-ES-D 07/91 - Caixas Coletoras DAER-ES-D 09/91 - Drenos Sub-Superficiais DAER-ES-D 11/91 - Bueiros DAER-ES-D 13/91 - Remoção de Bueiros Existentes OBRAS DE ARTE DAER-ES-OA 01/91 - Concretos e Argamassas DAER-ES-OA 02/91 - Armadura para Concreto Armado DAER-ES-OA 03/91 - Formas e Cimbres DAER-ES-OA 04/91 - Estruturas de Concreto Armado OBRAS COMPLEMENTARES DAER-ES-OC 03/91 - Sinalização DAER-ES-OC 04/91 - Proteção Vegetal COMPLEMENTARES DE SERVIÇO DAER-ES-COMPLEM 03/91 - Controle Tecnológico dos Serviços pela Empreiteira PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 82 DAER-ES-COMPLEM 07/91 - Remoção de Estruturas de Madeira, Concreto e Alvenaria DAER-ES-COMPLEM 09/91 - Remoção de Pavimento SERVIÇOS DE CONSERVAÇÃO DAER-ES-CON 018.0/07 – Roçada Mecânica As especificações particulares são apresentadas a seguir. PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 83 13.2.1. EC-01 – SISTEMA DE CONTENÇÃO EM SOLO REFORÇADO OBJETIVO E CONSIDERAÇÕES IMPORTANTES Apresentar a sistemática utilizada na construção das estruturas de contenção de taludes do tipo terramesh. DEFINIÇÃO Para os efeitos desta especificação, são adotadas as definições seguintes: Gabiões - elementos de forma prismática, constituídos por uma rede metálica de malha hexagonal preenchida por pedras de mão. Sistema de contenção em solo reforçado - onde a tela de aço com malha hexagonal duplo-trançada constitui-se no reforço e o faceamento da estrutura é conformado por um gabião. CONDIÇÕES GERAIS A utilização deste tipo de solo reforçado é indicada em função dos estudos geotécnicos e hidrológicos que definirão o tipo de dispositivo adequado a cada situação. Como o sistema de solo reforçado é uma associação de reforços e de um faceamento de Gabião Caixa, este último deve ser mais bem definido, preliminarmente. Gabiões Caixa Os gabiões tipo caixa são elementos com a forma de prisma retangular constituídos por uma rede metálica de malha hexagonal e dupla torção. Em todas as extremidades a rede é reforçada com fios de diâmetro maior que aquele usado na rede, para robustecer a armação metálica e facilitar a sua colocação na obra. Os gabiões podem ser subdivididos em celas mediante a inserção de diafragmas com a função de fortalecer a estrutura e de facilitar as operações de enchimento. Tais diafragmas possuem as mesmas características da rede que constitui os gabiões e são unidos diretamente à tela de base durante a sua fabricação. Contenção em solo reforçado Normalmente, o paramento ou faceamento consiste de um gabião tipo caixa com 1 metro de largura, a partir do qual prolonga-se a mesma tela hexagonal que constitui o gabião, desta feita atuando como reforço do sistema. PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 84 Face ao caráter estrutural, a referida tela acima, deve ser revestida de PVC, de forma a garantir a permanência da galvanização sem maiores lesões após a instalação. A modulação dos módulos é de 0,5 metros e 1 metro de altura, em função dos níveis de tensão. O material de preenchimento do aterro estrutural deve ser pouco plástico e, conforme o nível de tensões, deve ser granular. Filtros Como o gabião caixa enseja vazios de grande dimensão, o contato entre o mesmo e o aterro estrutural deve dispor de um elemento de filtração de forma a impedir fuga de finos. Essa filtração é obtida pela inserção de um geotêxtil não tecido. CONDIÇÕES ESPECÍFICAS Material Os materiais utilizados deverão obedecer aos seguintes critérios: a) Malha Galvanizada A malha utilizada será do tipo 8 x 10 de arame fortemente zincado com revestimento de PVC. A resistência à tração de curto prazo da tela deverá ser de, no mínimo, 47kN/m. O diâmetro mínimo do fio deve ser de 2,7mm (da alma de aço) e o diâmetro externo do revestimento de PVC deverá ser de 3,7mm. A conformação da malha deverá ser de dupla torção. b) Pedra de mão A pedra de mão utilizada deverá ser originária de rocha sã e estável, apresentando os mesmos requisitos qualitativos exigidos para a pedra britada destinada à confecção de concreto com granulometria uniforme. Excluem-se materiais friáveis e aconselha-se a utilização de material resistente e de elevado peso específico. Para o presente caso, o material aceitável é a pedra britada do primário (rachão), de basalto ou dacito. A granulometria deve ser entre 10 e 20 cm de diâmetro equivalente. c) Filtros Os filtros deverão ser de geotêxtil não tecido de poliéster ou polipropileno. A gramatura mínima ou a resistência à tração no ensaio de faixa larga deverá estar indicada em projeto. d) Solo para o aterro estrutural PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 85 O solo para o aterro estrutural deverá ser argiloso, proveniente de jazidas licenciadas para a extração. Não deve ser utilizado saibro pela presença de minerais expansivos em sua composição, considerando os solos residuais de arenito presentes em larga escala na região. O material, após destorroado e lançado sobre osolo reforçado, não deverá apresentar grãos com diâmetro maior do que 7,5 cm (3”). A compactação em energia equivalente ao Proctor normal, deverá produzir um maciço com ângulo de atrito superior a 32° e coesão mínima de 4 kPa para amostra compactada de forma semelhante ao executado em campo ou a partir de amostra indeformada. e) Areia grossa Areia grossa limpa e/ou lavada com granulometria entre 2,0mm e 4,8mm destinada a garantir uma drenagem de contato entre o aterro estrutural e o solo natural. O material não deverá possuir mais do que 2% de material pulverulento. Equipamento Os equipamentos necessários à execução destes dispositivos compreendem os manuais e os mecânicos, sendo os seguintes: a) manuais - pá, picareta, enxada e carrinho de mão; b) mecânicos - pá carregadeira dotada, retroescavadeira, trator de esteiras, compactador de percussão mecânico (sapo), rolo pé-de-carneiro, placa vibratória ou rolo vibratório leve. Execução Os elementos do solo reforçado são despachados da fábrica dobrados e reunidos em pacotes. Cada elemento possui o comprimento indicado nas seções do projeto e a extensão longitudinal de 2 metros. Na obra, os elementos são posicionados e abertos em uma superfície plana, conforme a definição da topografia e respeitadas às notas de serviço do projeto. As dobras do painel frontal definem o formato da face externa da estrutura, a qual é definida como perfeitamente vertical (aprumada) para cada elemento. Antes da dobra do painel, as extremidades da tela de reforço devem ser fixadas através de grampos no aterro estrutural, de forma a não ocorrer distorções durante a montagem. O grampo deve ser metálico, com comprimento não superior a 10 cm e dotado de um elemento de proteção (plástico ou borracha) que impeça o dano ao revestimento de PVC da malha hexagonal. Fixado o painel, procede-se a abertura do elemento ao longo de suas dobras, levantando-se o painel posterior. Posiciona-se o diafragma centra e PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 86 costurando-se todas as arestas do elemento, ajusta-se a sua posição e costura- se também o novo elemento aos elementos já instalados. Procede-se o enchimento do gabião caixa frontal com a pedra de mão, o qual é efetuado manualmente ou com qualquer meio mecânico, utilizando-se pedras de porte maior ou ligeiramente superiores à da malha de modo a obter a mínima porcentagem de vazios. Para garantir o alinhamento, é exigido o uso de uma forma descontínua (grelha) na face frontal durante o enchimento. No interior dos gabiões, os tirantes são inseridos durante o enchimento para tornar solidas entre si as paredes opostas. Isto facilita o alinhamento das paredes à vista na obra e evita a deformação dos gabiões durante o enchimento. São previstos tirantes com espaçamento horizontal de 50cm (entre a face e o diafragma) e com espaçamento vertical de 33cm (nos terços da altura). O fio adotado para os tirantes, bem como, aquele adotado para as amarrações apresenta as mesmas características do fio dos gabiões. Durante a montagem e nas operações para a amarração, é necessário utilizar pinças com pontas alongadas e de superfície lisa, pois o revestimento plástico não deve ser danificado. Após o enchimento, a tampa do elemento pode ser fechada e costurada. Realizado o enchimento com pedra de mão, coloca-se o filtro de geotêxtil na face anterior. A extremidade de ancoragem do geotêxtil repousa, temporariamente, sobre o solo reforçado. O aterro estrutural deverá ser realizado em camadas com espessura máxima de 20 cm. A seqüência de compactação é descrita em especificação pertinente, mas, para cada camada, são recomendáveis o nivelamento da camada com trator de esteiras e a densificação efetiva com compactador de percussão mecânico (sapo) até 1 m de distância do gabião caixa e o restante com rolo pé-de-carneiro. A cada camada de aterro estrutural, o dreno de contato com areia grossa deve ser garantido com uma espessura mínima indicada em projeto com variação de no máximo 10% da medida. Nivelada a terraplenagem, faz-se o posicionamento do elemento consecutivo, observando-se o recuo, indicado em projeto, entre uma camada e outra (exceto nos elementos duplos). INSPEÇÃO Controle Geométrico e de Acabamento O controle geométrico consistirá de medida a trena, ou com o auxílio de equipamentos topográficos auxiliares. O controle das condições de acabamento será feito em bases visuais. PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 87 Controle da Execução O controle da pedra-de-mão será feito visualmente e por testes expedidos de sua resistência, efetuados “in situ”. O controle das redes metálicas será efetuado por certidões de qualidade fornecidas pelo fabricante, a razão de um certificado para cada carregamento que chegar à obra. Aceitação O serviço será considerado como aceito desde que as dimensões externas dos dispositivos atendam os indicados no projeto com tolerâncias de 5% em pontos isolados. CRITÉRIOS DE MEDIÇÃO O sistema será medido por elemento, conforme a sua dimensão, devidamente concluído e aceito. O geotêxtil, a brita e o aterro estrutural serão medidos em item específico. 13.2.2. EC-02 – ESTRUTURAS DE ARRIMO COM GABIÃO OBJETIVO E CONSIDERAÇÕES IMPORTANTES Esta especificação tem por objetivo estabelecer os requisitos básicos essenciais exigíveis para a construção de muros de arrimo do tipo gabião. A utilização de gabiões é recomendada para situações onde, em função dos estudos geotécnicos e hidrológicos, seja indicada a utilização de estruturas monolíticas, flexíveis, permeáveis e com a possibilidade de integração com vegetação circundante. DEFINIÇÃO Para os efeitos desta especificação, são adotadas as definições seguintes: Gabiões são elementos de forma prismática ou cilíndrica, constituídos por uma rede metálica de malha hexagonal de dupla torção, fabricada com arame de baixo teor de carbono (BTC), com zincagem pesada, revestidos com cloreto de polivinil (PVC) e preenchidos com pedras de mão. CONDIÇÕES GERAIS A utilização de gabiões é recomendada para situações onde, em função dos estudos geotécnicos e hidrológicos, seja indicada a utilização de estruturas monolíticas, flexíveis, permeáveis e com a possibilidade de integração com vegetação circundante. PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 88 Gabiões do tipo caixa Os gabiões do tipo caixa são dispositivos em forma de paralelepípedo retângulo, construídos com tela metálica de malha hexagonal, de dupla torção, confeccionada com arame de aço de baixo teor de carbono (BTC), com zincagem pesada, recoberto com material plástico. Todas as arestas da caixa são ligadas e reforçadas com fios de diâmetro maior que aquele usado na fabricação da malha, para robustecer a armação metálica e facilitar a sua colocação na obra. As caixas dos gabiões podem ser subdivididas em células, mediante a inserção de diafragmas, com as funções de fortalecer a estrutura e de facilitar as operações de enchimento. Tais diafragmas possuem as mesmas características da malha que constitui os gabiões e são unidos diretamente à tela de base durante a sua fabricação. Filtros Como o gabião caixa enseja vazios de grande dimensão, o contato entre o mesmo e o aterro estrutural de solo deve dispor de um elemento de filtração de forma a impedir fuga de finos. Essa filtração é obtida pela inserção de um geotêxtil não tecido. CONDIÇÕES ESPECÍFICAS Material Os materiais utilizados deverão obedecer aos seguintes critérios: a) Malha Galvanizada A malha utilizada será do tipo 8 x 10 de arame fortemente zincado com revestimento de PVC. A resistência à tração de curto prazo da tela deverá ser de, no mínimo, 47kN/m. O diâmetro mínimo do fio deve ser de 2,7mm (da alma de aço) e o diâmetro externo do revestimento de PVC deverá ser de3,7mm. A conformação da malha deverá ser de dupla torção. b) Pedra de mão A pedra de mão utilizada deverá ser originária de rocha sã e estável, apresentando os mesmos requisitos qualitativos exigidos para a pedra britada destinada à confecção de concreto com granulometria uniforme. Excluem-se materiais friáveis e aconselha-se a utilização de material resistente e de elevado peso específico. Para o presente caso, os materiais aceitáveis são a pedra britada do primário (rachão), ambos de basalto ou dacito. A granulometria deve ser entre 10 e 20 cm de diâmetro equivalente. c) Filtros PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 89 Os filtros deverão ser de geotêxtil não tecido de poliéster ou polipropileno. A gramatura mínima ou a resistência à tração no ensaio de faixa larga deverá estar indicada em projeto. d) Reaterro de rachão A pedra de mão utilizada deverá ser originária de rocha sã e estável, apresentando os mesmos requisitos qualitativos exigidos para a pedra britada destinada à confecção de concreto com granulometria uniforme. Excluem-se materiais friáveis e aconselha-se a utilização de material resistente e de elevado peso específico. Para o presente caso, os materiais aceitáveis são a pedra britada do primário (rachão), ambos de basalto ou dacito. Deverão ser atendidas as seguintes condições gerais para o agregado rachão ou pedra de mão: • Deverão ser constituídos de fragmentos tenazes, não friável, limpos de argilas ou outros contaminantes, sem nenhum grau de alteração, pouco lamelares ou alongadas. • A lamelaridade deve ser inferior a 20%. Já o desgaste no ensaio de Abrasão Los Angeles não deverá ser superior a 50%, bem como devem apresentar tensão de ruptura superiores a 100MPa. • O diâmetro máximo recomendado deverá estar compreendido entre 1/3 e 2/3 da espessura final de camada individual executada, não devendo superar a 200 mm (8″). Enquanto que o diâmetro mínimo recomendado deve ser de 50 mm. e) Solo para o aterro estrutural O solo para o aterro estrutural deverá ser argiloso, proveniente de jazidas licenciadas para a extração. Não deve ser utilizado saibro pela presença de minerais expansivos em sua composição, considerando os solos residuais de arenito presentes em larga escala na região. O material, após destorroado e lançado sobre o solo reforçado, não deverá apresentar grãos com diâmetro maior do que 7,5 cm (3”). A compactação em energia equivalente ao Proctor normal, deverá produzir um maciço com ângulo de atrito superior a 32° e coesão mínima de 4 kPa para amostra compactada de forma semelhante ao executado em campo ou a partir de amostra indeformada. f) Areia grossa Areia grossa limpa e/ou lavada com granulometria entre 2,0mm e 4,8mm destinada a garantir uma drenagem de contato entre o aterro estrutural e o solo natural. O material não deverá possuir mais do que 2% de material pulverulento. Equipamento Os equipamentos necessários à execução destes dispositivos compreendem os manuais e os mecânicos, sendo os seguintes: PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 90 a) manuais - pá, picareta, enxada e carrinho de mão; b) mecânicos - pá carregadeira, retroescavadeira, trator de esteiras, placa vibratória e rolo vibratório leve. Execução Os gabiões do tipo caixa devem ser entregues pelas fábricas no local das obras, dobrados e reunidos em pacotes. Na obra, as caixas dos gabiões devem ser abertas e montadas, costuradas pelas arestas e fixados os diafragmas às paredes laterais. Os fios devem ser metálicos, com comprimento não superior a 10 cm e dotado de um elemento de proteção (plástico ou borracha) que impeça o dano ao revestimento de PVC da malha hexagonal. Agrupam-se mais gabiões vazios, lado a lado e sucessivamente, amarrados àqueles vizinhos pelas arestas, formando uma estrutura contínua no sentido horizontal, antes do enchimento. Procede-se o enchimento do gabião caixa frontal com a pedra de mão, o qual é efetuado manualmente ou com qualquer meio mecânico, utilizando-se pedras de porte maior ou ligeiramente superiores à da malha de modo a obter a mínima porcentagem de vazios. Para garantir o alinhamento, é exigido o uso de uma forma descontínua (grelha) na face frontal durante o enchimento. No interior dos gabiões, os tirantes são inseridos durante o enchimento para tornar solidas entre si as paredes opostas. Isto facilita o alinhamento das paredes à vista na obra e evita a deformação dos gabiões durante o enchimento. São previstos tirantes com espaçamento horizontal de 50cm (entre a face e o diafragma) e com espaçamento vertical de 33cm (nos terços da altura). O fio adotado para os tirantes, bem como, aquele adotado para as amarrações apresenta as mesmas características do fio dos gabiões. Durante a montagem e nas operações para a amarração, é necessário utilizar pinças com pontas alongadas e de superfície lisa, pois o revestimento plástico não deve ser danificado. Após o enchimento, a tampa do elemento pode ser fechada e costurada. Realizado o enchimento com pedra de mão, coloca-se o filtro de geotêxtil na face anterior quando o reaterro estrutural for de solo. A extremidade de ancoragem do geotêxtil repousa, temporariamente, sobre o gabião caixa. O aterro estrutural deverá ser realizado em camadas com espessura máxima de 20 cm. A seqüência de compactação é descrita em especificação pertinente, mas, para cada camada, são recomendáveis o nivelamento da camada com trator de esteiras e a densificação efetiva com compactador de percussão mecânico (sapo) até 1 m de distância do gabião caixa e o restante com rolo pé-de-carneiro. PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 91 No caso do aterro com rachão (particular para alguns segmentos da estrutura), a compactação dá-se apenas pela passagem de placa ou rolo vibratório. A cada camada de aterro estrutural, o dreno de contato com areia grossa deve ser garantido com uma espessura mínima indicada em projeto com variação de no máximo 10% da medida. Nivelada a terraplenagem, faz-se o posicionamento do elemento consecutivo, observando-se o recuo, indicado em projeto, entre uma camada e outra (exceto nos elementos duplos). INSPEÇÃO Controle Tecnológico dos Materiais Este controle abrange os ensaios e determinações para verificar se as condições dos materiais estão sendo atendidas. Serão procedidos os seguintes ensaios: • Ensaio de granulometria do material de enchimento; • Ensaio de abrasão Los Angeles da pilha britada, ou quando visualmente observadas alterações que possam influir na qualidade do agregado. Controle Geométrico e de Acabamento O controle geométrico consistirá de medida a trena, ou com o auxílio de equipamentos topográficos auxiliares. O controle das condições de acabamento será feito em bases visuais. Controle da Execução O controle da pedra-de-mão será feito visualmente e por testes expedidos de sua resistência, efetuados “in situ”, a qual deverá ser aplicada em todas as etapas, ou seja: • Nos estoques de agregados; • Na operação de carregamento; • Nas operações de pista como espalhamento, compactação, e acabamento. O controle das redes metálicas será efetuado por certidões de qualidade fornecidas pelo fabricante, a razão de um certificado para cada carregamento que chegar à obra. Controle de Recebimento Baseado no Controle Tecnológico PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 92 Os serviços executados serão aceitos, sob o ponto de vista tecnológico, desde que sejam atendidas as seguintes tolerâncias: • As granulometrias dos materiais utilizados obedeçam a uma das faixas granulométricas preconizadas; • Os valores individuais obtidos nos ensaios de Abrasão Los Angeles, durabilidade e equivalente de areia atendam aos limites especificados. Controle de Recebimento Baseadono Controle de Execução Para que o serviço seja aceito, deverão ser obedecidos os seguintes aspectos, avaliados em bases visuais, pela fiscalização: • As condições de estocagem dos agregados deverão ser consideradas satisfatórias, tendo em vista a não contaminação com materiais estranhos; a adequada separação entre os depósitos de agregados correspondentes. • A operação de carregamento dos materiais estocados, deverá ser procedida de forma criteriosa, em particular para o rachão que contenham alguma presença de contaminação com finos. Com relação a este aspecto, deverão ser evitadas as zonas do depósito de agregado graúdo que contenham tais partículas. • A compactação, nos casos de aterros de rachão compactados será julgada eficiente, e consequentemente será aceita, se com a passagem do rolo liso compactador constatar-se que não houve penetração de uma pedra de tamanho razoável, colocada sobre a camada. • Os materiais deverão ser depositados em locais protegidos de aguas correntes, transito sobre este, ou qualquer outro fator que possa modificá-lo. Aceitação O serviço será considerado como aceito desde que as dimensões externas dos dispositivos atendam os indicados no projeto com tolerâncias de 5% em pontos isolados. CRITÉRIOS DE MEDIÇÃO O sistema será medido por elemento, conforme a sua dimensão, devidamente concluído e aceito. O geotêxtil, a brita e o aterro estrutural serão medidos em item específico. 13.2.3. EC-03 – FORNECIMENTO E COMPACTAÇÃO DE ATERRO DE ARGILA GENERALIDADES PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 93 Aterros são segmentos, cuja implantação requer o depósito de materiais, quer proveniente de corte, quer de empréstimos, no interior dos limites das seções de projetos (“off-sets”), que definem o corpo estradal. No presente caso, o aterro faz parte de um sistema de contenção e, por isso, o controle de compactação enseja cuidados maiores do que o trivialmente utilizado em terraplenagens convencionais. As operações de aterro compreendem: A indenização das jazidas utilizadas; A escavação, seleção, carga e o transporte do material até a obra; A descarga e o espalhamento; A correção da umidade por secagem ou umedecimento; A compactação do aterro. MATERIAIS Os solos para os aterros provirão de empréstimos ou de cortes existentes, devidamente licenciados. O solo para o aterro estrutural deverá ser argiloso, proveniente de jazidas licenciadas para a extração. Não deve ser utilizado saibro pela presença de minerais expansivos em sua composição, considerando os solos residuais de arenito presentes em larga escala na região. O material, após destorroado e lançado, não deverá apresentar grãos com diâmetro maior do que 7,5 cm (3”). A compactação em energia equivalente ao Proctor normal, deverá produzir um maciço com ângulo de atrito superior a 32° e coesão mínima de 4 kPa para amostra compactada da mesma forma que em campo. A critério da fiscalização pode ser solicitado a determinação dos parâmetros de resistência. Após pulverizado, o material resultante deve ser isento de matéria orgânica e apresentar expansão inferior a 2%. EQUIPAMENTOS A execução dos aterros deverá prever a utilização racional de equipamento apropriado, atendidas as condições locais e a produtividade exigida. Na construção dos aterros poderão ser empregados tratores de lâmina, escavo transportadores, caminhões basculantes, rolos pé-de-carneiro e compactadores de impacto (sapo). EXECUÇÃO A execução dos aterros subordinar-se-á aos elementos técnicos fornecidos ao Executante e constantes das notas de serviço elaboradas de conformidade com o projeto. PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 94 A operação será precedida de execução dos serviços de escavação, desmatamento, destocamento e limpeza. Preliminarmente à execução dos aterros, deverão estar concluídas as obras necessárias à drenagem, desde que em confronto com estas. No caso de aterros assentes sobre o talude rodoviário original, a superfície do talude deverá ser previamente escarificada pela passagem da lâmina do trator de esteiras, de forma a garantir um melhor travamento entre as estruturas. O lançamento do material para a construção dos aterros deve ser feito em camadas sucessivas, em toda a largura da seção transversal, e, em extensões tais que permitam seu umedecimento e compactação de acordo com o previsto nestas especificações. Para o corpo dos aterros, tanto quanto para as camadas finais, a espessura da camada compactada não deverá ultrapassar 0,20 m. Todas as camadas deverão ser convenientemente compactadas na umidade ótima, até se obter a massa específica aparente seca correspondente a 100% ou mais da massa específica aparente máxima seca, do Ensaio AASHTO Proctor Normal (T-99). Os trechos que não atingirem as condições mínimas de compactação e máxima de espessura, deverão ser escarificados, homogeneizados, levados à umidade adequada e novamente compactados, até atingir a massa específica aparente seca exigida. Caberá à fiscalização verificar os resultados do controle da compactação de acordo com o que determinam os Métodos de Ensaios usuais da prática de engenharia. CONTROLE Controle Tecnológico A Fiscalização reserva-se o direito de proceder um ensaio de compactação, segundo o Método AASHTO NORMAL (T99-57) e dois ensaios para a determinação da massa específica seca “in situ” para cada 1.000 m3 de um mesmo material de corpo de aterro. A Fiscalização reserva-se o direito de proceder um ensaio de granulometria, do limite de liquidez, do limite de plasticidade e um ensaio do Índice Suporte Califórnia, com energia do Método AASHTO NORMAL (T99-57) para cada amostra submetida ao ensaio de compactação, bem como o teor de material orgânica. Controle Geométrico O acabamento da plataforma de aterro será procedido mecanicamente, de forma a alcançar-se a conformação da seção transversal do projeto, admitidas as seguintes tolerância: PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 95 variação da altura máxima de 0,05 m; variação máxima da largura de + 0,30 m. O controle será efetuado por nivelamento. O acabamento, quanto a declividade transversal e inclinação dos taludes, será verificado pela Fiscalização, de acordo com o projeto. MEDIÇÃO A medição do serviço será realizada pelo volume efetivamente compactado, tomando-se o método das áreas médias para o cálculo. PAGAMENTO Os serviços serão pagos pelos preços unitários contratuais, em conformidade com a medição referida no item anterior. 13.2.4. EC-04 – FORNECIMENTO E INSTALAÇÃO DE GEOTÊXTIL GENERALIDADES Esta especificação refere-se ao fornecimento e instalação de geotêxtil não tecido como elemento filtrante ou drenante. MATERIAIS Os geotêxteis devem ser do tipo não tecido, empregando fibras de poliéster ou polipropileno, com resistência à tração especificada em projeto, conforme indicação em prancha. EQUIPAMENTOS Apenas os equipamentos de transporte e manuseio da bobina e ferramentas manuais para corte (tesoura). EXECUÇÃO A aplicação das mantas geotêxteis ocorre em dispositivos de drenagem, gabiões, drenos, enrocamentos, canais entre outras situações, deve atender ao especificado em projeto, e as recomendações dos fabricantes quanto aos cuidados necessários na aplicação do material. Durante o desenvolvimento das obras deve ser evitado o tráfego desnecessário de pessoal ou equipamentos sobre a manta geotêxtil aplicada, evitando sua danificação. PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 96 Antes da instalação dos geotêxteis o terreno deve ser regularizado e devem ser evitados corpos estranhos pontiagudos que possam perfurar o geotêxtil. O traspasse entre os panos de geotêxtil transversal ou longitudinal deve ser de 30,0cmou conforme especificação do fabricante. Durante as aberturas dos panos, estes devem ser fixados nas extremidades permitindo sua ancoragem na camada superior de reaterro. A estocagem do material, previamente à sua instalação, deve garantir sua proteção à radiação solar. Deve-se utilizar geotêxteis não tecidos com resistência à tração faixa larga não inferior a 14kN/m, resistência ao puncionamento CBR não inferior a 3kN, bem como apresentar permeabilidade superior à 0,3cm/s para compor os sistemas de drenagens. Quando existir a necessidade de utilização de geotêxtil em base de muro de arrimo, cavas de chaves granulares, aterros de enrocamento, ou em locais cujo material apresenta contato direto com solos com granulometria uniforme e superior a de brita 1, o geotêxtil deve apresentar resistência a tração faixa larga não inferior a 26kN/m. O geotêxtil será cortado nas medidas indicadas no projeto e disposto nos locais igualmente indicados. A fixação temporária pode ser realizada com presilhas metálicas ou âncoras de blocos de rocha de até 20 cm de diâmetro. O trespasse longitudinal deverá ser de 20 cm. Filtros danificados deverão ser substituídos, de acordo com a determinação da fiscalização. CONTROLE O controle será visual e qualitativo, exercido pela Fiscalização da CONTRATANTE. Os trespasses devem ser conferidos esporadicamente, exigindo-se um mínimo de 20,0 e 30,0 cm, conforme citado anteriormente. Não serão aceitos panos de geotêxteis com a presença de rasgos ou perfurações. A superfície final dos geotêxteis não deve apresentar rugas ou dobras. MEDIÇÃO A medição e o pagamento serão realizados pela metragem quadrada de geotêxtil empregado, conforme as medidas indicadas no projeto. PAGAMENTO O pagamento será feito pelo preço unitário contratual, devendo incluir todas as despesas diretas ou indiretas previstos para execução deste serviço. PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 97 13.2.5. EC-05 – DRENO DE AREIA OU PEDRISCO GENERALIDADES Esta especificação corresponde aos serviços referentes a execução da drenagem interna com areia ou pedrisco em obra de contenção. Poderá ser utilizado dreno sem tubulação interna, onde o material filtrante é o próprio sistema de drenagem. Em circunstâncias especiais, definidas em projeto, poderão ser utilizadas mantas geotêxteis não tecidas, com um mínimo de densidade igual a 200 g/m². MATERIAIS A areia a ser utilizada deverá ser média a grossa limpa e lavada, preferencialmente de jazida fluvial, não devendo apresentar mais do que 2% de argila, silte ou material pulverizado. A areia deve possuir coeficiente de permeabilidade k≥10-4m/s por ensaio de permeabilidade realizado de acordo com a norma ABNT NBR 13292/1995. A brita deve ter granulometria de brita 0/pedrisco, sendo que este material não pode conter argila, silte ou material pulverizado de britagem em proporções maiores que 2%. O material drenante/filtrante deve ser especificado nas pranchas de projeto. EQUIPAMENTOS Serão necessários equipamentos de carga (carregadeira) e de transporte (caminhões caçamba), além das ferramentas manuais corriqueiras. EXECUÇÃO A camada de areia deverá envolver o tubo de drenagem e percorrer o contato entre o aterro estrutural e os solos pré-existentes. A espessura da camada deverá estar indicada em projeto podendo variar no máximo 5%. Para garantir uma camada homogênea, a construtora deverá utilizar-se de uma forma temporária de compensado ou madeira (uma guia de 20 cm é usualmente empregada). Quando lançado, o material drenante deverá ser apiloado e ter o cuidado para manter a espessura mínima indicada em projeto. Em condições restritas de acesso, em cavas profundas que o operador não possa efetuar o apiloamento, o material pode ser simplesmente lançado a seco em camadas de 10cm e umedecido com lançamento de água na sua superfície. CONTROLE PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 98 O controle será, visual e qualitativo, exercido pela Fiscalização da CONTRATANTE. A Fiscalização reserva-se o direito de proceder com os seguintes ensaios: análise granulométrica por peneiramento (NBR 7181/1984); determinação do equivalente de areia (NBR 12052:1992); teor de matéria orgânica (NBR 13600:1996 / NBR-NM 49:2001); ensaio de permeabilidade (NBR 13292/1995). MEDIÇÃO Será medido por metro cúbico de areia, considerando a extensão da drenagem e uma espessura constante de 0,3 metros. PAGAMENTO O pagamento será feito pelo preço unitário contratual, devendo incluir todas as despesas diretas ou indiretas previstos para execução deste serviço. 13.2.6. EC-06 – TUBOS PERFURADOS GENERALIDADES Esta especificação trata da execução de tubulação perfurada, contabilizando a necessidade de execução dos furos. MATERIAIS Tubos pré-moldados de concreto ou PEAD com diâmetro especificado em projeto; Argamassa, resina epóxi ou cola para a conexão da tubulação. Concreto Ciclópico Formas de compensado EQUIPAMENTOS Ferramentas manuais corriqueiras e furadeira elétrica. EXECUÇÃO Os tubos pré-moldados devem ser perfurados com espaçamento de furos definidos em projeto. Após a realização da perfuração, monta-se a tubulação com a extensão também definida no projeto na posição indicada e realiza-se a conexão PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 99 entre as unidades. Os procedimentos de montagem seguem os mesmo daqueles descritos na especificação DAER-ES-OC 04/91. É indispensável o preparo da base para assentamento do tubo. Este serviço deve seguir os critérios de especificação própria. CONTROLE O controle será visual e qualitativo, exercido pela Fiscalização da CONTRATANTE. A aceitação dar-se-á através da conferência do local de assentamento, que deve ser em material filtrante ou drenante. A aceitação também passará pela conferência do material especificado. Onde ocorrer partes danificadas (esmagadas) de tubo por eventual incidente em obra, deve-se cortá-lo e realizar uma emenda com conexão apropriada, ficando sujeito a aceitação da fiscalização. MEDIÇÃO Será medido por metro de tubo instalado. PAGAMENTO O pagamento será feito pelo preço unitário contratual, devendo incluir todas as despesas diretas ou indiretas previstos para execução deste serviço. 13.2.7. EC-07 – EXECUÇÃO DE CHAVES GRANULARES DRENANTES DESCRIÇÃO E DEFINIÇÕES Este documento especifica o fornecimento, carga, transporte e descarga dos materiais, mão-de-obra e equipamentos adequados, necessários à execução e o controle de qualidade de camadas de rachão e material britado de preenchimento ou proteção para a execução de chave granular. Entende-se por lançamento de material britado (o simples ato do lançamentode uma seleção de material pétreo, normalmente em cavas, leitos ou valas, onde o efeito de confinamento, dispensam a compactação, sendo necessário apenas a passagem com a própria esteira do equipamento de escavação. MATERIAIS Rachão ou pedra de mão PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 100 Os agregados deverão ser constituídos por produtos da britagem de rocha sã, de origem vulcânica ou de elevado grau de metamorfismo. Deverão ser atendidas as seguintes condições gerais para o agregado rachão ou pedra de mão: Deverão ser constituídos de fragmentos tenazes, não friável, limpos de argilas ou outros contaminantes, sem nenhum grau de alteração, pouco lamelares ou alongadas. A lamelaridade deve ser inferior a 20%. Já o desgaste no ensaio de Abrasão Los Angeles não deverá ser superior a 50%, bem como devem apresentar tensão de ruptura superiores a 100Mpa. O diâmetro máximo recomendado deverá estar compreendido entre 1/3 e 2/3 da espessura final de camada individual executada, não devendo superar a200 mm (8″). Enquanto que o diâmetro mínimo recomendado deve ser de 50 mm. Pedra britada de preenchimento A pedra britada deverá ser utilizada nas seguintes situações: Nos aterros de enrocamento a serem compactados, sendo utilizado como material de preenchimento de vazios nas camadas finais, ou de regularização para assentamento. Neste caso poderá ser exigida camada compactada indicada em projeto. Como material drenante nos fundos de cavas preenchidas com rachão ou no contato direto com solos. Nesta última ocasião, o material deve ser antecedido de uma zona filtrante de granulometria britada mais fina (somente pedrisco) em espessuras não inferiores a 30cm ou através de geotêxteis. O material de preenchimento de camadas deverá ser constituído por material de britagem, com as mesmas características físicas especificadas para o agregado de rachão (forma, resistência ao desgaste e isenção de pureza). O material é constituído por pedras do britador secundário de dimensões variadas entre 5 a 20mm, representando granulometria de pedrisco a brita 1. O material também tem a função de proteção mecânica de dispositivos de drenagem tubulares de fundo. Todos os materiais britados (rachão ou britas) deve apresentar no máximo 2% de material pulverizado, podendo ser necessário serem lavados. EQUIPAMENTOS PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 101 Todo equipamento deverá ser inspecionado pela fiscalização, devendo dela receber aprovação. O conjunto de equipamentos que poderão ser utilizados para a execução da camada de rachão compreende: Retroescavadeira ou escavadeira hidráulica; Trator de esteiras com lâmina; Rolo compactador liso vibratório para compactação de camada final, quando exigido; Caminhão basculante; Equipamentos e ferramentas complementares: pás, carrinhos de mão, marretas, vassourões ou vassouras mecânicas, etc.; Equipamentos de compactação manual para locais restritos. Outros equipamentos, a critério da fiscalização, poderão ser utilizados. No simples lançamento de material em cava, vala ou chave granular, os equipamentos de compactação e espalhamento são desnecessários. EXECUÇÃO Os serviços que antecedem o serviço aqui especificado são: realização da escavação e instalação do geotêxtil de envelopamento, quando especificado em projeto. A execução da chave granular inicia-se pelo carregamento do material nos depósitos ou pátios de estocagem da instalação de britagem. A operação de carga do material deverá ser procedida de forma criteriosa. Anterior ao lançamento do rachão deve-se verificar se a cava está envelopada com geotêxtil, quando este envelope é especificado. Anterior ao lançamento do rachão deve-se verificar a existência de tubos perfurados e corrugados no fundo da cava. Se especificado estes tubos em projeto, deve-se previamente a instalação destes executar uma camada de proteção. Para isso, lança-se uma camada de pelo menos 5cm no fundo da cava com material britado fino (pedrisco). Após, instala-se o tubo e preenche-se a vala com material britado de dimensão inferior a brita 2 até o cobrimento total do tubo. Finalizado o leito de proteção do tubo, o lançamento de camadas sucessivas de rachão poderá ser através do tombo direto do caminhão basculante quando não especificado o envelopamento. No entanto, quando especificado envelopamento da chave com geotêxtil, o material deve ser colocado no fundo através da concha da retroescavadeira ou escadeira hidráulica evitando que o geotêxtil seja danificado. Finalizado o lançamento do material de preenchimento, executa-se uma última camada de material de preenchimento composta por brita 2 a pedrisco com espessura de 10cm. Esta camada de material mais fino servirá como plataforma de trabalho e base de assentamento. PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 102 Quando da indicação de necessidade de compactação do material, esta será executada através de passadas do rolo liso vibratório leve. A camada será considerada apta quando o rolo compactador não causar mais deformação. Trata- se de um procedimento visual, no entanto, recomenda-se pelo menos 4 passadas com o rolo no mesmo local. Em cada passada, o equipamento utilizado deverá recobrir, ao menos, a metade da faixa anteriormente comprimida. Se junto ao tardoz de contenções como enrocamento reforçado, muros de gabiões e ainda em situações de proximidade com geossintéticos, recomenda-se a utilização de placas vibratórios (compactação manual), na largura de um metro, para evitar deformações da estrutura, esmagamento, ou qualquer outro dano mecânico possível no elemento solicitado. Execução de preenchimentos e camadas de drenos A execução das camadas de preenchimento e drenos de contato também inicia pelo carregamento do material nos depósitos ou pátios de estocagem da instalação de britagem. Nas camadas finais de aterro em plataformas, após a operação de carregamento e o transporte por meio de caminhões basculantes, faz-se o espalhamento em uma camada de espessura homogênea, uniformemente solta. Efetuadas as correções necessárias de regularização, e previamente ao lançamento do material de enchimento, poderá ser obtida uma melhor acomodação da camada final através de compressão com rolo liso sem vibração. A execução de camadas de preenchimento deve ser realizada para o assentamento da estrutura de contenção após a finalização de leitos ou chave granular. Também, esta camada é executada logo a cima da última camada de aterro de rachão, em especial, quando sobrejacente a esta, será executado aterro de solo. A aplicação do material de enchimento deverá ser feita em uma ou mais vezes, até se obter um bom preenchimento, evitando-se o excesso superficial. CONTROLE Controle Tecnológico dos Materiais Este controle abrange os ensaios e determinações para verificar se as condições dos materiais estão sendo atendidas. Serão procedidos os seguintes ensaios: Ensaio de granulometria do material de enchimento; Ensaio de abrasão Los Angeles da pilha britada, ou quando visualmente observadas alterações que possam influir na qualidade do agregado. PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 103 Controle de Execução Controle Genérico A principal atividade de controle, para o serviço de rachão, será a inspeção visual, a qual deverá ser aplicada em todas as etapas, ou seja: Nos estoques de agregados; Na operação de carregamento; Nas operações de pista como espalhamento, compactação e acabamento. Controle Geométrico e de Acabamento Controle de Espessura: Após a execução da camada, proceder-se-á a verificação da seção transversal através de nivelamento topográfico. Controle de Acabamento da Superfície: As condições de acabamento da superfície serão apreciadas pela fiscalização, em bases visuais. Controle de Recebimento Recebimento Baseado no Controle Tecnológico Os serviços executados serão aceitos, sob o ponto de vista tecnológico, desde que sejam atendidas as seguintes tolerâncias: As granulometrias dos materiais utilizados obedeçam a uma das faixas granulométricas preconizadas; Os valores individuais obtidos nos ensaios de Abrasão Los Angeles, durabilidade e equivalente de areia atendam aos limites especificados anteriormente. Recebimento com Base no Controle de Execução Genérico Para que o serviço seja aceito, deverão ser obedecidos os seguintes aspectos, avaliados em bases visuais, pela fiscalização: As condições de estocagem dos agregados deverão ser consideradas satisfatórias, tendo em vista a não contaminação com materiais estranhos; a adequada separação entre os depósitos de agregados correspondentes. A operação de carregamento dos materiais estocados, deverá ser procedida deforma criteriosa, em particular para o rachão que contenham alguma presença de contaminação com finos. Com relação a este aspecto, deverão ser evitadas as zonas do depósito de agregado graúdo que contenham tais partículas. PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 104 A compactação, nos casos de aterros de rachão compactados será julgada eficiente, e consequentemente será aceita, se com a passagem do rolo liso compactador constatar-se que não houve penetração de uma pedra de tamanho razoável, colocada sobre a camada. Os materiais deverão ser depositados em locais protegidos de águas correntes, transito sobre este, ou qualquer outro fator que possa modificá-lo. MEDIÇÃO A medição e o pagamento serão realizados pela metragem cúbica de pedra britada empregada, conforme as medidas indicadas no projeto. PAGAMENTO O pagamento será feito pelo preço unitário contratual, devendo incluir todas as despesas diretas ou indiretas previstos para execução deste serviço. 13.2.8. EC-08 – FORNECIMENTO, BENEFICIAMENTO E INSTALAÇÃO DE TIRANTE PERMANENTE, INCLUSIVE INJEÇÕES DEFINIÇÃO Esta especificação contempla os serviços de fornecimento, montagem e instalação de tirante permanente. Além dos quesitos aqui apresentados, os tirantes deverão atender, no que for mais restritivo, às prescrições da NBR5629. A perfuração para a introdução dos tirantes será remunerada em serviço específico, de forma que esta especificação orienta as demais atividades pertinentes à construção de tirantes, incluindo as injeções de nata de cimento em suas etapas primária, secundária e terciária, bem como todos os ensaios de qualificação, recebimento e fluência. Recomenda-se que a injeção primária seja realizada pelo fabricante do tirante, que, neste caso, atestará o controle tecnológico dela. Sendo assim, a fabricação pode ser programada à medida que vão sendo definidos os comprimentos de perfuração de cada tirante. No entanto, se executada no campo, o controle deve ser rigoroso e realizado pela Fiscalização, atestando cada tirante e garantindo que a nata de cimento preencheu todo o espaço vazio entre a bainha metálica corrugada e a barra de aço. Todas as peças metálicas devem ser recebidas em obra com galvanização a fogo com espessura mínima de 120 micras. EQUIPAMENTO PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 105 Para a realização dos serviços o executante deverá dispor, pelo menos, os seguintes equipamentos: Misturador de alta turbulência para nata de cimento; Agitador de nata de cimento; Bomba de injeção de nata de cimento, inclusive mangueiras, válvulas, manômetros e outros dispositivos necessários para as atividades de injeção; Bomba d’água para limpeza de tubulações e reservatório d’água compatível; Conjunto bomba e cilindro hidráulico de eixo vazado para protensão com capacidade nominal igual ou superior a 750kN; Conjunto de medição de cargas e de deslocamento para a realização de ensaios durante a protensão; No caso de trabalhos em altura reduzida, andaimes tubulares metálicos para a realização de ensaios de protensão e injeção terciária (podendo ser especificado a parte), quando necessário; No caso de trabalhos em grande altura, deverá ser utilizado guindaste com capacidade e lança em comprimento adequados. MATERIAIS Os materiais para a construção dos tirantes são os seguintes: Vergalhão de aço e peças acessórias O vergalhão de aço para tirante deve possuir superfície corrugada. Suas características devem ser tais que, para o diâmetro utilizado, a barra possua a carga de trabalho (conforme definido na NBR5629) estipulada em projeto. Ainda, o vergalhão deve possuir roscas que o possibilitem receber porcas ou luvas compatíveis com a carga de trabalho estipulada e proteção anticorrosiva à base de galvanização a fogo com espessura não inferior a 120 micra. As placas de ancoragem devem fazer parte de um sistema de ancoragem comercial com dimensões maiores que o diâmetro de perfuração e conforme indicação nas pranchas de projeto, devidamente galvanizadas de forma idêntica ao vergalhão do tirante. Luvas para emenda, anel de compensação angular, batoques, bainha metálica (quando especificado em projeto) do mesmo fabricante do vergalhão; Mangueiras ou tubulação de injeção e suas válvulas de acordo com a técnica escolhida pelo executor em acordo com o Projeto; Tubo ou mangueira de PVC/PEAD para a confecção do trecho livre; Centralizadores poliméricos do tipo carambola para o trecho ancorado e para o trecho livre; Graxa sintética a base de silicone (quando especificado em projeto); Fita de vedação resistente à graxa sintética (quando especificado em projeto). PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 106 Cabeça de ancoragem A cabeça de ancoragem será composta por: Placa de ancoragem; Porca sextavada ou hexagonal, de acordo com o projeto; Anel de compensação angular, se exigido no projeto. As peças componentes da cabeça de ancoragem devem ser compatíveis com o tirante, tanto nos quesitos de conexão quanto de resistência mecânica. Desta forma é recomendado que tais peças sejam fornecidas pelo mesmo fornecedor do tirante. Após a instalação, as peças metálicas expostas intempéries (elementos externos, sujeitos a corrosão), precisam ser recobertas por pintura de proteção galvânica instantânea a frio. Devem ser aplicadas duas demãos, conforme orientações do fabricante. Especial atenção deve ser dada a possíveis danos a proteção galvânica a fogo (de espessura não inferior a 120 micra) durante o manuseio das peças metálicas. Caso sejam verificados danos, esses devem ser criteriosamente reparados com a pintura de proteção galvânica instantânea a frio. Nata de cimento A nata deve ser preparada com Cimento Portland (Comum ou de Alta Resistência Inicial) com resistência à compressão característica mínima de 25MPa e fator água/cimento igual a 0,45. Para melhorar a viscosidade da pasta é aceito o uso de aditivos fluidificantes, desde que estes não contenham cloretos ou quaisquer outros agentes agressivos ao aço. EXECUÇÃO Os tirantes deverão ser montados de acordo com o arranjo e as disposições contidas nos documentos de projeto. Todo o vergalhão, independente do trecho livre ou ancorado, deverá ser envolvido por uma bainha metálica corrugada e o espaço entre os dois preenchidos por pasta de cimento, cuja injeção primária deve vir de fábrica. De qualquer forma, esta injeção deverá ser executada certificando-se de que não fique vazio de ar no interior do conjunto, o que deverá ser garantido por circulação ou recirculação contínua da pasta de cimento. Caso executado pelo fabricante, deve-se exigir certificação de qualidade. As características desse serviço, bem como as características mecânicas exigidas para a pasta de cimento deverão estar coerentes com o previsto no Projeto. PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 107 Caso necessário, as barras poderão ser moduladas em segmentos e emendadas por luvas desde que tais módulos não tenham comprimento menor do que 6 metros. Esses módulos só poderão ser manuseados após a maturidade de 7 dias. As luvas (quando necessário) e o conjunto de vergalhão com bainha corrugada deverão ser besuntados com graxa a base de silicone antes da introdução da bainha lisa (no trecho livre). A eventual necessidade de emenda da bainha lisa deverá ser realizada com luvas estanques, garantindo-se que o diâmetro interno não seja reduzido. Opcionalmente, o executor poderá optar pela injeção de graxa de menor viscosidade, de forma análoga à injeção da pasta de cimento. Caso exista esse interesse, isto deverá ser previamente comunicado à fiscalização. O trecho livre deverá ser vedado112 13. PLANO DE EXECUÇÃO DAS OBRAS ........................................... 114 13.1. Fatores condicionantes ............................................................. 114 13.2. Resumo das distâncias de transporte ....................................... 114 13.3. Cronograma físico ..................................................................... 116 13.4. Plano de ataque ........................................................................ 117 14. COMPONENTE AMBIENTAL.......................................................... 121 14.1. Introdução ................................................................................. 121 14.2. Ações Ambientais ..................................................................... 121 14.3. Áreas de Bota-fora .................................................................... 125 14.4. Concepções de cunho ambiental nos projetos geotécnicos ..... 127 15. ARTs da EQUIPE TÉCNICA ........................................................... 128 ANEXO A – ENSAIOS DE CAMPO (SONDAGENS SPT) ........................ 133 ANEXO B – ENSAIOS DE LABORATÓRIO – AMOSTRA INDEFORMADA 137 ANEXO C – ENSAIOS DE LABORATÓRIO – AMOSTRA DEFORMADA156 16. TERMO DE ENCERRAMENTO ...................................................... 167 PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 7 2. APRESENTAÇÃO Este documento compreende o relatório do projeto de estabilização e reconstrução do talude de corte localizado na ERS-122 km 7+600 (lado esquerdo) no trecho entre os municípios de São Sebastião do Caí e Portão no estado do Rio Grande do Sul onde ocorreu uma ruptura no ano de 2015. Neste local, o trecho está sob a administração da Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR). O referido projeto de estabilização está fundamentado basicamente no levantamento planialtimétrico cadastral prévio do local e nas inspeções de campo. Além da interdição parcial da rodovia após o movimento de solo em 2015, há indícios de que novas rupturas possam ocorrer com risco de interdição da rodovia. Esse fato decorre da geometria do talude pós-ruptura, com declividades mais acentuadas que o corte natural da plataforma da rodovia e sem cobertura vegetal – facilitando a infiltração de água. A ruptura também causou patologias à edificação construída junto à faixa de domínio da rodovia em função do efeito de desconfinamento da massa de solo. A projetista constatou a presença de trincas nas paredes e pisos da edificação possivelmente relacionada às movimentações da massa de solo. Devido ao tipo de ruptura ocorrida e ao tipo de solução aventada, a rodovia deverá ser interditada em apenas uma faixa de rolamento durante a fase construtiva, principalmente pelo intenso trânsito de máquinas nas etapas de terraplenagem. No presente relatório será apresentado um volume contendo o memorial descritivo dos estudos e projetos, especificações técnicas e tabela de quantidades estimadas. A campanha de investigação geotécnica contou com a execução de quatro perfurações em sondagens à percussão contribuindo para a definição geométrica da estrutura de contenção projetada. Além disso, foram coletados blocos de solo indeformado da região do talude rompido para a realização de ensaios de laboratório e amostras de solo deformado em jazida de solo próxima à obra para a PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 8 realização de ensaios de laboratório para caracterização do material como possível reaterro da obra. PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 9 3. MAPA DE SITUAÇÃO PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 10 4. DIAGNÓSTICO DA INSTABILIDADE Trata-se de uma ruptura de um talude localizado na ERS-122 no km 7+600 dentro dos limites do município de São Sebastião do Caí/RS. Neste trecho rodoviário a ERS-122 contempla quatro faixas, sendo duas em aclive na direção de São Sebastião do Caí (lado direito) e outra em declive, na direção de Portão (lado esquerdo). As faixas de rolamento do lado direito apresentam largura média de 3,6m e, do lado esquerdo, de 4,0m. Estima-se que o problema geotécnico ocorreu aproximadamente 1 ano antes dos estudos em questão, conforme relato de moradores. A Figura 4-1 apresenta uma foto do movimento já ocorrido em julho de 2015. Figura 4-1 – Imagem do local da ruptura em julho/2015 (Google Earth). A foto da Figura 4-2 de abril de 2016 apresenta a situação atual do talude rompido, com crescimento pronunciado de vegetação nativa principalmente na região de solo depositado da ruptura. Figura 4-2 – Imagem panorâmica do local da ruptura em abril/2016. PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 11 Quanto à interferência nas edificações lindeiras ao talude, constatou-se a ruptura ocorrida causou patologias a pelo menos uma moradia (Figura 4-3) limítrofe à faixa de domínio, apresentando trincas em paredes e pisos típicas de movimentos de massa. Há também, construído na faixa de domínio da rodovia, um galpão de madeira (Figura 4-4) adjacente à moradia que precisará ser removido para a execução da solução de contenção. Figura 4-3 – Imagem de residência com patologias próxima ao talude rompido. Figura 4-4 – Imagem de edificação e galpão com risco de queda lindeiras ao talude rompido. PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 12 Quanto à interferência na rodovia, a ruptura ocorrida está atingindo pelo menos o acostamento, sem causar patologias visíveis à estrutura do pavimento, como o soerguimento. O solo rompido apresenta-se somente depositado sobre parte do acostamento (Figura 4-5), ou seja, a ruptura ocorrida não abrange a região do pavimento. Portanto, a ruptura ocorrida não deve apresentar grandes profundidades nas retroanálises apresentadas em capítulo específico. Quanto à interferência no sistema de drenagem, a deposição de material apresentada na Figura 4-5 e na Figura 4-6 causou a obstrução das sarjetas e caminhos d’água existentes na região, o que pode causar alagamentos no pé do talude, transporte de finos para o sistema de drenagem e obstrução física do acostamento. Figura 4-5 – Imagem da deposição do material movimentado atingindo parte do acostamento da rodovia. PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 13 Figura 4-6 – Imagem da deposição do material movimentado na sarjeta existente já danificada. Nos próximos subitens sequentes, elucidam-se alguns destes problemas. 4.1. Presença de solos residuais de arenito arcosiano Rochas que compõem a Bacia Hidrográfica do Rio dos Sinos, alvo deste projeto, são as rochas da Formação Botucatu. A Formação Botucatu é constituída de arenitos de origem eólica, ou seja, formadas por sedimentos cujo agente de transporte foi o vento. Em última análise, são paleodunas cimentadas com óxido de ferro e eventualmente por cimento silicoso. A composição é predominantemente dos arenitos da Formação Botucatu é de grão cujos minerais são o quartzo e feldspato. Devido ao elevado teor de feldspato nos grãos que constituem os arenitos do Triássico, eles poderiam ser classificados mais convenientemente como arcoses ou arcosídeos. O produto do intemperismo nas arcoses resulta em grumos de argila/silte que, devido à sua estrutura, se assemelham a grãos de areia. Este fato interfere nas características geomecânicas do solo, que apresenta comportamento mais argiloso a umidade natural e comportamento mais arenoso quando saturado. O teor de areia dependerá da quantidade de grãos cujo mineral constituinte é o quartzo. As características de plasticidade e de expansibilidade dos solos dependerão dos minerais constituintes dos grãos de feldspato que originaram a rocha primitiva.com fita de vedação apropriada para que a graxa não escoe. Os centralizadores serão montados de acordo com o espaçamento previsto em projeto, devendo ser fixados com arame apropriado para que resistam aos esforços tangenciais que ocorrem durante a introdução dos tirantes no furo. O tempo entre o preparo da nata e a sua injeção não deve ser superior a 40 minutos. A preparação da pasta deverá ser realizada em misturadores de pás ou de alta turbulência, preferencialmente duplos, de forma que a homogeneização possa ser realizada em câmara independente da câmara de injeção. A câmara de injeção, por sua vez, deverá estar equipada com agitador lento para evitar a segregação. Em caso de perda excessiva de pasta durante os procedimentos de injeção, é admitida a paralisação e a complementação do furo, desde que com intervalo inferior a 12 horas entre uma e outra injeção. A maturidade mínima da pasta de cimento para que seja realizada a protensão é de sete dias, desde que a resistência à compressão seja superior a estipulada em projeto. A injeção secundária deve ser realizada de forma ascendente através de tubulação fixa independente ou através da manchete de extremidade do sistema de reinjeção, se tal sistema for empregado. O fator água cimento deve ser no máximo 0,5, sendo aceitos aditivos fluidificantes. As protensões deverão ser realizadas na forma de ensaios de recebimento, conforme orientações da NBR 5629/2006 e das pranchas de projeto. A executante deverá executar os ensaios de qualificação e fluência em pelo menos 1 (um) tirante devido ao pequeno número de ancoragens a serem instalados neste caso isolado. Os ensaios deverão ser conduzidos por técnico devidamente treinado e sob PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 108 supervisão da Fiscalização. Os relatórios dos ensaios deverão ser montados pela executora e remetidos à Fiscalização antes da fase de injeção terciária. As cargas de incorporação dos tirantes devem ser indicadas no projeto, podendo ser alteradas se a Fiscalização julgar pertinente, desde que justificado. Neste caso isolado, a Fiscalização deve acompanhar seja topográfica ou visualmente os deslocamentos gerados na residência a montante de cortina, principalmente a abertura ou fechamento de trincas existentes. Se deslocamentos foram percebidos pela Fiscalização durante as protensões, as aplicações de carga devem cessar até reavalização da carga de incorporação pela Fiscalização. Além disso, os deslocamentos da cortina devem ser medidos através de deflectômetros ou pinos superficiais, não podendo ultrapassar 0,5% de deformação em relação à altura da cortina. Ou seja, é admitido deslocamento máximo de 1 cm da cortina para dentro do terreno durante a incorporação da carga. As peças metálicas da cabeça receberão, após a carga de incorporação, uma pintura de proteção galvânica instantânea a frio contra as ações de intempéries. Todas as peças metálicas do tirante que estão expostas ao ar livre, receberão esta pintura, que deve ser atestada visualmente pela Fiscalização e como o critério de aprovação, o recobrimento total das superfícies metálicas expostas. Para aplicação desta pintura devem-se seguir as recomendações do fabricante. CONTROLE A resistência dos vergalhões e demais componentes metálicos devem ser certificados pelo fabricante. A Fiscalização resguarda o direito de solicitar ensaios de tração no vergalhão para verificação dos lotes de fornecimento. A nata de cimento deverá ser controlada pelo executor, moldando-se pelo menos quatro corpos de prova de dimensões reduzidas a cada fase de injeção secundária de cada tirante. Dois desses corpos de prova deverão ser ensaiados a 14 e 28 dias e dois deverão ser guardados para comprovação pela Fiscalização. Os ensaios de pasta de cimento deverão ser realizados pela executora em laboratório certificado pelo INMETRO. O controle dos tirantes é realizado através de ensaios de protensão realizados segundo especificado na norma NBR 5629. Deve ser verificado se os comprimentos de perfuração e barras condizem com os projetos e se a nata de cimento preenche completamente o furo, além de possuir as características mecânicas indicadas no projeto. Tirantes com desempenho insuficiente definido pelos ensaios de protensão ou aqueles cuja nata de cimento não atender a resistência característica de projeto PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 109 deverão ser mérito de avaliação da Fiscalização que poderá exigir a implantação de reforços sem ônus ao contratante. MEDIÇÃO Os tirantes serão medidos por metro de comprimento, independente do trecho livre ou ancorado, desde que com desempenho garantido pelos ensaios de protensão. Portanto a medição só será realizada quando da finalização e validação desses ensaios. PAGAMENTO O pagamento será realizado pelo valor do preço unitário proposto, considerando o comprimento medido segundo os critérios aqui estabelecidos. 13.2.9. EC-09 – PERFURAÇÃO PARA ELEMENTOS DE ANCORAGEM DEFINIÇÃO A perfuração para elementos de ancoragem é uma atividade que consiste na destruição de solos e rochas para a execução de reforço com diâmetro nominal variado, conforme indicações do projeto de engenharia. EQUIPAMENTO O equipamento de perfuração deverá ser do tipo roto-percussivo com possibilidade de emprego de martelo de fundo ou tricone, sendo possível a instalação de revestimentos a partir do emprego de brocas excêntricas ou pela superfície, se necessário. O equipamento pode ser acionado por ar comprimido, por fluido hidráulico ou por outra técnica de rotação e destruição, podendo a limpeza do furo ser realizada por circulação de ar (não deve ser utilizada circulação de água). EXECUÇÃO A perfuração deverá ser executada, observando-se os comprimentos e os diâmetros previstos em projeto. Cada perfuração deverá ser controlada por técnico capacitado que elaborará um boletim de perfuração específico indicando as profundidades de ocorrência de rochas e suas alterações. CONTROLE As perfurações deverão seguir o posicionamento e a inclinação indicados em projeto. PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 110 Erros de posicionamento da extremidade dos furos serão aceitos até um limite de 10cm em qualquer direção. Os erros de inclinação serão aceitos até um limite de 5° em qualquer profundidade. Perfurações que não atenderem aos limites construtivos deverão ser informadas à fiscalização que poderá requerer reforço da estrutura ou a introdução de elementos complementares, sem ônus ao contratante. No entanto, a Fiscalização deve orientar os serviços de perfuração de forma e evitar a perfuração de fundações da residência próxima à cortina. Assim, regiões com presença de pilares e paredes devem ser evitadas pela maior probabilidade de existência de fundações próximas. As perfurações que, porventura, atingirem fundações, devem ser imediatamente interrompidas, devendo ser informadas à Fiscalização para avaliação das medidas a serem tomadas. MEDIÇÃO A perfuração será medida por metro efetivamente realizado, medido segundo o eixo do próprio, e dependentemente do material que vier a ser perfurado. PAGAMENTO O pagamento será realizado pelo valor do preço unitário proposto, considerando os comprimentos medidos segundo os critérios aqui estabelecidos. 13.2.10. EC-10 – DRENO TIPO BARBACÃ GENERALIDADES O dreno barbacã é um tipo de dispositivo de drenagem de paramento em obras de estabilização ou contenção. Este dispositivo tem o objetivo de aliviar as pressões de água no paramento da estrutura de contenção, bem como direcionar os caminhos de drenagem. O geotêxtil pode ser divido nas seguintes partes: Tubo de saída: O tubo de saída pode ter comprimento variável, dependoda situação necessária, em média este comprimento é de 40cm, constituído de tubo plástico com diâmetro de 50mm. O primeiro terço deste tubo deve ser perfurado. Bolsa drenante: A bolsa drenante representa o elemento de captação de água, pois trata-se de um volume de material drenante, geralmente pedra britada com diâmetros inferiores a 1”, sem a presença de material pulverizado. Este volume de material, em torno de 120 a 200 cm³, é envolto por um tecido filtrante geosintético, com gramatura não inferior a 200g/m² e capacidade de resistência a tração não inferior a 14kN/m². PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 111 MATERIAIS Para a execução do dreno tipo barbacã são utilizados os seguintes materiais: Tubo de PVC rígido D=50mm; Geotêxtil não Tecido agulhado RT-14 ou superior; Arame recozido n°18; Pedra britada brita 1 e pedrisco; Ferramentas manuais. EQUIPAMENTO Para a execução do dreno tipo barbacã são utilizados os seguintes equipamentos: Furadeira elétrica de impacto SERVIÇOS O dreno tipo barbacã pode ser montado em duas situações. Com ou sem a execução de nichos. Os nichos correspondem à escavação de uma cova de volume suficiente para o encaixe da bolsa drenante. Quando a obra de contenção apresenta reaterro em seu tardoz, pode não ser necessária a escavação do nicho. A primeira etapa é a realização do corte no tamanho necessário do tubo plástico com dimensão adequada para o encaixe deste na bolsa drenante. Após, realiza-se 4 perfurações, diâmetro médio de 5mm, a cada 5cm de tubo, utilizando furadeira manual. Estas perfurações devem ser realizadas no primeiro terço do tubo e espaçadas uniformemente. A bolsa drenante é montada paralelamente com um pano geotêxtil de 1,5 a 2m². Este pano é esticado em superfície plana, onde posiciona-se o tubo em pé, no seu centro e lança-se o material britado em uma pequena pilha envolvendo o terço perfurado do tubo. Após, envelopa-se o geotêxtil amarrando-o com firmeza (uso de alicate) ao tubo. O conjunto tubo e bolsa drenante devem ter consistência suficiente para poder ser transportado manualmente e posicionado no local especificado. A extremidade lisa do tubo, no final da obra deve ficar livre de obturação por concretagem, nata de cimento, solo, ou qualquer outro material. No caso de execução de paredes em concreto projetado, recomenda-se que a parte saliente do tubo seja protegida com bucha de tecido ou papel e ao final dos trabalhos de projeção, possa ser removido sem prejuízo da vazão do barbacã. A quantidade e distância entre drenos tipo barbacã deve constar em projeto executivo, bem como maiores detalhes construtivos em situações específicas. PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 112 MEDIÇÃO E PAGAMENTO A medição dos serviços será realizada por unidade de dreno executado e instalado. Os pagamentos serão efetuados considerando o número de unidades de barbacãs e os preços unitários correspondentes propostos. 13.2.11. EC-11 – SINALIZAÇÃO TEMPORÁRIA DA OBRA GENERALIDADES A presente especificação tem por objetivo fixar as condições técnicas a serem observadas na execução dos serviços de implantação, manutenção e operação de sinalização temporária para desvio de tráfego durante a execução obras na rodovia BR-459/SP. A sinalização temporária deverá atender o Código de Transito Brasileiro, o “Manual de Sinalização Rodoviária” – DNIT - IPR-743/2010, e as Resoluções 599/82 e 666/86 do Conselho Nacional de Trânsito, amparados pelo código de trânsito, através da lei n° 9.503, de 23 de setembro de 1999, e resolução 561/80 aprovado pelo Decreto 62.127 de 16 de janeiro de 1968 do CONTRAN e no “Manual de Sinalização de Obras e Emergências em Rodovias” – DNIT - IPR-738/2010. MATERIAIS Serão utilizados os seguintes materiais: Cones de sinalização; Iluminação de advertência – sinalizador intermitente e bateria; Balizador de sinalização (canalizadores de tráfego); Madeira; Película refletiva. EQUIPAMENTOS Na execução da barreira serão utilizados os seguintes equipamentos: Serra Circular; Gerador de energia. SERVIÇOS Barreiras tipo II e III São utilizadas para delimitar a área dos serviços das obras e para bloquear o tráfego em toda a extensão da área interditada. As barreiras são confeccionadas com tábuas de madeira ou material plástico com 0,30 m de largura, com tarjas PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 113 oblíquas nas cores laranja e branca refletivas, alternadas. Os suportes podem ser fixos, dobráveis ou desmontáveis e não devem ser confeccionados com materiais demasiadamente rígidos (ferro, concreto). Para apoio do suporte deve-se colocar saco de areia ou outro peso. A barreira do tipo II é composta de duas tábuas de dois metros (2,00m) de comprimento, sobrepostas, com afastamento de quinze centímetros (0,15m), entre as mesmas. A altura da barreira não deve ultrapassar a 1,20 metros do nível do pavimento ao topo. A barreira do tipo III é composta de três tábuas de dois metros (2,00m) de comprimento, sobrepostas, com afastamento de quinze centímetros (0,20m), entre as mesmas. A altura da barreira deve ser de 1,80 metros do nível do pavimento ao topo. Balizador (canalizador de tráfego) e cones São dispositivos portáteis utilizados para canalizar o tráfego e proteção do canteiro de obras, indicou-se o uso de balizador com altura mínima de 1m e cones de sinalização. Sinalizador intermitente As lâmpadas devem ser amarelas e pisca 60 vezes por segundo, deve ser instalada sobre os balizadores, com finalidade de canalizar o fluxo de tráfego. MEDIÇÃO E PAGAMENTO O serviço de confecção de barreiras de sinalização tipo II, tipo III, instalação de cones e balizadores de sinalização com sinalizador serão medidos pelas unidades executadas. O pagamento é realizado pelos preços unitários propostos, incluindo o fornecimento dos materiais, equipamentos e mão-de-obra necessária para a correta execução dos serviços. PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 114 14. PLANO DE EXECUÇÃO DAS OBRAS 14.1. Fatores condicionantes As obras estão situadas em locais relativamente de fácil acesso, podendo ser inicialmente acessadas através da própria rodovia RS-122. As intervenções estão dentro da faixa de domínio. Será importante contar com sinalização eficaz de obra, bem como esclarecer os objetivos da obra e os cuidados que devem ser tomados pelas partes: motoristas usuários da rodovia, operadores de equipamentos de obra, operários, encarregados, etc. Poderão ocorrer eventuais reduções de produtividade, decorrentes das diversas condições de trabalho ou de dias de chuvas. As condições de trafegabilidade na rodovia RS-122 e nas vias necessárias à busca dos materiais que serão utilizados nas obras encontram-se plenas condições de utilização. 14.2. Resumo das distâncias de transporte Neste item apresenta-se as distâncias de transporte a serem utilizadas nas estimativas de custo. PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 115 RODOVIA: ERS-122 TRECHO: São Sebastião do Caí - Portão SUB-TRECHO: km 7+600 EXTENSÃO: 150m REFERÊNCIA: Projeto de Estabilização e Reconstrução de Talude de Corte ORIGEM DESTINO NP P TOTAL CAMADA DRENANTE AREIA DEPÓSITO DE AREIA SÃO PEDRO LTDA. - MONTENEGRO CANTEIRO - SÃO SEBASTIÃO DO CAÍ 0.0 23.8 23.8 ACESSO E DRENO DE FUNDO BRITA JAZIDA TONIOLO BUSNELLO S/A - PORTÃO CANTEIRO - SÃO SEBASTIÃO DO CAÍ 0.0 18.8 18.8 RACHÃO JAZIDA TONIOLO BUSNELLO S/A - PORTÃO CANTEIRO - SÃO SEBASTIÃO DO CAÍ 0.0 18.8 18.8 ARGILA JAZIDA CAHY CONSTRUÇÕES E TERRAPLANAGEM LTDA. - SÃO SEBASTIÃO DO CAÍ CANTEIRO - SÃO SEBASTIÃO DO CAÍ 0.0 0.5 0.5 DISPOSITIVOS DE DRENAGEM/CORTINACIMENTO COMÉRCIO - SÃO SEBASTIÃO DO CAÍ CANTEIRO - SÃO SEBASTIÃO DO CAÍ 0.0 26.2 26.2 MADEIRA COMÉRCIO - SÃO SEBASTIÃO DO CAÍ CANTEIRO - SÃO SEBASTIÃO DO CAÍ 0.0 26.2 26.2 AÇO GERDAU - NOVO HAMBURGO CANTEIRO - SÃO SEBASTIÃO DO CAÍ 0.0 32.0 32.0 DIVERSOS MATERIAIS INDUSTRIALIZADOS COMÉRCIO - SÃO SEBASTIÃO DO CAÍ CANTEIRO - SÃO SEBASTIÃO DO CAÍ 0.0 26.2 26.2 BOTA-FORA RESÍDUOS SÓLIDOS CANTEIRO - SÃO SEBASTIÃO DO CAÍ BOTA-FORA - SÃO SEBASTIÃO DO CAÍ 0.0 3.0 3.0 AREIA DEPÓSITO DE AREIA SÃO PEDRO LTDA. - MONTENEGRO USINA GRECA ASFALTOS - ESTEIO 0.0 49.4 49.4 BRITA JAZIDA TONIOLO BUSNELLO S/A - PORTÃO USINA GRECA ASFALTOS - ESTEIO 0.0 30.9 30.9 FILLER COMÉRCIO - ESTEIO USINA GRECA ASFALTOS - ESTEIO 0.0 3.3 3.3 CBUQ USINA GRECA ASFALTOS - ESTEIO CANTEIRO - SÃO SEBASTIÃO DO CAÍ 0.0 39.6 39.6 ESTRUTURAS DE CONTENÇÃO CORTINA 2.3 39.9 39.9 RECONSTRUÇÃO PAVIMENTO 0.0 2.3 0.0 39.9 0.0 39.9REFINARIA REFAP - CANOAS CANTEIRO - SÃO SEBASTIÃO DO CAÍ REFINARIA REFAP - CANOAS CANTEIRO - SÃO SEBASTIÃO DO CAÍ REFINARIA REFAP - CANOAS USINA GRECA ASFALTOS - ESTEIO MAT.BETUMINOSO A QUENTE MAT. BETUMINOSO A FRIO MAT. BETUMINOSO A QUENTE QUADRO RESUMO DAS DISTÂNCIAS BÁSICAS DE TRANSPORTE SERVIÇO PERCURSO MATERIAL TRANSP. COMERCIAL PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 116 14.3. Cronograma físico Neste item apresenta-se o cronograma físico proposto para a obra. CRONOGRAMA FÍSICO ITEM ATIVIDADE MÊS 1 2 3 4 1.0 MOBILIZAÇÃO E INSTALAÇÃO DE CANTEIRO 2.0 SERVIÇOS PRELIMINARES 3.0 DRENAGEM 4.0 OBRAS DE CONTENÇÃO 5.0 RECONSTRUÇÃO DO PAVIMENTO 6.0 OBRAS COMPLEMENTARES 7.0 OBRAS COMPLEMENTARES - BOTA- FORA 8.0 SINALIZAÇÃO DEFINITIVA PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 117 14.4. Plano de ataque Para a execução da solução concebida, o plano de ataque básico deve estar em função da demanda de serviços e da frente de trabalho. As principais frentes de trabalho são constituídas pelas seguintes equipes de trabalho: - Equipe de terraplenagem; - Equipe de fornecimento de material; - Equipe de execução de gabiões, solo reforçado e instalação de mantas geotêxteis; - Equipe de execução de perfurações, injeções e atirantamento; - Equipe de execução de concreto; - Equipe de execução de formas de madeira e escoras; - Equipe de armação de aço; - Equipe de produção e lançamento de concreto estrutural; - Equipe de execução do sistema de drenagem; - Equipe de execução do plantio de vegetação. Inicialmente deve ser instalada a sinalização de obra, com bloqueio do acesso e parcial da pista dupla somente no lado da intervenção. Em seguida, deve ser realizada limpeza (desmatamento e destocamento) nos trechos de execução do acesso e da cortina atirantada. Dispositivos de drenagem existentes, como sarjeta, bueiro e caixa coletora deverão ser removidos. Após, os trabalhos de escavação e terraplenagem para execução do acesso devem ser realizados. Deve ser lançado lastro de brita sobre o acesso para permitir que o maquinário trafegue de forma adequada. Em seguida, as escavações para a execução da cortina atirantada devem ser realizadas. As escavações dessa região devem ser cuidadosas, devendo ser preenchidas com solo compactado as irregularidades que porventura venham a ocorrer. É imprescindível que esta estrutura seja construída previamente à execução do muro de gabião/solo reforçado, pois objetiva evitar o agravamento das patologias verificadas na residência lindeira ao talude. Quanto à perfuração dos tirantes, a sequência fica a cargo da empresa executora. É ideal que a instalação do tirante e a injeção de nata de cimento sejam realizados logo após a perfuração para evitar colapso do furo. Da mesma forma, os tirantes deverão receber proteção provisória adequada na sua cabeça (em PVC, por exemplo) para evitar contaminação com outros materiais, especialmente concreto. Em seguida, parte-se para a execução dos drenos barbacãs. PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 118 As irregularidades normais à escavação mecanizada devem ser corrigidas com camada de concreto magro. Após, deverão ser executados os serviços de montagem e posicionamento das formas e das armaduras da cortina. Assim, ela está apta ao lançamento de concreto. Para a incorporação da carga nos tirantes e a realização de ensaios, os prazos de execução devem ser observados nas especificações de serviço. Para a execução do muro de gabião/solo reforçado, o restante da área a receber intervenção deverá ser limpa (desmatamento e destocamento). As escavações do muro deverão ocorrer em nichos de no máximo 10 m (Figura 14-1), de modo que tanto a execução da estrutura quanto as escavações avancem concomitantemente. Este procedimento visa dar maior segurança aos trabalhos. Além disso, em dias chuvosos e nos dias subsequentes as escavações devem ser paralisadas. Nichos que não puderem ser estabilizados rapidamente (com preenchimento e execução das contenções), não devem ser escavados. Figura 14-1 – Sequência de execução esquemática da chave e do muro de gabiões. Finalizando uma etapa de escavação (nicho), instala-se a manta geotêxtil e inicia-se a execução do dreno de fundo. Os trespasses longitudinais e transversais, quando necessários, devem possuir no mínimo 30 cm. A cava formada deve ser preenchida com pedra primária de britador (rachão). Na base sobre a qual estará assente o muro, podem ser usadas cargas com diâmetros menores (brita 2) para facilitar a regularização na declividade da base do muro. As camadas de lançamento do rachão devem possuir espessura máxima de 50 cm, e devem ser devidamente compactadas com três ou mais passadas de rolo vibratório liso, até que não haja mais deformação da superfície. Junto à face do gabião, e com espaçamento mínimo de 1 metro, a compactação deve ser processada através do uso de placas vibratórias, para evitar dano pela proximidade do rolo compactador. Os gabiões seguem um plano de montagem modular estabelecido, com definição de suas cotas. Apresentam geometria variável, com menor altura nas extremidades e maior altura no centro do problema. Em algumas PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 119 seções serão executados contrafortes espaçados em 20 m. De qualquer forma, os manuais do fabricante devem ser observados. Antes de iniciar a execução do reaterro, na interface deste com o rachão também haverá manta geotêxtil. As bobinas devem subir gradualmente com o avanço da terraplenagem. Já no contato do reaterro com o solo local, executa-se um dreno tipo francês de areia concomitante com a compactação do reaterro ao tardoz. De forma geral, todos os contatos de solo local ou de reaterro com rachão devem possuir geotêxtil não tecido. O reaterro deve ser executado em camadas com espessura máxima de 20cm e até que seja atingido grau de compactação de 100% em relação à energia normal de compactação. Junto à face do gabião ou solo reforçado, e com espaçamento mínimo de 1 metro, a compactação deve ser processada através de sapos mecânicos, para evitar dano pela proximidade do rolo compactador. Para execução do solo reforçado devem ser observados os manuais do fabricante. Ao final da execução do muro e do reaterro, executa-se uma rede de drenagem superficial contemplando valas de proteção, sarjetas, descidas em degraus e caixas coletoras. Os dispositivos de drenagem (bueiros, caixas, bocas de ala e dissipadores de energia), obras complementares e outros elementos não relacionados diretamente à obra de contenção podem ser executados em momentos oportunos a serem definidos pelo executor e pela fiscalização. A reconstrução dos meios-fios e a reconstrução do pavimento devem ser executadas logo após a execução dos bueiros, de forma a permitir o tráfego de acesso local.Como medida de composição estética, instalam-se floreiras em gabião-falso na face do muro. Elas deverão receber o plantio de mudas de espécies ornamentais bem como vegetação pendente ou trepadeira. Já a face do reaterro deverá receber o plantio de placas de leiva e amendoim forrageiro. Em seguida, a sinalização definitiva pode ser executada, contemplando apenas a pintura das faixas que foram removidas ou danificadas durante a obra. Além disso, o restante das obras complementares pode ser executado, como a reconstrução da parada de ônibus demolida para execução da drenagem, movimentação dos postes para a posição original, enleivamento nos passeios/canteiros. Em seguida, a sinalização provisória pode ser removida. As patologias ocorridas em decorrência da ruptura ocorrida ou da execução da obra causadas às propriedades lindeiras devem ser devidamente corrigidas. É importante que esta etapa seja tardia (após a finalização de todas as etapas de terraplenagem) para que todas as eventuais movimentações do terreno já tenham ocorrido. O material de sobra deve ser disposto em bota-fora específico durante toda a execução da obra, devendo, ao final, receber os tratamentos indicados. Devem PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 120 ser realizadas compensações dos cortes de árvores e arbustos na região da obra com plantio de mudas na faixa de domínio, preferencialmente nos bota-foras. PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 121 15. COMPONENTE AMBIENTAL 15.1. Introdução É bastante comum que obras de contenções já serem caracterizadas como passivos ambientais. Não é diferente para a obra citada aqui que constitui a estabilização de um talude na ERS-122. Face ao pequeno porte da obra em questão e à inexistência de exigência de EIA/RIMA, o Plano Básico Ambiental se limitará a indicar ações de cunho ambiental a serem implementadas antes, durante e depois da execução do empreendimento, com vistas ao atendimento aos preceitos de preservação ambiental e desenvolvimento sustentável. Recomenda-se que, a despeito das orientações aqui apresentadas, sejam mantidos contatos e consultas com órgãos e entidades ambientais, tais como FEPAM, IBAMA, etc., para o pleno cumprimento do trato ambiental do empreendimento. A necessidade de compensação ambiental por eventual supressão vegetal complementará o projeto em volume complementar. 15.2. Ações Ambientais A Tabela a seguir apresenta as ações de cunho ambiental a serem implementadas antes, durante e após o empreendimento, indicando-se, inclusive, a competência de cada uma delas. PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 122 Item Descrição Competência 1 SERVIÇOS PRELIMINARES 1.1 Obter autorizações para desmatamento do IBAMA ou órgão correspondente Empreiteira e Contratante 1.2 Evitar o desmatamento e limpeza dos terrenos fora dos limites estritamente necessários Empreiteira 1.3 Preservar as árvores de grande porte ou de interesse paisagístico e biológico Empreiteira e Contratante 1.4 O material do desmatamento e da limpeza do terreno não pode ser lançado dentro de talvegues e de corpos d´água. Empreiteira 1.5 Não devem ser utilizados explosivos, agentes químicos, processos mecânicos não controlados ou queimadas para a realização de desmatamento e limpeza de terrenos. Empreiteira 1.6 Utilizar os solos orgânicos para recobrimento de áreas estéreis exploradas e/ou áreas adjacentes, caso possam receber a aplicação de tais tipos de material Empreiteira 2 TERRAPLANAGEM 2.1 Dispor preferencialmente o material de bota-fora como alargamento dos aterros do corpo estradal ou como bermas, ou em áreas já degradas. Empreiteira 2.2 Não depositar nenhum material de bota-fora em terreno de propriedade privada, sem autorização do proprietário e somente após da fiscalização da obra. Empreiteira 2.3 Não depositar nenhum material de bota-fora em mananciais, talvegues e áreas de preservação ecológica Empreiteira 2.4 Executar compactação em todo o volume de bota-fora e procurar reconformar a superfície da área de deposição, providenciando a cobertura vegetal à paisagem local. Empreiteira 2.5 Cobrir a superfície dos taludes de corte em 1ª ou 2ª categoria com vegetação ou outro método de proteção, controlando a pega e avaliando a necessidade de repasse. O revestimento deve ser complementado por biomantas quando da ocorrência de declividades muito acentuadas ou de solos de alto potencial erosivo ou aquilo que consta em projeto. Empreiteira 2.6 Combater a adequação dos dispositivos de drenagem quando à proteção de erosões ou ocorrências de instabilidades nos taludes de cortes e aterros. Empreiteira PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 123 Item Descrição Competência 2.7 Harmonizar os taludes com a topografia. Empreiteira 2.8 Deixar as cristas de taludes sem arestas vivas, fazendo uma concordância por meio de um arco de circunferência. Empreiteira 2.9 Se existirem aterros de encontro de pontes e aterros que apresentem faces de contato com o corpo hídrico, estes serão realizados contemplando medidas de proteção contra processos erosivos e desmoronamento até a cota de cheia máxima. Empreiteira 2.9 Priorizar o uso de materiais para aterro provenientes de jazidas comerciais, devidamente licenciadas, ou de escavações inerentes à própria obra. Empreiteira 2.10 Remover as camadas de lama no trajeto dos equipamentos, quando ocorrer. Empreiteira 2.11 Aspergir água nos trechos poeirentos, quando da ocorrência de nuvens de poeira com perigo de acidentes. Empreiteira 2.12 Cobrir as caçambas com lona ou tela durante o trajeto dos caminhões e remover eventual material que venha a tombar sobre a pista. Empreiteira 2.13 As operações de corte em rocha, com uso de explosivos, deverão ser executados segundo plano de fogo previamente aprovado, de acordo com a legislação específica do Ministério da Defesa. Empreiteira 3 DRENAGEM 3.1 Respeitar a linha natural de drenagem, a fim de evitar obstruções e desvio das águas. Empreiteira 3.2 Construir e desobstruir valetas de proteção de cortes e aterros, a fim de garantir o fluxo normal das águas. Empreiteira 3.3 Executar sarjetas revestidas ou não, com objetivo de evitar danos à obra, tais como erosão, etc. Empreiteira 3.4 Executar descidas de água em cortes e aterro, quando necessárias, visando a condução das águas superficiais para locais que não danifiquem o corpo estradal e áreas adjacentes. Verificar comportamento podendo prolongá-las caso necessário. Empreiteira 3.5 Executar dissipadores de energia. Empreiteira 3.6 Executar valas de escoamento. Empreiteira PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 124 Item Descrição Competência 3.7 Todo material excedente de escavação deverá ser removido das proximidades dos dispositivos de drenagem, cuidando-se ainda que este material não seja conduzido para os cursos d´água. Empreiteira 3.8 Proteger as entradas e saídas de bueiros com o plantio de árvores ou gramíneas. Empreiteira 3.9 Depois de cada período de chuva, ou diariamente em caso de período prolongado, inspecionar os dispositivos de drenagem, controle de erosão e assoreamento, para corrigir possíveis deficiências. Empreiteira 4 SINALIZAÇÃO 4.1 Executar a sinalização adequada na fase de construção, seguindo projeto específico. Empreiteira 4.2 Quando existir vegetação de porte ou de interesse paisagístico e biológico no local previsto para implantação de sinalização, esta deverá ser deslocada para posição mais próxima possível, sem prejuízo da emissão da mensagem. Empreiteira 5 RECUPERAÇÃO DAS ÁREAS DE APOIO E ENTREGA DA OBRA 5.1 Reconformar a topografiade todas as áreas utilizadas durante a construção, conforme os terrenos adjacentes, mediante atenuação dos taludes e reordenação das linhas de drenagem. Empreiteira 5.2 Recuperar mediante reposição de solo orgânico, as áreas utilizadas na fase de obras. Empreiteira 5.3 Remover todas as sobras de materiais abandonados, demolir e remover os remanescentes de estruturas. Empreiteira 5.4 No caso de uso de áreas de apoio fora da faixa de domínio, ao final da sua utilização solicitar vistoria pelos técnicos dos órgãos ambientais competentes para devolução ao seu titular, através de “Termo de Encerramento e Devolução ou Recebimento”. Empreiteira 5.5 Ao final da obra, proceder Vistoria envolvendo todos os entes envolvidos, inclusive da área ambiental, e gerar Termo de Recebimento Definitivo da Obra. Empreiteira e Contratante PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 125 15.3. Áreas de Bota-fora Os materiais rejeitos das obras de escavação serão dispostos em locais de bota-fora, de preferência próximo à obra. Dar-se-á preferência à disposição de rejeitos em locais dentro da faixa de domínio. Todas as áreas de disposição apresentarão um levantamento topográfico anterior e posterior à deposição a ser realizado pela Fiscalização. A Figura 15-1 e a Figura 15-2 apresentam uma seção e uma planta baixa típicas, respectivamente. Os desenhos são apenas ilustrativos para estimativas de custos de execução. Os locais de aterro para material de bota-fora serão preparados para receber o volume de material. Dependendo das condições topográficas locais será necessário a execução de sistema de drenagem interno e ou superficial. Ao final da capacidade limite do aterro, ou ao final das obras, a disposição final receberá vegetação com plantio de grama e espécies vegetais. Ainda, a indicação de repovoamento vegetal, fruto de supressões por necessidade construtiva da obra, a empreiteira tem a opção de alocar as mudas dentro da área de áreas de bota-fora como medida harmônica de recuperação da área ora degradada. Figura 15-1 – Seção típica da disposição de um aterro de bota-fora. PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 126 Figura 15-2 – Planta baixa típica da disposição de um aterro de bota-fora. Como recomendação e para levantamento de custos de execução, foram definidos dois locais de bota-fora próximos à obra. O bota-fora 1 pode ser observado na Figura 15-3, com coordenadas UTM aproximadas E:469.078 e S:6.723.124. O bota-fora 2 pode ser observado na Figura 15-4, com coordenadas UTM aproximadas E:468.151 e S:6.723.586. Figura 15-3 – Vista aérea do bota-fora 1 (Google Earth). PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 127 Figura 15-4 – Vista aérea do bota-fora 2 (Google Earth). O bota-fora 1 apresenta capacidade máxima de aproximadamente 4.180m³ e o bota-fora 2 de 2.670m³. A capacidade total dos dois bota-foras é de 6.850m³. Recomenda-se, portanto, que os volumes de materiais sejam divididos entre os dois bota-foras. 15.4. Concepções de cunho ambiental nos projetos geotécnicos No projeto executivo prevê-se a execução de serviços de revegetação. Tais serviços contemplam a reconstituição da vegetação através da fixação reforçada de vegetação nos taludes de escavação e taludes desnudados das áreas que contemplam as obras de engenharia. Além disso, sugere-se a realização de um trabalho de paisagismo vinculado ao muro a ser construído, semelhante ao indicado nas pranchas de projeto. Os serviços de revegetação contemplam o plantio de mudas e semeação. A recomposição vegetal na faixa de domínio será abordada com detalhes no projeto executivo. A revegetação está inserida nos projetos geotécnicos e de drenagem, pois integram o sistema de contenção como um todo, principalmente no que tange a proteção contra erosão dos taludes. O laudo de cobertura vegetal e de reposição florestal pode ser visualizado em volume complementar ao projeto. PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 128 16. ARTS DA EQUIPE TÉCNICA COORDENAÇÃO DOS TRABALHOS PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 129 PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 130 PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 131 PROJETOS PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 132 PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 133 ANEXO A – ENSAIOS DE CAMPO (SONDAGENS SPT) PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 134 PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 135 PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 136 PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 137 ANEXO B – ENSAIOS DE LABORATÓRIO – AMOSTRA INDEFORMADA PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 138 PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 139 PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 140 PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 141 PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 142 PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 143 PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 144 PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 145 PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 146 PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 147 PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 148 PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 149 PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 150 PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 151 PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 152 PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 153 PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 154 PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 155 PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 156 ANEXO C – ENSAIOS DE LABORATÓRIO – AMOSTRA DEFORMADA PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 157 PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 158 PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 159 PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 160 PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 161 PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 162 PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 163 PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 164 PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM7+600 165 PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 166 PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 167 17. TERMO DE ENCERRAMENTO A Azambuja Engenharia e Geotecnia Ltda. apresenta o relatório referente à elaboração do projeto de estabilização e reconstrução do talude de corte localizado na ERS-122 km 7+600 (lado esquerdo). Este volume contém 165 páginas numeradas sequencialmente. Eng. Eduardo Azambuja Coordenador Geral CREA\RS: 79032-D Azambuja Engenharia e GeotecniaFeldspatos sódicos ou cálcicos tendem a gerar argilas expansivas PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 14 (esmectitas), enquanto que feldspatos potássicos tendem a gerar argilas menos expansivas (ilitas). As argilas expansivas serão potencialmente mais presentes no horizonte C do que no horizonte B em função da maior evolução pedogenética. Esses solos residuais sofrem processos pedogenéticos de eluviação e iluviação, de perda e de adição de material, respectivamente. O agente causador principal deste fenômeno é o fluxo de água de infiltração no solo causando lixiviação de minerais hidrossolúveis através dos vazios das camadas mais superficiais (eluviação). O material lixiviado é, portanto, depositado nas camadas inferiores (iluviação). O movimento de massa desenha uma ruptura rotacional ou planar cujo catalizador principal foram as condições de chuvas que ocorreram e culminou nos dias que antecederam este acidente geotécnico. 4.2. Influência da precipitação Dificilmente são observadas rupturas de taludes ou encostas rodoviárias, que não sejam impulsionadas por elevadas precipitações ou também por períodos de precipitações prolongados. O problema essencial da estabilidade da encosta em questão está relacionado diretamente com os períodos de chuvas prolongadas, não necessariamente intensas. Os solos residuais de arenito onde a ruptura ocorreu, apresentam avançado grau de alteração em relação à rocha de origem. Assim, este horizonte caracteriza- se pela homogeneidade, não apresentando muitas estruturas ou texturas herdadas da rocha matriz. Além disso, são porosos nas camadas superficiais pelo fenômeno da eluviação, o que cria uma barreira pouco permeável em sua parte mais inferior. Esta barreira proporciona um caminho para a água superficial que infiltra facilmente no solo superficial mais poroso. Sabidamente, solos homogêneos com coesão expressiva conduzem a movimentos de característica rotacional, ou seja, com superfícies potenciais de ruptura com geometria curva com raio assumidamente constante. Quanto maior a participação da coesão, maior a curvatura (menor raio de curvatura em relação à altura do talude). De fato, essas rupturas rotacionais têm sido motivo de preocupação e manifestam-se em escorregamentos de grandes massas, pois só ocorrem em taludes altos e com geometria muito agressiva (muito íngremes). Os solos porosos maduros possuem a resistência ao cisalhamento fortemente dependente da sucção. A sucção, por sua vez, decorre principalmente da formação de meniscos capilares nos poros do solo e é dependente da umidade. Durante os períodos de menor pluviosidade, a umidade dos solos, principalmente próximo à superfície, permanece baixa e a sucção pode atingir valores altos. Com tal efeito, a coesão aparente dos solos (se considerada a poro- pressão como nula), atinge valores mínimos de 14 kPa, o que confere a estabilidade dos taludes verticais existentes conformados pela ruptura. PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 15 A título de demonstração, a expressão empírica para cortes verticais estáveis pode ser empregada para uma coesão de 14 kPa, assumindo-se um ângulo de atrito interno de 30° e um peso específico natural de 17kN/m³, fornecendo o seguinte resultado: ℎ𝑐𝑟𝑖𝑡 = 4 ∙ 𝑐𝑎𝑝 𝛾 ∙ tan(45° − 𝜑 2) = 4 ∙ 14𝑘𝑃𝑎 16𝑘𝑁/𝑚3 ∙ tan(45° − 30° 2 ) = 5,5𝑚 Ou seja, para que os taludes de 5,5m verticais da região da obra permaneçam aparentemente estáveis, a coesão aparente mínima seria de 14 kPa. Isso se a sucção pudesse ser mantida em uma massa significativa de solo durante os períodos de estiagem. 4.3. Conclusão do diagnóstico A rodovia encontra-se atualmente operacional no trecho da obra apesar do problema de estabilidade, no entanto, há risco de novas rupturas que possam interditar a rodovia futuramente. Já as propriedades lindeiras apresentaram patologias em decorrência dos movimentos relatados, podendo ser comprometidas com a possível ocorrência de novas rupturas. Como se pode notar, não há causa única para a ocorrência da ruptura. O fato é que o conjunto de fatores, dentre eles geológicos e hidrológicos cooperaram para ativação do movimento de massa. O diagnóstico foi conclusivo com a investigação geotécnica que será apresentada no capítulo 6. PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 16 5. CONCEPÇÃO DA SOLUÇÃO A solução definida consiste em uma junção de 3 tipos de estruturas de contenção: muro de gabião, muro de solo reforçado e cortina atirantada inclinada. O muro de gabião consiste em gabiões-caixa com malha hexagonal de dupla torção preenchidas com pedra de mão arrumada. O muro de solo reforçado constitui de reforços metálicos com malha hexagonal de dupla torção e faceamento em gabiões caixa com a mesma malha metálica. O preenchimento também é realizado com pedra de mão arrumada. A cortina atirantada inclinada consiste em uma placa de concreto armado inclinada com tirantes monobarra ancorados em solo. A obra pode ser dividida em 4 setores com soluções distintas: Setor 1: muro de gabião e muro de solo reforçado; Setor 2: muro de gabião, muro de solo reforçado e cortina atirantada; Setor 3: muro de gabião. Para a execução dessas obras serão necessárias escavações que avançam no máximo até o acostamento da rodovia. Uma seção tipo da solução próxima ao eixo de ruptura pode ser visualizada na Figura 5-1. As demais seções tipo podem ser visualizadas nas pranchas. Figura 5-1 – Seção tipo da solução adotada (setor 2). Em linhas gerais, após a construção do acesso, inicia-se a construção da cortina atirantada que será essencial para evitar maiores patologias da residência lindeira durante os trabalhos de escavação e execução dos muros. PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 17 Em seguida, inicia-se a escavação da chave granular em nichos. Ou seja, quando atingido o fundo da escavação no nicho, inicia-se o preenchimento da mesma (chave granular) para estabilização parcial, em seguida, a construção do muro de contenção de forma a estabilizar o corte realizado. Essa sequencia é repetida diversas vezes e deve seguir as indicações da sequencia construtiva nas pranchas de projeto. As escavações não devem ser realizadas em períodos de elevada umidade, ou seja, em dias chuvosos e em alguns dias subsequentes pela perda abrupta de resistência do material quando saturado. Com os reaterros finalizados procede-se com a execução dos dispositivos de drenagem, proteção contra erosão dos reaterros e plantio de mudas de espécies selecionadas com fim paisagístico. Por fim devem ser realizadas compensações dos cortes de árvores e arbustos na região da obra com plantio de mudas na faixa de domínio O material de sobra deve ser disposto em bota-fora específico. As patologias ocorridas em decorrência da ruptura ocorrida ou da execução da obra causadas às propriedades lindeiras devem ser devidamente corrigidas. Para maiores detalhes de sobre a sequencia de execução da obra, ver o Plano de Ataque no Capítulo 13.4 deste relatório e a sequencia construtiva nas pranchas de projeto. PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 18 6. ESTUDOS TOPOGRÁFICOS 6.1. Cadastramento topográfico Os serviços de campo executados nos estudos topográficos tiveram por objetivo avaliar as condições atuais dos terrenos dos pontos descritos anteriormente. De modo geral, buscou-se uma caracterização do relevo existente bem como o cadastro dos principais elementos interferentes nos acidentes geotécnicos. Para tais levantamentos utilizou-se como equipamento a estação total com precisão de três casas decimais. Nos pontos com facilidade de acesso utilizou-se o prisma reflexivo. Já nos os pontos de difícil acesso foram feitas mediçõescom laser. De forma prioritária, foram cadastrados, quando existentes os seguintes elementos: Dispositivos de drenagem: bueiro, alas, caixa coletora, canaleta, sarjeta, rápido meia-cana, descida d’água em degraus, acúmulo d’água, caminho d’água e drenagens de obra de contenção. Elementos do terreno natural: pé de talude, crista de talude, acesso local, limites de ruptura e erosão, limites de vegetação fechada, árvores de grande porte e regiões de matacão. Elementos do corpo estradal: eixo da rodovia, borda da pista direita, borda da pista esquerda, borda do acostamento direito, borda do acostamento esquerdo, defensas metálicas, meio-fio e placas de trânsito. Além de edificações e postes da rede de transmissão elétrica. Estruturas de contenção: muros de gabião e cortinas atirantadas. O cadastro topográfico ainda estendeu o levantamento do bordo da rodovia, em todos os locais de análise para uma melhor representação do traçado existente. 6.2. Homologação dos Marcos de Referência Para referenciar o levantamento, foram implantados 2 (dois) marcos de referência no canteiro central da rodovia ERS-122, nos extremos da obra. As tabelas a seguir apresentam as coordenadas topográficas dos marcos geodésicos locados ao longo do trecho da rodovia. Além disso, foi locada a placa indicativa de quilometragem do km 8 da rodovia. Uma vez que se conheçam as coordenadas georreferênciadas dessa placa, é possível georreferenciar todos os desenhos de projeto. PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 19 Tabela 6.1 – Coordenadas topográficas arbitrárias de pontos de referência. PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 20 7. ESTUDOS GEOLÓGICOS De acordo com a carta geológica do Brasil ao milionésimo da Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM), o local de projeto está classificado como arenito da Formação Botucatú (J3K1bt) do Grupo São Bento (J3K1sb). O material é descrito como arenito fino a grosso de coloração avermelhada, grãos bem arredondados e com alta esferecidade, dispostos em sets e/ou cosets de estratificações cruzadas de grande porte. O ambiente é continental desértico com depósitos de dunas eólicas. Na Figura 7-1 o local de projeto é situado no mapa geológico. Figura 7-1 – Mapa Geológico do CPRM. PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 21 8. INVESTIGAÇÃO GEOTÉCNICA 8.1. Ensaios de campo Foram executadas quatro sondagens a percussão que auxiliaram na interpretação dos perfis estratigráficos, tanto nas seções transversais à pista, quanto no perfil paralelo à pista. As localizações destes pontos podem ser observadas na planta de topografia do projeto. Uma seção transversal foi utilizada para a realização da retroanálise e da análise de estabilidade próxima eixo da ruptura. A seção transversal utilizada para a análise de estabilidade com base nas observações de campo, no cadastro topográfico e também execução das sondagens pode ser visualizado na Figura 8-1. Figura 8-1 – Seção transversal mostrando provável perfil geológico/geotécnico. Os quatro boletins de sondagem podem ser visualizados no Anexo A. 8.2. Ensaios de laboratório A campanha de ensaios de laboratório tem por finalidade: a caracterização do solo em que a ruptura ocorreu e a caracterização de possível solo de jazida para uso em reaterro. PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 22 8.2.1. Caracterização do solo rompido Foi realizada a retirada de dois blocos indeformados nos taludes verticais pós-ruptura, ou seja, a amostragem foi realizada em solo intacto. Os ensaios foram determinados com foco na obtenção da resistência ao cisalhamento, permeabilidade e sucção do solo em que a ruptura ocorreu. Os ensaios consistem em: Ensaio de cisalhamento direto lento na umidade natural para três tensões normais (50, 100 e 200 kPa); Ensaio de cisalhamento direto lento inundado/saturado para três tensões normais (50, 100 e 200 kPa); Determinação da umidade e densidade natural; Determinação do peso específico real dos grãos; Determinação do coeficiente de permeabilidade a carga variável; Análise granulométrica com peneiramento e sedimentação (com defloculante); Análise granulométrica com peneiramento e sedimentação (sem defloculante); Determinação da capacidade de retenção de água (sucção com 3 umidades diferentes). Os ensaios podem ser visualizados no Anexo B. 8.2.2. Caracterização de possível material de jazida Foi realizada a retirada de amostras deformadas de solo de jazida da RS- 122 km 8, próxima à obra. Os ensaios foram determinados com foco na obtenção da curva de compactação para definição da umidade ótima e resistência ao cisalhamento da amostra compactada em cilindro de ensaio de CBR. Os ensaios consistem em: Ensaio de compactação (energia Proctor normal); Determinação do limite de liquidez e de plasticidade; Teor de umidade natural; Ensaio de cisalhamento direto lento inundado/saturado para três tensões normais (50, 100 e 200 kPa) com a amostra moldada no cilindro de CBR. Os ensaios podem ser visualizados no Anexo C. PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 23 8.2.1. Representatividade dos ensaios de laboratório Salienta-se que as retroanálises possuem representatividade superior aos ensaios de laboratório realizados, pelo menos em termos de resistência ao cisalhamento. Ensaios de laboratório fornecem valores pontuais de amostras pequenas em comparação com a escala real do problema, estando assim propícios a demonstrar características singulares da região de onde foi retirada a amostra, que podem não representar toda a massa de solo. Os ensaios de cisalhamento direto, ainda são caracterizados por cisalharem a amostra em uma seção pré-definida, que, não necessariamente, apresenta os menores parâmetros de resistência. Por outro lado, as retronálises representam o problema em escala real, ignorando singularidades geológicas, pedológicas e geotécnicas. Os cálculos são realizados por métodos rigorosos de equilíbrio limite, e, além disso, é possível a realização de análises paramétricas com alteração das condições de saturação, por exemplo. Logo, os parâmetros obtidos pelas retroanálises foram considerados como representativos para este projeto. 8.2.1. Comentários sobre a análise granulométrica Para a amostra indeformada, foram realizadas análises granulométricas com peneiramento e sedimentação com e sem uso de defloculante. Ou seja, com e sem a desagregação da macroestrutura proveniente da cimentação das partículas finas. Assim, os ensaios apresentaram curvas distintas principalmente na região de argilas e siltes, fato relacionado com a existência de grumos de partículas finas que são desagregados quando utilizado defloculante e permanecem intactos quando utilizada água. Logo, muitos dos grãos classificados como “areias” são, em verdade, grumos de argila/silte e não de quartzo no caso em que o defloculante não é utilizado. A comparação das curvas pode ser visualizada na Figura 8-2. PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 24 Figura 8-2 – Comparação da curva granulométrica com e sem uso de defloculante. PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 25 9. ESTUDOS HIDROLÓGICOS E HIDRÁULICOS 9.1. Estudos hidrológicos A equação de chuvas utilizada para o dimensionamento foi proposta por Bemfica et al (2000) com base em dados do posto pluviográfico Aeroporto, em Porto Alegre e está apresentada a seguir. 𝑖𝑚á𝑥 = 826,806 ∙ 𝑇𝑟0,143 (𝑡𝑑 + 13,326)0,793 Onde: 𝑖𝑚á𝑥: Intensidade média máxima da chuva (em mm/h); Tr: Período de retorno (em anos); td: Duração da chuva(em minutos). A solução escolhida para realizar a drenagem da região envolve uma combinação entre sarjeta e bueiro, sendo que cada um dos elementos recebe uma contribuição diferente e tem variações na metodologia de dimensionamento. 9.1.1. Características das Bacias de Contribuição Para delimitação das bacias de contribuição, foram utilizadas imagens de satélite provenientes do Google Earth e dados relativos ao relevo obtidos no site do projeto TOPODATA, do INPE. A divisão entre as bacias foi feita com base em uma estimativa do sentido do escoamento superficial, buscando manter dentro de uma mesma área uma uniformidade no uso do solo. Para a definição dos coeficientes de escoamento superficial ou run-off, C, foram avaliadas as características das áreas em questão com relação às suas permeabilidades e à cobertura do solo. Os valores em que se baseou a definição foram propostos pelo Manual de Drenagem de Rodovias do DNIT (2006) e o Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem do DNIT (2005). A delimitação das bacias hidrográficas, com seus respectivos coeficientes de escoamento superficial C, está apresentada na figura a seguir. PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 26 Figura 9-1 – Áreas contribuintes e coeficientes de Run-off 9.1.2. Tempo de Recorrência (Tr) O Tempo de Recorrência, ou Tempo de Retorno, ou ainda Período de Retorno, é o intervalo de tempo médio estimado para que uma determinada precipitação seja igualada ou excedida. É fixado em função do grau de segurança desejado para a obra. A instrução de serviço IS-203 – Estudos Hidrológicos das Diretrizes Básicas para Elaboração de Estudos e Projetos Rodoviários do DNIT (2006) recomenda o dimensionamento de bueiros tubulares para condições críticas de escoamento, dimensionando-o como canal e verificando-o como orifício. Dessa forma, o tempo de recorrência (Tr) para o dimensionamento de canal é de 15 anos e para a verificação como orifício, usa-se Tr de 25 anos. Dispositivos de drenagem superficial devem ser dimensionados com um tempo de recorrência entre 5 e 10 anos. 9.1.3. Tempo de concentração (Tc) O tempo de concentração (Tc) é o tempo que uma gota teórica de uma precipitação leva para percorrer a distância entre o ponto mais afastado até a saída da bacia (exutório). Para este estudo, o tempo de concentração foi obtido a partir da equação de Kirpich modificada: 𝑇𝑐 = 1,42 ( 𝐿3 𝛥𝐻 ) 0,385 PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 27 Onde: TC: Tempo de concentração (em horas); L: Comprimento de talvegue (em quilômetros); 𝛥H: Diferença de cotas entre o início e o fim do talvegue (em metros) O tempo de concentração mínimo estabelecido para bueiros é 10 minutos e para drenagem superficial é de 5 minutos. 9.1.4. Vazão de Dimensionamento Com as informações sobre intensidade da chuva e área de contribuição obtidas nos itens 9 e 9.1.1 é possível calcular a vazão de projeto. Bacias consideradas pequenas, com menos de 4 km², têm sua vazão de projeto determinada através do Método Racional, aplicando-se a seguinte fórmula: 𝑄 = 𝐶 ∙ 𝑖 ∙ 𝐴 3,6 Onde: Q = Vazão (em m3/s); C = Coeficiente de escoamento superficial ou run-off (adimensional); i = Intensidade média de precipitação (em mm/h); A = Área da bacia de contribuição (em km2). 9.2. Dimensionamento Hidráulico Tomou-se a decisão de substituir todos dispositivos de drenagem compreendidos na região da obra, pois os dispositivos que atualmente existem ou são insuficientes ou sofreram degradações físicas. O dimensionamento dos dispositivos de drenagem segue as recomendações do Manual de Drenagem de Rodovias do DNIT (2006). As bacias de contribuição consideradas para cada dispositivo de drenagem foram caracterizadas por uma soma de suas áreas e uma média ponderada de seus coeficientes de Run-off, C. PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 28 9.2.1. Valetas e sarjetas A sarjeta que acompanha a borda da pista tem uma extensão de 152m, terminando em uma caixa coletora que faz a transferência do fluxo para o bueiro. Para essa sarjeta, as áreas contribuintes consideradas para o dimensionamento foram as áreas A1 e A2. A valeta no topo do talude recebe somente águas da região de A1 que está acima desta, mas para fins de dimensionamento, e sendo a favor da segurança, considerou-se que toda a área A1 é contribuinte. A sarjeta que se localiza logo ao pé do talude projetado deve receber contribuição somente da região compreendida entre esta e a valeta do alto, chamada de A7. O cálculo da vazão de dimensionamento pelo método racional está explicitado na tabela a seguir Tabela 9.1 – Vazão de dimensionamento para drenagem superficial A capacidade de vazão das sarjetas e valetas é obtida a partir da associação das equações de Manning e da Continuidade. 𝑄 = 𝑣 ∙ 𝐴 (equação da continuidade) 𝑣 = 1 𝑛 ∙ 𝑅𝐻 2 3 ∙ 𝐼 1 2 (equação de Manning) I Q TR=10 TR=10 (km 2) (km) (m) (min) (mm/h) (adm) (m 3/s) Borda da pista A1+A2 0,023 0,4 5,0 18,14 RACIONAL (AO D N IT O U A D A P T A D O ) COTA DO GREIDE TALUDES LATERAIS (1:H) C O E F . R U G O S ID A D E D E M A N N IN G - n P O S IÇ Ã O D O D IS P O S IT IV O F O L G A A L T U R A D E P R O J E T O Á R E A P E R ÍM . R H V E L O C ID A D E S E Ç Ã O P L E N A V A Z Ã O C A N A L L Â M IN A D 'Á G U A V A Z Ã O C A N A L S E Ç Ã O P A R C IA L Á R E A S E Ç Ã O P A R C IA L P E R ÍM . R H V E L O C ID A D E S E Ç Ã O P A R C IA L (m) (m) (m²) (m) (m) m/s (m³/s) (m) (m³/s) (m²) (m) (m) m/s Borda da pista 0,00 0,30 0,15 1,19 0,13 2,48 0,37 0,93 SUFICIENTE 0,2923 0,3483 1,00 0,1424 1,16 0,12 2,44 SUFICIENTE Topo do talude 0,13 0,17 0,13 1,08 0,12 2,41 0,32 0,87 SUFICIENTE 0,1572 0,2763 1,00 0,1190 1,04 0,11 2,32 SUFICIENTE Pé do talude 0,00 0,20 0,08 0,77 0,10 2,19 0,18 0,05 SUFICIENTE 0,0401 0,0093 1,00 0,0096 0,31 0,03 0,96 SUFICIENTE P O S IÇ Ã O D O D IS P O S IT IV O (Q T R = 1 0 / V A Z Ã O C A N A L S E Ç Ã O P A R C IA L ) = 1 V E R IF IC A Ç Ã O DIMENSIONAMENTO - CANAL VERIFICAÇÃO VELOCIDADE Q T R = 1 0 / V A Z Ã O C A N A L V E R IF IC A Ç Ã O PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 31 Tabela 9.3 – Vazões de dimensionamento do bueiro As tabelas a seguir apresentam todo o dimensionamento e verificação do bueiro, como canal para uma vazão de projeto com período de retorno (Tr) de 15 anos e como orifício para um período de retorno de 25 anos. Tabela 9.4 – Dimensionamento do bueiro A verificação conclui que o bueiro de diâmetro 80cm é hidraulicamente suficiente. TR=25 TR=15 TR=25 TR=15 Ø (m) m n (%) (km 2) (km) (m) (min) (mm/h) (mm/h) (m 3/s) (m 3/s) (m³/s) (m/s) (%) 1 BSTC 0,8 37 0,015 2 A1+A2 0,023 0,45 5,0 18,14 85,03 79,04 0,72 0,397 0,369 0,88 2,29 0,80 SUFICIENTE - REGIME SUPERCRÍTICO 2 BSTC 0,8 37 0,015 2 A1+A2+A3+ A5+A6 0,047 0,43 26,0 10,00 107,80 100,20 0,63 0,888 0,826 0,88 2,29 0,80 SUFICIENTE - REGIME SUPERCRÍTICO 3 BSTC 0,8 49 0,015 4 A1+A2+A3+ A4+A5+A6 0,048 0,47 28,0 10,00 107,80 100,20 0,64 0,915 0,851 0,88 2,29 0,80 SUFICIENTE - REGIME SUPERCRÍTICO REGIME CRÍTICO Á R E A S C O N T R IB U IN T E S Q MÉTODO DE CÁLCULO - RACIONAL (A Qtr=10 para todos os casos. Tabela 9.5 – Verificação das descidas em degrau. Qtr=10 Decliv. L H Q (m³/s) (V:H) (m) (m) (m³/s) A1 0.276 1:1.5 0.6 0.44 0.351 A1 0.276 1:2.5 0.8 0.41 0.407 A1 0.276 1.5:1 0.6 0.66 0.672 A1 0.276 1.125:1 0.6 0.53 0.468 Bacia de contribuição PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 33 10. DIMENSIONAMENTO GEOTÉCNICO O dimensionamento geotécnico inicia com a retroanálise e posteriormente realiza-se as análises de estabilidade com base nos parâmetros obtidos a partir da representação do modelo da ruptura. 10.1. Retroanálise de estabilidade As hipóteses tomadas para as retroanálises foram: a) A geometria original da seção de retroanálise pode ser aproximada a partir das seções não atingidas pela ruptura; b) A superfície de ruptura tem posição aproximadamente conhecida; c) O nível freático encontrado durante a realização das sondagens não representa de forma satisfatória as frentes de saturação na superfície do terreno; d) A razão de poropressão (ru) representa de forma satisfatória as frentes de saturação superficiais; Com estas hipóteses, criou-se os modelos computacionais, através do software Slope/W da GeoStudio, para encontrar a superfície de ruptura compatível com aquela encontrada em campo. Os cálculos reduzem-se a equações iterativas de equilíbrio limite. Nesta ocasião, foi escolhido o método rigoroso de cálculo de Morgestern-Price que é fundamentado no equilíbrio de forças e momentos. A representação gráfica do modelo pode ser observada na Figura 10-1. PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 34 Figura 10-1 – Retroanálise após ruptura no km 7+600. As retroanálises foram realizadas para variações de ru de 0 a 0,2. Uma vez que não existe uma única combinação de parâmetros de resistência e ru que resultem em FS=1, adotou-se o par de parâmetros de resistência para ru=0,1, e foi mantida a coerência nas demais análises. As retroanálises para o solo mais poroso rompido levaram à obtenção de ângulo de atrito de 30° e coesão aparente de 14 kPa para ruptura circular com ru=0,1. O solo mais poroso intacto foi retroanalisado considerando a coesão aparente limite para que a ruptura não ocorra nesta região. Foram obtidos para este solo um ângulo de atrito de 30° e coesão aparente de 16 kPa para ruptura circular com ru=0,1. Os demais parâmetros foram estimados com base na experiência da projetista com materiais locais e trabalhos da literatura. A Tabela 10.1 apresenta os parâmetros geotécnicos utilizados na retroanálise. 0,990 Rocha Name: Solo mais poroso nat. Unit Weight: 17 kN/m³ Cohesion': 16 kPa Phi': 30 ° Ru: 0,1 Name: Solo menos poroso Unit Weight: 18 kN/m³ Cohesion': 25 kPa Phi': 32 ° Ru: 0,1 Name: Solo mais poroso sat. Unit Weight: 17 kN/m³ Cohesion': 14 kPa Phi': 30 ° Ru: 0,1 Name: Rocha Ru: 0,1 Solo menos poroso Solo mais poroso nat. Solo mais poroso sat. -30 -25 -20 -15 -10 -5 0 5 10 15 20 25 30 35 90 100 110 120 130 Factor of Safety ≤ 0,900 - 0,950 0,950 - 1,000 1,000 - 1,050 1,050 - 1,100 1,100 - 1,150 1,150 - 1,200 1,200 - 1,250 1,250 - 1,300 1,300 - 1,350 1,350 - 1,400 1,400 - 1,450 1,450 - 1,500 1,500 - 1,550 1,550 - 1,600 1,600 - 1,650 1,650 - 1,700 1,700 - 1,750 1,750 - 1,800 1,800 - 1,850 ≥ 1,850 PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 35 Tabela 10.1 – Parâmetros geotécnicos obtidos através de retroanálise (ru=0,1). Camada γ (kN/m³) c (kPa) ϕ (°) Solo mais poroso sat. 17 14 30 Solo mais poroso nat. 17 16 30 Solo menos poroso 18 25 32 Pavimento 18 5 40 10.2. Fatores de Segurança As análisesde estabilidade buscam avaliar a competência da solução em etapa final de construção, de forma a obter fatores de segurança para uma obra permanente do ponto de vista normativo e também avaliar a segurança de etapas construtivas, ou seja, fases temporárias, que permitem a realização da obra com maior segurança. Para a estrutura concebida é necessário que sejam realizadas análises de estabilidade global, interna, ao tombamento, ao deslizamento e verificação da pressão na fundação, atribuindo um fator de segurança global normativo. Para a estabilidade global os valores são diferentes de acordo com os níveis de segurança desejados contra danos ambientais e materiais e contra perdas de vidas humanas. A Tabela 10.2 apresenta uma relação entre o FS e os níveis de segurança necessários para a obra, de acordo com a recomendação da NBR 11.682/2009. Tabela 10.2 – Fatores de segurança desejados de acordo com os níveis de segurança requeridos pelo local. Nível de Segurança contra danos materiais e ambientais Nível de segurança contra perdas de vidas humanas Alto Médio Baixo Alto 1,5 1,5 1,4 Médio 1,5 1,4 1,3 Baixo 1,4 1,3 1,2 No setor 2, de acordo com os critérios relatados pela norma NBR 11.682/2009, a obra pode ser considerada como um local onde o nível de segurança com respeito à perda de vidas humanas é alto devido à residência próxima à ruptura ser utilizada diariamente por moradores. Outro fator seria o risco de acidentes na rodovia de alto tráfego se ocorressem mais rupturas, no entanto, estatisticamente, esses acidentes costumam apenas bloquear temporariamente a rodovia. Também se considerou que os danos materiais associados aos movimentos requerem nível de segurança médio, pois a residência pode ser considerada como um bem material de valor moderado. Quanto à rodovia, considerou-se que a mesma dificilmente sofreria com danos materiais em caso de novas rupturas, com exceção de danos que poderiam ser causados no sistema de PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 36 drenagem. Assim, afora a dispersão de solo no terreno e o aumento de turbidez em córregos locais, não se cogita maiores impactos ambientais. No setores 1 e 3, de acordo com os critérios relatados pela norma NBR 11.682/2009, a obra pode ser considerada como um local onde o nível de segurança com respeito à perda de vidas humanas é médio, pois nas propriedades lindeiras há movimentação restrita de pessoas, diferentemente do caso de setor 2 com moradia permanente. Além disso, essas propriedades estão mais afastadas do eixo de ruptura, na região em que o talude é mais alto. Outro fator seria o risco de acidentes na rodovia de alto tráfego se ocorressem mais rupturas, no entanto, estatisticamente, esses acidentes costumam apenas bloquear temporariamente a rodovia. Quanto aos danos materiais e ambientais foi feita a mesma consideração do setor 2. Considerando o cruzamento de critérios, o fator de segurança mínimo para considerar o talude estável seria de 1,5 quanto à estabilidade global e interna para o setor 2 e de 1,4 para os setores 1 e 3. As demais análises são as de estabilidade interna, ao tombamento, ao deslizamento e verificação da pressão na fundação. Os fatores de segurança mínimos exigidos para o cálculo como muro de contenção segundo a NBR 11.682/2009 são: FS tombamento > 2,0; FS deslizamento > 1,5; FS pressões na fundação > 3,0. No setor 2, na região da cortina atirantada inclinada definiu-se um fator de segurança mínimo de 1,5 após a protensão com base nas recomendações da NBR 5.629/2006. 10.3. Sobrecargas A NBR 11.682/2009 define critérios específicos acerca de sobrecargas a serem consideradas nas análises de estabilidade. A mesma define uma sobrecarga distribuída de 20 kPa em todos os casos, mas permite liberdade considerações diferentes desde que justificados. Portanto, a sobrecarga distribuída considerada nas análises de estabilidade foi de 20 kPa, com exceção da região da residência. A sobrecarga da residência foi estimada em 35 kPa considerando o caso crítico fundações superficiais. 10.4. Análise de estabilidade da escavação Uma vez obtidos os parâmetros de resistência e idealizada a concepção da solução, verifica-se que é necessário que as escavações da obra estejam estáveis provisoriamente. A garantia desta estabilidade tem muitas variáveis e depende das condições de campo. Definiu-se uma escavação que varia de 2:1 (V:H) a 1,5:1 (V:H) PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 37 na região do pé do talude de forma a permitir a retirada do solo colapsado que ficou depositado no pé do talude. O corte com inclinação 2:1 será realizado nos setores 1 e 2. Já o corte com inclinação 1,5:1 será realizado no setor 3 em função do tipo de solução com muro de gabião necessitar de maior espaço para o reaterro de solo, diferentemente do caso de solo reforçado. O resultado da análise de estabilidade para a situação de corte crítica pode ser observado na Figura 10-2, Figura 10-3 e Figura 10-4. Figura 10-2 – Análise da escavação na seção crítica (ru=0). Rocha Solo menos poroso Pavimento Solo mais poroso 1,117 Name: Solo m ais poroso Unit Weight: 17 kN/m ³ Cohesion': 16 kPa Phi': 30 ° Ru: 0 Name: Solo m enos poroso Unit Weight: 18 kN/m ³ Cohesion': 25 kPa Phi': 32 ° Ru: 0 Name: Rocha Ru: 0 Name: Pavimento Unit Weight: 18 kN/m ³ Cohesion': 5 kPa Phi': 40 ° Ru: 0 -30 -25 -20 -15 -10 -5 0 5 10 15 20 25 30 35 90 100 110 120 130 Factor of Safety ≤ 0,900 - 0,950 0,950 - 1,000 1,000 - 1,050 1,050 - 1,100 1,100 - 1,150 1,150 - 1,200 1,200 - 1,250 1,250 - 1,300 1,300 - 1,350 1,350 - 1,400 1,400 - 1,450 1,450 - 1,500 1,500 - 1,550 1,550 - 1,600 1,600 - 1,650 1,650 - 1,700 1,700 - 1,750 1,750 - 1,800 1,800 - 1,850 ≥ 1,850 PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 38 Figura 10-3 – Análise da escavação na seção crítica (ru=0,05). Rocha Solo menos poroso Pavimento Solo mais poroso 1,057 Name: Solo m ais poroso Unit Weight: 17 kN/m ³ Cohesion': 16 kPa Phi': 30 ° Ru: 0,05 Name: Solo m enos poroso Unit Weight: 18 kN/m ³ Cohesion': 25 kPa Phi': 32 ° Ru: 0,05 Name: Rocha Ru: 0,05 Name: Pavimento Unit Weight: 18 kN/m ³ Cohesion': 5 kPa Phi': 40 ° Ru: 0,05 -30 -25 -20 -15 -10 -5 0 5 10 15 20 25 30 35 90 100 110 120 130 Factor of Safety ≤ 0,900 - 0,950 0,950 - 1,000 1,000 - 1,050 1,050 - 1,100 1,100 - 1,150 1,150 - 1,200 1,200 - 1,250 1,250 - 1,300 1,300 - 1,350 1,350 - 1,400 1,400 - 1,450 1,450 - 1,500 1,500 - 1,550 1,550 - 1,600 1,600 - 1,650 1,650 - 1,700 1,700 - 1,750 1,750 - 1,800 1,800 - 1,850 ≥ 1,850 PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 39 Figura 10-4 – Análise da escavação na seção crítica (ru=0,1). As análises demonstraram a variação sensível do fator de segurança com o aumento da poropressão. Portanto, neste caso, sugere-se que as escavações não ultrapassem taludes 2:1 (V:H) em períodos de clima seco, não chuvosos. Também, como as escavações serão realizadas em nichos, será atuante o efeito de arqueamento, que permite permanecer com cortes mais íngremes, no entanto em situação provisória. É importante observar que anteriormente às escavações será construída a cortina atirantada inclinada na parte superior do talude, protegendo a residência de deslocamentos que porventura possam ocorrer nas etapas de escavação. 10.5. Análise de estabilidade do Setor 1 As análises de estabilidade do setor 1 foram realizadas através do programa computacional Macstars 2000 da empresa Maccaferri. Nas análises não se conta Rocha Solo menos poroso Pavimento Solo mais poroso 0,996 Name: Solo m ais poroso Unit Weight: 17 kN/m ³ Cohesion': 16 kPa Phi': 30 ° Ru: 0,1 Name: Solo m enos poroso Unit Weight: 18 kN/m ³ Cohesion':25 kPa Phi': 32 ° Ru: 0,1 Name: Rocha Ru: 0,1 Name: Pavimento Unit Weight: 18 kN/m ³ Cohesion': 5 kPa Phi': 40 ° Ru: 0,1 -30 -25 -20 -15 -10 -5 0 5 10 15 20 25 30 35 90 100 110 120 130 Factor of Safety ≤ 0,900 - 0,950 0,950 - 1,000 1,000 - 1,050 1,050 - 1,100 1,100 - 1,150 1,150 - 1,200 1,200 - 1,250 1,250 - 1,300 1,300 - 1,350 1,350 - 1,400 1,400 - 1,450 1,450 - 1,500 1,500 - 1,550 1,550 - 1,600 1,600 - 1,650 1,650 - 1,700 1,700 - 1,750 1,750 - 1,800 1,800 - 1,850 ≥ 1,850 PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 40 com o empuxo passivo na frente do muro promovido pelo reaterro. Os parâmetros utilizados na análise estão apresentados na Tabela 10.3. Tabela 10.3 – Parâmetros geotécnicos adotados. Camada γ (kN/m³) c (kPa) ϕ (°) ru Solo mais poroso 17 16 30 0,1 Solo menos poroso 18 25 32 0,1 Pavimento 18 10 40 0,1 Gabião 20 12,5 45 0 Rachão 19 0 45 0 Reaterro 17 4 32 0,05 Os resultados das análises críticas para a geometria do muro de contenção definido são apresentados a seguir. a) Estabilidade global Verificação da estabilidade Global: Força atuante nos Reforços de acordo com o Método Rígido Análise de estabilidade com superfícies circulares de acordo com o Método de PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 41 Bishop Fator de Segurança Calculado : 1.638 Limites de busca para as superfícies de ruptura Limite inicial, abscissas [m] Limite final, abscissas [m] Primeiro ponto Segundo ponto Primeiro ponto Segundo ponto 10.00 35.00 -10.00 5.00 Número de pontos de início no primeiro segmento : 200 Número total de superfícies verificadas : 2000 Comprimento mínimo da base das lamelas [m] : 1.00 Ângulo limite superior para a busca [°] : 0.00 Ângulo limite inferior para a busca [°] : 0.00 Bloco : GABIÃO 1 Maccaferri - Gabiões H=0.50 - G - 8x10 - 2,7 - largura 3.50 Relação: Carga de Tração/Resistência a Tração Y [m] FMáx 0.00 0.693 0.50 0.693 Bloco : GABIÃO 2 Maccaferri - Gabiões H=1.00 - G - 8x10 - 2,7 - largura 3.00 Relação: Carga de Tração/Resistência a Tração Y [m] FMáx 0.00 0.693 PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 42 b) Estabilidade interna Estabilidade Interna: Força atuante nos Reforços de acordo com o Método Rígido Análise de estabilidade com superfícies circulares de acordo com o Método de Janbu Fator de Segurança Calculado : 1.401 Limites de busca para as superfícies de ruptura Bloco Limite inicial, abscissas [m] GABIÃO 2 Primeiro ponto Segundo ponto 5.00 15.00 PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 43 Número de pontos de início no primeiro segmento : 1 Número total de superfícies verificadas : 500 Comprimento mínimo da base das lamelas [m] : 1.00 Ângulo limite superior para a busca [°] : 0.00 Ângulo limite inferior para a busca [°] : 0.00 Bloco : TERRA1 SISTEMA DE SOLO REFORÇADO - P - 8x10 - 2,7 - 0.50 Relação: Carga de Tração/Resistência a Tração Y [m] FMáx 0.00 0.768 0.50 0.768 c) Verificação como muro de contenção A máxima pressão disponível na fundação foi calculada a partir da Teoria de Terzagui, em que a capacidade de carga última da fundação (qult) é regida pela equação: 𝑞𝑢𝑙𝑡 = 𝑐 ∙ 𝑁𝑐 + 𝛾 ∙ 𝐷 ∙ 𝑁𝑞 + 𝛾 ∙ 𝐵 2 ∙ 𝑁𝛾 Adotou-se γ=17kN/m³, ϕ=30, c=16kPa, B=4,0m, D=0. Os fatores de capacidade de carga calculados valem Nc=30,14, Nq=18,40 e Nγ=22,40. Assim, qult=1243kPa, e de acordo com a NBR 6122/2010, a capacidade de carga admissível qadm=qult/3. Logo qadm=414kPa. PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 44 Verificação como muro a gravidade : Bloco Considerado : GABIÃO 1 Pressão disponível na Fundação [kN/m²] : 1240.00 Força Horizontal Máx [kN/m] : 151.71 Fator de Segurança contra o Deslizamento : 4.175 Momento Máx. de tombamento [kN*m/m] : 663.28 Fator de segurança contra o tombamento : 2.860 Pressão Máx. na fundação [kN/m²] : 180.94 Fator de seg. da capacidade de sup. do solo de apoio : 6.853 PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 45 d) Verificação contra o deslizamento Verificação contra o deslizamento dos Blocos: Bloco analisado : TERRA1 Parâmetros de interação do solo na base do bloco Ângulo de atrito [°] : 23.60 Coesão [kN/m²] : 0.00 Força Horizontal Máx. [kN/m] : 81.27 Fator de Segurança : 2.258 10.6. Análise de estabilidade do Setor 2 As análises de estabilidade do setor 2 foram realizadas através do programa computacional Macstars 2000 da empresa Maccaferri. Nas análises não se conta com o empuxo passivo na frente do muro promovido pelo reaterro. Os parâmetros utilizados na análise estão apresentados na Tabela 10.4. PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 46 Tabela 10.4 – Parâmetros geotécnicos adotados. Camada γ (kN/m³) c (kPa) ϕ (°) ru Solo mais poroso 17 16 30 0,1 Solo menos poroso 18 25 32 0,1 Pavimento 18 10 40 0,1 Gabião 20 12,5 45 0 Rachão 19 0 45 0 Reaterro 17 4 32 0,05 Os resultados das análises críticas para a geometria do muro de contenção definido são apresentados a seguir. 10.6.1. Análise do muro de contenção a) Estabilidade global Verificação da estabilidade Global: Força atuante nos Reforços de acordo com o Método Rígido Análise de estabilidade com superfícies circulares de acordo com o Método de PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 47 Bishop Fator de Segurança Calculado : 1.684 Limites de busca para as superfícies de ruptura Limite inicial, abscissas [m] Limite final, abscissas [m] Primeiro ponto Segundo ponto Primeiro ponto Segundo ponto 17.00 35.00 -10.00 5.00 Número de pontos de início no primeiro segmento : 200 Número total de superfícies verificadas : 2000 Comprimento mínimo da base das lamelas [m] : 1.00 Ângulo limite superior para a busca [°] : 0.00 Ângulo limite inferior para a busca [°] : 0.00 PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 48 b) Estabilidade interna Estabilidade Interna: Força atuante nos Reforços de acordo com o Método Rígido Análise de estabilidade com superfícies circulares de acordo com o Método de Janbu Fator de Segurança Calculado : 1.534 Limites de busca para as superfícies de ruptura Bloco Limite inicial, abscissas [m] GABIÃO1 Primeiro ponto Segundo ponto 7.00 18.00 PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 49 Número de pontos de início no primeiro segmento : 1 Número total de superfícies verificadas : 1000 Comprimento mínimo da base das lamelas [m] : 1.00 Ângulo limite superior para a busca [°] : 0.00 Ângulo limite inferior para a busca [°] : 0.00 Bloco : GABIÃO1 Maccaferri - Gabiões H=0.50 - G - 8x10 - 2,7 - largura 5.50 Relação: Carga de Tração/Resistência a Tração Y [m] FMáx 0.50 0.693 1.00 0.693 1.50 0.693 c) Verificação como muro de contenção A máxima pressão disponível na fundação foi calculada a partir da Teoria de Terzagui, em que a capacidade de carga última da fundação (qult) é regida pela equação: 𝑞𝑢𝑙𝑡 = 𝑐 ∙ 𝑁𝑐 + 𝛾 ∙ 𝐷 ∙ 𝑁𝑞 + 𝛾 ∙ 𝐵 2 ∙ 𝑁𝛾 Adotou-se γ=17kN/m³, ϕ=30, c=16kPa, B=6,0m, D=0. Os fatores de capacidade de carga calculados valem Nc=30,14, Nq=18,40 e Nγ=22,40. Assim, qult=1624kPa, e de acordo com a NBR 6122/2010, a capacidade de carga admissível qadm=qult/3. Logo qadm=541kPa.PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 50 Verificação como muro a gravidade : Bloco Considerado : GABIÃO1 Pressão disponível na Fundação [kN/m²] : 1620.00 Força Horizontal Máx [kN/m] : 229.23 Fator de Segurança contra o Deslizamento : 4.654 Momento Máx. de tombamento [kN*m/m] : 1428.90 Fator de segurança contra o tombamento : 2.927 Pressão Máx. na fundação [kN/m²] : 206.68 Fator de seg. da capacidade de sup. do solo de apoio : 7.838 PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 51 d) Verificação contra o deslizamento Verificação contra o deslizamento dos Blocos: Bloco analisado : TERRA1 Parâmetros de interação do solo na base do bloco Ângulo de atrito [°] : 23.60 Coesão [kN/m²] : 0.00 Força Horizontal Máx. [kN/m] : 100.91 Fator de Segurança : 2.783 PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 52 10.6.2. Dimensionamento da Cortina Atirantada a) Seção de referência b) Parâmetros do solo 𝛾 = 17𝑘𝑁/𝑚³ ∅′ = 30° 𝑐′ = 16𝑘𝑃𝑎 c) Sobrecarga devida à residência 𝑝 = 34𝑘𝑁/𝑚² d) Cálculo do acréscimo de tensão vertical devido à residência Calculado de acordo com a solução proposta por Poulos e Davis (1974) para um carregamento distribuído em uma faixa retangular: 𝜎𝑣 = 𝑝 2𝜋 (𝑡𝑎𝑛−1 ( 𝑙𝑏 𝑧𝑅3 ) + 𝑙𝑏𝑧 𝑅3 ( 1 𝑅1 2 + 1 𝑅2 2)) Onde: 𝑅1 = (𝑙2 + 𝑧2)1/2 PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 53 𝑅2 = (𝑏2 + 𝑧2)1/2 𝑅3 = (𝑙2 + 𝑏2 + 𝑧2)1/2 z: profundidade do ponto de interesse b: semi-largura da faixa carregada l: distância horizontal entre o ponto de interesse e a extremidade posterior da faixa carregada De acordo com a seção de referência, l vale 10,75m, b vale 6m e as profundidades de interesse 0, 1 e 2m. Destaca-se que o princípio da superposição de tensões deve ser utilizado. Os resultados obtidos são os seguintes: 𝑧 = 0𝑚 → 𝜎𝑣 = 17𝑘𝑃𝑎 𝑧 = 1𝑚 → 𝜎𝑣 = 15,8𝑘𝑃𝑎 𝑧 = 2𝑚 → 𝜎𝑣 = 14,65𝑘𝑃𝑎 e) Cálculo das tensões verticais efetivas Basta somar as tensões verticais geostáticas com a sobrecarga, resultando nos seguintes valores: 𝑧 = 0𝑚 → 𝜎𝑣 = 17𝑘𝑃𝑎 𝑧 = 1𝑚 → 𝜎𝑣 = 32,8𝑘𝑃𝑎 𝑧 = 2𝑚 → 𝜎𝑣 = 48,65𝑘𝑃𝑎 f) Coeficiente de empuxo ao repouso Calculado de acordo com a expressão simplificada de Jaky (1948) para solos granulares: 𝑘0 = 1 − 𝑠𝑒𝑛∅′ 𝑘0 = 0,5 g) Cálculo da tensão horizontal A tensão horizontal é apenas uma parcela da tensão vertical, determinada pela expressão: 𝜎𝐻 = 𝑘0𝜎𝑣 Os valores calculados são os seguintes: PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 54 𝑧 = 0𝑚 → 𝜎𝐻 = 8,5𝑘𝑃𝑎 𝑧 = 1𝑚 → 𝜎𝐻 = 16,4𝑘𝑃𝑎 𝑧 = 2𝑚 → 𝜎𝐻 = 24,325𝑘𝑃𝑎 h) Empuxo lateral Supondo simplificadamente que o diagrama de tensões horizontais atuantes na cortina segue uma distribuição linear, basta calcular a área do diagrama para a obtenção do empuxo horizontal ao repouso. 𝐸0 = 32,4𝑘𝑁/𝑚 𝑋𝐸0 = 0,84𝑚 i) Tirante Carga de incorporação Fazendo o equilíbrio à translação horizontal, temos que: 𝑇 =( 𝐸0 𝑐𝑜𝑠𝜓 ) 𝑆ℎ Adotando um espaçamento horizontal de 2m entre cada tirante, instalados com uma inclinação de 30° em relação à horizontal, a carga requerida de protensão para que o equilíbrio horizontal seja atingido é de aproximadamente 75 kN. Carga de trabalho Embora os tirantes devam receber uma carga de protensão de 75 kN, a resistência da barra deve ser majorada em 50% para que o fator de segurança previsto na NBR 5629 seja contemplado. Assim, a carga de trabalho vale: 𝑇𝑡𝑟 = T × 1,5 𝑇𝑡𝑟 = 112,5kN Foram adotados tirantes com carga de trabalho igual a 114 KN. Trecho livre Tendo em vista a proximidade da residência, é necessário que a cunha passiva formada pelo bulbo de ancoragem do tirante não atinja a residência, já que poderia causar deformações na estrutura. Portanto, adotou-se um trecho livre de 11 m. PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 55 Trecho ancorado O comprimento do trecho ancorado do tirante é calculado de acordo com a seguinte expressão: 𝐿𝑏 = 𝑇𝑡𝑟 ∙ FS 𝜋 ∙ ∅𝑓 ∙ 𝑞𝑠 O atrito lateral unitário 𝑞𝑠 pode ser calculado pelas expressões: 𝑞𝑠 = 2𝑁 + 40 + 𝜌𝑖 𝜌𝑖 = 50 + N 12 Se o NSPT mínimo situa-se em torno de 2, como indicado pelas sondagens, então 𝑞𝑠 = 94𝑘𝑃𝑎. Considerando FS=1,75 e diâmetro de perfuração de 100 mm, o comprimento de ancoragem calculado é de 6,75m. Assim, foram adotados grampos com comprimento mínimo de ancoragem de 7,0 m. Verificação do deslocamento da cortina Verificou-se a possibilidade de deslizamento da cortina no contato cortina- solo em função da aplicação das cargas de protensão. Para a carga de trabalho 𝑇𝑡𝑟 = 114𝑘𝑁, a decomposição da força em eixos paralelos e perpendiculares à cortina resultam em: 𝑇𝑁 = 𝑇𝑡𝑟 ∙ cos 15° = 110𝑘𝑁 (força normal/perpendicular à cortina) 𝑇𝜏 = 𝑇𝑡𝑟 ∙ cos 15° = 29,5𝑘𝑁 (força cisalhante/paralela à cortina) O ângulo de 15° utilizado na decomposição refere-se ao ângulo entre o tirante e um eixo perpendicular à cortina. As relações entre tensões de cisalhamento atuantes e resistentes devem obedecer a seguinte relação: 𝜏𝑟𝑒𝑠𝑖𝑠𝑡𝑒𝑛𝑡𝑒 > 𝜏𝑎𝑡𝑢𝑎𝑛𝑡𝑒 ( 𝑇𝑁 𝐴𝑖𝑛𝑓𝑙𝑢ê𝑛𝑐𝑖𝑎 ) ∙ tan(0,7 ∙ ∅) > ( 𝑇𝜏 𝐴𝑖𝑛𝑓𝑙𝑢ê𝑛𝑐𝑖𝑎 ) 110 ∙ tan(0,7 ∙ 30°) > 29,5 42,22 > 29,5 PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 56 Assim, a relação é satisfeita para a carga de trabalho. Para as cargas de incorporação e de ensaio, as relações apresentam-se com valores diferentes, mas sempre com a mesma proporção, ou seja, sempre com 𝜏𝑟𝑒𝑠𝑖𝑠𝑡𝑒𝑛𝑡𝑒 > 𝜏𝑎𝑡𝑢𝑎𝑛𝑡𝑒. Fundações da cortina Para a determinação das dimensões das fundações inferior e superior da cortina, deve ser determina a capacidade de carga do solo. Apresenta-se a seguir a formulação de Terzaghi (Terzaghi e Peck, 1948) modificada por Cernica (1995): NBSNqNcS qoccult 2 1 Os fatores de forma Sc e Sγ são iguais a unidade porque as fundações são contínuas. Os fatores de capacidade de carga Nc, Nq e Nγ podem ser calculados pelas seguintes expressões: tan 24 3 2 2 2 45cos2 eaonde a Nq 1 tan 1 qc NN 2 33 45tan31 cos tan 2 1 2 2 p p konde k N Na formulação, a sobrecarga q0 significa a pressão vertical efetiva acima do nível da fundação e pode ser considerada como: Dqo Os fatores de capacidade de carga calculados são os seguintes: 6,16qN 27cN 74,19N Como o embutimento das fundações é zero, obtém-se a expressão: Bult 168432 A adoção de um fator de segurança igual a 3, previsto pela NBR 6122, conduz finalmente à equação: PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 57 3 168432 B ult Realizando o equilíbrio à translação vertical entre a componente vertical do tirante e a reação nas fundações inferior e superior, e considerando ainda que estas reações possuem módulo de igual valor, chega-se ao seguinte sistema de 4 incógnitas e 4 equações: 3 168432 B ult iS RR B RS ult iS RRT sin O dimensionamento, efetuado levando em conta a carga de trabalho dos tirantes (114 kN) , assim resulta: kNRR iS 75,14 mB 1,0 kPault 5,147 Adota-se como largura da base de cada fundação o valor de 30 cm por questões construtivas. 10.7. Análise de