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PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 
 
 
PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 
2 
 
 
 
EMPRESA GAÚCHA DE RODOVIAS 
 
PROJETO EXECUTIVO DE ESTABILIZAÇÃO E 
 RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE 
 LOCALIZADO NA ERS-122 KM 7+600 
 (LADO ESQUERDO) 
1. (RELATÓRIO) 
 
 
 
RODOVIA: ERS-122 
TRECHO: SÃO SEBASTIÃO DO CAÍ – PORTÃO 
EXTENSÃO: 150 m na ERS-122 km 7+600 
JUNHO/2016 
 
 
 
PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 
3 
 
Sumário 
1. APRESENTAÇÃO ............................................................................... 7 
2. MAPA DE SITUAÇÃO ......................................................................... 9 
3. DIAGNÓSTICO DA INSTABILIDADE ................................................ 10 
3.1. Presença de solos residuais de arenito arcosiano ...................... 13 
3.2. Influência da precipitação ........................................................... 14 
3.3. Conclusão do diagnóstico ........................................................... 15 
4. CONCEPÇÃO DA SOLUÇÃO ........................................................... 16 
5. ESTUDOS TOPOGRÁFICOS ........................................................... 18 
5.1. Cadastramento topográfico ......................................................... 18 
5.2. Homologação dos Marcos de Referência ................................... 18 
6. ESTUDOS GEOLÓGICOS ................................................................ 20 
7. INVESTIGAÇÃO GEOTÉCNICA ....................................................... 21 
7.1. Ensaios de campo ...................................................................... 21 
7.2. Ensaios de laboratório ................................................................ 21 
7.2.1. Caracterização do solo rompido .............................................. 22 
7.2.2. Caracterização de possível material de jazida ........................ 22 
7.2.1. Representatividade dos ensaios de laboratório ...................... 23 
7.2.1. Comentários sobre a análise granulométrica .......................... 23 
8. ESTUDOS HIDROLÓGICOS E HIDRÁULICOS................................ 25 
8.1. Estudos hidrológicos ................................................................... 25 
8.1.1. Características das Bacias de Contribuição ............................ 25 
8.1.2. Tempo de Recorrência (Tr) ..................................................... 26 
8.1.3. Tempo de concentração (Tc) .................................................. 26 
8.1.4. Vazão de Dimensionamento ................................................... 27 
 
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4 
8.2. Dimensionamento Hidráulico ...................................................... 27 
8.2.1. Valetas e sarjetas .................................................................... 28 
8.2.2. Bueiros .................................................................................... 30 
8.2.3. Descidas d’água ...................................................................... 32 
9. DIMENSIONAMENTO GEOTÉCNICO .............................................. 33 
9.1. Retroanálise de estabilidade ....................................................... 33 
9.2. Fatores de Segurança ................................................................ 35 
9.3. Sobrecargas ................................................................................ 36 
9.4. Análise de estabilidade da escavação ........................................ 36 
9.5. Análise de estabilidade do Setor 1 .............................................. 39 
a) Estabilidade global ...................................................................... 40 
b) Estabilidade interna .................................................................... 42 
c) Verificação como muro de contenção ......................................... 43 
d) Verificação contra o deslizamento .............................................. 45 
9.6. Análise de estabilidade do Setor 2 .............................................. 45 
9.6.1. Análise do muro de contenção ................................................ 46 
a) Estabilidade global ...................................................................... 46 
b) Estabilidade interna .................................................................... 48 
c) Verificação como muro de contenção ......................................... 49 
d) Verificação contra o deslizamento .............................................. 51 
9.6.2. Dimensionamento da Cortina Atirantada ................................. 52 
a) Seção de referência .................................................................... 52 
b) Parâmetros do solo ..................................................................... 52 
c) Sobrecarga devida à residência .................................................. 52 
d) Cálculo do acréscimo de tensão vertical devido à residência ..... 52 
e) Cálculo das tensões verticais efetivas ........................................ 53 
 
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f) Coeficiente de empuxo ao repouso ............................................ 53 
g) Cálculo da tensão horizontal ....................................................... 53 
h) Empuxo lateral ............................................................................ 54 
i) Tirante ......................................................................................... 54 
9.7. Análise de estabilidade do Setor 3 .............................................. 57 
a) Estabilidade global ...................................................................... 58 
b) Estabilidade interna .................................................................... 59 
c) Estabilidade como muro de contenção ....................................... 60 
10. DIMENSIONAMENTO ESTRUTURAL .............................................. 66 
10.1. Geometria e Modelos Adotados .................................................. 66 
10.2. Propriedades dos Materiais ........................................................ 67 
10.3. Carregamentos e Combinações ................................................. 68 
10.4. Dimensionamento da Cortina (ELU) ........................................... 68 
10.5. Verificação da Punção ................................................................ 72 
10.6. Verificação dos Estados Limites de Serviço ............................... 73 
11. TABELA DE QUANTIDADES ............................................................ 76 
12. ESPECIFICAÇÕES DE SERVIÇOS .................................................. 80 
12.1. Introdução ................................................................................... 80 
12.2. Especificações prevalentes......................................................... 80 
12.2.1. EC-01 – SISTEMA DE CONTENÇÃO EM SOLO REFORÇADO 
 83 
12.2.2. EC-02 – ESTRUTURAS DE ARRIMO COM GABIÃO ........... 87 
12.2.3. EC-03 – FORNECIMENTO E COMPACTAÇÃO DE ATERRO 
DE ARGILA 92 
12.2.4. EC-04 – FORNECIMENTO E INSTALAÇÃO DE GEOTÊXTIL
 95 
12.2.5. EC-05 – DRENO DE AREIA OU PEDRISCO ....................... 97 
 
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12.2.6. EC-06 – TUBOS PERFURADOS .......................................... 98 
12.2.7. EC-07 – EXECUÇÃO DE CHAVES GRANULARES 
DRENANTES 99 
12.2.8. EC-08 – FORNECIMENTO, BENEFICIAMENTO E 
INSTALAÇÃO DE TIRANTE PERMANENTE, INCLUSIVE INJEÇÕES ...... 104 
12.2.9. EC-09 – PERFURAÇÃO PARA ELEMENTOS DE 
ANCORAGEM 109 
12.2.10. EC-10 – DRENO TIPO BARBACÃ .................................... 110 
12.2.11. EC-11 – SINALIZAÇÃO TEMPORÁRIA DA OBRA ...........estabilidade do Setor 3 
As análises de estabilidade do setor 3 foram realizadas através dos 
programas computacionais Slope/W e GawaWin 2003 da empresa Maccaferri. Nas 
análises não se conta com o empuxo passivo na frente do muro promovido pelo 
reaterro. Os parâmetros utilizados nas análises estão apresentados na Tabela 10.5. 
Tabela 10.5 – Parâmetros geotécnicos adotados. 
Camada γ (kN/m³) c (kPa) ϕ (°) ru 
Solo mais poroso 17 16 30 0,1 
Solo menos poroso 18 25 32 0,1 
Pavimento 18 10 40 0,1 
Gabião 20 100 45 0 
Rachão 19 0 45 0 
Reaterro 17 4 32 0,05 
 
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A coesão do elemento “Gabião” não tem sentido real no software Slope/W, 
sendo considerada somente para que a superfície de ruptura crítica não intercepte 
o muro. 
Os resultados das análises para a geometria do muro de contenção definido 
são apresentados a seguir. 
É possível observar que a análise crítica é a de estabilidade interna, uma vez 
que o material do reaterro apresenta parâmetros inferiores ao de um reaterro 
granular. Assim, o muro precisa ser alto o suficiente para que não ocorra ruptura 
do reaterro. 
a) Estabilidade global 
A análise de estabilidade global foi realizada com software Slope/W por 
possibilitar melhor precisão no desenho da geometria do problema, além de utilizar 
métodos de cálculos mais precisos com possibilidade de consideração da razão de 
poropressão. 
A representação gráfica da análise pode ser visualizada na Figura 10-5. 
 
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Figura 10-5 – Análise de estabilidade global na seção crítica do setor 3. 
b) Estabilidade interna 
A análise de estabilidade interna também foi realizada com software 
Slope/W. 
A representação gráfica da análise pode ser visualizada na Figura 10-6. 
Rocha
Solo menos poroso
Gabião
Solo mais poroso
Pavimento
Reaterro
1,637
Name: Rocha 
Ru: 0,1 
Name: Solo menos poroso 
Unit Weight: 18 kN/m³
Cohesion': 25 kPa
Phi': 32 °
Ru: 0,1 
Name: Solo mais poroso 
Unit Weight: 17 kN/m³
Cohesion': 16 kPa
Phi': 30 °
Ru: 0,1 
Name: Gabião 
Unit Weight: 19 kN/m³
Cohesion': 100 kPa
Phi': 45 °
Ru: 0 
Name: Reaterro 
Unit Weight: 17 kN/m³
Cohesion': 4 kPa
Phi': 32 °
Ru: 0,05 
Name: Pavimento 
Unit Weight: 18 kN/m³
Cohesion': 5 kPa
Phi': 40 °
Ru: 0,1 
 
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Figura 10-6 – Análise de estabilidade interna na seção crítica do setor 3. 
c) Estabilidade como muro de contenção 
A análise de estabilidade como muro de contenção, com verificações quanto 
ao deslizamento, ao tombamento e a pressões excessivas na fundação, foi 
realizada com software GawacWin 2003. 
A máxima pressão disponível na fundação foi calculada a partir da Teoria de 
Terzaghi, em que a capacidade de carga última da fundação (qult) é regida pela 
equação: 
𝑞𝑢𝑙𝑡 = 𝑐 ∙ 𝑁𝑐 + 𝛾 ∙ 𝐷 ∙ 𝑁𝑞 + 𝛾 ∙
𝐵
2
∙ 𝑁𝛾 
Adotou-se γ=17kN/m³, ϕ=30, c=16kPa, B=5,0m, D=0. Os fatores de 
capacidade de carga calculados valem Nc=30,14, Nq=18,40 e Nγ=22,40. 
Assim, qult=1434kPa, e de acordo com a NBR 6122/2010, a capacidade de 
carga admissível qadm=qult/3. Logo qadm=478kPa. 
O relatório gerado pelo software para a geometria do muro de contenção 
definido é apresentado a seguir. 
 
Rocha
Solo menos poroso
Gabião
Solo mais poroso
Pavimento
Reaterro
1,511
Name: Rocha 
Ru: 0,1 
Name: Solo menos poroso 
Unit Weight: 18 kN/m³
Cohesion': 25 kPa
Phi': 32 °
Ru: 0,1 
Name: Solo mais poroso 
Unit Weight: 17 kN/m³
Cohesion': 16 kPa
Phi': 30 °
Ru: 0,1 
Name: Gabião 
Unit Weight: 19 kN/m³
Cohesion': 100 kPa
Phi': 45 °
Ru: 0 
Name: Reaterro 
Unit Weight: 17 kN/m³
Cohesion': 4 kPa
Phi': 32 °
Ru: 0,05 
Name: Pavimento 
Unit Weight: 18 kN/m³
Cohesion': 5 kPa
Phi': 40 °
Ru: 0 
 
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11. DIMENSIONAMENTO ESTRUTURAL 
A presente memoria de cálculo estrutural trata do dimensionamento de 
cortina atirantada inclinada. 
11.1. Geometria e Modelos Adotados 
A obtenção das solicitações da superestrutura da ponte foi feita com a 
modelagem numérica computacional através de elementos finitos. Para tanto foi 
utilizado o programa computacional STRAP 2011. 
A seguir é apresentada a geometria do modelo adotado. 
 
Figura 11-1 – Geometria do Modelo 
Nas figuras a seguir são apresentados os modelos em elementos finitos com 
as cargas de trabalho. 
 
Figura 11-2 – Modelo numérico com cargas 
 
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O modelo é elaborado como grelha. Nele a cortina é modelada em elementos 
de placa. 
A cortina foi definida com 15cm de espessura. 
A cortina será protendida contra o solo que será simulado com a utilização 
de molas elásticas unidirecionais. A seguir são definidas suas propriedades. 
 
11.2. Propriedades dos Materiais 
Segundo os critérios de durabilidade estabelecidos pela NBR6118 a obra de 
arte se localiza em um ambiente com classe de agressividade ambiental moderada 
(Classe II) caracterizado pelo ambiente urbano e pequeno risco de deterioração. 
Dentro deste conceito os concretos utilizados deverão ter uma relação de 
água/cimento na massa ≤0,60 e uma classe de resistência ≥25MPa. 
Será adotado um concreto de 25 MPa com as seguintes características. 
 Resistência à compressão característica fck = 25MPa 
 Resistência de cálculo à compressão fcd=17,86MPa 
 Módulo de Elasticidade Ec = 23.800MPa 
 Resistência à tração fctm=2,6MPa 
 Coeficiente de Poisson  = 0,2 
 Coeficiente de dilatação térmica  = 1x10-5 /°C 
O cobrimento nominal das armaduras correspondente à classe de 
agressividade classificada é o seguinte: Lajes 30mm para a face em contato com o 
solo 
As armaduras são do tipo CA-50 com as seguintes características: 
 Resistência a Tração característica fyk=500MPa 
 Resistência a Tração de cálculo fyd=434,8MPa 
 Módulo de Elasticidade Es = 210 GPa 
 Coeficiente de dilatação térmica = 1x10-5 /°C 
O solo foi simulado como molas unidirecionais cujo coeficiente de recalque 
adotado, referente a um solo de argila arenosa de 3 golpes foi de 10.000kN/m³ 
 
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11.3. Carregamentos e Combinações 
A presente cortina apresenta tirantes com carga de trabalho de 114 kN que 
serão ensaiados um a um até um carregamento de 199,5 kN, representando 1,75 
vezes a carga de trabalho. 
As cargas foram aplicadas de forma distribuída na placa de ancoragem de 
14x14cm que resultou na seguinte carga distribuída na cortina: 
 Carga de trabalho: 114/(0,14*0,14) = 5816,33kN/m² 
 Carga de ensaio: 199,5/(0,14*0,14) = 10.178,57kN/m² 
A cortina será dimensionada para três condições de carregamento: 
 Todos tirantes atuando com a carga de trabalho; 
 Aplicação da carga de ensaio em um tirante de cada vez; 
 Todos tirantes com carga de trabalho com a falha de 1 dos tirantes. 
As protensões dos tirantes serão tratadas como cargas variáveis com os 
seguintes coeficientes de ponderação: 
 Todos tirantes atuando com a carga de trabalho: Ação normal q=1,4 
 Aplicação da carga de ensaio em um tirante de cada vez: Ação 
excepcional q=1,0 
 Todos tirantes com carga de trabalho com a falha de 1 dos tirantes. 
Ação Especial q=1,2 
11.4. Dimensionamento da Cortina (ELU) 
Aseguir são presentados os resultados para cada um dos casos estudados, 
finalizando com apresentação das envoltórias de todas as combinações que será 
utilizada para o dimensionamento último da cortina. 
 
Figura 11-3 – Momentos na direção x – Combinação carga de trabalho 
 
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Figura 11-4 – Momentos na direção y – Combinação carga de trabalho 
 
Figura 11-5 – Momentos na direção x – Combinação falha de 1 tirante 
 
Figura 11-6 – Momentos na direção y – Combinação falha de 1 tirante 
 
Figura 11-7 – Momentos na direção x – Combinação carga de ensaio 
 
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Figura 11-8 – Momentos na direção y – Combinação carga de ensaio 
 
Figura 11-9 – Momentos na direção x: envoltória de combinações mínimas 
 
Figura 11-10 – Momentos na direção x: envoltória de combinações máximas 
 
Figura 11-11 – Momentos na direção y: envoltória de combinações mínimas 
 
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Para a face externa foi adorada armadura geral que atende o momento 
máximo e a armadura mínima de pele respectivamente: 
Tabela 11.1 – Dimensionamento da armadura da face externa e interna da cortina 
respectivamente 
 
Armadura de pele: 𝐴𝑠𝑝𝑒𝑙𝑒 = 0,10% × 𝐴𝑐,𝑎ç𝑚𝑎 = 0,001 × 15 × 100 = 1,5𝑐𝑚2 
Armadura externa: Adotado 8c/20 (2,51cm²/m). 
Armadura interna máxima: Adotado 12,5c/20 (12,28cm²/m). 
Para a armadura da interna da cortina (junto ao solo) foram adotados 
reforços junto aos tirantes e faixas de armadura de 8c/20 e 12,5c/20. 
Foram determinados os momentos resistentes de 3 níveis de amaduras afim 
de determinar as faixas de reforço. 
A seguir é apresentado o resultado da solução. 
 
Figura 11-12 – Definição de faixas de armadura 
 
 Faixa 1: 8c/20 (2,51cm²/m) 
 Faixa 2 :12,5c/20 (6,14cm²/m) 
Md= 1020 KN.cm/m Aço 50
fck= 25 Mpa E 2380,00 KN/cm²
b= 100 cm fctm= 0,26 KN/cm²
h= 15 cm fctk= 0,18 KN/cm²
c= 3 cm fyd= 43,48 KN/cm²
d= 12 cm
Asmin= 2,25 cm²/m
x= 0,717143 cm As= 2,00 cm²/m
Md= 5460 KN.cm/m Aço 50
fck= 25 Mpa E 2380,00 KN/cm²
b= 100 cm fctm= 0,26 KN/cm²
h= 15 cm fctk= 0,18 KN/cm²
c= 3 cm fyd= 43,48 KN/cm²
d= 12 cm
Asmin= 2,25 cm²/m
x= 4,38924 cm As= 12,26 cm²/m
 
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 Faixa 3 :12,5c/10 (12,28cm²/m) (reforços com armaduras de 1,0m de 
comprimento 
Tabela 11.2 – Cálculo dos momentos resistentes das faixas 1 e 2 
 
Faixa 8c/20 e Faixa 12,5c/20. 
 
11.5. Verificação da Punção 
Verificado conforme prescrição da NBR6118:2014: 
a) Verificação da tensão de compressão diagonal do concreto no 
contorno crítico 
fcdvrdsd   27,02 
b) Verificação da tensão resistente na superfície do contorno crítico 
    3
1
1 10020113,0 fckdrdsd   
 
Md= 1270,335 KN.cm/m Aço 50
fck= 25 Mpa E 2380,00 KN/cm²
b= 100 cm fctm= 0,26 KN/cm²
h= 15 cm fctk= 0,18 KN/cm²
c= 3 cm fyd= 43,48 KN/cm²
d= 12 cm
Asmin= 2,25 cm²/m
x= 0,898722 cm As= 2,51 cm²/m
Md= 2968,531 KN.cm/m Aço 50
fck= 25 Mpa E 2380,00 KN/cm²
b= 100 cm fctm= 0,26 KN/cm²
h= 15 cm fctk= 0,18 KN/cm²
c= 3 cm fyd= 43,48 KN/cm²
d= 12 cm
Asmin= 2,25 cm²/m
x= 2,198313 cm As= 6,14 cm²/m
 
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Tabela 11.3 – Verificação da Punção 
 
 
 
11.6. Verificação dos Estados Limites de Serviço 
Os estados limites de serviço serão verificados apenas para a condição de 
carga de trabalho. 
 
Figura 11-13 – Momento na direção x: Combinação de serviço para a carga de trabalho 
Verificação da punção
Vd= 199,5 KN fctm= 0,256 KN/cm²
fck= 25 Mpa fcd= 1,79 KN/cm²
Perimetro Crítico fctd= 0,128 KN/cm²
u0= 56 cm
u= 206,8 cm placa quadrada 14 cm
d= 12 cm placa cicular 0 cm
a) verificação da tensão de compressão diagonal do concreto no contorno crítico C
sd= 0,297 KN/cm²
rd2= 0,434 KN/cm²
VERIFICAÇÃO
b) verificação da tensão resistente na superfície do contorno crítico C'
sd= 0,080 KN/cm²
rd1= 0,093 KN/cm²
área de armadura
frente= 2,51 cm²
fundo = 12,28 cm²
=
VERIFICAÇÃO
OK!
0,0123
Lado/raio
OK!
 
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Figura 11-14 – Momento na direção Y: Combinação de serviço para a carga de trabalho 
 
Verificação a Abertura de Fissuras 
Classe de agressividade ambiental CAII: W≤0,3mm. 
A grandeza abertura de fissuras, W, é a menor entre as obtidas pelas 
expressões que seguem: 
fctmEi
i
w si
si
si 

 3
5,12
1  







 45
4
5,12
2
risi
si
Ei
i
w




 
Onde: 
 Acri é a área de região de envolvimento protegida pela barra Øi; 
 Esi é o módulo de elasticidade do aço; 
 Øi é o diâmetro da barra; 
 cri é a taxa de armadura em relação à área de região de envolvimento 
(Acri) 
 si é a tensão de tração do aço considerada, calculada no estádio II. 
Serão verificadas as três faixas de armadura: 
 Faixa 1: M=9,8kN.m 
 Faixa 2: M=20,0kN.m 
 Faixa 3: M=32,7kN.m 
 
 
PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 
75 
Tabela 11.4 – Verificação do estado limite de fissuração de cada uma das faixas de 
armadura. 
 
 
 
 
b= 100 cm M= 980 KN.cm
s= 8,82 fck= 25 MPa
As= 2,51 cm² fctm= 0,26 KN/cm²
d= 12 cm Ec= 2380,00 KN/cm²
A B C X1= 2,09
50 22 -266 X2= -2,54
X= 2,09 cm Ø= 0,8 cm
I2= 2479 cm4
Acr= 150 cm²
W i= 250,30 cm3
Es= 21000 KN/cm²
Ws= 1183,66 cm3
r= 0,003351
s= 34,55 KN/cm² s= 34,55 KN/cm²
c= 0,83 KN/cm² i= 2,25
ABERTURA DE FISSURAS
Limite de Fissuração
Wmax= 0,3 mm
W1= 0,19 mm
W2= 0,58 mm
FISSURÇÃO OK!
b= 100 cm M= 2000 KN.cm
s= 8,82 fck= 25 MPa
As= 6,14 cm² fctm= 0,26 KN/cm²
d= 12 cm Ec= 2380,00 KN/cm²
A B C X1= 3,10
50 54 -650 X2= -4,19
X= 3,10 cm Ø= 1,25 cm
I2= 5284 cm4
Acr= 150 cm²
W i= 594,05 cm3
Es= 21000 KN/cm²
Ws= 1702,11 cm3
r= 0,008181
s= 29,71 KN/cm² s= 29,71 KN/cm²
c= 1,18 KN/cm² i= 2,25
ABERTURA DE FISSURAS
Limite de Fissuração
Wmax= 0,3 mm
W1= 0,22 mm
W2= 0,34 mm
FISSURÇÃO OK!
b= 100 cm M= 3270 KN.cm
s= 8,82 fck= 25 MPa
As= 12,28 cm² fctm= 0,26 KN/cm²
d= 12 cm Ec= 2380,00 KN/cm²
A B C X1= 4,13
50 108 -1300 X2= -6,30
X= 4,13 cm Ø= 1,25 cm
I2= 9059 cm4
Acr= 75 cm²
W i= 1151,08 cm3
Es= 21000 KN/cm²
Ws= 2193,62 cm3
r= 0,016362
s= 25,07 KN/cm² s= 25,07 KN/cm²
c= 1,49 KN/cm² i= 2,25
ABERTURA DE FISSURAS
Limite de Fissuração
Wmax= 0,3 mm
W1= 0,16 mm
W2= 0,15 mm
FISSURÇÃO OK!
 
PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 
76 
12. TABELA DE QUANTIDADES 
Neste item apresenta-se a tabela de quantidades. 
 
 
RODOVIA: ERS-122
TRECHO: São Sebastião do Caí - Portão
SUB-TRECHO: km 7+600
EXTENSÃO: 150m
REFERÊNCIA: 
ITEM CÓDIGO SERVIÇO ESPECIFICAÇÃO
DMT 
(km)
UND QUANT.
1.0 MOBILIZAÇÃO E INSTALAÇÃO DE CANTEIRO
1.1 *****
MOBILIZAÇÃO, DESMOBILIZAÇÃO DE EQUIPAMENTOS, 
INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE CANTEIRO DE OBRAS
DAER-ES-COMPLEM 03/91 % 4.0%
2.0 SERVIÇOS PRELIMINARES
2.1 1
DESMATAMENTO, DESTOCAMENTO C/D30cm DAER-ES-T 01/91 und 24.00
2.3 2511 DEMOLIÇÃO CONCRETO SIMPLES DAER-ES-COMPLEM 07/91 m³ 24.68
2.4 2671 REMOÇÃO TUBOS D=0,40m DAER-ES-D 13/91 m 7.20
2.5 2673 REMOÇÃO TUBOS D=0,60m DAER-ES-D 13/91 m 137.70
2.6 547
REMOÇÃO MANUAL REVESTIMENTO - INCLUSIVE 
TRANSPORTE
DAER-ES-COMPLEM 09/91 m³ 35.29
2.7 8002
TRANSPORTE CAMINHÃO BASCULANTE 10,00m³ 
Y=2,77Xs+1,18Xr+0,82Xp+1,73(Xp =1,00 Km )
- 100.0 m³ 45.88
2.8 *****
DISPOSIÇÃO DE MATERIAL BETUMINOSO REMOVIDO EM 
ATERRO INDUSTRIAL
- m³ 35.29
2.9 546 REMOÇÃO MECÂNICA PAVIMENTO - INCLUSIVE TRANSPORTE DAER-ES-COMPL 09/91 m³ 176.47
2.10 1000 ESCAVAÇÃO MECÂNICA VALAS 1ª CAT DRENAGEM DAER-ES-T 03/91 m³5,708.14
2.11 7040 ENLEIVAMENTO DAER-ES-OC 04/91 m² 603.50
2.12 CCU-001 TRANSPORTE BOTA-FORA PARA 3,000KMR - m³ 6,352.49
2.13 CCU-029 LASTRO BRITA - inclusive transporte EC-05 18.8 m³ 108.96
2.14 1081 REATERRO C/TRATOR C/MATERIAL VALA DAER-ES-T 05/91 m³ 506.85
3.0 DRENAGEM
3.1 1360 SARJETA TRAPEZOIDAL CONCRETO - SZC02 DAER-ES-D 01/91 m 124.40
3.2 1240 SARJETA TRIANGULAR CONCRETO - STC02 DAER-ES-D 01/91 m 152.50
3.3 1220 VALETA PROTEÇÃO ATERRO - VPA04 DAER-ES-D 01/91 m 142.86
3.4 2610 BOCA BSTC D=0,80m DAER-ES-D 11/91 und 1.00
3.5 1030 ESCAVAÇÃO MECÂNICA VALAS 1ª CAT BUEIROS DAER-ES-T 03/91 m³ 1,540.23
3.6 1080 REATERRO VALAS BUEIROS DAER-ES-T 05/91 m³ 1,425.57
3.7 2530 BSTC D=0,80m DAER-ES-D 11/91 m 132.00
3.8 2263 CAIXA COLETORA SARJETA E TALVEGUE - CCS10 DAER-ES-D 07/91 und 5.00
3.9 2267 CAIXA COLETORA SARJETA E TALVEGUE - CCS14 DAER-ES-D 06/91 und 1.00
3.10 1893 DISSIPADOR ENERGIA APLICÁVEL EM SAÍDA BUEIRO - DEB04 DAER-ES-D 06/91 und 1.00
3.11 2274 GRELHA CONCRETO CAIXA COLETORA SARJETA - TCC01 DAER-ES-D 07/91 und 6.00
3.12 6020
CONCRETO fck=15 MPa P/DRENAGEM E OAC - INCLUSIVE 
TRANSPORTE
DAER-ES-OA 01/91 m³ 23.91
3.13 6100
FORMAS COMPENSADO (aproveitamento=3) - INCLUSIVE 
TRANSPORTE
DAER-ES-OA 03/91 m² 184.89
3.14 1083 COMPACTAÇÃO ÁREAS CONFINADAS DAER-ES-T 05/91 m³ 40.89
3.15 1000 ESCAVAÇÃO MECÂNICA VALAS 1ª CAT DRENAGEM DAER-ES-T 03/91 m³ 78.64
3.16 CCU-020 CONCRETO FCK=25MPA - INCLUSIVE TRANSPORTE
DAER-ES-OA 01/91 e 
DAER-ES-OA 04/91
m³ 1.24
3.17 6080 AÇO CA-50 - fornec dobr coloc - inclusive transporte DAER-ES-OA 02/91 32 kg 221.14
Projeto de Estabilização e Reconstrução de Talude de Corte
QUADRO DE QUANTIDADES
 
PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 
77 
 
RODOVIA: ERS-122
TRECHO: São Sebastião do Caí - Portão
SUB-TRECHO: km 7+600
EXTENSÃO: 150m
REFERÊNCIA: 
ITEM CÓDIGO SERVIÇO ESPECIFICAÇÃO
DMT 
(km)
UND QUANT.
4.0 OBRAS DE CONTENÇÃO
4.1 CCU-002
SOLO REFORÇADO COM MALHA HEXAGONAL DE DUPLA 
TORÇÃO - H=0,50 L=5,00m - INCLUSO TRANSPORTE
EC-01 18.8 m² 92.00
4.2 CCU-003
SOLO REFORÇADO COM MALHA HEXAGONAL DE DUPLA 
TORÇÃO - h=1,00m, l=5,00m - INCLUSO TRANSPORTE
EC-01 18.8 m² 56.00
4.3 CCU-004
SOLO REFORÇADO COM MALHA HEXAGONAL DE DUPLA 
TORÇÃO - h=1,00m, l=6,00m - INCLUSO TRANSPORTE
EC-01 18.8 m² 24.00
4.4 CCU-005
SOLO REFORÇADO COM MALHA HEXAGONAL DE DUPLA 
TORÇÃO - h=0,50m, l=7,00m - INCLUSO TRANSPORTE
EC-01 18.8 m² 148.00
4.5 CCU-006
SOLO REFORÇADO COM MALHA HEXAGONAL DE DUPLA 
TORÇÃO - h=1,00m, l=8,00m - INCLUSO TRANSPORTE
EC-01 18.8 m² 148.00
4.6 CCU-007
SOLO REFORÇADO COM MALHA HEXAGONAL DE DUPLA 
TORÇÃO - h=1,00m, l=9,00m - INCLUSO TRANSPORTE
EC-01 18.8 m² 132.00
4.7 CCU-008 EXECUÇÃO GABIÃO CAIXA H=0,50m - INCLUSO TRANSPORTE EC-02 18.8 m³ 1,522.00
4.8 CCU-009 EXECUÇÃO GABIÃO CAIXA H=1,00m - INCLUSO TRANSPORTE EC-02 18.8 m³ 627.00
4.9 CCU-010
ESC CARGA E TRANSP MAT 1ª CAT C/ESCAVADEIRA 
40026kN/m - FORNECIMENTO MATERIAL 
PREPARO E COLOCAÇÃO
EC-04 m² 3,049.83
4.13 CCU-012 CAMADA DRENANTE AREIA - INCLUSIVE TRANSPORTE EC-05 23.8 m³ 568.19
4.14 CCU-013 PEDRA JOGADA - INCLUSIVE TRANSPORTE EC-02/EC-07 18.8 m³ 1,456.24
4.15 840 EXECUÇÃO RACHÃO - EXCLUSIVE MAT E TRANSPORTE EC-02/EC-07 m³ 1,456.24
4.16 7189 DRENO PVC D=150MM - OAE EC-06 und 154.00
4.17 CCU-014 GABIÃO FALSO (APENAS TELA METÁLICA) - 1,0X0,5X1,0 EC-02 18.8 m³ 127.00
4.18 CCU-015
MANTA GEOTÊXTIL RT>14kN/m - FORNECIMENTO MATERIAL 
PREPARO E COLOCAÇÃO
EC-04 m² 1,066.80
4.19 CCU-016 FORNECIMENTO E LANÇAMENTO DE COMPOSTO ORGÂNICO DAER-ES-OC 04/91 m³ 140.50
4.20 CCU-017 PLANTIO MUDAS ARVORES E ARBUSTOS h>=0,50m DAER-ES-OC 04/91 und 202
4.21 CCU-018 PLANTIO AMENDOIM FORRAGEIRO - m² 1220
4.22 7060 PLANTIO MUDAS ARVORES E ARBUSTOS 0,30mEC-11 e DAER-ES-OC 
03/91
und 26.00
8.3 CCU-031 CONFECÇÃO DE BARREIRAS DE SINALIZAÇÃO TIPO III 
EC-11 e DAER-ES-OC 
03/91
und 2.00
8.4 7741 CONE DE BORRACHA COM FAIXA REFLETIVA 75cm
EC-11 e DAER-ES-OC 
03/91
und 1.00
8.5 7315 SINAL LUMINOSO INTERMITENTE EM ALUMÍNIO
EC-11 e DAER-ES-OC 
03/91
und 2.00
9.0 SINALIZAÇÃO DEFINITIVA
9.1 7278
SINALIZAÇÃO HORIZONTAL TERMOPLÁSTICA HOT SPRAY 
1,50mm
DAER-ES-OC 03/91 m² 30.28
Projeto de Estabilização e Reconstrução de Talude de Corte
QUADRO DE QUANTIDADES
 
PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 
79 
 
 
 
 
PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 
80 
13. ESPECIFICAÇÕES DE SERVIÇOS 
 
13.1. Introdução 
Para a execução da obra de contenção da ERS-122 no km 7+600, foram 
utilizadas e elaboradas especificações técnicas de execução. 
Independentemente das especificações técnicas adotadas, os serviços a 
realizar deverão atender, ainda, o que está especificado nas plantas do Projeto 
Final de Engenharia. 
Independentemente do que consta no item relativo às medições e 
pagamentos em todas as especificações técnicas, os preços unitários propostos 
para cada serviço deverão incluir, de forma direta e indireta, todos os insumos 
(materiais e mão-de-obra), os custos de todos os equipamentos e aparelhagens a 
serem empregados e as despesas com as atividades especializadas ou não, 
necessárias para executar os serviços correspondentes. 
 
13.2. Especificações prevalentes 
Os trabalhos de execução das obras de estabilização deverão obedecer à 
ordem de prevalência, a seguir apresentada, toda a vez que houver conflitos de 
Especificações: 
 1º Especificações Técnicas constantes das Plantas dos Projetos; 
 2º Especificações Técnicas Complementares, constantes do 
Relatório de Projeto; 
 3º Normas da ABNT; 
 4º Especificações Técnicas do DAER/RS. 
As especificações do DAER são válidas para as atividades desta obra, à 
exceção de especificidades de serviços não constante, ou seja, mérito de 
especificações particulares. 
As especificações técnicas de execução do DAER utilizadas neste projeto 
são: 
TERRAPLENAGEM 
 DAER-ES-T 01/91 - Serviços Preliminares 
 DAER-ES-T 03/91 - Cortes 
 
PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 
81 
 DAER-ES-T 05/91 - Aterros 
PAVIMENTAÇÃO 
 DAER-ES-P 08/91 - Base Granular 
 DAER-ES-P 12/91 - Imprimação 
 DAER-ES-P 18/91 - Pré-Misturado a Quente 
 DAER-ES-P 22/91 - Materiais Asfálticos 
DRENAGEM 
 DAER-ES-D 01/91 - Valetas e Sarjetas 
 DAER-ES-D 04/91 - Meios-Fios 
 DAER-ES-D 05/91 - Entradas e Descidas D'Água em Taludes 
 DAER-ES-D 06/91 - Dissipadores de Energia 
 DAER-ES-D 07/91 - Caixas Coletoras 
 DAER-ES-D 09/91 - Drenos Sub-Superficiais 
 DAER-ES-D 11/91 - Bueiros 
 DAER-ES-D 13/91 - Remoção de Bueiros Existentes 
OBRAS DE ARTE 
 DAER-ES-OA 01/91 - Concretos e Argamassas 
 DAER-ES-OA 02/91 - Armadura para Concreto Armado 
 DAER-ES-OA 03/91 - Formas e Cimbres 
 DAER-ES-OA 04/91 - Estruturas de Concreto Armado 
OBRAS COMPLEMENTARES 
 DAER-ES-OC 03/91 - Sinalização 
 DAER-ES-OC 04/91 - Proteção Vegetal 
COMPLEMENTARES DE SERVIÇO 
 DAER-ES-COMPLEM 03/91 - Controle Tecnológico dos Serviços pela 
Empreiteira 
 
PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 
82 
 DAER-ES-COMPLEM 07/91 - Remoção de Estruturas de Madeira, 
Concreto e Alvenaria 
 DAER-ES-COMPLEM 09/91 - Remoção de Pavimento 
SERVIÇOS DE CONSERVAÇÃO 
 DAER-ES-CON 018.0/07 – Roçada Mecânica 
 
As especificações particulares são apresentadas a seguir. 
 
 
PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 
83 
13.2.1. EC-01 – SISTEMA DE CONTENÇÃO EM SOLO REFORÇADO 
OBJETIVO E CONSIDERAÇÕES IMPORTANTES 
Apresentar a sistemática utilizada na construção das estruturas de 
contenção de taludes do tipo terramesh. 
DEFINIÇÃO 
Para os efeitos desta especificação, são adotadas as definições 
seguintes: 
 
 Gabiões - elementos de forma prismática, constituídos por uma rede metálica 
de malha hexagonal preenchida por pedras de mão. 
 Sistema de contenção em solo reforçado - onde a tela de aço com malha 
hexagonal duplo-trançada constitui-se no reforço e o faceamento da estrutura 
é conformado por um gabião. 
CONDIÇÕES GERAIS 
A utilização deste tipo de solo reforçado é indicada em função dos estudos 
geotécnicos e hidrológicos que definirão o tipo de dispositivo adequado a cada 
situação. Como o sistema de solo reforçado é uma associação de reforços e de 
um faceamento de Gabião Caixa, este último deve ser mais bem definido, 
preliminarmente. 
Gabiões Caixa 
Os gabiões tipo caixa são elementos com a forma de prisma retangular 
constituídos por uma rede metálica de malha hexagonal e dupla torção. 
Em todas as extremidades a rede é reforçada com fios de diâmetro maior 
que aquele usado na rede, para robustecer a armação metálica e facilitar a sua 
colocação na obra. 
Os gabiões podem ser subdivididos em celas mediante a inserção de 
diafragmas com a função de fortalecer a estrutura e de facilitar as operações de 
enchimento. Tais diafragmas possuem as mesmas características da rede que 
constitui os gabiões e são unidos diretamente à tela de base durante a sua 
fabricação. 
Contenção em solo reforçado 
Normalmente, o paramento ou faceamento consiste de um gabião tipo 
caixa com 1 metro de largura, a partir do qual prolonga-se a mesma tela 
hexagonal que constitui o gabião, desta feita atuando como reforço do sistema. 
 
PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 
84 
Face ao caráter estrutural, a referida tela acima, deve ser revestida de 
PVC, de forma a garantir a permanência da galvanização sem maiores lesões 
após a instalação. 
A modulação dos módulos é de 0,5 metros e 1 metro de altura, em função 
dos níveis de tensão. 
O material de preenchimento do aterro estrutural deve ser pouco plástico 
e, conforme o nível de tensões, deve ser granular. 
Filtros 
Como o gabião caixa enseja vazios de grande dimensão, o contato entre 
o mesmo e o aterro estrutural deve dispor de um elemento de filtração de forma 
a impedir fuga de finos. Essa filtração é obtida pela inserção de um geotêxtil não 
tecido. 
CONDIÇÕES ESPECÍFICAS 
Material 
Os materiais utilizados deverão obedecer aos seguintes critérios: 
a) Malha Galvanizada 
A malha utilizada será do tipo 8 x 10 de arame fortemente zincado com 
revestimento de PVC. A resistência à tração de curto prazo da tela deverá ser 
de, no mínimo, 47kN/m. O diâmetro mínimo do fio deve ser de 2,7mm (da alma 
de aço) e o diâmetro externo do revestimento de PVC deverá ser de 3,7mm. A 
conformação da malha deverá ser de dupla torção. 
b) Pedra de mão 
A pedra de mão utilizada deverá ser originária de rocha sã e estável, 
apresentando os mesmos requisitos qualitativos exigidos para a pedra britada 
destinada à confecção de concreto com granulometria uniforme. Excluem-se 
materiais friáveis e aconselha-se a utilização de material resistente e de elevado 
peso específico. Para o presente caso, o material aceitável é a pedra britada do 
primário (rachão), de basalto ou dacito. A granulometria deve ser entre 10 e 20 
cm de diâmetro equivalente. 
c) Filtros 
Os filtros deverão ser de geotêxtil não tecido de poliéster ou polipropileno. 
A gramatura mínima ou a resistência à tração no ensaio de faixa larga deverá 
estar indicada em projeto. 
d) Solo para o aterro estrutural 
 
PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 
85 
O solo para o aterro estrutural deverá ser argiloso, proveniente de jazidas 
licenciadas para a extração. Não deve ser utilizado saibro pela presença de 
minerais expansivos em sua composição, considerando os solos residuais de 
arenito presentes em larga escala na região. O material, após destorroado e 
lançado sobre osolo reforçado, não deverá apresentar grãos com diâmetro 
maior do que 7,5 cm (3”). A compactação em energia equivalente ao Proctor 
normal, deverá produzir um maciço com ângulo de atrito superior a 32° e coesão 
mínima de 4 kPa para amostra compactada de forma semelhante ao executado 
em campo ou a partir de amostra indeformada. 
e) Areia grossa 
Areia grossa limpa e/ou lavada com granulometria entre 2,0mm e 4,8mm 
destinada a garantir uma drenagem de contato entre o aterro estrutural e o solo 
natural. O material não deverá possuir mais do que 2% de material pulverulento. 
Equipamento 
Os equipamentos necessários à execução destes dispositivos 
compreendem os manuais e os mecânicos, sendo os seguintes: 
a) manuais - pá, picareta, enxada e carrinho de mão; 
b) mecânicos - pá carregadeira dotada, retroescavadeira, trator de 
esteiras, compactador de percussão mecânico (sapo), rolo pé-de-carneiro, placa 
vibratória ou rolo vibratório leve. 
Execução 
Os elementos do solo reforçado são despachados da fábrica dobrados e 
reunidos em pacotes. Cada elemento possui o comprimento indicado nas seções 
do projeto e a extensão longitudinal de 2 metros. 
Na obra, os elementos são posicionados e abertos em uma superfície 
plana, conforme a definição da topografia e respeitadas às notas de serviço do 
projeto. 
As dobras do painel frontal definem o formato da face externa da estrutura, 
a qual é definida como perfeitamente vertical (aprumada) para cada elemento. 
Antes da dobra do painel, as extremidades da tela de reforço devem ser 
fixadas através de grampos no aterro estrutural, de forma a não ocorrer 
distorções durante a montagem. O grampo deve ser metálico, com comprimento 
não superior a 10 cm e dotado de um elemento de proteção (plástico ou 
borracha) que impeça o dano ao revestimento de PVC da malha hexagonal. 
Fixado o painel, procede-se a abertura do elemento ao longo de suas 
dobras, levantando-se o painel posterior. Posiciona-se o diafragma centra e 
 
PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 
86 
costurando-se todas as arestas do elemento, ajusta-se a sua posição e costura-
se também o novo elemento aos elementos já instalados. 
Procede-se o enchimento do gabião caixa frontal com a pedra de mão, o 
qual é efetuado manualmente ou com qualquer meio mecânico, utilizando-se 
pedras de porte maior ou ligeiramente superiores à da malha de modo a obter a 
mínima porcentagem de vazios. Para garantir o alinhamento, é exigido o uso de 
uma forma descontínua (grelha) na face frontal durante o enchimento. 
No interior dos gabiões, os tirantes são inseridos durante o enchimento 
para tornar solidas entre si as paredes opostas. Isto facilita o alinhamento das 
paredes à vista na obra e evita a deformação dos gabiões durante o enchimento. 
São previstos tirantes com espaçamento horizontal de 50cm (entre a face e o 
diafragma) e com espaçamento vertical de 33cm (nos terços da altura). 
O fio adotado para os tirantes, bem como, aquele adotado para as 
amarrações apresenta as mesmas características do fio dos gabiões. Durante a 
montagem e nas operações para a amarração, é necessário utilizar pinças com 
pontas alongadas e de superfície lisa, pois o revestimento plástico não deve ser 
danificado. 
Após o enchimento, a tampa do elemento pode ser fechada e costurada. 
Realizado o enchimento com pedra de mão, coloca-se o filtro de geotêxtil 
na face anterior. A extremidade de ancoragem do geotêxtil repousa, 
temporariamente, sobre o solo reforçado. 
O aterro estrutural deverá ser realizado em camadas com espessura 
máxima de 20 cm. A seqüência de compactação é descrita em especificação 
pertinente, mas, para cada camada, são recomendáveis o nivelamento da 
camada com trator de esteiras e a densificação efetiva com compactador de 
percussão mecânico (sapo) até 1 m de distância do gabião caixa e o restante 
com rolo pé-de-carneiro. 
A cada camada de aterro estrutural, o dreno de contato com areia grossa 
deve ser garantido com uma espessura mínima indicada em projeto com 
variação de no máximo 10% da medida. 
Nivelada a terraplenagem, faz-se o posicionamento do elemento 
consecutivo, observando-se o recuo, indicado em projeto, entre uma camada e 
outra (exceto nos elementos duplos). 
INSPEÇÃO 
Controle Geométrico e de Acabamento 
O controle geométrico consistirá de medida a trena, ou com o auxílio de 
equipamentos topográficos auxiliares. O controle das condições de acabamento 
será feito em bases visuais. 
 
PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 
87 
Controle da Execução 
O controle da pedra-de-mão será feito visualmente e por testes expedidos 
de sua resistência, efetuados “in situ”. O controle das redes metálicas será 
efetuado por certidões de qualidade fornecidas pelo fabricante, a razão de um 
certificado para cada carregamento que chegar à obra. 
Aceitação 
O serviço será considerado como aceito desde que as dimensões 
externas dos dispositivos atendam os indicados no projeto com tolerâncias de 
5% em pontos isolados. 
CRITÉRIOS DE MEDIÇÃO 
O sistema será medido por elemento, conforme a sua dimensão, 
devidamente concluído e aceito. O geotêxtil, a brita e o aterro estrutural serão 
medidos em item específico. 
 
13.2.2. EC-02 – ESTRUTURAS DE ARRIMO COM GABIÃO 
OBJETIVO E CONSIDERAÇÕES IMPORTANTES 
Esta especificação tem por objetivo estabelecer os requisitos básicos 
essenciais exigíveis para a construção de muros de arrimo do tipo gabião. 
A utilização de gabiões é recomendada para situações onde, em função dos 
estudos geotécnicos e hidrológicos, seja indicada a utilização de estruturas 
monolíticas, flexíveis, permeáveis e com a possibilidade de integração com 
vegetação circundante. 
DEFINIÇÃO 
Para os efeitos desta especificação, são adotadas as definições 
seguintes: 
 Gabiões são elementos de forma prismática ou cilíndrica, constituídos por 
uma rede metálica de malha hexagonal de dupla torção, fabricada com arame 
de baixo teor de carbono (BTC), com zincagem pesada, revestidos com 
cloreto de polivinil (PVC) e preenchidos com pedras de mão. 
CONDIÇÕES GERAIS 
A utilização de gabiões é recomendada para situações onde, em função dos 
estudos geotécnicos e hidrológicos, seja indicada a utilização de estruturas 
monolíticas, flexíveis, permeáveis e com a possibilidade de integração com 
vegetação circundante. 
 
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Gabiões do tipo caixa 
Os gabiões do tipo caixa são dispositivos em forma de paralelepípedo 
retângulo, construídos com tela metálica de malha hexagonal, de dupla torção, 
confeccionada com arame de aço de baixo teor de carbono (BTC), com zincagem 
pesada, recoberto com material plástico. 
Todas as arestas da caixa são ligadas e reforçadas com fios de diâmetro 
maior que aquele usado na fabricação da malha, para robustecer a armação 
metálica e facilitar a sua colocação na obra. 
As caixas dos gabiões podem ser subdivididas em células, mediante a 
inserção de diafragmas, com as funções de fortalecer a estrutura e de facilitar as 
operações de enchimento. Tais diafragmas possuem as mesmas características da 
malha que constitui os gabiões e são unidos diretamente à tela de base durante a 
sua fabricação. 
Filtros 
Como o gabião caixa enseja vazios de grande dimensão, o contato entre o 
mesmo e o aterro estrutural de solo deve dispor de um elemento de filtração de 
forma a impedir fuga de finos. Essa filtração é obtida pela inserção de um geotêxtil 
não tecido. 
CONDIÇÕES ESPECÍFICAS 
Material 
Os materiais utilizados deverão obedecer aos seguintes critérios: 
a) Malha Galvanizada 
A malha utilizada será do tipo 8 x 10 de arame fortemente zincado com 
revestimento de PVC. A resistência à tração de curto prazo da tela deverá ser 
de, no mínimo, 47kN/m. O diâmetro mínimo do fio deve ser de 2,7mm (da alma 
de aço) e o diâmetro externo do revestimento de PVC deverá ser de3,7mm. A 
conformação da malha deverá ser de dupla torção. 
b) Pedra de mão 
A pedra de mão utilizada deverá ser originária de rocha sã e estável, 
apresentando os mesmos requisitos qualitativos exigidos para a pedra britada 
destinada à confecção de concreto com granulometria uniforme. Excluem-se 
materiais friáveis e aconselha-se a utilização de material resistente e de elevado 
peso específico. Para o presente caso, os materiais aceitáveis são a pedra 
britada do primário (rachão), ambos de basalto ou dacito. A granulometria deve 
ser entre 10 e 20 cm de diâmetro equivalente. 
c) Filtros 
 
PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 
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Os filtros deverão ser de geotêxtil não tecido de poliéster ou polipropileno. 
A gramatura mínima ou a resistência à tração no ensaio de faixa larga deverá 
estar indicada em projeto. 
d) Reaterro de rachão 
A pedra de mão utilizada deverá ser originária de rocha sã e estável, 
apresentando os mesmos requisitos qualitativos exigidos para a pedra britada 
destinada à confecção de concreto com granulometria uniforme. Excluem-se 
materiais friáveis e aconselha-se a utilização de material resistente e de elevado 
peso específico. Para o presente caso, os materiais aceitáveis são a pedra 
britada do primário (rachão), ambos de basalto ou dacito. Deverão ser atendidas 
as seguintes condições gerais para o agregado rachão ou pedra de mão: 
• Deverão ser constituídos de fragmentos tenazes, não friável, limpos 
de argilas ou outros contaminantes, sem nenhum grau de alteração, pouco 
lamelares ou alongadas. 
• A lamelaridade deve ser inferior a 20%. Já o desgaste no ensaio de 
Abrasão Los Angeles não deverá ser superior a 50%, bem como devem 
apresentar tensão de ruptura superiores a 100MPa. 
• O diâmetro máximo recomendado deverá estar compreendido entre 
1/3 e 2/3 da espessura final de camada individual executada, não devendo 
superar a 200 mm (8″). Enquanto que o diâmetro mínimo recomendado deve ser 
de 50 mm. 
e) Solo para o aterro estrutural 
O solo para o aterro estrutural deverá ser argiloso, proveniente de jazidas 
licenciadas para a extração. Não deve ser utilizado saibro pela presença de 
minerais expansivos em sua composição, considerando os solos residuais de 
arenito presentes em larga escala na região. O material, após destorroado e 
lançado sobre o solo reforçado, não deverá apresentar grãos com diâmetro 
maior do que 7,5 cm (3”). A compactação em energia equivalente ao Proctor 
normal, deverá produzir um maciço com ângulo de atrito superior a 32° e coesão 
mínima de 4 kPa para amostra compactada de forma semelhante ao executado 
em campo ou a partir de amostra indeformada. 
f) Areia grossa 
Areia grossa limpa e/ou lavada com granulometria entre 2,0mm e 4,8mm 
destinada a garantir uma drenagem de contato entre o aterro estrutural e o solo 
natural. O material não deverá possuir mais do que 2% de material pulverulento. 
Equipamento 
Os equipamentos necessários à execução destes dispositivos 
compreendem os manuais e os mecânicos, sendo os seguintes: 
 
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a) manuais - pá, picareta, enxada e carrinho de mão; 
b) mecânicos - pá carregadeira, retroescavadeira, trator de esteiras, placa 
vibratória e rolo vibratório leve. 
Execução 
Os gabiões do tipo caixa devem ser entregues pelas fábricas no local das 
obras, dobrados e reunidos em pacotes. 
Na obra, as caixas dos gabiões devem ser abertas e montadas, costuradas 
pelas arestas e fixados os diafragmas às paredes laterais. Os fios devem ser 
metálicos, com comprimento não superior a 10 cm e dotado de um elemento de 
proteção (plástico ou borracha) que impeça o dano ao revestimento de PVC da 
malha hexagonal. 
Agrupam-se mais gabiões vazios, lado a lado e sucessivamente, amarrados 
àqueles vizinhos pelas arestas, formando uma estrutura contínua no sentido 
horizontal, antes do enchimento. 
Procede-se o enchimento do gabião caixa frontal com a pedra de mão, o 
qual é efetuado manualmente ou com qualquer meio mecânico, utilizando-se 
pedras de porte maior ou ligeiramente superiores à da malha de modo a obter a 
mínima porcentagem de vazios. Para garantir o alinhamento, é exigido o uso de 
uma forma descontínua (grelha) na face frontal durante o enchimento. 
No interior dos gabiões, os tirantes são inseridos durante o enchimento para 
tornar solidas entre si as paredes opostas. Isto facilita o alinhamento das paredes 
à vista na obra e evita a deformação dos gabiões durante o enchimento. São 
previstos tirantes com espaçamento horizontal de 50cm (entre a face e o diafragma) 
e com espaçamento vertical de 33cm (nos terços da altura). 
O fio adotado para os tirantes, bem como, aquele adotado para as 
amarrações apresenta as mesmas características do fio dos gabiões. Durante a 
montagem e nas operações para a amarração, é necessário utilizar pinças com 
pontas alongadas e de superfície lisa, pois o revestimento plástico não deve ser 
danificado. 
Após o enchimento, a tampa do elemento pode ser fechada e costurada. 
Realizado o enchimento com pedra de mão, coloca-se o filtro de geotêxtil na 
face anterior quando o reaterro estrutural for de solo. A extremidade de ancoragem 
do geotêxtil repousa, temporariamente, sobre o gabião caixa. 
O aterro estrutural deverá ser realizado em camadas com espessura máxima 
de 20 cm. A seqüência de compactação é descrita em especificação pertinente, 
mas, para cada camada, são recomendáveis o nivelamento da camada com trator 
de esteiras e a densificação efetiva com compactador de percussão mecânico 
(sapo) até 1 m de distância do gabião caixa e o restante com rolo pé-de-carneiro. 
 
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91 
No caso do aterro com rachão (particular para alguns segmentos da estrutura), a 
compactação dá-se apenas pela passagem de placa ou rolo vibratório. 
A cada camada de aterro estrutural, o dreno de contato com areia grossa 
deve ser garantido com uma espessura mínima indicada em projeto com variação 
de no máximo 10% da medida. 
Nivelada a terraplenagem, faz-se o posicionamento do elemento 
consecutivo, observando-se o recuo, indicado em projeto, entre uma camada e 
outra (exceto nos elementos duplos). 
INSPEÇÃO 
Controle Tecnológico dos Materiais 
Este controle abrange os ensaios e determinações para verificar se as 
condições dos materiais estão sendo atendidas. 
Serão procedidos os seguintes ensaios: 
• Ensaio de granulometria do material de enchimento; 
• Ensaio de abrasão Los Angeles da pilha britada, ou quando 
visualmente observadas alterações que possam influir na qualidade do agregado. 
Controle Geométrico e de Acabamento 
O controle geométrico consistirá de medida a trena, ou com o auxílio de 
equipamentos topográficos auxiliares. O controle das condições de acabamento 
será feito em bases visuais. 
Controle da Execução 
O controle da pedra-de-mão será feito visualmente e por testes expedidos 
de sua resistência, efetuados “in situ”, a qual deverá ser aplicada em todas as 
etapas, ou seja: 
• Nos estoques de agregados; 
• Na operação de carregamento; 
• Nas operações de pista como espalhamento, compactação, e 
acabamento. 
O controle das redes metálicas será efetuado por certidões de qualidade 
fornecidas pelo fabricante, a razão de um certificado para cada carregamento que 
chegar à obra. 
Controle de Recebimento Baseado no Controle Tecnológico 
 
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92 
Os serviços executados serão aceitos, sob o ponto de vista tecnológico, 
desde que sejam atendidas as seguintes tolerâncias: 
• As granulometrias dos materiais utilizados obedeçam a uma das 
faixas granulométricas preconizadas; 
• Os valores individuais obtidos nos ensaios de Abrasão Los Angeles, 
durabilidade e equivalente de areia atendam aos limites especificados. 
Controle de Recebimento Baseadono Controle de Execução 
Para que o serviço seja aceito, deverão ser obedecidos os seguintes 
aspectos, avaliados em bases visuais, pela fiscalização: 
• As condições de estocagem dos agregados deverão ser consideradas 
satisfatórias, tendo em vista a não contaminação com materiais estranhos; a 
adequada separação entre os depósitos de agregados correspondentes. 
• A operação de carregamento dos materiais estocados, deverá ser 
procedida de forma criteriosa, em particular para o rachão que contenham alguma 
presença de contaminação com finos. Com relação a este aspecto, deverão ser 
evitadas as zonas do depósito de agregado graúdo que contenham tais partículas. 
• A compactação, nos casos de aterros de rachão compactados será 
julgada eficiente, e consequentemente será aceita, se com a passagem do rolo liso 
compactador constatar-se que não houve penetração de uma pedra de tamanho 
razoável, colocada sobre a camada. 
• Os materiais deverão ser depositados em locais protegidos de aguas 
correntes, transito sobre este, ou qualquer outro fator que possa modificá-lo. 
Aceitação 
O serviço será considerado como aceito desde que as dimensões externas 
dos dispositivos atendam os indicados no projeto com tolerâncias de 5% em pontos 
isolados. 
CRITÉRIOS DE MEDIÇÃO 
O sistema será medido por elemento, conforme a sua dimensão, 
devidamente concluído e aceito. O geotêxtil, a brita e o aterro estrutural serão 
medidos em item específico. 
 
13.2.3. EC-03 – FORNECIMENTO E COMPACTAÇÃO DE ATERRO DE 
ARGILA 
GENERALIDADES 
 
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Aterros são segmentos, cuja implantação requer o depósito de materiais, 
quer proveniente de corte, quer de empréstimos, no interior dos limites das seções 
de projetos (“off-sets”), que definem o corpo estradal. 
No presente caso, o aterro faz parte de um sistema de contenção e, por isso, 
o controle de compactação enseja cuidados maiores do que o trivialmente utilizado 
em terraplenagens convencionais. 
As operações de aterro compreendem: 
 A indenização das jazidas utilizadas; 
 A escavação, seleção, carga e o transporte do material até a obra; 
 A descarga e o espalhamento; 
 A correção da umidade por secagem ou umedecimento; 
 A compactação do aterro. 
MATERIAIS 
Os solos para os aterros provirão de empréstimos ou de cortes existentes, 
devidamente licenciados. 
O solo para o aterro estrutural deverá ser argiloso, proveniente de jazidas 
licenciadas para a extração. Não deve ser utilizado saibro pela presença de 
minerais expansivos em sua composição, considerando os solos residuais de 
arenito presentes em larga escala na região. O material, após destorroado e 
lançado, não deverá apresentar grãos com diâmetro maior do que 7,5 cm (3”). A 
compactação em energia equivalente ao Proctor normal, deverá produzir um 
maciço com ângulo de atrito superior a 32° e coesão mínima de 4 kPa para amostra 
compactada da mesma forma que em campo. A critério da fiscalização pode ser 
solicitado a determinação dos parâmetros de resistência. 
Após pulverizado, o material resultante deve ser isento de matéria orgânica 
e apresentar expansão inferior a 2%. 
EQUIPAMENTOS 
A execução dos aterros deverá prever a utilização racional de equipamento 
apropriado, atendidas as condições locais e a produtividade exigida. 
Na construção dos aterros poderão ser empregados tratores de lâmina, 
escavo transportadores, caminhões basculantes, rolos pé-de-carneiro e 
compactadores de impacto (sapo). 
EXECUÇÃO 
A execução dos aterros subordinar-se-á aos elementos técnicos fornecidos 
ao Executante e constantes das notas de serviço elaboradas de conformidade com 
o projeto. 
 
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94 
A operação será precedida de execução dos serviços de escavação, 
desmatamento, destocamento e limpeza. Preliminarmente à execução dos aterros, 
deverão estar concluídas as obras necessárias à drenagem, desde que em 
confronto com estas. 
No caso de aterros assentes sobre o talude rodoviário original, a superfície 
do talude deverá ser previamente escarificada pela passagem da lâmina do trator 
de esteiras, de forma a garantir um melhor travamento entre as estruturas. 
O lançamento do material para a construção dos aterros deve ser feito em 
camadas sucessivas, em toda a largura da seção transversal, e, em extensões tais 
que permitam seu umedecimento e compactação de acordo com o previsto nestas 
especificações. 
Para o corpo dos aterros, tanto quanto para as camadas finais, a espessura 
da camada compactada não deverá ultrapassar 0,20 m. 
Todas as camadas deverão ser convenientemente compactadas na umidade 
ótima, até se obter a massa específica aparente seca correspondente a 100% ou 
mais da massa específica aparente máxima seca, do Ensaio AASHTO Proctor 
Normal (T-99). 
Os trechos que não atingirem as condições mínimas de compactação e 
máxima de espessura, deverão ser escarificados, homogeneizados, levados à 
umidade adequada e novamente compactados, até atingir a massa específica 
aparente seca exigida. 
Caberá à fiscalização verificar os resultados do controle da compactação de 
acordo com o que determinam os Métodos de Ensaios usuais da prática de 
engenharia. 
CONTROLE 
Controle Tecnológico 
A Fiscalização reserva-se o direito de proceder um ensaio de compactação, 
segundo o Método AASHTO NORMAL (T99-57) e dois ensaios para a 
determinação da massa específica seca “in situ” para cada 1.000 m3 de um mesmo 
material de corpo de aterro. 
A Fiscalização reserva-se o direito de proceder um ensaio de granulometria, 
do limite de liquidez, do limite de plasticidade e um ensaio do Índice Suporte 
Califórnia, com energia do Método AASHTO NORMAL (T99-57) para cada amostra 
submetida ao ensaio de compactação, bem como o teor de material orgânica. 
Controle Geométrico 
O acabamento da plataforma de aterro será procedido mecanicamente, de 
forma a alcançar-se a conformação da seção transversal do projeto, admitidas as 
seguintes tolerância: 
 
PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 
95 
 
 variação da altura máxima de  0,05 m; 
 variação máxima da largura de + 0,30 m. 
O controle será efetuado por nivelamento. 
O acabamento, quanto a declividade transversal e inclinação dos taludes, 
será verificado pela Fiscalização, de acordo com o projeto. 
MEDIÇÃO 
A medição do serviço será realizada pelo volume efetivamente compactado, 
tomando-se o método das áreas médias para o cálculo. 
PAGAMENTO 
Os serviços serão pagos pelos preços unitários contratuais, em 
conformidade com a medição referida no item anterior. 
 
13.2.4. EC-04 – FORNECIMENTO E INSTALAÇÃO DE GEOTÊXTIL 
GENERALIDADES 
Esta especificação refere-se ao fornecimento e instalação de geotêxtil não 
tecido como elemento filtrante ou drenante. 
MATERIAIS 
Os geotêxteis devem ser do tipo não tecido, empregando fibras de poliéster 
ou polipropileno, com resistência à tração especificada em projeto, conforme 
indicação em prancha. 
 
EQUIPAMENTOS 
Apenas os equipamentos de transporte e manuseio da bobina e ferramentas 
manuais para corte (tesoura). 
EXECUÇÃO 
A aplicação das mantas geotêxteis ocorre em dispositivos de drenagem, 
gabiões, drenos, enrocamentos, canais entre outras situações, deve atender ao 
especificado em projeto, e as recomendações dos fabricantes quanto aos cuidados 
necessários na aplicação do material. 
Durante o desenvolvimento das obras deve ser evitado o tráfego 
desnecessário de pessoal ou equipamentos sobre a manta geotêxtil aplicada, 
evitando sua danificação. 
 
PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 
96 
Antes da instalação dos geotêxteis o terreno deve ser regularizado e devem 
ser evitados corpos estranhos pontiagudos que possam perfurar o geotêxtil. 
O traspasse entre os panos de geotêxtil transversal ou longitudinal deve ser 
de 30,0cmou conforme especificação do fabricante. Durante as aberturas dos 
panos, estes devem ser fixados nas extremidades permitindo sua ancoragem na 
camada superior de reaterro. 
A estocagem do material, previamente à sua instalação, deve garantir sua 
proteção à radiação solar. 
Deve-se utilizar geotêxteis não tecidos com resistência à tração faixa larga 
não inferior a 14kN/m, resistência ao puncionamento CBR não inferior a 3kN, bem 
como apresentar permeabilidade superior à 0,3cm/s para compor os sistemas de 
drenagens. 
Quando existir a necessidade de utilização de geotêxtil em base de muro de 
arrimo, cavas de chaves granulares, aterros de enrocamento, ou em locais cujo 
material apresenta contato direto com solos com granulometria uniforme e superior 
a de brita 1, o geotêxtil deve apresentar resistência a tração faixa larga não inferior 
a 26kN/m. 
O geotêxtil será cortado nas medidas indicadas no projeto e disposto nos 
locais igualmente indicados. A fixação temporária pode ser realizada com presilhas 
metálicas ou âncoras de blocos de rocha de até 20 cm de diâmetro. O trespasse 
longitudinal deverá ser de 20 cm. 
Filtros danificados deverão ser substituídos, de acordo com a determinação 
da fiscalização. 
CONTROLE 
O controle será visual e qualitativo, exercido pela Fiscalização da 
CONTRATANTE. 
 
Os trespasses devem ser conferidos esporadicamente, exigindo-se um 
mínimo de 20,0 e 30,0 cm, conforme citado anteriormente. Não serão aceitos panos 
de geotêxteis com a presença de rasgos ou perfurações. A superfície final dos 
geotêxteis não deve apresentar rugas ou dobras. 
MEDIÇÃO 
A medição e o pagamento serão realizados pela metragem quadrada de 
geotêxtil empregado, conforme as medidas indicadas no projeto. 
PAGAMENTO 
O pagamento será feito pelo preço unitário contratual, devendo incluir todas 
as despesas diretas ou indiretas previstos para execução deste serviço. 
 
PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 
97 
 
13.2.5. EC-05 – DRENO DE AREIA OU PEDRISCO 
GENERALIDADES 
Esta especificação corresponde aos serviços referentes a execução da 
drenagem interna com areia ou pedrisco em obra de contenção. 
Poderá ser utilizado dreno sem tubulação interna, onde o material filtrante é 
o próprio sistema de drenagem. Em circunstâncias especiais, definidas em projeto, 
poderão ser utilizadas mantas geotêxteis não tecidas, com um mínimo de 
densidade igual a 200 g/m². 
MATERIAIS 
A areia a ser utilizada deverá ser média a grossa limpa e lavada, 
preferencialmente de jazida fluvial, não devendo apresentar mais do que 2% de 
argila, silte ou material pulverizado. A areia deve possuir coeficiente de 
permeabilidade k≥10-4m/s por ensaio de permeabilidade realizado de acordo com 
a norma ABNT NBR 13292/1995. 
 
A brita deve ter granulometria de brita 0/pedrisco, sendo que este material 
não pode conter argila, silte ou material pulverizado de britagem em proporções 
maiores que 2%. 
 
O material drenante/filtrante deve ser especificado nas pranchas de projeto. 
EQUIPAMENTOS 
Serão necessários equipamentos de carga (carregadeira) e de transporte 
(caminhões caçamba), além das ferramentas manuais corriqueiras. 
EXECUÇÃO 
A camada de areia deverá envolver o tubo de drenagem e percorrer o 
contato entre o aterro estrutural e os solos pré-existentes. A espessura da camada 
deverá estar indicada em projeto podendo variar no máximo 5%. Para garantir uma 
camada homogênea, a construtora deverá utilizar-se de uma forma temporária de 
compensado ou madeira (uma guia de 20 cm é usualmente empregada). 
Quando lançado, o material drenante deverá ser apiloado e ter o cuidado 
para manter a espessura mínima indicada em projeto. Em condições restritas de 
acesso, em cavas profundas que o operador não possa efetuar o apiloamento, o 
material pode ser simplesmente lançado a seco em camadas de 10cm e umedecido 
com lançamento de água na sua superfície. 
CONTROLE 
 
PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 
98 
O controle será, visual e qualitativo, exercido pela Fiscalização da 
CONTRATANTE. 
A Fiscalização reserva-se o direito de proceder com os seguintes ensaios: 
 análise granulométrica por peneiramento (NBR 7181/1984); 
 determinação do equivalente de areia (NBR 12052:1992); 
 teor de matéria orgânica (NBR 13600:1996 / NBR-NM 49:2001); 
 ensaio de permeabilidade (NBR 13292/1995). 
MEDIÇÃO 
Será medido por metro cúbico de areia, considerando a extensão da 
drenagem e uma espessura constante de 0,3 metros. 
PAGAMENTO 
O pagamento será feito pelo preço unitário contratual, devendo incluir todas 
as despesas diretas ou indiretas previstos para execução deste serviço. 
 
13.2.6. EC-06 – TUBOS PERFURADOS 
GENERALIDADES 
Esta especificação trata da execução de tubulação perfurada, contabilizando 
a necessidade de execução dos furos. 
MATERIAIS 
 Tubos pré-moldados de concreto ou PEAD com diâmetro 
especificado em projeto; 
 Argamassa, resina epóxi ou cola para a conexão da tubulação. 
 Concreto Ciclópico 
 Formas de compensado 
EQUIPAMENTOS 
Ferramentas manuais corriqueiras e furadeira elétrica. 
EXECUÇÃO 
Os tubos pré-moldados devem ser perfurados com espaçamento de furos 
definidos em projeto. Após a realização da perfuração, monta-se a tubulação com 
a extensão também definida no projeto na posição indicada e realiza-se a conexão 
 
PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 
99 
entre as unidades. Os procedimentos de montagem seguem os mesmo daqueles 
descritos na especificação DAER-ES-OC 04/91. 
É indispensável o preparo da base para assentamento do tubo. Este serviço 
deve seguir os critérios de especificação própria. 
CONTROLE 
O controle será visual e qualitativo, exercido pela Fiscalização da 
CONTRATANTE. 
 
A aceitação dar-se-á através da conferência do local de assentamento, que 
deve ser em material filtrante ou drenante. 
 
A aceitação também passará pela conferência do material especificado. 
 
Onde ocorrer partes danificadas (esmagadas) de tubo por eventual incidente 
em obra, deve-se cortá-lo e realizar uma emenda com conexão apropriada, ficando 
sujeito a aceitação da fiscalização. 
MEDIÇÃO 
Será medido por metro de tubo instalado. 
PAGAMENTO 
O pagamento será feito pelo preço unitário contratual, devendo incluir todas 
as despesas diretas ou indiretas previstos para execução deste serviço. 
 
13.2.7. EC-07 – EXECUÇÃO DE CHAVES GRANULARES DRENANTES 
 
DESCRIÇÃO E DEFINIÇÕES 
 
Este documento especifica o fornecimento, carga, transporte e descarga dos 
materiais, mão-de-obra e equipamentos adequados, necessários à execução e o 
controle de qualidade de camadas de rachão e material britado de preenchimento 
ou proteção para a execução de chave granular. 
 
Entende-se por lançamento de material britado (o simples ato do 
lançamentode uma seleção de material pétreo, normalmente em cavas, leitos ou 
valas, onde o efeito de confinamento, dispensam a compactação, sendo necessário 
apenas a passagem com a própria esteira do equipamento de escavação. 
 
MATERIAIS 
 
Rachão ou pedra de mão 
 
PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 
100 
Os agregados deverão ser constituídos por produtos da britagem de rocha 
sã, de origem vulcânica ou de elevado grau de metamorfismo. Deverão ser 
atendidas as seguintes condições gerais para o agregado rachão ou pedra de mão: 
 Deverão ser constituídos de fragmentos tenazes, não friável, limpos 
de argilas ou outros contaminantes, sem nenhum grau de alteração, 
pouco lamelares ou alongadas. 
 A lamelaridade deve ser inferior a 20%. Já o desgaste no ensaio de 
Abrasão Los Angeles não deverá ser superior a 50%, bem como 
devem apresentar tensão de ruptura superiores a 100Mpa. 
 O diâmetro máximo recomendado deverá estar compreendido entre 
1/3 e 2/3 da espessura final de camada individual executada, não 
devendo superar a200 mm (8″). Enquanto que o diâmetro mínimo 
recomendado deve ser de 50 mm. 
 
Pedra britada de preenchimento 
 
A pedra britada deverá ser utilizada nas seguintes situações: 
 
 Nos aterros de enrocamento a serem compactados, sendo utilizado como 
material de preenchimento de vazios nas camadas finais, ou de 
regularização para assentamento. Neste caso poderá ser exigida camada 
compactada indicada em projeto. 
 
 Como material drenante nos fundos de cavas preenchidas com rachão ou 
no contato direto com solos. Nesta última ocasião, o material deve ser 
antecedido de uma zona filtrante de granulometria britada mais fina 
(somente pedrisco) em espessuras não inferiores a 30cm ou através de 
geotêxteis. 
 
O material de preenchimento de camadas deverá ser constituído por material 
de britagem, com as mesmas características físicas especificadas para o agregado 
de rachão (forma, resistência ao desgaste e isenção de pureza). 
 
O material é constituído por pedras do britador secundário de dimensões 
variadas entre 5 a 20mm, representando granulometria de pedrisco a brita 1. 
 
O material também tem a função de proteção mecânica de dispositivos de 
drenagem tubulares de fundo. 
 
Todos os materiais britados (rachão ou britas) deve apresentar no máximo 
2% de material pulverizado, podendo ser necessário serem lavados. 
 
EQUIPAMENTOS 
 
 
PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 
101 
Todo equipamento deverá ser inspecionado pela fiscalização, devendo dela 
receber aprovação. O conjunto de equipamentos que poderão ser utilizados para a 
execução da camada de rachão compreende: 
 
 Retroescavadeira ou escavadeira hidráulica; 
 Trator de esteiras com lâmina; 
 Rolo compactador liso vibratório para compactação de camada final, quando 
exigido; 
 Caminhão basculante; 
 Equipamentos e ferramentas complementares: pás, carrinhos de mão, 
marretas, vassourões ou vassouras mecânicas, etc.; 
 Equipamentos de compactação manual para locais restritos. 
 Outros equipamentos, a critério da fiscalização, poderão ser utilizados. 
 
No simples lançamento de material em cava, vala ou chave granular, os 
equipamentos de compactação e espalhamento são desnecessários. 
 
EXECUÇÃO 
 
Os serviços que antecedem o serviço aqui especificado são: realização da 
escavação e instalação do geotêxtil de envelopamento, quando especificado em 
projeto. 
 
A execução da chave granular inicia-se pelo carregamento do material nos 
depósitos ou pátios de estocagem da instalação de britagem. A operação de carga 
do material deverá ser procedida de forma criteriosa. 
 
Anterior ao lançamento do rachão deve-se verificar se a cava está 
envelopada com geotêxtil, quando este envelope é especificado. 
 
Anterior ao lançamento do rachão deve-se verificar a existência de tubos 
perfurados e corrugados no fundo da cava. Se especificado estes tubos em projeto, 
deve-se previamente a instalação destes executar uma camada de proteção. Para 
isso, lança-se uma camada de pelo menos 5cm no fundo da cava com material 
britado fino (pedrisco). Após, instala-se o tubo e preenche-se a vala com material 
britado de dimensão inferior a brita 2 até o cobrimento total do tubo. 
Finalizado o leito de proteção do tubo, o lançamento de camadas sucessivas 
de rachão poderá ser através do tombo direto do caminhão basculante quando não 
especificado o envelopamento. No entanto, quando especificado envelopamento 
da chave com geotêxtil, o material deve ser colocado no fundo através da concha 
da retroescavadeira ou escadeira hidráulica evitando que o geotêxtil seja 
danificado. 
 
Finalizado o lançamento do material de preenchimento, executa-se uma 
última camada de material de preenchimento composta por brita 2 a pedrisco com 
espessura de 10cm. Esta camada de material mais fino servirá como plataforma de 
trabalho e base de assentamento. 
 
 
PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 
102 
Quando da indicação de necessidade de compactação do material, esta será 
executada através de passadas do rolo liso vibratório leve. A camada será 
considerada apta quando o rolo compactador não causar mais deformação. Trata-
se de um procedimento visual, no entanto, recomenda-se pelo menos 4 passadas 
com o rolo no mesmo local. Em cada passada, o equipamento utilizado deverá 
recobrir, ao menos, a metade da faixa anteriormente comprimida. 
 
Se junto ao tardoz de contenções como enrocamento reforçado, muros de 
gabiões e ainda em situações de proximidade com geossintéticos, recomenda-se a 
utilização de placas vibratórios (compactação manual), na largura de um metro, 
para evitar deformações da estrutura, esmagamento, ou qualquer outro dano 
mecânico possível no elemento solicitado. 
 
Execução de preenchimentos e camadas de drenos 
 
A execução das camadas de preenchimento e drenos de contato também 
inicia pelo carregamento do material nos depósitos ou pátios de estocagem da 
instalação de britagem. 
 
Nas camadas finais de aterro em plataformas, após a operação de 
carregamento e o transporte por meio de caminhões basculantes, faz-se o 
espalhamento em uma camada de espessura homogênea, uniformemente solta. 
 
Efetuadas as correções necessárias de regularização, e previamente ao 
lançamento do material de enchimento, poderá ser obtida uma melhor acomodação 
da camada final através de compressão com rolo liso sem vibração. 
 
A execução de camadas de preenchimento deve ser realizada para o 
assentamento da estrutura de contenção após a finalização de leitos ou chave 
granular. Também, esta camada é executada logo a cima da última camada de 
aterro de rachão, em especial, quando sobrejacente a esta, será executado aterro 
de solo. 
A aplicação do material de enchimento deverá ser feita em uma ou mais 
vezes, até se obter um bom preenchimento, evitando-se o excesso superficial. 
 
CONTROLE 
 
Controle Tecnológico dos Materiais 
 
Este controle abrange os ensaios e determinações para verificar se as 
condições dos materiais estão sendo atendidas. 
 
Serão procedidos os seguintes ensaios: 
 
 Ensaio de granulometria do material de enchimento; 
 Ensaio de abrasão Los Angeles da pilha britada, ou quando visualmente 
observadas alterações que possam influir na qualidade do agregado. 
 
 
PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 
103 
Controle de Execução 
 
Controle Genérico 
 
A principal atividade de controle, para o serviço de rachão, será a inspeção 
visual, a qual deverá ser aplicada em todas as etapas, ou seja: 
 
 Nos estoques de agregados; 
 Na operação de carregamento; 
 Nas operações de pista como espalhamento, compactação e acabamento. 
 
Controle Geométrico e de Acabamento 
 
Controle de Espessura: Após a execução da camada, proceder-se-á a 
verificação da seção transversal através de nivelamento topográfico. 
 
Controle de Acabamento da Superfície: As condições de acabamento da 
superfície serão apreciadas pela fiscalização, em bases visuais. 
 
Controle de Recebimento 
Recebimento Baseado no Controle Tecnológico 
Os serviços executados serão aceitos, sob o ponto de vista tecnológico, 
desde que sejam atendidas as seguintes tolerâncias: 
 As granulometrias dos materiais utilizados obedeçam a uma das 
faixas granulométricas preconizadas; 
 Os valores individuais obtidos nos ensaios de Abrasão Los Angeles, 
durabilidade e equivalente de areia atendam aos limites especificados 
anteriormente. 
 
Recebimento com Base no Controle de Execução Genérico 
 
Para que o serviço seja aceito, deverão ser obedecidos os seguintes 
aspectos, avaliados em bases visuais, pela fiscalização: 

As condições de estocagem dos agregados deverão ser consideradas 
satisfatórias, tendo em vista a não contaminação com materiais estranhos; a 
adequada separação entre os depósitos de agregados correspondentes. 

A operação de carregamento dos materiais estocados, deverá ser procedida 
deforma criteriosa, em particular para o rachão que contenham alguma presença 
de contaminação com finos. Com relação a este aspecto, deverão ser evitadas as 
zonas do depósito de agregado graúdo que contenham tais partículas. 

 
PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 
104 
A compactação, nos casos de aterros de rachão compactados será julgada 
eficiente, e consequentemente será aceita, se com a passagem do rolo liso 
compactador constatar-se que não houve penetração de uma pedra de tamanho 
razoável, colocada sobre a camada. 
 
Os materiais deverão ser depositados em locais protegidos de águas 
correntes, transito sobre este, ou qualquer outro fator que possa modificá-lo. 
 
MEDIÇÃO 
A medição e o pagamento serão realizados pela metragem cúbica de pedra 
britada empregada, conforme as medidas indicadas no projeto. 
PAGAMENTO 
O pagamento será feito pelo preço unitário contratual, devendo incluir todas 
as despesas diretas ou indiretas previstos para execução deste serviço. 
 
13.2.8. EC-08 – FORNECIMENTO, BENEFICIAMENTO E INSTALAÇÃO DE 
TIRANTE PERMANENTE, INCLUSIVE INJEÇÕES 
 
DEFINIÇÃO 
 
Esta especificação contempla os serviços de fornecimento, montagem e 
instalação de tirante permanente. 
 
Além dos quesitos aqui apresentados, os tirantes deverão atender, no que 
for mais restritivo, às prescrições da NBR5629. 
 
A perfuração para a introdução dos tirantes será remunerada em serviço 
específico, de forma que esta especificação orienta as demais atividades 
pertinentes à construção de tirantes, incluindo as injeções de nata de cimento em 
suas etapas primária, secundária e terciária, bem como todos os ensaios de 
qualificação, recebimento e fluência. 
 
Recomenda-se que a injeção primária seja realizada pelo fabricante do 
tirante, que, neste caso, atestará o controle tecnológico dela. Sendo assim, a 
fabricação pode ser programada à medida que vão sendo definidos os 
comprimentos de perfuração de cada tirante. No entanto, se executada no campo, 
o controle deve ser rigoroso e realizado pela Fiscalização, atestando cada tirante e 
garantindo que a nata de cimento preencheu todo o espaço vazio entre a bainha 
metálica corrugada e a barra de aço. 
 
Todas as peças metálicas devem ser recebidas em obra com galvanização 
a fogo com espessura mínima de 120 micras. 
 
EQUIPAMENTO 
 
PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 
105 
 
Para a realização dos serviços o executante deverá dispor, pelo menos, os 
seguintes equipamentos: 
 
 Misturador de alta turbulência para nata de cimento; 
 Agitador de nata de cimento; 
 Bomba de injeção de nata de cimento, inclusive mangueiras, válvulas, 
manômetros e outros dispositivos necessários para as atividades de injeção; 
 Bomba d’água para limpeza de tubulações e reservatório d’água compatível; 
 Conjunto bomba e cilindro hidráulico de eixo vazado para protensão com 
capacidade nominal igual ou superior a 750kN; 
 Conjunto de medição de cargas e de deslocamento para a realização de 
ensaios durante a protensão; 
 No caso de trabalhos em altura reduzida, andaimes tubulares metálicos para 
a realização de ensaios de protensão e injeção terciária (podendo ser 
especificado a parte), quando necessário; 
 No caso de trabalhos em grande altura, deverá ser utilizado guindaste com 
capacidade e lança em comprimento adequados. 
 
MATERIAIS 
 
Os materiais para a construção dos tirantes são os seguintes: 
 
Vergalhão de aço e peças acessórias 
 
O vergalhão de aço para tirante deve possuir superfície corrugada. Suas 
características devem ser tais que, para o diâmetro utilizado, a barra possua a carga 
de trabalho (conforme definido na NBR5629) estipulada em projeto. Ainda, o 
vergalhão deve possuir roscas que o possibilitem receber porcas ou luvas 
compatíveis com a carga de trabalho estipulada e proteção anticorrosiva à base de 
galvanização a fogo com espessura não inferior a 120 micra. 
 
As placas de ancoragem devem fazer parte de um sistema de ancoragem 
comercial com dimensões maiores que o diâmetro de perfuração e conforme 
indicação nas pranchas de projeto, devidamente galvanizadas de forma idêntica ao 
vergalhão do tirante. 
 
 Luvas para emenda, anel de compensação angular, batoques, bainha 
metálica (quando especificado em projeto) do mesmo fabricante do 
vergalhão; 
 Mangueiras ou tubulação de injeção e suas válvulas de acordo com a técnica 
escolhida pelo executor em acordo com o Projeto; 
 Tubo ou mangueira de PVC/PEAD para a confecção do trecho livre; 
 Centralizadores poliméricos do tipo carambola para o trecho ancorado e para 
o trecho livre; 
 Graxa sintética a base de silicone (quando especificado em projeto); 
 Fita de vedação resistente à graxa sintética (quando especificado em 
projeto). 
 
PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 
106 
 
Cabeça de ancoragem 
 
A cabeça de ancoragem será composta por: 
 
 Placa de ancoragem; 
 Porca sextavada ou hexagonal, de acordo com o projeto; 
 Anel de compensação angular, se exigido no projeto. 
 
As peças componentes da cabeça de ancoragem devem ser compatíveis 
com o tirante, tanto nos quesitos de conexão quanto de resistência mecânica. Desta 
forma é recomendado que tais peças sejam fornecidas pelo mesmo fornecedor do 
tirante. 
 
Após a instalação, as peças metálicas expostas intempéries (elementos 
externos, sujeitos a corrosão), precisam ser recobertas por pintura de proteção 
galvânica instantânea a frio. Devem ser aplicadas duas demãos, conforme 
orientações do fabricante. 
 
Especial atenção deve ser dada a possíveis danos a proteção galvânica a 
fogo (de espessura não inferior a 120 micra) durante o manuseio das peças 
metálicas. Caso sejam verificados danos, esses devem ser criteriosamente 
reparados com a pintura de proteção galvânica instantânea a frio. 
 
Nata de cimento 
 
A nata deve ser preparada com Cimento Portland (Comum ou de Alta 
Resistência Inicial) com resistência à compressão característica mínima de 25MPa 
e fator água/cimento igual a 0,45. Para melhorar a viscosidade da pasta é aceito o 
uso de aditivos fluidificantes, desde que estes não contenham cloretos ou quaisquer 
outros agentes agressivos ao aço. 
 
EXECUÇÃO 
 
Os tirantes deverão ser montados de acordo com o arranjo e as disposições 
contidas nos documentos de projeto. 
 
Todo o vergalhão, independente do trecho livre ou ancorado, deverá ser 
envolvido por uma bainha metálica corrugada e o espaço entre os dois preenchidos 
por pasta de cimento, cuja injeção primária deve vir de fábrica. De qualquer forma, 
esta injeção deverá ser executada certificando-se de que não fique vazio de ar no 
interior do conjunto, o que deverá ser garantido por circulação ou recirculação 
contínua da pasta de cimento. Caso executado pelo fabricante, deve-se exigir 
certificação de qualidade. As características desse serviço, bem como as 
características mecânicas exigidas para a pasta de cimento deverão estar 
coerentes com o previsto no Projeto. 
 
 
PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 
107 
Caso necessário, as barras poderão ser moduladas em segmentos e 
emendadas por luvas desde que tais módulos não tenham comprimento menor do 
que 6 metros. Esses módulos só poderão ser manuseados após a maturidade de 
7 dias. 
 
As luvas (quando necessário) e o conjunto de vergalhão com bainha 
corrugada deverão ser besuntados com graxa a base de silicone antes da 
introdução da bainha lisa (no trecho livre). A eventual necessidade de emenda da 
bainha lisa deverá ser realizada com luvas estanques, garantindo-se que o 
diâmetro interno não seja reduzido. 
 
Opcionalmente, o executor poderá optar pela injeção de graxa de menor 
viscosidade, de forma análoga à injeção da pasta de cimento. Caso exista esse 
interesse, isto deverá ser previamente comunicado à fiscalização. 
 
O trecho livre deverá ser vedado112 
13. PLANO DE EXECUÇÃO DAS OBRAS ........................................... 114 
13.1. Fatores condicionantes ............................................................. 114 
13.2. Resumo das distâncias de transporte ....................................... 114 
13.3. Cronograma físico ..................................................................... 116 
13.4. Plano de ataque ........................................................................ 117 
14. COMPONENTE AMBIENTAL.......................................................... 121 
14.1. Introdução ................................................................................. 121 
14.2. Ações Ambientais ..................................................................... 121 
14.3. Áreas de Bota-fora .................................................................... 125 
14.4. Concepções de cunho ambiental nos projetos geotécnicos ..... 127 
15. ARTs da EQUIPE TÉCNICA ........................................................... 128 
ANEXO A – ENSAIOS DE CAMPO (SONDAGENS SPT) ........................ 133 
ANEXO B – ENSAIOS DE LABORATÓRIO – AMOSTRA INDEFORMADA
 137 
ANEXO C – ENSAIOS DE LABORATÓRIO – AMOSTRA DEFORMADA156 
16. TERMO DE ENCERRAMENTO ...................................................... 167 
 
 
 
PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 
7 
2. APRESENTAÇÃO 
Este documento compreende o relatório do projeto de estabilização e 
reconstrução do talude de corte localizado na ERS-122 km 7+600 (lado esquerdo) 
no trecho entre os municípios de São Sebastião do Caí e Portão no estado do Rio 
Grande do Sul onde ocorreu uma ruptura no ano de 2015. Neste local, o trecho está 
sob a administração da Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR). 
O referido projeto de estabilização está fundamentado basicamente no 
levantamento planialtimétrico cadastral prévio do local e nas inspeções de campo. 
Além da interdição parcial da rodovia após o movimento de solo em 2015, 
há indícios de que novas rupturas possam ocorrer com risco de interdição da 
rodovia. Esse fato decorre da geometria do talude pós-ruptura, com declividades 
mais acentuadas que o corte natural da plataforma da rodovia e sem cobertura 
vegetal – facilitando a infiltração de água. 
A ruptura também causou patologias à edificação construída junto à faixa de 
domínio da rodovia em função do efeito de desconfinamento da massa de solo. A 
projetista constatou a presença de trincas nas paredes e pisos da edificação 
possivelmente relacionada às movimentações da massa de solo. 
Devido ao tipo de ruptura ocorrida e ao tipo de solução aventada, a rodovia 
deverá ser interditada em apenas uma faixa de rolamento durante a fase 
construtiva, principalmente pelo intenso trânsito de máquinas nas etapas de 
terraplenagem. 
No presente relatório será apresentado um volume contendo o memorial 
descritivo dos estudos e projetos, especificações técnicas e tabela de quantidades 
estimadas. 
A campanha de investigação geotécnica contou com a execução de quatro 
perfurações em sondagens à percussão contribuindo para a definição geométrica 
da estrutura de contenção projetada. Além disso, foram coletados blocos de solo 
indeformado da região do talude rompido para a realização de ensaios de 
laboratório e amostras de solo deformado em jazida de solo próxima à obra para a 
 
PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 
8 
realização de ensaios de laboratório para caracterização do material como possível 
reaterro da obra. 
 
PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 
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3. MAPA DE SITUAÇÃO 
 
 
PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 
10 
4. DIAGNÓSTICO DA INSTABILIDADE 
Trata-se de uma ruptura de um talude localizado na ERS-122 no km 7+600 
dentro dos limites do município de São Sebastião do Caí/RS. Neste trecho 
rodoviário a ERS-122 contempla quatro faixas, sendo duas em aclive na direção de 
São Sebastião do Caí (lado direito) e outra em declive, na direção de Portão (lado 
esquerdo). As faixas de rolamento do lado direito apresentam largura média de 
3,6m e, do lado esquerdo, de 4,0m. 
Estima-se que o problema geotécnico ocorreu aproximadamente 1 ano antes 
dos estudos em questão, conforme relato de moradores. A Figura 4-1 apresenta 
uma foto do movimento já ocorrido em julho de 2015. 
 
Figura 4-1 – Imagem do local da ruptura em julho/2015 (Google Earth). 
A foto da Figura 4-2 de abril de 2016 apresenta a situação atual do talude 
rompido, com crescimento pronunciado de vegetação nativa principalmente na 
região de solo depositado da ruptura. 
 
Figura 4-2 – Imagem panorâmica do local da ruptura em abril/2016. 
 
PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 
11 
Quanto à interferência nas edificações lindeiras ao talude, constatou-se a 
ruptura ocorrida causou patologias a pelo menos uma moradia (Figura 4-3) limítrofe 
à faixa de domínio, apresentando trincas em paredes e pisos típicas de movimentos 
de massa. Há também, construído na faixa de domínio da rodovia, um galpão de 
madeira (Figura 4-4) adjacente à moradia que precisará ser removido para a 
execução da solução de contenção. 
 
Figura 4-3 – Imagem de residência com patologias próxima ao talude rompido. 
 
Figura 4-4 – Imagem de edificação e galpão com risco de queda lindeiras ao talude 
rompido. 
 
PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 
12 
Quanto à interferência na rodovia, a ruptura ocorrida está atingindo pelo 
menos o acostamento, sem causar patologias visíveis à estrutura do pavimento, 
como o soerguimento. O solo rompido apresenta-se somente depositado sobre 
parte do acostamento (Figura 4-5), ou seja, a ruptura ocorrida não abrange a região 
do pavimento. Portanto, a ruptura ocorrida não deve apresentar grandes 
profundidades nas retroanálises apresentadas em capítulo específico. 
Quanto à interferência no sistema de drenagem, a deposição de material 
apresentada na Figura 4-5 e na Figura 4-6 causou a obstrução das sarjetas e 
caminhos d’água existentes na região, o que pode causar alagamentos no pé do 
talude, transporte de finos para o sistema de drenagem e obstrução física do 
acostamento. 
 
 
Figura 4-5 – Imagem da deposição do material movimentado atingindo parte do 
acostamento da rodovia. 
 
PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 
13 
 
Figura 4-6 – Imagem da deposição do material movimentado na sarjeta existente já 
danificada. 
Nos próximos subitens sequentes, elucidam-se alguns destes problemas. 
4.1. Presença de solos residuais de arenito arcosiano 
Rochas que compõem a Bacia Hidrográfica do Rio dos Sinos, alvo deste 
projeto, são as rochas da Formação Botucatu. 
A Formação Botucatu é constituída de arenitos de origem eólica, ou seja, 
formadas por sedimentos cujo agente de transporte foi o vento. Em última análise, 
são paleodunas cimentadas com óxido de ferro e eventualmente por cimento 
silicoso. 
A composição é predominantemente dos arenitos da Formação Botucatu é 
de grão cujos minerais são o quartzo e feldspato. Devido ao elevado teor de 
feldspato nos grãos que constituem os arenitos do Triássico, eles poderiam ser 
classificados mais convenientemente como arcoses ou arcosídeos. 
O produto do intemperismo nas arcoses resulta em grumos de argila/silte 
que, devido à sua estrutura, se assemelham a grãos de areia. Este fato interfere 
nas características geomecânicas do solo, que apresenta comportamento mais 
argiloso a umidade natural e comportamento mais arenoso quando saturado. O teor 
de areia dependerá da quantidade de grãos cujo mineral constituinte é o quartzo. 
As características de plasticidade e de expansibilidade dos solos 
dependerão dos minerais constituintes dos grãos de feldspato que originaram a 
rocha primitiva.com fita de vedação apropriada para que a 
graxa não escoe. 
 
Os centralizadores serão montados de acordo com o espaçamento previsto 
em projeto, devendo ser fixados com arame apropriado para que resistam aos 
esforços tangenciais que ocorrem durante a introdução dos tirantes no furo. 
 
O tempo entre o preparo da nata e a sua injeção não deve ser superior a 40 
minutos. 
 
A preparação da pasta deverá ser realizada em misturadores de pás ou de 
alta turbulência, preferencialmente duplos, de forma que a homogeneização possa 
ser realizada em câmara independente da câmara de injeção. A câmara de injeção, 
por sua vez, deverá estar equipada com agitador lento para evitar a segregação. 
 
Em caso de perda excessiva de pasta durante os procedimentos de injeção, 
é admitida a paralisação e a complementação do furo, desde que com intervalo 
inferior a 12 horas entre uma e outra injeção. 
A maturidade mínima da pasta de cimento para que seja realizada a 
protensão é de sete dias, desde que a resistência à compressão seja superior a 
estipulada em projeto. 
 
A injeção secundária deve ser realizada de forma ascendente através de 
tubulação fixa independente ou através da manchete de extremidade do sistema 
de reinjeção, se tal sistema for empregado. O fator água cimento deve ser no 
máximo 0,5, sendo aceitos aditivos fluidificantes. 
 
As protensões deverão ser realizadas na forma de ensaios de recebimento, 
conforme orientações da NBR 5629/2006 e das pranchas de projeto. A executante 
deverá executar os ensaios de qualificação e fluência em pelo menos 1 (um) tirante 
devido ao pequeno número de ancoragens a serem instalados neste caso isolado. 
Os ensaios deverão ser conduzidos por técnico devidamente treinado e sob 
 
PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 
108 
supervisão da Fiscalização. Os relatórios dos ensaios deverão ser montados pela 
executora e remetidos à Fiscalização antes da fase de injeção terciária. 
 
As cargas de incorporação dos tirantes devem ser indicadas no projeto, 
podendo ser alteradas se a Fiscalização julgar pertinente, desde que justificado. 
Neste caso isolado, a Fiscalização deve acompanhar seja topográfica ou 
visualmente os deslocamentos gerados na residência a montante de cortina, 
principalmente a abertura ou fechamento de trincas existentes. Se deslocamentos 
foram percebidos pela Fiscalização durante as protensões, as aplicações de carga 
devem cessar até reavalização da carga de incorporação pela Fiscalização. 
 
Além disso, os deslocamentos da cortina devem ser medidos através de 
deflectômetros ou pinos superficiais, não podendo ultrapassar 0,5% de deformação 
em relação à altura da cortina. Ou seja, é admitido deslocamento máximo de 1 cm 
da cortina para dentro do terreno durante a incorporação da carga. 
 
As peças metálicas da cabeça receberão, após a carga de incorporação, 
uma pintura de proteção galvânica instantânea a frio contra as ações de 
intempéries. Todas as peças metálicas do tirante que estão expostas ao ar livre, 
receberão esta pintura, que deve ser atestada visualmente pela Fiscalização e 
como o critério de aprovação, o recobrimento total das superfícies metálicas 
expostas. Para aplicação desta pintura devem-se seguir as recomendações do 
fabricante. 
 
CONTROLE 
 
A resistência dos vergalhões e demais componentes metálicos devem ser 
certificados pelo fabricante. A Fiscalização resguarda o direito de solicitar ensaios 
de tração no vergalhão para verificação dos lotes de fornecimento. 
 
A nata de cimento deverá ser controlada pelo executor, moldando-se pelo 
menos quatro corpos de prova de dimensões reduzidas a cada fase de injeção 
secundária de cada tirante. Dois desses corpos de prova deverão ser ensaiados a 
14 e 28 dias e dois deverão ser guardados para comprovação pela Fiscalização. 
 
Os ensaios de pasta de cimento deverão ser realizados pela executora em 
laboratório certificado pelo INMETRO. 
 
O controle dos tirantes é realizado através de ensaios de protensão 
realizados segundo especificado na norma NBR 5629. 
 
Deve ser verificado se os comprimentos de perfuração e barras condizem 
com os projetos e se a nata de cimento preenche completamente o furo, além de 
possuir as características mecânicas indicadas no projeto. 
 
Tirantes com desempenho insuficiente definido pelos ensaios de protensão 
ou aqueles cuja nata de cimento não atender a resistência característica de projeto 
 
PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 
109 
deverão ser mérito de avaliação da Fiscalização que poderá exigir a implantação 
de reforços sem ônus ao contratante. 
 
MEDIÇÃO 
 
Os tirantes serão medidos por metro de comprimento, independente do 
trecho livre ou ancorado, desde que com desempenho garantido pelos ensaios de 
protensão. Portanto a medição só será realizada quando da finalização e validação 
desses ensaios. 
 
PAGAMENTO 
 
O pagamento será realizado pelo valor do preço unitário proposto, 
considerando o comprimento medido segundo os critérios aqui estabelecidos. 
 
13.2.9. EC-09 – PERFURAÇÃO PARA ELEMENTOS DE ANCORAGEM 
 
DEFINIÇÃO 
 
A perfuração para elementos de ancoragem é uma atividade que consiste 
na destruição de solos e rochas para a execução de reforço com diâmetro nominal 
variado, conforme indicações do projeto de engenharia. 
 
EQUIPAMENTO 
 
O equipamento de perfuração deverá ser do tipo roto-percussivo com 
possibilidade de emprego de martelo de fundo ou tricone, sendo possível a 
instalação de revestimentos a partir do emprego de brocas excêntricas ou pela 
superfície, se necessário. O equipamento pode ser acionado por ar comprimido, 
por fluido hidráulico ou por outra técnica de rotação e destruição, podendo a 
limpeza do furo ser realizada por circulação de ar (não deve ser utilizada circulação 
de água). 
 
EXECUÇÃO 
 
A perfuração deverá ser executada, observando-se os comprimentos e os 
diâmetros previstos em projeto. Cada perfuração deverá ser controlada por técnico 
capacitado que elaborará um boletim de perfuração específico indicando as 
profundidades de ocorrência de rochas e suas alterações. 
 
CONTROLE 
 
As perfurações deverão seguir o posicionamento e a inclinação indicados 
em projeto. 
 
 
PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 
110 
Erros de posicionamento da extremidade dos furos serão aceitos até um 
limite de 10cm em qualquer direção. Os erros de inclinação serão aceitos até um 
limite de 5° em qualquer profundidade. 
 
Perfurações que não atenderem aos limites construtivos deverão ser 
informadas à fiscalização que poderá requerer reforço da estrutura ou a introdução 
de elementos complementares, sem ônus ao contratante. 
 
No entanto, a Fiscalização deve orientar os serviços de perfuração de forma 
e evitar a perfuração de fundações da residência próxima à cortina. Assim, regiões 
com presença de pilares e paredes devem ser evitadas pela maior probabilidade 
de existência de fundações próximas. As perfurações que, porventura, atingirem 
fundações, devem ser imediatamente interrompidas, devendo ser informadas à 
Fiscalização para avaliação das medidas a serem tomadas. 
 
MEDIÇÃO 
 
A perfuração será medida por metro efetivamente realizado, medido 
segundo o eixo do próprio, e dependentemente do material que vier a ser perfurado. 
 
PAGAMENTO 
 
O pagamento será realizado pelo valor do preço unitário proposto, 
considerando os comprimentos medidos segundo os critérios aqui estabelecidos. 
 
13.2.10. EC-10 – DRENO TIPO BARBACÃ 
 
GENERALIDADES 
 
O dreno barbacã é um tipo de dispositivo de drenagem de paramento em 
obras de estabilização ou contenção. Este dispositivo tem o objetivo de aliviar as 
pressões de água no paramento da estrutura de contenção, bem como direcionar 
os caminhos de drenagem. 
 
O geotêxtil pode ser divido nas seguintes partes: 
 
Tubo de saída: O tubo de saída pode ter comprimento variável, dependoda 
situação necessária, em média este comprimento é de 40cm, constituído de tubo 
plástico com diâmetro de 50mm. O primeiro terço deste tubo deve ser perfurado. 
 
Bolsa drenante: A bolsa drenante representa o elemento de captação de 
água, pois trata-se de um volume de material drenante, geralmente pedra britada 
com diâmetros inferiores a 1”, sem a presença de material pulverizado. Este volume 
de material, em torno de 120 a 200 cm³, é envolto por um tecido filtrante 
geosintético, com gramatura não inferior a 200g/m² e capacidade de resistência a 
tração não inferior a 14kN/m². 
 
 
PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 
111 
MATERIAIS 
 
Para a execução do dreno tipo barbacã são utilizados os seguintes materiais: 
 
 Tubo de PVC rígido D=50mm; 
 Geotêxtil não Tecido agulhado RT-14 ou superior; 
 Arame recozido n°18; 
 Pedra britada brita 1 e pedrisco; 
 Ferramentas manuais. 
 
EQUIPAMENTO 
 
Para a execução do dreno tipo barbacã são utilizados os seguintes 
equipamentos: 
 
 Furadeira elétrica de impacto 
 
SERVIÇOS 
 
O dreno tipo barbacã pode ser montado em duas situações. Com ou sem a 
execução de nichos. Os nichos correspondem à escavação de uma cova de volume 
suficiente para o encaixe da bolsa drenante. Quando a obra de contenção 
apresenta reaterro em seu tardoz, pode não ser necessária a escavação do nicho. 
 
A primeira etapa é a realização do corte no tamanho necessário do tubo 
plástico com dimensão adequada para o encaixe deste na bolsa drenante. Após, 
realiza-se 4 perfurações, diâmetro médio de 5mm, a cada 5cm de tubo, utilizando 
furadeira manual. Estas perfurações devem ser realizadas no primeiro terço do tubo 
e espaçadas uniformemente. 
 
A bolsa drenante é montada paralelamente com um pano geotêxtil de 1,5 a 
2m². Este pano é esticado em superfície plana, onde posiciona-se o tubo em pé, no 
seu centro e lança-se o material britado em uma pequena pilha envolvendo o terço 
perfurado do tubo. Após, envelopa-se o geotêxtil amarrando-o com firmeza (uso de 
alicate) ao tubo. 
 
O conjunto tubo e bolsa drenante devem ter consistência suficiente para 
poder ser transportado manualmente e posicionado no local especificado. 
 
A extremidade lisa do tubo, no final da obra deve ficar livre de obturação por 
concretagem, nata de cimento, solo, ou qualquer outro material. No caso de 
execução de paredes em concreto projetado, recomenda-se que a parte saliente 
do tubo seja protegida com bucha de tecido ou papel e ao final dos trabalhos de 
projeção, possa ser removido sem prejuízo da vazão do barbacã. 
 
A quantidade e distância entre drenos tipo barbacã deve constar em projeto 
executivo, bem como maiores detalhes construtivos em situações específicas. 
 
 
PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 
112 
MEDIÇÃO E PAGAMENTO 
 
A medição dos serviços será realizada por unidade de dreno executado e 
instalado. Os pagamentos serão efetuados considerando o número de unidades de 
barbacãs e os preços unitários correspondentes propostos. 
 
13.2.11. EC-11 – SINALIZAÇÃO TEMPORÁRIA DA OBRA 
 
GENERALIDADES 
A presente especificação tem por objetivo fixar as condições técnicas a 
serem observadas na execução dos serviços de implantação, manutenção e 
operação de sinalização temporária para desvio de tráfego durante a execução 
obras na rodovia BR-459/SP. 
A sinalização temporária deverá atender o Código de Transito Brasileiro, o 
“Manual de Sinalização Rodoviária” – DNIT - IPR-743/2010, e as Resoluções 
599/82 e 666/86 do Conselho Nacional de Trânsito, amparados pelo código de 
trânsito, através da lei n° 9.503, de 23 de setembro de 1999, e resolução 561/80 
aprovado pelo Decreto 62.127 de 16 de janeiro de 1968 do CONTRAN e no “Manual 
de Sinalização de Obras e Emergências em Rodovias” – DNIT - IPR-738/2010. 
 
MATERIAIS 
Serão utilizados os seguintes materiais: 
 Cones de sinalização; 
 Iluminação de advertência – sinalizador intermitente e bateria; 
 Balizador de sinalização (canalizadores de tráfego); 
 Madeira; 
 Película refletiva. 
 
EQUIPAMENTOS 
Na execução da barreira serão utilizados os seguintes equipamentos: 
 Serra Circular; 
 Gerador de energia. 
 
SERVIÇOS 
Barreiras tipo II e III 
São utilizadas para delimitar a área dos serviços das obras e para bloquear 
o tráfego em toda a extensão da área interditada. As barreiras são confeccionadas 
com tábuas de madeira ou material plástico com 0,30 m de largura, com tarjas 
 
PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 
113 
oblíquas nas cores laranja e branca refletivas, alternadas. Os suportes podem ser 
fixos, dobráveis ou desmontáveis e não devem ser confeccionados com materiais 
demasiadamente rígidos (ferro, concreto). 
Para apoio do suporte deve-se colocar saco de areia ou outro peso. 
A barreira do tipo II é composta de duas tábuas de dois metros (2,00m) de 
comprimento, sobrepostas, com afastamento de quinze centímetros (0,15m), entre 
as mesmas. A altura da barreira não deve ultrapassar a 1,20 metros do nível do 
pavimento ao topo. 
A barreira do tipo III é composta de três tábuas de dois metros (2,00m) de 
comprimento, sobrepostas, com afastamento de quinze centímetros (0,20m), entre 
as mesmas. A altura da barreira deve ser de 1,80 metros do nível do pavimento ao 
topo. 
 
Balizador (canalizador de tráfego) e cones 
 
São dispositivos portáteis utilizados para canalizar o tráfego e proteção do 
canteiro de obras, indicou-se o uso de balizador com altura mínima de 1m e cones 
de sinalização. 
 
Sinalizador intermitente 
 
As lâmpadas devem ser amarelas e pisca 60 vezes por segundo, deve ser 
instalada sobre os balizadores, com finalidade de canalizar o fluxo de tráfego. 
 
MEDIÇÃO E PAGAMENTO 
O serviço de confecção de barreiras de sinalização tipo II, tipo III, instalação 
de cones e balizadores de sinalização com sinalizador serão medidos pelas 
unidades executadas. 
O pagamento é realizado pelos preços unitários propostos, incluindo o 
fornecimento dos materiais, equipamentos e mão-de-obra necessária para a 
correta execução dos serviços. 
 
PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 
114 
14. PLANO DE EXECUÇÃO DAS OBRAS 
14.1. Fatores condicionantes 
As obras estão situadas em locais relativamente de fácil acesso, podendo 
ser inicialmente acessadas através da própria rodovia RS-122. As intervenções 
estão dentro da faixa de domínio. 
Será importante contar com sinalização eficaz de obra, bem como esclarecer 
os objetivos da obra e os cuidados que devem ser tomados pelas partes: motoristas 
usuários da rodovia, operadores de equipamentos de obra, operários, 
encarregados, etc. Poderão ocorrer eventuais reduções de produtividade, 
decorrentes das diversas condições de trabalho ou de dias de chuvas. 
As condições de trafegabilidade na rodovia RS-122 e nas vias necessárias 
à busca dos materiais que serão utilizados nas obras encontram-se plenas 
condições de utilização. 
14.2. Resumo das distâncias de transporte 
Neste item apresenta-se as distâncias de transporte a serem utilizadas nas 
estimativas de custo. 
 
PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 
115 
 
 
 
 
 
 
RODOVIA: ERS-122
TRECHO: São Sebastião do Caí - Portão
SUB-TRECHO: km 7+600
EXTENSÃO: 150m
REFERÊNCIA: Projeto de Estabilização e Reconstrução de Talude de Corte
ORIGEM DESTINO NP P TOTAL
CAMADA DRENANTE AREIA
DEPÓSITO DE AREIA SÃO 
PEDRO LTDA. - MONTENEGRO
CANTEIRO - SÃO 
SEBASTIÃO DO CAÍ
0.0 23.8 23.8
ACESSO E DRENO DE FUNDO BRITA
JAZIDA TONIOLO BUSNELLO 
S/A - PORTÃO
CANTEIRO - SÃO 
SEBASTIÃO DO CAÍ
0.0 18.8 18.8
RACHÃO
JAZIDA TONIOLO BUSNELLO 
S/A - PORTÃO
CANTEIRO - SÃO 
SEBASTIÃO DO CAÍ
0.0 18.8 18.8
ARGILA
JAZIDA CAHY CONSTRUÇÕES E 
TERRAPLANAGEM LTDA. - SÃO 
SEBASTIÃO DO CAÍ
CANTEIRO - SÃO 
SEBASTIÃO DO CAÍ
0.0 0.5 0.5
DISPOSITIVOS DE 
DRENAGEM/CORTINACIMENTO
COMÉRCIO - SÃO SEBASTIÃO 
DO CAÍ
CANTEIRO - SÃO 
SEBASTIÃO DO CAÍ
0.0 26.2 26.2
MADEIRA
COMÉRCIO - SÃO SEBASTIÃO 
DO CAÍ
CANTEIRO - SÃO 
SEBASTIÃO DO CAÍ
0.0 26.2 26.2
AÇO GERDAU - NOVO HAMBURGO
CANTEIRO - SÃO 
SEBASTIÃO DO CAÍ
0.0 32.0 32.0
DIVERSOS
MATERIAIS 
INDUSTRIALIZADOS
COMÉRCIO - SÃO SEBASTIÃO 
DO CAÍ
CANTEIRO - SÃO 
SEBASTIÃO DO CAÍ
0.0 26.2 26.2
BOTA-FORA RESÍDUOS SÓLIDOS
CANTEIRO - SÃO SEBASTIÃO 
DO CAÍ
BOTA-FORA - SÃO 
SEBASTIÃO DO CAÍ
0.0 3.0 3.0
AREIA
DEPÓSITO DE AREIA SÃO 
PEDRO LTDA. - MONTENEGRO
USINA GRECA ASFALTOS 
- ESTEIO
0.0 49.4 49.4
BRITA
JAZIDA TONIOLO BUSNELLO 
S/A - PORTÃO
USINA GRECA ASFALTOS 
- ESTEIO
0.0 30.9 30.9
FILLER COMÉRCIO - ESTEIO
USINA GRECA ASFALTOS 
- ESTEIO
0.0 3.3 3.3
CBUQ
USINA GRECA ASFALTOS - 
ESTEIO
CANTEIRO - SÃO 
SEBASTIÃO DO CAÍ
0.0 39.6 39.6
ESTRUTURAS DE CONTENÇÃO
CORTINA
2.3
39.9
39.9
RECONSTRUÇÃO PAVIMENTO 0.0 2.3
0.0 39.9
0.0 39.9REFINARIA REFAP - CANOAS
CANTEIRO - SÃO 
SEBASTIÃO DO CAÍ
REFINARIA REFAP - CANOAS
CANTEIRO - SÃO 
SEBASTIÃO DO CAÍ
REFINARIA REFAP - CANOAS
USINA GRECA ASFALTOS 
- ESTEIO
MAT.BETUMINOSO 
A QUENTE
MAT. BETUMINOSO 
A FRIO
MAT. BETUMINOSO 
A QUENTE
QUADRO RESUMO DAS DISTÂNCIAS BÁSICAS DE TRANSPORTE
SERVIÇO
PERCURSO
MATERIAL
TRANSP. COMERCIAL
 
PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 
116 
14.3. Cronograma físico 
Neste item apresenta-se o cronograma físico proposto para a obra. 
 
 
CRONOGRAMA FÍSICO
ITEM ATIVIDADE
MÊS
1 2 3 4
1.0
MOBILIZAÇÃO E INSTALAÇÃO DE 
CANTEIRO
2.0 SERVIÇOS PRELIMINARES
3.0 DRENAGEM
4.0 OBRAS DE CONTENÇÃO
5.0 RECONSTRUÇÃO DO PAVIMENTO
6.0 OBRAS COMPLEMENTARES
7.0
OBRAS COMPLEMENTARES - BOTA-
FORA
8.0 SINALIZAÇÃO DEFINITIVA
 
PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 
117 
14.4. Plano de ataque 
Para a execução da solução concebida, o plano de ataque básico deve estar 
em função da demanda de serviços e da frente de trabalho. As principais frentes 
de trabalho são constituídas pelas seguintes equipes de trabalho: 
- Equipe de terraplenagem; 
- Equipe de fornecimento de material; 
- Equipe de execução de gabiões, solo reforçado e instalação de mantas 
geotêxteis; 
- Equipe de execução de perfurações, injeções e atirantamento; 
- Equipe de execução de concreto; 
- Equipe de execução de formas de madeira e escoras; 
- Equipe de armação de aço; 
- Equipe de produção e lançamento de concreto estrutural; 
- Equipe de execução do sistema de drenagem; 
- Equipe de execução do plantio de vegetação. 
Inicialmente deve ser instalada a sinalização de obra, com bloqueio do 
acesso e parcial da pista dupla somente no lado da intervenção. Em seguida, deve 
ser realizada limpeza (desmatamento e destocamento) nos trechos de execução 
do acesso e da cortina atirantada. Dispositivos de drenagem existentes, como 
sarjeta, bueiro e caixa coletora deverão ser removidos. 
Após, os trabalhos de escavação e terraplenagem para execução do acesso 
devem ser realizados. Deve ser lançado lastro de brita sobre o acesso para permitir 
que o maquinário trafegue de forma adequada. Em seguida, as escavações para a 
execução da cortina atirantada devem ser realizadas. As escavações dessa região 
devem ser cuidadosas, devendo ser preenchidas com solo compactado as 
irregularidades que porventura venham a ocorrer. É imprescindível que esta 
estrutura seja construída previamente à execução do muro de gabião/solo 
reforçado, pois objetiva evitar o agravamento das patologias verificadas na 
residência lindeira ao talude. 
Quanto à perfuração dos tirantes, a sequência fica a cargo da empresa 
executora. É ideal que a instalação do tirante e a injeção de nata de cimento sejam 
realizados logo após a perfuração para evitar colapso do furo. Da mesma forma, os 
tirantes deverão receber proteção provisória adequada na sua cabeça (em PVC, 
por exemplo) para evitar contaminação com outros materiais, especialmente 
concreto. Em seguida, parte-se para a execução dos drenos barbacãs. 
 
PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 
118 
As irregularidades normais à escavação mecanizada devem ser corrigidas 
com camada de concreto magro. Após, deverão ser executados os serviços de 
montagem e posicionamento das formas e das armaduras da cortina. Assim, ela 
está apta ao lançamento de concreto. Para a incorporação da carga nos tirantes e 
a realização de ensaios, os prazos de execução devem ser observados nas 
especificações de serviço. 
Para a execução do muro de gabião/solo reforçado, o restante da área a 
receber intervenção deverá ser limpa (desmatamento e destocamento). As 
escavações do muro deverão ocorrer em nichos de no máximo 10 m (Figura 14-1), 
de modo que tanto a execução da estrutura quanto as escavações avancem 
concomitantemente. Este procedimento visa dar maior segurança aos trabalhos. 
Além disso, em dias chuvosos e nos dias subsequentes as escavações devem ser 
paralisadas. Nichos que não puderem ser estabilizados rapidamente (com 
preenchimento e execução das contenções), não devem ser escavados. 
 
Figura 14-1 – Sequência de execução esquemática da chave e do muro de gabiões. 
 
Finalizando uma etapa de escavação (nicho), instala-se a manta geotêxtil e 
inicia-se a execução do dreno de fundo. Os trespasses longitudinais e transversais, 
quando necessários, devem possuir no mínimo 30 cm. A cava formada deve ser 
preenchida com pedra primária de britador (rachão). Na base sobre a qual estará 
assente o muro, podem ser usadas cargas com diâmetros menores (brita 2) para 
facilitar a regularização na declividade da base do muro. 
As camadas de lançamento do rachão devem possuir espessura máxima de 
50 cm, e devem ser devidamente compactadas com três ou mais passadas de rolo 
vibratório liso, até que não haja mais deformação da superfície. Junto à face do 
gabião, e com espaçamento mínimo de 1 metro, a compactação deve ser 
processada através do uso de placas vibratórias, para evitar dano pela proximidade 
do rolo compactador. Os gabiões seguem um plano de montagem modular 
estabelecido, com definição de suas cotas. Apresentam geometria variável, com 
menor altura nas extremidades e maior altura no centro do problema. Em algumas 
 
PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 
119 
seções serão executados contrafortes espaçados em 20 m. De qualquer forma, os 
manuais do fabricante devem ser observados. 
Antes de iniciar a execução do reaterro, na interface deste com o rachão 
também haverá manta geotêxtil. As bobinas devem subir gradualmente com o 
avanço da terraplenagem. Já no contato do reaterro com o solo local, executa-se 
um dreno tipo francês de areia concomitante com a compactação do reaterro ao 
tardoz. De forma geral, todos os contatos de solo local ou de reaterro com rachão 
devem possuir geotêxtil não tecido. 
O reaterro deve ser executado em camadas com espessura máxima de 
20cm e até que seja atingido grau de compactação de 100% em relação à energia 
normal de compactação. Junto à face do gabião ou solo reforçado, e com 
espaçamento mínimo de 1 metro, a compactação deve ser processada através de 
sapos mecânicos, para evitar dano pela proximidade do rolo compactador. Para 
execução do solo reforçado devem ser observados os manuais do fabricante. 
Ao final da execução do muro e do reaterro, executa-se uma rede de 
drenagem superficial contemplando valas de proteção, sarjetas, descidas em 
degraus e caixas coletoras. 
Os dispositivos de drenagem (bueiros, caixas, bocas de ala e dissipadores 
de energia), obras complementares e outros elementos não relacionados 
diretamente à obra de contenção podem ser executados em momentos oportunos 
a serem definidos pelo executor e pela fiscalização. A reconstrução dos meios-fios 
e a reconstrução do pavimento devem ser executadas logo após a execução dos 
bueiros, de forma a permitir o tráfego de acesso local.Como medida de composição estética, instalam-se floreiras em gabião-falso 
na face do muro. Elas deverão receber o plantio de mudas de espécies ornamentais 
bem como vegetação pendente ou trepadeira. Já a face do reaterro deverá receber 
o plantio de placas de leiva e amendoim forrageiro. 
Em seguida, a sinalização definitiva pode ser executada, contemplando 
apenas a pintura das faixas que foram removidas ou danificadas durante a obra. 
Além disso, o restante das obras complementares pode ser executado, como a 
reconstrução da parada de ônibus demolida para execução da drenagem, 
movimentação dos postes para a posição original, enleivamento nos 
passeios/canteiros. Em seguida, a sinalização provisória pode ser removida. 
As patologias ocorridas em decorrência da ruptura ocorrida ou da execução 
da obra causadas às propriedades lindeiras devem ser devidamente corrigidas. É 
importante que esta etapa seja tardia (após a finalização de todas as etapas de 
terraplenagem) para que todas as eventuais movimentações do terreno já tenham 
ocorrido. 
O material de sobra deve ser disposto em bota-fora específico durante toda 
a execução da obra, devendo, ao final, receber os tratamentos indicados. Devem 
 
PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 
120 
ser realizadas compensações dos cortes de árvores e arbustos na região da obra 
com plantio de mudas na faixa de domínio, preferencialmente nos bota-foras. 
 
 
 
PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 
121 
15. COMPONENTE AMBIENTAL 
15.1. Introdução 
É bastante comum que obras de contenções já serem caracterizadas como 
passivos ambientais. Não é diferente para a obra citada aqui que constitui a 
estabilização de um talude na ERS-122. 
Face ao pequeno porte da obra em questão e à inexistência de exigência de 
EIA/RIMA, o Plano Básico Ambiental se limitará a indicar ações de cunho ambiental 
a serem implementadas antes, durante e depois da execução do empreendimento, 
com vistas ao atendimento aos preceitos de preservação ambiental e 
desenvolvimento sustentável. 
Recomenda-se que, a despeito das orientações aqui apresentadas, sejam 
mantidos contatos e consultas com órgãos e entidades ambientais, tais como 
FEPAM, IBAMA, etc., para o pleno cumprimento do trato ambiental do 
empreendimento. 
A necessidade de compensação ambiental por eventual supressão vegetal 
complementará o projeto em volume complementar. 
15.2. Ações Ambientais 
A Tabela a seguir apresenta as ações de cunho ambiental a serem 
implementadas antes, durante e após o empreendimento, indicando-se, inclusive, 
a competência de cada uma delas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 
122 
Item Descrição Competência 
1 SERVIÇOS PRELIMINARES 
1.1 Obter autorizações para desmatamento do IBAMA ou órgão 
correspondente 
Empreiteira e 
Contratante 
1.2 Evitar o desmatamento e limpeza dos terrenos fora dos limites 
estritamente necessários 
Empreiteira 
1.3 Preservar as árvores de grande porte ou de interesse paisagístico 
e biológico 
Empreiteira e 
Contratante 
1.4 O material do desmatamento e da limpeza do terreno não pode 
ser lançado dentro de talvegues e de corpos d´água. 
Empreiteira 
1.5 Não devem ser utilizados explosivos, agentes químicos, 
processos mecânicos não controlados ou queimadas para a 
realização de desmatamento e limpeza de terrenos. 
Empreiteira 
1.6 Utilizar os solos orgânicos para recobrimento de áreas estéreis 
exploradas e/ou áreas adjacentes, caso possam receber a 
aplicação de tais tipos de material 
Empreiteira 
2 TERRAPLANAGEM 
2.1 Dispor preferencialmente o material de bota-fora como 
alargamento dos aterros do corpo estradal ou como bermas, ou 
em áreas já degradas. 
Empreiteira 
2.2 Não depositar nenhum material de bota-fora em terreno de 
propriedade privada, sem autorização do proprietário e somente 
após da fiscalização da obra. 
Empreiteira 
2.3 Não depositar nenhum material de bota-fora em mananciais, 
talvegues e áreas de preservação ecológica 
Empreiteira 
2.4 Executar compactação em todo o volume de bota-fora e procurar 
reconformar a superfície da área de deposição, providenciando a 
cobertura vegetal à paisagem local. 
Empreiteira 
2.5 Cobrir a superfície dos taludes de corte em 1ª ou 2ª categoria 
com vegetação ou outro método de proteção, controlando a pega 
e avaliando a necessidade de repasse. O revestimento deve ser 
complementado por biomantas quando da ocorrência de 
declividades muito acentuadas ou de solos de alto potencial 
erosivo ou aquilo que consta em projeto. 
Empreiteira 
2.6 Combater a adequação dos dispositivos de drenagem quando à 
proteção de erosões ou ocorrências de instabilidades nos taludes 
de cortes e aterros. 
Empreiteira 
 
PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 
123 
Item Descrição Competência 
2.7 Harmonizar os taludes com a topografia. Empreiteira 
2.8 Deixar as cristas de taludes sem arestas vivas, fazendo uma 
concordância por meio de um arco de circunferência. 
Empreiteira 
2.9 Se existirem aterros de encontro de pontes e aterros que 
apresentem faces de contato com o corpo hídrico, estes serão 
realizados contemplando medidas de proteção contra processos 
erosivos e desmoronamento até a cota de cheia máxima. 
Empreiteira 
2.9 Priorizar o uso de materiais para aterro provenientes de jazidas 
comerciais, devidamente licenciadas, ou de escavações inerentes 
à própria obra. 
Empreiteira 
2.10 Remover as camadas de lama no trajeto dos equipamentos, 
quando ocorrer. 
Empreiteira 
2.11 Aspergir água nos trechos poeirentos, quando da ocorrência de 
nuvens de poeira com perigo de acidentes. 
Empreiteira 
2.12 Cobrir as caçambas com lona ou tela durante o trajeto dos 
caminhões e remover eventual material que venha a tombar 
sobre a pista. 
Empreiteira 
2.13 As operações de corte em rocha, com uso de explosivos, deverão 
ser executados segundo plano de fogo previamente aprovado, de 
acordo com a legislação específica do Ministério da Defesa. 
Empreiteira 
3 DRENAGEM 
3.1 Respeitar a linha natural de drenagem, a fim de evitar obstruções 
e desvio das águas. 
Empreiteira 
3.2 Construir e desobstruir valetas de proteção de cortes e aterros, a 
fim de garantir o fluxo normal das águas. 
Empreiteira 
3.3 Executar sarjetas revestidas ou não, com objetivo de evitar danos 
à obra, tais como erosão, etc. 
Empreiteira 
3.4 Executar descidas de água em cortes e aterro, quando 
necessárias, visando a condução das águas superficiais para 
locais que não danifiquem o corpo estradal e áreas adjacentes. 
Verificar comportamento podendo prolongá-las caso necessário. 
Empreiteira 
3.5 Executar dissipadores de energia. Empreiteira 
3.6 Executar valas de escoamento. Empreiteira 
 
PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 
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Item Descrição Competência 
3.7 Todo material excedente de escavação deverá ser removido das 
proximidades dos dispositivos de drenagem, cuidando-se ainda 
que este material não seja conduzido para os cursos d´água. 
Empreiteira 
3.8 Proteger as entradas e saídas de bueiros com o plantio de 
árvores ou gramíneas. 
Empreiteira 
3.9 Depois de cada período de chuva, ou diariamente em caso de 
período prolongado, inspecionar os dispositivos de drenagem, 
controle de erosão e assoreamento, para corrigir possíveis 
deficiências. 
Empreiteira 
4 SINALIZAÇÃO 
4.1 Executar a sinalização adequada na fase de construção, 
seguindo projeto específico. 
Empreiteira 
4.2 Quando existir vegetação de porte ou de interesse paisagístico e 
biológico no local previsto para implantação de sinalização, esta 
deverá ser deslocada para posição mais próxima possível, sem 
prejuízo da emissão da mensagem. 
Empreiteira 
5 RECUPERAÇÃO DAS ÁREAS DE APOIO E ENTREGA DA 
OBRA 
 
5.1 Reconformar a topografiade todas as áreas utilizadas durante a 
construção, conforme os terrenos adjacentes, mediante 
atenuação dos taludes e reordenação das linhas de drenagem. 
Empreiteira 
5.2 Recuperar mediante reposição de solo orgânico, as áreas 
utilizadas na fase de obras. 
Empreiteira 
5.3 Remover todas as sobras de materiais abandonados, demolir e 
remover os remanescentes de estruturas. 
Empreiteira 
5.4 No caso de uso de áreas de apoio fora da faixa de domínio, ao 
final da sua utilização solicitar vistoria pelos técnicos dos órgãos 
ambientais competentes para devolução ao seu titular, através de 
“Termo de Encerramento e Devolução ou Recebimento”. 
Empreiteira 
5.5 Ao final da obra, proceder Vistoria envolvendo todos os entes 
envolvidos, inclusive da área ambiental, e gerar Termo de 
Recebimento Definitivo da Obra. 
Empreiteira e 
Contratante 
 
 
PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 
125 
15.3. Áreas de Bota-fora 
Os materiais rejeitos das obras de escavação serão dispostos em locais de 
bota-fora, de preferência próximo à obra. Dar-se-á preferência à disposição de 
rejeitos em locais dentro da faixa de domínio. 
Todas as áreas de disposição apresentarão um levantamento topográfico 
anterior e posterior à deposição a ser realizado pela Fiscalização. A Figura 15-1 e 
a Figura 15-2 apresentam uma seção e uma planta baixa típicas, respectivamente. 
Os desenhos são apenas ilustrativos para estimativas de custos de execução. 
Os locais de aterro para material de bota-fora serão preparados para receber 
o volume de material. Dependendo das condições topográficas locais será 
necessário a execução de sistema de drenagem interno e ou superficial. Ao final 
da capacidade limite do aterro, ou ao final das obras, a disposição final receberá 
vegetação com plantio de grama e espécies vegetais. 
Ainda, a indicação de repovoamento vegetal, fruto de supressões por 
necessidade construtiva da obra, a empreiteira tem a opção de alocar as mudas 
dentro da área de áreas de bota-fora como medida harmônica de recuperação da 
área ora degradada. 
 
Figura 15-1 – Seção típica da disposição de um aterro de bota-fora. 
 
PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 
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Figura 15-2 – Planta baixa típica da disposição de um aterro de bota-fora. 
 Como recomendação e para levantamento de custos de execução, foram 
definidos dois locais de bota-fora próximos à obra. O bota-fora 1 pode ser 
observado na Figura 15-3, com coordenadas UTM aproximadas E:469.078 e 
S:6.723.124. O bota-fora 2 pode ser observado na Figura 15-4, com coordenadas 
UTM aproximadas E:468.151 e S:6.723.586. 
 
Figura 15-3 – Vista aérea do bota-fora 1 (Google Earth). 
 
PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 
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Figura 15-4 – Vista aérea do bota-fora 2 (Google Earth). 
O bota-fora 1 apresenta capacidade máxima de aproximadamente 4.180m³ 
e o bota-fora 2 de 2.670m³. A capacidade total dos dois bota-foras é de 6.850m³. 
Recomenda-se, portanto, que os volumes de materiais sejam divididos entre os 
dois bota-foras. 
15.4. Concepções de cunho ambiental nos projetos geotécnicos 
No projeto executivo prevê-se a execução de serviços de revegetação. Tais 
serviços contemplam a reconstituição da vegetação através da fixação reforçada 
de vegetação nos taludes de escavação e taludes desnudados das áreas que 
contemplam as obras de engenharia. Além disso, sugere-se a realização de um 
trabalho de paisagismo vinculado ao muro a ser construído, semelhante ao indicado 
nas pranchas de projeto. 
Os serviços de revegetação contemplam o plantio de mudas e semeação. A 
recomposição vegetal na faixa de domínio será abordada com detalhes no projeto 
executivo. 
A revegetação está inserida nos projetos geotécnicos e de drenagem, pois 
integram o sistema de contenção como um todo, principalmente no que tange a 
proteção contra erosão dos taludes. 
O laudo de cobertura vegetal e de reposição florestal pode ser visualizado 
em volume complementar ao projeto. 
 
 
 
 
 
 
PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 
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16. ARTS DA EQUIPE TÉCNICA 
COORDENAÇÃO DOS TRABALHOS 
 
PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 
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PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 
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PROJETOS 
 
 
 
 
 
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ANEXO A – ENSAIOS DE CAMPO (SONDAGENS SPT) 
 
 
PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 
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PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 
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ANEXO B – ENSAIOS DE LABORATÓRIO – AMOSTRA INDEFORMADA 
 
 
PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 
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ANEXO C – ENSAIOS DE LABORATÓRIO – AMOSTRA DEFORMADA 
 
 
PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 
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17. TERMO DE ENCERRAMENTO 
A Azambuja Engenharia e Geotecnia Ltda. apresenta o relatório referente à 
elaboração do projeto de estabilização e reconstrução do talude de corte localizado 
na ERS-122 km 7+600 (lado esquerdo). Este volume contém 165 páginas 
numeradas sequencialmente. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Eng. Eduardo Azambuja 
Coordenador Geral CREA\RS: 79032-D 
Azambuja Engenharia e GeotecniaFeldspatos sódicos ou cálcicos tendem a gerar argilas expansivas 
 
PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 
14 
(esmectitas), enquanto que feldspatos potássicos tendem a gerar argilas menos 
expansivas (ilitas). As argilas expansivas serão potencialmente mais presentes no 
horizonte C do que no horizonte B em função da maior evolução pedogenética. 
Esses solos residuais sofrem processos pedogenéticos de eluviação e 
iluviação, de perda e de adição de material, respectivamente. O agente causador 
principal deste fenômeno é o fluxo de água de infiltração no solo causando 
lixiviação de minerais hidrossolúveis através dos vazios das camadas mais 
superficiais (eluviação). O material lixiviado é, portanto, depositado nas camadas 
inferiores (iluviação). 
O movimento de massa desenha uma ruptura rotacional ou planar cujo 
catalizador principal foram as condições de chuvas que ocorreram e culminou nos 
dias que antecederam este acidente geotécnico. 
4.2. Influência da precipitação 
Dificilmente são observadas rupturas de taludes ou encostas rodoviárias, 
que não sejam impulsionadas por elevadas precipitações ou também por períodos 
de precipitações prolongados. 
O problema essencial da estabilidade da encosta em questão está 
relacionado diretamente com os períodos de chuvas prolongadas, não 
necessariamente intensas. 
Os solos residuais de arenito onde a ruptura ocorreu, apresentam avançado 
grau de alteração em relação à rocha de origem. Assim, este horizonte caracteriza-
se pela homogeneidade, não apresentando muitas estruturas ou texturas herdadas 
da rocha matriz. Além disso, são porosos nas camadas superficiais pelo fenômeno 
da eluviação, o que cria uma barreira pouco permeável em sua parte mais inferior. 
Esta barreira proporciona um caminho para a água superficial que infiltra facilmente 
no solo superficial mais poroso. 
Sabidamente, solos homogêneos com coesão expressiva conduzem a 
movimentos de característica rotacional, ou seja, com superfícies potenciais de 
ruptura com geometria curva com raio assumidamente constante. Quanto maior a 
participação da coesão, maior a curvatura (menor raio de curvatura em relação à 
altura do talude). De fato, essas rupturas rotacionais têm sido motivo de 
preocupação e manifestam-se em escorregamentos de grandes massas, pois só 
ocorrem em taludes altos e com geometria muito agressiva (muito íngremes). 
Os solos porosos maduros possuem a resistência ao cisalhamento 
fortemente dependente da sucção. A sucção, por sua vez, decorre principalmente 
da formação de meniscos capilares nos poros do solo e é dependente da umidade. 
Durante os períodos de menor pluviosidade, a umidade dos solos, 
principalmente próximo à superfície, permanece baixa e a sucção pode atingir 
valores altos. Com tal efeito, a coesão aparente dos solos (se considerada a poro-
pressão como nula), atinge valores mínimos de 14 kPa, o que confere a 
estabilidade dos taludes verticais existentes conformados pela ruptura. 
 
PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 
15 
A título de demonstração, a expressão empírica para cortes verticais 
estáveis pode ser empregada para uma coesão de 14 kPa, assumindo-se um 
ângulo de atrito interno de 30° e um peso específico natural de 17kN/m³, fornecendo 
o seguinte resultado: 
ℎ𝑐𝑟𝑖𝑡 =
4 ∙ 𝑐𝑎𝑝
𝛾 ∙ tan⁡(45° −
𝜑
2)
=
4 ∙ 14𝑘𝑃𝑎
16𝑘𝑁/𝑚3 ∙ tan⁡(45° −
30°
2 )
= 5,5⁡𝑚 
Ou seja, para que os taludes de 5,5m verticais da região da obra 
permaneçam aparentemente estáveis, a coesão aparente mínima seria de 14 kPa. 
Isso se a sucção pudesse ser mantida em uma massa significativa de solo durante 
os períodos de estiagem. 
4.3. Conclusão do diagnóstico 
A rodovia encontra-se atualmente operacional no trecho da obra apesar do 
problema de estabilidade, no entanto, há risco de novas rupturas que possam 
interditar a rodovia futuramente. 
Já as propriedades lindeiras apresentaram patologias em decorrência dos 
movimentos relatados, podendo ser comprometidas com a possível ocorrência de 
novas rupturas. 
Como se pode notar, não há causa única para a ocorrência da ruptura. O 
fato é que o conjunto de fatores, dentre eles geológicos e hidrológicos cooperaram 
para ativação do movimento de massa. 
O diagnóstico foi conclusivo com a investigação geotécnica que será 
apresentada no capítulo 6. 
 
PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 
16 
5. CONCEPÇÃO DA SOLUÇÃO 
A solução definida consiste em uma junção de 3 tipos de estruturas de 
contenção: muro de gabião, muro de solo reforçado e cortina atirantada inclinada. 
O muro de gabião consiste em gabiões-caixa com malha hexagonal de dupla 
torção preenchidas com pedra de mão arrumada. 
O muro de solo reforçado constitui de reforços metálicos com malha 
hexagonal de dupla torção e faceamento em gabiões caixa com a mesma malha 
metálica. O preenchimento também é realizado com pedra de mão arrumada. 
A cortina atirantada inclinada consiste em uma placa de concreto armado 
inclinada com tirantes monobarra ancorados em solo. 
A obra pode ser dividida em 4 setores com soluções distintas: 
 Setor 1: muro de gabião e muro de solo reforçado; 
 Setor 2: muro de gabião, muro de solo reforçado e cortina atirantada; 
 Setor 3: muro de gabião. 
Para a execução dessas obras serão necessárias escavações que avançam 
no máximo até o acostamento da rodovia. 
Uma seção tipo da solução próxima ao eixo de ruptura pode ser visualizada 
na Figura 5-1. As demais seções tipo podem ser visualizadas nas pranchas. 
 
Figura 5-1 – Seção tipo da solução adotada (setor 2). 
 Em linhas gerais, após a construção do acesso, inicia-se a construção da 
cortina atirantada que será essencial para evitar maiores patologias da residência 
lindeira durante os trabalhos de escavação e execução dos muros. 
 
PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 
17 
 Em seguida, inicia-se a escavação da chave granular em nichos. Ou seja, 
quando atingido o fundo da escavação no nicho, inicia-se o preenchimento da 
mesma (chave granular) para estabilização parcial, em seguida, a construção do 
muro de contenção de forma a estabilizar o corte realizado. Essa sequencia é 
repetida diversas vezes e deve seguir as indicações da sequencia construtiva nas 
pranchas de projeto. 
 As escavações não devem ser realizadas em períodos de elevada umidade, 
ou seja, em dias chuvosos e em alguns dias subsequentes pela perda abrupta de 
resistência do material quando saturado. 
 Com os reaterros finalizados procede-se com a execução dos dispositivos 
de drenagem, proteção contra erosão dos reaterros e plantio de mudas de espécies 
selecionadas com fim paisagístico. 
 Por fim devem ser realizadas compensações dos cortes de árvores e 
arbustos na região da obra com plantio de mudas na faixa de domínio O material 
de sobra deve ser disposto em bota-fora específico. As patologias ocorridas em 
decorrência da ruptura ocorrida ou da execução da obra causadas às propriedades 
lindeiras devem ser devidamente corrigidas. 
 Para maiores detalhes de sobre a sequencia de execução da obra, ver o 
Plano de Ataque no Capítulo 13.4 deste relatório e a sequencia construtiva nas 
pranchas de projeto. 
 
 
PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 
18 
6. ESTUDOS TOPOGRÁFICOS 
6.1. Cadastramento topográfico 
Os serviços de campo executados nos estudos topográficos tiveram por 
objetivo avaliar as condições atuais dos terrenos dos pontos descritos 
anteriormente. De modo geral, buscou-se uma caracterização do relevo existente 
bem como o cadastro dos principais elementos interferentes nos acidentes 
geotécnicos. 
Para tais levantamentos utilizou-se como equipamento a estação total com 
precisão de três casas decimais. Nos pontos com facilidade de acesso utilizou-se 
o prisma reflexivo. Já nos os pontos de difícil acesso foram feitas mediçõescom 
laser. 
De forma prioritária, foram cadastrados, quando existentes os seguintes 
elementos: 
Dispositivos de drenagem: bueiro, alas, caixa coletora, canaleta, sarjeta, 
rápido meia-cana, descida d’água em degraus, acúmulo d’água, caminho d’água e 
drenagens de obra de contenção. 
Elementos do terreno natural: pé de talude, crista de talude, acesso local, 
limites de ruptura e erosão, limites de vegetação fechada, árvores de grande porte 
e regiões de matacão. 
Elementos do corpo estradal: eixo da rodovia, borda da pista direita, borda 
da pista esquerda, borda do acostamento direito, borda do acostamento esquerdo, 
defensas metálicas, meio-fio e placas de trânsito. Além de edificações e postes da 
rede de transmissão elétrica. 
Estruturas de contenção: muros de gabião e cortinas atirantadas. 
O cadastro topográfico ainda estendeu o levantamento do bordo da rodovia, 
em todos os locais de análise para uma melhor representação do traçado existente. 
 
6.2. Homologação dos Marcos de Referência 
 
Para referenciar o levantamento, foram implantados 2 (dois) marcos de 
referência no canteiro central da rodovia ERS-122, nos extremos da obra. 
 
As tabelas a seguir apresentam as coordenadas topográficas dos marcos 
geodésicos locados ao longo do trecho da rodovia. Além disso, foi locada a placa 
indicativa de quilometragem do km 8 da rodovia. Uma vez que se conheçam as 
coordenadas georreferênciadas dessa placa, é possível georreferenciar todos os 
desenhos de projeto. 
 
 
 
PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 
19 
Tabela 6.1 – Coordenadas topográficas arbitrárias de pontos de referência. 
 
 
 
PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 
20 
7. ESTUDOS GEOLÓGICOS 
 
De acordo com a carta geológica do Brasil ao milionésimo da Companhia de 
Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM), o local de projeto está classificado como 
arenito da Formação Botucatú (J3K1bt) do Grupo São Bento (J3K1sb). O material 
é descrito como arenito fino a grosso de coloração avermelhada, grãos bem 
arredondados e com alta esferecidade, dispostos em sets e/ou cosets de 
estratificações cruzadas de grande porte. O ambiente é continental desértico com 
depósitos de dunas eólicas. 
 
Na Figura 7-1 o local de projeto é situado no mapa geológico. 
 
 
Figura 7-1 – Mapa Geológico do CPRM. 
 
 
PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 
21 
8. INVESTIGAÇÃO GEOTÉCNICA 
8.1. Ensaios de campo 
Foram executadas quatro sondagens a percussão que auxiliaram na 
interpretação dos perfis estratigráficos, tanto nas seções transversais à pista, 
quanto no perfil paralelo à pista. As localizações destes pontos podem ser 
observadas na planta de topografia do projeto. 
Uma seção transversal foi utilizada para a realização da retroanálise e da 
análise de estabilidade próxima eixo da ruptura. 
A seção transversal utilizada para a análise de estabilidade com base nas 
observações de campo, no cadastro topográfico e também execução das 
sondagens pode ser visualizado na Figura 8-1. 
 
Figura 8-1 – Seção transversal mostrando provável perfil geológico/geotécnico. 
Os quatro boletins de sondagem podem ser visualizados no Anexo A. 
8.2. Ensaios de laboratório 
A campanha de ensaios de laboratório tem por finalidade: a caracterização 
do solo em que a ruptura ocorreu e a caracterização de possível solo de jazida para 
uso em reaterro. 
 
PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 
22 
8.2.1. Caracterização do solo rompido 
Foi realizada a retirada de dois blocos indeformados nos taludes verticais 
pós-ruptura, ou seja, a amostragem foi realizada em solo intacto. 
Os ensaios foram determinados com foco na obtenção da resistência ao 
cisalhamento, permeabilidade e sucção do solo em que a ruptura ocorreu. Os 
ensaios consistem em: 
 Ensaio de cisalhamento direto lento na umidade natural para três tensões 
normais (50, 100 e 200 kPa); 
 Ensaio de cisalhamento direto lento inundado/saturado para três tensões 
normais (50, 100 e 200 kPa); 
 Determinação da umidade e densidade natural; 
 Determinação do peso específico real dos grãos; 
 Determinação do coeficiente de permeabilidade a carga variável; 
 Análise granulométrica com peneiramento e sedimentação (com 
defloculante); 
 Análise granulométrica com peneiramento e sedimentação (sem 
defloculante); 
 Determinação da capacidade de retenção de água (sucção com 3 
umidades diferentes). 
Os ensaios podem ser visualizados no Anexo B. 
8.2.2. Caracterização de possível material de jazida 
Foi realizada a retirada de amostras deformadas de solo de jazida da RS-
122 km 8, próxima à obra. 
Os ensaios foram determinados com foco na obtenção da curva de 
compactação para definição da umidade ótima e resistência ao cisalhamento da 
amostra compactada em cilindro de ensaio de CBR. Os ensaios consistem em: 
 Ensaio de compactação (energia Proctor normal); 
 Determinação do limite de liquidez e de plasticidade; 
 Teor de umidade natural; 
 Ensaio de cisalhamento direto lento inundado/saturado para três tensões 
normais (50, 100 e 200 kPa) com a amostra moldada no cilindro de CBR. 
Os ensaios podem ser visualizados no Anexo C. 
 
 
PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 
23 
8.2.1. Representatividade dos ensaios de laboratório 
 
Salienta-se que as retroanálises possuem representatividade superior aos 
ensaios de laboratório realizados, pelo menos em termos de resistência ao 
cisalhamento. 
 
Ensaios de laboratório fornecem valores pontuais de amostras pequenas em 
comparação com a escala real do problema, estando assim propícios a demonstrar 
características singulares da região de onde foi retirada a amostra, que podem não 
representar toda a massa de solo. Os ensaios de cisalhamento direto, ainda são 
caracterizados por cisalharem a amostra em uma seção pré-definida, que, não 
necessariamente, apresenta os menores parâmetros de resistência. 
 
Por outro lado, as retronálises representam o problema em escala real, 
ignorando singularidades geológicas, pedológicas e geotécnicas. Os cálculos são 
realizados por métodos rigorosos de equilíbrio limite, e, além disso, é possível a 
realização de análises paramétricas com alteração das condições de saturação, 
por exemplo. 
 
Logo, os parâmetros obtidos pelas retroanálises foram considerados como 
representativos para este projeto. 
 
8.2.1. Comentários sobre a análise granulométrica 
 
Para a amostra indeformada, foram realizadas análises granulométricas com 
peneiramento e sedimentação com e sem uso de defloculante. Ou seja, com e sem 
a desagregação da macroestrutura proveniente da cimentação das partículas finas. 
Assim, os ensaios apresentaram curvas distintas principalmente na região de 
argilas e siltes, fato relacionado com a existência de grumos de partículas finas que 
são desagregados quando utilizado defloculante e permanecem intactos quando 
utilizada água. Logo, muitos dos grãos classificados como “areias” são, em 
verdade, grumos de argila/silte e não de quartzo no caso em que o defloculante 
não é utilizado. 
 
A comparação das curvas pode ser visualizada na Figura 8-2. 
 
PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 
24 
 
Figura 8-2 – Comparação da curva granulométrica com e sem uso de defloculante. 
 
 
 
PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 
25 
9. ESTUDOS HIDROLÓGICOS E HIDRÁULICOS 
9.1. Estudos hidrológicos 
A equação de chuvas utilizada para o dimensionamento foi proposta por 
Bemfica et al (2000) com base em dados do posto pluviográfico Aeroporto, em 
Porto Alegre e está apresentada a seguir. 
𝑖𝑚á𝑥 =
826,806 ∙ 𝑇𝑟0,143
(𝑡𝑑 + 13,326)0,793
 
Onde: 
𝑖𝑚á𝑥: Intensidade média máxima da chuva (em mm/h); 
Tr: Período de retorno (em anos); 
td: Duração da chuva(em minutos). 
A solução escolhida para realizar a drenagem da região envolve uma 
combinação entre sarjeta e bueiro, sendo que cada um dos elementos recebe uma 
contribuição diferente e tem variações na metodologia de dimensionamento. 
9.1.1. Características das Bacias de Contribuição 
Para delimitação das bacias de contribuição, foram utilizadas imagens de 
satélite provenientes do Google Earth e dados relativos ao relevo obtidos no site do 
projeto TOPODATA, do INPE. A divisão entre as bacias foi feita com base em uma 
estimativa do sentido do escoamento superficial, buscando manter dentro de uma 
mesma área uma uniformidade no uso do solo. 
Para a definição dos coeficientes de escoamento superficial ou run-off, C, 
foram avaliadas as características das áreas em questão com relação às suas 
permeabilidades e à cobertura do solo. Os valores em que se baseou a definição 
foram propostos pelo Manual de Drenagem de Rodovias do DNIT (2006) e o 
Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem do DNIT (2005). 
A delimitação das bacias hidrográficas, com seus respectivos coeficientes de 
escoamento superficial C, está apresentada na figura a seguir. 
 
 
PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 
26 
 
Figura 9-1 – Áreas contribuintes e coeficientes de Run-off 
9.1.2. Tempo de Recorrência (Tr) 
O Tempo de Recorrência, ou Tempo de Retorno, ou ainda Período de 
Retorno, é o intervalo de tempo médio estimado para que uma determinada 
precipitação seja igualada ou excedida. É fixado em função do grau de segurança 
desejado para a obra. 
A instrução de serviço IS-203 – Estudos Hidrológicos das Diretrizes Básicas 
para Elaboração de Estudos e Projetos Rodoviários do DNIT (2006) recomenda o 
dimensionamento de bueiros tubulares para condições críticas de escoamento, 
dimensionando-o como canal e verificando-o como orifício. Dessa forma, o tempo 
de recorrência (Tr) para o dimensionamento de canal é de 15 anos e para a 
verificação como orifício, usa-se Tr de 25 anos. 
Dispositivos de drenagem superficial devem ser dimensionados com um 
tempo de recorrência entre 5 e 10 anos. 
9.1.3. Tempo de concentração (Tc) 
O tempo de concentração (Tc) é o tempo que uma gota teórica de uma 
precipitação leva para percorrer a distância entre o ponto mais afastado até a saída 
da bacia (exutório). Para este estudo, o tempo de concentração foi obtido a partir 
da equação de Kirpich modificada: 
𝑇𝑐 = 1,42 (
𝐿3
𝛥𝐻
)
0,385
 
 
PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 
27 
Onde: 
TC: Tempo de concentração (em horas); 
L: Comprimento de talvegue (em quilômetros); 
𝛥H: Diferença de cotas entre o início e o fim do talvegue (em metros) 
O tempo de concentração mínimo estabelecido para bueiros é 10 minutos e 
para drenagem superficial é de 5 minutos. 
9.1.4. Vazão de Dimensionamento 
Com as informações sobre intensidade da chuva e área de contribuição 
obtidas nos itens 9 e 9.1.1 é possível calcular a vazão de projeto. 
Bacias consideradas pequenas, com menos de 4 km², têm sua vazão de 
projeto determinada através do Método Racional, aplicando-se a seguinte fórmula: 
𝑄 =
𝐶 ∙ 𝑖 ∙ 𝐴
3,6
 
Onde: 
Q = Vazão (em m3/s); 
C = Coeficiente de escoamento superficial ou run-off 
(adimensional); 
i = Intensidade média de precipitação (em mm/h); 
A = Área da bacia de contribuição (em km2). 
9.2. Dimensionamento Hidráulico 
Tomou-se a decisão de substituir todos dispositivos de drenagem 
compreendidos na região da obra, pois os dispositivos que atualmente existem ou 
são insuficientes ou sofreram degradações físicas. 
O dimensionamento dos dispositivos de drenagem segue as recomendações 
do Manual de Drenagem de Rodovias do DNIT (2006). 
As bacias de contribuição consideradas para cada dispositivo de drenagem 
foram caracterizadas por uma soma de suas áreas e uma média ponderada de 
seus coeficientes de Run-off, C. 
 
PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 
28 
9.2.1. Valetas e sarjetas 
A sarjeta que acompanha a borda da pista tem uma extensão de 152m, 
terminando em uma caixa coletora que faz a transferência do fluxo para o bueiro. 
Para essa sarjeta, as áreas contribuintes consideradas para o dimensionamento 
foram as áreas A1 e A2. 
A valeta no topo do talude recebe somente águas da região de A1 que está 
acima desta, mas para fins de dimensionamento, e sendo a favor da segurança, 
considerou-se que toda a área A1 é contribuinte. 
A sarjeta que se localiza logo ao pé do talude projetado deve receber 
contribuição somente da região compreendida entre esta e a valeta do alto, 
chamada de A7. 
O cálculo da vazão de dimensionamento pelo método racional está explicitado 
na tabela a seguir 
Tabela 9.1 – Vazão de dimensionamento para drenagem superficial 
 
 
A capacidade de vazão das sarjetas e valetas é obtida a partir da associação 
das equações de Manning e da Continuidade. 
 
𝑄 = 𝑣 ∙ 𝐴 (equação da continuidade) 
𝑣 =
1
𝑛
∙ 𝑅𝐻
2
3 ∙ 𝐼
1
2 (equação de Manning) 
I Q
TR=10 TR=10
(km 2) (km) (m) (min) (mm/h) (adm) (m 3/s)
Borda da 
pista
A1+A2 0,023 0,4 5,0 18,14
RACIONAL 
(AO
 D
N
IT
 
O
U
 A
D
A
P
T
A
D
O
)
COTA DO 
GREIDE
TALUDES 
LATERAIS 
(1:H)
C
O
E
F
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R
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G
O
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ID
A
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D
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L
O
C
ID
A
D
E
 S
E
Ç
Ã
O
 
P
A
R
C
IA
L
(m) (m) (m²) (m) (m) m/s (m³/s) (m) (m³/s) (m²) (m) (m) m/s
Borda da 
pista
0,00 0,30 0,15 1,19 0,13 2,48 0,37 0,93 SUFICIENTE 0,2923 0,3483 1,00 0,1424 1,16 0,12 2,44 SUFICIENTE
Topo do 
talude
0,13 0,17 0,13 1,08 0,12 2,41 0,32 0,87 SUFICIENTE 0,1572 0,2763 1,00 0,1190 1,04 0,11 2,32 SUFICIENTE
Pé do 
talude
0,00 0,20 0,08 0,77 0,10 2,19 0,18 0,05 SUFICIENTE 0,0401 0,0093 1,00 0,0096 0,31 0,03 0,96 SUFICIENTE
P
O
S
IÇ
Ã
O
 D
O
 D
IS
P
O
S
IT
IV
O
(Q
T
R
=
1
0
/ 
V
A
Z
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 C
A
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A
L
 
S
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Ã
O
 P
A
R
C
IA
L
) 
=
 1
V
E
R
IF
IC
A
Ç
Ã
O
DIMENSIONAMENTO - CANAL VERIFICAÇÃO VELOCIDADE
Q
T
R
=
1
0
/ 
V
A
Z
Ã
O
 C
A
N
A
L
V
E
R
IF
IC
A
Ç
Ã
O
 
PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 
31 
Tabela 9.3 – Vazões de dimensionamento do bueiro 
 
As tabelas a seguir apresentam todo o dimensionamento e verificação do 
bueiro, como canal para uma vazão de projeto com período de retorno (Tr) de 15 
anos e como orifício para um período de retorno de 25 anos. 
 
Tabela 9.4 – Dimensionamento do bueiro 
 
 
A verificação conclui que o bueiro de diâmetro 80cm é hidraulicamente 
suficiente. 
 
TR=25 TR=15 TR=25 TR=15
Ø (m) m n (%) (km 2) (km) (m) (min) (mm/h) (mm/h) (m 3/s) (m 3/s) (m³/s) (m/s) (%)
1 BSTC 0,8 37 0,015 2 A1+A2 0,023 0,45 5,0 18,14 85,03 79,04 0,72 0,397 0,369 0,88 2,29 0,80
SUFICIENTE - 
REGIME 
SUPERCRÍTICO
2 BSTC 0,8 37 0,015 2
A1+A2+A3+
A5+A6
0,047 0,43 26,0 10,00 107,80 100,20 0,63 0,888 0,826 0,88 2,29 0,80
SUFICIENTE - 
REGIME 
SUPERCRÍTICO
3 BSTC 0,8 49 0,015 4
A1+A2+A3+
A4+A5+A6
0,048 0,47 28,0 10,00 107,80 100,20 0,64 0,915 0,851 0,88 2,29 0,80
SUFICIENTE - 
REGIME 
SUPERCRÍTICO
REGIME CRÍTICO
Á
R
E
A
S
 
C
O
N
T
R
IB
U
IN
T
E
S
Q
MÉTODO DE CÁLCULO - RACIONAL (A Qtr=10 
para todos os casos. 
Tabela 9.5 – Verificação das descidas em degrau. 
 
 
Qtr=10 Decliv. L H Q
(m³/s) (V:H) (m) (m) (m³/s)
A1 0.276 1:1.5 0.6 0.44 0.351
A1 0.276 1:2.5 0.8 0.41 0.407
A1 0.276 1.5:1 0.6 0.66 0.672
A1 0.276 1.125:1 0.6 0.53 0.468
Bacia de 
contribuição
 
PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 
33 
10. DIMENSIONAMENTO GEOTÉCNICO 
O dimensionamento geotécnico inicia com a retroanálise e posteriormente 
realiza-se as análises de estabilidade com base nos parâmetros obtidos a partir da 
representação do modelo da ruptura. 
10.1. Retroanálise de estabilidade 
As hipóteses tomadas para as retroanálises foram: 
a) A geometria original da seção de retroanálise pode ser aproximada a 
partir das seções não atingidas pela ruptura; 
b) A superfície de ruptura tem posição aproximadamente conhecida; 
c) O nível freático encontrado durante a realização das sondagens não 
representa de forma satisfatória as frentes de saturação na superfície do 
terreno; 
d) A razão de poropressão (ru) representa de forma satisfatória as frentes 
de saturação superficiais; 
Com estas hipóteses, criou-se os modelos computacionais, através do 
software Slope/W da GeoStudio, para encontrar a superfície de ruptura compatível 
com aquela encontrada em campo. Os cálculos reduzem-se a equações iterativas 
de equilíbrio limite. Nesta ocasião, foi escolhido o método rigoroso de cálculo de 
Morgestern-Price que é fundamentado no equilíbrio de forças e momentos. 
A representação gráfica do modelo pode ser observada na Figura 10-1. 
 
 
PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 
34 
 
Figura 10-1 – Retroanálise após ruptura no km 7+600. 
As retroanálises foram realizadas para variações de ru de 0 a 0,2. Uma vez 
que não existe uma única combinação de parâmetros de resistência e ru que 
resultem em FS=1, adotou-se o par de parâmetros de resistência para ru=0,1, e foi 
mantida a coerência nas demais análises. 
As retroanálises para o solo mais poroso rompido levaram à obtenção de 
ângulo de atrito de 30° e coesão aparente de 14 kPa para ruptura circular com 
ru=0,1. 
O solo mais poroso intacto foi retroanalisado considerando a coesão 
aparente limite para que a ruptura não ocorra nesta região. Foram obtidos para 
este solo um ângulo de atrito de 30° e coesão aparente de 16 kPa para ruptura 
circular com ru=0,1. 
Os demais parâmetros foram estimados com base na experiência da 
projetista com materiais locais e trabalhos da literatura. 
A Tabela 10.1 apresenta os parâmetros geotécnicos utilizados na 
retroanálise. 
0,990
Rocha 
Name: Solo mais poroso nat. 
Unit Weight: 17 kN/m³
Cohesion': 16 kPa
Phi': 30 °
Ru: 0,1 
Name: Solo menos poroso 
Unit Weight: 18 kN/m³
Cohesion': 25 kPa
Phi': 32 °
Ru: 0,1 
Name: Solo mais poroso sat. 
Unit Weight: 17 kN/m³
Cohesion': 14 kPa
Phi': 30 °
Ru: 0,1 
Name: Rocha 
Ru: 0,1 
Solo menos poroso 
Solo mais poroso nat. 
Solo mais poroso sat. 
-30 -25 -20 -15 -10 -5 0 5 10 15 20 25 30 35
90
100
110
120
130
Factor of Safety
≤ 0,900 - 0,950
0,950 - 1,000
1,000 - 1,050
1,050 - 1,100
1,100 - 1,150
1,150 - 1,200
1,200 - 1,250
1,250 - 1,300
1,300 - 1,350
1,350 - 1,400
1,400 - 1,450
1,450 - 1,500
1,500 - 1,550
1,550 - 1,600
1,600 - 1,650
1,650 - 1,700
1,700 - 1,750
1,750 - 1,800
1,800 - 1,850
≥ 1,850
 
PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 
35 
Tabela 10.1 – Parâmetros geotécnicos obtidos através de retroanálise (ru=0,1). 
Camada γ (kN/m³) c (kPa) ϕ (°) 
Solo mais poroso sat. 17 14 30 
Solo mais poroso nat. 17 16 30 
Solo menos poroso 18 25 32 
Pavimento 18 5 40 
10.2. Fatores de Segurança 
As análisesde estabilidade buscam avaliar a competência da solução em 
etapa final de construção, de forma a obter fatores de segurança para uma obra 
permanente do ponto de vista normativo e também avaliar a segurança de etapas 
construtivas, ou seja, fases temporárias, que permitem a realização da obra com 
maior segurança. 
Para a estrutura concebida é necessário que sejam realizadas análises de 
estabilidade global, interna, ao tombamento, ao deslizamento e verificação da 
pressão na fundação, atribuindo um fator de segurança global normativo. 
Para a estabilidade global os valores são diferentes de acordo com os níveis 
de segurança desejados contra danos ambientais e materiais e contra perdas de 
vidas humanas. 
A Tabela 10.2 apresenta uma relação entre o FS e os níveis de segurança 
necessários para a obra, de acordo com a recomendação da NBR 11.682/2009. 
Tabela 10.2 – Fatores de segurança desejados de acordo com os níveis de segurança 
requeridos pelo local. 
Nível de Segurança contra 
danos materiais e 
ambientais 
Nível de segurança contra perdas de vidas humanas 
Alto Médio Baixo 
Alto 1,5 1,5 1,4 
Médio 1,5 1,4 1,3 
Baixo 1,4 1,3 1,2 
No setor 2, de acordo com os critérios relatados pela norma NBR 
11.682/2009, a obra pode ser considerada como um local onde o nível de 
segurança com respeito à perda de vidas humanas é alto devido à residência 
próxima à ruptura ser utilizada diariamente por moradores. Outro fator seria o risco 
de acidentes na rodovia de alto tráfego se ocorressem mais rupturas, no entanto, 
estatisticamente, esses acidentes costumam apenas bloquear temporariamente a 
rodovia. Também se considerou que os danos materiais associados aos 
movimentos requerem nível de segurança médio, pois a residência pode ser 
considerada como um bem material de valor moderado. Quanto à rodovia, 
considerou-se que a mesma dificilmente sofreria com danos materiais em caso de 
novas rupturas, com exceção de danos que poderiam ser causados no sistema de 
 
PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 
36 
drenagem. Assim, afora a dispersão de solo no terreno e o aumento de turbidez em 
córregos locais, não se cogita maiores impactos ambientais. 
No setores 1 e 3, de acordo com os critérios relatados pela norma NBR 
11.682/2009, a obra pode ser considerada como um local onde o nível de 
segurança com respeito à perda de vidas humanas é médio, pois nas propriedades 
lindeiras há movimentação restrita de pessoas, diferentemente do caso de setor 2 
com moradia permanente. Além disso, essas propriedades estão mais afastadas 
do eixo de ruptura, na região em que o talude é mais alto. Outro fator seria o risco 
de acidentes na rodovia de alto tráfego se ocorressem mais rupturas, no entanto, 
estatisticamente, esses acidentes costumam apenas bloquear temporariamente a 
rodovia. Quanto aos danos materiais e ambientais foi feita a mesma consideração 
do setor 2. 
Considerando o cruzamento de critérios, o fator de segurança mínimo para 
considerar o talude estável seria de 1,5 quanto à estabilidade global e interna para 
o setor 2 e de 1,4 para os setores 1 e 3. 
As demais análises são as de estabilidade interna, ao tombamento, ao 
deslizamento e verificação da pressão na fundação. Os fatores de segurança 
mínimos exigidos para o cálculo como muro de contenção segundo a NBR 
11.682/2009 são: 
FS tombamento > 2,0; 
FS deslizamento > 1,5; 
FS pressões na fundação > 3,0. 
No setor 2, na região da cortina atirantada inclinada definiu-se um fator de 
segurança mínimo de 1,5 após a protensão com base nas recomendações da NBR 
5.629/2006. 
10.3. Sobrecargas 
A NBR 11.682/2009 define critérios específicos acerca de sobrecargas a 
serem consideradas nas análises de estabilidade. A mesma define uma sobrecarga 
distribuída de 20 kPa em todos os casos, mas permite liberdade considerações 
diferentes desde que justificados. 
Portanto, a sobrecarga distribuída considerada nas análises de estabilidade 
foi de 20 kPa, com exceção da região da residência. A sobrecarga da residência foi 
estimada em 35 kPa considerando o caso crítico fundações superficiais. 
10.4. Análise de estabilidade da escavação 
Uma vez obtidos os parâmetros de resistência e idealizada a concepção da 
solução, verifica-se que é necessário que as escavações da obra estejam estáveis 
provisoriamente. A garantia desta estabilidade tem muitas variáveis e depende das 
condições de campo. Definiu-se uma escavação que varia de 2:1 (V:H) a 1,5:1 (V:H) 
 
PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 
37 
na região do pé do talude de forma a permitir a retirada do solo colapsado que ficou 
depositado no pé do talude. 
O corte com inclinação 2:1 será realizado nos setores 1 e 2. Já o corte com 
inclinação 1,5:1 será realizado no setor 3 em função do tipo de solução com muro 
de gabião necessitar de maior espaço para o reaterro de solo, diferentemente do 
caso de solo reforçado. 
O resultado da análise de estabilidade para a situação de corte crítica pode 
ser observado na Figura 10-2, Figura 10-3 e Figura 10-4. 
 
Figura 10-2 – Análise da escavação na seção crítica (ru=0). 
 
Rocha
Solo menos poroso
Pavimento
Solo mais poroso
1,117
Name: Solo m ais poroso 
Unit Weight: 17 kN/m ³
Cohesion': 16 kPa
Phi': 30 °
Ru: 0 
Name: Solo m enos poroso 
Unit Weight: 18 kN/m ³
Cohesion': 25 kPa
Phi': 32 °
Ru: 0 
Name: Rocha 
Ru: 0 
Name: Pavimento 
Unit Weight: 18 kN/m ³
Cohesion': 5 kPa
Phi': 40 °
Ru: 0 
-30 -25 -20 -15 -10 -5 0 5 10 15 20 25 30 35
90
100
110
120
130
Factor of Safety
≤ 0,900 - 0,950
0,950 - 1,000
1,000 - 1,050
1,050 - 1,100
1,100 - 1,150
1,150 - 1,200
1,200 - 1,250
1,250 - 1,300
1,300 - 1,350
1,350 - 1,400
1,400 - 1,450
1,450 - 1,500
1,500 - 1,550
1,550 - 1,600
1,600 - 1,650
1,650 - 1,700
1,700 - 1,750
1,750 - 1,800
1,800 - 1,850
≥ 1,850
 
PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 
38 
 
Figura 10-3 – Análise da escavação na seção crítica (ru=0,05). 
Rocha
Solo menos poroso
Pavimento
Solo mais poroso
1,057
Name: Solo m ais poroso 
Unit Weight: 17 kN/m ³
Cohesion': 16 kPa
Phi': 30 °
Ru: 0,05 
Name: Solo m enos poroso 
Unit Weight: 18 kN/m ³
Cohesion': 25 kPa
Phi': 32 °
Ru: 0,05 
Name: Rocha 
Ru: 0,05 
Name: Pavimento 
Unit Weight: 18 kN/m ³
Cohesion': 5 kPa
Phi': 40 °
Ru: 0,05 
-30 -25 -20 -15 -10 -5 0 5 10 15 20 25 30 35
90
100
110
120
130
Factor of Safety
≤ 0,900 - 0,950
0,950 - 1,000
1,000 - 1,050
1,050 - 1,100
1,100 - 1,150
1,150 - 1,200
1,200 - 1,250
1,250 - 1,300
1,300 - 1,350
1,350 - 1,400
1,400 - 1,450
1,450 - 1,500
1,500 - 1,550
1,550 - 1,600
1,600 - 1,650
1,650 - 1,700
1,700 - 1,750
1,750 - 1,800
1,800 - 1,850
≥ 1,850
 
PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 
39 
 
Figura 10-4 – Análise da escavação na seção crítica (ru=0,1). 
As análises demonstraram a variação sensível do fator de segurança com o 
aumento da poropressão. Portanto, neste caso, sugere-se que as escavações não 
ultrapassem taludes 2:1 (V:H) em períodos de clima seco, não chuvosos. 
Também, como as escavações serão realizadas em nichos, será atuante o 
efeito de arqueamento, que permite permanecer com cortes mais íngremes, no 
entanto em situação provisória. 
É importante observar que anteriormente às escavações será construída a 
cortina atirantada inclinada na parte superior do talude, protegendo a residência de 
deslocamentos que porventura possam ocorrer nas etapas de escavação. 
10.5. Análise de estabilidade do Setor 1 
As análises de estabilidade do setor 1 foram realizadas através do programa 
computacional Macstars 2000 da empresa Maccaferri. Nas análises não se conta 
Rocha
Solo menos poroso
Pavimento
Solo mais poroso
0,996
Name: Solo m ais poroso 
Unit Weight: 17 kN/m ³
Cohesion': 16 kPa
Phi': 30 °
Ru: 0,1 
Name: Solo m enos poroso 
Unit Weight: 18 kN/m ³
Cohesion':25 kPa
Phi': 32 °
Ru: 0,1 
Name: Rocha 
Ru: 0,1 
Name: Pavimento 
Unit Weight: 18 kN/m ³
Cohesion': 5 kPa
Phi': 40 °
Ru: 0,1 
-30 -25 -20 -15 -10 -5 0 5 10 15 20 25 30 35
90
100
110
120
130
Factor of Safety
≤ 0,900 - 0,950
0,950 - 1,000
1,000 - 1,050
1,050 - 1,100
1,100 - 1,150
1,150 - 1,200
1,200 - 1,250
1,250 - 1,300
1,300 - 1,350
1,350 - 1,400
1,400 - 1,450
1,450 - 1,500
1,500 - 1,550
1,550 - 1,600
1,600 - 1,650
1,650 - 1,700
1,700 - 1,750
1,750 - 1,800
1,800 - 1,850
≥ 1,850
 
PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 
40 
com o empuxo passivo na frente do muro promovido pelo reaterro. Os parâmetros 
utilizados na análise estão apresentados na Tabela 10.3. 
Tabela 10.3 – Parâmetros geotécnicos adotados. 
Camada γ (kN/m³) c (kPa) ϕ (°) ru 
Solo mais poroso 17 16 30 0,1 
Solo menos poroso 18 25 32 0,1 
Pavimento 18 10 40 0,1 
Gabião 20 12,5 45 0 
Rachão 19 0 45 0 
Reaterro 17 4 32 0,05 
Os resultados das análises críticas para a geometria do muro de contenção 
definido são apresentados a seguir. 
a) Estabilidade global 
 
 
Verificação da estabilidade Global: 
Força atuante nos Reforços de acordo com o Método Rígido 
Análise de estabilidade com superfícies circulares de acordo com o Método de 
 
PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 
41 
Bishop 
Fator de Segurança Calculado : 1.638 
 
Limites de busca para as superfícies de ruptura 
Limite inicial, abscissas [m] Limite final, abscissas [m] 
Primeiro ponto Segundo ponto Primeiro ponto Segundo ponto 
 10.00 35.00 -10.00 5.00 
Número de pontos de início no primeiro segmento : 200 
Número total de superfícies verificadas : 2000 
Comprimento mínimo da base das lamelas [m] : 1.00 
Ângulo limite superior para a busca [°] : 0.00 
Ângulo limite inferior para a busca [°] : 0.00 
 
Bloco : GABIÃO 1 
Maccaferri - Gabiões H=0.50 - G - 8x10 - 2,7 - largura 3.50 
 Relação: Carga de Tração/Resistência a Tração 
 Y [m] FMáx 
 0.00 0.693 
 0.50 0.693 
 
Bloco : GABIÃO 2 
Maccaferri - Gabiões H=1.00 - G - 8x10 - 2,7 - largura 3.00 
 Relação: Carga de Tração/Resistência a Tração 
 Y [m] FMáx 
 0.00 0.693 
 
 
PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 
42 
b) Estabilidade interna 
 
 
Estabilidade Interna: 
Força atuante nos Reforços de acordo com o Método Rígido 
Análise de estabilidade com superfícies circulares de acordo com o Método de 
Janbu 
Fator de Segurança Calculado : 1.401 
 
Limites de busca para as superfícies de ruptura 
Bloco Limite inicial, abscissas [m] 
GABIÃO 2 Primeiro ponto Segundo ponto 
 5.00 15.00 
 
PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 
43 
Número de pontos de início no primeiro segmento : 1 
Número total de superfícies verificadas : 500 
Comprimento mínimo da base das lamelas [m] : 1.00 
Ângulo limite superior para a busca [°] : 0.00 
Ângulo limite inferior para a busca [°] : 0.00 
 
Bloco : TERRA1 
SISTEMA DE SOLO REFORÇADO - P - 8x10 - 2,7 - 0.50 
 Relação: Carga de Tração/Resistência a Tração 
 Y [m] FMáx 
 0.00 0.768 
 0.50 0.768 
 
c) Verificação como muro de contenção 
A máxima pressão disponível na fundação foi calculada a partir da Teoria de 
Terzagui, em que a capacidade de carga última da fundação (qult) é regida pela 
equação: 
𝑞𝑢𝑙𝑡 = 𝑐 ∙ 𝑁𝑐 + 𝛾 ∙ 𝐷 ∙ 𝑁𝑞 + 𝛾 ∙
𝐵
2
∙ 𝑁𝛾 
Adotou-se γ=17kN/m³, ϕ=30, c=16kPa, B=4,0m, D=0. Os fatores de 
capacidade de carga calculados valem Nc=30,14, Nq=18,40 e Nγ=22,40. 
Assim, qult=1243kPa, e de acordo com a NBR 6122/2010, a capacidade de 
carga admissível qadm=qult/3. Logo qadm=414kPa. 
 
PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 
44 
 
 
Verificação como muro a gravidade : 
Bloco Considerado : GABIÃO 1 
Pressão disponível na Fundação [kN/m²] : 1240.00 
Força Horizontal Máx [kN/m] : 151.71 
Fator de Segurança contra o Deslizamento : 4.175 
Momento Máx. de tombamento [kN*m/m] : 663.28 
Fator de segurança contra o tombamento : 2.860 
Pressão Máx. na fundação [kN/m²] : 180.94 
Fator de seg. da capacidade de sup. do solo de apoio : 6.853 
 
 
PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 
45 
d) Verificação contra o deslizamento 
 
 
Verificação contra o deslizamento dos Blocos: 
Bloco analisado : TERRA1 
Parâmetros de interação do solo na base do bloco 
Ângulo de atrito [°] : 23.60 Coesão [kN/m²] : 0.00 
Força Horizontal Máx. [kN/m] : 81.27 
Fator de Segurança : 2.258 
 
10.6. Análise de estabilidade do Setor 2 
As análises de estabilidade do setor 2 foram realizadas através do programa 
computacional Macstars 2000 da empresa Maccaferri. Nas análises não se conta 
com o empuxo passivo na frente do muro promovido pelo reaterro. Os parâmetros 
utilizados na análise estão apresentados na Tabela 10.4. 
 
 
 
 
PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 
46 
Tabela 10.4 – Parâmetros geotécnicos adotados. 
Camada γ (kN/m³) c (kPa) ϕ (°) ru 
Solo mais poroso 17 16 30 0,1 
Solo menos poroso 18 25 32 0,1 
Pavimento 18 10 40 0,1 
Gabião 20 12,5 45 0 
Rachão 19 0 45 0 
Reaterro 17 4 32 0,05 
Os resultados das análises críticas para a geometria do muro de contenção 
definido são apresentados a seguir. 
10.6.1. Análise do muro de contenção 
a) Estabilidade global 
 
 
Verificação da estabilidade Global: 
Força atuante nos Reforços de acordo com o Método Rígido 
Análise de estabilidade com superfícies circulares de acordo com o Método de 
 
PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 
47 
Bishop 
Fator de Segurança Calculado : 1.684 
 
Limites de busca para as superfícies de ruptura 
Limite inicial, abscissas [m] Limite final, abscissas [m] 
Primeiro ponto Segundo ponto Primeiro ponto Segundo ponto 
17.00 35.00 -10.00 5.00 
Número de pontos de início no primeiro segmento : 200 
Número total de superfícies verificadas : 2000 
Comprimento mínimo da base das lamelas [m] : 1.00 
Ângulo limite superior para a busca [°] : 0.00 
Ângulo limite inferior para a busca [°] : 0.00 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 
48 
b) Estabilidade interna 
 
 
Estabilidade Interna: 
Força atuante nos Reforços de acordo com o Método Rígido 
Análise de estabilidade com superfícies circulares de acordo com o Método de 
Janbu 
Fator de Segurança Calculado : 1.534 
 
Limites de busca para as superfícies de ruptura 
Bloco Limite inicial, abscissas [m] 
GABIÃO1 Primeiro ponto Segundo ponto 
 7.00 18.00 
 
PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 
49 
Número de pontos de início no primeiro segmento : 1 
Número total de superfícies verificadas : 1000 
Comprimento mínimo da base das lamelas [m] : 1.00 
Ângulo limite superior para a busca [°] : 0.00 
Ângulo limite inferior para a busca [°] : 0.00 
 
Bloco : GABIÃO1 
Maccaferri - Gabiões H=0.50 - G - 8x10 - 2,7 - largura 5.50 
 Relação: Carga de Tração/Resistência a Tração 
 Y [m] FMáx 
 0.50 0.693 
 1.00 0.693 
 1.50 0.693 
 
c) Verificação como muro de contenção 
A máxima pressão disponível na fundação foi calculada a partir da Teoria de 
Terzagui, em que a capacidade de carga última da fundação (qult) é regida pela 
equação: 
𝑞𝑢𝑙𝑡 = 𝑐 ∙ 𝑁𝑐 + 𝛾 ∙ 𝐷 ∙ 𝑁𝑞 + 𝛾 ∙
𝐵
2
∙ 𝑁𝛾 
Adotou-se γ=17kN/m³, ϕ=30, c=16kPa, B=6,0m, D=0. Os fatores de 
capacidade de carga calculados valem Nc=30,14, Nq=18,40 e Nγ=22,40. 
Assim, qult=1624kPa, e de acordo com a NBR 6122/2010, a capacidade de 
carga admissível qadm=qult/3. Logo qadm=541kPa.PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 
50 
 
 
Verificação como muro a gravidade : 
Bloco Considerado : GABIÃO1 
Pressão disponível na Fundação [kN/m²] : 1620.00 
Força Horizontal Máx [kN/m] : 229.23 
Fator de Segurança contra o Deslizamento : 4.654 
Momento Máx. de tombamento [kN*m/m] : 1428.90 
Fator de segurança contra o tombamento : 2.927 
Pressão Máx. na fundação [kN/m²] : 206.68 
Fator de seg. da capacidade de sup. do solo de apoio : 7.838 
 
 
PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 
51 
d) Verificação contra o deslizamento 
 
 
Verificação contra o deslizamento dos Blocos: 
Bloco analisado : TERRA1 
Parâmetros de interação do solo na base do bloco 
Ângulo de atrito [°] : 23.60 Coesão [kN/m²] : 0.00 
Força Horizontal Máx. [kN/m] : 100.91 
Fator de Segurança : 2.783 
 
 
 
PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 
52 
10.6.2. Dimensionamento da Cortina Atirantada 
a) Seção de referência 
 
b) Parâmetros do solo 
𝛾 = 17⁡𝑘𝑁/𝑚³ ∅′ = 30° 𝑐′ = 16𝑘𝑃𝑎 
c) Sobrecarga devida à residência 
𝑝 = 34⁡𝑘𝑁/𝑚² 
d) Cálculo do acréscimo de tensão vertical devido à residência 
Calculado de acordo com a solução proposta por Poulos e Davis (1974) para 
um carregamento distribuído em uma faixa retangular: 
𝜎𝑣 =
𝑝
2𝜋
(𝑡𝑎𝑛−1 (
𝑙𝑏
𝑧𝑅3
) +
𝑙𝑏𝑧
𝑅3
(
1
𝑅1
2 +
1
𝑅2
2)) 
Onde: 
𝑅1 = (𝑙2 + 𝑧2)1/2 
 
 
PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 
53 
𝑅2 = (𝑏2 + 𝑧2)1/2 
𝑅3 = (𝑙2 + 𝑏2 + 𝑧2)1/2 
z: profundidade do ponto de interesse 
b: semi-largura da faixa carregada 
l: distância horizontal entre o ponto de interesse e a extremidade posterior 
da faixa carregada 
De acordo com a seção de referência, l vale 10,75m, b vale 6m e as 
profundidades de interesse 0, 1 e 2m. Destaca-se que o princípio da superposição 
de tensões deve ser utilizado. Os resultados obtidos são os seguintes: 
𝑧 = 0⁡𝑚⁡⁡⁡⁡⁡ → ⁡⁡⁡⁡⁡ 𝜎𝑣 = ⁡17𝑘𝑃𝑎 
⁡⁡⁡⁡𝑧 = 1⁡𝑚⁡⁡⁡⁡⁡ → ⁡⁡⁡⁡⁡ 𝜎𝑣 = ⁡15,8𝑘𝑃𝑎⁡⁡⁡⁡ 
⁡𝑧 = 2⁡𝑚⁡⁡⁡⁡⁡ → ⁡⁡⁡⁡⁡ 𝜎𝑣 = ⁡14,65𝑘𝑃𝑎 
e) Cálculo das tensões verticais efetivas 
Basta somar as tensões verticais geostáticas com a sobrecarga, resultando 
nos seguintes valores: 
𝑧 = 0⁡𝑚⁡⁡⁡⁡⁡ → ⁡⁡⁡⁡⁡ 𝜎𝑣 = ⁡17𝑘𝑃𝑎 
⁡⁡⁡⁡𝑧 = 1⁡𝑚⁡⁡⁡⁡⁡ → ⁡⁡⁡⁡⁡ 𝜎𝑣 = ⁡32,8𝑘𝑃𝑎⁡⁡⁡⁡ 
⁡𝑧 = 2⁡𝑚⁡⁡⁡⁡⁡ → ⁡⁡⁡⁡⁡ 𝜎𝑣 = ⁡48,65𝑘𝑃𝑎 
f) Coeficiente de empuxo ao repouso 
Calculado de acordo com a expressão simplificada de Jaky (1948) para solos 
granulares: 
𝑘0 = 1 − 𝑠𝑒𝑛∅′⁡⁡⁡ 
𝑘0 = 0,5⁡⁡⁡ 
g) Cálculo da tensão horizontal 
A tensão horizontal é apenas uma parcela da tensão vertical, determinada 
pela expressão: 
𝜎𝐻 = 𝑘0𝜎𝑣 
Os valores calculados são os seguintes: 
 
PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 
54 
𝑧 = 0⁡𝑚⁡⁡⁡⁡⁡ → ⁡⁡⁡⁡⁡ 𝜎𝐻 = ⁡8,5𝑘𝑃𝑎 
⁡⁡⁡⁡𝑧 = 1⁡𝑚⁡⁡⁡⁡⁡ → ⁡⁡⁡⁡⁡ 𝜎𝐻 = ⁡16,4𝑘𝑃𝑎⁡⁡⁡⁡ 
⁡𝑧 = 2⁡𝑚⁡⁡⁡⁡⁡ → ⁡⁡⁡⁡⁡ 𝜎𝐻 = ⁡24,325𝑘𝑃𝑎 
h) Empuxo lateral 
Supondo simplificadamente que o diagrama de tensões horizontais atuantes 
na cortina segue uma distribuição linear, basta calcular a área do diagrama para a 
obtenção do empuxo horizontal ao repouso. 
𝐸0 = ⁡32,4⁡𝑘𝑁/𝑚 
𝑋𝐸0 = ⁡0,84⁡𝑚 
i) Tirante 
Carga de incorporação 
Fazendo o equilíbrio à translação horizontal, temos que: 
𝑇 =⁡(
𝐸0
𝑐𝑜𝑠𝜓
) 𝑆ℎ 
Adotando um espaçamento horizontal de 2m entre cada tirante, instalados 
com uma inclinação de 30° em relação à horizontal, a carga requerida de protensão 
para que o equilíbrio horizontal seja atingido é de aproximadamente 75 kN. 
Carga de trabalho 
Embora os tirantes devam receber uma carga de protensão de 75 kN, a 
resistência da barra deve ser majorada em 50% para que o fator de segurança 
previsto na NBR 5629 seja contemplado. Assim, a carga de trabalho vale: 
𝑇𝑡𝑟 = T × 1,5 
𝑇𝑡𝑟 = 112,5⁡kN 
Foram adotados tirantes com carga de trabalho igual a 114 KN. 
Trecho livre 
Tendo em vista a proximidade da residência, é necessário que a cunha 
passiva formada pelo bulbo de ancoragem do tirante não atinja a residência, já que 
poderia causar deformações na estrutura. Portanto, adotou-se um trecho livre de 
11 m. 
 
 
PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 
55 
Trecho ancorado 
O comprimento do trecho ancorado do tirante é calculado de acordo com a 
seguinte expressão: 
𝐿𝑏 =
𝑇𝑡𝑟 ∙ FS
𝜋 ∙ ∅𝑓 ∙ 𝑞𝑠
 
 
O atrito lateral unitário 𝑞𝑠 pode ser calculado pelas expressões: 
𝑞𝑠 = 2𝑁 + 40 + 𝜌𝑖 
𝜌𝑖 = 50 +
N
12
 
Se o NSPT mínimo situa-se em torno de 2, como indicado pelas sondagens, 
então 𝑞𝑠 = 94⁡𝑘𝑃𝑎. Considerando FS=1,75 e diâmetro de perfuração de 100 mm, o 
comprimento de ancoragem calculado é de 6,75m. Assim, foram adotados grampos 
com comprimento mínimo de ancoragem de 7,0 m. 
Verificação do deslocamento da cortina 
Verificou-se a possibilidade de deslizamento da cortina no contato cortina-
solo em função da aplicação das cargas de protensão. 
Para a carga de trabalho 𝑇𝑡𝑟 = 114⁡𝑘𝑁, a decomposição da força em eixos 
paralelos e perpendiculares à cortina resultam em: 
𝑇𝑁 = 𝑇𝑡𝑟 ∙ cos 15° = 110⁡𝑘𝑁 (força normal/perpendicular à cortina) 
𝑇𝜏 = 𝑇𝑡𝑟 ∙ cos 15° = 29,5⁡𝑘𝑁 (força cisalhante/paralela à cortina) 
O ângulo de 15° utilizado na decomposição refere-se ao ângulo entre o 
tirante e um eixo perpendicular à cortina. 
As relações entre tensões de cisalhamento atuantes e resistentes devem 
obedecer a seguinte relação: 
𝜏𝑟𝑒𝑠𝑖𝑠𝑡𝑒𝑛𝑡𝑒 > 𝜏𝑎𝑡𝑢𝑎𝑛𝑡𝑒 
(
⁡𝑇𝑁
𝐴𝑖𝑛𝑓𝑙𝑢ê𝑛𝑐𝑖𝑎
) ∙ tan(0,7 ∙ ∅) > (
⁡𝑇𝜏
𝐴𝑖𝑛𝑓𝑙𝑢ê𝑛𝑐𝑖𝑎
) 
110 ∙ tan(0,7 ∙ 30°) > 29,5 
42,22 > 29,5 
 
PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 
56 
Assim, a relação é satisfeita para a carga de trabalho. Para as cargas de 
incorporação e de ensaio, as relações apresentam-se com valores diferentes, mas 
sempre com a mesma proporção, ou seja, sempre com 𝜏𝑟𝑒𝑠𝑖𝑠𝑡𝑒𝑛𝑡𝑒 > 𝜏𝑎𝑡𝑢𝑎𝑛𝑡𝑒. 
Fundações da cortina 
Para a determinação das dimensões das fundações inferior e superior da 
cortina, deve ser determina a capacidade de carga do solo. Apresenta-se a seguir 
a formulação de Terzaghi (Terzaghi e Peck, 1948) modificada por Cernica (1995): 
  NBSNqNcS qoccult 
2
1
 
Os fatores de forma Sc e Sγ são iguais a unidade porque as fundações são 
contínuas. Os fatores de capacidade de carga Nc, Nq e Nγ podem ser calculados 
pelas seguintes expressões: 



tan
24
3
2
2
2
45cos2















 eaonde
a
Nq

 
 1
tan
1
 qc NN

 
 





 







2
33
45tan31
cos
tan
2
1 2
2


 

 p
p
konde
k
N 
Na formulação, a sobrecarga q0 significa a pressão vertical efetiva acima do 
nível da fundação e pode ser considerada como: 
Dqo   
Os fatores de capacidade de carga calculados são os seguintes: 
6,16qN 
27cN 
74,19N 
Como o embutimento das fundações é zero, obtém-se a expressão: 
Bult 168432  
A adoção de um fator de segurança igual a 3, previsto pela NBR 6122, 
conduz finalmente à equação: 
 
PROJETO DE ESTABILIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO TALUDE DE CORTE ERS-122 KM 7+600 
57 
3
168432 B
ult

 
Realizando o equilíbrio à translação vertical entre a componente vertical do 
tirante e a reação nas fundações inferior e superior, e considerando ainda que estas 
reações possuem módulo de igual valor, chega-se ao seguinte sistema de 4 
incógnitas e 4 equações: 
3
168432 B
ult

 
iS RR  
B
RS
ult  
iS RRT sin 
O dimensionamento, efetuado levando em conta a carga de trabalho dos 
tirantes (114 kN) , assim resulta: 
 kNRR iS 75,14 
mB 1,0 
kPault 5,147 
Adota-se como largura da base de cada fundação o valor de 30 cm por 
questões construtivas. 
10.7. Análise de

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