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Burnout: A Síndrome do Século
Entenda como uma uma crise psicossocial pode afetar a saúde do seus 
colaboradores e o caixa da sua empresa
A Síndrome de Burnout, ou Síndrome do Esgotamento Profissional, é um distúrbio emocional com sintomas de exaustão 
extrema, estresse e esgotamento físico resultante de situações de trabalho desgastante, que demandam muita 
competitividade ou responsabilidade.
No Brasil, cerca de 30% das pessoas ocupadas sofrem com a síndrome de burnout, conforme dados da Associação 
Nacional de Medicina do Trabalho (Anamt). O país ocupa a segunda posição no ranking mundial de casos, o que evidencia 
a gravidade da situação.
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Fatores Causadores do Burnout
As causas da Síndrome de Burnout podem ser divididas em fatores individuais e organizacionais:
Fatores Individuais:
Personalidade: Pessoas com traços de perfeccionismo, idealismo e alta necessidade de controle podem ser mais 
vulneráveis.
Falta de habilidades de enfrentamento: Dificuldade em lidar com o estresse e a pressão no trabalho.
Desequilíbrio entre vida pessoal e profissional: Dedicação excessiva ao trabalho, negligenciando outras áreas da vida.
Falta de apoio social fora do trabalho: Isolamento social e ausência de relações interpessoais saudáveis.
Fatores Organizacionais:
Sobrecarga de trabalho: Excesso de tarefas, prazos apertados e pressão constante.
Falta de controle: Sentimento de não ter autonomia ou influência sobre o próprio trabalho.
Recompensas insuficientes: Sensação de que o esforço não é reconhecido ou recompensado adequadamente (salário, 
reconhecimento, etc.).
Falta de apoio social no trabalho: Sentimento de isolamento ou falta de apoio dos colegas e superiores.
Injustiça: Percepção de tratamento injusto ou desigualdade no ambiente de trabalho.
Valores em conflito: Desalinhamento entre os valores pessoais e os valores da organização.
Ambiente de trabalho tóxico: Relações interpessoais difíceis, falta de apoio e liderança inadequada.
Para conhecer mais deste fatores e entender oque pode estar acontecendo com seus colaboradores, deixa eu te 
apresentar a história de Ana.
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A História de Ana
1Contextualização
Ana sempre foi uma pessoa dedicada e 
perfeccionista. Desde a faculdade, seus colegas a 
admiravam pela capacidade de entregar trabalhos 
impecáveis e pela paixão com que se dedicava a 
cada projeto. Ao ingressar em uma grande 
empresa de tecnologia, Ana encontrou o 
ambiente perfeito para colocar suas habilidades 
em prática. No início, ela se sentia motivada e 
realizada, trabalhando longas horas e abraçando 
cada desafio com entusiasmo.
2 Fatores Individuais
Ana sempre teve uma forte necessidade de 
reconhecimento e validação. Ela se cobrava 
excessivamente, buscando a perfeição em cada 
detalhe e sentindo-se responsável pelo sucesso 
de toda a equipe. Além disso, Ana tinha 
dificuldade em estabelecer limites entre sua vida 
pessoal e profissional, dedicando cada vez mais 
tempo ao trabalho e negligenciando seus 
relacionamentos e hobbies.
3Fatores Organizacionais
A empresa em que Ana trabalhava tinha uma 
cultura de alta pressão e competitividade. Os 
prazos eram apertados, as metas eram 
ambiciosas e a liderança não oferecia o suporte 
necessário para que os funcionários pudessem 
equilibrar suas demandas. Ana sentia que seu 
esforço não era reconhecido, pois as promoções 
e os aumentos salariais eram distribuídos de 
forma desigual, gerando um sentimento de 
injustiça.
1O Início do Esgotamento
Com o tempo, Ana começou a sentir os primeiros 
sinais de esgotamento. Ela estava 
constantemente cansada, irritada e com 
dificuldade para se concentrar. O trabalho que 
antes a motivava agora era uma fonte de angústia 
e frustração. Ana se sentia sobrecarregada, sem 
energia para lidar com as demandas do dia a dia.
2 A Crise
Um dia, durante uma apresentação importante, 
Ana teve um ataque de pânico. Ela não conseguia 
falar, sentia o coração acelerado e tinha a 
sensação de que ia desmaiar. Após o episódio, 
Ana procurou ajuda médica e foi diagnosticada 
com Síndrome de Burnout.
3O Recomeço
Ana precisou se afastar do trabalho para se 
recuperar. Ela começou a fazer terapia, aprendeu 
a estabelecer limites e a cuidar de si mesma. Ana 
também buscou apoio em seus amigos e 
familiares, que a ajudaram a enfrentar esse 
momento difícil.
A história de Ana é um exemplo de como fatores individuais e organizacionais podem se combinar para levar ao 
desenvolvimento da Síndrome de Burnout. Sua jornada nos mostra a importância de cuidar da nossa saúde mental e de 
buscar ambientes de trabalho que valorizem o bem-estar dos funcionários.
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Atualização da Norma Regulamentadora 1 (NR1)
A partir de 26 maio de 2025, as empresas brasileiras terão que incluir a avaliação de riscos psicossociais no processo de 
gestão de Segurança e Saúde no Trabalho (SST). A exigência é fruto da atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-
1), promovida pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) em agosto de 2024. A mudança destaca que riscos 
psicossociais, como estresse, assédio e carga mental excessiva, devem ser identificados e gerenciados pelos 
empregadores como parte das medidas de proteção à saúde dos trabalhadores.
O que são riscos psicossociais?
Riscos psicossociais estão relacionados à organização do trabalho e às interações interpessoais no ambiente laboral. Eles 
incluem fatores como metas excessivas, jornadas extensas, ausência de suporte, assédio moral, conflitos interpessoais e 
falta de autonomia no trabalho. Esses fatores podem causar estresse, ansiedade, depressão e outros problemas de saúde 
mental nos trabalhadores.
O que muda com a atualização da NR-1?
A coordenadora-geral de Fiscalização em Segurança e Saúde no Trabalho, Viviane Forte, ressalta que a NR-1 já exigia que 
todos os riscos no ambiente de trabalho sejam reconhecidos e controlados, porém havia dúvidas sobre a inclusão explícita 
dos riscos psicossociais. A atualização, segundo ela, esclarece justamente o que os empregadores precisam.
"Os empregadores devem identificar e avaliar riscos psicossociais em seus ambientes de trabalho, independentemente do 
porte da empresa. Caso os riscos sejam identificados, será necessário elaborar e implementar planos de ação, incluindo 
medidas preventivas e corretivas, como reorganização do trabalho ou melhorias nos relacionamentos interpessoais. Além 
disso, as ações adotadas deverão ser monitoradas continuamente para avaliar sua eficácia e revisadas sempre que 
necessário.
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Fiscalização e Importância das Mudanças
Como será a fiscalização?
A fiscalização será realizada de forma planejada e por meio de denúncias encaminhadas ao MTE. Setores com alta 
incidência de adoecimento mental, como teleatendimento, bancos e estabelecimentos de saúde, serão prioritários. 
Durante as inspeções, os auditores-fiscais verificarão aspectos relacionados à organização do trabalho, buscarão dados 
de afastamentos por doenças, como ansiedade e depressão, entrevistando trabalhadores e analisando documentos para 
identificar possíveis situações de risco psicossocial.
As empresas precisarão contratar empresas terceirizadas para diagnósticos, psicólogos?
A Norma não obriga a contratação de psicólogos ou outros profissionais especializados como funcionários fixos. No 
entanto, empresas podem contratar especialistas como consultores para auxiliar na identificação e avaliação de riscos 
psicossociais, especialmente em casos mais complexos.
Qual a importância dessa mudança?
A medida reforça a necessidade de ambientes de trabalho saudáveis, promovendo a saúde mental dos trabalhadores e 
contribuindo para a redução de afastamentos e aumento da produtividade. Empregadores que já adotam boas práticas 
relacionadas aos riscos psicossociais terão menos dificuldades na adaptação às exigências.
Com essa atualização, o MTEbusca consolidar a gestão de riscos psicossociais como parte integral das estratégias de 
SST, promovendo ambientes mais seguros e saudáveis para todos.
O que muda na NR-1?
A nova NR-1 inclui os fatores psicossociais no PGR, 
que deve ser considerado no Gerenciamento de 
Riscos Ocupacionais (GRO).
As empresas devem adotar um processo 
sistemático para identificar e avaliar os riscos 
ocupacionais.
As empresas devem elaborar planos de ação 
documentados que incluam as medidas adotadas 
para o gerenciamento de riscos.
As empresas devem realizar avaliações regulares 
dos riscos identificados e das medidas de controle 
implementadas.
Como se adaptar à nova NR-1?
As empresas devem iniciar o processo de 
adaptação o quanto antes.
Revisar e modificar seus processos de 
gerenciamento de riscos.
Envolver gestores e equipes, reforçando valores de 
saúde e segurança no trabalho.
Implementar procedimentos para a Avaliação de 
Riscos, Identificação de Perigos e gestão de 
emergências de grande magnitude.
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PGR na validade, preciso renovar?
As empresas não precisarão necessariamente elaborar um novo PGR (Programa de Gerenciamento de Riscos) do zero, 
mas deverão revisar e adequar o PGR existente às novas exigências da norma. A obrigação central é garantir que o PGR 
esteja alinhado com as mudanças trazidas pela NR 1 revisada para atender às novas exigências da NR-1, que entrará em 
vigor em 26 de maio de 2025.
1
Revisão Obrigatória
Mesmo que o PGR atual esteja "em dias", a empresa deve verificar se ele atende aos novos requisitos da 
NR 1 atualizada. Isso inclui:
Integração com outros documentos (como PCMSO, PPRA, LTCAT) de forma harmonizada.
Adoção de metodologias de gestão de riscos atualizadas.
Inclusão de novos critérios ou processos exigidos pela norma revisada.
2
Atualização Periódica
A NR 1 reforça a necessidade de revisão contínua do PGR, especialmente após mudanças nos processos 
de trabalho, na estrutura da empresa, ou na legislação. Portanto, mesmo sem a atualização da norma, o 
PGR já deve ser revisado periodicamente.
3
Eventual Reestruturação
Se a nova NR 1 trouxer mudanças significativas (ex.: novos anexos, critérios de avaliação de riscos, ou 
exigências documentais), o PGR atual poderá precisar de ajustes profundos, podendo até ser considerado 
"novo" dependendo do grau de alteração.
4
Prazo para Adequação
As empresas terão até maio de 2025 para se adequarem, mas quanto antes fizeram essa adequação, antes 
poderão atender as normas e eliminar os riscos de serem multadas numa eventual fiscalização.
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Métodos para medição dos casos
1. Maslach Burnout Inventory 
(MBI)
O que é: A ferramenta mais 
conhecida e utilizada mundialmente, 
desenvolvida por Christina Maslach e 
Susan Jackson.
Mede:
Exaustão emocional: Sensação 
de sobrecarga.
Despersonalização: 
Distanciamento emocional do 
trabalho.
Redução da realização pessoal: 
Sentimento de ineficácia.
Aplicação: Questionário com 22 
itens, adaptado para diferentes 
profissões (ex.: MBI-HSS para 
serviços humanos, MBI-GS para 
contexto geral).
Reconhecimento: Padrão-ouro em 
estudos científicos e corporações 
multinacionais.
2. Copenhagen Burnout 
Inventory (CBI)
O que é: Desenvolvido na Dinamarca, 
foca em três dimensões do burnout.
Mede:
Burnout pessoal: Exaustão geral.
Burnout relacionado ao trabalho.
Burnout relacionado a 
clientes/pacientes (para áreas 
como saúde e educação).
Aplicação: Questionário de 19 itens, 
com linguagem mais acessível.
Reconhecimento: Amplamente 
utilizado na Europa e em estudos 
comparativos internacionais.
3. Oldenburg Burnout 
Inventory (OLBI)
O que é: Focado em exaustão e 
desengajamento do trabalho.
Diferencial: Considera tanto 
aspectos físicos quanto cognitivos 
do esgotamento.
Aplicação: 16 itens, válido para 
diversos setores.
Reconhecimento: Popular em 
pesquisas acadêmicas e empresas 
europeias.
4. WHO Burnout Assessment 
Tool (BAT)
O que é: Desenvolvido pela 
Organização Mundial da Saúde 
(OMS) após a inclusão do burnout na 
CID-11 (Classificação Internacional 
de Doenças).
Mede:
Exaustão.
Distanciamento mental.
Comprometimento cognitivo.
Redução da eficácia profissional.
Aplicação: 23 itens, com versões em 
múltiplos idiomas.
Reconhecimento: Padrão global 
devido ao respaldo da OMS.
5. Areas of Worklife Survey 
(AWS)
O que é: Criado por Michael Leiter e 
Christina Maslach, avalia 6 áreas que 
influenciam o burnout.
Mede:
Carga de trabalho.
Controle.
Recompensas.
Comunidade.
Justiça.
Valores.
Aplicação: Identifica desequilíbrios 
entre o colaborador e o ambiente de 
trabalho.
Reconhecimento: Usado por 
empresas para planejar intervenções 
preventivas.
6. Ferramentas de 
Plataformas de Engajamento
O que é: Plataformas tecnológicas 
que integram métricas de burnout.
Exemplos:
Gallup Q12: Mede engajamento e 
sinais de esgotamento.
TINYpulse: Inclui indicadores de 
saúde mental e satisfação.
Peakon (Workday): Oferece 
análises preditivas sobre riscos 
de burnout.
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Pontos-Chave e Conte com quem entende de 
SST!
1 Combinamos métodos quantitativos e 
qualitativos
Além de aplicar questionários, realizamos 
entrevistas ou grupos focais para obter uma visão 
mais completa do cenário.
2 Garantimos a confidencialidade dos 
dados
Mantemos todas as informações anônimas para 
evitar viés e assegurar a sinceridade das respostas.
3 Qualidade Garantida
A New Medical certificada pela ISO 9001 tem em 
seu escopo a implementação de um Sistema de 
Gestão de Qualidade (SGQ) que exige a 
padronização e otimização de processos, o que leva 
à redução de custos, aumento da eficiência e 
melhoria da qualidade dos produtos e serviços 
prestados.
4 Fazemos acompanhamento contínuo
Monitoramos periodicamente os níveis de burnout, já 
que o esgotamento profissional é dinâmico e exige 
ajustes constantes nas estratégias de prevenção.
Conte com quem entende de SST!
A New Medical possui anos de experiência em gestão de riscos ocupacionais. Atualizaremos seu PGR com agilidade e 
precisão, garantindo conformidade total com a NR 1 revisada.
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Links de referências: https://veja.abril.com.br/saude/burnout-nova-classificacao-da-oms-entra-em-vigor-no-
brasil#google_vignette https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/s/sindrome-de-burnout 
https://www.cofen.gov.br/burnout-sindrome-passa-a-integrar-lista-de-doencas-ocupacionais-pela-oms/ 
https://www.gov.br/trabalho-e-emprego/pt-br/acesso-a-informacao/participacao-social/conselhos-e-orgaos-
colegiados/comissao-tripartite-partitaria-permanente/normas-regulamentadora/normas-regulamentadoras-vigentes/nr-17-
anexo-ii-teleatendimento-atualizado-2023.pdf
mailto:financeiro@newmedical.med.br
https://veja.abril.com.br/saude/burnout-nova-classificacao-da-oms-entra-em-vigor-no-brasil#google_vignette
https://veja.abril.com.br/saude/burnout-nova-classificacao-da-oms-entra-em-vigor-no-brasil#google_vignette
https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/s/sindrome-de-burnout
https://www.cofen.gov.br/burnout-sindrome-passa-a-integrar-lista-de-doencas-ocupacionais-pela-oms/
https://gamma.app/?utm_source=made-with-gamma

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