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Execução de alimentos 1.694 CC Jud - 528 a 533 CPC Extrajud - 911 a 913 CPC Engloba tudo no que diz respeito à necessidade humana · Extrajudicial: Acordo entre as partes fora de juízo – será feito no MP ou defensoria pública. Quando as partes optarem por realizar o acordo no MP, o termo deverá ser assinado pelo promotor. Quando feita na defensoria, causídicos particulares podem estabelecer esse acordo. O acordo sempre terá a presença de advogado, MP ou Defensoria. Alimentos devem responder ao trinômio · Necessidade – Necessidade de quem irá receber os alimentos. · Capacidade – capacidade do pai ou mãe de arcar com a necessidade da criança. · Proporcionalidade – é baseada no equilíbrio entre a necessidade de quem solicita alimentos e a possibilidade de quem tem a obrigação de prestá-los. É uma necessidade leva em consideração o padrão de vida que a criança possuía quando adentrava ao arranjo familiar, para propor os alimentos. Ou seja, se o genitor tem capacidade de arcar com o padrão de vida da criança, ele deverá fazê-lo. (Alimentos não corresponde a 30% do salário do devedor, este será fixado individualmente sob a luz do trinômio) Além da execução de alimentos extrajudicial ou judicial, há a possibilidade de alimentos parentais e aquele em decorrência de ato ilícito. O devedor de alimentos não se exime da obrigação quando o menor completa 18 anos, deverá ajuizar uma ação de revisão de alimentos para que seja analisado a necessidade e/ou possiblidade de exoneração de alimentos. Prazo para pagamento: Sempre será de 3 dias, tanto para judicial quanto extrajudicial, devendo o devedor adimplir a obrigação ou justificar o porquê não o fez. Ritos: · Prisão: Débitos dos últimos 3 meses (eximida está penalidade no que concerne alimentos por ato ilícito). A presente prisão civil se da pelo tempo de 1 a 3 meses, sempre em regime fechado (independente do que fiz o cpp), devendo o preso ficar separado dos presos “comuns”. · Penhora: O bloqueio da conta, poderá ser realizado no presente rito, nos casos em que a parte requerer (principio da atipicidade e da eficiência). · Desconto em folha de pagamento: Aplica-se para aqueles sob o regime da CLT, estatutário, que tem holerite. Não se aplica para aqueles que são autônomos. (Crime por desobediência de ordem emanado pelo juiz – artigo 330 do CP – Deixar de realizar os descontos em folha, 528, §1° do CPC, caso ocorra, será remetido a vara criminal responsável) Alimentos em decorrência de ato ilícito – 533 do CPC Pode ser até a idade de expectativa de vida do homem médio, estabelecida pelo IBGE – 75,5 anos. Em regra, será a penhora em casos de execução, utilizando o rito geral da execução. Pode-se realizador acordo para o pagamento, de modo a ser feito 1 única vez, não podendo realizar acordo mês a mês por exemplo. Excepcionalmente permite o desconto em folha – 533, §2° do CPC. Há possiblidade de fixação de alimentos provisórios. Execução entrega – execuções específicas Coisa incerta – São obrigações inespecíficas Coisa certa – São obrigações especificas Artigo 806 do CPC Determina-se a entrega da coisa em 15 dias (sua entrega). Juiz pode fixar astreintes, sendo está uma multa que cabe a parte requerer ou não. Na execução de coisa certa não há a aplicação da multa de 10% como na de alimentos, somente existe a possiblidade de pedir as astreintes, sendo ela definida pelo magistrado. A multa não pode ser maior que o objeto da execução. Qualquer das partes pode pedir o aumento ou diminuição da multa. Com a entrega da coisa certa, será lavrado termo identificando que a obrigação foi adimplida. Execução de fazer ou não fazer – Art 814 CPC Execução de fazer – relação contratual Execução de não fazer – pode ser decorrente da lei ou de contrato Obrigação personalíssima em relação a execução, não substituído o individuo a que deve cumprir Em regra, a obrigação de fazer se não for personalíssima, pode-se substituir quem deve cumprir por outrem. Se houver a indisponibilidade da coisa, pode-se substituir por um resultado semelhante ao pretendido. Caso não seja possível um resultado equivalente, será pedido perdas e danos. Podendo ser danos materiais, morais ou lucros cessantes Art. 247 do CC – Obrigação personalíssima resulta em perdas e danos quando recusar-se a fazer Art. 814 do CPC – O titulo extrajudicial na obrigação de fazer é o contrato – se não for considerado título, deve proceder pelo processo de conhecimento, para ser executado pelo título da sentença. Art. 815 do CPC – Juiz determina prazo dependendo do tipo da coisa a ser feita, levando em conta o prazo estipulado no contrato. Art. 816 do CPC – Se não fizer no prazo determinado, é licito ao requerente o pedido para que seja realizado por terceiro, sendo as custas a cargo do devedor. Art. 817 do CPC – Se a obrigação não for personalíssima, pode outra pessoa realiza-la, sendo as custas da alçada do executado. Art. 818 do CPC – Realizada a prestação, o juiz ouvirá as partes no prazo de 10 (dez) dias e, não havendo impugnação, considerará satisfeita a obrigação. Caso haja impugnação, o juiz a decidirá. Art. 819 do CPC – Se o terceiro contratado não realizar a prestação no prazo ou se o fizer de modo incompleto ou defeituoso, poderá o exequente requerer ao juiz, no prazo de 15 (quinze) dias, que o autorize a concluí-la ou a repará-la à custa do contratante. Art. 820 do CPC – Se o exequente tiver condições de realizar o feito, poderá realiza-lo terá preferência, porém, o juiz poderá negar e determinar que terceiro o faça. Art. 821 do CPC – Personalíssima, não cumprindo, a execução será em relação a perdas e danos, correndo conforme execução por quantia certa. Execução de obrigação de não fazer – arts. 822 e 823 do CPC É uma execução diferente das demais, por se tratar de uma obrigação negativam, enquanto as outras são positivas. Obrigação negativa – não deve ser realizado algo Em caso de segredo de empresas ou algo sigiloso determinado por contrato ou lei, a execução de coisa será convertida em perdas e danos. Lucros cessantes, danos morais e materiais, dano infecto (em decorrência de esgoto). Não existe prazo legal, pois o juiz determinara dependendo do que precisa ser feito. Execução extrajudicial Título executivo extrajudicial – Art. 784 do CPC Liquido, certo e exigível Art. 917 do CPC – Poderá ser arguido nos embargos a execução: · Título inexequível. · O título não é exigível. · Quando ocorre a penhora de bens impenhoráveis · Excesso de execução · No caso de entrega de coisa certa, apresentar calculo das benfeitorias uteis ou necessárias para serem descontadas do valor a ser pago. · Incompetência absoluta · Contestação Em regram, nos embargos à execução, não haverá efeito suspensivo. Art. 919 do CPC Execução de devedor insolvente – Art. 1.052 do CPC O instituto da falência somente se aplica a pessoa jurídica, insolvência é para a pessoa física que está prestes a “falir”, não sendo correto utilizar o termo de falência, sem insolvência. Arts. 5, 325 e 470 do CPC/73 fala sobre a insolvência O devedor insolvente é a pessoa física que detém mais débitos do que créditos suficientes para quitar os referidos débitos. Bem embaraçado, aqueles que tem ônus, que não podem ser penhorados por estarem alienados a uma dívida, por exemplo os bens financiados. Insolvente equiparado, aquele que possui créditos maiores que débitos, porém, nesses créditos, há bens embaraçados, já tem algum tipo de ônus. Art. 749 CPC/73 – Companheiro assume a dívida do outro, mas nenhum possui nada, os dois podem ser declarados insolventes no mesmo processo. Execução contra devedor insolvente O insolvente perde totalmente a autonomia de sua vida financeira. Única forma de contradizer a insolvência é pagando o débito. Pode propor está ação Credor quirografário, aquele que não tem garantia real, não tem garantia de RES, de coisa, algo real e efetivo, bem. Devedor. Espolio do devedor, devedor faleceu e herdeiros veem que as dividas estão bagunçadas, assim, entram com pedido de insolvência do espolio. Na ação proposta pelo devedor ou pelo espolio, ocorrerá litisconsórcio passivo com todos os credores. Neste caso, o os réus serão todos os credores (aqueles que tem a receber). Ação proposta pelo credor, Arts. 754 a 758 do CPC/73 Credor ajuizara a inicial com o titulo executivo, requerendo a declaração de insolvência. O devedor será citado para no prazo de 10 dias opor embargos, devendo comprovar não ser insolvente por meio do pagamento da divida.