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1º bimestre Aula 11 Ensino Médio Filosofia O belo e o não belo: gosto não se discute? ● Os conceitos fundamentais de Estética. ● Reconhecer conceitos fundamentais da Estética, como o belo, o feio e o gosto. ● Problematizar a possibilidade de um gosto universal. ● Avaliar se existem padrões universalmente reconhecíveis de beleza, objetivando a compreensão da produção de significados. Link para vídeo Caetano Veloso - Sampa Música Sampa de Caetano Veloso traz uma série de referências à cidade de São Paulo, como a música, arquitetura, questões ambientais e culturais por meio de metáforas. CAETANO VELOSO. Caetano Veloso – Sampa. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=qeDqXLkXvr4. Acesso em: 26 nov. 2024. A partir da letra da música Sampa, responda: 1. A cidade se caracteriza por uma comunidade e estrutura diversificada e complexa ? 2. Ao relacionar a fumaça com o apagamento das estrelas, a música faz referência a uma característica da cidade? Essa característica contribui para a beleza da cidade? Para começar 8 minutos https://www.youtube.com/watch?v=qeDqXLkXvr4 Foco no conteúdo O mito de Narciso Certa vez, quando Narciso ainda era uma criança, sua mãe procurou o adivinho Tirésias para saber se o filho teria uma vida longa. O adivinho respondeu que a longevidade só seria possível se Narciso não olhasse a própria imagem. A mãe preocupada retirou todos os objetos que produzissem reflexos. Narciso cresceu, se tornou belo e vaidoso. Depois de desprezar vários pretendentes acabou sendo punido. Ao passear pelo bosque, Narciso encontrou uma fonte de água clara e se debruçou sobre ela. Ao ver sua imagem refletida, Narciso não conseguia parar de se olhar. Estava apaixonando pelo próprio reflexo. Morreu de fome e sede junto à fonte de água onde via sua imagem refletida. Seu corpo transmutou-se em flor. O mito gerou o termo “narcisismo”, o qual, na psicanálise, é usado para explicar um transtorno obsessivo pela própria imagem. De forma geral, “narcisismo” remete a um excesso de amor próprio. Narciso, do pintor italiano Caravaggio (1571-1610) Reprodução – GALERIA NACIONAL DE ARTE ANTIGA/WIKIPÉDIA, 2005. Disponível em: https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Michelangelo_Caravaggio_065.jpg. Acesso em: 26 nov. 2024. https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Michelangelo_Caravaggio_065.jpg Pause e responda Narciso Tudo que a cidade exibe é de mau gosto. É uma cidade absolutamente feia. A cidade não reflete as referências de beleza do artista, por isso ela é feia. 2 minutos Escolha a alternativa que interpreta o contexto do verso. Quando eu te encarei frente a frente não vi o meu rosto Chamei de mau gosto o que vi, de mau gosto, mau gosto É que Narciso acha feio o que não é espelho. (VELOSO, 2007) Pause e responda Tudo que cidade exibe é de mau gosto. É uma cidade absolutamente feia. A cidade não reflete as referências de beleza do artista por isso ela é feia. Narciso Escolha a alternativa que interpreta o contexto do verso. Quando eu te encarei frente a frente não vi o meu rosto Chamei de mau gosto o que vi, de mau gosto, mau gosto É que Narciso acha feio o que não é espelho. (VELOSO, 2007) Imagine duas pessoas observando a mesma pintura. Uma pode achar a obra bela graças às suas cores e da sua composição harmoniosa, enquanto a outra pode não gostar, talvez por preferir outro estilo de pintura. O filósofo David Hume (1711-1776) investigou o problema do padrão universal do gosto. Hume perguntou-se se o gosto é subjetivo ou objetivo, ou seja, “a beleza está nos olhos de quem vê” ou o gosto é uma característica objetiva que está (ou não) presente nos objetos que observamos ? Foco no conteúdo Vênus ao espelho, de Velázquez, 1647-51. Reprodução – NATIONAL GALLERY/WIKIMEDIA COMMONS, 2005. Disponível em: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:VelazquezVenues.jpg. Acesso em: 26 nov. 2024. Existe um padrão universal de beleza? Caso houvesse um padrão universal de beleza, todos os seres humanos julgariam belos os objetos a ele correspondentes. Fontes: HUME, 1973; STIGAR, 2011. https://commons.wikimedia.org/wiki/File:VelazquezVenues.jpg Para Hume, as opiniões diferentes não significam que a pintura é em si mesma bela ou feia, mas que a beleza é uma experiência subjetiva que varia de acordo com o observador. A beleza está “nos olhos de quem vê”. Isso significa que a beleza não é uma propriedade objetiva dos objetos, mas uma resposta emocional e sensorial que surge na mente do observador. Apesar dessa diversidade, Hume argumenta em seu ensaio “Do Padrão do Gosto” que é possível estabelecer um padrão de gosto. Esse padrão não está nos objetos em si, mas na natureza humana. Fontes: HUME, 1973; STIGAR, 2011. Foco no conteúdo Onde está a beleza? David Hume Reprodução – SCOTTISH NATIONAL PORTRAIT GALLERY/WIKIMEDIA COMMONS, 2018. Disponível em: https://commons.wikimedia.org/wiki/ File:Painting_of_David_Hume.jpg. Acesso em: 26 nov. 2024. David Hume (1711-1776). Filósofo britânico ilustre pelo seu empirismo e ceticismo filosófico. Para Hume, o conhecimento ocorre por meio da experiência sensível: impressões e ideias. Publicou, entre outras obras, o Ensaio sobre o Entendimento Humano e o ensaio Do padrão do gosto. https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Painting_of_David_Hume.jpg https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Painting_of_David_Hume.jpg 1 2 3 4 A procura de um padrão de gosto é natural, mas é difícil pensar em um fundamento desse padrão, uma vez que não se pode contar com a razão demonstrativa. Padrão de gosto é possível? Para Hume, o desenvolvimento da fineza da imaginação, base para qualificar o gosto, requer constante contato com distintas obras e o exercício de comparar diversos graus de excelência. Desenvolvimento do gosto É fundamental acautelar-se contra preconceitos e manter o bom senso, pois, se a razão demonstrativa não é orientadora do gosto, ela é necessária para o seu exercício. Bom senso Há um certo padrão de gosto presente na natureza humana. Porém, o contexto e as crenças, assim como a passagem do tempo, inviabiliza um projeto de estabelecer um padrão de gosto universal. Padrão universal? Foco no conteúdo Para Hume, apesar da diversidade, existem princípios gerais segundo os quais algo é agradável ou desagradável a todos, independentemente da relatividade e subjetividade. Esse princípio é a natureza humana. Fontes: HUME, 1973; STIGAR, 2011. Hume sugere que por meio da experiência e da prática da crítica estética, podemos identificar certos princípios que são amplamente aceitos. A apreciação da beleza e o desenvolvimento do gosto são aprimorados na medida em que a pessoa experimenta a apreciação de distintas obras de arte. Gosto se aprende A proporção áurea ou “número de ouro” é uma constante irracional. Essa proporção está relacionada com padrões estéticos. É possível identificar esse padrão, por exemplo, nos quadros da Monalisa e Homem Vitruviano de Leonardo Da Vinci, entre outros. Reprodução – WIKIMEDIA COMMONS, [s.d.]. Disponível em: https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/c/c6/DV_The_Toilet_of_Venus_Gr.j pg. Acesso em: 26 nov. 2024. Foco no conteúdo Fontes: HUME, 1973; STIGAR, 2011. https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/c/c6/DV_The_Toilet_of_Venus_Gr.jpg https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/c/c6/DV_The_Toilet_of_Venus_Gr.jpg Pause e responda Onde está a beleza? a beleza é uma qualidade objetiva dos objetos. a beleza é uma experiência subjetiva que varia de pessoa para pessoa. a beleza é uma qualidade que só pode ser percebida por críticos treinados. a beleza é determinada pela maioria das pessoas. 2 minutos Sobre o gosto e a beleza, a partir da filosofia de Hume, podemos afirmar que: Pausee responda a beleza é uma qualidade objetiva dos objetos. a beleza é uma experiência subjetiva que varia de pessoa para pessoa. a beleza é uma qualidade que só pode ser percebida por críticos treinados. a beleza é determinada pela maioria das pessoas. Onde está a beleza? Sobre o gosto e a beleza, a partir da filosofia de Hume, podemos afirmar que: A B C D Se a beleza está relacionada com a proporção, o feio é? Se a beleza é grandeza e ordem, o feio é? Se a beleza nos atrai e nos deleita, o efeito do feio é? Se o belo traz equilíbrio e paz, o feio promove? Onde está o feio? Na prática A B C D Se a beleza está relacionada com a proporção, o feio é desproporcional. Se a beleza é grandeza e ordem, o feio é inferior e desordenado. Se a beleza nos atrai e nos deleita, o efeito do feio é repulsa e aflição. Se o belo traz equilíbrio e paz, o feio promove desequilíbrio e animosidade. Correção Na prática Resposta aberta. Contudo, espera-se que os estudantes façam uma oposição entre o belo e o feio, conforme os exemplos a seguir. Onde está o feio? Na arte contemporânea, nem tudo precisa ser belo. O feio tem o seu papel. O feio já foi associado a imperfeições e desvios que causam desconforto. Retomando a música "Sampa", o compositor descreve a cidade como "feia" por divergir de suas expectativas e padrões de beleza. No entanto, ao longo da canção, é registrado o desenvolvimento de um afeto por “Sampa”, evidenciado em versos como “alguma coisa acontece no meu coração” e “os novos baianos te podem curtir numa boa”. O afeto pela cidade não ocorre porque ela passou a ficar bonita, limpa de tudo que a caracterizaria como “feia”. O afeto se desenvolve justamente em razão das características próprias da cidade, por sua singularidade! Contemple as imagens a seguir: Rua 25 de março na cidade de São Paulo. Reprodução – LÉO PINHEIRO/WIKIMEDIA COMMONS, 2013. Disponível em: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Rua_25_de_mar%C3%A7 o_(2008).jpg. Acesso em: 26 nov. 2024. Foco no conteúdo https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Rua_25_de_mar%C3%A7o_(2008).jpg https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Rua_25_de_mar%C3%A7o_(2008).jpg Foco no conteúdo Medusa de Arnold Böcklin (1878) Reprodução – GERMANISCHES NATIONALMUSEUM/WIKIMEDIA COMMONS, 2004. Disponível em: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Medusa.jpg. Acesso em: 26 nov. 2024. Imagem do filme mudo de Sergei Eisenstein de 1925, Encouraçado Potemkin. Reprodução – WIKIMEDIA COMMONS, [s.d.]. Disponível em: https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/2/2d/Eisenstein_Potemkin_2.jp g. Acesso em: 26 nov. 2024. https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Medusa.jpg https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/2/2d/Eisenstein_Potemkin_2.jpg https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/2/2d/Eisenstein_Potemkin_2.jpg Onde está o feio? Precisamos aprender a deixar a feiura ser! Não se trata de fazer uma apologia do feio, mas de se esforçar para conviver melhor com a desarmonia, com a incompletude e até mesmo com a incorreção, não apenas nos outros, mas em nós mesmos.” (FEITOSA, 2004. p. 136) Foco no conteúdo Como o feio nos afeta? Como a nossa sensibilidade reage diante de obras que retratam as mazelas do corpo? O feio pode atrair ? Na prática Agora é com você! Vamos exercitar o juízo de gosto, observando algumas obras que podem ser encontradas em espaços públicos. Agora, veja a escultura "A menina e o bezerro", obra de Luiz Christophe, que encontra-se no Largo do Arouche, na cidade de São Paulo, desde o começo do século XX. Para analisar essa obra, considere: • O material utilizado, as linhas e o gestual provoca em você alguma sensação? Alguma memória ou emoção? • O que essa obra pode revelar sobre a cidade? • A obra tem o potencial de gerar algum impacto no público? • A obra é bela? Por quê? • Quais outras questões podem ser pensadas para analisar uma escultura disponível em espaço público? 5 minutos A menina e o bezerro. Reprodução – DORNICKE/WIKIPÉDIA, 2016. Disponível em: https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Luiz_Christophe_- _A_Menina_e_o_Bezerro_02.jpg. Acesso em: 26 nov. 2024. https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Luiz_Christophe_-_A_Menina_e_o_Bezerro_02.jpg https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Luiz_Christophe_-_A_Menina_e_o_Bezerro_02.jpg Na prática 5 minutos A escultura de bronze de Lélio Coliccini, data de 1957 e simboliza um grupo de andorinhas em pleno voo. A obra está localizada em frente à Biblioteca Municipal e ao MACC – Museu de Arte Contemporânea de Campinas. Para analisar essa obra, considere: • O material utilizado e as linhas provocam em você alguma sensação, memória ou emoção? • O que essa obra pode revelar sobre a cidade? • A obra tem o potencial de gerar algum impacto no público? • A obra é bela? Por quê? • Quais outras questões podem ser pensadas para analisar uma escultura disponível em espaço público? Reprodução – WIKIMEDIA COMMONS, [s.d.]. Disponível em: https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/a/ae/Monumento_%C3%A 0s_Andorinhas_e_ao_fundo_o_Pal%C3%A1cio_dos_Jequitib%C3%A1s%2 C_sede_da_Prefetura_-_panoramio.jpg. Acesso em: 26 nov. 2024. https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/a/ae/Monumento_%C3%A0s_Andorinhas_e_ao_fundo_o_Pal%C3%A1cio_dos_Jequitib%C3%A1s%2C_sede_da_Prefetura_-_panoramio.jpg https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/a/ae/Monumento_%C3%A0s_Andorinhas_e_ao_fundo_o_Pal%C3%A1cio_dos_Jequitib%C3%A1s%2C_sede_da_Prefetura_-_panoramio.jpg https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/a/ae/Monumento_%C3%A0s_Andorinhas_e_ao_fundo_o_Pal%C3%A1cio_dos_Jequitib%C3%A1s%2C_sede_da_Prefetura_-_panoramio.jpg A partir das aprendizagens desenvolvidas nessa aula responda às questões propostas: 1. A beleza é uma característica da cidade ou dos olhares diversos daqueles que passam por ela? 2. Todos temos um pouco (ou muito) de Narciso? Para gostar de alguma coisa precisamos, de alguma forma, nos reconhecer naquilo que vemos? Como amenizar o nosso lado Narciso ao apreciar obras de arte? De volta ao começo Encerramento 8 minutos © Pixabay ARANHA, M. L. de A.; MARTINS, M. H. P. Temas de filosofia. São Paulo: Moderna, 1998. CACHEL, A. Do padrão do gosto em Hume: a crítica e a racionalidade. Rapsódia, v. 1, n. 4, p. 51-64, 2008. Disponível em: https://www.revistas.usp.br/rapsodia/article/view/152636. Acesso em: 26 nov. 2024. FEITOSA, C. Explicando a filosofia com arte. Rio de Janeiro: Ediouro, 2004. HUME, D. Investigação sobre o entendimento humano. São Paulo: Abril Cultural, 1973. LEMOV, D. Aula nota 10: 63 técnicas para melhorar a gestão da sala de aula. Porto Alegre: Penso, 2023. SÃO PAULO (Estado). Secretaria da Educação. Currículo Paulista: etapa Ensino Médio, 2020. Disponível em: https://efape.educacao.sp.gov.br/curriculopaulista/wp-content/uploads/2023/02/CURR%C3%8DCULO-PAULISTA-etapa- Ensino-M%C3%A9dio_ISBN.pdf. Acesso em: 26 nov. 2024. STIGAR, R. O padrão do gosto em David Hume. Revista Filosofia Capital, v. 6, n. 12, p. 45-57, jan. 2011. Disponível em: http://www.educadores.diaadia.pr.gov.br/arquivos/File/2010/artigos_teses/FILOSOFIA/Artigos/gosto_davi_hume.pdf. Acesso em: 26 nov. 2024. VELOSO, C. Sampa – Live. In: VELOSO, C. Multishow Ao Vivo: Cê. Rio de Janeiro: Universal, 2007. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=qeDqXLkXvr4. Acesso em: 26 nov. 2024. WIKIPÉDIA. Proporção áurea, 8 out. 2024. Disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Propor%C3%A7%C3%A3o_%C3%A1urea. Acesso em: 26 nov. 2024. Identidade visual: imagens © Getty Images. Referências https://www.revistas.usp.br/rapsodia/article/view/152636 https://efape.educacao.sp.gov.br/curriculopaulista/wp-content/uploads/2023/02/CURR%C3%8DCULO-PAULISTA-etapa-Ensino-M%C3%A9dio_ISBN.pdf https://efape.educacao.sp.gov.br/curriculopaulista/wp-content/uploads/2023/02/CURR%C3%8DCULO-PAULISTA-etapa-Ensino-M%C3%A9dio_ISBN.pdfhttp://www.educadores.diaadia.pr.gov.br/arquivos/File/2010/artigos_teses/FILOSOFIA/Artigos/gosto_davi_hume.pdf https://www.youtube.com/watch?v=qeDqXLkXvr4 https://pt.wikipedia.org/wiki/Propor%C3%A7%C3%A3o_%C3%A1urea Para professores Slide 2 Habilidade: (EM13CHS104) Analisar objetos e vestígios da cultura material e imaterial de modo a identificar conhecimentos, valores, crenças e práticas que caracterizam a identidade e a diversidade cultural de diferentes sociedades inseridas no tempo e no espaço. (SÃO PAULO, 2020) Slide 3 Tempo: 08 minutos. Dinâmica de condução: Professor, a seção “Para começar” desta aula deve ser um pouco mais longa. Sugerimos a audição e análise da música Sampa. Como você pôde notar, mobilizamos duas técnicas: “Virem e conversem” e “Com suas palavras”. Dessa forma, você pode solicitar que os estudantes escutem a música com atenção, uma vez que ela deverá ser retomada no final da aula. Os alunos devem conversar sobre a música e sobre as questões propostas. Por fim, devem responder “Com suas palavras” ao que se pede. O momento previsto para a resposta “Com suas palavras” pode ser realizado oralmente e, nesse sentido, você pode solicitar que um ou dois estudantes sejam voluntários para socializar as respostas. Caso julgue pertinente, você pode escolher um ou dois estudantes para apresentar as respostas dadas. Expectativas de respostas: A partir da letra da música, espera-se que os estudantes respondam que a cidade-tema se caracteriza por uma comunidade e estrutura diversificada e complexa. Caso julgue pertinente, você pode mencionar que a música revela essa característica quando aborda a existência de um povo oprimido que se encontra em filas, vilas e favelas, mas que na mesma cidade há uma força econômica que a movimenta ao erguer e destruir coisas belas. Na questão 2, espera-se que os estudantes identifiquem a questão ambiental, ou seja, trata-se de uma cidade poluída, o que não contribui para a beleza da cidade. Slide 5 Tempo: 2 minutos. Dinâmica de condução: Professor, “Pause e responda” é uma estratégia pedagógica pensada para reforçar a compreensão dos estudantes e garantir que todos acompanhem o ritmo da aula. A pausa proposta visa verificar se os estudantes compreenderam a perspectiva de “feio” e “belo”, segundo a referência do indivíduo. Na letra da música, essa ideia está bem delineada na referência ao mito de Narciso, ou seja, a beleza ou falta de beleza da cidade depende das referências de beleza do próprio artista que observa. Nesse sentido, você pode justificar essa ideia da imposição de um ideal subjetivo para a cidade, citando outro trecho da música em que o autor, numa espécie de conversa, menciona “um difícil começo”, e “afasto o que não conheço” e, por fim, confessa que, influenciado por suas origens, tinha outra referência do que seja “um sonho feliz de cidade”. Dada essa breve explicação, você pode chamar alguns estudantes, aleatoriamente, para responderem à pergunta. Você também pode pedir que os estudantes votem, levantando a mão para a alternativa que considerarem correta. Isso não só verifica a compreensão, mas também envolve toda a turma. Slide 11 Tempo: 2 minutos. Dinâmica de condução: Professor, “Pause e responda” é uma estratégia pedagógica pensada para reforçar a compreensão dos estudantes e garantir que todos acompanhem o ritmo da aula. Nessa pausa, propomos verificar se os estudantes compreenderam a perspectiva apresentada pelo filósofo David Hume acerca da experiência do gosto e da beleza, se essa experiencia é subjetiva e, portanto, individual, ou se é uma experiência objetiva que pode ser compartilhada por todos. A partir da leitura do enunciado e de uma breve reflexão por parte dos estudantes, você pode chamar alguém para responder à pergunta. Você também pode pedir que os estudantes votem, levantando a mão para a alternativa que considerarem correta. Isso não só verifica a compreensão, mas também envolve toda a turma. Slide 18 Tempo: 5 minutos. Dinâmica de condução: Professor, nessa seção, a ideia é promover uma discussão curta e em pares para que os estudantes reflitam sobre a obra “A menina e o bezerro”, a partir das questões propostas. Trata-se de uma análise relativamente simples, que visa levar o estudante a observar e refletir sobre os diferentes elementos que compõem uma obra de arte, e analisar os efeitos da composição da obra. Você pode propor outras questões, caso julgue pertinente. Em seguida, você pode promover um breve momento de socialização sobre o que foi discutido. Nesse caso, seria interessante que a dupla respondesse individualmente, considerando a questão do gosto individual. Dessa forma, você pode escolher uma dupla para que façam rapidamente a exposição acerca do que foi discutido. As questões são abertas, assim como as respostas. Expectativas de respostas: Respostas abertas e pessoais. Contudo, espera-se que os estudantes respondam de forma coerente com o que a obra apresenta. Slide 19 Tempo: 5 minutos. Dinâmica de condução: Professor, nesta seção, a ideia é promover uma discussão curta e em pares para que os estudantes reflitam sobre a obra “Monumento às andorinhas”, a partir das questões propostas. Trata-se de uma análise relativamente simples, que visa levar o estudante a observar diferentes elementos que compõem uma obra de arte, e a analisar os efeitos da composição da obra. Você pode propor outras questões, caso julgue pertinente. Em seguida, você pode promover um breve momento de socialização sobre o que foi discutido. Nesse caso, seria interessante que a dupla respondesse individualmente, considerando a questão do gosto individual. Dessa forma, você pode escolher uma dupla para fazer uma breve exposição acerca do que foi discutido. As questões são abertas, assim como as respostas. Expectativas de respostas: Respostas abertas e pessoais. Contudo, espera-se que os estudantes respondam de forma coerente com o que a obra apresenta. Slide 20 Tempo: 8 minutos. Dinâmica de condução: Professor, para finalizar a aula, propomos duas questões envolvendo diferentes momentos da aula. A técnica proposta “Com suas palavras” visa articular a aprendizagem desenvolvida de maneira pessoal, possibilitando que os estudantes possam aferir sua compreensão acerca do tema desenvolvido na aula. Você pode orientá-los a fazer uma atividade escrita ou apenas uma apresentação oral. A intenção desse momento é provocá-los a uma reflexão sobre a relação que estabelecem com a cidade onde habitam. A primeira questão está diretamente ligada ao conteúdo abordado na aula e, dessa forma, o estudante deve responder conforme o que foi apresentado. A segunda questão traz um aspecto mais pessoal sobre a nossa “porção” narciso (referência dada pela música Sampa) e como superá-la para apreciar diferentes obras de arte. Expectativas de respostas: Para a primeira questão, espera-se que o estudante responda que a beleza da cidade é relativa aos diversos olhares que passam por ela. Contudo, há impressões que podem ser comuns, como o fato de que uma cidade muito poluída tende a ser menos atraente para todos. Na segunda questão, espera-se uma resposta pessoal. No entanto, é preciso que os estudantes reconheçam que superar o lado “Narciso” de cada um, significa estar aberto ao que é diferente, superando preconceitos. Slide 1 Slide 2 Slide 3 Slide 4 Slide 5: Narciso Slide 6: Narciso Slide 7 Slide 8 Slide 9: Slide 10: Gosto se aprende Slide 11: Onde está a beleza? Slide 12: Onde está a beleza? Slide 13: Onde está o feio? Slide 14: Correção Slide 15: Onde está o feio? Slide 16 Slide 17: Onde está o feio? Slide 18 Slide 19 Slide 20: De volta ao começo Slide 21 Slide 22 Slide 23 Slide 24 Slide 25 Slide 26 Slide 27 Slide 28 Slide 29 Slide 30