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1º bimestre
Aula 11
Ensino
Médio
Filosofia
O belo e o não belo: gosto 
não se discute?
● Os conceitos fundamentais de 
Estética.
● Reconhecer conceitos fundamentais 
da Estética, como o belo, o feio e o 
gosto.
● Problematizar a possibilidade de um 
gosto universal.
● Avaliar se existem padrões 
universalmente reconhecíveis de 
beleza, objetivando a compreensão 
da produção de significados.
Link para vídeo
Caetano Veloso - Sampa
Música Sampa de Caetano Veloso traz uma série de referências à 
cidade de São Paulo, como a música, arquitetura, questões 
ambientais e culturais por meio de metáforas.
CAETANO VELOSO. Caetano Veloso – Sampa. Disponível em: 
https://www.youtube.com/watch?v=qeDqXLkXvr4. Acesso em: 26 nov. 2024.
A partir da letra da música Sampa, 
responda:
1. A cidade se caracteriza por uma 
comunidade e estrutura diversificada e 
complexa ? 
2. Ao relacionar a fumaça com o 
apagamento das estrelas, a música faz 
referência a uma característica da 
cidade? Essa característica contribui 
para a beleza da cidade?
Para começar
8 minutos
https://www.youtube.com/watch?v=qeDqXLkXvr4
Foco no conteúdo
O mito de Narciso 
Certa vez, quando Narciso ainda era uma criança, sua 
mãe procurou o adivinho Tirésias para saber se o filho 
teria uma vida longa. O adivinho respondeu que a 
longevidade só seria possível se Narciso não olhasse a 
própria imagem. A mãe preocupada retirou todos os 
objetos que produzissem reflexos. 
Narciso cresceu, se tornou belo e vaidoso. Depois de 
desprezar vários pretendentes acabou sendo punido. Ao 
passear pelo bosque, Narciso encontrou uma fonte de 
água clara e se debruçou sobre ela. Ao ver sua imagem 
refletida, Narciso não conseguia parar de se olhar. Estava 
apaixonando pelo próprio reflexo. Morreu de fome e sede 
junto à fonte de água onde via sua imagem refletida. Seu 
corpo transmutou-se em flor. 
O mito gerou o termo “narcisismo”, o qual, na psicanálise, 
é usado para explicar um transtorno obsessivo pela 
própria imagem. De forma geral, “narcisismo” remete a um 
excesso de amor próprio.
Narciso, do pintor italiano Caravaggio (1571-1610)
Reprodução – GALERIA NACIONAL DE ARTE ANTIGA/WIKIPÉDIA, 2005. 
Disponível em: 
https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Michelangelo_Caravaggio_065.jpg. 
Acesso em: 26 nov. 2024.
https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Michelangelo_Caravaggio_065.jpg
Pause e responda
Narciso
Tudo que a cidade exibe é de 
mau gosto. É uma cidade 
absolutamente feia.
A cidade não reflete as 
referências de beleza do artista, 
por isso ela é feia. 
2 minutos
Escolha a alternativa que interpreta o contexto do verso.
Quando eu te encarei frente a frente não vi o meu rosto
Chamei de mau gosto o que vi, de mau gosto, mau gosto
É que Narciso acha feio o que não é espelho.
(VELOSO, 2007)
Pause e responda
Tudo que cidade exibe é de mau 
gosto. É uma cidade 
absolutamente feia.
A cidade não reflete as 
referências de beleza do artista 
por isso ela é feia. 
Narciso
Escolha a alternativa que interpreta o contexto do verso.
Quando eu te encarei frente a frente não vi o meu rosto
Chamei de mau gosto o que vi, de mau gosto, mau gosto
É que Narciso acha feio o que não é espelho.
(VELOSO, 2007)
Imagine duas pessoas observando a mesma pintura. 
Uma pode achar a obra bela graças às suas cores e 
da sua composição harmoniosa, enquanto a outra 
pode não gostar, talvez por preferir outro estilo de 
pintura. 
O filósofo David Hume (1711-1776) investigou o 
problema do padrão universal do gosto.
Hume perguntou-se se o gosto é subjetivo ou objetivo, 
ou seja, “a beleza está nos olhos de quem vê” ou o 
gosto é uma característica objetiva que está (ou 
não) presente nos objetos que observamos ?
Foco no conteúdo
Vênus ao espelho, de Velázquez, 1647-51.
Reprodução – NATIONAL GALLERY/WIKIMEDIA COMMONS, 2005. 
Disponível 
em: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:VelazquezVenues.jpg. 
Acesso em: 26 nov. 2024.
Existe um padrão universal de beleza? 
Caso houvesse um padrão universal de beleza, todos os seres 
humanos julgariam belos os objetos a ele correspondentes.
Fontes: HUME, 1973; STIGAR, 2011.​
https://commons.wikimedia.org/wiki/File:VelazquezVenues.jpg
Para Hume, as opiniões diferentes não 
significam que a pintura é em si mesma bela ou 
feia, mas que a beleza é uma experiência 
subjetiva que varia de acordo com o observador.
A beleza está “nos olhos de quem vê”. Isso 
significa que a beleza não é uma propriedade 
objetiva dos objetos, mas uma resposta 
emocional e sensorial que surge na mente do 
observador. 
Apesar dessa diversidade, Hume argumenta em 
seu ensaio “Do Padrão do Gosto” que é possível 
estabelecer um padrão de gosto. Esse padrão 
não está nos objetos em si, mas na natureza 
humana. 
Fontes: HUME, 1973; STIGAR, 2011.
Foco no conteúdo
Onde está a beleza? 
David Hume 
Reprodução – SCOTTISH 
NATIONAL PORTRAIT 
GALLERY/WIKIMEDIA COMMONS, 
2018. Disponível em: 
https://commons.wikimedia.org/wiki/
File:Painting_of_David_Hume.jpg. 
Acesso em: 26 nov. 2024.
David Hume (1711-1776).
Filósofo britânico ilustre 
pelo seu empirismo e 
ceticismo filosófico. Para
Hume, o conhecimento 
ocorre por meio da 
experiência sensível: 
impressões e ideias.
Publicou, entre outras 
obras, o Ensaio sobre o 
Entendimento Humano e o 
ensaio Do padrão do 
gosto.
https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Painting_of_David_Hume.jpg
https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Painting_of_David_Hume.jpg
1 2 3 4
A procura de um padrão 
de gosto é natural, mas 
é difícil pensar em um 
fundamento desse 
padrão, uma vez que 
não se pode contar com 
a razão demonstrativa.
Padrão de gosto 
é possível? 
Para Hume, o 
desenvolvimento da 
fineza da imaginação, 
base para qualificar o 
gosto, requer constante 
contato com distintas 
obras e o exercício de 
comparar diversos
graus de excelência.
Desenvolvimento 
do gosto
É fundamental 
acautelar-se contra 
preconceitos e 
manter o bom senso,
pois, se a razão 
demonstrativa não é 
orientadora do gosto, 
ela é necessária para 
o seu exercício.
Bom senso
Há um certo padrão de 
gosto presente na 
natureza humana. 
Porém, o contexto e as 
crenças, assim como a 
passagem do tempo, 
inviabiliza um projeto de 
estabelecer um padrão 
de gosto universal.
Padrão universal?
Foco no conteúdo 
Para Hume, apesar da diversidade, existem princípios gerais segundo os quais algo é 
agradável ou desagradável a todos, independentemente da relatividade e subjetividade. 
Esse princípio é a natureza humana.
Fontes: HUME, 1973; STIGAR, 2011.​
Hume sugere que por meio da experiência 
e da prática da crítica estética, podemos 
identificar certos princípios que são 
amplamente aceitos.
A apreciação da beleza e o 
desenvolvimento do gosto são 
aprimorados na medida em que a pessoa 
experimenta a apreciação de distintas 
obras de arte. 
Gosto se aprende
A proporção áurea ou “número de ouro” é uma constante irracional. Essa 
proporção está relacionada com padrões estéticos. É possível identificar esse 
padrão, por exemplo, nos quadros da Monalisa e Homem Vitruviano de 
Leonardo Da Vinci, entre outros.
Reprodução – WIKIMEDIA COMMONS, [s.d.]. Disponível em: 
https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/c/c6/DV_The_Toilet_of_Venus_Gr.j
pg. Acesso em: 26 nov. 2024.
Foco no conteúdo
Fontes: HUME, 1973; STIGAR, 2011.​
https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/c/c6/DV_The_Toilet_of_Venus_Gr.jpg
https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/c/c6/DV_The_Toilet_of_Venus_Gr.jpg
Pause e responda
Onde está a beleza? 
a beleza é uma qualidade 
objetiva dos objetos.
a beleza é uma experiência 
subjetiva que varia de pessoa 
para pessoa.
a beleza é uma qualidade que só 
pode ser percebida por críticos 
treinados.
a beleza é determinada pela 
maioria das pessoas.
2 minutos
Sobre o gosto e a beleza, a partir da filosofia de Hume, podemos 
afirmar que:
Pausee responda
a beleza é uma qualidade 
objetiva dos objetos.
a beleza é uma experiência 
subjetiva que varia de pessoa 
para pessoa.
a beleza é uma qualidade que só 
pode ser percebida por críticos 
treinados.
a beleza é determinada pela 
maioria das pessoas.
Onde está a beleza? 
Sobre o gosto e a beleza, a partir da filosofia de Hume, podemos 
afirmar que:
A
B
C
D
Se a beleza está relacionada com a proporção, o feio é?
Se a beleza é grandeza e ordem, o feio é?
Se a beleza nos atrai e nos deleita, o efeito do feio é?
Se o belo traz equilíbrio e paz, o feio promove?
Onde está o feio?
Na prática
A
B
C
D
Se a beleza está relacionada com a proporção, o feio é desproporcional.
Se a beleza é grandeza e ordem, o feio é inferior e desordenado.
Se a beleza nos atrai e nos deleita, o efeito do feio é repulsa e aflição.
Se o belo traz equilíbrio e paz, o feio promove desequilíbrio e animosidade.
Correção
Na prática
Resposta aberta. Contudo, espera-se que os estudantes façam uma oposição entre o belo e o 
feio, conforme os exemplos a seguir. 
Onde está o feio?
Na arte contemporânea, nem tudo precisa ser belo. O feio 
tem o seu papel. 
O feio já foi associado a imperfeições e desvios que 
causam desconforto. Retomando a música "Sampa", o 
compositor descreve a cidade como "feia" por divergir de 
suas expectativas e padrões de beleza. No entanto, ao 
longo da canção, é registrado o desenvolvimento de um 
afeto por “Sampa”, evidenciado em versos como “alguma 
coisa acontece no meu coração” e “os novos baianos te 
podem curtir numa boa”.
O afeto pela cidade não ocorre porque ela passou a ficar 
bonita, limpa de tudo que a caracterizaria como “feia”. O 
afeto se desenvolve justamente em razão das 
características próprias da cidade, por sua singularidade!
Contemple as imagens a seguir:
Rua 25 de março na cidade de São Paulo.
Reprodução – LÉO PINHEIRO/WIKIMEDIA COMMONS, 2013. 
Disponível em: 
https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Rua_25_de_mar%C3%A7
o_(2008).jpg. Acesso em: 26 nov. 2024. 
Foco no conteúdo
https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Rua_25_de_mar%C3%A7o_(2008).jpg
https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Rua_25_de_mar%C3%A7o_(2008).jpg
Foco no conteúdo
Medusa de Arnold Böcklin (1878)
Reprodução – GERMANISCHES NATIONALMUSEUM/WIKIMEDIA COMMONS, 2004. Disponível
em: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Medusa.jpg. Acesso em: 26 nov. 2024.
Imagem do filme mudo de Sergei Eisenstein de 1925, 
Encouraçado Potemkin. 
Reprodução – WIKIMEDIA COMMONS, [s.d.]. Disponível em: 
https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/2/2d/Eisenstein_Potemkin_2.jp
g. Acesso em: 26 nov. 2024.
https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Medusa.jpg
https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/2/2d/Eisenstein_Potemkin_2.jpg
https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/2/2d/Eisenstein_Potemkin_2.jpg
Onde está o feio?
Precisamos aprender a deixar 
a feiura ser! Não se trata de 
fazer uma apologia do feio, 
mas de se esforçar para 
conviver melhor com a 
desarmonia, com a 
incompletude e até mesmo 
com a incorreção, não apenas 
nos outros, mas em nós 
mesmos.”
(FEITOSA, 2004. p. 136)
Foco no conteúdo
Como o feio nos afeta? 
Como a nossa sensibilidade 
reage diante de obras que 
retratam as mazelas do corpo? 
O feio pode atrair ?
Na prática
Agora é com você!
Vamos exercitar o juízo de gosto, observando algumas 
obras que podem ser encontradas em espaços públicos. 
Agora, veja a escultura "A menina e o bezerro", obra de 
Luiz Christophe, que encontra-se no Largo do Arouche, na 
cidade de São Paulo, desde o começo do século XX.
Para analisar essa obra, considere:
• O material utilizado, as linhas e o gestual provoca em 
você alguma sensação? Alguma memória ou emoção? 
• O que essa obra pode revelar sobre a cidade?
• A obra tem o potencial de gerar algum impacto no 
público? 
• A obra é bela? Por quê?
• Quais outras questões podem ser pensadas para 
analisar uma escultura disponível em espaço público?
5 minutos
A menina e o bezerro.
Reprodução – DORNICKE/WIKIPÉDIA, 2016. Disponível em: 
https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Luiz_Christophe_-
_A_Menina_e_o_Bezerro_02.jpg. Acesso em: 26 nov. 2024.
https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Luiz_Christophe_-_A_Menina_e_o_Bezerro_02.jpg
https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Luiz_Christophe_-_A_Menina_e_o_Bezerro_02.jpg
Na prática
5 minutos
A escultura de bronze de Lélio Coliccini, data de 1957 
e simboliza um grupo de andorinhas em pleno voo. A 
obra está localizada em frente à Biblioteca Municipal e 
ao MACC – Museu de Arte Contemporânea de 
Campinas. 
Para analisar essa obra, considere:
• O material utilizado e as linhas provocam em você 
alguma sensação, memória ou emoção? 
• O que essa obra pode revelar sobre a cidade?
• A obra tem o potencial de gerar algum impacto no 
público? 
• A obra é bela? Por quê?
• Quais outras questões podem ser pensadas para 
analisar uma escultura disponível em espaço 
público?
Reprodução – WIKIMEDIA COMMONS, [s.d.]. Disponível em: 
https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/a/ae/Monumento_%C3%A
0s_Andorinhas_e_ao_fundo_o_Pal%C3%A1cio_dos_Jequitib%C3%A1s%2
C_sede_da_Prefetura_-_panoramio.jpg. Acesso em: 26 nov. 2024.
https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/a/ae/Monumento_%C3%A0s_Andorinhas_e_ao_fundo_o_Pal%C3%A1cio_dos_Jequitib%C3%A1s%2C_sede_da_Prefetura_-_panoramio.jpg
https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/a/ae/Monumento_%C3%A0s_Andorinhas_e_ao_fundo_o_Pal%C3%A1cio_dos_Jequitib%C3%A1s%2C_sede_da_Prefetura_-_panoramio.jpg
https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/a/ae/Monumento_%C3%A0s_Andorinhas_e_ao_fundo_o_Pal%C3%A1cio_dos_Jequitib%C3%A1s%2C_sede_da_Prefetura_-_panoramio.jpg
A partir das aprendizagens desenvolvidas nessa 
aula responda às questões propostas:
1. A beleza é uma característica da cidade ou 
dos olhares diversos daqueles que passam 
por ela?
2. Todos temos um pouco (ou muito) de 
Narciso? Para gostar de alguma coisa 
precisamos, de alguma forma, nos 
reconhecer naquilo que vemos? Como 
amenizar o nosso lado Narciso ao apreciar 
obras de arte? 
De volta ao começo
Encerramento 8 minutos
© Pixabay
ARANHA, M. L. de A.; MARTINS, M. H. P. Temas de filosofia. São Paulo: Moderna, 1998.
CACHEL, A. Do padrão do gosto em Hume: a crítica e a racionalidade. Rapsódia, v. 1, n. 4, p. 51-64, 2008. 
Disponível em: https://www.revistas.usp.br/rapsodia/article/view/152636. Acesso em: 26 nov. 2024.
FEITOSA, C. Explicando a filosofia com arte. Rio de Janeiro: Ediouro, 2004.
HUME, D. Investigação sobre o entendimento humano. São Paulo: Abril Cultural, 1973. 
LEMOV, D. Aula nota 10: 63 técnicas para melhorar a gestão da sala de aula. Porto Alegre: Penso, 2023.
SÃO PAULO (Estado). Secretaria da Educação. Currículo Paulista: etapa Ensino Médio, 2020. Disponível em: 
https://efape.educacao.sp.gov.br/curriculopaulista/wp-content/uploads/2023/02/CURR%C3%8DCULO-PAULISTA-etapa-
Ensino-M%C3%A9dio_ISBN.pdf. Acesso em: 26 nov. 2024.
STIGAR, R. O padrão do gosto em David Hume. Revista Filosofia Capital, v. 6, n. 12, p. 45-57, jan. 2011. Disponível 
em: 
http://www.educadores.diaadia.pr.gov.br/arquivos/File/2010/artigos_teses/FILOSOFIA/Artigos/gosto_davi_hume.pdf. 
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VELOSO, C. Sampa – Live. In: VELOSO, C. Multishow Ao Vivo: Cê. Rio de Janeiro: Universal, 2007. Disponível em: 
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WIKIPÉDIA. Proporção áurea, 8 out. 2024. Disponível em: 
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Identidade visual: imagens © Getty Images. 
Referências
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https://efape.educacao.sp.gov.br/curriculopaulista/wp-content/uploads/2023/02/CURR%C3%8DCULO-PAULISTA-etapa-Ensino-M%C3%A9dio_ISBN.pdf
https://efape.educacao.sp.gov.br/curriculopaulista/wp-content/uploads/2023/02/CURR%C3%8DCULO-PAULISTA-etapa-Ensino-M%C3%A9dio_ISBN.pdfhttp://www.educadores.diaadia.pr.gov.br/arquivos/File/2010/artigos_teses/FILOSOFIA/Artigos/gosto_davi_hume.pdf
https://www.youtube.com/watch?v=qeDqXLkXvr4
https://pt.wikipedia.org/wiki/Propor%C3%A7%C3%A3o_%C3%A1urea
Para professores
Slide 2
Habilidade: (EM13CHS104) Analisar objetos e vestígios da cultura material e imaterial de 
modo a identificar conhecimentos, valores, crenças e práticas que caracterizam a 
identidade e a diversidade cultural de diferentes sociedades inseridas no tempo e no 
espaço. 
(SÃO PAULO, 2020)
Slide 3
Tempo: 08 minutos.
Dinâmica de condução: Professor, a seção “Para começar” desta aula deve ser um pouco mais 
longa. Sugerimos a audição e análise da música Sampa. Como você pôde notar, mobilizamos duas 
técnicas: “Virem e conversem” e “Com suas palavras”. Dessa forma, você pode solicitar que os 
estudantes escutem a música com atenção, uma vez que ela deverá ser retomada no final da aula. 
Os alunos devem conversar sobre a música e sobre as questões propostas. Por fim, devem 
responder “Com suas palavras” ao que se pede. O momento previsto para a resposta “Com suas 
palavras” pode ser realizado oralmente e, nesse sentido, você pode solicitar que um ou dois 
estudantes sejam voluntários para socializar as respostas. Caso julgue pertinente, você pode 
escolher um ou dois estudantes para apresentar as respostas dadas. 
Expectativas de respostas: A partir da letra da música, espera-se que os estudantes respondam 
que a cidade-tema se caracteriza por uma comunidade e estrutura diversificada e complexa. Caso 
julgue pertinente, você pode mencionar que a música revela essa característica quando aborda a 
existência de um povo oprimido que se encontra em filas, vilas e favelas, mas que na mesma 
cidade há uma força econômica que a movimenta ao erguer e destruir coisas belas. Na questão 2, 
espera-se que os estudantes identifiquem a questão ambiental, ou seja, trata-se de uma cidade 
poluída, o que não contribui para a beleza da cidade.
Slide 5
Tempo: 2 minutos.
Dinâmica de condução: Professor, “Pause e responda” é uma estratégia pedagógica 
pensada para reforçar a compreensão dos estudantes e garantir que todos acompanhem o 
ritmo da aula. A pausa proposta visa verificar se os estudantes compreenderam a 
perspectiva de “feio” e “belo”, segundo a referência do indivíduo. Na letra da música, essa 
ideia está bem delineada na referência ao mito de Narciso, ou seja, a beleza ou falta de 
beleza da cidade depende das referências de beleza do próprio artista que observa. Nesse 
sentido, você pode justificar essa ideia da imposição de um ideal subjetivo para a cidade, 
citando outro trecho da música em que o autor, numa espécie de conversa, menciona “um 
difícil começo”, e “afasto o que não conheço” e, por fim, confessa que, influenciado por suas 
origens, tinha outra referência do que seja “um sonho feliz de cidade”. Dada essa breve 
explicação, você pode chamar alguns estudantes, aleatoriamente, para responderem à 
pergunta. Você também pode pedir que os estudantes votem, levantando a mão para a 
alternativa que considerarem correta. Isso não só verifica a compreensão, mas também 
envolve toda a turma.
Slide 11
Tempo: 2 minutos.
Dinâmica de condução: Professor, “Pause e responda” é uma estratégia pedagógica 
pensada para reforçar a compreensão dos estudantes e garantir que todos acompanhem o 
ritmo da aula. Nessa pausa, propomos verificar se os estudantes compreenderam a 
perspectiva apresentada pelo filósofo David Hume acerca da experiência do gosto e da 
beleza, se essa experiencia é subjetiva e, portanto, individual, ou se é uma experiência 
objetiva que pode ser compartilhada por todos. A partir da leitura do enunciado e de uma 
breve reflexão por parte dos estudantes, você pode chamar alguém para responder à 
pergunta. Você também pode pedir que os estudantes votem, levantando a mão para a 
alternativa que considerarem correta. Isso não só verifica a compreensão, mas também 
envolve toda a turma.
Slide 18
Tempo: 5 minutos.
Dinâmica de condução: Professor, nessa seção, a ideia é promover uma discussão curta 
e em pares para que os estudantes reflitam sobre a obra “A menina e o bezerro”, a partir 
das questões propostas. Trata-se de uma análise relativamente simples, que visa levar o 
estudante a observar e refletir sobre os diferentes elementos que compõem uma obra de 
arte, e analisar os efeitos da composição da obra. Você pode propor outras questões, caso 
julgue pertinente. Em seguida, você pode promover um breve momento de socialização 
sobre o que foi discutido. Nesse caso, seria interessante que a dupla respondesse 
individualmente, considerando a questão do gosto individual. Dessa forma, você pode 
escolher uma dupla para que façam rapidamente a exposição acerca do que foi discutido. 
As questões são abertas, assim como as respostas. 
Expectativas de respostas: Respostas abertas e pessoais. Contudo, espera-se que os 
estudantes respondam de forma coerente com o que a obra apresenta. 
Slide 19
Tempo: 5 minutos.
Dinâmica de condução: Professor, nesta seção, a ideia é promover uma discussão curta 
e em pares para que os estudantes reflitam sobre a obra “Monumento às andorinhas”, a 
partir das questões propostas. Trata-se de uma análise relativamente simples, que visa 
levar o estudante a observar diferentes elementos que compõem uma obra de arte, e a 
analisar os efeitos da composição da obra. Você pode propor outras questões, caso julgue 
pertinente. Em seguida, você pode promover um breve momento de socialização sobre o 
que foi discutido. Nesse caso, seria interessante que a dupla respondesse individualmente, 
considerando a questão do gosto individual. Dessa forma, você pode escolher uma dupla 
para fazer uma breve exposição acerca do que foi discutido. As questões são abertas, 
assim como as respostas. 
Expectativas de respostas: Respostas abertas e pessoais. Contudo, espera-se que os 
estudantes respondam de forma coerente com o que a obra apresenta. 
Slide 20
Tempo: 8 minutos.
Dinâmica de condução: Professor, para finalizar a aula, propomos duas questões envolvendo 
diferentes momentos da aula. A técnica proposta “Com suas palavras” visa articular a 
aprendizagem desenvolvida de maneira pessoal, possibilitando que os estudantes possam 
aferir sua compreensão acerca do tema desenvolvido na aula. Você pode orientá-los a fazer 
uma atividade escrita ou apenas uma apresentação oral. A intenção desse momento é 
provocá-los a uma reflexão sobre a relação que estabelecem com a cidade onde habitam. A 
primeira questão está diretamente ligada ao conteúdo abordado na aula e, dessa forma, o 
estudante deve responder conforme o que foi apresentado. 
A segunda questão traz um aspecto mais pessoal sobre a nossa “porção” narciso (referência 
dada pela música Sampa) e como superá-la para apreciar diferentes obras de arte. 
Expectativas de respostas: Para a primeira questão, espera-se que o estudante responda 
que a beleza da cidade é relativa aos diversos olhares que passam por ela. Contudo, há 
impressões que podem ser comuns, como o fato de que uma cidade muito poluída tende a ser 
menos atraente para todos. Na segunda questão, espera-se uma resposta pessoal. No 
entanto, é preciso que os estudantes reconheçam que superar o lado “Narciso” de cada um, 
significa estar aberto ao que é diferente, superando preconceitos. 
	Slide 1
	Slide 2
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	Slide 4
	Slide 5: Narciso
	Slide 6: Narciso
	Slide 7
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	Slide 9: 
	Slide 10: Gosto se aprende
	Slide 11: Onde está a beleza? 
	Slide 12: Onde está a beleza? 
	Slide 13: Onde está o feio?
	Slide 14: Correção
	Slide 15: Onde está o feio?
	Slide 16
	Slide 17: Onde está o feio?
	Slide 18
	Slide 19
	Slide 20: De volta ao começo
	Slide 21
	Slide 22
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