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Exercícios da Atividade Prática 4 – 2019/2 Profas. Isabel Mendes/ Maria Lizete Schneider 1. Sobre a flexão do nome são corretas as afirmações: A. Pode indicar gênero; B. Ela pode ser de número; C. Sempre indica número igual daquele expresso semanticamente; D. Indica tempo, modo, número e pessoa; E. Ela concorda em número e pessoa com o sujeito. 2. Apesar de, na NGB, a proposta de classes de palavras parecer algo simples, vimos que nem sempre ela ocorre de forma mecânica. Em verdade, a classificação dependerá da relação entre as palavras que compõem determinada frase. Um dos quesitos que deve ser levado em consideração no português brasileiro é a posição das palavras, por ser uma língua configuracional (em oposição a línguas como o latim), isto é, as funções e classificações se dão pela posição e relação com outros termos, não apenas pela terminação. Essa característica pode ser usada como um recurso expressivo. Na peça publicitária, em anexo, foi explorada a ambiguidade de segmentação (quando uma mesma sequência sonora (na fala) é passível de diferentes segmentações, resultando em palavras diferentes). Usando esse recurso fonético e configuracional, é sugerido para a palavra - sky - outro sentido. Considerando esse outro sentido para - sky – enquanto sequência sonora, marque a alternativa que indica a classe de palavra da palavra identificada na fala. NÓS NÃO Transmissão de qualidade é A. Artigo; B. Substantivo; C. Numeral; D. Verbo; E. Advérbio. 3. A língua, por ter uma face social, acaba sofrendo atribuição de valores próprios ao âmbito social e não propriamente linguístico. Isso significa que podemos deixar transparecer ideologias através de nossa linguagem, por exemplo, no uso de gênero marcado de certas palavras podemos perceber a atribuição de cunho pejorativo. Considerando isso, marque aquela palavra que pode apresentar cunho pejorativo no uso conotativo em expressões já cristalizadas quando empregada a marcação de gênero feminino. A. Leão; B. Gato; C. Galo; D. Zangão; E. Urso. 4. Leia o excerto abaixo e marque a alternativa correta, considerando a norma padrão também. “Seria errado dizer "micro e pequenas empresas" ou teríamos que dizer, como sugerem alguns gramáticos, „micros e pequenas empresas‟, flexionando o prefixoide? „Micro e pequenas empresas‟ significa „microempresas e pequenas empresas‟. Prefixos, prefixoides ou pseudoprefixos não se flexionam nunca, nem quando estão distantes da palavra primitiva.” A. As minis e maxissaias da nova estação chegaram. B. Os pseudo e autêntico nomes nos determinam. C. Os prés e pós-operatórios são passos que não devem ser ignorado. D. As misturas químicas homos e heterogêneas são distintas. E. As super e über modelos são poucas. 5. Apesar de, na NGB, a proposta de classes de palavras parecer algo simples, vimos que nem sempre ela ocorre de forma mecânica. Em verdade, a classificação dependerá da relação entre as palavras que compõem determinada frase. Uma das razões para isso é a homofonia, isto é, palavras com mesmo som e/ou grafia, mas sentido diferente. Na tirinha em anexo (canto inferior direito, logo abaixo dessa ordem de questão), temos um exemplo de homofonia. Além de o sentido ser diferente, também a classe de palavra é diferente. Marque as alternativas corretas. A. Na tirinha, vemos dois pinguins. Um na água, outro em solo. O que está em solo avisa o que está em água para nadar. Nesse sentido, -nada- pertence à classe de palavras dos verbos. B. Na tirinha, vemos dois pinguins. Um na água, outro em solo. O que está em solo avisa o que está em água para nadar. Nesse sentido, -nada- pertence à classe de palavras dos adjetivos. C. Na tirinha, vemos dois pinguins. Um na água, outro em solo. O que está em solo avisa o que está em água para nadar. Nesse sentido, -nada- pertence à classe de palavras dos substantivos. D. Na tirinha, vemos dois pinguins. Um na água, outro em solo. O que está na água questiona o que está em solo sobre o que está havendo. A resposta que ele recebe, porém o deixa confuso. Ele não entende a razão de o outro lhe chamar atenção se não havia algo errado. Nesse sentido, -nada- pertence à classe de palavras dos pronomes. E. Na tirinha, vemos dois pinguins. Um na água, outro em solo. O que está na água não questiona o que está em solo sobre o que está havendo. A resposta que ele recebe, porém o deixa confuso. Ele não entende a razão de o outro lhe chamar atenção se não havia algo errado. Nesse sentido, -nada- pertence à classe de palavras dos advérbios. 6. Leia o excerto abaixo: “Alguns gramáticos recomendam que se deva dizer "anos vintes", com flexão do numeral, sob a alegação de que a dezena se repete a cada ano (1920, 1921, 1922, etc.). O argumento não convence. O numeral cardinal tem duas características: além de participar da natureza do pronome, por ser um quantificador determinado (ex.: Carlos e seus três filhos saíram. Os quatro foram ao cinema.), o cardinal tem quatro funções, duas sintáticas (adjunto adnominal e aposto especificativo) e duas semânticas (enumerador e classificador), dependendo de sua posição em relação ao substantivo.” (http://revistalingua.com.br/textos/92/o- plural-dosnumeros- 290660-1.asp) Quando o numeral cardinal apresenta-se semanticamente como classificador, ele tem valor adjetivo, diferente de quando semanticamente constitui um enumerador. No primeiro caso ele não será flexionado em número para concordar com o substantivo ou expressão equivalente. Considere as frases e marque a alternativa correta. I. Cito um: Ruben Paz, camisa dez bom de bola dos anos oitenta, que, no entanto, foi um perdedor. (adaptada de ZH, 8 de junho de 2015) II. Uma jovem de 22 anos foi morta na frente dos pais e da irmã, em um assalto ocorrido na noite desta quinta-feira, dia 23, na Rua Gaurama, no Bairro Cavalhada, Zona Sul de Porto Alegre. (ZH, 24 de junho de 2016) III. O caso é investigado pela 13ª DP.(adaptada de ZH, 24 de junho de 2016) IV. Nesta, temos pelo menos duas vitórias, que são as questões do PL 44 e do difícil acesso – avalia, ao mencionar o prolongamento da discussão do projeto que trata das organizações sociais e a revogação da portaria que cria a comissão para revisão do adicional no salário. (adaptada de ZH, 24 de junho de 2016) Apresenta(m) numeral com valor semântico classificador: A. Nenhuma das frases; B. Apenas a frase I; C. Apenas as frases I, II, III; D. Apenas as frases I, III, IV; E. Apenas as frases I, II, IV. 7. Marque a alternativa que indica e classifica corretamente os advérbios destacados nas frases abaixo: (Frases retiradas de: http://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Espaco/noticia/2016/06/vidaalienigena- como- naoconhecemos. html) A. Coincidência ou [não], um dia depois do evento raro, a agência anunciou a confirmação do maior "lote" de exoplanetas até o momento, 1.284. – exceção. B. Mas se biologias exóticas também fossem levadas em consideração, o número de candidatos poderia ser [bem] maior. – intensificador. C. Acontece que as agências espaciais e grande parte da comunidade científica não têm muito interesse em vasculhar o cosmos à procura de vida [como] não a conhecemos. – conformidade. D. Achar seres alienígenas é, [com certeza], o maior sonho dos astrobiólogos, pois permitiria estudos comparativos com a vida terrestre: um único micróbio extraterrestre bastaria para "desprovincializar a biologia", como disse o astrônomo Carl Sagan. – dúvida. E. Esta ambiguidade é [apenas] um dos reflexos de uma questão maior: não há consenso na comunidade científica sobre o que é a vida. – modo. 8. A conjunção „ou‟ possui dois valores: injuntivo e disjuntivo. Quanto ela apresenta valor injuntivo significa que tanto faz uma coisa ou outra, possui o mesmo ou próximo valor que a conjunção „e‟. Entretanto, quanto ela apresenta valor disjuntivo, os elementos associados não podem coocorrer. Marque as alternativas em que a conjunção ‘e’ pode ser substituída por ‘ou’ sem alterar o significado, ou seja, o sentido permanece o mesmo. A. Mattoso Câmara escreveu em 1947 um texto clássico sobre a relação entre erros de escrita [e] a variação e possível mudança no português do Brasil. (Revista Língua Portuguesa, maio de 2013) B. Por que uma bola de futebol [e] uma dançarina de balé obedecem as clássicas leis de Newton, enquanto as partículas subatômicas das quais são feitas se comportam de acordo com as regras da mecânica quântica? (Revista Galileu, 08 de junho de 2015) C. Um título atrevido como esse evoca o problema da colocação das palavras na frase [e] acentua a evidência de que nem sempre é satisfatória a forma absolutamente direta, em geral recomendável no jornalismo - sujeito, verbo, complementos e adjuntos. (Revista Língua Portuguesa, outubro de 2012) D. Duvido que os comentadores fossem capazes de ver mérito nisso; eles têm mostrado que só veem os erros de grafia [e] outros tão banais quanto estes. (Revista Língua Portuguesa, maio de 2013) E. Então, para não ser involuntariamente engraçado, bastava o redator ter desconfiômetro [e] perceber que o melhor seria antecipar, necessariamente entre vírgulas, o adjunto "na Ucrânia". (Revista Língua Portuguesa, outubro de 2012) 9. O pronome relativo tem a função de retomar um referente já mencionado, desta forma evita-se a repetição. Leia o texto a seguir: Um tumulto foi registrado na madrugada deste domingo na Cidade Baixa, em Porto Alegre. De acordo com Brigada Militar (BM), tudo começou por volta das 3h15min, quando policiais militares em uma viatura do 9º BPM foram até a rua João Alfredo, após o telefone 190 receber inúmeras reclamações de som alto na rua, perto de uma casa noturna, entre as ruas Luiz Afonso e José do Patrocínio, vindo de um veículo de cor vermelha estacionado. No local, os policiais militares constataram um grupo de pessoas fazendo festa no meio da via pública e teriam pedido para que liberassem o trecho. No entanto o grupo teria reagido atirando pedras e garrafas contra os PMs. A tropa de choque do Pelotão de Operações Especiais(POE) do 9º do BPM foi então mobilizada para conter a situação, causando muita correria. Foram utilizadas balas de borracha e bombas de gás lacrimogêneo para dispersar o grupo. Não houve prisões e nem registro de feridos. “Ao chegar na João Alfredo as pessoas estavam no meio da rua. No momento [que] os PMs pediram para as pessoas saírem da rua;jogaram garrafas nos PMs. O pelotão de operações especiais reagiu com a utilização de agentes químicos”, explicou o comandante do 9º BPM, tenente coronel Eduardo Otto Amorim. Nas redes sociais, moradores da região relataram momentos de pânico durante o tumulto. (Correio do Povo) O pronome ‘que’ destacado e entre colchetes retoma: A. Um tumulto; B. Brigada Militar; C. Momento; D. No local; E. Pelotão de Operações Especiais. 10. Os pronomes oblíquos átonos não possuiriam do ponto de vista fonológico acento, por essa razão eles se associam a outras palavras. Quando essa associação ocorre com o verbo e o pronome sofre ênclise, é marcada na escrita por hífen e sofre mudança dependendo da terminação da conjugação. Associe a regra com o caso: 1 Os pronomes “o” e “a” (inclusive flexionados em número) quando associados a verbos terminados em “-r”, “-s” ou “-z” assumem as formas de “-lo” e “-la” (com marcação de plural quando necessário) e o verbo “perde” aquelas consoantes. 2 Os pronomes “o” e “a” (inclusive flexionados em número) quando associados a verbos terminados em ditongo nasal ou vogal nasalizada por “m”, assumem as formas “-no” e “-na” (com marcação de plural quando necessário). 3 Esses pronomes não sofrem mudanças nos demais casos. ( ) a. “planejar” conjugado na terceira pessoa do plural, infinitivo pessoal, modo imperativo. ( ) b. “pesquisar” conjugado na primeira pessoa do singular, no pretérito, no modo subjuntivo. ( ) c. “ler” conjugado na primeira pessoa do plural, no pretérito, do modo subjuntivo. ( ) d. “ajudar” conjugado na terceira pessoa do plural, no presente, no modo indicativo. ( ) e. “escrever” conjugado na primeira pessoa do singular, afirmativo, modo imperativo. 11. “O desenho, [no entanto], deixou o paulistano intrigado: na faixa local, mas só para veículos leves, uma faixa será dividida em duas, mas sem divisão real, com limites de 50 e 60 km/h.” (Disponível em: https://www.sensacionalista.com.br/2016/12/20/desenho-das-novasfaixas- de-limite-de-velocidade-nas-marginais-foi-feito-por-romero-britto-admite- doria/) https://www.sensacionalista.com.br/2016/12/20/desenho-das-novasfaixas-de-limite-de-velocidade-nas-marginais-foi-feito-por-romero-britto-admite-doria/ https://www.sensacionalista.com.br/2016/12/20/desenho-das-novasfaixas-de-limite-de-velocidade-nas-marginais-foi-feito-por-romero-britto-admite-doria/ https://www.sensacionalista.com.br/2016/12/20/desenho-das-novasfaixas-de-limite-de-velocidade-nas-marginais-foi-feito-por-romero-britto-admite-doria/ A conjunção destacada nessa frase pode ser substituída sem alteração de sentido por: A. conquanto. B. portanto. C. embora. D. contudo. E. enquanto. 12. Substitua as expressões em destaque por adjetivos correspondentes, fazendo os ajustes necessários: I. O advogado de acusação diz ter sido um crime de paixão. II. Alguns defendem que ainda vivemos na era do gelo. III. O cara tinha caráter de cobra. IV. Foi a uma sessão da manhã. Marque a alternativa que apresenta a forma simples equivalente desses adjetivos, respectivamente. A. passional, glacial, viperino, matutina; B. paixonite, gelada, viperina, matinê; C. apaixonado, gélida, cobreiro, cedo; D. apaixonado, frio, viperina, matutina; E. passional, glacial, venenoso, matinê. 13. Apesar de as conjunções serem apresentadas em listas fechadas, seu uso é muito mais fluido do que elas permitem crer. A conjunção indica qual a natureza da relação entre orações. “Porém basta uma investigação rasa para ver que se trata de algo falso – o National Report afirma que a notícia foi confirmada pela BBC [(quando não foi)] e que um tal de Lyndon Edwards da polícia londrina participou de uma coletiva de imprensa para esclarecer dúvidas de jornalistas.” É correto afirmar que a conjunção presente na oração destacada entre colchetes A. funciona com valor temporal, estabelecendo uma relação subordinativa. B. funciona com valor concessivo, quebrando expectativas argumentativas com verbo no subjuntivo. C. funciona com valor adversativo, estabelecendo uma relação coordenativa e quebrando expectativas argumentativas. D. funciona com valor temporal, introduzindo um complemento verbal. E. funciona com valor explicativo e justifica o sentido tanto da oração anterior quanto posterior. 14. “Como falantes de português, sabemos intuitivamente que certas formas pertencem a um mesmo paradigma flexional. Isso nos permite “juntar” todas as formas que um verbo, um substantivo ou um adjetivo podem assumir. Por exemplo, sabemos que as formas (eu) via, vendo e visto pertencem ao verbo ver. Sabemos também que (eu) vendo, venderei e vendido pertencem ao verbo vender. (ILARI, Rodolfo. Reconhecimento de formas de um mesmo paradigma flexional. In _____.Introdução ao estudo do léxico - brincando com as palavras. 5 ed. - São Paulo: Contexto,2011.) Em alguns casos a forma flexionada de uma palavra é igual a de outra, por exemplo, “trava” pode pertencer ao paradigma flexional do substantivo “trava” (tranca) ou do verbo “travar”. Identifique entre as palavras abaixo aquela que não apresenta essa possibilidade. A. hamburgueria; B. busca; C. canto; D. nado; E. pescaria. 15. A forma mais comum de marcação (flexão) de gênero feminino em português é através do morfema „-a‟, entretanto, nem sempre essa “receita” dá certo. Marque a alternativa em que a presença do morfema „-a‟ pode ser considerada marcação de gênero. A. bolo - bola B. peso - pesa; C. pelo - pela; D. adjetivo - adjetiva; E. porto - porta.