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LEITURA E DESENHO 
DE PROJETOS PREDIAIS 
AULA 1 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Prof. Norimar Ferraro 
 
 
2 
CONVERSA INICIAL 
Um edifício ou edificação é um conjunto de espaços arquitetônicos, 
constituídos por vários sistemas que possibilitam seu funcionamento. Muitas 
pessoas comparam a edificação a um corpo vivo, em que os espaços seriam 
nossos órgãos e que estariam sendo “alimentados” por um conjunto de sistemas 
circulatórios, como no corpo humano. No caso das edificações, são sistemas 
interdependentes e que garantem a habitabilidade das construções. 
Nesta disciplina, compreenderemos a representação gráfica desses 
sistemas e noções básicas do conhecimento técnico necessário para sua leitura. 
Sendo ela dirigida ao técnico em condomínio, o profissional poderá não ter toda 
a formação para sua compreensão total, mas dará condições de, com base no 
conhecimento aqui exposto, formar uma base mínima de leitura dos projetos. 
Valendo-se dessa base de conhecimento, o técnico poderá compreender o 
significado do desenho, sua simbologia e o caminhamento das instalações, além 
de poder, eventualmente, questionar alterações, melhorias ou origem de 
problemas. 
Os conteúdos serão divididos por tipologia de projeto, a se iniciar nesta 
aula pela fundamentação do desenho técnico, para que se possa entender sua 
origem e princípios de representação. Nos demais conteúdos, iremos percorrer 
os diversos projetos e sistemas que fazem parte das edificações. 
TOP – A EVOLUÇÃO DO DESENHO TÉCNICO 
Desde os primórdios, a construção sempre foi uma atividade coletiva. 
Para que ela ocorresse, haveria a necessidade de uma troca de informações e 
comunicação. Mesmo em um monumento da Antiguidade, era preciso se dizer 
as dimensões das pedras que o compunham, para os trabalhadores que iriam 
esculpi-la. A informação é, assim, a base de qualquer projeto, e é com base nela 
que uma edificação é construída. Se ela for de alguma forma registrada em um 
meio ou mídia, passa a se denominar projeto. 
 
 
 
3 
Figura 1 – Na Antiguidade, não existiam projetos arquitetônicos, mas a 
informação era necessária para a construção, que consistia basicamente nas 
dimensões dos elementos construtivos 
 
Fonte: TERD486/Shutterstock. 
Os registros mais antigos de desenhos de plantas baixas datam dos anos 
880/890 d.C., referentes ao monastério de St. Gallen, na Suíça. Era, na verdade, 
um esquema, com linhas simples e sem espessura de paredes, que apenas se 
preservou por estar desenhado no verso de um manuscrito. Somente a partir do 
Renascimento, por volta de 1400, com Filippo Brunelleschi, temos o 
desenvolvimento da perspectiva e desenho em escala, ocorrendo então uma 
ruptura entre o mestre de obras e o novo arquiteto, separando-se o trabalho 
manual do trabalho intelectual da construção (Tamashiro citado por Andrade, 
2003). Rafael (1519), em uma carta a León X, faz a descrição das projeções 
ortogonais básicas de representação de projeto: planta, alçado (la parete di 
fuora) e secção (la parete di dentro) (Tamashiro, 2003). 
 
 
 
4 
Figura 2 – O registro mais antigo de uma planta esquemática, do monastério de 
St. Gallen na Suíça (880/890 d.C.) 
 
Fonte: CC/PD. 
Somente em 1798, com o desenvolvimento da geometria descritiva por 
Gaspard Monge, é que se organiza e codifica o desenho técnico com seu 
sistema de representação gráfica, por meio das projeções ortogonais, 
perspectivas e axonometrias. 
 
 
 
5 
Figura 3 – Somente com Gaspard Monge, no ano de 1798, o desenho técnico é 
organizado com base no desenvolvimento da geometria descritiva 
 
Fonte: Adolf Leonard Van Gendt/PD. 
Com as sucessivas revoluções industriais, a metodologia de trabalho dos 
arquitetos se altera e assim se consolida o projeto de arquitetura como atividade 
separada do canteiro de obras. Na terceira revolução industrial, com o início do 
uso dos computadores pessoais e programas de desenho por computador 
(CAD), a tarefa do desenho à mão passa a ser digital, permanecendo, porém, o 
sistema de representação gráfica por vistas e projeções ortogonais. Na virada 
do milênio, quando as tecnologias de informação e comunicação (TICs) estão se 
desenvolvendo, surge uma nova tecnologia para elaboração de projetos e 
construção, chamada BIM (building information modelling). Nesse ponto, a 
representação digital é automatizada com base em um modelo tridimensional, 
por meio de vistas geradas automaticamente pelos softwares. Iremos abordar a 
questão do desenho digital ainda nesta aula. 
ROLÊ 1 – A GEOMETRIA DESCRITIVA E AS VISTAS DE DESENHO 
Para que possamos fazer a leitura de projetos prediais, é preciso 
compreender a teoria que embasa a representação gráfica das edificações. Um 
edifício é um objeto tridimensional no espaço, possuindo uma determinada 
 
 
6 
geometria de elementos, geralmente retilíneos, como planos, volumes, pontos, 
retas e superfícies. Os desenhos de projetos são bidimensionais e, assim, a 
dificuldade está em como se representar um edifício tridimensional num plano 
bidimensional de uma prancha de desenho. A solução está na matemática, mais 
precisamente na geometria descritiva, criada por Gaspard Monge. 
O Sistema Mongeano utiliza dois planos ou superfícies bidimensionais e 
ortogonais (sistema de projeções diédricas) entre si para projetar as linhas e os 
planos de um sólido nestas. A seguir, acompanhe a representação gráfica de um 
sólido no sistema. 
Figura 4 – Na geometria descritiva, no Sistema Mongeano, utiliza-se 2 planos 
ortogonais entre si para representar os sólidos (sistema de projeções diédricas); 
as linhas, superfícies e pontos dos sólidos (como o cone no primeiro diedro) são 
projetadas nos planos, como se olhássemos o cone de cima e de lado; após a 
projeção, rebatem-se os planos antes ortogonais para um mesmo plano, dando 
origem à representação em “épura” 
 
Fonte: Marcon; 2017. 
 
 
7 
Com esse sistema, temos as vistas dos objetos representadas nos planos 
da épura. Para a representação arquitetônica no desenho técnico e para uma 
compreensão da obra a ser construída, as vistas não são suficientes, visto que 
uma edificação possui espaços internos. É preciso que os planos do sistema da 
geometria descritiva interseccionem o sólido. Assim, os pontos e linhas 
representados na épura correspondem a uma seção ou corte no sólido. Se a 
seção for horizontal, teremos as vistas de “plantas baixas”; se forem verticais, 
corresponderão aos chamados cortes. 
Figura 5 – Se o plano horizontal interseccionar a edificação daremos origem a 
uma “planta baixa” (a altura do plano em relação ao piso é normalmente entre 
1,20 e 1,50m) 
 
Figura 6 – Se o plano vertical interseccionar a edificação, daremos origem a um 
“corte” 
 
 
 
8 
Se os planos estiverem fora da edificação, suas projeções originarão que 
chamamos de vistas do edifício, também chamadas nesse caso de fachadas ou 
elevações. Nas seções, podemos olhar tanto para um lado como para outro do 
plano, originando cortes diferentes. No caso do plano horizontal, se projetarmos 
os elementos acima do plano, teremos uma planta de forro. Imaginar os planos 
nos ajuda a saber a localização destes no interior da edificação, e assim 
perceber quais elementos estão sendo seccionados. Elementos arquitetônicos, 
como paredes, por exemplo, que sejam perpendiculares aos planos de seção, 
serão representados apenas por linhas. Pode-se perceber, nas figuras 5 e 6, que 
as paredes seccionadas são representadas por duas linhas paralelas entre si, 
geralmente em uma espessura mais grossa que as linhas de elementos 
construtivos que se encontram fora do plano. 
A vantagem da representação gráfica por meio de plantas, cortes e vistas 
é que elas podem ser desenhadas em uma determinada escala em relação à 
dimensão real da edificação e assim possam ser dimensionadas e trabalhadas. 
As vistas e seções da edificação são representaçõesque existem apenas 
matematicamente, pois nunca as veríamos na realidade, pois nossos olhos 
percebem o mundo tridimensionalmente. Entretanto, para a correta 
compreensão da edificação ou dos sistemas que as compõem, as vistas e 
seções não são suficientes. Como forma de representação gráfica 
tridimensional, existem as denominadas perspectivas. A representação em 
perspectiva possui dois modos: as chamadas cilíndricas, nas quais linhas 
paralelas da realidade permanecem representadas de modo paralelo na 
perspectiva; e as ditas cônicas, nas quais linhas paralelas da realidade 
concorrem para um ponto no horizonte visual, chamado ponto de fuga. Essa 
última é a forma como nossa visão enxerga o mundo tridimensional. 
As projeções cilíndricas possuem algumas particularidades e nomes 
específicos, conforme a representação das linhas paralelas, sendo conhecidas 
como axonometrias, isometrias, perspectivas militar ou cavaleira. As projeções 
cônicas podem ter variações em relação ao número de pontos de fuga da 
representação, sendo 1, 2 ou 3 pontos de fuga. A seguir, para facilitar a 
compreensão, acompanhe a ilustração dos tipos de perspectivas. 
 
 
 
9 
Figura 7 – À esquerda, perspectivas cônicas, pela ordem de cima para baixo, 
com 1, 2 e 3 pontos de fuga; à direita, uma representação de perspectiva 
cilíndrica, com eixos paralelos, na chamada axonometria; as cônicas são 
utilizadas para representar o espaço arquitetônico, já as cilíndricas são 
amplamente utilizadas para representação dos sistemas prediais e engenharia 
mecânica; a vantagem dos eixos paralelos nas axonometrias é que as medidas 
ao longo dos eixos estão em uma determinada escala e pode-se medir o 
desenho 
 
Fonte: Ching, 1999. 
ROLÊ 2 – AS NORMAS DE DESENHO TÉCNICO 
Todo desenho de projeto é uma forma de comunicação. Um projeto é feito 
para que outros profissionais possam compreender as informações ali 
desenhadas e escritas, e o que efetivamente elas representam. Para isso, foram 
convencionadas formas de representação por meio de simbologia, de desenho 
de normas de desenho técnico. Dessa forma, todos podem reconhecer e 
interpretar as informações adequadamente, sem a necessidade de comunicação 
com o autor do projeto. É como uma língua falada, que, por meio de sons e 
fonemas, servem de comunicação e compreensão entre as pessoas. Se cada 
profissional tivesse sua própria convenção, seria difícil a interpretação de seus 
projetos. 
Existem centenas de normas técnicas atualmente, não apenas para 
representação gráfica de projetos, mas para normatização de projeto e 
 
 
10 
construção como um todo. No Brasil, elas são elaboradas pela Associação 
Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), que têm por base, em boa parte, normas 
internacionais. No caso da representação gráfica de projetos, existem normas 
internacionais chamadas DIN, as quais deram origem às normas brasileiras. 
Assim, o desenho técnico pode ser compreendido em inúmeros países que 
adotam essas mesmas normas. As normas técnicas são revistas de tempos em 
tempos, pois parte de seu conteúdo pode se tornar obsoleto, em função de novas 
tecnologias de desenho. Por exemplo, normas mais antigas de desenho técnico 
orientavam qual deveria ser a cor de canetas técnicas para desenhar em 
nanquim. Como hoje o desenho é predominantemente digital, essas orientações 
não fazem mais sentido. 
Figura 8 – As normas técnicas da ABNT têm a mesma padronização gráfica 
como na figura, diferenciando-se pelo número e conteúdo; sua numeração segue 
sempre o código NBR (número), indicando a finalidade da norma; no exemplo 
abaixo, a NBR 6492, que normatiza a representação de projetos de arquitetura 
 
Fonte: ABNT. 
Nos conteúdos subsequentes, iremos indicar as normas específicas para 
cada tipo de projeto predial, que orientam características de projeto e desenho 
para cada atividade. Cabe aqui, entretanto, comentar uma norma técnica a 
respeito da escala do desenho, a NBR 8196, porque faz parte da leitura dos 
projetos em geral e daí sua importância. Uma escala de desenho nos indica o 
 
 
11 
grau de ampliação ou redução de um objeto, sistema ou edificação, em relação 
ao seu tamanho natural. Nos desenhos à mão, isso é de fundamental 
importância porque o desenho já é iniciado em uma determinada escala que não 
pode ser alterada depois de iniciado. Nos desenhos auxiliados por computador, 
os elementos são desenhados com a inserção de medidas em escala natural, e 
a escala de impressão dos desenhos pode ser decidida a posteriori. A convenção 
para a indicação das escalas do desenho é a seguinte: 
• 1:1 – escala natural, que indica que o desenho tem as mesmas medidas 
que o objeto projetado. 
• X:1 – para escalas ampliadas, sendo X um número maior que 1. Se for 2, 
por exemplo (2:1), indica que o desenho tem medidas ampliadas 2 vezes 
em relação ao natural. 
• 1:X – para escalas reduzidas, em que X é maior que 1, normalmente 
utilizadas em projetos prediais. Se X for igual a 50 (1:50), por exemplo, 
indica que a medida no desenho é 50 vezes menor que o tamanho natural. 
Figura 9 – A indicação da escala do desenho é de suma importância, pois é a 
forma de sabermos qual a ampliação ou redução do desenho. O uso do 
escalímetro, em projetos impressos, é necessário para identificarmos algumas 
medidas dos elementos desenhados 
 
 
 
12 
TRILHA 1 – A REPRESENTAÇÃO DOS ELEMENTOS CONSTRUTIVOS 
A representação dos elementos gráficos desenhados nos projetos 
prediais, obedece, como visto no rolê anterior, a normas específicas. A escala 
gráfica comentada nos indica a ampliação ou redução de um elemento 
construtivo. Vimos também que, para uma determinada representação de 
plantas baixas, cortes e vistas, o plano para o qual os elementos são projetados 
ou interseccionados varia de posição. 
Essa representação gráfica é feita por meio de linhas com diferentes 
tipologias que variam na espessura, cor e continuidade ou intermitência. A 
variação na espessura é importante para identificarmos o plano de seção ou 
desenho. Geralmente, quando elementos construtivos são cortados pelo plano 
para a representação, suas linhas são mais grossas. Elementos ditos “em vista”, 
ou seja, afastados do plano de corte são desenhados com espessuras mais 
finas, quanto mais afastados do plano. Elementos que estão “para trás” do plano 
de corte são geralmente desenhados com linhas intermitentes, como linhas 
tracejadas. Itens de anotação, como um eixo que indica o centro de uma parede, 
por exemplo, e que não existiria materialmente na edificação, é representado por 
uma linha traço-ponto. A seguir, uma tabela genérica de tipos de linhas, extraídas 
da norma ABNT NBR 6492, para representação de projetos de arquitetura. 
Figura 10 – Representação de linhas em projetos de arquitetura, indicando linhas 
grossas e finas, tracejadas, de projeção, entre outras 
 
Fonte: ABNT. 
 
 
13 
Para a representação de projetos, também se faz necessário indicar a 
medida dos elementos arquitetônicos representados. O uso do escalímetro pode 
não fornecer a medida exata dos elementos construtivos. Assim, se faz 
necessário dimensionar o desenho, ou como comumente se diz, “cotar”. Cotas 
são elementos de anotação auxiliares do desenho, com a finalidade de fornecer 
a medida precisa de um elemento do desenho. 
Figura 11 – Cota, em projeto de arquitetura e desenho técnico, são linhas de 
anotação, geralmente finas, contendo linhas de chamada que vão até próximo 
do elemento cotado e com símbolos como pontos, tiques ou flechas na 
intersecção da linha de chamada e de cota 
 
Fonte: Tamashiro, 2010. 
O dimensionamento do projeto e sua representação depende do tipo de 
projeto específico (arquitetônico, estrutural, elétrico etc.) e normalmente obedece 
a alguns critérios de quais elementos devam ser dimensionados e de que forma. 
Iremos, eventualmente, abordar algumas regras nos conteúdos subsequentes,quando falarmos especificamente de cada projeto. 
TRILHA 2 – O CAD E O FUTURO DO PROJETO (BIM) 
O CAD (computer aided design) facilitou o desenho técnico. O desenho 
técnico à mão era muito laborioso e dependia dos instrumentos técnicos 
disponíveis, da habilidade do desenhista e produzia um único original. Erros e 
correções eram comumente penalizados com imperfeições no desenho ou até 
mesmo que se iniciasse novamente o desenho. O CAD resolveu muitas dessas 
questões com o uso do desenho digital e com a possibilidade de se imprimir o 
desenho final somente ao final do processo, o que permitia sua correção mais 
facilmente. 
 
 
14 
A metodologia de desenho foi alterada, porém o desenho era elaborado 
da mesma forma. Cada planta baixa, corte e elevação precisava ser construído 
(desenhado) individualmente. Caso fosse necessário um corte em outro local do 
projeto, um novo desenho haveria de ser construído. Isso porque o desenho 
gráfico e técnico é uma mera representação do edifício, feita com base na 
geometria descritiva. A volumetria do edifício só está materializada na mente do 
projetista ou profissional que trabalha com os projetos. 
Figura 11 – Processo de desenho nos sistemas CAD: o projeto é desenhado da 
mesma forma que manualmente, porém de forma digital; cada desenho é 
construído individualmente; as correções precisam ser corrigidas 
individualmente e, ao final do processo, o projeto é impresso 
 
Como explicado no início desta aula, após a virada do milênio, a 
tecnologia BIM (building information modelling) se desenvolveu e deu início a 
uma nova metodologia de projeto e construção. Nos sistemas BIM, o projeto é 
elaborado construindo-se um modelo tridimensional da obra ou edificação, como 
um protótipo. Esse protótipo, chamado de modelo compartilhado, pode ser 
elaborado por vários profissionais ao mesmo tempo, no que se chama trabalho 
colaborativo. Esse protótipo já agrega inúmeras informações, não apenas 
geométricas, como nos sistemas CAD. Pode-se incluir parâmetros como 
propriedades físico-mecânicas, custos, fornecedores, materiais, cores etc. 
 
 
15 
Uma das grandes vantagens dos sistemas BIM, é que a produção de 
desenhos de plantas, cortes e vistas é automática. Isto é, o projetista não 
precisar desenhar um corte, por exemplo. O próprio software se encarrega de 
fazê-lo, na posição que o projetista deseje, e o faz em questão de segundos. 
Outra vantagem é que qualquer alteração feita no modelo compartilhado pelos 
projetistas reflete automaticamente nos desenhos e pranchas já realizados, não 
havendo necessidade de atualização ou correção. 
Atualmente, os escritórios encontram-se num processo de migração para 
os sistemas BIM e no futuro será a regra. Dessa forma, para aqueles que irão 
trabalhar com condomínios, esse modelo compartilhado poderá ser 
disponibilizado e servirá para o controle da edificação em uso. 
Figura 12 – Os sistemas BIM serão o padrão no futuro; por meio deles, 
poderemos ter controle maior sobre a edificação, inclusive na fase de uso destes; 
o modelo BIM pode fornecer informações sobre especificações dos 
equipamentos, fornecedores, garantias e obviamente sua localização na 
edificação 
 
ELO 
Nesta aula, pudemos compreender um pouco das origens e metodologias 
dos desenhos de projetos, bem como algumas normas relevantes. Nos próximos 
conteúdos, iremos aprofundar esses conceitos, aplicando-os para os diferentes 
tipos de projetos prediais. 
 
 
16 
REFERÊNCIAS 
ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR 6492: representação 
gráfica de projetos de arquitetura – projeto e execução. Rio de Janeiro, 1999. 
CAVALIN, G.; CERVELIN, S. Instalações elétricas prediais. 7. ed. São Paulo: 
Érica, 2002. 
CHING, F. D. K. Representação gráfica em arquitetura. 3a. ed. Tradução de 
Luiz A. Meirelles Salgado. Porto Alegre: Bookman, 1999. 
FILHO, D. L. L. Projetos de instalações elétricas prediais. São Paulo: Saraiva, 
2011. 
GEBRAN, A. P.; RIZZATO, F. A. P. Instalações elétricas prediais. Porto 
Alegre: Grupo A, 2017. 
MACINTYRE, A. J. Instalações hidráulicas prediais e industriais. 4. ed. Rio 
de Janeiro: Gen, 2010. 
MARCONE, R. A geometria descritiva em ensino de arquitetura e urbanismo 
e as ferramentas CAD: diálogos possíveis. Tese (Doutorado em Arquitetura) –
Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2017. 
MARTIN, F. J. S. et al. Manual do engenheiro. 1. ed. Porto Alegre: Globo, 1975. 
PRUDENTE, F. Automação predial e residencial: uma introdução. Rio de 
Janeiro: Gen, 2011. 
RUSCHEL, R. C.; ANDRADE, M. L. V. X. de; MORAIS, M. de. O ensino de BIM 
no Brasil: onde estamos? Ambiente Construído, v. 13, n. 2, p. 151-165, 2013. 
TAMASHIRO, H. A. Desenho técnico arquitetônico: constatação do atual 
ensino nas escolas brasileiras de arquitetura e urbanismo. São Carlos, 2003. 
_____. Entendimento técnico construtivo e desenho arquitetônico: uma 
possibilidade de inovação didática. 1. ed. São Carlos: EESC, 2010.

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