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BRIGADA DE INCÊNDIO BRIGADA DE INCÊNDIO Prevenção Contra Incêndio Objetivo • O curso tem como objetivo, a formação e a reciclagem de brigadistas, para atuar na prevenção, orientação, abandono de área, primeiros socorros e combate a princípio de incêndio, dentro de suas respectivas empresas, além de criar multiplicadores para o bem da sociedade, com metodologias eficazes e de fácil entendimento. Base técnica e legal: • Portaria 3.214 de 1978; » NR-23 Proteção Contra Incêndio; • NBR14276 – Programa de brigada de incêndio; • Decreto Estadual SP 56.819 de 2011. » IT-03 » IT-16 » IT-17- BRIGADA DE INCÊNDIO • Grupo organizado de pessoas voluntárias ou não, treinadas e capacitadas para atuar na: • Prevenção de incêndio • Abandono de área • Combate a um princípio de incêndio • Prestar os primeiros socorros, dentro de uma área pré- estabelecida; Ações de Prevenção • a. Análise dos riscos existentes durante as reuniões da brigada de incêndio; • b. Notificação ao setor competente da empresa ou da edificação das eventuais irregularidades encontradas no tocante a prevenção e proteção contra incêndios; • c. Orientação à população fixa e flutuante; • d. Participação nos exercícios simulados; • e. Conhecer o plano de emergência da edificação. Plano de Atendimento a Emergência • Conhecendo este Plano de Emergência o brigadista saberá qual ação a ser tomada em cada situação, ganhando assim tempo de atendimento, pois ao acionar a emergência, imediatamente pessoas qualificadas se deslocarão até o local para dar apoio e analisar as necessidades da ocorrência e quais atitudes deverão ser tomadas. • Alarmes de emergência: • INTERMITENTE- Sinal de alerta, reunião de brigada de incêndio. • CONTÍNUO- Abandono de área. Abandono de área • Abandono de edificação: conjunto de ações que visam remoção rápida, segura, de forma ordenada e eficiente de toda a população fixa e flutuante da edificação, em caso de uma situação de sinistro. Ponto de Encontro de Emergência Busque sempre saídas de emergências Sinalização de Rota de Fuga Pessoas Com Mobilidade Reduzida • LEI No 10.098, DE 19 DE DEZEMBRO DE 2000. • Criar um PAE, para este público; • Criar o famoso “apadrinhamento”; • Conhecer as rotas de saída da empresa; • Conhecer as necessidades da vítima com essa característica; • Dar suporte necessário para a vítima; Química do Fogo • FOGO = Reação química exotérmica denominada combustão, que libera energia na forma de Luz e Calor, podendo ou não deixar resíduos. TETRAEDO DO FOGO PONTO DE FULGOR É a temperatura em que o combustível começa a liberar vapores, que ao entrar em contato com alguma fonte externa de calor se incendeiam: todavia as chamas não se sustentam, por não existirem vapores suficientes. PONTO DE COMBUSTÃO PONTOS DE TEMPERATURA É a menor temperatura em que o combustível, ao ser aquecido, desprende gases, que em contato com fontes externas de calor, se incendeiam, mantendo as chamas. É a temperatura mínima na qual vapores aquecidos de uma determinada substância se inflamam espontaneamente, isto é, pegam fogo sem a necessidade de chama ou centelha. Exemplos: Combustível Ponto de Fulgor Ponto de Ignição • Éter - 40° 160° • Álcool 13° 371° • Gasolina - 42° 257° • Óleo Lubrificante 168° 417° • Óleo de linhaça 222° 343° • Óleo Diesel 61° 300° TEMPERATURA DE IGNIÇÃO: LII e LSI • a) Limite Inferior de Inflamabilidade (LII): define-se como a menor proporção de uma mistura combustível e ar que uma chama necessita para permanecer acesa. • b) Mistura Ideal (MI): define-se como a proporção ideal de uma mistura combustível e ar mais eficiente, que produz uma temperatura mais alta, com uma reação maior e mais rápida. • c) Limite Superior de Inflamabilidade (LSI): define-se como a maior proporção de uma mistura combustível e ar que uma chama necessita para permanecer acesa. A queima de um combustível, portanto só será possível entre estes limites (LII e LSI). PROPAGAÇÃO DO CALOR CONDUÇÃO: É a transferência de calor através de um corpo sólido de molécula a molécula. Quando dois ou mais corpos estão em contato, o calor é conduzindo através deles como se fosse um só corpo. PROPAGAÇÃO DO CALOR CONVECÇÃO: É a transferência de calor pelo próprio movimento ascendente de massas de gases aquecidos ou líquido. PROPAGAÇÃO DO CALOR IRRADIAÇÃO: Irradiação é a transmissão de calor de um corpo para o outro por meio de raios ou ondas caloríficas através de espaços intermediários, da mesma forma que a luz é transmitida pelos raios solares. É dessa forma que o calor do sol chega até nós. Perigos Associados com a Eletricidade - Inúmeros são os casos de óbito devido a incêndios em instalações comerciais e industriais e particularmente em prédios verticais onde as causas ou origens do incêndio também são variadas, mas o incêndio de origem elétrica tem sido uma das principais causas iniciadoras destes sinistros. - A má utilização do sistema elétrico ou a falta de manutenção do mesmo são as principais causas analisadas, entretanto, a origem não significa o tamanho ou o porte do incêndio. - Dicas de Prevenção de Acidentes com Eletricidade - Quando for realizar manutenção em casa, desligue a chave geral - Avise aos familiares que está fazendo alguma manutenção, para que não seja ligado de maneira errada e possa causar ferimentos; - Faça manutenções preventivas, contrate um profissional habilitado para auxiliar nesse trabalho - Tome cuidado com a energia elétrica, ela não avisa! Cuide-se! Perigos Associados com Fumaça - Se houver fumaça no ambiente, o que fazer? - Quando o ambiente estiver tomado pela fumaça, molhar um pano ou a própria camiseta é a melhor opção, pois o material se tornará um filtro, ajudando o indivíduo a realizar o abandono de área. Lembrando que o mais adequado é proteção autônoma. Diminuir a temperatura do local em chamas. MÉTODOS DE EXTINÇÃO RESFRIAMENTO calor ABAFAMENTO Oxigênio Eliminar o oxigênio do fogo através do abafamento do local em combustão Eliminar o oxigênio do fogo através da retirada do combustível ISOLAMENTO combustível Sinalização dos Extintores Água Elemento base:Água Espuma Elemento base: LGI – liquido gerador de espuma PQS Elemento base: Bicarbonato de Sódio CO2 Elemento base: Dióxido de Carbono Acetato de potássio Elemento base Acetato de potássio ABC Elemento base Fosfato monoamônio CARRETINHA BRIGADA DE INCÊNDIO MANGUEIRAS Hidrantes BRIGADA DE INCÊNDIO Formas de Acondicionar MANGUEIRA ADUCHADA BRIGADA DE INCÊNDIO Equipamentos Hidráulicos Primeiros Socorros Noções de Primeiros Socorros - A grande parte dos acidentes poderia ser evitada com a prevenção e orientação, e a noção básica em primeiros socorros pode ajudar a diminuir complicações futuras decorrentes dos mesmos. - O fundamental é saber que em situações de emergência deve-se manter a calma e ter em mente que a prestação de primeiros socorros não exclui a importância de um posterior atendimento médico especializado. Além disso, certifique-se de que há condições seguras o bastante para a prestação do socorro sem riscos para você. - Lembre-se que um atendimento de emergência ineficiente pode comprometer ainda mais a saúde da vítima. - O brigadista deve ter o atendimento em primeiros socorros como um dos princípios fundamentais de sua ação e reconhecer a importância da correta abordagem ao acidentado, lembrando que o objetivo é atendê- lo e mantê-lo estável e com sinais vitais até a chegada de socorro especializado, ou até a sua remoção para atendimento hospitalar. 1.1. Responsabilidades • Código Penal - Decreto Lei nº 2.848 de 07 de Dezembro de 1940 • Art. 135 - Deixar de prestar assistência, quando possível fazê- lo sem riscopessoal, à criança abandonada ou extraviada, ou à pessoa inválida ou ferida, ao desamparo ou em grave e iminente perigo; ou não pedir, nesses casos, o socorro da autoridade pública: • Pena: detenção de 1 a 6 meses ou multa. • Parágrafo único - A pena é aumentada em metade, se da omissão resulta lesão corporal de natureza grave, e triplicada, se resulta a morte. CINEMÁTICA • Quando adentrar em um local, seja qual for ele, tenha certeza que está seguro, e que não comprometa sua segurança, e principalmente a segurança da vítima. • A sua segurança é a mais importante neste momento. • Avaliar a segurança do local antes de acessar, realizar sinalizações, chamar a equipe de Bombeiros ou Brigadista, se necessário chamar ajuda externa. • Manter cautela em cada decisão, avaliando todos os riscos, mas vale perder alguns minutos analisando o que houve, do que perde a vida em minutos. Avaliação Primária- Vítima Consciente • O objetivo da avaliação primária é identificar e corrigir situações de risco imediato de morte. • Considera-se crítico todo paciente que apresentar alterações significativas em qualquer etapa da avaliação. • Se o paciente for considerado crítico, o tempo de permanência na cena deve ser o mínimo possível. • Chamar a vítima por três vezes, constatando sua consciência e Perguntar seu nome • Apresentar-se para vítima e pedir que ela não se movimente • Pedir que a vítima aguarde, pois, a ajuda está a caminho • Todo este procedimento é realizado para orientar a vítima e ganhar sua confiança. Você brigadista deve continuar sua avaliação e quando o socorro chegar você já terá uma posição sobre o estado geral da vítima. Avaliação Primária- Vítima Consciente • Posteriormente solicite que a vítima que respire. Nesta avaliação você verá se o tórax tem expansão no ato de respirar, assim tendo certeza que a vítima está consciente e respirando. • Analise sua circulação sanguínea. Através da carótida a circulação é mais forte e fica mais evidente. Visualize o corpo todo da vítima para sinais de hemorragia evidente e caso haja faça o controle com segurança: use luvas de procedimentos e matérias descartáveis. • Toda esta avaliação deve ser realizada no primeiro minuto e em seguida chamar ajuda da brigada, serviço de saúde, bombeiros militares ou Samu. Conheça o plano de emergência da sua empresa. Avaliação Primária Vítima Inconsciente com pulso • Analise o nível de consciência da vítima, chamar a pessoa por 3 vezes tocando o seu ombro, não respondeu, constatamos a sua inconsciência; • Segundo passo, checar a circulação sanguínea, avaliar pela carótida o batimento cardíaco, checar por 10 segundos. • Terceiro passo pode ser realizado em conjunto com o segundo passo, no momento em que estiver checando a circulação, observe a respiração da vitima - olhando a expansividade do tórax, movimentação unilateral ou bilateral. • Quarto passo, sentiu a circulação, percebeu que existe movimentação torácica da vitima, chame ajuda, explique o que ocorreu, e mantenha o monitoramento desta vítima a cada 2 minutos, checando novamente a avaliação desde o primeiro passo, até a chegada do socorro especializado. Emergências Clinicas • Convulsão; • Desmaio • IAM • AVC Avaliação Primária Vítima Inconsciente sem pulso • Chame a vítima através do toque pelo ombro. Caso não tenha respondido e esboçado nenhuma reação significa que está inconsciente. Realize a abertura das vias aéreas e observe o movimento do tórax para analisar se a vítima está respirando. • Ligue no ramal de emergência/portaria ou ligue 192 (SAMU). É primordial chamar ajuda. Lembre-se também do procedimento interno da empresa. • Inicie a Ressuscitação Cardio Pulmonar (RCP) sem interrupções, com qualidade e profundidade, e frequência de 100 a 120 compressões dentro de 1 minuto. • Caso a empresa tenha bolsa de ventilação mecânica (AMBU) e você saiba manusear, aplique 30 compressões torácicas e 2 ventilações de resgate por 5 ciclos, ou até a chegada da ajuda especializada. • Não tem ventilação de resgate por falta de equipamento? Continue com a RCP e faça revezamento entre as pessoas, mas não pare de massagear a vítima até a chegada do socorro especializado. Realizar a RCP mantém chances de vida. ATUALIZAÇÃO 2018 • Compressões Torácicas, frequência de 100 a 120/min. • Profundidade da compressão é de 5 cm, não ultrapassar 6 cm. • Garantir o retorno total do tórax a cada compressão, não apoiar-se no tórax. • Minimizar interrupções e garantir que as compressões ocorram 60% do tempo de RCP, evite interromper as compressões por mais que 10 segundos. RCP DEA- Desfibrilador Externo Automático ENGASGAMENTO Bebês Hemorragia Hemostasia- Compressão direta Hemostasia-Elevação de Membro Queimadura de 1° Grau Queimadura de 2° grau Queimadura de 3° Grau FRATURAS • Classificação – Fraturas fechadas – Fraturas abertas Bibliografia • Norma Regulamentadora N°23 ─ Proteção Contra Incêndio. • Decreto Estadual N°56819/2011 ─ Segurança contra Incêndio das edificações e áreas de risco para os fins da Lei. • AHA - American Heart Association-2018 • Instrução Técnica N° 3 ─ Terminologia de Segurança contra Incêndio. • Instrução Técnica N°17/2019 ─ Brigada de Incêndio. • NBR 15219 – Plano de Emergência Contra Incêndio – Requisitos • NBR 14276 ─ Programa de Brigada de Incêndio. • NBR 9443 – Extintor de Incêndio classe A – Ensaio de fogo em engradado de madeira. • NBR 9444 – Extintor de Incêndio classe B – Ensaio de fogo em líquido inflamável. • NBR 9696 – Pó para extinção de incêndio.