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issuu
issuu
PreParações 
Orais 
Líquidas
3ª edição
issuu
issuu
iiiPreParações Orais Líquidas
PreParações 
Orais 
Líquidas
3ª edição
Formulário
Procedimento de Preparo
Flavorização
Estabilidade e Conservação
Anderson de Oliveira Ferreira
Gilberto Fernandes de Souza
2011
issuu
iv PreParações Orais Líquidas
Copyright© 2011 by Anderson de Oliveira Ferreira e Gilberto Fernandes de Souza. 
Pharmabooks Editora.
Todos os direitos reservados. É vedada a duplicação ou reprodução deste volume, no 
todo ou em parte, sob quaisquer formas ou por quaisquer meios (eletrônico, mecânico, 
gravação, fotocópia, ou outros), sem permissão expressa dos Autores e da Editora.
Projeto gráfico:
Fabiano José Costola
Editoração eletrônica:
Pharmabooks Editora
Capa:
Ana Márcia Zago (adaptado para a 3ª edição)
Fotos da capa:
Corbis® Images
Douglas de Oliveira Ferreira
Revisão de texto (Parte I):
Ana Célia de Moura
Rua General Jardim, 645 cj52 – Vila Buarque, São Paulo, SP 01223-011 – Brasil
tel (11) 3257 6200, fax 3257 6165
atendimento@pharmabooks.com.br
www.pharmabooks.com.br 
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP).
Ferreira, Anderson de Oliveira.
Preparações Orais Líquidas: formulário, procedimento de preparo, 
flavorização, estabilidade e conservação. / Anderson de Oliveira Ferreira. – 
3. ed., rev. e ampl. – São Paulo: Pharmabooks Editora, 2011.
728 p.
Inclui bibliografia e índice.
ISBN10 85-89731-44-8
ISBN13 978-85-89731-44-7
1. Farmacologia 2. Medicina – Fórmulas e Receitas.
CDD 615.4
Impresso no Brasil
Printed in Brazil
issuu
vPreParações Orais Líquidas
autOres
Anderson de Oliveira Ferreira
- Farmacêutico-bioquímico graduado pela Universidade Federal de Juiz de 
Fora - Minas Gerais.
- Pós-graduado em Fármacos e Medicamentos pela Faculdade de Farmácia e 
Bioquímica da Universidade Federal de Juiz de Fora - Minas Gerais.
- Especialista em Manipulação Alopática Magistral pela ANFARMAG.
- Diretor da Ortofarma Laboratório de Controle da Qualidade.
- Mestre em Ciências Farmacêuticas pela Universidade Federal do Rio de Ja-
neiro.
- Diretor técnico da Acesso Magistral.
- Coordenador do Curso de Pós-Graduação em Farmácia Magistral pela Supre-
ma Universidade de Ciências.
Médicas em Juiz de fora - Minas Gerais.
- Autor do livro Preparações Orais Líquidas.
- Atua há 22 anos na área Magistral.
Gilberto Fernandes de Souza
- Farmacêutico formado pela Faculdade de Farmácia e Odontologia de Juiz de 
Fora em 1959
- Atuou em diversas empresas Farmacêuticas, tais como: Diamond Shamrock 
do Brasil; Johnson & Johnson; Squibb Indústria Química; Instituto Medica-
menta Fontoura.
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vi PreParações Orais Líquidas
issuu
viiPreParações Orais Líquidas
dedicatórias
Às minhas filhas: desejo que este trabalho represente para vocês a herança 
dos meus ideais e sonhos.
Anderson de Oliveira Ferreira
À minha esposa Otília, ajuda certa nas horas difíceis de nossas vidas, e aos 
meus filhos pela compreensão por períodos de ausência dedicados aos meus es-
tudos e trabalho.
In Memoriam
Ao meu pai, José Fernandes de Souza, o “Zéca”, que dedicou sua vida à profis-
são farmacêutica e ao incentivo a minha formação universitária. 
À minha mãe, Dolores Fernandes de Souza, pela formação educacional recebi-
da. “Exemplo de trabalho, honestidade, humildade e amor aos demais”.
Gilberto Fernandes de Souza
issuu
viii PreParações Orais Líquidas
issuu
ixPreParações Orais Líquidas
abreviações
Abrev. SignificAdo
aa partes iguais
g grama
L litro
mcg micrograma
mEq miliequivalente
mg miligrama
mL mililitro
p/v peso por volume
qs quantidade suficiente
qsp quantidade suficiente para
UI unidade internacional
advertência
As informações contidas neste livro são frutos de pesquisas respaldadas por 
referências e informações técnicas já descritas, bem como da experiência profis-
sional dos autores. 
Os autores não se responsabilizam por quaisquer erros, omissões ou por apli-
cação indevida das informações aqui descritas no seu total ou em parte.
issuu
x PreParações Orais Líquidas
issuu
xiPreParações Orais Líquidas
sumáriO
Parte I
Formas Farmacêuticas Líquidas
Enfoque nas formas de uso oral 1
Definição, características, composição básica e preparação 9
Soluções 9
Xaropes 11
Elixires 15
Linctus 17
Misturas 17
Gotas orais 17
Soluções saturadas 23
Procedimento geral para o preparo de uma solução 34
Solubilidade de compostos orgânicos e inorgânicos 36
Suspensões 44
Preparações orais oleosas (anidras) 59
Emulsões orais 61
Formas farmacêuticas rudimentares líquidas de uso oral 69
Flavorização de Preparações Orais 83
Relação química com os cinco paladares primários 85
Técnicas de flavorização 86
Correção do sabor amargo 88
Flavorizantes 90
Uso de edulcorantes na correção do sabor amargo em preparações 
orais líquidas 96
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xii PreParações Orais Líquidas
Medidas e administração para preparações líquidas 105
Administração e uso correto de preparações farmacêuticas orais líqui-
das 107
Considerações sobre estabilidade de preparações orais líqui-
das 109
Parte II
Preparações de Fármacos e Veículos
Fármacos 115
Veículos 659
Parte III
Ensaios de Qualidade para Formas Farmacêuticas Líquidas 
Orais
Procedimento Operacional Padrão 669
Anexos 705
Índice das Preparações 711
Índice Remissivo 721
sumáriO
issuu
1
FOrmas 
Farmacêuticas 
Líquidas
Enfoque nas formas de uso oral
A adesão ao tratamento farmacológico depende, muitas vezes, da administra-
ção do medicamento na forma farmacêutica adequada ao paciente. Frequente-
mente, as especialidades farmacêuticas comercializadas não atendem às neces-
sidades específicas de determinados grupos de pacientes. Pacientes pediátricos 
e idosos necessitam de doses diferenciadas e frequentemente apresentam dificul-
dade de deglutição de comprimidos e cápsulas.
Pesquisa realizada com 6158 pessoas na Noruega constatou que cerca de 26% 
da população entrevistada tinha dificuldade para deglutir comprimidos. Para au-
mentar a compliance é muitas vezes necessário que o medicamento seja prepara-
do na forma líquida. Entretanto, somente uma pequena parte dos fármacos está 
disponível como especialidade farmacêutica na forma de preparações líquidas 
pediátricas. A maioria dos medicamentos industrializados é, por motivos comer-
ciais ou de estabilidade, exclusivamente comercializada em formas farmacêu-
ticas sólidas, como comprimidos e cápsulas em doses destinadas à população 
adulta. A pesquisa, desenvolvimento, fabricação e registro de medicamentos de 
uso relativamente especializado não se mostra financeiramente atrativa.
A prática de triturar comprimidos ou abrir cápsulas e adicionar o pó a uma 
bebida palatável, ou polvilhar o pó sobre um alimento sólido imediatamente an-
tes da ingestão, pode ser apropriada ou necessária sob certas circunstâncias. 
Entretanto, torna difícil assegurar a obtenção da dose completa, além de ser 
preocupante a manipulação do medicamento pulverizado pela enfermagem ou 
responsáveis pela administração do medicamento. Além disto, a dispersão “ca-
seira” do pó proveniente de cápsulas ou da trituração de comprimidos pode não 
ser prática e conveniente quando as doses requeridas representarem pequenas 
frações destas formas farmacêuticas. A obtenção de preparações orais líquidas 
a partir da dispersão dos pós resultantes da trituração de comprimidos ou do 
esvaziamento do conteúdo de cápsulas, ainda que realizada por profissional ha-
bilitado (farmacêutico), em condições e com equipamentos adequados, não é o 
ideal. Os excipientes e adjuvantes presentes no comprimido ou na cápsula podem 
modificar o pH da preparação e eventualmente comprometer a estabilidade e/ou 
alterar a solubilidade do fármaco no veículo. Isto provavelmente explica o porquê 
da solução de amilorida preparada a partir da substância pura ser mais estável 
I
issuu
2
FOrmas Farmacêuticas Líquidas
que a preparação líquida obtida a partir do comprimido de amilorida. O ideal,5,7
Polimixina B 8,9
Prazosina 6,5
Prilocaína 7,9
Procainamida 9,2
Procaína 9
Propranolol 9,5
Propilparabeno 8,4
Propiltiouracil 7,8
Piridoxina 2,7 / 5,0 (amina) / 9,0 (fenol)
Pirimetamina 7,2
Ácido pirúvico 2,5
Quinacrina 8,0 / 10,2
Quinidina 4,2 / 8,3
Quinino 4,2 / 8,8
Reserpina 6,6
Resorcinol 6,2
Riboflavina 1,7 / 10,2
Sacarina 1,6
Salicilamida 8,1
Ácido salicílico 3,0 / 13,4 (fenol)
Escopolamina 7,6
Sotalol 9,8 (amina), 8,3 (sulfonamida)
Sulfacetamida 5,4 / 1,8
Sulfadiazina 6,5 / 2,0
Sulfaguanidina 2,8 / 12,1
Sulfametoxazol 5,6
Sulfassalazina
0,6 (amina) / 2,4 (carboxil) /
9,7(sulfonamida) / 11,8(fenol)
Ácido tartárico 3,0(1°), 4,3 (2°)
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FOrmas Farmacêuticas Líquidas
fármAco PKA
Tetracaína 8,5
Tetraciclina 3,3 / 7,7 / 9,5
Teofilina 8,8 / 0,7(amina) / 3,5
Tiamina 4,8 / 9,0
Ácido tioglicólico 3,6
Tioridazina 9,5
Tolbutamida 5,3
Tranilcipromina 8,2
Triamtereno 6,2
Trifluoperazina 4,1 / 8,4
Trimetoprim 7,2
Trometamina 8,1
Ureia 0,2
Varfarina 5,1
Xipamida 4,8 (fenol) / 10,0 (sulfonamida)
Fonte: thompson, 2004.
Procedimento geral para o preparo de uma solução
Equipamentos / materiais necessários
• EPI: máscara, gorro, luva de procedimento
• Balança eletrônica de precisão semianalítica com sensibilidade de 1 mg
• Bastão de vidro
• Agitador magnético com aquecimento
• Béquer com capacidade volumétrica apropriada
• Cálice graduado com capacidade volumétrica apropriada
• Proveta graduada com capacidade volumétrica apropriada
• Filtro de papel ou outro material apropriado
• Álcool a 70% (p/p)
Requisitos prévios
• O manipulador deverá estar adequadamente paramentado.
• Ligar a balança 30 minutos antes de iniciar a pesagem.
• Verificar a limpeza e sanitização das bancadas, vidrarias e utensílios utiliza-
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PreParações Orais Líquidas
dos.
• As matérias-primas, vidraria e utensílios necessários deverão ser previamen-
te separados.
• Proceder conforme as BPMF, seguindo as técnicas descritas em formulário 
de fórmulas padronizadas, ou seguindo técnicas gerais apropriadas para a 
manipulação da formulação em específico.
• Condições ambientais recomendadas: umidade relativa em torno de 60% e 
temperatura de 25 ± 5°C.
Modo de preparo
1. Pesar e/ou medir todos os componentes da formulação.
2. Misturar ¾ do volume do solvente com o ingrediente ativo, agitando até a 
dissolução. A velocidade de dissolução do soluto poderá ser aumentada com 
aquecimento, sempre que o aumento da temperatura não afetar a estabilidade 
do produto. Caso o ingrediente ativo seja termolábil, dissolvê-lo a frio. Caso o 
ingrediente ativo seja insolúvel no solvente, incorporá-lo previamente dissolvi-
do em um cossolvente compatível de polaridade adequada.
3. Adicionar aos poucos os demais componentes minoritários, como antioxidan-
tes, flavorizantes, corante, agitando até sua completa dissolução.
4. Adicionar lentamente, sob agitação, os doadores de viscosidade. O aspecto 
da solução deverá ser homogêneo.
5. Caso necessário, filtrar a solução em filtro adequado.
6. Ajustar para o volume final com o restante do solvente.
7. Verificar o pH e corrigir para o valor apropriado, conforme seja necessário.
8. Envasar e rotular.
Dicas e técnicas para solubilização de fármacos
• O uso de agitador magnético, agitador mecânico ou banho de ultrassom pode 
favorecer a solubilização, economizando tempo no preparo. A agitação au-
menta a velocidade de dissolução.
• Partículas menores de uma determinada substância dissolvem-se mais rapi-
damente do que partículas maiores. Na incorporação de substâncias pouco 
solúveis é recomendável levigar o pó com uma pequena quantidade de um 
líquido viscoso (agente levigante, como propilenoglicol, glicerina, PEG 400, 
polissorbato 80, etc) miscível com o veículo final.
• Quanto mais solúvel for a substância, mais rápida será sua dissolução.
• Os sais (ingredientes ativos) devem ser dissolvidos em uma pequena quanti-
dade de um solvente não viscoso (ex.: água, álcool) antes de serem adiciona-
dos a um veículo viscoso (ex.: xaropes).
• Adicionar líquidos de alta viscosidade sobre os de baixa viscosidade, nesta 
ordem.
• Para se obter pequenas quantidades do ingrediente ativo (ex.: fármacos po-
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FOrmas Farmacêuticas Líquidas
tentes prescritos em baixas doses), utilizar diluições para aumentar a segu-
rança na manipulação. Para o preparo de diluições, utilizar um solvente ou 
diluente. Não precisa ser somente solvente líquido, diluentes como a lactose 
são solúveis em meio aquoso.
• Quando se trabalha com um líquido viscoso, a velocidade de dissolução é 
diminuída.
• Um aumento de temperatura geralmente induz um aumento na solubilidade e 
velocidade de dissolução de uma substância. Caso necessário, o aquecimento 
pode ser utilizado como forma de otimizar a dissolução de determinadas subs-
tâncias compatíveis com a temperatura empregada.
• A solubilidade de uma substância não eletrolítica pode ser aumentada ou 
diminuída pela adição de um eletrólito.
• Uma base alcaloídica (alcaloide) ou bases nitrogenadas de relativo alto peso 
molecular são geralmente pouco solúveis, exceto se o pH do meio é diminuí-
do, aumentando sua solubilidade (conversão para sal).
• A solubilidade de substâncias ácidas pouco solúveis é aumentada se o pH do 
meio é aumentado (conversão para um sal).
• Hidrocoloides devem ser hidratados lentamente antes da dissolução.
• Ao preparar um elixir ou uma solução hidroalcoólica é aconselhável dissolver 
os constituintes solúveis no álcool antes de misturá-lo ao restante do veícu-
lo, e os constituintes hidrossolúveis devem ser previamente solubilizados na 
água.
• A adição de PEG 400 a uma substância pouco solúvel pode aumentar sua 
solubilidade em água. O PEG 400 apresenta caráter anfifílico, favorecendo a 
solubilização em meio aquoso de substâncias lipossolúveis.
• A adição de surfactantes (ex.: polissorbatos) pode favorecer a solubilização 
de determinados ingredientes pouco solúveis. Estes ingredientes devem ser 
previamente levigados com surfactante e então adicionados ao veículo.
• Deve-se estar sempre atento ao pH e à concentração de álcool na preparação.
• O talco farmacêutico pode ser usado para remover o excesso ou gotículas de 
óleos flavorizantes de soluções. Deve-se adicionar de 1 a 2 g de talco para 
cada 100 mL de solução e em seguida filtrar em papel de filtro. Este procedi-
mento é também realizado na clarificação de soluções turvas.
Solubilidade de compostos orgânicos e inorgânicos
Substâncias inorgânicas
• Cátions e ânions monovalentes são geralmente hidrossolúveis (NaCl, LiBr, 
KI, NH4NO3, NaNO2).
• Se apenas um dos íons é monovalente, geralmente são hidrossolúveis (BaCl2, 
MgI2, Na2SO4, Na3PO4).
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PreParações Orais Líquidas
• Se cátion e ânion forem multivalentes, geralmente possuirão baixa hidrosso-
lubilidade (CaSO4, BaSO4, BiPO4, exceções: ZnSO4 e FeSO4).
• Sais comuns de metais alcalinos (Na, K, Li, Cs, Rb) geralmente são hidrossolú-
veis (exceto Li2CO3).
• O amônio e os sais quaternários de amônio são hidrossolúveis.
• Os nitratos, nitritos, acetatos, cloratos e lactatos geralmente são hidrossolú-
veis (exceto acetato de prata e acetato mercuroso).
• Os sulfatos, sulfitos e tiossulfatos geralmente são hidrossolúveis (exceto sais 
de íon prata e íon mercuroso).
• Os sais ácidos correspondentes a um sal insolúvel serão mais hidrossolúveis 
que o sal original.
• Os hidróxidos e óxidos de compostos que não sejam cátions de metais alcali-
nos e o íon amônio geralmente são insolúveis em água.
• Os sulfetos são insolúveis em água, exceto no que se refere a seus sais de 
metais alcalinos.
• Os fosfatos, carbonatos, silicatos, boratos e hipocloritos são insolúveis em 
água, exceto no que se refere a seus sais de metais alcalinos (Li, Na, K, Rb, 
Cs, Fr) e aos sais de amônio.
Substâncias orgânicas
1 .Moléculas com grupo funcional polar* geralmente são solúveis até o compri-
mento total de cadeia carbônica de 5 átomos.
2. As moléculascom cadeias ramificadas são mais solúveis que o composto cor-
respondente com cadeia reta.
3. A hidrossolubilidade diminui com o aumento do peso molecular.
4. Quanto maior a semelhança estrutural entre soluto e solvente, maior a solu-
bilidade.
*Grupos polares: OH, CHO, COH, CHOH, CH2OH, COOH, NO2, CO, NH2 e SO3H.
Informação Adicional
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FOrmas Farmacêuticas Líquidas
Solução oral e retal com fosfatos de sódio
Riscos envolvendo seu uso e critérios técnicos para a correta manipulação 
e utilização 
Os fosfatos são normalmente utilizados no tratamento de condições clínicas 
onde há deficiência deste íon, no tratamento da hipercalcemia (fosfato dissódi-
co) e como acidificante urinário (fosfato ácido de sódio). São também utilizados 
em doses maiores como laxante salino (solução hiperosmótica) administrados 
na forma de soluções diluídas por via oral (solução oral) ou retal (enema) na 
terapia da constipação intestinal e no preparo intestinal antes de exame médi-
co (ex.: colosnocopia). Em preparações laxativas, normalmente emprega-se a 
associação do fosfato ácido de sódio com o fosfato sódico na forma de solução 
aquosa oral ou retal. 
Farmacologia: a ação laxativa do fosfato ácido de sódio e do fosfato de 
sódio pode ser explicada pelo fato de que ambos os sais são pouco absorvidos 
pelo trato gastrintestinal e promovem a retenção de água no lúmen do intes-
tino. 
Efeitos adversos e contraindicações: os laxativos à base de fosfatos pro-
duzem, como esperado, diarreia nos pacientes aos quais são administrados. 
Entretanto, também pode ocorrer náusea, vômito, dor gástrica/abdominal, in-
chaço abdominal, tontura ou cefaleia. Alguns efeitos adversos podem ser mais 
sérios e necessitam de imediata avaliação médica, como a presença de sangue 
as fezes, fezes escuras e cãibras musculares. Hipocalcemia, hiperfosfatemia, 
hipernatremia, hipocalemia e acidose podem ocorrer com o uso de soluções 
orais de fosfatos de sódio. Estes efeitos adversos são mais prováveis com a uti-
lização de doses maiores que a recomendadas. Há relatos de sérios distúrbios 
eletrolíticos, desidratação, acidose metabólica, falência renal, tetania e morte 
atribuídos a médicos que prescreveram mais de 45mL da solução oral de fos-
fatos de sódio (solução de fosfatos de sódio USP) para preparo intestinal para 
colonoscopia, cirurgia, ou enema de bário e/ou quando prescrito para pacien-
tes com risco médico. Os médicos devem recomendar aos pacientes somente 
doses usualmente empregadas. A dose diária máxima recomendada não deve-
rá ser superior a 45 mL da solução de fosfatos de sódio USP ou ao equivalente 
a cerca de 5760 mg de fósforo. Há diversos relatos na literatura de casos de 
nefropatia aguda e de insuficiência renal associados ao uso de soluções orais 
de fosfatos de sódio. Preparações laxativas de fosfatos são hiperosmóticas e 
são contraindicadas para pacientes com doenças cardíacas (ex.: insuficiência 
cardíaca, angina instável), distúbios intestinais (ex.: colite aguda, constipação 
crônica, obstrução intestinal, sangramento gastrintestinal, megacólon congê-
nito), fluidos/inchaço do estômago/abdome (ascites) e outras condições que 
tornem o funcionamento do intestino mais lento (ex.: hipotiroidismo, escle-
roderma). Os riscos e benefícios da administração de fosfato devem ser con-
siderados pelo médico em situações onde o paciente apresentar histórico de 
problema renal, outros problemas cardíacos (ex.: arritmias, ataque cardíaco, 
cirurgia cardíaca recente), desidratação ou problemas sanguíneos ou no equi-
líbrio hidroeletrolítico (ex.: baixos níveis de sódio, potássio ou cálcio; ou altos 
níveis de fosfato), doença inflamatória intestinal, alergia e em pacientes que 
fazem uso de medicamentos que afetam a reperfusão renal (ex.: diuréticos, ini-
bidores da enzima de conversão da angiotensina, bloqueadores dos receptores 
de angiotensina e possivelmente de anti-inflamatórios AINEs). É aconselhada 
issuu
39
PreParações Orais Líquidas
cautela na administração de formulações com fosfato em pacientes idosos e 
em pacientes debilitados. A segurança da utilização da solução oral de fosfatos 
de sódio não foi determinada para pacientes pediátricos e para gestantes.
Farmacotécnica: o fosfato de sódio e o fosfato ácido de sódio estão dispo-
níveis na forma anidra e em diversas formas hidratadas. Uma das principais 
dificuldades envolvidas na manipulação de formulações com fosfatos de modo 
geral é a utilização da forma química correta, uma vez que tanto o fosfato áci-
do de sódio como o fosfato de sódio apresentam diversos sinônimos e estão dis-
poníveis na forma anidra e em diversos graus de hidratação, situação que favo-
rece a ocorrência de confusão entre as formas empregadas. Frequentemente, 
equívocos de interpretação na forma prescrita são cometidos e em decorrência 
disto ocorre o emprego da forma errada de fosfato, como por exemplo, o uso 
da forma anidra no lugar da forma hidratada sem os devidos ajustes de con-
centração. O intercâmbio em uma formulação com concentração expressa em 
termos fosfato de sódio hepta-hidratado (Na2HPO4.7H2O) pela forma anidra 
deste sal (Na2HPO4) sem os devidos ajustes de equivalência entre a forma hi-
dra e anidra, implicará no preparo de uma formulação mais hipertônica e com 
maior concentração de fosfato de sódio. Este erro pode ocasionar aumento dos 
efeitos adversos ocasionados pela formulação erroneamente preparada. 
Veja na tabela a seguir as principais formas de fosfato ácido de sódio e fos-
fato de sódio, sinônimos e características.
O preparo de formulações contendo fosfatos de sódio depende da utilização 
da forma química correta deste sal. Antes do preparo, é importante verificar a 
correta sinonímia e o grau de hidratação do fosfato solicitado na composição 
da formulação prescrita. Deve-se empregar o sal com o grau de hidratação 
correspondente ao solicitado na prescrição. Na indisponibilidade deste, uma 
eventual substituição por um sal com diferente grau de hidratação pode ser 
considerada, desde que observada a concentração correspondente em termos 
do sal anidro. Por exemplo, caso a composição de uma formulação relacione 
5% de fosfato de sódio anidro e a substuição for realizada com a forma hepta-
hidratada deste sal, deve-se multiplicar pelo fator de equivalência. Portanto, 
multiplicaria-se 5% por 1,89 (fator de equivalência do fosfato dissódico hepta-
hidratado) (5 x 1,89 = 9,45% do fosfato de sódio hepta-hidratado). 
De outra forma, caso a formulação expresse 5% de fosfato de sódio hep-
taidratado e a substituição for realizada com o sal anidro, deve-se dividir esta 
concentração pelo fator de equivalência da forma hidratada. O valor resultante 
será a quantidade equivalente da forma anidra a ser empregada no preparo 
da formulação em substituição à forma hepta-hidratada (5 ÷ 1,89 = 2,65% de 
fosfato de sódio anidro). 
Contudo, é importante ter em mente que a solubilidade entre as formas 
químicas anidras e hidratadas podem ser significativamente diferentes e in-
fluenciar diretamente no modo de preparo. Normalmente, a forma hidratada é 
mais solúvel que a forma anidra. Portanto, o ideal é mesmo empregar a forma 
química com o grau de hidratação relacionado na formulação.
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FOrmas Farmacêuticas Líquidas
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PreParações Orais Líquidas
Exemplos de formulações:
1. Solução oral de fosfatos de sódio (USP30/NF25)
Fosfato de sódio dibásico hepta-hidratado (Na2HPO4.7H2O) 18% (p/v) 
Fosfato de sódio monobásico monoidratado (NaH2PO4.H2O) 48% (p/v) 
Água destilada qsp 100 mL
Indicação: preparo intestinal para colonoscopia ou outros propósitos que 
requeiram os esvaziamento intestinal, tratamento ocasional da constipação in-
testinal 
Informação importante: cada 15 mL desta solução contém cerca 1668mg 
de Na e 1928 mg de P. 
Posologia:
Preparo intestinal: administrar 3 doses de 15 mL da solução oral de fos-
fatos de sódio (administradas em intervalos de 10 minutos), cada uma diluída 
em 250 mL de água ou outra bebida límpida. “Não administrar diretamente a 
solução pura concentrada. A dose diária (em um período de 24h) não deverá 
ser superior ao total de 45 mL da solução oral de fosfatos de sódio”. Após o 
intervalo de 24h, o esquema posológico pode ser repetido da mesma forma, 
caso seja necessário.
Preparo: separar os fosfatos de sódio, certificando-se do uso da forma quí-
mica correta correspondente ao especificado na formulação. Se necessário, 
observar se a especificação constante no certificado de análise da matéria-
prima disponível corresponde à especificação solicitada.
Dissolver os fosfatos em quantidade suficiente de água destilada aquecida. 
Ajustar o volume final com água destilada. Envasar em frasco de PET ou vidro 
âmbar. 
2. Solução oral de fosfatos de sódio flavorizada 
Fosfato de sódio dibásico hepta-hidratado (Na2HPO4.7H2O) 18% (p/v) 
Fosfato de sódio monobásico monoidratado (NaH2PO4.H2O) 48% (p/v) 
Flavorizante de laranja 0,5 % 
Sacarina 0,1 % (p/v) 
Benzoato de sódio 0,2 % (p/v) 
Glicerina bidestilada 10 mL (p/v) 
Água destilada qsp 100mL 
Informação importante: cada 15 mL desta solução contém cerca 1668mg 
de Na e 1928 mg de P. 
Indicação: preparo intestinal para colonoscopia ou outros propósitos que 
requeiram os esvaziamento intestinal, tratamento ocasional da constipação in-
testinal 
Posologia:
Preparo intestinal: administrar 3 doses de 15mL da solução oral de fos-
issuu
42
FOrmas Farmacêuticas Líquidas
fatos de sódio (administradas em intervalos de 10 minutos), cada uma diluída 
em 250mL de água ou outra bebida límpida. “Não administrar diretamente a 
solução pura concentrada. A dose diária (em um período de 24h) não deverá 
ser superior ao total de 45 mL da solução oral de fosfatos de sódio”. Após o 
intervalo de 24h, o esquema posológico pode ser repetido da mesma forma, 
caso seja necessário.
Preparo: separar os fosfatos de sódio, certificando-se do uso da forma quí-
mica correta correspondente ao especificado na formulação. Se necessário, 
observar se a especificação constante no certificado de análise da matéria-
prima disponível corresponde à especificação solicitada. 
Dissolver os fosfatos e o benzoato de sódio em quantidade suficiente de 
água destilada aquecida. Adicionar a glicerina e o flavorizante. Ajustar o volu-
me final com água destilada. 
Envasar em frasco de PET ou vidro âmbar. 
Armazenamento: temperatura ambiente controlada.
3. Solução retal de fosfatos de sódio (USP30/NF25) – Enema
Fosfato de sódio dibásico hepta-hidratado (Na2HPO4.7H2O) 6% (p/v)
Fosfato de sódio monobásico monoidratado (NaH2PO4.H2O) 16% (p/v)
Águadestilada qsp 100 mL
Indicações: alívio da constipação; como um enema de rotina médica, quan-
do é necessário promover a evacuação intestinal para a realização de proctos-
copia e sigmoidoscopia, limpeza pré-operatória e cuidados geral no pós-opera-
tório; impactação por bário, durante a gravidez e no pré e pós-parto.
Contraindicações: o enema de fosfatos não deve ser usado na existência 
das seguintes condições clínicas: apendicite, bloqueio intestinal, colite ulce-
rativa, ileite, doença cardíaca, sangramento retal, hipertensão, doença renal. 
Não administrar em crianças menores de 2 anos.
Precauções: em pacientes desidratados ou debilitados, o volume da so-
lução administrado precisa ser cuidadosamente determinado, uma vez que a 
solução é hipertônica e pode causar mais desidratação. O uso repetido em 
intervalos curtos de tempo deve ser evitado. Produtos laxativos não devem ser 
usados por período superior a uma semana, salvo orientação médica. 
Existem alguns relatos de lesões no tecido anorretal induzidas pela aplica-
ção indevida ou incorreta do enema de fosfatos de sódio 20. 
Posologia: 
Adultos: 120 mL via retal.
Crianças 2-12 anos: 60 mL como dose única via retal ou conforme orien-
tação médica. 
Crianças menores de 2 anos: não usar. 
Preparo: separar os fosfatos de sódio, certificando-se do uso da forma quí-
mica correta correspondente ao especificado na formulação. Se necessário, 
observar se a especificação constante no certificado de análise da matéria-
prima disponível corresponde à especificação solicitada.
issuu
43
PreParações Orais Líquidas
Dissolver os fosfatos em quantidade suficiente de água destilada aquecida. 
Ajustar o volume final com água destilada. Envasar em frasco com aplicador 
para enema. Armazenamento: temperatura ambiente controlada.
Constipação intestinal (uso como laxativo para o alívio ocasional da constipação):
idAde (AnoS) PASSo i PASSo ii 
doSe máximA 
em 24HS 
Adultos e crianças 
≥ 12 anos 
Misturar 15mL (1 colher de 
sopa) em um copo (250mL) 
de líquido gelado. Beber. 
Tomar pelo menos 1 copo 
(250mL) extra de líquido (sem a 
solução laxativa) para compen-
sar a perda de líquido pelo efeito 
laxante. 
15mL 3x 
Crianças entre 
10 e 11 anos 
Misturar 15mL (1 colher de 
sopa) em um copo (250mL) 
de líquido gelado. Beber. 
Tomar pelo menos 1 copo 
(250mL) extra de líquido (sem a 
solução laxativa) para compen-
sar a perda de líquido pelo efeito 
laxante. 
15mL 
Crianças entre 
5 a 9 anos 
Misturar 7,5mL (1/2 co-
lher de sopa) em um copo 
(250mL) de líquido gelado. 
Beber. 
Tomar pelo menos 1 copo 
(250mL) extra de líquido (sem a 
solução laxativa) para compen-
sar a perda de líquido pelo efeito 
laxante. 
7,5mL 
Abaixo de 5 anos Não usar Não usar Não usar
referênciAS
1. Clavijo, M.J.L. & Comes, V.B. Formulario Básico de Medicamentos Magistrales. 1ª ed. 
Valencia: Distribuiciones El Cid, 2001.p.253-255. 
2. Reynolds, J.E.F. Martindale – The Extra Pharmacopoeia. 28th ed. London: The Pharma-
ceutical Press, 1982. p.641-642. 
3.Internet: http://www.rxlist.com/cgi/generic/visicol.htm (acessado em 15/11/2007). 
4. FDA – Food and Drug Administration. Information for Healthcare Professionals Oral 
Sodium Phosphate Products for Bowel Cleansing. Disponível em: http//www.fda.gov/cder/
drug/safety/sodiumphospate.htm (acessado em 15/11/2007). 
5. Desmeules et al. Acute phosphate nephropathy and renal failure. NEJM. 2003 Sep 4; 
349(10): 1006 – 7. 
6. Markowitz et al. Acute phosphate nephropathy following oral sodium phosphate bowel 
purgative: an under-recognized cause of chronic renal failure. J Am Soc Nephrol. 2005 Nov; 
16 (11): 3389 – 96. 
7. PHARMASCIENCE INC. IMPORTANT SAFETY INFORMATION REGARDING PHOS-
PHATES SOLUTION. Health Products and Food Branch Direction générale des produits 
de santé et des aliments –Health Canadá, 2002. Disponível em: http://www.hc-sc.gc.ca/
dhp-mps/alt_formats/hpfb-dgpsa/pdf/medeff/phosphate_solutions_hpc-cps_e.pdf (acessado 
em 15/11/2007). 
8. FDA – Food and Drug Administration. Food and Drug Administration Science Backgroun-
der: Safety of Sodium Phosphates Oral Solution. Disponível em: http://www.fda.gov/Cder/
drug/safety/sodiumphospate.htm. 
9. Farmacopéia Brasileira, 2005. p.290, 4a.ed 
10. The Merck Index, 2001. p.1545, item.8734, 13a.ed. 
11. USP 29, 2006. 
12.USP 30/NF 25, 2007. 
issuu
PreParações Orais Líquidas
issuu
PREPARAÇÕES ORAIS LÍQUIDAS
GYMNEMA SYLVESTRE I
Spray sublingual
25 mg (extrato seco padronizado c/ 25% de ácidos gimnémicos) 
/ mL
Classe terapêutica: fitoterápico indicado no tratamento do diabetes e na re­
gulação da glicemia. 
Composição
Gymnema sylvestre ext. Seco 2,5 g
Álcool etílico 96ºGL 50 mL
Glicerina 15 mL
Óleo essencial de menta 0,5 mL
Sucralose 0,03 g
Acesulfame de potássio 0,03 g
Água purificada qsp 100 mL
Modo de preparo
1. Dissolver o extrato seco de Gymnema no álcool.
2. Adicionar o óleo menta. Misturar.
3. Adicionar a glicerina e misturar.
4. Dissolver a sucralose e o acesulfame na água destilada e em seguida ver­
ter aos poucos no passo anterior.
5. Ajustar o volume com água destilada adicionada aos poucos sob mistura.
6. Envasar em frasco de vidro âmbar com spray calibrado.
Informações sobre estabilidade
Embalagem recomendada: frasco de vidro âmbar com spray calibrado.
Temperatura de armazenamento recomendada: temperatura ambiente controlada.
Estabilidade aproximada: 6 meses.
Nota Acredita-se que a Gymnema aumenta a secreção de insulina pelas cé­
lulas beta no pâncreas, resultando no aumento do controle do açúcar no san­
gue. Tem sido relatado que a Gymnema estimula a atividade enzimática nos me­
canismos metabólicos insulinodependentes, promovendo um aumento da utiliza­
ção da glicose e pode, desta forma, resultar em perda de peso. Os ácidos gimné­
micos presentes na Gymnema sylvestre podem inibir a captação intestinal de 
glicose. Também tem sido relatada a supressão, na língua, da percepção do pa­
ladar doce promovida por estes ácidos.
Referências
1, Krinsky, D.L. et al. Natural Therapeutics Pocket Guide. 2nd ed. Hudson, American 
Pharmaceutical Association, 2003.p.461-462.
381
issuu
PREPARAÇÕES DE FÁRMACOS E VEÍCULOS FÁRMACOS
GYMNEMA SYLVESTRE II
Spray sublingual 
20% (v/v) (Tintura de Gymnema sylvestre)
Classe terapêutica: fitoterápico indicado no tratamento do diabetes e na re­
gulação da glicemia. 
Composição
Tintura de Gymnema sylvestre 20 mL
Benzoato de sódio 0,1 g
Aspartame 0,5 %
Clicamato sódico 0,3 %
Sacarina sódica 0,15 %
Flavorizante 3 %
Água purificada 15 mL
Sorbitol 70% qsp 100 mL
Modo de preparo
1. Solubilizar o benzoato de sódio, ciclamato sódico, sacarina sódica e o as­
partame na água purificada.
2. Adicionar cerca de 60 mL de sorbitol 70% ao passo anterior. Agitar.
3. Verter o passo 2 sobre a tintura de Gymnema sylvestre, nesta ordem.
4. Adicionar o flavorizante de preferência e agitar.
5. Ajustar para o volume final com o sorbitol 70%.
6. Envasar e rotular.
Informações sobre estabilidade
Embalagem recomendada: frasco de vidro âmbar com válvula spray calibrada.
Temperatura de armazenamento recomendada: temperatura ambiente controlada.
Estabilidade aproximada: 6 meses.
Nota Acredita-se que a Gymnema aumenta a secreção de insulina pelas cé­
lulas beta no pâncreas, resultando no aumento do controle do açúcar no san­
gue. Tem sido relatado que a Gymnema estimula a atividade enzimática nos me­
canismos metabólicos insulinodependentes, promovendo um aumento da utiliza­
ção da glicose e pode, desta forma, resultar em perda de peso. Os ácidos gimné­
micos presentes na Gymnema sylvestre podem inibir a captação intestinal de 
glicose. Também tem sido relatada a supressão, na língua, da percepção do pa­
ladar doce promovida por estes ácidos.
Referências
1. Krinsky, D.L. et al. Natural Therapeutics Pocket Guide. 2nd ed. Hudson, American 
Pharmaceutical Association, 2003.p.461-462.
382
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PreParações Orais Líquidas
issuu
PREPARAÇÕES DE FÁRMACOS E VEÍCULOS FÁRMACOSNALTREXONA
Preparação Oral Líquida
1 mg/mL
Classe terapêutica: antagonista opioide, uso aprovado para o tratamento da 
dependência de opioides e do alcoolismo. A naltrexona tem sido empregada em 
doses baixas para diversas outras condições clínicas (Exemplo: Esclerose múlti­
pla, Fibromialgia, Doença de Crohn etc). 
Composição
Naltrexona 0,1 g
Ácido ascórbico 0,5 g
Benzoato de sódio 0,1 g
Glicerina 20 mL
Água purificada qsp 100 mL
Modo de preparo
1. Misturar e triturar a naltrexona, ácido ascórbico e o benzoato de sódio até 
obter um pó fino.
2. Adicionar a glicerina e misturar, até formar uma pasta fina.
3. Adicionar a água purificada, aos poucos e sob agitação constante, até 
ajustar o volume final. Misturar bem.
4. Envasar e rotular.
Informações sobre estabilidade
Embalagem recomendada: frasco de vidro ou PET âmbar.
Temperatura de armazenamento recomendada: temperatura ambiente controla­
da ou sob refrigeração.
Estabilidade aproximada: 90 dias sob refrigeração ou 60 dias em temperatura am­
biente controlada.
Processo de degradação provável: oxidação.
Referências
1. Fawcett, JP, Morgan, NC, Woods, DJ. Formulation and stability of naltrexone oral li­
quid for rapid withdrawal from methadone. Ann Pharmacother 1997,31(11): 1291-1296.
2. International Journal of Pharmaceutical Compounding. Vol. 19 No.6 November/De­
cember 2006, p.459.
478
issuu
PREPARAÇÕES ORAIS LÍQUIDAS
ÍNDICE DAS
PREPARAÇÕES
DISPOSIÇÃO GERAL DO TEXTO NAS MONOGRA-
FIAS 116
ACETATO DE CORTISONA 117
ACETATO DE FLUDROCORTISONA 118
ACETATO DE MEDROXIPROGESTERONA
119
ACETATO DE ZINCO 120
ACETAZOLAMIDA 121
ACICLOVIR 122
ACICLOVIR 123
ÁCIDO ACETILSALICÍLICO 124
ÁCIDO ASCÓRBICO (VITAMINA C) 125
GOTAS
200 mg / mL
ÁCIDO ASCÓRBICO (VITAMINA C) 126
XAROPE
250 mg / 5 mL
ÁCIDO CÍTRICO 127
ÁCIDO CLORÍDRICO 128
SOLUÇÃO
6 N
ÁCIDO CLORÍDRICO 129
SOLUÇÃO
2 N
ÁCIDO CLORÍDRICO 130
SOLUÇÃO 
0,1 N 1 litro
ÁCIDO CLORÍDRICO 131
SOLUÇÃO DILUÍDA (N.F.)
10% (p/v) 1 litro
ÁCIDO DIMERCAPTOSUCCÍNICO, DMSA, SUCCÍ-
MER 133
ÁCIDO FÓLICO 134
ÁCIDO GAMA-AMINOBUTÍRICO (GABA)
135
ÁCIDO LÁCTICO 136
ÁCIDO NALIDÍXICO 137
ÁCIDO URSODESOXICÓLICO 138
ALBENDAZOL I 139
SUSPENSÃO ORAL SUGAR-FREE
200 mg/5 mL
ALBENDAZOL II 140
SUSPENSÃO ORAL SUGAR-FREE
100 mg/5 mL
ALENDRONATO DE SÓDIO 141
ALOPURINOL 142
ALPRAZOLAM 143
AMANTADINA HCL 144
AMBROXOL, CLORIDRATO 145
EDULITO (SOLUÇÃO ORAL PEDIÁTRICA SEM
AÇÚCAR)
15 mg/5 mL
AMBROXOL, CLORIDRATO 146
GOTAS (USO ORAL E NEBULIZAÇÃO)
7,5 mg / mL
ANFOTERICINA B 147
AMILORIDA CLORIDRATO 148
AMINOBENZOATO DE POTÁSSIO (POTABA)
149
AMINOFILINA 150
AMIODARONA, CLORIDRATO 151
AMITRIPTILINA, CLORIDRATO I 152
XAROPE
1 mg / mL
AMITRIPTILINA, CLORIDRATO II 153
XAROPE
1 mg / mL 
AMLODIPINA 154
AMOXACILINA 155
AMOXACILINA + ÁCIDO CLAVULÂNICO 156
AMPICILINA 158
ARGININA, CLORIDRATO 159
ATENOLOL 160
AZATIOPRINA 161
AZITROMICINA 163
BACLOFENO 164
BECLOMETASONA, DIPROPIONATO 165
BENAZEPRIL, CLORIDRATO 166
BENZIDAMINA CLORIDRATO 167
BETACAROTENO 168
BETAMETASONA 169
BETANECOL, CLORETO 171
BICARBONATO DE SÓDIO 172
BIOTINA (VITAMINA H) 173
SOLUÇÃO ORAL
0,5 mg/mL
BIOTINA 174
2,5 mg/mL 
BROMAZEPAM 175
BROMETO DE POTÁSSIO 176
BROMETO DE PROPANTELINA 177
BROMEXINA, CLORIDRATO 178
BROMOFENIRAMINA, MALEATO 179
BROMOPRIDA 180
BUCLIZINA, DICLORIDRATO181
711
issuu
ÍNDICE DAS PREPARAÇÕES
BUDESONIDA 182
BUPROPIONA, CLORIDRATO183
SUSPENSÃO EM ÓLEO FIXO
75 mg/5 mL 
BUPROPIONA, CLORIDRATO184
XAROPE
75 mg/5 mL 
BUSPIRONA, CLORIDRATO 185
CAFEÍNA ANIDRA 186
CÁLCIO, ACETATO 187
CÁLCIO COM VITAMINA B12 188
CALCITRIOL 190
CAOLIM + PECTINA 191
CAPTOPRIL I 192
SOLUÇÃO ORAL
1 mg / mL
CAPTOPRIL II 193
SOLUÇÃO ORAL
1 mg / mL 
CARBAMAZEPINA I 194
SUSPENSÃO ORAL
100 mg/5 mL
CARBAMAZEPINA II 195
SUSPENSÃO ORAL
100 mg/5 mL
CARBIDOPA + LEVODOPA I 197
SUSPENSÃO ORAL AQUOSA E ANIDRA
CARBIDOPA + LEVODOPA II 199
SUSPENSÃO ORAL
CARBOCISTEÍNA 200
CARBONATO DE CÁLCIO 201
CARISOPRODOL 202
CARVÃO ATIVADO 203
CARVEDILOL I 204
SUSPENSÃO ORAL
1,25 mg / mL
CARVEDILOL 205
SOLUÇÃO ORAL
0,625 mg / mL (formulação para 120 mL)
CÁSCARA SAGRADA + DOCUSATO SÓDICO 206
CEFACLOR 207
CEFADROXIL MONOIDRATADO 208
CEFALEXINA 209
CELECOXIB 210
CETIRIZINA, DICLORIDRATO 211
CETOCONAZOL 212
SUSPENSÃO ORAL
20 mg / mL
CETOCONAZOL 213
SUSPENSÃO
100 mg/5 mL 
CETOPROFENO 214
CETOTIFENO 215
CIANOCOBALAMINA (VITAMINA B12) 216
CICLOFOSFAMIDA 217
CIMETIDINA 218
SOLUÇÃO ORAL
300 mg / 5 mL
CIMETIDINA I 219
SUSPENSÃO ORAL 
300 mg / 5 mL
CIMETIDINA II 220
SUSPENSÃO ORAL
200 mg / 5 mL
CINARIZINA 221
GOTAS
6,7% (p/v) = 50 mg/0,75 mL 
CINARIZINA 222
SUSPENSÃO
75 mg/5 mL 
CIPROEPTADINA, CLORIDRATO 223
XAROPE
2 mg/5 mL
CIPROEPTADINA HCL + COBAMAMIDA 224
SUSPENSÃO
CIPROEPTADINA E L-LISINA225
CIPROFLOXACINA 226
CIPROTERONA ACETATO I 228
SOLUÇÃO ORAL ANIDRA
50 mg / 5 mL
CIPROTERONA ACETATO II 229
SUSPENSÃO ORAL
50 mg / 5 mL
CITALOPRAM, BROMIDRATO 230
CITRATO DE CAFEÍNA 231
CITRATO DE LÍTIO 232
CITRATO DE MAGNÉSIO 233
CITRATO DE PIPERAZINA 235
CITRATO DE POTÁSSIO 236
CITRATO DE POTÁSSIO MONOIDRATADO 237
CITRATO DE SÓDIO 238
CLARITROMICINA PALATÁVEL 239
PÓ REVESTIDO PARA SUSPENSÃO ORAL
CLARITROMICINA (REVESTIDA) I 241
SUSPENSÃO ORAL (SABOR MORANGO)
125 mg/5 mL
CLARITROMICINA (REVESTIDA) II 243
SUSPENSÃO ORAL (SABOR CHOCOLATE)
125 mg/5 mL
CLOBAZAM 245
CLOMIPRAMINA, CLORIDRATO 246
CLONAZEPAM 247
GOTAS
2,5 mg / mL
712
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PREPARAÇÕES ORAIS LÍQUIDAS
CLONAZEPAM I 248
SUSPENSÃO ORAL
0,1 mg / mL
CLONAZEPAM II 249
SUSPENSÃO ORAL
0,1 mg / mL
CLONAZEPAM + FLUOXETINA 250
CLONIDINA, CLORIDRATO 251
CLOPIDOGREL 252
CLORANFENICOL 253
CLORDIAZEPÓXIDO HCL 254
CLORETO DE CÁLCIO HEXAIDRATADO 255
CLORETO DE POTÁSSIO 256
CLOREXIDINA, DIGLUCONATO I 257
ENXAGUATÓRIO BUCAL
0,2% (p/v)
CLOREXIDINA, DIGLUCONATO II 259
ENXAGUATÓRIO BUCAL
0,2% (p/v)
CLORFENIRAMINA, MALEATO 261
CLOROFILA 262
CLORPROMAZINA HCL 264
CLORTALIDONA 265
CODEÍNA, FOSFATO 266
CODEÍNA, FOSFATO + CLORPROMAZINA, CLO-
RIDRATO + DIPIRONA SÓDICA 267
CODEÍNA, FOSFATO + DIPIRONA SÓDICA 268
CODEÍNA, FOSFATO + MALEATO DE CLORFENI-
RAMINA + CLORIDRATO DE FENILEFRINA +
ÉTER GLICERIL GUAIACOL 269
COENZIMA Q10 270
COLCHICINA 271
COLINA, CITRATO + BETAÍNA, CLORIDRATO +
DL-METIONINA 272
COMPLEXO B I 273
XAROPE
COMPLEXO B II 274
XAROPE
COMPLEXO B III 276
XAROPE
COMPLEXO B 278
GOTAS
COMPLEXO ESTIMULANTE DO APETITE 280
COMPOSTO ESTIMULANTE DO APETITE E DO
DESENVOLVIMENTO 282
COMPOSTO FITOTERÁPICO CALMANTE I 284
COMPOSTO FITOTERÁPICO CALMANTE II 285
CREATINA 286
DAPSONA 287
DEFLAZACORT 288
DEXAMETASONA 290
SOLUÇÃO ORAL
4 mg / mL
DEXAMETASONA 291
ELIXIR
0,5 mg / 5 mL
DEXTROMETORFANO, BROMIDRATO 292
DIACEREÍNA 293
DIAZEPAM 294
DICLOFENACO RESINATO 295
DICLOFENACO SÓDICO 296
DIFENIDRAMINA, CLORIDRATO 297
DIFOSFATO DE CLOROQUINA 299
DIGITOXINA 300
GOTAS
0,1 mg / mL
DIGOXINA 302
ELIXIR PEDIÁTRICO
0,05 mg / mL
DIIDROERGOCRISTINA MESILATO 304
DILTIAZEM HCL 305
DIMENIDRATO 306
DIMETICONA (SIMETICONE) I 307
GOTAS
43,2 mg / mL
DIMETICONA (SIMETICONE) II 309
GOTAS
50 mg / mL
DIMETILGLICINA, CLORIDRATO (D.M.G.)
310
DIPIRIDAMOL 311
DIPIRONA SÓDICA 312
DMAE 313
DOMPERIDONA 314
DOXAZOSINA 315
DOXEPINA, CLORIDRATO 316
DOXICICLINA CÁLCICA * 317
EBASTINA I 319
XAROPE ISENTO DE AÇÚCAR
1 mg/mL
EBASTINA II 320
XAROPE ISENTO DE AÇÚCAR
1 mg/mL
EFEDRINA, CLORIDRATO 322
EFEDRINA, SULFATO 323
ENALAPRIL, MALEATO 324
ERITROMICINA 325
XAROPE
125 mg (base) / 5 mL
ERITROMICINA 326
PÓ PALATÁVEL
ESCITALOPRAM OXALATO 328
713
issuu
ÍNDICE DAS PREPARAÇÕES
ESPIRONOLACTONA 329
ESPIRONOLACTONA + HIDROCLOROTIAZIDA
330
ETILEFRINA CLORIDRATO 331
FAMOTIDINA I 332
SUSPENSÃO ORAL
40 mg/5 mL
FAMOTIDINA II 333
SUSPENSÃO ORAL
40 mg/5 mL
FEMPROPOREX HCL 335
FENILALANINA 336
FENITOÍNA BASE 338
FENOBARBITAL ÁCIDO 339
FENOBARBITAL SÓDICO 340
FENOFIBRATO 341
FERRO QUELATO (FE) 342
FERRO QUELATO TASTE-FREE® 343
FITOMENADIONA (VITAMINA K1) 344
SOLUÇÃO DILUÍDA10 mg / mL (1:100)
FITOMENADIONA (VITAMINA K1) 345
SUSPENSÃO ORAL
1 mg / mL
FLUCONAZOL I 346
SUSPENSÃO ORAL
1 mg / mL 
FLUCONAZOL II 347
SUSPENSÃO ORAL
1 mg / mL
FLUFENAZINA, CLORIDRATO 348
FLUNARIZINA 349
FLUORETO DE SÓDIO I 350
ENXAGUATÓRIO BUCAL
0,05% (p/v)
FLUORETO DE SÓDIO II 351
ENXAGUATÓRIO BUCAL
0,2% (p/v)
FLUORETO DE SÓDIO 352
SOLUÇÃO ORAL
0,5% (p/v)
FLUOXETINA 353
SOLUÇÃO ORAL
20 mg / 5 mL
FLUOXETINA 354
GOTAS
20 mg / mL
FLUTAMIDA 355
FOLINATO DE CÁLCIO 356
FOSFATO DE CÁLCIO TRIBÁSICO 357
FURAZOLIDONA 358
FUROSEMIDA 359
SOLUÇÃO ORAL
10 mg / mL 
FUROSEMIDA 360
SOLUÇÃO ORAL ALCOHOL FREE
2 mg / mL
FUROSEMIDA 362
XAROPE
5 mg / 5 mL
FYAT 363
FYAT-K 364
GABA, PIRACETAM, L-GLUTAMINA, ÁCIDO GLU-
TÂMICO, VITAMINA B6 & NICOTINAMIDA
(VITAMINA B3) 365
GABAPENTINA 367
GANCICLOVIR 368
GENFIBROZILA 369
GINKGO BILOBA 370
GLIBENCLAMIDA 371
GLICONATO DE CÁLCIO 372
GLICONATO DE MAGNÉSIO 373
GLICONATO FERROSO 374
GLICOSAMINA, SULFATO + CONDROITINA,
SULFATO SÓDICO 375
GLUCOSAMINA, SULFATO 2KCL + CONDROITI-
NA, SULFATO 376
GRANISSETRONA 377
GRISEOFULVINA MICRONIZADA I 378
SUSPENSÃO ORAL
125 mg / 5 mL
GRISEOFULVINA MICRONIZADA II 379
SUSPENSÃO ORAL
125 mg / 5 mL
GUAIAFENESINA 380
GYMNEMA SYLVESTRE I 381
SPRAY SUBLINGUAL
25 mg (extrato seco padronizado c/ 25%
de ácidos gimnémicos) / mL
GYMNEMA SYLVESTRE II 382
SPRAY SUBLINGUAL 
20% (v/v) (Tintura de Gymnema sylvestre)
HALOPERIDOL 383
GOTAS ORAIS
2 mg / mL
HALOPERIDOL 384
SOLUÇÃO ORAL
2 mg / mL 
HIDRALAZINA, CLORIDRATO 385
HIDRATO DE CLORAL I 386
XAROPE
10% (p/v)
HIDRATO DE CLORAL II 387
XAROPE
5% p/v
714
issuu
PREPARAÇÕES ORAIS LÍQUIDAS
HIDROCLOROTIAZIDA 388
SUSPENSÃO ORAL
10 mg / mL
HIDROCLOROTIAZIDA 389
SUSPENSÃO ORAL PARA USO EM PREMATUROS
E NEONATOS (BAIXA OSMOLALIDADE)
2 mg/mL
HIDROCORTISONA I 390
HIDROCORTISONA II 391
HIDROXICARBAMIDA 392
HIDROXICLOROQUINA, SULFATO 393
HIDRÓXIDO DE ALUMÍNIO 394
HIDRÓXIDO DE ALUMÍNIO + HIDRÓXIDO DE
MAGNÉSIO 395
HIDRÓXIDO DE SÓDIO (NAOH) 396
SOLUÇÃO
0,1 N
HIDRÓXIDO DE SÓDIO (NAOH) 397
SOLUÇÃO
1 N
HIDROXITRIPTOFANO 398
SUSPENSÃO ORAL
50 mg/5 mL
HIDROXITRIPTOFANO 399
SUSPENSÃO SUBLINGUAL
50 mg / mL
HIDROXITRIPTOFANO + L-TEANINA 400
HIDROXIZINA, CLORIDRATO 402
HIOSCINAMINA, SULFATO + FENOBARBITAL
403
HYPERICUM PERFORATUM (ERVA-DE-SÃO-
JOÃO) 404
IBUPROFENO 405
IMIPRAMINA, CLORIDRATO 406
INDOMETACINA 407
INOSITOL 408
IODETO DE POTÁSSIO 409
XAROPE
325 mg/5 mL
IODETO DE POTÁSSIO (KI) 410
SOLUÇÃO SATURADA
1 g / mL
IPECACUANHA, XAROPE 411
ISONIAZIDA 412
SUSPENSÃO ORAL
30 mg / mL
ISONIAZIDA 414
XAROPE
10 mg / mL
ITRACONAZOL I 415
SUSPENSÃO
50 mg/5 mL 
ITRACONAZOL II 417
SUSPENSÃO
40 mg / mL 
IVERMECTINA 418
L-ASPARAGINA, L-GLUTAMINA, VITAMINA B6,
PIRACETAM & FOSFORILSERINA 419
L-CARNITINA 420
L-CARNOSINA 421
L-TRIPTOFANO, L-TIROSINA, L-ARGININA, VITA-
MINA B6, ASCORBATO DE SÓDIO 422
LACTASE424
LACTOBACILLUS ACIDOPHILUS 425
LACTATO DE CÁLCIO 5H2O 426
LACTOFOSFATO DE CÁLCIO427
LAMOTRIGINA I 428
SUSPENSÃO ORAL
1 mg/mL
LAMOTRIGINA II 429
SUSPENSÃO ORAL
1 mg/mL
LAMOTRIGINA III 430
SUSPENSÃO ORAL
4 mg/mL
LANSOPRAZOL 431
LEITE DE MAGNÉSIA I 433
LEITE DE MAGNÉSIA (FORMULÁRIO NACIO-
NAL) II 434
LEVAMISOL 435
LEVETIRACETAM 436
LEVOCARNITINA 400 MG/ML E COENZIMA Q10
10 MG/ML 437
LEVOFLOXACINO 438
LEVOMEPROMAZINA 439
GOTAS
LEVOTIROXINA (T4) 440
LIDOCAÍNA, CLORIDRATO 442
LIOTIRONINA SÓDICA 443
LIPOICO, ÁCIDO ALFA 444
LISINOPRIL 445
LORATADINA 446
LORAZEPAM 447
LOSARTAN POTÁSSICO 448
LOVASTATINA 449
MANITOL 450
MANDELATO DE METENAMINA 451
MALEATO DE TRIMEBUTINA 452
MEBENDAZOL 453
MEGESTROL, ACETATO 454
MEMANTINA, CLORIDRATO 455
MERCAPTOPURINA 456
MESALAZINA 457
715
issuu
ÍNDICE DAS PREPARAÇÕES
METFORMINA CLORIDRATO458
METILBROMETO DE HOMATROPINA + DIMETI-
CONA (SIMETICONE) 459
METILDOPA 460
METILTESTOSTERONA 462
METIMAZOL 463
METOCLOPRAMIDA 464
METOPROLOL, TARTARATO 465
METOTREXATO 466
METOXISSALENO (8-MOP) 467
METRONIDAZOL, BENZOATO 468
MIDAZOLAM, CLORIDRATO 469
MINOCICLINA 471
MINOXIDIL 472
MIRTAZAPINA 473
MORFINA, CLORIDRATO 474
MORFINA, SULFATO 475
N-ACETILCISTEÍNA 476
NADOLOL 477
NALTREXONA 478
NAPROXENO 479
NEOMICINA, SULFATO 480
NIFEDIPINA 481
GOTAS
20 mg / mL 
NIFEDIPINA 482
SUSPENSÃO ORAL
4 mg / mL
NIMESULIDA 483
GOTAS 
50 mg/mL
NIMESULIDA 484
SUSPENSÃO ORAL
10 mg/mL
NIMODIPINA I 486
GOTAS
40 mg / mL
NIMODIPINA II 487
GOTAS
4% (p/v)
NISTATINA 488
ENXAGUATÓRIO BUCAL
100.000 UI / mL 
NISTATINA 489
SUSPENSÃO ORAL
100.000 UI / mL
NITRAZEPAM 490
NITROFURANTOÍNA 491
SUSPENSÃO ORAL
50 mg/5 mL 
NITROFURANTOÍNA 492
SUSPENSÃO EMULSIONADA
25 mg/5 mL
NORFLOXACINO 493
NORTRIPTILINA 494
OLANZAPINA 495
ÓLEO DE FÍGADO DE BACALHAU 496
ÓLEO DE LINHAÇA 497
ÓLEO DE RÍCINO 498
ÓLEO MINERAL I 499
EMULSÃO ORAL FLAVORIZADA
0,5 mL / mL (50%)
ÓLEO MINERAL II 500
EMULSÃO LAXATIVA
50%
OMEPRAZOL 501
SUSPENSÃO ORAL TAMPONADA
2 mg / mL
OMEPRAZOL 502
SUSPENSÃO ORAL TAMPONADA E EDULCORADA
10 mg / 5 mL
OMEPRAZOL 504
SUSPENSÃO ORAL TAMPONADA E EDULCORADA
20 mg / 5 mL
ORFENADRINA CITRATO 506
ONDANSETRONA 508
OSELTAMIVIR 509
OXANDROLONA 510
OXANDROLONA 511
XAROPE
1 mg/mL
OXCARBAZEPINA 512
OXIBUTININA, CLORIDRATO 514
OXITETRACICLINA, CLORIDRATO 515
PABA (ÁCIDO PARA-AMINOBENZOICO) 516
PANTOPRAZOL I 517
SUSPENSÃO ORAL TAMPONADA E EDULCORADA
2 mg / mL
PANTOPRAZOL II 518
SUSPENSÃO ORAL TAMPONADA E EDULCORADA
20 mg / 5 mL
PARACETAMOL 520
GOTAS ORAIS
100 mg / mL 
PARACETAMOL 521
SUSPENSÃO ORAL
160 mg/5 mL
PARACETAMOL 522
XAROPE CONCENTRADO
325 mg/5 mL
PARACETAMOL 523
XAROPE
160 mg/5 mL 
PAROXETINA 524
PASSIFLORA INCARNATA 525
716
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PREPARAÇÕES ORAIS LÍQUIDAS
PENICILAMINA 526
PENTOXIFILINA 527
PEPSINA 528
PEPSINA + ALFAMILASE 529
PERCLORATO DE POTÁSSIO 530
PICOSSULFATO SÓDICO 531
PILOCARPINA 532
PIRACETAM 533
GOTAS
33,3% (p/v)
PIRACETAM 535
XAROPE
100 mg / mL 
PIRANTEL PAMOATO 536
PIRIDOXINA, CLORIDRATO (VITAMINA B6) 538
PIRIMETAMINA 539
PIROXICAM 540
PREPARAÇÃO ORAL LÍQUIDA OLEOSA
10 mg/5 mL
PIROXICAM 541
SUSPENSÃO ORAL
2 mg / mL
PIZOTIFENO 542
POÇÃO DE RIVIÈRI MODIFICADA 543
POLIVINIL PIRROLIDONA-IODO (PVP-I) 544
PRAZOSINA, CLORIDRATO 545
PREDNISOLONA 546
SUSPENSÃO ORAL
1 mg / mL 
PREDNISOLONA 547
XAROPE
5 mg / 5 mL
PREDNISOLONA 548
XAROPE
15 mg / 5 mL
PREDNISONA 549
PREDNISONA 550
SUSPENSÃO ORAL
5 mg/5 mL 
PREGNENOLONA 551
PRIMIDONA 552
PROCAINAMIDA, CLORIDRATO 553
PROGESTERONA 554
SUSPENSÃO ORAL
40 mg / mL 
PROGESTERONA 555
GOTAS SUBLINGUAIS
10% p/v
PROMETAZINA, CLORIDRATO 556
PROPILTIOURACILA 558
PROPRANOLOL, CLORIDRATO 559
PSYLLIUM 560
QUINIDINA, SULFATO DIHIDRATADO 561
QUETIAPINA, FUMARATO 562
RAMIPRIL 563
RANITIDINA I 564
XAROPE
75 mg/5 mL 
RANITIDINA II 565
XAROPE
75 mg/5 mL 
REIDRATANTE ORAL 566
RIBAVERINA 568
RIBOFLAVINA (VITAMINA B2) 569
RIFAMPICINA 570
RISPERIDONA 571
RIVASTIGMINA, HIDROGENOTARTARATO I 572
SOLUÇÃO ORAL
2 mg/mL 
RIVASTIGMINA, HIDROGENOTARTARATO II 573
SOLUÇÃO ORAL
2 mg/mL
S-ADENOSILMETIONINA (SAME) 574
SALBUTAMOL 575
SALIVA ARTIFICIAL 576
SECNIDAZOL 577
SENE 578
SERTRALINA 579
SILDENAFILA 580
SUSPENSÃO ORAL
5 mg/mL 
SILDENAFILA 582
SUSPENSÃO PEDIÁTRICA
 1 mg/mL 
SILIMARINA 583
SINVASTATINA 584
SOLUÇÃO DE EISEMBERG 585
SOLUÇÃO DE JOULIE 586
SOLUÇÃO DE LUGOL 587
SOLUÇÃO DE LUGOL FRACA 588
SOLUÇÃO DE SHOHL 589
SOLUÇÃO ELETROLÍTICA DE PEG 590
SUBSALICILATO DE BISMUTO 592
SUCRALFATO 593
SULFADIAZINA 594
SULFADIAZINA SÓDICA + PIRIMETAMINA 595
SULFAMETOXAZOL + TRIMETOPRIMA 597
SULFASSALAZINA 598
SULFATO DE ZINCO HEPTAHIDRATADO 599
SULFATO FERROSO I 600
XAROPE
200 mg Sulfato Ferroso 7H2O / 5 mL
717
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ÍNDICE DAS PREPARAÇÕES
SULFATO FERROSO II 601
XAROPE
200 mg Sulfato Ferroso 7H2O / 5 mL
SULFATO FERROSO + VITAMINA C + COMPLE-
XO B SUSPENSÃO ORAL 602
SULINDAC 604
SULPIRIDA 605
GOTAS
25 mg/mL
SULPIRIDA 606
200 mg/5 mL
TACROLIMUS 607
TADALAFILA 608
TARTARATO DE ERGOTAMINA 609
TAURINA610
TEANINA611
TEOFILINA613
ELIXIR
50 mg / 5 mL
TEOFILINA 614
SUSPENSÃO ORAL (ALCOHOL-FREE)
100 mg/5 mL
TERBINAFINA, CLORIDRATO I 615
SUSPENSÃO ORAL
25 mg/mL
TERBINAFINA, CLORIDRATO II 616
SUSPENSÃO ORAL
25 mg/mL
TERBUTALINA, SULFATO 617
TESTOSTERONA 618
TETRACAÍNA, CLORIDRATO 619
TETRACICLINA, CLORIDRATO 620
TETRACICLINA, CLORIDRATO + DEXAMETASO-
NA 621
TIABENDAZOL 622
TIAMINA, CLORIDRATO (VITAMINA B1) 623
TIMOMODULINA 624
TINIDAZOL I 625
TINIDAZOL II 626
SUSPENSÃO ORAL
100 mg/mL 
TIORIDAZINA, CLORIDRATO628
TOPIRAMATO I 629
SUSPENSÃO EXTEMPORÂNEA
15 mg / 5 mL (Reconstituição para 100
mL)
TOPIRAMATO 630
SUSPENSÃO ORAL
6 mg / mL
TRAMADOL, CLORIDRATO 631
TRAZODONA, CLORIDRATO 632
TRIANCINOLONA 633
TRIMETOPRIMA 634
TRIPLO ESTRÓGENO 635
TRIPTOFANO 637
VALERIANA (VALERIANA OFFICINALIS), XARO-
PE (FARMACOPEIA BRASILEIRA) 638
VALPROICO 639
VARFARINA SÓDICA 640
VENLAFAXINA 642
VERAPAMIL, CLORIDRATO 643
VITAMINA A 644
VITAMINAS A E D3645
GOTAS
VITAMINAS A E D3647
SOLUÇÃO ORAL
VITAMINA B12 648
VITAMINA C, CÁLCIO, COMPLEXO B & VITAMI-
NA E 649
VITAMINA D3 650
GOTAS OLEOSAS
400 UI/gota (0,03 mL)
VITAMINA D3 651
GOTAS
2500 UI/mL 
VITAMINA D3 652
DILUIÇÃO PARA O PREPARO DE FORMULAÇÕES
ORAIS LÍQUIDAS 
20.000 UI/mL 
VITAMINA E 653
EMULSÃO ORAL
200 UI / mL 
VITAMINA E 654
GOTAS
50 UI / mL
VITAMINA E 655
SUSPENSÃO ORAL
200 UI / mL 
XAROPE IODOTÂNICO 656
XILITOL 657
ZINCO QUELATO TASTE-FREE® 658
ÁGUA DESTILADA PRESERVADA COM BENZOA-
TO DE SÓDIO 660
ÁGUA DESTILADA PRESERVADA COM PARABE-
NOS 661
ELIXIR AROMÁTICO 662
ESTEVIOSÍDEO 663
EXCIPIENTE PARA SUSPENSÃO EXTEMPORÂ-
NEA 664
FRUTOSE 665
GEL COM CMC-NA / VEÍCULO SUSPENSOR COM
CMC-NA 666
GEL DE HIDROXIPROPILMETILCELULOSE
(HPMC) 667
SACARINA + CICLAMATO DE SÓDIO 668
SOLUÇÃO ALCOÓLICA FLAVORIZANTE DE VA-
718
issuu
	POL-3a-381-382.pdf
	Gymnema sylvestre	I
	Gymnema sylvestre	II
	POL-3a-478.pdf
	Naltrexonasempre que possível, é a preparação a partir da substância pura (matéria-prima). 
Deve-se considerar ainda que as preparações orais líquidas obtidas a partir do pó 
de comprimidos e cápsulas devem ser exclusivamente preparadas na forma de 
suspensão. Mesmo que o fármaco presente seja solúvel no veículo não se pode 
garantir a sua completa extração. Nesta situação, não se recomenda filtrar a 
preparação. Um outro problema decorrente desta prática é quando a quantidade 
de pó resultante do comprimido ou cápsula é relativamente grande, dificultando 
a dispersão em pequenos volumes do veículo. Além disto, para alguns fármacos 
disponíveis comercialmente em formas de liberação modificada (ex.: formas en-
téricas e de ação prolongada) pode não ser recomendada a preparação a partir 
da especialidade farmacêutica.
Outra prática alternativa empregada na eventual falta de uma especialidade 
farmacêutica na forma oral líquida é a administração oral de preparações injetá-
veis. Isto é possível para alguns fármacos, mas existem importantes fatores que 
se deve considerar ao avaliar se uma forma injetável é adequada ou não para 
uso oral. Normalmente, se o fármaco da especialidade injetável é exatamente o 
mesmo da forma para administração oral (ex.: a forma injetável com ondanse-
trona contém este fármaco na forma de cloridrato, assim como a forma para ad-
ministração oral) poderemos presumir que o fármaco será absorvido a partir da 
forma oral. Entretanto, pelo fato do fármaco estar na forma de solução pode-se 
esperar uma absorção mais rápida e picos plasmáticos mais altos em compara-
ção à absorção mais lenta da forma sólida. Por um outro lado, quando a forma do 
fármaco no produto injetável for diferente da forma oral (sais diferentes), a bio-
disponibilidade também poderá ser diferente. Neste caso não seria recomendada 
a administração oral do medicamento injetável. Outros aspectos desfavoráveis 
depõem contra esta prática, como a presença comum de excipientes e adjuvan-
tes em preparações injetáveis não adequados para a administração oral; a baixa 
concentração do fármaco nas formas injetáveis comparada à necessidade de uma 
dose maior para administração via oral, implicando na necessidade de ingestão 
de um volume grande para se obter a dose terapêutica oral; alguns fármacos 
administrados na forma de injetáveis são degradados quimicamente pela acidez 
gástrica; e ainda o custo maior das preparações injetáveis. Neste contexto, po-
demos concluir que a preparação magistral extemporânea de formulações orais 
líquidas representa uma importante alternativa para o atendimento das necessi-
dades farmacoterapêuticas de pacientes pediátricos e eventualmente de adultos 
e idosos que necessitem do medicamento na forma líquida.
A formulação de preparações orais líquidas requer consideração cuidadosa de 
vários fatores críticos para assegurar que o produto tenha eficácia e qualidade 
adequadas. Preparações líquidas, particularmente as aquosas, são susceptíveis à 
degradação físico-química e microbiológica, o que compromete sua estabilidade. 
A instabilidade química, física e microbiológica destas preparações precisa ser 
considerada. Antes da manipulação de uma preparação oral líquida é preciso 
procurar dados referentes a estabilidade do fármaco nesta forma farmacêutica. 
Um problema constantemente encontrado pelos formuladores é a falta de publi-
cação de informações e formulários de preparações extemporâneas para orientar 
o preparo de formulações orais líquidas. Na ausência de estudos publicados, a 
estabilidade destas preparações tem sido determinada de forma arbitrária. Sem 
dúvida, a instabilidade das preparações líquidas aquosas é o ponto mais crítico 
de uma formulação. A degradação de uma preparação oral líquida devido à insta-
bilidade química, física ou microbiológica pode ocasionar uma dose subterapêu-
issuu
3
PreParações Orais Líquidas
tica do fármaco, exposição à produtos de degradação tóxicos ou ingestão de um 
número inaceitável de microorganismos. É importante que o farmacêutico esteja 
atento aos problemas causados pela instabilidade de forma a assegurar que a 
farmacoterapia seja efetiva e segura.
Consideraremos a seguir os diversos tipos de instabilidade e alguns aspectos 
críticos envolvidos na formulação de líquidos orais.
Instabilidade química
Fármacos em preparações líquidas podem estar mais susceptíveis a reações 
químicas de degradação. As reações de degradação mais comuns são hidrólise, 
oxidação e redução. Normalmente, o tipo ou a velocidade da reação é influencia-
da pelo pH. A azatioprina, por exemplo, é rapidamente hidrolisada em 6-mercap-
topurina em pH alcalino, mas é relativamente estável em condições ácidas ou 
neutras. Outros fatores, além do pH, que também podem aumentar a velocidade 
da reação de degradação são a presença de metais traços que podem catalizar, 
por exemplo, a oxidação do captopril e da metildopa, e a exposição à luz, que 
pode catalizar a degradação oxidativa da 6-mercaptopurina e de diversos ou-
tros fármacos. A velocidade de degradação química normalmente aumenta com 
a temperatura. Esse fator que serve de base para estudos de estabilidade acele-
rados em formulações bem como para recomendações de conservação em baixas 
temperaturas (exemplo: sob refrigeração) de preparações contendo fármacos 
quimicamente instáveis como as soluções orais de captopril. O fármaco, em uma 
preparação líquida, pode estar parcialmente ou totalmente na forma de solução 
ou predominantemente em estado sólido, como em uma suspensão. Fármacos em 
solução são mais vulneráveis à degradação química que os em estado sólido (ex.: 
suspensões, cápsulas e comprimidos). Portanto, suspensões de acetazolamida e 
de hidroclorotiazida são mais estáveis que suas respectivas soluções. Entretan-
to, em alguns casos as soluções podem eventualmente ser mais estáveis que as 
suspensões. A furosemida é um exemplo, pois sofre hidrólise em condições áci-
das quando encontrada predominantemente no estado sólido (em suspensão). 
No entanto, ela é muito mais estável em pH alcalino, quando está totalmente 
solubilizada.
Instabilidade física
Suspensões orais podem ser susceptíveis à sedimentação dos fármacos não 
solubilizados, causando caking (massa compacta formada pela sedimentação das 
partículas que estavam suspensas de difícil dispersão). A dificuldade de ressus-
pender as partículas sólidas ou sua rápida sedimentação após a agitação pode 
levar a erros de medida da dose do medicamento, sendo este problema um moti-
vo de preocupação na formulação de suspensões. A própria refrigeração, normal-
mente desejável para aumentar a estabilidade química e reduzir o crescimento 
microbiano em algumas preparações líquidas, pode aumentar demasiadamente 
a viscosidade de uma suspensão, dificultando a sua ressuspensão, ou causar a 
precipitação do fármaco ou de conservantes. É importante considerar o efeito 
do pH sobre todos os componentes da formulação e o seu possível impacto na 
estabilidade. O xarope simples, por exemplo, é relativamente ácido, e se utiliza-
do nesta faixa de pH na preparação de uma solução oral de fenobarbital sódico 
poderá causar a precipitação de fenobarbital não ionizado (o fenobarbital sódico 
precipita em meio ácido).
issuu
4
FOrmas Farmacêuticas Líquidas
Instabilidade microbiológica
O crescimento microbiano em preparações orais líquidas pode causar odor 
desagradável, turbidez e um efeito indesejável na palatabilidade e na aparência 
das formulações. Uma contagem alta de micro-organismos em uma formulação 
pode ser perigosa para a saúde, principalmente em crianças ou pacientes imuno-
comprometidos. Além disso, o metabolismo microbiano pode causar alterações 
no pH da preparação e reduzir a estabilidade química ou solubilidade do fárma-
co, podendo ocorrer sua precipitação. A ocorrência de contaminação microbiana 
durante a preparação de uma formulação oral líquida deve ser minimizada pela 
utilização de equipamentos e vidrarias limpos e sanitizados, pela uti-lizaçãode 
água purificada e/ou outros veículos com qualidade microbiológica adequados e 
pelo cuidado de evitar a utilização de matérias-primas e embala-gens contamina-
das. É preciso também considerar que a efetividade do sistema conservante da 
formulação sofre influência do pH. Por exemplo, se o benzoato de sódio ou ácido 
benzoico são utilizados como conservantes, o pH final da preparação deve ser 
menor que 5,0, faixa na qual este conservante está predominantemente na forma 
não ionizada e apresenta atividade antimicrobiana. Evidentemente, a escolha do 
sistema preservante deverá ser compatibilizada com o pH de estabilidade do 
fármaco.
Palatabilidade
O sabor, textura e cheiro são importantes fatores para a aceitabilidade de uma 
preparação farmacêutica destinada à administração oral em crianças. As crian-
ças possuem um número maior de papilas gustativas do que os adultos. Isto ex-
plica o porquê das crianças serem mais sensíveis a sabores desagradáveis. Nor-
malmente, o sabor doce é mais desejável que o sabor amargo. O mascaramento 
do sabor amargo em preparações farmacêuticas é particularmente problemático, 
pois o número de compostos que expressam o sabor amargo excede aos compos-
tos que promovem o sabor doce. Para cada “problema de flavorização” em uma 
formulação é necessária uma solução específica. Portanto, o farmacêutico tem 
como desafio desenvolver técnicas e recursos para realizar a combinação harmô-
nica de flavorizantes, evidenciadores de sabor, edulcorantes e corantes.
Considerações relativas aos excipientes ou ingredientes inertes
Excipientes ou ingredientes inertes são substâncias adicionadas aos compos-
tos farmacologicamente ativos para permitir a produção da forma farmacêutica, 
aumentar a estabilidade do fármaco e aumentar a palatabilidade da formulação 
para o paciente. Enquanto a maior parte dos pacientes tolera bem estas subs-
tâncias “inertes” presentes na formulação, deve-se considerar que alguns destes 
compostos são capazes de induzir a efeitos adversos, incluindo reações alérgicas. 
O conhecimento sobre o potencial dos excipientes para causar efeitos adversos 
tem aumentado continuamente com o crescimento dos relatos na literatura mé-
dica. Relacionamos algumas considerações sobre excipientes normalmente em-
pregados em preparações orais líquidas.
A. Edulcorantes e flavorizantes
Em uma recente avaliação de medicações para uso oral, Kumar e colabora-
dores constataram que mais de 90% dos produtos avaliados continham tanto 
edulcorantes como flavorizantes. A ampla utilização destes excipientes reflete 
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5
PreParações Orais Líquidas
o desejo dos pacientes por medicamentos com apelo visual e sabor agradáveis. 
No momento da prescrição de medicações para crianças os clínicos deveriam 
ter em mente que a percepção do sabor muda com a idade. A preferência pelo 
sabor doce é inata nos seres humanos, sendo ainda mais pronunciada em crian-
ças. Diferenças individuais no desenvolvimento do paladar durante a vida são 
influenciadas pelas experiências iniciais de alimentação e por fatores genéticos. 
Produtos desenvolvidos especialmente para crianças pequenas não são neces-
sariamente bem aceitos por crianças maiores, adolescentes e adultos. Líquidos 
contendo grandes quantidades de edulcorantes artificiais podem promover um 
sabor amargo residual (aftertaste), resultando na diminuição da adesão ao trata-
mento pelo paciente. 
A sacarina, sacarose, sorbitol, aspartame e frutose são os edulcorantes mais 
utilizados. Frequentemente dois ou mais edulcorantes são associados em prepa-
rações orais líquidas. A lactose, embora não seja utilizada como edulcorante, é 
empregada como diluente na preparação de cápsulas e comprimidos que pode-
rão eventualmente servir como fonte da matéria-prima no preparo extemporâneo 
de suspensões orais. Embora a maioria dos pacientes tolere estes açúcares sem 
efeitos adversos, alguns podem apresentar reações de hipersensibilidade. O uso 
do sorbitol e da lactose pode estar relacionado à diarreia e dor abdominal, mas 
raramente a quantidade dessas substâncias presente nas preparações farmacêu-
ticas é grande o bastante para promover estes efeitos. Entretanto, pacientes com 
intolerância à lactose podem desenvolver diarreia mesmo com a ingestão da pe-
quena quantidade de lactose encontradas em um comprimido ou cápsula.
A concentração total de edulcorantes em soluções e suspensões orais varia den-
tro de uma faixa de 30 a 80% p/v. O uso de produtos contendo grande quantidade 
de açúcar deve ser evitado em crianças com diabetes, sempre que possível. No 
caso da necessidade de utilização destes produtos, o nível de glicose sanguínea 
deve ser monitorado regularmente.
O uso prolongado de medicações orais contendo grande quantidade de edul-
corantes tem sido relacionado ao desenvolvimento excessivo de cárie dental em 
crianças. Os açúcares, em particular a sacarose, causam um decréscimo do pH 
da placa dental, dissolvendo o esmalte e promovendo a cariogênese dental. Por 
conseguinte recomenda-se a utilização de preparações sugar-free em terapias du-
rante períodos prolongados. Se for necessária a administração prolongada de uma 
preparação contendo açúcar, os pais ou responsáveis devem ser instruídos para 
realizarem ou supervisionarem a higienização dental da criança após a ingestão 
de cada dose.
Uma grande variedade de flavorizantes naturais e sintéticos é utilizada na 
formulação de preparações farmacêuticas. Os flavorizantes normalmente contêm 
um grande número de ingredientes. Como exemplo, uma marca comercializada 
de flavorizante sintético de morango continha mais de 30 diferentes componen-
tes. Relatos de efeitos adversos associados a flavorizantes são raros, mas o men-
tol e os óleos essenciais de limão e Mentha piperita têm sido associados a reações 
de hipersensibilidade.
B. Corantes
Os corantes são utilizados para melhorar a aparência e proporcionar identi-
dade ao produto. A exposição a corantes contidos em preparações farmacêuticas 
tem sido associada a reações de hipersensibilidade em pacientes susceptíveis, 
incluindo anafilaxia, broncoconstrição, angioedema, urticária, dor abdominal, vô-
issuu
6
FOrmas Farmacêuticas Líquidas
mito e dermatite de contato. Embora não existam estudos clínicos controlados, 
alguns pais e médicos têm sugerido haver uma ligação entre corantes e hiperati-
vidade ou comportamento agressivo em crianças.
Alguns corantes associados a reações de hipersensibilidade incluem os azo-
corantes, como o amarelo de tartrazina (FD&C amarelo 5), FD&C amarelo 6, 
FD&C vermelho 36, FD&C vermelho 17; os corantes derivados do trifenilmetano 
(FD&C Azul 1 e 2 e verde 3). Os corantes FD&C amarelo 5 e 6 têm demonstra-
do reatividade cruzada com o ácido acetilsalicílico e com a indometacina. Estes 
corantes devem ser evitados para pacientes com histórico anterior de alergia a 
estas medicações. Alguns corantes xantênicos (FD&C vermelho 3 e vermelho 22) 
são potentes fotossensibilizantes.
C. Solventes
Fármacos que não são altamente solúveis em água representam um problema 
para formuladores. Em preparações orais líquidas, assim como em algumas pre-
parações tópicas, o fármaco precisa estar solubilizado no veículo, sendo comum 
a utilização de sistemas cossolventes para esta finalidade. O etanol, o propileno-
glicol e o polietilenoglicol são utilizados como solventes auxiliares em várias for-
mulações farmacêuticas. O etanol é frequentemente utilizado como solvente em 
formulações de preparações orais liquidas, podendo causar hipoglicemia e outros 
efeitos tóxicos agudos e crônicos, como o alcoolismo. Existem duas preocupa-
ções maiores em relação ao uso do etanol em preparações pediátricas. Uma é a 
possibilidade de intoxicação aguda pela ingestão acidental de uma overdose; a 
outra é a possibilidade de toxicidade crônica associada ao uso prolongado do me-
dicamento contendo álcool na sua formulação para condições médicas crônicas. 
Em 1984, nos EUA, a American Academy of Pediatrics recomendou um limite deconteúdo de álcool em produtos de uso pediátrico não superior a 5%, além de um 
volume restrito destas preparações que correspondesse a quantidades não letais 
de álcool. Em 1993, um comitê formado pelo Food and Drug Administration (FDA) 
e por uma associação de fabricantes de medicamentos daquele país concordaram 
em estabelecer um limite de álcool para preparações orais liquidas. Este comitê 
concluiu que todos os produtos de venda livre destinados a crianças menores de 
6 anos de idade deveriam ser livres de álcool (alcohol-free). Produtos destina-
dos a crianças em idades entre 6 a 12 anos deveriam conter no máximo 5% de 
álcool, e produtos destinados a crianças maiores de 12 anos e adultos deveriam 
ser limitadas a 10% de álcool, no máximo. Para determinadas preparações em 
que conteúdos maiores de álcool sejam necessários para se obter a solubilidade 
do fármaco, rótulos de advertência deveriam instruir os pais ou responsáveis a 
contactarem um médico antes de administrar o medicamento para crianças. No 
Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), a partir da Resolu-
ção RE n° 543, de 19 de abril de 2001, proibiu o uso do álcool em formulações de 
estimulantes de apetite, tônicos e complementos de ferro e fósforo, visando dimi-
nuir a exposição das crianças ao etanol. Já a resolução RE n° 1, de 25 de janeiro 
de 2002, deste mesmo órgão, estabelece que complexos vitamínicos destinados 
a crianças com idade até 12 anos deverão apresentar concentração máxima de 
etanol igual a 0,5% em suas fórmulas e trazer nos rótulos a frase “Contém 0,5% 
de etanol”. Esta mesma resolução estabelece a concentração máxima de 2% de 
etanol em formulações polivitamínicas de uso adulto com a necessidade do uso 
de rótulo de advertência contendo a frase “Produto de uso exclusivo em adultos. 
O uso em crianças representa risco à saúde”.
issuu
7
PreParações Orais Líquidas
Preparações orais líquidas contendo grande quantidade de propilenoglicol 
são contraindicadas para neonatos e crianças menores de 4 anos.
Formulações oleosas (óleo de rícino, óleo de fígado de bacalhau, óleo mineral 
etc) não são recomendadas para pacientes pediátricos. Estas preparações geral-
mente apresentam sabor desagradável e seu uso tem sido associado à diminuição 
da absorção de nutrientes e vitaminas e ocorrência de pneumonia lipídica decor-
rente de aspiração inadvertida.
D. Conservantes
Conservantes são adicionados em preparações farmacêuticas com o objetivo 
de prolongar a estabilidade e/ou manter sua esterilidade. Para-hidroxibenzoatos 
(parabenos) podem causar reações de hipersensibilidade e exacerbar os sinto-
mas de asma. Tem sido sugerido que benzoatos e para-hidroxibenzoatos podem 
agravar a hiperbilirrubinemia pelo deslocamento da bilirrubina ligada às proteí-
nas plasmáticas. Esse efeito não foi demonstrado in vivo e as quantidades destes 
conservantes presentes em formulações orais não apresentariam risco. Entretan-
to, os possíveis efeitos adversos dos conservantes devem ser considerados em 
formulações para pacientes pediátricos.
Conclusão
A preparação magistral de formulações orais líquidas representa uma alterna-
tiva importante para o atendimento de pacientes pediátricos e de todos que ne-
cessitem dessas formas farmacêuticas em dosagens específicas, formuladas com 
ingredientes inertes adequados e seguros. No entanto, o farmacêutico precisa 
considerar os diversos fatores que influenciam a estabilidade, a eficácia e a se-
gurança destas preparações. É necessário avaliar criteriosamente o pH e aplicar 
informações de estudos de estabilidade disponíveis em fontes de referência na 
formulação. Também é importante avaliar a segurança do veículo e de solventes e 
adjuvantes farmacotécnicos empregados para aumentar a estabilidade química, 
física e microbiológica. 
referênciAS
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http://e-legis.anvisa.gov.br/leisref/public/showAct.php?id=1503.
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9
PreParações Orais Líquidas
Definição, características, composição 
básica e preparação
Soluções
Soluções são preparações líquidas que contêm uma ou mais substâncias quí-
micas dissolvidas, ou seja, molecularmente dispersas, em um solvente adequado 
ou em uma mistura miscível de solventes. Podem ser destinadas para uso oral, 
tópico ou parenteral.
Soluções orais
São soluções para administração oral.
Características
• Podem conter um ou mais ingredientes ativos dissolvidos em água ou em um 
sistema água-cossolvente.
• Podem conter adjuvantes farmacotécnicos para prover maior estabilidade 
(ex.: antioxidante, tampões, agentes sequestrantes e conservan-tes), palata-
bilidade (ex.: edulcorante e aromatizantes) e viscosidade.
Tipos de soluções orais
• Xaropes
• Edulitos e melitos
• Elixires
• Linctus
• Misturas (soluções orais + suspensões)
• Gotas orais
Vantagens das soluções orais
• Os componentes ativos veiculados nesta forma são mais rapidamente absor-
vidos pelo trato gastrintestinal em relação às formas sólidas, como cápsulas 
ou comprimidos.
• São mais fáceis de engolir, condição importante para pacientes pediátricos ou 
geriátricos ou para aqueles com condições crônicas que afetam a capacidade 
de deglutição de formas farmacêuticas sólidas, como doença de Parkinson. 
• Homogeneidade na dosificação, independente da agitação, quando compara-
da à forma de suspensão.
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FOrmas Farmacêuticas Líquidas
• Possibilidade de adição de cossolventes para princípios ativos pouco solúveis 
no veículo principal.
Desvantagens das soluções orais
• As formas farmacêuticas líquidas são mais difíceis de transportar para o pa-
ciente em relação às formas sólidas.
• Apresentam menor estabilidade físico-química e microbiológica do que as 
formas sólidas (ex.: são mais vulneráveis a reações de hidrólise).
• A solubilização realça o sabor dos fármacos. Portanto, para princípios ativos 
com sabor desagradável esta forma farmacêutica pode ser inadequada.
• O paciente pode não ter acesso a sistemas de medida de volume precisos e 
uniformes, e o volume administrado de uma dose pode variar em relação a 
outra ou ao recomendado. O sistema de medida caseira não é preciso, pois as 
colheres de um mesmo tipo podem possuir diferentes tamanhos.
Soluções tópicas
São aquelas que se destinam à aplicação tópica. São geralmente aquosas, mas 
podem conter sistemas cossolventes, como álcoois, ou outros solventes orgânicos 
(ex.: acetona, éter) com ou sem ingredientes ativos adicionados. Algumas solu-
ções são não-aquosas, contendo solventes orgânicos ou óleos como veículos. Fre-
quentemente o termo loção é empregado para designar soluções ou suspensões 
aplicadas topicamente.
Tipos de soluções tópicas e solventes usualmente empregados
Solução SolventeS
Hidróleos
(soluções aquosas)
Água purificada
Alcoóleos
(soluções alcoólicas)
Etanol, álcool isopropílico
Eteróleos
(soluções etéreas)
Éter
Soluções acetônicas Acetona
Gliceróleos
(soluções glicéricas)
Glicerina
Outras
Propilenoglicol, dietilenoglicol, sorbitol, polietile-
noglicóis de baixo peso molecular (ex.: PEG 300, 
PEG 200), etoxi diglicol (Transcutol®), DMSO.
Expressão da concentração do soluto em soluções
A concentração do soluto pode ser expressa como:
• % p/p = gramas presentes em 100 g da solução;
•% p/v = gramas presentes em 100 mL da solução;
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11
PreParações Orais Líquidas
• % v/v = mililitros do soluto líquido miscível em 100 mL da solução.
• quantidade / unidades de volume: exemplos 100 mg/5 mL; 500 mg/10 mL etc.
Xaropes
Xaropes são preparações aquosas concentradas à base de açúcar ou um subs-
tituto do açúcar, com ou sem agentes flavorizantes e substâncias medicinais. 
Apresentam não menos que 45% (p/v) de sacarose ou outros açúcares em sua 
composição.
Nos xaropes o açúcar geralmente está presente em quantidade próxima à sa-
turação, formando uma solução hipertônica. A proximidade da saturação evita a 
precipitação do açúcar utilizado.
Vantagens dos xaropes
• Boa conservação – por serem hipertônicos desidratam os micro-organismos, 
que sofrem plasmólise.
• São apropriados para fármacos hidrossolúveis.
• Possibilitam a correção de sabor da formulação (efeito edulcorante).
Desvantagem
• O xarope oficinal (à base de sacarose) e as formulações magistrais prepara-
das com o mesmo são contraindicados para pacientes diabéticos. Para estes 
pacientes deve ser utilizado preferencialmente um xarope dietético isento de 
sacarose (sugar-free).
Preparação
a. Xarope Simples
Sacarose (açúcar refinado) 85 g
Água destilada qsp 100 mL
Nota: para melhor conservação é aconselhável a adição de um sistema conser-
vante, como a associação de parabenos (metilparabeno 0,15% + propilparabeno 
0,05%) ou de benzoato de sódio a 0,2%, conforme desejado.
Modo de preparo
1. Pesar com precisão os ingredientes sólidos, sem misturá-los.
2. Dissolver os parabenos em quantidade suficiente de propilenoglicol.
3. Em recipiente adequado, dissolver o açúcar com auxílio de 50 mL de água, 
em banho-maria, com agitação constante. Esfriar, completar o volume com 
água, homogeneizar e filtrar em gaze.
Nota: a temperatura do banho-maria não deve ultrapassar 80°C. Na preparação 
não deixar levantar fervura, pois poderá haver cristalização do açúcar (açúcar 
invertido)*.
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FOrmas Farmacêuticas Líquidas
Embalagem: frasco de vidro âmbar, bem fechado.
Armazenamento: temperatura ambiente (15 – 30°C), ao abrigo da luz.
Estabilidade: 1 ano.
b. Sugestão de xarope dietético (sugar-free)
CMC-Na (média viscosidade) 2,0%
Metilparabeno 0,15%
Sacarina 0,1%
Ciclamato sódico 0,05%
Água destilada qsp 100 mL
Modo de preparo
1. Dissolver o metilparabeno em um pouco da água quente.
2. Adicionar aos poucos o CMC-Na na água, dissolvendo-o.
3. Adicionar o restante e agitar até a dissolução.
Embalagem: frasco de vidro âmbar, bem fechado.
Armazenamento: temperatura ambiente.
Estabilidade: 3 meses.
c. Veículo para solução oral sugar-free alternativa ao Ora-Swe-
et® (EUA)
Goma xantana 0,05 g
Glicerina bidestilada 10 mL
Sorbitol 70% 25 mL
Sacarina sódica 0,1 g
Ácido cítrico mono-hidratado 1,5 g
Citrato de sódio di-hidratado 2 g
Sorbato de potássio 0,1 g
Metilparabeno 0,1 g
Água destilada qsp 100 mL
Modo de preparo
1. Colocar 30 mL de água destilada em um béquer e aquecer a cerca de 50°C.
2. Utilizando um agitador magnético, polvilhar a goma xantana e agitar até 
completar a dispersão.
3. Em um béquer separado, dissolver o fosfato sódico dibásico, o ácido cítrico, 
o sorbato de potássio e o metilparabeno em cerca de 50 mL de água. Se neces-
sário, aquecer um pouco para acelerar a dissolução.
4. Misturar o passo 3 ao passo 2 e agitar
5. Ajustar o volume final com água destilada.
6. Envasar em frasco de vidro âmbar.
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PreParações Orais Líquidas
Embalagem: frasco de vidro âmbar, bem fechado.
Armazenamento: temperatura ambiente.
Estabilidade: 6 meses.
Prevençãoda formação de açúcar invertido em xaropes
Quando se utiliza o aquecimento no preparo do xarope, ocorre certa inversão 
de uma pequena porção da sacarose (açúcar). As soluções de sacarose são dextror-
rotatórias, mas conforme ocorre a hidrólise, a rotação óptica diminui e se torna 
negativa quando a reação é completa. Esta reação é chamada de inversão devido 
à formação do açúcar invertido (dextrose + levulose) (ver figura 1). O aquecimen-
to exagerado ou a presença de ácidos pode catalizar este processo hidrolítico e 
aumentar a formação de açúcar invertido. O açúcar invertido é mais rapidamente 
fermentado que a sacarose, e a levulose (frutose) é responsável pela coloração do 
amarelo ao pardo que se desenvolve (escurecimento do xarope). O controle adequa-
do da temperatura durante o processo de fabricação reduz a formação do açúcar 
invertido. A cristalização no xarope simples pode ser evitada através da adição de 
certos polióis na formulação, tais como a glicerina (5 a 10%) ou o sorbitol. Estes 
polióis retardam a cristalização da sacarose e aumentam a solubilidade dos ingre-
dientes aditivados.
Figura 1. Reação de inversão do açucar.
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FOrmas Farmacêuticas Líquidas
Aditivação de princípios ativos em xarope
Nas farmácias magistrais é rotina partir de um xarope simples estocado e aditivá-lo 
de acordo com a prescrição médica.
Material utilizado
• EPI: máscara, gorro, luva de procedimento
• Balança eletrônica de precisão semianalítica com sensibilidade de 1 mg
• Bastão de vidro
• Espátula de plástico do tipo pão-duro
• Agitador magnético com aquecimento
• Gral de vidro ou porcelana
• Béquer com capacidade volumétrica apropriada
• Cálice graduado com capacidade volumétrica apropriada
• Álcool a 70% (p/p)
Requisitos prévios
• O manipulador deverá estar adequadamente paramentado.
• Ligar a balança 30 minutos antes de iniciar a pesagem.
• Verificar a limpeza e sanitização das bancadas, vidrarias e utensílios utilizados.
• As matérias-primas, vidrarias e utensílios necessários deverão ser previamente 
separados.
• Proceder conforme as BPMF, seguindo as técnicas descritas em formulário de fór-
mulas padronizadas ou seguindo técnicas gerais apropriadas para a manipulação 
da formulação em específico.
• Condições ambientais recomendadas: umidade relativa em torno de 60% e tempe-
ratura de 25 ± 5°C.
• É recomendável a preparação da formulação com um excesso de 5% para compen-
sar eventuais perdas que ocorram durante o processo de manipulação.
Modo de preparo
1. Incorporar o ativo(s), diluindo-o(s) previamente em solvente adequado compatí-
vel (ex.: água destilada, qs de álcool) ou diretamente no próprio xarope simples. Se 
o ativo não for facilmente solúvel, será recomendável levigá-lo antes com agente 
levigante apropriado (ex.: propilenoglicol, glicerina) como forma de favorecer sua 
dissolução ou dispersão.
2. Adicionar aos poucos o xarope simples ao passo anterior, até obter um volume 
próximo do final. Agitar com o auxílio do bastão de vidro ou agitador magnético.
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PreParações Orais Líquidas
3. Se desejável, adicionar o agente flavorizante. Misturar.
4. Medir o pH e, se necessário, ajustar para um valor na faixa compatível com 
a maior estabilidade do(s) ingrediente(s) ativo(s).
5. Se necessário, filtrar em gaze.
6. Envasar e rotular.
Considerações técnicas sobre aditivação de xaropes
Aditivação de tinturas e extratos fluidos: acrescentar a quantidade de tin-
tura ou extrato fluido prescrita e em seguida quantidade suficiente de xarope. Os 
xaropes contendo fitoterápicos formam precipitados, porque os extratos fluidos e 
tinturas contêm álcool com substâncias resinosas e oleosas dissolvidas, causando 
precipitação quando misturados ao xarope (veículo aquoso). O precipitado pode 
ser retirado por filtração quando não houver interesse medicinal.
Aditivação de ativos sólidos (pós) hidrossolúveis: para os ativos solúveis 
em água, basta dissolvê-los em qs de água e acrescentar qsp de xarope ou dissolvê-
lo no próprio xarope (ex.: xarope com hidroxizine, salbutamol, piridoxina, sulfato 
de zinco).
Associação de ativos: nestes casos, depois de verificar a compatibilidade 
dos ativos a serem acrescentados, deve-se também verificar as propriedades fí-
sico-químicas de cada fármaco individualmente e qual a melhor faixa de pH de 
estabilidade para cada fármaco, e então calcular a faixa de pH que atenderá a 
todos os componentes da fórmula. Verificar também a necessidade de adicionar 
adjuvantes farmacotécnicos para aumento da estabilidade e a melhor forma de 
solubilizar cada ativo, adicionando cossolventes, se necessário.
Elixires
Os elixires são preparações líquidas hidroalcoólicas, límpidas, adocicadas, fla-
vorizadas, com teor alcoólico entre 20 a 50%. Veículo adequado para fármacos 
insolúveis em água, porém solúveis em misturas hidroalcoólicas. Os elixires ge-
ralmente são menos doces e viscosos do que os xaropes e são menos efetivos no 
mascaramento do sabor do fármaco. Os elixires podem também conter diferentes 
sistemas solventes e cossolventes, por exemplo, a glicerina, propilenoglicol e po-
lietilenoglicol 300.
A vantagem dos elixires é a possibilidade da dissolução tanto de componentes 
ativos hidrossolúveis como dos solúveis em álcool.
A desvantagem é a restrição para crianças e adultos que devem evitar o uso 
de álcool, devido ao seu teor alcoólico.
Preparação de elixires
Material utilizado
• EPI: máscara, gorro, luva de procedimento
• Balança eletrônica de precisão semianalítica com sensibilidade de 1 mg
• Bastão de vidro
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FOrmas Farmacêuticas Líquidas
• Espátula de plástico do tipo pão duro
• Agitador magnético com aquecimento
• Gral de vidro ou porcelana
• Béquer com capacidade volumétrica apropriada
• Cálice graduado com capacidade volumétrica apropriada
• Álcool a 70% (p/p)
Requisitos prévios
• O manipulador deverá estar adequadamente paramentado.
• Ligar a balança 30 minutos antes de iniciar a pesagem.
• Verificar a limpeza e sanitização das bancadas, vidrarias e utensílios utiliza-
dos.
• As matérias-primas, vidrarias e utensílios necessários deverão ser previa-
mente separados.
• Proceder conforme as BPMF, seguindo as técnicas descritas em formulário 
de fórmulas padronizadas ou seguindo técnicas gerais apropriadas para a 
manipulação da formulação em específico.
• Condições ambientais recomendadas: umidade relativa em torno de 60% e 
temperatura de 25 ± 5°C.
• É recomendável preparar a formulação com um excesso de 5% para compen-
sar eventuais perdas que ocorram durante o processo de manipulação.
Modo de preparo
• Pesar separadamente os princípios ativos hidrossolúveis e álcool solúveis.
• Dissolver separadamente os componentes hidrossolúveis na água ou no xaro-
pe simples e os componentes álcool solúveis no álcool já na quantidade que 
será empregada na formulação (geralmente substâncias na forma de sal são 
mais solúveis em água e substâncias ácido ou base livres são mais solúveis 
em álcool).
• Adicionar a fase aquosa sobre a alcoólica e misturar.
• Se a formulação ficar turva, adicionar talco farmacêutico (1 g/100 mL), mis-
turar e filtrar.
• Embalar em frasco de vidro âmbar e rotular.
• Armazenar em temperatura ambiente ou no refrigerador, dependo das carac-
terísticas dos componentes ativos.
Nota: sistemas cossolventes podem ser utilizados não só para solubilizar a droga 
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PreParações Orais Líquidas
ativa, mas também os adjuvantes farmacotécnicos. Adoçantes artificiais podem 
ser necessários para edulcorar a formulação (ex.: sacarina, ciclamato de sódio, 
acessulfame de potássio, esteviosídeo, sucralose e aspartame).
Exemplo de formulação de elixir
Fenobarbital 0,4 g
Óleo de laranja 0,025 mL
Propilenoglicol 10,0 mL
Álcool etílico 20,0 mL
Sorbitol 70% 60,0 mL
Corante alimentício qs para obter cor amarela ou laranja.
Água destilada qsp 100,0 mL
Modo de preparo
1. Dissolver o fenobarbital em álcool etílico.
2. Adicionar o óleo de laranja.
3. Adicionaro propilenoglicol e o sorbitol 70%. Misturar.
4. Ajustar o volume com água destilada e adicionar qs de corante.
5. Envasar o produto em frasco de vidro âmbar.
Embalagem recomendada: vidro ou PET âmbar.
Estabilidade aproximada: 1 ano.
Linctus
São líquidos viscosos recomendados para administração oral no tratamento 
da tosse. Devem ser bebidos e deglutidos lentamente, com adição ou não de 
água. Geralmente contêm uma alta concentração de sacarose, outros açúcares 
ou um adequado álcool poli-hídrico ou alcoóis.
Misturas
Termo genérico utilizado para várias preparações líquidas de uso oral.
Gotas orais
Introdução
A administração de um medicamento líquido por via oral dividido em dose uni-
tária como gota é de longa tradição na farmácia galênica. Esta forma farmacêuti-
ca continua sendo muito aplicada nos dias de hoje, notadamente em preparações 
contendo concentrações de ingredientes ativos superior àquelas usualmente en-
contradas na forma de xarope, elixir ou outras soluções destinadas à adminis-
tração em volumes maiores. A forma gotas é também aplicada na administração 
(instilação) de medicamentos via nasal (gotas nasais), via auricular (gotas auricu-
lares ou óticas), via oftálmica ou óptica (colírios). 
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FOrmas Farmacêuticas Líquidas
Gotas (forma farmacêutica)
Gotas pode ser definida com uma preparação farmacêutica líquida na forma 
de solução ou suspensão aquosa ou oleosa, destinada a ser administrada na for-
ma de gota por via oral, nasal, auricular ou óptica. As gotas orais são adminis-
tradas ao paciente usualmente após a prévia diluição em água ou outras bebidas 
compatíveis.
Conta-gotas
Instrumento utilizado para medir pequena quantidade de líquido. É constitu-
ído por um pequeno tubo com uma das extremidades estreitada ou então de um 
dispositivo dispensador adaptado ao frasco (gotejador).
Figura 2. Exemplos de conta-gotas usados na administração de medicamentos
 Figura 3. Frasco com dispositivo gotejador
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PreParações Orais Líquidas
Fatores físicos que influenciam a massa e o volume das gotas
A massa e o volume das gotas dispensadas de um tubo capilar ou de um conta-
gotas são determinados por leis físicas:
• O escoamento de um líquido em um capilar (e também em um conta-gotas) 
irá ocorrer a partir da extremidade deste, com a formação de uma gota que 
aumenta progressivamente. O líquido permanece retido por uma membrana 
invisível constituída pelas forças de tensão superficial. A gota se desprende 
quando a sua massa (peso) supera as forças de tensão superficial (força re-
sultante da atração entre as moléculas).
• A massa da gota de um líquido depende do conta-gotas (do seu diâmetro ou 
abertura), da temperatura, além das forças de tensão superficial atuantes. 
Variações nestas condições promoverão alterações na massa da gota forma-
da.
• Para um diâmetro ou abertura idêntica de um conta-gotas, a massa das gotas 
estará relacionada com tensão superficial de cada líquido em específico. A 
massa de cada gota dependerá ainda da natureza do líquido e da sua viscosi-
dade em determinada temperatura.
A equação abaixo expressa matematicamente a relação dos fatores físicos que 
influenciam a massa da gota dispensada a partir de um tubo capilar ou de conta-
gotas e gotejadores:
m x g = d x π x σ
Onde:
m = massa da gota (g)
g = constante da aceleração da gravidade (981 cm.s-2)
d = diâmetro da extremidade do capilar 
σ = tensão superficial (dyn. cm-1)
π = constante pi ( ≅ 3,1416)
→ Quando a força peso do líquido (m x g) 
ultrapassa a tensão superficial, a gota despren-
de-se do conta-gotas.
Consequentemente, temos:
m = d x π x σ
 g
→ Portanto, a massa da gota depende de 
dois fatores principais: da tensão superficial do 
líquido (σ) e do diâmetro da extremidade do ca-
pilar ou do conta-gotas (d).
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FOrmas Farmacêuticas Líquidas
Figura 4. Esquema da formação e desprendimento da gota de um conta-gotas (RAGAZZI, 2006).
Conta-gotas oficial
Frequentemente, a gota é empregada como unidade de medida de um medica-
mento. No passado, a gota era usada como equivalente de um mínimo. Entretan-
to, como medida, a gota por si só não representa uma massa ou volume específi-
co. De fato, a gota não representa uma quantidade definitivamente determinada, 
uma vez que o volume das gotas de diferentes líquidos varia muito (ver tabela I 
e II) (ANSEL; STOKLOSA, 2001). O tamanho da gota é influenciado por vários 
fatores, incluindo aqueles supracitados, como densidade do líquido, temperatura, 
tensão superficial, diâmetro e abertura da extremidade do gotejador e do ângulo 
de gotejamento (há uma tendência do aumento da massa e volume da gota com 
o aumento do ângulo de inclinação do conta-gotas) (ver figura 5). O conta-gotas 
medicinal oficial, segundo a Farmacopéia Americana e outras farmacopeias (ex.: 
Farmacopeia Francesa e Italiana), apresenta o diâmetro externo de 3mm e dis-
pensa 20 gotas de água por mL a uma temperatura de 25º C, posicionando o 
conta-gotas perpendicular ao recipiente que receberá a gota ( = ângulo de incli-
nação de 0º) (ver figura 6).
150
10
10
30
≥1,0
3,00-3,05
5
 Figura 5. Dimensões (mm) do conta-gotas oficial.
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PreParações Orais Líquidas
Tabela 1. Número de gotas dispensadas por mL de diversos líquidos 
(conta-gotas oficial)
SubStânciA (líquidA) número de gotAS / ml (25º c)
Água destilada 20
Álcool 96º GL 57
Álcool 50º GL 50
Álcool 70º GL 54
Propilenoglicol 38
Glicerina 25
Tintura de valeriana 54
Extrato fluido de hammamélis 50
Adaptado (ChArpentier et al., 2004; rAgAzzi, 2006)
Tabela 2. Variação do volume da gota entre diversos colírios comercializados
Produto
número gotAS 
/frASco
volume/frAS-
co (ml)
volume gotAS 
(µ l)
durAção 
trAtAmento 
(diAS)
número 
frAScoS 
(AnuAl)
Azopt® 121,60 (± 
6,40)
4,94 (± 
0,07)
40,74 (± 
2,43)
30,40 (± 
1,60)
12,04 (± 
0,64)
Betoptic® 200,40 (± 
5,45)
5,15 (± 
0,05)
25,73 (± 
0,72)
50,10 (± 
1,36)
7,29 (± 
0,20)
Betoptic S® 102,87 (± 
3,18)
4,92 (± 
0,11)
47,85 (± 
1,07)
25,72 (± 
0,80)
14,21 (± 
0,43)
B-tablock® 145,87 (± 
21,87)
5,29 (± 
0,08)
36,92 (± 
4,60)
36,47 (± 
5,47)
10,19 (± 
1,29)
Cloridrato Beta-
xolol 0,5%
(Genérico)
188,80 (± 
7,27)
5,047 (± 
0,06)
26,77 (± 
1,02)
47,20 (± 
1,82)
7,75 (± 
0,30)
Cosopt® 169,33 (± 
5,23)
6,15 (± 
0,17)
36,35 (± 
0,87)
42,33 (± 
1,31)
8,63 (± 
0,27)
Glautimol® 179,07 (± 
6,78)
5,00 (± 
0,00)
27,96 (± 
1,08)
44,77 (± 
1,69)
8,17 (± 
0,32)
Iopidine® 172,47 (± 
6,69)
5,06 (± 
0,06)
29,40 (± 
1,06)
43,12 (± 
1,67)
8,48 (± 
0,33)
Isoptocarpine® 
2%
418,47 (± 
14,97)
15,30 (± 
0,25)
36,61 (± 
1,50)
52,31 (± 
1,87)
6,99 (± 
0,25)
Lumigan® 101,80 (± 
4,54)
3,31 (± 
0,09)
32,59 (± 
1,36)
50,90 (± 
2,27)
7,19 (± 
0,33)
Maleato de 
Timolol 0,5% 
(Genérico)
184,07 (± 
5,28)
5,01 (± 
0,04)
27,26 (± 
0,89)
46,02 (± 
1,32)
7,94 (± 
0,23)
Nyolol® 139,93 (± 
5,89)
5,00 (± 
0,09)
35,79 (± 
1,52)
69,97 (± 
2,94)
5,23 (± 
0,22)
issuu
22
FOrmas Farmacêuticas Líquidas
Pilocan® 292,80 (± 
22,38)
10,41 (± 
0,07)
35,77 (± 
2,97)
36,60 (± 
2,80)
10,03 (± 
0,84)
Tartarato Bri-
monidina 0,2%
(Genérico)
133,40 (± 
4,10)
5,01 (± 
0,03)
37,56 (± 
1,16)
33,35 (± 
1,03)
10,96 (± 
0,34)
Timoptol XE® 125,13 (± 
3,27)
6,03 (± 
0,09)
48,19 (± 
1,33)
62,57 (± 
1,64)
5,84 (± 
0,15)
Timoptol® 183,73 (± 
8,55)
6,49 (± 
0,21)
35,41 (± 
1,96)
45,93 (± 
2,14)
7,96 (± 
0,36)
Travatan® 100,80 (± 
4,25)
2,51 (± 
0,04)
24,98 (± 
1,24)
50,40 (± 
2,12)
7,26 (± 
0,31)
Trusopt® 168,40 (± 
3,81)
6,11 (± 
0,11)
36,32 (± 
0,87)
42,10 (± 
0,95)
8,68 (± 
0,20)
Xalacom® 91,20 (± 
3,99)
3,04 (± 
0,05)
33,39 (± 
1,43)
45,60 (± 
1,99)
8,02 (± 
0,35)
Xalatan® 102,13 (± 
9,61)
2,97 (± 
0,07)
29,32 (± 
2,44)
51,07 (± 
4,81)
7,20 (± 
0,62)
Fonte: Stillitano et al., 2005.
0º (50 µL) 60º (62 µL)
Figura 6. Aumento progressivo do volume da gota de água com aumento do ângulo de 
inclinação do conta-gotas (conta-gotas oficial a 25ºC).
Calibraçãodo conta-gotas
Os fabricantes de medicamentos normalmente fornecem os conta-gotas e go-
tejadores especialmente calibrados para seus produtos. Contudo, em diversas si-
tuações, incluindo no contexto a farmácia magistral, o profissional de saúde tem 
necessidade de calibrar o conta-gotas ou outro dispositivo gotejador para medida 
de pequenas quantidades do produto líquido. A calibração pode ser realizada 
segundo o procedimento descrito a seguir.
Procedimento para calibração de conta-gotas e outros dispositivos gote-
jadores
1. Contar o número de gotas requerido para transferir um volume de 2mL do 
líquido do produto de sua embalagem original (utilizando seu respectivo conta-
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23
PreParações Orais Líquidas
gotas ou gotejador) para uma proveta graduada de 5mL.
2. Dividir o número de gotas gasto por 2, e então teremos o número de gotas 
dispensado por mL.
3. O volume dispensado por gota poderá ser calculado por regra de três, con-
forme demonstrado a seguir.
Por exemplo, caso sejam necessárias 40 gotas para preencher o volume de 2 
mL de um determinado líquido, qual será o volume dispensado por gota e quantas 
gotas dispensadas equivalerão a 1mL do líquido?
40 gotas ______________________ 2mL
1 gota ______________________ X (mL)
X= 2 / 40 → X = 0,15mL
Para calcular o número de gotas equivalentes a 1mL é só dividir por 2:
40 / 2 → 20 gotas/mL
referênciAS
1. Ansel, H.C. & Stoklosa, M.J. Pharmaceutical Calculations. 11th ed. Philadelphia: Lippin-
cott Williams & Wilkins, 2001. p.66-67.
2. Khan, M.A. & Reddy, I.K. Pharmaceutical and Clinical Calculations. 1st ed. Lancaster, Pennsylva-
nia: Technomic Publishing Company, 1997. p.32-33.
3. Ragazzi, E. Galenica Pratica – Formulazione e Tecnologia. 1ª ed. Padova, Italia: Libreria Internazio-
nale Cortina Padova, 2006. p.23-44.
4. Charpentier, B. et al. Guide du Préparateur em Pharmacie. 2e édition. Paris:Masson, 2004.735-736.
5. Stillitano, I.G. et al. Impacto econômico do custo de colírios no tratamento do glaucoma . Arq Bras 
Oftalmol. 2005;68(1):79-84
Soluções saturadas
Soluções nas quais uma quantidade máxima de soluto é dissolvida em uma 
determinada quantidade de solvente, após a qual não se pode mais dissolver o 
soluto. Após a saturação, a quantidade excedente de soluto adicionada irá se 
precipitar.
Algumas soluções saturadas são prescritas com frequência na rotina da far-
mácia. As duas mais comuns são a solução alcoólica saturada de ácido bórico 
(uso externo) e a solução saturada de iodeto de potássio (uso interno).
Para o correto preparo deste tipo de solução é importante o conhecimento e 
cuidados específicos. Não é correto simplesmente adicionar um excesso de solu-
to, agitar alguns minutos e então considerar que a solução esteja saturada. Em 
várias situações os solutos se dissolvem lentamente, particularmente quando a 
concentração está próxima da saturação. Nem tampouco é satisfatório adicionar 
excesso de soluto em um solvente aquecido, pois neste caso poderá se formar 
uma solução supersaturada. O procedimento correto requer dados referenciais 
de solubilidade encontrados em bibliografias oficiais, como as farmacopeias e o 
Merck Index. O cálculo da quantidade correta do soluto e do solvente necessá-
rios para a preparação destas soluções depende destes dados, não havendo um 
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24
FOrmas Farmacêuticas Líquidas
método único de preparo para todas as situações. É necessário compreender e 
escolher entre os métodos existentes o mais adequado para cada situação. As 
situações seguintes ilustram o contraste entre os métodos de preparo adequados 
para substâncias pouco solúveis e para substâncias muito solúveis:
• Para substâncias pouco solúveis: para estas substâncias é satisfatório 
utilizar o método no qual um pequeno excesso da solução é preparado. Po-
demos ilustrar este método com o exemplo de como preparar 30 mL de uma 
solução saturada de ácido bórico em álcool (álcool boricado saturado). 
Exemplo 1: Preparo do álcool boricado saturado
A Farmacopeia Americana menciona que 1 g de ácido bórico dissolve-se em 
18 mL de álcool. Portanto, a quantidade correta de ácido bórico que irá saturar 
30 mL de álcool será:
 1g x 30 ml = 1,67g de ácido bórico
 18 ml
O preparo de 30 mL da solução saturada em álcool pode ser realizado solu-
bilizando 1,67 g de ácido bórico em 30 mL de álcool; um pequeno excesso de 
volume da solução se formará (uma quantidade ligeiramente superior a 30 mL) 
e poderá ser desprezado.
• Para substâncias muito solúveis: inicialmente calcular a densidade de 
uma solução a partir de dados de solubilidade com as densidades dos com-
ponentes da solução. Os valores de densidade de substâncias puras estão 
disponíveis em handbooks de Química e Física. Podemos exemplificar este 
método com o preparo de 30 mL de uma solução saturada de iodeto de sódio.
Exemplo 2: Preparo da solução saturada de iodeto de sódio
Conforme a Farmacopeia Americana, a solubilidade em água do iodeto de sódio 
é de 1 g para 0,6 mL de água. A densidade do iodeto de sódio é de 3,667. Por-
tanto, considerando que:
 d = m (g) 
 V (mL)
1 g ÷ 3,667 g / mL = 0,273 mL → volume ocupado por 1 g iodeto de sódio.
0,273 mL + 0,6 mL → volume da solução
1 g + 0,6 g = 1,6 g → peso da solução
1,6 g ÷ 0,873 = 1,83 g / mL → densidade da solução
Esta densidade calculada aproxima-se bem da verdadeira densidade da solu-
ção, que no caso seria de 1,9. É importante lembrar que este método é somente 
uma aproximação, uma vez que no cálculo a densidade utilizada é aquela apli-
cada para a substância na forma sólida. Portanto, a densidade verdadeira na 
solução seria diferente.
issuu
25
PreParações Orais Líquidas
É também fato que a verdadeira densidade de um soluto varia conforme sua 
concentração na solução vai sendo alterada. Entretanto, a aproximação pode ser 
por arredondamento para um valor maior.
No exemplo em questão o arredondamento seria de 1,83 para 1,9. Os cálculos 
seriam então completados conforme se segue:
Para preparar 30 mL de solução saturada de iodeto de sódio teríamos que 
dissolver 35,6 g de iodeto de sódio em 21,4 mL de água.
30 mL x 1,9g/mL = 57g (peso da solução total)
1g x 57g = 35,6 g de iodeto de sódio
 1,6g
0,6 mL x 57g = 21,4 mL (volume de água na solução)
 1,6g
A tabela a seguir relaciona dados para o preparo de algumas soluções satura-
das aquosas:
Tabela 3: Soluções aquosas saturadas de uso interno e externo
Soluto
temPerAturA 
(°c)
quAntidAde de Solu-
to neceSSáriA PArA o 
PrePAro de 100 ml 
dA Solução SAturAdA 
(em grAmAS)
quAntidAde de águA 
neceSSáriA PArA o 
PrePAro de 100 ml 
dA Solução SAturAdA 
(em ml)
Acetato de potássio 25 97,1 44,3
Acetato de zinco 25 30,0 86,5
Ácido benzoico 25 0,367 99,63
Ácido bórico 25 5,1 97
Ácido cítrico 25 88,6 42,7
Ácido oxálico 25 10,3 94,2
Ácido tartárico 15 76,9 54,7
Azul de metileno 25 4,3 97
Benzoato de sódio 25 41,5 73,9
Bicarbonato de potássio 25 31,6 87,5
Bicarbonato de sódio 25 8,5 98
Borato de sódio (bórax) 25 5,9 98
Carbonato de amônio 25 22 88
Carbonato de potássio 25 82,2 73,5
Carbonato de sódio 25 28,1 96,5
Citrato de potássio 25 92,1 59,2
Citrato de sódio 25 61,2 66,0
Clorato de potássio 25 6 98
Cloreto de alumínio 
hexaidratado
25 75 60
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FOrmas Farmacêuticas Líquidas
Cloreto de amônio 15 28,3 79,3
Cloreto de cálcio 25 67,8 79,2
Cloreto de magnésio 25 79 47,5
Cloreto de potássio 25 31,2 86,8
Cloreto de sódio 25 31,7 88,1
Cloreto de zinco 25 128 61
Dextrose (glicose) 25 59 60
Éter 22 5,34 93
Fenol 20 6,14 94,5
Fosfato de sódio 
dibásico
17 4,4 99,9
Fosfato de sódio
tribásico
14 10,5 99,8
Hidrato de cloral 25 120 31
Hidroquinona 20 6,78 94,4
Hidróxido de potássio 15 79,2 74,2
Hidróxido de sódio 25 77 74
Hipofosfito de sódio 16 72,4 66,6
Iodato de potássio 25 8,99 98
Iodeto de potássio 25 103,2 69,1
Iodeto de sódio 25 124,3 67,7
Lactose 25 17 90
Nitrato de amônio25 89 44
Nitrato de prata 25 164 65,5
Nitrato de sódio 25 65,5 73
Permanganato de 
potássio
25 7,43 97,3
Resorcinol 25 67,2 47,2
Sacarose 25 90,9 43
Salicilato de metila 25 0,12 99,88
Salicilato de sódio 25 67 58
Sulfato de amônio 20 53,1 71,7
Sulfato de cálcio 25 0,208 99,7
Sulfato de cobre
penta-hidratado
25 22,3 98,7
Sulfato de magnésio 25 72 58,5
Sulfato de potássio 25 11,8 96,9
Sulfato de sódio anidro 25 26,4 94,5
Sulfato de sódio 
deca-hidratado
25 33,3 87
Sulfato de zinco 25 54,6 94,7
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PreParações Orais Líquidas
Tiossulfato de sódio
(hipossulfito de sódio)
25 93 46
Ureia 25 62 53,5
Adaptado: JenKinS et al., 1957 ; ASSOCiAÇÃO nACiOnAL De FArMÁCiA, 2001.
Controle da qualidade de soluções orais
• Verificação do volume final;
• Características organolépticas (aparência, cor, odor, presença de precipitados, 
gases ou turvação);
• Limpidez;
• Densidade;
• pH;
• Teor microbiológico.
→ Produtos que apresentarem características diferentes do esperado não de-
vem ser dispensados, mas terão que ser reformulados.
Considerações físico-químicas sobre solubilidade
Para obter uma solução farmacêutica, o fármaco deve solubilizar-se comple-
tamente no veículo escolhido, e para que isto ocorra deve ter comportamento 
semelhante ao solvente. Deve-se pesquisar, antes do preparo de uma solução, 
as características físico-químicas dos fármacos e veículos a serem utilizados, ve-
rificando a solubilidade, possibilidade de alterações com o decorrer do tempo, 
necessidade de adjuvante, necessidade de aquecimento (muitas vezes tem-se que 
aquecer o solvente para acelerar ou possibilitar a solubilização do soluto), faixa 
de pH de maior solubilidade, conhecimento do pKa do fármaco e das suas carac-
terísticas ácido-base (ex.: se é um ácido fraco ou base fraca).
O pKa é o pH no qual as formas ionizadas e não ionizadas de uma substância 
estão em proporção igual.
O estado de ionização da molécula é um fator determinante para a sua solu-
bilização, uma vez que quanto maior for a fração molar de droga ionizada maior 
será sua solubilidade em água.
A relação das formas ionizadas e não ionizadas depende do pH do meio e do 
pKa do composto.
O grau de ionização de um fármaco em uma solução pode ser calculado a par-
tir da equação de Henderson-Hasselbach, caso o valor do pKa do fármaco e o pH 
do meio sejam conhecidos.
Equação de Henderson-Hasselbalch
 pKa = pH + log Ci
 Cu
Ci = concentração de espécies ionizadas
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FOrmas Farmacêuticas Líquidas
Cu = concentração espécies não ionizadas
As tabelas abaixo relacionam o efeito do pH e do pKa na solubilidade de fár-
macos de caráter ácido fraco e fármacos de caráter básico fraco:
Tabela 4: Efeito do pH e pKa na solubilidade em água de fármacos de 
caráter ácido fraco
PH - PKA
frAção molAr de fármAcoS 
ionizAdoS
SolubilidAde
 em águA
 2.0 > 0.99 Solúvel
Tabela 5: Efeito do pH e pKa na solubilidade em água de fármacos de 
caráter base fraca
PH - PKA
frAção molAr de fármAcoS 
ionizAdoS
SolubilidAde em águA
 0.99 Solúvel
-1 0.91 Solúvel
0 0.5
Solúvel exceto em altas 
concentrações
1 0.09
Solúvel em baixas con-
centrações
> 2

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