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Questões resolvidas

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José Ferreira Borges, Marta Paiva, Nuno Fadigas, Orlanda 
Tavares
35. Leia o texto seguinte.
A partir do texto, exponha a tese empirista de Hume sobre a origem da ideia de conexão causal.
Na sua resposta, integre, de forma pertinente, informação do texto.
A resposta integra os seguintes aspetos, ou outros considerados relevantes e adequados.
– Apresentação da perspetiva empirista de David Hume: o conhecimento do mundo está limitado àquilo de
que temos experiência.
– Esclarecimento da ideia de conexão causal: perante dois acontecimentos sucessivos, o primeiro dá origem
ao segundo, ou o segundo ocorre porque o primeiro existiu anteriormente.
– Apresentação das razões pelas quais a ideia de conexão causal não pode ser adequadamente justificada 
pela experiência: a experiência apenas pode revelar a sucessão e a conjunção constante de 
acontecimentos, mas não nos dá a ideia de conexão necessária entre acontecimentos.
– Explicitação do fundamento da ideia de conexão causal: é o peso do hábito que nos leva a crer que dois 
acontecimentos que se sucedem ou que acontecem conjuntamente têm uma relação causal entre si.
36. Leia o texto seguinte.
Como é que Hume explica que tenhamos a ideia de conexão necessária entre acontecimentos?
Na sua resposta, integre adequadamente a informação do texto.
A resposta integra os aspetos seguintes, ou outros igualmente relevantes.
Explicação de Hume para o facto de termos a ideia de conexão necessária entre acontecimentos:
– a observação (pela «primeira vez») não mostra que há uma conexão necessária entre o choque (de
uma bola com a outra) e o movimento (adquirido pela bola que se encontrava imóvel), mas apenas que
esses dois acontecimentos se seguiram um ao outro/ocorreram conjugados;
– a observação repetida da sucessão/conjunção/conjugação desses dois acontecimentos (ainda que não 
mostre que há uma conexão necessária entre esses dois acontecimentos) leva-nos a «declarar que eles 
estão conectados», porque, irresistivelmente, associamos a ideia de colisão (de bolas) à ideia de início do
movimento (da bola imóvel);
– esta transição (costumeira/habitual) de uma ideia para a outra leva-nos a formar a ideia de que os dois 
acontecimentos estão conectados/de que há uma conexão necessária entre os dois acontecimentos 
OU é no hábito que reside a explicação para o facto de termos a ideia de conexão necessária entre 
acontecimentos que, repetidamente, se seguiram um ao outro/ocorreram conjugados.
EQT11DP © Porto Editora
«Todas as ideias são copiadas de impressões ou de sentimentos precedentes e, onde não pudermos
encontrar impressão alguma, podemos ter a certeza de que não há qualquer ideia. Em todos os
exemplos singulares das operações de corpos ou mentes, não há nada que produza qualquer
impressão e, consequentemente, nada que possa sugerir qualquer ideia de poder ou conexão
necessária. Mas quando aparecem muitos casos uniformes, e o mesmo objeto é sempre seguido pelo
mesmo evento, começamos a ter a noção de causa e de conexão.»
David Hume, Tratados Filosóficos I, Investigação sobre o Entendimento Humano, Lisboa, Imprensa Nacional – Casa da Moeda, 2002
(adaptado).
«Da primeira vez que um homem viu a comunicação de movimento por impulso, ou pelo choque de
duas bolas de bilhar, ele não poderia afirmar que um evento estava conectado, mas apenas que estava
conjugado com o outro. Depois de ter observado vários casos desta natureza, passa a declarar que
eles estão conectados.»
David Hume, Investigação sobre o Entendimento Humano, Lisboa, Imprensa Nacional – Casa da Moeda, 2002, p.
89.
5 Questões de Exame Nacional
Dossiê do Professor, Em Questão, Filosofia 11.° ano
	Questões de Exame Nacional
	Outras questões
	35. Leia o texto seguinte.
	36. Leia o texto seguinte.

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