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BIOSSEGURANÇA 
Prof. Me. Messias Macedo
Introdução
• Presença da biossegurança no dia a dia
- Higiene pessoal;
- Preparação dos alimentos;
- Armazenamento dos alimentos;
- Cuidado durante o preparo dos 
alimentos;
Introdução
• Conjunto de conhecimentos e de
procedimentos voltados para ações
de prevenção, minimização ou
eliminação de riscos inerentes às
atividades de pesquisas, produção,
ensino, desenvolvimento tecnológico
e prestação de serviços, os quis
possam comprometer a saúde do
homem, dos animais, das plantas e
do meio ambiente ou a qualidade dos
trabalhos desenvolvidos.
Histórico da 
biossegurança 
• O conceito de biossegurança
começou a ser mais fortemente
construído no início de 1970, na
Califórnia, após o surgimento da
engenharia genética, por meio da
transferência e expressão do gene
da insulina para Escherichia coli.
Histórico da 
biossegurança 
• Essa primeira experiência, em
1973, provocou forte reação da
comunidade científica mundial,
fato que culminou na realização
da Conferência de Asilomar, em
1974.
Histórico da 
biossegurança 
• Nessa conferência de Asilomar,
foram tratadas questões acerca dos
riscos das técnicas de engenharia
genética e sobre a segurança dos
espaços laboratoriais.
• Normas de biossegurança do
National Institute of Health (NIH),
dos EUA.
Histórico da 
biossegurança 
• Serviu como alerta para a
comunidade cientifica.
• Evidenciou a necessidade de
protocolos de biossegurança
Histórico da 
biossegurança 
• Em 1980, a OMS conceituou a
biossegurança como práticas de
prevenção para o trabalho em
laboratório com agentes patogênicos
e, classificou os riscos:
-Biológicos -Ergonômicos
-Químicos -Radioativos
-Físicos
Histórico da 
biossegurança 
• Década de 90
Ética em pesquisa, meio ambiente,
animais e processos envolvendo
tecnologia de DNA recombinante
em programas de, biossegurança.
Histórico da 
biossegurança/Brasil 
• No Brasil, a biossegurança só se
consolidou nas décadas de 70 e 80,
em decorrência do grande número
de relatos de graves infecções
ocorridas em laboratórios e também
de uma maior preocupação em
relação às consequências que a
manipulação experimental de
animais, plantas e microrganismos
poderia trazer ao homem e ao meio
ambiente.
Histórico da 
biossegurança/Brasil
• Em 1995, foi implementada a Comissão Técnica
Nacional de Biossegurança (CTNBio), a fim de
estabelecer normas às atividades que envolvam
construção, cultivo, manipulação, uso, transporte,
armazenamento, comercialização, consumo,
liberação e descarte relacionados a organismos
geneticamente modificados (OGMs) em todo o
território brasileiro.
Histórico da 
biossegurança/Brasil
• Em 19 de fevereiro de 2002, foi criada a
Comissão de Biossegurança em Saúde
(CBS) no âmbito do Ministério da
Saúde. A CBS trabalha com o objetivo
de definir estratégias de atuação,
avaliação e acompanhamento das
ações de biossegurança, procurando
sempre o melhor entendimento entre o
Ministério da Saúde e as instituições
que lidam com o tema
Histórico da 
biossegurança/Brasil
Em 2005, o governo brasileiro
sancionou a Lei de Biossegurança
(Lei n° 11.105/2005), a qual trata
dos estudos científicos envolvendo
células-tronco embrionárias e o
plantio de sementes transgênicas
no país (BRASIL, 11.105/2005).
Classificação dos 
Riscos Associados 
à Biossegurança
Torna-se impossível discutir
biossegurança sem a
associarmos aos riscos.
Classificação dos 
Riscos Associados à 
Biossegurança
O risco denota incerteza em
relação a um evento futuro, sendo
definido como a probabilidade de
ocorrer um acidente causando
algum tipo de dano, lesão ou
enfermidade. Hirata e Filho (2002)
classificam os riscos em: riscos de
acidentes, ergonômicos, físicos,
químicos e biológicos.
Riscos de acidentes
• Considera-se risco de acidente qualquer
fator que coloque o trabalhador em
situação de perigo e possa afetar sua
integridade, bem estar físico e moral.
São exemplos de risco de acidente: as
máquinas e equipamentos sem
proteção, probabilidade de incêndio e
explosão, arranjo físico inadequado,
armazenamento inadequado, etc.
Riscos ergonômicos 
• Considera-se risco ergonômico qualquer fator que possa interferir nas
características psicofisiológicas do trabalhador causando desconforto
ou afetando sua saúde. São exemplos de risco ergonômico: o
levantamento e transporte manual de peso, o ritmo excessivo de
trabalho, a monotonia, a repetitividade, a responsabilidade excessiva, a
postura inadequada de trabalho, o trabalho em turnos, etc.
Riscos físico
• Consideram-se agentes de risco físico as diversas formas de
energia a que possam estar expostos os trabalhadores, tais
como: ruído, vibrações, pressões anormais, temperaturas
extremas, radiações ionizantes, radiações não ionizantes,
ultrassom, materiais cortantes e pontiagudos, etc.
Riscos químicos 
• Consideram-se agentes de risco químico as
substâncias, compostas ou produtos que
possam penetrar no organismo pela via
respiratória, nas formas de poeiras, fumos,
névoas, neblinas, gases ou vapores, ou que,
pela natureza da atividade de exposição,
possam ter contato ou ser absorvido pelo
organismo através da pele ou por ingestão.
Riscos biológicos
• Consideram-se agentes de
risco biológico as bactérias,
fungos, parasitos, vírus, OGMs,
além das amostras biológicas
provenientes das plantas, dos
animais e dos seres humanos
(sangue, urina, fezes, tecidos,
entre outras)
Riscos biológicos
• Os agentes de risco biológico podem
ser distribuídos em quatro classes de 1
a 4 por ordem crescente de risco
• Patogenicidade para o homem.
• Virulência.
• Modos de transmissão
• Disponibilidade de medidas
profiláticas eficazes.
• Disponibilidade de tratamento eficaz.
• Endemicidade.
Riscos biológicos
• Vírus, bactérias, fungos e parasitas
são organismos microscópicos que
podem afetar a saúde humana,
animal e vegetal. Cada um desses
tipos de microrganismos tem
características próprias e formas
distintas de interação com seus
hospedeiros. Aqui estão algumas
considerações gerais sobre eles:
Riscos biológicos
• Vírus
• Características: Os vírus são agentes
infecciosos que não podem se replicar
por conta própria; eles precisam
invadir células hospedeiras para se
reproduzirem. São compostos por
material genético (DNA ou RNA)
envolto por uma cápsula proteica.
• Doenças: Eles podem causar uma
variedade de doenças, como gripes,
resfriados, HIV, hepatite e covid-19.
• Tratamento: Não há tratamentos
específicos para todos os vírus, mas
antivirais podem ser usados para
alguns casos. A prevenção se dá
principalmente por vacinas.
Riscos biológicos
• Bactérias
• Características: São organismos
unicelulares procariontes, ou seja, não
possuem núcleo definido. As bactérias
são muito diversas e podem ser tanto
benéficas quanto prejudiciais.
• Doenças: Bactérias patogênicas podem
causar infecções como tuberculose,
pneumonia, infecções urinárias e
intoxicação alimentar.
• Tratamento: São tratadas com
antibióticos, mas o uso excessivo ou
inadequado pode levar à resistência
bacteriana, o que torna o tratamento
mais difícil.
Riscos biológicos • Fungos
• Características: Fungos são
organismos eucariontes que podem ser
unicelulares (como as leveduras) ou
multicelulares (como os bolores). Eles
se alimentam de matéria orgânica, e
muitos são saprófitas (se alimentam de
matéria em decomposição).
• Doenças: Fungos patogênicos podem
causar doenças como candidíase,
micoses (como pé de atleta) e
infecções pulmonares.
• Tratamento: As infecções fúngicas são
tratadas com antifúngicos, e a
prevenção inclui cuidados com higiene
e controle de umidade.
Riscos biológicos • . Parasitas
• Características: Parasitas são organismos que
vivem à custa de um hospedeiro, causando-lhe
prejuízo. Podem ser unicelulares (protozoários) ou
multicelulares (vermes e artrópodes).
• Doenças: Protozoários podem causar doenças
como malária e leishmaniose. Vermes (como
vermes intestinais) podem causar infecções
como a esquistossomose. Artrópodes (como
piolhos e carrapatos) tambémpodem transmitir
doenças.
• Tratamento: O tratamento depende do tipo de
parasita, mas geralmente envolve medicamentos
antiparasitários. A prevenção pode ser feita por
medidas de higiene, controle de mosquitos e
cuidados com a alimentação.
Riscos biológicos
Os agentes biológicos são divididos
em classes de 1 a 4 e a classe de risco
especial
Riscos biológicos
• Classe de risco 1
Agentes biológicos que oferecem
baixo risco individual e para a
coletividade, conhecidos por não
causarem doenças em pessoas ou
animais adultos sadios.
Riscos biológicos • Classe de risco 2
Agentes biológicos de moderado risco
individual e limitado risco para a
comunidade, que provocam infecções
no homem ou nos animais, cujo
potencial de propagação na
comunidade e de disseminação no
meio ambiente é limitado, e para os
quais existem medidas terapêuticas e
profiláticas eficazes.
Riscos biológicos • Classe de risco 3
Agentes biológicos que oferecem
alto risco individual e moderado
risco para a comunidade,
transmitidos por via respiratória e
que causam patologias humanas ou
animais, potencialmente letais,
para as quais existem, usualmente,
medidas de tratamento e/ou de
prevenção. Representam risco se
disseminados na comunidade e no
meio ambiente, podendo se
propagar de pessoa a pessoa.
Riscos biológicos
• Classe de risco 4
Agentes biológicos que oferecem alto
risco individual e para a comunidade, com
alto poder de transmissibilidade por via
respiratória ou de transmissão
desconhecida. Podem causar doenças
graves ao ser humano, ainda não existem
meios eficazes para a sua profilaxia ou
tratamento. Esta classe inclui,
principalmente, os vírus.
Exemplo: Vírus Ebola.
Riscos biológicos
• Classe de risco especial
Agentes biológicos que oferecem alto
risco de causar doença animal grave e
de disseminação no meio ambiente.
Inclui agentes biológicos de doença
animal não existente no país e que,
embora não sejam obrigatoriamente
patógenos de importância para o
homem, podem gerar graves perdas
econômicas e/ou na produção de
alimentos.
Exemplo: Vírus da influenza A aviária.
Níveis de 
Biossegurança
Os níveis de biossegurança ou de
biocontenção são designados em
ordem crescente (NB-1 a NB-4),
de acordo com o grau de
proteção proporcionado ao
pessoal do laboratório, ao meio
ambiente e à comunidade.
Níveis de 
Biossegurança
Práticas mais ou menos rígidas poderão
ser adotadas quando temos uma
informação específica que possa
sugerir a virulência, patogenicidade, os
padrões de resistência aos antibióticos
e às vacinas e a disponibilidade de
tratamento ou outros fatores
significativamente alterados.
Níveis de 
Biossegurança
Nível de biossegurança 1 (NB-1): é o nível
necessário ao trabalho que envolva
agentes biológicos da classe de risco 1.
Representa um nível básico de contenção,
que se fundamenta na aplicação das boas
práticas laboratoriais (BPLs), na utilização
de equipamentos de proteção e na
adequação das instalações.
O Bacillus subtilis e Naegleria gruberi são
exemplos de micro-organismos que se
enquadram nesse nível.
Níveis de 
BiossegurançaNível de biossegurança 2 (NB-2): é o
nível exigido para o trabalho com
agentes biológicos da classe de risco 2.
O acesso ao laboratório deve ser
restrito a profissionais da área
(professores e técnicos) e aos
acadêmicos que estejam desenvolver
atividades de ensino, pesquisa e
extensão, mediante a autorização do
profissional responsável.
O vírus da hepatite B, o HIV, a
salmonela e o Toxoplasma spp. são
exemplos de micro-organismos.
Níveis de Biossegurança
É importante destacar que os laboratórios
de ensino de microbiologia vinculados às instituições
de ensino superior equivalem aos níveis
NB-1 e NB-2. Nas atividades realizadas nestes
laboratórios, há a manipulação de microrganismos
e parasitas de baixo risco biológico, estando
associadas, principalmente, ao desenvolvimento
das aulas práticas, das ações de extensão e de 
pesquisa
Níveis de Biossegurança
Nível de biossegurança 3 (NB-3):
esse nível é aplicável aos locais onde
forem desenvolvidos trabalhos com
agentes biológicos da classe de risco
3.
O Mycobacterium tuberculosis, o
vírus da encefalite de St. Louis e a
Coxiella burnetii são exemplos de
microrganismos determinados para
esse nível.
Níveis de Biossegurança
Nível de biossegurança 4 (NB-4): esse
nível é exigido às atividades que
manipulem os agentes biológicos da
classe de risco 4 e agentes especiais.
Nesse tipo de laboratório, o acesso dos
profissionais deve ser controlado por um
sistema de segurança rigoroso.
Os vírus, como os de Marburg ou da
febre hemorrágica Criméia-Congo, são
manipulados no nível de biossegurança
4.
	Slide 1: BIOSSEGURANÇA 
	Slide 2: Introdução
	Slide 3: Introdução
	Slide 4: Histórico da biossegurança 
	Slide 5: Histórico da biossegurança 
	Slide 6: Histórico da biossegurança 
	Slide 7: Histórico da biossegurança 
	Slide 8: Histórico da biossegurança 
	Slide 9: Histórico da biossegurança 
	Slide 10: Histórico da biossegurança/Brasil 
	Slide 11: Histórico da biossegurança/Brasil
	Slide 12: Histórico da biossegurança/Brasil
	Slide 13: Histórico da biossegurança/Brasil
	Slide 14: Classificação dos Riscos Associados à Biossegurança
	Slide 15: Classificação dos Riscos Associados à Biossegurança
	Slide 16: Riscos de acidentes
	Slide 17: Riscos ergonômicos 
	Slide 18: Riscos físico
	Slide 19: Riscos químicos 
	Slide 20: Riscos biológicos
	Slide 21: Riscos biológicos
	Slide 22: Riscos biológicos
	Slide 23: Riscos biológicos
	Slide 24: Riscos biológicos
	Slide 25: Riscos biológicos
	Slide 26: Riscos biológicos
	Slide 27: Riscos biológicos
	Slide 28: Riscos biológicos
	Slide 29: Riscos biológicos
	Slide 30: Riscos biológicos
	Slide 31: Riscos biológicos
	Slide 32: Riscos biológicos
	Slide 33: Níveis de Biossegurança
	Slide 34: Níveis de Biossegurança
	Slide 35: Níveis de Biossegurança
	Slide 36: Níveis de Biossegurança
	Slide 37: Níveis de Biossegurança
	Slide 38: Níveis de Biossegurança
	Slide 39: Níveis de Biossegurança

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