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BIOÉTICA E BIOSSEGURANÇA EM SAÚDE AVALIAÇÃO E CLASSIFICAÇÃO DE RISCOS E INFECÇÃO HOSPITALAR RISCOS AMBIENTAIS A legislação brasileira prevê que é obrigação de empresas e intuições garantir programas de prevenção de riscos à saúde em TODAS as atividades em que haja vínculo empregatício, independentemente do número de trabalhadores ou grau de risco. A NR 9, define as metodologias para garantir a manutenção da saúde e a integridade dos trabalhadores. RISCOS FÍSICOS RÍSCOS QUÍMICOS RISCOS BIOLÓGICOS RISCOS ERGONÔMICOS RISCOS DE ACIDENTES RISCOS FÍSICOS Os riscos físicos são oriundos do ambiente ao qual o indivíduo é exposto. Ruídos e vibrações Calor e frio extremos Radiações Pressões anormais RISCOS QUÍMICOS Os agentes químicos podem causar vários problemas à saúde dos indivíduos expostos a eles, como contaminação, doenças respiratórias, dermatites, queimadura por contato, até doenças mais graves como câncer e morte por intoxicação. Vapor Gás RISCO BIOLÓGICO Em qualquer ambiente existe a presença de seres microscópicos causadores de doenças e em determinados lugares a probabilidade de uma pessoa adoecer por causa desses microrganismos é maior. Os efeitos dos agentes biológicos também vão variar de acordo com o organismo de cada pessoa, já que naturalmente há diferenças de indivíduo para indivíduo. RISCOS BIOLÓGICOS Vírus Bactérias Protozoários Fungos Covid-19, AIDS, Dengue, Poliomielite, Raiva e Sarampo. Tuberculose, Sífilis, Meningite meningocócica, Tétano e Leptospirose. Amebíase, Malária e Doença de Chagas. Candidíases; micoses. BACTÉRIAS As bactérias são organismos microscópicos unicelulares. Elas estão entre as formas de vida mais primitivas da terra. Há milhares de tipos diferentes de bactérias, e elas vivem em todos os ambientes concebíveis em todo o mundo. São conhecidas, principalmente, pelas doenças que causam em seres humanos. Entretanto, existem bactérias benéficas. Helicobacter pylori VÍRUS Os vírus são organismos que não possuem célula (acelulares), sendo sua estrutura formada basicamente por proteínas e ácido nucleico. Existem divergências sobre possuir vida ou não. Infectam seres humanos e causam doenças. SARS-CoV-2 FUNGOS Os fungos são organismos heterótrofos, ou seja, não produzem o próprio alimento, dependem da ingestão de matéria orgânica, viva ou morta, para sobreviver. As espécies que se alimentam de matéria orgânica morta possuem um papel importante na decomposição de animais e vegetais. Servem para produzir alimentos e medicamentos contra bactérias. PROTOZOÁRIOS "Os protozoários, em sua grande maioria, apresentam vida livre e são encontrados em diferentes ambientes aquáticos e úmidos. Existem, no entanto, espécies que vivem em associação com outros organismos, como é o caso dos parasitas. RISCOS ERGONÔMICOS Ergonomia é definida como a relação entre o ser humano e o ambiente que ele ocupa, adequando as atividades de maneira a garantir bem-estar, conforto e segurança. É possível dizer que oferecem riscos ergonômicos circunstâncias que gerem estresse, situações de desconforto ou que exijam esforço físico excessivo, bem como imposições de ritmos intensos, trabalho em turnos e noturno, situações de estresse físico e psíquico. RISCOS DE ACIDENTES Há situações em que, por exemplo a falta ou falha de manutenção nas redes elétricas, a ausência de proteção em máquinas e equipamentos, podem proporcionar acidentes de variados níveis de gravidade. Acidentes envolvendo vidrarias e materiais perfurocortantes, o que pode agravar a situação quando combinados com produtos. AVALIAÇÃO, CLASSIFICAÇÃO E CONTROLE DE RISCOS Embora atingir o risco zero de contaminação seja a meta principal da biossegurança, é sabido que essa é uma meta utópica, de modo que os esforços se concentram em buscar maneiras de reduzir riscos e prevenir acidentes. Assim, desenvolver um ambiente seguro de trabalho, avaliar os processos de qualidade dentro da biossegurança e aplicar ferramentas que corrijam processos inadequados são diretrizes que, quando aplicadas, tornam-se excelentes armas no controle de riscos à saúde. RISCOS X PERIGO Como perigo pode-se entender a exposição a uma condição física, química ou biológica com potencial para causar danos à saúde das pessoas, podendo ser chamada de condição perigosa. Já o risco é a possibilidade de causar prejuízo, danos ou perda. PERIGO RISCO Manipulação de produto químico Respingo nos olhos; queimadura na pele Manipulação de perfurocortantes Perfuração na pele; contaminação por picada Comer ou beber no laboratório Ingerir material contaminado AVALIAÇÃO DE RISCO AVALIAÇÃO DE RISCO Treinamento adequado a cada situação; Planejamento; Avaliação de procedimentos de laboratório; Prevenção na transmissão de doenças; Conformidade de uso das leis da saúde; Adequação de espaço e equipamentos; Avaliação de planos de contingência e emergência. AGENTES BIOLÓGICOS Virulência Modos De Transmissão Estabilidade Origem Do Agente Biológico Medidas Profiláticas Eficazes Tratamento Dose Infectante Manipulação Do Agente Patogénico Eliminação Do Agente Profissional CLASSIFICAÇÃO DE RISCO DOS AGENTES BIOLÓGICOS Classe de risco 1 – baixo risco individual e para a comunidade. Classe de risco 2 – risco moderado individual e limitado para a comunidade. Classe de risco 3 – alto risco individual, moderado risco para a comunidade. Classe de risco 4 – alto risco para o indivíduo e para a comunidade. CLASSIFICAÇÃO DE RISCO DOS AGENTES BIOLÓGICOS Classe de risco 1 – baixo risco individual e para a comunidade. Estão listados nesta classe os agentes biológicos conhecidos por não causar danos aos humanos e aos animais. Classe de risco 2 – risco moderado individual e limitado para a comunidade. Estão listados aqui agentes biológicos conhecidos por causar infecções em humanos e em animais e que têm potencial para propagação limitado e para os quais existem ações terapêuticas e combate profilático eficaz. CLASSIFICAÇÃO DE RISCO DOS AGENTES BIOLÓGICOS Classe de risco 3 – alto risco individual, moderado risco para a comunidade. Este nível inclui agentes com capacidade de transmissão por vias respiratórias e causam patologias potencialmente letais, para as quais há tratamento e prevenção, como o caso do HIV. Classe de risco 4 – alto risco para o indivíduo e para a comunidade. Abrange agentes biológicos para os quais não existe nenhuma medida profilática ou terapêutica eficaz. Têm grande potencial de transmissão por vias respiratórias ou de transmissão desconhecida, além de alta capacidade de disseminação. É o caso do vírus Ebola. AÇÕES PARA O CONTROLE DE INFECÇÕES As infecções hospitalares são responsáveis pelo aumento da morbidade das patologias, letalidade, tempo de internação e custos das instituições de saúde. No Brasil, um estudo encomendado pelo MS identificou que a taxa de infecção hospitalar varia de 13% a 15%, enquanto em países desenvolvidos gira em torno de 8%. No ano de 1992, a portaria n. 930 do Ministério da Saúde determina: “Todos os hospitais do país deverão manter programa de controle de infecções hospitalares, independente de entidade mantenedora”. Os hospitais são ambientes que naturalmente oferecem risco de contaminação. Porém, existem alguns fatores que facilitam o aumento desse risco: O contato das mãos dos profissionais de saúde com as superfícies. A não utilização de técnicas básicas da lavagem das mãos. Superfícies úmidas ou molhadas. Superfícies empoeiradas. As condições precárias de revestimentos. A presença de matéria orgânica. PREVENÇÃO DA TRANSMISSÃO DE INFECÇÕES RELACIONADAS À ASSISTÊNCIA À SAÚDE Evitar o uso de aspiradores de pó (permitido somente em áreas administrativas). Não realizar a varredura seca nas áreas internasdos serviços de saúde. As superfícies (mobiliários em geral, pisos, paredes e equipamentos, entre outras) devem estar sempre limpas e secas. Remover rapidamente a matéria orgânica das superfícies. Isolar áreas em reforma ou em construção, utilizando tapumes e plástico. Com o objetivo de evitar fungos, é recomendado retirar vasos de plantas dos quartos e das áreas de serviço de saúde. Além da desinfecção e dos procedimentos de limpeza usuais, é importante que essas medidas adicionais sejam tomadas a fim de reduzir os riscos em ambientes laboratoriais e hospitalares. CLASSIFICAÇÃO DE ÁREAS EM SERVIÇOS DE SAÚDE As áreas de serviço de saúde são classificadas de acordo com o risco de transmissão de infecção que apresentam. O objetivo dessa classificação é suportar algumas estratégias de combate à transmissão das infecções e a elaboração de manuais de limpeza e desinfecção. CLASSIFICAÇÃO DE ÁREAS EM SERVIÇOS DE SAÚDE ÁREAS CRÍTICAS – onde o risco de transmissão de infecções é alto. Nesse local são realizados procedimentos de alto risco e/ou onde se encontram pacientes imunodeprimidos. Alguns exemplos são: centros cirúrgicos, centros obstétricos e unidades de terapia intensiva. ÁREAS SEMICRÍTICAS – onde se encontram pacientes com doenças infecciosas de baixa transmissibilidade ou não transmissíveis, como enfermarias, apartamentos, ambulatórios e corredores. ÁREAS NÃO CRÍTICAS – são todos os demais ambientes de laboratórios e hospitais como áreas administrativas e almoxarifado. HIGIENIZAÇÃO DE SUPERFÍCIES E AMBIENTES HIGIENIZAÇÃO DE SUPERFÍCIES E AMBIENTES O processo de higienização de superfícies em ambientes laboratoriais e hospitalares deve ser efetuado diariamente. A esse procedimento diário dá-se o nome de limpeza concorrente. Esse procedimento tem como objetivo principal limpar e organizar o ambiente, fazer a reposição de materiais necessários, como sabonetes, papéis higiênicos, papéis toalhas e outros, além de recolher resíduos. Nele está inclusa a limpeza de todas as superfícies de piso, mobiliários, janelas, equipamentos, portas e maçanetas. A área de internação também deve passar pela limpeza concorrente. Nessa área, a limpeza das superfícies que tenham maior contato com as mãos dos profissionais e pacientes merecem atenção especial. Maçanetas, portas, telefones, por exemplo, precisam passar por processos de desinfecção mais frequentes. HIGIENIZAÇÃO DE SUPERFÍCIES E AMBIENTES A limpeza terminal inclui tanto superfícies horizontais quanto superfícies verticais das áreas internas e externas, sendo, portanto, mais completa que a limpeza concorrente. Ela é realizada, no caso de hospitais, depois que o paciente deixa o local ou, no caso de internações longas, é feita uma programação para a desocupação do quarto para fins de limpeza. FREQUÊNCIA DE LIMPEZA TERMINAL ÁREAS FREQUÊNCIA MÍNIMA Áreas críticas Semanal (data, horário, dia da semana pré-estabelecido) Áreas não críticas Mensal (data, horário, dia da semana pré-estabelecido) Áreas semicríticas Quinzenal (data, horário, dia da semana pré-estabelecido) Áreas comuns (Data, horário, dia da semana pré-estabelecido) PRINCÍPIOS DE DESINFECÇÃO Desinfecção por calor – nessa categoria deve-se expor a superfície a altas temperaturas por um tempo prolongado o suficiente para matar os microrganismos. Esse método pode ser feito manualmente ou por meio de equipamentos específicos. Desinfecção química – esse tipo de desinfecção representa economia de energia. Usa-se nesse caso água a temperatura ambiente e produtos químicos como desinfetantes. Ela pode ser feita de duas maneiras: ou emergindo o objeto em solução de água e desinfetante por um período, ou esfregando e pulverizando o objeto com a solução de água e desinfetantes. PRODUTOS SANEANTES A superfície a ser limpa ou desinfetada e seu comportamento perante o produto. A corrosão da superfície a ser limpa. O tipo e grau de sujidade e sua forma de eliminação. O tipo de contaminação e sua forma de eliminação (microrganismos envolvidos com ou sem matéria orgânica presente). Recursos disponíveis e métodos de limpeza adotados Grau de toxicidade do produto. Método de limpeza e desinfecção, tipos de equipamentos e acessórios existentes. PRODUTOS SANEANTES A concentração de uso preconizado pelo fabricante. A segurança na manipulação e uso dos produtos. O princípio ou componente ativo. O tempo de contato para a ação. A concentração necessária para a ação. A possibilidade de inativação perante a matéria orgânica. Estabilidade frente às alterações de luz, umidade, temperatura e matéria orgânica. Incompatibilidade com agentes que podem afetar a eficácia ou a estabilidade do produto, como: dureza da água, sabões, detergentes ou outros produtos saneantes. Prazo de validade para o uso do produto. EXISTEM ALGUNS PRODUTOS QUE SÃO COMUMENTE UTILIZADOS NA LIMPEZA DE SUPERFÍCIES Sabões e detergentes – o sabão é usado na lavagem e limpeza doméstica e trata-se do resultado da reação natural da saponificação de um álcali e uma gordura vegetal ou animal. Já os detergentes são produtos destinados à limpeza de superfícies e tecidos pela diminuição da tensão superficial. Álcool – o álcool etílico e o isopropílico são os desinfetantes mais utilizados em serviços de saúde e podem ser aplicados por meio da fricção. É bactericida, virulicida, fungicida e tuberculicida. Pode ser aplicado nos mobiliários. Age por meio da desnaturação das proteínas que compõem a parede celular dos microrganismos. As desvantagens incluem ser inflamável, volátil, e causar ressecamento em borracha, plásticos e na pele. A concentração varia de 70% a 90% solúvel em água. EXISTEM ALGUNS PRODUTOS QUE SÃO COMUMENTE UTILIZADOS NA LIMPEZA DE SUPERFÍCIES Compostos fenólicos – podemos citar o hidroxidifenileter, triclorodifenileter, cresóis, fenilfenol e outros, mas estão em desuso por serem muito tóxicos. Cloro ativo inorgânico – os compostos mais utilizados são o hipoclorito de sódio, cálcio e de lítio. É bactericida, virulicida, fungicida, tuberculicida e esporicida. SOLUÇÕES CLORADAS Hipoclorito de sódio – líquido, hipoclorito de cálcio- sólido; Mecanismo de ação: oxidação de enzimas, inibe a síntese proteíca, quebra do DNA. Não agem na presença de matéria orgânica; Vantagens: custo baixo e baixa toxicidade; Inaloterapia e oxigenoterapia: 0,1% por 30 min. Enxágue abundante para evitar toxicidade. GLUTERALDEÍDO Amplo espectro de ação; Não é corrosivo ao metal; pH ácido; Vedado uso nos materiais de assistência ventilatória. Alternativa de uso: ácido peracético, peróxido de hidrogênio e soluções cloradas Concentração 0,5% - 2% • Desinfecção – 30 min ÁCIDO PERACÉTICO Associação de ácido acético + peróxido de hidrogênio; Ação rápida; Mecanismo de ação: desnaturação de proteína, destruição da parede celular, oxidação de proteínas e enzimas; • Tem ação mesmo na presença de matéria orgânica; Uso por método manual para desinfecção, inclusive de produtos de assistência ventilatória; Poder corrosivo em cobre, latão, bronze, aço comum e ferro, esse efeito pode ser reduzido com associações de agentes neutralizantes. PERÓXIDO DE HIDROGÊNIO Concentração de 3 a 7,5%; Mecanismo de ação: produz radicais livres e atacam as membranas lipídicas e o DNA. É esporicida a 7% em 6 horas de exposição; Usados para capilares e linhas de hemodiálise HIGIENIZAR AS MÃOS É IMPORTANTE! SOLUÇÕES ANTISSÉPTICAS Solução alcóolica – age por desnaturação das proteínas e tem ação bactericida e micobactericida. Reduz rapidamente a contagem microbiana, mas sua concentração é um fator importante para a determinação da sua eficácia. Solução detergente – essas substâncias têm como objetivo a degermação da pele e remoção de impurezas. Clorexidina – age por destruição da membranacelular e precipitação dos componentes internos da célula microbiana. O principal benefício é o efeito residual, que age de 6 a 8 horas depois da aplicação. Iodo e iodóforos – têm fácil penetração na parede celular, inibindo sua síntese vital e substituindo o conteúdo microbiano por iodo livre. Possui ação micobactericida, fungicida e virulicida. RESISTÊNCIA BACTERIANA E INFECÇÃO HOSPITALAR Por terem um curto período de vida (minutos ou horas), as bactérias podem apresentar uma resposta rápida às alterações de ambientes de forma que, quando são introduzidos antibióticos, algumas bactérias rapidamente se tornam resistentes a essas drogas. É importante que, antes que se inicie a discussão sobre a resistência bacteriana, sejam considerados os mecanismos de ação micobacterianos e as propriedades necessárias para que eles sejam eficazes. É bastante comum que bactérias utilizem várias estratégias para evitar a ação dos antimicrobianos, o que pode causar um aumento considerável da resistência a eles. Essa resistência pode significar uma propriedade intrínseca a uma espécie bacteriana. INFECÇÃO HOSPITALAR A disseminação de bactérias ocorre tanto no meio hospitalar quanto na comunidade, mas hospitais, especialmente aqueles com unidades de terapia intensiva, centros cirúrgicos e unidade neonatal, onde os pacientes são comumente tratados com antibióticos, representam um habitat natural às bactérias. qualquer infecção adquirida após a admissão do paciente no hospital e que se manifesta durante a internação ou após a alta, quando pode ser relacionada com a internação ou com procedimentos hospitalares. A infecção comunitária é aquela constatada no momento da internação ou em incubação na admissão do paciente no ambiente hospitalar. Chama-se de tempo de incubação o intervalo entre a exposição ao agente infeccioso até o aparecimento dos primeiros sintomas. PRINCIPAIS CAUSAS DE INFECÇÕES HOSPITALARES Condições físicas e estruturais do hospital: limpeza e higiene; procedimentos e rotinas de trabalho; lixo hospitalar negligenciado; procedimentos de desinfecção e limpeza inadequados. Condições do paciente: idade; estresse físico e emocional; condições sanitárias e de higiene; mau uso de medicamentos. Condições dos profissionais: respeito na execução das técnicas profissionais; conhecimento técnico específico; conscientização individual. COMISSÃO DE CONTROLE DE INFECÇÃO HOSPITALAR (CCIH) CCIH é a sigla de Comissão de Controle de Infecção Hospitalar, tem por objetivo elaborar, planejar, executar, manter e avaliar o Programa de Controle de Infecção Hospitalar (PCIH). O Programa de Controle de Infecções Hospitalares (PCIH), criado legalmente em 1998, por meio da Portaria nº 2.616 do Ministério da Saúde, consiste em um conjunto de ações desenvolvidas de forma sistemática, com o objetivo de reduzir a incidência e gravidades das IRAS, para a adequada execução do PCIH os hospitais deverão constituir Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH). PROGRAMAS DE SAÚDE OCUPACIONAL A Norma NR-9 estabelece que todas as empresas e instituições que tenham empregados regidos pela CLT são obrigadas a adotar e implementar o Programa de Prevenção de Riscos Ambientais, o PPRA. O PPRA tem por objetivo principal a preservação da saúde e da integridade dos trabalhadores. Para isso, procura identificar riscos, avaliá-los e promover o controle de situações que possam prejudicar os trabalhadores no ambiente de trabalho. PCMSO A NR-7 determina a obrigatoriedade da elaboração e implementação do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO) com o objetivo de preservar a saúde dos trabalhadores no local de trabalho. Ela determina, por exemplo, que toda empresa que utiliza mão de obra terceirizada tem por obrigação informar a empresa contratada sobre os riscos existentes nas atividades que serão desempenhadas. O PCMSO considera questões que afetam diretamente o trabalhador, com especial atenção à questão clínico-epidemiológico na relação entre saúde e trabalho. O objetivo é prevenir, por meio do diagnóstico precoce, desde os riscos mais básicos até casos de doenças profissionais graves ou danos irreversíveis à saúde dos trabalhadores. PCMSO E NR32 A NR-32 agrega ao PCMSO um aspecto de segurança e saúde ocupacional em estabelecimentos e serviços de saúde. Ela determina, por exemplo, que deve haver uma lista com o nome dos trabalhadores, o local onde desempenham suas funções e os riscos a que estão expostos. Os expostos a funções de risco devem ter acompanhamento periódico de saúde, que compreende a avaliação clínica e ocupacional, monitoramento das condições de exposição e as ações resultantes de acompanhamento. O PCMSO deve contemplar um plano de vacinação dos trabalhadores seguindo as especificações: vacinações obrigatórias e indicadas; informações claras sobre a vacinação e quais riscos estão envolvidos na recusa da vacinação; local de aplicação; condições de conservação e transporte; responsável pelo plano de vacinação. VACINAÇÃO A NR-32 determina que todas as empresas devem fornecer aos seus trabalhadores, de forma gratuita, a imunização ativa contra tétano, difteria, hepatite B e todas as vacinas disponíveis e existentes contra outros agentes biológicos aos quais o trabalhador esteja exposto. Também é obrigação da empresa fornecer carteira de vacinação a todos os trabalhadores. Slide 1 Slide 2: RISCOS AMBIENTAIS Slide 3: Riscos físicos Slide 4: Riscos químicos Slide 5: Risco biológico Slide 6: Riscos biológicos Slide 7: bactérias Slide 8: vírus Slide 9: fungos Slide 10: protozoários Slide 11: Riscos ergonômicos Slide 12: Riscos de acidentes Slide 13: Avaliação, classificação e controle de riscos Slide 14: Riscos x perigo Slide 15: Avaliação de risco Slide 16: Avaliação de risco Slide 17: Agentes biológicos Slide 18: Classificação de risco dos agentes biológicos Slide 19: Classificação de risco dos agentes biológicos Slide 20: Classificação de risco dos agentes biológicos Slide 21: Ações para o controle de infecções Slide 22 Slide 23: Prevenção da transmissão de infecções relacionadas à assistência à saúde Slide 24: Classificação de áreas em serviços de saúde Slide 25: Classificação de áreas em serviços de saúde Slide 26: Higienização de superfícies e ambientes Slide 27: Higienização de superfícies e ambientes Slide 28: Higienização de superfícies e ambientes Slide 29: Frequência de limpeza terminal Slide 30: Princípios de desinfecção Slide 31: Produtos saneantes Slide 32: Produtos saneantes Slide 33: Existem alguns produtos que são comumente utilizados na limpeza de superfícies Slide 34: Existem alguns produtos que são comumente utilizados na limpeza de superfícies Slide 35: SOLUÇÕES CLORADAS Slide 36: Gluteraldeído Slide 37: ÁCIDO PERACÉTICO Slide 38: PERÓXIDO DE HIDROGÊNIO Slide 39: Higienizar as mãos é importante! Slide 40 Slide 41: Soluções antissépticas Slide 42: Resistência bacteriana e infecção hospitalar Slide 43: Infecção hospitalar Slide 44: Principais causas de infecções hospitalares Slide 45: Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) Slide 46: Programas de saúde ocupacional Slide 47: pcmso Slide 48: Pcmso e nr32 Slide 49: vacinação