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DIREITO CONSTITUCIONAL 
PODER JUDICIÁRIO 
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PODER JUDICIÁRIO 
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http://www.iceni.com/infix.htm
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Sumário 
DIREITO CONSTITUCIONAL: PODER JUDICIÁRIO .............................................................................................. 3 
1. GARANTIAS DO JUDICIÁRIO .......................................................................................................................... 3 
1.2. Garantias de Imparcialidade .................................................................................................................. 4 
1.3. Prerrogativa de Foro .............................................................................................................................. 4 
2. ESTRUTURA DO JUDICIÁRIO ......................................................................................................................... 6 
3. CARACTERÍSTICAS GERAIS DOS ÓRGÃOS DO PODER JUDICIÁRIO: ............................................................... 8 
3.1 STF .......................................................................................................................................................... 8 
3.2. STJ .......................................................................................................................................................... 8 
3.3. TRIBUNAIS REGIONAIS FEDERAIS E JUÍZES FEDERAIS: ......................................................................... 12 
3.4. TRIBUNAIS DO TRABALHO E JUÍZES DO TRABALHO ............................................................................ 12 
3.4.1. TST ................................................................................................................................................ 12 
3.4.2. TRTs .............................................................................................................................................. 13 
3.5. Tribunais e Juízes Eleitorais: ................................................................................................................ 13 
3.5.1. TSE ................................................................................................................................................ 13 
3.5.2. TRE ................................................................................................................................................ 13 
3.5.3. Juízes Eleitorais ............................................................................................................................. 14 
3.6. Tribunais e Juízes Militares .................................................................................................................. 14 
3.6.1.STM ................................................................................................................................................ 14 
3.6.2. Justiça Militar da União ................................................................................................................ 14 
3.7. Tribunais e Juízes dos Estados ............................................................................................................. 15 
3.8. Juizados Especiais ................................................................................................................................ 16 
3.9. CNJ ....................................................................................................................................................... 17 
4. SÚMULAS VINCULANTES ............................................................................................................................ 22 
5. FUNÇÕES ESSENCIAIS À JUSTIÇA ................................................................................................................ 25 
5.1. Ministério Público ................................................................................................................................ 26 
QUESTÕES PROPOSTAS .................................................................................................................................. 32 
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DIREITO CONSTITUCIONAL: PODER JUDICIÁRIO 
SUGESTÃO DE LEITURA 
CF/88 
⦁ Art. 2º 
⦁ Art. 92 ao 126 
⦁ Art. 127 ao 135 
ARTIGOS MAIS IMPORTANTES 
CF/88 
⦁ Art. 2° 
⦁ Art. 95 e 96 
⦁ Art. 101 a 103 
⦁ Art. 104 e 105 
⦁ Art. 109 
⦁ Art. 127 a 129 
1. GARANTIAS DO JUDICIÁRIO 
· GARANTIAS INSTITUCIONAIS – PROTEGEM O JUDICIÁRIO: 
1.1 Garantias de Independência 
A) VITALICIEDADE: 
O magistrado (e o membro do MP) só perderá o cargo por sentença judicial transitada em julgado, 
sendo-lhe asseguradas todas as garantias do processo jurisdicional. 
Em 1º grau de Jurisdição, a vitaliciedade se adquire após 02 anos do efetivo exercício do cargo, desde 
que o magistrado supere o estágio probatório. Nos 02 primeiros anos, a perda do cargo dependerá de 
deliberação do Tribunal ao qual esteja vinculado. 
Membros dos Tribunais têm a garantia independente da forma de acesso, com a posse. 
Exceções à regra da vitaliciedade (e perda do cargo por sentença judicial transitada em julgado): 
● MINISTROS DO STF – EM CRIME DE RESPONSABILIDADE, QUANDO SERÃO JULGADOS PELO SENADO; 
● CONSELHEIROS DO CNJ – EM CRIME DE RESPONSABILIDADE, JULGADOS PELO SF. 
O CNJ NÃO PODE DECLARAR A PERDA DO CARGO DE MAGISTRADOS VITALÍCIOS, JÁ QUE OS ATOS DO CNJ 
SÃO ADMINISTRATIVOS E NÃO JUDICIAL. 
B) INAMOVIBILIDADE: 
O juiz NÃO pode ser removido sem o seu consentimento de um local para outro, de uma comarca 
para outra, ou mesmo sede, cargo, tribunal, câmara, grau de jurisdição. 
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Essa regra não é absoluta, pois o magistrado pode ser removido por interesse público, em decisão 
por voto da maioria absoluta do respectivo Tribunal ou CNJ, assegurada a ampla defesa. 
A inamovibilidade se aplica aos juízes substitutos. 
C) IRREDUTIBILIDADE DOS SUBSÍDIOS: 
O subsídio dos magistrados NÃO poderá ser reduzido, sendo, segundo o STF, garantia nominal e não 
real, ou seja, os magistrados NÃO estão livres da corrosão de seus subsídios pela inflação. 
NÃO serão computadas, para efeito dos limites remuneratórios as parcelas de caráter indenizatórios 
previstas em lei. 
O subsídio está sujeito à tributação, devendo ser fixado em parcela única. 
1.2. Garantias de Imparcialidade 
VEDAÇÕES AOS MAGISTRADOS: 
· EXERCER, AINDA QUE EM DISPONIBILIDADE, OUTRO CARGO OU FUNÇÃO, SALVO UMA DE 
MAGISTÉRIO; 
· RECEBER, A QUALQUER TÍTULO OU PRETEXTO, CUSTAS OU PARTICIPAÇÃO EM PROCESSO; 
· DEDICAR-SE À ATIVIDADE POLÍTICO-PARTIDÁRIA; 
· RECEBER, A QUALQUER TÍTULO OU PRETEXTO, AUXÍLIOS OU CONTRIBUIÇÕES DE PESSOAS FÍSICAS, 
ENTIDADES PÚBLICAS OU PRIVADAS, RESSALVADAS EXCEÇÕES PREVISTAS EM LEI; 
· EXERCER ADVOCACIA NO JUÍZO OU TRIBUNAL DO QUAL SE AFASTOU, ANTES DE DECORRIDOS 03 
ANOS DO AFASTAMENTO POR APOSENTADORIA OU EXONERAÇÃO (QUARENTENA DE SAÍDA). 
1.3. Prerrogativa de Foro 
Os magistrados possuem prerrogativa de foro na hipótese de crime comum e de responsabilidade, 
durante o exercício da função judicante. 
● Magistrados – foro no TJ 
● Desembargadores – foro no STJ 
Quem julga os crimes cometidos por Desembargadores? 
O Superior Tribunal de Justiça é o tribunal competente para o julgamento nas 
hipóteses em que, não fosse a prerrogativa de foro (art. 105, I, da CF/88), o 
desembargador acusado houvesse de responder à ação penal perante juiz de 
primeiro grau vinculado ao mesmo tribunal. Assim, mesmo que o crime cometido 
pelo Desembargador não esteja relacionado com as suas funções, ele será julgado 
pelo STJ se a remessa para a 1ª instância significar que o réu seria julgado por um 
juiz de primeiro grau vinculado ao mesmo tribunal que o Desembargador. A 
manutençãojudicial e a consultoria jurídica de entidades públicas 
F) PODER INVESTIGATÓRIO PRÓPRIO: 
O STF pacificou o entendimento de que o MP pode sim investigar por conta própria (RE 593.727/MG 
- 2015). Adota-se aqui a teoria dos poderes implícitos. Segundo essa doutrina, nascida nos EUA (Mc CulloCh 
vs. Maryland – 1819), se a Constituição outorga determinada atividade-fim a um órgão, significa dizer que 
também concede todos os meios necessários para a realização dessa atribuição. 
A CF/88 confere ao MP as funções de promover a ação penal pública (art. 129, I). Logo, ela atribui ao 
Parquet também todos os meios necessários para o exercício da denúncia, dentre eles a possibilidade de 
reunir provas para que fundamentem a acusação. 
PARÂMETROS QUE DEVEM SER RESPEITADOS PARA QUE A INVESTIGAÇÃO CONDUZIDA DIRETAMENTE 
PELO MP SEJA LEGÍTIMA: 
· Devem ser respeitados os direitos e garantias fundamentais dos investigados; 
· Os atos investigatórios devem ser necessariamente documentados e praticados por membros do 
MP; 
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· Devem ser observadas as hipóteses de reserva constitucional de jurisdição, ou seja, determinadas 
diligências somente podem ser autorizadas pelo Poder Judiciário nos casos em que a CF/88 assim 
exigir (ex: interceptação telefônica, quebra de sigilo bancário etc); 
· Devem ser respeitadas as prerrogativas profissionais asseguradas por lei aos advogados; 
· Deve ser assegurada a garantia prevista na Súmula vinculante 14 do STF (“É direito do defensor, no 
interesse do representado, ter acesso amplo aos elementos de prova que, já documentados em 
procedimento investigatório realizado por órgão com competência de polícia judiciária, digam 
respeito ao exercício do direito de defesa”); 
· A investigação deve ser realizada dentro de prazo razoável; 
· Os atos de investigação conduzidos pelo MP estão sujeitos ao permanente controle do Poder 
Judiciário. 
Jurisprudência pertinente sobre o tema: 
É inconstitucional dispositivo da Constituição Estadual que afirme ser obrigatória 
a presença de um membro do MP nas comissões de concursos públicos da 
Administração Pública estadual 
A Constituição Estadual não pode determinar que membro do Ministério Público 
participe de banca de concurso público relacionado com cargos externos aos 
quadros da instituição. Essa não é uma atribuição compatível com as finalidades 
constitucionais do Ministério Público. Assim, não pode o ato impugnado exigir a 
participação do Ministério Público nas bancas de concursos para os cargos e 
empregos públicos do Estado. STF. Plenário. ADI 3841, Rel. Gilmar Mendes, julgado 
em 16/06/2020 (Info 985 – clipping). 
Conflito de atribuições envolvendo MPE e MPF deve ser dirimido pelo CNMP 
Compete ao CNMP dirimir conflitos de atribuições entre membros do MPF e de 
Ministérios Públicos estaduais. STF. Plenário. ACO 843/SP, Rel. para acórdão Min. 
Alexandre de Moraes, julgado em 05/06/2020. STF. Plenário. Pet 4891, Rel. Marco 
Aurélio, Relator p/ Acórdão Alexandre de Moraes, julgado em 16/06/2020 (Info 985 
– clipping). 
Ação de improbidade administrativa proposta contra Promotor de Justiça 
(podendo resultar na perda do cargo): julgada em 1ª instância; ação civil de perda 
de cargo de Promotor não envolvendo improbidade administrativa: julgada pelo 
TJ 
Ação Civil de perda de cargo de Promotor de Justiça cuja causa de pedir não esteja 
vinculada a ilícito capitulado na Lei nº 8.429/92 deve ser julgada pelo Tribunal de 
Justiça. STJ. 2ª Turma. REsp 1737900-SP, Rel. Min. Herman Benjamin, julgado em 
19/11/2019 (Info 662). 
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https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/5735c3a7aa6ffcfe6ab123835584db75?categoria=1&subcategoria=10
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MPM não tem legitimidade para atuar diretamente no STF 
O Ministério Público Militar não dispõe de legitimidade para atuar, em sede 
processual, perante o Supremo Tribunal Federal. Isso porque a representação 
institucional do Ministério Público da União, nas causas instauradas na Suprema 
Corte, cabe ao Procurador-Geral da República, que é, por definição constitucional 
(art. 128, § 1º), o Chefe do Ministério Público da União, que abrange também o 
Ministério Público Militar. STF. 2ª Turma. HC 155245 AgR-AgR, Rel. Min. Celso de 
Mello, julgado em 11/11/2019. 
Ação de improbidade administrativa proposta contra Promotor de Justiça 
(podendo resultar na perda do cargo): julgada em 1ª instância; ação civil de perda 
de cargo de Promotor não envolvendo improbidade administrativa: julgada pelo 
TJ 
Ação Civil de perda de cargo de Promotor de Justiça cuja causa de pedir não esteja 
vinculada a ilícito capitulado na Lei nº 8.429/92 deve ser julgada pelo Tribunal de 
Justiça. STJ. 2ª Turma. REsp 1737900-SP, Rel. Min. Herman Benjamin, julgado em 
19/11/2019 (Info 662). 
É constitucional lei complementar estadual que preveja que compete 
exclusivamente ao Procurador-Geral de Justiça interpor recursos ao STF e STJ 
Lei Orgânica estadual do Ministério Público pode atribuir privativamente ao 
Procurador-Geral de Justiça a competência para interpor recursos dirigidos ao STF 
e STJ. Não há inconstitucionalidade formal nessa previsão. Isso porque a Lei federal 
nº 8.625/93 (Lei Orgânica Nacional do Ministério Público - LONMP) não 
pormenoriza a atuação dos Procuradores-Gerais de Justiça e dos Procuradores de 
Justiça em sede recursal e, por expressa dicção do caput de seu artigo 29, o rol de 
atribuições dos Procuradores-Gerais de Justiça não é exaustivo, de forma que as 
leis orgânicas dos Ministérios Públicos estaduais podem validamente ampliar tais 
atribuições. Além disso, não há ofensa aos princípios do promotor natural e da 
independência funcional dos membros do Parquet, uma vez que: • se trata de mera 
divisão de atribuições dentro do Ministério Público estadual, veiculada por meio de 
lei; • e não se possibilita a ingerência do PGJ nas atividades dos Procuradores de 
Justiça, que conservam plena autonomia no exercício de seus misteres legais. STF. 
Plenário. ADI 5505, Rel. Luiz Fux, julgado em 15/04/2020. 
O art. 127 da CF/88 assegura ao MP autonomia financeira 
É constitucional dispositivo da Constituição Estadual que assegura ao Ministério 
Público autonomia financeira e a iniciativa ao Procurador-Geral de Justiça para 
propor ao Poder Legislativo a criação e a extinção dos cargos e serviços auxiliares e 
a fixação dos vencimentos dos membros e dos servidores de seus órgãos auxiliares. 
Também é constitucional a previsão de que o Ministério Público elaborará a sua 
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proposta orçamentária dentro dos limites estabelecidos pela LDO. STF. Plenário. 
ADI 145/CE, Rel. Min. Dias Toffoli, julgado em 20/6/2018 (Info 907). 
Inconstitucionalidade da norma de CE que equipara remuneração de Delegados a 
dos Promotores 
A Constituição do Estado do Ceará previa que os Delegados de Polícia de classe 
inicial deveriam receber idêntica remuneração a dos Promotores de Justiça de 
primeira entrância, prosseguindo na equivalência entre as demais classes pelo 
escalonamento das entrâncias judiciárias. O STF decidiu que essa regra é 
inconstitucional por violar o art. 37, XIII, da CF/88, que proíbe a vinculação ou 
equiparação de quaisquer espécies remuneratórias de pessoal do serviço público. 
STF. Plenário. ADI 145/CE, Rel. Min. Dias Toffoli, julgado em 20/6/2018 (Info 907). 
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QUESTÕES PROPOSTAS 
1 - 2019 - INSTITUTO AOCP - PC-ES - INSTITUTO AOCP - 2019 - PC-ES - Investigador 
Assinale a alternativa correta de acordo com o que dispõe a Constituição federal acerca do Poder Judiciário. 
A-Lei complementar, de iniciativa do Congresso Nacional, disporá sobre o Estatuto da Magistratura. 
B-A Justiça Militar não está vinculada ao Poder Judiciário. 
C-São irrecorríveis as decisões do Tribunal Superior Eleitoral, salvo as que contrariarem a Constituição Federal 
e as denegatórias de habeas corpus ou mandado de segurança. 
D-É obrigatória a promoção do juiz que figure por três vezes alternadas em lista de merecimento. 
E-Ao juiz titular, não é obrigatório residir na respectiva comarca, salvo por determinação do tribunal. 
2 - 2019 - INSTITUTO AOCP - PC-ES - INSTITUTO AOCP - 2019 - PC-ES - Investigador 
Qual dos seguintes órgãos NÃO está vinculado ao Poder Judiciário? 
A-Superior Tribunal Militar – STM. 
B-Conselho Nacional de Justiça – CNJ. 
C-Tribunal de Contas da União – TCU. 
D-Tribunal Superior Eleitoral – TSE. 
E-Tribunal Superior do Trabalho – TST. 
3 - 2019 - INSTITUTO AOCP - PC-ES - INSTITUTO AOCP - 2019 - PC-ES - Escrivão de Polícia 
Inconstitucionalidade é a desconformidade entre uma norma da Constituição e outra infraconstitucional. A 
respeito do Controle de Constitucionalidade, é correto afirmar que 
A-a cláusula de reserva de plenário, prevista no artigo 97 da Constituição Federal, caracteriza-se como 
condição de eficácia jurídica da declaração de inconstitucionalidade dos atos do Poder Público. 
B-por meio da Ação Direta de Constitucionalidade (ADC), busca-se declarar a inconstitucionalidade de lei ou 
ato normativo federal. 
C-a Ação Direta de Inconstitucionalidade por Omissão (ADO) caracteriza-se como meio de controle difuso de 
constitucionalidade. 
D-a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental não pode se dar na modalidade incidental, 
somente autônoma. 
E-São algumas das peculiaridades da Ação Direta Genérica de Inconstitucionalidade (ADI genérica): admite 
desistência, é passível de ação rescisória e pode ter seu objeto ampliado pelo Supremo Tribunal Federal. 
4- 2018 - VUNESP - PC-BA - VUNESP - 2018 - PC-BA - Investigador de Polícia 
Partindo das previsões constantes na Constituição Federal brasileira, assinale a alternativa correta acerca da 
organização, das competências e dos órgãos do Poder Judiciário. 
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A-Compete ao Supremo Tribunal Federal homologar sentenças estrangeiras e conceder exequatur às cartas 
rogatórias. 
B-Na promoção de entrância para entrância, será obrigatória a promoção do juiz que figure por 3 (três) vezes 
consecutivas ou 5 (cinco) alternadas em lista de merecimento. 
C-As decisões administrativas dos tribunais serão motivadas e em sessão pública, sendo as disciplinares 
tomadas pelo voto de 2/3 (dois terços) de seus membros. 
D-É vedado aos magistrados exercer a advocacia no juízo ou tribunal do qual se afastou, antes de decorridos 
4 (quatro) anos do afastamento do cargo por aposentadoria ou exoneração. 
E-O Poder Executivo poderá reduzir unilateralmente o orçamento proposto pelo Poder Judiciário, ainda que 
esse tenha sido elaborado e enviado com observância aos limites, forma e prazo da Lei de Diretrizes 
Orçamentárias, quando constatada insuficiência de recursos. 
5 - 2017 - IBADE - PC-AC - IBADE - 2017 - PC-AC - Escrivão de Polícia Civil 
Sobre o Poder Judiciário, assinale a alternativa correta. 
A-A vitaliciedade, nos Tribunais, será adquirida após dois anos de efetivo exercício da atividade. 
B-Os ministros do STF podem perder o cargo em condenação por crime de responsabilidade no Senado. 
C-Compete ao Superior Tribunal de Justiça processar e julgar originariamente nos crimes comuns os Ministros 
de Estado. 
D-O Conselho Nacional de Justiça não é órgão do Poder Judiciário, pois exerce controle externo sobre ele. 
E-O magistrado pode ser removido por interesse público, mediante decisão da maioria simples dos membros 
do tribunal ao qual ele está alocado. 
6 - 2016 - CESPE / CEBRASPE - PC-PE - CESPE - 2016 - PC-PE - Escrivão de Polícia Civil 
Acerca do Poder Judiciário e das competências de seus órgãos, assinale a opção correta. 
A-Compete aos juízes de direito do juízo militar processar e julgar, singularmente, os crimes militares 
cometidos contra civis. 
B-A disputa sobre direitos indígenas será processada e julgada perante a justiça estadual. 
C-Os crimes contra a organização do trabalho serão processados e julgados perante a justiça do trabalho. 
D-Não é necessário que decisões administrativas dos tribunais do Poder Judiciário sejam motivadas. 
E-Compete ao Conselho Nacional de Justiça apreciar, de ofício, a legalidade dos atos administrativos 
praticados por servidores do Poder Judiciário. 
7 - 2015 - FUNIVERSA - PC-GO - FUNIVERSA - 2015 - PC-GO - Papiloscopista - Tipo A 
Acerca do Poder Judiciário e das funções essenciais à justiça, assinale a alternativa correta. 
A-Membro do Ministério Público não poderá exercer advocacia no juízo ou em tribunal do qual se afastou 
antes de decorridos 3 anos do afastamento do cargo por aposentadoria ou exoneração. 
B-Compete à Justiça Militar julgar os crimes políticos. 
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C-Os deputados e os senadores são julgados, nas infrações comuns, pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). 
D-As sessões administrativas dos tribunais serão motivadas, mas sempre fechadas ao público em geral. 
E-O juiz titular prescinde de autorização do tribunal para não residir na comarca em que atua. 
8 - 2015 - FUNIVERSA - PC-GO - FUNIVERSA - 2015 - PC-GO - Papiloscopista - Tipo B 
Acerca do Poder Judiciário e das funções essenciais à justiça, assinale a alternativa correta. 
A-O juiz titular prescinde de autorização do tribunal para não residir na comarca em que atua. 
B-Membro do Ministério Público não poderáexercer advocacia no juízo ou em tribunal do qual se afastou 
antes de decorridos 3 anos do afastamento do cargo por aposentadoria ou exoneração. 
C-Compete à Justiça Militar julgar os crimes políticos. 
D-Os deputados e os senadores são julgados, nas infrações comuns, pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). 
E-As sessões administrativas dos tribunais serão motivadas, mas sempre fechadas ao público em geral. 
9 - 2015 - VUNESP - PC-CE - VUNESP - 2015 - PC-CE - Escrivão de Polícia Civil de 1a Classe 
Os juízes gozam, entre outras, da seguinte garantia constitucional: 
A-estabilidade. 
B-aposentadoria especial. 
C-inamovibilidade. 
D-moralidade. 
E-auxílio moradia. 
10 - 2013 - CESPE / CEBRASPE - SEGESP-AL - CESPE - 2013 - SEGESP-AL - Papiloscopista 
A respeito do Poder Judiciário, julgue os itens seguintes. 
O Poder Judiciário municipal é representado pelo juiz de direito em exercício na comarca. 
Certo 
Errado 
11 - 2013 - CESPE / CEBRASPE - PC-DF - CESPE - 2013 - PC-DF - Agente de Polícia 
Relativamente ao Poder Judiciário e ao Ministério Público (MP), julgue o item seguinte.
O ingresso na carreira da magistratura ocorre mediante concurso público de provas, com a participação da 
Ordem dos Advogados do Brasil em todas as fases, exigindo-se do bacharel em direito, no mínimo, três anos 
de atividade advocatícia. 
Certo 
Errado 
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12 - 2013 - CESPE / CEBRASPE - PC-DF - CESPE - 2013 - PC-DF - Escrivão de Polícia 
No que diz respeito ao Poder Judiciário, julgue os itens subsecutivos. 
O juiz não poderá exercer a advocacia no juízo ou tribunal do qual se afastou, antes de decorridos três anos 
do afastamento do cargo por aposentadoria ou exoneração. 
Certo 
Errado 
13 - 2013 - UEG - PC-GO - UEG - 2013 - PC-GO - Escrivão de Polícia Civil - Anulada 
Em razão das características da atuação do Poder Judiciário, são-lhe conferidas garantias institucionais e aos 
seus membros. Tais garantias são apontadas como imprescindíveis ao exercício da democracia, à separação 
de poderes e ao respeito dos direitos fundamentais. As garantias institucionais são as 
A-que garantem a liberdade e a imparcialidade do juiz, compreendendo a irredutibilidade de subsídios. 
B-conferidas ao poder judiciário para a sua independência, garantindo a inamovibilidade e a vitaliciedade dos 
juízes. 
C-que garantem a independência do poder judiciário, compreendendo a autonomia funcional, administrativa 
e financeira. 
D-conferidas aos magistrados, como vitaliciedade e inamovibilidade, para lhes assegurar a atividade 
judicante. 
14 - 2012 - CESPE / CEBRASPE - PC-AL - CESPE / CEBRASPE - 2012 - PC-AL - Agente de Polícia 
A respeito do Poder Executivo, do Poder Legislativo, do processo legislativo e do Poder Judiciário, julgue o 
item seguinte.
O Poder Judiciário é autônomo e independente, dele fazendo parte, entre outros órgãos, o Supremo Tribunal 
Federal e o Conselho Nacional de Justiça. 
Certo 
Errado 
15 - 2012 - FEC - PC-RJ - FEC - 2012 - PC-RJ - Inspetor de Polícia - 6º Classe 
Durante eleições para Vereador e Prefeito, foi constatado que determinado candidato a vereador do 
Município do Rio de Janeiro se valia das viagens realizadas na barca Rio-Paquetá para aliciar eleitores. Na 
hipótese, o processamento e o julgamento do referido crime são de competência do(a): 
A-Justiça Estadual. 
B-Justiça Federal. 
C-Justiça Eleitoral. 
D-Juizado Especial Federal. 
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PODER JUDICIÁRIO 
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E-Juizado Especial Criminal. 
Gabarito Comentado (1) 
16 - 2011 - CESPE / CEBRASPE - PC-ES - CESPE - 2011 - PC-ES - Escrivão de Polícia - Específicos 
Julgue o item subsecutivo, a respeito dos Poderes Executivo e Judiciário.
O encaminhamento, ao Poder Legislativo, das propostas orçamentárias do Supremo Tribunal Federal e dos 
demais tribunais superiores cabe ao presidente desse tribunal, com a aprovação dos respectivos tribunais. 
Certo 
Errado 
17 - 2009 - CESPE / CEBRASPE - PC-RN Provas: CESPE - 2009 - PC-RN - Escrivão de Polícia Civil 
A respeito do Poder Judiciário, assinale a opção correta à luz da CF. 
A-As decisões definitivas de mérito proferidas pelo STF, nas ações declaratórias de constitucionalidade, 
produzirão eficácia contra todos e efeito vinculante relativamente aos demais órgãos do Poder Judiciário, 
Poder Legislativo e à administração pública direta e indireta, em todas as esferas. 
B-Compete ao STF julgar, em recurso extraordinário, as causas decididas em única instância, quando a 
decisão recorrida julgar válida lei local contestada em face de lei federal. 
C-Compete ao STJ processar e julgar, originariamente, nos crimes comuns, os prefeitos municipais. 
D-A Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados, que tem, entre outras funções, a de 
regulamentar os cursos oficiais para o ingresso e promoção na carreira, funciona junto ao STF. 
E-Aos juízes é vedado exercer a advocacia no juízo ou tribunal do qual se afastou, antes de decorridos três 
meses do afastamento do cargo, por aposentadoria ou exoneração. 
18 - 2009 - CESPE / CEBRASPE - PC-PB - CESPE / CEBRASPE - 2009 - PC-PB - Agente de Investigação e 
Escrivão de Polícia 
Um juiz de direito que esteja exercendo suas funções no município de Patos - PB está vinculado 
A-ao Poder Judiciário do município de Patos. 
B-ao respectivo governo estadual. 
C-ao Tribunal de Justiça da Paraíba. 
D-à Assembléia Legislativa da Paraíba. 
E-ao STJ. 
19 - 2009 - FUNIVERSA - PC-DF - FUNIVERSA - 2009 - PC-DF - Agente de Polícia 
Quanto à divisão orgânica de competências, assinale a alternativa correta, relativa ao Poder Judiciário. 
A-A natureza das decisões da Justiça Desportiva é administrativa. 
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B-Os requisitos para ingresso na Carreira da Magistratura devem vir estabelecidos em lei ordinária, esta de 
iniciativa do Supremo Tribunal Federal. 
C-É requisito indispensável para a vitaliciedade dos magistrados o transcurso de dois anos. 
D-A Justiça Federal é a justiça especializada para julgar as causas da União, suas autarquias e fundações, com 
a competência dos juízes federais dada pelo art. 109 da Carta Federal. 
E-Recentemente criado, o instituto da repercussão geral é um novo requisito de admissibilidade recursal 
perante o Superior Tribunal de Justiça. 
Respostas1 
1 1: C 2: C 3: A 4: B 5: B 6: A 7: A 8: B 9: C 10: E 11: E 12: C 13: C 14: C 15: C 16: E 17: B 18: C 19: A 
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http://www.iceni.com/infix.htmdo julgamento no STJ tem por objetivo preservar a isenção 
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https://buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/30ee748d38e21392de740e2f9dc686b6?categoria=12&subcategoria=127&assunto=296
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PODER JUDICIÁRIO 
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(imparcialidade e independência) do órgão julgador. STJ. Corte Especial. QO na APn 
878-DF, Rel. Min. Benedito Gonçalves, julgado em 21/11/2018 (Info 639). 
As autoridades listadas no art. 105, I, “a”, da CF/88 somente terão foro por 
prerrogativa de função no STJ para os crimes cometidos durante o exercício do 
cargo e relacionados às funções desempenhadas 
As hipóteses de foro por prerrogativa de função perante o STJ restringem-se 
àquelas em que o crime for praticado em razão e durante o exercício do cargo ou 
função. STJ. Corte Especial. AgRg na APn 866-DF, Rel. Min. Luis Felipe Salomão, 
julgado em 20/06/2018 (Info 630). Mas atenção: Os Desembargadores dos 
Tribunais de Justiça continuam sendo julgados pelo STJ mesmo que o crime não 
esteja relacionado com as suas funções. Assim, o STJ continua sendo competente 
para julgar quaisquer crimes imputados a Desembargadores, não apenas os que 
tenham relação com o exercício do cargo. STJ. APn 878/DF QO, Rel. Min. Benedito 
Gonçalves, julgado em 21/11/2018. 
Lembre-se que os magistrados, juntamente com os membros do Ministério Público, não podem ser 
indiciados, em razão de expressa previsão legal: 
● Magistrados - art. 33, parágrafo único, da LC 35/79 
● Membros do Ministério Público (art. 18, parágrafo único, da LC 75/93 e art. 41, parágrafo único, da 
Lei nº 8.625/93). 
Questiona-se acerca da continuidade dessa prerrogativa para magistrado aposentado: 
A) ARGUMENTOS FAVORÁVEIS À MANUTENÇÃO: 
A prerrogativa decorreria do cargo, vitalício no caso do magistrado; 
B) ARGUMENTOS CONTRÁRIOS À MANUTENÇÃO: 
O foro especial teria por objetivo o resguardo da função pública, garantia NÃO voltada à pessoa do 
juiz, mas aos jurisdicionados e, não havendo a função judicante, não perduraria o foro especial. 
STF decidiu que os magistrados que se aposentam perdem a prerrogativa de foro, mesmo em relação a 
atos praticados no exercício da função e em virtude desta, pois: 
· O foro especial objetiva o resguardo da função pública; 
· A prerrogativa de fora é garantia voltada, não à pessoa do juiz, mas aos jurisdicionados; 
· O foro especial, ante a inexistência do exercício da função, não deveria perdurar, já que a proteção 
aos jurisdicionados não é mais necessária. 
JÁ CAIU EM PROVA E FOI CONSIDERADA CORRETA (IDECAN - 2023 - PM-CE - 2º Tenente QPOM 
da Polícia Militar): 
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PODER JUDICIÁRIO 
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IV. Ao Poder Judiciário é assegurada autonomia administrativa e financeira. 
2. ESTRUTURA DO JUDICIÁRIO 
Dentre todas as Justiças, apenas a do trabalho NÃO possui competência penal. 
A REGRA DO QUINTO CONSTITUCIONAL: A CF estabelece (art. 94) que 1/5 (20%) dos lugares dos 
TRF’s, Tribunais dos Estados e do DFT será composto por membros do MP, com mais de 10 anos de carreira, 
e de advogados de notório saber jurídico e reputação ilibada com mais de 10 anos de efetiva atividade 
profissional, indicados em lista sêxtupla pelos órgãos de representação das classes – abrange os Tribunais do 
Trabalho e orienta o STJ (nesse caso, advogados e MP compõem 1/3 e não 1/5 do Tribunal). 
JÁ CAIU EM PROVA E FOI CONSIDERADA CORRETA (PM-MG – 2023 - Oficial da Polícia Militar): 
I. Um quinto dos lugares dos Tribunais Regionais Federais, dos Tribunais dos Estados, e do 
Distrito Federal e Territórios será composto de membros, do Ministério Público, com mais de 
dez anos de carreira, e de advogados de notório saber jurídico e de reputação ilibada, com mais 
de dez anos de efetiva atividade profissional, indicados pelos órgãos de representação das 
respectivas classes. 
PROCEDIMENTO: Os órgãos de representação de classe dos advogados e MP elaboram lista sêxtupla 
(indicam 06 nomes), e o Tribunal forma lista tríplice (3 dos 6). Nos 20 dias subsequentes, o Chefe do Executivo 
escolherá 01 dos 03 para nomeação. 
STF: Se não houver membros do MP que preencham os requisitos constitucionais, é possível 
complementar a lista sêxtupla com membros que ainda não tenham 10 anos de carreira. 
STF: Se a lista sêxtupla apresentada contiver nomes que não preencham os requisitos constitucionais, 
o Tribunal pode recusar a lista, desde que fundado em razões objetivas, devendo a lista ser devolvida ao 
ente emanado para que refaça, total ou parcialmente. Discordando a entidade, a ela restará questionar em 
juízo, na via processual adequada, a rejeição total ou parcial do Tribunal competente as suas indicações. 
OBS.: Órgãos de convergência e órgãos de superposição – pode-se afirmar que o STF e os Tribunais 
Superiores (STJ, TST, TSE e STM) são órgãos de convergência, têm sede na Capital Federal e exercem 
jurisdição sobre todo o território nacional, nos termos do art. 92, § 2º, da CF/88. Denominam-se órgãos ou 
centros de convergência visto que, segundo ensina Dinamarco, “cada uma das Justiças especiais da União 
(Trabalhista, Eleitoral e Militar, acrescente-se), tem por cúpula seu próprio Tribunal Superior, que é o 
responsável pela última decisão nas causas de competência dessa Justiça — ressalvado o controle de 
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PODER JUDICIÁRIO 
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constitucionalidade, que sempre cabe ao Supremo Tribunal Federal. Já os órgãos de superposição, na medida 
em que não pertencem a nenhuma Justiça, podemos classificar o STF e o STJ (Tribunais da União) não só 
como órgãos de convergência, como já visto, mas, também, como órgãos de superposição. Isso porque, 
embora não pertençam a nenhuma Justiça, as suas decisões se sobrepõem às decisões proferidas pelos 
órgãos inferiores das Justiças comum e especial. As decisões do STJ se sobrepõem àquelas da Justiça Federal 
comum, da Estadual e daquela do Distrito Federal e Territórios, ao passo que as decisões do STF se 
sobrepõem a todas as Justiças e Tribunais. 
Veja a jurisprudência pertinente sobre o tema: 
Não é compatível com a Constituição Federal a regra segundo a qual apenas os
Desembargadores mais antigos possam concorrer aos cargos diretivos dos
Tribunais de Justiça 
O art. 62 da Constituição do Estado de São Paulo, ao restringir o universo dos 
possíveis candidatos aos órgãos de cúpula do TJ/SP aos integrantes de seu órgão 
especial, é inconstitucional porque desrespeitou a autonomia administrativa dos 
tribunais, consagrada no art. 96, I, “a”, e no art. 99 da CF/88. O art. 102 da LOMAN 
(LC 35/79) não foi recepcionado pela CF/88, considerando que não é compatível 
com a Constituição Federal a regra segundo a qual apenas os Desembargadores 
mais antigos possam concorrer aos cargos diretivos dos tribunais. Essa matéria, em 
razão da autonomia consagrada no art. 96, I, “a”, e no art. 99 da CF/88, deve ser 
remetida à disciplina regimental de cada tribunal. STF. Plenário. ADI 3976/SP e MS 
32451/DF, Rel. Min. Edson Fachin, julgados em 25/6/2020 (Info 983). 
A readmissão na carreira da Magistratura não encontra amparo na Lei Orgânica
da Magistratura Nacional nem na Constituição Federal de 1988 
Após a promulgação da Constituição Federal de 1988, o servidor exonerado não 
possui o direito de reingresso no cargo. Isso porque o atual ordenamento 
constitucional impõe a préviaaprovação em concurso público como condição para 
o provimento em cargo efetivo da Administração Pública. O STF já declarou a 
inconstitucionalidade de lei estadual que previa a possibilidade de o magistrado 
exonerado reingressar nos quadros da magistratura: ADI 2983, Rel. Min. Carlos 
Velloso, julgado em 23/02/2005. O CNJ também já expediu orientação normativa 
vinculante afirmando que não são possíveis formas de provimentos dos cargos 
relacionados à carreira da Magistratura que não estejam explicitamente previstas 
na Constituição Federal nem na LOMAN. Assim, o magistrado que pediu 
exoneração não tem direito de readmissão no cargo mesmo que essa possibilidade 
esteja prevista em lei estadual. STJ. 2ª Turma. RMS 61880-MT, Rel. Min. Mauro 
Campbell Marques, julgado em 03/03/2020 (Info 666). 
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PODER JUDICIÁRIO 
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3. CARACTERÍSTICAS GERAIS DOS ÓRGÃOS DO PODER JUDICIÁRIO: 
3.1 STF 
Órgão de cúpula do Judiciário; 
· COMPOSIÇÃO: 11 Ministros 
· INVESTIDURA: Presidente da República escolhe e indica nome, devendo ser aprovado pelo Senado 
Federal pela Maioria Absoluta (sabatina). Aprovado, passa-se à nomeação, sendo o Ministro 
vitaliciado. 
· REQUISITOS PARA OCUPAR O CARGO: 
▪ Ser brasileiro nato; 
▪ Ter mais de 35 e menos de 70 anos (Emenda Constitucional 122/2022); 
▪ Ser cidadão; 
▪ Notável conhecimento jurídico e reputação ilibada – Desde parecer de João barbalho, de 
1984, entende-se que o Ministro do STF deverá ser jurista, tendo cursado a faculdade de 
Direito. 
· COMPETÊNCIAS DO STF: Decorar art. 102 CF!!!! 
· OBSERVAÇÕES – EC 45/2004: 
▪ A homologação de sentenças estrangeiras e concessão de exequatur às cartas rogatórias 
passa do STF para o STJ; 
▪ Criação da repercussão geral; 
▪ Competência do STF para processar e julgar, originariamente, ações do CNJ e CNMP. 
JÁ CAÍRAM EM PROVA E FORAM CONSIDERADAS CORRETAS (NUCEPE - 2014 - PM-PI - 
Aspirante da Polícia Militar): 
- O Supremo Tribunal Federal compõe-se de onze Ministros, nomeados pelo Presidente da 
República, depois de aprovada a escolha pela maioria absoluta do Senado Federal. 
- Compete ao Supremo Tribunal Federal processar e julgar a revisão criminal e a ação rescisória 
de seus julgados. 
- Ao Poder Judiciário é assegurada autonomia administrativa e financeira. 
3.2. STJ 
· COMPOSIÇÃO: 33 ministros, sendo: 
▪ 1/3 dentre juízes do TRF, indicados por lista tríplice elaborado pelo STJ; 
▪ 1/3 dentre desemb. dos TJs, indicados em lista tríplice elaborada pelo STJ; 
▪ 1/3, sendo 1/6 dentre advogados, 1/6 dentre membros do MPF, MPE, MPDFT, alternados, 
segundo a regra do Quinto Constitucional. 51944
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PODER JUDICIÁRIO 
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OBS: O STF decidiu que os membros da magistratura não precisam ser egressos da magistratura de carreira, 
podendo ser advogado ou MP posteriormente investido de Desembargador, pelo Quinto Constitucional. 
· INVESTIDURA: Escolhidos e nomeados pelo Presidente da República, após sabatina do senado e voto 
da maioria absoluta; 
· REQUISITOS PARA O CARGO: 
▪ Ser brasileiro nato ou naturalizado; 
▪ Ter mais de 35 e menos de 70 anos (Emenda Constitucional 122/2022); 
▪ Ter notável conhecimento jurídico e reputação ilibada. 
· COMPETÊNCIA DO STJ: Art. 105 CF (decorar). 
· ESCOLA NACIONAL DE FORMAÇÃO E APERFEIÇOAMENTO DE MAGISTRADOS (ENFAM): Criada pela 
EC 45/2004, funcionando junto ao STJ para regulamentar cursos oficiais de ingressos e promoção na 
carreira. 
· CONSELHO DA JUSTIÇA FEDERAL: Funcionamento junto ao STJ, segundo EC 45/2004, cabendo-lhe 
exercer supervisão administrativa e orçamentária da JF de 1º e 2º graus, como órgão central do 
sistema e com poderes correcionais, cujas decisões terão caráter vinculante. 
PARA FACILITAR A FIXAÇÃO DOS ARTIGOS 102 E 105 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL, UTILIZE A 
SEGUINTE TABELA: 
TABELA DE COMPETÊNCIAS DO STF E DO STJ 
STF (ART. 102, CF/88) STJ (ART. 105, CF/88) 
COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA 
ADIN (lei/ato normativo federal ou estadual), ADPF
e ADC (lei/ato normativo federal); 
Pedido de medida cautelar em ADIN e ADPF; 
Nas infrações penais COMUNS: Presidente e Vice 
da R., membros do Congresso N., Ministros do STF 
e PGR; 
Nas infrações penais COMUNS e nos CRIMES DE 
RESPONSABILIDADE (não conexo com o
Presidente): Ministros de Estados e Comandante 
do Exército, Marinha e Aeronáutica; 
Nas infrações penais COMUNS e nos cimes de 
RESPONSABILIDADE membros dos Tribunais 
Superiores, do TCU, chefes de missão diplomática 
de caráter permanente; 
Nos crimes COMUNS: Governadores de Estado e 
DF; 
Nos crimes COMUNS e de RESPONSABILIDADE: 
Desembargadores de TJ dos Estados e do DF, 
membros do TCE e TCDF, dos TRF, TER, TRT, dos 
Conselhos/TCM e do MPU que oficiem perante os 
Tribunais; 
HC quando coator ou paciente forem pessoas 
referidas acima, ou quando coator for Tribunal 
sujeito à sua jurisdição, Ministro de Estado ou 
Comandante do Exército, Marinha e Aeronáutica, 
salvo a competência da justiça eleitoral; 
MS e HD contra ato de Ministro de Estado, 
Comandantes do Exército, Marinha e Aeronáutica, 
ou Ministros do STJ; 
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HC quando os pacientes forem as pessoas acima 
referidas; 
HC, quando o coator for o Tribunal Superior ou 
o paciente for autoridade/funcionários cujos atos 
estejam sujeitos à jurisdição do STF, ou crime 
sujeito à mesma jurisdição em uma única 
instância; 
MS e HD contra atos do: Presidente da R., Mesas 
da Câmara dos Dep. E Senadores, TCU, DR, STF; 
Revisão criminal e ação rescisória de seus julgados; 
Reclamação (preservação de sua competência e 
garantia da autoridade de suas decisões); 
Conflitos de competência entre STJ ou Tribunais 
Superiores e quaisquer Tribunais, entre Tribunais 
Superiores; 
MI quando a elaboração da norma 
regulamentadora for atribuição do PR., CN, CD, SF, 
ou suas respectivas mesas, TCU, Tribunais 
Superiores, STF; 
Causas e conflitos entre União e Estados/DF ou 
entre uns e outros, incluindo administração 
indireta; 
Execução de sentença – causas, competência 
originária, sendo facultada delegação de 
atribuições para prática e atos processuais; 
Ação: membros da magistratura
direta/indiretamente interessados, e em que mais 
da metade dos membros dos tribunais de origem 
impedidos/interessados; 
Revisões criminais e ações rescisórias de seus 
julgados; 
Reclamação para preservação de sua competência 
e garantia da autoridade de suas decisões; 
Conflitos de competência entre quaisquer 
Tribunais (ressalvado art. 102, I, ‘o’ – Tribunal 
Superior), e entre juízes vinculados a tribunais 
diversos; 
MI quando a elaboração da norma 
regulamentadora for atribuição de 
órgão/entidade/autoridade federal 
(administração direta e indireta), exceto os casos de 
competência do STF e dos órgãos da justiça militar, 
eleitoral, do trabalho e federal; 
Conflitos de atribuições entre autoridades 
administrativas e judiciárias da União, ou entre 
autoridades judiciárias de um Estado e 
administrativas de outro ou do DF, ou entre as deste 
e da União; 
Homologação de sentenças estrangeirase 
concessão de exequatur às cartas rogatórias. 
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PODER JUDICIÁRIO 
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Ações contra o CNJ e o CNMP. 
Litígio entre Estado estrangeiro ou organismo 
internacional e União, Estado, DF ou Território; 
Extradição solicitada por Estado estrangeiro; 
COMPETÊNCIA EM RECURSO ORDINÁRIO COMPETÊNCIA EM RECURSO ORDINÁRIO 
HC, MS, HD, MI, decididos em única instância pelos 
Tribunais SUPERIORES, quando DENEGATÓRIA a 
decisão; 
Crime político 
HC decidido em única ou última instância e MS em 
única instância pelos TRF’s, TJ’s, quando 
DENEGATÓRIA a decisão. 
 
Causas em que forem partes Estado estrangeiro ou 
organismo internacional, de um lado, e, do outro, 
Município ou pessoa residente ou domiciliada no 
País. 
COMPETÊNCIA EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COMPETÊNCIA EM RECURSO ESPECIAL 
Causas decididas em única/última instância, se 
decisão recorrida: 
Contrariar dispositivo da CF, declarar a 
inconstitucionalidade de tratado ou lei federal; 
Julgar válida lei ou ato de governo local contestado 
em face da CF 
Julgar válida lei LOCAL, contestada em face de LEI
FEDERAL (conflito de competências 
constitucionais) 
Causas decididas em única ou última instância
pelos TRF’s ou TJ’s, quando decisão recorrida: 
Contrariar/negar vigência a tratado/lei federal; 
Julgar válido ato de Governo LOCAL contestado em 
face de lei FEDERAL; 
Der à lei federal interpretação divergente da que 
lhe haja atribuído outro Tribunal. 
JÁ CAIU EM PROVA E FOI CONSIDERADA CORRETA (PM-MG - 2020 - PM-MG - Aspirante da 
Polícia Militar): 
“O silêncio também pode ser interpretado, de molde a revelar o que constitui, ou não, o 
conteúdo da norma. Daí dar-se a denominação de „silêncio eloquente‟ (do alemão beredtes 
Schweigen) à norma constitucional proibitiva, obtida, a contrario sensu, de interpretações 
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segundo as quais a simples ausência de disposição constitucional permissiva significa a proibição 
de determinada prática por parte dos órgãos constituídos, incluindo o próprio legislador 
infraconstitucional. O instituto pressupõe o afastamento da analogia, aplicável apenas quando 
na lei houver lacuna (STF RE 130.552)”. (COSTA. Aldo de Campos. O “silêncio eloquente” na 
jurisprudência do Supremo. Disponível em: ). 
Observado o texto sobre o silêncio eloquente e de acordo a Constituição da República Federativa 
do Brasil de 1988 (CRFB/1988), analise as assertivas a seguir: 
Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe 
processar e julgar, originariamente, a ação direta de inconstitucionalidade de lei ou ato 
normativo federal ou estadual, excluindo-se, nesse caso, lei ou ato normativo municipal. 
3.3. TRIBUNAIS REGIONAIS FEDERAIS E JUÍZES FEDERAIS: 
Organizada em dois graus de jurisdição, sendo composta pelos Tribunais Federais e Juízes Federais. 
● COMPOSIÇÃO DO TRF: No mínimo 07 juízes, nomeados pelo Presidente da República e em 
observância ao quinto constitucional. 
● REQUISITOS PARA O CARGO (TRF): 
o Ser brasileiro nato ou naturalizado; 
o Ter mais de 30 e menos de 70 anos (Emenda Constitucional 122/2022); 
Os TRFs instalarão a Justiça itinerante, para a realização de audiências e demais atividades, bem como 
poderão funcionar descentralizadamente. 
● COMPETÊNCIA: Decorar art. 108 e 109 CF. 
3.4. TRIBUNAIS DO TRABALHO E JUÍZES DO TRABALHO 
3.4.1. TST 
● COMPOSIÇÃO: 27 ministros, sendo: 
o 1/5 dentre advogados com mais de 10 anos de efetivo exercício e membros do MP com mais 
de 10 anos; 
o 4/5 escolhidos dentre juízes dos TRTs, oriundos de magistratura de carreira, indicados pelo 
próprio Tribunal. 
● REQUISITOS PARA O CARGO – Escolhidos após sabatina no Senado por maioria absoluta: 
o Ser brasileiro nato ou naturalizado; 
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o Ter mais de 35 e menos de 70 anos (Emenda Constitucional 122/2022). 
Funcionarão junto ao TST a Escola Nacional de formação e aperfeiçoamento de Magistrados do 
Trabalho e o Conselho Superior da Justiça do Trabalho. 
3.4.2. TRTs 
No mínimo 07 juízes, sendo: 
o 1/5 dentre advogados com mais de 10 anos de efetiva atividade profissional e membros do 
MPT com mais de 10 anos; 
o 4/5 por promoção de juízes do trabalho por antiguidade e merecimento 
o Ter mais de 30 e menos de 70 anos (Emenda Constitucional 122/2022). 
3.5. Tribunais e Juízes Eleitorais: 
3.5.1. TSE 
COMPOSIÇÃO: No mínimo 07 membros, sendo: 
· 03 Juízes, eleitos dentre os Ministros do STF, pelo voto secreto dos próprios membros da Corte; 
· 02 Juízes, eleitos dentre Ministros do STJ, em voto secreto pela própria corte; 
· 02 Juízes – o STF elabora lista sêxtupla escolhendo nomes dentre advogados de notável saber jurídico 
e idoneidade moral, encaminhando ao Presidente da república, que escolherá 02, nomeando-os, 
SEM a necessidade de sabatina pelo STF. 
OBS: 
O Presidente e vice serão eleitores pelo TSE dentre os Ministros do STF; 
O Corregedor eleitoral será um dos ministros do STJ. 
3.5.2. TRE 
· COMPOSIÇÃO: 07 juízes, sendo: 
▪ 02 juízes, dentre os Desembargadores do TJ, eleitos por voto secreto; 
▪ 02 juízes, dentre os juízes de direito, eleitos pelo voto secreto pelo TJ; 
▪ 01 juiz de TRF com sede na Capital do Estado ou DF, ou, não havendo, de juiz federal 
escolhido pelo TRF respectivo; 
▪ 02 juizes, por nomeação do Presidente da República, dentre 06 advogados de notável saber 
jurídico e idoneidade moral, indicados pelo Tribunal de Justiça. 
Presidente e vide do TRE: eleitos pelo TER dentre os desembargadores. 
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3.5.3. Juízes Eleitorais 
São os próprios juízes de Direito em exercício, e cabe a jurisdição em cada uma das zonas eleitorais, 
sendo competente para processar e julgar os pedidos de retificação e dados cadastrais da Justiça Eleitoral 
(Súmula 368/STJ). 
Os juízes dos tribunais eleitorais, salvo motivo justificado, servirão por 02 anos, no mínimo, e nunca 
por mais de 02 biênios consecutivos. 
3.6. Tribunais e Juízes Militares 
3.6.1.STM 
Possui atribuição para julgar as apelações e os recursos das decisões dos juízes de 1º grau da Justiça 
Militar da União. 
· O STM NÃO examina matérias provenientes da Justiça Militar Estadual ou distrital. 
· COMPOSIÇÃO: 15 Ministros vitalícios, sendo: 
▪ 03 dentre oficiais-generais da Marinha, da ativa e do posto mais elevado da carreira; 
▪ 04 dentre Oficiais-generais do exército; 
▪ 03 dentre Oficiais-generais da aeronáutica; 
▪ 05 dentre civis, sendo 03 escolhidos dentre advogados de notório saber jurídico e conduta 
ilibada, com mais de 10 anos de atividade profissional, 01 dentre juízes auditores, 01 dentre 
membros do MP da Justiça militar. 
Serão nomeados pelo Presidente e sabatinados pelo Senado, após aprovação da maioria absoluta. 
· REQUISITOS: 
▪ Ser brasileiro nato ou naturalizado; 
▪ Ter mais de 35 e menos de 70 anos (Emenda Constitucional 122/2022). 
▪ Para civis, mais de 10 anos de efetiva atividade profissional; 
▪ Para Oficiais-Generais, ser brasileiro nato. 
3.6.2. Justiça Militar da União 
Com competência exclusivamente penal, incumbe-lhe processar e julgar os crimes militares definidos 
em Lei. 
É constituída em primeira instância pelos Conselhos de Justiça Militar e, como órgão recursal e de 
jurisdição superior, pelo Superior Tribunal Militar. 
São Órgãos da Justiça Militar da União: 
· STM; 
· AUDITORIA DE CORREIÇÃO; 
· CONSELHOS DE JUSTIÇA; 
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· JUÍZES-AUDITORES; 
· JUÍZES-AUDITORES SUBSTITUTOS. 
Para efeito de Administração da Justiça Militar em tempos de paz, o território nacional de divide em 
12 circunscrições judiciárias militares, existindo em cada as correspondentes auditorias (órgão de primeira 
instância da Justiça Militar), com jurisdição mista, cabendo conhecer feitos da Marinha, exército e 
aeronáutica. 
JÁ CAIU EM PROVA E FOI CONSIDERADA CORRETA (PM-MG - 2023 - PM-MG - Oficial da Polícia 
Militar): 
Compete aos juízes de direito do juízo militar processar e julgar, singularmente, os crimes 
militares cometidos contra civis e as ações judiciais contra atos disciplinares militares, cabendo 
ao Conselho de Justiça, sob a presidência de juiz de direito, processar e julgar os demais crimes 
militares. 
JÁ CAIU EM PROVA E FOI CONSIDERADA CORRETA (IDECAN - 2023 - PM-CE - 2º Tenente QPOM 
da Polícia Militar): 
II. O Superior Tribunal Militar e os Tribunais e Juízes Militares instituídos por lei, são órgãos da 
Justiça Militar. 
JÁ CAÍRAM EM PROVA E FORAM CONSIDERADAS INCORRETAS (IDECAN - 2023 - PM-CE - 2º 
Tenente QPOM da Polícia Militar): 
• Os Tribunais e Juízes Militares não são órgãos do Poder Judiciário. 
• O Superior Tribunal Militar compor-se-á de onze Ministros vitalícios, nomeados pelo 
Presidente da República, escolhidos dentre brasileiros com mais de trinta e cinco e menos 
de sessenta e cinco anos de idade. 
3.7. Tribunais e Juízes dos Estados 
· Competência Residual. 
· O TJ pode funcionar descentralizadamente, constituindo Câmara Regionais, e possuindo o dever de 
instalar a Justiça itinerante. 
· É competente para julgar os crimes comuns entre silvícolas. 
JÁ CAIU EM PROVA (PM-MG - 2019 - PM-MG - Aspirante da Polícia Militar): 
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Em relação às competências do Poder Judiciário citadas na Constituição Federal de 1988, 
marque a opção INCORRETA. 
A) Compete ao Supremo Tribunal Federal julgar, em recurso ordinário, o habeas corpus decidido 
em única instância pelos Tribunais Superiores, se denegatória a decisão. 
B) Compete aos juízes federais processar e julgar os crimes cometidos a bordo de navios ou 
aeronaves militares. 
C) O Supremo Tribunal Federal poderá aprovar súmula com efeito vinculante em relação aos 
demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública. 
D) O Superior Tribunal de Justiça compete processar e julgar os conflitos de atribuições entre 
autoridades administrativas e judiciárias da União. 
Gabarito: B 
3.8. Juizados Especiais 
A União, no DF e nos Territórios, e os Estados, criarão juizados especiais, providos por juízes togados, 
ou togados e leigos, competentes para a conciliação, o julgamento e a execução de causas cíveis de menor 
complexidade e infrações penais de menor potencial ofensivo, mediante os procedimentos oral e 
sumaríssimo, permitidos, nas hipóteses previstas em lei, a transação e o julgamento de recursos por turmas 
de juízes de primeiro grau (art. 98, I, CF). A Lei que regula os Juizados Especiais Cíveis e Criminais é a Lei 
9.099/95. 
JÁ CAIU EM PROVA E FOI CONSIDERADA CORRETA (PM-MG Prova: PM-MG - 2023 - PM-MG - 
Oficial da Polícia Militar): 
A União, no Distrito Federal e nos Territórios, e os Estados criarão juizados especiais 
competentes para a conciliação, o julgamento e a execução de causas cíveis de menor 
complexidade e infrações penais de menor potencial ofensivo, mediante os procedimentos oral 
e sumaríssimo, permitidos, nas hipóteses previstas em lei, a transação e o julgamento de 
recursos por turmas de juízes de primeiro grau. 
A Lei n. 12.153, de 22.12.2009, dispôs sobre os Juizados da Fazenda Pública. Assim, o sistema dos 
Juizados Especiais dos Estados e do Distrito Federal passou a ser formado pelos: 
· JUIZADOS ESPECIAIS CÍVEIS; 
· JUIZADOS ESPECIAIS CRIMINAIS; 
· JUIZADOS ESPECIAIS DA FAZENDA PÚBLICA. 
Em se tratando de Juizados Especiais, de acordo com a lei, o segundo grau de jurisdição é exercido 
pelas Turmas Recursais, compostas por três juízes togados, em exercício no primeiro grau de jurisdição, 
reunidos na sede do Juizado (Colégio Recursal). Mais tecnicamente, poderíamos dizer que as Turmas 
Recursais funcionam como segunda instância recursal, podendo ser enquadradas como órgãos colegiados de 
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primeiro grau. Assim, como não se trata de Tribunal, mas de Turma Recursal, o STJ firmou o seguinte 
entendimento na Súmula 203: “não cabe recurso especial contra decisão proferida por órgão de segundo 
grau dos juizados especiais”. 
Apesar de não caber recurso especial para o STJ, o STF editou a Súmula 640, afirmando a possibilidade 
do RE: “é cabível recurso extraordinário contra decisão proferida por juiz de primeiro grau nas causas de 
alçada, ou por turma recursal de juizado especial cível e criminal”. O art. 102, III, diferentemente do art. 
105, III, fala em “causa decidida”, e não em “causa decidida por tribunal”. Assim, englobadas estão as causas 
decididas por Turma de Colégio Recursal. 
E pacífica é a jurisprudência do STJ, materializada na S. 376, editada pela Corte Especial, em 
18.03.2009, e que tem o seguinte teor: “compete a Turma Recursal processar e julgar o mandado de 
segurança contra ato de juizado especial”, e, analisando os precedentes, mesmo se o ato coator tiver sido 
praticado por Juiz da Turma Recursal (cf., no STJ, CC n. 38.020 ou CC n. 39.950). 
3.9. CNJ 
· COMPOSIÇÃO: 15 MEMBROS, SENDO: 
▪ Presidente do STF –Será o Presidente do CNJ; 
▪ 01 Ministro do STJ, indicado pelo respectivo Tribunal – será o corregedor do CNJ; 
▪ 01 Ministro do TST, indicado pelo respectivo Tribunal; 
▪ 01 Desembargador de TJ, indicado pelo STF; 
▪ 01 Juiz Estadual, indicado pelo STF; 
▪ 01 Juiz de TRF, indicado pelo STJ; 
▪ 01 Juiz Federal, indicado pelo STJ; 
▪ 01 Juiz de TRT, indicado pelo TST; 
▪ 01 Juiz do Trabalho, indicado pelo TST; 
▪ 01 membro do MPE, escolhido pelo PGR dentre nomes indicados por órgão competente de 
cada instituição estadual; 
▪ 02 advogados, indicados pelo CFOAB; 
▪ 02 cidadãos, de notável conhecimento jurídico e reputação ilibada. 
JÁ CAIU EM PROVA: 
INSTITUTO AOCP - 2023 
Considerando o que dispõe a Constituição Federal acerca do poder judiciário, informe se é 
verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma a seguir e assinale a alternativa com a sequência 
correta. 
( ) O Conselho Nacional de Justiça compõe-se de 15 (quinze) membros, dentre eles um juiz 
estadual, indicado pelo Superior Tribunal de Justiça. ( ) O ato de remoção ou de disponibilidade 
do magistrado, por interesse público, fundar-se-á em decisão por voto da maioria absoluta do 
respectivo tribunal ou do Conselho Nacional de Justiça, assegurada ampla defesa. ( ) O acesso 
aos tribunais de segundo grau far-se-á por antiguidade e merecimento, alternadamente, 
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apurados na última ou única entrância. ( ) Aos juízes é vedado exercer a advocacia no juízo ou 
tribunal do qual se afastou, antes de decorridos cinco anos do afastamento do cargo por 
aposentadoria ou exoneração. 
A-V – F – F – F. 
B-V – V – V – F. 
C-F – F – F – V. 
D-F – V – V – F. 
E-V – F – V – V. 
R:Letra D 
· Apenas o Ministro do STF será membro nato do STJ, pois todos os demais deverão ser nomeados 
pelo Presidente da República, depois de aprovada a escolha pela Maioria Absoluta do Senado Federal 
(Sabatina). 
· O Conselho será presidido pelo Presidente do STF e, nas suas ausências e impedimentos, pelo Vice-
Presidente do STF, e não mais por um Conselheiro por ele indicado. 
· O CNJ foi declarado constitucional pelo STF, afinal: (i) integra o Judiciário; (ii) em sua composição,os 
integrantes da Magistratura superam a maioria absoluta; (iii) existe a possibilidade de revisão das 
decisões do CNJ pelo STF. 
· ATRIBUIÇÕES: 
✔ Compete ao CNJ o controle da atuação administrativa e financeira do Poder Judiciário e do 
cumprimento dos deveres funcionais dos juízes, cabendo-lhes as medidas do art. 103-B, §4º 
CF. 
✔ ATENÇÃO: O CNJ NÃO exerce função jurisdicional e seus atos poderão ser revistos pelo STF, 
sendo o CNJ órgão meramente administrativo do Judiciário. No entanto, não pode funcionar 
o STF como mera sede recursal dos atos do CNJ. Segundo Gilmar Mendes: Não poderia o STF 
substituir o CNJ no exame discricionário dos motivos das suas decisões, quando estas NÃO 
ultrapassem os limites da legalidade e da razoabilidade. Também decidiu o Supremo que não 
cabe ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), cujas atribuições são exclusivamente 
administrativas, o controle de controvérsia que está submetida à apreciação do Poder 
Judiciário (info 885). 
· Importante anotar que a competência do Supremo Tribunal Federal (STF) para processar e julgar 
ações que questionam atos do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Conselho Nacional do 
Ministério Público (CNMP) limita-se às ações tipicamente constitucionais: mandados de segurança, 
mandados de injunção, habeas corpus e habeas data. Isso porque é somente nessas ações que o CNJ 
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e o CNMP efetivamente figuram no polo passivo, podendo-se afirmar de fato tratar-se de ações 
contra o CNJ e o CNMP. 
· Os membros do CNJ têm prerrogativa de foro. Assim, juiz estadual ou cidadão podem cometer crime 
de responsabilidade, desde que seja membro do CNJ. Para infrações penais comuns, será apurada 
seguindo a regra individual de prerrogativa de função de cada membro. 
Como regra geral, o controle dos atos do CNJ pelo STF somente se justifica nas hipóteses de: 
(I) inobservância do devido processo legal; 
(II) exorbitância das competências do CNJ e 
(III) injuridicidade ou manifesta irrazoabilidade do ato impugnado. 
STF. 1 Turma. MS-AgR 38.172/DF, Rel. Min. Roberto Barroso, julgado em 06/06/2022. 
STF: As deliberações negativas do CNJ NÃO estão sujeitas a revisão por meio de 
mandado de segurança impetrado diretamente no STF, pois o STF NÃO deve ser 
considerado mera instância revisora das decisões do CNJ. 
STF: Os Estados Membros carecem de competência para instituir, como órgão 
interno ou externo do Judiciário, Conselho destinado ao controle da atividade 
administrativa, financeira ou disciplinar da respectiva justiça. 
Ainda sobre o CNJ, o STF já decidiu que é regular a designação de juiz auxiliar, seja ele originário do 
Judiciário estadual ou federal, para a condução de sindicância, por delegação do Corregedor-Nacional de 
Justiça, ainda que o investigado seja magistrado federal (MS 28513). 
Em outra decisão, o STF afirmou que o CNJ possui jurisdição censória, termo utilizado para designar a 
atuação do CNJ em matéria correcional, disciplinar e/ou administrativa, voltada para apurar a 
responsabilidade disciplinar de magistrados (à exceção do próprio STF) e aplicação das sanções devidas. 
Veja os informativos relevantes sobre o tema: 
Se o Tribunal aplica censura para magistrado que praticou conduta grave, essa 
decisão enseja revisão disciplinar do CNJ por ser contrária ao texto expresso da 
lei considerando que o art. 44 da LOMAN afirma que a censura será aplicada se a 
infração não justificar punição mais grave. O Conselho Nacional de Justiça pode 
proceder à revisão disciplinar de juízes e membros de tribunais desde que 
observado o requisito temporal: processos disciplinares julgados há menos de 1 
ano (art. 103-B, § 4º, V, da CF/88). Vale ressaltar que, depois de instaurada a 
revisão, não existe prazo para que o CNJ julgue o procedimento. A Constituição 
Federal e o Regimento Interno do CNJ conferem legitimidade universal para 
propositura da revisão disciplinar, que pode ser instaurada por provocação de 
terceiros e até mesmo de ofício. As hipóteses de cabimento da revisão estão 
elencadas no art. 83 do Regimento Interno do CNJ. O inciso I prevê que cabe a 
revisão quando a decisão for contrária a texto expresso da lei. Se o Tribunal aplica 
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a pena de censura para um magistrado que praticou conduta grave, essa decisão 
enseja revisão disciplinar por ser contrária ao texto expresso da lei. Isso porque, 
segundo o art. 44 da LC 35/79 (LOMAN) a pena de censura será aplicada “se a 
infração não justificar punição mais grave”. STF. 2ª Turma. MS 30364/PA, Rel. Min. 
Cármen Lúcia, julgado em 17/3/2020 (Info 970). 
O STF entende que não é possível a revisão do mérito das decisões do CNJ, cujos 
atos e procedimentos estão sujeitos apenas ao controle de legalidade daquela 
Corte. O STF entende que não é seu papel fazer a revisão do mérito das decisões 
do CNJ. Assim, os atos e procedimentos do CNJ estão sujeitos apenas ao controle 
de legalidade por parte do STF. O mandado de segurança não se presta ao reexame 
de fatos e provas analisados pelo CNJ no processo disciplinar. A LOMAN não 
estabelece regras de prescrição da pretensão punitiva por faltas disciplinares 
praticadas por magistrados. Diante disso, deve ser feita a aplicação subsidiária da 
Lei nº 8.112/90. STF. 2ª Turma. MS 35540/DF e MS 35521/DF, Rel. Min. Gilmar 
Mendes, julgados em 12/3/2019 (Info 933). 
STF mantém punição aplicada pelo CNJ à juíza envolvida no caso de prisão de 
adolescente em cela masculina no Pará 
Deve ser mantida a decisão do CNJ que aplica pena de disponibilidade (art. 42, IV, 
da LC 35/79) à magistrada que, mesmo depois de informada que uma adolescente 
mulher estava presa em uma mesma cela com homens, demora a tomar as 
providências necessárias para corrigir essa situação e, além disso, procura se eximir 
de responsabilidade produzindo documento falso com data retroativa, na tentativa 
de comprovar que teria adotado providências que, na realidade, não adotou. STF. 
1ª Turma. MS 34490/DF, rel. orig. Min. Marco Aurélio, red. p/ o ac. Min. Roberto 
Barroso, julgado em 5/2/2019 (Info 929). 
O fato de o PCA instaurado no CNJ contar com um número elevado de partes 
interessadas não significa, necessariamente, violação ao devido processo legal 
Caso concreto: foi instaurado procedimento de controle administrativo (PCA) no 
CNJ para apurar a regularidade de 300 serventias judiciais. O impetrante alega a 
nulidade do PCA pelo fato de haver um grande número de interessados no mesmo 
processo, defendendo a ideia de que deveria ser um procedimento para cada parte. 
O STF não concordou com o mandado de segurança impetrado e manteve a decisão 
do CNJ. O fato de o PCA instaurado no CNJ contar com um número elevado de 
partes interessadas não significa, necessariamente, violação ao devido processo 
legal, ao contraditório e à ampla defesa. O prejuízo à defesa deve ser analisado 
concretamente, à luz das especificidades do caso. No caso concreto, tendo em vista 
que todos os interessados foram intimados para se manifestarem no processo e o 
que CNJ enfrentou de maneira detida as teses jurídicas por eles apresentadas, não 
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há que se falar em anulação do ato impugnado. Como regra geral, o controle dos 
atos do CNJ pelo STF somente se justifica nas hipóteses de: a) inobservância do 
devido processo legal; b) exorbitância das competências do Conselho; e c) 
injuridicidade ou manifesta irrazoabilidade do ato impugnado. No caso concreto, 
não se identifica nenhuma dessas três situações. Logo, não há motivo para a 
anulação da decisão do CNJ. STF. 1ª Turma. MS 28495/PR, Rel. Min. Marco Aurélio, 
red. p/ o ac. Min. Roberto Barroso, julgado em 13/11/2018 (Info 923). 
CNJ pode avocar PAD que tramita no Tribunal se não há quórum suficiente para 
se atingir maioria absoluta. O TRF condenou juiz federal à pena de aposentadoria 
compulsória. Ocorre que, em virtude de alguns Desembargadores terem se 
averbado suspeitos, este juiz foi condenado com um quórum de maioria simples. O 
CNJ reconheceu a irregularidade da proclamação do resultado e anulou o 
julgamento de mérito realizado pelo TRF. Isso porque o art. 93, VIII e X, da CF/88 
exige quórum de maioria absoluta do tribunal. Ocorre que o CNJ, após anular o 
julgamento de mérito realizado pelo TRF, decidiu avocar o processo administrativo 
para que o magistrado fosse julgado diretamente pelo Conselho. O juiz impetrou 
MS contra essa avocação, mas o STF afirmou que o CNJ agiu corretamente. A 
Constituição, expressamente, confere ao CNJ competência para avocar processos 
de natureza disciplinar em curso contra membros do Poder Judiciário. Assim, não 
há óbice para que o CNJ anule o julgamento do Tribunal e inicie lá um outro 
procedimento. Uma das causas legítimas de avocação de procedimentos 
administrativos pelo CNJ é justamente a falta do quórum para proferir decisão 
administrativa por maioria absoluta em razão de suspeição, impedimento ou falta 
de magistrados. O CNJ poderia ter devolvido o processo ao TRF2, mas optou por 
exercer sua competência concorrente, dentro da discricionariedade conferida pela 
Constituição, para julgar o processo e evitar novas questões de suspeição e 
impedimento. STF. 1ª Turma. MS 35100/DF, rel. orig. Min. Luiz Fux, red. p/ o 
acórdão Min. Roberto Barroso, julgado em 8/5/2018 (Info 901). 
CNJ não pode examinar controvérsia que está submetida à apreciação do Poder 
Judiciário 
Não cabe ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), cujas atribuições são 
exclusivamente administrativas, o controle de controvérsia que está submetida à 
apreciação do Poder Judiciário. STF. 1ª Turma.MS 28845/DF, Rel. Min. Marco 
Aurélio, julgado em 21/11/2017 (Info 885). 
Não cabe mandado de segurança contra ato de deliberação negativa do Conselho 
Nacional de Justiça, por não se tratar de ato que importe a substituição ou a revisão 
do ato praticado por outro órgão do Judiciário. Assim, o STF não tem competência 
para processar e julgar ações decorrentes de decisões negativas do CNMP e do CNJ. 
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Como o conteúdo da decisão do CNJ/CNMP foi “negativo”, o Conselho não decidiu 
nada. Se não decidiu nada, não praticou nenhum ato. Se não praticou nenhum ato, 
não existe ato do CNJ/CNMP a ser atacado no STF. Em razão do exposto, não 
compete ao STF julgar MS impetrado contra decisão do CNJ que julgou 
improcedente pedido de cassação de um ato normativo editado por vara judicial. 
STF. 2ª Turma. MS 33085/DF, Rel. Min. Teori Zavascki, julgado em 20/09/2016 (Info 
840). 
Fonte: Dizer o Direito 
4. SÚMULAS VINCULANTES 
· COMPETÊNCIA: STF, de ofício ou por provocação, para edição, revisão e cancelamento. 
· OBJETO: Validade, interpretação e eficácia de normas determinadas. 
· REQUISITOS PARA A EDIÇÃO: Existência de reiteradas decisões sobre matéria constitucional, em 
que haja controvérsia atual eu acarrete grave insegurança jurídica e relevante multiplicação de 
processos de idêntica questão. 
· LEGITIMADOS A PROPOR A EDIÇÃO, REVISÃO OU CANCELAMENTO: Além do STF poder de ofício, é 
possível por provocação: 
A) LEGITIMADOS AUTÔNOMOS: Os mesmos legitimados para a propositura da ADIN + Defensor Público 
Geral da União + Tribunais Superiores + TJs dos Estados ou DFT, TRFs, TRTs, TREs e os Tribunais Militares. 
B) LEGITIMADOS INCIDENTAIS: Municípios, que só poderão propor a edição, revisão ou cancelamento de 
enunciado incidentalmente no curso do processo em que sejam parte, o que NÃO autoriza a suspensão dos 
processos. 
PROCEDIMENTO: 
· A revisão, edição e cancelamento seguem rito específico, NÃO se admitindo a interposição de recurso 
extraordinário para esse fim, o uso da ADI ou ADPF. 
· Recebendo a proposta de edição, revisão ou cancelamento, a Secretaria Judiciária autuará e 
registrará ao Presidente para apreciação, em 05 dias, quanto à adequação formal da proposta. 
· O relator poderá admitir, por decisão irrecorrível, a manifestação de terceiros (amicus curiae). 
· Preenchendo os requisitos formais, a Secretaria Judiciária publicará edital no Tribunal e no Diário de 
Justiça eletrônico para ciência e manifestação de interessados, no prazo de 05 dias, encaminhando 
os autos ao PGR para manifestação, salvo nas propostas em que houver formulado. 
· Devolvidos com manifestação do PGR, o Presidente submeterá a proposta e manifestações aos 
Ministros da Comissão de Jurisprudência, para que se manifestem no prazo comum de 15 dias. 
Decorrido o prazo, com ou sem manifestação, será submetida por meio eletrônico aos demais 
Ministros, e depois será ordenada a inclusão em pauta para deliberação do pleno. 
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· A edição, revisão e cancelamento de enunciado de súmula, com efeito vinculante, dependerá da 
decisão tomada por 2/3 dos membros do STF, manifestando-se no mesmo sentido pelo menos 08 
dos 11 ministros. 
· Após 10 dias após a sessão em que editar, rever ou cancelar a súmula com efeito vinculante, o STF 
fará publicar em seção especial do Diário de Justiça Eletrônico e no Diário Oficial da União o 
enunciado respectivo. 
OBS: A proposta de edição, revisão ou cancelamento de enunciado de súmula vinculante NÃO autoriza a
suspensão dos processos em que se discuta a mesma questão. 
· Efeitos da súmula: A partir da publicação terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos 
do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual, 
distrital e municipal. 
· STF: Se determinado Tribunal de segundo grau estiver analisando um recurso, ou o juízo 
monocráticodecidindo determinada questão em relação a fato praticado em momento anterior 
à edição da súmula vinculante, deverá necessariamente aplicar o entendimento firmado na 
referida súmula, mesmo que se trate de matéria penal e de interpretação menos benéfica. 
· O STF pode modular os efeitos, por decisão de 2/3 de seus membros, tendo em vista razões de 
interesse público excepcional ou razões de segurança jurídica. 
· Revogada ou modificada a lei em que se fundou a edição de enunciado de súmula vinculante, 
o STF, de ofício ou por provocação, procederá à sua revisão ou cancelamento. 
· Da decisão ou ato administrativo de contrariar enunciado de súmula vinculante, negar-lhe 
vigência ou aplica-la indevidamente, caberá reclamação ao STF, sem prejuízo de outros meios 
admissíveis de impugnação. NÃO caberá reclamação se a decisão judicial ou ato administrativo 
que se pretende atacar for anterior à edição de súmula vinculante, já que a vinculação ocorre a 
partir da publicação em Imprensa Oficial. 
· Se for omissão ou ato da Administração Pública, o uso da reclamação só será admitido após o 
esgotamento das vias administrativas. 
· Acolhida a reclamação, será dada ciência à autoridade prolatora e ao órgão competente para 
julgamento do recurso, que deverão adequar as futuras decisões administrativas em casos 
semelhantes, sob pena de responsabilização pessoal nas esferas cível, administrativa e penal. 
· A lei não fixou sanção ao magistrado em caso de descumprimento de súmula vinculante, garantindo 
a liberdade ao magistrado de apreciar a questão. No entanto, se o desrespeito à sumula vinculante 
for infundado, doloso e desproporcional, caracterizando violação dos deveres funcionais, viabiliza-
se a abertura de procedimento administrativo disciplinar, com possibilidade de aplicação de 
penalidades legais. 
Veja as jurisprudências pertinentes sobre o tema: 
Não é compatível com a Constituição Federal a regra segundo a qual apenas os 
Desembargadores mais antigos possam concorrer aos cargos diretivos dos 
Tribunais de Justiça 
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https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/012a91467f210472fab4e11359bbfef6?categoria=1&subcategoria=9
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O art. 62 da Constituição do Estado de São Paulo, ao restringir o universo dos 
possíveis candidatos aos órgãos de cúpula do TJ/SP aos integrantes de seu órgão 
especial, é inconstitucional porque desrespeitou a autonomia administrativa dos 
tribunais, consagrada no art. 96, I, “a”, e no art. 99 da CF/88. O art. 102 da LOMAN 
(LC 35/79) não foi recepcionado pela CF/88, considerando que não é compatível 
com a Constituição Federal a regra segundo a qual apenas os Desembargadores 
mais antigos possam concorrer aos cargos diretivos dos tribunais. Essa matéria, em 
razão da autonomia consagrada no art. 96, I, “a”, e no art. 99 da CF/88, deve ser 
remetida à disciplina regimental de cada tribunal. STF. Plenário. ADI 3976/SP e MS 
32451/DF, Rel. Min. Edson Fachin, julgados em 25/6/2020 (Info 983). 
Se o Tribunal aplica censura para magistrado que praticou conduta grave, essa 
decisão enseja revisão disciplinar do CNJ por ser contrária ao texto expresso da 
lei considerando que o art. 44 da LOMAN afirma que a censura será aplicada se a 
infração não justificar punição mais grave 
O Conselho Nacional de Justiça pode proceder à revisão disciplinar de juízes e 
membros de tribunais desde que observado o requisito temporal: processos 
disciplinares julgados há menos de 1 ano (art. 103-B, § 4º, V, da CF/88). Vale 
ressaltar que, depois de instaurada a revisão, não existe prazo para que o CNJ julgue 
o procedimento. A Constituição Federal e o Regimento Interno do CNJ conferem 
legitimidade universal para propositura da revisão disciplinar, que pode ser 
instaurada por provocação de terceiros e até mesmo de ofício. As hipóteses de 
cabimento da revisão estão elencadas no art. 83 do Regimento Interno do CNJ. O 
inciso I prevê que cabe a revisão quando a decisão for contrária a texto expresso da 
lei. Se o Tribunal aplica a pena de censura para um magistrado que praticou 
conduta grave, essa decisão enseja revisão disciplinar por ser contrária ao texto 
expresso da lei. Isso porque, segundo o art. 44 da LC 35/79 (LOMAN) a pena de 
censura será aplicada “se a infração não justificar punição mais grave”. STF. 2ª 
Turma. MS 30364/PA, Rel. Min. Cármen Lúcia, julgado em 17/3/2020 (Info 970). 
Inexiste ilegalidade em portaria editada pelo Juiz Diretor do Foro que restringiu o 
ingresso de pessoas portando arma de fogo nas dependências do Fórum 
Inexiste ilegalidade em portaria editada pelo Juiz Diretor do Foro da Comarca de 
Sete Quedas que restringiu o ingresso de pessoas portando arma de fogo nas 
dependências do Fórum. STJ. 1ª Turma. RMS 38090-MS, Rel. Min. Gurgel de Faria, 
julgado em 10/03/2020 (Info 667). 
Para os fins do art. 102, I, “n”, da CF/88, o impedimento deve ser afirmado nos 
autos do processo cujo deslocamento se pretende 
Existe uma decisão proferida pelo TJ em processo coletivo que beneficia diversos 
servidores do Poder Judiciário. Esses servidores começam a ingressar com 
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execuções individuais pedindo o pagamento dos valores reconhecidos no acórdão 
do TJ. João é um deles e ajuíza pedido de cumprimento de sentença. O TJ remete a 
execução individual de João para o STF afirmando que mais da metade dos 
Desembargadores possui alguma relação de parentesco com outros servidores 
beneficiados pela decisão. Logo, para o TJ, a competência para julgar todas as 
execuções individuais seria do STF, com base no art. 102, I, “n”, segunda parte, da 
CF/88. O STF, contudo, não concordou com a decisão. O STF não é competente para 
julgar originariamente a execução de João, pois não há impedimento dos 
Desembargadores. Nenhum deles mantêm relação de parentesco com João, 
servidor que figura especificamente no processo de execução individual. STF. 1ª 
Turma. AO 2380 AgR/SE, Rel. Min. Alexandre de Moraes, red. p/ o ac. Min. Roberto 
Barroso, julgado em 25/6/2019 (Info 945). 
O STF entende que não é possível a revisão do mérito das decisões do CNJ, cujos 
atos e procedimentos estão sujeitos apenas ao controle de legalidade daquela 
Corte 
O STF entende que não é seu papel fazer a revisão do mérito das decisões do CNJ. 
Assim, os atos e procedimentos do CNJ estão sujeitos apenas ao controle de 
legalidade por parte do STF. O mandado de segurança não se presta ao reexame de 
fatos e provas analisados pelo CNJ no processo disciplinar.A LOMAN não 
estabelece regras de prescrição da pretensão punitiva por faltas disciplinares 
praticadas por magistrados. Diante disso, deve ser feita a aplicação subsidiária da 
Lei nº 8.112/90. STF. 2ª Turma. MS 35540/DF e MS 35521/DF, Rel. Min. Gilmar 
Mendes, julgados em 12/3/2019 (Info 933). 
STF mantém punição aplicada pelo CNJ à juíza envolvida no caso de prisão de 
adolescente em cela masculina no Pará 
Deve ser mantida a decisão do CNJ que aplica pena de disponibilidade (art. 42, IV, 
da LC 35/79) à magistrada que, mesmo depois de informada que uma adolescente 
mulher estava presa em uma mesma cela com homens, demora a tomar as 
providências necessárias para corrigir essa situação e, além disso, procura se eximir 
de responsabilidade produzindo documento falso com data retroativa, na tentativa 
de comprovar que teria adotado providências que, na realidade, não adotou. STF. 
1ª Turma. MS 34490/DF, rel. orig. Min. Marco Aurélio, red. p/ o ac. Min. Roberto 
Barroso, julgado em 5/2/2019 (Info 929). 
5. FUNÇÕES ESSENCIAIS À JUSTIÇA 
São atividades profissionais, públicas ou privadas, propulsoras da jurisdição. São enumeradas pela 
CF/88 taxativamente: 
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· MINISTÉRIO PÚBLICO (ART. 127-130); 
· ADVOCACIA PÚBLICA (ART. 131-132); 
· PROFISSIONAL DA ADVOCACIA (ART. 133); 
· DEFENSORIA PÚBLICA (ART. 134-135). 
FUNÇÕES ESSENCIAIS À JUSTIÇA: 
Recebem essa nomenclatura, pois: 
· As instituições são responsáveis pela provocação do Judiciário; 
· São fundamentais para a obtenção da Justiça como valor do Estado Democrático de Direito. 
5.1. Ministério Público 
É instituição permanente, essencial à função jurisdicional do Estado, incumbindo-lhe a defesa da 
ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis. 
A) PRINCÍPIOS INSTITUCIONAIS: 
· UNIDADE: O MP deve ser visto como uma instituição única, sendo a divisão existente meramente 
funcional, ressalvando-se, porém, que só existe unidade dentro de cada Ministério Público, 
inexistindo entre o MP Federal e os dos Estados 
· INDIVISIBILIDADE: quando um membro do Ministério Público atua, é a própria Instituição que está 
a atuar, de modo que os seus membros não se vinculam pessoalmente aos feitos e assim podem 
validamente se substituírem uns aos outros de acordo com as normas legais; 
· INDEPENDÊNCIA FUNCIONAL: O membro do Ministério Público, no exercício das suas atribuições 
constitucionais, não se subordina a qualquer outro agente, podendo formar a sua livre convicção. 
B) ÓRGÃOS QUE INTEGRAM O MINISTÉRIO PÚBLICO: 
ART. 128. O MINISTÉRIO PÚBLICO ABRANGE: 
I - O MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO, QUE COMPREENDE: 
A) O MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL; 
B) O MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO; 
C) O MINISTÉRIO PÚBLICO MILITAR; 
D) O MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS; 
II - OS MINISTÉRIOS PÚBLICOS DOS ESTADOS. 
O MP PODE QUEBRAR O SIGILO BANCÁRIO SEM AUTORIZAÇÃO JUDICIAL? 
R. Via de regra, não, mas em 2015 o STJ deu uma decisão importante a respeito: 
Requisição pelo MP de informações bancárias de ente da administração 
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Não são nulas as provas obtidas por meio de requisição do Ministério Público de 
informações bancárias de titularidade de prefeitura municipal para fins de apurar 
supostos crimes praticados por agentes públicos contra a Administração Pública. 
É lícita a requisição pelo Ministério Público de informações bancárias de contas de 
titularidade da Prefeitura Municipal, com o fim de proteger o patrimônio público, 
não se podendo falar em quebra ilegal de sigilo bancário. STJ. 5ª Turma. HC 
308.493-CE, Rel. Min. Reynaldo Soares da Fonseca, julgado em 20/10/2015 (Info 
572). 
ATENÇÃO 2 – Fique atento às diferenças entre os procedimentos de nomeação e destituição do Procurador-
Geral da República, chefe do Ministério Público da União, e dos Procuradores-Gerais de Justiça, chefes dos 
Ministérios Públicos Estaduais. 
NOMEAÇÃO DO PGR NOMEAÇÃO DO PGJ 
PR escolhe entre quaisquer integrantes da 
carreira, desde que maiores de 35 anos(a lista 
tríplice da ANPR é um mero costume). 
Governador recebe lista tríplice formada pelos 
próprios MPs. 
Nomeação após aprovação da maioria absoluta 
do SF. 
Prescinde-se de aprovação do legislativo. 
Mandato de dois anos, permitida quantas 
reconduções o PR quiser. 
Mandato de dois anos, permitida uma 
recondução. 
Destituição se dá por iniciativa do PR, devendo 
ser aprovada pela maioria absoluta do SF. 
Destituição se dá por deliberação da maioria 
absoluta da ALE, na forma da LC. 
Não há limite de reconduções, podendo o PGR 
se perpetuar no cargo pelo tempo que quiser. 
Permitida apenas uma recondução. 
C) GARANTIAS DOS MEMBROS DO MINISTÉRIO PÚBLICO: 
· Vitaliciedade, após dois anos de exercício, não podendo perder o cargo senão por sentença judicial 
transitada em julgado; 
· Inamovibilidade, salvo por motivo de interesse público, mediante decisão do órgão colegiado 
competente do Ministério Público, pelo voto da maioria absoluta de seus membros, assegurada 
ampla defesa; 
· Irredutibilidade de subsídio, fixado na forma do art. 39, § 4º, e ressalvado o disposto nos arts. 37, X 
e XI, 150, II, 153, III, 153, § 2º, I; 
D) VEDAÇÕES AOS MEMBROS DO MINISTÉRIO PÚBLICO: 
· Receber, a qualquer título e sob qualquer pretexto, honorários, percentagens ou custas processuais; 
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· Exercer a advocacia; 
· Participar de sociedade comercial, na forma da lei; 
· Exercer, ainda que em disponibilidade, qualquer outra função pública, salvo uma de magistério; 
· Exercer atividade político-partidária; 
· Receber, a qualquer título ou pretexto, auxílios ou contribuições de pessoas físicas, entidades 
públicas ou privadas, ressalvadas as exceções previstas em lei. 
E) FUNÇÕES INSTITUCIONAIS DO MINISTÉRIO PÚBLICO: 
· Promover, privativamente, a ação penal pública, na forma da lei; 
· Zelar pelo efetivo respeito dos Poderes Públicos e dos serviços de relevância pública aos direitos 
assegurados nesta Constituição, promovendo as medidas necessárias a sua garantia; 
· Promover o inquérito civil e a ação civil pública, para a proteção do patrimônio público e social, do 
meio ambiente e de outros interesses difusos e coletivos; 
· Promover a ação de inconstitucionalidade ou representação para fins de intervenção da União e dos 
Estados, nos casos previstos nesta Constituição; 
· Defender judicialmente os direitos e interesses das populações indígenas; 
· Expedir notificações nos procedimentos administrativos de sua competência, requisitando 
informações e documentos para instruí-los, na forma da lei complementar respectiva; 
· Exercer o controle externo da atividade policial, na forma da lei complementar mencionada no artigo 
anterior; 
· Requisitar diligências investigatórias e a instauração de inquérito policial, indicados os fundamentos 
jurídicos de suas manifestações processuais; 
· Exercer outras funções que lhe forem conferidas, desde que compatíveis com sua finalidade, sendo-
lhe vedada a representação

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