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ECONOMIA BRASILEIRA CONTEMPORÂNEA 
 
 
 
 
 
Faculdade de Minas 
2 
Sumário 
ECONOMIA BRASILEIRA CONTEMPORÂNEA ............................................. 1 
NOSSA HISTÓRIA .......................................................................................... 3 
ECONOMIA BRASILEIRA CONTEMPORÂNEA ............................................. 4 
Tendências Reveladas pela Evolução da Economia Brasileira ....................... 4 
Melhoristas e Reformistas ............................................................................... 8 
A Lei de Responsabilidade Fiscal .................................................................. 12 
Planos Orçamentários ................................................................................ 14 
Receita Corrente Líquida ........................................................................... 15 
Despesas de Pessoal ................................................................................ 15 
Dívida Pública ............................................................................................ 16 
Anos eleitorais ............................................................................................ 17 
Finalidade de recursos ............................................................................... 17 
E as punições? ........................................................................................... 18 
A LRF e o Coronavírus .............................................................................. 18 
A história contemporânea da economia brasileira ......................................... 20 
O Brasil do ame-o ou deixe-o ........................................................................ 22 
O Brasil Democrático ..................................................................................... 26 
A liberação do potencial de crescimento ....................................................... 32 
Referências ................................................................................................... 35 
 
 
 
 
 
 
 
file://///192.168.0.2/v/Pedagogico/CIÊNCIAS%20CONTÁBEIS/ECONOMIA%20NO%20SETOR%20PÚBLICO/ECONOMIA%20BRASILEIRA%20CONTEMPORÂNEA/ECONOMIA%20BRASILEIRA%20CONTEMPORANEA.docx%23_Toc144808555
 
 
 
 
Faculdade de Minas 
3 
 
 
NOSSA HISTÓRIA 
 
 
A nossa história inicia-se com a ideia visionária e da realização do sonho de 
um grupo de empresários na busca de atender à crescente demanda de cursos de 
Graduação e Pós-Graduação. E assim foi criado o Instituto, como uma entidade capaz 
de oferecer serviços educacionais em nível superior. 
O Instituto tem como objetivo formar cidadão nas diferentes áreas de 
conhecimento, aptos para a inserção em diversos setores profissionais e para a 
participação no desenvolvimento da sociedade brasileira, e assim, colaborar na sua 
formação continuada. Também promover a divulgação de conhecimentos 
científicos, técnicos e culturais, que constituem patrimônio da humanidade, 
transmitindo e propagando os saberes através do ensino, utilizando-se de 
publicações e/ou outras normas de comunicação. 
Tem como missão oferecer qualidade de ensino, conhecimento e cultura, de 
forma confiável e eficiente, para que o aluno tenha oportunidade de construir uma 
base profissional e ética, primando sempre pela inovação tecnológica, excelência no 
atendimento e valor do serviço oferecido. E dessa forma, conquistar o espaço de 
uma das instituições modelo no país na oferta de cursos de qualidade. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Faculdade de Minas 
4 
 
 
 
 
ECONOMIA BRASILEIRA CONTEMPORÂNEA 
 
Tendências Reveladas pela Evolução da Economia 
Brasileira 
 
 A história contemporânea da economia brasileira é marcada por duas fases, 
nitidamente diferenciadas. A ruptura ou quebra de tendência verifica-se no entorno 
de 1980, marcando a transição da primeira (1940 -1980) para a segunda fase (1981- 
2003). 
A primeira fase, ocorreu a implantação da estrutura produtiva que, em seus 
traços maiores, caracteriza, até o presente, a economia brasileira. A construção, em 
quatro décadas, deste amplo e diversificado aparelho produtivo, teve como marco a 
implantação dos chamados grandes projetos, direta ou indiretamente promovidos por 
políticas públicas e empresas do Estado. 
Onde não se tratava de implantar megaprojetos ou plantas-âncora, mas da 
introdução, por capitais privados, de novos elos nas cadeias produtivas, o avanço se 
dava ao sabor de projetos, que muitas vezes se mostravam maiores que as empresas 
incumbidas de levá-los a efeito. Com o novo tecido econômico sendo constituído, os 
projetos (antes que os preços relativos) guiavam, em ampla medida, as decisões 
empresariais – sendo esta uma característica fundamental dessa primeira fase. 
 
 
 
 
Faculdade de Minas 
5 
Como seria de se atender, os projetos exigiam, a absorção massiva de novos 
conhecimentos. É importante lembrar, no entanto, que este conhecimento em boa 
medida aqui chegava, embutido ou incorporado nos processos que a economia 
passava a utilizar e nos artigos que ela passa a produzir. A bem dizer, o conhecimento 
“desincorporado” e operacional evoluía também rapidamente – sem o que não seria 
possível acionar as novas máquinas e equipamentos. Mas aqui, como em algumas 
outras experiências contemporâneas de catch up, a produção nem de longe exigia o 
pleno domínio cognitivo do que estava sendo introduzido no país. Uma segunda 
característica dessa primeira fase consiste, assim, no notório desequilíbrio entre o 
conhecimento operacional e o conhecimento formal/ científico. 
A terceira e última grande característica a ser aqui assinalada se refere ao 
crescimento econômico verificado no período - aí incluídos o seu ritmo (7%, em 
média, ao ano), a relativa regularidade do avanço, e o fato de que a expansão era 
percebida como assegurada. Este último ponto, ou seja, a crença, amplamente 
compartilhada, na forte vocação da economia para o crescimento (e, neste sentido, 
na existência de uma “convenção do crescimento”), merece um destaque especial. A 
partir desta perspectiva, o risco de mercado a ser enfrentado pelos investimentos era, 
genericamente, rebaixado – o que ajudava a tornar o crescimento uma profecia 
autorrealizada. 
Passemos agora à segunda grande tendência que se prolonga por 23 anos: de 
1981 a 2003. 
 Em comparação à primeira, a segunda fase é marcada pela ausência de 
grandes projetos, sendo Carajás uma importante exceção. Apesar da escassa 
alteração, durante esta fase, da estrutura do aparelho produtivo em seu conjunto, 
intensas mudanças foram introduzidas no âmbito das empresas e no seu 
relacionamento com os mercados. Como é bem sabido, isto foi impulsionado pela 
abertura da economia, e por certas consequências da estabilização alcançada 
mediante o Plano Real. Concretamente, mudaram o gerenciamento e a organização 
 
 
 
 
Faculdade de Minas 
6 
do trabalho, a cesta de produtos ofertada (o que implica, em regra, alterações nos 
processos produtivos) e, não raro, a estrutura patrimonial das empresas. 
A mais importante implicação do que precede é a radical mudança verificada 
na forma pela qual passa a evoluir a economia. No fundamental, a acumulação de 
capital e, mais concretamente, a implantação de novos projetos, deixa de ser o eixo 
em torno ao qual evolui a economia. 
Reconhecidamente a economia apresenta, durante o segundo período, e de 
acordo com os indicadores oficiais, um desempenho pífio, crescendo, em média, algo 
como 2% ao ano - vale dizer, pouco mais do que a população. Registram-se, porém, 
em meio a esta quase-estagnação, breves (ainda quando, por vezes, intensos) surtos 
de crescimento, seguidos de recaídas de magnitude comparável. Por outro lado, a 
eficiência com que operam as empresas indiscutivelmente avança – o que se traduz 
tanto em firmes aumentos de produtividade9 (e eliminação de empregos), quanto em 
melhoria/atualizaçãodos produtos levados a mercado. Duas ressalvas devem, no 
entanto, ser feitas, ao que acaba de ser dito. 
Primeiramente, as transformações apontadas, não se dão ali onde o país 
dispunha de confortáveis vantagens comparativas (siderurgia e celulose, por 
exemplo), e nem tão pouco nas plantas gigantes herdadas do primeiro período (como 
Camaçari). Além disso, na segunda metade dos anos 1990, algumas novas grandes 
plantas começam a surgir – alterando, antes a geografia econômica, que a estrutura 
setorial da indústria. 
A peculiar combinação de medíocres resultados em termos de crescimento 
médio anual, com intensa transformação do tecido microeconômico (mas não da 
estrutura produtiva da economia como um todo), dificulta enormemente o trabalho 
dos analistas. Quando mais não seja, porque o baixo crescimento de forma alguma 
significava marasmo. Além disto, porque os indicadores estatísticos disponíveis, 
voltados para a medição de resultados agregados (macroeconômicos ou setoriais), 
dificilmente poderiam captar, adequadamente, os efeitos das mudanças em curso. 
 
 
 
 
Faculdade de Minas 
7 
Compreende-se: estas iam se dando, sobretudo, no âmbito das empresas, no seu 
inter-relacionamento, e distribuição espacial. 
Como característica marcante do segundo período deve-se ainda destacar, a 
crescente tomada de consciência da peculiar vulnerabilidade a que passou a estar 
sujeita a economia. É bem verdade que, não obstante carregada de problemas, a 
economia se mostra capaz de fortes recuperações, ou, mesmo, arrancadas. Mas fica 
também evidente que estes movimentos não se sustentam. Consequentemente, há 
que ter cuidados redobrados na interpretação da situação e perspectivas da 
economia. Trata-se de aproveitar as retomadas, sem acreditar em demasia, por 
exemplo, nas dimensões de mercado por elas sugeridas. Tampouco há que embarcar 
facilmente nas oportunidades antevistas a partir do crescente conhecimento daquilo 
que se pode extrair dos recursos controlados pelas empresas (voltaremos a este 
ponto). 
Em síntese, tudo se passa como se o contexto requeresse que os mercados 
fossem avaliados com desconto – o que também resulta em parcimônia no 
aproveitamento do aprendizado adquirido no comando da produção e distribuição de 
mercadorias. Consegue-se, com isto, possivelmente, conter os estragos provocados 
por desencontros entre demanda e oferta. Mas se este tipo de conduta logra tornar 
menos frustrante, ou danoso, um contexto caracteristicamente sujeito a golpes 
(reversões) de demanda, não é menos verdade que ele também ajuda a reduzir o 
aproveitamento de oportunidades. Ou seja, diminui a aderência da capacidade de 
produzir à turbulenta evolução da demanda - ao preço da renúncia à exploração de 
oportunidades que podem se revelar enganosas. 
Com isso, também afirmar que, se na primeira tendência, como anteriormente 
assinalado, a economia cresce mais do que aprende, na segunda (1980 a 2003), ela 
aprende mais do que consegue utilizar. Esta proposição veio a ser na prática 
reforçada, pela aceleração, datada dos anos 1980, dos resultados alcançados no 
campo educacional. Fica, assim, sugerido, que se a economia puder se livrar das 
abruptas asfixias de demanda (tarefa precípua da macroeconomia) e, indo mais além, 
 
 
 
 
Faculdade de Minas 
8 
puder estimular o de represamento de oportunidades percebidas, mas não 
exploradas, a sua trajetória de crescimento poderá ser deslocada para cima. 
 
Melhoristas e Reformistas 
 
Diversas vezes, no curso da segunda tendência, a energia expansiva da 
economia voltou à tona. A cada retomada seguiu-se, no entanto, após um lapso maior 
ou menor de tempo, uma abrupta deterioração do ambiente econômico, capaz de 
anular o movimento expansivo da economia. 
A frustração do crescimento parece, no entanto, ter assumido particular 
importância, no caso da recuperação iniciada em 1999. Em parte, isto se explica por 
razões quantitativas. Do primeiro trimestre de 1999 ao primeiro trimestre de 2001, o 
crescimento acumulado da economia brasileira foi de 8,5% (4,2% ao ano). Mas a 
relevância desta traumática experiência se explica, ainda, por outras razões. 
O êxito, penosa, mas rapidamente alcançado, no controle das consequências 
da temida mega desvalorização, levou muitos a concluir que a estabilidade havia 
passado por um teste definitivo. A conclusão estava também calcada, no fato de que 
tivera início, na segunda metade de 1998, um sério esforço de ajuste fiscal. Mas o 
vigor exibido pelo crescimento não era menos impressionante: a expansão, de 
aproximadamente 20 meses, enfrentou juros reais básicos permanentemente 
superiores a 10% ao ano, combinados com um severo esforço de ajuste fiscal. 
A impressão de que estávamos diante de algo novo tendia ainda a ganhar 
força, à medida que os ganhos alcançados pelas empresas nos anos 1990 - que não 
correspondiam ao esperado, nem pelos defensores, nem pelos críticos da abertura - 
iam sendo reconhecidos. Já antes da desvalorização, grande parte da indústria vinha 
emitindo sinais de que, pelo menos no tocante à produtividade e à luta pelo mercado 
interno, os desafios colocados pela abertura estavam sendo seriamente enfrentados 
 
 
 
 
Faculdade de Minas 
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Isto posto, e superada a (breve) turbulência que acompanhou a desvalorização, 
tornava-se possível pensar mais alto. Não apenas o câmbio oferecia agora uma 
possível blindagem da economia frente às dificuldades procedentes do exterior, como 
as exportações, pela primeira vez na história moderna do país, poderiam passar a 
liderar o crescimento. 
O rápido desmoronamento, na transição do primeiro para o segundo trimestre 
de 2001, do ciclo expansivo iniciado após a desvalorização, contrariou, no entanto, 
flagrantemente, estas suposições. Não discutiremos aqui este traumático episódio. 
Lembremos apenas que a sorte, no caso, primou pela ausência. À medida que a 
economia emergia do quase caos da mega desvalorização, e começava 
(surpreendentemente) a crescer. 
O ciclo abortado em 2001 veio alimentar o debate acerca do estado da 
economia – e de como ela deve ser tratada. Veio, inclusive, a fornecer argumentos 
para posições antagônicas a este último respeito. 
De acordo com uma posição, daqui por diante referida como “melhorista”, teria 
ficado claro que, consolidadas a estabilidade monetária e a abertura, e adotado o 
novo regime de políticas macroeconômicas (o tripé política fiscal severa, câmbio 
flutuante e metas inflacionárias), a economia podia voltar a crescer sustentadamente. 
A experiência vivida após a desvalorização de 1999 apontava nesta direção - mas 
também deixava clara a vulnerabilidade da economia frente a choques. Haveria, 
portanto, que gerenciar a economia com muita cautela. 
Quando mais não seja, porque as sucessivas crises do final dos anos 1990 
acarretaram o explosivo crescimento da dívida pública, bem como o encurtamento e 
dolarização de uma crescente proporção das obrigações. Consequentemente o 
câmbio flutuante (um para-choque frente aos distúrbios externos) passara a operar 
como uma ameaça a mais, para a solvência fiscal. Havia, em suma, que tornar 
ostensivo o comprometimento com a solvência fiscal – o que veio a ser supostamente 
alcançado, com a Lei de Responsabilidade Fiscal, de maio de 2000. 
 
 
 
 
Faculdade de Minas 
10 
Ou seja, a desvalorização e os substanciais ajustes verificados no plano fiscal 
haviam retirado a economia da borda do precipício, tornando o crescimento 
sustentado uma possibilidade. Mas a consolidação do novo quadro requeria muita 
prudência e o incessante aprimoramento do clima de negócios. Seria também 
recomendável que as instituições locais fossem aproximadas do benchmark 
internacional. Afinal, a turbulência a que permaneceu exposta a economia por tantos 
anos havia deixado como herança, não apenas um clima de stress (e uma notória 
volatilidade das expectativas),como uma entranhada desconfiança de tudo o que é 
típico ou local. 
Mas a fronteira das melhorias poderia ir além do acima sugerido. O câmbio 
flutuante poderia ser discretamente monitorado (visando amenizar ou conter 
movimentos especulativos), enquanto o sistema de metas poderia ser, talvez, em 
alguma medida, flexibilizado – desde que isto não comprometesse sua capacidade 
de coordenar expectativas. Além disto, as fases de vigor expansivo poderiam ser 
aproveitadas para que o país começasse a fazer políticas fiscais compensatórias – 
abandonando, com isto, o comportamento pró-cíclico das políticas públicas, datado, 
pelo menos, da chamada crise do Tequila (1994/5). 
Dois aspectos devem ainda ser acrescentados, à visão melhorista que 
estamos caracterizando. 
 Primeiramente, a ênfase no aperfeiçoamento da gestão macroeconômica e na 
implementação de minirreformas de caráter microeconômico, reflete uma abordagem 
incrementa lista. Convém ressaltar que a mesma atitude deveria ser estendida ao 
campo institucional: antes que novos parâmetros ou mudanças no regime de política 
econômica haveria que introduzir, passo a passo, alterações na legislação e na 
regulação, destinadas a desembaraçar o comportamento dos atores econômicos. 
 Além disto, cabe chamar a atenção para a atitude frente ao crescimento - 
terreno onde é possível perceber a existência de diferenças entre os melhoristas. 
Para entendê-lo convém partir da premissa de que todos buscam o crescimento 
inflacionariamente neutro, ou seja, aquele que não desperta pressões inflacionárias. 
 
 
 
 
Faculdade de Minas 
11 
Os mais prudentes ou conservadores incorrem, no entanto, a este propósito, em 
dificuldades. Isto porque, para eles, os limites do crescimento (no sentido do ritmo de 
expansão que preserva a estabilidade) devem ser apreendidos, mediante observação 
do ocorrido no passado. 
Em outras palavras, por métodos estatísticos, ou mediante o ajuste de funções 
de produção, buscarão eles verificar a que taxas pode crescer a economia, à luz da 
experiência pregressa. Isto, no entanto, destoa patentemente da própria essência da 
posição melhorista, que pretende não apenas superar o passado, como avançar 
mediante o aperfeiçoamento do presente. Conflita, ainda, com a ideia – realçada na 
primeira parte deste trabalho - de que o passado compreende duas tendências e com 
a suposição, mais adiante comentada, de que pode estar em curso, na atualidade, 
uma nova ruptura de tendência. 
 À posição, notoriamente conservadora, que acaba de ser evocada, opõem-se, 
entre os próprios melhoristas, aqueles que creem que é possível identificar falhas de 
mercado, a serem corrigidas mediante políticas ativas. Isto implica dizer que o 
melhorismo pode comportar a adoção de políticas industriais destinadas a disseminar 
ou fortalecer condutas inovadoras. Bastaria admitir, para tanto, que as empresas não 
se mostram capazes de apropriar-se de todas as vantagens derivadas das inovações 
– proposição válida para qualquer tipo de economia de mercado. 
Voltemo-nos agora para as posições que discrepam do melhorismo – e que 
serão aqui, tão somente, sumariamente referidas. Sua característica comum é a 
crença em que, sem profundas reformas, a economia brasileira não se mostra capaz 
de alcançar o crescimento sustentável. Os problemas da economia residiriam, em 
suma, na própria estrutura da economia, ou no chamado modelo de política 
econômica - e não na condução dada à política econômica. A longa estagnação, os 
sucessivos tombos da economia, e problemas tais como os juros reais cronicamente 
elevadíssimos, são apontados, nesta perspectiva, como algumas das dificuldades a 
serem superadas mediante reformas. A experiência internacional (contrastes com 
casos exitosos, como Coréia e Chile, bem como outros sujeitos a crises recorrentes) 
 
 
 
 
Faculdade de Minas 
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é frequentemente invocada neste tipo de posicionamento para reforçar a defesa de 
profundas mudanças. 
O reformismo (referido, aqui, fundamentalmente, ao tema da retomada 
sustentável do crescimento) comporta, no entanto, atitudes francamente antagônicas. 
De um lado estão posicionados aqueles que crêem que a revisão das reformas 
levadas a efeito na década dos 1990, bem como do atual modelo de gestão 
macroeconômica, e o restabelecimento de certos controles (especialmente no que 
toca à liberdade de trânsito dos fluxos financeiros), são condições para que a 
economia volte a crescer sustentadamente. 
 No pólo oposto situam-se aqueles que pregam o aprofundamento das 
reformas pró-mercado - e a minimização das interferências políticas de qualquer 
natureza. Contra o pano de fundo da sumária esquematização realizada neste item, 
começaremos, no que segue, a refletir sobre o crescimento além da “atual” retomada. 
 
A Lei de Responsabilidade Fiscal 
 
 
 
 
 
Faculdade de Minas 
13 
 
 
 
 
 
 
 
 
A Lei de Responsabilidade Fiscal (Lei Complementar nº 101, de 04/05/2000) 
estabelece, em regime nacional, parâmetros a serem seguidos relativos ao gasto 
público de cada ente federativo (estados e municípios) brasileiro. 
As restrições orçamentárias visam preservar a situação fiscal dos entes 
federativos, de acordo com seus balanços anuais, com o objetivo de garantir a saúde 
financeira de estados e municípios, a aplicação de recursos nas esferas adequadas 
e uma boa herança administrativa para os futuros gestores. 
Entre seus itens está previsto que cada aumento de gasto precisa vir de uma 
fonte de financiamento correlata e os gestores precisam respeitar questões relativas 
ao fim de cada mandato, não excedendo o limite permitido e entregando contas 
saudáveis para seus sucessores. 
Um dos mais fortes instrumentos de transparência em relação aos gastos 
públicos, indicando os parâmetros para uma administração eficiente, a LRF brasileira 
se inspirou em outros exemplos bem sucedidos ao redor do mundo, como Estados 
Unidos e Nova Zelândia. 
As responsabilidades fiscais que a lei introduziu recaem sobre todas as áreas 
públicas que exercem alguma administração sobre esse dinheiro, ou seja, ela vale 
para os três poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário) em suas três esferas: 
 
 
 
 
Faculdade de Minas 
14 
municipal, estadual e nacional. No entanto, como veremos, a maioria das regras da 
LRF está focada na gestão feita pelo Poder Executivo, pois é ele que exerce a 
administração primária dos recursos. 
A atuação “planejada e transparente” dos administradores é assegurada por 
medidas de cumprimento obrigatório, algumas das quais já citamos, como o respeito 
a determinados limites de despesas e a certos planos orçamentários. Outros 
mecanismos referem-se a punições propriamente ditas, das quais falaremos mais à 
frente. 
Planos Orçamentários 
 
Grande parte dos mecanismos de planejamento criados pela LRF foram feitos 
com base no Plano Plurianual (PPA), na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e 
na Lei Orçamentária Anual (LOA). 
Na verdade, estes três planos orçamentários não foram criados pela Lei de 
Responsabilidade Fiscal. A Constituição já os previa desde 1988, em seu art. 165. 
Mas a LRF, além de criar novas normas que condicionam suas edições, ampliou as 
funções que cada um possui, dando mais força e importância à utilização planejada 
do orçamento. As inovações são tão relevantes que é impossível falar de planos 
orçamentários sem fazer referência à LRF. 
Os três, em síntese, são Projetos de Lei que contêm o planejamento do uso 
que os governantes farão do orçamento em um determinado período de tempo. São 
enviados pelo Poder Executivo ao Poder Legislativo para aprovação, normalmente 
até a metade de cada ano; no caso do PPA, uma vez a cada quatro anos. Tanto o 
PPA quanto a LDO contêm diretrizes para o uso do orçamento. Já a LOA contém o 
orçamento propriamente dito, com os valores precisos que cada ente estatal receberá 
para realizar suas atividades.No Capítulo II da LRF (Do Planejamento), é possível ver algumas das 
imposições feitas aos planos orçamentários. A LDO, por exemplo, passou a conter 
 
 
 
 
Faculdade de Minas 
15 
uma parte específica para tratar do equilíbrio de despesas e receitas, bem como 
incluir um anexo de Metas Fiscais que, além de estabelecer objetivos arrecadatórios, 
deverá conter dados precisos sobre despesas, receitas e montantes da dívida 
pública. 
 
Receita Corrente Líquida 
 
A Receita Corrente Líquida (RCL) foi criada pela própria Lei de 
Responsabilidade Fiscal (art. 2º, IV) para servir de parâmetro a certos limites, como 
o de gastos com pessoal e a dívida pública. 
Ela é composta da soma das receitas tributárias, de contribuições, receitas 
patrimoniais, industriais, agropecuárias, de serviços, transferências correntes e 
algumas outras fontes cuja explicação seria muito longa para este espaço. Deste valor 
são deduzidos alguns montantes, como as transferências constitucionais (valores 
repassados pela União aos Estados e Municípios) e algumas contribuições definidas 
por lei. Em resumo, a RCL é uma espécie de base de ganhos periódicos, oriundos 
principalmente de tributos, produtos e serviços estatais. 
Cada ente federativo (União, Distrito Federal, Estados e Municípios) possui a 
própria RCL. Ela é calculada com base no mês de referência e nos onze anteriores. 
Para se ter uma ideia, em 2019 a RCL da União somou em torno de R$ 905 bilhões. 
Neste mesmo período, a RCL do Estado de São Paulo foi de mais ou menos R$ 161 
bilhões. 
 
Despesas de Pessoal 
 
As despesas de pessoal também foram definidas pela própria Lei de 
Responsabilidade Fiscal, em seu art. 18. São, em síntese, os gastos estatais com 
https://www.tesourotransparente.gov.br/temas/contabilidade-e-custos/receita-corrente-liquida-rcl-da-uniao
https://portal.fazenda.sp.gov.br/acessoinformacao/Paginas/Balan%C3%A7o-Geral-do-Estado.aspx
 
 
 
 
Faculdade de Minas 
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pessoal ativo, inativo (aposentados ou afastados) e pensionistas, seus salários, 
subsídios, remunerações, adicionais, gratificações, horas extras etc. 
A partir da LRF passou a existir um limite para os gastos com pessoal, que não 
podem ultrapassar uma porcentagem da RCL daquele ente federativo. Para a União, 
a regra é que gastos com pessoal não poderão ultrapassar 50% da RCL; para Estados 
e Municípios o limite é 60%. 
Assim, por exemplo, se a RCL da União em 2019 foi de R$ 901 bilhões, o valor 
gasto com pessoal não poderia ter ultrapassado 50% deste valor, isto é, R$ 450,5 
bilhões. 
Sem este limite, e com inclinações para aumentar salários e vantagens de 
servidores públicos indefinidamente, o governo tenderia a se endividar para pagar o 
pessoal, ou deixaria de aplicar dinheiro em outras áreas. Este assunto está fortemente 
relacionado com a Regra de Ouro, que proíbe aos governantes emprestar dinheiro 
para pagar despesas correntes, como o são as despesas de pessoal. 
 
Dívida Pública 
 
Este é outro limite que usa como parâmetro a Receita Corrente Líquida. 
Segundo a LRF, dívida pública consolidada corresponde ao “montante total, apurado 
sem duplicidade, das obrigações financeiras do ente da Federação, assumidas em 
virtude de leis, contratos, convênios ou tratados e da realização de operações de 
crédito, para amortização em prazo superior a doze meses.” Já a dívida pública 
mobiliária corresponde aos “títulos emitidos pela União, inclusive os do Banco Central 
do Brasil, Estados e Municípios”. 
Embora as definições possuam algumas especificidades técnicas, trata-se de 
somatórios das dívidas assumidas pelo ente em áreas específicas. Importante, para 
nós, é entender que passou a existir um limite para a assunção dessas dívidas. 
 
 
 
 
Faculdade de Minas 
17 
Por determinação da própria LRF, o estabelecimento do limite da dívida pública 
consolidada ficou a cargo do Senado Federal, que posteriormente definiu, 
na Resolução nº 40/2001, limite de 1,2 vezes a RCL para Municípios, e 2 vezes a 
RCL para Estados e Distrito Federal. O limite para a dívida pública consolidada da 
União ainda não foi estabelecido. Contudo, em 2000, logo após a aprovação da LRF, 
a Presidência da República, em Mensagem ao Senado Federal, sugeriu fosse 
utilizado o limite de 3,5 vezes a RCL. Apesar da demora para a sua oficialização, este 
é o parâmetro usado atualmente. 
 
Anos eleitorais 
 
A LRF possui duas regras importantes em anos de eleição. A primeira, prevista 
em seu art. 42, proíbe que um governante contraia dívidas no último ano de seu 
mandato se esta dívida não puder ser paga no mesmo exercício financeiro ou se 
existir a possibilidade de não haver caixa para pagá-la no exercício seguinte. A outra 
regra proíbe o aumento de gastos de pessoal nos 180 dias que antecedem as 
próximas eleições. 
Estas normas foram criadas principalmente para evitar dívidas maliciosas que 
possam prejudicar a próxima administração. 
 
 
Finalidade de recursos 
 
Este mecanismo é muito simples, mas também muito efetivo. Para assegurar 
o planejamento financeiro, a LRF proibiu que os recursos vinculados a uma finalidade 
específica (a um órgão, a uma área, como educação ou saúde) sejam utilizados em 
outra. Isto vale inclusive para exercício seguintes, evitando irregularidades no 
https://legis.senado.leg.br/norma/562458/publicacao/16433576
https://www25.senado.leg.br/web/atividade/materias/-/materia/44833
https://www.gov.br/cgu/pt-br/assuntos/noticias/2020/02/cgu-publica-relatorio-de-gestao-fiscal-do-terceiro-quadrimestre-de-2019
https://www.gov.br/cgu/pt-br/assuntos/noticias/2020/02/cgu-publica-relatorio-de-gestao-fiscal-do-terceiro-quadrimestre-de-2019
 
 
 
 
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planejamento e desvios de verbas públicas para objetivos diversos daqueles a que 
elas foram prometidas. 
 
 
 
E as punições? 
 
As punições previstas na Lei de Responsabilidade Fiscal normalmente 
referem-se a proibições aplicadas ao ente para contratar, receber empréstimos e 
transferências. Responsabilizações pessoais foram dadas por outras leis, que vieram 
logo após a LRF, utilizando-a como fundamento. 
A Lei nº 10.028/2000, por exemplo, incluiu um capítulo inteiro no Código Penal, 
criando a figura dos “crimes contra as finanças públicas” a partir do art. 359. Pode-se 
citar o art. 359-G, que prevê o crime de “aumento de despesa total com pessoal no 
último ano do mandato ou legislatura”. Segundo este artigo, o administrador que 
aumentar despesa com pessoal nos 180 dias que antecedem às eleições, além de 
ter seu ato anulado será punido com um a quatro anos de reclusão. A mesma punição 
é dada para quem “ordenar despesa não autorizada por lei” (art. 359-D do Código 
Penal). 
A LRF e o Coronavírus 
 
Tempos de crise são tempos anormais para as contas públicas. Limites de 
dívidas, metas fiscais e planos orçamentários são frustrados por conta de gastos 
extraordinários, exigidos para a contenção de problemas urgentes e imprevisíveis. 
Felizmente, a própria Lei de Responsabilidade Fiscal previu esta situação. Ela 
diz, em seu art. 65, que alguns prazos e metas serão suspensos em casos 
 
 
 
 
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de calamidade pública. “Calamidade Pública”, na verdade, é um termo técnico, que já 
foi explicado em detalhes neste artigo do Politize!. Ele é definido pelo art. 2ª, IV 
do Decreto nº 7.257/2010: 
“Situação anormal, provocada por desastres, causando danos e prejuízos que 
impliquem o comprometimento substancial da capacidade de resposta do poder 
público do ente atingido.” 
Nestas situações, o Poder Executivo do ente deverá requerer ao seu respectivo 
Poder Legislativo reconhecimento formal da calamidade. Uma vez reconhecida, a 
LRF permite as seguintes medidas: 
➢ Suspensão das medidas de adequação das despesas de pessoal 
contidas nos arts. 23 e 70; 
➢ Suspensão dos limites da dívida pública contidos no art. 31; 
➢ Dispensa de atingir as metas fiscais;➢ Dispensa da limitação de empenho (contingenciamento) contida no 
art. 9º. 
Este último caso (limitação de empenho) refere-se a uma regra que exige 
adequação entre o que está sendo arrecadado e as despesas atuais, apesar dos 
planos orçamentários. A cada dois meses, verifica-se a arrecadação. Se ela é menor 
do que o que foi previsto, o ente deve adequar-se aos novos valores. Na ocorrência 
de calamidade pública esta exigência é dispensada. 
Por conta do Covid-19, o estado de calamidade pública no âmbito federal foi 
aprovado pelo Congresso Nacional no dia 20 de março de 2020, após pedido do 
Presidente da República, feito através de um Projeto de Decreto Legislativo. 
Este decreto, no entanto, só vale para a gestão fiscal da União. Como 
dissemos, para usufruir das dispensas da LRF, cada ente da federação deverá fazer 
um pedido de reconhecimento de calamidade pública ao seu Poder Legislativo. No 
caso dos estados, o pedido deve ser feito à Assembleia Legislativa (deputados 
estaduais); dos municípios, à Câmara Municipal (vereadores). 
https://www.politize.com.br/estado-de-calamidade-publica/
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2010/Decreto/D7257.htm
 
 
 
 
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A história contemporânea da economia brasileira 
 
A partir da década de 1950 que teve início no Brasil a terceira fase do processo 
da industrialização brasileira. Não restam dúvidas que foi a partir do Governo de JK 
que o Brasil ingressou na era do capitalismo principalmente a partir da implantação 
do Plano de Metas que procurou abolir os principais pontos de estrangulamento da 
economia brasileira através de uma aliança entre o capital nacional, o capital externo 
e o Estado. Nesta aula iremos apresentar a trajetória econômica do Brasil em dois 
momentos distintos: O Regime militar e o do retorno a democracia. Para a abordagem 
desse tema, nos fundamentaremos principalmente na obra de Cyro Rezende (1999). 
Eleito Presidente do Brasil em 1961, Jânio Quadros, assumiu o país num clima 
de instabilidade econômica, caracterizada por uma “inflação em alta, indisciplina fiscal 
e redução da balança de pagamento. A sua política econômica caracterizou-se pela 
austeridade na medida em que, restringiu o crédito, congelou os salários, 
desvalorizou a moeda, e diminuiu os gastos públicos. Essa política econômica 
provocou protestos basicamente de toda a população brasileira: empresários, 
operários e a classe média. 
Em 25 de agosto (sexta-feira) Jânio Quadros lançou uma cartada decisiva, 
solicitou a sua renúncia. Acreditava que pelo fato de poucos congressistas estarem 
em Brasília e não ter quórum suficiente a sua carta de renúncia só seria apresentada 
 
 
 
 
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na segunda-feira, tempo suficiente para mobilização popular. Na verdade, o tiro saiu 
pela culatra, pois com quórum suficiente o Congresso aceitou a sua renúncia. 
A renúncia de Jânio Quadros gerou um impasse político, na medida em que o 
vice presidente João Goulart era visto como suspeito pelos militares que por conta 
das suas ideias era visto como dos esquerdistas. A solução encontrada para evitar 
uma guerra civil foi à implantação do sistema parlamentarista. Posteriormente através 
de um plebiscito o Brasil retornou ao Presidencialismo. 
Retornando ao presidencialismo, João Goulart procurou desenvolver o 
programa denominado de Plano Trienal de Desenvolvimento Econômico e Social que 
tinha como objetivos: corrigir os preços defasados, redução do déficit público e 
controle de crédito. Além disso, pretendia João Goulart a implantação de uma reforma 
agrária, pois entendia que 
A arcaica estrutura fundiária impedia tanto qualquer aumento na 
produtividade agrícola, como a expansão da área financeira e do mercado 
consumidor de manufaturados no setor rural. Pretendia ainda uma 
distribuição mais equitativa do provável crescimento econômico (REZENDE, 
1999, p. 109). 
Pressionado por setores conservadores (dentre estes os proprietários rurais) 
que temiam as reformas propostas e por setores militares, Renúncia de João Goulart? 
renunciou à Presidência da República 
 
 
 
 
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O Brasil do ame-o ou deixe-o 
 
A instabilidade política inaugurada com o golpe militar de 1964 foi seguida pela 
instabilidade econômica por conta do descrédito dos credores internacionais e uma 
inflação crescente. Nesse contexto, foi elaborado da gestão de Castelo Branco 
(1964/1967) O PAEG (Plano de Ação Econômica do Governo), que teve como 
elaboradores os ministros: Roberto de Oliveira Campos (Planejamento) e Octávio 
Gouveia de Bulhões (Fazenda). Esse Plano econômico foi aplicado com base nos 
instrumentos clássicos de estabilização, ou seja: 
➢ Corte nos gastos públicos; 
➢ Aumento da carga tributária; 
➢ Contenção do crédito; 
➢ Arrocho salarial; 
➢ Criação da ORTN (Obrigações reajustáveis do Tesouro Nacional) – 
Mobilizava recursos para financiar o déficit do tesouro. 
Um dos pontos prioritários desse plano de estabilização foi na questão dos 
salários, que passaram a ser ajustados anualmente. Reajustado abaixo da inflação o 
resultado foi uma queda no índice real que teve uma perda de em média 25%. 
Convém lembrar que anteriormente o trabalhador após dez anos conseguia a 
estabilidade no mesmo emprego, o que foi retirado com a criação do FGTS (Fundo 
 
 
 
 
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de Garantia por Tempo de Serviço). Para Cyro Rezende (1999), quem se beneficiou 
o PAEG, foi o capital externo e os setores mais atingidos foram os setores ligados ao 
capital nacional como: vestuário, alimentos e construção civil. 
No Governo de Costa e Silva (1967/1969), o principal idealizador da política 
econômica foi Delfim Neto que via na inflação o principal problema da economia 
brasileira. Através do PED (Plano Estratégico de Desenvolvimento), Delfim Neto 
procurou sanear a economia brasileira cujos resultados foram: 
➢ Crescimento do PIB (Produto Interno Bruto); 
➢ Expansão da produção industrial; 
➢ Crescimento das exportações brasileiras; 
➢ Expansão do consumo; 
➢ Expansão da indústria automobilística; 
➢ Crescimento dos setores ligados a construção civil. 
Novamente o grande beneficiário foi o capital externo. A partir de 1969, tem 
início no Brasil, o Projeto Brasil Potência, que procurou legitimar o Governo militar 
através da falsa ideia de que o Brasil teria condições de se tornar um país do primeiro 
mundo, um país desenvolvido. 
Assumindo a Presidência em 1969, Médici iniciou a fase denominada de “o 
milagre brasileiro”, caracterizado por um desenvolvimento do capitalismo no Brasil 
que beneficiou o capital monopolista e excluiu as massas populares dos direitos 
políticos e econômicos. Continuava como ministro da Fazenda Delfim Neto, tendo a 
frente do ministério do Planejamento João Paulo dos Réis Velloso. 
Com relação à política econômica, foi elaborado o I PND (Plano Nacional de 
Desenvolvimento), que visava: manter o PIB entre 8% a 9%, diminuir a inflação (20% 
anuais) dentre outros. A aplicação desse Plano econômico possibilitou um 
crescimento do PIB que de 9,5% em 1970 passou para 11,4% em 1974. Além disso, 
outras áreas econômicas foram beneficiadas como: a agricultura com um crescimento 
anual em média de 5%, os setores industriais mantiveram um crescimento 
 
 
 
 
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considerável principalmente a indústria automobilística. A inflação foi reduzida a 17% 
anual. Novamente o grande beneficiário foi o capital que nesse período teve um 
crescimento de 60%. 
Enquanto o capital crescia os assalariados eram penalizados com a redução 
do poder aquisitivo dos salários, aumentando o índice dos despossuídos. Na verdade 
do ponto de vista das classes sociais o maior beneficiário foi a classe média que 
passou a ter acesso a bens duráveis e ao crédito Outro aspecto a destacar é o papel 
do Estado que passou a controlar vários setores como: Bancário, elétrico,indústria 
siderúrgica dentre outros. 
A partir de 1973, a “era do milagre “apresentava sintomas de crise, com o 
aumento da inflação atingindo principalmente a classe média que tinha se beneficiado 
do período anterior. Outro fator responsável pela derrocada do milagre foi a crise do 
petróleo. Sendo o Brasil importador de mais de 70% do petróleo consumido, o 
aumento do barril gerou déficits na balança comercial. É nesse contexto que assumiu 
a presidência Ernesto Geisel. 
Ernesto Geisel assumiu o Governo em um momento que o país passava por 
sérias dificuldades em decorrência do aumento do preço do petróleo no mercado 
internacional, sendo uma das consequências o déficit na balança comercial. 
Responsáveis pelas diretrizes econômicas Mario Henrique Simonsen (Fazenda) e 
João Paulo dos Réis Velloso (Planejamento) colocaram em prática o II PND (Plano 
Nacional de Desenvolvimento). 
O II PND tinha como objetivos: um aumento anual de 10% para o PIB, o 
crescimento da indústria de bens de capital, a produção de insumos básicos, 
expansão dos setores energéticos. Além disso, pretendia o Governo diminuir as 
disparidades regionais com a implantação de projetos regionais como o 
POLONORDESTE e o POLOA-MAZÔNIA. Em 1975 foi assinado o acordo Nuclear 
com a Alemanha que previa a instalação de oito centrais termonucleares. Ainda no 
setor energético foi criado o PROALCOOL (Programa Nacional do álcool) para 
produzir álcool combustível para automóveis. 
 
 
 
 
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25 
De acordo com Cyro Rezende(1999), o II PND apresentou um sucesso relativo, 
ou seja, com pontos positivos e negativos tais como: 
➢ Diminuição das importações de insumos básicos (papel, celulose, 
fertilizantes etc.); 
➢ Diminuição das importações de bens de capital (máquinas e 
equipamentos pesados); 
➢ Desorganização da produção de alimentos por conta do 
PROALCOOL; 
➢ Elevação da dívida pública; 
➢ Transferência de renda do setor público para o setor privado; 
➢ Crescimento da dívida pública interna; 
➢ Crescimento da inflação. 
 
 
Os últimos anos do Brasil sob o regime militar, foi caracterizado como um 
período de crise econômica e transição para a democracia. De 1979 a 1985 no 
Governo de João Batista Figueiredo, o último General Presidente, novamente tendo 
à frente o ministro Delfim Neto, foi elaborado o III PND (Plano Nacional de 
Desenvolvimento). Este plano tinha como objetivo a retomada do crescimento 
econômico. A ideia de diminuição do índice inflacionário naufragou pois já em 1980 a 
inflação anual atingia 110,2% e a balança de pagamento apresentou um déficit de 3,5 
bilhões de dólares. 
O Projeto de transformar o Brasil em uma potência fracassou e o resultado foi 
a estagnação da economia brasileira com decréscimo do PIB, declínio da produção 
industrial, declínio do comercio externo, do setor de transportes e comunicações, 
queda na produção de bens, redução do índice de emprego, retração dos bens de 
capital. Em 1983 a inflação atingia a cifra de 211%. 
Nesse difícil contexto econômico, as oposições se mobilizaram através do 
movimento “Diretas Já”, que mobilizou em todo o país milhares de pessoas que 
 
 
 
 
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reivindicavam o fim do regime militar. Nas eleições indiretas realizadas em janeiro de 
1985, saíram vitoriosos Tancredo Neves Presidente e José Sarney vice-presidente. 
Com a morte de Tancredo Neves, assumiu a presidência José Sarney. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O Brasil Democrático 
 
 
 
 
 
 
 
A política econômica do Governo Sarney tinha como objetivo principal o 
combate à inflação, herança dos governos militares. Tendo como ministro da fazenda 
Francisco Dornelles, foi implantada uma política econômica anti-inflacionária que 
 
 
 
 
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previa o congelamento de preços, corte no orçamento fiscal. Essa política econômica 
fracassou e Francisco Dornelles foi substituído por Dílson Funaro. 
Em fevereiro de 1986, foi lançado o Plano Cruzado. Este plano estabeleceu o 
congelamento dos preços e promoveu uma reforma monetária com a criação do 
Cruzado (Cz$). Apesar da mobilização popular através dos “Fiscais do Sarney”, 
quando a população fiscalizava o congelamento dos preços, o plano fracassou. De 
acordo com Cyro Rezende (1999), foram os seguintes pontos que levaram o Plano 
Cruzado ao fracasso: 
➢ Congelamento de preços sem prévio alinhamento e sem 
disciplina salarial; 
➢ Taxas de juros baixas que desestimularam a poupança; 
➢ Menor tributação de renda em um período de crescimento 
acelerado do consumo; 
➢ Monetarização acelerada da economia, em oposição à desejada 
estabilidade dos preços; 
➢ Confiança na inflação zero paralela à crescente expectativa de 
inflação corretiva; 
Inexistência de qualquer plano para o abandono gradual do congelamento” 
(REZENDE, 1999: 177-178). 
Em junho de 1987, foi elaborado outro plano de estabilização, denominado de 
PLANO BRESSER tendo como responsável o ministro da Fazenda Luis Carlos 
Bresser Pereira. Para controlar a inflação e reduzir o déficit público, os salários, os 
preços e os alugueis residenciais e comerciais foram congelados durante três meses 
e o cruzado sofreu uma desvalorização de 9,5%. Fracassado esse novo plano pois 
os objetivos propostos não foram alcançados inclusive a inflação continuou 
aumentando, em janeiro de 1989 o Governo lançou o PLANO VERÃO. 
 
 
 
 
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Com o objetivo de diminuir a inflação, foi realizada uma reforma monetária com 
a criação do cruzado novo (NCz$) que sofreu uma desvalorização de 18%. Novo 
congelamento de preços. Os salários passaram a ser reajustados através da livre 
negociação entre patrões e empregados. 
 No final de 1989, a taxa inflacionária anual atingia a casa de 1.764,86%. O 
governo Sarney agonizava. 
Desenvolvendo uma campanha populista e personalista (caça aos marajás, 
contra a corrupção) e apoiado por setores conservadores que temiam a vitória de Lula 
 
 
 
 
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foram eleitos Presidente Fernando Collor de Mello e vice-presidente Itamar Franco. 
Esta foi a primeira eleição direta para Presidência da República após a eleição de 
Jânio Quadros. 
Collor de Mello tendo à frente a Ministra da Fazenda Zélia Cardoso de Mello, 
elaborou o PLANO COLLOR. Procurando acabar com a especulação, o plano 
promoveu o confisco de todas as contas superiores a 50 mil cruzeiros e liberou as 
importações. Foi iniciado o programa de privatização de empresas e a abertura do 
Brasil ao Capital internacional. Apesar da diminuição da inflação no início do Plano, 
no final de 1992 a inflação acusava uma taxa anual de 1.100%. Isolado politicamente 
por conta dos escândalos através do esquema de Paulo César Farias (tesoureiro da 
campanha presidencial), renunciou à presidência da República. 
 
 
 
 
 
 
 
Com 
a renúncia de Collor, 
assumiu a presidência 
da República 
Itamar Franco, que 
através do ministro da 
Fazenda Fernando 
Henrique Cardoso, 
elaborou o Plano Real. Para debelar a inflação foi criada a URV (Unidade Real de 
 
 
 
 
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30 
Valor) que vigorou até julho de 1994, quando foi substituído pelo Real que 
correspondia a uma URV isto é CR$ 2.750,00. Este Plano atingiu seu objetivo 
principal, ou seja, baixou a inflação para 9,56%. Apesar da estabilidade econômica, 
o crescimento do país foi de apenas 2,57%. A euforia do Plano real garantiu a eleição 
de Fernando Henrique Cardoso a Presidência da República em 1994. 
O Governo Fernando Henrique Cardoso, caracterizou-se por uma política 
econômica que teve como base a abertura comercial e a valorização cambial que 
trouxe consequências negativas para o Brasil. Na questão comercial foram 
favorecidos os países mais competitivos nas áreas industrial e setor de serviços. Até 
o setor agrícola onde o Brasil sempre foi competitivo, foram impostas barreiras 
comerciaispelos países importadores. O estabelecimento da paridade do real com o 
dólar também trouxe consequências negativas, ou seja, o barateamento das 
importações e o encarecimento das exportações o que levou a um déficit na balança 
comercial brasileira (ARAUJO, 2006). A tabela abaixo mostra a situação da balança 
comercial brasileira no período de 1994 a 2001. Em 2001, a balança comercial só 
saiu do vermelho por conta do fim da paridade cambial. 
Fernando Henrique Cardoso colocou em prática diretrizes neoliberais 
principalmente no que se refere ao processo de privatização principalmente com a 
 
 
 
 
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venda de empresas que atuavam nos setores de: Telefonia, mineração, etc. Esse 
processo de privatização, foi responsável por transferir 12% do PIB para o setor 
privado. Um exemplo dessa transferência foi o caso da Companhia Vale do Rio Doce. 
Em 1997, o Governo vendeu as ações que detinha por 3,338 bilhões e seis anos 
depois estas valiam 50,910 bilhões (ARAUJO, 2006). 
 Apesar do controle inflacionário, o que se viu no Brasil principalmente no seu 
segundo mandato foi uma recessão econômica identificada através do desemprego 
em massa principalmente nas áreas urbanas e o crescimento econômico reduzido. A 
política desenvolvimentista pregada pelo Governo foi afetada pela falta de 
investimentos principalmente em infraestrutura. Um exemplo foi o colapso do setor de 
energia com o famoso apagão. Nesse contexto foi eleito Presidente da República Luiz 
Inácio Lula da Silva. 
Em meio a grande euforia, em 1º. de janeiro de 2003, pela primeira vez na 
História do Brasil assumiu um operário o posto mais alto no comando da Nação 
Brasileira. 
No aspecto econômico Lula conseguiu reduzir a vulnerabilidade externa no que 
se refere aos índices negativos da balança comercial brasileira como foi visto no 
Governo de FHC. A tabela a seguir mostra muito bem o crescimento do saldo da 
balança comercial. 
Comparando os anos de 2002 a 2005, percebe-se um crescimento de quase 
100% das exportações. Apesar do crescimento das importações no mesmo período, 
praticamente o saldo comercial triplicou. 
Quanto a dívida externa, o Governo Lula após anos de atrelamento ao FMI 
(Fundo Monetário Internacional), quitou-a. O risco país que em 2002 apresentava 
2.436 pontos caiu para 231 pontos. 
No segundo ano do governo Lula houve um crescimento econômico da ordem 
de 4,9% em 2004, quatro vezes superior à do governo FHC quando encerrou o seu 
mandato que foi de 1,9%. 
 
 
 
 
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Quanto ao processo inflacionário, no último ano do governo FHC a inflação 
atingiu a casa de 12,53%. Em 2005 foi registrado apenas 5,69%. 
Quanto a geração de emprego formal no governo FHC durante os oito anos 
que ficou no poder, foi gerada apenas 797.047 empregos. No primeiro mandato do 
Governo Lula foram gerados 3.422.690 empregos formais. Quanto ao valor de 
compra do Salário mínimo, considerando os produtos básicos da mesa dos brasileiros 
(feijão e arroz), este dobrou a capacidade de compra. 
 
A liberação do potencial de crescimento 
 
Muitos analistas já assinalaram o fato de que numa economia sujeita a 
repetidas crises, o conhecimento é canalizado para atividades percebidas como de 
baixo risco e, em última análise, destinadas a garantir a sobrevivência. Não nos 
parece, contudo, que as implicações desta família de condutas para o (possível) 
crescimento ulterior da economia tenha sido jamais explorado. Mais que isto: para 
que a ideai venha a ser incorporada ao debate, parece-nos importante uma breve 
 
 
 
 
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reflexão sobre o crescimento econômico, com destaque para os seus fundamentos 
microeconômicos. 
À medida que uma economia passa a contar com empresas com algum grau 
de amadurecimento, ou seja, que já acumularam não apenas recursos materiais, 
como conhecimentos e capacitações especializadas, seu crescimento vai depender 
do aproveitamento, mais ou menos intenso e criativo, de tudo aquilo que elas 
controlam. Em tais condições, adquire grande importância o princípio segundo o qual 
uma empresa é um conjunto complexo de recursos (aí incluídos, cabe insistir, os 
conhecimentos), onde sempre há carências (ou gargalos) e sobras. 
Mais concretamente, a qualquer momento, alguns recursos encontram-se 
plenamente utilizados, ou até mesmo sobre utilizados, enquanto outros se encontram 
subaproveitados. O crescimento passa então a ser, em boa medida, o resultado da 
remoção de gargalos e do maior (e melhor) aproveitamento de sobras. Este quadro 
difere, no entanto, qualitativamente, daquele característico do catch up clássico, em 
que, conforme mencionado no início deste trabalho, os projetos (direta ou 
indiretamente procedentes da esfera pública) excedem, de muito, a experiência das 
empresas. 
Duas ponderações devem ser acrescentadas ao que precede. Se o 
crescimento já era, no pós-guerra (e nas economias avançadas), em boa medida, um 
incessante processo de reaproveitamento de capacitações e recursos, com mais 
razão isto se tornou verdadeiro, contemporaneamente, dada a flexibilidade das novas 
tecnologias, e o imenso potencial de diferenciação de produtos daí decorrente. Em 
tais condições surgem novas possibilidades no tocante à relação entre crescimento e 
acumulação de capital. 
Tendo em conta o que acaba de ser dito, compreende-se que uma economia 
sujeita a repetidas frustrações de demanda é um meio ambiente em que diversas 
possibilidades de desengargalamento e de aproveitamento de capacidades sobrantes 
foram (e, possivelmente, continuam a ser) percebidas pelas empresas, sem que 
surjam condições propícias ao seu aproveitamento. 
 
 
 
 
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Se assim for, a difundida noção de que no período 1980/2003 as empresas se 
valiam, predominantemente, de estratégias defensivas, está mal formulada. As 
empresas, especialmente no campo industrial, mudaram intensamente ao longo do 
período – e isto já é um indício de que buscaram, intensamente, novos 
posicionamentos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Referências 
 
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Paulo:Editora Fundação Perseu Abramo, 2006. 
CATANI, Afrânio Mendes. O que é Capitalismo. São Paulo:Brasiliense, 1998. 
CATELLI JUNIOR, Roberto. Brasil: do café à indústria. São Paulo: Brasiliense, 
1992. 
COSTA, Emília Viotti da. Introdução ao estudo da emancipação política do 
Brasil. In: MOTTA, Carlos Guilherme (Org.). Brasil em perspectiva. Rio de Janeiro: 
DIFEL, 1978. 
 FURTADO, Celso. Formação econômica do Brasil. 15 ed. São Paulo: Editora 
Nacional, 1977. 
 LAPA, José Roberto do Amaral. A economia cafeeira. São Paulo: Brasiliense, 
1986. 
PRADO JÚNIOR, Caio. História econômica do Brasil. São Paulo:Brasiliense, 
1973. 
 PRADO JÚNIOR, Caio. Evolução política do Brasil. São Paulo:Brasiliense, 
1977. 
REZENDE, Cyro. Economia brasileira contemporânea. São Paulo:Contexto, 
1999.

Mais conteúdos dessa disciplina