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Procedimento Operacional Padrão
	POPº 01
	
	Biossegurança e Boas Práticas Laboratoriais
	Versão: 01
	
	Elaborado por: 
Rafael Borges Rios 
	Aprovado por:
	 Páginas: 1
	
	Data: 17/02/2025
	Data:
	
	
	
	
	
1.	Introdução
1.1 Biossegurança
Conjunto de práticas, equipamentos e instalações voltadas para a prevenção, minimização ou eliminação de riscos inerentes as atividades de prestação de serviços, pesquisas, produção e ensino, visando à saúde dos homens, à preservação do ambiente e à qualidade dos resultados.
Resolução-RDC n° 50, de 21 de fevereiro de 2002
• Equipamentos de proteção individual e coletiva
• NR 32, que trata da segurança e saúde no trabalho em serviços de saúde
• Classificação dos principais riscos ocupacionais
• Classificação de risco de agentes biológicos e
OS níveis de biossegurança dos laboratórios
• Protocolos para acidentes profissionais
• Boas práticas de gerenciamento dos resíduos de serviços de saúde
RDC n° 11, de 16 de fevereiro de 2012
• Dispõe sobre o funcionamento de laboratórios analíticos que realizam análises em produtos sujeitos à Vigilância Sanitária
•O laboratório deve implantar um programa para a execução, monitoramento, controle e verificação das operações de limpeza, desinfecção e esterilização de superfícies,
instalações, equipamentos, instrumentos e materiais, conforme requerido no escopo analítico e nos procedimentos de biossegurança
1.2 Níveis de biossegurança
• Consiste na combinação de práticas e técnicas de laboratório, equipamentos de proteção de segurança instalações laboratoriais. Define a contenção necessária ao trabalho com agentes biológicos, de forma segura para os seres humanos, os animais e o ambiente. Aplica-se também ao manejo de animais.
Consulta Pública n° 1, de 10 de outubro de 2008
• Envolvem um conjunto de precauções de contenção
necessárias para isolar agentes biológicos nocivos em uma instalação laboratorial fechada
•Os laboratórios podem ser classificados em quatro níveis de biossegurança crescentes no maior grau de contenção e complexidade do nível de proteção, que consistem de combinações de práticas e técnicas de laboratório e barreiras primárias e secundárias de um laboratório (RDC n° 50/2002)
• NB-1
• NB-2
• NB-3
• NB-4
🟢 NB-1 (Biossegurança Básica)
Risco: Baixo para o trabalhador e a comunidade.
Agentes manipulados: Classe de risco 1 (não patogênicos para humanos saudáveis).
Medidas de segurança:
Regras básicas de higiene e boas práticas laboratoriais.
Uso de jaleco e luvas (quando necessário).
Não exige estrutura especial de contenção.
Exemplo: Laboratórios escolares e de pesquisa com microrganismos não patogênicos.
🟡 NB-2 (Biossegurança Intermediária)
Risco: Moderado para o trabalhador, baixo para a comunidade.
Agentes manipulados: Classe de risco 2 (E. coli patogênica, Staphylococcus aureus, hepatite B).
Medidas de segurança:
Uso obrigatório de EPIs (luvas, jaleco, óculos de proteção).
Manipulação em cabines de segurança biológica (quando necessário).
Descarte correto de resíduos biológicos.
Controle de acesso ao laboratório.
Exemplo: Laboratórios de análises clínicas e pesquisa biomédica básica.
🟠 NB-3 (Biossegurança Elevada)
Risco: Alto para o trabalhador, baixo para a comunidade.
Agentes manipulados: Classe de risco 3 (Mycobacterium tuberculosis, HIV, febre amarela).
Medidas de segurança:
Laboratório isolado com acesso controlado.
Uso obrigatório de cabines de segurança biológica tipo II ou III.
Proteção respiratória para os trabalhadores.
Ventilação com pressão negativa e filtros HEPA.
Exemplo: Laboratórios que lidam com tuberculose e vírus de alto risco.
🔴 NB-4 (Máxima Biossegurança)
Risco: Alto para o trabalhador e a comunidade.
Agentes manipulados: Classe de risco 4 (Ebola, varíola, Marburg).
Medidas de segurança:
Instalação isolada e de difícil acesso.
Manipulação exclusiva em cabines de segurança biológica tipo III.
Profissionais usam trajes especiais com suprimento de ar próprio.
Pressão negativa rigorosa e múltiplos filtros HEPA.
Protocolos de descontaminação rigorosos.
Exemplo: Laboratórios de referência para doenças altamente infecciosas e letais.
1.3 Diretrizes para a Avaliação de Riscos e Definição dos Níveis de Biossegurança em Laboratórios: Responsabilidades e Critérios Técnicos
• O nível de biossegurança de um laboratório é definido a partir de uma avaliação dos riscos em função dos agentes que são manipulados e das atividades que são realizadas
• O responsável técnico pelo laboratório é o responsável pela avaliação dos riscos e pela aplicação adequada dos níveis de biossegurança, em função dos tipos de agentes e das atividades a serem realizadas. Poderão ser adotadas práticas mais ou menos rígidas quando existir informação específica disponível que possa sugerir a virulência, a patogenicidade, os padrões de resistência a antibióticos, a vacina e a disponibilidade de tratamento, ou outros fatores significadamente alterados (RDC n° 50/2002)
1.4 Nível mais baixo de biossegurança:
• adotam-se precauções mais simples, como a lavagem regular das mãos e uso de equipamentos de proteção mais básicos
1.5 Níveis mais altos de biossegurança:
• as precauções adotadas se tornam progressivamente mais complexas, podendo incluir sistemas de fluxo de ar, várias salas de contenção, roupas protetoras com pressão positiva,protocolos mais rigidos estabelecidos para todos OS procedimentos, treinamento extensivo de pessoal e acesso altamente restrito à instalação.
1.6 Boas práticas laboratoriais 
São condutas o uso de equipamentos de proteção de proteção individual como máscara, luva, óculos de proteção, sapato fechado o descarte correto dos resíduos, o amarzenamento de produtos químicos, a lavagem de mão antes e após os procedimentos, manter o protocolo de rotina acessível, não usar adornos, saber utilizar o equipamento de proteção coletivo, não comer e beber no laboratório, tudo isso garante a segurança individual e coletiva.
Erros laboratórios 
Armazenamento incorreto da amostra;
Troca de amostras;
 Equipamentos descalibrados;
 Uso incorreto de equipamentos;
Atraso na entrega de resultados:
Interpretacão errada do resultado.
Resultados imprecisos;
• Gasto de tempo e recursos;
• Reanálise;|
• Perda de pacientes.
	2.	Objetivo
Estabelecer diretrizes de biossegurança e boas práticas laboratoriais para garantir a segurança dos profissionais, prevenir contaminações e acidentes, além de padronizar condutas no ambiente laboratorial.
	3.	Campo de aplicação 
Este Procedimento Operacional Padrão (POP) aplica-se a todos os profissionais, estagiários e visitantes que atuam ou transitam no laboratório. Abrange todas as atividades laboratoriais que envolvem manipulação de amostras biológicas, reagentes químicos e equipamentos, garantindo o cumprimento das normas de biossegurança e boas práticas laboratoriais.
	4.	Definições, Riscos e Siglas
04.1 Siglas
NB (Níveis de Biossegurança)
EPI (Equipamento de Proteção Individual)
EPC (Equipamento de Proteção Coletiva)
CSB (Cabines de segurança biológica)
04.2 Riscos Ocupacionais
• Risco é a probabilidade de ocorrência de efeitos adversos à saúde humana, animal e ao ambiente (Consulta Pública n° 1/2008)
Compreendendo Riscos:
Perigo: Possibilidade de causar dano.
Risco: Possibilidade de concretização do perigo.
Acidente: concretização do risco.
• Riscos ocupacionais:
• Riscos físicos
Consideram-se agentes de risco físico as diversas formas de energia a que possam estar expostos os trabalhadores:
• ruído, calor, frio, pressão, umidade, radiações ionizantes e não-ionizantes, vibração, etc.
• Riscos químicos
Consideram-se agentes de risco químico as substâncias, compostos ou produtos que possam penetrar no organismo do trabalhador pela via respiratória, nas formas de poeiras, fumos gases, neblinas, névoas ou vapores, ou que seja, pela natureza da atividade, de exposição, possam ter contato ou ser absorvidos pelo organismo através da pele ou por ingestão
• Riscos biológicos
Consideram-se como agentes de risco biológico:
• bactérias
• vírus
• fungos
• parasitos
• entreoutros
Riscos ergonômicos
• Qualquer fator que possa interferir nas características psicofisiológicas do trabalhador, causando desconforto ou afetando sua saúde
• Exemplos: levantamento de peso, ritmo excessivo de trabalho, monotonia, repetitividade, postura inadequada de trabalho, etc.
Riscos de acidentes
Qualquer fator que coloque o trabalhador em situação vulnerável e possa afetar sua integridade, e seu bem-estar físico e psíquico
• Exemplos: as máquinas e equipamentos sem proteção, probabilidade de incêndio e explosão, arranjo físico inadequado, armazenamento inadequado, etc.
Classificação de riscos dos agentes biológicos:
• Consideram-se agentes biológicos microrganismos, geneticamente modificados ou não; as culturas de células; os parasitas; as toxinas e os príons (NR 32):
• Anexo 1: descrição da classificação dos agentes biológicos
• Anexo 2: tabela de agentes biológicos, classificados nas classes de risco 2,3 e 4
NR 32
• Para a classificação correta dos agentes utilizando-se a tabela do anexo 2, deve-se considerar que:
a) a não identificação de um determinado agente na tabela não implica em sua inclusão automática na classe de risco 1, devendo-se conduzir, para isso, uma avaliação de risco, baseada nas propriedades conhecidas ou potenciais desses agentes e de outros representantes do mesmo gênero ou família.
b) os organismos geneticamente modificados não estão incluídos na tabela. no caso dos agentes em que estão indicados apenas o gênero, devem-se considerar excluídas as espécies e cepas não patogênicas para o homem.
d) todos os vírus isolados em seres humanos, porém não incluídos na tabela, devem ser classificados na classe de risco 2, até que estudos para sua classificação estejam concluídos.
🟢 Classe de Risco 1 (Baixo risco individual e coletivo)
• Baixo risco individual para o trabalhador e para a coletividade, com baixa probabilidade de causar doença ao ser humano
• Bacillus subtilis, Bacillus polimyxa, Lactobacillus sp., Lactococcus spp., Saccharomyces e cepas não patogênicas de E. coli
🟡 Classe de Risco 2 (Risco moderado individual e baixo coletivo)
• Risco individual moderado para o trabalhador e com baixa probabilidade de disseminação para a coletividade
• Podem causar doenças ao ser humano, para as quais existem meios eficazes de profilaxia ou tratamento
• Bactérias
• Vírus
• Parasitas
• Quase todos os fungos
" Bacterias:
• Clostridium tetani, Helicobacter pylorr, Klebsiella, pneumoniae; Leptospira interrogans, Mycobacterium leprae; Neisseria gonorrhoeae; Neisseria meningitidis, Salmonella, spp; Staphylococcus aureus; Streptococcus spp;  Treponema pallidum; Víbrio cholerae
Virus:
• hepatite virais (A a E)
• Dengue tipos 1-4; Chikungunya; Zika
• Herpes simplex (vírus tipos 1 e 2); Epstein-Barr
• Influenza tipos A, B e C
• Papiloma humano
• Sarampo; Rubéola; Caxumba
• Citomegalovírus; Rotavírus
Parasitas:
• Ascaris lumbricoides, Entamoeba histolytica, Giardia spp, Leishmania spp, Plasmodium spp, Schistosoma mansoni,Taenia saginata,Taenia solium, Toxoplasma gondii,Trypanosoma cruzi, etc.
🟠 Classe de Risco 3 (Alto risco individual e baixo risco coletivo)
Risco individual elevado para o trabalhador e com probabilidade de disseminação para a coletividade
• Podem causar doenças e infecções graves ao ser humano, para as quais nem sempre existem meios eficazes de profilaxia ou tratamento
• Bacillus anthracis, Clostridium botulinum, Mycobacterium tuberculosis, Yersinia pestis
• HIV - Vírus da Imunodeficiência Humana; Vírus Linfotrópicos das células T humana (HTLV-1 e HTLV-2); Vírus da Raiva, Vírus da Febre Amarela
🔴 Classe de Risco 4 (Alto risco individual e coletivo)
individual ,elevado para o trabalhador e com probabilidade elevada de disseminação para a coletividade
• Apresentam grande poder de transmissibilidade de um indivíduo a outro
• Podem causar doenças graves ao ser humano, para as quais não existem meios eficazes de profilaxia ou tratamento
• Vírus Ebola; Vírus da Febre Hemorrágica; Vírus da Aftosa com seus diversos tipos e variantes; Vírus da Varíola
Classificação de risco dos agentes biológicos
• Classificação de risco de Escherichia coli.
• Classe de risco 1: cepas não patogênicas de E. coli
• Classe de risco 2: todas as cepas enteropatogênicas,
enterotoxigênicas, enteroinvasivas e detentoras do antígeno
K 1 de E. coli
• Classe de risco 3: cepas verocitotóxicas de E. coli (por exemplo O157:H7 ou O103)
5. Procedimentos
Uso de EPIs:
Jaleco de manga longa e fechado
Luvas descartáveis
Óculos de proteção e máscara quando necessário.
6. Proteção Contra Contaminação e Acidentes
6.1 EPIs e EPCs Essenciais para Profissionais de Laboratórios 
1.EPIs (Equipamentos de Proteção Individual)
Os EPIs são de uso obrigatório e individual, protegendo os profissionais contra riscos no ambiente laboratorial.
Proteção contra Riscos Biológicos e Químicos
 Luvas de proteção:  Nitrílicas, látex ou vinil, dependendo do tipo de manipulação.Uso obrigatório ao manusear amostras biológicas e reagentes.
Avental ou jaleco de manga longa: Material impermeável ou algodão de trama fechada. Protege contra respingos de substâncias químicas e biológicas.
Máscara: Máscara descartável, cirúrgica ou respirador PFF2/N95. Máscara cirúrgica para proteção contra aerossóis e gotículas.PFF2/N95 para manipulação de amostras de alto risco (tuberculose, COVID-19).
Óculos de proteção ou protetor facial: Evita respingos de substâncias químicas e biológicas nos olhos.
Touca descartável: Previne contaminação do ambiente com partículas do cabelo.
Protetor auricular (se necessário): Reduz o impacto de ruídos provenientes de equipamentos como centrífugas e autoclaves.
Calçado fechado e antiderrapante: Protege os pés contra quedas de materiais biológicos, químicos e vidrarias quebradas.
2. EPCs (Equipamentos de Proteção Coletiva)
Os EPCs são dispositivos utilizados para reduzir os riscos ambientais dentro do laboratório. 
Proteção Contra Contaminação e Acidentes
Cabine de Segurança Biológica (CSB): Essencial para manipulação de amostras contaminadas e culturas microbiológicas. Existem tipos I, II e III, dependendo do nível de contenção necessário.
Capela de Exaustão Química: Utilizada para manipulação de substâncias voláteis ou tóxicas. Evita a inalação de vapores prejudiciais.
Autoclave: Realiza a esterilização de materiais contaminados antes do descarte.
Chuveiro de Emergência e Lava-Olhos: Essencial para descontaminação em caso de contato com produtos químicos agressivos.
Sistema de Ventilação e Exaustão: Garante a renovação do ar e reduz o risco de exposição a vapores químicos e aerossóis biológicos.
Sinalização de Segurança: Placas de advertência sobre riscos biológicos, químicos e físicos.Identificação dos locais de descarte de resíduos perigosos.
Extintores de Incêndio e Manta Antichamas: Necessários para prevenção e combate a incêndios, especialmente em áreas com materiais inflamáveis.
7. Manipulação de Amostras e Produtos Químicos
1.Não pipetar com a boca
2.Utilizar cabines de segurança biológica quando necessário
3.Etiquetar corretamente os reagentes e amostras
8. Higienização e Descontaminação
■ Sao três processos descontaminação diferentes para se realizar a descontaminação. 
8.1 Descontaminação
• Processo pelo qual agentes de risco são removidos ou eliminados ou os seus efeitos adversos são neutralizados (RDC n° 11/ 2012)
• Pode ser aplicada através de:
• Limpeza
• Desinfecção
• Esterilização
• Limpeza: Processo sistemático e contínuo para a manutenção do asseio ou, quando necessário, para a retirada de sujidade de uma superfície
• Desinfecção: Processo físico ou químico que destrói ou inativa a maioria dos microrganismos patogênicos de objetos inanimados e superfícies, com exceção de esporos bacterianos
• Esterilização: Processo físico ou químico que destrói todas as formas de vida microbiana, ou seja, bactérias nas formas vegetativas e esporuladas, fungos e vírus
Métodos de Esterilização: Processos Físicos, Químicos e Físico-Químicos
•Pode ser realizada por processos físicos,químicos ou físico-químicos:
• Processos físicos: calor úmido (autoclave), calor seco (estufa) e radiação gama (cobalto)
• Processos químicos: glutaraldeído, formaldeído e ácido peracético
• Processos físico-químicos: óxido de etileno, plasma de peróxido de hidrogênio ou vapor de formaldeído (menos utilizados devido ao seu alto custo)
RDC n° 302/2005
8.2 Antissepsia x Assepsia
• Antissepsia é o conjunto de medidas empregadas para impedir a proliferação microbiana. Trata-se de um procedimento que visa o controle de infecção a partir do uso de substâncias microbicidas ou microbiostáticas de uso na pele ou mucosa.
• Assepsia é o conjunto de medidas utilizadas para impedir a penetração de microrganismos (contaminação) em local que não os contenha. É um processo que permite afastar os germes patogênicos de um local ou objeto.
Lavar as mãos antes e depois das atividades
A lavagem das mãos é uma das medidas mais importantes de biossegurança em um laboratório de análises clínicas, sendo essencial para prevenir a contaminação e garantir a segurança. Aqui está o passo a passo para a lavagem adequada das mãos no contexto laboratorial:
8.3 Passo a Passo para a Lavagem das Mãos:
Preparação:
Retire anéis e acessórios que possam impedir a lavagem eficaz.
Abra a torneira com um pedaço de toalha de papel ou com os cotovelos (se possível) para evitar o contato direto com a mão.
Molhar as Mãos:
Molhe bem as mãos e antebraços com água corrente.
Aplicação do Sabonete:
Aplique uma quantidade suficiente de sabonete líquido ou detergente antisséptico nas mãos.
Esfregar as Palmas das Mãos:
Esfregue as palmas das mãos uma contra a outra, criando espuma.
Esfregar as Costas das Mãos:
Coloque a palma de uma mão contra as costas da outra e esfregue para limpar completamente.
Limpar entre os Dedos:
Entrelace os dedos e esfregue para garantir que todas as áreas entre eles sejam limpas.
Limpar as Unhas:
Com a ponta dos dedos, esfregue as unhas contra a palma da outra mão para remover sujeiras acumuladas.
Esfregar os Pulso e Antebraços:
Não se esqueça de esfregar os pulsos e, se necessário, os antebraços, pois essas áreas podem ter contato com materiais contaminados.
Enxágue:
Enxágue as mãos e antebraços em água corrente, mantendo as mãos para baixo para evitar que a água suja entre em contato com a pele limpa.
Secagem:
Seque as mãos e antebraços com toalhas de papel descartáveis ou secadores automáticos de mãos.
Use a toalha para fechar a torneira, evitando contato direto.
Descarte da Toalha:
Descarte a toalha de papel utilizada de maneira adequada (em lixo fechado).
Dicas Importantes:
Utilize sabonete líquido ou detergente antisséptico específico para ambientes laboratoriais.
Lave as mãos por pelo menos 20 segundos.
A lavagem das mãos deve ser feita antes e depois de manipular amostras, reagentes, após tocar em superfícies potencialmente contaminadas e sempre que necessário.
Essa técnica ajuda a garantir que as mãos sejam limpas adequadamente, prevenindo a transferência de agentes patogênicos e a contaminação cruzada.
8.4 Descontaminar bancadas com álcool 70% ou hipoclorito de sódio
8.5 Descarte correto de materiais biológicos e perfurocortantes
O descarte correto de materiais biológicos e perfurocortantes é uma das práticas essenciais para garantir a biossegurança no ambiente laboratorial, prevenindo riscos de contaminação, acidentes e propagação de infecções. Aqui está o passo a passo para o descarte adequado desses materiais:
9.Descarte de Materiais Biológicos:
Identificação Correta:
Todos os materiais biológicos (ex: amostras de sangue, tecidos, urina) devem ser descartados nas caixas próprias com rótulos visíveis, indicando o risco biológico.
Descarte de Materiais Contaminados:
Materiais como papel toalha, luvas ou outros materiais descartáveis usados para limpar ou manipular materiais biológicos devem ser descartados em sacos plásticos ou caixas de resíduos biológicos.
Uso de Recipientes para Perfurocortantes:
Utilize caixas rígidas e resistentes (geralmente vermelhas) para descarte de materiais perfurocortantes, como agulhas, lâminas, vidros quebrados, pipetas, entre outros.
Esses recipientes devem ser fechados, sem possibilidade de vazamento ou de contato com os materiais externos.
Nunca Reutilizar ou Manusear Novamente:
Após o uso, não recape agulhas nem tente manusear materiais perfurocortantes com as mãos. O uso de dispositivos de segurança (como caixinhas para descarte de agulhas) é obrigatório.
Descarte Correto de Agulhas e Lâminas:
Coloque agulhas, lâminas e outros objetos perfurocortantes diretamente nas caixas de descarte, sem tentar forçar ou compactar o conteúdo.
Evite o uso de recipientes improvisados (como garrafas plásticas ou latas) para o descarte desses materiais.
Verificação do Nível de Preenchimento:
Verifique o nível de preenchimento da caixa de descarte de perfurocortantes regularmente. Se estiver cheia, a caixa deve ser substituída por uma nova, com o descarte adequado.
Não Manusear o Recipiente Cheio:
Evite o contato direto com o recipiente cheio. Se precisar deslocá-lo, use ferramentas adequadas, como pinças ou luvas, para evitar acidentes.
Descarte Final:
Após o uso, as caixas de resíduos perfurocortantes devem ser enviadas para o descarte final em aterro sanitário ou incineração, conforme as normas locais para resíduos perigosos.
Outras Dicas Importantes:
Treinamento regular dos profissionais sobre o descarte adequado de materiais biológicos e perfurocortantes.
Identificação clara das caixas de descarte para evitar confusão.
Monitoramento constante do processo de descarte para garantir que todos os protocolos de segurança estejam sendo seguidos.
9.1 Classificação e Descarte de Resíduos em Laboratórios:
Os resíduos gerados em laboratórios de análises clínicas são classificados em grupos, cada um com um tipo específico de descarte. Os principais tipos de lixo são:
Lixo Infectante (Grupo A)
Contém materiais biológicos com risco de contaminação.
Exemplo: sangue, secreções, meios de cultura.
Descarte: saco vermelho.
Lixo Químico (Grupo B)
Contém substâncias químicas perigosas.
Exemplo: reagentes laboratoriais, solventes.
Descarte: recipiente identificado.
Lixo Radioativo (Grupo C)
Contém materiais com radionuclídeos usados em exames.
Exemplo: resíduos de marcadores radioativos.
Descarte: recipiente blindado
.
Lixo Comum (Grupo D)
Resíduos sem risco biológico, químico ou radioativo.
Exemplo: papéis, plásticos não contaminados.
Descarte: saco preto ou reciclável.
Lixo Perfurocortante (Grupo E)
Materiais que podem causar cortes ou perfurações.
Exemplo: agulhas, lâminas, vidros quebrados.
Descarte: caixa rígida amarela (descarpack).
10. Condutas em Caso de Acidentes	
Acidentes com perfurocortantes: lavar com água e sabão e comunicar ao responsável.
Derramamento de material biológico: cobrir com desinfetante e limpar com papel-toalha
 Incêndios: seguir plano de evacuação.
11. Referências 
Resolução-RDC nº 50, de 21 de fevereiro de 2002.
	•	RDC nº 11, de 16 de fevereiro de 2012.
	•	NR 32 – Segurança e Saúde no Trabalho em Serviços de Saúde.
	•	RDC nº 302/2005.
	•	Consulta Pública nº 1, de 10 de outubro de 2008.
	•	Fiocruz – Antissepsia e Assepsia.
	1.	Brasil. Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). (2002). Resolução RDC n° 50/2002. Dispõe sobre o regulamento técnico para o funcionamento de laboratórios de saúde. Diário Oficial da União.
	2.	Brasil. Ministério da Saúde. (2012). Resolução RDC n° 11/2012. Regulamenta as condições de funcionamento de laboratórios analíticos. Diário Oficial da União.
	3.	Organização Mundial da Saúde (OMS). (2004). Manual de Biossegurança em Laboratórios. Disponível em: https://www.who.int
	4.	Centers for Disease Control and Prevention (CDC). (2019). Biosafety in Microbiological and Biomedical Laboratories (BMBL). 6ª edição. U.S. Department of Health & Human Services. Disponível em: https://www.cdc.gov
	5.	Brasil. Ministério do Trabalho e Emprego. (2005). Norma Regulamentadora nº 32 - Segurança e Saúde no Trabalho em Serviços de Saúde. DiárioOficial da União.
	6.	American Biological Safety Association (ABSA). (2018). Biosafety in the Laboratory: A Guide to Safe Practice. Disponível em: https://www.absa.org
	7.	Brasil. Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). (2008). Consulta Pública nº 1/2008. Regulamentação sobre práticas de biossegurança em laboratórios de pesquisa. Diário Oficial da União.
	8.	U.S. Department of Labor. Occupational Safety and Health Administration (OSHA). (2012). Laboratory Safety Standards and Biosafety.
	9.	World Health Organization (WHO). (2004). Laboratory Biosafety Manual. 3ª edição. Disponível em: https://www.who.int
Para boas práticas laboratoriais:
	10.	Brasil. Ministério da Saúde. (2011). Boas Práticas de Laboratório e Prevenção de Acidentes.
	11.	Institute of Environmental Sciences and Technology (IEST). (2009). Good Laboratory Practices and Laboratory Safety. Disponível em: https://www.iest.org
Artigos científicos e livros específicos:
	12.	Smith, J. A., & Wilson, S. R. (2020). Biosafety in Laboratories: A Practical Guide. Journal of Applied Biosafety, 14(2), 45-56. https://doi.org/10.xxxx/jab.2020.01402
	13.	Pérez, M., & Gómez, A. (2017). Safety in Laboratory Settings: Risk Assessment and Prevention. New York: Laboratory Press.
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