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QUESTÃO 1 A destruição humana de paisagens naturais está alterando as interações entre animais e seres humanos - o que também altera a dinâmica da transmissão de determinados vírus. A destruição de habitats e as mudanças climáticas representam inúmeras ameaças à nossa saúde e bem-estar. Nós humanos, destruímos ecossistemas, caçamos, construímos casas próximas a eles, criamos gado ao lado de suas populações permitindo que os vírus que os animais carregam fiquem expostos a nós, foi assim com o HIV, com a RAIVA, a H1N1 e agora com a COVID-19. Por outro lado, a pandemia nos traz um novo cenário mundial no que se refere ao meio ambiente. Ambientalistas alegam que com menos indústrias, menos circulação de pessoas e veículos que utilizam combustível fóssil resultam em menos emissão dióxido de carbono (CO₂) e dióxido de nitrogênio (NO2) na atmosfera, resultando em um ar mais limpo como foi notado na China. Já o canal de Veneza, na Itália, agora possui águas cristalinas e na Espanha, as touradas que torturavam os animais estão todas canceladas, assim como no mundo inteiro foram observadas mudanças positivas no céu, na água, no ar, no habitat de animais silvestres e selvagens! É a Natureza pedindo socorro e agora agradecendo por esse “respirar” ou “descanso”! A mudança pode ser temporária, mas ensina uma lição valiosa sobre o papel do homem na degradação ambiental. Agora que a humanidade infelizmente está familiarizada com o quão perigoso e perturbador pode ser um vírus pandêmico, a questão é: vamos aprender com essa experiência, mudar nossos caminhos? A pandemia pode estar sendo cruel na diminuição em massa da população, porém nos mostra que temos a oportunidade de sermos mais sustentáveis e que precisaremos manter os mesmos hábitos quando tudo passar, para vivermos um novo normal com uma sociedade reconstruída para um futuro resiliente e sustentável. Questão 3 Sim, durante séculos o capitalismo prosperou muito com a exploração da natureza, tratando-a como uma fonte inesgotável de matéria prima, porém a capacidade do nosso planeta de suportar tanta degradação está chegando ao limite. Todos os nossos problemas ambientais são ligados à maneira como o capitalismo produz lucro e riqueza, sendo um verdadeiro destruidor da natureza. Que o modo de produção capitalista transformou as relações sociais humanas é universalmente conhecido, mas serviu igualmente para alterar a relação entre a humanidade e natureza. Com a necessidade de frear a degradação ambiental, líderes de vários países começaram a organizar debates e criarem projetos para um desenvolvimento mais sustentável que não deixe de ser obter o lucro, mas também mantendo a preservação da natureza como um todo. A primeira Conferência organizada pela ONU foi em 1972, na Suécia, chamada de Conferência de Estocolmo, depois o Protocolo de Montreal, em 1987 no Canadá, em que países se comprometeram a diminuir as emissões de substâncias nocivas à camada de ozônio. No Brasil, em 1992, foi realizado a Conferência das Nações Unidas, ou a ECO-92 que retomou os projetos estabelecidos em Estocolmo. Alguns resultados da ECO-92 foram a Agenda 21, a Convenção do Clima, os Princípios para a Administração Sustentável das Florestas e a Convenção da Biodiversidade. Em 1997, foi assinado o Protocolo de Kyoto, no Japão, pelos países integrantes da ONU. Em 2002, na África do Sul, países reafirmaram a questão do desenvolvimento sustentável e conservação de recursos renováveis. Novamente no Brasil, em 2012, a RIO+20 também conhecida como Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável, foram debatidas questões já em pauta e refletiu-se sobre os resultados obtidos desde a Rio-92. Outras metas também foram estabelecidas, visando o desenvolvimento sustentável nos vinte anos seguintes. Essas questões foram elaboradas no documento “O futuro que queremos. Outro importante fato foi a criação da Agenda 21, um plano de ação global para promover o desenvolvimento sustentável e a chamada “Economia Verde”, que é definida como uma economia que resulta em "melhoria do bem-estar humano e da equidade social, enquanto reduz significativamente os riscos ambientais e a escassez ecológica"; portanto, uma economia “de baixo carbono, eficiente em termos de recursos e socialmente inclusiva”. Já o Acordo de Paris, em 2015, teve como objetivo reduzir as emissões de gases de efeito estufa na camada de ozônio, com o adendo de manter o aumento da temperatura do planeta abaixo de 2ºC nos próximos anos. Essas conferências têm como objetivo abordar a trajetória geral do desenvolvimento humano e sua relação com o meio ambiente como um todo e, em segundo lugar, ter uma visão mais ampla das complexas questões ambientais e de desenvolvimento ao longo de um período mais longo, pois cada cúpula é precedida por várias conferências. Assim podemos concluir que, embora aos nossos olhos, pareça que todo o assunto discutido em conferências não esteja sendo colocado em prática, a “finitude da natureza” já é uma real percepção e motivo de conferências humanas há alguns recentes anos. Questão 4 O Marco Legal Brasileiro definido no art. 225, da CF/88 dispõe que: todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e de preservá-lo para as presentes e futuras gerações. O Brasil tem a maior biodiversidade do planeta. Assim, proteger o meio ambiente no Brasil não é apenas importante para seus habitantes, mas para o mundo todo, porém mesmo com uma das legislações ambientais mais avançadas em relação ao que estabelecem as diretrizes internacionais sobre o tema no mundo, o Brasil ainda enfrenta desafios para colocar em prática as leis que protejam o meio ambiente. Nota-se uma fragilidade nas atividades de fiscalização que são fundamentais para a preservação ambiental, como por exemplo, as barragens rejeitos de mineração de Mariana em MG e Brumadinho também em MG, estão até hoje sem serem fiscalizadas. Uma vez que este tipo de ação tem como principal missão controlar os impactos ambientais causados por atividades produtivas das mais diferentes naturezas, podendo prevenir danos ambientais. A solução seria um investimento em política que garanta direitos sociais e ambientais, o que atualmente não há. Faltam recursos humanos e financeiros para que as leis possam ser praticadas, minimizando os prejuízos ao meio ambiente. image1.png