Prévia do material em texto
Anna Karolina Fernandes Pereira Torres Iuri Lopes Mafra Karoline Lopes Lima Maria Eduarda Sampaio de Sá Barreto Callou Tereza Angeliane Cavalcante Vieira Relato de Caso: Manejo Multidisciplinar de Paciente com Queimadura Extensa por Chama Direta JUAZEIRO - BA 22 2025 Anna Karolina Fernandes Pereira Torres Iuri Lopes Mafra Karoline Lopes Lima Maria Eduarda Sampaio de Sá Barreto Callou Tereza Angeliane Cavalcante Vieira Relato de Caso: Manejo Multidisciplinar de Paciente com Queimadura Extensa por Chama Direta Trabalho Científico do Internato apresentado no Curso de Medicina da Faculdade Estácio IDOMED de Juazeiro-BA. ORIENTADOR (A): CO-ORIENTADOR (A): JUAZEIRO - BA 22 2025 SUMÁRIO INTRODUÇÃO 3 RELATO DE CASO 5 DISCUSSÃO 7 CONCLUSÃO 10 REFERÊNCIAS 11 RESUMO As queimaduras graves são um problema global de saúde pública, com alta taxa de mortalidade e impactos socioeconômicos significativos, especialmente em países de baixa renda. Além do risco de óbito, sobreviventes enfrentam longos períodos de hospitalização, múltiplas cirurgias e desafios na reabilitação física e psicossocial. Este relato descreve o caso de um paciente de 35 anos, vítima de queimadura extensa por chama direta, comprometendo 80% da superfície corporal. Ele foi admitido com dor intensa, taquicardia e sinais de resposta inflamatória sistêmica, exigindo estabilização hemodinâmica com reposição volêmica, analgesia multimodal e monitorização intensiva. Durante a internação, desenvolveu complicações como sepse e infecção por Pseudomonas aeruginosa multirresistente, demandando ajustes terapêuticos contínuos. Foram realizadas escarectomias e enxertias cutâneas seriadas para remoção de tecido desvitalizado e cobertura das feridas. A discussão destaca a importância do manejo interdisciplinar baseado em protocolos internacionais, como os da American Burn Association (ABA), priorizando a ressuscitação volêmica, analgesia, suporte nutricional e tratamento cirúrgico precoce. A reabilitação física foi essencial para recuperar a mobilidade e evitar sequelas incapacitantes. O caso reforça a necessidade de um atendimento estruturado e contínuo para grandes queimados, abrangendo desde a fase aguda até a reabilitação a longo prazo. A integração entre intensivistas, cirurgiões, infectologistas, nutricionistas e fisioterapeutas foi crucial para o desfecho favorável, garantindo não apenas a sobrevivência, mas também a qualidade de vida do paciente. Palavras chaves: Queimaduras graves, manejo interdisciplinar, escarectomia, reabilitação, suporte hemodinâmico. INTRODUÇÃO Queimaduras graves são um problema de saúde pública global, causando altos índices de morbi-mortalidade e impactos socioeconômicos profundos. Esse tipo de lesão afeta milhões de pessoas todos os anos, especialmente em países de baixa e média renda, onde o acesso a tratamento adequado é limitado. Além do sofrimento físico, os sobreviventes enfrentam desafios duradouros, desde longas hospitalizações até dificuldades para retomar suas vidas profissionais e sociais. Todos os anos, cerca de 180 mil pessoas morrem vítimas de queimaduras, sendo a maioria nos países mais pobres [1]. Nessas regiões, o risco de morte infantil por queimaduras é até sete vezes maior do que em países ricos. Mas, mesmo quando não são fatais, as queimaduras podem deixar sequelas severas, incluindo incapacidades permanentes e estigma social. Em 2017, cerca de 9 milhões de pessoas no mundo precisaram de atendimento médico por queimaduras, e mais de 120 mil morreram devido a essas lesões. Os números mostram um contraste gritante entre países ricos e pobres. Nos Estados Unidos, por exemplo, 410 mil queimaduras foram registradas em 2008, sendo que 40 mil exigiram internação hospitalar. Já na Índia, mais de 1 milhão de pessoas sofrem queimaduras moderadas ou graves anualmente [2]. A maioria das queimaduras acontece em casa, especialmente na cozinha, onde crianças e mulheres estão mais expostas a líquidos quentes e chamas abertas. Em países de baixa renda, o uso de fogões inseguros e combustíveis como querosene aumenta muito o risco de acidentes. Além do ambiente doméstico, o local de trabalho também apresenta riscos elevados, principalmente para homens que trabalham em fábricas, cozinhas industriais e setores elétricos ou químicos. Outros fatores de risco incluem epilepsia (que pode levar a quedas em superfícies quentes), consumo de álcool e até ataques intencionais, como a violência com ácido. O tratamento de queimaduras graves exige internação prolongada, cirurgias e cuidados intensivos, o que gera um alto custo para os sistemas de saúde. Em média, um paciente com queimaduras graves pode precisar de semanas ou até meses de hospitalização, além de múltiplos procedimentos cirúrgicos e longos períodos de reabilitação. O custo do tratamento é exorbitante. Nos EUA, a média de gastos hospitalares com queimaduras é quase o dobro de outras internações, chegando a US$ 88 mil por paciente. Em países mais pobres, os gastos são igualmente significativos: na África do Sul, por exemplo, o tratamento de queimaduras causadas por fogões a querosene consome US$ 26 milhões por ano dos recursos de saúde. Além dos custos diretos, há também um peso econômico invisível: muitos sobreviventes perdem sua capacidade de trabalhar, exigindo suporte financeiro da família e do governo. Sobreviver a uma grande queimadura é apenas o começo de uma jornada desafiadora. Muitas vítimas ficam com cicatrizes permanentes que limitam seus movimentos e exigem fisioterapia intensiva. Algumas nunca conseguem voltar ao trabalho ou precisam mudar de profissão. Estudos mostram que até 30% dos sobreviventes não retomam suas atividades profissionais mesmo dois anos após a lesão [6]. O impacto psicológico também é profundo. Ansiedade, depressão e transtorno de estresse pós-traumático (TEPT) são comuns, além das dificuldades de aceitação social devido às cicatrizes visíveis. Muitos sobreviventes enfrentam preconceito e isolamento, o que reforça a importância do apoio psicológico e da reabilitação social. RELATO DE CASO Paciente do sexo masculino, 35 anos, natural de Sento Sé (BA), foi admitido no Hospital Regional de Juazeiro em 25/07/2024, regulado para avaliação cirúrgica em função de queimaduras extensas por chama direta, após queda acidental em fogueira. O relatório de transferência apontava comprometimento de aproximadamente 80% da superfície corpórea queimada (SCQ), com acometimento de regiões cefálica, torácica e de membros superiores e inferiores. Na admissão, apresentava quadro álgico intenso, taquicardia e taquipneia, sendo prontamente estabilizado pela equipe multidisciplinar. Foi instituído manejo hemodinâmico rigoroso, incluindo reposição volêmica conforme protocolo de Parkland, antibioticoterapia empírica, analgesia multimodal e monitorização contínua em unidade de terapia intensiva. Os exames laboratoriais iniciais demonstraram hemoglobina de 10,54 g/dL, hematócrito de 31,3%, leucocitose significativa (12.950/mm³), proteína C reativa (PCR) elevada em 25,1 mg/L e creatinina de 0,82 mg/dL, compatíveis com resposta inflamatória sistêmica exacerbada. Durante a internação, os valores de proteína total (4,28 g/dL) e albumina (1,33 g/dL) mostraram-se persistentemente reduzidos, denotando acentuado catabolismo proteico e impacto metabólico relevante. A avaliação inicial revelou queimaduras circunferenciais em tórax e membros, demandando atenção especial para a possibilidade de escarotomias e fasciotomias para prevenção de síndrome compartimental. Durante a internação, foram realizadas múltiplas escarectomias e excisões tangenciais para remoção de tecido desvitalizado, reduzindo o risco de infecção e facilitando a cicatrização. As enxertias cutâneas foram feitas em etapas, com procedimentos em 19/08, 25/08 e 12/09, utilizando enxertos parciais em membros inferiores, membros superiores e regiões extensas do tronco. O paciente necessitou demúltiplas reposições sanguíneas devido a perdas durante os procedimentos, mantendo acompanhamento laboratorial constante. A evolução dos exames demonstrou queda progressiva da hemoglobina, chegando a 8,06 g/dL em 05/09/2024, e posterior estabilidade após isso, associada a leucocitose persistente e e PCR elevado persistente, reforçando a necessidade de intervenções terapêuticas adicionais. A cultura com antibiograma realizada em 03/09/2024 identificou Pseudomonas aeruginosa resistente a todos os antibióticos testados, exigindo ajuste na antibioticoterapia. A evolução hospitalar foi marcada por episódios de sepse, anasarca por hipoalbuminemia e infecções cutâneas secundárias. Em 03/09/2024, cultura com antibiograma revelou a presença de Pseudomonas aeruginosa resistente a todos os antibióticos testados, exigindo ajuste terapêutico e reforço nas medidas de isolamento. Apesar das complicações, houve melhora progressiva, com redução dos marcadores inflamatórios e boa integração dos enxertos. O paciente apresentou melhora nutricional com suporte hiperproteico e aderiu à reabilitação física, mantendo boa mobilidade com auxílio. Na data da alta, 02/10/2024, encontrava-se hemodinamicamente estável, respirando espontaneamente, afebril, aceitando bem a dieta oral e sem queixas significativas. As áreas enxertadas estavam em processo de integração e a reabilitação funcional foi indicada em regime ambulatorial. O paciente recebeu orientações sobre proteção solar, cuidados com a pele e acompanhamento fisioterápico prolongado para recuperação funcional completa. DISCUSSÃO O atendimento inicial ao paciente com queimaduras extensas tem como principal objetivo estabilizar as funções vitais e prevenir complicações. O primeiro passo é interromper o processo de queimadura e remover possíveis agentes causadores. Em seguida, aplica-se o protocolo de paciente politraumatizado ABCDE: garantir a via aérea com proteção da coluna cervical, fornecer oxigênio suplementar e, se houver sinais de lesão inalatória (como queimaduras na face ou fuligem nas vias aéreas), considerar a intubação precoce para evitar obstrução por edema. Na sequência, avalia-se a respiração e a circulação. Pacientes com queimaduras que atingem 20% ou mais da superfície corporal exigem reposição volêmica intensiva para combater o choque distributivo causado pela perda de líquidos para o espaço extracelular. A fórmula de Parkland, tradicionalmente usada para guiar a reposição hídrica (4 mL/kg/%SCQ nas primeiras 24 horas, com metade administrada nas primeiras 8 horas), tem sido revisada por diretrizes mais recentes. A American Burn Association (ABA) recomenda iniciar com 2 mL/kg/%SCQ em adultos e incluir albumina intravenosa precocemente para evitar hipervolemia, o que pode reduzir o risco de edema e síndrome compartimental. Independentemente da fórmula utilizada, o volume deve ser ajustado de acordo com a resposta do paciente, garantindo uma diurese adequada (~0,5 mL/kg/h em adultos e 1 mL/kg/h em crianças). A monitorização intensiva é essencial, e em casos de alto risco de síndrome compartimental (como queimaduras circulares em membros ou no tórax), pode ser necessária a realização de escarotomias precoces para preservar a ventilação e a perfusão. A dor intensa característica das queimaduras exige um controle rigoroso da analgesia, geralmente com opióides intravenosos em infusão contínua e adjuvantes conforme necessário. Procedimentos dolorosos podem ser realizados com bloqueios regionais ou agentes como a cetamina, seguindo abordagens atuais de manejo multimodal da dor. Para evitar a hipotermia, é fundamental manter o ambiente aquecido e cobrir as áreas queimadas com materiais limpos e secos. Após a estabilização inicial, realiza-se a monitorização contínua com inserção de cateteres (vesical para controle da diurese e central se necessário) e inicia-se o suporte nutricional precoce. Queimaduras extensas desencadeiam uma resposta hipermetabólica intensa, tornando a nutrição enteral um recurso essencial a partir das primeiras 24 horas para reduzir o risco de translocação bacteriana e infecções. No cuidado das feridas, realiza-se a limpeza dos ferimentos e o debridamento inicial de tecidos desvitalizados. Antibióticos profiláticos sistêmicos não são recomendados na fase aguda, pois não previnem sepse e podem favorecer resistência bacteriana. Em vez disso, agentes antimicrobianos tópicos, como cremes ou curativos impregnados com prata, são amplamente utilizados. A profilaxia contra o tétano também deve ser atualizada. Tratamento cirúrgico Queimaduras profundas geralmente exigem intervenção cirúrgica precoce. O padrão atual de tratamento envolve a remoção do tecido necrosado (escarectomia) o quanto antes, idealmente dentro dos primeiros dias após a lesão, assim que o paciente esteja hemodinamicamente estável. Antigamente, aguardava-se a separação natural do tecido morto, mas essa abordagem levava a um alto risco de infecção e sepse. Desde os anos 1970, a excisão precoce seguida de enxertia revolucionou a sobrevida dos pacientes com grandes queimaduras. A escarectomia deve remover todo o tecido desvitalizado, deixando apenas áreas viáveis para otimizar a cicatrização ou propiciar poderá ser feita de forma precoce ao tempo do debridamento, a depender de critérios clínicos e condições gerais do paciente. A cobertura das feridas deve ser feita o mais rápido possível, preferencialmente com autoenxertos de pele. Quando a área queimada é extensa (>30-40% da superfície corporal), pode ser necessário um tratamento em etapas, priorizando regiões essenciais como mãos, rosto e demais zonas articulares, prevenindo futuras sinequias com restrição da movimentação. Em casos onde não há pele suficiente disponível para enxertia imediata, utilizam-se coberturas temporárias como enxertos de pele humana de banco (homograftos) ou pele suína (xenograftos), que protegem contra infecções e perda de líquidos até que um enxerto definitivo seja possível. Alternativamente, membranas sintéticas, como o Integra®, podem servir como matriz para regeneração da pele antes do enxerto definitivo. Novas tecnologias, como o cultivo de células epidérmicas em laboratório (CEA - Cultured Epithelial Autograft), permitem cobrir áreas extensas utilizando pequenas amostras da pele do paciente. Outra inovação é o spray de células epidérmicas (ReCell®), que facilita a reepitelização em queimaduras menores. No entanto, essas técnicas ainda enfrentam desafios como custo elevado e infraestrutura especializada. Prognóstico e fatores prognósticos A sobrevida de pacientes com queimaduras graves melhorou significativamente, mas o prognóstico ainda depende da extensão da queimadura, idade e presença de lesão inalatória. Índices como o de Baux (soma da idade do paciente e da % de superfície corporal queimada) ajudam a estimar a mortalidade. As principais causas de morte incluem sepse e falência de múltiplos órgãos, especialmente nas semanas seguintes ao trauma. Complicações comuns incluem choque hipovolêmico, insuficiência renal aguda e lesão pulmonar. A longo prazo, pacientes podem desenvolver cicatrizes hipertróficas e contraturas que comprometem a função, exigindo reabilitação intensiva e múltiplas cirurgias reconstrutivas. Diretrizes internacionais Diversas organizações, como a American Burn Association (ABA), a European Burns Association (EBA) e a Organização Mundial da Saúde (OMS), estabeleceram diretrizes para o manejo de queimaduras graves. Embora haja variações nas recomendações, todas enfatizam ressuscitação volêmica, analgesia adequada, excisão precoce do tecido necrosado e suporte nutricional. A ABA prioriza a formação de equipes especializadas e a padronização do tratamento, enquanto a EBA foca na uniformização dos protocolos entre diferentes países europeus. Já a International Society for Burn Injuries (ISBI) adapta recomendações conforme a disponibilidade de recursos em diferentes contextos, garantindo que princípios essenciais de salvamento sejam aplicáveis em qualquer cenário. Independentementedas particularidades de cada guideline, o consenso global reforça a importância da estabilização precoce, do manejo cirúrgico eficiente e da reabilitação para garantir a melhor recuperação possível aos pacientes com queimaduras graves. CONCLUSÃO O caso analisado evidencia a complexidade do manejo de pacientes com queimaduras extensas e reforça a importância de uma abordagem multidisciplinar para otimizar a recuperação. A gravidade das lesões, abrangendo 80% da superfície corporal, demandou intervenções emergenciais, como estabilização hemodinâmica precoce, controle rigoroso da dor e monitorização intensiva para prevenção de complicações. A resposta inflamatória exacerbada, evidenciada por leucocitose e aumento dos marcadores inflamatórios, destacou o impacto sistêmico da queimadura e a necessidade de suporte metabólico e nutricional adequado para minimizar o catabolismo. A evolução hospitalar foi marcada por desafios como infecção por Pseudomonas aeruginosa multirresistente, episódios de sepse e anasarca por hipoalbuminemia, que exigiram ajustes terapêuticos contínuos. As múltiplas escarectomias e enxertias precoces foram fundamentais para reduzir o risco de infecção e acelerar a cicatrização das áreas afetadas. O suporte nutricional hiperproteico e a fisioterapia desempenharam papel essencial na recuperação do paciente, permitindo que, no momento da alta, ele apresentasse melhora funcional significativa e condições adequadas para a continuidade do tratamento ambulatorial. Esse relato reforça a necessidade de protocolos bem estabelecidos para o tratamento de grandes queimados, garantindo um cuidado integrado que vai além da fase aguda e inclui reabilitação física e psicossocial. O sucesso do desfecho, apesar das complicações enfrentadas, demonstra como a atuação coordenada entre intensivistas, cirurgiões plásticos, infectologistas, nutricionistas, equipe de enfermagem, psicólogos e fisioterapeutas é crucial para proporcionar não apenas a sobrevida, mas também a qualidade de vida a longo prazo para esses pacientes. REFERÊNCIAS [1] ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE (OMS). Burns: Key Facts and WHO Fact Sheet. 13 outubro 2023. Disponível em: https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/burns#:~:text=,1. Acesso em: 26 fev. 2025. [2] ABARCA, L. et al. Epidemiology and mortality in patients hospitalized for burns in Catalonia, Spain. Scientific Reports, v. 13, p. 14364, 2023. DOI: https://doi.org/10.1038/s41598-023-40198-2. Acesso em: 26 fev. 2025. [3] CHUKAMEI, Zeinab Ghaed; MOBAYEN, Mohammadreza; TOOLAROOD, Parissa Bagheri; GHALANDARI, Maryam; DELAVARI, Sajad. The length of stay and cost of burn patients and the affecting factors. International Journal of Burns and Trauma, v. 11, n. 5, p. 397-405, 15 out. 2021. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/34858720/. Acesso em 26. fev 2025 [4] SPRONK, I. et al. Activity Impairment, Work Status, and Work Productivity Loss in Adults 5–7 Years After Burn Injuries, v. 42, n. 6, p. 1147-1155, 2021. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc. Acesso em: 26 fev. 2025. [5] JESCHKE, M. G.; VAN BAAR, M. E.; CHOUDHRY, M. A.; CHUNG, K. K.; GIBRAN, N. S.; LOGSETTY, S. Burn injury. Nature Reviews Disease Primers, [s.l.], v. 6, n. 1, p. 11, 13 fev. 2020. DOI: 10.1038/s41572-020-0145-5. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/32054846/. Acesso em: 26 fev. 2025. [6] ROMANOWSKI, K. S. et al. American Burn Association Guidelines on the Management of Acute Pain in the Adult Burn Patient: A Review of the Literature, a Compilation of Expert Opinion, and Next Steps. Journal of Burn Care & Research, v. 41, n. 6, p. 1129-1151, 30 nov. 2020. DOI: 10.1093/jbcr/iraa119. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/32885244/. Acesso em: 26 fev. 2025. [7] CARTOTTO, R. et al. American Burn Association Clinical Practice Guidelines on Burn Shock Resuscitation. Journal of Burn Care & Research, v. 45, n. 3, p. 565-589, 6 maio 2024. DOI: 10.1093/jbcr/irad125. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/38051821/. Acesso em: 26 fev. 2025. [8] ISBI PRACTICE GUIDELINES COMMITTEE. ISBI Practice Guidelines for Burn Care. Burns, [s.l.], v. 42, supl. 1, p. S1-S69, 2016. DOI: 10.1016/j.burns.2016.05.013. Disponível em: https://www.sciencedirect.com. Acesso em: 26 fev. 2025. Anexo 1 TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO RELATO DE CASO CLÍNICO O(a) Sr.(a) está sendo consultado(a) no sentido de autorizar a utilização de dados clínicos, laboratoriais, imagens fotográficas e lâminas histológicas de seu caso clínico que se encontram em sua ficha de prontuário médico) para finalidades científicas (apresentação em congressos ou publicação do caso em revista científica) sob a forma de relato de caso clínico. Nosso objetivo será o de discutir as características de sua doença em meio científico, em função das particularidades de apresentação de sua doença, metodologia de diagnóstico e tratamento utilizado. Não há riscos estabelecidos neste procedimento e, adicionalmente, a discussão do caso servirá como ferramenta para o estudo acadêmico e contribuição à ciência. Para participar deste estudo, o(a) Sr.(a) não terá nenhum custo, nem receberá qualquer vantagem financeira. A sua autorização é voluntária e a recusa em autorizar não acarretará qualquer penalidade ou modificação na forma em que é atendido(a) pelos médicos assistentes e pesquisadores. Os pesquisadores irão tratar a sua identidade com padrões profissionais de sigilo, atendendo à legislação brasileira (Resolução Nº. 466/12 do Conselho Nacional de Saúde), utilizando as informações somente para fins acadêmicos e científicos. O relato do caso estará à sua disposição quando finalizado. Seu nome ou o material que indique sua participação não será liberado sem a sua permissão. O(a) Sr.(a) não será identificado(a) em nenhuma publicação. Este termo de consentimento encontra-se impresso em duas vias, sendo que uma cópia será arquivada pelo pesquisador responsável, e a outra será fornecida ao(à) Sr.(a). Eu, ________________________________________, portador(a) RG ____________________ fui informado(a) a respeito do objetivo deste estudo, de maneira clara e detalhada e esclareci minhas dúvidas. Sei que a qualquer momento poderei solicitar novas informações. Declaro que autorizo a utilização de dados clínico-laboratoriais de meu caso. Recebi uma cópia deste termo de consentimento livre e esclarecido e me foi dada a oportunidade de ler e esclarecer as minhas dúvidas. Juazeiro-BA, _____ de ______________________ de 20___. ________________________________ _________________________________ Participante Colaborador Pesquisador Responsável Responsável (Professor orientador): Professor(a) do Curso de Medicina da Faculdade Estácio Juazeiro (BA) Contato: E-mail: image1.png