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Alterações cadavéricas 1 ☠ Alterações cadavéricas Created CCR PATOLOGIA ESPECIAL Alterações cadavéricas Após a morte do animal → ocorrem depois da constatação da morte clínica IMPORTÂNCIA ⇒ identificar o tempo de morte do animal e saber se uma alteração ocorreu anter ou depois da morte do animal CRONOTANATOGNOSE ⇒ estudo do tempo da morte Kronos → tempo Thanatos → morte Gnosis → conhecimento NECROPSIA ⇒ investigar a causa da morte ALTERAÇÕES CADAVÉRICAS Diferenciar antes da morte X depois da morte Após a morte: @May 10, 2022 1:44 PM Alterações cadavéricas 2 AUTÓLISE Destruição de um tecido por enzimas proteolíticas produzidas pelo próprio tecido Instantâneo após morte Próprias enzimas Quanto mais diferenciado o tecido mais rápida é a autólise Alterações microscópicas Perda dos limites celulares Diminuição da afinidade tintorial Ausência de reações inflamatórias Presença de hemólise HETERÓLISE Putrefação Evitar necrópsia durante heterólise É a ação de enzimas proteolíticas dos germes saprófitas Geralmente oriundos do próprio trato intestinal do animal Há gás e muitas bactérias Tecido se torna amorfo Odor fétido Inadequado para diagnóstico ESTUDAR TECIDOS BEM DIFERENCIADOS OQ EHHH ALTERAÇÕES CADAVÉRICAS Classificação Alterações abióticas Acontecem após a morte clínica e antes da proliferação bacteriana secundária Imediatas Consecutivas (mediadas, autólise) Alterações bióticas (transformativas) ALTERAÇÕES ABIÓTICAS Imediatas (morte somática) Aquilo que determina que o bicho morreu Insensibilidade Alterações cadavéricas 3 Imobilidade Parada das funções Inconsciência Arreflexia Mediatas (autólise) Algor mortis/ frialdade cadavérica Livor mortis Rigor mortis (rigidez cadavérica) FRIALDADE CADAVÉRICA (algor) Resfriamento gradual do cadáver Perceptível entre 3-4 horas após a morte Parada das funções vitais (termorregulação) Dissipação do calor por evaporação Queda de 1 °C por hora após a morte HIPOSTASE CADAVÉRICA (livor) Manchas avermelhadas a violáceas no local de declive em contato com uma superfície Aparecimento em 2-4 horas (3-5) após a morte Máximo 12 a 14 hrs Ação da gravidade RIGIDEZ CADAVÉRICA (rigor) Rigidez dos músculos e articulações Animal magro ⇒ aparece mais rápido Tudo que consumir glicogênio antes da morte causa rigor mais rápido → febre, convulsão, exercício, sepsemias (?) Aparecimento em 2-4 horas após a morte Depende do estado nutricional e causa da morte Alterações cadavéricas 4 Duração: 12-24 horas (estado nutricional e causa morte) Cronotanatognose - RM 1ª hora - músculo cardíaco 1 a 2 hrs - músculos respiratórios (diafragma e intercostais) 2 a 3 hrs - musculatura da cabeça, da mastigação e periocular 3¹² a 4¹² hrs - região cervical, tórax e membros anteriores 6 a 9 hrs - restante da musculatura Suspeita de carbúnculo hemático ⇒ não abre o animal (Bacillus anthracis) COAGULAÇÃO SANGUÍNEA Coágulos cruóricos → vermelho Coágulos lardáceos Aparecimento 2 hrs após morte; dura cerca de 8hrs Tromboquinase liberada por células endoteliais, leucócitos e plaquetas Alterações cadavéricas 5 Ventrículo esquerdo → não é normal encontrar coágulo, se tiver, por algum motivo aquela musculatura não estava funcionando corretamente Diagnóstico diferencial: trombo Trombo: antes da morte Coágulo: pós-mortem Os dois estão nos vasos, mas um é lesão e o outro não Diferença de coágulo para trombo = pergunta de prova Embebição por hemoglobina Manchas vermelhas no endotélio e vísceras Aparecimento 8 hrs após a morte Mecanismo ⇒ liberação de hemoglobina Diferenciação ⇒ hemorragias e congestão Embebição biliar Coloração amarelo-esverdeada ao redor da vesícula biliar Aparecimento variável Mecanismo de ação Autólise da parede da vesícula Meteorismo (timpanismo) post-mortem Distensão abdominal Aparecimento variável Mecanismo de ação Fermentação e putrefação do conteúdo Diferenciar ⇒ meteorismo ante-mortem e alteração circulatória Depois da morte não há alteração circulatória TIMPANISMO? Deslocamento, torção e ruptura de vísceras Alterações cadavéricas 6 Posicionamento das vísceras (saber o que é normal) Mecanismo de ação Consequência de putrefação e fermentação do conteúdo gastrointestinal Intussuscepção pós-mortal → alça Pseudoprolapso retal Exteriorização da ampola retal Mecanismo de formação Aumento da pressão intra-abdominal Diferencial ALTERAÇÕES TRANSFORMATIVAS (heterólise) Pseudomelanose → fedor, preto Enfisema cadavérico tecidual → bolhas de gás Maceração Coliquação/liquefação Redução esquelética Pseudomelanose Primeira alteração - 1 a 2 dias O cadáver toma uma coloração cinza-esverdeada (manchas da putrefação) Região abdominal Enfisema cadavérico tecidual Bactérias já estão nos órgãos Alterações cadavéricas 7 Crepitação (bolhas de ar) Pele, musculatura e demais órgãos internamente irão apresentar (bolhas de ar) Ácido sulfídrico Carbúnculo sintomático (Clostridium) Maceração Desprendimento da mucosa dos órgãos sofrem desprendimento Exceção → a mucosa ruminal sofre o processo de maceração precocemente, não sendo sinal de alteração cadavérica transformativa Coliquação/liquefação Estágios + tardios da alteração cadavérica transformativa As vísceras totalmente amorfas (há destruição completa da forma do órgão) Odor muito forte Heterólise Exceção: a adrenal sofre o processo de coliquação precocemente e não indica processo de alteração cadavérica transformativa ALTERAÇÕES CADAVÉRICAS - fatores que influenciam seu surgimento Temperatura ambiente Estado nutricional → tudo que faz o animal ficar + quente por mais tempo acelera coagulação, embebição, timpanismo → mais rápido no mais gordo (menos rigor)