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23/07/2022 20:53 UNINTER https://conteudosdigitais.uninter.com/libraries/newrota/?c=/gradNova/2021/engProducao/admEstrategica/a2&_ga=2.155947323.1439381513.16… 1/22 ADMINISTRAÇÃO ESTRATÉGICA AULA 2 Profª Dayse Mendes 23/07/2022 20:53 UNINTER https://conteudosdigitais.uninter.com/libraries/newrota/?c=/gradNova/2021/engProducao/admEstrategica/a2&_ga=2.155947323.1439381513.16… 2/22 CONVERSA INICIAL Nesta aula você conhecerá o conceito de ambiente sob a ótica da estratégia. A estratégia depende de uma visão sistêmica, e a ideia de sistema é uma série de elementos que têm uma função e estão colocados em determinado ambiente, e as empresas podem ser pensadas como sistemas. Assim, antes de formular uma estratégia você entenderá que é necessário analisar o ambiente em que essa empresa está inserida, pois nesse ambiente existem forças que impactam, tanto de forma positiva quanto negativa, as ações e os resultados estratégicos da empresa. Você saberá que há ambientes distintos. Há um ambiente externo e um ambiente interno à empresa. O ambiente externo é composto por dois ambientes diferentes: o macroambiente e o ambiente setorial. E há o ambiente interno, em que estão dispostos os recursos e as capacidades da empresa, o que compõe suas competências essenciais. Mas para analisar o ambiente externo e o ambiente interno é necessário compreender a base estratégica da empresa. Para isso é preciso entender o que são a missão, a visão e os valores organizacionais. Vamos começar essa análise? TEMA 1 – O QUE É O AMBIENTE? Visão sistêmica, ou visão do todo, é uma ideia muito importante para a Administração Estratégica. É por meio de uma visão sistêmica que se pode observar uma organização e planejar seu futuro para o alcance dos objetivos organizacionais. Assim, faz sentido adotar a ideia de que as organizações são uma espécie de sistema. Sabendo que um sistema é um “complexo de elementos em interação e em intercâmbio contínuo com o ambiente” (Motta, 1971, p. 17), percebemos que as empresas podem ser representadas desta forma por elementos que, interligados, constituem um todo, como se pode observar na Figura 1. Figura 1 – Elementos de um sistema 23/07/2022 20:53 UNINTER https://conteudosdigitais.uninter.com/libraries/newrota/?c=/gradNova/2021/engProducao/admEstrategica/a2&_ga=2.155947323.1439381513.16… 3/22 Os elementos entrada, saída e processamento compõem o ambiente interno da organização e estão inseridos em um ambiente externo, com o qual esse sistema interage. Nesse ambiente se encontram uma série de forças distintas que impactam a organização, tanto positiva quanto negativamente. Para que o sistema possa melhorar continuamente é necessário que receba feedback, de forma a modificar o processamento toda vez que se fizer necessário. É o ambiente que estabelece o contexto histórico e espacial em que a organização atua. Assim não há como uma empresa fazer um planejamento estratégico eficaz, realizar a formulação, a implementação e o controle de estratégias sem realizar, inicialmente, uma análise ambiental. É essa análise que propiciará ao gestor a possibilidade de verificar ameaças e oportunidades no ambiente externo e pontos fortes e pontos fracos no ambiente interno à organização. Vasconcelos Filho (1979, p. 115) aponta que para que se possa fazer uma análise correta dos ambientes é necessário conhecê-los primeiro, já que eles se subdividem em três segmentos distintos: Macroambiente, onde se acham as variáveis de nível macro, tais como as econômicas, sociais, culturais, demográficas, políticas, tecnológicas, legais e ecológicas. Ambiente operacional [ou setorial], composto pelos públicos relevantes externos com os quais a organização mantém vários tipos de relacionamentos. Os públicos relevantes são pessoas, grupos de pessoas, entidades, empresas e órgãos do governo que mantêm um processo de intercâmbio com a organização, através de relacionamentos diversos (consumo, fornecimento, financiamento, apoio, antagonismo etc.). Ambiente interno, formado pelos públicos relevantes internos e pelos elementos da oferta expandida da organização. Figura 2 – Componentes ambientais 23/07/2022 20:53 UNINTER https://conteudosdigitais.uninter.com/libraries/newrota/?c=/gradNova/2021/engProducao/admEstrategica/a2&_ga=2.155947323.1439381513.16… 4/22 Fonte: Gamble; Thompson, 2012, p. 36. Porter (2008) complementa a informação ao dizer que no macroambiente encontram-se fatores que são comuns a todas as empresas; no ambiente setorial encontram-se fatores que influenciam empresas do mesmo setor, tais como a rivalidade entre empresas ou a preferência dos consumidores; e no ambiente interno encontram-se fatores específicos da empresa, como produtos, processos ou capital intelectual. Compreender os ambientes que cercam a organização é fundamental, visto que as forças do ambiente podem exigir mudanças da empresa para que ela continue atuando de forma competitiva no mercado. As empresas que resistem ou não se atentam às mudanças podem não sobreviver. Nesse sentido, de acordo com Jacomassi (2005, p. 84), para “se buscar a excelência organizacional, é fundamental a avaliação da influência que as tendências mundiais e do macroambiente exercem em relação às mudanças nas organizações, constituindo-se em fatores condicionantes de sucesso no futuro”. Ou seja, se a empresa quer ter vantagem competitiva em relações às suas concorrentes de mercado, ela precisa conhecer muito bem o ambiente no qual está inserida e estar disponível para as mudanças que se fizerem necessárias. 1.1 VANTAGEM COMPETITIVA A análise do ambiente externo está relacionada à busca de vantagem competitiva pelas organizações. Para que uma empresa possa se manter em seu mercado de atuação e ser mais importante que suas concorrentes, ela precisa buscar ter essa vantagem competitiva. Assim, é 23/07/2022 20:53 UNINTER https://conteudosdigitais.uninter.com/libraries/newrota/?c=/gradNova/2021/engProducao/admEstrategica/a2&_ga=2.155947323.1439381513.16… 5/22 necessário compreender o que é competitividade. Para Coutinho e Ferraz (1994, p. 18), a competitividade é “a capacidade da empresa de formular e implementar estratégias concorrenciais que lhe permitam conservar de forma duradoura uma posição sustentável no mercado”. Figura 3 – Vantagem competitiva Crédito: Dooder/Shutterstock. Ou seja, não basta elaborar boas estratégias para alcançar um patamar elevado entre as demais concorrentes. São necessárias ações que levem a empresa para o topo e que depois a mantenham por lá. Pode-se dizer que a manutenção é um processo mais difícil do que o de alcançar a vantagem competitiva Podemos dizer que a vantagem competitiva está relacionada à gestão estratégica da empresa. Tendo em vista ser a estratégia um conceito desenvolvido inicialmente por militares, a questão de vencer o inimigo está presente na ideia de vantagem competitiva. Ou seja, na guerra comercial, o concorrente é o inimigo a ser vencido para que sua empresa conquiste o mercado e o consumidor final. TEMA 2 – AMBIENTE EXTERNO: MACROAMBIENTE Há um ambiente externo às organizações sobre o qual as empresas têm pouca ou nenhuma possibilidade de modificá-lo, alterá-lo. Por outro lado, esse ambiente afeta ao extremo as decisões que devem ser tomadas pelas empresas para que possam se manter no mercado e buscar ter vantagem competitiva. Denominamos esse ambiente de macroambiente ou ambiente geral. 23/07/2022 20:53 UNINTER https://conteudosdigitais.uninter.com/libraries/newrota/?c=/gradNova/2021/engProducao/admEstrategica/a2&_ga=2.155947323.1439381513.16… 6/22 O macroambiente é um supersistema que envolve toda a sociedade, no qual encontram-se todas as influências, ou forças, relevantes que estão fora dos limites da empresa. São forças relevantes visto que alteram a forma como a empresa deverá atuar, no longo prazo, para se manter no mercado. Essas forças podem ter impacto de grandezadiferenciada, desde um forte impacto até um impacto pequeno. Mas, independentemente da força do impacto, precisam ser observadas pelas organizações, visto que são elas que geram oportunidades e ameaças sofridas pelas organizações. As forças do macroambiente são normalmente divididas de acordo com as seguintes categorias: demográfica, natural, tecnológica, político/legal; sociocultural; econômica. A demografia, conforme Kotler e Armstrong (2015, p. 77) é “o estudo da população humana em termos de tamanho, densidade, localização, idade, sexo, raça, ocupação e outros dados estatísticos” populacionais, bem como todo o movimento demográfico que aconteça no mercado de atuação da empresa. A força demográfica é relevante para a empresa na medida em que demostra crescimento ou redução da população, modificações de faixa etária e de expectativa de vida, mudanças em percentuais de homens e de mulheres, movimentos de deslocamento geográfico da população, entre outras situações, que acabam por impactar no mercado consumidor da empresa, bem como no tamanho desse mercado, seja aumentando seja diminuindo, exigindo que a empresa repense suas estratégias, já que ela não tem o poder de modificar o ambiente. Figura 4 – Força demográfica Crédito: Inspiring/Shutterstock. 23/07/2022 20:53 UNINTER https://conteudosdigitais.uninter.com/libraries/newrota/?c=/gradNova/2021/engProducao/admEstrategica/a2&_ga=2.155947323.1439381513.16… 7/22 A força econômica está relacionada ao momento econômico da nação em que a empresa está sediada. É preciso saber se a economia dessa nação demonstra prosperidade, recuperação, recessão ou depressão; se há inflação ou deflação; se o país atrai investimentos externos ou não; e quais são as políticas monetárias adotadas. De acordo com a situação econômica do país, as estratégias da organização deverão ser diferentes, pois é de acordo com essa situação que o consumidor apresentará um maior ou menor poder de compra, “podendo determinar, muitas vezes, o volume de operações das organizações, o nível de preços e de lucratividade, a facilidade ou dificuldade na obtenção de recursos básicos, os mecanismos de oferta e procura do mercado em geral, entre outros elementos” (Zamberlan et al., 2009, p. 38). A força natural, do meio ambiente ou ecológica, diz respeito às cobranças da sociedade em relação às organizações quanto ao seu comportamento referente à utilização racional dos recursos naturais, visto que são escassos, assim como a utilização de processos produtivos que causem o menor impacto possível ao meio ambiente. Kotler e Armstrong (2015, p. 77) explicam que qualquer tipo de acontecimento inesperado no ambiente físico como, por exemplo, grandes mudanças climáticas ou desastres naturais tais como terremotos, furacões, tsunamis, erupções vulcânicas, pandemias, podem afetar as estratégias organizacionais, já que esse tipo de evento pode alterar sensivelmente a quantidade de vendas ou, de forma mais direta, afetar o processo produtivo da empresa. Como qualquer força do macroambiente, a empresa não tem como alterar esse tipo de evento, mas ela pode e deve se precaver, preparando planos de contingência para lidar com eles. Além disso, conforme Zamberlan et al. (2009, p. 39), as empresas devem observar oportunidades e ameaças devidas a “escassez de matérias-primas, custo crescente da energia, níveis crescentes de poluição e mudança do papel dos governos em relação à proteção ambiental”. Figura 5 – Força natural 23/07/2022 20:53 UNINTER https://conteudosdigitais.uninter.com/libraries/newrota/?c=/gradNova/2021/engProducao/admEstrategica/a2&_ga=2.155947323.1439381513.16… 8/22 Crédito: Corona Borealis Studio/Shutterstock. No que se refere à força tecnológica, ela está relacionada a todo e qualquer conhecimento útil gerado na sociedade que possa afetar, de forma positiva ou negativa, as organizações. É uma força de difícil análise, pois o que pode ser uma boa tecnologia sob um aspecto, sob outros pode ser uma tecnologia de impactos impróprios. Tudo depende de como se dá sua utilização. Além disso, deve-se considerar nessa análise as tecnologias que estão fora da empresa, não aquelas que a organização já domina, e qual será sua importância para o futuro organizacional. Lembrando que as forças tecnológicas não dizem respeito somente às tecnologias embarcadas em processos produtivos ou em produtos, mas sim num conjunto muito maior de conhecimentos e técnicas disponíveis e que afetam a sociedade como, por exemplo, com a mudança de comportamento das pessoas e de suas relações. Vide o impacto das redes sociais em todos os aspectos da vida cotidiana das pessoas. Cabe às organizações observar ameaças e oportunidades oferecidas por essas novas tecnologias. A força sociocultural é aquela que representa os aspectos de crenças, valores e normas das pessoas que compõem determinado nicho da sociedade. De acordo com Zamberlan et al. (2009, p. 39), essas pessoas terão uma visão de mundo própria “que define seu relacionamento consigo mesmas, com os outros e com o universo. Refletem valores, pressupostos básicos e hábitos que prevalecem em uma determinada sociedade e são levados para as organizações pelas pessoas”. A forma de enxergar o mundo é construída pelas pessoas ao longo do tempo e é consistente, embora possam haver mudanças. Essa visão fará grande diferença na forma como as pessoas se relacionam com as organizações. Cabe às empresas perceber a força dessas crenças e o quanto estas interferem em suas estratégias. Um exemplo clássico dessa força acontece no Festival de Parintins, uma festa 23/07/2022 20:53 UNINTER https://conteudosdigitais.uninter.com/libraries/newrota/?c=/gradNova/2021/engProducao/admEstrategica/a2&_ga=2.155947323.1439381513.16… 9/22 muito popular que acontece no estado do Amazonas. Ao longo do evento é representada a rivalidade entre dois grupos, o Boi Garantido e o Boi Caprichoso, numa encenação folclórica sobre o boi-bumbá. Cada um dos grupos tem uma cor específica: vermelho e azul. Durante o festival várias marcas de produtos alteram suas cores para atender as pessoas que participam do evento. A força cultural é tão intensa que faz com que uma marca mundial como a Coca-Cola ofereça suas latinhas não só em vermelho, mas também em azul. Figura 6 – Força cultural Crédito: Jeferson Schinaider. Finalmente, a força político/legal representa o impacto exercido pelo governo de uma nação em relação às organizações que nela se encontram, força essa que influencia seu grau de atividades, seja por meio de barreiras ou por incentivos devidos às disposições legais referentes ao setor de atuação da organização. Scherer et al. (2016, p. 61) argumentam que essa força diz respeito, portanto, às decisões governamentais no nível federal, estadual e municipal e exemplificam os aspectos de impacto legal nas empresas citando “salários e controles de preços, higiene e segurança do trabalho, concessão de crédito direto ao consumidor, construção de edifícios, condições de trabalho, faturamento, estocagem e depósitos de matérias-primas e de produtos acabados, além de impostos e uma infinidade de outros aspectos”. Alertam também que as empresas estão sujeitas a uma série de restrições legais que precisam ser observadas quando do seu planejamento estratégico. Portanto, as empresas precisam acompanhar todos os desdobramentos das ações de seu congresso e senado, câmara de deputados e de vereadores, bem como das tendências políticas apontadas por essas instituições. Figura 7 – Força político/legal 23/07/2022 20:53 UNINTER https://conteudosdigitais.uninter.com/libraries/newrota/?c=/gradNova/2021/engProducao/admEstrategica/a2&_ga=2.155947323.1439381513.1… 10/22 Crédito: Thiago Fernandes BHZ/Shutterstock. TEMA 3 – AMBIENTE EXTERNO: AMBIENTE SETORIAL Há um segundo ambiente externo à organização, que se encontra mais próximo à empresa e no qual ela consegue ter uma maior interferência, numa comparação direta em relação ao macroambiente.Esse ambiente mais próximo é denominado de ambiente operacional ou setorial, ou ainda, de microambiente. Daremos preferência à denominação de ambiente setorial, tendo em vista ser esse ambiente relacionado ao setor de operações da empresa. Nesse ambiente encontram-se outras empresas e grupos/indivíduos com os quais a organização convive de forma direta. O estudo fundamental de Michael Porter, How Competitive Forces Shape Strategy, publicado em 1979, indica que existem cinco forças competitivas básicas a serem analisadas pela empresa para compreender o ambiente setorial no qual encontram-se inseridas. Para Porter (2008), alguns estrategistas entendem a questão da formulação estratégica de uma forma muito restrita, observando e analisando somente seus concorrentes diretos, e isso limita a visão acerca de outras forças que também têm impacto sobre a organização. Compreender as forças competitivas e suas causas revela de onde vem a rentabilidade de um setor, ao mesmo tempo que fornece uma estrutura para antecipar e influenciar a competição entre as empresas que fazem parte desse setor ao longo do tempo. Conforme Porter (1991), é necessário que a empresa compreenda como lidar com cada uma das forças de forma individual e única, já que estas afetam todas as empresas de um mesmo setor com a mesma intensidade. 23/07/2022 20:53 UNINTER https://conteudosdigitais.uninter.com/libraries/newrota/?c=/gradNova/2021/engProducao/admEstrategica/a2&_ga=2.155947323.1439381513.1… 11/22 O autor diz que existem cinco dessas forças competitivas: rivalidade entre os concorrentes atuais; entrantes potenciais; ameaça de produtos substitutos; poder de negociação de fornecedores; e poder de negociação de compradores. Veja essas forças e suas relações na Figura 8. Figura 8 – Forças que dirigem a concorrência no setor Fonte: Porter, 1991, p. 23. A força mais conhecida pela empresa normalmente é a de concorrentes. Essa força está associada à rivalidade pré-existente em empresas já maduras no setor. Nesse caso, os rivais são altamente comprometidos com o negócio e têm aspirações de liderança; assim, há uma disputa por posição, para verificar quem vai ter vantagem competitiva – por exemplo, quem terá o maior número de consumidores ou quem terá a maior lucratividade. Porter (2008) assinala que a intensidade da rivalidade entre os concorrentes existentes pode acontecer por uma série de razões, tais como os concorrentes serem numerosos ou quase iguais em tamanho e poder; o crescimento do setor se apresentar lento; haver grande dificuldade em uma empresa deixar de atuar no setor, ou seja, as barreiras de saída são altas. E quanto mais alta a rivalidade, mais limitada a lucratividade do setor, já que todas as empresas que estão competindo dividem os consumidores existentes nesse setor. “A rivalidade é especialmente destrutiva para a lucratividade se gravitar unicamente em relação ao preço, porque a concorrência de preços transfere lucros diretamente de uma indústria para seus clientes” (Porter, 2008, p. 85). Assim, é necessário ter cuidado ao adotar uma estratégia baseada 23/07/2022 20:53 UNINTER https://conteudosdigitais.uninter.com/libraries/newrota/?c=/gradNova/2021/engProducao/admEstrategica/a2&_ga=2.155947323.1439381513.1… 12/22 unicamente em cortes de preços, em especial porque os consumidores vão se acostumar com esse tipo de prática e estarão menos propensos a valorizar outras características de produto oferecidas pela empresa. Porter (2008) aponta então que, para que a rivalidade seja positiva para o setor e para as empresas que compõem esse setor, cada concorrente busque atender necessidades de diferentes segmentos de clientes, com diferentes combinações de preços, produtos e recursos. Assim o autor entende que o setor pode expandir conforme as necessidades de mais grupos de clientes são mais bem atendidas. A força de novos entrantes diz respeito à possibilidade de empresas começarem a participar de um setor do qual não faziam parte anteriormente, entrando nesse setor e competindo com as concorrentes já existentes. Dessa forma, a ameaça de entrada limita o potencial de lucro em um setor. Ao perceber a possibilidade de novos entrantes e de que sua ameaça é alta, as empresas que já atuam no setor buscam impedir essa entrada. É o que Porter (1991) denomina de barreira de entrada, ou seja, os fatores que dificultam as empresas de começarem a atuar num novo setor. “Se as barreiras de entrada forem baixas e os recém-chegados esperam pouca retaliação dos concorrentes já existentes, a ameaça de entrada é alta e a lucratividade da indústria é moderada”. Por outro lado, os concorrentes pré-existentes no mercado podem lançar mão de uma série de ações que aumentem essas barreiras de entrada, a tal ponto que impeçam novas empresas no setor. Lobby com o governo, redução de preços que não possam ser sustentados pela nova empresa, ou mesmo a compra da entrante por uma empresa já concorrente no mercado são modelos conhecidos de imposição de barreiras. Grandes organizações como Microsoft ou Facebook são conhecidas por comprar empresas que estão iniciando no mercado, seja para compor seu mix de produtos, seja simplesmente para extinguir a concorrente e o produto que ela oferecia ao mercado. Um exemplo brasileiro desse tipo de ação foi a compra do Guaraná Jesus, uma importante marca de refrigerante maranhense, pela Coca-Cola Brasil, eliminando assim uma forte concorrente regional. Figura 9 – Entrantes potenciais Crédito: Pxl.Store/Shutterstock. 23/07/2022 20:53 UNINTER https://conteudosdigitais.uninter.com/libraries/newrota/?c=/gradNova/2021/engProducao/admEstrategica/a2&_ga=2.155947323.1439381513.1… 13/22 Quanto à força de produtos substitutos, está relacionada ao fato de que é possível que empresas com produtos diferentes concorram pelo mesmo mercado. E isso acontece quando o produto em si é diferente, mas atende a uma mesma necessidade dos consumidores. Ou seja, o substituto executa a mesma função ou semelhante a um produto das empresas do setor, só que por meios diferentes. Porter (2008, p. 84) alerta que “os substitutos estão sempre presentes, mas são fáceis de ignorar porque podem parecer muito diferentes do produto da indústria”. E assim podem tomar clientes do setor sem que as empresas que nele estão percebam essa ameaça. Embora seja uma análise difícil de se fazer, é importante que as empresas do setor estejam atentas, já que, em muitas das vezes, o produto substituto pode tomar totalmente o lugar do produto já existente. Alguns exemplos de produtos substitutos são as videoconferências como substituto para deslocamentos; o plástico como substituto do alumínio e o alumínio como substituto do plástico; o e-mail como substituto do correio; água, chá ou suco como substitutos de refrigerante; o celular como substituto de uma infinidade de aparelhos como relógio, despertador, câmera fotográfica, gravador de som e vídeo etc.; o computador, notebook, tablet ou mesmo o smartphone como substituto do papel. Há ainda duas forças que atuam da mesma forma, por meio de relações de poder, mas estão em lados diferentes da cadeia produtiva da empresa. São o poder de negociação de fornecedores e de consumidores. O poder de negociação de fornecedores trata da necessidade das empresas do setor conhecerem as empresas fornecedoras poderosas e as que não detêm poder. A preocupação, que trará a necessidade de uma análise mais acurada será com o fornecedor que detém poder, já que ele pode comandar a relação com as empresas do setor, decidindo inclusive para quais empresas vai fornecer, ou não, os seus recursos. Porter (2008, p. 82) diz que os “fornecedores poderosos capturam mais valor para si próprios, cobrando preços mais altos, limitando a qualidade ou os serviços ou transferindo os custos para os participantes” do setor. Uma situação bastante delicada é quando o fornecedor tem praticamente o monopólio de determinado insumo. A empresa cliente será refém desse tipode situação. Porter (2008, p. 82) traz um exemplo importante ao comentar sobre o quase monopólio da Microsoft em sistemas operacionais, em relação ao fragmentado setor de montadores de PC. Nesse caso, a Microsoft contribuiu para anular a lucratividade dos montadores de computadores pessoais ao aumentar os preços dos sistemas operacionais. Do outro lado da cadeia produtiva, encontram-se os consumidores dos produtos daquele setor produtivo. Esses compradores, assim como os fornecedores, podem ou não apresentar poder de negociação em relação às empresas do setor. Embora haja uma máxima que diz que o cliente é o rei, 23/07/2022 20:53 UNINTER https://conteudosdigitais.uninter.com/libraries/newrota/?c=/gradNova/2021/engProducao/admEstrategica/a2&_ga=2.155947323.1439381513.1… 14/22 essa máxima não é verdadeira. O cliente só será o rei se detiver mais poder do que as empresas do setor. Clientes poderosos podem capturar mais valor forçando o setor a oferecer preços baixos, exigindo melhor qualidade ou mais serviço (aumentando assim os custos), e geralmente jogando os concorrentes uns contra os outros, às custas de lucratividade do setor. A maior parte destas fontes de poder do comprador pode ser atribuída a consumidores/compradores industriais e comerciais”, assim como a atacadistas e varejistas, que por comprarem em grandes quantidades ou serem representativos em relação ao consumidor final, podem ter uma maior facilidade nas negociações (Porter, 1991, p. 42). O consumidor final, por sua vez, não apresenta grande força em relação as empresas, sendo assim desconsiderado como uma ameaça ao setor. Figura 10 – Poder de negociação Crédito: Texelart/Shutterstock. TEMA 4 – AMBIENTE INTERNO: COMPETÊNCIAS ORGANIZACIONAIS Para que a organização possa colocar estratégias em prática e alcançar a desejada vantagem competitiva, é necessário realizar antes uma série de análises. Dentre essas análises se encontra a análise do ambiente interno à organização. É preciso verificar pontos fortes e pontos fracos para a manutenção e ampliação dos pontos fortes e a eliminação ou, pelo menos, a redução, de pontos fracos. Assim, para que a estratégia seja bem-sucedida é indispensável uma avaliação objetiva de recursos e de capacidades que a empresa já possui, bem como os recursos e capacidades que a 23/07/2022 20:53 UNINTER https://conteudosdigitais.uninter.com/libraries/newrota/?c=/gradNova/2021/engProducao/admEstrategica/a2&_ga=2.155947323.1439381513.1… 15/22 empresa não tem e serão necessários para colocar as estratégias organizacionais em prática. O conjunto de recursos e de capacidades vão gerar as competências organizacionais. Existe uma teoria econômica que explica que, num setor em que as empresas concorrentes sofrem o mesmo tipo de pressões externas, essas empresas só conseguiriam se sobressair uma em relação às outras devido às diferenças existentes em relação a seus recursos e capacidades internos. Essa teoria se chama visão baseada em recursos (VBR). Wernerfelt (1984, p. 72), ao explicar a VBR propõe que: 1. A análise das empresas em termos de seus recursos conduz a critérios imediatos diferentes da perspectiva tradicional de produtos. Em particular, as empresas diversificadas são vistas sob uma nova luz. 2. Pode-se identificar tipos de recursos que podem conduzir a altos lucros. Analogamente às barreiras à entrada, estes estão associados com [...] barreiras à posição de recursos. 3. A estratégia para uma grande empresa envolve o atingimento de um equilíbrio entre a exploração dos recursos existentes e o desenvolvimento de novos recursos. 4. uma aquisição pode ser vista como a compra de um pacote de recursos em um mercado altamente imperfeito. Baseando a compra em um recurso raro, é possível, tudo o mais permanecendo igual, maximizar essa imperfeição e as probabilidades de comprar barato e obter bons retornos. Figura 11 – Visão baseada em recursos Fonte: Craig; Grant, 1999. Para Craig e Grant (1999) os recursos são os meios colocados à disposição de uma organização para que ela possa realizar suas atividades. Por sua vez, a capacidade organizacional é o resultado da 23/07/2022 20:53 UNINTER https://conteudosdigitais.uninter.com/libraries/newrota/?c=/gradNova/2021/engProducao/admEstrategica/a2&_ga=2.155947323.1439381513.1… 16/22 totalização das competências individuais encontradas na empresa. Uma vantagem competitiva só será alcançada quando todos os recursos e capacidades estiverem à disposição para a implantação das estratégias. Não é possível ter uma estratégia bem-sucedida se só se tiver recursos, ou só se tiver capacidades. É como ter um carro de Fórmula 1 e não saber dirigir, ou cozinhar excepcionalmente e não ter um fogão. Os recursos são, normalmente, divididos em dois tipos: os recursos tangíveis e os recursos intangíveis. Os recursos tangíveis são concretos e, portanto, facilmente mensuráveis e identificáveis. Já os recursos intangíveis são de difícil mensuração e avaliação, tendo em vista sua característica de serem abstratos, não físicos, não palpáveis. Dentre os recursos tangíveis é possível observar os recursos financeiros e os recursos físicos. Já quanto aos recursos intangíveis, podem se apresentar na forma de qualificação, tecnologia, reputação e/ou relacionamento da organização. Como exemplos, é possível citar reservas de caixa, ativos financeiros, capacidade de empréstimos e fluxo de caixa, entre outros, como recursos financeiros; local, equipamentos e matéria-prima, como recursos físicos; experiência e conhecimento, adaptabilidade e fidelidade, como recursos de qualificação; patentes, direitos autorais e segredos comerciais e pessoal de P&D, como recursos tecnológicos; marca e renome da empresa, como recursos de reputação; formas de relação com clientes, fornecedores, distribuidores e autoridades governamentais, como recursos de relacionamento. Para compreender melhor a capacidade organizacional é possível utilizar a ideia de cadeia de valor, proposta por Michael Porter. A cadeia de valor é o conjunto de atividades que a organização realiza para criar algo que seus clientes valorizem e, por causa desse valor, prefiram o produto da sua empresa em detrimento dos produtos de outras empresas. De acordo com Porter (1991), o foco da cadeia de valor não são os departamentos da empresa, mas sim seus sistemas, ou seja, como entradas são transformadas em saídas. Essa transformação passa por uma série de atividades comuns a qualquer empresa. Porter as divide em duas: as atividades primárias e as atividades de apoio. Figura 12 – Cadeia de valor de Porter 23/07/2022 20:53 UNINTER https://conteudosdigitais.uninter.com/libraries/newrota/?c=/gradNova/2021/engProducao/admEstrategica/a2&_ga=2.155947323.1439381513.1… 17/22 Crédito: Darride/Shutterstock. As atividades primárias são aquelas que impactam diretamente na transformação das entradas em saídas dentro do sistema. São elas: a Logística de Entrada; as Operações; a Logística de Saída; o Marketing e as Vendas; e os Serviços. Quanto as atividades de apoio, essas dão suporte às atividades primárias e são compostas por Infraestrutura; Gestão de Recursos Humanos; Desenvolvimento Tecnológico; e Aquisição/Compras. Cada uma dessas atividades agrega valor ao produto que está sendo elaborado na organização. Ao final, ainda se deve considerar uma Margem, ou seja, a diferença entre o valor percebido pelo produto e o custo de criação/produção do produto. Assim, chega-se ao valor real desse bem e/ou serviço. Assim, a maneira como as atividades primárias e de apoio são realizadas determina os custos de produção e afeta os lucros da organização. É por isso que o uso dessa ferramenta auxilia a empresa a entender quais são suas fontes de valor. Ao analisar e compreender suas capacidades e seus recursos, a empresa terá a possibilidade de compreender quais são suas competências. Prahalad e Hamel (1990) trazem um estudo fundamental sobre o tema, popularizando a teoria VBR, em quereforçam a ideia de “core competences”, ou seja, competências essenciais de uma empresa, que estão relacionadas à possibilidade de aprendizagem coletiva na organização, especialmente ao coordenar diversas habilidades de produção e integrar múltiplos fluxos de tecnologias, juntando assim os recursos e as capacidades da empresa “de forma valiosa, difícil de imitar, e versátil, que contribuem para o desempenho da empresa, em um fator- chave de sucesso ao negócio” e para a manutenção de sua vantagem competitiva em relação a seus concorrentes (Berton; Fernandes, 2012, p. 95). TEMA 5 – MISSÃO, VISÃO, VALORES 23/07/2022 20:53 UNINTER https://conteudosdigitais.uninter.com/libraries/newrota/?c=/gradNova/2021/engProducao/admEstrategica/a2&_ga=2.155947323.1439381513.1… 18/22 Ao principiar o processo de formulação estratégica, os primeiros passos dizem respeito a analisar o ambiente externo e o ambiente interno da organização. De posse dessas informações é possível compreender melhor o tipo de negócio da empresa. Mas conhecer as forças externas e conhecer as competências organizacionais não é suficiente para planejar e colocar as estratégias da empresa em prática. Antes se faz necessário entender o negócio do qual a empresa participa e de como ela pretende fazer parte desse negócio. Assim, ao iniciar uma formulação estratégica é necessário observar, em um primeiro momento, se a empresa já tem expressas sua missão e visão organizacionais. A missão de uma empresa “responde à pergunta mais básica que uma organização (e, talvez, uma pessoa) pode se propor: para que existimos?” (Berton; Fernandes, 2012, p. 143). Ou seja, qual necessidade da sociedade a empresa pretende atender. É com base nesse propósito amplo que todas as demais atividades organizacionais serão planejadas e realizadas, possibilitando a todos que compõem a organização o entendimento de como o seu trabalho se encaixa nos grandes objetivos organizacionais. Assim, além de indicar o porquê da empresa existir, também serve como inspiração e fator de incentivo ao trabalho de todos. É por apresentar esse caráter inspirador que, de um modo geral, a construção formal da missão de uma empresa passa pela formulação de uma frase, normalmente criativa, que demonstre a todos que a lerem o que a empresa faz, mas, além disso, o que a diferencia de outras organizações. Para formular a missão, portanto, é necessário pensar não no produto oferecido ao cliente, mas sim na necessidade atendida, na contribuição que a empresa traz para a sociedade. Mas a formulação não pode ser genérica em excesso, já que a missão de uma empresa deve ser única, não pode servir a várias outras organizações. Nesse sentido frases como “oferecer um produto de qualidade” ou “servir da melhor forma possível o nosso cliente” são péssimos exemplos de missão, visto poderem ser usadas por qualquer tipo de empresa em qualquer ramo de negócios. Alguns exemplos de missão adequadas à atuação de suas empresas são: Refrescar o mundo – Coca-Cola Company [...] tornar o ser solteiro mais divertido e gratificante, conectando pessoas que de outra forma não teriam se conhecido na vida real – Tinder Criamos oportunidades ao colocar o mundo em movimento – Uber Se faz bem, a gente faz: melhorar a qualidade de vida e contribuir para um futuro mais saudável – Nestlé 23/07/2022 20:53 UNINTER https://conteudosdigitais.uninter.com/libraries/newrota/?c=/gradNova/2021/engProducao/admEstrategica/a2&_ga=2.155947323.1439381513.1… 19/22 Organizar as informações do mundo para que sejam universalmente acessíveis e úteis para todos – Google Conforme Berton e Fernandes (2012), definir de forma adequada a missão da empresa traz vantagens visíveis para o alcance dos objetivos organizacionais, na medida em que uniformiza os esforços de todos naquilo que é fundamental para a empresa, e também auxilia nas tomadas de decisão, já que norteia o que é importante para a empresa. É dessa forma que a missão se torna parte da rotina organizacional e deixa de ser apenas uma frase no site da empresa ou no crachá do funcionário. Outro conceito que deve se tornar algo concreto para as pessoas, preparando o processo de formulação de estratégias, é a visão da empresa. A visão está relacionada ao que a empresa gostaria de ser no futuro, ou seja, “a visão é a explicitação do que se idealiza para a organização” (Berton; Fernandes, 2012, p. 147). Dessa forma, as pessoas que fazem parte dessa empresa terão um balizador do que se pretende ao longo do tempo, de quais são as grandes metas a serem alcançadas. Embora muitas empresas não coloquem datas ou prazos em sua descrição de visão, é importante notar que a visão diz respeito ao estabelecimento de um limite de tempo para que a mesma seja alcançada. Alguns exemplos de visão: Impacto positivo 2050: Seremos geradores de impactos econômico, social, ambiental e cultural positivos, entregando valor para toda a nossa rede de relações, em todos os negócios, marcas e geografias em que atuarmos, por meio de nossos produtos, serviços e canais de comercialização – Natura Ser a maior e melhor rede de chocolates finos do mundo – Cacau Show Finalmente, faz parte desse conjunto de busca de conhecimento acerca da própria empresa distinguir os valores que orientam suas ações. Os valores de uma empresa dizem respeito às crenças de seus fundadores que se perpetuaram ao longo do tempo, indicando assim a ética de trabalho da organização. Portanto definem princípios que norteiam, direcionam as práticas organizacionais, em especial quanto a comportamentos e atitudes esperados de todos que fazem parte da empresa, no que se refere à relação entre si e com todas as partes interessadas da empresa: clientes, fornecedores, a sociedade como um todo. Como exemplos de valores tem-se: 23/07/2022 20:53 UNINTER https://conteudosdigitais.uninter.com/libraries/newrota/?c=/gradNova/2021/engProducao/admEstrategica/a2&_ga=2.155947323.1439381513.1… 20/22 Alta Performance, Adicionar Valor, Renovação, Respeito, Responsabilidade, Sustentabilidade, Proximidade ao Cliente – Volkswagen Temos mentalidade de dono; construímos times fortes e diversos; buscamos a eficiência inteligente – Nubank Dar voz às pessoas, criar conexão e comunidade, servir a todos, manter as pessoas seguras e proteger a privacidade, promover a oportunidade econômica – Facebook Figura 13 – Missão, visão, valores Crédito: Shutterstock. FINALIZANDO Nesta aula você pode conhecer o conceito de ambiente e entender o porquê da sua importância para a formulação das estratégias. Não é possível formular uma estratégia bem-sucedida e buscar vantagem competitiva sem fazer uma análise correta dos ambientes que envolvem a empresa. Assim, você pôde entender cada uma das forças que compõem o macroambiente e como cada uma delas (demográfica, natural, tecnológica, político/legal; sociocultural; econômica) pode causar impactos positivos ou negativos nas organizações. Também aprendeu sobre as forças do ambiente setorial, aquele ambiente mais próximo à organização por ser o ambiente de negócios no qual a empresa atua. Pode ver que Porter definiu que existem cinco forças nesse ambiente: rivalidade entre os concorrentes atuais; entrantes potenciais; ameaça de produtos substitutos; poder de negociação de fornecedores; e poder de negociação de compradores. Cada uma dessas forças deve ser analisada pela empresa, pois não é só a concorrência direta que interfere na lucratividade de uma organização. 23/07/2022 20:53 UNINTER https://conteudosdigitais.uninter.com/libraries/newrota/?c=/gradNova/2021/engProducao/admEstrategica/a2&_ga=2.155947323.1439381513.1… 21/22 Conheceu a ideia de que recursos e capacidades, que estão no ambiente interno da organização, também são relevantes para o alcance das estratégias pretendidas pela empresa. Viu que se pode analisar as capacidades por meio de uma ferramenta oferecida por Porter: a cadeia de valor. Viu também que a junção de recursos e capacidades pode dara medida das competências essenciais de uma empresa e que são essas competências que diferenciam uma empresa das outras que atuam num mesmo setor. Finalmente, pode aprender sobre missão, visão e valores das organizações. Esses são conceitos que auxiliam as pessoas que fazem parte da empresa a compreender de forma mais sistêmica o que se espera da organização e, por consequência, delas próprias, para se alcançar bons resultados e obter vantagem competitiva. REFERÊNCIAS BERTON, L. H.; FERNANDES, B. H. R. Administração estratégica: da competência empreendedora à avaliação de desempenho. 2. ed. São Paulo: Saraiva, 2012. COUTINHO, L. G.; FERRAZ, J. C. Estudo da competitividade da indústria brasileira. Campinas, Papirus, 1994. CRAIG, J.; GRANT, R. Gerenciamento estratégico. São Paulo: Littera Mundi, 1999. GAMBLE, J. E.; THOMPSON, A. A. Fundamentos da administração estratégica. Porto Alegre: AMGH, 2012. JACOMASSI, E. P. Ambiente externo e processo de definição de estratégias organizacionais: uma revisão e síntese teórica. Administração de Empresas em Revista, Curitiba, n. 4, p. 77-102, 2005. KOTLER, P.; ARMSTRONG, G. Princípios de marketing. 15. ed. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2015. MOTTA, F. C. 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